Universidade Federal de Uberlândia                            Universidade Aberta do Brasil                               ...
PRESIDENTE DA REPÚBLICA                                  Luiz Inácio Lula da Silva                                MINISTRO...
SUMÁRIOCAPÍTULOS1. Conceituando a Deficiência Física                                           042. Atendimento educaciona...
CAPÍTULO 1                                  Conceituando a Deficiência Física                                       “É imp...
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 Todo mediador deve acreditar na modificabilidade das pessoas; Podemos contradizer todo    determinismo genético, pois nã...
CAPÍTULO 2                          Atendimento Educacional Especializado        Para que o processo de inserção e partici...
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3. Escolher a alternativa viável       Considerar as necessidades a serem atendidas (questões do educador/aluno),        ...
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CAPÍTULO 4                                     Tecnologia Assistiva        Neste momento apresentaremos algumas das tecnol...
conhecimentos. É retirar do aluno o papel de espectador e atribuir-lhe a função de ator(BRASIL, 2007).        O espaço ide...
Na educação infantil as crianças aprendem a usar a tesoura. O aluno comdeficiência física, especificamente, poderá partici...
Plano inclinado facilitador de campo visual.        A prancha temática pode se configurar única ou fazer parte de uma past...
trabalho é útil para todos, pois atenderá a criança impossibilitada de falar e servirá comomaterial de estímulo para os de...
já consegue distinguir um estímulo de outro(s), que se refere à situação de comunicação(MANZINI & DELIBERATO, 2006).      ...
Depois de avaliado e intervindo no alinhamento da coluna vertebral, devemosobservar como o aluno está sentado, se a descar...
ReferênciasBRASIL. Saberes e Práticas da Inclusão: Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem:Deficiência Múltipla. 2. ed. re...
DELIBERATO, D.; MANZINI, E.J. Recursos para Comunicação Alternativa. Brasília: [MEC,SEESP], 2006. 52 p.GODOI, A. M., et al...
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Deficiencia mental fisica

  1. 1. Universidade Federal de Uberlândia Universidade Aberta do Brasil Instituto de Psicologia Centro de Ensino, Pesquisa, Extensão e Atendimento em Educação Especial Unidade IV Práticas Educacionais Inclusivas Deficiência Física 2010Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 1
  2. 2. PRESIDENTE DA REPÚBLICA Luiz Inácio Lula da Silva MINISTRO DA EDUCAÇÃO Fernando Haddad SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Cláudia Pereira Dutra UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL DIRETORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/CAPES Celso José da Costa UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA - UFU REITOR Alfredo Júlio Fernandes Neto VICE-REITOR Darizon Alves de Andrade INSTITUTO DE PSICOLOGIA - UFU DIRETORA Áurea de Fátima Oliveira UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - UFU COORDENADOR UAB/UFU Marcelo Tavares CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CEaD DIRETORA E REPRESENTANTE UAB/UFU Maria Teresa Menezes FreitasCENTRO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E ATENDIMENTO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL – CEPAE COORDENAÇÃO Lázara Cristina da Silva COORDENAÇÃO GERAL DO CURSO Claudia Dechichi COORDENAÇÃO DE TUTORIA DO CURSO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO Juliene Madureira Ferreira APOIO ADMINISTRATIVO Maria Ivonete RamosCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 2
  3. 3. SUMÁRIOCAPÍTULOS1. Conceituando a Deficiência Física 042. Atendimento educacional especializado 083. Retomando o conceito de plasticidade neuronal e a utilização da mediação comoestratégia de atuação 144. Tecnologia assistiva, comunicação alternativa e adequação postural 16REFERÊNCIAS 24Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 3
  4. 4. CAPÍTULO 1 Conceituando a Deficiência Física “É impossível apoiar-se no que falta a uma determinada pessoa, no que ela não é, mas é necessário ter, nem que seja a idéia mais vaga sobre o que ela possui e o que ela é” (Vygotsky). Começaremos a discutir, neste capítulo, sobre o conceito de deficiência física e aimportância do atendimento educacional especializado para os alunos com necessidadeseducacionais especiais em decorrência desse quadro clínico. Posteriormente, discutiremossobre as possibilidades de desenvolvimento desses alunos nos cotidianos escolares.Discutiremos ainda, sobre os aspectos que garantem a participação desses alunos noprocesso de ensino/aprendizagem, levando em consideração que a pessoa comdeficiência física pode ter limitações de acessibilidade ou dificuldades de manuseio dosinstrumentos que comumente são utilizados no contexto escolar, mas que isso não osimpedem de participarem efetivamente do processo de escolarização e que, atualmente,têm-se disponíveis muitas adaptações facilitadoras para a vida prática, diária e escolardesse aluno. Para impulsionar tais discussões é preciso desmistificar o mito da incapacidade doaluno com deficiência física para a aprendizagem, ou ainda, a sua extrema dificuldade deacompanhar as atividades da turma. Para o aluno com necessidades educacionaisespeciais em decorrência de um quadro de deficiência física é dever do professorproporcionar a organização do contexto escolar, eliminando as barreiras físicas e osobstáculos afetivo-emocionais que o impedem de exercer o direito à educação. Sobre a definição da deficiência física, segundo o decreto n° 5.296 de 2004 Art. 4,essa condição é definida “como uma alteração completa ou parcial de um ou maissegmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física eapresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia,tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência deCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 4
