Espacos confinados

380 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
380
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
9
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Espacos confinados

  1. 1. TRABALHOS EM ESPAÇOSTRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOSCONFINADOS 107-11-2007 Fernando Santos
  2. 2. Objectivos:Objectivos: Avaliação e controlo de riscos associados a espaços confinados.confinados. 207-11-2007 Fernando Santos
  3. 3. INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO ENTENDE-SE POR ESPAÇOSENTENDE-SE POR ESPAÇOS CONFINADOS (EC): Qualquer espaço com abertura limitada deQualquer espaço com abertura limitada de entrada e saída e com ventilação natural desfavorável;desfavorável; 307-11-2007 Fernando Santos
  4. 4. Os trabalhos em EC, por envolverem uma sérieOs trabalhos em EC, por envolverem uma série de riscos, requerem um cuidadoso planeamento.planeamento. As estatísticas apontam que 60% dos casos de óbitos em acidentes em EC, são com equipas de resgate mal preparados.de resgate mal preparados. 407-11-2007 Fernando Santos
  5. 5. OBJECTIVOOBJECTIVO O objectivo é de informar todos osO objectivo é de informar todos os trabalhadores dos procedimentos de segurança e requisitos mínimos necessáriossegurança e requisitos mínimos necessários para a entrada e saída no EC, de forma a eliminar ou prevenir as possíveis lesões oueliminar ou prevenir as possíveis lesões ou doenças e danos materiais. 507-11-2007 Fernando Santos
  6. 6. TIPOS DE ESPAÇOS CONFINADOSTIPOS DE ESPAÇOS CONFINADOS ESPAÇOS CONFINADOS ABERTOS Abertas na parte superior e com profundidadeAbertas na parte superior e com profundidade tal que dificulta a sua ventilação. Podem ser: Fossas de lubrificação de veículos Cubas de desengorduramento PoçosPoços Depósitos abertos 607-11-2007 Fernando Santos
  7. 7. ESPAÇOS CONFINADOS FECHADOSESPAÇOS CONFINADOS FECHADOS Fechados com uma pequena abertura para entrada e saída.e saída. Podem ser: ReactoresReactores Tanques de armazenamento Salas subterrâneas de transformadoresSalas subterrâneas de transformadores 707-11-2007 Fernando Santos
  8. 8. GasómetrosGasómetros Túneis e galerias de serviços Cisternas de transporteCisternas de transporte Porões dos navios, etc. 807-11-2007 Fernando Santos
  9. 9. OS MAIORES PERIGOS NUM ECOS MAIORES PERIGOS NUM EC Falta de Oxigénio (Asfixia)Falta de Oxigénio (Asfixia) O2 % Tempo de Expos. Consequências 21 Indefinido - Concentração normal de Oxigénio no ar21 Indefinido - Concentração normal de Oxigénio no ar 20,5 Não definido - Concentração mínima de Oxigénio no ar, para entrar em espaço confinado, sem equipamento de protecção respiratória, com fornecimento de ar.fornecimento de ar. 18 Não definido - Considera-se atmosfera deficiente em Oxigénio. - Problemas de coordenação muscular e aceleração de ritmo respiratório.respiratório. 17 Não definido - Risco de perda de conhecimento sem sinal de aviso. 12-16 Seg.-min. - Vertigens, dores de cabeça e, inclusive, alto risco de inconsciência.12-16 Seg.-min. - Vertigens, dores de cabeça e, inclusive, alto risco de inconsciência. 6-10 Seg.-min. - Náuseas, perda de consciência seguida de morte, em 6 a 8 minutos. 907-11-2007 Fernando Santos
  10. 10. Presença de gás venenoso, fumo ou vaporPresença de gás venenoso, fumo ou vapor (Asfixia/Intoxicação). 1007-11-2007 Fernando Santos
  11. 11. Presença de gás venenoso, fumo ouPresença de gás venenoso, fumo ou vapor (Asfixia/Intoxicação). Acumulação nas tubagens e entradas ligadasAcumulação nas tubagens e entradas ligadas ao sistema; Entrada dos tanques ou contentores ligados através de tubagens; 1107-11-2007 Fernando Santos
  12. 12. Líquidos e sólidos que inesperadamente podem encher o espaço ou libertar gases.podem encher o espaço ou libertar gases. Alta concentração de poeira em silos. Incêndio e explosão (através de vapores inflamáveis, excesso de oxigénio, etc.). 1207-11-2007 Fernando Santos
  13. 13. Resíduos que restam nos tanques, tubos ou que ficam no interior da superfície, queou que ficam no interior da superfície, que podem libertar gás, fumo ou vapor (asfixia/intoxicação). 1307-11-2007 Fernando Santos
