Metodologias de ea

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Metodologias de ea

  1. 1. PUC Minas - Educação Ambiental <ul><li>Metodologias de Educação Ambiental </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Eugenio B. Leite – 2007 </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  2. 2. Metodologias em Educação Ambiental <ul><li>Planejamento, Processo e Produto ; </li></ul><ul><li>Estudos de Percepção Ambiental ; </li></ul><ul><li>Mobilização Social; </li></ul><ul><li>Agenda 21; </li></ul><ul><li>Interpretação Ambiental; </li></ul><ul><li>Pedagogia de Projeto. </li></ul><ul><li>Pegada Ecológica </li></ul><ul><li>Agroecologia </li></ul><ul><li>Ecopedagocia </li></ul><ul><li>Dinâmica de Grupos </li></ul><ul><li>Diagnóstico para Resolução de Problemas </li></ul><ul><li>Pesquisa ação </li></ul>
  3. 3. Planejamento, Processo e Produto <ul><li>Metodologia baseada em um modelo de avaliação contínua, criada por Susan Jacobson (1991), utilizada e modificada por Suzana Padua (1994, 1997). </li></ul><ul><ul><li>Sua base é avaliar continuamente cada etapa, para que se possam obter indicadores de eficácia ou ineficácia das atividades e das estratégias adotadas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Um dos pontos-chave é pensar em programas de educação ambiental com princípio, meio e fim e implantá-los passo a passo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode ser útil, pois inclui planejamento , processo ou implantação e produto ou resultado, em que se pensa no todo, mas organiza-se por partes. </li></ul></ul>
  4. 4. Planejamento: <ul><ul><li>levantamento de tema, </li></ul></ul><ul><ul><li>problema ou questão; </li></ul></ul><ul><ul><li>identificação dos potenciais locais; </li></ul></ul><ul><ul><li>clarificação dos objetivos; </li></ul></ul><ul><ul><li>identificação do público-alvo; </li></ul></ul><ul><ul><li>levantamento dos recursos disponíveis; </li></ul></ul><ul><ul><li>instrumentos de avaliação </li></ul></ul>
  5. 5. Processo: <ul><ul><li>Criação de atividades e estratégias; </li></ul></ul><ul><ul><li>Levantamento do que já existe; </li></ul></ul><ul><ul><li>Elaboração de um cronograma; </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacitação da Equipe </li></ul></ul>
  6. 6. Produto: <ul><ul><li>Avaliação do Processo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Avaliação dos resultados gerais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Análise de resultados inesperados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Busca de apoio </li></ul></ul><ul><ul><li>Disseminação de resultados </li></ul></ul>
  7. 7. Percepção Ambiental <ul><li>Instrumento de avaliação da realidade ambiental local ou regional; </li></ul><ul><li>Cria momentos para a mobilização social e para a educação ambiental; </li></ul><ul><li>Busca elucidar as relações de causa e efeito, com a finalidade de subsidiar a escolha de soluções para os projetos. </li></ul><ul><li>Deve preceder as intervenções sócios ambientais. </li></ul>
  8. 8. Percepção Ambiental <ul><li>&quot;percepção é tanto a resposta dos sentidos aos estímulos externos, como a atividade proposital, na qual certos fenômenos são claramente registrados, enquanto outros retrocedem para a sombra ou são bloqueados...&quot; (Tuan, 1974). </li></ul>
  9. 9. Topofilia <ul><li>Através dos sentidos que o homem percebe o mundo e cultiva a topofilia, que “é o elo afetivo entre a pessoa e o lugar ou ambiente físico ”, onde a memória cultural e a inteligência emocional se fundem na construção do conviver com o semi-árido (Tuan, 1980:106). </li></ul>
  10. 10. Topofobia <ul><li>conduz a um sentimento de rejeição pela paisagem, pelo espaço vivido; </li></ul><ul><li>&quot;paisagem&quot; é entendido aqui como &quot;reflexo de valores sociais e padrões culturais, como expressão da maneira de viver, como paisagem social e política&quot; . </li></ul><ul><li>Esta abordagem não desconsidera a relação entre o homem e o ambiente natural, mas engloba as &quot;relações do homem com o mundo e do homem com o homem&quot; . </li></ul>
  11. 11. MOBILIZAÇÃO SOCIAL <ul><li>Mobilizar é CONVOCAR VONTADES para atuar na busca de um PROPÓSITO COMUM, sob uma INTERPRETAÇÃO e um SENTIDO também COMPARTILHADOS. </li></ul><ul><li>Propósito Passageiro  Evento/Campanha </li></ul><ul><li>Propósito Continuo  Mobilização (Ato de comunicação/Interpretação e Sentidos) </li></ul><ul><li>A decisão depende essencialmente das pessoas se verem ou não como RESPONSÁVEIS e como CAPAZES de PROVOCAR e CONSTRUIR MUDANÇAS . </li></ul>
  12. 12. CONVIVÊNCIA SOCIAL APRENDIZAGEM CONSTANTE <ul><li>Aprender a não agredir ao semelhante; </li></ul><ul><li>Aprender a comunicar-se: base da auto-afirmação pessoal ou do grupo; </li></ul><ul><li>Aprender a conviver em grupo: base da política e da economia; </li></ul><ul><li>Aprender a cuidar de si: base da saúde e seguridade social; </li></ul><ul><li>Aprender a cuidar do entorno: fundamento da sobrevivência; </li></ul><ul><li>Aprender a valorizar o saber social: base da evolução social e cultural. </li></ul>