  5. 5. membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida,exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenhode funções.” (BRASIL, 2006) Quando o aluno é encaminhado com alguma destas denominações acima citadas,podemos diferenciar as especificidades de cada situação pelo alcance da limitação motorado indivíduo, tendo como referência a seguinte nomenclatura: plegia (significa semmovimento); paresia (significa que apresenta movimento parcial). Dessa forma, tomemoscomo exemplo o termo hemiplegia, que vai significar que a metade do corpo está semmovimento. Ou ainda, o termo hemiparesia que significa pouco movimento em metade docorpo. Dessa forma, como é possível identificar na definição apreesentada, várias são asformas de manifestação de um quadro clínico de deficiência física. Neste sentido, é precisoque dentro do contexto escolar os professores tenham conhecimento, mesmo quesuperficial, sobre as especificidades de cada um desses quadros. É preciso que o professorconheça a diversidade e a complexidade dos diferentes tipos de deficiência física, paracom isso melhor definir estratégias de ensino que desenvolvam o potencial de cada aluno,possibilitando sua inserção e participação efetiva no processo de ensino/aprendizagem. Assim, as adaptações de acessibilidade serão feitas de acordo com a limitaçãofísica apresentada por cada aluno, adequando-se os recursos didáticos e equipamentosespeciais para o desenvolvimento das atividades escolares, de modo a viabilizar aparticipação do aluno nas situações práticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que omesmo, com autonomia, possa aperfeiçoar suas potencialidades e transformar o ambienteem busca de uma melhor qualidade de vida (BRASIL, 2006, p. 29). A origem da deficiência física, ou seja, sua etiologia pode ser congênita (a criançanasceu com a deficiência) ou adquirida (por situações adversas ao longo da vida). Sabersobre a etiologia da deficiência pode, em muitos casos, auxiliar o professor naestruturação de sua prática pedagógica, visto que oferece informações prévias sobre asexperiências e aprendizagens do aluno. Em alguns casos, a pessoa com deficiência físicapode, em face de problemas correlatos, apresentar outras condições restritivas, como porexemplo, a baixa percepção auditiva, dificuldade de controle de musculatura para aexpressão corporal e/ou facial etc. No entanto, tais limitações nada se relacionam com acapacidade cognitiva do indivíduo que, se bem estimulado, poderá desenvolver-se nasmesmas condições de tempo de espaço de uma criança sem deficiência. Os educadoresCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 5
  6. 6. devem dar especial atenção às mudanças abruptas de comportamento como sonolência,falta de atenção, introspecção acentuada, pois podem significar alterações orgânicas,problemas medicamentosos ou questões relacionadas à etiologia da deficiência ( SOUZA,et al., 2008). As alterações motoras irão depender da lesão do sistema nervoso, apresentandopadrões motores específicos que afeta diretamente no decorrer da aprendizagem. Asalterações de tônus muscular são definidas como hipotonia, ou seja, diminuição de tônus,podendo apresentar falta de controle da cabeça, de tronco; a hipertonia (espasticidade),ou seja, aumento do tônus muscular que leva má postura e/ou deformidades; ou atáxica,uma diminuição de tônus que pode variar dependendo do indivíduo e leva a dificuldade demanter o equilíbrio e a desempenhar a marcha. Estas informações são importantes para que o professor possa diferenciar umalimitação que parte de uma lesão cerebral de um desinteresse. E também sobre asdiferentes patologias que leva a uma deficiência física, pois há aquelas que sãoprogressivas e outras que são estacionárias. Neste sentido, em via de regra, a paralisiacerebral e traumas medulares são patologias estáveis (não pioram com o passar dotempo), já as distrofias musculares são progressivas e avançam nas limitações do indivíduocom o passar do tempo dependendo de cada quadro clínico e de cada pessoa. Em muitoscasos a deficiência física poderá aparecer associada a outras alterações, como porexemplo, deficiência visual, perda auditiva, dificuldade na comunicação e outraspatologias. Para a realização do trabalho educacional junto a esse aluno com deficiência físicaé imprescindível que o professor adote uma postura positiva e aberta às possibilidades demudanças do aluno, ou seja, é fundamental que o professor acredite que esse aluno temcondições de se modificar cognitivamente, de transformar sua realidade. Os preceitos dateoria de Reuven Feuerstein para a Modificabilidade Cognitiva Estrutural, que são as basespara a estruturação de uma ação que contemple uma Experiência de AprendizagemMediada devem estar presentes em tempo integral na atuação do professor do aluno comdeficiência física, esses preceitos são:  Toda pessoa é suscetível de ser modificada com a ajuda de um mediador; A inteligência pode crescer, pode desenvolver-se;  Pode-se modificar estruturalmente a pessoa através de uma experiência de aprendizagem mediada;Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 6
