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Manejo para transformar pasto em lucro são joaquim 2013 carlos nabinger
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Manejo para transformar pasto em lucro são joaquim 2013 carlos nabinger

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Palestra realizada no 1 Seminário de pecuária da serra catarinense: Produção de pasto para uma pecuária rentável.

Palestra realizada no 1 Seminário de pecuária da serra catarinense: Produção de pasto para uma pecuária rentável.


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  • 1. Manejo para transformar pasto em lucro 16,0 10,0 Massa do bocado (mg MS/boc/PM) 14,0 Profundidade do bocado (cm) 8,0 12,0 10,0 6,0 Carlos Nabinger 8,0 4,0 6,0 Departamento de Plantas 4,0 Forrageiras e Agrometeorologia 2,0 2,0 nabinger@ufrgs.br 0,0 0 4 8 12 16 20 0,0 Altura do pasto (cm) 1,79 1,58 1,30 1,07 0,87 0,62 Densidade de lâminas foliares (mg de MS/cm³)
  • 2. O Pampa e os Campos de altitude: maior cobertura vegetal do RS e boa parte de SC A atividade pecuária foi o início e a base da economia no extremo sul do Brasil E, por essa razão, conformou a base de nossa cultura
  • 3. O AMBIENTE CONDICIONA O HOMEM!
  • 4. UM AMBIENTE CUJA PAISAGEM É INIGUALÁVEL
  • 5. QUAL O VALOR DESTAS PAISAGENS?
  • 6. Paisagem própria, diversa e de alto valor turísticoAs principais bacias hidrográficas originam- se em regiões de campo
  • 7. QUAL O VALOR DA QUANTIDADE E QUALIDADE DESSAS ÁGUAS?
  • 8. DIVERSIDADE FLORÍSTICA ÚNICA RIQUEZA DE GERMOPLASMAQUALIDADE DO PRODUTO ANIMAL
  • 9. Uma fauna riquíssima e particular São 487 espécies na porção brasileira do biomaPelo menos ¼ dessas espécies dependem de campos naturais 8 espécies estão inteiramente restritas ao Pampa
  • 10. O campo não cumpre apenas umpapel produtivo (carne, leite, lã)É um recurso “multifuncional”
  • 11. TRATA-SE DE UM RECURSO NATURAL TÃO IMPORTANTE COMO A FLORESTA AMAZÔNICA OU A MATA ATLÂNTICA PRESERVÁ-LO É UMA NECESSIDADE
  • 12. Mas, quem conserva esse ambiente ainda não recebe nada por isso!Enquanto isso, a solução é tratar de explorar melhor esse recurso naprodução animal, pois estamos aindalonge de usar todo o seu potencial!
  • 13. MAS TAMBÉM PODEMOS DAR UMA“MÃOZINHA”, ADUBANDO O CAMPO!
  • 14. OU, ALÉM DISSO, SOBRESSEMEANDO ESPÉCIES DE INVERNO!
  • 15. OU AINDA “LIMPANDO” OU CONDICIONANDO O CAMPO!
  • 16. 5 de maio de 2004
  • 17. Carga muito altaCarga adequada Carga muito baixa
  • 18. 17 16 15Mat. seca - kg/ha/dia 14 13 12 11 10 4 6 8 10 12 14 16 568 kg 1006 kg 1444 kg 1882 kg MS/ha MS/ha MS/ha MS/ha
  • 19. Produção de raízesBaixa carga Alta carga
  • 20. Efeito do nível de oferta de forragem sobre o desempenho de novilhos em campo nativo na Depressão Central do RS. (adaptado de Maraschin et al., 1997)
  • 21. Efeito do nível deoferta em capimpangolasobressemeado comazevém e trevobranco, sobre odesempenho animalanual (Moraes eMaraschin, 1993)
  • 22. Desempenho de cordeiros em pastagens deazevém manejada em diferentes alturas (Carvalho et al., 2001) 650 GMD 600 240 550 220 200 GMD (g.dia-1) 500 G (kg ha-1) G/ha 450 180 400 160 350 140 300 120 250 100 8 10 12 14 16 18 20 Altura da pastagem (cm) Desempenho de cordeiros em pastagens de azevém manejada em diferentes alturas (Freitas, 2003)
  • 23. A estrutura do pasto determinando e explicando a variação no ganho/cabeça Grupo de Pesquisa em Ecologia do PastejoIntensidade moderada Baixa intensidade Alta intensidade Long term grazing experiment – 26 years – 64 ha
  • 24. Em pastos nativos a heterogeidade é existe e deve existir A questão é: como conviver com ela! Estrato inferior: captura de recursos Estrato superior: conservação de recursos
  • 25. E,esta “estrutura” percebida pelo animal também afeta sua resposta àoferta de forragem, mas ela pode ser “manejada”.