  13. 13. Fatores que: imobiliza Mobiliza <ul><li>Cobrança/indução </li></ul><ul><li>Centralização/fragmentação </li></ul><ul><li>Ver para crer </li></ul><ul><li>Distorções na organização social </li></ul><ul><li>Exclusão e Autoridade </li></ul><ul><li>Dependência/ subserviência </li></ul><ul><li>Padronização globalizada; </li></ul><ul><li>Eliminação/ constrangimento </li></ul><ul><li>Frustração/ desapontamento </li></ul><ul><li>Ceticismo e Sonegação da informação </li></ul><ul><li>Passado (espaço temporal) </li></ul><ul><li>Responsabilidade; Adesão/rejeição </li></ul><ul><li>esse filme eu já vi”; </li></ul><ul><li>Fracasso </li></ul><ul><li>Indefinição/medo; Postura pacata </li></ul><ul><li>Acomodação; Isolamento </li></ul><ul><li>“ um pé atrás” e Prepotência </li></ul><ul><li>·      </li></ul><ul><li>Crença </li></ul><ul><li>Circulação de informação </li></ul><ul><li>Futuro (espaço temporal) </li></ul><ul><li>Oportunidade </li></ul><ul><li>Participação (traço cultural) </li></ul><ul><li>Novos atores/novos autores </li></ul><ul><li>Sucesso </li></ul><ul><li>Segurança </li></ul><ul><li>Aflição </li></ul><ul><li>Indignação </li></ul><ul><li>Solidariedade </li></ul><ul><li>Audácia </li></ul><ul><li>Humildade </li></ul><ul><li>Criatividade </li></ul>
  14. 14. DIMENSÕES/ATORES: Para Estrutura um Projeto de Mobilização <ul><ul><li>REEDITOR SOCIAL: Capacidade de READEQUAR mensagens, de acordo com circunstâncias e propósitos, com credibilidade e legitimidade. Reconhecimento Social </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>REEDITOR  interpreta e amplia. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>MULTIPLICADOR  mais fiel ao conteúdo (reproduz); </li></ul></ul><ul><ul><li>PRODUTOR SOCIAL: Cria condições econômicas e institucionais. Viabiliza o movimento. Legitimidade política e social </li></ul></ul><ul><ul><li>EDITOR : Pessoa ou instituição profissional de algum tipo de Comunicação. </li></ul></ul>
  15. 15. Agenda 21 Eugenio Batista Leite PUC Minas Educação Ambiental
  16. 16. Agenda 21 Local <ul><li>O que é? e/ou O que fazer? </li></ul><ul><li>Qual o significado? ou Para que fazer? </li></ul><ul><ul><li>O que queremos? </li></ul></ul><ul><li>Definição de público alvo- Área de atuação </li></ul><ul><ul><li>Aonde fazer? </li></ul></ul>
  17. 17. Agenda 21 <ul><li>Passo1: Mobilizar para Sensibilizar Governo e Sociedade; </li></ul><ul><li>Passo 2 : Criar o Fórum da Agenda 21 Local; </li></ul><ul><li>Passo 3: Elaborar o Diagnóstico Participativo </li></ul><ul><ul><li>Como fazer o Diagnóstico Sócio Ambiental Participativo? </li></ul></ul><ul><li>Passo 4 : Elaborar Plano Local de Desenvolvimento Sustentável; </li></ul><ul><li>5º Passo: Implementar o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável; </li></ul><ul><li>6º Passo: Monitorar e Avaliar o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável. </li></ul>
  18. 18. Interpretação ambiental <ul><li>Instrumento que pode contribuir para a melhoria da conservação dos recursos ambientais de uma Unidade de Conservação e/ou Ecossistemas urbanos: </li></ul><ul><ul><li>“ Uma atividade educativa, que se propõe revelar significados e inter-relações por meio do uso de objetos originais, do contato direto com o recurso e de meios ilustrativos, em vez de simplesmente comunicar informação literal” ( Freman Tilden, 1957 ) </li></ul></ul>
  19. 19. Princípios básicos– Tilden, 1957 <ul><li>Qualquer interpretação que não relaciona, de alguma forma, o que se está exibindo, ou descrevendo, </li></ul><ul><ul><li>Atividade desta forma será estéril; </li></ul></ul><ul><li>A informação, como tal, não é interpretação. </li></ul><ul><ul><li>a interpretação utiliza revelações baseados em informação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Toda interpretação, portanto, inclui informação. </li></ul></ul><ul><ul><li>não significa que só informação seja interpretação; </li></ul></ul><ul><li>é uma arte que combina muitas outras artes: </li></ul><ul><ul><li>independentemente dos materiais apresentados serem científicos, históricos ou arquitetônicos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Como arte, é possível, de alguma forma, ser ensinada; </li></ul></ul>
  20. 20. Príncipios básicos– Tilden, 1957 <ul><li>O propósito principal da interpretação é o não a instrução (o ensino): </li></ul><ul><ul><li>Provocação - estimular a curiosidade e o interesse do visitante; </li></ul></ul><ul><li>A interpretação dirigida às crianças não deve ser um desmembramento da apresentação para adultos, mas, sim, ter uma abordagem fundamentalmetne diferente. </li></ul><ul><ul><li>Neste caso, o melhor é dispor de programas separados e específicos; </li></ul></ul><ul><li>A interpretação deve apresentar os fatos na sua totalidade, evitando a fragmentação. </li></ul><ul><ul><li>não devem ser tratados de uma forma isolada e sem suas respectivas inter-relações no contexto. </li></ul></ul>
