Sistemas de arquivos cap 04 (iii unidade)

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  • 1. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 1 Sistemas Operacionais Prof.: Rodrigo Ronner rodrigoronner@gmail.com
  • 2. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 2 Sistemas de Arquivos Capítulo 6 1. Arquivos 2. Diretórios 3. Alocação 4. Gereciamento de Espaço Livre 5. Exemplos de sistemas de arquivos
  • 3. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Arquivos 3
  • 4. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Sistemas de Arquivos Conceito de arquivo Arquivo – coleção nomeada e abstrata de informações que são armazenadas em dispositivos de memória secundária. • Os arquivos são mapeados em dispositivos físicos. • Forma de armazenamento persistente. • Do ponto de vista do usuário, é a menor unidade alocável de armazenamento. • Os arquivos podem representar programas e dados. • Seu conteúdo pode ser variável e seguindo diferentes padrões aplicados à propósitos específicos. Desde um texto puro, até uma imagem binária. • Os arquivos são classificados de acordo com se conteúdo. – Arquivos texto: sequência de caracteres em linha – Arquivos fonte: sequência de rotinas e funções – Arquivos objeto: sequência de informações organizadas em blocos lidos por link editores. – Arquivos executáveis: Seções de código que o carregador pode levar à memória para execução.
  • 5. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 5 Armazenamento da Informação a Longo Prazo 1. Deve ser possível armazenar uma quantidade muito grande de informação 2. A informação deve sobreviver ao término do processo que a usa 3. Múltiplos processos devem ser capazes de acessar a informação concorrentemente
  • 6. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Metadados (dados sobre dados) •Metadados são informações especiais sobre os arquivos –Armazenadas em arquivos e diretórios especiais –Não podem ser modificadas diretamente pelos usuários •SO mantém no disco: superbloco com metadados (tabela) –Localizado no disco (armazenamento auxiliar) –Ajuda a proteger a integridade do sistema de arquivos –Possui cópias redundantes em outras partes do disco –Informações mais importantes do superbloco são: • Tipo de sistema de arquivos e seu número de blocos • Localização dos blocos livres da partição e do diretório raiz • Data e hora da última modificação • Informações sobre integridade •SO mantém na RAM: tabela para tratar cada arquivo aberto –Contém detalhes dos atributos do arquivo •SO: recebe da aplicação o descritor do arquivo (um índice) –Número que aponta para a tabela do arquivo aberto 6
  • 7. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nomeação de Arquivos • Arquivo é um mecanismo de abstração. Ele oferece meios de armazenar informações no disco e de lê-las depois. Isso deve ser feito de um modo que isole o usuário dos detalhes sobre como e onde a informação está armazenada e como os discos na verdade funcionam. 7
  • 8. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nomeação de Arquivos Alguns Sistemas de arquivos distinguem letras maiúsculas de minúsculas e outros não. O Unix pertence à primeira categoria; Windows pertence a segunda. Portanto um sistema UNIX pode ter três arquivos distintos chamado: • maria • Maria • MARIA No Windows , todos esses nomes referem-se ao mesmo arquivo. 8
  • 9. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nomeação de Arquivos Muitos sistemas Operacionais permitem nomes de arquivos com duas partes separadas por um ponto. Como em “prog.c” A parte que segue o ponto é chamada extensão. No UNIX, o tamanho da extensão, se houver fica a critério do usuário, e um arquivo pode ter até mesmo duas ou mais extensões, como em homepage.html.zip, em .html indica uma página da web em HTML e .zip indica que o arquivo (homepage.html.zip foi comprimido usando o programa zip. 9
  • 10. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 10 Nomeação de Arquivos Extensões típicas de arquivos
  • 11. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 11 Estrutura de Arquivos • Três tipos de arquivos a) seqüência de bytes b) seqüência de registros c) árvore
  • 12. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Tipos de Arquivos • Embora tecnicamente o arquivo seja uma sequência de bytes, o SO somente executará um arquivo se ele tiver um formato apropriado. O arquivo possui cinco partes: cabeçalho, texto, dados bits de relocação e tabela de símbolos 12
  • 13. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 13 Tipos de Arquivos (a) Um arquivo executável (b) Um repositório (archive)
  • 14. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 14 Acesso aos Arquivos • Acesso sequencial – lê todos os bytes/registros desde o início – não pode saltar ou ler fora de seqüência – conveniente quando o meio era a fita magnética • Acesso aleatório – bytes/registros lidos em qualquer ordem – essencial para sistemas de bases de dados – ler pode ser … • mover marcador de arquivo (seek), e então ler ou … • ler e então mover marcador de arquivo
  • 15. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 15 Atributos de Arquivos Possíveis atributos de arquivos
  • 16. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 16 Operações com Arquivos 1. Create 2. Delete 3. Open 4. Close 5. Read 6. Write 7. Append 8. Seek 9. Get attributes 10.Set Attributes 11.Rename
  • 17. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Arquivos • Os SOs realizam diferentes operações. As mais comuns são: – Create, cria o arquivo sem dados. • Usado para anunciar que o arquivo existe e definir alguns atributos. – Delete, remove o arquivo. – Open, realizado antes de usar um arquivo. • O SO busca o arquivo e põe na memória principal os atributos e lista de endereços do disco. • Alguns SOs limitam o número de arquivos abertos.
