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  • 1. UNIDADES DE INTELIGÊNCIA E CONSULTORIA SOCIAL E HUMANITÁRIA a partir da experiência de companheiros do Rotary Club Rio de Janeiro - Maracanã Distrito 4570 Autores: Roberto Flávio e Rousseau Castello Consultores em Gestão, Moradores da Região do Maracanã Fundadores do Rotary Club Rio de Janeiro, Maracanã Distrito 4570 2008 1
  • 2. Autores: Roberto Flávio de Carvalho e Silva: Engenheiro Mecânico Industrial, com cursos de especialização em Sistemas de Informação na Burroughs, Pesquisador e Consultor em Estratégia, Mobilização, Qualidade, Sustentabilidade, Endogenia e Negociação. Autor dos livros Mobilização para Qualidade, Reengenharia na Prática, Estratégia da Negociação e co-autor de Ser 21 – Reinventando a Vida. Experiência em Educação Executiva como professor de Planejamento Estratégico da FGV – RJ, e professor da Universidade Cândido Mendes de Gestão e Marketing. Fundador do Rotary Club Rio de Janeiro Maracanã, do Distrito 4570 Diretor Acadêmico da Universidade Corporativa Novezala, Diretor Estratégico da Univox – Universidade Corporativa Virtual e Diretor Técnico da Consultvox, duas unidades do Sistema Aulavox. Rousseau Leão Castello Filho Engenheiro Mecânico Industrial, com cursos de especialização em Gestão de Recursos, nos EUA, e Gestão Industrial, na França. Pós Graduado em Administração Social pela FGV Rio. Pesquisador e Consultor em Comunicação, Consultoria , Educação Corporativa, Desenvolvimento Humano, Desenvolvimento Gerencial, Aprendizagem Acelerada . Co-Autor dos livros Aprendizagem Acelerada e Ser 21 – Reinventando a Vida e autor do livro Caminho do Êxito. Experiência em Educação Executiva como professor da FGV Rio. Fundador do Rotary Club Rio de Janeiro Maracanã do Distrito 4570 Consultor de Organizações em Estratégia, Criatividade, Inovação, Gestão de Projetos e Desenvolvimento de Consultores. Lúcia Stela de Moura Jornalista; Escritora, autora de Despertar, TEOcidências, O Melhor Amigo: Dicas e Historinhas, e Cooperativa de Crédito de Mendes; ghost-writer e Assessora para Projetos Editoriais de 4 livros. Assessoria de Textos e Formatação para esta obra. Contato: Celular: 21 99 58 29 58 . e-mail: robertoflavio@superig.com.br 2
  • 3. Ficha Técnica Unidades de Inteligência e Consultoria Social e Humanitária Silva, Roberto Flávio de Carvalho e Castello Filho, Rousseau Leão Rio de Janeiro 1. Consultoria Social e Humanitária 2. Rotary Club 3. Desenvolvimento Regional 4. Sociedade do Conhecimento, 5. Endogenia 6. Sustentabilidade 7. Idealismo 8. Mobilização para Resultados 3
  • 4. SUMÁRIO: Introdução 5 O Espírito - A Fábrica da Vida 7 A Sétima Etapa - o Desenvolvimento 9 Os Sonhos como propulsores 11 Cuidemos do Planeta Terra 13 O que é Clube Eficaz? 15 Os Clientes e os Projetos 17 O Plano de Liderança de Clubes – PLC 19 Rotary – Uma Consultoria Mundial 21 O Espaço de Trabalho do Consultor 24 A Cultura do Desafio e a Genialidade Visionária 26 Definições Relevantes 28 Uma Visão Geral de Consultoria 30 As Grandes Organizações de Consultoria 32 Como fazer acontecer 34 Princípios, Etapas, Componentes da Consultoria e sua Ética 36 Uma busca de significado por meio de trabalho 40 Consultoria: Um meio de Vida 41 Conciliando Trabalho com sua Vida 43 Levando o Livro para Paul Harris 44 Finalizando 55 Esse material será utilizado na Assessoria Distrital de Mobilização de Clubes para Resultados, criada pelo Governador José Roberto Lebeis do Distrito 4570. Por motivos profissionais, nas áreas da Educação e Consultoria, Rousseau Castello afastou-se do Rotary, mas deixa sua contribuição nesta obra. 4
  • 5. INTRODUÇÃO Vivemos em um planeta prejudicado pelo poder econômico excludente, pelo fanatismo religioso, pelo egoísmo, pela falta de cidadania e pela desvalorização da vida. O Planeta Terra conta com a Rede Rotary de, aproximadamente, 33.000 unidades espalhadas pelo mundo, que ocupam regiões que necessitam de ser cuidadas. Nosso objetivo é promover a transformação de cada Rotary Clube em uma Organização de Consultoria Humanitária, Social e de Gestão, na sua região, para encaminhar soluções de melhoria com o respaldo da Comunidade Local, principal interessada no desenvolvimento de sua região. Começamos esse trabalho por nosso Rotary Maracanã do Distrito 4570 – Rio de Janeiro, ampliando seu papel social. Cada região do Planeta clama por alguma ajuda de instituições que possam articular ações voltadas para sua Qualidade de Vida, para o Desenvolvimento do IDH, para ajudar a ONU e UNESCO em seus projetos planetários sintetizados nas Metas do Milênio. Na base desse desenvolvimento, a Consultoria é a atividade disponível a todos. Esse livro surge da experiência em nosso clube, que tem a nobre missão de cuidar da região que o acolheu. É nosso objetivo promover reflexão e debate sobre o desenvolvimento do Planeta e sobre o papel de nosso clube e de cada um de nós. Cada Cidadão do Mundo é uma esperança para se construir um mundo melhor e repleto de oportunidades. O foco de nosso estudo é Endogenia e Sustentabilidade, voltado para o Desenvolvimento da Região que acolhe nosso clube. Sustentabilidade centra sua atenção na geração, no uso e no reaproveitamento racional dos recursos. Endogenia depende da mobilização da comunidade local, da base para o topo, para uma atuação permanente de melhoria e desenvolvimento dos capitais: social, humano, estrutural, ambiental e intelectual. Capital Social é definido como a capacidade de criar e sustentar associações voluntárias. Assim como outros capitais, o Social é produtivo e possibilita a realização de objetivos que seriam inalcançáveis se ele não existisse. Consideramos que o nível de cidadania de uma região é um importante índice de desenvolvimento sócio-econômico que tem em sua base redes de relações, normas de comportamento, valores, confiança, deveres e canais de informação. O Capital social é a base de toda a nossa estratégia de desenvolvimento de nossa região e de nosso clube, e acreditamos que uma das mais eficazes ferramentas de trabalho. Podemos afirmar que as regiões mais prósperas serão aquelas que desenvolverem o seu Capital Social. Vamos partir de nosso clube e esperamos que essa experiência seja útil aos 33.000 Clubes Rotary do Planeta e a outras instituições afins. 5
  • 6. Pretendemos colaborar para que cada Rotary Club transforme-se numa Unidade de Consultoria, e que irradie um grande intercâmbio de experiências. Como Organização de Consultoria Social, Humanitária e de Gestão, poderemos ser uma presença cada vez mais marcante na busca de um mundo melhor e repleto de oportunidades para tantos cidadãos. Leia e releia. Adapte este conteúdo à sua realidade. Um abraço, Roberto Flávio e Rousseau Castello 6
  • 7. O Espírito - A Fábrica da Vida 1.1 - A Crise A verdadeira crise que a civilização atravessa é espiritual, com desdobramento na crise existencial, emocional e material. A vida está em risco e os seres humanos de todos os continentes sentem-se acuados ante a necessidade de preparo, a angústia da falta de oportunidade de trabalhar e viver, a voracidade do poder econômico globalizado e a desintegração das sociedades, de suas identidades e valores. O modelo de desenvolvimento instalado mostra-se insuportável e impossível de gerar oportunidades de vida: a omissão é o pior dos pecados. Já dizia Martin Luther King: quot;Nossa Geração lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos.quot; 1.2 - O Universo Apoiados na tradição e na ciência, esboçamos uma descrição de como tudo começou, colocando a espiritualidade numa posição de destaque. Os relatos dizem que, no princípio, era o quot;nadaquot; e no quot;nadaquot; não havia existência ou inexistência, somente a essência, que vivia sem viver e por seu próprio poder. Pairava no quot;nadaquot; uma energia disforme, não revelada, em potencial, que o Ser Humano chamou de Espírito. Assim, tudo começou do Espírito. 1.3 - O Espírito Nós, seres humanos, somos na essência, somente Espírito. Nossa melhor existência e nossa vocação vêm do Espírito. Nossa felicidade e realização exigem seu embasamento no Espírito; por isso, acreditamos que, sem a espiritualidade, será muito difícil ou quase impossível encontrar soluções para os novos problemas que surgem em nosso Planeta. O esforço para um melhor entendimento da Espiritualidade e da presença viva do Espírito, na vida de cada um nós, passa a ser um fundamento estratégico para o Projeto de Vida. 1.4 - O Ser Humano O ser humano, na busca de poder, com sua racionalidade e com técnicas, abafou algo que é e deve ser o grande quot;oxigênioquot; que sustenta a Humanidade: a Espiritualidade, aqui considerada diferente de religiosidade. O verdadeiro desenvolvimento é aquele orientado pela espiritualidade com desdobramento natural para a Paz, a Felicidade e a Compreensão. As organizações devem promover a Espiritualidade em suas atividades. Vamos considerar como Espírito, a Fábrica da Vida, que tem como matéria-prima o Amor Ágape e Cósmico, que é o Amor Incondicional. 1.5 - A Fábrica da Vida Essa Fábrica foi instalada em 7 etapas que passamos a descrever: Na primeira etapa, foram criadas as leis da Física. 7
  • 8. Na segunda etapa, essas leis possibilitaram que toda aquela energia disforme fosse reunida num grande núcleo, gerando uma grande concentração de Espírito que chamamos de Óvulo Cósmico. A terceira etapa corresponde ao Big Bang, uma grande explosão que chega a altíssimas temperaturas e pressões, dando origem à criação de dois componentes químicos básicos para a vida: o Hidrogênio e o Hélio. A quarta etapa se caracteriza pela criação do Universo e suas estrelas. Nessa etapa, inicia-se um processo de contínuo resfriamento, e, nas estrelas, são criados todos os componentes químicos que iriam gerar a vida (do Hidrogênio ao Urânio). Sendo assim, nossa origem está no Espírito e nas Estrelas. Somos Estrelas e devemos brilhar quot;Mostrando o Caminho e Compartilhando a nossa Luz pessoalquot;. Na quinta etapa, são criados os sistemas solares, o nosso Sol com seus planetas, incluindo a Terra. Na sexta etapa, surge a Vida, com a criação dos solos com seus minerais, mares e com suas águas, com os animais, os vegetais, e, por fim, o Ser Humano. 1.6 - O Operador O ser humano, em sua dimensão espiritual, surge e se desenvolve como um ser quântico, emocional, racional e material, que tem a missão de assumir a operação da Fábrica da Vida chamada Espírito. Na dimensão espiritual, o ser humano, como imagem e semelhança do Espírito, é uma mini-fábrica da vida em potencial, uma franquia do Espírito. A Sétima etapa depende de nós, e contamos com o Rotary com sua presença mundial, para estabelecer de um modo contínuo e definitivo, a evolução do PLANETA. Repetindo: Podemos brilhar como as Estrelas, mostrando o Caminho e compartilhando nossas Luzes Pessoais com a atitude de Cuidar do Planeta. 8
  • 9. A Sétima Etapa - o Desenvolvimento 2.1 - O Quântico O desenvolvimento da Humanidade exige a espiritualidade, pois as soluções não surgirão somente das dimensões racional, emocional e material. A Racionalidade formata e a Espiritualidade educa. Com a Física Quântica, passamos a entender todos os seres vivos como uma concentração de energia e informação e a Visão Quântica mostra que o observado pode ser modificado pelo observador. Mostra também que podemos produzir o Big Bang individual, mobilizando e compartilhando nossas energias para a construção do Bem Comum, sem sectarismos e partidos. A Visão Quântica mostra que matéria e morte são quot;fantasiasquot; materialistas. 2.2 - Rede de Energia A Humanidade, como uma grande rede de energia e informação, deve abrir-se para ser abastecida pelo Espírito. Espiritualidade é estar aberto ao Espírito e se harmonizar com ele. É isso que deve orientar todas as ações humanas, na família, no trabalho e na sociedade, ao longo desse novo século. A sétima etapa depende de nós, de fazer essa Fábrica, chamada Espírito, acontecer e se desenvolver nas atividades humanas, organizacionais e sociais. 2.3 - A Espiritualidade Nessa etapa, somos parceiros do Espírito na geração da Vida, caracterizada pela ética, pela solidariedade, pela oportunidade e pela cooperação na busca da Paz Mundial. Desenvolver a Espiritualidade é experimentar a presença do Espírito, abrir o coração para sua força transformadora e fazer a diferença, sendo instrumento para a construção de uma humanidade acolhedora e repleta de esperança. 2.4 - A Educação O ser humano deve construir sua vida, por meio da Nova Educação, segundo o modelo da Fábrica da Vida chamada Espírito e assumir a responsabilidade de promover o Bem Comum como a identidade da Humanidade que, segundo a Unesco: quot;É a força que anima a vontade coletiva na busca da realização e da felicidadequot;. A autêntica motivação ou quot;Motivo para Açãoquot; está na espiritualidade que tem na base a vocação. E o que seria Espiritualidade? Seria Religião? Como definir algo tão subjetivo? 2.5 - A Espiritualidade Para definir Espiritualidade comparamos as pessoas e organizações aos nadadores. São de pouca espiritualidade os nadadores que se debatem na água sem sair do lugar. São os nadadores quot;Pregoquot;. São cheios de espiritualidade aqueles que deslizam na água. Hoje, quando vemos Organizações e Pessoas se debatendo no Mar da Vida, constatamos que eles têm pouca espiritualidade. 9
  • 10. Espiritualidade depende de uma relação íntima com o criador cósmico, cuja semente está dentro de cada um de nós (SELF). 2.6 - O Humanitarismo A Organização que adota a espiritualidade como estratégia denominamos de Organização Humanitária, que se desenvolverá ainda mais, se colocar a Mobilização de Líderes Humanitários como prioridade, e que cada líder tenha na espiritualidade a base de sua atuação. A beleza do Humanitarismo está na unidade, na diversidade e na busca de uma Humanidade melhor. O Rotary é uma presença viva do Humanitarismo, no Planeta. 2.7 - Formatar ou Educar O líder Humanitário educa e não formata. Na Educação, valoriza a vocação de cada um e de cada clube. O formatador anula o natural, produz quot;clonesquot;. Ele é o fiscal das normas e, a qualquer erro, expõe uma dura crítica. O educador, que tem na base a espiritualidade, é promotor da vida e da descoberta da essência; para ele, qualquer erro é semente de um novo aprendizado. O educador promove a descoberta da essência e quando o ser humano a descobre, ele encontra seus sonhos, que tangenciam a Criação e seu Criador. 10