  14. 14. O QUE É PERIGOSO NUM EC?O QUE É PERIGOSO NUM EC? Restrito espaço para entrada, que podeRestrito espaço para entrada, que pode tornar um resgate muito difícil em casotornar um resgate muito difícil em caso de emergência; A quantidade de gases, fumos ou vapores pode aumentar através da acumulação ou uso de materiais deacumulação ou uso de materiais de rápida evaporação, solventes inflamáveis, etc. 14 inflamáveis, etc. 07-11-2007 Fernando Santos
  15. 15. Avaliação de riscosAvaliação de riscos Os riscos devem ser avaliados paraOs riscos devem ser avaliados para todas as actividades em EC, com o objectivo de decidir quais são asobjectivo de decidir quais são as medidas necessárias de segurança a serem tomadas.serem tomadas. 1507-11-2007 Fernando Santos
  16. 16. o Por isso, as avaliações baseiam-se naso Por isso, as avaliações baseiam-se nas seguintes considerações: As tarefas;As tarefas; O ambiente do trabalho; 1607-11-2007 Fernando Santos
  17. 17. Os materiais e os objectos de trabalho;Os materiais e os objectos de trabalho; Forma adequada para a realização destas tarefas;tarefas; Fazer um plano de resgate em caso deFazer um plano de resgate em caso de emergência. 1707-11-2007 Fernando Santos
  18. 18. o Se a avaliação e identificação de riscoso Se a avaliação e identificação de riscos indicar um nível de risco elevado e queindicar um nível de risco elevado e que possa provocar graves lesões no trabalho em EC, segue-se os seguintes requisitos:em EC, segue-se os seguintes requisitos: 1807-11-2007 Fernando Santos
  19. 19. I. EVITAR ENTRADA NO EC Perguntar a si mesmo se é ou nãoPerguntar a si mesmo se é ou não necessário entrar no EC? Se não é necessário, então, actue da seguintenecessário, então, actue da seguinte forma: 1907-11-2007 Fernando Santos
  20. 20. 1. Fazer o trabalho fora do EC, como por exemplo:1. Fazer o trabalho fora do EC, como por exemplo: Inspecção, colectas e operações de limpeza podem ser feitas fora do EC, usando materiaispodem ser feitas fora do EC, usando materiais e equipamentos apropriados; 2007-11-2007 Fernando Santos
  21. 21. Retirar todos os obstáculos nos silos,Retirar todos os obstáculos nos silos, usando aparelhos de movimentação, vibração ou remoção do ar;vibração ou remoção do ar; Usar máquinas fotográficas à distânciaUsar máquinas fotográficas à distância para a inspecção interna dos tubos. 2107-11-2007 Fernando Santos
  22. 22. II. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NOII. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NO TRABALHO EM EC Se não pode evitar a entrada em EC, tenha a certeza de que tudo está da seguinte forma:certeza de que tudo está da seguinte forma: Procedimentos de trabalho seguros;Procedimentos de trabalho seguros; 2207-11-2007 Fernando Santos
  23. 23. Dependendo da natureza do EC associado aoDependendo da natureza do EC associado ao risco e ao tipo do trabalho a ser executado: - ter em consideração os resultados da avaliação dos riscos, de forma a poderavaliação dos riscos, de forma a poder identificar as precauções necessárias para reduzir os riscos e as lesões.reduzir os riscos e as lesões. 2307-11-2007 Fernando Santos
  24. 24. Ter a certeza que os procedimentos deTer a certeza que os procedimentos de segurança, incluindo as medidas preventivas identificadas, estãopreventivas identificadas, estão implementados e são postos em prática; 2407-11-2007 Fernando Santos
  25. 25. Todas as pessoas envolvidas no trabalho em EC, necessitam de formaçãoem EC, necessitam de formação adequada, para garantir que sabem o que fazer e como fazê-lo em segurança. adequada, para garantir que sabem o que fazer e como fazê-lo em segurança. 2507-11-2007 Fernando Santos
  26. 26. ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA TRABALHAR EM SEGURANÇA EM EC:TRABALHAR EM SEGURANÇA EM EC: o DESIGNAÇÃO DE UM SUPERVISORDESIGNAÇÃO DE UM SUPERVISOR É responsável por garantir que todas as precauções necessárias são tomadas;precauções necessárias são tomadas; 2607-11-2007 Fernando Santos
  27. 27. o PESSOAS HABILITADAS PARA EXECUTARo PESSOAS HABILITADAS PARA EXECUTAR O TRABALHO Pessoa experiente com uma boa formação nesta área;nesta área; Pessoa capaz de identificar onde existem altosPessoa capaz de identificar onde existem altos riscos, que podem provocar danos físicos; Saber usar os aparelhos de respiração. 2707-11-2007 Fernando Santos