  21. 21. Pedagogia de Projetos <ul><li>Latim projectus: </li></ul><ul><ul><li>ação de lançar para frente, de se estender, extensão.. </li></ul></ul><ul><ul><li>Idéia, desejo, intenção de fazer ou realizar (algo), no futuro, plano... </li></ul></ul><ul><ul><li>intenção - propósito, objetivo,o problema a resolver; esquema - design; </li></ul></ul><ul><ul><li>metodologia - planos, procedimentos, estratégias, desenvolvimento. </li></ul></ul>
  22. 22. Trabalhar com projetos: <ul><li>atender às demandas da sociedade; </li></ul><ul><li>considerar as expectativas, potencialidades e necessidades dos participantes; </li></ul><ul><li>criar espaço para que executores do projeto e comunidade tenham autonomia para desenvolver o processo de aprendizagem de forma cooperativa, com trocas recíprocas, solidariedade e liberdade responsável: </li></ul><ul><ul><li>Exercício da criatividade – ruptura com o paradigma do controle </li></ul></ul>
  23. 23. Trabalhar com projetos deve tornar a comunidade capaz de: <ul><li>desenvolver as capacidades de trabalhar em equipe, tomar decisões, comunicar-se com desenvoltura, formular e resolver problemas relacionados com situações contextuais; </li></ul><ul><li>desenvolver a habilidade de aprender a aprender; </li></ul><ul><li>incorporar as novas tecnologias não apenas para expandir o acesso à informação atualizada, mas principalmente para promover uma nova cultura do aprendizado; </li></ul>
  24. 24. Ativação da aprendizagem <ul><li>Trabalhar consigo mesmo a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar; </li></ul><ul><li>Desenvolver um clima de respeito e de auto-respeito, o que significa: </li></ul><ul><ul><li>estimular a livre expressão de cada um sobre sua forma diferente de apreender o mundo; </li></ul></ul><ul><ul><li>promover a definição compartilhada de parâmetros nas relações, e de regras para atendimento desses parâmetros, que considerem a beleza da convivência com as diferenças; </li></ul></ul><ul><ul><li>despertar a tomada de consciência pela iniciativa de avaliar individualmente, e em grupos, seus próprios atos e os resultados desses atos; </li></ul></ul>
  25. 25. Trabalhar por projeto: <ul><li>Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos; </li></ul><ul><li>Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada. </li></ul>
  26. 26. Projetos em EA <ul><li>Perspectiva Economicista - privilegia o livre mercado como mecanismo para internalizar as externalidades ambientais e para valorizar a natureza, recodificando a ordem da vida e da cultura em termos de um capital natural e humano. </li></ul><ul><li>Perspectiva Tecnicista – destacam a desmaterialização da produção, a reciclagem dos dejetos e as tecnologias limpas. </li></ul><ul><li>Perspectiva Ética – as mudanças nos valores e nos comportamentos dos indivíduos aparecem como princípio fundamental para alcançar a sustentabilidade. </li></ul>
  27. 27. Projetos em EA <ul><li>Temas adequados as instituições e legislação: </li></ul><ul><ul><li>Trabalhados de forma interdisciplinar e ou intersetorial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Integrados ao ambiente local e regional; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ênfase na problemática mais próxima; </li></ul></ul><ul><ul><li>Valorizando os recursos locais e de baixo custo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Incorporar as temáticas da cultura e da natureza local e regional . </li></ul></ul>
  28. 28. Projetos em EA <ul><li>Possibilitar leitura integrada da realidade; </li></ul><ul><li>Valorizar o conhecimento do aprendiz, para formar sujeitos participativos; </li></ul><ul><li>Aproximar o aprendiz do objeto de estudo com ações dinâmicas, saindo da sala-de-aula e/ou local de trabalho para as áreas/setores vizinhas; </li></ul><ul><li>Vincular o conhecimento científico à realidade cotidiana; </li></ul><ul><li>Formular instrumentos para atuar na realidade cotidiana do aprendiz, vinculando o local ao país e ao planeta. </li></ul>
  29. 29. Pegada ecológica Eugenio b. leite
  30. 32. Indice de sustentabilidade Mathis Wackernagel e William Rees (1996) <ul><li>Pode ser calculado para um único individuo até para a população mundial: </li></ul><ul><ul><li>Terminologia: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>a) Biocapacidade : Consiste na produção biológica de uma determinada área. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>b) Capacidade de carga : É a população máxima de certa espécie que um habitat (o território) pode suportar, sem que sua produtividade seja irremediavelmente rachada. </li></ul></ul></ul>
  31. 33. Pegada Ecológica <ul><li>Constitui uma forma de medir o impacto humano na Terra . Este conceito, desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth” (1996). </li></ul><ul><ul><li>contrasta o consumo dos recursos pelas atividades humanas com a capacidade de suporte da natureza e mostra se seus impactos no ambiente global são sustentáveis à longo prazo. </li></ul></ul><ul><ul><li>exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população; </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode ser calculada para um indivíduo, uma comunidade, um país, ou mesmo para a população mundial; </li></ul></ul>