  • 11. Os Sonhos como Propulsores 3.1 Mobilizar Sonhos O educador promove a descoberta dos sonhos e de seus mais profundos desejos gerados por sua vocação. Sonhos são capazes de encher de satisfação e de felicidade a vida de cada um de nós. A Cultura Popular diz que quot;Sonhar não custa Nadaquot;. A Organização Humanitária tem a missão de mobilizar os sonhos. A Humanidade se aperfeiçoa a partir dos sonhadores que almejam a vida digna para todos: uma sociedade criativa, promotora de oportunidades, que possibilita a erradicação da miséria, da fome, da sede e da infelicidade. 3.2 - O Educador Cada ser humano deve desenvolver suas capacidades e talentos para conquistar os seus sonhos. Isso é conseguido com o desenvolvimento de sua espiritualidade, visão e informação. O Educador vai além da ciência e das técnicas, e sua atuação nos leva a abandonar o presente das coisas triviais e partir para a conquista de sonhos. Devemos ter cuidado para que as pessoas mais idosas não tentem formatar os jovens, pois precisamos de educadores e não de formatadores. Para finalizar, recordo 5 sonhos bonitos da Humanidade: 3.3 - Sonho Cristão quot;Sonho com o Reino de Deus construído na base do Amor como o sentimento mais nobre de que é capaz o ser humano. Sonho com a Paz, e que a Paz comece no coração de cada um pela força do Espírito, já que o Ser Humano é o Templo do Espírito. Amar é viver em harmonia com o Criador, empenhando nessa vontade o próprio ser.quot; Autor desconhecido. 3.4 - Sonho das Nações Unidas quot;Nós, povos das Nações Unidas, sonhamos em salvar as futuras gerações do flagelo da guerra, reafirmando a fé nos direitos do Ser Humano, na dignidade, e valores da pessoa humana, na igualdade na Humanidade. Sonhamos em promover o progresso social e uma qualidade de vida melhor com ampla liberdade e por fim praticar a tolerância e viver em paz um com o outro como, bons companheiros astronautas de um cápsula chamada Terra. Sonhamos em unir forças para manter a paz e a segurançaquot;. Retirado dos documentos da ONU. 3.5 - Sonho de Gandhi quot;Sonho com a não-violência que significa amar a quem nos odeia. Sei como é difícil seguir essa suprema lei do amor e da espiritualidade. A Libertação da Índia depende dissoquot;. 3.6 - Sonho de Martin Luther King quot;Eu tenho diante de mim um sonho de que um dia esta nação se colocará de pé e viverá até o fim o sentido de suas convicções e que os seres humanos não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pela qualidade de seu caráterquot;. 3.7 – Sonho Rotário 11
  • 12. quot;Como Rotariano, sonho que cada clube se qualifique para revitalizar as regiões que os acolheram, suas organizações e cidadãos mobilizando líderes sensíveis ao novo paradigma da informação e conhecimento que invade a humanidade. Sonho com o Rotary atuando como uma grande Organização de Consultoria, mobilizando todas as forças sociais do Planeta e sendo uma presença marcante na busca da Qualidade de Vida e da Promoção da Qualidade.quot; Roberto Flávio 3.8 - A Relação Cósmica Eu pedi Sabedoria, e Deus me deu PROBLEMAS PARA RESOLVER. Eu pedi Prosperidade, e Deus me deu capacidade para desenvolver PROJETOS. Eu pedi Coragem, e Deus me deu PERIGOS PARA SUPERAR. Eu pedi Amor, e Deus me deu PESSOAS PARA AJUDAR. Eu pedi Favores, e Deus me deu OPORTUNIDADES. Eu não recebi nada do que pedi, mas recebi tudo que precisava... 12
  • 13. Cuidemos do Planeta Terra 4.1 - EDUCAÇÃO Cuidemos do Planeta Terra tendo como base a Educação. Consideramos que a revolução tecnológica está transformando e vai transformar nossas escolas em sua maneira de aprender e ensinar, mudando as dinâmicas da sociedade. Isso vai mudar a posição social e o papel das escolas, que deixam de ser uma instituição de preparação de jovens para a vida profissional e passam a ser uma ferramenta de preparo de cidadãos em todas as faces de vida. A escola passa a ser uma oficina de humanitarismo geradora de melhores desempenhos e resultados. Nas escolas, formamos agentes de transformação social. 4.2 - A ESCOLA IDEAL A Escola Ideal deve: 1. Motivar para aprender de forma disciplinada, organizada, criativa e permanente. 2. Ser um sistema aberto acessível que use uma linguagem simples e construtiva. 3. Comunicar conhecimento como substância e também como processo integrado. 4. Ser parceira de outras instituições evitando o monopólio e poder concentrado. 5. Ser formadora de Consciência Cidadã e de Liderança Humanitária. 6. Estimular empresários a serem educadores e investidores em humanização. 7. Promover o desenvolvimento da Espiritualidade como base para a Realização Humana. 4.3 - A VIDA: O FOCO A Educação para a Vida é primeira prioridade, é a base; sem ela, nenhuma sociedade poderá ser capaz de ser considerada desenvolvida. Seu foco deve ser preparar seres humanos para atuarem como profissionais, cidadãos e agentes de transformação social e essa é a grande responsabilidade do moderno Sistema Educacional, que deve envolver todos e não somente alguns quot;cidadãos de elitequot;. Esta educação abrange todos os momentos e todos os locais, mas, primordialmente nas escolas, é que este modelo de educação deve se desenvolver, portanto, as escolas serão de grande importância, no século 21, num papel articulador de talentos e mobilizador do poder de realização das pessoas. 4.4 – AUTOEDUCAÇÃO Com o impacto das novas tecnologias, os alunos serão seus próprios instrutores, os sistemas de educação informatizados serão suas ferramentas e os professores importantes facilitadores. Essa realidade exigirá conhecimento de matemática, ciência, tecnologia, inglês e espanhol, além do domínio do próprio idioma de origem e da ética. O foco de cada aluno de nossas escolas é desenvolver competência e capacidade para ter êxito na sociedade do conhecimento. Por isso, ele depende de uma escola diferenciada. 4.5 - EXIGÊNCIAS A sociedade do conhecimento vai exigir das escolas: 1. Desenvolver a capacidade de seus alunos de conhecer processos de aprender a aprender. 13
  • 14. 2. Valorizar mais o aprender prático e contínuo e a motivação do que teorias monótonas. 3. Valorizar o aprendizado para a vida e muita disciplina. 4. Promover um aprendizado atraente que traga em si uma grande satisfação. 5. Descobrir as vocações de seus alunos e potencializá-las. 6. Manter acesso aberto ao ensino, independente da idade e das credenciais educacionais anteriores para atender a uma necessidade de aperfeiçoamento social. 7. Qualificar pessoas para a “sociedade do conhecimentoquot;. 8. Preparar pessoas para aceitar seus desafios de novas atividades e trabalhos. 9. Ser parceira e um elo importante de um sistema de preparação de seres humanos voltados para o bem comum e resultados. 10. Ensinar a ser, desenvolvendo o conhecimento de si mesmo, das potencialidades e talentos, da missão de vida e dos sonhos. 4.6 - O Mundo O Mundo é uma Escola e o sistema educacional é resultado de parcerias entre a escola e instituições públicas e privadas geradoras de emprego, trabalho e oportunidades. O papel da escola é ser fonte de pesquisa, educadora e articuladora da ciência com a prática do empreendedorismo, na sociedade. O empresário deve ter a escola como fonte de desenvolvimento e um espaço que vai possibilitar que ele descubra alternativas de reinventar sua vida e formas de realizar melhores desempenhos. 14
  • 15. O que é Clube Eficaz? 5.1 - Administração O conceito de Administração ou Gestão se refere ao processo de fazer com que as atividades sejam realizadas eficiente e eficazmente, com e por meio de outras pessoas. O processo representa as funções, atividades ou células realizadas por administradores e gestores. Estas atividades são: planejamento, organização, direção, coordenação e controle. Tudo depende muito da capacidade de liderança do administrador ou gestor. 5.2 - Eficiência Eficiência refere-se à relação entre as entradas e saídas. Se conseguirmos mais saídas a partir das entradas disponíveis, somos mais eficientes. Somos eficientes mantendo as saídas com menos entradas. Como a função do Administrador ou Gestor é lidar com a escassez de entradas, ou seja, de recursos (pessoas, dinheiro, materiais, serviços, equipamentos e outros insumos), eles estão sempre ocupados com o uso eficiente das entradas. Assim, eles se ocupam com os custos das entradas e com o processo de transformação das entradas em saídas. Em resumo, Eficiência é fazer as coisas da maneira certa. 5.3 - Eficácia No entanto, não basta Eficiência, é preciso Eficácia, o que significa partir da Eficiência, para atender às necessidades dos clientes da organização. Eficiência e Eficácia dependem de Liderança, de Senso de Comunidade, de Estratégias, de Marketing Social, de Pesquisa das Necessidades dos Clientes, de Capacidade Negociadora etc. A eficácia do clube será construída a partir de seus projetos, que devem ser focados no conhecimento e na promoção do aperfeiçoamento de seus clientes, e vai conseguir isso com a mobilização das forças sociais de sua região. 5.4 – Clube Eficaz Clube Eficaz é aquele que conhece todas as vocações, necessidades e talentos de seus clientes e elabora projetos voltados para atender as suas necessidades. São projetos que mobilizam o cliente para responder às vocações, neutralizar suas ameaças e potencializar suas oportunidades. Como o clube é uma unidade de serviço voltado para mostrar caminho numa intensa atividade consultiva, as entradas mais importantes são pessoas que queiram trabalhar nos serviços e os ingredientes que vão ser usados pelos serviços. 5.5 - A Rede Cada Clube Rotary faz parte de uma rede humanitária que tem a finalidade de cuidar de nosso Planeta Terra. Essa rede é de aproximadamente 33.000 unidades que compõem o Rotary Internacional. Cada clube faz a sua parte, quando cuida da região em que está inserido. 15
  • 16. 5.6 – O Plano de Liderança de Clubes - PLC O Plano de Liderança de Clubes é uma orientação para que os clubes possam conquistar sua eficácia. Basicamente aponta para 5 cargos: Presidente, Vice Presidente, Secretário, Tesoureiro e Protocolo, e para 5 Coordenadores de Comissões Permanentes para: Projetos, Imagem Pública, Administração do Clube, Quadro Social e Fundação Rotária. 5.7 – A operação de cada clube é orientada pelos documentos oficiais do Rotary International, que podem ser acessados no download Center no site http://www.rotary.org/pt e na experiência de seus líderes, governadores e diretores, assim como sua Prova Quádrupla, que estabelece um padrão de comportamento para todos os rotarianos. 16
  • 17. Os Clientes e os Projetos 6.1 – Primeiro Cliente do Rotary Club. É a região que acolhe o Rotary Club, com todas as suas forças sociais, seus problemas, suas necessidades, governo, ong´s, escolas, universidades, empresas, comércio, igrejas etc. Tudo dessa região deve ser levantado, mapeado, registrado e conhecido. Com as informações levantadas, construímos um Banco de Dados sobre a região, uma grande fonte para pesquisas das universidades sobre a sociedade. 6.2 – O Segundo Cliente do Rotary Club É a Fundação Rotária, uma instituição de fomento que capta recursos pelo trabalho dos clubes e de seus contatos com a região e outros clubes. A Fundação financia os projetos planetários e locais. É um ponto de ordenação e eficácia da aplicação desses recursos. Esses recursos têm como resultado, hoje, a quase erradicação da Poliomielite no mundo, e um trabalho de manutenção dessa erradicação. Com esses recursos, a Fundação Rotária aponta para seu novo projeto: Educação para o Planeta Terra. 6.3 – O Terceiro Cliente do Rotary Club O terceiro cliente é o sócio ou associado ao clube. Tornar-se associado depende de um convite após perceber a afinidade do sócio em potencial com o Rotary International. Essa afiliação depende de presença em nossas reuniões. O associado recebe apoio personalizado da comunidade interna do clube. O associado segue as regras do Rotary International e cuida do fortalecimento de seu clube. Tem na base de seu comportamento a Prova Quádrupla a ser aplicada em suas relações, e em sua vida particular e profissional, bem como em assuntos de interesse nacional e internacional. Os Rotarianos têm a missão de influenciar nas diretrizes, nos planos, em declarações, leis e no mundo político e de negócios. Em resumo, cada rotariano é um agente de transformação na busca de um mundo melhor. A Prova Quádrupla é aplicada quando o rotariano busca responder, positivamente, às suas quatro perguntas: É verdade? É justo para todos os interessados? Criará boa vontade e melhores amizades? Será benéfico para todos? 6.4 - Os Projetos Para atender os três clientes, o clube realiza projetos de revitalização das pessoas, das organizações e das regiões. Sua atuação é uma verdadeira consultoria que deve ter o princípio de quot;fazer fazerquot;. Seus projetos devem ser voltados para mobilização da comunidade local para um trabalho de cuidar de sua região e daí captar recursos para a Fundação Rotária. É fundamental que cada clube tenha uma metodologia de elaboração de projetos com os fundamentos baseados nas orientações da Fundação Rotária (Subsídios Equivalentes). 6.5 – Comunidade Cada clube deve promover o desenvolvimento do senso de comunidade entre seus associados, os moradores, as organizações e as forças sociais da região. Comunidade é uma unidade feita pela integração ou participação de muitos. É uma 17
  • 18. forma estável de associação, da qual os membros participam por aquilo que é diferente das societárias, que as pessoas participam pelo que têm. Família é a comunidade básica na formação do Cidadão e envolve todo o nosso ser. A Comunidade tem sempre interesses convergentes, voltados para a obra em comum, da qual todos participam com toda sua racionalidade, sensibilidade e liberdade. A Comunidade depende de Contigüidade Espacial, presencial ou virtual e de Ideais Comuns. 6.6 – Integração Na busca de integração, é criado na Internet um Grupo Virtual para os moradores e empresários da Região. Esse espaço virtual permite a troca de informações e a formação de uma massa crítica pensante que possa ocupar-se do trabalho de cuidar da região. É o projeto D´OLHO na Região. O nome desse Grupo Virtual terá a estrutura a seguir: D´OLHO NO (nome do clube) para o qual serão convidados os associados, moradores e empresários da região coberta pelo Clube. 6.7 - Continuidade O Rotary, em toda a sua estrutura, muda sua gestão, a cada ano, e deve ter o cuidado de não descontinuar suas operações de atendimento às necessidades de seus clientes. Deve ter um Plano que passe para o ano seguinte. Esse plano deve ser registrado num documento. 6.8 – Escola de Cidadania Para oferecer ao cidadão de cada região que acolhe cada clube, um “pacote” de serviços, fundamos a Escola de Cidadania que, com o apoio do Instituto PAI, http://www.institutopai.org/, foi instalada na internet, com sua Cartilha de Cidadão e uma coleção de livretes, que pode acessada em http://www.escoladecidadania.org.br/ 18