  • 18. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Arquivos – Close, realizado quando o processo termina de usar o arquivo. • Força a escrita do último bloco do arquivo. – Read, lê os dados do arquivo na posição atual. • Deve ser definida quantidade de dados necessários para fornecer um buffer. – Write, escreve os dados na posição atual. • Se a posição atual estiver no final do arquivo, este sofrerá um aumento no tamanho. • Se a posição estiver no meio do arquivo, os dados posteriores serão sobrescritos.
  • 19. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Arquivos – Append, chamada restrita de Write. • Só permite escrita no final do arquivo, não permite sobrescrevê-lo. – Seek, busca uma posição no arquivo. • Modifica o ponteiro que aponta para uma posição dentro do arquivo. – Get Attributes, lê os atributos do arquivo. • O make do Unix verifica os momentos de alteração dos arquivos fonte e arquivos objeto usando esta operação.
  • 20. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Arquivos – Set Attributes, define atributos do arquivo. • Alguns atributos podem ser alterados pelo usuário. – Rename, modifica o nome do arquivo.
  • 21. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 21 Arquivos Mapeados em Memória (a) Um processo segmentado antes de mapear arquivos em seu espaço de endereçamento (b) Processo depois do mapeamento arquivo abc existente em um segmento criando novo segmento para xyz
  • 22. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Diretórios 22
  • 23. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Sistemas de Diretórios • Controla o armazenamento/localização dos arquivos. • Pode ser um arquivo também, dependendo do SO. • Pode ser implementado de diversas formas.
  • 24. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nível Único • Mais simples implementação de um sistema de diretórios. • Um único diretório possui todos os arquivos. – Chamado de diretório-raiz. • Usado nos primeiros PCs. – Por possuir apenas um usuário.
  • 25. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nível Único A,B e C são os proprietários dos arquivos.
  • 26. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nível Único • Vantagens: – Fácil de implementar. – Fácil localização de arquivos. • Desvantagem: – Sistemas com vários usuários podem criar arquivos com mesmo nome. • O arquivo será perdido e sobrescrito com o novo.
  • 27. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nível Único • Não é mais utilizado em PCs por razões óbvias. • Pode ser utilizado em sistemas embarcados. – Devido limitações de usabilidade e hardware. – Sistemas que existe apenas um único usuário.
  • 28. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Dois Níveis • Resolve conflitos de usuários. – Um diretório oferecido para cada usuário. • Está implicito que o SO identifica o usuário e já sabe qual é o seu diretório. • O usuário só tem acesso ao seu diretório. – Na sua forma mais básica de implementação. – Pode ser extendido e permitir acesso a arquivos de outros usuários.
  • 29. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Dois Níveis
  • 30. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Dois Níveis • Acesso ao diretório de outros usuários permite separar um diretório para programas do sistema. – Sem isto, haveria uma cópia dos programas do sistema no diretório de cada usuário. • Tem problemas quando o usuário possui muitos arquivos. – Um usuário pode querer arquivos com mesmo nome. – Uma organização melhor é necessária para identificar os arquivos.
  • 31. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Diretórios Hierárquicos • Os arquivos são organizados de acordo com o usuário. – É criada uma hierarquia de diretórios. • É utilizado até hoje.
  • 32. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Diretórios Hierárquicos
  • 33. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nomes de Caminhos • Em um sistema de arquivos organizado como árvore, é necessário um método de especificar um arquivo. • São utilizados dois métodos: – Nome de caminho absoluto. – Nome de caminho relativo.
  • 34. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nome de Caminho Absoluto • Quando o primeiro caractere é um separador, então o caminho absoluto está sendo usado. – O caractere separador é específico de cada SO. • Windows: • Linux: /
  • 35. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nome de Caminho Relativo • Usado em conjunto com o conceito de diretório de trabalho. – Também chamado de diretório atual. • Todos os caminhos que não começam na raiz, são assumidos como relativos ao diretório atual.