  32. 34. Pegada Ecológica <ul><ul><li>avalia a extensão com que uma dada população se apropria do espaço biologicamente produtivo; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Uma vez que as pessoas usam recursos de todas as partes do mundo, e afetam locais cada vez mais distantes com os seus resíduos, esse espaço é, geralmente, o somatório de uma série de pequenas áreas distribuídas por todo o planeta que, na sua totalidade, tem vindo a aumentar. É um indicador simples da pressão exercida sobre o ambiente. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Representa a quantidade de hectares necessários para sustentar a vida de cada pessoa no mundo. </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>A média é 2,2 hectares, mas o espaço disponível para regeneração (“biocapacidade”) é de apenas 1,8 hectare. </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex.: Estados Unidos - 9,6; Reino Unido - 5,6; Japão - 4,4; Brasil - 2,1; Índia - 0,8. Os três primeiros são devedores; os últimos, credores - usam menos do que a média </li></ul></ul></ul></ul>
  33. 35. O fundo Mundial para a Natureza (WWF) publicou em 2006 o relatório “Planeta Vivo” www.footprintnetwork.org/overshoot , <ul><ul><li>por volta de 1980, a pegada total humana atingiu o ponto limítrofe da capacidade ecológica do planeta, o que significava que, até esse período, um planeta era suficiente. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>No entanto, em 1999, era necessário 1,2 planeta a fim de suportar as atividades antrópicas. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>a pegada mundial, em 1999, era de 2,29 hectares globais por pessoa (sem considerar a porcentagem à proteção da diversidade),enquanto a biocapacidade global por pessoa era de 1,90 hectare, o que resultava num déficit de 20%. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em síntese: a humanidade já retirada da terra 25% mais recursos do que a biosfera pode reciclar. </li></ul></ul></ul>
  34. 36. CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS ECOLÓGICOS <ul><li>TERRA DE PASTAGEM ( GRAZING LAND ) </li></ul><ul><ul><li>São as que se destinam à criação de gado de corte e de leite. Neste item, estão relacionados os produtos derivados do leite e da carne, além da lã. </li></ul></ul><ul><ul><li>No mundo, cerca de 3,4 bilhões de hectares são classificados como sendo de pastagem permanente, que divididos pela população mundial, temos aproximadamente 0.6 hectare per capita. </li></ul></ul><ul><ul><li>A pegada dessas áreas de pastagem, de acordo com o WWF (op. cit) foi de 0,41 para 0,73 bilhão de hectare global no período de 1960-2000, ou seja, uma pegada 80% maior. </li></ul></ul>
  35. 37. CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS ECOLÓGICOS <ul><li>TERRA DE FLORESTA ( HARVESTING TIMBER ) </li></ul><ul><ul><li>São as áreas de florestas naturais ou plantadas para a produção de fibras, madeira e combustíveis. Asseguram outros tipos de funções, como a estabilidade do clima, previnemerosões, mantêm os ciclos hidrológicos e, se forem bem manejadas, protegem a biodiversidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Segundo o WWF a pegada ecológica dessas áreas aumentou mais de 50% num período de 30 anos (1960-2000), de 1,03 para 1,63 bilhão de hectare global. </li></ul></ul><ul><li>TERRA DE CULTIVO ( GROWING CROPS ) </li></ul><ul><ul><li>São as terras aráveis para o cultivo de alimento e ração de animais. De acordo com a FAO (1997) essas áreas ocupam cerca de 1,5 bilhão de hectare no mundo, e são as áreas mais férteis podendo cultivar a maior quantidade de biomassa vegetal. </li></ul></ul><ul><ul><li>Segundo o WWF (2002), a pegada ecológica de terras de cultivo aumentou de 2,89 em 1960 para 3,14 bilhões de hectares globais em 2000. </li></ul></ul>
  36. 38. CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS ECOLÓGICOS <ul><li>ÁREAS BIOPRODUTIVA DE MAR ( CATCHING FISH ) </li></ul><ul><ul><li>São destinadas à pesca e, para isso, é preciso áreas produtivas de mar. </li></ul></ul><ul><ul><li>De acordo com o WWF a pegada ecológica de áreas de mar em 2000 era de 0,82 bilhão de hectare global comparado com 0,31 em 1960, um aumento da pegada em mais de 150%. </li></ul></ul><ul><li>TERRAS DE ENERGIA ( CO2 ABSORPTION ) </li></ul><ul><ul><li>São áreas fictícias em que se calcula a pegada do CO2, estimando-se a área biologicamente produtiva necessária para seqüestrar as emissões de carbono suficiente para evitar um aumento deste na atmosfera. </li></ul></ul><ul><ul><li>Dados do WWF revelam que há 3,8 bilhões de hectares desse tipo no mundo. </li></ul></ul><ul><ul><li>A energia nuclear também está incluída nessa categoria. Para simplificar, calcula dados da energia termo fóssil. Segundo o WWF (op. cit) a pegada ecológica de hectares globais em 1960, e de 6,72 bilhões um aumento de mais de 150% em 30 anos. </li></ul></ul>
