Normas para elaboração do tcc   universidade gama filho - livro
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Normas para elaboração do tcc   universidade gama filho - livro Normas para elaboração do tcc universidade gama filho - livro Document Transcript

  • Normas para Apresentação deTrabalho de Conclusão de Curso,Monografia, Dissertação e TeseU n i v e r s i d a d e G a m a F i l h oMaria de Lourdes Motta BraziellasNelza Maria Moutinho Ançã
  • (Catalogado na fonte pela Biblioteca Central da Universidade Gama Filho)© Editora Gama FilhoBraziellas, Maria de Lourdes MottaNormas para apresentação de trabalho de conclusão de curso,monografia, dissertação e tese / Maria de Lourdes Motta Braziellase Nelza Maria Moutinho Ançã – 3. ed. rev. Rio de Janeiro: EditoraGama Filho, 2010.103p. : il. gráf.ISBN 978-85-7444-078-1Disponível em versão online.Modo de acesso: http://www.ugf.brInclui bibliografia.1. Pesquisa científica – Metodologia. 2. Monografias – Redação.3. Metodologia científica. 4. Trabalhos Científicos – Redação. I.Ançã, Nelza Maria Moutinho. II. Título.CDD – 001.42EDITORDante GastaldoniCAPA E DIAGRAMAÇÃOAndré Luiz Santos
  • CHANCELERPaulo Cesar Prado Ferreira da GamaREITORAMaria José Mesquita Cavalleiro de Macedo WehlingPRÓ-REITOR DE HUMANIDADES E CIÊNCIAS SOCIAISArno WehlingPRÓ-REITOR DE SAÚDEGilberto ChavesPRÓ-REITOR DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIAPaulo César Dahia DucosPRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO E DESENVOLVIMENTOSergio Norbert
  • ÀUniversidadeGamaFilho,representadapordiversasinstânciasacadêmicas,napessoade seus gestores, com os quais tivemos o privilégio de trabalhar direta ou indiretamente, pelaconfiança em nós depositada e pelo reconhecimento da qualidade desta produção acadêmica,ora apresentada como parâmetro para toda a Universidade.
  • LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 − Configuração de página (margens) 36Figura 2 − Configuração de página (tamanho do papel) 36Figura 3 − Fonte (tipo, estilo e tamanho) 37Figura 4 − Fonte (espaçamento de caracteres) 38Figura 5 − Parágrafo (recuos e afastamento) 39Figura 6 − Quebra (página e seção) 40Figura 7 − Numeração de página (posição e alinhamento) 40Figura 8 − Formatação do número de página 41Quadro 1 − Correspondência: tipos de gráficos e séries estatísticas 81
  • SUMÁRIO1. APRESENTAÇÃO ............................................................................................................ 102. JUSTIFICATIVA ............................................................................................................... 123. TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO SEGUNDO A NBR 14724:2005 ............ 134. MODALIDADES DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO NA UGF ............ 144.1. Monografia .................................................................................................................. 144.2. Artigo ........................................................................................................................... 184.2.1. Concepções e características .............................................................................. 184.2.2. Estrutura do artigo .............................................................................................. 184.2.3. Apresentação gráfica........................................................................................... 204.3. Estudo de caso ............................................................................................................ 214.3.1. Concepção e características ................................................................................ 214.3.2. Planejamento ...................................................................................................... 224.3.3. Coleta de dados .................................................................................................. 234.3.4. Análise dos dados ............................................................................................... 234.3.5. Redação do relatório .......................................................................................... 234.3.6. Estrutura do relatório .......................................................................................... 244.4. Projeto ......................................................................................................................... 254.5. Etapas do processo de elaboração do TCC .............................................................. 255. ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICOS ....................................................... 285.1. Elementos pré-textuais ............................................................................................... 285.2. Partes textuais ............................................................................................................ 305.2.1. Introdução .......................................................................................................... 315.2.2. Tópicos do desenvolvimento ............................................................................. 315.2.3. Conclusão ........................................................................................................... 315.3. Partes pós-textuais ..................................................................................................... 326. PADRONIZAÇÃO GRÁFICA ......................................................................................... 336.1. Padrões para digitação de trabalhos acadêmicos .................................................... 336.2. Orientação para formatação do documento ............................................................ 356.2.1. Configuração de página ...................................................................................... 356.2.2. Formatação da fonte ........................................................................................... 366.2.3. Formatação de parágrafo .................................................................................... 38
  • 6.2.4. Inserção de quebra de seção ............................................................................... 396.2.5. Numeração de página ......................................................................................... 406.2.6. Equações e fórmulas .......................................................................................... 416.3. Sistematização das seções estruturais do trabalho acadêmico ............................... 426.4. Figuras de realce ......................................................................................................... 437. NORMAS PARAA REFERENCIAÇÃO DAS FONTES CONSULTADAS ............... 457.1. Conceito ....................................................................................................................... 457.1.1. Documentos referenciáveis ................................................................................ 457.1.2. Elementos essenciais da referência .................................................................... 457.1.2.1. autoria ............................................................................................................. 457.1.2.2. título e edição .................................................................................................. 467.1.2.3. local ................................................................................................................. 467.1.2.4. editora .............................................................................................................. 467.1.2.5. data .................................................................................................................. 477.2. Referenciação de materiais de uso mais frequente .................................................. 477.2.1. Livros usados como um todo ............................................................................. 477.2.2. Livros usados em parte ou capítulo destacado ................................................... 497.2.3. Obras de referência (dicionário, enciclopédia) .................................................. 497.2.4. Artigos de revista, boletim, periódico ................................................................ 507.2.5. Matéria de jornal ................................................................................................ 517.2.6. Artigo ou matéria de revista, boletim, jornal em meio eletrônico ...................... 517.2.7. Evento científico como um todo ........................................................................ 527.2.8. Trabalho apresentado em evento científico ........................................................ 527.2.9. Teses, dissertações e outros trabalhos acadêmicos ............................................. 527.2.10. Patente .............................................................................................................. 537.2.11. Documento jurídico .......................................................................................... 537.2.11.1. legislação ........................................................................................... 537.2.11.2. jurisprudência .................................................................................... 547.2.11.3. doutrina .............................................................................................. 547.2.11.4. consulta a publicação comercial de documento jurídico ................... 547.2.11.5. consulta a documento jurídico em meio eletrônico ........................... 547.2.12. Imagem em movimento .................................................................................... 557.2.13. Documento iconográfico .................................................................................. 557.2.14. Documento cartográfico ................................................................................... 557.2.15. Documento sonoro ........................................................................................... 567.2.16. Partitura ............................................................................................................ 567.2.17. Documento tridimensional ............................................................................... 56
  • 7.2.18. Materiais não previstos na NBR 6023:2002 .................................................... 577.2.19. Autoria repetida ................................................................................................ 578. REDAÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS .................................................................... 598.1. Características da linguagem .................................................................................... 598.2. Uso de citações e notas de rodapé ............................................................................. 609. APRESENTAÇÃO DE TABELAS E ILUSTRAÇÕES ................................................. 659.1. Concepções .................................................................................................................. 659.2. Elaboração geral da tabela ........................................................................................ 659.2.1. Número ............................................................................................................... 659.2.2. Título .................................................................................................................. 669.2.3. Apresentação de tempo ...................................................................................... 679.2.4. Moldura .............................................................................................................. 689.2.5. Cabeçalho ........................................................................................................... 689.2.6. Coluna indicadora .............................................................................................. 689.2.7. Totalização ......................................................................................................... 699.2.8. Rubrica ............................................................................................................... 699.2.9. Indicação de intervalos parciais ......................................................................... 709.2.10. Corpo ................................................................................................................ 709.2.11. Unidade de medida ........................................................................................... 719.2.12. Dado numérico ................................................................................................. 719.2.13. Arredondamento de dado numérico ................................................................. 729.2.14. Sinal convencional ........................................................................................... 739.2.15. Chamada ........................................................................................................... 739.2.16. Fonte ................................................................................................................. 739.2.17. Nota geral ......................................................................................................... 749.2.18. Nota específica ................................................................................................. 749.3. Apresentação de tabela .............................................................................................. 759.3.1. Localização ........................................................................................................ 759.3.2. Tabela com excessiva altura ............................................................................... 759.3.3. Tabela com excessiva largura ............................................................................. 759.3.4. Tabela com excessiva altura e largura ................................................................ 769.4. Aspectos gerais da representação gráfica ................................................................. 769.5. Tipos de gráficos estatísticos ...................................................................................... 7910. CONCLUSÃO ................................................................................................................. 82
  • REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 83APÊNDICE A¹ - CAPA PARAA GRADUAÇÃO ............................................................. 86APÊNDICE A² - CAPA PARAA PÓS-GRADUAÇÃO ..................................................... 87APÊNDICE B¹ - FOLHA DE ROSTO DA GRADUAÇÃO .............................................. 88APÊNDICE B² - FOLHA DE ROSTO PARAA PÓS-GRADUAÇÃO ............................ 89APÊNDICE C¹ - FOLHA DE APROVAÇÃO DA GRADUAÇÃO ................................. 90APÊNDICE C² - FOLHA DE APROVAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO ......................... 91APÊNDICE D- FICHA CATALOGRÁFICA (graduação e pós-graduação) ................. 92APÊNDICE E - RESUMO (graduação e pós-graduação) ................................................ 93APÊNDICE F - ESPELHO PARA CONFIGURAÇÃO DE PÁGINA ............................ 94APÊNDICE G - EXPRESSÕES LATINAS EM TEXTOS CIENTÍFICOS .................. 95ANEXO A - EXEMPLOS DE GRÁFICOS ....................................................................... 97ANEXO B - TABELA MODELO ....................................................................................... 99ANEXO C - RESOLUÇÃO Nº 748 DE 22 DE SETEMBRO DE 2009 ......................... 100
  • 1. APRESENTAÇÃOA produção deste documento é resultado da experiência das autoras trabalhando comdisciplinas ligadas a técnicas de estudo e pesquisa com turmas dos períodos iniciais de diferentescursos e com projetos de pesquisa e orientação de monografia no Curso de Pedagogia, alémda experiência com metodologia da pesquisa e orientação de monografia em cursos de pós-graduação em várias instituições que promovem tais cursos.Aelaboração do trabalho de conclusão de curso, seja na graduação ou na pós-graduação,tem como resultado a consolidação das aprendizagens realizadas pelo aluno ao longo do curso,cuja experiência, na maioria das vezes, desencadeia forte motivação para prosseguimento davida acadêmica.Recomenda-se a aplicação dos aspectos normativos tratados nesta publicação emmomentos especiais no decorrer do curso como aprendizado, o que facilitará a elaboração eapresentação do trabalho de conclusão do curso.O primeiro capítulo trata da normalização dos trabalhos de conclusão de curso segundoa NBR 14724:2005 que conceitua dissertação e tese sem menção alguma à monografia;depois enumera modalidades de trabalho de conclusão de curso e os caracteriza de um modogenérico.O segundo capítulo é novidade neste documento por solicitação da Universidade GamaFilho com o objetivo de esclarecer a comunidade acadêmica a respeito dos tipos de trabalhosde conclusão de curso que serão aceitos pela universidade: monografia, artigo, estudo de caso eprojeto, caracterizando cada um deles.A seguir vem o capítulo que trata dos aspectos normativos em relação à: estrutura dotrabalho acadêmico com base na NBR 14724:2005, com apresentação de apêndices ilustrativosda formatação e diagramação das partes pré-textuais obrigatórias.As partes textuais (introdução,desenvolvimento e conclusão) são ilustradas pela composição deste documento, bem como aspartes pós-textuais.Osextocapítulodestaca-sepeloalcancedaabordagemtécnica:apresentaumaorientaçãodetalhada para a digitação e formatação do trabalho de conclusão de curso, com ilustrações que
  • Universidade Gama Filho | 11facilitam o uso do Microsoft Word para a apresentação do TCC. Para a elaboração deste capítuloas autoras contaram com o assessoramento do analista de sistemas Luciano Mota Coelho.A NBR 6023:2002, que define a apresentação e a organização das referências(fontes consultadas para a elaboração dos trabalhos acadêmicos), é o conteúdo do capítulo 7:apresentação dos aspectos normativos com orientação e exemplificação de todo o conteúdo daNorma, acrescentando-se, ainda, casos não previstos na referida NBR e que comumente sãousados em trabalhos acadêmicos.Menoremextensão,masnãomenosimportante,ocapítulo8tratadeaspectosdaredaçãode textos acadêmicos: características da linguagem e uso de citações e notas de rodapé.O último tópico trata da orientação para o uso de tabelas e ilustrações no sentido detambém normalizar o uso e apresentação desses elementos, com orientação e ilustrações nopróprio texto.Estão colocados apêndices com modelos de partes pré-textuais, espelho paraconfiguração de página, expressões latinas em textos científicos, exemplos de gráficos e umatabela como anexo.Com a publicação deste documento pretende-se não apenas facilitar a elaboração eapresentação de trabalhos de conclusão de curso, mas que os alunos utilizem esse aprendizadoem outras circunstâncias de aprendizado semelhante, procurando alcançar um padrão dequalidade textual e estética na apresentação dos mesmos.Certamente a questão do conteúdo dos trabalhos é fundamental e se sobrepõe ao padrãoda forma, mas o ideal está na conjugação de ambos os aspectos.Foram significativas para a revisão e ampliação deste material para nova publicação ascontribuições das professoras Regina Lucia Brandão Alencar e Adriana Moutinho de Amorim,professoras em cursos de pós-graduação da UGF.
  • 2. JUSTIFICATIVAA Universidade Gama Filho chega aos setenta anos de existência fiel à missão de“Educar com excelência e produzir conhecimento, formar profissionais competentes ecomprometidos com valores éticos e com a construção de uma sociedade justa e democrática”,legado do seu fundador. Nasceu com a criação do Colégio em 1939, no subúrbio da Piedade,Rio de Janeiro. Dez anos depois começou a funcionar uma turma de Direito. Em 1972 foitransforma em Universidade, a primeira instituição particular de ensino superior da região agalgar tal categoria.Atualmente a UGF tem como visão prospectiva de mundo “ser reconhecida regional,nacional e internacionalmente pela formação de profissionais competentes, em sintonia com asnecessidades da sociedade e pela produção de conhecimento.”A competência desejada do concluinte de um curso universitário depende de muitadedicação e esforços pessoais associados à qualidade das práticas pedagógicas curriculares.Entretanto, grande parte do alunado tem dificuldades para conciliar estudo e trabalho, situaçãoque requer disponibilização de material produzido pelo professor como forma de ampliar asfontes de consulta para estudo em horários alternativos.Embora inicialmente tivesse como foco de abordagem os aspectos normativosrelacionadas à forma de apresentação dos trabalhos de conclusão de curso, a inclusão deum novo capítulo apresentando e até discutindo as modalidades de TCC, a partir da NBR14724:2005, despertará interesse em alunos e até em professores para uma leitura mais atenta,com possibilidades de provocar mudanças no processo de elaboração e apresentação de TCC,resultado de outro tipo de aprendizagem que agrega valor no produto, no caso o TCC.
  • 3. TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO SEGUNDO A NBR 14724:2005A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) “[...] especifica os princípiosgerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) visando suaapresentação à instituição (banca, comissão examinadora e professores, especialistas designadose/ou outros).” (NBR 14724, 2005, p.1) Estabelece, também, que o conteúdo desta norma sejaaplicado a trabalhos intra e extraclasse, no que couber.Essa extensão de aplicabilidade sugere que tais regras constituem conteúdo de ensino/aprendizagem cujo domínio depende da sua compreensão por parte de professores e alunos e dafrequência com que forem utilizados no cotidiano acadêmico.A NBR 14724:2005 especifica os princípios gerais para a elaboração de trabalhosacadêmicos de conclusão de curso em três categorias: teses, dissertações e outros.Na categoria trabalhos acadêmicos a norma especifica e nomeia a dissertação e a teserespectivamente comoDocumento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de umconteúdo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, como objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimentode literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do cotidiano.É feito sob a coordenação de um orientador (doutor), visando à obtenção do título demestre. (NBR 14724, 2005, p. 2).Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição deum estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com baseem investigação original, constituindo-se em real contribuição o para a especialidadeem questão. É feito sob coordenação de um orientador (doutor) e visa à obtenção dotítulo de doutor, ou similar. (NBR 14724, 2005, p. 3).A categoria trabalhos acadêmicos similares inclui: trabalho de conclusão de curso degraduação (TCC), trabalho de graduação interdisciplinar (TGI), trabalho de conclusão de cursosde especialização e/ou aperfeiçoamento.Ao especificá-los, a norma os considera em conjunto comoDocumento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento doassunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudoindependente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenaçãode um orientador. (NBR 14724, 2005, p. 3).A partir do estabelecido pela NBR 14724:2005 cabe às universidades e instituiçõessimilares determinar os tipos de trabalhos de conclusão de curso que serão aceitos.