  • 36. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 36 Uma árvore de diretórios UNIX Nomes de Caminhos
  • 37. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nome de Caminho Absoluto • Representa o caminho da raiz à folha (arquivo) da árvore. • Exemplo: /var/www/index.html – Existe um diretório chamado var – /var possui um subdiretório chamado www – O subdiretório www possui um arquivo chamado index.html
  • 38. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nome de Caminho Relativo • Se o diretório atual for /var/www, o arquivo index.html pode ser acessado diretamente, sem o uso do caminho absoluto. • Cada processo possui um diretório de trabalho. – Um arquivo pode ser acessado usando o caminho relativo. – Permite que um diretório de trabalho seja modificado sem afetar os outros processos.
  • 39. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Nomes de Caminho • A maioria dos SOs que suportam sistema de diretório hierárquico, possuem duas entradas especiais: – . (ponto) • Refere-se ao diretório atual. – .. (ponto-ponto) • Refere-se ao diretório pai.
  • 40. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 40 Operações com Diretórios 1. Create 2. Delete 3. Opendir 4. Closedir 5. Readdir 6. Rename 7. Link 8. Unlink
  • 41. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Diretórios • As operações variam para cada SO. As mais comuns são: – Create, cria um diretório vazio. • Exceto pelo ponto e ponto-ponto. • Geralmente inseridos pelo programa mkdir. – Delete, remove um diretório. • O diretório deve estar vazio para ser removido. • Ponto e ponto-ponto não são contados neste caso. – Opendir, abre o diretório. • Antes de ser lido, o diretório deve ser aberto. • Após a abertura, está pronto para listar os arquivos.
  • 42. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Diretórios – Closedir, fecha o diretório. • Deve ser fechado para liberação de espaço na tabela interna. – Readdir, retorna a próxima entrada do diretório aberto. • Antes era feito usando a chamada de sistema read, porém o programador precisaria conhecer a estrutura interna usada pelo sistema de diretórios. • Permite ler o diretório de forma padronizada.
  • 43. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Diretórios – Rename, modifica o nome do diretório. – Link, técnica chamada de ligação (link). • Permite que um arquivo apareça em mais de um diretório, ao mesmo tempo. • A chamada tem como entrada um diretório e um arquivo existente. • Incrementa o contador do i-node do arquivo.
  • 44. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Operações com Diretórios – Unlink, remove uma entrada do diretório. • Se o arquivo existe somente neste diretório, o arquivo é fisicamente removido. • Caso exista em outros diretórios, somente o caminho especificado é removido. • O delete na verdade é um unlink.
  • 45. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Alocação de arquivos 45
  • 46. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 46 Alocação de arquivos (organização do espaço ocupado) •Alocação de arquivos em disco: –Semelhante à alocação na RAM –Organização dos arquivos contribuem para otimizar acessos –Localidade (temporal e espacial) continuam valendo •Modos de alocação mais utilizados são: –Alocação contígua (AC) –Alocação não contígua (ANC) • Lista Encadeada • Tabela na Memória (tabular) • Indexada (i-nodes) •Arquivos aumentam e diminuem de tamanho, por isso: –AC foi substituída pela ANC –Mais dinâmica e flexível
  • 47. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 47 Alocação contígua
  • 48. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 48 Alocação contígua •Mantém dados de arquivos em seções adjacentes no disco •Localização pelo endereço de início e tamanho do arquivo •Vantagem: – Registros sucessivamente dispostos, lógica e fisicamente •Desvantagem: – Fragmentação externa devido aos arquivos apagados – Possível falta de espaço ao criar ou expandir um arquivo •Uso: – CD/DVD (permite organização antecipada dos dados) – Nada impede que seja usada em HDs
  • 49. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 49 ANC por Lista Encadeada
  • 50. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 50 ANC por Lista Encadeada •Blocos do arquivo ficam aleatoriamente dispostos no disco •Cada setor armazena um ponteiro para o próximo – No último setor, o ponteiro é nulo •Mais fácil achar espaço livre para a gravação de dados •A busca é sequencial (em uma direção) – Fragmentação torna as buscas mais lentas – Usar blocos de setores contíguos aumenta a eficiência – Busca nas duas direções: lista duplamente encadeada •Blocos grandes: – Maior fragmentação interna – Menos operações com E/S •Desvantagem: – Desperdício da área de armazenamento com os ponteiros
