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  • 1. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC TECNOLOGIA EM MANUTENÇÃO INDUSTRIAL MÁQUINAS TÉRMICAS GERADORES DE VAPOR DE ÁGUA 1Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 2. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCGERADORES DE VAPOR1 - IntroduçãoVapor de água é usado como meio de geração, transporte e utilização deenergia desde os primórdios do desenvolvimento industrial. Inúmeras razõescolaboraram para a geração de energia através do vapor. A água é o compostomais abundante da Terra e portanto de fácil obtenção e baixo custo. Na formade vapor tem alto conteúdo de energia por unidade de massa e volume. Asrelações temperatura e pressão de saturação permitem utilização como fontede calor a temperaturas médias e de larga utilização industrial com pressões detrabalho perfeitamente toleráveis pela tecnologia disponível, já há muito tempo.Grande parte da geração de energia elétrica do hemisfério norte utiliza vaporde água como fluído de trabalho em ciclos termodinâmicos, transformando aenergia química de combustíveis fósseis ou nucleares em energia mecânica, eem seguida, energia elétrica.Toda indústria de processo químico tem vapor como principal fonte deaquecimento: reatores químicos, trocadores de calor, evaporadores, secadorese inúmeros processos e equipamentos térmicos. Mesmo outros setoresindustriais, como metalúrgico, metal-mecânico, eletrônica, etc., pode-se utilizarde vapor como fonte de aquecimentos de diversos processos.Vapor saturado tem a grande vantagem de manter temperatura constantedurante a condensação à pressão constante. A pressão de condensação dovapor saturado controla indiretamente a temperatura dos processos. O controlede pressão, por ser um controle mecânico de ação direta é conseguido muitomais fàcilmente que o controle direto de temperatura.A faixa de temperaturas até 170 ºC utiliza vapor saturado até 10 kgf/cm2 , cujatemperatura de saturação é 183 ºC. Nesta faixa está a grande maioria depequenos e médios consumidores de vapor. Maiores temperaturas sãopossíveis à custa do aumento da pressão de saturação, o que implica nummaior custo de investimento devido a necessidade de aumento da resistênciamecânica e requisitos de fabricação e inspeção do gerador de vapor. O limiteda temperatura de vapor saturado é o ponto crítico, a 374 ºC e 218 atmosferas.Não é vantajoso utilizar-se vapor superaquecido para processos de 2Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 3. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCaquecimento a temperaturas mais altas, já que perderíamos a facilidade decontrole de temperatura e diminuiríamos drasticamente a disponibilidade deenergia por unidade de massa ou volume de vapor. Vapor superaquecido éutilizado e produzido para geração de energia elétrica ou mecânica em ciclostermodinâmicos, e neste caso a limitação de temperaturas de trabalho fica porconta dos materiais de construção empregados. Em utilização industrial,poderíamos arbitrar uma classificação de geradores de vapor em relação àpressão de trabalho:- baixa pressão: até 10 kgf/cm2- média pressão: de 11 a 40 kgf/cm2- alta pressão: maior que 40 kgf/cm2Repetindo que esta classificação é arbitrária, porém representativa da faixa deutilização de vapor na indústria. Grandes caldeiras, as quais são utilizadastanto para geração própria de energia elétrica quanto para processos deaquecimento, estão limitadas a pressões da ordem de 100 kgf/cm2 . Existemcaldeiras de maiores pressões, mas utilizadas somente em grandes centraistermoelétricas ou grandes complexos industriais, representando um númeromuito reduzido de unidades, em comparação com os milhares de pequenascaldeiras em operação.2 - Desenvolvimento das CaldeirasAs primeiras aplicações práticas ou de caráter industrial de vapor surgiram porvolta do século 17. O inglês Thomas Savery patenteou em 1698um sistema debombeamento de água utilizando vapor como força motriz. Em 1711,Newcomen desenvolveu outro equipamento com a mesmafinalidade,aproveitando idéias de Denis Papin, um inventor francês. A caldeirade Newcomen era apenas um reservatório esférico, com aquecimento direto nofundo, também conhecida como caldeira de Haycock (figura 1). James Wattmodificou um pouco o formato em 1769, desenhando a caldeira Vagão (figura2), a precursora das caldeiras utilizadas em locomotivas a vapor. Apesar dogrande desenvolvimento que Watt trouxe a utilização do vapor como forçamotriz, não acrescentou muito ao projeto de caldeiras. 3Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 4. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCTodos estes modelos provocaram desastrosas explosões, devido à utilizaçãode fogo direto e ao grande acúmulo de vapor no recipiente. A ruptura do vasocausava grande liberação de energia na forma de expansão do vapor contido.Nos finais do século 18 e início do século 19 houveram os primeirosdesenvolvimentos da caldeira com tubos de água. O modelo de John Stevens(figura 3) movimentou um barco a vapor no Rio Hudson. Stephen Wilcox, em1856, projetou um gerador de vapor com tubos inclinados, e da associaçãocom George Babcock tais caldeiras passaram a ser produzidas, com grandesucesso comercial (figura 4). 4Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 5. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC 5Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 6. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCEm 1880, Alan Stirling desenvolveu uma caldeira de tubos curvados, cujaconcepção básica é ainda hoje utilizada nas grandes caldeiras de tubos deágua (figura 5).Nesta época, tais caldeiras já estavam sendo utilizadas para geração deenergia elétrica. A partir do início deste século o desenvolvimento técnico dosgeradores de vapor se deu principalmente no aumento das pressões etemperaturas de trabalho, e no rendimento térmico, com utilização dos maisdiversos combustíveis.A aplicação à propulsão marítima alavancou o desenvolvimento deequipamentos mais compactos e eficientes. 6Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 7. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC3 - Tipos de CaldeirasAtualmente, podemos classificar as caldeiras em dois tipos básicos:- flamo tubulares, onde os gases de combustão circulam por dentro de tubos,vaporizando a água que fica por fora dos mesmos e- aqua tubulares, onde os gases circulam por fora dos tubos, e a vaporizaçãoda água se dá dentro dos mesmos.3.1. Caldeiras flamo tubulares:Constituem-se da grande maioria das caldeiras, utilizada para pequenascapacidades de produção de vapor (da ordem de até 10 ton/h) e baixaspressões (até 10 bar), chegando algumas vezes a 15 ou 20 bar.As caldeiras flamo tubulares horizontais constituem-se de um vaso de pressãocilíndrico horizontal, com dois tampos planos (os espelhos) onde estão afixadosos tubos e a fornalha. Caldeiras modernas tem diversos passes de gases,sendo mais comum uma fornalha de dois passes de gases (figura .6).A saída da fornalha é chamada câmara de reversão e pode ser revestidacompletamente de refratários ou constituída de paredes metálicas molhadas.Câmara de reversão molhada produz melhores rendimentos térmicos peladiminuição de perdas de calor ao ambiente, porém são mais complicadasconstrutivamente e consequentemente mais caras.As fornalhas das caldeiras flamo tubulares devem ser dimensionadas para quea combustão ocorra completamente no seu interior, para não haver reversão dechama que vá atingir diretamente os espelhos, diminuindo a vida útil dacaldeira. A fornalha também se constitui de um corpo cilíndrico e estácompletamente imersa em água. Pela sua própria concepção, caldeiras flamotubulares modernas só queimam combustíveis líquidos ou gasosos, devido àdificuldade de se instalar grelhas para combustíveis sólidos. Algumas caldeirasflamo tubulares de pequena capacidade queimam combustíveis sólidos atravésde adaptação de grelhas na fornalha, porém são limitadas ao tamanhonecessário da área de grelha. 7Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 8. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCPara queima de combustíveis sólidos em caldeiras de pequena capacidadeutiliza-se as caldeiras mistas, que serão tratadas mais adiante.Desde as primeiras caldeiras do século 17, até os modelos atuais, as caldeirasflamo tubulares passaram por sucessivos desenvolvimentos até a atualconcepção de uma fornalha e mais dois passes de gases de combustão. Agrande aceitação deste tipo para pequenas capacidades está associadaprincipalmente no seu baixo custo de construção, em comparação com umaaqua tubular de mesma capacidade. Por outro lado, o grande volume de águaque acondiciona limita, por questões de segurança, as pressões de trabalho ea qualidade do vapor na condição de vapor saturado. A figura 7 mostra umacaldeira flamo tubular moderna, com câmara de reversãoMolhada e fornalha corrugada.A água acumulada no corpo da caldeira pode funcionar como um pulmão devapor, respondendo a súbitas flutuações de demanda com pouca queda depressão da rede de vapor, sendo adequada portanto para aplicações onde oconsumo é variável.A eficiência térmica destas caldeiras está na faixa de 80 a 90%, sendo difícil seatingir maiores valores pela dificuldade de se acrescentar equipamentosadicionais de recuperação de calor. 8Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 9. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC3.2 - Caldeiras aqua tubulares: 9Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 10. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCAs caldeiras aqua tubulares tem a produção de vapor dentro de tubos queinterligam 2 ou mais reservatórios cilíndricos horizontais, conforme figura 8:- o tubulão superior, onde se dá a separação da fase líquida e do vapor, e- o tubulão inferior, onde é feita a decantação e purga dos sólidos emsuspensão.Os tubos podem ser retos ou curvados. As primeiras caldeiras aqua tubularesutilizavam tubos retos, solução hoje completamente abandonada, apesar dealgumas vantagens, como a facilidade de limpeza interna dos tubos.A caldeira de tubos curvados, interligando os balões, proporcionam arranjo eprojeto de câmaras de combustão completamente fechada por paredes deágua, com capacidades praticamente ilimitadas. Dada a maior complexidadeconstrutiva em relação às caldeiras flamo tubulares, as aqua tubulares sãopreferidas somente para maiores capacidades de produção de vapor epressão, exatamente onde o custo de fabricação do outro tipo começa aaumentar desproporcionadamente.Em relação ao modo de transferência de calor no interior de caldeira existemnormalmente duas secções:- a secção de radiação, onde a troca de calor se dá por radiação direta dachama aos tubos de água, os quais geralmente delimitam a câmara decombustão.- a secção de convecção, onde a troca de calor se dá por convecção forçada,dos gases quentes que saíram da câmara de combustão atravessando umbanco de tubos de água.Não há limite físico para capacidades.Encontram-se hoje caldeiras que produzem até 750 t/h de vapor com pressõesaté 3450 atm.Para aplicação industrial, as capacidades variam da ordem de 15 a 150 t/h,com pressões até 90-100 bar.As figuras 9 e 10 mostram uma caldeira aqua tubular compacta e uma caldeirade alta produção de vapor. 10Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 11. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCCirculação da água 11Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 12. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCA água pode circular por convecção natural pelos tubos, devido à diferença dedensidade entre o líquido e vapor formado pelo aquecimento conformeesquematizado na figura 11. A figura 12 mostra um gráfico que nos fornece arelação entre os pesos específicos do líquido e vapor saturado em função dapressão de saturação. A força motriz da circulação de água é exatamente adiferença de peso específico.Caldeiras de pressão próxima ao ponto crítico (218 atm), ou maior, necessitamde circulação assistida , devido a pouca diferença entre as densidades delíquido e vapor. 12Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 13. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCCâmara de combustão.As paredes de água da câmara de combustão podem ser totalmente integrais,ou seja, cada tubo tangente ao próximo formando uma parede impermeávelaos gases, ou ainda podem ser construídas com tubos interligados por aletasde chapa soldadas. Há ainda paredes de água com tubos espaçados e parederefratária. O calor que não atinge diretamente os tubos é reirradiado pelorevestimento refratário (figura 14).3.3 - Caldeiras mistasA necessidade de utilização de combustíveis sólidos para caldeiras de pequenacapacidade fez surgir uma solução híbrida que são as caldeiras mistas.Basicamente são caldeiras flamo tubulares com uma antecâmara decombustão com paredes revestidas de tubos de água. Na antecâmara se dá acombustão de sólidos através de grelhas de diversos tipos possibilitando assimo espaço necessário para os maiores volumes da câmara de combustãonecessários à combustão de sólidos, principalmente em grandes tamanhos,tais como lenha em toras, cavacos, etc., além da possibilidade de retirada decinzas por baixo das grelhas (o cinzeiro). As caldeiras mistas não reunem todasas vantagens da aqua tubular, como a segurança, maior eficiência térmica,etc., porém, é uma solução prática e eficiente quando se tem disponibilidade de 13Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 14. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCcombustível sólido a baixo custo. Tem ainda a possibilidade de queimarcombustível líquido ou gasoso, com a instalação de queimadores apropriados.O rendimento térmico destas caldeiras são menores que as flamo tubulares,devido à perda de calor pela antecâmara. Dificilmente as paredes frontais etraseira são revestidas de tubos, devido à dificuldade construtiva pelo pequenotamanho da caldeira (figura 15). 14Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 15. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC3.4 - Caldeiras de recuperação de calorAlguns processos de fabricação geram gases de processo ou de combustãocom temperatura alta o suficiente para se recuperar calor destes. Comoexemplo, gases de alto forno ou gases de processos de fabricação de amônia,ou produtos de combustão de incineradores e fornos de alta temperatura(figura 16). Neste caso, a caldeira pode ser tanto aqua tubular como flamo 15Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 16. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCtubular, valendo ainda a escolha pela capacidade de produção de vapor,optando-se pela aqua tubular para maiores capacidades.4 - Componentes principais de caldeirasCaldeiras flamo tubulares são geralmente equipamentos montados em baseúnica e poucos acessórios além dos necessários são acrescentados.Grandes geradores de vapor podem possuir mais componentes além dos quejá foram citados.Os principais componentes são: (figura 17)a) cinzeiro: em caldeiras de combustíveis sólidos, é o local onde se depositamas cinzas ou pequenos pedaços de combustível não queimado.b) fornalha com grelha ou queimadores de óleo ou gás.c) seção de irradiação: são as paredes da câmara de combustão revestidasinternamente por tubos de água.d) seção de convecção: feixe de tubos de água, recebendo calor porconvecção forçada; pode ter um ou mais passagens de gases.e) superaquecedor: trocador de calor que aquecendo o vapor saturadotransforma-o em vapor superaquecido.f) economizador: trocador de calor que através do calor sensível dos gases decombustão saindo da caldeira aquecem a água de alimentação.g) pré-aquecedor de ar: trocador de calor que aquece o ar de combustãotambém trocando calor com os gases de exaustão da caldeira.h) exaustor: faz a exaustão dos gases de combustão, fornecendo energia paravencer as perdas de carga devido à circulação dos gases.i) chaminé: lança os gases de combustão ao meio ambiente, geralmente auma altura suficiente para dispersão dos mesmos. Figura 16 - Caldeira derecuperação de calor de gases de processoA caldeira pode ainda ter equipamentos de limpeza dos gases, tais como filtros,ciclones ou precipitadores eletrostáticos para captação de material particuladoou ainda lavadores de gases para captação de gases ácidos: SOx,NOx, etc. 16Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 17. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC4.1 - Superaquecedores:Vapor saturado é extraído do tubulão superior e entra em um trocador de calorinstalado dentro da própria caldeira. Os superaquecedores podem ser denatureza apenas convectiva, ou seja, recebe calor somente por convecçãotérmica, ou de irradiação, e neste caso, estão localizados dentro da própriacâmara de combustão, ou na saída desta, de maneira que receba calor porradiação da chama ou da grelha. A temperatura de superaquecimento variacom a carga da caldeira, já que a troca de calor não é acompanhada demudança de fase como na vaporização.A troca de calor dentro do superaquecedor é função da velocidade do vapordentro dos tubos e da velocidade dos gases na zona de convecção. A figura 17mostra o comportamento da temperatura de superaquecimento do vaporconforme a carga da caldeira e o tipo de trocador. Equipamentos de convecçãoaumentam a temperatura de superaquecimento com o aumento da carga dacaldeira, pois os coeficientes de troca de calor tendem a aumentar com asmaiores velocidades dos gases e também do vapor dentro dos tubos. 17Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 18. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCSuperaquecedores de irradiação tem a temperatura de saída diminuída com oaumento da produção de vapor. A irradiação de calor varia pouco com a cargade produção de vapor . Em baixa carga a velocidade do vapor é mais baixa econsequentemente os coeficientes de transferência de calor também.Para manter a temperatura de saída do superaquecedor constante, projetaram-se unidades mistas com secções de radiação e convecção.O controle fino da temperatura de superaquecimento pode ser feitode diversas maneiras:- controle da taxa de radiação, através do controle da posição angular dosqueimadores de óleo ou gás, direcionando a chama radiante aosuperaquecedor, ou controle da capacidade de combustão dos queimadoresmais próximos ao superaquecedor.- desvio de gases passando pelo superaquecedor, através de uma válvulade desvio regulável automaticamente.