Slide de feijão e soja

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  • 1. › DOENÇAS FÚNGICAS › DOENÇAS FÚNGICAS  Antracnose – Colletotrichum lindemuthianum  Mancha “olho-de-rã” (Cercospora sojina)  Ferrugem – Uromyces phaseoli  Doenças de final de ciclo: mancha parda  Mancha angular – Isariopsis griseola (Septoria glycines)  Oídio – Erysiphe polygoni  Cancro da haste (Diaporthe phaseolorum f. sp.  Mancha de levedura – Nematospora corylli meridionalis/Phomopsis phaseoli f. sp.  Podridão radicular de Rhizoctonia – Rhizoctonia meridionalis) solani  Antracnose (Colletotrichum dematium var.  Mofo branco – Sclerotinia sclerotiorum truncata)  Murcha de Sclerotium – Sclerotium rolfsii  Seca da haste e da vagem ou Phomopsis da  Podridão radicular seca – Fusarium solani semente (Phomopsis sojae e outras espécies)  Murcha de Fusarium – Fusarium oxysporum  Mancha alvo e podridão da raiz (Corynespora cassiicola)  Podridão cinzenta do caule – Macrophomina phaseolina  Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum)› DOENÇAS BACTERIANAS  Podridão parda da haste (Phialophora gregata)  Crestamento bacteriano comum – Xanthomonas campestri  Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS (Fusarium solani)  Crestamento bacteriano de halo – Pseudomonas syringae › DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATÓIDES› DOENÇAS CAUSADAS POR VIRUS  Nematóides de galhas (Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria)  Mosaico comum (VMCF)  Nematóide de cisto (Heterodera glycines)  Mosaico dourado (VMDF)  Mosaico amarelo (VMAF)› NEMATOIDES
  • 2.  Antracnose – Colletotrichum lindemuthianum  É uma doença considerada de maior importância na cultura do feijoeiro  Ocorre com maior severidade no sul do país  As folhas afetadas apresentam lesões que ocorrem inicialmente na face inferior da folha, caracterizando- se por um enegrecimento das nervuras que se estende aos tecidos adjacentes.  Nas hastes, vagens e sementes, as lesões são geralmente de coloração escura, arredondadas ou ovaladas, e deprimidas em relação à superfície do órgão.  A semente infectada pode apresentar lesões levemente deprimidas, de cor marrom, bordos escuros, facilmente observadas nas sementes de tegumento claro.  O patógeno pode sobreviver em restos de culturas, sendo a semente infectada a principal fonte de disseminação da doença.  Controle: uso de sementes sadias, cultivares resistentes, pulverizações com fungicidas recomendados à cultura (Chlo- rothalonil, Benomyl, Tiofanato metílico, Mancozeb) e tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan).
  • 3.  Ferrugem – Uromyces phaseoli  Esta doença ocorre em todas as regiões produtoras de feijão e se manifesta principalmente nas folhas do feijoeiro, sendo as hastes e as vagens pouco atingidas.  Ocorre com intensidade variável, provocando desfolha prematura nas lavouras severamente atacadas.  Em condições favoráveis, temperatura entre 20-27º C e alta umidade, intercalada por períodos de baixa precipitação e grande quantidade de orvalho, pode causar prejuízos de até 46%.  Os sintomas característicos da doença se manifestam nas folhas como pequenos pontos cloróticos, evoluindo para pústulas salientes de cor esbranquiçada ou amarelada, que aparecem preferencial-mente na face inferior das folhas.  Em poucos dias, surgem pequenas pústulas de cor ferrugem em ambas as superfícies das folhas, quase sempre rodeadas por um halo amarelo. Folhas severamente atacadas tornam-se amarelas, secam e caem.  Controle: uso de cultivares resistentes, épocas adequadas de plantio e tratamento químico (Mancozeb, Oxycarboxin).