  • 19. O Plano de Liderança de Clubes – PLC 7.1 - O que é o PLC? Palavras de um Associado: quot;Nosso clube estava se esvaindo. O Plano de Liderança de Clube ajudou a revigorá-loquot;. Convocação Geral do PLC: Fortaleça seu Clube Rotary, implementando o Plano de Liderança de Clube, que é uma extensão do Plano de Liderança Distrital. O PLC é vital à estabilidade, ao crescimento e ao sucesso do Rotary, no segundo século de prestação de serviços. Favorece também a continuidade, a comunicação e o envolvimento rotário nos clubes. O PLC inclui: o planejamento estratégico e o estabelecimento de metas com base nas diretrizes de aumentar a eficácia dos Clubes Rotary. 7.2 O – O que o PLC oferece? O PLC oferece aos clubes uma estrutura que possibilita a padronização de procedimentos e a orientação de suas atividades para os Objetivos do Rotary: uma estrutura de comissões que enfatiza as principais funções de um clube e que pode ser ampliada de modo a se adaptar a cada realidade. Ainda provê uma base, sobre a qual cada clube fortalece sua própria identidade, que é o conjunto de valores que devem reger as suas atividades e que será a força que vai animar a vontade do grupo na busca da realização. 7.3 – Qual a Estrutura do PLC e quais os passos para sua implementação? O PLC é composto de 9 passos que orientam sua implementação e estão relacionados com as funções que todo o clube necessita executar para ser eficaz, mostrados a seguir: 1 - Desenvolver o plano de longo prazo que incorpore os elementos de um clube eficaz. Resultado: Nosso plano tem a duração de 7 anos, começou em 2007 e termina em 2014 . Temos o foco de promover o desenvolvimento de nossa região, instalando escolas de cidadanias nas instituições interessadas, conhecendo a sua realidade e elaborando projetos que possam atender às necessidades percebidas. 2 - Estabelecer metas anuais usando as diretrizes para aumentar a eficácia dos Clubes Rotary e de seu Plano de Longo Prazo. Resultado: Nossas metas a atingir na Região: 2% em 2008, 8% em 2009, 20% em 2010, 35% em 2011, 55% em 2012, 75% em 2013 e 100% em 2014. 3 - Realizar assembléias do clube, que envolvam os sócios no processo de planejamento e os mantenham informados sobre as atividades do Rotary. Resultado: começar, em 2009, assembléias com a pauta de projetos 4 - Favorecer a comunicação entre as partes de um clube (Presidente e Conselho Diretor, Associados. Coordenadores das Comissões Permanentes) e entre o clube e o seu Distrito. (Governador, Governador Assistente e Comissões Distritais). Resultado: promover a preparação de cada uma das funções e indicar o Vice- presidente para atuar na coordenação das comissões permanentes. 5 - Possibilitar a continuidade da liderança, enfatizando o planejamento da transferência de cargos de modo a favorecer o treinamento de futuros líderes. Resultado: preparar a atualizar um portfólio de projetos e de acompanhamento da atuação do clube para passar para as próximas gestões. 19
  • 20. 6 - Ajustar as diretrizes do clube para que reflitam a estrutura das comissões, bem como os papéis e responsabilidades dos líderes do clube. Resultado: manter atualizados os estatutos e todos os documentos necessários para o bom funcionamento da organização. 7 - Oferecer oportunidades de aumentar o companheirismo entre sócios do clube. Resultado: promover eventos mensais, a partir de 2009, que combinem companheirismo, com captação de recursos para a Fundação Rotária 8 - Certificar-se que todos os sócios estejam envolvidos com algum projeto ou cargo no clube. Resultado: divulgar os projetos para integrar todos os associados em algum projeto. 9 - Desenvolver um plano abrangente de treinamento que possibilite a participação de seus sócios de reuniões distritais de Treinamento, Atividades e Oportunidades de Orientação e Educação para novos e antigos sócios. Resultado: promover intensa divulgação que mostre a importância da participação nos referidos eventos 7.4 – Qual o objetivo do PLC? O objetivo do PLC é fortalecer os Clubes Rotary por meio de uma estrutura que favoreça o desenvolvimento de um clube eficaz. O PLC está fundamentado: 1. No Novo Regimento Interno Recomendado para o Clube Rotary; 2. No Ciclo Recomendado para o Treinamento de Líderes; 3. Nas Diretrizes para aumentar a Eficácia dos Clubes; 4. Nos Relatórios de Visita aos Clubes; 5. Os 5 elementos básicos do PLC. O PLC, pela sua flexibilidade, é aplicável a todo mundo rotário: ele é uma trilha e não um trilho. O PLC teve êxito, em todo o mundo, e passou a ser sugerido a todos os clubes rotários do mundo. Cada clube deve analisar o PLC e adaptá-lo à sua realidade. Líderes dos Clubes devem implementar o PLC em articulação com os líderes Distritais, seguindo suas orientações. O PLC deve ser avaliado, anualmente. A implantação do PLC deve ser orientada pelos Governadores Assistentes. Para mais informação acesse o Download Center no site http://www.rotary.org/pt Os 5 elementos básicos de um clube eficaz são evidenciados por suas 5 comissões: Quadro Social, Administração do Clube, Fundação Rotária, Relações Públicas e Projetos de Prestação de Serviços. 7.5 – Qual o papel de cada Comissão? Quadro Social: cuidar do fortalecimento e expansão de seu quadro de sócios Administração do Clube: Cuidar do Clube, sua infra-estrutura, seus documentos e cuidar das relações formais com o Rotary International. Fundação Rotária: promover o conhecimento de seus projetos e a promoção de ações de captação de recursos para financiamento de seus projetos planetários. Relações Públicas ou Imagem Pública – cuidar para o Rotary seja mais conhecido, que tenha e sustente uma boa imagem da sociedade em que está inserido. Projetos de Prestação de Serviços: promover projetos de atendimento aos 3 clientes. 20
  • 21. Rotary – Uma Consultoria Mundial 8.1 – O que é Consultoria? Consultoria é uma atividade voltada para ajudar o outro na busca de seus resultados. Em nosso caso, o Rotary Club, visto como consultoria, é uma unidade de inteligência voltada para ajudar a região que o acolhe na busca de uma melhor condição de vida. Seres humanos, em vários momentos de suas vidas, são consultores. São consultores quando sugerem alguma idéia e ajudam a resolver um problema. Consultoria é uma atividade que exige poucos investimentos: equipamentos e materiais de escritório, cartões de visita e material de divulgação. Qualquer pessoa pode ser um Consultor e pode realizar uma atividade voltada para a evolução e o desenvolvimento. Nosso foco: • Consultoria Social e Humanitária: voltada para a revitalização de comunidades locais, e formada por moradores ou trabalhadores de uma região, onde encontramos todo tipo de organização. • Consultoria de Gestão: visando à Mobilização do Poder de Realização das Organizações. • Pessoas: em Consultoria Pessoal com objetivo no desenvolvimento de pessoas e de seu poder de realização. • Realização de Projetos de Captação de Recursos: para financiar projetos de Qualidade, Saúde, Educação e Meio Ambiente. Nossa estratégia é começar pelas pessoas que querem fazer diferença e estão cansadas de promessas de autoridades e políticos. Queremos promover um esforço conjunto de Consultoria voltado para melhoria social e para gerar oportunidades. Cada Comunidade Local deve cuidar de sua Região num esforço de Inteligência Cidadã, por meio de um intenso trabalho de Consultoria e de mobilização de suas Forças Sociais para uma atuação de constante busca da Qualidade de Vida. Todos os trabalhos são coordenados por seus líderes, que contam com parcerias com as organizações locais, em consonância com nosso foco de melhorar a Qualidade de Vida. Consultoria tem como fundamento um conjunto de Valores que devem reger sua atividade: Integridade, Ética, Dignidade, Companheirismo, Bem Comum, Calma, Ponderação, Ritmo, Elegância, Educação, Esperança, Competência e Ideal de Servir. Queremos promover o estudo e a reflexão sobre essa nova atividade que deve ser praticada por todos. Vivemos e propomos a busca da Cultura do Diálogo. 8.2 – Integridade Um requisito fundamental da atividade de Consultoria é a integridade, pois só assim se conquista a confiança do cliente. Acreditamos que a integridade está relacionada com a quot;livre espiritualidadequot;, voltada para um relacionamento sadio com todos e com a natureza, sempre orientada para a arte do servir. A integridade é construída com palavras e ações baseadas na ética, no respeito e na vontade de ajudar o outro a conquistar seus sonhos e objetivos. Aqui, é importante este pensamento: quot;Ajudar o outro a ser melhor é uma atividade poderosa, e nada mais forte do que algo cujo tempo chegouquot; . Victor Hugo 21
  • 22. O Consultor perde a integridade quando usa a sua atividade para alimentar seu ego, seus interesses pessoais e profissionais, de usa de vaidade ou explora seu cliente. 8.3 – Quem é o Cliente? O cliente único da Consultoria é o Ser Humano. O Consultor, quando está diante de seu cliente, é ele próprio a essência de sua atividade e do que está oferecendo. Os clientes compram o que entendem e precisam. Um dos pontos importantes do Consultor é ter atitude de pesquisa e um olhar construído diferenciado, que é mostrado ao cliente. Os Consultores devem preparar-se para serem testados em sua competência e capacidade de trazer novas alternativas para a solução dos problemas. O Consultor deve mostrar ao cliente o que ele é, e quais os valores que regem suas ações e atitudes. O cliente sempre espera que tudo tenha sentido, e espera que a essência do Consultor brilhe pelas atitudes e palavras faladas e escritas. 8.4 - Lidando com Abstrato Uma das características da Consultoria é lidar com o abstrato, com os sonhos e desejos dos outros. O Consultor deve desenvolver a capacidade de perceber o abstrato com clareza, e agir com objetividade. Num sentido mais amplo, essa capacidade é importante para todos os seres humanos: transformar os valores e crenças pessoais em linhas de ação do dia–a-dia. O Consultor é o maior beneficiado, pois, na medida em que ele ajuda seus clientes a ampliarem suas próprias visões do mundo, aprende com sua atividade a fazer o mesmo com ele próprio. 8.5 – Os Projetos de Consultoria Na base da atividade de cada Rotary Club, está o Projeto de Consultoria. O Consultor “faz fazer”. Podemos desenvolver essa capacidade em cada clube, que se transforma numa Unidade de Inteligência e Consultoria. Outra grande vantagem é poder contar com os mais diversos profissionais e talentos, que encontramos nos outros distritos e clubes. O grande desdobramento da elaboração, gerenciamento e realização dos projetos é que o Rotary, em todas as suas dimensões, transforma-se numa grande e prática escola de consultoria, com uma grande diversidade de experiências, contando com um grupo de professores e lideres que atuam em áreas distintas e complementares e de fácil acesso, pois o custo é pequeno. Os Projetos são as grandes ferramentas de transformação a serem usadas por todos os rotarianos. Cada projeto busca transformar o abstrato em concreto. 8.6 – Aspectos Irracionais e Inconscientes do Cliente O Consultor não deve acreditar que tudo vai ser fácil. O Contato com o cliente é sempre, no início, uma invasão de sua privacidade. Para lidar com esses aspectos, ele deve ser um hábil negociador, que sempre busca mostrar os benefícios que o cliente pode obter e as perdas que pode evitar. De um lado, o cliente quer aperfeiçoar algo, e, de outro, tem receio de abrir mão de seu poder atual e de sua capacidade de controle, para uma outra pessoa (o Consultor). Normalmente, os Seres Humanos atuam em comunidades, dirigidas pela intuição, pelos sentimentos e por desejos estereotipados. Os clientes precisam de atenção total e a atitude deve 22
  • 23. enfocar os aspectos mais indefinidos e intangíveis de cada situação. A estratégia do Consultor é colocar racionalidade e otimização de tempo, custo e espaço nas situações mais subjetivas irracionais e intuitivas. Tudo que afirmamos aponta para que sejamos consultores de nós mesmos. E este é o grande exercício de vida que a Consultoria proporciona. 8.7 – O Rotary – Uma Escola de Consultoria Por que as pessoas devem entrar para o Rotary? Para participar como aluno da maior escola de consultoria do planeta. Essa escola nos ensina a sermos quot;Donos de nossa Própria Vidaquot;. Entramos para o Rotary para nos desenvolvermos nessa atividade, que aponta para a conquista maior do Ser Humano: a Liberdade Sem Limites. Seja qual for a idade, podemos realizar essa atividade. Aliás, quanto mais idade, mais experiência; é o acúmulo dessa experiência que transforma o Rotary numa grande Organização de Consultoria voltada para construir um Planeta melhor. 23
  • 24. O Espaço de Trabalho do Consultor 9.1 Amplitude Não existe uma atividade mais ampla do que a do Consultor. Ela começa com uma necessidade observada, monitorada e percebida. A necessidade é geradora de uma proposta de atendimento, e todo o trabalho mental de concepção é de responsabilidade do Consultor. Os espaços de atuação são profissionais, sociais, espirituais e qualquer outro, no qual encontremos uma necessidade de aperfeiçoamento ou de solução do problema. É importante observar a essência do compartilhamento com o cliente. Uma verdadeira Consultoria não se faz apenas para o cliente. Ela deve também ser feita com o cliente em um regime de parceria e de responsabilidade mútua. 9.2 Região Um Rotary Clube, em parceria com organizações e forças sociais da região, pode adotar a região como espaço de Consultoria. As necessidades de cada região podem ser pesquisadas, levantadas e percebidas e a grande alternativa é realizar esse trabalho de conhecimento em parceria com escolas ou universidades da região ou das proximidades. O trabalho de Consultoria busca sugerir e mostrar caminhos para que as lideranças locais assumam o processo contínuo de melhoria social (evolução da região). 9.3 Organização O outro espaço de atuação de Consultores é encontrado nas Organizações da Região que acolhe o clube. Esse trabalho de consultoria é voltado para o desenvolvimento da eficácia, e deve ser focado em qualidade, marketing, em produtos, serviços, estruturas, sistemas de informação e, por fim, na gestão. É um espaço bastante diversificado que envolve diversos problemas e especialidades, que podem gerar diversos projetos. 9.4 Pessoas O trabalho de Consultoria pode evoluir para mobilizar o poder de realização dos seres humanos. É um trabalho que envolve o desenvolvimento da prática de comunidade e da cooperação (learning comunity). Esse trabalho tem como prioridade o apoio constante aos associados de cada clube. Esses projetos são voltados para a geração de trabalho e renda, e de reconhecimento e desenvolvimento de vocações. Envolve diversos especialistas, tendo como base as atividades de Filosofia, Psicologia, Sociologia, Pedagogia e Antropologia (ciências humanas). 09.5 Entrando nas Organizações Por fim, nas organizações, encontramos suas células, e cada uma tem a necessidade de aperfeiçoamento: podemos elaborar projetos de melhoria contínua para cada uma delas. Esses espaços apontam para uma diversidade de especialistas e isso abre a possibilidade de utilizar todos os talentos dos associados e, também, dos moradores da região. Não há limite, e podemos desenvolver métodos adequados para cada problema. Não há ninguém que possa ser considerado supérfluo: todos são importantes. 24
  • 25. 09.6 Espaços, Problemas e Necessidades O mais importante é que cada espaço gere uma experiência diferenciada, que pode ser disseminada para todos os clubes. Vamos buscar criar uma base de tecnologia de consultoria, e isso vai fortalecer cada clube, além de promover o desenvolvimento do Rotary - nosso objetivo. 25
