A transposição didática como intermediadora entre o conhecimento científico e o  conhecimento escolar
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A transposição didática como intermediadora entre o conhecimento científico e o conhecimento escolar

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Trabalho produzido por Mércia Farias; Nadja Alves; Osani Silva; Silas Barbosa. Alunos do 3º semestre do curso de Letras/Inglês EAD da UNIFACS, para a disciplina PPP III.

Trabalho produzido por Mércia Farias; Nadja Alves; Osani Silva; Silas Barbosa. Alunos do 3º semestre do curso de Letras/Inglês EAD da UNIFACS, para a disciplina PPP III.

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    A transposição didática como intermediadora entre o conhecimento científico e o  conhecimento escolar A transposição didática como intermediadora entre o conhecimento científico e o conhecimento escolar Presentation Transcript

    • A transposição didática como intermediadora entre o conhecimento científico e o conhecimento escolar
      (PPP III)
    • Grupo de trabalho:
      3º Semestre Letras
      Mércia Farias
      Nadja Alves
      Osani Silva
      Silas Barbosa
      Orientadora : Sonildes
      Seminário de PPP III
      Seminário de PPP III
    • “A transposição didática é um instrumento para analisar, selecionar e interrelacionar os conteúdos dando condições ao seu aprendizado . É por meio dele que as intenções educativas e suas competências norteiam a escolha , o tratamento e o caminho do saber sábio ou saber científico para o saber ensinar ou o conhecimento escolar, chegando esse a sua finalidade que é o saber que realmente acontece na sala de aula.”
      Michel Verret
      A transposição didática
    • ATIVIDADE EDUCATIVA
      *”Ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens.” (Saviani.2008,p.13)
      • Tem por finalidade proporcionar ao indivíduo a apropriação de conhecimentos, habilidades, valores, comportamentos,etc;
      • Patrimônio acumulado ao longo da História da humanidade.
      A educação como uma necessidade na formação do ser humano
    • “ sendo o trabalho, por sua natureza,uma atividade social, ainda que em determinados momentos possa ser realizado isoladamente, sua efetivação implica,por parte do indivíduo, na apropriação de conhecimentos, habilidades,valores,comportamentos, objetos,etc., comuns ao grupo.”(Tonet.2005,p 212-213)
      A importância do conhecimento e suas implicações para o trabalho
    • * Só é possível fazer escolhas daquilo que se conhece;
      *A escolha deve ser feita de maneira que garanta a objetivação final daquilo que foi previamente elaborado na mente;
      *Necessidade de acúmulo de informações e conhecimento prévio.
      Em que se baseiam as escolhas humanas
    • * É imprescindível ao ser humano apropriar-se dos mais vastos campos do conhecimento;
      *Necessidades de incorporar valores e hábitos por um processo histórico-social;
      *“ o essencial consiste em torná-los aptos a reagir adequadamente aos acontecimentos e situações imprevisíveis ,novos, que aparecerão mais tarde em sua vida.” ( Lukás.
      1981.p 152)
      A necessidade real da educação
    • A Educação é uma exigência fundamental para que o ser humano possa realizar o ato de transformar o mundo que o cerca;
      A Educação é uma necessidade histórica do ser humano na sua formação como tal;
      Uma educação efetiva é aquela que os educandos se apropriam do mais alto conhecimento científico.
    • Conhecimento é o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa, como por exemplo:conhecimento das leis; conhecimento de um fato;conhecimento de um documento;termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço;saber,instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento).
      Conhecimento científico e conhecimento escolar
    • Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional o que está seobservando . Não se contenta por com explicações sem provas concretas; seus alicerces estão na metodologia e na racionalidade. Análises são fundamentais no processo de construção e síntese que o permeia,isso, aliado às suas demais características, faz do conhecimento científico quase uma antítese do popular.
      Conhecimento científico
    • O modo de compreensão de ensino de conceitos científicos na escola coloca como fundamental o papel do professor, o qual, segundo Freire(1996,p.52), deve saber que “(...)ensinar não é transferir conhecimento mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou construção”.E para alcançar este propósito, faz-se necessário uma instrumentalização teórica e metodológica do professor para poder desenvolver as potencialidades do aluno nas diferentes áreas de formação.