  • 26. A altura do estrato inter-touceiras e o comportamento ingestivo Sward structure (inter-tussock) 18cm 13cm 8cm3cm613 kg 1300 kg 1871 kg 2066 kgMS/ha MS/ha MS/ha MS/ha
  • 27. 16,0 10,0 Massa do bocado (mg MS/boc/PM) 14,0 Profundidade do bocado (cm) 8,0 12,0 10,0 6,0 8,0 6,0 4,0 4,0 2,0 2,0 0,0 0,0 0 4 8 12 16 20 Altura do pasto (cm) 1,79 1,58 1,30 1,07 0,87 0,62 Densidade de lâminas foliares (mg de MS/cm³) Relações entre altura do pasto, profundidade e massa do bocado. Profundidade do bocado de ovinos (х) ebovinos (○) (regressão 1: y = 0,5842x + 0,0805 e R² = 0,92); Massa do bocado de bovinos (♦) (regressão 2: y = - 0,176x² + 3,9952x – 9,9698 e R² = 0,92); Massa do bocado de ovinos (□) (regressão 3: y = -0,1111x² + 2,195x – 3,1013 e R² = 0,70). (Adaptado de Gonçalves, 2007)
  • 28. Efeito na taxa de consumo Grazing Ecology Research Group 0.9 Heifers  Intake rate (g DM.min.kg LW-0.75) Hoggets  0.8 2 y2= -0.008x+ 0.18x – 0.33 0.7 R = 0.92 P<0.0001 0.6 0.5 0.4 0.3 2 y = -0.005x+ 0.096x + 0.006 2 R = 0.70 P=0.0002 0.2 0.1 0 4 8 12 16 20 Pasture height (cm)Gonçalves, E.N., Carvalho, P.C.F., Kunrath, T.R., Carassai, I.J., Bremm, C., Fischer, V. 2009. Relações planta-animal emambiente pastoril heterogêneo: processo de ingestão de forragem. Revista Brasileira de Zootecnia, 38, 1655-1662.
  • 29. Até onde a heterogeneidade determinada pelas touceiras afeta o desempenho Grazing Ecology Research Group GPV y= -3,059x2 + 72,829x - 280,47 200 50 R2= 0,8637; DP= 12Ganho de peso vivo (kg/ha) P=0,0039 Tussocks cover (%) 150 40 Ganho de peso vivo (kg/ha) . Touceiras (%) 100 30 Touceiras (%) y = -0,2079x2 + 7,5889x - 23,61 Touceiras (%) 50 20 R2= 0,8953; DP=5,1 P=0,0362 0 10 -50 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 Oferta de Forragem (kg de MS/100 kg de PV) 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Altura do pasto (cm)
  • 30. Capim caninha(Andropogon lateralis)
  • 31. Características da pastagem natural da Depressão Central do RS, submetida a alteração na oferta de forragem, e produção animal. Primavera=8% - resto do ano=12%. EEA/UFRGS 23/10/00 a 06/09/01. (Soares et al., 2002) Estação do anoParâmetro Primavera Verão Outono Inverno Média ou total 8% 12% 12% 12%MF (kg/ha) 979 1179 1883 1390 1475CA (kg PV/ha) 479 399 429 352 397GMD (kg/an/dia 0,780 0,677 0,283 0,178 0,466GPV (kg PV/ha) 116 82 27,5 17,9 236TA = taxa de acúmulo diário; MF = massa de forragem; CA = carga animal; GMD =ganho médio diário; GVP = ganho de peso vivo
  • 32. As alternativas para o dilema produção X conservação Grazing Ecology Research Group PastosProdutividade do sistema – kg PV/ha/ano Limites do sistema com base na cultivados pastagem nativa ? Sobressemeadura spp hibernais Até aqui só “tecnologias de processos” 1500 Nitrogenio 1000 Ca P-K Manipulação 700 de estrutura Ajuste de carga 400 Manejo tradicional Limites do sistema 230 com base na pastagem nativa 140 + insumos 60 Nivel de intensificação
  • 33. E os sistemas de produção ??? Como planejar e estruturar ??? PRESENTE FUTUROPlanejamento de Cenários Cenários Cenários Realizáveis Cenário Possíveis (viáveis) AtualModelo conceitual de cenários possíveis, realizáveisou plausíveis e desejáveis. Fonte: Adaptado de CenáriosGodet & Roubelat (1996) e Boaventura & DesejáveisFischmann (2008).