  37. 39. Calcule a sua pegada ecológica <ul><li>Preenchem o questionário que está no sitio http://www.earthday.net/footprint/info.asp ou http://www.pegadaecologica.siteonline.com.br , para conhecer o seu impacto. </li></ul><ul><li>Este teste calcula a sua Pegada Ecológica fazendo uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz </li></ul>
  38. 40. Agroecologia Eugenio B. Leite PUC Minas – Educação Ambiental – setembro 2007
  39. 41. AGROECOLOGIA – Ciência e Filosofia de vida <ul><li>Insustentabilidade e agroecologia: </li></ul><ul><ul><li>“ Há um interesse geral em reintegrar uma racionalidade ecológica à produção agrícola, e em fazer ajustes mais abrangentes na agricultura convencional, para torná-la ambiental, social e economicamente viável e compatível” (Altieri, 2000). </li></ul></ul><ul><ul><li>“ O conhecimento local dos agricultores sobre o ambiente, plantas, solos e processos ecológicos possui uma grande importância nesse novo paradigma agroecológico” (Altieri 2000). </li></ul></ul>
  40. 42. Relação histórica do ser humano e do planeta <ul><ul><li>Uso do fogo e da pedra: 50.000 anos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Primeira revolução do homem: nascimento da agricultura: 10:000 anos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Técnicas mais avançadas na agricultura: 6.000 a 2.000 anos – civilizações antigas: china, egito, grecia, roma; astecas; incas e maias..; </li></ul></ul><ul><ul><li>Conceito de agroecologia: 80 anos - KLAGES, 1928.PAPADAKIS, 1938. AZZI, 1956.WILSIE,1962. TISCHLER, 1965.CHANG,1968. NETTING, 1974.VAN DYNE, 1969. LOUCKS, 1977.DALTON,1985. </li></ul></ul><ul><ul><li>Revolução verde: 60 anos – uso de agroquimicos e maquinaria; </li></ul></ul><ul><ul><li>Revolução bioteccnológica na agricultura: manipulação genética de organismos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Futuro: revolução agroecológica </li></ul></ul>
  41. 43. Paradigma agroecológico: <ul><ul><li>Cosmo visão holística: o todo é mais que a soma das partes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Definição de Agroecologia: Ciência que estuda as relações dos sistemas silvoagropecuarios com o meio ambiente, incorporando aspectos sociais, econômicos e culturais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Principais escolas: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agricultura biológica dinâmica ou Biodinâmica - RUDOLF STEINER. 1920; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agricultura permanente ou permacultura MASANOBU FUKUOKA. 1950; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agricultura orgânica - CHARLES HOWARD.1960 </li></ul></ul></ul>
  42. 44. Princípios da Agroecologia <ul><li>Conservação do meio ambiente; </li></ul><ul><li>Uso de sementes locais e provinientes de entidades orgânicas certifificados; </li></ul><ul><li>Autoregulação de prgas e enfermidades. Uso de biopesticidas, controle biológico e resistencia natural de plantas e animais; </li></ul><ul><li>Incrementar os ciclos fechados de energia dentro de predios; </li></ul><ul><li>Uso de fertilizantes e adubos orgânicos; </li></ul>
  43. 45. Benefícios da agroecologia <ul><li>Resgate de banco de germoplasmas locais: Resistência, adaptabilidade, resgate de genes; </li></ul><ul><li>Recursos naturais locais:Recuperação de biodiversidade; cooredores ecológicos; energia solcar, barro (adobe); </li></ul><ul><li>Manejo de energia: economia e liberdade; </li></ul><ul><li>Reciclagem de materia orgânica: para fabricação de compostos e humos (resíduos vegetais, pastos, resíduos de poda); </li></ul><ul><li>Conservação, depuração e não contaminação de água solo e ar </li></ul><ul><li>Manejo sustentavel dos recuros: </li></ul><ul><ul><li>Solo: recuperação de macro e microorganismos do solo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Água: economia de 60% </li></ul></ul>
  44. 46. Porque Agroecologia? <ul><li>Pequenos produtores – </li></ul><ul><ul><li>Sua importância como mantenedores de ecossistemas e qualidade ambiental, além de fornecedores estratégicos de alimentos em nível regional, é praticamente ignorada nos âmbitos sociais e econômicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>grande parte dos agricultores foi sujeita às alterações tecnológicas da Revolução Verde, por meio do modelo industrial-produtivista de apropriação da natureza, que tem acelerado a degradação ambiental e social do espaço rural tornando-o insustentável; </li></ul></ul><ul><ul><li>Agricultura intensiva moderna envolve um grande fluxo de combustível e maquinaria elétrica para produzir todos os bens e serviços, assim como para o processamento e transporte de produtos (ODUM et al., 1987) . </li></ul></ul><ul><ul><li>No entanto, na última década, por exemplo, todos os países nos quais práticas de Revolução Verde foram adotadas em larga escala experimentaram declínios na taxa de crescimento anual do setor agrícola . </li></ul></ul>
