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Família cristã saudável
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Família cristã saudável

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Este estudo pretende abordar a questão do verdadeiro amor, o qual se constitui na base fundamental para a estabilidade das famílias. Esta palavra - AMOR - que tem sido cantada em verso e prosa, …

Este estudo pretende abordar a questão do verdadeiro amor, o qual se constitui na base fundamental para a estabilidade das famílias. Esta palavra - AMOR - que tem sido cantada em verso e prosa, precisa ser entendida e analisada à luz da Palavra de Deus.
Na sociedade atual a palavra amor está muito desgastada. Para muitos, amor é apenas sexo, prazer ou satisfação. Confundir amor com sexo é limitar o significado verdadeiro do amor. Outros tentam comprar o amor através de dinheiro e presentes. Nas famílias, geralmente, o amor tem diminuído assustadoramente. Os lares nem sempre são lugares de manifestações amorosas, mas um verdadeiro campo de batalha.
Mas, um outro problema é o daqueles que entendem que só devem amar os que os amam. Amar só quando se é amado é prova de um amor egoísta e condicional.
Neste estudo estão algumas ideias úteis para uma compreensão verdadeira sobre o amor na família.

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  • 1. Pag. 1 A influencia da Internet na Igreja e família O crescimento da Internet no mundo é espantoso, são mais de 600 milhões de pessoas ligadas; os brasileiros são 5% deste universo, aproximadamente 30 milhões. A Internet é um mundo virtual muito semelhante ao real, nele encontra-se sites abordando todos os temas possíveis, especialmente: pornografia, sexo e assuntos espiritualistas. Em meio a estas densas trevas a luz do Senhor tem brilhado, poiseis que surgem diariamente novos pontos de luz, que são sites que procuram honrar eglorificar o nome Santo do Senhor Deus, disponibilizando verdadeiros oásis, com águas puras querestauram vidas. Ao servo, é dada a opção de honrar a Deus, acessando páginas dignas dos santos, oua satisfação da carne e suas consequências. Irmãos não esqueçam, as más ações, mesmo que virtuaissão pecado e como tal, passíveis de condenação eterna. (1Co 6.12) “Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda oscorações.” Pv 21.2 (Veja também: Sl 7.9; 17.3; 139.1) “...Eu sou aquele que sonda mente e corações, e vos darei a cada um, segundo as vossasobras.” Ap 2.23 Constato que os cristãos em especial os jovens têm feito uso desta ferramenta para secretamenteextravasar toda a maldade da carne. Anônimos, fora do alcance dos olhos de familiares, presbíteros,pastores e demais autoridades da igreja; encontram uma situação de liberdade que os encoraja a agirsegundo as inclinações de seus corações e fazem coisas terríveis. Esquece-se que o Senhor a tudo vê ecertamente tais pecados não passam desapercebidos diante do trono e serão cobrados no tempooportuno (Ap 2.23). Não é aconselhável ao servo de Deus: 1 – Acessar sites Eróticos e Pornográficos. É preciso que os servos de Deus tenham o devido cuidado com a vida espiritual, não permitindoque a impureza se aloje, afastando-lhes da comunhão verdadeira com o Eterno. Amados, é um enganopensar que o acesso a tais páginas não produz um efeito devassador na vida, é praticamenteimpossível, não se contaminar com os desejos baixos produzidos pela carne. O Senhor nos deixa umapalavra clara de alerta contra a impureza, sua prática apaga o Espírito de Deus. “Eles perderam toda a vergonha e se entregaram totalmente aos vícios; eles não têmnenhum controle e fazem todo tipo de coisas indecentes... Vocês fazem parte do povo deDeus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nemmesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 4.19 e 5.3 “Ele castigará especialmente os que seguem os seus próprios desejos imorais edesprezam a autoridade dele.” 2Pe 2.10 2 - Sexo Virtual (Conversas sensuais, adultério virtual, etc...). Sexo virtual é pecado! No uso da internet muitas pessoas tem envolvido-se com esta prática. ”Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual,indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 5.3 “Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamentededicados a ele.” 1Ts 4.7 ; Hb 13.4) “Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéisum ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério.” Hb 13.4 3 - Bate Papo / Chat. Estas salas de conversação são usadas por muitos para construir amizades e em outros casos, atéfalarem do amor do Senhor. Infelizmente, nota-se que as designadas aos Cristãos/Evangélicos dosgrandes portais, são verdadeiras praças nas quais muitos freqüentadores influenciados por espíritosmalignos se portam como filhos das trevas. Lamento a ingenuidade de muitos que insistem em “jogarpérolas aos porcos” (Mt 7.6) expondo ao ridículo a palavra santa do Senhor e, pela vida de muitoscrentes que escondido atrás de um “Nickname” (ou de nome virtual) mostram suas inclinaçõespecaminosas, usando expressões baixas e mentiras. A consciência de uma vida santa deve envolvertodo o nosso ser, a ponto de produzirmos os frutos do Espírito Santo em todas as situações, inclusive,nas ações numa sala de Chat, nossas palavras devem ser continuamente uma expressão de louvor aDeus.
  • 2. AMOR NA FAMÍLIA GÊNESIS 45.1-15 A década de 60 foi revolucionada pela proposta de "paz e amor" do movimento chamado"hippie". A sociedade foi contestada e influenciada por este movimento. A proposta correta deve sermesmo: "paz e amor" ou "amor e paz"? O presente estudo pretende abordar esta questão do verdadeiro amor, o qual se constitui nabase fundamental para a estabilidade das famílias. Esta palavra - AMOR - que tem sido cantada emverso e prosa, precisa ser entendida e analisada à luz da Palavra de Deus. Na sociedade atual a palavra amor está muito desgastada. Para muitos, amor é apenas sexo,prazer ou satisfação. Confundir amor com sexo é limitar o significado verdadeiro do amor. Outrostentam comprar o amor através de dinheiro e presentes. Nas famílias, geralmente, o amor temdiminuído assustadoramente. Os lares nem sempre são lugares de manifestações amorosas, mas umverdadeiro campo de batalha. Mas, um outro problema é o daqueles que entendem que só devem amar os que os amam.Amar só quando se é amado é prova de um amor egoísta e condicional. Neste estudo estão algumas idéias úteis para uma compreensão verdadeira sobre o amor nafamília.LIÇÕES PRÁTICAS1. O AMOR NA FAMÍLIA É FUNDAMENTAL PARA A SUASOBREVIVÊNCIA É impossível uma família sobreviver diante das crises, problemas e atritos, sem a presença doamor. O amor é a base para a sustentação dos lares e, nele, os lares precisam estar apoiados. Afamília é uma instituição ameaçada, mas não derrotada, pois o amor a tudo vence. A família de Joséconseguiu sua restauração através da manifestação do amor por parte deste que foi odiado e vendido. "Pai e mãe hão de relacionar-se mutuamente sobre a base do amor (Ef 5.21). Este amorestabelecerá o marco de referência que não somente modela o padrão de relação entre os diferentesmembros do sistema, mas que, por sua vez, permitem o crescimento dos mesmos". Deus é a fonte deste amor (I Jo 4.8). Cada família deve buscar no Senhor o amor para a suasobrevivência. E preciso deixar que o Deus de amor seja o construtor de nossos lares (SI 127.1). O que ocorre quando há o esfriamento do amor? Logo surgem a infidelidade, maus tratos,falta de diálogo, ciúmes exagerados, brigas, etc. Muitos lares já ruíram e outros estão à beira daseparação, em virtude da diminuição do amor. A família só consegue sobreviver unida e feliz, pormeio da existência do amor. Se há um elemento que, mais do que qualquer outra coisa, pode salvaros casamentos é o amor.2. O AMOR NA FAMÍLIA CARACTERIZA-SE PELO ALTRUÍSMO E característica fundamental do amor o altruísmo, ou seja, aquele que ama procurafazer algo em favor de quem o ama. O amor é doação, indo assim além do romantismo. José revelou um amor autêntico aos seus familiares, concedeu o perdão, promovendo assim aunião familiar, oferecendo recursos para a sobrevivência dos seus queridos. (Gn 45.1-15; 46.28-34). A maior prova do amor altruísta é a de Deus. Ele "deu" seu próprio Filho Unigênito em favorda salvação de todo aquele que nEle crê (Jo 3.16). "O amor jamais reclama; dá sempre. O amor sempre tolera, jamais se melindra nunca sevinga". (M. Gandhi). Este espírito de um amor altruísta é possível verificar com clareza nas declarações de MartinLuther King: "Não digam que sou um Prêmio Nobel. Isso não tem importância. Digam que fui porta-voz da justiça. Digam que procurei dar amor, que procurei amar e servir à humanidade".
  • 3. Na família ninguém existe para ser apenas amado e servido. Ela se constitui em umaoficina de trabalho, local de constantes demonstrações de amor. O apóstolo Pedro fala dos deveresdaqueles que se amam (I Pe 4.7-11). É necessário suportar uns aos outros (Ef. 4.2). Há gestos,costumes, jeitos e trejeitos os mais diferentes entre os membros das famílias. Não e fácil amar econviver com aqueles que são diferentes. Mas é preciso "suportar", agüentar o peso destasdiferenças, "em amor", fazendo sempre algo pela pessoa amada. O que você tem feito em benefícioda felicidade do seu próximo?3. O AMOR NA FAMÍLIA PRECISA SER DEMONSTRADO EMQUAISQUER SITUAÇÕES Neste episódio que envolve família, é possível perceber com clareza que José demonstrou overdadeiro amor em um contexto de rejeição e abandono. Quando seus irmãos foram ao Egito embusca de alimento e se depararam com ele no poder, eles não foram marginalizados e nempenalizados, mas alcançaram favor da parte de José. A expressão do amor é um fato que não pode servisto em apenas alguns momentos, direcionado para algumas pessoas ou demonstrado só quando se éamado. "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (I Jo 4.19). Quando Cristo nos amou, nóséramos Seus inimigos, pecadores e estávamos longe de fazer a Sua vontade. Mas, através de umamor incondicional, Ele nos amou e nos redimiu. No relacionamento familiar, a prática do amor deve existir em todos os momentos. Aqui estáum grande desafio para todos, mas é possível amar, mesmo não sendo amado; pois o amor não seresume num sentimento, mas em uma convicção e dever cristãos. É preciso estar disposto acompreender que o amor é mais que um sentimento. Através de atividades de compromisso,aceitação e respeito, o amor é expresso em quaisquer circunstâncias. Concluindo, é possível declarar que o amor é algo vital para trazer a união e a felicidade nasfamílias. Uma boa comunicação, um bom relacionamento sexual, a inexistência de ciúme exageradoe muito mais, só poderão ser conseguidos quando o amor estiver existindo abundantemente dentrodos lares. Uma família só poderá sobreviver, mesmo enfrentando crises, com a presença do amorverdadeiro, o qual deve ser demonstrado em quaisquer situações da vida. "Lar não é somente quatro paredes, cheio de quartos e iluminação; lar é um santuárioedifiçado para nele habitar a afeição". (Marta B. Leavell)DISCUSSÃO1. Muitos casais chegam à triste conclusão de que não se amam mais. O que deve ser feito parareavivar este amor?2. O que a pessoa que deseja ser amada deve fazer para que o seja?3. "Amar sem ser amado". Isto é verdade e possível de ser aplicado na convivência familiar? Porquê?
