Barroco resumo

27,497
-1

Published on

Published in: Education
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
27,497
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
143
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Barroco resumo

  1. 1. Barroco (1601-1768) Idade Media X Renasciment o (teocentrismo) (antropocentrismo )
  2. 2. Características principais: <ul><li>Religiosidade conflituosa: </li></ul><ul><ul><li>razão X emoção </li></ul></ul><ul><ul><li>paganismo X cristianismo </li></ul></ul><ul><ul><li>pecado X arrependimento </li></ul></ul><ul><li>confusão de sentidos: </li></ul><ul><ul><li>textos difíceis </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>(conflito/oposição) </li></ul></ul></ul></ul>
  3. 3. <ul><li>Abuso formal de figuras de linguagem: brinca com palavras </li></ul><ul><ul><ul><li>Metáfora </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipérbole </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Antítese </li></ul></ul></ul><ul><li>Pessimismo: o mundo era um vale de lágrima . </li></ul><ul><li>Transitoriedade da vida: tudo é efêmero (“Carpe diem” “ Epicurismo”) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>No s éculo XVI, o Renascimento representou o retorno à cultura clássica greco-latina. </li></ul><ul><li>No século XVII, o barroco surge. </li></ul><ul><li>Um movimento artístico que ainda apresenta algumas conecções com a cultura clássica. </li></ul><ul><li>Simultaneamente busca caminhos próprios, que satisfariam as necessidades de expressão daquela época. </li></ul>A Linguagem Barroca O ê xtase de Santa Teresa, de Bernini
  5. 5.    <ul><li>Arte racional </li></ul><ul><ul><li>Antítese </li></ul></ul><ul><ul><li>Paradoxos </li></ul></ul>Conceptismo
  6. 6. <ul><li>O Barroco sempre busca transmitir estados de conflito espiritual. </li></ul><ul><li>Por isso, faz uso de certas figuras de linguagem que traduzem o sentido tr á gico da vida. </li></ul><ul><li>A ant ítese é a figura de linguagem que consiste no emprego de palavras que se op õ em quanto o sentido. </li></ul>Antitese
  7. 7. O Barroco Brasileiro
  8. 8. <ul><li>A vós correndo vou, braços sagrados, Nessa cruz sacrossanta descobertos, Que, para receber-me, estais abertos, E, por não castigar-me, estais cravados. </li></ul><ul><li>A vós, divinos olhos, eclipsados De tanto sangue e lagrimas abertos, Pois, para perdoar-me, estais despertos, E, por não condenar-me, estais fechados, </li></ul><ul><li>A vós, pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me. </li></ul><ul><li>A vós, lado patente, quero unir-me, A vós, cravos preciosos, quero atar-me, Para ficar unido, atado e firme. </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Gregorio de Matos </li></ul></ul></ul></ul>Buscando a Cristo
  9. 9. <ul><li>Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. </li></ul><ul><li>Os enunciados, em versos nesta forma de linguagem, apresentam elementos que apesar de se exclu írem, também se completam formando afirmações que parecem sem lógica. </li></ul>Paradoxo
  10. 10. <ul><li>Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. </li></ul><ul><li>É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. </li></ul><ul><li>É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. </li></ul><ul><li>Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Luis de Camoes </li></ul></ul></ul></ul></ul>Amor e Fogo Que Arde Sem se Ver
  11. 11. <ul><li>É caracterizado pela linguagem rebuscada, culta, extravagante; pela valorização do pormenor mediante jogos de palavras. </li></ul><ul><li>O aspecto exterior imediatamente visível no Cultismo é o abuso no emprego de figuras de linguagem. </li></ul><ul><li>Como as metáforas, antítese, hipérboles, hipérbatos, anáforas, paronomásias, s inestesias , etc… </li></ul>Cultismo
  12. 12. <ul><li>&quot;O todo sem a parte não é o todo; </li></ul><ul><li>A parte sem o todo não é parte; </li></ul><ul><li>Mas se a parte o faz todo, sendo parte, </li></ul><ul><li>Não se diga que é parte, </li></ul><ul><li>sendo o todo.  </li></ul><ul><li>Em todo o Sacramento está Deus todo, </li></ul><ul><li>E todo assiste inteiro em qualquer parte, </li></ul><ul><li>E feito em partes todo em toda a parte, </li></ul><ul><li>Em qualquer parte sempre fica todo.&quot; </li></ul><ul><li>(Gregório de Matos) </li></ul>Gregorio De Mattos
  13. 13. O Barroco no Brasil A mais importante igreja do barroco mineiro, projetada por Aleijadinho, situa-se em Ouro Preto.