  • 34. Tecnologias de PROCESSOS para alterar a Demanda de AlimentosAlteração da carga do sistemaAlteração do sistema de produçãoAlteração de metas produtivasAlteração do tipo/tamanho e genética Estância do Silêncio de São José - Bagé
  • 35. Tecnologias para ajustar a oferta de alimentos: PROCESSOS e INSUMOSAjuste da carga do sistemaDiferimento estratégicoPastagens de invernoMelhoramento de campo nativoSuplementação (feno, silagem, concentrados etc.)
  • 36. Planejamento ForrageiroEstratégias Complementares e Sinérgicas: Adaptar o Rebanho ao Sistema de Produção 500.000 -DEMANDA DE NUTRIENTES 450.000 Adaptar o Sistema de Produção ao Rebanho 400.000 -OFERTA DE NUTRIENTES 350.000 kg MS 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 MS Consumível Demanda MS 50.000 0 Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar
  • 37. FAZENDA B - Balanço Entre Oferta e Demanda de MS e EM MS e EM Total da Propriedade / mês 900.000 900.000 kg MS Cenário 1 kg MS Cenário 2 800.000 800.000 700.000 Oferta MS Demanda MS 700.000 600.000 600.000 500.000 500.000 400.000 400.000 300.000 300.000 Oferta MS Demanda MS 200.000 200.000 100.000 100.0001.800.000 0 1.800.000 0 Jun Jul EM Mcal Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul EM Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Mcal Ago1.600.000 1.600.000 mês mês1.400.000 1.400.000 Oferta EM Demanda EM1.200.000 1.200.0001.000.000 1.000.000 800.000 800.000 600.000 600.000 400.000 400.000 Oferta EM Demanda EM 200.000 200.000 0 0 Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai mês mês (Sant’Anna, D.M., 2009)
  • 38. A pastagem como sumidouro ou exportadora de C: uma questão de manejo Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo 250 y= -1,30x2 + 36,99x - 69,55 R2= 0,78 ; P<0,0001 200 C (Mg ha ) -1Qual o 150valordesse 100estoque? 50 0 14,23 4 8 12 16 Ofertaforage allowance(%) LW) Daily de Forragem (% Guterres, D.B. 2006. Carbono orgânico em Chernossolo sob pastagem nativa no RS. In: Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Ciência do solo, 16, São Cristóvão, SE. Anais.... CD-ROM.
  • 39. Intensidade do pastejo e balanço de GEE Grazing Ecology Research Group 90,00 1,2 80,00 1Emissão de CH4 Soil C sotcks (IEC) 70,00 kg CO2 eq.ha-1 60,00 0,8 50,00 0,6 40,00 30,00 0,4 20,00 Animal emissions kg CO2eq/ha 0,2 10,00 Soil C stock index (IEC) 0,00 0 4% 8% 12% 16% Daily forage allowance (% LW) Conte, O. et al. 2012. Densidade, agregação e frações de carbono de um Argissolo sob pastagem natural e diferentes ofertas de forragem por longo tempo. Revista Brasileira de Ciência do Solo. Kohmann, M. 2011. Estimativa da emissão de metano por animais em pastagem nativa submetida a diferentes intensidades de pastejo. Trabalho de Iniciação Científica.
  • 40. Mas, podemos ir ainda mais longe... AGREGANDO VALOR AO PRODUTO ANIMAL VIA QUALIDADE E DIVERSIDADE DA DIETAPROPICIADA PELOS CAMPOS NATIVOS, E CAMPOS NATIVOS MELHORADOS
  • 41. - CARQUEJA
  • 42. Produção / ha X Preço Simulação de Receita Bruta / ha Aumento da Receita Bruta R$ / kg pv % nivel 16,7 14,3 12,5 11,1 10,0 2,40 16,7 33,3 50,0 66,7 83,3 kg pv / ha 2,40 2,80 3,20 3,60 4,00 4,40 Aumento da Receita Bruta 30 72 84 96 108 120 132Insumos e/ou Processos ??? % nivel % 70 70 168 196 224 252 280 308 42,9 42,9 100 240 280 320 360 400 440 50,0 114,3 150 360 420 480 540 600 660 33,3 185,7 200 480 560 640 720 800 880 25,0 257,1 250 600 700 800 900 1.000 1.100 60,0 471,4 400 960 1.120 1.280 1.440 1.600 1.760 75,0 900,0 700 1.680 1.960 2.240 2.520 2.800 3.080 42,9 1.328,6 1.000 2.400 2.800 3.200 3.600 4.000 4.400 50,0 2.042,9 1.500 3.600 4.200 4.800 5.400 6.000 6.600 (Adaptado Sant´Anna e Santos, 2006)