  • 4. MODALIDADES DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO NA UGFA Universidade Gama Filho estabelece no Art. 2º, do Anexo à Resolução nº 748, de 22de setembro de 2009 que “A critério do Regulamento de cada curso o Trabalho de Conclusãode Curso (TCC) poderá ser aceito sob a forma de artigo, projeto, monografia ou estudo de casocom apresentação de relatório.”4.1. MonografiaA não inclusão da monografia como tipo de trabalho de conclusão de curso pela NBR14724:2005 causa estranheza, uma vez que a literatura de metodologia da pesquisa, ao tratarda elaboração de trabalhos acadêmicos, sempre apresenta as três modalidades de produção:monografia, dissertação e tese.Esse fato motivou uma breve consulta bibliográfica no sentido de compreender a posiçãodaABNT. Constatou-se que alguns autores apenas conceituam monografia; associam a dissertaçãoao curso de mestrado para a obtenção do título de mestre; e a tese ao curso de doutorado paraobtenção do título de doutor.Segundo Lakatos e Marconi (2001, p. 237),Alguns autores, apesar de darem o nome genérico de monografia a todos os trabalhoscientíficos, diferenciam uns dos outros de acordo com o nível da pesquisa, a profundidadee a finalidade do estudo, a metodologia utilizada e a originalidade das conclusões.Dessa maneira, podem-se distinguir três tipos: monografia, dissertação e tese, queobedecem a esta ordem ascendente, em relação à originalidade, à profundidade e àextensão.Aseguir estas autoras apresentam outra tendência para a classificação das monografias:escolares ou trabalhos de caráter didático, elaborados por iniciantes, e apresentados ao final decurso específico; científicas: trabalhos científicos apresentados ao final do curso de mestradopara obter o título de mestre (LAKATOS; MARCONI, 2001).Observa-se que nesta classificação a dissertação está contida na categoria monografiae a tese não entra. Permanece a pergunta: por que a NBR 14724:2005 não inclui a monografiacomo tipo de trabalho de conclusão de curso?A leitura de outras fontes para dar mais consistência a esta parte do trabalho provocoumais uma observação: boa parte dos autores consultados comumente remete-se a publicaçõescontemporâneas e, também, às mais antigas, estas certamente pelo seu valor como referência. No
  • Universidade Gama Filho | 15caso específico observou-se a frequência com que Ângelo Domingos Salvador é referenciado deforma indireta em publicações da área de metodologia científica e de pesquisa. Tal constataçãomotivou uma nova leitura do livro Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica, publicado pelaeditora Sulina, de Porto Alegre, em 1970, com nove edições até 1981. O conteúdo apresentadona literatura atual, por exemplo, por Lakatos e Marconi (2001), é muito semelhante ao textode Salvador (1981), quando ambos tratam de monografia (conceito, características, tipos),dissertação e tese.Esse exercício forneceu elementos para, talvez, esclarecer a não inclusão da monografiacomo categoria de trabalho de conclusão de curso pela NBR 14725:2005.Lakatos e Marconi (2001, p. 235) conceituam monografia como:Descrição ou tratado especial de determinada parte de uma ciência qualquer, dissertaçãoou trabalho escrito que trata especialmente de determinado ponto da ciência, daarte, da história etc ou ‘trabalho sistemático e completo sobre um assunto particular,usualmente pormenorizado no tratamento, mas não extenso em alcance (AmericanLibrary Association)’. Trata-se, portanto, de um estudo sobre um tema específico ouparticular, com suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa metodologia.Investiga determinado assunto não só em profundidade, mas também em todos os seusângulos e aspectos, dependendo dos fins a que se destina.A seguir, estas autoras listam características da monografia.a) trabalho escrito, sistemático e completo;b) tema específico ou particular de uma ciência ou parte dela;c) estudo pormenorizado e exaustivo, abordando vários aspectos e ângulos do caso;d) tratamento extenso em profundidade, mas não em alcance (neste caso é limitado);e) metodologia específica;f) contribuição importante, original e pessoal para a ciência. (LAKATOS; MARCONI,2001, p. 235).No tópico destinado ao conceito de monografia Salvador (1981, p. 32) remete-se aconceitos de outros autores, a partir dos quais faz uma listagem de características dos trabalhosmonográficos:a) [...] redução da abordagem a um único assunto, a um único problema particular.Mantém-se assim o sentido etimológico do termo: monos (um só) e graphein(escrever): estudo por escrito de um único tema específico. As monografiascontrapõem-se às obras gerais;b) É estudo pormenorizado no tratamento: trata exclusivamente de um único assunto,desenvolvendo-o exaustivamente em todos os seus aspectos e ângulos. É um estudolimitado em extensão, mas exaustivo e completo na compreensão e profundidade;c) Resulta de uma investigação científica, feita em documentação escrita ou porobservação e experimentação, seguindo rigorosamente a metodologia de cadaciência;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 16d) Apresenta uma contribuição original ao progresso da ciência, quer em termos desistematização de conhecimento, quer em termos de novas descobertas ou de novosinventos;e) É também uma contribuição pessoal à ciência, e não uma compilação de obras alheiasou uma mera divulgação de conhecimentos.Com base nestas características acrescenta:Convém, porém, distinguir as monografias escolares das monografias científicas.Aquelas são usadas nos cursos de graduação como uma iniciação à pesquisa e comopreparação de seminários; estas são resultado do estudo original e pessoal de umtema bem delimitado, seguindo rigorosamente a metodologia própria de cada ciência.Distinguem-se basicamente pela qualidade da tarefa, pelo nível da pesquisa e pelaoriginalidade das conclusões. (SALVADOR, 1981, p. 33).A seguir Salvador (1981) propõe que o leitor compare ensaio, dissertação, monografiae tese usando como critério as características originalidade e profundidade.Com esta proposta fez-se necessário apresentar ao leitor a concepção de ensaio:Ensaio é o texto científico que desenvolve uma proposta pessoal do autor a respeito deum determinado assunto. Embora encerre o pressuposto de conhecimentos adquiridosno meio científico comum, o ensaio pretende expressar a visão do autor até mesmo deforma independente em relação ao pensamento científico expresso e comum a respeitodo assunto. (SANTOS, 2002, p. 44).1O ensaio teórico como trabalho científico consiste “[...] em exposição lógica e reflexivae em argumentação rigorosa com alto nível de interpretação.” (SEVERINO, 2002, p. 153).Partindo do ensaio, o critério de comparação é a originalidade; no sentido inverso,partindo da tese, o critério de comparação é a profundidade.ENSAIO DISSERTAÇÃO MONOGRAFIA TESESíntese: o ensaio é o mais original e a tese o de maior profundidade.Salvador (1981, p. 33) chama a atenção para o seguinte: “[...] embora a tese seja umamonografia, comumente confunde-se dissertação monográfica com monografia simplesmente.Nesta sequência, a monografia está no meio [como ponto de equilíbrio].” O autor conclui, então,que o termo monografia se sobrepõe aos outros tipos e deveria ser considerado um gênero detrabalho científico e, consequentemente, as demais espécies ou tipos de trabalhos monográficos.Severino (1993, p. 144) reforça este ponto de vista quando afirma que “Atese de doutoramento ea dissertação de mestrado, no contexto da vida acadêmica, e os trabalhos resultantes de pesquisasrigorosas são exemplos de monografias científicas.”1As ideias deste autor sintetizam as de Salvador (1981).
  • Universidade Gama Filho | 17Com essa defesa, Salvador (1981) dá uma pista que pode esclarecer a não inclusão damonografia como um tipo de trabalho de conclusão na NBR 14724:2005.Segundo Medeiros (2000, p. 183),Embora haja confusão quanto ao uso do termo monografia, devido a seu largo uso nomeio acadêmico como trabalho apresentado, ao final de cursos de graduação, ou comotexto escrito relativo a seminário apresentado em cursos de pós-graduação, a expressãodiz respeito a trabalhos escritos que versam sobre um assunto. [...] O que diferenciaum texto de outro é o nível da pesquisa. [...] Assim, para o estudante de graduação, ésuficiente uma pesquisa bibliográfica restrita a uma dezena de livros ou mais; de umestudante de pós-graduação se exige pesquisa bibliográfica mais elástica, reflexãodemorada sobre os fatos relatados, criatividade em relacionar fatos e observações.Na categoria trabalhos acadêmicos similares a NBR 14724:2005 normaliza osseguintes tipos de trabalho de conclusão de curso: trabalho de conclusão de curso (TCC);trabalho de graduação interdisciplinar (TGI); trabalho de conclusão de curso de especializaçãoe/ou aperfeiçoamento e os especifica genericamente como resultado de um estudo, cuja temáticaobrigatoriamente deve estar ligada aos objetivos do curso.Pelo exposto é pertinente incluir a monografia como um dos tipos de Trabalho deConclusão de Curso de graduação na UGF porque esse tipo de abordagem dá oportunidadeao aluno de aprofundar o estudo de algum tema cujo conteúdo lhe tenha despertado interessedurante o curso, pela oportunidade de aprofundar o conhecimento a respeito do mesmo e procuraraplicá-lo no exercício profissional.O conceito de monografia traz em si a sua característica fundamental: “[...] abordagemde um único assunto, ou problema, sob tratamento metodológico de investigação. Exige, portanto,que lhe seja dada uma especificação, um tratamento aprofundado e exaustivo, que não deve serconfundido com extensão [do texto monográfico].” (MARCANTONIO, 2004, p. 67).ComonosdemaistiposdeTCC,aescolhadotemadamonografia,alémdenecessariamenteestar vinculada ao currículo do curso, há de considerar também a familiaridade do autor comreferências que abordam o assunto no sentido de facilitar-lhe o levantamento bibliográfico parafundamentar o trabalho.Aorganização, digitação e apresentação da monografia seguem integralmente as normasconstantes neste documento.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 184.2. Artigo4.2.1. Concepção e caracaterísticas“Os artigos científicos são pequenos estudos, porém completos, que tratam de umaquestão verdadeiramente científica, mas que não se constituem em matéria de livro.”(LAKATOS;MARCONI, 2001, p. 259).Geralmente são publicados após a conclusão de pesquisa (documental, bibliográfica oude campo) em periódicos ou revistas especializadas como forma de divulgação dos resultadosde estudos e descobertas científicas (MARCANTONIO, 2004).O artigo, enquanto trabalho de conclusão de curso, difere do artigo científico, emboraambos divulguem resultado de pesquisa.Adiferença está no nível de complexidade da abordagemdo objeto da pesquisa: a base referencial que sustenta a problematização do tema e a metodologiautilizada para coleta e tratamento dos dados.4.2.2. Estrutura do artigoA composição do artigo tem padrão diferenciado dos demais TCC.Na folha inicial são colocados os elementos pré-textuais:a) título do artigo: centralizado, digitado em caixa alta e em negrito, fonte tamanho12; indicação, em nota de rodapé, por meio de chamada numérica, o Curso do qualo artigo é requisito parcial para a sua conclusão, por meio de chamada numérica;b) autoria: nome completo do autor digitado em caixa alta, com alinhamento à direitae indicação, em nota de rodapé por meio de chamada numérica, de breve currículodo autor e seus contatos;c) resumo: de presença obrigatória, constituído de uma sequência de frases objetivase concisas, preferencialmente articuladas; a primeira frase do resumo deve sersignificativa explicando o tema do trabalho e a(s) justificativas(s); a seguir deveressaltar o(s) objetivo(s), o tipo de pesquisa, os principais resultados, levando emconta os objetivos e as conclusões; o texto deve ser digitado com espaço 1,5cm entrelinhas, sem recuo de parágrafo, com o total palavras variando de 100 a 250; quandose tratar de artigo para publicação em revista ou periódico recomenda-se o espaçosimples;
  • Universidade Gama Filho | 19d) palavras-chave ou descritores: são palavras ou termos representativos do assuntotratado no artigo, preferencialmente em vocabulário controlado e devem aparecer logoapós o resumo (até quatro palavras ou termos, separadas e terminadas por ponto).O artigo isoladamente não apresenta ficha catalográfica.A organização do artigo é semelhante a dos demais trabalhos acadêmicos: o textodivide-se em introdução, desenvolvimento e conclusão, mas não existe sumário.Aapresentaçãodo conteúdo tem inicio na segunda folha, com os elementos que compõem o texto colocados emsequência, sem quebra de seção.INTRODUÇÃORefere-se à apresentação do trabalho com o seguinte conteúdo: as justificativas para aescolha do tema/problema, os objetivos geral e específicos e abordagem sucinta da metodologiaadotada para o estudo (pesquisa bibliográfica, documental, de campo, experimental, pesquisa-ação).DESENVOLVIMENTOConstitui-se na fundamentação lógica do trabalho. No caso de pesquisas bibliográficase documentais são admitidas subdivisões do texto referente ao desenvolvimento do conteúdo,em títulos orientados pelos objetivos específicos da pesquisa, desde que estes proporcionemmaior clareza quanto à organização do texto.No caso de pesquisa de campo o texto segue a mesma estrutura-padrão de relatório depesquisa exemplificada a seguir.REVISÃO DE LITERATURARetrata o contexto atual de conhecimento sobre o tema/problema de forma argumentadae comprovada com a indicação das fontes de consulta.METODOLOGIAApresenta a descrição precisa dos métodos, materiais, técnicas e equipamentosutilizados.RESULTADOS E DISCUSSÃOPrevê a comparação/confrontação com os dados e informações colhidas na literatura.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 20A apresentação dos resultados pode ser ilustrada com a inclusão de tabelas, quadros, gráficos,fotografias e outros recursos, se necessários.CONCLUSÃOÉ a parte final do artigo na qual o autor toma posição em relação ao alcance dos objetivos:compara os resultados esperados (objetivos) com resultados alcançados e/ou evidenciados nadiscussão anterior.Os elementos pós-textuais são constituídos de: título e subtítulo (se houver), resumoe palavras-chave em língua estrangeira, para publicação em periódico de divulgaçãointernacional; nota(s) explicativa(s), quando necessário, em numeração única e consecutivapara cada artigo, em algarismos arábicos. A seguir, vêm as referências.REFERÊNCIASDe caráter obrigatório, são constituídas pelas obras citadas no texto, por ordemalfabética do sobrenome dos autores ou seus substitutos, de acordo com a NBR 6023:2002. Nãose relacionam obras que não foram referidas no decorrer do texto.Essa norma ainda relaciona como elementos pós-textuais opcionais: glossário,apêndice(s) e anexo(s) que seguem a mesma apresentação gráfica dos demais trabalhosacadêmicos.AGRADECIMENTOÉ um elemento que se refere a menções que o autor faz a pessoas ou instituições dasquais eventualmente recebeu apoio relevante para o desenvolvimento do trabalho.FOLHA DE APROVAÇÃOÉ semelhante à folha de avaliação usada para a monografia e colocada após o términodo artigo (diagramação no apêndice C2).4.2.3. Apresentação gráficaO texto do artigo é redigido de forma contínua, sem quebra de seção ao final de cadaparte do texto. Os demais padrões para apresentação gráfica deverão estar em consonância como conteúdo do capítulo 6 deste documento. Quando se tratar de artigo para a publicação, não senumeram as páginas.
  • Universidade Gama Filho | 21A norma NBR 6022 (2003, p. 5) estabelece que “O indicativo de seção precede o título[...]”, porém como se observa a ausência desse indicativo na publicação dos periódicos, optou-se por não usá-lo.4.3. Estudo de caso4.3.1. Concepção e característicasO estudo de caso é uma modalidade de pesquisa que consiste no estudo profundo eexaustivo de um ou poucos objetos. É uma investigação empírica que aborda um fenômenocontemporâneo dentro do seu contexto de vida real, quando as fronteiras não são claramenteevidentes e é possível usar múltiplas formas de identificar evidências. É a estratégia adequadaquando a questão de pesquisa é do tipo Como? Por quê?Tem como objetivos principais: explicar ligações causais em intervenções ou situaçõesda vida real; descrever um contexto de vida real onde ocorreu uma intervenção; avaliar umaintervenção em curso e modificá-la com base em Estudo de Caso ilustrativo; replicar estudos paraalcançar mais consistência de resultados; explorar aquelas situações nas quais a intervenção não temclareza do conjunto de resultados. Tem aplicabilidade como estratégia de pesquisa em psicologia,sociologia, ciência política, antropologia, história, administração, economia, trabalho social e,na atualidade, em todas as áreas acadêmicas, incluindo as ciências naturais (YIN, 2005).Nas ciências biomédicas o estudo de caso costuma ser aplicado, tanto como estudo--piloto para esclarecimento do campo de pesquisa em seus múltiplos aspectos, quanto para adescrição de síndromes raras, cujos resultados, de modo geral, são apresentados em aberto, ouseja, na condição de hipóteses, não de conclusões (GIL, 2002).“No Estudo de Caso algumas características são fundamentais, como: visar à descoberta,enfatizar a interpretação do contexto, retratar a realidade de forma ampla, valer-se de diversas fontesde informação.” (LÜDKE; ANDRÉ, 1986 apud MARCONI; LAKATOS, 2004, p. 274).Considerado por muito tempo como procedimento pouco rigoroso que servia apenaspara estudos de natureza exploratória, atualmente é reconhecido como o delineamento maisadequado para a investigação de um fenômeno dentro do seu contexto real, especialmente quandoos limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidos.“Usar os estudos de caso para fins de pesquisa permanece sendo um dos mais desafiadoresde todos os esforços das ciências sociais.” (YIN, 2005, p. 19, grifo do autor).