  • 26. A Cultura do Desafio e a Genialidade Visionária 10.1 As 4 revoluções A nova realidade da Humanidade aponta para a necessidade de consultores que atuem como conhecedores de 4 tendências: facilidade de acesso à informação, uso inteligente do conhecimento para promover o poder de realização, um novo ser humano que busca ser dono da própria vida, sendo parte de um todo, consciente de suas limitações, da necessidade de contínuo aperfeiçoamento e de que o trabalho é o único caminho para a liberdade e a dignidade humana. 10.2 O Gostar do Desafio Uma das características do Consultor é a quot;Cultura do Desafioquot;, que faz com que ele goste de desafios. O maior desafio do Consultor é o desenvolvimento do planeta, nítido em 3 papéis: Agente de Mudança, Catalisador de Soluções e Disseminador de Conhecimento. O desafio para o Consultor é um estímulo ao aprendizado e uma oportunidade de traçar novas soluções para os problemas em seus diversos espaços. 10.3 Genialidade Visionária Em função do conhecimento acumulado e dominado, é criada uma base que pode ser fundamental para a formulação de novas alternativas para solução de problemas. Essa capacidade do Consultor faz com ele visualize o Mundo que queremos e vamos construir, e quais as condições que devemos implantar para que seja possível atingir esse objetivo. O Consultor deve ser criativo e inovador. 10.4 Grande Pacto voltado para o Bem Comum O Consultor deve promover um grande pacto entre os seres humanos, voltado para a construção do Bem Comum que podemos definir como: quot;O conjunto de condições concretas que permitem a todos os membros de uma comunidade atingir um nível de vida à altura da dignidade humanaquot;. O Bem Comum é a identidade da Humanidade, e o desejo de realizá-lo é a força de coesão dos membros da comunidade, conscientes de que, isoladamente, jamais poderiam atingi-lo. Cooperar para o Bem Comum é o resumo de todas as obrigações cívicas. Em resumo, o Bem Comum é o conjunto de condições da vida social que permitam aos grupos atingir um padrão satisfatório de qualidade de vida. 10.5 Principais Visões As visões que o consultor deve desenvolver é a do gerenciamento horizontal, com estratégias e valores compartilhados, valorização do ser humano, menor tempo de resposta, exigência da participação, educação continuada, afetividade e ética, busca de sentido e do aperfeiçoamento contínuo, insatisfação positiva, atitude adulta de mudar, parcerias, visão holística, busca da felicidade e cuidar dos clientes. 10.6 Visão Maior A era do paternalismo acabou. Na sociedade em que estamos vivendo, as pessoas serão obrigadas a se capacitarem, a reinventar suas próprias vidas e a buscar sempre novos conhecimentos. Outra visão é a nova realidade que impõe uma mudança radical de comportamento das pessoas, nos relacionamentos, na dinâmica 26
  • 27. das cidades e no mundo dos negócios, onde os recursos básicos são a informação e o talento humano. 27
  • 28. Definições Relevantes 11.1 Consultoria Atividade de Prestação de Serviço que busca mostrar e mobilizar o poder para construir o caminho para a solução de um problema ou de aperfeiçoamento de algum processo. É um trabalho que envolve: conhecimento, pesquisa, negociação, visão, estratégia, sensibilidade, integridade e uma intensa atitude de cuidado com o cliente. 11.2 Consultor É o Ser Humano que se capacitou para esse trabalho de servir pode ser remunerado ou não. 11.3 Projeto de Consultoria Ação Planejada, organizada em 4 etapas: Conhecimento da Realidade, Elaboração do Projeto, Captação de Recursos e Realização. 11.4 Análise de Problema e Pesquisa de Necessidade Ação estruturada de pesquisa das necessidades, que devem ser atendidas, e de problemas, que devem ser resolvidos. Inclui, nessa ação, o trabalho de Mobilização da Comunidade Local para uma atuação conjunta. Para analisar um problema, sugerimos que busque responder às seguintes perguntas: 1. Qual é o problema ou Qual é a necessidade a ser atendida? 2. Alguma coisa foi feita para atender essa necessidade ou resolver esse problema? 3. Quem é afetado por esse problema? 4. O que podemos fazer para resolver esse problema ou atender a essa necessidade? 5. Quem teria interesse de investir na solução de problemas ou no atendimento dessa necessidade? 6. Quando podemos iniciar a ação? 11.5 Rotary International Organização fundada em 1905 que tem a missão de cuidar do Planeta Terra, por meio de contínuo trabalho de consultoria, organizada em Diretorias, Distritos e Clubes. 11.6 Diretores RI Responsáveis por diretorias que cuidam de grandes áreas do Planeta Terra e que estão organizadas em Distritos. 11.7 Distritos e Governadores Os Distritos cuidam de territórios que são organizadas em regiões, que acolheram nossos clubes e são cuidadas por eles. Os Distritos são de responsabilidades de Governadores. 11.8 Rotary Club Unidade de Inteligência e Consultoria que cuida da região que o acolheu. Tem estruturas padronizadas. É uma unidade operacional que tem a missão de 28
  • 29. coordenar projetos voltados para o aperfeiçoamento de sua região e das organizações que são sediadas nesse território. 11.9 Forças Sociais São todas as forças que podemos perceber numa região: Religiosas, Políticas e/ou Sociais, que devem ser mobilizadas para uma atuação conjunta na busca da melhoria social contínua. 11.10 Organizações São todos os grupos organizados de uma região: Igrejas, Escolas, Comércio, Indústria, Espaços de Cultura, Unidades de Governo, entre outros, que têm necessidade de um trabalho coordenado e articulado de Consultoria. 11.11 Recursos Têm origem em todos beneficiários e podem ser financeiros, políticos, de infra- estrutura, humanos etc. 29
  • 30. Uma Visão Geral de Consultoria 12.1 Os 3 pilares da Consultoria Os conhecimentos, a isenção e o distanciamento com que um Consultor pode enfrentar os problemas de uma região, organização ou pessoas, são os 3 pilares para ele superar numerosas situações complexas para promover o aperfeiçoamento social e organizacional. 12.2 O Poder precisa de Consultores O Poder das diversas regiões e organizações precisa de Consultores pelas seguintes razões: > Eles têm pouca ajuda de seus subordinados, que acreditam que o poder tem todas as soluções. Por isso o Poder é solitário. > Os Consultores, situados externamente ao contexto onde ocorre o problema, têm visão global e isenta, logo, podem contribuir para o seu aperfeiçoamento e o esclarecimento de cada um de seus problemas. > Os Consultores, não dependendo do poder, têm a liberdade de serem autênticos para mostrar os melhores caminhos para o poder desenvolver seu alcance. 12.3 A Atividade do Século 21 Uma atividade que vem se desenvolvendo, ao longo dos últimos 30 anos, a Consultoria, hoje, ocupa um papel de destaque pelo seu envolvimento com a Informação e o apoio ao Poder. Temos informação de que, em 1980, 50.000 pessoas se dedicavam plenamente a essa área de atividade, agrupadas em mais de 5.000 organizações. Hoje, os números são muito maiores, pois cresce 20% ao ano. 12.4 O que é Consultoria? É um serviço de aconselhamento ao poder para que ele desenvolva o seu trabalho de orientar as organizações e os governos para e eficácia e a geração de resultados. Consultoria Social e Humanitária é uma ampliação desse conceito, pois atua nas regiões e organizações, buscando que o poder existente encontre caminhos de melhorar qualidade de vida e resultados em suas organizações e, conseqüentemente, na região onde estão inseridas. 12.5 Quem são os Consultores? São profissionais ou cidadãos de varias áreas de competência que se capacitaram para essa atividade. Pretendemos que cada associado do Rotary e Cidadão da região sejam Consultores. 12.6 As Organizações de Consultoria Existem organizações de Consultoria que atuam em diversos mercados, e há Consultores individuais. Eles atuam num mercado sujeito a mudanças rápidas. É uma atividade que exige um contínuo estudo e aprofundamento do conhecimento para acompanhar a evolução do mercado cliente. 12.7 Os projetos de Consultoria. A consultoria trabalha com propostas e projetos. Cada projeto tem fases bem 30
  • 31. definidas que são as seguintes: > A Primeira Fase: Conhecimento das Necessidades que pretende atender, que constitui um Diagnóstico Estratégico Situacional. > Conhecimento da Organização, sua Missão, Vocação e suas Políticas. > Levantamento dos Pontos Fortes e Fracos, Riscos e Oportunidades, Vulnerabilidades e Propulsores. > A Segunda fase: Elaboração de um planejamento com objetivos e estratégias que compõem uma proposta, que, após a aprovação, passa para a elaboração de um elenco de projetos. Cada projeto é composto por atividades, prazos e recursos necessários. Um elemento indispensável é o foco em cada projeto de captação de recursos. > A Terceira fase: Realização do Projeto. O sucesso depende da qualidade da primeira fase. 12.8 Rotary como Consultoria Organizada em quase 33.000 clubes que são unidades franqueadas de Consultoria. Com pequena mudança de foco, pode ser um grande agente de mudança para o planeta. Depende apenas de formação, e é isso que buscamos aqui com esse trabalho. 31
  • 32. As Grandes Organizações de Consultoria 13.1 O início Tudo começa com a Era Pós-Industrial, de que tanto se fala nos últimos 35 anos. A Consultoria ganha expressão pelos seus serviços à Economia. O primeiro grande esforço foi chamado de Management Consulting, que pode ser chamada por nós de Consultoria de Gestão. Essa ação teve diversos desdobramentos como Consultoria Estratégica, de Marketing, Vendas, Logística, Financeira, Infra estrutura, de Recursos Humanos e Gerenciamento de Projetos. 13.2 Tipos de Consultoria Aqui podemos citar as de Engenharia, que contam com milhares de Consultores especializados em Engenharia Consultiva. Esse tipo de Consultoria está centrada em Tecnologia. Outras podem ser citadas: Medicina Consultiva, Advocacia Consultiva etc. É um campo diversificado sempre adotando o mesmo comportamento Consultivo. Além desses tipos, podemos citar as de Treinamento e Desenvolvimento, Gestão de Investimento (Financeira), Tecnologia de Informação, Auditoria e Contabilidade etc., e, por fim, a de Gestão e Estratégia voltada para o desenvolvimento das Organizações. 13.3 Consultoria de Gestão e Estratégia. A grande maioria das Organizações de Consultoria é desse modelo e são Internacionais, contando com um grande efetivo de Consultores, quase todos graduados ou pós graduados em Administração de Empresas e, cada uma, busca fazer a diferença, por alguma característica que as torna atraentes. Tais Organizações têm como clientes grandes corporações de dimensão mundial. Sua evolução e proliferação são crescentes por causa da comunicação via Internet. Podemos citar: Bancos, Organizações de Informática, de Alimentos, entre tantas outras, além de Organizações Governamentais e Não Governamentais como principais clientes. 13.4 O Mercado de Consultoria Até os anos 80, não existia concorrência entre as Organizações de Consultoria, já que cada uma delas costumava ser reconhecida como a melhor em suas especialidades e não eram muitas, no mercado. As mais conhecidas, mundialmente, eram: Arthur Andersen, Arthur D. Litle, Booz- Allen and Hamilton Boston Consulting Group, Cooper& Lybrand, Ernest Young, McKinsey, Price Water House entre outras, e que marcaram época com sua atuação mundial e por sua diversidade de especialidade, todas focadas em estratégia. 13.5 Falando da McKinsey Embora não sendo uma das maiores, foi pioneira e reconhecida como referência no mercado de Consultorias. Na base de seu trabalho, encontramos competência, atualidade e um relacionamento com seus clientes de grande qualidade. Trabalhou muito no conceito de expansão internacional, por meio de uma rede de representações. Sua característica é a que mais se aplica ao caso Rotary por sua múltipla especialidade, atuando em todo tipo de organizações, países e problemas. 32
  • 33. 13.5 Falando da Booz Allen Booz, Allen and Hamilton atua em clientes públicos, como municípios. Sua especialidade é Desenvolvimento Regional, Engenharia, e seus grandes clientes são empresas de base, como as siderúrgicas. Em meados dos anos 70, contratou um Consultor para ampliar seus horizontes, surgindo o conceito de Consultor de Consultores. 13.6 A IBM Esses textos foram desenvolvidos por dois consultores fundadores do Rotary Maracanã - Rousseau Castello e Roberto Flavio. Somos moradores da Região do Maracanã. Rousseau, por motivos de trabalhar como professor à noite, está afastado do Rotary. Com este trabalho, demonstra que permanece ligado aos seus ideais e continua a ser útil para o Rotary. É importante ressaltar que nós dois tivemos uma participação na transformação da IBM em uma organização de Consultoria, e não mais somente uma fabricante e vendedora de máquinas e software. Na base dessa transformação, está a formação do Comportamento Consultivo. 33
  • 34. Como fazer acontecer 14.1 Clube na Base. Com seus quase 33.000 clubes organizados numa grande rede, pode se tornar a maior Consultoria Social, Humanitária e de Gestão do Planeta. Basta a formação de seus quadros e esse é nosso objetivo: promover o preparo de cada clube para assumir a responsabilidade pela região que o acolhe. Seus membros se capacitam para transformar o clube numa Unidade de Inteligência e Consultoria. A ação do clube, por meio de seus associados, é de promover projetos e a revitalizar organizações e pessoas da sua região. 14.2 Reuniões Semanais Cada clube realiza reuniões semanais e, nessas reuniões, convidamos pessoas da região para conhecer nosso clube e nossos projetos. O grupo de associados deve se organizar para não somente recebê-los, mas acolhê-los, convenientemente. A entrada de um visitante é muito importante. Ainda nessas reuniões, desenvolvemos atividades de reconhecimento de talentos locais, realizamos palestras e coordenamos projetos. 14.3 Conhecimento da Região O primeiro trabalho é definir um endereço físico: recomendamos que seja o de uma loja de fácil acesso e central. Esse endereço passa a ser nosso endereço. Em contrapartida, o empresário que nos acolheu é divulgado e reconhecido como o representante do Rotary, na sua região. Começamos, em parceria com escolas e universidades, o levantamento e o mapeamento da realidade da região. Nessa atividade conhecemos os problemas e as necessidades, as organizações, as forças sociais, os investidores em potencial, que serão as bases para a elaboração de projetos. 14.4 Um Espaço na Internet. Criar um espaço na Internet (que hoje são gratuitos), para ser o ponto de encontro virtual e divulgá-lo na própria região. Se quiser conhecer o do Rotary Maracanã clique: http://br.groups.yahoo.com/group/deolhonomaraca/ Vamos trabalhar com aqueles que dominam a navegação virtual e eles passam a nos representar em seus espaços presenciais. Recomendamos o Yahoo para ser esse espaço. Quando entra para o nosso Grupo, recebe o Mapa da Região e começa a interagir. 14.5 Conselho de Líderes Dos cadastrados nesse espaço, formamos o Conselho de Líderes com suas Comunidades Especializadas. O foco é a Consultoria e esse Conselho de Líderes será divulgado como reconhecido em nossa Comunidade. Esse reconhecimento será feito em nossas reuniões semanais, abertas a todos que desejarem conhecer nosso clube. 14.6 Gente ajudando Gente Em parceria com as forças sociais, organizações e unidades de ensino, promovemos a elaboração de projetos e um esforço de Consultoria voltada para apoiar as pessoas e organizações na busca de seus resultados e realizações. Para 34