  7. 7.  Todo mediador deve acreditar na modificabilidade das pessoas; Podemos contradizer todo determinismo genético, pois não há nada no ser humano que esteja definitivamente fixado;  Podemos elevar o potencial de aprendizagem;  A mediação é o caminho imprescindível para a transmissão dos valores;  Podemos ensinar a pensar através de uma metodologia que leva em conta critérios e leis de aprendizagem: ensino da metacognição, busca de estratégias, planejamento do trabalho, alto nível de abstração, aplicação das aprendizagens à vida.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 7
  8. 8. CAPÍTULO 2 Atendimento Educacional Especializado Para que o processo de inserção e participação efetiva da criança com deficiênciafísica na escola comum aconteça é imprescindível que esse aluno tenha acesso a todos osambientes do contexto escolar, bem como a todas as atividades educacionais que serãodesenvolvidas nesse espaço. Para tanto, o aluno com deficiência física necessita de meiose recursos que viabilizem sua aprendizagem e auxiliem na sua comunicação e construçãodo conhecimento, o que configura-se em um atendimento educacional especializadodentro dessa instituição de ensino regular. O AEE é o espaço pedagógico, que através deseus profissionais especializados, torna-se responsável por oferecer aos alunos comnecessidades educacionais especiais as condições e os recursos ideais para suaparticipação na escola. Em relação ao aluno com deficiência física, o AEE representará o espaço para acriação dos recursos, estratégias pedagógicas diferenciadas e a adequação de materiaisque o aluno necessitará dentro da sala de aula, junto a seus pares frente às atividadeseducativas, quando necessário. O professor especialista do AEE ficará responsável porensinar esse aluno a utilizar-se desses recursos e aplicá-los em sala de aula ou emmomentos de estudo em casa. É um processo de instrumentalizar o aluno para o seuprocesso de ensino/aprendizagem. Da mesma forma que o especialista ficará com a função de ensinar o aluno atrabalhar com recursos novos, é também sua função construir junto com o professorregente as estratégias pedagógicas, esclarecer dúvidas sobre os recursos disponibilizados eajudá-lo na construção de adaptações de materiais. A troca de informações econhecimentos entre o professor especialista do AEE e o professor regente é um elementochave para o desenvolvimento e participação do aluno com deficiência física na sala deaula. No seu contato com o aluno, é o professor especialista é quem terá condições deavaliar as possibilidades e as necessidades especiais desse aluno, ficando sob suaresponsabilidade informar o professor regente quais são os melhores caminhos paraconstrução da aprendizagem do aluno, por exemplo, se aquele aluno vai precisar deCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 8
  9. 9. adequações de materiais, se vai precisar de aparatos para manter sua postura dentro dasala de aula, se precisará de algum cuidado específico durante o tempo de aula ou ainda sedemandará algum outro tipo de estratégia de aprendizagem. Ambos profissionais podem,juntos, definir estratégias pedagógicas e disponibilizar recursos que favoreçam o acesso doaluno ao currículo comum, sua interação no grupo, participação em todos os projetos eatividades pedagógicas e acesso físico aos espaços da escola (SCHIRMER et al. 2007). O Atendimento Educacional Especializado, ministrado preferencialmente nasescolas do ensino regular, é que deverá realizar uma seleção de recursos e técnicasadequados a cada tipo de comprometimento para o desempenho das atividades escolares.Seu objetivo é propiciar ao aluno um atendimento especializado capaz de melhorar a suacomunicação e a sua mobilidade, por intermédio do uso e aplicação da TecnologiaAssistiva direcionada à vida escolar do educando com deficiência física, visando à inclusãoescolar (SCHIRMER, et al. 2007) Para que o aluno com deficiência física possa ter acesso à escola e aoconhecimento escolar e, além disso, interagir com o ambiente no qual ele vive, faz-senecessário criar as condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto esegurança e, acima de tudo, participação efetiva nos grupos sociais que são constituídosdentro da instituição. Dessa forma, é preciso estimular o contato social, a participação nasações e atividades coletivas. Em alguns casos será preciso fazer um trabalho desensibilização e informação junto à comunidade escolar, ampliando a percepção do gruposobre as possibilidades para esse indivíduo. Essa também configura-se uma ação doprofessor do Atendimento Educacional Especializado. Os diretores escolares são responsáveis pela função de prover recursos paraacesso ao conhecimento e ao ambiente escolar. Os professores especializados, por suavez, são os encarregados pelo Atendimento Educacional Especializado na escola,proporcionando ao alunado com deficiência, maior qualidade na vida escolar,independência na realização de suas tarefas, ampliação de sua mobilidade, comunicação ehabilidades de seu aprendizado. Por essa perspectiva trabalhada, o Atendimento Educacional Especializadoconfigura-se como um dos caminhos para que o processo de inclusão seja garantido. O professor especializado também deve participar das reuniões técnico-pedagógicas, do planejamento, dos conselhos de classe, da elaboração do projetoCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 9