  • 4.  Mancha angular – Isariopsis griseola › Este doença ocorre com maior intensidade na safra da seca. › É favorecida por temperatura entre 18-25º C associada com períodos de alta umidade. › Ocorre com maior freqüência durante o estádio de formação e maturação de vagens. › Os sintomas desta doença podem ser observados no caule, folhas e vagens. › Nas folhas verdadeiras, as lesões são angulares, delimitadas pelas nervuras de coloração pardo-acinzentada, visível na face inferior da folha. › Nas hastes, as lesões podem ser alongadas e de cor castanho-escuro, sendo que nas vagens as lesões são quase circulares, de coloração castanho-avermelhado, com os bordos escuros. › As vagens atacadas podem produzir sementes mal desenvolvidas ou totalmente enrugadas. A doença é transmitida pela semente. › Controle: Rotação de culturas, época adequada de plantio, uso de sementes sadias e tratamento químico (Mancozeb, Maneb).
  • 5.  Oídio – Erysiphe polygoni › Ocorre com maior intensidade em condições de seca e de temperaturas moderadas, podendo causar sérios danos à cultura se ocorrer antes da formação de vagens. › Os sintomas se manifestam nas folhas, hastes e vagens. › Os primeiros sintomas são manchas verde-escuras na parte superior das folhas que logo tornam-se pulverulentas e brancas, podendo tomar toda a superfície foliar. › As vagens afetadas também apresentam crescimento pulverulento e, dependendo da intensidade do ataque, pode causar deformações e queda de vagens. › Controle: uso de cultivares resistentes, época adequada de plantio e tratamento químico (Chlorothalonil, Tiofanato metílico + Chlorothalonil).
  • 6.  Mancha de levedura – Nematospora corylli › Esta doença provoca deformações na semente, depreciando comercialmente os grãos de feijão. › A mancha de levedura é observada somente nas sementes e se caracteriza por manchas lisas, salientes, de coloração rosada. › Geralmente é no centro da lesão, que tem contorno irregular e tamanho variável, onde se nota o sinal da picada do inseto vetor. › O vetor do fungo é uma espécie de inseto sugador que se alimenta das vagens. › Controle: aplicação de inseticidas fosforados no final do florescimento até o período de formação de vagens, quando é maior a incidência do inseto vetor.
  • 7.  Podridão radicular de Rhizoctonia – Rhizoctonia solani › Esta doença ocorre em todas as regiões produtoras e é favorecida por temperaturas entre 15 e 21º C e alta umidade do solo. › Sua importância tem aumentado com a expansão da terceira época de plantio do feijão. › Esta doença pode atacar as sementes, as quais apodrecem no solo antes ou durante a germinação. › Quando a infecção ocorre no estádio de plântula, o fungo produz lesões necróticas, ocasionando um estrangulamento na base do caule que resulta em tombamento. › O estrangulamento do caule e da raiz principal dificulta a translocação da seiva e reduz a absorção de água, tornandoa planta mais suscetível a períodos de estiagem. › À medida que os tecidos da planta envelhecem, aumenta a resistência, desenvolvendo se, nas raízes e na base do caule, cancros alongados no sentido longitudinal, de cor pardo- avermelhada e com bordos bem definidos. › Pode infectar as vagens em contato com o solo, produzindo lesões deprimidas, de cor parda, bem delimitadas. › A semente afetada se descolore e transporta o patógeno para novas áreas. › Controle: uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e plantio em condições ideais para rápida germinação das sementes.
  • 8.  Mofo branco – Sclerotinia sclerotiorum › Ocorre principalmente em regiões de clima frio e úmido. › Possui ampla faixa de hospedeiros e pode sobreviver por vários anos no solo, sendo favorecido por alta umidade relativa, baixa temperatura e pouca aeração. › Os sintomas se manifestam nas hastes, folhas e vagens, principalmente próximas do solo, iniciandose como manchas aquosas que, sob condições favoráveis, crescem rapidamente, provocando uma podridão mole, e cobrem-se posteriormente por uma densa massa de micélio branco, de aspecto cotonoso, na qual se formam os corpos duros e pretos, que são os esclerócios. › Controle: rotação de culturas, uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e pulverização com fungicidas (Tiofanato metílico + Chlorothalonil).
