Município na mira de empresas de ti economia - jornal tribuna de minas

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Reportagem da Tribuna de Minas de 20/11/2011 sobre Empresas de TI em Juiz de Fora.

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  • 1. Expediente Fale conosco Anuncie aqui 21 NOV Juiz de Fora Segunda Últimas Cidade Política Painel Economia Esporte Cultura Cesar Romero Classificados 30 anos Empregos Indicadores Vida Urbana Serviços Opinião Guia Tevê Carro & Cia Cultural Login ccarneval@uol.com.br ●●●● Cadastre-se Recupere seu acesso Economia20 de Novembro de 2011 - 07:00Município na mira de empresas de TIStefanini e CPM Braxis estão de olho no mercado local; PJF estuda reduzir alíquota de ISSPor FABÍOLA COSTAJuiz de Fora está na mira de grandes empresas dosetor de tecnologia de informação (TI). Embora nãose posicione oficialmente sobre o assunto, aStefanini, considerada um dos mais importantes Edição impressaprovedores globais de soluções em TI, teria oprojeto de implantar na cidade uma fábrica de Incubada no Critt, a Aprimorar Desenvolvimento emprega 16 profissionaissoftware que pode empregar cerca de 200 pessoas.Recentemente, a empresa confirmou a criação de um Centro Tecnológico para Indústria, Mineração e Siderurgiaem Belo Horizonte. Outra grande no setor, a CPM Braxis, uma das líderes globais em soluções de tecnologia dainformação, também estaria de olho no mercado juiz-forano. Apesar das especulações do mercado, a CPM nãoconfirmou oficialmente a informação.Com a perspectiva de crescer 10% ao ano até 2014 e investir US$ 143,8 bilhões em 2012, o setor de TI reúnecerca de 1,2 milhão de profissionais no país. O salário médio destes empregados é de R$ 2.950. Em Juiz deFora, apesar de os trabalhadores receberem até 20% menos (R$ 2.360), ainda representa 75% do vencimento Pesquisamédio dos demais trabalhadores na cidade: R$ 1.346,96. O faturamento do setor, no ano passado, atingiu acifra de US$ 85 bilhões, conforme dados de consultoria especializada Gartner, Associação Brasileira deEmpresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).Na falta de dados municipais, sobram indicadores da expansão do mercado juiz-forano. A TI é uma das áreasvocacionadas do Parque Científico e Tecnológico de Juiz de Fora e Região, conforme estudo de viabilidadeeconômica realizado para o espaço. Além disso, 70% das empresas que graduaram no Centro Regional de
  • 2. da redução do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). O secretário de Planejamento e Sim NãoDesenvolvimento Econômico, André Zuchi, afirmou à Tribuna que analisa a queda da alíquota, hoje de 5%,sem, no entanto, ferir a lei de responsabilidade fiscal. Até agora, afirma, já foi procurado por quatro grandesempresas do ramo interessadas em investir na cidade. A grande maioria para atender os negócios já sediados eos que estão por vir. "Estamos trabalhando para equiparar os incentivos concedidos em outros estados, comoSão Paulo."O interesse, segundo Zuchi, é motivado pelo fato de estas empresas serem intensivas em mão de obraqualificada, estimulando a criação de empregos e a retenção destes profissionais. Uma das possibilidadescogitadas é que a alíquota decresça quanto maior o número de oportunidades de trabalho.Os estudos começaram no meio do ano."Estamos na fase de ver os impactos." As condições diferenciadaspodem ser estendidas aos empresários locais, já sediados. "Estou muito otimista."Retenção de profissionais é desafio para JFPara o subsecretário de TI, Marcos Kopschitz, um termômetro do aquecimento do mercado juiz-forano é adificuldade para reter profissionais. Desde 2009, quando foi criada a pasta, Kopschitz teve que repor metade daequipe em função da saída por demanda de mercado. Os motivos de migração são aprovação em concursopúblico e melhor remuneração oferecida pela iniciativa privada. Hoje, a Prefeitura mantém cerca de 50funcionários