  10. 10. pedagógico, desenvolvendo ação conjunta com os professores da classe comum e demaisprofissionais da escola para a promoção da inclusão escolar. O professor deverá:  Identificar, elaborar e organizar juntamente aos demais professores os recursos pedagógicos para a melhor participação do aluno.  Evidenciar as diferenças para o atendimento educacional sem excluir nem rotular o aluno.  Vincular os aspectos afetivos e emocionais (funções cognitivas) sem restringí-los a uma relação de dependência.  Interagir em prol do reconhecimento e da valorização das potencialidades dos alunos. Cada necessidade é única, e, portanto, cada caso deve ser estudado com muitaatenção e receber atendimento diferenciado. A experimentação deve ser realizada muitasvezes, pois permite observar como a ajuda técnica desenvolvida está contemplando asnecessidades percebidas. A figura que se mostra a seguir representa o processo dedesenvolvimento das Ajudas Técnicas. O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DAS AJUDAS TÉCNICAS 1. Entender 2. Gerar a situação ideias 7. 3. Escolher Acompanhar alternativa o uso 4. 6. Avaliar o Representar uso a ideia 5. Construir o objetoFigura 1. Fluxograma para o desenvolvimento de ajudas técnicas (Adaptado de MANZINI & DELIBERATO, 2006)1. Entender a situação que envolve o estudante  Escutar seus desejos – O que significa ouvir a criança diante as suas demandas. O professor não tem que fazer o que a criança pede, mas tem que afinar sua escuta eCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 10
  11. 11. aguçar sua sensibilidade para perceber as necessidades das crianças afins de melhor trabalhar com ela.  Identificar características físicas/psicomotoras – ou seja, deve conhecer quais são as condições físicas de cada um de seus alunos e as possibilidades de locomoção e movimentação da criança, para que possa pensar nas adequações mais pertinentes a ela.  Observar a dinâmica do estudante no ambiente escolar – a postura, a acessibilidade e a participação nas atividades são fundamentais, mas o professor deve observar também a dinâmica grupal que é estabelecida junto a essa criança. Daí a importância do Atendimento Educacional Especializado não ser realizado unicamente de forma individual e também, a importância do professor especialista conhecer o aluno dentro da sala de aula regular e manter com o professor regente uma constante troca de informações.  Reconhecer o contexto social – para que o trabalho se efetive num processo maior de inclusão social é preciso conhecer a realidade desse aluno fora dos muros da escola. É preciso acionar as redes sociais desse aluno, ampliar sua participação em outros contextos sociais e incentivar a família a participar do seu processo de desenvolvimento escolar.2. Gerar ideias  Conversar com o estudante, a família e outros colegas,  Buscar soluções existentes, ou estratégias que já funcionaram junto à família,  Pesquisar materiais novos que podem ser utilizados,  Pesquisar alternativas para confecção do objeto, ou seja, pensar em alternativas de materiais que sejam mais viáveis financeiramente para a construção de determinados recursos. Quando o professor leva em consideração essas alternativas ele está ajudando a família a se engajar no processo de construção de conhecimento do filho, pois traz a situação para mais perto da realidade do indivíduo.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 11
  12. 12. 3. Escolher a alternativa viável  Considerar as necessidades a serem atendidas (questões do educador/aluno), junto com os demais professores é preciso que o especialista defina quais são as prioridades para o aluno a fim de atender as demandas emergenciais e estruturar um melhor atendimento educacional para o aluno.  Considerar a disponibilidade de recursos materiais para a construção do objeto – materiais, processo para confecção, custos e etc.4. Representar a ideia (por meio de desenhos, modelos, ilustrações)  Definir os materiais com os quais serão produzidos os recursos ou as adaptações para o aluno;  Definir as dimensões do objeto – formas, medidas, peso, textura cor, etc.5. Construir o objeto para experimentação  Experimentar na situação real do uso dos recursos que auxiliarão o aluno nas suas atividades escolares.6. Avaliar o uso do objeto  Considerar se atendeu o desejo da pessoa naquele contexto determinado,  Verificar se o objeto facilitou a ação do aluno e do educador.7. Acompanhar o uso  Verificar se as condições mudam com o passar do tempo e se há necessidade de fazer alguma adaptação no objeto. Em relação ao processo de avaliação do aluno com necessidades educacionaisespeciais em decorrência de um quadro de deficiência física, o professor especialista deveconsiderar junto aos demais professores e coordenadores pedagógicos da escola, formasalternativas de avaliação dependendo da demanda do aluno. O professor deve analisarqual será a melhor maneira para o aluno expressar seu conhecimento sobre as aulasdesenvolvidas, valorizando as diferentes maneiras de comunicação.,Por exemplo, o alunocom dificuldade parciais para realizar os movimento da escrita pode fazer avaliação demúltipla escolha, o aluno com total dificuldade motora para a escrita pode fazer avaliaçãoCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 12