  • 35. isso, contamos com o Instituto de Desenvolvimento com Base Tecnológica e a Consultvox que disponibilizam todos os recursos para esse apoio. 14.7 Na prática Tudo depende de encontrar uma pessoa da Região que se interesse e que se una a um rotariano do clube, de modo que os dois começam o trabalho. Tudo sem custo. O contato deve ser voltado para oferecer os serviços e o apoio do Rotary para o desenvolvimento da Região, da Organização e das Pessoas. Na Organização local, estabelecemos um endereço para correspondência. No clube, criamos a Escola de Cidadania, que é estratégia efetiva para fundar, em cada clube, a sua própria Escola de Cidadania, e isso pode ser feito com relativa facilidade em parceria com o Instituto Pai. A primeira Escola foi fundada no Rotary Maracanã, no Rio de Janeiro - Distrito 4570. As informações para fundar sua Escola estão disponíveis em http://www.escoladecidadania.org.br/ A Escola pode ser fundada por dois seres humanos. Ela funciona antes, durante e depois da reunião formal. Antes, recebendo os convidados; durante, com algumas notícias sobre as realizações das diversas escolas e, depois, trocando idéias sobre os projetos. É uma estratégia poderosa, pois podemos convidar a sociedade civil e principalmente a da região que acolheu o clube. Convidamos para participar de todas as atividades que começam antes da reunião e que podem até estender-se para depois do encontro. Com isso, apresentamos o nosso clube, os nossos companheiros e nossos projetos. Com essa estratégia, trabalhamos a Imagem Pública, os Projetos, o Aumento do Quadro Associativo do clube. Alguns que nos visitam podem despertar o interesse pessoal de entrar para o Rotary. Nesse caso, encaminhamos o seu nome para o Mentor orientador de Admissão. Também procuramos Escolas e Universidades para o trabalho de Conhecimento da Região, por meio de Levantamentos. Fundamos a Feira de Produções Caseiras, geradora de Trabalho e Renda para Artesãos e Talentos da Região. 35
  • 36. Princípios, Etapas, Componentes da Consultoria e sua Ética e o Vencedor 15.1 Os Princípios de Taylor aplicados à Consultoria Frederick Taylor estabeleceu para trabalhar com processo duas fases: O planejamento e a execução. Antes de iniciar um processo é preciso estabelecer alguns princípios que serão fundamentais para a produção de resultados, que são: 1. Desenvolvimento de um Método adequado 2. Seleção dos colaboradores 3. Educação e Capacitação em Consultoria e no uso das Ferramentas 4. Cooperação e Formação de Times Vencedores 5. Projeto e Captação de Recursos Financeiros, Políticos, de Infra estrutura etc. 6. Execução 15.2 - As 7 etapas da Consultoria 1. Conhecer a Realidade: Pontos Fortes, Oportunidade, Pontos Fracos, Riscos. 2. Conhecer a Missão e a Identidade da Organização. 3. Desenvolver uma Visão de futuro que deve ser compartilhada por todos. 4. Identificar a Vocação e Cultura vigente e possíveis melhorias. 5. Liderar e Dirigir pelo exemplo da arte do servir. 6. Redistribuir o Poder e Formando uma Comunidade de Serviços e Resultados. 7. Usar o Poder da Informação, com impacto no Desenvolvimento. 15.3 Os 7 atributos de um Processo de Consultoria, segundo McKinsey, que devem compor o trabalho do Consultor são os seguintes: 1. Aptidões – valorizar as aptidões e a vocação de todos. 2. Estrutura - desenvolver estruturas voltadas para resultados. 3. Sistemas – trabalhar o conceito de rede – sistemas de partes integradas. 4. Visão Compartilhada – promover comunicação para uma Comunidade de Visão. 5. Modelo Participativo – trabalhar o modelo de gestão participativo. 6. Identidade – Estabelecer a Identidade – conjuntos de valores. 7. Pessoal - trabalhar na valorização e no respeito ao pessoal envolvido. 15.4 - A Ética do Consultor Esse é um ponto central na atividade de Consultoria. O Consultor trabalha num ambiente repleto de conflitos de interesses. A ACME – Association of Consulting Management Engineers, que agrupa as maiores e melhores Consultorias, exige que seus associados subscrevam seu Código de Ética, que inclui, entre outros, os seguintes pontos: Confiabilidade da Informação: o Consultor não pode se beneficiar pessoalmente dos conhecimentos que venha a adquirir; não trabalhar num cliente concorrente do outro; não prometer o que não possa ter certeza de cumprir; não gerar dependência do cliente e não aceitar nenhum nível de corrupção. O IBCO - Instituto Brasileiro de Consultoria de Organização também criou, na década de 90, o Código de Ética que está descrito a seguir: (aprovado em AGO 17/05/90) Fundamentos, Abrangência, Relação com o Cliente de Consultoria, Relações com a Comunidade, Relações com a Categoria Profissional. O papel do Consultor de organização, no desempenho de suas atividades, é o de assistir os clientes na melhoria do seu desempenho, tanto nos aspectos de eficiência como na introdução de tecnologia, ou seja, no aprimoramento das relações 36
  • 37. interpessoais. Em função de seu papel de inovador, adquire uma grande influência sobre a organização-cliente e sobre as pessoas com quem interage, tendo, portanto, uma correspondente responsabilidade profissional e social. A fim de identificar claramente estas responsabilidades, elaborou-se o presente Código de Ética, que representa uma garantia ao usuário dos serviços de Consultoria e um guia para o Consultor da organização, entendido como empresa de Consultoria, colaboradores de empresas de Consultoria, Consultores autônomos e internos. Fundamentos Há necessidade de um Código de Ética, na medida em que surgem interesses a serem compatibilizados e compartilhados. Este Código procura compatibilizar quatro instâncias de interesse, quais sejam da comunidade em geral, dos clientes de Consultoria, de categoria profissional e do Consultor como indivíduo. Instâncias que se sobrepõem e influenciam-se mutuamente, causando muitas dúvidas e dificuldades para serem compatibilizadas. Este documento expõe o resultado do consenso existente quanto à interação necessária entre as várias instâncias de interesse, desenvolvido por um grupo de empresas de Consultoria, de Consultores autônomos e de Consultores internos, que formam o IBCO - Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização. Espelha uma conduta praticada por aqueles que pertencem ao IBCO e, provavelmente, pela maioria dos que prestam serviços em Consultoria de organização, não traduzindo, portanto, uma intenção, mas sim um conjunto de valores compartilhados por toda uma categoria profissional. O IBCO elaborou-o como instrumento de monitoramento e acompanhamento da conduta do Consultor de organização, seus associados, para que constitua, desta forma, um órgão apropriado para o julgamento de quaisquer deslizes éticos que porventura venham a ser cometidos por seus associados. Abrangência O presente Código de Ética abrange todo Consultor de organização, entendido como tal qualquer profissional ou empresa que se enquadre na definição estabelecida pelo Artigo 4º dos estatutos do IBCO, transcrito abaixo: quot;Art. 4º - Para os propósitos do IBCO, ficam estabelecidas as seguintes definições: • Entende-se por Consultoria de Organização (CO) a atividade que visa à investigação, à identificação, ao estudo e à solução de problemas gerais ou parciais, atinentes à estrutura, ao funcionamento e à administração de empresas e entidades privadas ou estatais. Compreende a indicação dos métodos e soluções a serem adotados e a criação de condições para sua implantação nas organizações assessoradas. É exercida por Consultores de Organização, individualmente, ou por meio da direção técnica de empresas compostas de profissionais com formação adequada para essa atividade, dedicada à prestação desses serviços especializados para terceiros. • Consultor de Organização é o profissional qualificado por instrução superior e experiência específica, cuja principal atividade é a prática da Consultoria de Organização acima definida, de forma continuada e nitidamente predominante sobre outras eventuais atividades que porventura exerçaquot;. Relação com o Cliente de Consultoria 1. É essencial que o Consultor estabeleça de inicio com o cliente, de forma clara, os objetivos do trabalho previsto, dos meios a serem utilizados, das dificuldades e limitações prováveis, bem como, na medida do possível, da estimativa de tempo e 37
  • 38. gastos envolvidos. 2. Os trabalhos desenvolvidos pelo Consultor de organização devem ser realizados visando à introdução de inovações que objetivem auferir um melhor desempenho do cliente, transferindo-lhe todos os conhecimentos necessários à perfeita continuidade do funcionamento dos serviços implantados, jamais retendo elementos ou mantendo reserva sobre conhecimentos que seriam importantes para que o cliente se tome independente em relação ao consultor. 3. Ao trabalhar para clientes que atuam num mesmo ramo de negócio, sendo concorrentes entre si, e ainda prestando serviços em áreas de natureza similar, o Consultor de organização deve deixar clara tal situação, tanto para seus clientes atuais como para os potenciais. Nos casos de desenvolvimento de projetos de caráter exclusivo, o Consultor de organização deve obter a anuência do cliente atual antes de atuar em uma empresa concorrente e, uma vez terminado aquele trabalho, deve acordar um espaço de tempo sem que venha a aceitar um trabalho de natureza semelhante em empresas do mesmo ramo de negócio. 4. O Consultor de organização deve adotar todas as medidas necessárias à preservação de sigilo com relação às atividades e informações de seus clientes, inclusive na guarda de documentos e na fidelidade de seus funcionários. 5. O Consultor de organização não se deve valer de sua condição de quot;insiderquot; a fim de se utilizar de conhecimentos adquiridos no exercício de suas atividades junto ao cliente, para qualquer tipo de negócio em benefício próprio, de outros clientes ou de terceiros a ele ligados. Quando um Consultor de organização, trabalhando para órgãos do Governo, fornece instrumentos destinados ao exercício de controle e fiscalização sobre o setor privado, deve agir consciente de sua dupla responsabilidade, perante o setor privado e o Governo, jamais utilizando seus conhecimentos de quot;insiderquot; ou revelando fatos que possam prejudicar uma das partes. 6. O Consultor de organização pode recomendar outros profissionais ou equipamentos, obrigando-se a adotar todas as precauções possíveis para que a solução seja a melhor para o cliente, independentemente de suas relações de amizade, ou de seus interesses pessoais ou comerciais com fornecedores indicados. O cliente deve ser comunicado sobre a existência de laços de interesses que possam influir em decisões relativas à contratação de serviços ou equipamentos. Quando o Consultor de organização atuar de forma consorciada com outros profissionais ou fornecedores, esta ligação deve ser de conhecimento prévio do cliente. 7. Na determinação de seus honorários, o Consultor de organização deve levar em consideração, prioritariamente, as características dos serviços por ele prestados, e, nos casos em que eles estiverem vinculados aos resultados alcançados pelo cliente em função de seus serviços, é essencial que o referencial para os resultados seja para longo prazo, ultrapassando o período de sua atuação direta. 8. O Consultor de organização deve propor a execução de serviços para os quais está plenamente capacitado, evitando assumir tarefas em campos onde não se encontre tecnicamente atualizado ou não tenha experiência. 9. No início e no desenvolvimento do trabalho de uma organização, o Consultor de organização deve considerar a filosofia e os padrões culturais e políticos nela vigentes, interrompendo o contrato de trabalho sempre que as normas e costumes daquela contrariem seus princípios éticos e sua consciência profissional e pessoal. 38
  • 39. 10. O Consultor de organização não deve procurar contratar, para si ou para outra empresa, qualquer funcionário de seu cliente, exceto quando for autorizado. 11. O Consultor de organização não deve impor ou tentar impor suas próprias convicções ao cliente, mas sim procurar caminhos para o desenvolvimento dele, a partir dos objetivos e da cultura organizacional existentes. Relações com a Comunidade 12. É conduta óbvia para a atuação do Consultor de organização a observância ao cumprimento das leis e regulamentos legais vigentes. 13. A profissão do Consultor de organização implica um aporte de conhecimento às empresas, criando perante a sociedade uma imagem de saber e influência. Este prestígio caracteriza a visibilidade da profissão, gerando vínculos de responsabilidade para com a sociedade que devem ser respeitados e levados em consideração. 14. A sociedade espera que o Consultor de organização atue como um agente de mudança, e esta expectativa deve ser atendida pela contribuição que ele pode prestar ao desenvolvimento técnico, administrativo e tecnológico, bem como à modernidade e eficiência organizacional, observando o respeito à natureza, às pessoas e suas oportunidades de desenvolvimento, e aos princípios da cidadania. 15. Em casos de prestação de serviços a órgãos do Governo, empresas estatais e instituições ligadas ao Estado, surge uma responsabilidade adicional, na medida em que os recursos destas organizações provêm do público. Portanto, os resultados do trabalho devem atender à demanda contratante e, concomitantemente, aos interesses da sociedade civil. Relações com a Categoria Profissional 16. O Consultor de organização não deve envolver-se em atividades paralelas ou comportamentos públicos que possam significar conflitos de interesses, afetar sua isenção ou distorcer a imagem da categoria profissional. 17. Ao utilizar-se de idéias, esquemas e conhecimentos elaborados por terceiros, o Consultor de organização deve deixar claros a origem e o crédito, evitando passar a imagem de que os mesmos foram por ele desenvolvidos. 18. A forma de divulgação de serviços de Consultoria por qualquer Consultor de organização pode afetar a categoria como um todo, especialmente quando suscita quaisquer suspeitas de oferecimento de benefícios duvidosos ou outras formas menos dignas de atuação. O principal critério deve ser o respeito à credibilidade própria e da categoria. A forma de despertar o interesse de potenciais clientes variará de acordo com o mercado e com a natureza dos serviços oferecidos. 19. Na hipótese de mais de um consultor de organização estar atuando em questões correlatas, numa mesma empresa, é importante evitar o conflito de interesses e as interferências. Para isto, recomenda-se um entendimento entre a empresa-cliente e os Consultores, a fim de coordenar a atuação de todos. 39