  • 4. Pag. 2 “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveisresponder a cada um.” Cl 4.6 ”De boas palavras transborda o meu coração... nos teus lábios se extravasou a graça;por isso Deus te abençoou para sempre.” Sl 45.1,2 ”Ordena e ensina... Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, tornar-te padrãodos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” 1Tm 4.11,12 ”Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” Sl 141.3 ”E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus...” Sl 40.3 ”Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamenteem toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, comgratidão, em vossos corações. E tudo que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-oem nome do Senhor Jesus.” Cl 3.16,17 4 – Hackers e vírus A rede está repleta de vírus e programas intrusos que se alojam no hd, trazendo sérios danos aofuncionamento do PC e ou captando informações pessoais (senhas, número de documentos, etc.).Aventurar-se na Internet sem algumas precauções mínimas é buscar para si, prejuízos; procureproteger o computador com programas contra vírus ou invasores (firewalls). Hoje, além dos famosos vírus, cuja finalidade é violar nossos computadores e em alguns casosroubar algumas de nossas informações pessoais, encontramos na internet os delinqüentes cibernéticosaplicando golpes nos usuários. Cuidado. Use com cautela seu computador, procurando não entrar emsites desconhecidos. 5 - Sites do Senhor. Mas, em meio a este mar de coisas terríveis, visualizamos ilhas que são verdadeiros paraísosespirituais, nas quais podemos aportar e desfrutar das delicias que nos são apresentadas. Verdadeiroalimento que fortalece a nossa fé e concede-nos disposição para continuarmos firmes e inabaláveis nacaminhada em direção à cidade santa. Estes sites devem ser visitados e ajudados, são pontos de luzem meio às trevas. Amados Pais, jovens e Irmãos: O Senhor colocou em nossas mãos a responsabilidade pela instrução dos filhos nos caminhossantos (“Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-lasaos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando selevantarem.” Dt 6.6,7), procure conhecer qual a vida que eles tem levado na Net, sente-se e osaconselhe, faça-os refletir sobre os perigos da rede, bem como, sobre a necessidade de serem santosem todo o proceder, seja no acesso a site impróprios, em chats e até mesmo na incompatibilidade daprática hacker. Estejam atentos, acompanhe os passos de vossos filhos na Web, analise o histórico depáginas visitadas, e as conversações desenvolvidas. Converse e oriente a serem santos nas ações. Mas lembremos que, por outro lado, pode-se fazer uso da Internet de uma forma santa eedificante! A rede possui um lado muito positivo, pois o Senhor tem levantado servosverdadeiramente compromissados e cheios do Espírito Santo para serem luz neste mundo deescuridão; levando a Sua Salvação, bem como, abraçando àqueles que necessitam de uma palavra deconsolo e ânimo. Para invadir este “mundo virtual”, surgem diariamente uma série de sites, cujos finsé anunciar a “Boa Nova do Senhor Jesus”. É o Eterno lançando mãos dos meios disponíveis paramanifestar a Sua glória. Já é possível transmitir cultos via internet para o mundo inteiro a custo zero. Pregadores eescritores podem alimentar milhares e até milhões de pessoas com a mensagem que recebem da partede Deus. As barreiras da comunicação caíram, postamos textos e informações nos blogs esites e em segundos são acessados em qualquer parte do mundo.A internet tempossibilitado aos missionários virtuais chegarem facilmente até os confins da terra,literalmente. Temos recebido a informação e o testemunho de muitos irmãos de que, em países ondehá grande perseguição aos cristãos e é proibida a divulgação aberta do Evangelho, como a China ealguns lugares do Oriente Médio, a Internet tem se revelado o grande e eficaz veículo de propagaçãoda fé em Cristo. Ao usar a Internet não esqueçamos do que nos ensina a palavra: “Sede santos, porque eu sousanto.” 1Pe 1.16
  • 5. Pag. 1 Curso: Princípios para a vida familiar saudável CIÚMES NA FAMÍLIA I corintios 13:1-7 Já dizia uma velha canção: "Se há ciúmes é porque existe amor... tanto ciúme também pode causar dor".Até onde isso é verdade? Muitas vezes torna-se difícil distinguir o ciúme do zelo cuidadoso. Ciúme, como define o dicionário, é zelo doentio e excessivo por alguém ou alguma coisa. Mas, e a falta deciúme pode revelar descuido, falta de interesse, falta de amor e de preocupação com alguém? A família não está livre do ciúme. Ele existe entre os cônjuges, os pais têm ciúmes dos filhos e vice-versa eos irmãos sentem ciúmes entre si. Todos temos uma ponta de ciúme brotando em nossos relacionamentosfamiliares. Entre muitos fatores de destruição da família, está o ciúme. Por não saber lidar com este sentimento edesconhecer que ele, em grau acentuado, é um pecado, obra da carne, e muitos lares estão sendo desfeitos etragédias têm acontecido nas famílias. O ciúme quando não é exagerado e doentio ajuda a temperar o amor. Por um lado, é bom saber quealguém tem ciúmes de nós; no entanto, quando não é bem direcionado, pode se tornar num problemagravíssimo para o lar, gerando até mesmo crimes passionais. LIÇÕES PRÁTICAS 1. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE DESESTRUTURA O RELACIONAMENTO FAMILIAR Muitas famílias estão desmoronando porque o ciúme tem minado o relacionamento familiar, abrindobrechas irreparáveis na vida de muitos casais e entre irmãos. O ciúme gera a inveja, que por sua vez gera a morte. A história bíblica registra o primeiro homicídio, que foicausado pela inveja. Caim, enciumado porque Deus aceitou a oferta de seu irmão e rejeitou a sua, ficouamargurado e matou Abel (Gn 4.1 -8). Raquel, que não podia dar filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã Lia, eo relacionamento familiar sofreu sérios abalos (Gn 30.1-26). Os irmãos de José, que lhe tinham ciúmes, ovenderam como escravo (Gn 37.11). Estes são alguns exemplos bíblicos que revelam como o ciúme podeprovocar tragédias na família. Vez por outra, tomamos conhecimento de acontecimentos trágicos em família,que tiveram como causa o ciúme exagerado. Medo, insegurança, desconfiança, perseguição, falta de domínio próprio, brigas, intolerância, etc, sãoprovocados pelo excesso de ciúmes. Quando a família vai sendo alimentada com estas atitudes, orelacionamento vai se tornando cada vez mais difícil e o lar vai se desestruturando. Quando o apóstolo Paulo declara que "o amor não arde em ciúmes " (I Co 13.4) é possível ver nestadeclaração que há ciúme natural, dosado, zeloso, espontâneo e que é realmente resultado de um amor sinceroque se preocupa com o bem-estar do outro. Porém, "arder" em ciúmes é algo perigoso, incontrolável eseriamente gerador de confusões e atritos na família. 2. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE ELIMINA O AMOR NO RELACIONAMENTO FAMILIAR. Pela maneira como o amor é descrito em I Coríntios 13, percebe-se que aquele que ama está preocupadocom o outro, e não apenas consigo mesmo. O amor é um sentimento maduro que traz segurança e equilíbriopara a família; já o ciúme é uma paixão doentia que sufoca o amor e pode ser, muitas vezes, um ódiodisfarçado. O ciúme é falta de confiança no outro e em si mesmo.