  • 9.  Murcha de Sclerotium – Sclerotium rolfsii › Ataca grande número de espécies vegetais, sendo comum a sua presença em solos cultivados. › Condições de alta temperatura e umidade favorecem o desenvolvimento da doença. › Os sintomas iniciais aparecem no colo, ao nível do solo, como manchas escuras, encharcadas, estendendo-se pela raiz principal e produzindo uma podridão freqüentemente recoberta por um micélio branco. › Na parte aérea, as plantas apresentam amarelecimento e desfolha dos ramos superiores e uma murcha repentina que conduz à seca total. › Controle: uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan), rotação de culturas e maior espaçamento.
  • 10.  Podridão radicular seca – Fusarium solani › As condições favoráveis para esta doença são a alta compactação do solo e a alta umidade do solo, que diminuem a taxa de difusão de oxigênio, e a alta temperatura (22 a 32º C). › A podridão ocasionada pelo fungo é caracterizada pela presença de lesões avermelhadas na raiz e na parte inferior do caule, de tamanho e margens indefinidos, tornando-se mais tarde pardo-escuras. Como conseqüência do progresso da infecção na raiz principal, as raízes laterais morrem e, em condições favoráveis,ocorre morte parcial outotal dos ramos. › Além de ser transmitido pela semente, o patógeno pode sobreviver em restos de cultura. › Controle: uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e rotação de culturas.:
  • 11.  Murcha de Fusarium – Fusarium oxysporum › Esta doença se manifesta por perda de turgescência, amarelecimento, seca e queda progressiva das folhas de baixo para cima, podendo afetar toda a planta ou somente parte dela. › Cortando-se a haste das plantas afetadas observa-se uma descoloração interna do caule (escurecimento dos vasos). › Sob condições de alta umidade as plantas severamente atacadas apresentam intensa esporulação do fungo nas hastes e ramos. › O fungo é transmitido pela semente e sobrevive no solo por vários anos. › Controle: uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e rotação de culturas.
  • 12.  Podridão cinzenta do caule – Macrophomina phaseolina › Ocorre com maior severidade nas regiões secas e quentes e em solos compactados. O patógeno é transmitido pela semente e pode sobreviver no solo e em restos de cultura por períodos prolongados. › Quando as plântulas são infectadas no início do desenvolvimento apresentam lesões escuras, deprimidas, com margens bem definidas, as quais podem rodear completamente o caule. › Acima da lesão a plântula amarelece e murcha, e pode quebrar-se ao nível da mesma. Em plantas adultas, a doença progride mais lentamente, causando raquitismo, clorose e desfolhamento prematuro, particularmente do lado onde se localiza a lesão. › As vagens em contato com o solo contaminado são atacadas pelo fungo, infectando as sementes que normalmente não germinam, adquirem uma coloração negra e são totalmente destruídas pelo fungo. › Controle: uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan), rotação de culturas e bom preparo do solo.
  • 13.  Crestamento bacteriano comum–Xanthomonas campestri › A doença é causada por uma bactéria que se manifesta em toda a parte aérea da planta. › Nas folhas, as lesões inicialmente são visíveis na face inferior, onde são pequenas e encharcadas e, à medida que se desenvolvem, os tecidos tornam-se secos e quebradiços, circundados por um halo amarelo, facilmente observados na face superior das folhas. › As lesões nos caules das plantas novas são deprimidas e iniciam-se sob a forma de manchas aquosas, que aumentam gradualmente de tamanho e tomam a aparência de riscos vermelhos que se estendem ao longo do caule, cuja superfície normalmente racha, podendo o exsudato bacteriano acumular-se na lesão. › As lesões nas vagens inicialmente são encharcadas, circulares a irregulares, apresentando ou não exsudato bacteriano de cor amarela, e posteriormente tornam- se secas e avermelhadas. › A infecção é normalmente observada na sutura das vagens. › As sementes infectadas podem se apresentar descoloridas, enrugadas ou simplesmente não apresentar sintomas visíveis. › O principal modo de disseminação da bactéria de uma área para a outra é através de sementes contaminadas e, dentro de uma plantação, através de respingos de chuva, implementos agrícolas e insetos. › Controle: uso de variedades resistentes, sementes sadias, rotação de culturas e eliminação de restos culturais.