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 22Entretanto,Para fins de ensino, um estudo de caso não precisa conter uma interpretação completaou acurada de eventos reais; em vez disso, seu propósito é estabelecer uma estruturade discussão e debate entre os estudantes. Os critérios para desenvolver bons casospara o ensino – cuja variedade, em geral, é de caso único e não de casos múltiplos -são bem diferentes dos critérios para realizar pesquisa. [...] Os estudos de caso quese destinam ao ensino não precisam se preocupar com a apresentação justa e rigorosados dados empíricos; os que se destinam à pesquisa precisam fazer exatamente isso.(YIN, 2005, p. 20).4.3.2. PlanejamentoÉ indispensável que o pesquisador já tenha uma base teórica que lhe dê sustentaçãopara projetar as diferentes etapas do estudo de caso. Pela sua complexidade este tipo de pesquisarequer do pesquisador cuidados especiais em todo o processo, tanto no planejamento quanto nacoleta e análise dos dados e interpretação dos resultados.Segundo Yin (2005) não existe consenso quanto às etapas do estudo de caso; maspodem-se relacionar as seguintes para serem seguidas:a) etapa preparatória:• formulação do problema: pode-se pensar um esquema de pesquisa que envolve,pelo menos, quatro problemas: quais questões a estudar, quais dados são relevantes,quais dados coletar e como analisar os resultados; cada questão formulada deve serseguida de uma lista de prováveis fontes de evidências;• definição da unidade caso: significa considerar a totalidade do objeto em todasas suas dimensões (por ex.: um paciente transplantado de coração antes, durante edepois de seis meses da cirurgia);• determinação do número de casos: pode-se trabalhar com caso único e/oumúltiplos casos (não mais que quatro, pelas dificuldades que um número maiorprovocaria em todas as etapas do estudo);b) elaboração do protocolo de pesquisaNesta etapa o pesquisador registra o conjunto das primeiras decisões em relação àpesquisa:• visão global do projeto: informa acerca dos propósitos e cenário no qual serádesenvolvido o estudo de caso;
  • Universidade Gama Filho | 23• procedimentosdecampo:envolvemformasdeacessoàsorganizaçõesouinformantes,material e informações gerais sobre procedimentos a serem desenvolvidos;• determinação das questões: não são formuladas diretamente ao cliente, masao próprio pesquisador como lembretes acerca das informações que devem sercoletadas e das prováveis fontes a serem acionadas;• guia para elaboração do relatório: item muito importante pois com frequênciao relatório é elaborado paralelamente à coleta de dados.4.3.3. Coleta de dadosa) uso de mais de uma técnica: é fundamental obter dados por procedimentosdiversificados para maior consistência dos resultados; é necessário criar uma caixade dados para registrar as informações coletadas com a aplicação das diferentestécnicas; este material será utilizado para a produção do relatório;b) os resultados obtidos devem ser provenientes da análise da convergência oudivergência das observações obtidas nos diferentes procedimentos;c) tipos de procedimentos: análise de documentos, entrevistas, depoimentos pessoaisobservações espontâneas, observação participante, analise de artefatos físicos(objetos).4.3.4. Análise dos dadosA análise de dados representa o estágio mais difícil de ser atingido nas diferentesmodalidades de pesquisa porque não existe uma receita para ser aplicada mecanicamente.Segundo Gil (2002, p. 141),Como o estudo de caso vale-se de procedimentos de coleta de dados os mais variados,o processo de análise e interpretação pode, naturalmente, envolver diferentes modelosde análise. Todavia, é natural [e lógico] admitir que a análise dos dados seja de naturezapredominantemente qualitativa.Pela complexidade desta etapa não é pertinente fornecer pistas alguma sobre comooperacionalizá-la.4.3.5. Redação do relatórioO relatório tem a finalidade de divulgar os resultados da pesquisa, por isso precisa levarem conta o público-alvo: banca de avaliação, quando se trata de trabalho de conclusão de curso;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 24participantes de eventos acadêmico; revistas e periódicos de divulgação científica. Como trabalhode conclusão de curso a apresentação deverá seguir as orientações indicadas a seguir.Os relatórios de caso único geralmente são elaborados sob a forma de narrativassimples para descrever e analisar o material, incluindo ilustrações com tabelas, gráficos, figuras,imagens.Quando se trata de casos múltiplos o relatório “[...] deverá conter várias narrativas,geralmente apresentadas em capítulos ou seções separadas, sobre cada um dos casosindividualmente. Também constará no relatório um capítulo ou uma seção que apresente a análisee os resultados de casos cruzados.” (YIN, 2005, p. 176).Um terceiro tipo de relatório pode ser usado tanto quando se trata de caso único quantode múltiplos casos, sem uso da narrativa tradicional. O texto do relatório segue uma série deperguntas e respostas buscadas nas perguntas e respostas constantes do banco de dados para oestudo de caso.Yin (2005) aponta quatro aspectos que o relatório deve abranger: apresentação doproblema ao qual se destina o estudo; os processos de pesquisa (plano de estudo, método demanipulação da variável independente, se o estudo assumir a forma de experiência), natureza daamostra, técnicas de coleta de dados, método de análise estatística; os resultados; consequênciasdeduzidas dos resultados.“O sucesso de um Estudo de Caso em muito depende da perseverança, criatividade eraciocínio crítico do investigador para construir descrições, interpretações, enfim, explicaçõesoriginais que possibilitem a extração cuidadosa de conclusões.” (MARTINS, 2008, p. 3).4.3.6. Estrutura do relatórioO relatório de um estudo de caso como Trabalho de Conclusão Curso na UGF deveráseguir o padrão apresentado neste livro. Na parte pré-textual são obrigatórios: capa, folha derosto, folha de avaliação, resumo e ficha catalográfica. A estrutura da parte textual deverácontemplar as indicações colocadas no tópico anterior e ainda considerar a elaboração dotexto sob a forma de narrativa. Os elementos pós-textuais também deverão estar presentes: asreferências, apêndices e anexosApesar da complexidade dos estudos de caso, esta é uma modalidade de pesquisaque deveria ter lugar destacado no processo de iniciação à pesquisa, paralelamente à pesquisa
  • Universidade Gama Filho | 25bibliográfica e documental no sentido de o aluno compreender que o ato de pesquisar não significacopiar, reproduzir simplesmente o que já lhe é disponível.4.4. ProjetoA modalidade projeto como TCC é uma categoria cuja produção final se materializaatravés de maquetes, filmes, ensaios fotográficos, produtos gráficos e similares, material didático--pedagógico e outros cuja execução passa pelas mesmas etapas das outras modalidades de TCC:elaboração do projeto do trabalho seguindo a orientação metodológica do curso. É necessárioque todo o processo seja registrado passo a passo, incluindo observações que sejam significativaspara a elaboração do documento final.A apresentação desse tipo de TCC segue orientação diferenciada dos demais, masprecisa contemplar o mesmo conteúdo estrutural previsto pela Norma 14724:2005 que definecomo partes do documento: elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.O documento final escrito de apresentação do Projeto como modalidade de TCC teráa seguinte estrutura:a) elementos pré-textuais: capa, folha de rosto, folha de avaliação, resumo e fichacatalográfica;b) elementos textuais: introdução, desenvolvimento, conclusão;c) elementos pós-textuais: referências;d) apêndices e anexos: se necessários.A parte textual diz respeito ao conteúdo do projeto e deverá ser produzida na forma derelato ou memorial descritivo do processo de criação fase por fase.A apresentação, digitação e formatação do documento seguirão as normas indicadasneste livro.4.5. Etapas do processo de elaboração do TCCOs trabalhos de conclusão de curso na graduação geralmente provocam ansiedadenos alunos por se sentirem diante da tarefa-síntese do aprendizado, cuja realização lhes exigirácapacidade de pensar a realidade tendo como referência os conhecimentos construídos no decorrerdo curso, em constante relação teoria/prática.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 26Chega o momento em que o aluno é chamado a se pronunciar sobre a escolha do tema quepretendeabordar:estarádandoinícioaoprocessodeelaboraçãodotrabalhodeconclusãodecurso.Seráproveitoso fazer uma retrospectiva do aprendizado até aquele momento, principalmente pensando arespeitodoprópriodesempenhoacadêmico,dasquestõesou perguntasquepermaneceram,daslacunasnasuaformação.TambémseráproveitosoconversarcomumprofessorcomoqualtenhaafinidadesparatrocaremideiasarespeitodasprópriasexpectativasedúvidasiniciaisarespeitodoTCC.Umaretomadada literatura relacionada ao tema pode funcionar como ponto de apoio para as primeiras decisões. “Omais importante, porém, é identificar fontes [de consulta] fidedignas, confiáveis, de autores renomadose considerados autoridades no assunto que se vai estudar.” (ANDRADE, 2006, p. 44)Aelaboração do TCC, enquanto prática acadêmica, segue as mesmas etapas da pesquisa,exercício que todo estudante universitário faz inúmeras vezes durante o curso, com maior oumenor detalhamento. Enquanto prática de pesquisa o projeto do TCC segue as mesmas etapas:a) preparação ou elaboração de um pré-projeto: primeiras decisões a respeito detema e tipo de pesquisa; levantamento de material bibliográfico, leitura das fontesselecionadas; formulação preliminar de perguntas para pesquisa e objetivos ouresultados esperados;b) elaboração do projeto de pesquisa: de acordo com estrutura indicada em disciplinaespecífica do curso: o projeto de pesquisa é o documento que apresenta o conjuntodas decisões tomadas pelo universitário em relação à realização da pesquisa, comprevisão das tarefas a serem executadas.Aprovado o projeto, certamente o aluno não estará tranquilo porque existe a cultura domedo em relação a esse tipo de trabalho, até que seja iniciado o processo de elaboração do TCC.Para isto é necessário que o estudante retome o projeto.A entrada na fase seguinte já deverá ser mais tranquila e ele mais confiante após osprimeiros encontros:c) realização da pesquisa: coleta e organização dos dados; análise, discussão einterpretação dos resultados;d) elaboração da parte textual do documento, de acordo com o tipo de TCC(monografia, relatório, projeto de trabalho na respectiva área de formação, artigo,estudo de caso);
  • Universidade Gama Filho | 27e) organização do documento final: partes pré-textuais, o texto propriamente dito,partes pós-textuais; digitação, formatação do trabalho de acordo com o conteúdo docapítulo 4 deste livro; revisão do trabalho considerando texto e formatação;f) entrega do TCC ao professor-orientador: marcada a data para apresentação dotrabalho cabe ao aluno retomar o conteúdo e fazer um esquema para se orientar emrelação à sua fala.
  • 5. ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICOSAtravés da NBR14724 (2005, p. 3) a ABNT estabelece que “A estrutura de tese,dissertação ou de um trabalho acadêmico compreende: elementos pré-textuais, elementostextuais e elementos pós-textuais.”5.1. Elementos pré-textuaisSão elementos obrigatórios: capa, folha de rosto, folha de aprovação e resumo. Sãoopcionais: errata, dedicatória(s), agradecimento(s), epígrafe. Listas de ilustrações, tabelas,símbolos, abreviaturas também são opcionais cuja presença depende do tipo de pesquisafeita. Os elementos pré-textuais são colocados no trabalho na ordem em que se seguem nestedocumento.a) capa: contém as informações institucionais hierarquicamente apresentadas,considerando a estrutura acadêmica da universidade correspondente ao curso (como uso de todas as letras maiúsculas); o título principal do trabalho, redigido de formaclara e precisa indicando o seu conteúdo (todas as letras maiúsculas) e o subtítulo sehouver (colocado na linha abaixo do título, com todas as letras minúsculas); o nomedo autor (apenas as iniciais maiúsculas); a cidade (apenas as iniciais maiúsculas) e oano (diagramação no apêndice A); as monografias dos cursos de pós-graduação noâmbito da Central de Cursos de Extensão e Pós-Graduação Lato Sensu (CEPLA)são encadernadas usando a cor azul-rei para a capa. Em trabalhos acadêmicosdisciplinares a capa pode ser dispensada, a critério do professor;b) folha de rosto: elemento obrigatório com as seguintes informações nesta ordem:nome do autor: responsável intelectual do trabalho; título principal do trabalho:redigido de forma clara e precisa, identificando o seu conteúdo; subtítulo, sehouver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título principal, como nacapa; natureza e objetivo do trabalho (dissertação, monografia, trabalho, projetode conclusão do curso X), nome do orientador (e coorientador, se houver), cidadee ano (diagramação no apêndice B);c) folha de aprovação: elemento obrigatório colocado logo após a folha de rosto; éconstituído pelo nome do autor do trabalho, título do trabalho negritado e subtítulo
  • Universidade Gama Filho | 29precedido de dois pontos, se houver, natureza, objetivo, nome da instituiçãoa que é submetido, nome, titulação e assinatura dos membros componentes dabanca examinadora; a data é colocada após a aprovação do trabalho seguindo-sea assinatura dos membros componentes da banca examinadora (diagramação noapêndice C); no caso de o TCC ser realizado em grupo, a folha de avaliação seráúnica, relacionando-se os nomes dos componentes em coluna e a seguir o registroda respectiva nota; o critério para a atribuição de nota, se individual ou única paratodo o grupo, deve ser definido na regulamentação do TCC do respectivo curso;d) errata: elemento opcional que deve ser inserido logo após a folha de rosto,constituído pela referência do trabalho e pelo texto da errata e disposto daseguinte maneira:ERRATAFolha Linha Onde se lê Leia-se32 3 publicacao publicaçãoe) edicatória(s): elemento de caráter opcional, colocado logo após a folha deaprovação, constitui espaço para o autor homenagear alguém e se caracteriza,geralmente, por forte componente afetivo (diagramação livre, com títulocentralizado na altura da margem superior);f) agradecimento(s): elemento também opcional, colocado após a dedicatória, édirigido a pessoas ou instituições que, de alguma forma, facilitaram o trabalho(diagramação livre e título centralizado na altura da margem superior);g) epígrafe: elemento opcional colocado após o agradecimento; geralmente é usadauma citação que sintetiza a mensagem central do trabalho, sendo indispensável aidentificação da fonte (diagramação livre e título colocado na altura da margemsuperior); também podem constar epígrafes nas folhas de abertura das seçõesprimárias do documento seguindo igual orientação;h) ficha catalográfica: a ABNT, através, da mesma norma, recomenda que seja partedo trabalho, colocada no verso da folha de rosto (contendo os dados referenciaisde acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente) (apêndiceD); a produção da ficha catalográfica é de responsabilidade da Biblioteca da
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 30Instituição, mas é responsabilidade do aluno solicitá-la em tempo hábil fornecendoas informações necessárias para a bibliotecária criá-la;i) resumo: elemento de presença obrigatória, com apresentação concisa dos pontosrelevantes da abordagem, fornecendo uma visão clara do conteúdo, objetivo emétodo e conclusões ressaltando, ainda, a indispensável articulação: problema,objetivo, método e resultado; o resumo de trabalho acadêmico (tese, dissertação,monografia, relatório) deve conter de 150 a 500 palavras, de acordo com a categoriade trabalho (apêndice E);j) lista de ilustrações: elemento opcional que deve ser elaborada de acordo coma ordem em que aparecem no texto, com cada item designado por seu nomeespecífico, acompanhado do respectivo número da página;k) lista de tabelas: elemento opcional que deve ser elaborada de acordo com a ordemem que aparecem no texto, com cada item designado por seu nome específico,acompanhado do respectivo número da página;l) lista de abreviaturas e siglas: elemento opcional que consiste na relaçãoalfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ouexpressões correspondentes grafadas por extenso; recomenda-se a elaboraçãode lista própria para cada tipo;m) lista de símbolos: elemento opcional, que deve ser elaborado de acordo com aordem apresentada no texto, com o devido significado;n) glossário: relação de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentidoobscuro, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições;o) sumário: elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas dos respectivosnúmeros de página. “Os elementos pré-textuais não devem constar do sumário.”(NBR 6027, 2003, p. 2). Título centralizado na altura da margem superior.5.2. Partes textuaisCorrespondem às três partes principais do trabalho acadêmico: introduçãodesenvolvimento e conclusão.
  • Universidade Gama Filho | 315.2.1. IntroduçãoTem a função de situar o leitor em relação ao contexto do trabalho e despertar-lhe ointeresse pelo conteúdo. Formulada em linguagem simples, deve conter informações suficientespara que ele perceba o norteamento da abordagem: explicitação dos motivos da escolha doassunto, acompanhada da indicação do problema ou da questão básica da pesquisa, identificaçãodos aspectos teóricos que fundamentaram seu conteúdo, as técnicas de coleta dos dados eindicação dos objetivos pretendidos. Estas informações são retiradas do projeto de pesquisacuja elaboração precedeu, necessariamente, a realização do trabalho.Em termos metodológicos, recomenda-se que a introdução seja o último tópico dotexto a ser elaborado. Entretanto, tem-se observado, na orientação de monografias, que algunsalunos sentem-se mais seguros quando escrevem uma introdução provisória que é revista aofinal do processo, com a ampliação do conteúdo.5.2.2. Tópicos do desenvolvimentoTambém denominado corpo do trabalho, constitui uma demonstração, de formalogicamente articulada, do conteúdo da produção acadêmica. “É a parte principal do texto quecontém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções,que variam em função da abordagem do tema e do método.” (NBR 14724, 2005, p. 6).5.2.3. ConclusãoNesta parte o autor apresenta as conclusões correspondentes aos objetivos ou hipótesese os resultados alcançados. Neste tópico do trabalho não cabem novas argumentações e nemo uso de citações, mas um posicionamento consistente tendo por base o que foi explanado nodesenvolvimento.Na prática, o autor deve fazer uma releitura do conteúdo dos capítulos, identificandoa evolução da sua linha de pensamento para uma tomada de posição coerente e crítica; comesta recomendação pretende-se chamar a atenção para que construa um texto próprio que nãotenha características de mero resumo das idéias defendidas. É facultado o encaminhamento dequestões para novas pesquisas, sugestões e/ou recomendações, a partir dos resultados obtidos,procedimento este que valoriza a produção acadêmica porque indica a presença de pensamentoprospectivo do autor em relação à problemática tratada no seu trabalho.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 325.3. Partes pós-textuaisSão elementos colocados a seguir do texto. As referências organizadas de acordo coma NBR 6023:2002 da ABNT são de presença obrigatória, com apresentação na ordem alfabéticados sobrenomes dos autores e dos elementos que os substituem.Também são elementos pós-textuais, porém opcionais: glossário, apêndice(s), anexo(s),e índices.a) glossário: “Relação de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentidoobscuro, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições.” (NBR14724, 2005, p. 2); é elaborado em ordem alfabética;b) apêndice: “Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar suaargumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho.” (NBR 14724, 2005,p. 2);c) anexo: “Texto ou documento não elaborado pelo autor que serve de fundamentação,comprovação e ilustração.” (NBR 14724, 2005, p. 1);d) índice: “Lista de palavras ou frases ordenadas segundo determinado critério, quefocaliza e remete para as informações contidas no texto.” (NBR 14724, 2005, p. 2);de acordo com essa norma sua organização segue os critérios constantes de NBR6024:1989.Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão erespectivos títulos. Neste documento foi usado, ainda, um índice numérico como recurso paradistinguir, numa mesma categoria de apêndice, os modelos indicados para a graduação e a pós-graduação.Exemplos:APÊNDICE A¹ - MODELO DE CAPA PARAA GRADUAÇÃOAPÊNDICE A²- MODELO DE CAPA PARAA PÓS-GRADUAÇÃOAPÊNDICE B¹ - MODELO DE FOLHA DE ROSTO PARAA GRADUAÇÃOAPÊNDICE B²- MODELO DE FOLHA DE ROSTO PARAA PÓS-GRADUAÇÃOA identificação dos anexos segue a mesma orientação usada para os apêndices.