  • 6. Pag. 2 Curso: Princípios para a vida familiar saudável Em I João 4.18 lemos: "No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo". Estaafirmação do apóstolo João poderia muito bem ser parafraseada e lida da seguinte maneira: "No ciúme nãoexiste amor; antes, o doentio ciúme lança fora o amor". Não são poucos os casamentos que desmoronam por causa dos ciúmes. Muitos casais que "ardem" emciúmes pensam que esse sentimento é resultado de amor ao cônjuge, mas, na verdade, é amor a si mesmo,egoísta e possessivo, que não deixa o outro respirar livremente. Descrevendo a força do amor, o escritor de Cantares declara: "...porque o amor é forte como a morte, eduro como a sepultura o ciúme..." (Ct 8.6). Por outro lado , no entanto, a falta de amor leva ao descuido e ao abandono do outro. -"Você pode fazer oque quiser que eu não estou nem aí!" Esta frase tem sido comum em muitos casamentos. São casais que nãose importam e nem se preocupam com aquilo que o outro faz ou deixa de fazer. Isso é falta de amor. Esse sentimento (ciúme) equilibrado, sério, pode evitar muitas dificuldades e ajudar o casal e o lar acultivarem o verdadeiro amor. 3. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE PRECISA SER CORRIGIDO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR. Se o ciúme exagerado é um sentimento que desestrutura a família e elimina o amor, é preciso corrigi-lo evencê-lo. Este tipo de ciúme é uma doença que se vai alastrando e pode tornar-se incontrolável. O que fazer,então, para corrigir este sentimento? O que segue abaixo são apenas princípios, e não regras, que podemajudar na solução do problema. • Verifique se o ciúme têm fundamento. Muitas cenas de ciúme não têm qualquer fundamento. Resultamde uma mente negativa e que apenas enxerga o que é mau. Se houver fundamento, estude um modo cristão,através do diálogo, para resolver o problema. Não é com cenas de violência física e verbal que se chega a umentendimento. • Vença o complexo de inferioridade. Muitas vezes o ciúme é gerado por causa desse complexo. Apessoa se sente tão inferior que perde a confiança em si mesma. Seja você mesmo e acredite no seupotencial. • Desenvolva um sentimento de confiança no outro. Muitas vezes nos acostumamos a desconfiar dosoutros e todo gesto ou atitude é motivo para enciumar-se. • Compreenda o temperamento do outro. Os temperamentos são diferentes e nunca conseguiremos queos outros sejam iguais a nós. É preciso compreender que dentro de casa os membros da família têmtemperamentos diferentes. • Seja altruísta. Isto é, pense mais em dar do que receber. Não se deixe dominar pelo egoísmo. • Saiba distinguir o ciúme natural do ciúme doentio. É preciso perceber até onde o ciúme está sendoconstrutivo ou destrutivo. Muitas vezes ele extrapola os limites da tolerância. • Peça ajuda a Deus. Coloque diante de Deus o seu problema. Muitas vezes o ciúme é gerado por causasdesconhecidas e traumáticas. Deus irá ajudá-lo a superar esse ciúme destrutivo. "Deus é amor... o amor lançafora o medo" (I Jo 4.7-21). DISCUSSÃO 1. Alguém já disse que, "exigir do amor que não tenha ciúme, é pedir à luz que não deite sombra". Vocêconcorda com esta afirmação? Por quê? 2. Quais as características de um ciúme doentio? 3. Como convivercom uma situação onde o outro é extremamente ciumento? Pr Josias Moura de Menezes
  • 7. Pag. 1 Estudos para a famíia COMUNICAÇÃO NA FAMÍLIA EFÉSIOS 4.25 - 5.2Vivemos na era da comunicação: rádio, TV, telefone, computador, internet... E a cada dia que passao mundo se faz menor, pois a facilidade na comunicação divulga rapidamente comportamentos eacontecimentos dos vários povos, reduzindo as distâncias e aproximando as pessoas. Um episódioocorrido em qualquer parte do mundo corta o espaço e o tempo em segundos ou instantaneamente,via satélite.Porém, é lamentável perceber que o desenvolvimento que tanto facilita a vida moderna não foi capazde reduzir as constantes reclamações quanto à comunicação inter-pessoal. Na vida de cada dia, acorreria, o cansaço, a TV, os atritos, etc, roubam a possibilidade da comunicação tão necessária aorelacionamento familiar, e, infelizmente, as pessoas vão se tornando estranhas mesmo residindo sobum mesmo teto.Como este problema afeta a vivência familiar? Quais as possíveis implicações e interferências nacomunicação na família? Dizem que "roupa suja se lava em casa". Como fazer isto?LIÇÕES PRÁTICASTodo mundo tem uma experiência que merece ser compartilhada com outrem" - eis um princípio simples dasrelações humanas. De fato, não somos ilhas. E precisamos nos relacionar uns com os outros. Em Gênesis 2.18,aprende-se que Deus criou o homem e a mulher para um compartilhar constante. Em casa, junto aos queconvivem conosco, o desafio da comunicação se reveste de um sentido bastante profundo. Cada família tem assuas distinções e peculiaridades. Portanto, não há fórmulas mágicas, nem receitas prontas quanto àcomunicação familiar. Ousamos, no entanto, levantar algumas idéias para a discussão e amadurecimento desteempolgante tema que diz respeito à comunicação familiar.1. COMUNICAÇÃO ABERTANo lar todos precisam se sentir à vontade. Cada um deve ter espaço para compartilhar seus problemas,resolver as suas dúvidas, falar das suas necessidades, comemorar as suas vitórias, etc, em uma conversaaberta, sem barreiras e preconceitos. A inexistência desta liberdade de comunicação tem obrigado muitos aextravasar as suas necessidades com outras pessoas. E nem sempre isso acontece com alguém devidamentepreparado. Por exemplo, na adolescência, quantos pais dedicam tempo para conversar sobre questõesvocacionais, sentimentais, sexuais, espirituais, etc. que se encontram "à flor da pele"? Não são poucos osproblemas decorrentes da ausência desta comunicação.Há muitas e diversas necessidades que precisam ser abertas livremente para um tratamento de todos osmembros da família que concentrarão esforços na busca de soluções.2. COMUNICAÇÃO HONESTANo texto lido, o Apóstolo menciona: "fale cada um a verdade com o seu próximo " oferecendo oportunaorientação quanto à comunicação sincera, honesta, autêntica. É lamentável constatar que muitos filhosaprendem a mentir com os pais. E em casa, onde todos se conhecem e até identificam o "ponto fraco" dooutro, a honestidade precisa ser levada muito a sério. Há muitas crises conjugais (e familiares) que são geradaspela ausência de sinceridade entre os membros da família, onde se percebe literalmente que "a mentira tempernas curtas".A família precisa ter um relacionamento transparente, onde todos se amam e praticam a verdade. E lógico quenão se pode confundir franqueza com aspereza ou intolerância. Recomenda o Apóstolo: "a vossa palavra sejasempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um" (Cl 4.6). Mas,ensina Jesus, seja o vosso falar SIM, SIM e NÃO, NÃO.3. COMUNICAÇÃO RESPEITOSAEm seu poder criativo, Deus imprimiu caracteres e impressões distintas em cada pessoa. Não existem duaspessoas iguais. Podem ser gêmeos, parecidos, semelhantes: não iguais. Isso significa que cada um tem uma
  • 8. Pag. 2 Estudos para a famíiadigital de personalidade que o distingue de todos os demais. E cada um precisa ser respeitado.Responsabilidades e compromissos domésticos exigem a participação de todos. Mas, os direitos pessoais decada um também precisam ser preservados. Consideração e respeito são necessários à boa convivência. Erecomendável, por exemplo, que os membros da família se respeitem quanto à privacidade de cada um, poisos pertences individuais compõem um pequeno mundo bastante particular de cada pessoa; também que todosconsiderem a idéia própria de cada um: "cada cabeça uma sentença"; todos tem o direito de emitir a suaopinião e defender a sua idéia.Portanto, é preciso saber (e aprender) a respeitar as diferenças, evitando agressões verbais e imposiçõesautoritárias que ferem a individualidade de cada um. Na escola do lar, uns aprendem com os outros e crescemjuntos, em comunicação franca, aberta, mas respeitosa (Ef 4.29).4. COMUNICAÇÃO MÚTUAEm casa, cada um deve se interessar pelo problema do outro, dispondo-se a ouvir, a compartilhar, sabendoconcordar e discordar, visando sempre o bem-estar de toda a família.A realidade da comunicação doméstica se faz em ambiente de mútua confiança. Sem confiança o lar correrásérios riscos. Por exemplo: filhos criados por pais que não confiam neles, crescerão inseguros; esposas quevivem desconfiadas, tornar-se-ão neuróticas; maridos ciumentos denunciam a sua insegurança, etc. Tudo istotende a abalar a comunicação familiar, que precisa acontecer com bastante confiança mútua.Também no lar, todos devem se dispor a ouvir. Comunicar não é apenas falar, mas também, e, principalmente,ouvir. Muitas vezes o que ocorre é o monólogo - apenas um fala e todos se contentam em ouvir. Há muitosque "tem ouvidos, mas não ouvem". E a Palavra de Deus apresenta vários textos que salientam a importânciado silêncio para ouvir (Pv 10.19; 17.27,28; Tg 1.19).Isto implica em ganhar o tempo uns dos outros, cultivando um diálogo construtivo com todas as pessoas dafamília. Mesmo as críticas (que sempre devem ser construtivas) implicam em uma análise com todos osenvolvidos, de forma que cada um possa falar e ouvir.Então, é preciso perguntar: "Quanto tempo estamos dedicando à convivência familiar?5. COMUNICAÇÃO AMOROSAO amor é um dos principais ingredientes da comunicação. E preciso permear cada gesto, cada palavra, cadaatitude, comunicando o verdadeiro amor.Muitas expressões bíblicas advertem quanto ao amor em todos os nossos relacionamentos (I Co 13.4-7; IJo3.18; 4.21). Também ensinou Salomão: "a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira"(Pv 15.1). "Não se ponha o sol sobre a vossa ira" - recomenda Paulo (Ef 4.26). Ao invés de se comunicar comdureza, rancor e ira, em todos os relacionamentos deve haver uma comunicação de amor, que é a característicados discípulos de Jesus.No entanto, o amor não pode ser teórico; atos concretos expressam o amor entre os familiares: carinho, afeto,abraços e beijos; tempo, atenção, interesse, convivência, diálogo, doação, etc, são exemplos vivos quetestificam a comunicação amorosa.Certamente, tudo o que foi dito reveste-se de diretrizes cristãs e compõe a vida de amor e adoração. Emnossos relacionamentos podemos ou não estar cultuando o Senhor. E recomendável salientar a importância dese viver a vida de Cristo em nosso lar. Isto reforça a nossa comunicação familiar. A comunicação familiarpode, e deve ser, uma comunicação cristã. Tem sido assim em sua casa?DISCUSSÃO1. Os pontos abordados no estudo de hoje são parte da experiência de sua família? De que forma?2. Em casa, a verdade deve ser dita em qualquer situação? Por quê?3. Dizem que os meios de comunicação, principalmente a TV, interferem em nossa comunicação familiar. Se vocêconcorda com a afirmação, responda: "O que você tem feito em seu lar para corrigir esta situação?"