na área. Na sua avaliação, os profissionais saem da faculdade com bom preparo. "Não acho que oscursos daqui fiquem a dever. Não temos nenhuma dificuldade em relação à formação. Nossa dificuldade é retero pessoal."O subsecretário identifica a chegada de empresas de TI na cidade, não necessariamente para atender omercado juiz-forano. Entre os atrativos para instalação de fábricas de software estão localização estratégica eestoque de mão de obra em potencial, em função da vasta oferta de cursos universitários. "Qualquer lugar sebeneficia com a possível atração deste tipo de negócio." Ele destaca o fato de ser uma atividade "limpa" emtermos ambientais, que gera produto intelectual, atual e que usa tecnologia de ponta. "A TI está sempre ligadaa centros importantes de produção e pesquisa."TendênciaO secretário de Desenvolvimento Tecnológico da UFJF, Paulo Nepomuceno, identifica o crescimento do setor naregião, seguindo tendência nacional. De acordo com ele, o primeiro estudo de viabilidade econômica do ParqueTecnológico apontou áreas de vocação para o município, como leite e derivados, biotecnologia, eletroeletrônica,saúde humana e animal, além da tecnologia da informação e comunicação. Além disso, programas executadospela UFJF na área de inovação, com destaque para o Programa de Incentivo à Inovação, mostraram econfirmaram esta vocação.Segundo Nepomuceno, não é possível afirmar quantas empresas e postos de trabalho podem ser criados com oempreendimento, já que a pesquisa de mercado e os plano de negócios estão em elaboração. "Nossa
  • 3. experiência aponta uma grande vantagem para a atração de empresas neste segmento, já que a região é umpolo de formação de mão de obra na área, possuindo cursos de graduação e pós-graduação e cursos técnicosde prestígio." Na sua opinião, mais importante do que atrair empresas é incentivar os alunos a abrirem seuspróprios negócios em TI. "Isso sim pode mudar o perfil da região."Empresas buscam profissionais nas faculdadesO coordenador do Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação, Tarcísio de Souza Lima, tambémprofessor do Departamento de Ciência da Computação da UFJF, identifica o chamado "apagão profissional" naárea de TI. O déficit estimado hoje é de 70 mil profissionais no país. "É nossa tarefa tentar diminuir este número,incentivando a maior procura pelos cursos e a redução da evasão." Tarcísio elogia as matrizes curriculares doscursos superiores da região, que, na sua opinião, formam bons profissionais, mas pondera que ainda existelacuna entre a formação universitária, considerada de excelência, e as necessidades do mercado. Ele defende aintegração de faculdades e empresas na elaboração das grades curriculares para aprimorar a formação dosalunos e facilitar o direcionamento para o mercado de trabalho.Na avaliação do coordenador de curso, a área de TI ainda é tímida na região, mas com forte tendência de seguiro cenário brasileiro como terceiro setor que mais crescerá em 2012. "A cidade e a região estão atentas ao valordesta transformação." Na sua opinião, o mercado é subaproveitado em Juiz de Fora, mas não só na cidade."Nossas empresas ainda não estão devidamente preparadas para o crescimento das mídias sociais aplicadasaos negócios, apesar do envolvimento cada vez maior de redes dando suporte a vendas e clientes e de ofertase promoções em sites de compras coletivas." Para ele, as empresas precisam investir em infraestruturatecnológica e estimular a inovação.O coordenador do Curso de Bacharelado em Sistemas da Informação do Centro de Ensino Superior (CES),Marco Antônio Pereira Araújo, identifica a chegada de empresas vindas de grande centros, principalmente Riode Janeiro, com dificuldades de conseguir mão de obra especializada. "Isso é ótimo para a cidade, uma vez quemuitos egressos de cursos de graduação da cidade tinham que ir para grandes centros para terem boasoportunidades