  • 40. Uma busca de significado por meio de trabalho 16.1 Conceito de Missão Missão é movimentar-se, levantar, sair da área de conforto, começar de novo, partir para buscar novos desafios, caminhar com passos firmes e com uma profunda fé na capacidade de ser humano, deixar tudo e sair, libertando-se de qualquer prisão ou dependência, buscando servir ao outro com o foco no bem comum. Missão é abrir- se ao outro, sabendo que a missão restaura e revigora nossas energias. A Missão dá um sentido à vida e uma razão de ser, e o Consultor é um ser humano que está na busca contínua deste sentido. 16.2 Os Propósitos Por mais difícil que seja, crer, pois todos, na vida, têm um propósito e todos estão na busca desse significado. Nessa busca de cada um, vamos chegar à conclusão de que todos somos Consultores em potencial, pois podemos servir tanto às pessoas como às organizações. Acreditamos que Consultoria é como a vida; é a Arte do Encontro. Consultoria é vida, vocação, profissão e realização. 16.3 Uma idéia poderosa Já dizia um pensador que ajudar pessoas, em seu processo de melhoria, é uma idéia poderosa. Ele continua dizendo que nada é mais forte que a idéia no seu tempo. Consultoria é isso, e tem como desdobramentos a amizade e o bem comum. Ser Consultor faz bem à vida e possibilita que descubramos o significado para nossa vida. A Consultoria possibilita que nos encontremos como Ser Humano. 16.4 Uma nova perspectiva de vida Trabalhando como Consultor, cada um de nós desenvolve uma nova perspectiva de vida, pois promove auto descoberta, além de ser uma inteligente forma de geração de trabalho e renda. Vemos a Consultoria como o trabalho mais próximo da arte de viver, pois possibilita descobrir nosso significado individual e coletivo. Nessa nova perspectiva, preservamos uma visão ampla, aprendemos a manter o equilíbrio e honrar a vida a cada atividade. Daí, a necessidade de todo Consultor de desenvolver sua espiritualidade. Trabalho, Autoridade, Dinheiro e Poder são importantes se forem subordinados ao Amor, à Dignidade e ao Prazer de Servir. O desenvolvimento do Consultor é carregado de filosofia e de valores e de um enfoque prático 16.5 O Consultor é uma pessoa que aprendeu a: 1. Ver seu trabalho como a parte principal de sua vida, por isso, o faz mesmo como voluntário e sem custo. 2. Não ter intenção de fazer outra coisa, pois gosta de trabalhar com pessoas. 3. Ser equilibrado e considerar seu trabalho um grande lazer. 4. Considerar cada obstáculo como um desafio e uma alternativa de aprendizado. 5. Usar bem sua inteligência e descobrir atalhos produtivos. 6. Não gostar de quot;dar murro em ponta de facaquot; (minimizar esforços). 7. Perguntar: Por que não? 40
  • 41. Consultoria: um meio especial de Vida 17.1 Consultoria: Uma forma charmosa de Viver O Consultor, mesmo financeiramente independente, jamais deixará de ser Consultor, pois Consultoria é uma forma de viver. O trabalho do Consultor é uma fonte de satisfação e também uma fonte de renda. Uma completa a outra. A Consultoria possibilita que trabalhemos em algo de que gostamos. Consultoria é um meio de vida nas dimensões espiritual (e o Consultor precisa muito disso), emocional (pois ajudar o outro emociona), racional (pois colocamos toda nossa racionalidade à Disposição do outro) e material (pois podemos criar uma fonte de renda sadia). 17.2 Consultor É o Ser Humano que se capacitou para esse trabalho de servir. Ele pode ser remunerado ou não. Um Ser Humano que tem como foco em sua vida a atitude consultora voltado para mostrar o melhor caminho ao outro. É uma pessoa de muitas alternativas. Consultor é aquele que tem a satisfação de fazer Consultoria e é capaz de viver dessa profissão. Na base de tudo, está o sonho e a visão do que quer fazer de sua vida, e encontra na Consultoria uma livre alternativa de realização, ajudando outras pessoas e contribuindo na construção de um mundo de melhores oportunidades. 17.3 A Motivação A essência do trabalho do Consultor é a vontade de desenvolver as capacidades pessoais sem a única preocupação de ser ou não pago. A grande motivação do Consultor é poder usar suas habilidades para contribuir com o desenvolvimento. Remuneração ou não é apenas um detalhe a ser decidido pelo Consultor. Normalmente os consultores são atraídos pelas novidades e querem ser pagos por isso. As moedas podem ser muitas. Essa motivação é que faz com que o Consultor esteja sempre preparado para prestar o serviço de Consultoria e essa atividade será muito importante quando incorporada à rede de 33.000 clubes Rotary espalhados pelo Mundo. 17.4 Por que Contratar um Consultor? Uma Consultoria é contratada pela experiência que seu grupo de Consultores acumula e pela motivação que têm. Os clientes querem que a Consultoria faça o que sabe e que mostre o caminho para que eles possam conseguir melhores resultados. Quase sempre, nos trabalhos, o Consultor usa habilidades que já usou outras vezes. A resposta do quot;por que?quot; é que cada cliente quer crescer e sabe que, envolvido com seus problemas do cotidiano da organização, não consegue perceber novos problemas e caminhos, daí ter necessidade de um Consultor. 17.5 O aprender pago Praticar a própria Consultoria é uma grande atividade de aprendizado. A cada ação, uma nova visão, uma perspectiva de novas atividades. Trabalhando e Aprendendo para ser dono da própria vida, pois sempre vamos precisar de alguém que nos mostre um melhor caminho. 17.6 Seja um Consultor Na verdade, quanto mais difícil, melhor, quanto mais desafios, melhor; e como é feito com prazer, a Consultoria transforma-se em algo que não parece trabalho. Veja o alcance do Rotary ao adotar esse caminho de desenvolver a atitude Consultiva em cada Rotariano. Somos aproximadamente 33.000 unidades rotárias espalhadas pelo Planeta. Assumimos a responsabilidade de cuidar do Planeta buscando promover soluções dos problemas de cada região que acolhe nossos Clubes. 41
  • 42. Temos em nossos quadros aproximadamente 1.200.000 associados que podem se desenvolver como Consultores. E nosso objetivo com esse livro é promover esse desenvolvimento. Nosso quadro de associado é composto de seres humanos de todas as raças e religiões, de todas as áreas de competência e do conhecimento. Imagine todos buscando essa nova competência e realizando um trabalho de Consultoria Social, Humanitária e de Gestão para as Regiões que acolhem nossos clubes, Organizações e Cidadãos, na região. 17:7 - Formação Presencial e Virtual Somos apoiados em nosso trabalho pela Consultvox, uma organização de Consultoria totalmente virtual, que permite que realizemos reuniões em suas salas virtuais. Com apenas um computador conectado e um sistema de microfone e autofalante promovemos a formação de nossos consultores. Presencialmente, somos apoiados pela Universidade Corporativa Novezala. Entre em contato pelo e-mail robertoflavio@superig.com.br 42
  • 43. Conciliando o Trabalho com sua Vida 18.1 A Vocação e os Sonhos Antropologicamente, Vocação é o chamado para a Vida. A felicidade e a realização humana estão na linha direta da Vocação, que aponta para a arte do servir. O trabalho do Consultor é muito próximo de sua vida e da resposta à sua vocação. Aprendendo essa atividade, cada um pode empreender para atingir os sonhos. A Vocação pode ser atendida e os sonhos podem ser alcançados com a atividade de Consultoria. 18.2 Consultores são Homens e Mulheres que queiram muito mais de suas vidas. Pessoas não acomodadas, que almejem o desenvolvimento, e queiram assumir o compromisso com sua qualidade pessoal. Interessados em melhorar sua capacidade de gerenciamento de suas vidas. São inquietos com a situação do mundo. São os que têm desejo de se preparar para o mundo da globalização. Cada ser humano, a partir de sua vocação, e orientado pelos seus sonhos, formula um plano. 18.3 Você pode Desenvolver sua capacidade de Consultor para orientar outras pessoas em muitas situações: na família, no trabalho, em sua comunidade, em seu condomínio e em qualquer outro espaço. Ser Consultor, conciliando com a sua vida, lhe possibilita ocupar seu espaço na sociedade e ser reconhecido. Por fim, você pode ampliar seu poder de influência, ajudando a construir uma sociedade repleta de oportunidades. 18.4 Plano de Ação Pessoal Faça seu Plano de Ação Pessoal; sua eficácia depende da identificação de seus clientes. A eficácia é conseguida com o atendimento das necessidades internas e externas. O Plano de Ação é um conjunto de ações que buscam atender a essas necessidades. No foco do Plano de Ação do Consultor está o desejo de que as pessoas melhorem, e ele consegue isso mostrando-lhes o caminho. 18.4 Organização e Estrutura Pessoal De forma simplificada, podemos apresentar a organização de um Consultor como um conjunto de processos que trabalham com 3 fontes importantes : Ambiente Interno: com seus bloqueios, vocação, capacidades desenvolvidas, medos, sentimentos, propulsores, vulnerabilidades etc. Ambiente Externo: com seus riscos, ameaças e oportunidades. Tempo: com seus 1440 minutos por dia para serem bem utilizados. O processo de vida e realização é composto pelos seguintes processos: Percepção, Conhecimento, Criatividade, Planejamento, Decisão e Ação. Conciliando o trabalho de Consultor com sua vida, mostramos uma estrutura do ser humano que pode ser aplicada à atividade do Consultor. O Consultor tem dois ambientes-clientes: o externo e o interno, com todas suas necessidades e potencialidades. Mostramos o processo de Geração de Vida com a Percepção, o Conhecimento, a Criatividade, o Planejamento, a Decisão, a Ação e o Controle de Tempo. 43
  • 44. Levando o Livro para Paul Harris A imaginação é fabulosa, pois nos permite viajar para viver em anos passados. Estou me transportando de 2008 para 1943; estou em Chicago e, durante esta entrevista, passo para 1947, para uma conversa com o Advogado Paul Percy Harris, que, em 23 de fevereiro de 1905, fundou o primeiro clube de prestação de serviços com três amigos: o engenheiro de minas, Gustavus E. Loeher; o comerciante de carvão, Sylvester Schiele, e o alfaite Hiram Shorey. Estamos no pequeno escritório de Gustavus E. Loeher, no centro da cidade. Eles queriam reavivar, durante a virada do Século, o espírito de amizade conhecido em suas cidades natais. Quando o Impressor Harry Ruggles, quinto membro, se juntou aos quatro fundadores, o grupo foi formalmente estabelecido como o Rotary Club of Chicago. A denominação Rotary deve-se ao fato de que o local onde os sócios reuniram-se era rotativo - cada reunião ocorria no escritório de um deles. Estamos em 1943, antes de viajar passamos pela maternidade para cumprimentar os pais de Marília Pêra, Dráuzio Varella e Michael Philip Jagger (Mick Jagger), que acabaram de nascer. Estamos em plena Segunda Guerra Mundial: leio nas manchetes do jornal o Término da Conferência de Casablanca, com Roosevelt e Churchill. Getúlio Vargas encontra-se com o presidente Roosevelt em Natal (RN) e o porta-aviões norte-americano USS Chicago afunda, após ataque da aviação japonesa. Russos vencem alemães em Stalingrado, fazem 90.000 prisioneiros e a piloto russa Lilya Lçitvyak abate dois aviões alemães. A Casa Bancária Almeida (futuro Bradesco) transforma-se em banco. Avião britânico afunda o submarino alemão U-463. Exércitos aliados bombardeiam Roma. Estou procurando Paul Harris, encontro com pessoas que o conhecem e que, com entusiasmo, dizem que ele é um homem simples, visionário e idealista como deve ser todo o rotariano. Um homem honrado, que não é egoísta nem ganancioso. Sua existência foi voltada para servir e, por isso, ele é amado e honrado. Um ser humano que fez e faz diferença. Estamos aqui para estudar detalhes de sua vida. Quero entregar os originais deste livro a Paul Harris, pois é um desdobramento de sua obra, e busca transformar cada Rotary Club numa Unidade de Inteligência e Consultoria Social e Humanitária. Nessa época, o encontramos como Presidente Emérito do Rotary Internacional, em seu escritório em Chicago, na secretaria do Rotary International, trabalhando pela Organização que fundou há 37 anos. Um detalhe importante é que a elegante escrivaninha foi um presente de rotarianos da Austrália, e as fotografias da parede são lembranças de suas visitas aos Rotary Clubs do mundo todo. A principal pergunta é: Como ele começou este trabalho que se transformaria numa rede de 33.000 unidades em 2008? 44
  • 45. Nessa visita, queremos pesquisar os fundamentos desse desenvolvimento para que possamos aplicar em nosso trabalho de desenvolver Rotary Clubs Eficazes. Em todos os contatos percebemos que, na visão de todos, com 37 anos, o Rotary ainda está em crescimento, testando novas idéias e explorando novas áreas. Com 37 anos, as idéias de Paul Harris e de seus companheiros tornaram-se ideais que não se limitam a grupo, comunidade ou país: seus ideais foram aceitos por pessoas de praticamente de todas as nacionalidades e afiliações políticas e religiosas. Em nossa visita, constatamos que o Rotary, em 1943, já tinha 210 mil associados, mobilizados pela causa rotária em mais de 50 países, ao redor do mundo. E isso sem Internet. Quando vemos alguns Rotary Clubs e Distritos encerrando atividades, isso nos toca no coração, e vemos que algo está errado e precisa ser analisado. Conseguimos conversar com ele em sua residência. Um detalhe interessante é que os grandes encontros são feitos em residências. Sua casa é ponto de encontro de rotarianos de todo o mundo, que, quando ali chegam, plantam árvores. Enfim, tudo começou de um sonho. Algumas perguntas tocam a nossa curiosidade: • Qual o atrativo do Rotary para seres humanos de boa vontade de quase todos os continentes? • O que levou Paul a fundar um clube e a inspirar tantas pessoas? Veja a seguir a entrevista que fizemos com Paul Harris: Roberto Flavio - Qual o seu objetivo original ao organizar o Rotary Club de Chicago? Paul Harris - Quando cheguei a Chicago, pela primeira vez, fui morar no centro da cidade, onde as pessoas mal se conheciam, pelo menos socialmente. A idéia que eventualmente se transformou no movimento rotário ocorreu numa certa noite, em 1900, quando, após jantar na casa de um amigo advogado, num subúrbio de Chicago. Saímos para uma caminhada pela vizinhança, paramos em várias lojas e, para minha surpresa, meu amigo tinha um relacionamento extremamente pessoal e amigável com os proprietários locais, como acontece numa cidade pequena. RF – Quer dizer que a primeira grande motivação foi reduzir a frieza nos relacionamentos dos grandes centros? É isso? PH – Isso mesmo, eu morava em Chicago, há 4 anos, e minha relação com meus clientes era puramente profissional, e não social. Após aquela noite, achei uma boa idéia buscar um relacionamento mais pessoal que poderia gerar uma amizade com pelo menos alguns de meus clientes, e decidi organizar um clube que pudesse reunir um grupo de profissionais, que poderiam ajudar-se mutuamente. RF – Quer dizer que o maior projeto que aconteceu foi o próprio Rotary a partir de uma necessidade de uma pessoa, depois de mais três e de mais uma, e isso gerou todo esse movimento? PH – Com certeza, afirmo que essa era a idéia básica na organização do primeiro Rotary Club, pois esse aspecto utilitário era muito interessante para mim, que, um estranho na cidade grande, a falta de conhecidos prejudicava minha carreira. 45