  • 6. PADRONIZAÇÃO GRÁFICAO cumprimento dos requisitos de padronização gráfica pelos alunos da graduação e dapós-graduação lato sensu da UGF garantirá unidade na apresentação dos respectivos trabalhos.Segundo a NBR 14724 (2005, p. 8),Todo o texto deve ser digitado ou datilografado com espaço 1,5 [entrelinhas],executando-se as citações de mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendasdas ilustrações e das tabelas, ficha catalográfica, natureza do trabalho, objetivo, nomeda instituição a que é submetida e área de concentração [texto da folha de rosto], quedevem ser digitados ou datilografados em espaço simples. As referências ao final dotrabalho devem ser separadas entre si por dois espaços simples.Em relação à estrutura dos trabalhos a mesma norma estabelece que “Os títulos dasseções devem começar na parte superior da mancha e ser separados do texto que os sucede pordois espaços 1,5 entrelinhas. Da mesma forma, os títulos das subseções devem ser separados dotexto que os precede e que os sucede por dois espaços 1,5.” (NBR 14724, 2005, p. 8). O alunodispõe de recursos para visualizar a formatação das páginas consultando o apêndice F destedocumento.Começando pelos respectivos indicativos numéricos, os títulos das seções primárias(numeral inteiro) devem ser alinhados junto à margem esquerda do texto. Para ampliar o espaçoentre os títulos de seção e o início do texto, ou entre títulos de diferentes níveis sugere-se ouso de recursos de formatação abordados no tópico 6.2 deste tópico, no sentido de obter umaestética equilibrada em termos de espacejamento.Indica-se como fonte o tipo de letra Times New Roman por considerá-la mais próximada utilizada nas publicações, por tornar mais claros os destaques em negrito, ter caracteresuniformes em termos de espaço ocupado e, além disto, ser mais econômica em termos deimpressão.6.1. Padrões para digitação de trabalhos acadêmicosA ABNT define padrões mínimos para a digitação e apresentação de trabalhosacadêmicos (tipo de papel, tamanho de fonte, margens e paginação), os quais foram ampliadosnesta norma conforme indicado a seguir:a) tipo de papel: formato A4, de 21cmx29,7cm, branco, opaco, com textura 75g/m2eimpressão na cor preta;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 34b) linguagem: MS XP, utilizando a fonte Times New Roman tamanho 12 para todoo texto e 10 para: citações com mais de três linhas, notas de rodapé, legendas dasilustrações e tabelas, numeração das páginas;c) espacejamento: 1,5 linha para todo o texto, incluindo o cabeçalho da capa e dafolha de rosto; espaço simples para as citações com mais de três linhas, as notas derodapé, as legendas das ilustrações e tabelas, a ficha catalográfica, a parte da folhade rosto onde são registrados a natureza e o objetivo do trabalho ou grau pretendido,titulação correspondente; espaço simples, ainda, para as referências, com ampliaçãodesse espaço entre uma e outra referência com recurso da formatação de parágrafo(orientação apresentada no tópico 6.2); no caso de equações e fórmulas, dentro dotexto, também é permitido ampliar a entrelinha de modo a comportar os diferenteselementos das mesmas (NBR 14724, 2005);d) margens: superior e esquerda: 3cm; direita e inferior: 2cm (tópico 6.2.1); aspáginas pré-textuais e as capitulares visualmente terão maior margem superior emdecorrência de formatação específica de títulos que é feita, na prática, colocando-seo cursor à esquerda do título e, em seguida, vai-se ao menu formatar parágrafomarcando no espaçamento 6 pt antes;2e) parágrafo: recuo de 1,5cm para o corpo do texto; no caso de citações destacadas(com mais de três linhas) o recuo indicado é de 4cm também marcados a partir damargem do texto;f) nota de rodapé: separada do corpo do texto por um filete de 3cm, fonte 10 com onúmero em sobrescrito (tópico 6.2 deste documento);g) paginação: a ABNT (NBR 14724, 2005, p. 8) normalizou a numeração das páginasde trabalhos acadêmicos indicando que[...] numeradas de maneira contínua sua paginação deve dar seguimento à do textoprincipal. Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadassequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada, a partir da primeirafolha da parte textual [introdução], em algarismos arábicos, no canto superior direitoda folha, a 2 cm da borda direita superior, ficando o último algarismo a 2 cm da bordadireita da folha. No caso de o trabalho ser constituído de mais de um volume, deve sermantida uma única seqüência [sic] de numeração das folhas, do primeiro ao últimovolume. Havendo apêndice e anexo, as suas folhas devem ser numeradas [...]2Recomenda-se correção da margem inferior para 1,5 caso a impressão apresente espaço maior que o indicado(figura 1, p. 42).
  • Universidade Gama Filho | 35Nesta norma, recomenda-se que as páginas capitulares não sejam numeradas, a exemploda paginação de livros praticada pelas editoras que registram os números na parte superior dafolha. A marcação das margens e parágrafos está ilustrada no apêndice F.6.2. Orientação para formatação do documentoA ABNT define padrões mínimos para a apresentação de trabalhos acadêmicosindicando: margens, espaço entre linhas, fonte, recuo para citações de mais de três linhas,contagem e numeração de páginas. Entretanto, observa-se que estes padrões não são suficientespara garantir uma boa estética na editoração do texto como um todo.Neste documento procurou-se ampliar estes padrões apresentando indicaçõessuficientes para que o aluno possa usar mais recursos disponibilizados pelo aplicativo Word e,assim, digitar, formatar e editar o texto da sua produção acadêmica com um padrão estético dequalidade.A configuração de página e a formatação do documento dependem do uso adequadode ferramentas disponíveis no programa Word, o que implica definição prévia de diversos itensque as compõem. Com as ilustrações que se seguem pretende-se facilitar a realização da tarefasem a pretensão de esgotar os recursos deste aplicativo. Cada caixa de configuração apresentaduas ou mais fichas que também deverão ser configuradas e que estão sendo identificadas (comnúmeros) pela sua localização na caixa principal.6.2.1. Configuração de páginaAo iniciar o trabalho, a primeira tarefa do digitador é fazer a configuração de página,seguindo os seguintes passos (figura 1):a) Menu arquivo Þ configurar página Þ marcar as margens (1) Þ OKCaso seja necessário configurar outras fichas da caixa, o digitador passa para a seguintee, ao final, volta clicando OK nas fichas até chegar à primeira ficha.A marcação a partir da margem > cabeçalho define a colocação correta do númeroda página e das notas de rodapé.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 36Figura 1 - Configuração de página (margens)b) Menu arquivo Þ configurar página Þ definir tamanho e orientação do papel (2) Þ OKFigura 2 - Configuração de página (tamanho do papel)6.2.2. Formatação da fontea) Menu formatar fonte na ficha de fonte (1) marcar: tipo de letra: Times NewRoman; estilo: normal; tamanho: 12 para o texto comum OK
  • Universidade Gama Filho | 37Figura 3 - Fonte (tipo, estilo e tamanho)b) Menu formatar Þ fonte Þ clicar na ficha caracteres (2) Þ marcar somente dimensão:100; espaçamento: expandido: 0,2 Þ OK
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 38Figura 4 - Fonte (espaçamento de caracteres)6.2.3. Formatação de parágrafoMenu formatar Þ parágrafo Þ marcar na ficha (1): recuo e espaçamentoalinhamento: justificado nível do tópico: corpo do textoRecuo esquerdo: 0 cm especial: primeira linha 1,5 cmespaçamento: depois 6 pt entrelinhas: 1,5 linha OKQuando for necessário, flexibilizar os espaços entre linhas usar a pontuação antes oudepois na caixa espaçamento (figura 5, p. 45).
  • Universidade Gama Filho | 39Figura 5 - Parágrafo (recuos e espaçamento)6.2.4. Inserção de quebra de seçãoMenu inserir Þ quebra Þ quebra de seção próxima página Þ OKUsado em caso de término de capítulo, porque a primeira página do capítulo seguintenão recebe numeração.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 40Figura 6 - Quebra (página e seção)6.2.5. Numeração de páginaMenu inserir número de páginas: marcar: posição início da página, alinhamento:direita; desmarcar: mostrar número na primeira página clicar em formatar (abre-se outrajanela - figura 8).Figura 7 - Numeração de página (posição e alinhamento)
  • Universidade Gama Filho | 41(Janela na figura 8) marcar em: iniciar em: (inserir o número da página) ou em continuar daseção anterior fechar a janela.Figura 8 - Formatação do número de páginaAo dar OK nas duas janelas (figura 8 e 7), as folhas serão numeradas corretamente seo digitador tiver feito as quebras de seção de forma adequada.6.2.6. Equações e fórmulasEm meio a um texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte os seusexpoentes, índices e outros elementos.“Para facilitar a leitura, devem ser destacadas do texto e, se necessário, numeradascom algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita.” (NBR 14724, 2005, p. 9).Caso elas sejam extensas, devem ser fragmentadas em mais de uma linha, interrompidasantes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação oudivisão.(x2+ y2)/z = n (1) Para facilitar a formatação de equações e fórmulas pode-se usar o programa MicrosoftWord Equation seguindo os seguintes passos:Menu inserir Þ objeto Þ Microsoft Word Equation Þ OK
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 426.3. Sistematização das seções estruturais do trabalho acadêmicoA organização do trabalho acadêmico deve obedecer a uma ordem lógica na suaorganização, no sentido de facilitar a compreensão da sua estrutura e visualização da hierarquiados tópicos e subtópicos dando, ao leitor, uma visão global da forma de abordagem do assunto.Segundo a NBR 14724 (2005, p. 9), “Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho,deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto.” Este sistema é de fácilaplicação, mas exige que o aluno conceba essa estruturação seguindo os desdobramentos deforma coerente e discuta com o professor orientador do trabalho.Na prática, essa estrutura constitui o conteúdo do sumário (cf. o tópico 5.1) e, aoelaborá-lo, é indispensável que o aluno esteja atento para o uso das subdivisões porque somentese justifica desdobrar um tópico se a estrutura do trabalho nele comportar, pelo menos, doissubtópicos.“Os títulos das seções primárias, por serem as principais divisões de um texto, deveminiciar em folha distinta.” (NBR 14724, 2005, p. 9). A seguir, a mesma norma recomenda ouso de algum recurso (negrito, itálico, redondo, caixa alta, versal, grifo ou outro) para destacar,gradativamente, a hierarquização dos títulos nos desdobramentos das seções.Na estrutura do trabalho acadêmico apenas os elementos textuais recebem indicativosnuméricos, da introdução à conclusão e são hierarquizados de acordo com a orientação quese segue. Os elementos pré-textuais e pós-textuais, que não recebem indicativos numéricos,devem ser centralizados e grafados com todas as letras maiúsculas.Os indicativos numéricos de todas as seções deverão ser alinhados junto à margemesquerda do texto, seguidos dos respectivos títulos. Recomenda-se que os desdobramentossejam usados, no máximo, até a seção terciária, pois a experiência tem demonstrado que, apartir da quarta subdivisão, o conteúdo do trabalho geralmente é constituído de enumerações.No caso das enumerações com letras minúsculas e/ou marcadores, recomenda-se afastamentono alinhamento do parágrafo (1,5cm) destacando com negrito apenas os títulos das mesmas,como praticado neste documento.
  • Universidade Gama Filho | 432. TÍTULO DE SEÇÃO PRIMÁRIA NEGRITADO COM TODAS AS LETRASMAIÚSCULAS2.1. Título de seção secundária negritado com apenas a letra inicial maiúscula2.1.1. Título de seção terciária com apenas a letra inicial maiúscula2.1.1.1. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.1.1.2. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.1.2. Título de seção terciária com apenas a letra inicial maiúscula2.1.2.1. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.1.2.2. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.2. Título de seção secundária negritado com apenas a letra inicial maiúscula2.2.1. Título de seção terciária com apenas a letra inicial maiúscula2.2.1.1. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.2.1.2. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.2.2. Título de seção terciária com apenas a letra inicial maiúscula2.2.2.1. título de seção quaternária com todas as letras minúsculas2.2.2.2. título da seção quaternária com todas as letras minúsculas6.4. Figuras de realceÉ indispensável que haja unidade no uso de figuras de realce na redação de trabalhosacadêmicos. Para efeito desta norma destacam-se, a seguir, os recursos mais comuns:a) aspas: uso somente em citação direta ou cópia de parte de texto lido com até trêslinhas, uma vez que as mais extensas serão registradas como indicado no tópico 8.2deste documento, o que já as identifica como tal, dispensando-se as aspas;b) negrito: indicado pela NBR 6023/2002, entre outros, para destacar título (masnão subtítulo) de livro, monografia, dissertação, tese, nome de revista, jornal, aspalavras-chave de uma enumeração (cf. uso neste tópico); é recomendado, ainda,como recurso para destaque na hierarquização das seções do trabalho acadêmicocomo indicado no tópico 6.3 deste documento;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 44c) itálico: utilizado para grafar palavras em língua estrangeira que não tenham sidoincorporadas pelo Vocabulário da Língua Portuguesa (2009) ou que estejam sendousadas em sentido figurado;d) grifo (sublinhado): recurso reservado para algum outro tipo de destaque que nãose encaixe nessas categorias e cujo uso deve ser moderado para não sobrecarregaro texto.O uso criterioso dos recursos de destaque exige, do autor do trabalho, clareza naestruturação do pensamento e, consequentemente, facilita a compreensão do conteúdo damensagem, por parte do leitor.
  • 7. Normas paraa referenciação DAS FONTES CONSULTADASOs dados correspondentes à referência de um material consultado devem ser coletadosna própria obra: na ficha catalográfica do livro ou, na sua falta, no verso da folha de rosto; no casode revistas, na página onde se localizam as informações técnicas sobre a publicação e nas demaisfontes pesquisadas no próprio material.7.1. ConceitoReferência é o conjunto de elementos descritivos definidos e padronizados pela ABNTque, retirados de um documento disponibilizado para consulta (monografias, dissertações, teses,relatórios de pesquisa) é suficiente para sua localização individual em bibliotecas, livrarias.Areferência é constituída por elementos essenciais, obrigatoriamente presentes: autoria,título e subtítulo, se houver, edição quando se tratar de livro, dados da imprenta (nome da cidadeda publicação, editora e data). Os elementos complementares são: número total de páginas emlivros e similares, descrição física e, quando se tratar de material traduzido, indicação de tradutore título original.Esta norma não se aplica às descrições usadas em bibliotecas na catalogação das obrasdo acervo e nem as substitui.7.1.1. Documentos referenciáveisA NBR 6023/2002 normaliza a referenciação de livros, artigos de revista, matériaspublicadas em jornal, produções acadêmicas (monografias, dissertações, teses, relatórios depesquisa), comunicações em eventos acadêmicos, científicos e culturais, legislação, patentes,materiais apresentados através de meios eletrônicos (disponibilizados na internet), imagemem movimento, documentos iconográficos (gravuras, fotografias, pinturas), cartográficos,sonoros, partituras musicais, documentos tridimensionais (esculturas, maquetes, objetos e suasrepresentações como ossos, fósseis).7.1.2. Elementos essenciais da referência7.1.2.1. autoriaa) pessoa física: a obra pode ter um, dois, três ou mais autores e, ainda, coordenadorou organizador;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 46b) pessoa jurídica: a produção é de responsabilidade de entidades governamentais,empresas, associações;c) sem autoria: obras sem autoria definida que, geralmente, são folclóricas.7.1.2.2. título e ediçãoTítulo abrangente ou geral é separado do subtítulo por dois pontos (:). Aedição é indicadasomente a partir da segunda e registrada com numeral cardinal, seguido de ponto e da abreviaturada palavra edição (exemplo: 2. ed.); não cabe o uso da letra a em sobrescrito (2ª). Indicam-se,ainda, emendas e acréscimos à edição de forma abreviada (exemplo: 2. ed. rev. e ampl.). No casode publicações em língua estrangeira estes registros são feitos no respectivo idioma.7.1.2.3. localÉ representado pelo nome, por extenso, da cidade onde se situa a editora. Nos casosde cidades homônimas, o nome é acompanhado da sigla do respectivo estado, para definir a sualocalização; se a editora tiver indicação de duas cidades, registra-se o nome da primeira ou damais destacada. Se a cidade não estiver registrada na obra, mas puder ser identificada, registra-se o nome entre colchetes [ ]; caso contrário, usa-se a expressão Sine loco (que significa semlocal) entre colchetes [S. l.].7.1.2.4. editoraRegistra-se o nome da editora como aparece no documento, suprimindo-se a palavraeditora e as indicações de natureza jurídica ou comercial (Ltda, S/A); quando o nome da editoracorresponde ao de uma pessoa física, abreviam-se os prenomes (exemplo: J. Olympio e nãoLivraria José Olympio Editora). Admite-se o uso da abreviatura da palavra editora quando setratar de editoras das universidades (Ed. da UGF, Ed. da UFPR, Ed. da UnB).Quando houver duas editoras indicam-se ambas, com os respectivos locais, separando-as por (;). Se forem três, registra-se a primeira ou a que estiver em destaque. Quando a editoranão puder ser identificada, usa-se a expressão sine nomine abreviada entre colchetes [s. n.]. Nocaso de a cidade e a editora não constarem da obra, estes registros são feitos de forma associada[S. l.: s. n.].Quando a editora é a mesma instituição ou pessoa responsável pela autoria e já tiversido mencionada no início da referência, não aparece na posição da editora, respeitando-se apontuação entre os elementos.
  • Universidade Gama Filho | 477.1.2.5. dataA data da publicação é registrada em algarismos arábicos sem separação entre eles.Como se trata de elemento essencial para a referência, sempre deve ser indicada uma data, sejada publicação, distribuição, impressão, apresentação ou do copyright.Se nenhuma data puder ser determinada, registra-se uma data aproximada entre colchetes:um ano ou outro [1945 ou 1946]; provável [1950 ?]; intervalos menores de vinte anos [entre1932 e 1938]; data aproximada [ca 1920]; década certa [195_ ]; década provável [193_ ?]; séculocerto [18_ _]; século provável [18 _ _ ?].No caso de data completa usada para referenciar artigos de revista, documentos coletadosna internet, matéria de jornal, com exigência de informações relacionadas a dia, mês, ano, registra-se o nome do mês abreviado, com a letra inicial minúscula seguida de ponto (jan. abr. dez.), comexceção de maio que é usado por extenso, no idioma original da publicação.7.2. Referenciação de materiais de uso mais frequenteComo parte pós-textual obrigatória em todo trabalho acadêmico, as referências sãorelacionadas na ordem alfabética dos sobrenomes dos autores e equivalentes, quando se tratarde autoria de pessoa jurídica ou de materiais sem autoria. Cada elemento da referência tem a suaapresentação normalizada pela NBR 6023/2002, da ABNT, dentro de uma sequência própria acada tipo de material.7.2.1. Livros usados como um todoa) autor únicoSOBRENOME, Nome do Autor. Título do livro: subtítulo (se houver). Número da edição.Cidade: Editora, ano.SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. rev. e ampl. SãoPaulo: Cortez, 2002.b) dois ou três autoresBARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos demetodologia científica: um guia para a iniciação científica. 2. ed. ampl. São Paulo: MakronBooks, 2000.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 48c) mais de três autoresLUCKESI, Cipriano Carlos et al. Fazer universidade: uma proposta metodológica. 13. ed. SãoPaulo: Cortez, 2003.d) autor organizador ou coordenadorGOULART, Íris Barbosa (Org.). A educação na perspectiva construtivista. 2. ed. Petrópolis:Vozes, 1995.e) autor com partícula de parentesco no sobrenomeMÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na era da Informática. São Paulo:Saraiva, 2002.f) autor de nome espanholBLANCOCOSSIO,FernandoAndrés.Disparidadeseconômicasinternacionais,capacidadesde recursos tributários, esforço fiscal e gasto público no federalismo brasileiro. Rio deJaneiro: BNDES, 1998.g) sobrenome compostoCASTELLO BRANCO, Renato. Pátria amada: o Brasil em poemas. São Paulo: T. Queiroz, 1994.SANTA ROSA, Eliza. Quando o brincar é dizer não: a experiência psicanalítica na infância.Rio de Janeiro: Reluma-Dumará, 1993.h) sobrenomes ligados por hífenPICHON-RIVIÈRE, Enrique. Teoria do vínculo. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.i) sem autoriaCONTROLE interno das empresas. 10. ed. São Paulo: Atlas, 1998.j) obra publicada sob pseudônimoATHAYDE, Tristão de. O jornalismo como gênero literário. São Paulo: EDUSP, 1990.l) livro editado pelo autor (pessoa física ou instituição)HRYNIEWICZ, Severo. Filosofia da linguagem. Rio de Janeiro, 1999.UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Catálogo de graduação: 1994-1995. Viçosa,MG, 1996.