  • 14.  Crestamento bacteriano de halo – Pseudomonas syringae › Esta doença, causada por bactéria, também é conhecida por fogo selvagem. › Nas folhas, os sintomas são lesões necróticas, de tamanho reduzido, formato irregular ou arredondado, muitas vezes restritas a pequenas pontuações, mas sempre circundadas por pronunciados halos de coloração verde-pálido a amarelado, de forma circular. › A transmissão da bactéria através de sementes ainda não foi comprovada. › Controle: uso de cultivares resistentes, rotação de culturas, eliminação de restos culturais e pulverizações foliares com oxicloreto de cobre.
  • 15.  Mosaico comum (VMCF) › O mosaico comum do feijoeiro é uma doença amplamente disseminada em todas as regiões produtoras desta leguminosa, e as perdas na produção dependem da cultivar, da estirpe do vírus e da idade da planta no momento da infecção. › Esta doença é transmitida pela semente e dentro da lavoura é disseminada por várias espécies de pulgões, principalmente a espécie Myzus persicae. › Os sintomas mais comuns são os em forma de mosaico, manifestando-se em cultivares infectadas um mosaico composto por áreas verde-claro intercaladas por áreas verdes normais e na maioria das vezes apresentando rugosidade e enrolamento das folhas. Estas folhas frequentemente são menores que as folhas sadias. › Os folíolos das plantas infectadas podem apresentar-se com formato mais alongado que os das plantas normais. › As plantas infectadas apresentam crescimento reduzido e às vezes atrofiamento com deformações nas vagens e botões florais. › Controle: uso de cultivares resistentes, de sementes sadias e controle do inseto vetor através de aplicações de inseticidas fosforados.
  • 16.  Mosaico dourado (VMDF) › O vírus do mosaico dourado do feijoeiro é transmitido pela mosca branca, Bemisia tabaci, e é um problema sério em vários Estados do país. › A responsável pelo aumento em importância do vírus do mosaico dourado do feijoeiro é a cultura da soja, excelente hospedeira par alimentação e reprodução da mosca branca. › Os sintomas iniciam-se nas folhas mais novas com um salpicamento amarelo vivo, tomando posteriormente todo o limbo foliar ou toda a planta, delimitado pela coloração verde das nervuras, dando um aspecto de mosaico. › Quando a infecção ocorre antes ou até o florescimento, provoca abortamento das flores e reduz o número de vagens e grãos. › Controle: uso de cultivares resistentes, época adequada de plantio e aplicação de inseticidas para eliminação da mosca branca.
  • 17.  Mosaico amarelo (VMAF) › O vírus do mosaico amarelo do feijoeiro é disseminado na lavoura por afídeos, não sendo transmitido por sementes, o que constitui uma das principais diferenças entre o vírus do mosaico amarelo e o vírus do mosaico dourado do feijoeiro. › Os sintomas característicos são áreas cloróticas irregulares intercaladas com áreas verdes normais da folha. › No caso de infecção precoce, as plantas tornam-se enfezadas, as folhas adquirem mosaico brilhante, tornando-se quebradiças, e os folíolos tornam-se enrolados. › Pode ocorrer superbrotamento e retardamento da maturação das plantas. › Controle: uso de cultivares resistentes e aplicações de inseticidas para o controle do inseto vetor do vírus.
  • 18.  O feijoeiro está sujeito ao ataque de nematóides e os prejuízos causados por esses microrganismos podem ser totais, dependendo da espécie, da cultivar e do estádio de desenvolvimento da planta; umidade e temperatura do solo; espécies, raça fisiológica e densidade populacional do nematóide. Dentre as espécies de nematóides identificadas, as mais comuns nessa cultura são: Meloidogyne incognita, M. javanica e Pratylenchus brachyurus. Os sintomas mais característicos são observados nas raízes, devido às alterações anatômicas e fisiológicas das células. As raízes infectadas apresentam deformações chamadas galhas, muitas vezes com diâmetro superior ao das raízes sadias e, quando a infecção é severa, as galhas podem-se fundir umas às outras, de modo que todo o sistema radicular fica completamente deformado. As plantas infectadas por nematóides podem mostrar sintomas de definhamento, amarelecimento das folhas e murcha nas horas mais quentes do dia. Controle: rotação de culturas, uso de cultivares resistentes.