  13. 13. oral, alunos cuja fala e a movimentação da escrita estão comprometidas podem se utilizarde recursos de comunicação alternativa e etc. É preciso que o professor leve emconsideração aquilo que o aluno pode fazer, ao invés de se focar naquilo que o aluno estálimitado em realizar. Aliado a isso, fatores socioeconômicos e culturais do aluno também devem serconsiderados quando o professor estrutura sua intervenção pedagógica. Retomando adiscussão realizada na unidade III sobre mediação pedagógica, o processo deensino/aprendizagem está calcado na apropriação e participação efetiva do sujeito no seucontexto cultural. O processo de mediação do significado só é possível se o professorcompreende os fenômenos culturais que circunscrevem a realidade do aluno, para queassim seja possível dar sentido para o aprendizado que se pretende construir. O professor deve respeitar o ritmo e o limite do aluno; ter calma e respeitar, pois aansiedade só atrapalha; nunca comparar um aluno com o outro para não desmotivá-lo; éde suma importância o aluno/ família tomar consciência e perceber seu progresso; ter afamília como ponto importante para o desenvolvimento do aluno, quanto menor acriança, maior a necessidade de estimulação; o amor é sempre fundamental, porquegrande parte do desenvolvimento está relacionada à afetividade; valorizar o bom; elogiarsempre a atividade executada, o esforço realizado e nunca se fixar nas dificuldadesapresentadas; trabalhar ao máximo a independência da criança, nunca fazer pelo aluno esim com o aluno (GODOI, A. M, et al., 2007).Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 13
  14. 14. CAPÍTULO 3 Retomando o conceito de Plasticidade Neuronal e utilização da mediação pedagógica como estratégia de atuação O conceito de plasticidade neuronal, como já foi discutido na Unidade III,configura-se como um pressuposto atual, que trás consigo uma mudança paradigmática naforma de compreensão sobre o processo de desenvolvimento humano e aprendizagem.Até meados do século passado, supunha-se que os neurônios não possuíam capacidade dese dividirem, sendo impossível de se fazer algo quando as conexões e neurônios eramperdidos em consequência de lesões. A falta de conhecimentos específicos sobre amaleabilidade cerebral acabava favorecendo uma inércia terapêutica, em que se esperavaapenas por uma recuperação espontânea das funções danificadas. Hoje, sabe-se, porém,que ao ocorrer uma lesão cerebral, as áreas relacionadas podem assumir em parte outotalmente as funções daquela área lesada. (SILVA, M. F. M. C; KLEINHANS, A. C. S; 2006). Dessa forma, o termo plasticidade cerebral, ou plasticidade neuronalé adenominação usada para referenciar a capacidade adaptativa do sistema nervoso central;habilidade para modificar sua organização estrutural e funcional. Propriedade do sistemanervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta àexperiência e como adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos (SILVA, M. F.M. C; KLEINHANS, A. C. S; 2006). A aprendizagem na espécie humana se inicia desde muito cedo. Durante a primeiraetapa do desenvolvimento infantil, a criança especializa e aumenta seu repertório derelações e expressões por intermédio dos movimentos e das sensações com o meio, asações da criança sobre o meio. A esse respeito, Camargo (1994, p. 20) diz que: [...] desde o nascimento, o cérebro infantil está em constante evolução através de sua inter-relação com o meio. A criança percebe o mundo pelos sentidos, age sobre ele, e esta interação se modifica durante a evolução, entendendo melhor, pensando de modo mais complexo, comportando-seCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 14
  15. 15. de maneira mais adequada, com maior precisão prática, à medida que domina seu corpo. Em relação às crianças com um quadro de deficiência física, onde existe uma perdafuncional e até mesmo estrutural no seu sistema nervoso, o que o limita ou impossibilitade realizar determinados movimentos, a plasticidade neuronal é enxergada como umapossibilidade de transformação. O conceito de plasticidade neuronal nos ajuda acompreender os caminhos pelos quais nosso sistema nervoso trilha para restabelecer asfunções saudáveis do nosso corpo. Quando estamos atuando junto ao aluno comdeficiência física, preocupando-nos com sua postura, sua participação nas atividades, naadequação da estrutura física e de exercícios para o aluno, bem como com os aspectos doseu desenvolvimento, estamos auxiliando nesse processo de plasticidade neuronal. Issoacontece porque estamos aumentando os estímulos da criança, ampliando suaparticipação