  • Universidade Gama Filho | 497.2.2. Livros usados em parte ou capítulo destacadoAo trabalhar com parte ou capítulo de um livro é necessário que o aluno esteja atentopara a referenciação da parte lida, principalmente se o livro tem autor(es) que responde(m)pela publicação enquanto organizador(es) ou coordenador(es). Neste caso, o capítulo emdestaque pode ter autoria própria ou ser de autoria do organizador. Segue um exemploilustrativo a partir da referência do livro inteiro.PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro (Org.). Professor reflexivo no Brasil: gênesee crítica de um conceito. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002.a) capítulo com autoria própria em livro com organizador ou coordenadorSOBRENOME, Nome do Autor do capítulo. Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nomedo Autor (Org. ou Coord.). Título do livro: subtítulo (se houver). ?. ed. Cidade: Editora, ano.número do capítulo, p.(inicial) - (final).SACRISTÁN, José Gimeno.Tendências investigativas na formação de professores. In: PIMENTA,Sema Garrido; GHEDIN, Evandro (Org.). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de umconceito. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. cap. 3, p. 81-87.b) o (ou um dos) coordenador(es) é o autor do capítulo destacadoPIMENTA, Selma Garrido. Professor reflexivo: construindo uma crítica. In: ______; GHEDIN,Evandro (Org.). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. 2. ed. São Paulo:Cortez, 2002. cap. 1, p. 17-52.c) capítulo destacado de livro cujo(s) autor(es) responde(m) pela autoria dolivro inteiroMÁTTAR NETO, JoãoAugusto.Asociedade da informação. In: ______ . Metodologia científicana era da Informática. São Paulo: Saraiva, 2002. cap. 4: p. 100-139.7.2.3. Obras de referência (dicionário, enciclopédia)A referenciação segue o mesmo padrão dos livros.a) a obra com autoria, referenciada como um todoVALLANDRO, Leonel. Dicionário inglês-português, português-inglês. 24. ed. São Paulo:Globo, 1999.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 50b) a obra sem autoria, referenciada como um todoDICIONÁRIO de Sociologia. 8. ed. atual. Porto Alegre: Globo, 1981.LOGOS - Enciclopédia luso-brasileira de Filosofia. reimp. Lisboa: Verbo, 1997.c) verbete sem autoria em obra sem autoriaCORPORATIVISMO. In: DICIONÁRIO de Sociologia. 8. ed. atual. Porto Alegre: Globo,1981. p. 85.CRIAÇÃO animal. In: ENCICLOPÉDIA do Estudante. São Paulo: Abril Cultural, 1974. v. 5,p. 386-3876.d) verbete com autoria em obra sem autoriaKURY, Mario da Gama. Helíades. In: DICIONÁRIO de mitologia greco-romana. 3. ed. Riode Janeiro: Zahar, 1994. p. 178.MORUJÃO, Alexandre Fradique. História da Filosofia. In: LOGOS − Enciclopédia luso-brasileira de Filosofia. reimp. Lisboa: Verbo, 1997. v. 2, p. 591-599.7.2.4. Artigos de revista, boletim, periódicoa) artigo ou matéria com autoriaSOBRENOME, Nome do Autor. Título do artigo ou matéria. Nome da Revista, Cidade: editor,indicação do volume (v.) ou ano (informação correspondente a volume e ano correspondente aotempo de publicação), número (n.), localização da matéria referenciada (p. inicial - final), épocada publicação (mês ou meses separados por barra /), incluindo o ano civil. (Quando não constaro nome da editora usa-se vírgula após o nome da cidade).GURGEL, Carlos. Reforma do Estado e Segurança Pública. Política e Administração, Rio deJaneiro: FGV, v. 3, n. 2, p.15-21, set. 1997.b) número ou suplemento referenciado como um todoTÍTULO OU NOME DAREVISTA. Título do tema especial. Local: editora, volume (v.) ou ano,número (n.), período, ano (civil).REVISTA DE SAÚDE PÚBLICA. Educação e alimentação pré-escolar. São Paulo: Fiocruz, v.5, dez. 1981.
  • Universidade Gama Filho | 517.2.5. Matéria de jornalSOBRENOME, Nome do Autor. Título da matéria. Nome do Jornal, Cidade, localização damatéria, data (com nome do mês abreviado, com exceção de maio).Observação: no caso de a matéria estar publicada em parte destacada (caderno,suplemento), na sua referenciação a parte será nomeada com a página correspondente.KAZ, Leonel. Espasmos da cultura. O Globo, Rio de Janeiro, p. 27, 23 mar. 2001.PAVLOVA, Adriana. Sinfonia do adeus. O Globo, Rio de Janeiro, 23 mar. 2001. SegundoCaderno, p. 1.7.2.6. Artigo ou matéria de revista, boletim, jornal em meio eletrônicoAsreferênciasobedecerãoaospadrõesanteriormenteindicados,acrescidosdasinformaçõesrelativas à descrição física do meio eletrônico (disquete, CD-ROM, online). No caso de consultaonline são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico apresentado entre os sinais < >precedido da expressão Disponível em: seguindo-se a data de acesso. “Não se recomenda referenciarmaterial eletrônico de curta duração nas redes.” (NBR 6023, 2002, p. 4).a) com indicação de autoriaDUARTE, Sérgio Nogueira. Língua viva. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 6 ago 2000.Disponível em: <htpp:/www.jb.com.br/língua.html>. Acesso em: 6 ago. 2000.GENTILE, Paola; BENCINI, Roberta. Para aprender (e desenvolver) competências. NovaEscola On-line. Disponível em: <http//novaescola.abril.com.Br/ed/135_set00/html/repcapa.htm>. Acesso em: 28 abr. 2003.b) sem indicação de autoriaMORFOLOGIAdos artrópodes. In: ENCICLOPÉDIAmultimídia dos seres vivos. [S. l.]: PlanetaDe Agostini, c1998. CD-ROM 9.PLASTICULTURA salva lavouras do frio. Gazeta do Povo, Curitiba, 6 ago. Seção Economia.Disponível em: <htpp://www.gazetadopovo.com.Br/jornaleconomia/index.html>. Acesso em:9 ago. 2000.POLÍTICA. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. Lisboa: Priberam Informática, 1998.Disponível em: <http//www.priberam.pt/dlDLPO>. Acesso em: 8 mar. 1999.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 52c) autoria institucionalUNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRTO SANTO. Núcleo de Processamento de Dados.Cursos oferecidos: julho/outubro 2000. Disponível em: <http//www.npd.ufes.br/cursos/default.html>. Acesso em: 30 ago. 2000.7.2.7. Evento científico como um todoNOMEDOEVENTO,numeração(sehouver),anoelocal(cidade)darealização.Títulododocumentoseguido de reticências ... (Anais..., Atas..., Livro de resumos...). Cidade: editora, data.CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICADAUFPE, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos...Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http//www.propesq.ufpe.br/anais/anais.htm>.Acesso em:21 jan. 1997.ENCONTRO NACIONAL DE BIBLIOTECONOMIA E INFORMÁTICA; ENCONTRONACIONALDE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA, 2., 1986, Brasília. Anais...Brasília: ABDF, 1986.7.2.8. Trabalho apresentado em evento científicoSOBRENOME, Nome do Autor. Título do trabalho apresentado. In: NOME DO EVENTO,numeração do evento (se houver), ano e local (cidade), título do documento (Anais, Atas) seguidode cidade: editora, data da publicação. p. (inicial - final) da parte referenciada.GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DEBIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998.1 CD-ROM.WEIL, Pierre. A interdisciplinaridade na educação. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DAUNIVERSIDADE GAMA FILHO: um encontro entre humanismo e tecnologia, 1., 1993, Riode Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: Ed. da UGF, out. 1993. p. 7-10.7.2.9. Teses, dissertações ou outros trabalhos acadêmicosSOBRENOME, Nome do Autor. Título do trabalho: subtítulo (se houver). Ano. Categoria dotrabalho (grau obtido) - Instituição, Cidade, data da defesa (se foi registrada data diferente nafolha de aprovação).
  • Universidade Gama Filho | 53ANÇÃ, Nelza Maria.Moutinho. As atividades do orientador educacional competente. 1989.Monografia (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal do Riode Janeiro, Rio de Janeiro.CARVALHO, Janete M. A formação do professor e do pesquisador em nível superior noBrasil. 1992. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade do Riode Janeiro, Rio de Janeiro.JARDIM, Helen Silveira. O papel do professor na motivação no ensino aprendizagem. 2002.Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Departamento de Educação,Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.MUSSI, Marilda dos Santos. A gestão participativa de qualidade: delegação de poderes,solução alternativa. 2003. Monografia (Especialista em Administração Escolar) - Coordenaçãode Pós-Graduação e Atividades Complementares, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.7.2.10. PatenteENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. Título. Número da patente, datas do período de registro.EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária(São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvínel. Medidor digital multissensor de temperatura parasolos. BR n. Pl 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 maio 1995.7.2.11. Documento jurídico7.2.11.1. legislaçãoCompreende a Constituição, as emendas constitucionais e os textos legaisinfraconstitucionais (lei complementar e ordinária, medida provisória, decretoem todas as suas formas, resolução do Senado Federal) e normas emanadas dasentidades públicas e privadas (ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço,instrução normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa, entreoutros). (NBR 6023, 2002, p. 8).JURISDIÇÃO (ou cabeçalho da entidade, no caso de se tratar de normas). Título, numeração,data. Dados da publicação.BRASIL. Lei no9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial [da] República Federativado Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Seção 1, p. 27833-27841.Quando se tratar de Constituições e suas emendas, acrescenta-se a palavra Constituição,entre o nome da jurisdição e o título, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 54BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional no9, de 9 de novembro de 1995. Lex:legislação federal e marginalia, São Paulo, v. 59, p. 1966, out./dez. 1995.7.2.11.2. jurisprudênciaAbrange súmulas, enunciados, acórdãos, sentenças e demais decisões judiciais.JURISDIÇÃO. Órgão judiciário competente. Título (natureza da decisão ou ementa) número.Partes envolvidas (se houver). Relator. Local, data. Dados da publicação.BRASIL. Tribunal Regional Federal (5. Região). Apelação civil no42.441-PE (94.05.01629-6).Apelante: Edilemos Mamede dos Santos e outros. Apelada: Escola Técnica Federal dePernambuco. Relator: Juiz Nereu Santos. Recife, 4 de março de 1997. Lex: jurisprudência doSTJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 103, p. 558-562, mar. 1998.7.2.11.3. doutrinaÉ toda discussão técnica sobre questões legais (monografia, artigos de periódicos,papers, etc.), sendo referenciada de acordo com o tipo de documento.BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código doConsumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p.53-72, ago. 1995.7.2.11.4. consulta a publicação comercial de documento jurídicoESTATUTO da criança e do adolescente: Lei nº 80069, de 13 de julho de 1990. 12. ed. atual. eampl. São Paulo: Saraiva, 2002.LEI nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. In: PILETTI, Nelson. Estrutura e funcionamentodo ensino fundamental. 23. ed. São Paulo: Ática, 1998. p. 196-222.7.2.11.5. consulta a documento jurídico em meio eletrônicoBRASIL. Lei no9.887, de 7 de dezembro de 1999. Diário Oficial [da] República Federativado Brasil, Brasília, DF, 8 dez. 1999. Disponível em: <http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?ld=LEI%209887>. Acesso em: 22 dez. 1999.BRASIL. Regulamento dos benefícios da previdência social. In: SISLEX: Sistema de Legislação,Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. [S.l.]: DATAPREV, 1999. 1CD-ROM.
  • Universidade Gama Filho | 557.2.12. Imagem em movimentoRefere-se a filmes, videocassetes, DVD, etc.TÍTULO. Diretor. Produtor. Local: Produtora, data. Quantitativo de unidades físicas comespecificação do suporte.OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. São Paulo: CERAVI,1983. 1 videocassete.7.2.13. Documento iconográfico“Inclui pintura, gravura, ilustração, fotografia, desenho técnico, diapositivo, diafilme,material estereográfico, transparência, cartaz entre outros.” (NBR 6023, 2002, p. 10).SOBRENOME, Nome doAutor. Título (quando não existir, deve-se atribuir uma denominação oua indicação Sem título, entre colchetes). Data. Quantitativo de unidades físicas com especificaçãodo suporte.KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.STOCKDALE, René. When’s recess? [2002?]. 1 fotografia, color. Disponível em: <http://www.webshots.com/g/d2002/1-nw/20255.html>. Acesso em: 13 jan. 2001.7.2.14. Documento cartográficoCompreende atlas, mapa, globo, fotografia aérea, entre outros, referenciado conformeos padrões para outros tipos de publicações.SOBRENOME, Nome do Autor. Título. Local: Editora, data. Quantitativo de unidades físicascom especificação do suporte. Escala.ATLAS Mirador Internacional. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil, 1981. 1 atlas.Escalas variam.INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo, SP). Regiões de goveno doEstado de São Paulo. São Paulo, 1994. 1 atlas. Escala 1:2.000.PERCENTAGEM de imigrantes em São Paulo, 1920. 1 mapa, color. Escala indeterminável. NeoInterativa, Rio de Janeiro, n. 2, inverno 1994. 1 CD-ROM.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 567.2.15. Documento sonoroa) no todoTrata-se de disco, CD (compact disc), cassete, rolo, etc.SOBRENOME, Nome do compositor ou intérprete. Título. Local: Gravadora (ou equivalente),data. Quantitativo de unidades físicas com especificação do suporte.ALCIONE. Ouro e cobre. São Paulo: RCA Victor, p1988. 1 disco.b) em parteAbrange partes e faixas de documentos sonoros.SOBRENOME, Nome do Compositor. Título da parte ou faixa de gravação. Intérprete: Nome. In:SOBRENOME, Nome do compositor ou interprete. Título. Local: Gravadora (ou equivalente),data. Quantitativo de unidades físicas com especificação do suporte. Faixa ou outra forma deindividualiza a parte referenciada.COSTA, S. Silva. A jura secreta. Intérprete: Simone. In: SIMONE. Face a face. [S.l.]: Emi-Odeon Brasil, p1977. 1CD. Faixa 7.7.2.16. PartituraCompreende partituras impressas e em suporte ou meio eletrônico.SOBRENOME, Nome do autor. Título. Local: Editora, data. Quantitativo de unidades físicascom designação específica. Instrumento a que se destinaBARTÓK, Béla. O mandarim maravilhoso. Wien: Universal, 1952. 1 partitura. Orquestra.OLIVA, Marcos; MOCOTÓ, Tiago. Fervilhar: frevo, [19--]. 1 partitura. Plano. Disponível em:<http://openlink.br.inter.net/picolino/partitur.htm>. Acesso em: 5 jan. 2002.7.2.17. Documento tridimensionalRefere-se a esculturas, maquetes, objetos e respectivas representações: fósseis,esqueletos, objetos de museu, animais empalhados, monumentos, etc.SOBRENOME, Nome do Autor (quando for possível identificar o criador artístico do objeto).Título [quando não existir, deve-se atribuir uma denominação ou a indicação Sem título]. Data.Quantitativo de unidades físicas com especificação do objeto.
  • Universidade Gama Filho | 57DUCHAMP, Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável.BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18--]. 1 bule.7.2.18. Materiais não previstos na NBR 6023:2002Existem materiais que, apesar de serem manuseados no meio acadêmico, não tiverama referenciação normalizada pela ABNT. Sugere-se a seguinte orientação:a) entrevista publicada em jornal ou revistaA referenciação é feita como previsto no tópico 7.2.4 e 7.2.5 deste documento.ASSMAR, Sylvia Ganen; MOREIRA, Carlos Otávio. Uma pedagogia na medida certa para asnecessidades do Brasil no século 21. A utopia da educação pública. Jornal do Brasil, Rio deJaneiro, 18 jul. 1999. Empregos, p. 1. Entrevista concedida a Ana Lagoa.MELO, José Marques de.Atrajetória de um comunicador. PáginasAbertas, São Paulo: Paulus,ano 28, n. 17, p. 7-10, 2003.b) entrevista não publicada ou depoimentoSOBRENOME, Nome do Autor do depoimento. Assunto ou título. Local do depoimento,Instituição, data. Tipo de depoimento e responsável pela condução da atividade.BARBOSA, Magali Orminda de Souza. A implantação da disciplina Técnicas de Estudo ePesquisa (EDU 121) no currículo básico dos cursos da universidade. Departamento de Educaçãoda UGF. 9 dez. 1997. Depoimento feito à professora Maria de Lourdes Motta Braziellas.c) apostila, material didáticoBRAZIELLAS, Maria de Lourdes Motta. Instruções para elaboração e apresentação detrabalhos acadêmicos na universidade. Texto para uso didático - Departamento de Educação,Universidade Gama Filho.7.2.19. Autoria repetidaO(s) nome(s) do(s) autor(es) de vários documentos referenciados sucessivamente, namesma página, pode(m) ser substituídos, nas referências seguintes à primeira, por um traçosublinear, equivalente a seis espaços, e ponto.O traço sublinear não deve ser usado quando o conjunto de elementos que compõema autoria não coincidirem.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 58PIAGET, Jean. A construção do real na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.______. A linguagem e o pensamento da criança. São Paulo: Martins Fontes, 1986.PIAGET, Jean; INHELDER, Bärbel. A psicologia da criança. 17. ed. Rio de Janeiro: BertrandBrasil, 2001.