  • 9. Pag. 1 Curso: A família Saudável CULTO NA FAMÍLIA. Texto: Deuteronômio 6INTRODUÇÃOCom a vida moderna cada vez mais agitada por compromissos de trabalho e estudo, aumenta a dificuldade de reunir afamília em torno de uma mesa para as refeições e, mais ainda, para o benéfico culto doméstico. Mas será que faltatempo ou disposição para isso? O culto doméstico tem sido motivo de bênçãos para todas as famílias que o praticam,auxiliando na edificação espiritual, pois, o lar, como a primeira escola, tem sido um lugar de inspiração e adoração.Pergunta-se: É possível a família moderna realizar com eficácia o culto no lar? O que pode ser feito para que o cultodoméstico seja uma realidade diária em nosso lar?O culto doméstico é um tesouro perdido na vida da maioria do povo de Deus. Essa perda tem profundas e tristesconseqüências. Ela aponta uma perda de profundidade no relacionamento com Deus e também um enfraquecimentoda comunhão familiar. O culto doméstico corrige a prioridade do nosso relacionamento com Deus, pois abre essecaminho para priorizarmos nossa relação com Deus acima de quaisquer outros interesses.LIÇÕES PRÁTICAS: Vejamos o que a Bíblia tem para nos instruir a respeito do culto na família, que é um assuntonecessário e relevante ao bem-estar de todos.1. O CULTO NA FAMÍLIA É PRÁTICA INSPIRADORA NAS ESCRITURASO texto-base mostra, nos vv. 6 e 7, que o Senhor Deus está orientando a transmissão dos Seus mandamentosaos membros da família, e que isso seja feito de modo freqüente, ou seja, "assentado em tua casa, andandopelo caminho, ao deitar-te, ao levantar-te". Os pais têm a responsabilidade de transmitir aos filhos os ensinos daPalavra de Deus, sendo que o culto na família é um mandamento propício para o cumprimento desta recomendação.E conveniente recordar que os primeiros cristãos se reuniam nas residências (At 2.46; 5.42; 12.12). E admirávelnos registros referentes à igreja primitiva a expressão: "A igreja que está em tua casa" (Rm 16.5; ICo 16.19). Elesentenderam este mandamento, transformando seus lares em um local de adoração a Deus. Vale a pena registrar que ocrescimento da Igreja em alguns países tem como uma de suas causas a reunião do povo de Deus nos lares.Será que as famílias cristãs estão atualmente cumprindo esta recomendação do Senhor? Aqueles que amam aDeus e são Seus filhos, precisam obedecer os Seus ensinamentos. A negligência quanto à prática do culto na famíliatem trazido prejuízos. Por conseguinte, todo esforço precisa ser feito para que cada família se transforme numa Igreja,a fim de que se possa dizer: "A Igreja que está em tua casa".2. O CULTO EM FAMÍLIA É PRÁTICA OUE RESULTA EM BENEFÍCIOS:a) Conhecimento da Palavra de Deus. Hoje se percebe que muitos possuem pouco conhecimento bíblico. Lembre-seque, conflitos na família podem ser solucionados por meio do estudo da palavra.b) Crescimento espiritual. O apóstolo Pedro recomenda o crescimento na graça e no conhecimento da Palavra doSenhor (II Pe 3.18). Os momentos de culto são ocasiões sempre oportunas para que o desenvolvimento espiritual sejamanifesto (I Tm 4.15).c) União familiar. O culto da família precisa ter sempre um aspecto agradável para unir os membros seus e, não, paradispersá-los. Não deve ser demorado, mas não apressado. Quando há crianças, elas precisam ser contempladas comoportunidades para oração, leituras bíblicas, cânticos, etc.d) Evangelização. E ocasião em que os pais estarão evangelizando os filhos e vice-versa. Os visitantes e serviçaisque porventura estiverem na residência na hora do culto, terão a oportunidade de ser alcançados para Cristo. O lar,como extensão da Igreja, é sempre um local propício para a evangelização. Muitas Igrejas que existem hoje tiveram asua origem em reuniões promovidas nos lares.e) Resoluções de problemas. É oportunidade para se compartilhar experiências com lições úteis para resolução dedificuldades.
  • 10. Pag. 2 Curso: A família SaudávelNa família os problemas são quase uma rotina. Alguns membros erroneamente procuram as soluções que não são asmais corretas. Por meio do culto doméstico a família possui a feliz oportunidade de colocar aos pés do Senhor os seusproblemas, na certeza de que Deus apresentará a melhor solução no tempo oportuno (SI 25.12; I Pe 5.6,7).3. BREVE ROTEIRO PARA O CULTO NO LAR1º) Comece com cânticos de adoração e comunhão que todos gostem;2º) Leitura de pequeno trecho da Bíblia: Cada dia, um membro da família deve ler, ou todos lêem alternadamente osversículos;3º) Um comentário rápido e significativo pode ser feito, enfatizando os pontos, aplicando-os à vida da família,sempre trazendo o tema sob a ótica atual;4º) Momento breve de oração, com Pedidos: Cada um pede por si e por outros.Uma orientação para culto em famílias com adolescentes e jovens:Porque alguns adolescentes ou jovens não gostam do culto familiar? Os motivos são fáceis de identificar: o pai faz umaleitura bíblica longa estrategicamente escolhida para "alfinetar" os filhos, antes não conversam sobre um assunto emcomum da semana, excesso de cerimônia, falta de música para alegrar...Lembre-se que jovens e adolescentes de hoje estão crescendo num mundo totalmente diferente daquele deseus pais e avós. Toda a sua base cultural é diferente e as práticas de culto julgadas próprias para geraçõesanteriores provavelmente deixam de impressioná-los. É hora de rever modelos e tornar o culto doméstico emum momento prazeroso para pais e filhos.Aqui vão algumas dicas para cultos com jovens e adolescentes: Envolva-os e lhes de tarefas - Antes da oração final, descubra o que aconteceu durante o dia com seu filhos. Demonstre interesse genuíno nas coisas que interessam aos adolescentes. Procure dar alguma tarefa para eles desempenharem durante o culto, como ler a Bíblia, cantar, orar, dar sua opinião, etc... A Bíblia precisa continuar sendo a base do nosso culto. Os adolescentes acharão a Bíblia interessante se ela for apresentada de maneira sábia.; Se possível utilize na versão da linguagem de hoje. Evite orações cansativas. Seja específico em suas orações, como se estivesse conversando com o melhor amigo. Mencione cada um de seus filhos por nome e peça ajuda divina para as tarefas seculares que ocupam a cada um. Faça um culto breve. Os jovens de hoje estão acostumados a obter informações em pequenas doses. O culto pode ter no máximo 20 ou 30 minutos. Faça o culto no horário combinado - os adolescentes detestam fazer o culto numa hora em que gostariam de estar fazendo outra coisa. Adiar o culto para tarde da noite é um desastre, pois estará sempre associado ao cansaço. Prepare o ambiente para o culto, assegurando-se de que a possibilidade de tensão seja minimizada. Trate de temas relevantes para eles. O tema deve relacionar-se com as questões de interesse imediato com que se defrontam no dia a dia: emprego, justiça social, educação, sexualidade, drogas, sobrevivência etc. Para comunicar-se com os adolescentes a respeito desses temas, o adulto precisa ser habilidoso. Cristo é o modelo óbvio para os pais nesse aspecto. A maneira como Ele falava com as pessoas era informal e prática.Se um formato de culto não funciona, tente outra forma de comunicação - não pense que você é um fracassoporque uma determinada abordagem não está funcionando. Os adolescentes e jovems apreciam os pais queestão preparados para conhecer a necessidade de alguma mudança. Discutam tudo com os jovens, sempre.Que você possa ter sucesso em reunir sua família regularmente para exercitar comunhão com Deus, e assim vencer osconflitos espirituais que surgem no dia a dia.
  • 11. Pag. 1 Curso : Família Saudável EDUCAÇÃO DE FILHOS LUCAS 2.39-52 É grande a crise no setor educacional aqui no Brasil. Algumas tentativas têm sido feitas para melhorar o nível deescolaridade, mas sem o desejável êxito. Há milhares de crianças e adolescentes sem escola, produzindoespecialmente a triste delinqüência juvenil. Alguns profissionais da educação só pensam na remuneração e esquecemde que a missão maior de um educador é transmitir os conhecimentos para auxiliar na boa formação dos educandos. Mas, a tarefa de educar não é só da Escola, e sim da família e da Igreja. A família, como um núcleo social, está,cada dia mais, sendo desafiada a cumprir a tarefa da educação de filhos. Será que ela está cumprindo bem estafunção? Deus é o autor da família e esta encontra-se no Seu plano. A família não pode viver isolada e precisa sercaracterizada como sendo um grupo que vive em amor. São vários e graves os problemas na família. A educação de filhos é um deles. Sabe-se que muitas são as famíliasque simplesmente transferem para a escola e a Igreja a responsabilidade de educação dos seus filhos. Um dos problemas que os pais costumam ter na educação de seus filhos é decidir quanto ao certo e o errado, istoé, deve-se ou não exigir isto, ou aquilo. Alguns procuram os líderes religiosos, professores, psicólogos, etc. Outros,lêem revistas e livros sobre o assunto; mas, na maioria das vezes a confusão aumenta e muitos sentem-se como queperdidos. O relacionamento entre pais e filhos, à semelhança de relacionamentos inter-pessoais que envolvemligações afetivas, tem uma grande carga de confronto entre pessoas, gerando discordâncias de opiniões. E impossívelque não ocorram discordâncias e problemas na educação de filhos. Aqui neste estudo não estão fórmulas mágicas, normas, leis ou regras universais para educação de filhos. LIÇÕES PRÁTICAS Neste episódio em que a família de Jesus revela sua religiosidade indo a Jerusalém para participar da Festa daPáscoa, é possível aprender lições a respeito da educação que Jesus recebeu naquele lar tão humilde. 1. UMA EDUCAÇÃO QUE OFERECE LIBERDADE, MAS IMPÕE LIMITES Os pais de Jesus ficaram preocupados com o seu desaparecimento ali em Jerusalém e passaram a procurá-lo. Seuspais lhe deram a liberdade de estar naquela festa, abrindo-lhe um espaço para suas atividades. Ele tinha que voltarpara casa e não o fez. Portanto, uma educação correta é aquela que oferece liberdade, mas impõe limites. É bom lembrar que, desde o início da raça humana, Deus já apresentava este princípio de liberdade com limites.No Jardim do Édem, Adão e Eva possuíam uma liberdade quase total, mas Deus havia imposto um limite que era nãocomer do fruto da árvore. (Gn 2.15-17). O ser humano é livre, mas nem tudo o que ele fizer lhe trará benefícios e alegria. Por isso, o apóstolo Paulo disse:"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém..." (I Co 10.23). Infelizmente, alguns pais oferecem total liberdade aos seus filhos. Daí surge a libertinagem e alguns filhos acabamdominando seus pais. A Bíblia declara que não se deve retirar a disciplina da criança (Pv 23.13). Quando hánecessidade de disciplina é porque os limites da liberdade foram desrespeitados. Portanto, a verdadeira educaçãoprecisa oferecer liberdade, mas deve estabelecer limites. 