nos contextos sociais e, principalmente, oportunizando um espaço para aconstrução de conhecimento e desenvolvimento para o infante. Conforme já estudamos na Unidade III, quanto mais e melhores forem àsexperiências de aprendizagem mediada, maiores serão as chances desse indivíduo setornar autônomo e independente, participando efetivamente dos ambientes sociais. Amediação pedagógica para o aluno com necessidades educacionais especiais emdecorrência de um quando de deficiência física deve ter dois focos centrais, além daquelesjá mencionados para garantir uma Modificabilidade Cognitiva Estrutural: 1º Garantir que os aspectos cognitivos da criança sejam trabalhados, pois adeficiência física não interfere, ou compromete o desenvolvimento intelectual da criançase os ajustes e adequações para acessibilidade ao meio forem garantidos. 2º Propiciar que esse aluno construa sua autonomia, enxergando posteriormenteestratégias próprias para inserção e participação nos contextos sociais, tendo umaresposta adequada as exigências do meio. Dessa forma, compreender a possibilidade de transformação neurológica e, assimfísica, nos ajuda a também a entender que as nossas ações mediacionais no processoeducacional são os elementos que auxiliam esse processo de transformação. Essaconcepção nos coloca como parceiros ativos no processo de desenvolvimento dos nossosalunos, tornado-nos co-responsáveis por ele.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 15
  16. 16. CAPÍTULO 4 Tecnologia Assistiva Neste momento apresentaremos algumas das tecnologias assistivas que podem serutilizadas como recursos para auxiliar os alunos com necessidades educacionais especiaisem decorrência de um quadro de deficiência física no ambiente escolar, o que será degrande valia no processo de inclusão deste aluno, facilitando a sua comunicação, interaçãocom o meio e consequentemente, o processo de ensino/aprendizagem.Posteriormente,apresentaremos alguns objetos que são utilizados para garantir uma postura adequada doaluno durante o período de sala de aula, o que favorece seu processo de aprendizagem. Tecnologia assistiva é uma expressão utilizada para identificar todo o arsenal derecursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionaisde pessoas com deficiência e, consequentemente, promover vida independente einclusão. (BRASIL, 2007) Para Bersch (2006), a tecnologia assistiva deve ser entendida como um auxílio quepromoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará arealização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância dedeficiência. Portanto, todas estas ferramentas irão proporcionar habilidades, desenvolvimentobiopsicossocial, independência, qualidade de vida, além de todos os profissionais quetrabalham com esses alunos devem estar familiarizados com a tecnologia e as adaptaçõespossíveis para que façam solicitações à sua escola, melhorando na sala de aula. Implantar a tecnologia assistiva na escola é buscar, com criatividade, umaalternativa para que o aluno realize o que deseja ou precisa. E é encontrar uma estratégiapara que ele possa realizar o que deseja ou precisa de outro jeito. É valorizar o seu jeito defazer e aumentar suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades. Éconhecer e criar novas alternativas para a comunicação, escrita, mobilidade, leitura,brincadeiras, artes, utilização de materiais escolares e pedagógicos, exploração e produçãode temas através do computador, etc. É envolver o aluno ativamente, desafiando-se aexperimentar e conhecer, permitindo que construa individual e coletivamente novosCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 16
  17. 17. conhecimentos. É retirar do aluno o papel de espectador e atribuir-lhe a função de ator(BRASIL, 2007). O espaço ideal para a implantação da tecnologia assistiva é a sala de recursosmultifuncionais. Salas de recursos multifuncionais são espaços da escola onde se realiza oAtendimento Educacional Especializado para os alunos com necessidades educacionaisespeciais, por meio do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, centradas emum novo fazer pedagógico que favoreça a construção de conhecimentos pelos alunos,subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e participem da vida escolar. (BRASIL,2006, p.13). Segundo Fernandes, A. C et al. (2007), para a criança com deficiência física, muitasvezes, será necessária a realização de adaptações e da intervenção do professor para queela possa vivenciar toda essa exploração do seu corpo no espaço, procurando promover e,ao mesmo tempo, resgatar as experiências naturais dessa fase de desenvolvimento,realizando com a criança movimentos como: rolar, pular, balançar, arrastar e rastejar emambientes diferentes com diferentes texturas, tamanhos e temperatura; dançar, entrar esair de objetos como caixas grandes de papelão ou de túneis; proporcionar situações debrincadeiras como esconde-esconde, pega-pega, corre-cotia, de casinha; promovermovimentos corporais relacionados a músicas, histórias, jogos; atividades com bolas, compiscina de bolinhas; exploração e construção de diferentes brinquedos pedagógicos ou nãoe muito mais que a criatividade permitir. Nos casos específicos de estudantes com graves comprometimentos motores, quenecessitam de cuidados na alimentação, na locomoção e no uso de aparelhos ouequipamentos médicos, a presença dos professores especializados torna-se necessáriaespecialmente no período em que frequenta a classe comum. Mesa e cadeira adaptadas, parapodium para posicionar o aluno que faz uso de cadeira de rodas em ortostatismo.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 17