  • 8. Redação de textos acadêmicosA elaboração de textos acadêmicos requer os mesmos cuidados colocados na literatura paraostrabalhoscientíficos,umavezqueoprocessodeformaçãodofuturocientistateminícionosbancosescolares, desde os primeiros níveis de escolarização, com destaque natural para o nível superior,instância formativa na qual espera-se que o universitário já domine os conhecimentos básicos dalíngua portuguesa para esse fim.8.1. Características da linguagemEnquanto instrumento de comunicação acadêmica, a linguagem utilizada segue ospadrões da norma culta, o que significa apresentar correção, objetividade, concisão, clareza eprecisão, destacando-se, ainda, a sobriedade. É indispensável que se evite o uso de linguajar banale de jargões que, apesar de uso consagrado, comprometem a qualidade do trabalho acadêmico.A linguagem científica trata os assuntos de maneira direta e simples, com lógicae continuidade, evita a ambiguidade no uso de termos e na construção de frases, períodos,parágrafos, considerando até mesmo os sinais de pontuação, cuja presença ou omissão podemudar o sentido da mensagem. Recomendam-se cuidados quanto à repetição de palavras, aouso de pronomes possessivos, de adjetivos desnecessários.A construção de um texto de qualidade exige adequada articulação dos argumentos, oque requer atenção no uso dos pronomes relativos, das conjunções, dos tempos verbais; paraposicionamentos personalizados é indicado o uso da terceira pessoa porque confere sobriedadeà construção do texto.As siglas, geralmente, representam a abreviatura de nomes de instituições ou títulos deórgãos de estruturas organizacionais. Mesmo que o significado de uma sigla seja do domíniopúblico, recomenda-se que, na primeira aparição no texto, a expressão seja escrita inicialmentepor extenso, seguindo-se o seu registro entre parênteses, ficando liberado o seu uso a partir deentão.Não se admite a pluralização de uma sigla, com o uso de um s, uma vez que não sepluraliza a expressão escrita, por extenso, do nome próprio da instituição ou o título do órgãoque ela representa; ao ser pluralizado, o nome deixa de ser próprio e passa a ser substantivocomum.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 60Chama-se a atenção, ainda, para o registro de horários usando-se abreviatura dasdiferentes unidades de tempo utilizadas. Exemplo: 10h25min30s, sem espaçamento.Com relação à presença de números na construção de textos, via de regra, são escritoscom algarismos arábicos, registrados por extenso os compostos por até dois algarismos. Osnúmeros ordinais grafam-se por extenso até o décimo e os demais com algarismos arábicos.Também frações decimais ou ordinárias; números decimais; operações aritméticas; proporções;porcentagens, percentis e quartis; escores e pontos de uma escala; seriação de quatro ou maisnúmeros; comparação com os outros números em sequências; referência ao próprio algarismo;número de páginas; quantias; unidades de medida ou de tempo; e idades são escritos comalgarismos arábicos. Se o número iniciar uma frase será escrito, obrigatoriamente, por extenso,qualquer que seja a sua composição.Para datas, indica-se o registro do dia e ano com algarismos arábicos e o nome domês por extenso. Exemplo: 28 de junho de 2005. A indicação de milênio faz-se com o uso denumeral ordinal por extenso (terceiro milênio) e a de século com o uso de algarismos romanos(século XXI).8.2. Uso de citações e notas de rodapéO estudante universitário desenvolve a habilidade de consultar fontes técnico-científicascomo forma de estudo e para fundamentar a produção de trabalhos acadêmicos. As citações sãoelementos retirados das fontes pesquisadas durante a leitura e análise da documentação selecionada,dos quais o aluno lança mão por se revelarem úteis para corroborar as ideias desenvolvidas porele no decorrer do seu raciocínio. O uso comedido de citações valoriza o trabalho, mas não sepode admitir, em hipótese alguma, a transcrição literal de um texto, ainda que seja uma pequenaparte, sem a referência adequada da fonte consultada (SEVERINO, 2002).A ABNT (NBR 10520, 2002, p.1) concebe a citação como: “Menção de umainformação extraída de outra fonte.” A seguir, esta mesma norma apresenta a classificaçãodos diferentes tipos de citação:a) citação direta: transcrição textual ou cópia de parte da obra do autor consultado;b) citação indireta: texto produzido com base na obra do autor lido, guardandofidelidade às suas idéias; o primeiro parágrafo deste tópico (8.2) ilustra o uso decitação indireta;
  • Universidade Gama Filho | 61c) citação de citação: utilização, pelo autor do trabalho acadêmico, de uma citaçãodireta ou indireta feita pelo autor do material consultado sem ter tido acesso aomaterial original.Fazer uma citação direta significa transcrever palavras de outrem, com todas ascaracterísticas do texto original, mesmo que algum aspecto pareça estranho. Neste caso, énecessário registrar, logo após o fato merecedor de correção, a expressão sic entre colchetes [sic]que significa assim mesmo ou segundo informações colhidas, para chamar a atenção do leitor.O texto citado pode ser transcrito com supressão de partes, desde que o corte nãolhe prejudique o sentido, bem como receber acréscimos esclarecedores da construção frasal,principalmente quando, no original, houver elementos ocultos reconhecíveis no contexto daleitura, mas de presença necessária para facilitar a compreensão da mensagem. Os cortes sãoindicados por reticências entre colchetes [...] colocados na parte do texto onde ocorreram;acréscimos e comentários são registrados também entre colchetes [ ] no espaço adequado.Segundo Severino (2002, p. 107), “[...] a citação, quando literal, deve ser [...] colocadaentre aspas [quando não ultrapassar três linhas].”O autor do trabalho acadêmico pode, ainda, destacar alguma palavra ou expressão emtexto citado, registrando a expressão: grifo pessoal após a referência da fonte bibliográfica dechamada da citação, colocada entre parênteses. Se o destaque já fizer parte do texto transcritousa-se a expressão grifo do autor.“As citações são os elementos retirados dos documentos pesquisados [...] que se revelamúteis para corroborar as idéias [sic] desenvolvidas pelo autor no decorrer do seu raciocínio.”(SEVERINO, 2002, p. 106, grifo pessoal).“Também já existem no Brasil alguns repertórios bibliográficos de boa qualidade, mas,em geral, pouco conhecidos e utilizados.” (SEVERINO, 2002, p. 197, grifo do autor).As citações diretas de até três linhas são colocadas entre aspas duplas, como parte do textoproduzido; as de maior extensão são transcritas em destaque, sem aspas, com deslocamento dequatro centímetros a partir da margem do papel, uso da fonte 10 e espaço simples. Se no interiorde uma citação encontra-se uma citação de terceiros, as aspas duplas no trecho correspondentesão substituídas por aspas simples (‘ ’).
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 62Em qualquer tipo de citação é exigida a indicação da fonte de onde foi retirado o materialtranscrito. A ABNT (NBR 10520, 2002) define o sistema autor-data (sobrenome do autor ounome da entidade responsável ou no caso de não haver indicação de autoria a primeira palavrado título seguido de reticências, ano da publicação da fonte, número da página) para o registrodas fontes bibliográficas das citações e o sistema numérico para registro das notas explicativasde rodapé. No caso de transcrição de material retirado de texto disponibilizado pela internet,sugere-se a expressão online em substituição ao número da página.“Quando o(s) nome(s) do(s) autor(es), instituição(ões) responsável(eis) estiver(em)incluído(s) na sentença, indica-se a data, entre parênteses, acrescida da(s) página(s), se a citaçãofor direta.” (NBR 10520, 2002, p. 3)Santos (2002, p. 41) afirma:A dúvida significa um produto de equilíbrio entre afirmar e negar, podendo serespontânea (falta de estudo pró e contra) refletida (resulta de estudo do que é contra ea favor), metódica (dúvida sobre o que é tido como certo, usando o método) e universal(considera tudo como errado, são os cépticos).Isto significa registrar, conforme o caso, um, dois ou três sobrenomes; quando se tratarde mais de três, registrar apenas o sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al.Se o sobrenome do autor, ou correspondente, não aparecer na sentença será colocadodentro dos parênteses, grafado com todas as letras maiúsculas, seguindo-se as demaisinformações. “Os debates sobre os caminhos utilizados para a investigação favorecem umaprendizado, bem como uma evolução no seu próprio processo de formação profissionalcientífico.” (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 100).Na citação indireta exclui-se o número da página.Conforme Possenti (1999), a escola tem como objetivo ensinar o português padrão, oque contraria a tese preconceituosa segundo a qual crianças de classes populares não são capazesde aprendê-lo.Se o sobrenomedo autor não aparecer no texto, eleficaincluso no mesmo, entreparênteses,colocando-se o ponto final após o seu fechamento.Aescolatemcomoobjetivoensinaroportuguêspadrão,oquecontrariaatesepreconceituosasegundo a qual crianças de classes populares não são capazes de aprendê-lo (POSSENTI, 1999).
  • Universidade Gama Filho | 63Nas citações, diretas ou indiretas, quando houver coincidência de sobrenomes de autores,acrescentam-se as iniciais de seus prenomes.(ANTUNES, A., 2002) (ANTUNES, C., 2003, p. 15)Mas, se elas também coincidirem, colocam-se os prenomes por extenso.(OLIVEIRA, Vitor, 1985, p. 32) (OLIVEIRA, Vera, 2006)Quando se tratar de vários documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo ano,acrescentam-se as mesmas letras minúsculas, em ordem alfabética, sem espaçamento, após a data,conforme foram colocadas nas referências.(VISCA, 1998b) De acordo com Visca (1998a, p.159)Nas citações indiretas, quando se tratar de diversas publicações de mesma autoria,publicados em datas diferentes e mencionados simultaneamente, têm essas datas separadas porvírgula.LÜCK (2003, 2004, 2008) apresenta...(LAKATOS; MARCONI, 1990, 1991)Porém, no caso de vários documentos de autores diferentes, citados simultaneamente,eles devem ser separados por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética.(GARCIA; AZEVEDO, 1984; LOFFREDI, 1986; TAVARES, 1985)Usar citação de citação significa pedir emprestado ao autor consultado uma citação queele tenha apresentado no livro que o aluno consultou. Esta condição não pode ser omitida; nestecaso a indicação correta prevê o uso da expressão latina apud (que significa citado por ou segundo).Deve-se, então, registrar o sobrenome do autor original, a data da publicação da respectiva obra,seguindo-se a expressão apud com as indicações bibliográficas do material consultado.“Arazão é simultaneamente uma faculdade e uma postura crítica.” (COSTA, 1993 apudMÁTTAR NETO, 2002, p. 36).Embora as expressões latinas sejam cada vez menos utilizadas como recurso para citaçãodas obras em textos acadêmicos e científicos, as mais comuns são apresentadas no apêndice G,para que a leitura de textos que seguiram normas anteriores seja inteligível.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 64Pode acontecer de o aluno precisar fazer alusão a dados obtidos por informação verbal(palestras, debates entrevistas) para enriquecer os fundamentos teórico-práticos do trabalho.Neste caso, segue-se ao registro do conteúdo a expressão informação verbal, colocada entreparênteses, sem usar o negrito, mencionando-se os dados disponíveis a respeito do evento emnota de rodapé, incluindo a titulação ou cargo acadêmico do entrevistado ou palestrante. Estecritério não se aplica a dados obtidos em pesquisa de campo.Como o texto acadêmico é redigido em língua portuguesa, as citações que foremtranscritas de material publicado em língua estrangeira devem ser traduzidas, seguindo-se aexpressão tradução livre (sem negrito) após a indicação correta da fonte, entre parênteses.“Em casos especiais, [os textos transcritos] podem ser mantidos no original, como nos estudoslinguísticos especializados. [...] quando a versão original tenha algum particular interesse, elapode muito bem figurar em nota de rodapé.” (SEVERINO, 2002, p. 108).As notas de rodapé constituem espaço usado pelo autor, ao final da página, para registrarcomentários adicionais ao texto, remeter o leitor a outras partes do trabalho ou a outras fontes,transcrever a versão original de citações traduzidas e colocadas no trabalho e, ainda, indicarfonte bibliográfica de citações, uso ainda frequente, embora não priorizado pela ABNT. Casohaja interesse em utilizar este recurso, a NBR 10520:2002 apresenta a orientação no capítulode número 7.Situadas na parte inferior da página, as notas de rodapé devem ser separadas do textopor um filete com 3cm a partir da margem esquerda, ser digitadas com fonte 10 e espacejamentosimples e receber numeração arábica em sequência única no âmbito de cada capítulo. O registrodo indicativo numérico deve ser digitado de forma sobrescrita.O uso dos recursos disponibilizados pela metodologia científica, aliado ao conhecimentoda riqueza e nuances do idioma português, constitui um conjunto que possibilita uma variadaarticulação do pensamento, característica preconizada como indispensável para a redação detrabalhos acadêmicos, independentemente da área de formação do universitário.
  • 9. APRESENTAÇÃO DE Tabelas E ILUSTRAÇÕES9.1. ConcepçõesAFundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão coordenador enormatizador do Sistema Estatístico Nacional (SEM), define tabela como “Forma não discursivade apresentar informações, das quais o dado numérico se destaca como informação central.”(IBGE, 1994, p. 9). A NBR 14724 (2005, p. 3) a considera como “Elemento demonstrativo desíntese que constitui unidade autônoma.”Com relação aos gráficos, a ABNT parte do conceito de ilustração que abrange outrasformas de representação gráfica: “Desenho, gravura, imagem que acompanha um texto.”(NBR14724, 2005, p. 2). Amesma norma enumera alguns tipos de ilustração: “[...] desenhos, esquemas,fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros [...]”(NBR 14724, 2005, p. 9, grifo pessoal).9.2. Elaboração geral da tabelaNos trabalhos acadêmicos as tabelas devem ser usadas, quando necessário, visando aapresentar uma informação de forma facilmente compreensível. Para que seu significado emrelação ao conteúdo fique claro, precisam ser explicitamente mencionadas e obrigatoriamenteidentificadas, recomendando-se que esses elementos sejam registrados de forma centralizada.9.2.1. NúmeroA existência de duas ou mais tabelas em um documento exige que as mesmas sejamnumeradas para permitir sua identificação e, consequentemente, a localização no texto.Recomenda-se considerar os seguintes critérios para numerá-las:a) registrar a palavra Tabela (primeira letra em maiúscula), seguida do número emalgarismos arábicos, acima da tabela propriamente dita, ordenando as demais emforma crescente; no caso de tabela única a numeração é facultativa;b) escrever o título da tabela na mesma linha, separado por hífen colocado entre espaçoscorrespondentes a um caractere, seguindo-se o título:Tabela 1 - TítuloTabela 2 - Título
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 66c) a numeração pode seguir uma sequência única para todo o volume ou ser feita porcapítulo; neste caso o número deve ser precedido do número do capítulo separadodeste por um ponto.Ø tabelas do capítulo 2:Tabela 2.1 - TítuloTabela 2.2 - TítuloØ tabelas do capítulo 3Tabela 3.1 - TítuloTabela 3.2 - Título9.2.2. TítuloÉ a indicação que vem acima da tabela contendo a designação do fato observado, olocal e a época em que aconteceu.As designações da natureza e da abrangência geográfica dos dados numéricos devemser feitas por extenso de forma clara, concisa e sem abreviações.O título localiza-se logo após o número da tabela, separado deste por um espaço, umhífen e outro espaço; o conjunto é colocado de forma centralizada em relação ao corpo da tabela.No caso de o elemento ser constituído de mais de uma linha, a segunda ficará centralizada emrelação ao conjunto dos elementos de identificação (número e título da tabela).Tabela 9 - Coordenadas geográficas do Paraná, segundo os pontos extremosTabela 6.18 - Índice nacional de custo da construção, segundo os municípios das capitaise os grupos materiais e mão de obra - 1994-1996Tabela 13 - População residente em 1980 e 1991, por sexo, área total e densidadedemográfica em 1991, para os municípios do estado de RoraimaOs elementos do título seguem, preferencialmente, a seguinte ordem: descrição docabeçalho, da coluna indicadora, do local e, finalmente, a data de referência, separada por umespaço, um hífen e um espaço. Indica-se o uso de letra inicial maiúscula no título e as demaispalavras serão grafadas segundo as regras da língua portuguesa. Não se coloca ponto final notítulo.
  • Universidade Gama Filho | 67Sempre que a natureza dos dados o permitir, registre-se a data da referência do conteúdoapós a sua descrição, na mesma linha ou integrada à parte descritiva, nos casos para os quaisesta informação possibilite melhor compreensão, como no exemplo acima.9.2.3. Apresentação de tempoAs Normas deApresentação Tabular (1994) listam procedimentos a serem consideradosna apresentação do tempo:a) série temporal consecutiva: apresentação, em uma tabela, pelos seus pontos iniciale final, ligados por hífen;Exemplos:out 1991-mar.1992 apresenta dados numéricos para os meses de outubro,novembro e dezembro de 1991 e janeiro, fevereiro emarço de 19921991-1992 apresenta dados numéricos para os anos de 1991 e1992b) série temporal não consecutiva: ligação dos pontos por barra; no caso de númeroreduzido de pontos, apresentação com todos os pontos separados por vírgula;Exemplo:30.05.1991/06.06.1991 apresenta dados numéricos para os dias 30 de maio de1991 e 6 de junho de 1991, não sendo apresentadosdados numéricos de pelo menos um dos dias desta sérietemporalc) dados numéricos de um período anual diferente do ano civil: determinado mês,bimestre, trimestre ou semestre com registro por extenso;Exemplo:2osemestre de 1996
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 68d) apresentação de uma safra (abrangendo dois anos): registro dos dois últimosalgarismos de cada um dos anos, ligados por barra e precedido da palavra Safracom a primeira letra maiúscula;Exemplo:Safra 91/92 apresenta dados numéricos de uma safra iniciada em1991 e terminada em 1992.9.2.4. MolduraÉ o “Conjunto de traços estruturadores dos dados numéricos e dos termos necessáriosà sua compreensão.” (IBGE, 1994, p. 11).A moldura, inserida no centro de toda tabela, deve ser feita com, no mínimo, três traçoshorizontaisparalelosqueaseparamdotopo,doespaçodocabeçalhoedorodapé. Semprequehouvernecessidade de se destacar parte do cabeçalho ou dos dados numéricos, pode-se adicionar mais traçosverticais paralelos para os estruturar sem, contudo, fechar a tabela nas laterais (anexo B).9.2.5. CabeçalhoÉ a parte superior da tabela que especifica o conteúdo das colunas, de formacomplementar ao título. Pode ser constituído de um ou vários níveis.Exemplo:JustiçaMovimento forense nacional ← 1º Nível1994 1995 1996 ← 2º NívelEntrados Julgados Entrados Julgados Entrados Julgados ← 3º NívelPara a colocação do cabeçalho é necessário considerar os seguintes critérios:a) as especificações de primeiro nível devem conter, preferencialmente, as denominaçõesapresentadas no título;b) as indicações do conteúdo, em qualquer nível, devem ser escritas por extenso, apenascom a letra inicial das primeiras palavras maiúscula;9.2.6. Coluna indicadoraÉ a parte da tabela que especifica o conteúdo das linhas em cuja elaboração devem serconsiderados os seguintes procedimentos:
  • Universidade Gama Filho | 69a) inscrever indicadores de linha para especificar, complementarmente ao título, oconteúdo das linhas;b) indicar, sucintamente, o conteúdo através de notações estatísticas ou de palavras,sem abreviações;c) alinhar o conteúdo de cada linha escrito com apenas a letra inicial maiúscula, nocanto esquerdo da tabela;d) as divisões territoriais devem ser agrupadas segundo as convenções em vigor (paísessegundo os continentes; estados segundo as regiões) e os demais casos em ordemalfabética;e) apresentar subdivisão das especificações de cada coluna em vários níveis, cada umregistrado com apenas a inicial maiúscula e com um afastamento de dois espaçosem relação ao anterior.9.2.7. TotalizaçãoPara a colocação dos totais nas tabelas recomenda-se que a soma dos dados numéricosde uma linha ou coluna seja indicada pela palavra Total, escrita com a primeira letra maiúscula,exceto quando se referir aos dados de uma área geográfica ou de uma categoria, caso em quereceberá o nome do conjunto da área/categoria.É opcional que o total suceda ou preceda às parcelas, mas, em qualquer dos casos omodo de apresentação deve ser uniforme em todo o trabalho. Alinha de totalização será separadadas demais por um maior espaçamento entre linhas.9.2.8. RubricaÉ o recurso utilizado para englobar dados com várias especificações:a) outros: usado quando o agrupamento tiver sido feito na fase de organização databela por conveniência de análise ou apresentação dos dados e cujo valor sejaproporcionalmente inferior aos demais dados indicado;b) não declarados ou sem declaração: indicado quando o agrupamento tiver sidofeito na fase da apuração dos dados, por falta ou insuficiência de informação dosrespondentes, podendo ser substituída por não sabem (omissão de resposta pordesconhecimento), ou não quis responder (por recusa do entrevistado);
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 70c) não especificados: quando o agrupamento não tiver sido previsto na fase da coletados dados.9.2.9. Indicação de intervalos parciaisPara evitar ambiguidade na interpretação de distribuições de frequências, os intervalosparciais devem ser apresentados por extenso ou com notação estatística, para a qual utilizam-seos seguintes símbolos:a) |– para inclusão do extremo inferior e exclusão do superiorb) –| para exclusão do extremo inferior e inclusão do superiorc) |–| para inclusão de ambos os extremosExemplos:10 |– 20 significa inclusão do 10 e exclusão do 2010 –| 20 significa exclusão do 10 inclusão do 2010 |–| 20 significa inclusão do 10 e do 20Os intervalos também podem ser registrados por extenso:w a menos de z para a inclusão do extremo inferior e exclusão do superiormais de w a z para a exclusão do extremo inferior e inclusão do superiorw a z para a inclusão de ambos os extremosExemplos:10 a 14 Menos de 15 Até 1/415 a 19 15 a menos de 30 Mais de 1/4 a 1/220 e mais 30 a menos de 45 Mais de 1/2 a 1Recomenda-se que as classes inicial e final de uma distribuição de frequência sejamfechadas, evitando-se as expressões do tipo até z, menos de z, w ou mais e mais de w.9.2.10. CorpoÉ o conjunto de colunas e linhas situado abaixo do cabeçalho e à direita da colunaindicadora que contém as informações sobre o fato.