2. UMA EDUCAÇÃO QUE OBJETIVA UM COMPROMISSO RELIGIOSO A procura pelo menino Jesus levou cerca de 3 dias. Ao final deste período, Jesus é localizado no templo,dialogando com os doutores da lei. Ele não foi encontrado em algum outro lugar impróprio, e declarou: "...mecumpria estar na casa de meu Pai". Isso revela que a educação que recebera era no sentido de infundir em sua menteos verdadeiros princípios bíblicos. Com este ato, Jesus está se ingressando no judaísmo, podendo ter acesso à lei e aosdemais ritos judaicos. Ana e Elcana procuraram educar seu filho Samuel sempre no templo, perto do Sacerdote Eli (ISm 2.11,21 e 28). Uma educação bíblica, coerente e equilibrada precisa proporcionar uma formação, cujo compromisso maior, écom o reino de Deus. E preciso despertar nos filhos o interesse pela Casa de Deus. Para isso os pais devem amar aIgreja, os irmãos e os líderes da comunidade. Há indivíduos que falam tão mal da Igreja e mesmo assim querem queseus filhos a freqüentem. O Pr. Caio Fábio em seu livro "O que Deus uniu", diz: "Os pais precisam ensinar os filhos a
  • 12. Pag. 2 Curso : Família Saudávelamar a Igreja, os irmãos e o Pastor. Mas, às vezes você critica tanto a Igreja, os irmãos e o Pastor, que seus filhosacabam não tendo quaisquer referências positivas sobre a Fraternidade". 3. UMA EDUCAÇÃO QUE POSSUI A MARCA DO DIÁLOGO Está claro no v.46 que Jesus estabeleceu um diálogo com os mestres ali presentes. "Ouvin- do-os einterrogando-os". Onde será que Jesus aprendeu isso? É lógico que foi em sua família, pois em seu lar as pessoaspossuíam o direito de falar e o diálogo era sempre uma realidade palpável. Mesmo após ter encontrado a Jesus, osseus pais estabeleceram uma conversa com ele (vv.48 e 49). Aqui percebe-se a presença do pai e da mãe dialogandocom o filho. O casal unido enfrentou o problema do desaparecimento do filho. Disto aprende-se que aresponsabilidade quanto ao cuidado com os filhos recai sobre o casal. Os filhos têm o direito de falar e os pais não podem monopolizar a conversa numa demonstração de autoritarismo. Muitos pais querem falar pelos seus filhos. Alguns utilizam palavras impróprias, com agressões e ameaças, mentiras, xingamentos, apelidos, anedotas, etc. O sábio Salomão declara: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Pv 15.1). Para que exista uma boa comunicação na família é necessário uma boa administração do tempo. Os pais devem gastar mais tempo com os filhos. Este diálogo precisa desencadear um relacionamento amoroso, alegre, jovial, esportivo e afetivo; pois, o relacionamento entre pais e filhos não é composto só de regras ou palavras, mas de um envolvimento entre eles. 4. UMA EDUCAÇÃO QUE ATINGE A PESSOA INTEGRALMENTE O texto conclui afirmando que: "Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens"(v.52). Isso comprova que a educação que recebera atingiu todas as áreas de sua vida. Mexeu com todo o seu ser.Este verso serve, ainda, para condenar o Docetismo, a heresia que tentava fazer da humanidade de Jesus um merofantasma ou simplesmente aparência, e não a de um homem autêntico, que precisava aprender, desenvolver-se eamadurecer. A educação que Jesus recebeu de seus pais lhe proporcionou um crescimento integral. Vejamos os seguintesaspectos: b)Intelectual - Aqui está a referência quanto ao seu desenvolvimento intelectual ou seja, a sua identidade. Ellicottdisse que "a alma de Jesus era humana, isto é, sujeita às condições e limitações do conhecimento humano, e teve deaprender como devem fazê-lo todas as almas humanas". c)Físico - Jesus se desenvolveu fisicamente, pois era pessoa que caminhava muito, trabalhava num serviço muitopesado na carpintaria de seu pai José. Justino Mártir (150 d.C) diz-nos que em seu tempo, diversos objetos demadeira, que eram reputados feitos pelas mãos de Jesus, eram intensamente procurados. d) Espiritual - Este é o principal resultado da educação que recebeu, pois a sua vida espiritual era intensa e repletade comunhão com Deus. Durante toda a sua caminhada terrena demonstrou desejo de estar junto ao Pai, gastandotempo para falar com Ele por meio da oração. e) Social - O versículo expressa que Jesus se desenvolveu diante de Deus e dos homens. Isso mostra que Jesus sedesenvolveu junto com o povo, nos lares, praças, ruas, nas praias, no mar, nas festas de casamento; sempreenvolveu-se com as pessoas e estava acompanhado de multidões. Possuía bons amigos. E os seus filhos, têm boasamizades? Quantos estão oferecendo só uma educação intelectual para os seus filhos! Mas, a legítima educação éaquela que atinge a integralidade da vida humana, proporcionando às pessoas um desenvolvimento intelectual, físi-co, espiritual e social. Será que os nossos filhos estão sendo educados desta forma?DISCUSSÃO1. A correria do dia-a-dia distancia os pais dos filhos. Em que isto afeta a educação dos filhos?2. A educação que você oferece aos seus filhos respeita o direito que o filho possui de ser um indivíduo único e livre? Comente.3. O que você entende por educação integral e quais são os seus benefícios?
  • 13. Pag. 1 ESTABILIDADE FAMILIAR Colossenses 3:18-21 A vida em família geralmente é cercada de muita expectativa. Quando os noivos entram no casamento, carregamconsigo muitos sonhos em torno da construção de uma família estável, feliz, bem sucedida, com filhos saudáveis,obedientes, etc. Entretanto, há muitos casais que nos primeiros meses ou anos do casamento deixam ir por água abaixotodos os sonhos e expectativas, chegando à conclusão de que a família que idealizavam e que começaram a construirnão passava de um castelo de areia. Há muitos casais que concentram todas as esperanças de uma família alegre erealizada, nos fdhos que estão crescendo, mas, com o passar do tempo, estes acabam lhes trazendo grandes desgostos epreocupações. Assim, assiste-se hoje à desestruturação e ao desmoronamento de muitas famílias. É nesse contexto e diante dessedesafio, que estaremos buscando na Palavra de Deus os princípios que possibilitam a estabilidade familiar, pois, "se oSenhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam". Desde a instituição da primeira família na terra - Adão e Eva - até hoje, a família enfrenta problemas. Se por umlado a família é lugar onde se tem segurança, provisões e cuidados mútuos, por outro lado é também o lugar ondesurgem conflitos, aborrecimentos e incompreensões. Marido e mulher, com suas individualidades e diferenças de formação, filhos com idades e temperamentosdiversificados, personalidades diferentes abrigadas sob um mesmo teto, acarretam, muitas vezes, as dificuldades em semanter um relacionamento familiar tranqüilo, saudável e estável. Junto a esses fatores somam-se as tensões de ummundo em crise, as influências dos meios de comunicação - especialmente a televisão - a deterioração de valores deuma sociedade secularizada e a falta de comunicação, agravando a já bastante desestabilizada família moderna. Diante da preocupante situação da família moderna, o que deve ser feito? Será que a família é mesmo umainstituição ultrapassada e fracassada? Será que outros modelos de vida familiar devem ser buscados ou tolerados? Sem considerar a complexidade dos fatores que hoje se somam, ameaçando a estabilidade da família, e semadiantar respostas às indagações anteriores, convidamos cônjuges e filhos a considerarem os princípios bíblicosrelacionados à estabilidade familiar. LIÇÕES PRÁTICAS A Bíblia não é um manual de vida familiar que traz regras e leis para a vida em família. A Bíblia apresenta, sim,conselhos e princípios flexíveis que visam orientar e fazer da vida em família uma agradável, compensadora eedificante experiência, assegurando a sua estabilidade. 1. A ESTABILIDADE FAMILIAR REPOUSA NO PRINCÍPIO DA AUTORIDADE Em qualquer instituição, tanto divina quanto humana, precisa haver o princípio da autoridade. Porém, é precisoentender que autoridade não é o mesmo que autoritarismo. Mas, que tipo de autoridade deve existir na família? 1.1. Autoridade divina. "Como convém no Senhor... pois fazê-lo é grato diante do Senhor" (vv. 18,20). Quempensa que a maior autoridade dentro da família é a mulher ou o marido, está equivocado. Marido, mulher e filhos estãosob a autoridade do instituidor e preservador da família: Deus. A autoridade divina está acima de qualquer outraautoridade na família. A vida familiar deve ser vivida conforme a orientação bíblica, antes de tudo porque "fazê-lo égrato diante do Senhor". Quando alguém desonra a sua família, está ofendendo diretamente a Deus e negando a fé (1Tm 5.8). 1.2. Autoridade patriarcal. "Esposas, sede submissas aos próprios maridos..." (v. 18). Esse texto bíblico foiproduzido em uma época, um lugar e um contexto cultural em que a estrutura social aceita era a patriarcal, onde o paiera visto como o chefe e autoridade máxima. Em nossa cultura, o regime patriarcal também é mais aceito. Entretanto,quando a mãe, por fatores diversos e/ou adversos assume a direção da família, a sua autoridade não é inferior pelo fatode ser mulher. A autoridade patriarcal não dá ao marido o direito de ser arrogante, violento e dominador. Alerta J.Comblin que: "Sendo o chefe da casa, o marido sofre a tentação de impor o seu humor a todos os membros da família.Tem que reprimir esse mau humor, e tratar a mulher com delicadeza". Espera-se da esposa não a subordinação (estarsob ordens), e sim, submissão (missão dentro do lar abaixo do marido, como sua auxiliadora idônea) (Gn 2.18). Aesposa não está na mesma condição dos filhos e dos servos que, em tudo devem obediência ao chefe da casa. Éimportante entender também que, ao falar de submissão feminina, Paulo não questiona, nem justifica em nome doEvangelho esta regra da tradição social familiar. Apenas diz que é conveniente que assim seja; não por causa domarido em si, mas por causa do Senhor (Tt 2.3-5).