profissionais e de crescimento na carreira." O coordenador exemplifica que, hoje, não é possívelatender a demanda de estágios com os estudantes do CES, " uma vez que são muitas oportunidades e osalunos, em grande parte, já estão alocados nas empresas da cidade, inclusive como funcionários antes mesmode se formar". Marco Antônio destaca as constantes atualizações no currículo do curso e a interação comempresários, "verificando suas necessidades e fortalecendo o curso naquilo que o mercado está necessitandono momento".Na sua opinião, o mercado para profissionais de TI em Juiz de Fora é amplo e promissor. "Sistemas deinformação é uma área "meio", ou seja, os profissionais atuam nos mais diversos setores da economia,amplamente informatizados. Existe um número gigantesco de oportunidades. Temos recebido empresas embusca de talentos ainda nos bancos da faculdade."Negócios locais aguardam incentivos
  • 4. "Se zerasse o ISS, eu contrataria três funcionários hoje", afirma o diretor administrativo da Handcom, GustavoPinto de Oliveira. A empresa juiz-forana atua há onze anos no mercado, mantém 30 funcionários e 28 clientes,sendo dez da cidade. A maior parte do faturamento (80%) vem de empresas situadas em capitais como Rio deJaneiro e São Paulo. Na avaliação de Gustavo, a política de atração deve ser acompanhada pelo incentivo aosnegócios locais. Se a condição diferenciada não for oferecida, avalia, a tendência é de quebradeira. "Não tenhocondições de competir com uma empresa de mil funcionários. Ela vai dobrar o salário dos meus profissionais eeles vão embora mesmo."A necessidade de mão de obra hoje é tão grande, avalia, que contrata-se "qualquer um que tenha algumaexperiência". Na Handcom, por exemplo, o funcionário recebe treinamento e só participa de um projeto se tivercondições de atuar nele. Para Gustavo, o graduado tem condições de trabalhar no mercado. Faltam, noentanto, cursos tecnológicos para complementar a formação. Para o diretor administrativo, as empresas dacidade ainda investem pouco em TI, mesmo as de grande porte. "Muitas têm dificuldade de enxergar queprecisam investir em tecnologia. O empresário vai gastar um dinheiro, que não é pouco, mas isso vai trazerretorno. Preferem não investir, ficando às cegas e tendo prejuízo." Para ele, os resultados práticos doinvestimento em TI são ganhos em automatização, agilidade e melhoria de processos, redução de perdas,diminuição de erros e elevação dos rendimentos.O sócio diretor da Aprimorar Desenvolvimento, Tiago Gouvêa, também considera incentivos fiscais bem-vindos.A empresa, incubada no Critt, existe há três anos, tem 16 funcionários e 90 clientes, a maioria da cidade. Na suaopinião, ainda há resistência por parte do empresariado em investir no setor. Tiago aprova a chegada degrandes empresas à cidade, mas teme a escassez de mão de obra. "Para cada cem currículos recebidos,apenas um entra", dimensiona. Além do domínio de inglês, o diretor destaca a importância da iniciativa própriapelo aprendizado contínuo, características raras no mercado, considera.TreinamentoA gerente de recursos humanos da Uptodate, Natália Perez, acredita que "a mão de obra caminha para odesenvolvimento", mas, devido ao mercado regional crescente, "a tendência é que não supra toda a demanda".A empresa de consultoria em implementação de sistemas, de acordo com a gerente, não consegue encontrarlocalmente profissionais "prontos", e investe em treinamento. A empresa mantém mais de 150 profissionais,divididos entre São Paulo, Juiz de Fora e Fortaleza. Natália destaca que o mercado juiz-forano é promissor. "Asoportunidades são grandes, mas os desafios também. O setor vem acelerando seu desenvolvimento, poiscresce o numero de empresas que estão se instalando na cidade."Galeria de Imagens
  • 5. Ver todos os comentáriosAinda não é assinante? LINK http://www.tribunademinas.com.br/economia/municipio-na-mira-de- COMPARTILHE