  45. 47. Mobilização Social e Agroecologia <ul><li>Construção de indicadores para avaliação da sustentabilidade de áreas agrícolas em pequenas comunidades; </li></ul><ul><li>O objetivo é mobilizar comunidades para definir problemas prioritários e oportunidades, preparando planos específicos de intervenção nos locais escolhidos (Altieri, 2000). </li></ul>
  46. 48. Indicadores de sustentabilidade <ul><li>INDICADORES são instrumentos que permitem mensurar as modificações nas características de um sistema- e que permitem avaliar a sustentabilidade nos diferentes sistemas. </li></ul><ul><ul><li>Características importantes para os indicadores : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>ser significativo para avaliação do sistema ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ter validade, objetividade e consistência ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ter coerência e ser sensível à mudança no tempo e no sistema ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ser centrado em aspectos práticos ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>permitir enfoque integrado r - vários aspectos do sistema; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ser de fácil mensuração ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>permitir ampla participação dos atores envolvidos em sua definição; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>permitir a relação com outros indicadores, facilitando a interação entre eles. </li></ul></ul></ul>
  47. 49. Bibliografia <ul><li>Altieri, Miguel A. Biotecnologia, mitos, riscos ambientais e alternativas. EDIÇÃO ESPECIAL, PREPARADA PELA ASCAR-EMATER/RS Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Junho de 2002. </li></ul><ul><li>Jardín y Huerto Biológicos . Marie Luise Kreuter. Ediciones Mundi Prensa </li></ul><ul><li>La Revolución de una Brizna de Paja . Masanobu Fukuoka. Ediciones CETAL </li></ul><ul><li>Curso de Agricultura Biológico Dinámica . Rudolf Steiner. Editorial Rudolf Steiner </li></ul><ul><li>El Huerto Familiar Urbano , CET Ediciones CETAL </li></ul><ul><li>Huerto Jardín . Walter Rathgeb. Editorial Universitaria </li></ul><ul><li>Ecología y Humanidad. Francisco Saiz.Ediciones Universitarias de Valparaíso. </li></ul>
  48. 50. Ecopedagogia ou Pedagogia da Terra
  49. 51. Ecopedagogia ou Pedagogia da Terra <ul><li>Perspectiva educacional; </li></ul><ul><ul><li>Revisão currículos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Formação de professores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Inter e transdisciplinaridade. </li></ul></ul><ul><li>Trata de aproveitar a relação com o meio ambiente para o fundamento de um atuar significativo e responsável </li></ul><ul><li>Visão muito abrangente – holística </li></ul><ul><li>Coloca o conflito de que os currículos devem passar pelo M.A. e pela ecologia </li></ul>
  50. 52. Ecopedagogia <ul><li>Enfoque educativo: </li></ul><ul><ul><li>Cognitivo (aprender com a natureza) </li></ul></ul><ul><ul><li>Experencial (viver na natureza e aprender com ela) </li></ul></ul><ul><ul><li>Afetivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Espiritual ou artístico (associando a criatividade humana à natureza) </li></ul></ul>
  51. 53. Características (ou “chaves pedagógicas”) da ecopedagogia para a sustentatibilidade: formação do cidadão ambietnal - Pedagogia para el Desarrollo Sostenible (1994), Francisco Gutiérrez <ul><li>Promoção da vida para desenvolver o sentido da existência ; </li></ul><ul><li>Equilíbrio dinâmico para desenvolver a sensibilidade social . </li></ul><ul><li>Congruência harmônica que desenvolve a ternura e o estranhamento </li></ul><ul><ul><li>“ assombro”, capacidade de deslumbramento: que significa sentir-nos como mais um ser -embora privilegiado- do planeta, convivendo com outros seres animados e inanimados </li></ul></ul>
  52. 54. Características (ou “chaves pedagógicas”) da ecopedagogia para a sustentabilidade: formação do cidadão ambiental IN: Pedagogia para el Desarrollo Sostenible (1994), Francisco Gutiérrez <ul><li>Ética integral, isto é, um conjunto de valores -consciência ecológica: </li></ul><ul><ul><li>que dá sentido ao equilíbrio dinâmico e à congruência harmônica e que desenvolve acapacidade de auto-realização . </li></ul></ul><ul><li>Racionalidade intuitiva que desenvolve a capacidade de atuar como um ser humano integral . </li></ul><ul><li>Consciência planetária que desenvolve a solidariedade planetária . </li></ul>
  53. 55. Educação Ambiental Dinâmica de Grupos Eugenio B. Leite julho 2006
  54. 56. Dinâmica de Grupos <ul><li>“ Os novos tempos exigem mudanças, que só serão alcançadas através do comprometimento e energia que levam à ação. Para isso precisamos de pessoas mais ativas, capazes de transformar a sim mesmas e a realidade, usando a força grupal para construírem os seus caminhos ” (Maria Carmem Tatagiba) </li></ul>