  • 19.  Mancha “olho-de-rã” (Cercospora sojina) › Já foi uma das mais sérias da cultura da soja e poderá voltar a causar grandes prejuízos se não houver diversificação genética das cultivares, principalmente no Cerrado, onde cerca de 60% é representada por uma cultivar, a “FT- Cristalina”. › O fungo C.sojina ataca toda a parte aérea, porém, é mais visível nas folhas onde produz manchas circulares, medindo de 1 a 4 mm de diâmetro. › Controle: cultivares resistentes e tratamento químico da semente.
  • 20.  Doenças de final de ciclo: mancha parda (Septoriaglycines) e crestamento foliar e mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii) › Tanto a mancha parda como o crestamento foliar de Cercospora/mancha púrpura da semente são de ocorrência generalizada, mas são mais perigosas nas regiões quentes e chuvosas do Cerrado. › Seus efeitos são mais visíveis na fase de maturação e reduzem o rendimento por causarem desfolha prematura. › Sob condições favoráveis, a redução da produtividade pode atingir a mais de 30%. › Controle: Rotação/sucessão de culturas, incorporação dos restos culturais, tratamento de semente e adubação equilibrada, com ênfase no potássio. O controle pode também ser obtido com uma ou duas aplicações preventivas de fungicidas, iniciando no estádio R5.5 (75% de vagem formada). A segunda deve ser feita 10-12 dias após a primeira (estádio R6). Os fungicidas e dosagens (i.a./ha) são: a) benomil (50PM) (500 g); b) benomil (50PM) +mancozeb (80PM) (250g + 1.600 g); c) carbendazim (75PM) (250g); d) fentin hidróxido de estanho (40F) (200 g); e) tiabendazol(40F) (400 g).
  • 21.  Cancro da haste (Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis/Phomopsis phaseoli f. sp. meridionalis) › O fungo é disseminado por sementes contaminadas, multiplica-se nas primeiras plantas infectadas e, posteriormente, nos restos culturais. › A ocorrência da doença depende da suscetibilidade da cultivar e de chuvas freqüentes nos primeiros 40-50 após a emergência. › Controle: Uso de cultivar resistente. A atual falta de semente de cultivares resistentes exige a adoção de medidas capazes de reduzir o potencial de inóculo do patógeno e de melhorar as condições nutricionais das plantas. Assim, além de cultivar resistente, é essencial complementar com tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, incorporação dos restos culturais, semeadura tardia, população e espaçamento que evitem o estiolamento e o acamamento e adubação potássica equilibrada.
  • 22.  Antracnose (Colletotrichum dematium var. truncata) › A antracnose é uma das principais doenças do Cerrado. › Pode causar perda total mas, com maior freqüência, reduz o número de vagens e induz a planta à retenção foliar e haste verde. › O sintoma na haste é facilmente confundido com a fase inicial do cancro da haste. › Controle: Rotação/sucessão de culturas, maior espaçamento entre as linhas e população adequada, controle de plantas daninhas, tratamento da semente e manejo adequado do solo, com ênfase na adubação potássica.
  • 23.  Seca da haste e da vagem ou Phomopsis da semente(Phomopsis sojae e outras espécies) › É uma das doenças mais tradicionais da soja e, anualmente, junto com a antracnose, é responsável pelo descarte de grande número de lotes de sementes. › Ocorre principalmente em anos chuvosos, causando morte prematura ou apodrecimento das vagens e sementes quando ocorre retardamento de colheita por excesso de umidade. › Controle: Idem ao da antracnose.
  • 24.  Mancha alvo e podridão da raiz (Corynespora cassiicola) › Presente em todas as regiões produtoras de soja, além de manchas foliares, o fungo causa podridão da raiz forçando a planta à maturação antecipada. › Aparentemente há variação de patogenicidade entre a Corynespora cassiicola que causa a mancha foliar e a podridão da raiz. Essa hipótese está sendo investigada. › Controle: A maioria das cultivares comerciais são tolerantes à mancha foliar, porém, não há informação detalhada sobre a reação à podridão da raiz. Como o fungo C. cassiicola possui umaampla gama de hospedeiros e sobrevive por muitos anos no solo, evitar a semeadura direta em monocultura, adotando-se a rotação/sucessão de culturas.