  • 14. Pag. 2 1.3. Autoridade Paternal/Maternal. "Filhos, em tudo obedecei a vossos pais " (v.20). Ainda dentro do princípioda autoridade, o texto mostra com muita clareza a importância da autoridade dos pais, através de uma exortação diretaaos filhos. Esta exortação, também repetida na carta aos Efésios (Ef 6.1-3), inspira-se no quinto mandamento (Ex20.12). Em muitas famílias os filhos obedecem mais ao pai do que à mãe, mas não é correto que seja assim. Tanto opai quanto a mãe precisam exercer autoridade sobre os filhos (Pv 13.24; 19.18; 29.15, 17). Uma família onde aautoridade dos pais não é reconhecida e respeitada, torna-se lugar de confusão e tristeza. 2. A ESTABILIDADE FAMILIAR REPOUSA NO PRINCÍPIO DA SUBMISSÃO Onde não há submissão é difícil haver harmonia, é impossível haver felicidade. Por isso, a Bíblia apresenta para avida em família também o princípio da submissão. 2.1. Submissão expressa em amor. "Maridos, amai a vossas esposas, e não as trateis com amargura" (v. 19).Em primeiro lugar, para haver estabilidade na família, o casal deve ser submisso a Deus. Um coração submisso a Deusserá sempre um coração cheio de amor. Diz a Bíblia que o amor procede de Deus e aquele que O conhece, ama. O marido que conhece a Deus dispensará à sua mulhere receberá dela um tratamento cheio de amor (I Jo 4.7). 2.2. Submissão expressa em obediência. "Esposas, sede submissas aos seus próprios maridos... Filhos, em tudoobedecei a vossos pais" (vv. 18,20). A submissão expressa em obediência é a resposta mais natural a um tratamentode amor. Um chefe de família obediente ao Senhor, responsável e amoroso, receberá de sua esposa e dos filhos umavoluntária obediência como expressão de submissão. Uma família onde cada um faz o que bem entende e ninguémobedece a ninguém, está muito distante dos princípios bíblicos que incluem a obediência como expressão desubmissão. 2.3. Submissão expressa em humildade. O contrário de submissão é arrogância, altivez, etc. Quando existe estetipo de comportamento na família, por parte de quem quer que seja, fica muito difícil a convivência familiar. Apalavra de Deus recomenda a humildade (Pv 22.4; 1 Pe 5.5). 3. A ESTABILIDADE FAMILIAR REPOUSA NO PRINCÍPIO DA AFEIÇÃO A autoridade e a submissão na família se harmonizam e se tornam viáveis, praticáveis e agradáveis, em virtude doprincípio da afeição: consideração do marido para com a esposa e vice-versa, dos pais para com os filhos e destes paracom os pais. O princípio da afeição, sobre o qual também repousa a estabilidade familiar deve, necessariamente, serexercitado da seguinte maneira, como sugere o texto: 3.1. Afeição conjugal. "Esposas, sede submissas... Maridos, amai... " Aqui fica mais clara a idéia de que asubmissão que a mulher deve ao marido e o amor que este deve à sua mulher não são atitudes forçadas por leis eregras exteriores, mas é um sentimento de afeição que brota do coração. Grande é esse mistério, que se confunde coma união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.28-33). 3.2. Afeição filial. "Filhos, em tudo obedecei a vossos pais" (v.20). A afeição dos filhos em relação aos pais é defundamental importância para a existência de uma família estável e feliz. Os filhos devem àqueles que os geraram, amais profunda afeição (Pv 6.20-23). 3.3. Afeição paternal. O texto básico indica também que o princípio da afeição deve ser acatado e praticado pelospais em relação aos filhos: "Pais, não irriteis os vossos filhos para que não fiquem desanimados" (v.21). A mesmarecomendação é encontrada em Ef 6.4. Os pais devem ser muito cuidadosos na demonstração da afeição aos filhos. Ossentimentos de rejeição, incompreensão e indiferença sentidos por muitos filhos, têm criado revoltas, complexos eoutros dramas existenciais, desestabilizando vários lares. DISCUSSÃO 1. Quais os principais fatores que hoje provocam a desestabilização da família? 2. No relacionamento familiar, quais são os limites: a) da autoridade do marido; b) da submissão da esposa; c) daobediência dos filhos? 3. Você concorda que dentro de casa a última palavra deve ser sempre do marido?
  • 15. Pag. 1 Curso: Família Saudável FAMÍLIA E IGREJA SALMO 133 Dentre as instituições sociais, a família e a igreja podem ser consideradas indispensáveisdentro da conjuntura social. Ser membro de uma família e ser membro da Igreja de Cristo é algoque deve ser profundamente valorizado e levado a sério. Família e Igreja estão intimamenterelacionadas. É impossível separar a família da Igreja ou esta daquela, sem trazer prejuízos aambas. Família e Igreja é o nosso assunto de hoje. Como tem sido em sua experiência a relaçãoFamília-Igreja? À luz da Bíblia, como deve ser entendida e desenvolvida a integração Família-Igreja? É o que veremos neste estudo. Verifica-se que há uma tendência muito acentuada em se fazer separação entre a família e aigreja. Apesar de serem instituições distintas, é preciso entender que não deve existirdissociação, isto é, separação. Uma instituição está implícita na outra, se interdependem, secompletam. O problema é que hoje a Igreja tem sido concebida por muitas pessoas e famíliasapenas como um local a ser visitado semanalmente (às vezes), tornando-se algo muito distanteda família. Alheias ao dia-a-dia da Igreja, suas dificuldades, propostas e desafios, muitasfamílias valorizam apenas as comemorações e os sacramentos (Santa Ceia e Batismo dascrianças), como se a simples preocupação com esses ritos pudesse garantir a aprovação de Deuse as bênçãos para a família. O descaso para com a Igreja revela descaso para com a família, pois, dispensar o que a Igrejatem a oferecer à família é uma atitude, no mínimo, irresponsável dos que a dirigem. O contráriotambém é verdadeiro: o descaso para com a família é a prova mais concreta do descaso paracom a Igreja, podendo ser considerado até mesmo como sintoma da negação da fé (I Tm 5.8).LIÇÕES PRÁTICAS Conforme o ensino geral da Palavra de Deus, podemos analisar a relação família e igreja daseguinte forma:1. FAMÍLIA E IGREJA: UMA INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA É preciso haver uma perfeita integração entre ambas. Sobre a necessidade desta integraçãopodemos destacar: 1.1. Necessária para adoração (Ef 5.19-21). Adoração pode ser uma experiênciaindividual, mas deve ser também comunitária (Hb 10.25). Congregada com o povo de Deus, afamília tem maiores condições de prestar ao Senhor uma adoração mais profunda, envolvente,criativa e participativa (Cl 3.16). Estando unida à igreja, a família se envolve nas variadasformas de adoração, o que é impossível estando desligada da igreja. 1.2. Necessária para comunhão (Fp 1.27). A vida cristã deve ser marcada não apenas pelaexperiência vertical da comunhão com Deus, mas também pela horizontal: comunhão com osirmãos. Integrada à igreja, a família, usufrui das bênçãos da comunhão cristã e ajuda a promove-la. Os primeiros cristãos perseveraram na comunhão (At 2.42-47). 1.3. Necessária para missão (Hb 10.24,25). A Igreja, como agência do reino de Deus, temuma importante missão a desempenhar, no sentido de proclamar a boa-nova pela implantaçãodos valores do reino. Mas o desempenho desta missão requer a participação da família. Quandoa família se omite, a Igreja não tem como cumprir a sua missão, pois, é formada de famílias. Compreendendo a necessidade desta integração, Josué tomou uma decisão que, ainda hoje,desafia profundamente cada família: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.15).2. FAMÍLIA E IGREJA: UMA INTEGRAÇÃO AGRADÁVEL Há muitas famílias que parecem não ter experimentado ainda esse aspecto do compromissocom a igreja. Esta integração é agradável pelas seguintes razões:
  • 16. Pag. 2 Curso: Família Saudável 2.1. Promove a sociabilidade (SI 133.1). Além de ser uma necessidade, o harmoniosorelacionamento entre família e Igreja torna-se uma experiência por demais agradável. O convitepara ir à casa do Senhor alegrava o salmista Davi (SI 122.1). Igreja e família formam umambiente de sociabilidade que não deve ser trocado por nada (SI 84.1,10). 2.2. Desempenha função terapêutica. A Igreja é uma comunidade terapêutica. Muitasfamílias podem testemunhar a agradável experiência que as envolveu quando se integraram àigreja. Profundo conhecedor desta função terapêutica da Igreja, o apóstolo Paulo escreve aoscristãos de Roma: "se Deus quiser, chegarei aí cheio de alegria e lhes farei uma visita que serámuito agradável para mim" Rm 15.32. BLH 2.3. Atrai a bênção de Deus (SI 133.3). A integração família/igreja é agradável tambémporque atrai sobre si a bênção de Deus. O relato a respeito da igreja do período apostólicocomprova isto (At 4.32-35).3. FAMÍLIA E IGREJA: UMA INTEGRAÇÃO PREJUDICADA Não obstante o aspecto agradável que permeia a integração família/igreja, é precisocompreender que esta integração sofre muitas vezes a interferência de problemas que trazemsérios prejuízos. 3.1. Prejudicada pela alienação. O engajamento e a participação de cada família éindispensável para a igreja. O indiferentismo de muitas famílias acomodadas e desinteressadasem crescer na graça e no conhecimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como igrejas quenão valorizam a família, resulta em enormes prejuízos para ambas. A falta de maturidade cristãe o relaxamento na participação prejudicam tremendamente a integração entre família e igreja(Hb 5.12-14). 3.2. Prejudicada pela incompreensão (I Co 11.17,18). Outro problema que prejudicaprofundamente é a dificuldade nos relacionamentos, sempre motivada por incompreensões. Esseera um dos graves problemas que perturbavam a Igreja de Corinto, como se vê já no início daprimeira carta (I Co 3.3,4). Pessoas e famílias que nutrem contendas e rixas na igreja, desonram o nome de Cristo eprejudicam a integração que deve envolver a todos. 3.3 Prejudicada pela secularização (Rm 12.2). A conformidade a este século tem sido umdos grandes problemas da igreja. Há famílias que estão se conduzindo e dando aos seus filhosuma formação embasada muito mais nos princípios de uma sociedade corrompida e sem Deus,do que nos santos princípios cristãos. Cada família deve considerar os conselhos da Palavra de Deus, apresentados por intermédiodo apóstolo Paulo (Fp 4.7-9). Apesar das ameaças e prejuízos que a igreja e a família às vezes sofrem, alenta-nos saber queesta integração é sempre viável e prossegue vitoriosamente graças à direção divina sobre ambas(SI 127.1; Mt 16.18; Rm 8.31), graças à consagração de muitos, que chegam a se arriscar pelacausa cristã, não medindo esforços (Rm 16.3, 4) e graças aos resultados positivos. Família e igreja são duas instituições coexistentes, inseparáveis e comprovadamente viáveis.DISCUSSÃO 1. O que pode ser feito para melhorar a integração família/igreja? 2. E possível cultivar uma vida cristã autêntica independentemente da igreja? 3. A sua família está integrada à igreja? Por que razão?