  55. 57. Dinâmica de grupos <ul><li>A dinâmica de grupos é um processo cujo caminho necessita de um bom relacionamento, facilitando a integração, permitindo a troca, aprendendo e aceitando as diferenças e possibilitando o desenvolvimento das pessoas. </li></ul><ul><li>“ A técnica deve ter o seu momento de entrada, onde se deseja alcançar um objetivo, que em primeira instância deve ser a necessidade do grupo, e nunca a necessidade do facilitador” Áurea Castilho. </li></ul>
  56. 58. Dinâmicas de grupo <ul><li>Oficinas </li></ul><ul><li>Representações de papeis </li></ul><ul><li>Audiência Pública Simulada </li></ul><ul><li>Método Vivencial em Excursões Ecológicas </li></ul>
  57. 59. Método Vivencial em Excursões Ecológicas <ul><li>propiciar o contato e a vivência dos alunos com os elementos da natureza; </li></ul><ul><li>demonstrar a relação de dependência entre os recursos naturais e os seres vivos, enfatizando os ciclos, as interações e a participação do ser humano na vida como um todo; </li></ul><ul><li>possibilitar a integração e cooperação entre alunos, pais e professores em um ambiente extra-classe; </li></ul><ul><li>criar uma relação afetiva dos jovens com as unidades de conservação, levando-os a amar, respeitar e preservar o meio ambiente no presente e no futuro; </li></ul><ul><li>estimular o exercício da cidadania, mediante atitudes práticas em defesa do meio ambiente. </li></ul>
  58. 60. Diagnóstico para Resolução de Problemas Eugenio B. Leite PUC Minas 207
  59. 61. Diagnóstico para Resolução de Problemas <ul><li>É um método centrado na resolução de problemas. </li></ul><ul><li>Trabalha a realidade local, tendo por base o conhecimento que os participantes têm (ou adquirem) da realidade onde estão inseridos. </li></ul><ul><li>No processo de diagnóstico, as pessoas envolvidas são chamadas a opinar sobre os problemas locais e apresentar/pesquisar sugestões sobre possíveis soluções </li></ul>
  60. 62. Diagnóstico para Resolução de Problemas <ul><li>O método auxilia no processo de identificação de pontos que precisam ser mais trabalhados, dos conhecimentos que faltam e das informações que precisam ser buscadas. </li></ul><ul><li>O grupo é estimulado a procurar informações via revisão de literatura, pesquisa em documentos nos arquivos municipais, entrevistas com pessoas do bairro, do município, técnicos e autoridades. </li></ul><ul><li>Assim, tanto o diagnóstico dos problemas quanto as soluções propostas são parte de um processo coletivo de construção do conhecimento da realidade local. </li></ul>
  61. 63. O método pode ser dividido em 13 etapas (adaptado de Carvalho, 1998): <ul><li>1 - Planejamento geral da ação </li></ul><ul><li>2 - Avaliação do grau de percepção dos participantes quanto aos problemas ambientais locais </li></ul><ul><li>3 - Diagnóstico </li></ul><ul><li>4 - Listagem dos problemas identificados </li></ul><ul><li>5 - Definição de critérios para seleção da situação problema a ser trabalhada </li></ul><ul><li>6 - Escolha do problema </li></ul><ul><li>7 - Busca de informações </li></ul><ul><li>8 - Contextualização do problema </li></ul><ul><li>9 - Continuação da pesquisa </li></ul><ul><li>10-Exame das possíveis soluções </li></ul><ul><li>11-Definição de critérios para a escolha das soluções a serem implantadas </li></ul><ul><li>12-Elaboração de um plano de ação/ implementação das ações </li></ul><ul><li>13-Avaliação do processo de desenvolvimento das ações e dos resultados obtidos </li></ul>
  62. 64. Pesquisa ação PUC Minas Educação Ambiental Eugenio B. Leite 2007
  63. 65. Pesquisa ação <ul><li>REQUER UMA TEORIA DE ESCUTA SENSÍVEL (Barbier, 97) E REVELA SER UM MÉTODO APROPRIADO PARA CO-PRODUZIR CONHECIMENTO NUMA ABORDAGEM TRANSVERSAL. </li></ul><ul><li>pesquisador aceita o paradigma da complexidade: </li></ul><ul><ul><li>com uma visão sistêmica aberta, </li></ul></ul><ul><ul><li>combinando a organização, a informação, a energia, as fontes, os produtos, os fluxos do sistema sem fechar-se numa clausura. </li></ul></ul><ul><ul><li>A pesquisa-ação adota a noção de escuta sensível, que se apoia na empatia. </li></ul></ul><ul><li>O pesquisador deve sentir o universo afetivo, imaginário e cognitivo do outro para compreender do interior, as atitudes e os comportamentos, o sistema de idéias, de valores, de símbolos e de mitos. </li></ul><ul><li>Reconhece a aceitação incondicional do outro. </li></ul><ul><ul><li>Não julga, não mede, não compara. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ela Compreende, sem aderir às opiniões ou se identificar com o outro. </li></ul></ul><ul><ul><li>Reconhece a legitimidade do outro. </li></ul></ul>
  64. 66. PESQUISA-AÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL <ul><li>OLHAR SOBRE A REALIDADE (AMBIENTE DE VIDA); </li></ul><ul><li>ENXERGAR O AMBIENTE COM OS OLHOS DE TODOS OS SUJEITOS E PARA TODOS OS LADOS. </li></ul><ul><li>AS PRIORIDADES PRECISAM SER DEFINIDAS EM CONJUNTO E A RESPONSABILIDADE DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO; </li></ul><ul><li>COMPARTILHADA POR TODOS; </li></ul><ul><li>A PROPOSTA DE EA DEVE SE ADEQUAR A REALIDADE VIVENCIADA E NÃO DESVINCULADA DELA. </li></ul>