  18. 18. Na educação infantil as crianças aprendem a usar a tesoura. O aluno comdeficiência física, especificamente, poderá participar da atividade de recorte e colagemcomo os outros, utilizando durante o processo uma tesoura especial de maneira que elepossa manejá-la com a habilidade que possui (fechar a mão ou bater a mão). Tesouras adaptadas com borracha e suporte fixo. Outra atividade muito frequente na escola é o desenho e a pintura. Nesse casopode ser modificado o manejo do lápis, giz de cera ou pincel que exigem uma habilidademotora fina, além de fixar a folha com fita adesiva ou em uma prancheta. Precisa-severificar qual a habilidade de preensão da mão do aluno e escolher uma alternativa comoum engrossador para o lápis ou pincel. Engrossador de lápis pode ser feito com uma espuma macia a fim de melhorar apreensão palmar. O “aranha-mola” é um arame revestido onde os dedos e o lápis sãoencaixados. No caso de crianças impossibilitadas de usar as mãos, pode ser usada uma ponteirapara a boca ou para a cabeça. Com esse recurso, ela terá condições de realizar diversasfunções, como por exemplo, a digitação, fazer desenhos, pintar e virar páginas, etc.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 18
  19. 19. Plano inclinado facilitador de campo visual. A prancha temática pode se configurar única ou fazer parte de uma pasta comum.Esse recurso possui figuras que permitem a comunicação sobre um tema único. Uma dasmodalidades da tecnologia assistiva é a comunicação suplementar e alternativa. Comunicação Suplementar e ou Alternativa (CSA) Segundo SILVA, M. O (2006), os benefícios da comunicação alternativa são:melhora da autoestima, maior independência para realização das atividades, aumento dopoder de decisões, aumento do número de interlocutores, melhor qualidade de vida parao sujeito e para seus pares. “Para proceder à comunicação alternativa, são usados diversos recursos e materiais que possam dar suporte, facilitar ou viabilizar o processo de comunicação da criança com os indivíduos do meio (família, escola e comunidade). Nesse processo, a família exerce um papel muito importante para que a implementação e uso da comunicação alternativa possam ter sucesso e não ser um instrumento a ser trabalhado só nas terapias ou sala de aula. A dedicação e envolvimento da família contribuem para o enriquecimento a aplicação de novos símbolos somando e complementando o trabalho como um todo”. (MEC, 2002) Geralmente, os grupos são formados de alunos anártricos (quando há ausência defala), disártricos (dificuldade na articulação das palavras) e outros com fala inteligível. OCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 19
  20. 20. trabalho é útil para todos, pois atenderá a criança impossibilitada de falar e servirá comomaterial de estímulo para os demais, socializando a comunicação alternativa entre os nãofalantes e falantes. (GODOI, A. M, et al., 2007). Um sistema de comunicação pode ser composto pelo próprio objeto, ou seja, é aforma real e mais concreta possível. Sua representação pode ser feita por outro objetoconcreto que se assemelha muito com o real e que o substitui na sua ausência. Essesobjetos são tridimensionais e melhoram seu manuseio para os usuários. Um bom exemplosão as miniaturas, formas de representar o objeto real. Vale ressaltar que o fundo onde são fixadas as figuras, fotos e miniaturas,geralmente, é de cor preta. Para melhorar a visualização desses objetos, é recomendadoque as mesmas tenham fundo branco ou colorido. O próprio aluno deve participar, emconjunto com o professor, na confecção e organização de recursos pedagógicos, porquequando ele participa passa a conhecer melhor as propriedades e funções do materialempregado e as diferentes situações no qual pode ser utilizado. Sendo assim, a comunicação alternativa estimulará aqueles com dificuldade naexpressão verbal e na escrita. Adequação dos materiais utilizados na sala de aula, comotesoura adaptada, engrossador de lápis, pulseiras de chumbo, plano inclinado. Omobiliário adequado: mesa, cadeira, quadro, andadores, cadeiras de rodas. Prancha de comunicação A quantidade de estímulos deve ser planejada em um sistema de comunicação. Oestímulo único é importante para o trabalho com os aspectos de percepção visual, auditivae sinestésica do próprio objeto. A utilização de mais de um estímulo possibilita o trabalhode comparação, como por exemplo, quando se solicita ao aluno confrontar a figura de umcachorro com a de um gato. O uso de vários estímulos só é recomendado quando o alunoCurso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 20