  • 51. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 51 ANC por Lista Encadeada usando Tabela na Memória 16
  • 52. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 52 ANC por Lista Encadeada usando Tabela na Memória •Blocos do arquivo ficam aleatoriamente dispostos no disco •Mantém uma Tabela de Alocação de Blocos (TAB) – Tabela adicional mantida em disco contiguamente – Usada em cache na RAM para acelerar acessos – Um bloco aponta para o próximo bloco, até o último – Facilita aumentar ou reduzir o tamanho de um arquivo – Localiza rapidamente blocos livres contíguos (< fragmentação) – Diminui acessos ao disco para pesquisa •Busca é sequencial com base na TAB •Sistema FAT (do DOS) usava essa forma de alocação
  • 53. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 53 ANC Indexada (i-Node)
  • 54. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição 54 ANC Indexada (i-Node) •Blocos do arquivo ficam aleatoriamente dispostos no disco •i-Node (index node): estrutura de controle de cada arquivo •Contém um ou mais blocos de índices que apontam para: – Blocos físicos de dados do arquivo ou – Outros blocos de índices (que apontam para dados ou índices) Blocos de índices: – São percorridos de modo sequencial nas buscas • Bom desempenho de E/S • Pouca sobrecarga no SO – Podem estar na RAM para acelerar a pesquisa dos índices – Permitem acomodar arquivos de tamanhos variados – Podem ter até 3 níveis hierárquicos (arquivos grandes) – Quanto mais níveis, mais acessos ao disco •Ext2 e NTFS implementam variações dessa forma
  • 55. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Gerenciamento de espaço livre 55
  • 56. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Gerenciamento de espaço livre • Há, basicamente, 2 modos de controlar os espaços livres –Lista de livres –Mapa de bits • Lista de livres: lista encadeada aponta para blocos livres –Busca por bloco livre varre a lista e suprime a entrada –Blocos a ocupar são retirados do início da lista e –Blocos liberados são anexados ao final da lista • Mapa de bits: mapa associa um bit a um bloco diretamente –“0” indica bloco livre; “1” indica bloco ocupado –É mantida em blocos especiais –Busca por bloco livre varre rapidamente o mapa (bit :0→1) • Vantagens do mapa de bits sobre a lista de livres: –Facilidade para achar blocos livres contíguos e –Menor sobrecarga 56
  • 57. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Mapa de Bits • Um mapa de bits é utilizado para representar os blocos livres. • Utiliza apenas um bit para representar um bloco livre. − 1: Livre − 0: Alocado • Também utiliza blocos do disco para armazenar o mapa.
  • 58. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Mapa de Bits • Só usa o disco quando o mapa está cheio. • O mapa mantém os arquivos próximos. • Pois estão no mesmo mapa.
  • 59. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Mapa de Bits 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Endereço: 0x10cc00290 0 16 32 48 64 • Representação de um mapa de bits.
  • 60. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Controle de acesso aos dados (em disco) • Pode ser feito de 3 modos –Matriz de controle de acesso –Controle de acesso discricionário –Compartilhamento • Matriz de controle de acesso (na prática, não é mais usada): –Organiza usuários na coluna e arquivos na linha –Interseção usuário x arquivo: bit=1 marca permissão de acesso –Difícil gerir com muitos usuários, arquivos e modos de acesso • Controle discricionário: –Metadado de cada objeto (um diretório ou um arquivo) –Especifica quem pode acessar e o tipo de acesso –Deve ser configurada para cada objeto • Compartilhamento: permite o acesso através da rede –Mais prático e seguro trabalhar com grupos em vez de usuários –Grupo: coleção nomeada de usuários com mesmo perfil 60
  • 61. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Configurando Permissões 61
  • 62. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Proteção e integridade • SO tem ferramentas para proteger os arquivos contra: –Acessos indevidos e –Violações de integridade (intencionais ou não) • Controle de acesso pode ser feito com: –Autenticação e permissões (ACL: quem pode fazer o quê) –Criptografia de arquivos • Integridade pode ser protegida com: –Discos em RAID –Cópias de backup –Sistemas de arquivos log-estruturados (operações atômicas) • Registram as transações em arquivos de log (histórico) • Pode reverter (roll back) ou terminar mais tarde (roll forward): –Sombreamento de páginas (operações atômicas) • Grava as transações em um novo bloco • Validada a transação: descarta bloco antigo e habilita o novo • Pode reverter se houver alguma falha 62