  • 17. Pag. 1 Curso Família Saudavel FINANÇAS NA FAMILIA I TIMÓTEO 6.3-10 Uma das questões de maior peso e influência na vida humana é a financeira. Há milênios quepessoas matam por causa do dinheiro; injustiças são cometidas, personalidades são corrompidas, tudopor causa do dinheiro. Ou melhor, pelo "amor do dinheiro", de acordo com a afirmação apostólica (I Tm6.10). Isto tem sido verdade especialmente no Brasil onde, há anos, o povo tem sofrido com uma crisefinanceira, aparentemente insolúvel, devida, entre outros fatores, à ganância e corrupção degovernantes e governados, bem como a péssima distribuição da renda nacional. E neste contexto quefamílias cristãs sofrem, sonham, choram e lutam - e, a Palavra de Deus é e deve ser o guia que orientaas famílias cristãs no trato com os problemas relacionados ao uso do dinheiro. Todos sabem que o sustento digno de uma família é questão muito séria, que deve seradministrada com bons critérios. Muitas famílias sofrem devido a desempregos constantes de um dospais; outras sofrem com membros que, preguiçosamente preferem não trabalhar mas tentam ganhar avida de maneira fácil sem o "suor do rosto", através de loterias e outras formas de jogos de azar. Sãomuitos os problemas que envolvem as questões financeiras de uma família. Cada família deve sabercomo administrar suas finanças. Muito embora a Bíblia não tenha texto específico sobre finanças nafamília, há entretanto, orientações gerais que, se observadas e obedecidas, trarão bênçãos divinas àsfamílias.LIÇÕES PRÁTICAS I Tm 6.3-10 é um dos textos clássicos da Escritura Sagrada a respeito do dinheiro. O apóstoloPaulo escreve ao jovem Timóteo, instruindo-o quanto a vários assuntos, inclusive quanto ao dinheiro eseu uso. Paulo ensina a Timóteo acerca dos perigos envolvidos na tentativa de enriquecimento ilícito.Este texto pode ser aplicado à família cristã; ele sugere que uma boa e correta administração dasfinanças de uma família depende da compreensão e aplicação de alguns pontos. Vejamos:1. A ADMINISTRAÇÃO DAS FINANÇAS NA FAMÍLIA DEPENDE DA COMPREENSÃO DE QUE A VIDA VALEMAIS QUE O DINHEIRO "Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar dele ", diz o v.7.Séculos antes, o livro de Jó expressava a mesma realidade: "Então Jó se levantou... e disse: nu saídoventre da minha mãe, e nu voltarei... " (Jó 1.20, 21). A sabedoria bíblica reconhece que a vida vale maisque o dinheiro. Na sociedade não cristã se pensa o contrário, ou seja, o dinheiro vale mais que a vida.Por isso, pessoas destroem suas próprias vidas e as de seus semelhantes, sacrificam seus valores moraise princípios éticos, tentando obter riquezas, e o que se pensa que o dinheiro pode dar. No entanto, osque assim fazem, não conseguem encontrar na vida felicidade e a realização que desejam. Isto, porqueo não cristão não consegue ver a vida da perspectiva do Reino de Deus. Mas para quem está em Cristo, há sempre a lembrança de que a vida vale mais do que coisas,bens, posses, etc. O próprio Senhor Jesus Cristo disse que o corpo é mais do que o alimento, e a vida émais do que as vestes (Mt 6.25). A família cristã, conscientizada desta verdade bíblica, irá encarar o dinheiro (e por extensão,todas as questões financeiras) como um servo e não como um senhor. Assim, a família cristã nãoviverá em função de obter dinheiro a qualquer preço, custe o que custar. Pelo desconhecimento e/ oudesobediência a este princípio bíblico, famílias sofrem muito, pois ao inverter a ordem natural dascoisas, quebram o que o próprio Deus estabeleceu. Que nenhuma família cristã se esqueça que,conforme a Escritura, a vida vale mais que o dinheiro.2. A ADMINISTRAÇÃO DAS FINANÇAS NA FAMÍLIA DEPENDE DA COMPREENSÃO DE QUE O QUEIMPORTA É O ESSENCIAL, E NÃO O SUPÉRFLUO
  • 18. Pag. 2 Curso Família Saudavel A mensagem do verso 8 é: "...tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes". Esteponto está obrigatória e logicamente ligado ao anterior. A vida vale mais que o dinheiro, mas semdinheiro a vida torna-se difícil. Por isso, o apóstolo Paulo diz que, tendo o básico (sustento e vestuário)devemos estar contentes. O Senhor Jesus Cristo disse que, se buscarmos em primeiro lugar o Reino deDeus e Sua justiça, o básico à manutenção da vida humana será acrescentado (Mt 6.31-33). A epístolaaos Hebreus diz: "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque eletem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (13.5). O orçamento financeiro da família cristã deve incluir despesas com alimentação, vestuário,aluguel (se necessário), despesas com água, luz e telefone (se houver), saúde (médico, dentista,farmácia, etc), educação (livros, material escolar em geral, mensalidades, etc), transportes, lazer - tudoisto é necessário. Deve também prever algum tipo de economia para o futuro, como por exemplo, umacidente com um membro da família; mas antes de tudo isto, há a consagração dos dízimos e ofertas aoSenhor (Ml 3.10) e a ajuda aos materialmente necessitados (conforme Mt 25.31-46; Ef 4.28; Gl 6.10). Vivemos em uma sociedade materialista, que é dominada pela doença do consumismo (que levaas pessoas a comprarem o que não precisam). É preciso fazer ao Senhor a mesma oração feita peloantigo sábio: "Duas cousas te peço... não me dês nem pobreza nem a riqueza: dá-me o pão que me fornecessário... " (Pv 30.7,8). Estejamos contentes com o básico.3. A ADMINISTRAÇÃO DAS FINANÇAS NA FAMÍLIA DEPENDE DA COMPREENSÃO DE QUE A OBTENÇÃODE RIQUEZAS NÃO É O ALVO DO CRISTÃO. "Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada... Porque o amor do dinheiro é a raizde todos os males..." (vv. 9,10). Precisamos de dinheiro para nossa manutenção, mas não colocamos(pelo menos não deveríamos colocar) a obtenção de riquezas como alvo supremo de nossas vidas. Asociedade pecaminosa em que vivemos incentiva as pessoas a colocarem em primeiro lugar em suasvidas a luta por conseguir ganhar cada vez mais dinheiro. Muitos então vivem na filosofia do "quanto mais tem, mais quer". Este vírus, infelizmente temcontaminado muitas famílias. Isto se vê em pais e mães que sacrificam seus momentos de lazer comseus filhos para trabalhar mais e assim ganhar mais dinheiro; em pais que pressionam seus filhos parafazer um determinado curso em uma faculdade, até mesmo contra a vontade dos filhos, só porque estecurso confere mais "status" e salários mais altos a quem o fez; em rapazes e moças que se casamapenas por interesses financeiros, enfim, diversas maneiras que demonstram uma preocupaçãoexcessiva em adquirir riquezas. É estranho que esta preocupação extrema com a vida material, atraente mas inegavelmente anti-bíblica, tem penetrado no meio cristão de tal maneira que, já há até alguns líderes religiosos ensinando"princípios bíblicos" e "orações" para se obter riquezas. Se entendermos corretamente a Bíblia,veremos que isto, na verdade, não tem a menor base escriturística. A família cristã deve usar os recursos financeiros que tem, não importa se poucos ou muitos,para o seu sustento digno, e também para o sustento da obra do Senhor e a ajuda aos necessitados.Assim, não se submeterá ao Senhor tirano e cruel que o dinheiro se torna para muitos, que "ator-menta com muitas dores " (v. 10) aos que o colocam em primeiro lugar em sua lista de prioridades navida.DISCUSSÃO1. Que critérios vão determinar o que é supérfluo e o que é necessário para a manutenção de umafamília?2. Deus tem prometido prosperidade financeira a quem é dizimista fiel? Justifique sua resposta.3. Como entender o comportamento de algumas famílias cristãs que não cumprem corretamente seuscompromissos financeiros?