  • 46. RF – Muito interessante; tudo começa por uma necessidade e daí vem o projeto. Uma curiosidade, como evoluiu a idéia básica? PH - No período de 1900 até 1905, enquanto planejava a criação de um clube, esse aspecto utilitário, voltado para mútua ajuda, tornou-se menos importante do que criar uma organização que reunisse um grupo de profissionais e de negócio em torno de amizade e companheirismo. À medida que o clube foi crescendo, a idéia de ajuda mútua e de reunião de profissionais transformou-se no ideal de servir. RF – Quer dizer que idéia básica da criação passou por três fases: Companheirismo e Mútua Ajuda, Interação Profissional e o Pleno Servir, uma englobando a outra, é isso mesmo? Posso registrar que são as três áreas de evolução que se transformam em três dimensões de atuação? Em 1905, se poderia imaginar que o Rotary iria tornar-se a grande organização que é hoje? PH - A resposta é não. Quando o primeiro Rotary Club foi organizado, eu não poderia imaginar que ele iria se transformar num movimento mundial. Inicialmente, formado por razões de companheirismo, o primeiro Rotary Club rapidamente evoluiu, passando a aproveitar as habilidades e os recursos dos sócios para prestar serviços à comunidade. No final de 1905, o Rotary Club de Chicago tinha 30 sócios, com o Presidente Sylverter Schiele e o Tesoureiro Harry Ruggles. Três anos depois, um segundo clube foi estabelecido em São Francisco, na Califórnia, EUA. No ano seguinte, três outros clubes foram estabelecidos na costa oeste dos Estados Unidos e um quarto em Nova York. Em poucos anos, outros Grupos inspiravam-se no exemplo do Rotary para formar seus próprios clubes. Em 1907, o Rotary Club de Chicago empreendeu seu primeiro trabalho comunitário, construindo instalações sanitárias publicas, próximo ao prédio da Prefeitura. Mas comecei a perceber seu potencial, e fui me convencendo que iria se transformar num movimento importante e com ajuda de outros sócios, passei a incentivar a expansão do Rotary para outras cidades e países.A primeira Convenção do Rotary realizou-se no Congress Hotel, em Chicago, durante o mês de agosto de 1910. A Associação Nacional de Rotary Clubs foi organizada nessa época com 16 clubes participantes. Eu fui eleito o primeiro presidente da Associação. Em 1910, o Rotary chega à Cidade canadense de Winipeg. E tornou-se uma organização com visão internacional e objetivos cada vez mais nobres. RF - Como vê o futuro da Organização? PH - Sou um incurável otimista quanto ao futuro. RF – Mesmo em plena Segunda Guerra Mundial? PH – Isso tudo passa. O movimento rotário, que, há pouco tempo, consistia de um pequeno grupo de homens de diversas afiliações políticas e religiosas, cresceu e ganhou experiência. Nosso sucesso gerou expectativas de empreendimentos cada vez maiores. Essa é minha esperança para o futuro da organização. RF – E qual sua expectativa em relação aos rotarianos? PH - Os rotarianos continuarão a serem embaixadores da boa vontade, para pessoas de todas as raças, crenças e afiliações políticas. Serão promotores da tolerância, paciência, prestimosidade, gentileza, boa vizinhança e amizade. Pelo companheirismo de homens profissionais e de negócios unidos em torno do ideal de servir, alcançaremos o nosso objetivo de compreensão, boa vontade e cooperação 46
  • 47. mundial para o bem de toda a Humanidade. RF Qual a razão do sucesso do Rotary? PH - O sucesso do Rotary deve-se à idéia de que o valor do ser humano depende de suas ações e não de seu credo. Depende de seu trabalho em prol do mais nobre e fascinante objetivo: a Fraternidade Humana. Agradeço pela oportunidade de marcar minha presença em cada ação rotária pelo Mundo. RF – Como foi a fundação do primeiro Rotary? PH - Não agi de imediato, ao impulso da idéia. Passaram-se meses; anos, inclusive. Nos grandes acontecimentos da vida, é recomendável, ao homem de fé, que fique só, por algum tempo. Pensei maduramente no assunto e, em fevereiro de 1905, convidei três jovens homens de negócios, e explanei-lhes a minha idéia de cooperação mútua e amizade informal, tal como conhecíamos nas nossas aldeias de origem. Eles aceitaram-na. RF – Como foi o desenvolvimento do primeiro clube? PH - Silvester Schiele, meu amigo mais íntimo em Chicago, um daqueles três e o nosso primeiro presidente – de todos, foi o que permaneceu na instituição, pois Gustavus Loher e Hiram Shorey, os outros dois, abandonaram-na logo após. No entanto, muitos outros aderiram ao projeto, de princípio, e aumentaram o quadro de sócios, com entusiasmo e determinação, o que ajudou muito o desenvolvimento do projeto. Entre eles, cite-se Harry Rugles e Charley Newton. RF – Qual era base do crescimento do Primeiro Rotary Club? PH - Crescemos em número, em amizade, em espírito de mútuo apoio e dedicação à comunidade. O banqueiro e o padeiro, o sacerdote e o funileiro, o advogado e o tintureiro conscientizaram-se dos problemas, das ambições, dos recursos e das frustrações uns dos outros. Compreendemos que todos nós tínhamos, em comum, muitas aspirações e condições. Descobrimos o prazer de podermos nos apoiar uns nos outros. A mim pareceu-me que voltara o tempo que vivi em Nova Inglaterra. RF – Qual a origem do nome? PH - Na terceira reunião do grupo apresentei sugestões de resoluções a tomar, entre elas, a denominação da entidade e o nome, que foi aprovado, Rotary, foi escolhido, em virtude de estarmos nos reunindo, em rodízio, nos lugares de trabalho de cada membro. Mais tarde, passamos a nos reunir, ainda rotativamente, em vários hotéis e restaurantes. Assim nos mantivemos quot;rotarianosquot;. RF – Como foram os primeiros anos de existência do primeiro Rotary Club? PH - Nos primeiros dois anos de existência do Rotary Club de Chicago, não tomei parte da sua administração, mas indicava os diretores, e a minha orientação administrativa era sempre acatada. Posso ser acusado de haver exercido o poder ditatorialmente. Mas isso foi pela devoção com que eu via a idéia desenvolver-se, na realidade. No terceiro ano, fui eleito presidente e a minha plataforma constou de, primeiro, expandir o quadro social do clube de Chicago; segundo, estender o movimento a outras cidades; terceiro, intensificar a ação do clube em favor da comunidade, como um dos seus propósitos. Foi a gênese do movimento. O Rotary, partindo daquele humílimo movimento, cresceu e, hoje, conta com mais de 1/4 de milhão de homens de negócios e profissionais. O Rotary já existe em mais de 70 países. Pode-se dizer que o sol nunca se esconde do Rotary. 47
  • 48. RF – Qual o maior bem que o Rotary lhe trouxe? PH - O bem que o Rotary me trouxe não pode ser descrito. Ter amigos espalhados pelo mundo é uma benção inefável. E mais ainda, ter consciência de que esses meus amigos são todos amigos entre si, que grandiosa doação divina! A saudação cordial que ilumina a minha alma e me leva, pelas asas da saudade à minha meninice: quot;Bom dia, Paulquot;! E essa, eu a recebo, qual uma música maravilhosa, de todos os meus companheiros, por onde quer que eu vá. Para o pequeno grupo, oriundo de pequenas comunidades, o Rotary foi como um oásis no deserto do sentimento, que era Chicago. Suas reuniões eram diferentes das de outros clubes, naqueles dias. Eram mais íntimas, mas calorosas, muito mais amigáveis. Deixávamos, à porta de entrada, as nossas preocupações e idiossincrasias e, durante a reunião, voltávamos a ser as criaturas em nossas origens. Eu esperava a hora da reunião com enorme impaciência! RF – Fale um pouco mais da expansão, pois esta é a base de nosso livro. PH - O conceito original de Rotary expandiu-se. Seus ideais se definiram; seu objetivo se fixou, mas o companheirismo do início permaneceu como elemento de sustentação da sua estrutura. Lembra-me Henry Bradoon: quot;O Rotary faz com que o homem se aperfeiçoe, preservando dentro de si, o menino. Repousando nas dobras da personalidade de cada homem, há o menino que ele foi. A criaturinha imaculada, sem malícia, despreocupada, tolerante, ativa, plena de entusiasmo e ávida por amizade e relacionamento caloroso. Infeliz do homem que sinta morrer o menino que vive no seu coração! Enquanto o homem mantiver o espírito alevantado, terá seu coração aberto às realizações de otimismo e não será um velho. O Rotary estimula a influenciá-lo a conservar vivo o menino que existe nelequot;. RF – Qual era a realidade social da época e como cresceu o quadro social? PH - Muitos dos primeiros rotarianos cresceram no meio rural, e a maioria deles é oriunda de pequenas cidades. Embora ainda não totalmente realizados, estarão em caminho de tornarem-se vencedores em futuro à vista. Alguns tiveram o privilégio de tornarem-se profissionais liberais, os demais - a maior parte - não. Eles se solidarizavam entre si. Ajudavam-se para progredir, materialmente e de outras formas. Alguns progrediam mais que os outros, mas todos cultivavam as benesses da amizade. À medida que crescia o quadro social do Clube de Chicago, íamos completando o corte transversal das profissões ali exercidas, e os sócios selecionados sentiam-se honrados com a representação que se lhes dava; com isso, estimulavam-se na assunção das responsabilidades que ela lhes atribuía. RF – Fale um pouco do Papel do Rotary. PH - É propósito do Rotary não levar em conta a religião, a posição social, o pensamento político ou a raça dos seus associados. É isto, sim, seu propósito, aglutinar homens de negócio e profissionais a fim de que possam corresponder-se, aumentar entre eles a boa vontade e a tolerância, e favorecer o estabelecimento de laços de amizade e disposição para a solidariedade. RF – Fale de alguns fatos relevantes nesse crescimento. PH - Em janeiro de 1908, dois novos sócios vieram somar aos cem já existentes; Arthur Frederick Sheldon e Chesley R. Perry, ambos predestinados a exercer 48
  • 49. preponderante influência na instituição. Estes homens já se conheciam, pois, alguns anos antes, Sheldon, gerente de uma livraria, entrou na biblioteca pública onde Chesley trabalhava e vendeu-lhe uma coleção de história. Logo após, Sheldon fundou uma escola de instrução de vendas, baseado na idéia que, em cada transação, o desejável é que ambas as partes fiquem satisfeitas. Sheldon era elemento valioso para o nosso clube, já que era um professor de vendas. Há alunos de Sheldon em qualquer região do mundo de língua inglesa. Quem escreve este livro teve oportunidade de encontrar muitos desses alunos entre os rotarianos, no mundo rotário. Sheldon foi o indicado pela comissão de Edimburgo, em 1921, como o mais capacitado para interpretar, para os rotarianos ingleses, o ideal de serviço, como era concebido pelos americanos. Aceitou a indicação. E a opinião unânime, dos que o ouviram, foi a de que assistiram a um inspirado. RF – Por que o Rotary nasceu em Chicago, uma cidade tão tumultuada. PH - É aceitável que o Rotary pudesse ter nascido sob céus mais iluminados, em clima mais ameno e numa cidade mais tranqüila e equilibrada. No entanto, a maioria dos que indagam isso afirma, que a fervilhante Chicago, onde, 50 anos antes lutava- se tão ardentemente pela honestidade, foi o local ideal para o surgimento da instituição. Chicago estava emergindo da turbulência anárquica, pelas forças da honradez. Ao final do século XIX e na primeira década do século XX, instalou-se a extraordinária quot;Exposição de Colúmbiaquot;, criou-se uma grande universidade, uma biblioteca pública notável, fundou-se a Associação Comercial, erigiram-se museus magníficos, nasceram uma orquestra sinfônica e várias associações de aperfeiçoamento cívico; a famosa quot;Hull House de Jane Adamsquot;, outras instituições e o Rotary. Não poderia haver época mais oportuna para o surgimento de um movimento como o Rotary, do que o início do século XX, nem local mais apropriado, para fazê-lo crescer, do que a criativa, exuberante e paradoxal Chicago. O clima de insegurança reinante em Chicago, naquela época, prevalecia em outras regiões do país. De maneira generalizada, os negócios iam mal: a ética comercial agredida, em desfavor dos consumidores, dos empregados e competidores. O espírito de comunidade estava praticamente esquecido. Era necessário mudar para melhor. Mais, até, que necessário: tinha que mudar! O Rotary nasceu na incomparável metrópole do médio oeste, onde se debatiam, vertiginosamente, princípios religiosos extremados, paixões políticas em verdadeiro fanatismo, discriminações raciais intransigentes e impiedosa luta econômica, que, somando-se tudo, emergiam numa aparente homogeneidade. Ainda hoje (1946/47), o caldeirão fervilha furiosamente, e cidadãos devotados lutam para introduzir, na confusão dos elementos, princípios de fé e patriotismo para que o produto se torne mais digerível. RF – Vejo que em nossa entrevista já estamos em 1947. Fale um pouco mais de 1905, em Chicago, que parece com o nosso Rio de Janeiro, em 2008. E conte-nos mais sobre sua expansão. PH - Em 1905, na cidade à beira do lago, o Rotary foi um quadro no drama em cena. Os atores daquele quadro foram homens comuns; profissionais e negociantes. Apesar das suas deficiências prováveis, em comparação com os seus colegas, pode-se dizer, como consenso geral, que eram os de melhor qualidade. Quanto à expansão, desde o início percebi que, por si só, o objetivo do clube tinha campo extremamente limitado. Ansiava por expandir esse objetivo para fora dos quadros do clube, e criar clubes congêneres em outras cidades. Rotarianos e não rotarianos podem pensar que a expansão de Rotary de cidade a cidade e de país a país aconteceu sem que houvesse um árduo trabalho de propagação dos seus ideais. 49