  • 25.  Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum) › Uma das mais antigas doenças da soja, a podridão de Sclerotinia continua causando perdas significativas na Região Sul e nas regiões altas do Cerrado. › Além da redução do rendimento, a doença é importante por ocorrer nas principais regiões produtoras de semente. › Controle: Tratamento químico das sementes; aumentar o espaçamento (50-60 cm) e adequar a população para evitar acamamento; rotação/sucessão de soja com espécies resistentes como o milho, aveia branca ou trigo e eliminar as plantas daninhas. Evitar a sucessão da soja em áreas cultivadas com girassol, nabo e canola.
  • 26.  Podridão parda da haste (Phialophora gregata) › A podridão parda da haste foi identificada pela primeira vez em Passo Fundo-RS e municípios vizinhos, em 1989/90 (COSTAMILAN et al., 1991). › Desde então, tem causado sérios danos em diversos municípios do Planalto Central do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. › Controle: Cultivares resistentes e rotação/sucessão com milho, sorgo, arroz, trigo, aveia preta e cevada. As cultivares mais resistentes no Rio Grande do Sul são: BR-16, Davis, EMBRAPA-1, EMBRAPA-4, EMBRAPA-19, Ivorá e OCEPAR-4=Iguaçú(COSTAMILAN & BONATO, 1993).
  • 27.  Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS (Fusarium solani) › Observada pela primeira vez em São Gotardo (MG) na safra 1981/82, na cultivar UFV-1, a podridão vermelha da raiz é hoje um problema nacional. › Ocorre nas principais regiões produtoras de semente de Goiás, Minas Gerais, sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além da soja, causa sérios prejuízos em feijão irrigado sob pivô central. › Controle: A semeadura direta e a monocultura da soja parecem favorecer a doença, porém, não se dispõe de dados experimentais mais concretos para uma recomendação de manejo.Entre as cultivares testadas, IAC-1 e IAC-4 foram resistentes.
  • 28.  Nematóides de galhas (Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria) › Os nematóides de galhas estão entre os maiores responsáveis por redução de rendimento em soja. › A espécie mais predominante é a M. javanica. › Controle: O controle, através de resistência genética, apresenta possibilidades limitadas. A forma mais eficiente e duradoura de conviver com os nematóides de galhas é através da rotação/sucessão de culturas com espécies resistentes (algodão, milho, sorgo, aveia, trigo, etc.) e adubação verde com espécies de Crotalaria e mucuna preta (Styzolobium atterrimum).
  • 29.  Nematóide de cisto (Heterodera glycines) › A presença do nematóide de cisto é caracterizada por reboleiras de plantas amareladas de diferentes tamanhos. › As plantas infestadas podem morrer aos 30-40 dias da semeadura. › Geralmente, o sintoma mais característico é o amarelecimento das folhas com acentuado sintoma de deficiência de manganês, acompanhado de nanismo das plantas, abortamento de flores e vagens. › O sintoma de deficiência de manganês é mais visível nos solos sob cerrado, enquanto no latossolo roxo (Palmital, SP) a deficiência de potássio se acentua. › As características mais distintas para diagnóstico do nematóide é a presença típica dos cistos (fêmeas) de coloração branca a amarela nas raízes e castanha no solo. › Controle: A primeira medida a ser adotada é a de evitar a dispersão do nematóide para novas áreas. As principais formas de disseminação para áreas indenes são: a) movimentação e transporte de solo infestado aderido a máquinas e implementos agrícolas, veículos e calçados; b) erosão eólica; c) erosão por água de chuva; d) sementes com partículas de solo contendo cistos; e) aves e animais silvestres; e f) transporte de soja não beneficiada, contendo torrões e resíduos contaminados, distribuídos por caminhões, ao longo das rodovias. A identificação do nematóide na fase inicial de infestação é fundamental para o controle.