- utilização de dessuperaquecedor (ou atemperador), na saída dosuperaquecedor, o qual através da injeção direta de água líquida controla atemperatura de saída do vapor superaquecido. Neste caso o superaquecedortem que ser projetado para temperatura de saída maior que o necessário, a fimde permitir margem de controle. A temperatura de saída do atemperador éentão controlada pela vazão de água injetada. Um esquema do atemperador émostrado na figura 18.O atemperador é atualmente o método mais utilizado, pois proporciona ótimocontrole e rápida resposta com a variação da carga, e independe do tipo desuperaquecedor, seja de radiação, de convecção ou misto.Variações nos detalhes construtivos de superaquecedores são diversas, e sereferem ao número de passes de vapor, tipo de suporte do equipamento dentroda caldeira, uso de superfícies aletadas na zona de convecção, etc.A figura 19 mostra detalhe de um superaquecedor de radiação. 18Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 19. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC 19Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 20. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC4.2 - EconomizadoresOs economizadores se destinam a aquecer a água de alimentação antes deser introduzida no interior da caldeira. O pré-aquecimento é feito através datroca de calor com os gases de combustão saindo da caldeira.O aproveitamento do calor sensível dos gases de combustão traz um aumentode eficiência térmica do equipamento.Economizadores são trocadores de calor gás-líquido. Devido ao baixocoeficiente de troca de calor por convecção no lado dos gases, geralmente oseconomizadores são compostos por tubos aletados. Em relação á suainstalação, devem estar localizados após a última superfície de convecção dogerador de vapor. Podem ser fabricados integralmente à caldeira, ou podemser adicionados na parte exterior da mesma, logo após a saída dos gases(figuras 20 e 21). 20Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 21. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCEconomizadores são praticamente usados em médias e grandes instalações. Ocusto adicional comparado com o ganho de rendimento térmico não viabiliza autilização em pequenas caldeiras, e que geralmente se utilizam de alimentaçãointermitente de água, impossibilitando, portanto, a operação em uso contínuo esimultâneo dos fluxos de água e produtos de combustão.4.3 - Pré-aquecedoresOs pré-aquecedores de ar elevam a temperatura do ar de combustão antes desua entrada nos queimadores ou fornalha, através da troca de calor com osprodutos de combustão saindo da caldeira. Além da vantagem de aumento derendimento térmico por diminuição das perdas nos gases de exaustão, o arpré-aquecido melhora o funcionamento erendimento dos queimadores ou da fornalha. 21Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 22. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SCAr pré-aquecido aumenta a estabilidade de chama, a temperatura interna dacâmara de combustão, aumentando portanto a troca de calor por radiação,permitindo a utilização de menor excesso de ar. O fato de se utilizar também ocalor sensível dos gases de combustão não impede seu uso conjunto com oeconomizador, o qual quando usado , deve vir antes do pré-aquecedor, já queexistem limitações quanto à temperatura máxima do ar de combustão conformeo tipo de queimador e combustível utilizado.Pré-aquecedores de ar são trocadores de calor gás-gás, e os tipos maisutilizados são:- tubulares, (figura 22)- regenerativos rotativos(figura 23) e- de placas.Não é vantajoso a utilização de tubos aletados em pré-aquecedores de ar, poisos coeficientes de película são da mesma ordem de grandeza para os doislados: ar e gases de combustão. Para o devidoaproveitamento de aletas, esta deveriam estar montadas nos dois lados dofluxo, o que dificulta sua aplicação em tubos de secção circular. Algunstrocadores de placas retas possuem aletas em ambos os lados, quando sãoconstruídos em unidades modulares.Os pré-aquecedores de ar regenerativos rotativos se utilizam doarmazenamento de calor sensível em elementos vazados de um rotor rotativo,o qual girando a baixa rotação (2 a 4 rpm), alternam cada elemento emcontacto com os gases quentes saindo da caldeira e o ar frio sendo aquecido.Sempre existe uma pequena mistura de ar e gases de combustão, já que édifícil efetuar-se uma construção perfeitamente estanque entre as correntes defluxo que atravessam o rotor. Devido a sua complexidade construtiva, tais pré-aquecedores somente são viáveis em grandes unidades de geração de vapor. 22Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br
  • 23. SENAI-CTAL FACULDADE DE TECNOLOGIA Chapecó - SC 23Manutenção em Sistemas Térmicos IndustriaisProf. Esp. Engo Marcellus Fontenellemarcellus@sc.senai.br

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