    • Nanda (1999,p.89) apresenta o conhecimento científico como sendo socialmente mediado, como uma objetividade do mundo material em que a realidade natural independe da realidade social. Para a autora,
      o conhecimento científico emerge da interação entre as práticas sociais da ciência- o trabalho social e historicamente localizado, ou trabalho cognitivo , que acompanha a produção do conhecimento- e o mundo material, que existe independentemente da cognição humana.
    • Lopes (2007,p.196), ao expressar-se sobre o conhecimento escolar alerta que o mesmo “é produzido socialmente para finalidades específicas da escolarização, expressando um conjunto de interesses e de relações de poder, em um dado momento histórico.”
      Nessa construção do conhecimento escolar estão inclusos o processo de seleção e organização dos conteúdos. Compreendemos os conteúdos de ensino na caracterização expressa por Libâneo (19901990,p.448)
      Conhecimento escolar
    • Conteúdos de ensino são o conjunto de conhecimentos, habilidades,hábitos, modos valorativos e atitudinais de atuação social,organizados pedagógica e didaticamente,tendo em vista a assimilação ativa e aplicação pelos alunos na sua prática de vida.Englobam, portanto,conceitos ideias, fatos,realidades,princípios, leis científicas,regras, habilidades cognocitivas, modos de atividade,métodos de compreensão, e aplicação, hábitos de estudo,de trabalho e de convivência social,valores,convicções,atitudes.São expressões nos programas oficiais, nos livros didáticos, nos planos de ensino e de aula, nas aulas, nas atitudes e convicções do professor, nos exercícios, nos métodos e formas de organização de ensino.
    • O que é e como surgiu?
      Processo de adaptabilidade do conhecimento científico em conhecimento escolar.
      O termo transposição didática foi inicialmente introduzido pelo sociólogo Michel Verret(1975);
      E foi aprimorado e melhor apresentado por Yves Chevallard e Marie-Albert Joshua(1982);
      Transposição Didática
    • “ entre o conhecimento desenvolvido pela ciência e o conhecimento de ensino em sala de aula existe uma mediação que “molda” esse conhecimento transformando-o em conteúdo a ser transmitido aos alunos”
      Segundo Chevallard
    • A transposição didática é composta por três momentos distintos e interligados, apresentados por Almeida(2007,p.10) ao analisar Chevallard(1991).
      Saber do sábio
      Saber a ensinar
      Saber ensinado
      Momentos da transposição didática
    • Pinho Alves (2000,p.21), buscando compreender como se processa a transposição didática,nos demonstra que o conhecimento escolar é entendido como um novo conhecimento.
      No ambiente escolar, o ensino do saber sábio se apresenta no formato do que se denomina de conteúdo ou conhecimento cientifico escolar. Este conteúdo escolar não é o saber sábio original, ele não é ensinado no formato original publicado pelo cientista, como também não é uma mera simplificação deste. O conteúdo escolar é um “objeto didático” produto de conjunto de transformações.
      O processo da transposição didática
    • Na transposição didática, desta forma,se opera os diversos mecanismos de estruturação e organização que os conhecimentos científicos passam para serem transformados em conhecimento escolar.
      * No livro didático, a transposição didática se manifesta de maneira mais explicita, uma vez que nestes manuais estão os conhecimentos a serem ensinados, ou seja, o saber a ensinar.
    • O fenômeno da transposição didática põe em evidência o fato de que a disciplina escolar não é o ensino científico , mas, uma parte dele, modificada. Por outro lado, abarca os procedimentos para o seu ensino.
      Segundo Chevallard, para chegar a escola o saber científico sofre transformações que o simplificam a fim de convertê-lo em objeto de estudo escolar.
      Conclusão
    • Negar ou ignorar a transposição didática nos livros, desta forma, é conceber que o conhecimento ali presente é uma reprodução fiel de todos os conhecimentos desenvolvidos pela ciência o que não é verdade.