  • 50. RF – Como aconteceu esse árduo trabalho? PH - Isso se deu em virtude de um labor planejado e laboriosamente executado. A extraordinária força de união do Rotary pode ser simbolizada pelo fato de que a amizade era o que ligava os companheiros do Rotary Club de Chicago. A minha, pelos demais companheiros, permaneceu intocada, apesar de o significado de Rotary, para mim, ter sido muito diverso do que era e até agora é para muitos deles. RF – Mas, pela experiência, devemos ter os céticos e os “São Tomé”. Existiu isso? PH - O quot;São Thoméquot;, incrédulo, estava sempre a postos. Só havia um recurso para quebrar-lhe a descrença: realizar o que ele teimava de achar impossível. Ou seja, fundar clubes congêneres em outras cidades. Era, para mim, quase uma frustração, o fato de que a maioria dos meus companheiros entendia por um sonho fantástico, a expansão do movimento rotário pelo mundo. Nada é mais desconcertante que o olhar frio e o ar de descrédito de amigos, de quem se espera apoio e colaboração. RF – Mas isso continua a existir, e estamos em 2008 com, aproximadamente, 1.300.000 associados e quase 33.000 clubes. Como se livrou dos incrédulos? PH - Compreendi, desde logo, que eu próprio, com minha ação pessoal, teria que provar a exeqüibilidade do meu ideal. Pus-me, pois, ao trabalho de tentar implantar Rotary em outras cidades do país: meu único meio disponível era a correspondência. Os alvos foram os meus colegas dos bancos universitários de Vermont, Princeton e Iowa e os amigos e relações que fiz, durante os cinco anos de peregrinação aventureira, antes de fixar-me em Chicago. RF – Deve ter sido um período difícil. E o segundo Clube? PH - Foi um período longo de dolorosa expectativa. Sofri desesperanças amargas, alternadas por fases de vibração e otimismo sem, contudo, poder abandonar o meu trabalho de firmar-me na profissão. Três longos anos se passaram para que surgisse o primeiro resultado positivo. Custou, mas encontrei em Manuel Munhoz, o portador eficiente da mensagem do Rotary a São Francisco, Califórnia. Ele fora meu companheiro de quarto no quot;Del Prado Hotelquot;, em Chicago, e se impregnara das minhas idéias. Durante uma viagem de negócios a São Francisco, que estava em reconstrução, após o terremoto e os incêndios conseqüentes, Munhoz fez com que o advogado Homer Wood se correspondesse comigo. Resultado: em novembro de 1908 surgia o 2º Rotary Club. RF – Que parto difícil e bonito: e os outros? E o adeptos de “São Thomé”? PH - Logo em seguida, os diligentes “sanfrancisquenses” levaram Oakland a fundar o 3º Rotary Club. Logo após, o 4º, em Seattle, e o 5º, em Los Angeles. Em seguida, New York, Boston e outras cidades aderiram ao movimento. Os adeptos de São Thomé convenceram-se e passaram a colaborar no trabalho de expansão. E, assim, continuou acontecendo de cidade a cidade, de país a país. Os meus cinco anos de peregrinação voluntária continuariam a dar bons frutos. Se a minha liderança houvesse sido dirigida com maior habilidade, ou meus planos mais firmes e previamente estabelecidos, eu teria tido, por certo, maior colaboração dos companheiros de Chicago, e andado mais depressa. Na verdade, a minha concepção de Rotary desenvolveu-se num processo contínuo e, de quando em quando, quase revolucionário. RF – Fale um pouco da doutrina básica do Rotary. 50
  • 51. PH - Eu concebera a doutrina amparada num companheirismo espontâneo. Pregara plena liberdade e plena despreocupação; concebera risos e canções. Os meus companheiros aderiram, sequiosos, àquele conceito. Agora as coisas já não eram tão luminosas. E nesse dilema me pareceu mais fácil organizar clubes com novas intenções do que reprogramar os antigos sócios. RF – E a expansão para outros países? PH - Nosso sucesso nos Estados Unidos animou-nos a cruzar fronteira e ir ao Canadá. Após duas tentativas infrutíferas, conseguimos o homem certo, e foi organizado o primeiro clube fora dos Estados Unidos, em Winnipeg, no Canadá. Outras cidades canadenses a seguiram. Animados com o sucesso, pensamos chegar à Inglaterra e fomos a Londres. Meu amigo Arthur Frederick Sheldon iria visitar sua representante naquela metrópole. O rotariano Harvey C. Wheeller, de Boston, tinha uma filial do seu negócio em Londres. Foi fácil para Sheldon interessar seu representante e, amparado, com a cooperação de Wheeller, foi organizado o Rotary Club de Londres. Wheeller foi o seu presidente. Há, agora, 70 excelentes clubes, na grande Londres, e o número de rotarianos, naquela cidade, é o maior de todas as grandes cidades do mundo. Vencida a fundação do Rotary de Londres, Sheldon e Wheeller foram a Manchester e, lá, também implantaram o Rotary. Eu estava vibrando de alegria com aquela façanha de criar dois clubes na Europa, quando o secretário Chesley Perry e eu soubemos que Stuart Marreco, um irlandês que conhecera o Rotary viajando nos Estados Unidos, tinha, de regresso a Dublin, organizado ali um clube. Daí, ele se deslocara para Belfast. Ocioso é dizer que entramos em contato com Marroco, o autorizamos e o estimulamos a continuar seu esforço em Edimburgo, Glasgow, Birmingham e Liverpool. Em pouco tempo, tínhamos 500 Rotary Clubs na Grã-Bretanha, o que foi uma força extraordinária de sustentação ao movimento. RF – E os países Latinos? PH - Os países da América Latina foram os próximos a ocupar nossa atenção. Passamos a nos interessar por um americano que tinha negócios em Havana, Cuba. Era homem de elevados ideais e muita habilidade. Embora se esforçasse, durante algum tempo, voltou trazendo só fracasso e pessimismo quanto à aceitação do Rotary, por pessoas de outras nacionalidades que não fosse a anglo-saxão. Os sócios do Rotary, em Tampa, na Flórida, Angel Cuesta e John Turner provaram, logo em seguida, que o meu emissário estava errado: organizaram um excelente Club, em Havana e Cuesta. Animado com o sucesso, Angel foi à Espanha, e criou o Rotary de Madrid, o primeiro do continente europeu. Angel, além de assumir pessoalmente todas as despesas dessa viagem, ainda doou uma importância substancial, em dinheiro, para ajuda de serviços à comunidade em que nascera. Tendo cumprido a tarefa que, espontaneamente, se impôs, voltou aos Estados Unidos, e jamais se jactou de seu feito. Talvez ele não percebesse o serviço que realizara: abrira a América Latina e a Europa para o Rotary. RF – E o primeiro clube da América Latina? PH - Heriberto Coates, de Montevidéu, tomou conhecimento do Rotary em visita aos Estados Unidos, e, ao voltar, fundou o Rotary de Montevidéu, de Buenos Aires e de outras cidades da América do Sul. RF – Fale de fatos marcantes e heróicos dessa expansão? 51
  • 52. PH - Fred Teele, um engenheiro civil, deixou um emprego de 18 mil dólares anuais, após haver sido presidente do Rotary da Cidade do México, e contentou-se com um trabalho de 5 mil, para tentar expandir o Rotary na Europa, além da Espanha, França, Holanda, Dinamarca, e mais alguns países. O trabalho de Teele terminou pela instalação de um escritório do Rotary, em Zurique, na Suíça. Dois rotarianos canadenses, Jim Davidson, de Calgary, e J. L. Ralston, de Halifax, deram seu tempo, graciosamente, para criar Rotary Clubs, na Austrália e em Nova Zelândia. Naquele tempo, o Rotary tinha-se tornado suficientemente forte para pagar despesas de organização de clubes. Alguns anos mais tarde, Davidson empreendeu a organização de clubes no sul da Europa, no Egito, na Índia, na China, no Sião, no Japão, fechando assim a volta ao mundo. Como subsídios para todo o seu trabalho, só teve a reposição dos seus custos de manutenção durante os três anos necessários para a execução dessa tarefa gigantesca. Quando deixou a América, já sabia que não contava com muito tempo de vida. De fato, morreu pouco tempo após o seu regresso. Paralelamente aos edificantes exemplos acima, muitos outros rotarianos destacados vêm doando-se, generosamente, à expansão do Rotary, o que é altamente gratificante, e atesta a positiva influência da Instituição no mundo. RF – E nos Estados Unidos, com foi essa expansão? PH - Nos Estados Unidos, fundaram-se milhares de Clubes, sem a necessidade de quot;profissionais fundadoresquot;. Resultaram tão somente do entusiasmo e do desejo das comunidades que passaram a sentir os benefícios oriundos da presença da Instituição. RF – Fala um pouco da estrutura de Distrito e Governadores? PH - Os R.C. foram agrupados em Distritos e os rotarianos dos territórios distritais passaram a, anualmente, serem eleitos Governadores, os quais, voluntariamente, se propõem à tarefa de unificar o Rotary, pela adoção universal dos seus propósitos, normas e métodos de procedimento, além de expandir a sua rede. Esses Governadores são e sempre serão fatores da unidade da Instituição no mundo e da sua extraordinária força construtiva. Paralelamente com sua extensão, o desenvolvimento do ideal e as práticas de serviço rotário vêm crescendo. Os fatos precedem aos planos. Depois de resoluções de muitas necessidades sociais, foi adotada a palavra quot;serviçoquot;, na sua alta significação rotária. De um grupo pequeno, localizado em Chicago, o Rotary transmudou-se numa organização internacional de inquestionável nobreza de propósitos. RF – Fale um pouco das cidades que recebem o Rotary. PH - Centenas de pequenas cidades, em clima de absoluta negligência desenvolvimentista, assumiram nova vitalidade com a criação de Rotary Clubs. Campanhas de limpeza surgiram, formaram-se grupos de escoteiros e conjuntos musicais de jovens; associações comerciais, estagnadas, reviveram, e outras foram fundadas. Acampamentos de jovens foram assumidos. RF – Qual o papel como Rotarianos? PH - Mais do que incentivadores, os rotarianos, na maioria das vezes, foram os quot;João faz tudoquot;. Os que não podiam contribuir com dinheiro faziam-no com trabalho. Quem soubesse bater um prego virava carpinteiro; negociantes transformaram-se em pedreiros, eletricistas, encanadores, conforme a oportunidade. As mulheres serviam gostosas refeições e, muitas vezes, colaboravam com seus maridos a ponto de serem chamadas, quot;rotarianasquot;. Os que teimavam em descrer da expansão do 52
  • 53. Rotary pelo mundo, afirmando que seus propósitos só podiam interessar aos povos mais evoluídos, acabaram por aceitar que estavam errados. O que era minha crença, quando, em 1910, eu a previra e, em 1911, confirmara, nas respectivas convenções, em Chicago e Portland. RF – Como descreve sua contribuição planetária? PH - Minha contribuição ao escopo internacional da instituição veio como resultado da experiência adquirida nos meus cinco anos de peregrinação pelo mundo. Senão, como poderia eu sonhar com Rotary Clubs em Londres, Paris, Roma, Berlim e outras cidades? Há sabedoria na expressão: quot;Nada há de novo sob o solquot;. Talvez a maior característica do Rotary seja o sistema de classificações, que só permite como sócio, um representante de cada negócio ou profissão. Pois bem, dois séculos antes da concepção de Rotary, existia em Londres uma sociedade com base na profissão dos seus sócios e Benjamin Franklin organizou o seu quot;Juntoquot; em Filadélfia, num plano de classificações. Muitos anos antes, quot;A Societé de Philantropesquot;, sediada em Strasburgo, na França, era quase idêntica ao Rotary nos seus propósitos idealísticos. Ocioso seria dizer que o conhecimento dessas organizações do passado só chegaram aos fundadores do Rotary algum tempo depois deles haverem concretizado a instituição. RF – quot;Por que o Rotary Club limita a um profissional de cada atividade, a participação no seu quadro social?quot; PH - A experiência provou que, assim, o companheirismo é mais efetivo, eliminam- se as suscetibilidades nos negócios e nas relações profissionais, estimula-se a solidariedade, fomenta-se a dignificação e o orgulho do exercício da própria profissão e alarga-se o espírito de compreensão das peculiaridades dos outros profissionais. Há muitas organizações cujos sócios são da mesma profissão. São elas de grande importância no mundo moderno. Proporcionam oportunidades de colaboração e solidariedade para o desenvolvimento dos seus negócios, quer quanto à melhoria técnica, quer quanto ao interesse comum. Uma associação de cirurgiões não admite profissionais de outras atividades, pois estas nada poderiam oferecer ao avanço ou dignificação da cirurgia. Se isso é verdade o é, também, o fato de alguém que tenha interesse social, ter evolução muito restrita se só mantiver contato com cirurgiões. Alargaria suas possibilidades o contato com outras profissões e interesses. Poderia obter tais contatos na sua igreja e no seu clube, mas estes não estão organizados para oferecê-los. Num Rotary Club, ele encontrará oportunidades de absorver a influência de todas as vocações profissionais em exercício na sua e em outras comunidades. RF – Em relação à profissão qual a obrigação do Rotariano? PH - Não é demais enfatizar que o fato de ser rotariano impõe, ao homem, a obrigação de levar à sua associação profissional os ideais e princípios, que aceita e pratica como rotariano. Impõe-lhe mais: fazer com que os seus ideais e princípios sejam conhecidos e aceitos, em todos os seus relacionamentos profissionais. Quem lhes escreve é membro da Associação Americana de Advogados, da Associação de Advogados de Illinois, da Associação de Advogados de Chicago e, por dois anos, teve a honra de presidir a comissão de ética desta última. Pertenceu a outras comissões e foi o delegado da Associação de Chicago no Congresso Internacional de Direito, em Haia, e membro da Comissão Internacional da Associação Americana. Todas essas posições ofereceram-lhe oportunidades de levar o Ideal de Serviço de Rotary à profissão de Advogado. Há entre 8 e 9 mil advogados em 53
  • 54. Chicago e tem sido um trabalho imenso, da Associação de Advogados de Chicago, a elevação do índice de ética, na prática da profissão. Perto de 300 advogados tiveram seus nomes cancelados do quadro profissional por falta de ética. RF – Passo a suas mãos o livro que busca, apesar dos adeptos de São Thomé, transformar cada Rotary Club numa Unidade de Inteligência e Consultoria Social e Humanitária. Torça por nós para ajudarmos a estimular o Rotary para o nobre trabalho de melhoria contínua do Planeta. 54
  • 55. Final (Inspirado no texto de Flávio Heleno Bevilacqua e Silva) Em circunstâncias normais, em cada volta deste mundo, conhecemos aqueles que são marcantes e diferentes das demais pessoas que nos cercam. Nas ocasiões divertidas e nas de trabalho, em que somente rimos e produzimos, fazemos dessas pessoas, marcantes e diferentes, colegas que compartilham minutos que serão lembrados ao final de um dia, quando fazemos o resumo dos acontecimentos. Mas há ocasiões difíceis e de desafio, em que, às vezes, até choramos e nos sentimos inseguros; nessas horas, fazemos desses companheiros marcantes e diferentes os nossos verdadeiros amigos, que compartilham, intensamente e sempre, uma dose de energia e a esperança de que tudo irá melhorar. Se for preciso, com lágrimas de mesmo brilho e cor, esses momentos podem ser até esquecidos em seu conteúdo, mas, por muito tempo, serão lembrados por suas tentativas de parceria e de soluções geradoras de felicidade - a grande meta da Humanidade. E quando conseguimos juntar a alegria ao desafio, mantendo a busca da felicidade como premissa básica, fazemos desses amigos marcantes nossos irmãos, que compartilham entre si a verdadeira força interior que nos mantém do jeito que somos; esses momentos, então, serão lembrados eternamente, até o final da vida. Que esse livro seja promotor de Cidadania, Respeito, Dignidade, Luta pela Construção do Bem Comum, Competência, Sentido, Felicidade, Carinho, Ética, Partilha, Solidariedade, Triunfo, Esperança e tudo o que esteja relacionado com a Vida e com a Energia Positiva. Que ele seja útil para sua Vida Pessoal e Profissional, e para construção de uma Rede do Bem, que cuide efetivamente de nosso Planeta, a partir de cada região. Roberto Flávio e Rousseau Autores Rio de Janeiro 2008 55