  • 63. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Exemplos de sistemas de arquivos 63
  • 64. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Exemplos de sistemas de arquivos EXT3 • O sistema de arquivos EXT3 é uma versão do EXT2; • O ext3 tem as mesmas características do EXT2, mas com suporte journaling; • A evolução tornou o EXT3 um sistema de arquivos muito estável e robusto; • Podemos converter um sistema de arquivos EXT2 para EXT3, adicionado suporte a journaling, e também podemos converter um sistema de arquivos EXT3 para EXT2, removendo o suporte a journaling. OBS: Hoje em dia já está existe o EXT4, sistema de arquivos veloz que está em seu estágio inicial de desenvolvimento. Ainda faz sentido permanecer um pouco mais com o EXT3. 64
  • 65. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição ReiserFS • O sistema de arquivos ReiserFS foi criado recentemente; • Atualmente quase todas as distribuições Linux o suportam; • Sua performance é muito boa, principalmente para um número muito grande de arquivos pequenos; • ReiserFS também possui suporte a journaling. LVM • LVM é um acrônimo para a expressão inglesa Logical Volume Management para especificar um padrão de gerenciamento de partições em disco IDE/SCSI/FC; • Foi desenvolvido inicialmente pela IBM, e outras empresa e instituições, como: HP e a Open Group; • A implementação LVM cria um grande disco virtual, que pode inclusive ter mais de um dispositivo de armazenamento , e divide em partições virtuais; • A vantagem é permitir o redimensionamento das áreas de modo dinâmico, ou seja, com o sistema operacional sendo utilizado; • A desvantagem é que por ser um único disco virtual, a recuperação de dados em uma eventual pane no sistema de armazenamento é bastante prejudicada. 65 Exemplos de sistemas de arquivos
  • 66. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição VISÃO GERAL DA FAT A FAT está longe de ser o mais simples dos sistemas de arquivos suportados pelo Windows NT. O sistema de arquivos FAT é caracterizado pela tabela de alocação de arquivos (FAT) que, na verdade, é uma tabela que reside na parte "mais alta" do volume. Duas cópias da FAT são mantidas para proteger o volume, caso uma delas seja danificada. Além disso, as tabelas da FAT e o diretório raiz devem ser armazenados em um local fixo para que os arquivos de inicialização do sistema possam ser corretamente localizados. Um disco formatado com a FAT é alocado em clusters, cujo tamanho é determinado pelo tamanho do volume. Quando um arquivo é criado, uma entrada é gerada no diretório e o primeiro número de cluster contendo dados é estabelecido. Essa entrada na tabela da FAT indica que esse é o último cluster do arquivo ou aponta para o próximo cluster. A atualização da tabela da FAT é muito importante, assim como o tempo gasto. Se a tabela da FAT não for atualizada regularmente, ela poderá conduzir à perda de dados. Isso leva tempo, pois os cabeçotes de leitura do disco devem ser reposicionados para a trilha lógica zero da unidade toda vez que a tabela da FAT for atualizada. Não há uma organização para a estrutura de diretório da FAT e os arquivos aparecem no primeiro local aberto na unidade. Além disso, a FAT suporta apenas atributos de arquivo morto, somente leitura, oculto e de sistema.. 66 Exemplos de sistemas de arquivos
  • 67. Pearson Education Sistemas Operacionais Modernos – 2ª Edição Principais características do NTFS Os conceitos aplicados ao NTFS fizeram com que o Windows NT e versões posteriores do sistema fossem bem recebidos pelo mercado. Uma dessas características diz respeito ao quesito "recuperação": em caso de falhas, como o desligamento repentino do computador, o NTFS é capaz de reverter os dados à condição anterior ao incidente. Isso é possível, em parte, porque, durante o processo de boot, o sistema operacional consulta um arquivo de log que registra todas as operações efetuadas e entra em ação ao identificar nele os pontos problemáticos. Ainda neste aspecto, o NTFS também suporta redundância de dados, isto é, replicação, como o que é feito por sistemas RAID, por exemplo. Outra característica marcante do NTFS é o seu esquema de permissões de acesso. O Unix sempre foi considerado um sistema operacional seguro por trabalhar com o princípio de que todos os arquivos precisam ter variados níveis de permissões de uso para os usuários. O NTFS também é capaz de permitir que o usuário defina quem pode e como acessar pastas ou arquivos. O NTFS também é bastante eficiente no trabalho com arquivos grandes e unidades de discos volumosos, especialmente quando comparado ao sistema de arquivos FAT. Você vai entender o porquê no tópico a seguir. 67 Exemplos de sistemas de arquivos