  • 19. Pag. 1 Curso: A família saudável PERDÃO NA FAMÍLIA LUCAS 15.11-32Como cristãos, cremos que Deus criou a família e a fez para que seja um refúgio de paz, alegria eequilíbrio em meio à angustia, desesperança e confusão da sociedade em que vivemos.Entretanto, há várias ameaças que colocam em risco a harmonia da família. É importante meditarno ensino bíblico a respeito do perdão na família; mais importante ainda é viver este ensino.Muitas vezes acontece, lamentavelmente, de famílias experimentarem brigas edesentendimentos. São conflitos que surgem entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos entre si,que, se não forem tratados a tempo, resultarão em rompimento de relacionamentos, mágoas,frustrações, enfim, fatores que podem destruir uma família. São muitos os casais que sedivorciam, irmãos que não se falam, porque surgiram problemas que não foram solucionados. Asolução é o perdão. Este assunto é de fácil compreensão, mas de difícil execução. Entretanto,pela graça de Deus, vamos não apenas aprender o que a Bíblia diz sobre isso, mas vamos vivereste perdão. Para isso, vamos estudar a conhecida parábola do "Filho Pródigo".LIÇÕES PRÁTICAS1. O PERDÃO É UMA NECESSIDADE NO RELACIONAMENTO FAMILIARNão é novidade para ninguém que toda família tem problemas. A família da parábola contadapelo Senhor não é exceção à regra, e enfrentou problemas seríssimos. Estes problemas foramprovocados pelo filho mais novo, que exigiu de seu pai a sua parte nos bens. É interessanteobservar que o rapaz pediu o que era realmente seu, porém, ele só teria plenos direitos àquelesbens depois da morte de seu pai. O que aquele rapaz cometeu foi uma ofensa terrível, quaseimperdoável, tanto naqueles dias como hoje. Na prática aquele jovem insensato estava dizendoque a vida de seu pai valia menos que riquezas e bens materiais. Esta atitude irrefletida do moçoprovocou decerto profunda mágoa no coração de seu pai; provocou também grande amargura nocoração do irmão mais velho. E, com certeza, ele mesmo ficou frustrado e decepcionado, apósver que o dinheiro não lhe deu a felicidade sonhada e desejada. Devido a um ato impensado,muito sofrimento sobreveio àquelas três vidas. Só uma coisa poderia resolver tão graves pro-blemas: o perdão. Com o perdão a paz voltaria aos corações tristes e angustiados; com o perdão,o que todos os membros daquela família mais desejavam seria obtido. Pois, o que toda famíliaquer é viver em harmonia. Se qualquer fator põe em risco este equilíbrio, o perdão precisa serexercitado para que a harmonia volte a reinar no lar.Por mais graves que possam ser os pecados que os membros da família cometem uns contra osoutros, o perdão continua a ser uma necessidade e, enquanto esta necessidade não for satisfeita, asituação dos envolvidos só irá piorar. A passagem do tempo não é capaz de resolver muitosproblemas que surgem entre parentes - só o perdão é capaz de fazê-lo. Pedir, dar e aceitar operdão é uma necessidade vital para a saúde emocional, espiritual (e até física) de qualquerfamília, seja da Palestina dos dias de Jesus ou do Brasil do nosso tempo.2. O PERDÃO PRODUZ RESTAURAÇÃO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR.Além de ser uma necessidade que precisa ser satisfeita, o perdão produz restauração. Foi o queaconteceu na família retratada no texto básico: a recepção festiva dada pelo pai ao filho maismoço que voltou para casa, indicava claramente que houve perdão; e com o perdão, o ex-
  • 20. Pag. 2 Curso: A família saudávelguardador de porcos foi restaurado à sua posição de filho. Ele queria ser recebido como umsimples empregado, mas a restauração foi completa: seu pai o honrou, dando-lhe um anel,símbolo de sua posição.Sempre que há a prática do perdão, maravilhas acontecem; relacionamentos inter-pessoaisrompidos são restaurados; consciências que se tomaram enfermas pelo peso de pecadoscometidos, são curadas; crises sérias são solucionadas quando há perdão. Isto tudo porque operdão dá a possibilidade de um novo começo, uma nova chance a quem errou. Este perdão édado porque foi recebido de Deus (Cl 3.13). Meditando sobre este assunto, alguém disse que,"perdoar é considerar o outro como se ele não nos tivesse ofendido em nada".A restauração produzida pelo perdão se dá em vários níveis: em nível horizontal, norelacionamento da pessoa ofendida com quem a ofendeu (e vice-versa); em nível vertical, norelacionamento com Deus; e até em um nível interior, no relacionamento da pessoa consigomesma. A convivência familiar é altamente sujeita a problemas graves de relacionamento;entretanto, se o perdão for pedido e for dado, haverá restauração, paz, equilíbrio e cura dememórias feridas.3. O PERDÃO É UM DESAFIO AO RELACIONAMENTO FAMILIAR.O perdão cura, abençoa e restaura. Sendo assim, era de se esperar que este assunto (perdão nosrelacionamentos em geral, mas especificamente em um contexto de família) fosse mais vivido eexecutado no dia-a-dia dos crentes. Entretanto, não é isso que se vê: geralmente, há umaresistência quanto a dar e pedir perdão. Isto porque o perdão é um desafio. A cada vez que nosencontramos em uma situação que exige perdão, somos desafiados: perdoaremos ou não?Pediremos perdão ou não? A tendência natural das pessoas é, devido ao orgulho, não concedernem pedir perdão; mesmo os crentes, enfrentam dificuldade em relação a tão importante questão.Neste caso, aplica-se o que disse o Apóstolo Paulo aos crentes gaiatas: "porque a carne milhacontra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si..." (Gl 5.17).No texto básico, pode-se observar que a parábola não foi concluída por Jesus - não se sabe o queaconteceu com o filho mais velho, que tão indignado ficou com o perdão dado pelo pai ao irmãomais novo e que nem entrou em casa (v.28): ele perdoou seu irmão? Reconciliou-se com ele? Oupermaneceu irredutível em sua recusa de perdoar? Lucas não nos conta o fim da parábola depropósito, pois cada ouvinte e cada leitor do Evangelho a terminará com sua própria vida,perdoando ou recusando-se a perdoar.O perdão é sempre um desafio seríssimo, que deve ser enfrentado com oração e humildadecristãs. E é na vida em família que este desafio se faz mais necessário. Vamos recordar que estedesafio é constante para o cristão, isto é, não há limite para o perdão que deve ser dado. Jesusdisse que devemos perdoar não apenas até sete vezes, mas até setenta vezes sete (Mt 18.21, 22).DISCUSSÃO1. O que dificulta a prática do perdão na família?2. Você acha que em casos de traição conjugal, rejeição de filhos, incestos, etc, é possível aaplicação do perdão? Comente com o grupo.3. "Eu perdôo mas não esqueço" - esta afirmação é biblicamente correta? Justifique sua resposta.
  • 21. Quando os Pais OramTEXTO: 1 Samuel 1.27-28INTRODUÇÃOSempre chamou-me a atenção a importância que a Bíblia dá à influência da oração dos pais sobre a vida dos filhos.Principalmente, porque o próprio Deus, ao estabelecer a Aliança da Graça, revela o seu interesse de abençoar os filhosatravés da instrumentalidade dos pais: "Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca;derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes" (Is 44.3). E um dosmeios de que Deus se utiliza para abençoar os filhos dos crentes é a oração dos pais.O apóstolo Paulo reconhece a influência espiritual dos pais sobre os filhos, quando diz a Timóteo: "Pela recordaçãoque guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, eestou certo de que também, em ti" (2 Tm 1.5).Na lição de hoje, pretendemos destacar o ensino bíblico acerca da influência da oração dos pais sobre a vida dosfilhos.EXPOSIÇÃO1. UMA BASE BÍBLICADeus ao criar o indivíduo, criou também a família (Gn 1.26-27). E assim como o pecado atingiu o indivíduo, afetoutambém a família (Gn 3). Contudo, Deus não revogou a Aliança após o pecado do homem, mas providenciou aRedenção através de Jesus Cristo. Todo Antigo Testamento descreve o processo histórico de preparação dessaredenção até à sua consumação em Jesus Cristo (Gl 4.4). E o alvo de Deus sempre foi abençoar o indivíduojuntamente com a sua família. Deus se compromete, na Aliança da Graça, a abençoar a nossa família (Gn 12.1-3; Gl3.7-9).Vejamos alguns exemplos de homens que intercederam pela sua família:1.1. Noé"Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, apare-lhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem dafé"{Hb 11.7, grifo da citação).1.2. Abrãao"Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho doSenhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito" (Gn18.19, grifo da citação).1.3. Páscoa"Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo acasa dos pais, um cordeiro para cada família. Porque o Senhor passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, osangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o Senhor aquela porta e não permitirá ao Destruidorque entre em vossas casas, para vos ferir" (Êx 12.3,23, grifo da citação).1.4. Pedro"Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos oSenhor, nosso Deus, chamar"(At 2.39, grifo da citação).1.5. Paulo e Silas"Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê noSenhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (At 16.30-31, grifo da citação).Em síntese, há um compromisso de Deus com os pais crentes em abençoar os seus filhos, desde que os pais sejamfiéis a aliança com Deus: "Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não te-mas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo" (Gn26.24, grifo da citação).2. ORANDO PELOS FILHOS
  • 22. Ana, mãe de Samuel, diz: "Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo quetambém o trago como devolvido ao Senhor, por todos os dias que viver; pois do Senhor o pedi. E eles adoraram ali oSenhor" (1 Sm 1.27-28).Nesta declaração, Ana reafirma o que já sabemos: o nascimento de Samuel foi resposta de oração: "por este meninoorava eu". Também, que Samuel não lhe pertencia, tal como nenhum filho é propriedade de pai humano, pois osnossos filhos pertencem a Deus. Então, ela o devolveu a Deus, em cumprimento do seu voto e em atitude deconsagração do seu filho a Deus: pelo que também o trago como devolvido ao Senhor.A atitude de Ana coloca-nos diante de um grande desafio: orar pelos nossos filhos e consagrá-los a Deus. E, quandodevemos orar por eles?  Devemos orar por eles antes mesmo do nascimento, afim de que nasçam com saúde (SI 139.13-16).  Devemos orar pela conversão e o crescimento espiritual dos nossos filhos (Lc 1.66-80).  Devemos orar pelo futuro dos nossos filhos, principalmente quando tiverem que tomar decisões sérias, tais como sobre o estudo, profissão, casamento etc. (Gn 24).  Devemos orar pelos filhos que se acham afastados da comunhão com o Senhor (Tg 5.16-20).  Devemos orar pela família dos nossos filhos e pelos nossos netos (SI 128).CONCLUSÃOQuero concluir esta lição insistindo que devemos orar pelos nossos filhos. Leia com atenção a oração que uma vovófez por sua netinha:"Meu precioso bebê, em celebração à sua chegada eu fiz este presente especial, chamado de manta de oração.Quando se cobrir com ela, saiba que está coberto de oração. Cada ponto representa uma oração feita por você. Aquiestão dez orações minhas por você:1. Como um novelo que se transforma em uma bela manta, Deus tem um belo plano em sua vida. Peço a Deus quevocê o descubra (Jr 1.5).2. Esta manta foi feita por mãos humanas. Mas você foi maravilhosamente formado por mãos divinas. Peço a Deus quevocê saiba o quanto é especial para Ele (SI 139.14).3. Se eu errar um ponto, a manta se desfaz. Porém, Deus tem planos maravilhosos para cada passo de sua vida. Eupeço a Deus que você possa seguir os planos dEle e saber que mesmo quando nós, como família, erramos um pontoou dois, Ele pode nos redimir quando confiamos nEle (Pv 28.13).4. Se eu voltar e consertar um ponto, a manta não ficará defeituosa. Se você voltar e confessar os seus pecados, suavida será santa. Peço a Deus para que você tenha a coragem de confessar os erros para que viva uma vida santa (1Jo 1.9).5. Esta manta tem muitos pontos, mas nada se compara aos pensamentos de Deus para com você. Peço a Deus quevocê se lembre dEle e saiba que Ele se lembra de você (SI 139.17).6. Precisei tecer três fios juntos para fazer, uma manta forte. Serão necessárias três partes (você, sua família e Deus)para que sua vida seja forte. E serão necessárias três pessoas da Trindade para manter sua vida de pé. Peço a Deusque você se apoie nEle e na sua família (Ec 4.12).7. A borda desta manta impede que ela perca o formato. Deus quer colocar algo em volta de você para protegê-lo eesquentá-lo. Peço a Deus que você sempre fique entre os limites que Ele estabeleceu para você (Jó 1.10).8. Minha esperança é que esta manta o conserve quente e seguro. O plano de Deus é muito maior. Ele quer lhe dar umfuturo e uma esperança. Peço a Deus que você sempre ponha sua esperança nEle (Jr 29.11).9. Quando você se cobrir com esta manta, saiba que está coberto de amor e de oração. Deus quer cobri-lo com amordo seu Filho. Peço a Deus que você possa amar a Jesus desde novo (Jo 14.21).10. Embora eu saiba que um dia esta manta não servirá mais para você, eu peço a Deus que você sempre saiba quenecessita dEle (1 Jo 4.15-17).Com amor, Sua vovó. "

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