  21. 21. já consegue distinguir um estímulo de outro(s), que se refere à situação de comunicação(MANZINI & DELIBERATO, 2006). Adequação Postural Quando discutimos sobre o posicionamento de uma pessoa com deficiência físicaem uma cadeira de roda, é importante ter noção desta postura para que facilite oaprendizado, a execução das atividades durante o momento em que está na escola. Pois asadequações são simples, como por exemplo, uma almofada, um cinto, uma bandeja, umapoio de cabeça, porém, o benefício é imenso, porque o aluno estará mais estável econfortável na sala de aula. Os objetivos específicos da adequação postural são: • Conforto: a cadeira de rodas é um complemento da pessoa que a necessita, visto que geralmente o tempo de permanência é longo. • Alinhamento postural: para que possa ter a melhor funcionalidade possível, evitando deformidades, contraturas e dor. • Alívio de Pressão: o fator de distribuição do peso corporal na cadeira é importante para que evite pontos de pressão podendo causar úlceras e para dar maior conforto ao indivíduo. • Estabilidade: dará segurança para que execute suas atividades com qualidade, melhorando o desempenho no dia a dia. • Aumento da Função: possibilita a otimização das funções motoras e fisiológicas. • Interação Social: dando oportunidade ao indivíduo de inclusão social. • Acessibilidade: possibilita o acesso desse sistema aos locais frequentados pelo usuário. • Permitir Alterações/Reajustes: o material deve ser adaptado para as necessidades atuais e futuras modificações, devendo ser as cadeiras de fácil manuseio, acomodação e transporte. (GODOI, A. M, et al., 2007). Sendo assim, quando temos um indivíduo com deficiência física que apresentaalteração de tônus muscular, sendo avaliada uma escoliose na coluna vertebral, devemosadaptar para que não gaste energia tentando permanecer sentado e desconfortável.Portanto, a adequação desta coluna deve ser feita objetivando um melhor alinhamentodas vértebras desta coluna.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 21
  22. 22. Depois de avaliado e intervindo no alinhamento da coluna vertebral, devemosobservar como o aluno está sentado, se a descarga de peso está correta, se está sentandoem cima da tuberosidade isquiática 1, o mau posicionamento leva a pontos de pressão e aum aumento de cifose torácica, consequentemente, um bom posicionamento de quadrilleva um melhor equilíbrio e com os membros superiores mais livres para executarem osmovimentos requisitados. Para cada indivíduo deverá ser feito uma medição corporal para que a adequaçãopostural seja eficaz. Sendo assim, com o indivíduo sentado, fazem-se as seguintesmedidas: apoio de cabeça (distância do topo da cabeça até o assento), altura do encosto(distância da nuca até o assento), profundidade do assento (distância do tornozelo até oencosto da cadeira), apoio dos pés (distância do assento até a planta do pé). Aliando todos os recursos de comunicação alternativa, tecnologias assistivas enecessidade posturais da criança à prática pedagógica adequada para esse aluno comnecessidades educacionais especiais em decorrência de uma deficiência física, é possíveloferecer um espaço adequado para a construção de conhecimento desse sujeito,oportunizando-o um desenvolvimento saudável com uma participação social efetiva. E éjustamente esse o objetivo do Atendimento Educacional Especializado.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 22
  23. 23. ReferênciasBRASIL. Saberes e Práticas da Inclusão: Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem:Deficiência Múltipla. 2. ed. rev. – Brasília: MEC, SEESP, 2003.BRASIL: Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Sala de RecursosMultifuncionais: espaços para o Atendimento Educacional Especializado. Brasília:MEC/SEESP, 2006.BRASIL: Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. AtendimentoEducacional Especializado: Deficiência Física. Brasília: MEC/SEESP, 2007.BRASIL: Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Educação Infantil:Saberes e Práticas da Inclusão – Deficiência Física. Brasília: MEC/SEESP, 2006.BERSCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Texto complementar distribuído emcursos Tecnologia Assistiva. Disponível em: http://www.assistiva" _www.assistiva_.com.br, RS, 2006.CAMARGO, Paulo. O primeiro ano de vida da criança e a intervenção sobre seudesenvolvimento neuropsicomotor. IN: KUDO, Aide M. (et al.). Fisioterapia,Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional em Pediatria. 2. ed. São Paulo: Sarvier, 1994.DECRETO nº 5.296/2004. Disponível em: http://www.81"_www.81_.dataprev.gov.br/sislex/paginas/23/2004/5296.htm.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 23
  24. 24. DELIBERATO, D.; MANZINI, E.J. Recursos para Comunicação Alternativa. Brasília: [MEC,SEESP], 2006. 52 p.GODOI, A. M., et al., AACD - Medicina e Reabilitação: Princípios e Práticas. Capítulo:Inclusões, p. 907; São Paulo, 2007.OLIVA, A. D; DIAS, G. P. & REIS, R. A. M; Plasticidade Sináptica: Natureza e CulturaMoldando o Self. 2009.SCHIRMER, C. R.; BROWNING, N. BERSCH, R.; MACHADO, R. Atendimento EducacionalEspecializado - Deficiência Física. São Paulo: MEC/SESSP, 2007. 130p.SILVA, M. F. M. C; KLEINHANS, A. C. S. Processos Cognitivos e Plasticidade Cerebral naSíndrome de Down. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, Jan.-Abr. 2006, v.12, n.1, p.123-138.SOUZA, A. M. C; et al. Caminhos da Inclusão. Editora Kelps, Goiânia, 2008.Curso básico: Educação Especial e Atendimento Educacional EspecializadoUnidade IV – Práticas Educacionais Inclusivas – Deficiência Física 24

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