  65. 67. Pesquisa ação <ul><li>PESQUISADORES E PESQUISADOS EXERCEM PAPEL RELEVANTE </li></ul><ul><ul><li>SERES ATIVOS E PARTICIPANTES NO PROCESSO DE MUDANÇA DE PERCEPÇÃO E NA ATITUDE DAS PESSOAS; </li></ul></ul><ul><li>PESQUISA-AÇÃO É UMA DAS ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL </li></ul><ul><ul><li>POIS CONSISTE EM GERAR NA COMUNIDADE UM PROCESSO DE AUTO-DIAGNÓSTICO E AUTO-TRANSFORMAÇÃO </li></ul></ul>
  66. 68. METODOLOGIA <ul><li>ADOÇÃO DA PESQUISA-AÇÃO </li></ul><ul><ul><li>Estratégia metodológica da pesquisa social baseada na relação de diálogo entre o saber científico e o saber popular na produção de um novo conhecimento. </li></ul></ul><ul><ul><li>Permite a ação e solução de problemas coletivos, no qual pesquisador e pesquisados representativos da situação estão envolvidos de modo cooperativo e participativo </li></ul></ul><ul><li>PRÁTICA CONTEXTUALIZADA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARTICIPATIVA: </li></ul><ul><ul><li>Promove na comunidade um processo de auto-diagnóstico e auto-transformação na busca da conscientização dos problemas socio ambientais vivenciados, de suas causas e soluções para as necessárias mudanças </li></ul></ul>
  67. 69. Fases da pesquisa ação <ul><li>1ª fase: </li></ul><ul><ul><li>CONHECIMENTO DA REALIDADE DA COMUNIDADE ENVOLVIDA </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inserção do Pesquisador </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>H istória de ocup ação </li></ul></ul></ul><ul><li>  2ª fase: </li></ul><ul><ul><li>REARTICULAÇÃO DA PRÁTICA DE PESQUISA À TEORIA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL </li></ul></ul><ul><li>  3ª fase: </li></ul><ul><ul><li>DIAGNÓSTICO DO AMBIENTE DE VIDA </li></ul></ul><ul><li>  4ª fase: </li></ul><ul><ul><li>PLANEJAMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES </li></ul></ul><ul><li>  5ª fase: </li></ul><ul><ul><li>AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS VIVENCIADAS </li></ul></ul><ul><li>  6ª fase: </li></ul><ul><ul><li>SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA </li></ul></ul>
  68. 70. CONHECENDO A REALIDADE DA COMUNIDADE ENVOLVIDA - Inserção dos técnicos <ul><li>Momento onde se estabelece o compromisso entre sujeito-sujeito, de convivência e do estabelecimento de laços orgânicos com a comunidade de forma participativa </li></ul><ul><li>É uma condição prévia indispensável para o desenrolar de todas as fases da pesquisa </li></ul><ul><li>Implica em participar da vida da comunidade estabelecendo vínculos de afinidade e de confiança mútua </li></ul><ul><li>Postura técnica de respeito ao saber popular, das suas aspirações de vida, seus sonhos, suas utopias – condição essencial para que a comunidade se torne aliada do projeto. </li></ul>
  69. 71. PROCESSO DE INTEGRAÇÃO COM A COMUNIDADE <ul><li>Apresentação do projeto à comunidade: </li></ul><ul><ul><li>organizações sociais - para discussão e viabilidade de execução do estudo </li></ul></ul><ul><li>Visitas periódicas à área e conversas informais; </li></ul><ul><li>Atitude de ouvir e escutar o que as pessoas t êm para dizer, </li></ul><ul><ul><li>estimulando-as: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>a falar sobre a sua vida, seus problemas, suas angústias e seus desafios, partindo sempre da realidade concreta tal como a comunidade a vive e sente. </li></ul></ul></ul><ul><li>Conhecer as percepções das pessoas envolvidas sobre seu ambiente de vida e sobre algumas ações possíveis a serem realizadas </li></ul>
  70. 72. PLANEJANDO E IMPLEMENTANDO AS AÇÕES <ul><li>Elaboração do plano a partir das ações e soluções para cada problema identificado como prioritário </li></ul><ul><li>Respeitando a sabedoria popular e incentivando a discussão coletiva dos problemas é estabelecido um aprendizado sobre: </li></ul><ul><ul><li>Metas: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>o que fazer? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>as atividades (como fazer?), </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>os responsáveis (quem vai fazer?), </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>a participação (como se organizar e mobilizar?), </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>elaborando com a comunidade o Plano de Ação : </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>O que esperamos? </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>O que pretendemos fazer? </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Como vamos fazer? </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Quem vai fazer? </li></ul></ul></ul></ul>
  71. 73. AVALIANDO AS PRÁTICAS EDUCATIVAS VIVENCIADAS <ul><li>TRABALHAR COM AS EMOÇÕES: </li></ul><ul><ul><li>ESTRATÉGIA EDUCATIVA QUE PERMIT E UMA MUDANÇA DE ESPÍRITO, OU SEJA, ELEVAÇÃO DA AUTO-ESTIMA. </li></ul></ul>

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