      Eis a questão...
    • ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Transposição didática: por onde começar. São Paulo: Cortez, 2007.
      ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 2. ed. rev e atual. São Paulo: Editora Moderna, 1993. 395 p.
      ASTOLFI, Jean-Pierre; DEVELAY, Michel. A didática das ciências. Campinas, SP: Papirus, 1990.
      BOHR, Niels. Física atômica e conhecimento humano: ensaios 1932-1957. Rio de Janeiro: Contraponto, 1995.
      CARVALHO JÚNIOR, Antônio; PEREIRA, Edenise; VASCONCELOS, Vilani. A transposição didática no livro didático de física. III Encontro de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica. Fortaleza, 2008.
      CHEVALLARD, Yves. La transpostion didactique: du savoir savant au savoir enseigné. La Pensée Sauvage Éditions: Grenoble, 1991.
      CHEVALLARD, Yves; JOHSUA, Marie-Alberte. Um exemplo de análise da transposição didática: a noção de distância. v. 3.1. Grenobel: Le PenséeSauvage, 1982.
      EINSTEIN, Albert; INFELD, Leopold. A evolução da física. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2008.
      KNELLER, George. A ciência como atividade humana. Rio de Janeiro: Zahar; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1980.
      KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1987.
      KUMMER, Tarcísio. Conhecimento, conhecimento científico e conhecimento do senso comum. Revista Roteiro, Ed. UNOESC: v.22, n.42, p. 45-56.
      Referências:
    • LIBÂNEO, José Carlos. Fundamentos teóricos e práticos do trabalho docente: estudo introdutório sobre pedagogia e didática. Tese de Doutorado. (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica – PUC. São Paulo, 1990.
      LOPES, Alice Ribeiro Casimiro. Conhecimento escolar e conhecimento científico: diferentes finalidades, diferentes configuração. In: LOPES, Alice Ribeiro Casimiro. Currículo e epistemologia. Ijuí – RS: Ed. Unijuí, 2007.
      LUKÁCS, György. Per l’ontologia dell’essere sociale. Roma: Riuniti, 1981. v. II, liv. I.
      ______. Ontologia del ser social: el trabajo. 1. ed. Buenos Aires: Herramienta, 2004.
      NANDA, Meera. Contra a destruição/desconstrução da ciência: histórias cautelares do terceiro mundo. In: WOOD, Ellen Meiksins; FOSTER, John Bellamy (Orgs). Em defesa da história: maxismo e pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999.
      NÉRICI, Imídeo Giuseppe. Introdução à didática geral. 15. ed. São Paulo: Atlas, 1985.
      PINHO ALVES, José. Regras da transposição didática aplicada ao laboratório didático. Caderno Catarinense de Ensino de Física, v. 17. nº 2. Florianópolis, ago/2000a.
      ______. Atividades experimentais: do método à prática construtivista. Tese de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, 2000b.
      SANT’ANNA, Diogo C.; BITTENCOURT, Jane; OLSSON, Sandra. Transposição e mediação didática no ensino de frações. Bolema. Ano 20, n. 27: 71-91, Rio Claro, maio de 2007.
      SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 10. ed. rev. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.
      TONET, Ivo. Educação e concepções de sociedade. Marília, SP: 1998. Disponível em: http://www.ivotonet.xpg.com.br. Acessado em: 15 de maio de 2009.
      ______. Educação, cidadania e emancipação humana. Ijuí: Editora Unijuí, 2005.
      ______. Marxismo para o século XXI. In: TONET, Ivo. Em defesa do futuro. Maceió: EDUFAL, 2005b.
      VALENTE, Ligia; et. al. E=mc²: uma abordagem para a física moderna e contemporânea no ensino médio. In: X Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Física, 2006, Londrina. Atas do X EPEF, 2006.
      WUO, Wagner. A física e os livros: uma análise do saber físico nos livros didáticos adotados para o ensino médio. São Paulo: EDUC; FAPESP, 2000.