  • Universidade Gama Filho | 71Os dados devem ser alinhados no canto direito, separados da linha imaginária queestabelece o limite da coluna por um espaço correspondente a um caractere; no caso da últimacoluna eles são alinhados no limite direito, porém sem espaço.Célula ou casa é o espaço mínimo de uma tabela resultante do cruzamento de umacoluna com uma linha; não deverá ficar em branco, mas apresentar sempre uma notação ou sinalconvencional. O número de células com dado numérico deve ser superior ao de células comsinal convencional.9.2.11. Unidade de medidaÉ inscrita no espaço do cabeçalho ou nas colunas indicadoras, sempre que,complementarmente ao título, for necessário indicar a expressão quantitativa ou metrológicados dados numéricos.A apresentação de unidade de medida deve ser feita com símbolos ou palavras entreparênteses; ser precedida por algarismos arábicos, símbolos ou palavras, entre parênteses, quandouma tabela contiver dados numéricos divididos por uma constante. É necessário, ainda, obedecerà Resolução do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial − QuadroGeral de Unidades de Medida:Exemplos:(m) ou (metro)(%) ou (percentual)(hab/km2) ou (habitantes por quilômetro quadrado)9.2.12. Dado numéricoAs Normas de Apresentação Tabular (1994) estabelecem que o registro dos dadosnuméricos que representam a quantificação resultante da observação de um fato específico deveobedecer à Resolução do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial– Quadro Geral de Unidades de Medida, segundo os seguintes critérios:a) separação dos números inteiros e decimais em classes de três ordens (algarismos)contados da direita para a esquerda e separadas por um espaço, com exceção doregistro de ano civil contido em datas e de páginas de livros;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 72b) uso de vírgula para separar a parte inteira da parte fracionária, em númerosdecimais;c) uso das regras de arredondamento de números (item 9.2.13) e/ou de transformaçãode unidades de medida para a escrita de números de forma simplificada;d) uso de símbolos ou palavras para o registro de dados monetários, mantendo-se auniformidade no mesmo documento:Exemplos: 4 015 0,56 R$ 1 ou R$ 1,00 71 001 836 973 321,75 R$ 1 000 ou R$ mil9.2.13. Arredondamento de dado numéricoÉ um recurso utilizado, quando necessário, para apresentar os dados numéricos numatabela, com menor quantidade de algarismos, segundo a norma do IBGE, cujo registro segueos seguintes critérios:a) quando o último algarismo a ser abandonado for 1, 2, 3 ou 4, fica inalterado oúltimo algarismo a permanecer;b) quando o primeiro algarismo a ser abandonado for 5, 6, 7, 8 ou 9, aumenta-se deuma unidade o último algarismo a permanecer;c) depois de efetuado o arredondamento dos dados em uma tabela, se houver divergênciaentre a soma das parcelas arredondadas com o total, deve-se fazer a inclusão deuma nota geral esclarecendo a divergência ou a correção na(s) parcela(s) em quefor menor o valor absoluto da razão entre a diferença do arredondamento (dadonumérico original menos dado numérico corrigido) e o dado numérico original;d) no caso do cálculo de porcentagens ou proporções pode ocorrer uma soma diferenteda unidade (100 ou 1), o que indica a necessidade de acertos nas parcelas maiorespara se fechar o total correspondente à unidade, pois é sobre elas que o erro relativoé menor.Exemplos:13,263 arredondado para inteiro resulta 13
  • Universidade Gama Filho | 7347,154 arredondado para número com uma casa decimal resulta 47,218,091 arredondado para número com duas casas decimais resulta 18,099.2.14. Sinal convencionalOs sinais convencionais são usados quando se faz necessário substituir um dado numériconuma célula da tabela para não a deixar vazia. Quando usados em tabela, recomenda-se suaespecificação em nota, com os respectivos significados.a) - (hífen): para o dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento;b) .. (dois pontos): indica que não se aplica dado numérico;c) ... (três pontos): usado para o dado numérico não disponível;d) x (letra x): dado numérico omitido para evitar que se individualize a informação;e) 0 ou 0,0 ou 0,00 (zero): resultado de arredondamento de um dado numéricooriginalmente positivo;f) -0 ou -0,0 ou -0,00 (zero): resultante de arredondamento de um dado numéricooriginalmente negativo.9.2.15. ChamadaÉ o algarismo arábico colocado entre parênteses em qualquer um dos espaços databela estatística, sempre que houver necessidade de se remeter algum de seus elementosa uma nota específica.No corpo da tabela, o registro deve ser feito com numeração progressiva, de cimapara baixo e da esquerda para a direita; quando se tratar de colocação de chamada no título,cabeçalho e/ou na coluna indicadora, o registro é feito à direita das especificações e àesquerda quando se tratar de célula.9.2.16. FonteConsiste na indicação do responsável ou responsáveis (pessoa física ou jurídica)pela veracidade dos dados numéricos apresentados, cujo registro deve atender aos seguintescritérios:a) localização no rodapé da tabela imediatamente após o traço de delimitação inferior,alinhada com as especificações do primeiro nível da coluna indicadora;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 74b) registro da palavra Fonte(s) com apenas a inicial maiúscula e separada do nomedo órgão ou pessoa responsável por dois pontos e um espaço, sem pontuação final;uso de vírgula para separar os nomes, no caso de mais de um responsável;c) no caso de órgão vinculado a alguma instituição, iniciar o registro pelo nome ousigla da instituição, seguido do órgão, separados por hífen ou barra;d) indicar a referência completa quando se tratar de dados extraídos de publicaçõesmonográficas (livros, revistas, relatórios de pesquisa), revistas ou periódicos, jornaisou outro tipo de documento.9.2.17. Nota geralÉ usada sempre que houver necessidade de esclarecer o conteúdo geral da tabela, ouindicar a metodologia adotada na coleta ou na organização e tratamento dos dados, com registroclaro e conciso de acordo com os seguintes procedimentos:a) localização logo abaixo da fonte colocada no final da tabela, mesmo quando estaocupa mais de uma página;b) uso de somente a primeira letra maiúscula para registrar a palavra Nota(s), seguidade dois pontos e com os esclarecimentos necessários redigidos segundo as regrasda língua portuguesa, finalizando com ponto;c) alinhamento do texto pela primeira linha, ou seja, sem recuo, tomando como basea letra inicial do mesmo;d) registro de cada esclarecimento em nova linha.9.2.18. Nota específicaÉ a informação relacionada a uma determinada parte da tabela, quando necessária, e quetambém requer clareza e concisão do texto com registro de acordo com orientação seguinte:a) localização logo abaixo da(s) nota(s) ou, na inexistência destas, após a(s)fonte(s);b) como nas demais, precedê-la(s) da(s) respectiva(s) chamada(s), obedecendo a ordemde numeração e separando umas das outras por um ponto;c) redação do texto seguindo as regras da língua portuguesa, com alinhamentojustificado.
  • Universidade Gama Filho | 759.3. Apresentação de tabela9.3.1. LocalizaçãoAs tabelas estatísticas devem ser apresentadas de maneira simples e objetiva, ocupandocada uma, preferencialmente, página única contendo todas as informações necessárias à completacompreensão do conteúdo no sentido de dispensar consulta ao texto. Para isto precisam serlocalizadas próximas do trecho em que são evocadas pela primeira vez, separadas pelo espaço deuma linha. Admite-se redução gráfica da tabela, desde que não haja prejuízo de legibilidade.Quandoemgrandenúmero,astabelaspodemsercolocadasemanexoe,preferencialmente,alinhadas às margens laterais ou centralizadas, quando pequenas.9.3.2. Tabela com excessiva alturaA tabela que ultrapassa a dimensão de uma página em número de linhas e tem poucascolunas é apresentada em duas ou mais partes, colocadas lado a lado na mesma página, separadaspor um traço vertical duplo. Somente o cabeçalho é repetido em todas as partes, porém o número,o título, as fontes e notas são únicos, aparecendo somente na primeira parte.Tabela 1 - Turistas estrangeiros nos principais municípios do Brasil - 1990Município Turistas Município Turistas Município TuristasFonte: IBGE9.3.3. Tabela com excessiva larguraAs tabelas com muitas colunas e poucas linhas podem ser divididas em duas ou maispartes colocadas na mesma página, separadas por um traço horizontal duplo, repetindo-se apenaso cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha. Existe uma segunda opção (usode páginas em espelho) que não é aplicável ao trabalho acadêmico por implicar em impressãono verso da folha.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 76Tabela 2 - Número de alunos matriculados, por série, no Município do Rio de Janeiro − 2000MunicípioNúmero de alunos matriculados por série1ª 2ª 3ª 4ª 5ªMunicípioNúmero de alunos matriculados por série6ª 7ª 8ª TotalFonte: IBGE9.3.4. Tabela com excessiva altura e larguraNo caso de a tabela ultrapassar as dimensões da página em função do número de linhase colunas e o problema não for solucionado com a sua redução dentro dos limites de legibilidade,é indispensável que:a) o número, o título e o cabeçalho sejam colocados em todas as páginas resultantesda divisão;b) cada página seja identificada com um dos termos: continua para a primeira,conclusão para a última e continuação para as de posição intermediária, escritoscom letras minúsculas e colocados acima do cabeçalho e alinhados externamenteao limite direito;c) as fontes, notas e chamadas, quando houver, devem ser apresentadas apenas naúltima página;d) o traço horizontal da moldura que separa a tabela do rodapé deve ser colocadoapenas na última parte.9.4. Aspectos gerais da representação gráficaAs ilustrações servem para elucidar, explicar e simplificar o entendimento de um textomas, para cumprirem este objetivo, a exemplo do preconizado para as tabelas, elas precisamintegrar o texto o mais próximo possível da parte em que são evocadas.
  • Universidade Gama Filho | 77Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos,mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros) sua identificação aparecena parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número de ordemde ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou legendaexplicativa de forma breve e clara, dispensando consulta ao texto, e da fonte. (NBR14724, 2005, p. 6, grifo pessoal).Nesta norma optou-se por identificar todo tipo de ilustração (número e título) na partesuperior mantendo-se coerência com o critério usado para as tabelas.Considerando o âmbito de abrangência de aplicação do conteúdo abordado nestedocumento, optou-se por apresentar os gráficos estatísticos de uso mais frequente e, em relaçãoàs demais ilustrações, indicar formas de identificá-las no texto acadêmico. Como o IBGE nãonormatiza a elaboração de gráficos estatísticos recorreu-se a publicações ilustradas do próprioórgão e à literatura pertinente para esta sistematização.Os gráficos estatísticos, enquanto formas ilustradas de apresentação de dados tabulares,têm como objetivo proporcionar a interpretação correta dos valores anteriormente sintetizados.Para que isto aconteça são características indispensáveis aos gráficos: objetividade para permitir acaptação do sentido geral do fenômeno, sem desvio da atenção do leitor por excesso de detalhes;clareza no sentido de proporcionar a interpretação correta dos valores apresentados; e veracidadeque decorre do registro fidedigno dos resultados da investigação.No processo de confecção dos gráficos o pesquisador utiliza o sistema cartesiano,formado pelo cruzamento de duas retas perpendiculares: eixo das abscissas ou x (linha horizontal)com o eixo das ordenadas ou y (linha vertical) cuja interseção corresponde ao ponto de origem,a partir do qual ele constrói uma escala em duas direções (positiva e negativa) a qual cresce daesquerda para a direita e de baixo para cima. No eixo das abscissas representa-se, principalmente,a variação do fenômeno e no das ordenadas os valores que lhe são relacionados. A designaçãonumérica deve ser colocada no lado externo dos dois eixos, com posição normal. As unidadesusadas nessas escalas devem ser declaradas no final da respectiva linha de referência (eixo),salvo casos óbvios como, por exemplo, para anos ou meses, quando é opcional.A origem (0,0) é sempre explicitada no gráfico, mesmo nos casos em que a escala devalores não está completa. Este fato deve ser evidenciado por um corte indicado por um dos sinaisconvencionais a seguir, não se aplicando aos casos em que se apresentam datas, em qualquerdos eixos:
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 78Na apresentação de gráficos estatísticos, geralmente usa-se somente o primeiro quadranteque é limitado pelos dois semi-eixos positivos os quais, quando fechados, formam uma cercaduraretangular cuja proporção mantém altura da ordenada (y) em torno de 2/3 da largura da abscissa(x), o que corresponde à medida de um retângulo harmonioso no qual a altura é o segmentoáureo da base, o que equivale a dizer: altura : largura :: 0,618 : 1 (AZEVEDO; CAMPOS, 1981).É de fundamental importância o uso da proporção correta na elaboração do gráfico para evitardistorção dos resultados. Recomenda-se, ainda, que esta proporção seja mantida, também nocaso da utilização de softwares, mesmo que seja necessário fazer nova configuração.Um número excessivo de coordenadas dificulta a leitura do gráfico, sendo, então indicadoo uso daquelas que forem indispensáveis para a compreensão do fenômeno representado.Para diferenciar mais de uma série estatística em um único gráfico geralmente utiliza-sea variação de cores, hachuras ou desenhos com legendas explicativas dos respectivos significadoscolocadas à direita ou abaixo do gráfico.Sempre que um trabalho científico apresentar dois ou mais gráficos eles serão numeradospara permitir a sua identificação e localização no texto. O número, determinado de acordo coma ordem em que eles aparecem no texto, deve ser sempre precedido da palavra Gráfico (escritacom a letra inicial maiúscula), seguindo-se, na mesma linha, o título separado por hífen colocadoentre espaços correspondentes a um caractere. A numeração pode seguir uma sequência únicapara todo o volume ou ser feita por capítulo e, neste caso, o número do gráfico é precedido donúmero do capítulo separado deste por um ponto, como no caso das tabelas.Gráfico 1 - Título Gráfico 2.1 - TítuloGráfico 2 - Título Gráfico 2.2 - Título
  • Universidade Gama Filho | 79Os componentes necessários para a representação dos gráficos são os mesmos usadospara as tabelas devendo seguir, portanto, a mesma orientação indicada nos tópicos 9.2.1, 9.2.2,9.2.3, 9.2.16, 9.2.17 e 9.2.18 deste documento.Existem outros tipos de ilustração que podem ser categorizadas da seguinte forma:a) quadro: tipo de figura utilizada para apresentação esquemática de informaçõestextuais ou numéricas cuja estrutura básica é constituída de linhas e colunasfechadas lateralmente;b) mapa: representação, em superfície plana e em escala reduzida, de aspectosgeográficos, topográficos ou divisões político-administrativas;c) planta: desenhos que representa, em escala reduzida, a projeção horizontal de umacidade, construção, instalação elétrica;d) figura: denominação genérica da representação gráfica de imagens que incluidesenho, gravura, fotografia.9.5. Tipos de gráficos estatísticosDestacam-se, no uso acadêmico, os gráficos em: colunas e barras, em curvas ou linhas eem setores, além do tipo pirâmide etária e o cartograma, cujas indicações de uso estão relacionadasem quadro sinótico inserido em sequência a esta classificação.a) colunas e barras: visam comparar grandezas, por meio de retângulos dispostosverticalmente (colunas) ou horizontalmente (barras), conforme os exemplosapresentados no anexo A, gráficos 1 e 2, respectivamente (CRESPO, 2009). Asinscrições que identificam as colunas são colocadas abaixo de cada uma delas, naposição normal de leitura e, no caso de serem muito extensas, aconselha-se a rotaçãodo gráfico permitindo, assim, que a identificação das barras seja registrada à esquerdadas mesmas; dados relacionados a tempo são apresentados em ordem cronológica;nas séries geográficas e categóricas os dados são colocados em ordem decrescentedas grandezas. As colunas/barras são separadas da cercadura do gráfico, e entre si,por espaços iguais que não deverão ser menores que a metade e nem maiores que dois2/3 da largura/altura dos retângulos. Estes gráficos podem ser de três tipos: simples,quando dizem respeito a um só fenômeno; compostas representando um fenômenodecomposto em parcelas; e justapostas ou múltiplas, semelhante ao anterior, sem
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 80contudo, integrar uma única coluna/barra, mas tantas quantas forem estas parcelas,não permitindo, com facilidade, comparar os totais. Nestes dois últimos tipos éindispensável colocar legendas explicativas referentes às parcelas.b) linhas: admite observações feitas a pequenos intervalos de tempo, permitindoacompanhar a evolução do fenômeno estudado; quando representa mais de umasérie (aconselha-se quatro no máximo) no mesmo gráfico a legenda será obrigatória;para construí-lo, basta colocar no eixo das abscissas os períodos e no das ordenadasos respectivos valores e corresponder um ponto para cada par de valores da série.Pode ser composto apenas de segmentos de reta formando uma poligonal, que podeser suavizada em seus ângulos, denominando-se, então, gráfico em curvas (anexoA, gráfico 3).c) gráfico em setores: usado quando se deseja ressaltar a relação entre uma parte oudado e o conjunto; o total é representado pela área do círculo (360º), que fica divididoem tantos setores quantas forem as partes em que se divide o todo (no máximo de 7setores); as áreas são respectivamente proporcionais aos dados da série e obtidas pormeio de uma regra de três simples e direta;usualmente inicia-se o ponto de origemda marcação dos setores no ponto correspondente às 12h do relógio (ou norte dabússola) e, sempre que possível, continua-se de modo decrescente e no sentidohorário (anexo A, gráfico 4).d) histograma: formado por um conjunto de retângulos justapostos onde a basecolocada no eixo das abscissas corresponde aos intervalos de classe com alturaproporcional às frequências observadas em cada uma das classes; a área ocupada éproporcional à soma das frequências.e) polígono de frequência: as frequências são marcadas nos pontos centrais decada classe (ponto médio) que unidos por uma linha curva permite ao leitor obteruma visão global do fenômeno para análise, podendo ainda comparar diferentesdistribuições de frequência.f) pirâmide etária: específico dos estudos demográficos em que os retângulos sãodispostos de maneira oposta entre si, representando no eixo horizontal o número(absoluto ou proporcional) de pessoas e no eixo vertical, as idades e o sexo(IPARDES, 2002a).