  14. 14. Gre g ó rio De Matos <ul><li>advogado e poeta </li></ul><ul><li>nasceu </li></ul><ul><ul><li>na então capital do Brasil, Salvador, BA </li></ul></ul><ul><ul><li>em 7 de abril de 1633 </li></ul></ul><ul><li>estudou </li></ul><ul><ul><li>no Colégio dos Jesuítas </li></ul></ul><ul><ul><li>e em Coimbra, Portugal </li></ul></ul><ul><li>voltou ao Brasil em 1681 </li></ul><ul><li>dedicou-se a </li></ul><ul><ul><li>Sátiras e </li></ul></ul><ul><ul><li>Poemas erótico-irônicos </li></ul></ul><ul><li>exilado em Angola </li></ul><ul><li>faleceu </li></ul><ul><ul><li>em Recife, PE, </li></ul></ul><ul><ul><li>em 1696. </li></ul></ul>
  15. 15. A Fundaç ã o da Poesia no Brasil <ul><li>Greg ó rio de Matos foi o primeiro poeta popular no Brasil. </li></ul><ul><li>Consciente aproveitador de temas e de ritmos da poesia e da musica populares. </li></ul><ul><li>O Boca do Inferno </li></ul><ul><li>Irreverente: </li></ul><ul><ul><li>afrontou os valores e a falsa moral sociedade baiana do seu tempo. </li></ul></ul><ul><li>Como poeta lírico: </li></ul><ul><ul><li>Segue e ao mesmo tempo quebra os modelos barrocos europeus </li></ul></ul><ul><li>Como poeta satírico: </li></ul><ul><ul><li>Denuncia as contradições da sociedade baiana do seculo XVII </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa a língua portuguesa com vocábulos indígenas e africanos, e palavras de baixo calão. </li></ul></ul>
  16. 16. A Lírica <ul><li>Greg ó rio de Matos cultivou três vertentes da poesia lírica: </li></ul><ul><li>A amorosa </li></ul><ul><li>A filos ó fica </li></ul><ul><li>E a religiosa </li></ul>
  17. 17. L í rica Amorosa A L í rica amorosa é um tipo de poema que é fortemente marcada pelo dualismo amoroso. Como a carne e o esp í rito.
  18. 18. S onetos a D . A ngela de S ousa P aredes <ul><li>Não vi em minha vida a formosura, </li></ul><ul><li>Ouvia falar nela cada dia, </li></ul><ul><li>E ouvida me incitava, e me movia </li></ul><ul><li>A querer ver tão bela arquitetura. </li></ul><ul><li>Ontem a vi por minha desventura </li></ul><ul><li>Na cara, no bom ar, na galhardia </li></ul><ul><li>De uma Mulher, que em Anjo se mentia, </li></ul><ul><li>De um Sol, que se trajava em criatura. </li></ul>Me matem (disse então vendo abrasar-me) Se esta a cousa não é, que encarecer-me. Sabia o mundo, e tanto exagerar-me. Olhos meus (disse então por defender-me) Se a beleza hei de ver para matar-me, Antes, olhos, cegueis, do que eu perder-me
  19. 19. A L í rica Filosófica <ul><li>Na L í rica filos ó fica, ele explica: </li></ul><ul><ul><li>o desconcerto do mundo. </li></ul></ul><ul><ul><li>a consci ê ncia do transitoriedade ou efemeridade. </li></ul></ul>Carpe diem
  20. 20. A L í rica Religiosa <ul><li>Na L í rica religiosa ele: </li></ul><ul><ul><li>obedece aos princ í pios fundamentais do barroco europeu. </li></ul></ul><ul><ul><li>Usa temas como Deus e amor. </li></ul></ul>Ex: A Culpa, o arrependimento, o pecado e o perd ã o.
  21. 21. A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR <ul><li>Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado </li></ul><ul><li>Da vossa alta clemência me despido, </li></ul><ul><li>Porque quanto mais tenho delinqüido, </li></ul><ul><li>Vos tenho a perdoar mais empenhado. </li></ul><ul><li>Se basta a vos irar tanto pecado, </li></ul><ul><li>A abrandar-vos sobeja um só gemido: </li></ul><ul><li>Que a mesma culpa, que vos há ofendido, </li></ul><ul><li>Vos tem para o perdão lisonjeado. </li></ul>Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história, Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória
  22. 22. A Sátira <ul><li>Que falta nesta cidade?................Verdade </li></ul><ul><li>Que mais por sua desonra?...........Honra </li></ul><ul><li>Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha. </li></ul><ul><li>O demo a viver se exponha, </li></ul><ul><li>Por mais que a fama a exalta, </li></ul><ul><li>numa cidade, onde falta </li></ul><ul><li>Verdade, Honra, Vergonha. </li></ul><ul><li>(...) </li></ul><ul><li>E que justiça a resguarda?.............Bastarda </li></ul><ul><li>É grátis distribuída?......................Vendida </li></ul><ul><li>Que tem, que a todos assusta?.......Injusta. </li></ul>Valha-nos Deus, o que custa, o que El-Rei nos dá de graça, que anda a justiça na praça Bastarda, Vendida, Injusta. Que vai pela clerezia?..................Simonia E pelos membros da Igreja?..........Inveja Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.

×