  • Universidade Gama Filho | 81g) cartograma: exclusivo das séries geográficas e utiliza-se de mapas como base etêm por objetivo apresentar dados estatísticos diretamente relacionadas com áreaspolíticas ou geográficas (CRESPO, 2009).Os gráficos: histograma, polígono de frequência e pirâmide etária não estãodisponíveis no Excel.Quadro 1 - Correspondência: tipos de gráfico e séries estatísticas Anormatização proposta neste capítulo visa contribuir para a unidade na apresentaçãode tabelas e ilustrações nos trabalhos acadêmicos da UGF. Quanto à sua elaboração, recomenda-se que sejam consultadas as respectivas áreas específicas: Estatística, Arquitetura, Geografia, deacordo com as necessidades.Série Gráficos mais indicadosCronológica Curva, colunaCategórica Barra, coluna, setorGeográfica Cartograma, coluna, setor, pirâmide etáriaDistribuição de frequência Histograma, polígono de frequência
  • 10. CONCLUSÃOO interesse despertado nos alunos em geral e em professores que têm a tarefa de orientara elaboração de projetos e de trabalhos de conclusão de curso indicam que a Universidadeacertou quando aprovou o trabalho publicado em 2005 e oficializou a sua aplicação como normapara este tipo de produção acadêmica, em todos os cursos.Asolicitação de uma nova edição revisada com ampliação do conteúdo provocou tensãonas autoras pelo receio de não conseguirem atender às expectativas dos gestores e usuários domaterial. Isto aumentou a sua responsabilidade, mas as deixou felizes.
  • REFERÊNCIASANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia da pesquisa. 7. ed. São Paulo:Atlas, 2006.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022. Informação edocumentação – Artigo em publicação periódica científica impressa – Apresentação. Rio deJaneiro, 2003.______. NBR 6023. Informação e documentação: referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.______. NBR 6027. Informação e documentação: Sumário – apresentação. Rio de Janeiro, 2003.______. NBR 6028. Informação e documentação: Resumo – apresentação. Rio de Janeiro, 2003.______. NBR 10520. Informação e documentação: apresentação de citações em documentos.Rio de Janeiro, 2002.______. NBR 10719. Informação e documentação – Relatório técnico e/ou científico –apresentação. Rio de Janeiro, 2009.______. NBR 14724. Informação e documentação: trabalhos acadêmicos – apresentação. 2. ed.rev. Rio de Janeiro, 2005.AZEVEDO,Amilcar Gomes de; CAMPOS, Paulo Henrique Borges de. Estatística básica: cursosde ciências humanas e educação. 4. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1981.BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos demetodologia científica: um guia para a iniciação científica. 3. ed. São Paulo: Makron Books,2000.BRAZIELLAS, Maria de Lourdes Motta. Instruções para elaboração e apresentação detrabalhos acadêmicos na universidade. 1998. Texto para uso didático. Departamento deEducação, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.CRESPO, Antônio Arnot. Estatística fácil. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 84FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2001.FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Centro deDocumentação e Informações. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1994.______. Anuário estatístico do Brasil. Rio de Janeiro, 1997.GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Gráficos.Curitiba: Ed. da UFPR, 2002a. (Normas para a apresentação de documentos científicos, 10).______. Tabelas. Curitiba: Ed. da UFPR, 2002b. (Normas para a apresentação de documentoscientíficos, 9).KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática dapesquisa. 23. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Maria de Andrade. Fundamentos de metodologiacientífica. 4. ed. ver. e ampl. São Paulo: Atlas. 2001.MARCANTONIO,Antonia Terezinha. Elaboração e divulgação do trabalho científico. 4. ed.São Paulo: Atlas, 2004.MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 7. ed. SãoPaulo: Atlas, 2004.MARTINS, Gilberto de Andrade. Estudo de caso: uma estratégia de pesquisa. 2. ed. São Paulo:Atlas, 2008.MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na era da Informática. São Paulo:Saraiva, 2002.MEDEIROS, João Bosco. Redação científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2000.SALVADOR, Angelo Domingos. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica: elaboraçãode trabalhos científicos. 8. ed. Porto Alegre: Sulinas, 1981.
  • Universidade Gama Filho | 85SANTOS, Antonio dos. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 5. ed. Rio deJaneiro: DP&A, 2002.SEVERINO,Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 19. ed. São Paulo: Cortez,1993.______. ______. 22. ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2002.TOLEDO, Geraldo Luciano; OVALLE, Ivo Izidoro. Estatística básica. 2. ed. São Paulo: Atlas,2008.UNIVERSIDADE GAMA FILHO. Reitoria. Resolução n. 748, de 22 de setembro de 2009.VIEIRA, Sonia; HOFFMANN, Rodolfo. Elementos de Estatística. 4. ed. São Paulo:Atlas, 2003.YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. PortoAlegre: Bookman, 2005.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 86APÊNDICE A1-CAPA PARAA GRADUAÇÃOUNIVERSIDADE GAMA FILHOPRÓ-REITORIA DE________________________________CURSO DE________________________________TITULO DO TRABALHOsubtítulo do trabalho (se houver)AutorCidadeAno
  • Universidade Gama Filho | 87APÊNDICE A2- CAPA PARAA PÓS-GRADUAÇÃOUNIVERSIDADE GAMA FILHOCENTRAL DE CURSOS DE EXTENSÃO EPÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSUCURSO DE _____________________________________TITULO DO TRABALHOsubtítulo (se houver)AutorCidadeAno
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 88APÊNDICE B1-FOLHA DE ROSTO DAGRADUAÇÃOAUTORTÍTULO DO TRABALHOsubtítulo (se houver)Trabalho de Conclusão de Curso apresentado àCoordenação Pedagógica do Curso de______________________________________como requisito parcial para a obtenção do graude____________________________________.Professor orientador(Nome do professor orientador)CidadeAno
  • Universidade Gama Filho | 89APÊNDICE B2-FOLHA DE ROSTO PARAA PÓS-GRADUAÇÃOAUTORTÍTULO DO TRABALHOsubtítulo (se houver)Monografia apresentada à Centralde Cursos de Extensão e Pós-GraduaçãoLato Sensu como requisito parcial paraconclusão do Curso de Especialização em______________________________.Professor orientador(Titulação e Nome do professor orientador)CidadeAno
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 90APÊNDICE C1-FOLHA DE APROVAÇÃO DA GRADUAÇÃOAluno: (nome completo, por extenso) Título do trabalho subtítulo (se houver) separado do título por dois pontos.Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação Pedagógica do Curso de____________________________, da Universidade Gama Filho como requisito parcial para aobtenção do grau de (titulação correspondente ao curso concluído).AVALIAÇÃONOTA FINAL: ______AVALIADO POR(Nome completo, por extenso) (Assinatura)(Nome completo, por extenso) (Assinatura)(Nome completo, por extenso) (Assinatura)Rio de Janeiro, _____ de ______________ de 20__
  • Universidade Gama Filho | 91APÊNDICE C2- FOLHA DE APROVAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃOAluno: (nome completo, por extenso) (Título do trabalho negritado: subtítulo (se houver) sem negrito e com a letra inicial minúscula).Monografia apresentada à Central de Cursos de Extensão e Pós-Graduação LatoSensu da Universidade Gama Filho como requisito parcial para a conclusão do Curso de Pós-Graduação em (identificação do nome do curso).AVALIAÇÃO1. CONTEÚDOGrau: ______ 2. FORMAGrau: ______ 3. NOTA FINAL: ______ AVALIADO POR(Titulação e Nome completo, por extenso) (Assinatura)(Titulação e Nome completo, por extenso) (Assinatura)(Cidade), _____ de ______________ de 20___Titulação e Nome completo do coordenador do Curso
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 92APÊNDICE D - FICHA CATALOGRÁFICA (graduação e pós-graduação)FICHA CATALOGRÁFICA(Catalogado na fonte pela Biblioteca Central da Universidade Gama Filho).Esta ficha catalográfica é elaborada pela Biblioteca Central da UGF.O aluno deverá entrar em contato com a Secretaria da Biblioteca com bastanteantecedência e preencher um formulário com as informações necessárias para a confecçãoda mesma.É indispensável esclarecer qual o tipo de trabalho.No caso do artigo não será feita a ficha catalográfica.Esta ficha deverá ser impressa no verso da folha de rosto do trabalho.
  • Universidade Gama Filho | 93APÊNDICE E - RESUMO (graduação e pós-graduação)RESUMOÉ elemento de presença obrigatória cujo texto constitui-se de uma sequência de fra-ses objetivas e concisas, preferencialmente articuladas. A primeira frase do resumo deve sersignificativa explicando o tema do trabalho e a(s) justificativas(s). A seguir deve-se ressaltaro(s) objetivo(s), o tipo de pesquisa, os principais resultados, levando em conta os objetivos, eas conclusões. O texto deve ser digitado com espaço 1,5cm entre linhas, com recuo de 1,5cmapenas no parágrafo inicial, com extensão de 150 a 250 palavras. Quando se tratar de artigopara publicação em revista ou periódico recomenda-se o espaço simples e a extensão do textode 100 a 150 palavras.Palavras-chave ou descritores: no caso do artigo, diferentemente dos demais trabalhosde conclusão de curso, as palavras-chave são registradas após o texto do resumo.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 94APÊNDICE F - ESPELHO PARA CONFIGURAÇÃO DE PÁGINA6 pt antesFolhas detextoFolhas detítulo
  • Universidade Gama Filho | 95APÊNDICE G - EXPRESSÕES LATINAS EM TEXTOS CIENTÍFICOSapud = extraído de, citado por.cf. (confer) = confiro - conferir, comparar, reportar-se a...cf. ante = compare acima.cf. post = compare depois.c.g. (exempligrativa) = por exemplo.ctr (contrarie) = contrário, pelo contrário.e.g. (exempli gratia) = por exemplo.et al (et alii) = e outros; expressão usada depois de um nome para indicar que outras pessoastambém estão incluídas.et seq. (sequentia) = seguinte, que se segue.etc. (et coetera) = e as demais coisas (para evitar longa numeração).ibidem (ibid.) = aí mesmo; na mesma obra; mesmo autor, mesma obra em notas de rodapéconsecutivas.idem (id.) = a mesma coisa; o mesmo autor; usado para evitar repetições; mesmo autor, obradiferente, em notas de rodapé consecutivas.i. e. (id est) = isto.in = em; usa-se para citações extraídas de obras coletivas.ipsis litteris = pelas mesmas letras, textualmente, literalmente.ipsis verbis = pelas mesmas palavras.lato sensu = no sentido lato, amplo.loco citato (loc cit) = no lugar citado; ação de remeter a um ponto dado.op cit (opus citatum) = na obra citada.passim = aqui e ali; indica referência genérica a várias passagens do texto.s.d.(sine die) = sem determinado dia; sem que a data seja fixada.
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 96s.l.(sine loco) = sem local, sem o nome da cidade.s.n.(sine nomine) = sem nome; sem o editor.sine qua non = sem o(a) qual não; indica condição ou fato sem o qual não será realizadadeterminada coisa ou fato; algo indispensável.statu quo = a condição existente; o estado em que se achava certa questão.stricto sensu = no sentido restrito.sui generis = peculiar.
  • Universidade Gama Filho | 97ANEXO A - EXEMPLOS DE GRÁFICOS(CRESPO, 2009, p. 42).(CRESPO, 2009, p. 42).
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 98(CRESPO, 2009, p. 40).(CRESPO, 2009, p. 44).Fonte: IBGE
  • Universidade Gama Filho | 99ANEXO B - TABELA MODELO(IPARDES, 2002b, p. 43).
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 100ANEXO C - RESOLUÇÃO Nº 748 DE 22 DE SETEMBRO DE 2009Conselho de Ensino e PesquisaResolução nº 748, de 22 de setembro de 2009.Adéqua as regras gerais para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) à Políticade Pesquisa.A REITORA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO, no uso das atribuiçõesestatutárias e tendo em vista o que deliberou o Colendo Conselho de Ensino e Pesquisa, emsua 102ª (Centésima Segunda) Sessão Ordinária, realizada em 22 de setembro de 2009,após apreciar o Processo n° 041380, de 17 de setembro de 2009, originário da Reitoria, fazpromulgar a seguinteResolução:Art. 1º | Aprova a adequação das regras gerais para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) àPolítica de Pesquisa, que passam a vigorar na forma anexa à presente Resolução.Art. 2º |Apresente Resolução entrará em vigor na data de sua assinatura, revogadas as disposiçõescontidas na Resolução do Conselho de Ensino e Pesquisa nº 716 de 14/04/2009.Registre-se. Publique-se. Cumpra-se.Campus Gonzaga da Gama Filho, 22 de setembro de 2009.Profª Maria José Mesquita Cavalleiro de Macedo WehlingReitora
  • Universidade Gama Filho | 101Conselho de Ensino e PesquisaAnexo à Resolução nº 748, de 22 de setembro de 2009.NORMAS GERAIS PARA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)Art. 1º | OTrabalho de Conclusão de Curso (TCC) é componente curricular obrigatório à formaçãodo estudante, por meio do qual o concluinte de curso apresenta conhecimentos atualizadossobre determinado tema dentro de sua área de formação ou sinaliza a possibilidadeda aplicação dos conhecimentos dessa área na intervenção em situações concretas,subordinando-se à Política de Pesquisa da UGF por meio de sua vinculação a áreas deestudos ou linhas de pesquisa devidamente institucionalizadas.§ 1º Os Cursos de Graduação da UGF pautar-se-ão por estas Normas Gerais para a elaboraçãode seus Regulamentos específicos, que serão incorporados aos PPCs.§ 2º São isentos da obrigatoriedade da elaboração de TCC, enquanto não houver determinaçãoem contrário das Diretrizes Nacionais Curriculares, o Curso de Medicina e os CursosSuperiores de Tecnologia.Art. 2º | A critério do Regulamento de cada curso, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)poderá ser aceito sob a forma de artigo, projeto, monografia ou estudo de caso comapresentação de relatório.Parágrafo Único. Qualquer que seja a forma de apresentação do TCC, esta deverá estar de acordocom as presentes Normas Gerais, com o Regulamento do curso e com as normas da AssociaçãoBrasileira de Normas Técnicas (ABNT).Art. 3º | O TCC deve ser abrangido por uma das áreas de estudos ou linhas de pesquisainstitucionalmente credenciadas pela Universidade e deve ser representado na estruturacurricular como componente curricular obrigatório.Parágrafo Único. Cada curso fixará, em seu Regulamento:a) as condições mínimas indispensáveis para que o estudante possa inscrever-se emTrabalho de Conclusão de Curso;
  • Normas para Apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação e Tese | 102b) os critérios para a indicação do orientador;c) a definição das etapas de desenvolvimento do TCC e os prazos para a entrega dotrabalho;d) as formas de apresentação e os critérios de avaliação, incluindo a existência de bancaavaliadora e sua composição ou de leitor crítico.Art. 4º | O TCC deverá ser elaborado, em todas as suas fases, sob a orientação do professororientador, pertencente ao quadro de docentes em Regime de Tempo Integral (RTI) ouem Regime de Tempo Parcial (RTP) do Curso ao qual pertence o estudante, ficandovedada a orientação ou coorientação por docente de outra instituição.Parágrafo Único. É obrigatória a assinatura do Termo de Aceite e Compromisso de Orientaçãopelo docente orientador, ficando o referidoTermo arquivado no Curso, integrando a documentaçãodo estudante.Art. 5º | Compete ao professor orientador chancelar, por escrito e formalmente, todas as etapas doTCC, a saber: o pré-projeto, o projeto e a defesa ou apresentação do referido projeto.Art. 6º | Compete ao Núcleo Docente Estruturante (NDE) de cada Curso a elaboração de ummanual, que deverá ser anexado ao Regulamento do TCC do curso, contendo todas asorientações aos alunos quanto a prazos, procedimentos, formatos e demais exigênciasestabelecidas para a elaboração do TCC.Art. 7º | Os casos omissos serão apreciados pela Pró-Reitoria à qual estejam relacionadas àsáreas de estudos ou linhas de pesquisa.Art. 8º |As Normas aprovadas no presente documento entrarão em vigor na data de sua assinatura,revogando-se as disposições em contrário.Registre-se. Publique-se. Cumpra-se.Campus Gonzaga da Gama Filho, 22 de setembro de 2009.Profª Maria José Mesquita Cavalleiro de Macedo WehlingReitora
  • Rua Manuel Vitorino, 553, prédio GD, 2º andar, sala 20220740-280 Piedade, Rio de Janeiro, RJTelefone: 21 2599 7187 – Fax: 21 2599 7242E-mail: editora@ugf.brwww.ugf.br