  28. 28. o ISOLAMENTOo ISOLAMENTO Isolamento dos equipamentos mecânicos eIsolamento dos equipamentos mecânicos e eléctricos, para evitar o uso inadvertido; Isolamento físico dos tubos para evitar fugas de fumos, gases ou vapores;fumos, gases ou vapores; Deve ser sempre verificado se o isolamento foi devidamente efectuado. Deve ser sempre verificado se o isolamento foi devidamente efectuado. 2807-11-2007 Fernando Santos
  29. 29. o VERIFICAÇÃO DO TAMANHO DA ENTRADAo VERIFICAÇÃO DO TAMANHO DA ENTRADA A entrada deve ser suficientemente larga paraA entrada deve ser suficientemente larga para facilitar o uso dos equipamentos; Deve ter um acesso de saída pronto a ser usado em caso de emergência;usado em caso de emergência; 2907-11-2007 Fernando Santos
  30. 30. o FORNECIMENTO DE VENTILAÇÃOo FORNECIMENTO DE VENTILAÇÃO Poderá ser necessário:Poderá ser necessário: Aumentar o número de aberturas paraAumentar o número de aberturas para melhorar a ventilação; 3007-11-2007 Fernando Santos
  31. 31. Utilização de ventilação mecânica paraUtilização de ventilação mecânica para assegurar uma reserva de ar fresco,assegurar uma reserva de ar fresco, principalmente quando estão em uso equipamentos que libertam monóxido deequipamentos que libertam monóxido de carbono; 3107-11-2007 Fernando Santos
  32. 32. o AVALIAÇÃO DA ATMOSFERAo AVALIAÇÃO DA ATMOSFERA Verificar se a atmosfera não contém gases tóxicos ou inflamáveis e se é respirável;tóxicos ou inflamáveis e se é respirável; 3207-11-2007 Fernando Santos
  33. 33. A atmosfera deve ser avaliada por pessoal qualificado, com detectorpessoal qualificado, com detector apropriado e correctamente calibrado; Nos casos em que a avaliação de riscosNos casos em que a avaliação de riscos indicou que as condições da atmosfera possam modificar-se deve ser feita umapossam modificar-se deve ser feita uma monitorização constante. 3307-11-2007 Fernando Santos
  34. 34. o FERRAMENTAS E ILUMINAÇÃOo FERRAMENTAS E ILUMINAÇÃO ADEQUADAS Utilização de ferramentas e iluminação que nãoUtilização de ferramentas e iluminação que não emitam faíscas nos locais com atmosferas inflamáveis ou potencialmente explosivas;inflamáveis ou potencialmente explosivas; 3407-11-2007 Fernando Santos
  35. 35. É necessário tomar medidas preventivasÉ necessário tomar medidas preventivas de forma a evitar os choques eléctricos; tais como, o uso de equipamento comtais como, o uso de equipamento com baixa voltagem (menos de 25 V). 3507-11-2007 Fernando Santos
  36. 36. o UTILIZAÇÃO DE APARELHOS DEo UTILIZAÇÃO DE APARELHOS DE RESPIRAÇÃO AUTÓNOMA É essencial a sua utilização quando o ar é irrespirável devido a uma quantidade elevada de gases, fumos ou vapores existentes no seu irrespirável devido a uma quantidade elevada de gases, fumos ou vapores existentes no seu interior ou devido a falta de oxigénio no EC; 3607-11-2007 Fernando Santos
  37. 37. Não tentar nunca purificar o ar com oxigénio, porque pode aumentar o risco de incêndio ou explosão. oxigénio, porque pode aumentar o risco de incêndio ou explosão. 3707-11-2007 Fernando Santos
  38. 38. o PREPARAÇÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIAo PREPARAÇÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA É necessário ter os equipamentos necessários; Formação e exercícios práticos adequadosFormação e exercícios práticos adequados para uma actuação correcta em caso de emergência.emergência. 3807-11-2007 Fernando Santos
  39. 39. o COMUNICAÇÃOo COMUNICAÇÃO É necessário um sistema de comunicação adequado, para que as pessoas que se encontram fora e dentro do EC podem comunicar-se e pedir ajuda facilmente em caso de emergência.de emergência. 3907-11-2007 Fernando Santos
  40. 40. o COMO DAR O ALARMEo COMO DAR O ALARME É necessário que haja alguém fora a observar eÉ necessário que haja alguém fora a observar e em comunicação constante com a pessoa que se encontra no interior do EC, dandose encontra no interior do EC, dando rapidamente o sinal de alarme em caso de emergência.emergência. 4007-11-2007 Fernando Santos
  41. 41. o AUTORIZAÇÃO DE TRABALHOo AUTORIZAÇÃO DE TRABALHO Características essenciais:Características essenciais: Devem ser feitas todas as formalidades; 4107-11-2007 Fernando Santos
  42. 42. PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIAPROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA Quando algo corre mal, as pessoas podemQuando algo corre mal, as pessoas podem ser expostas a sérios perigos. Por isso, é necessário dar rapidamente o sinalPor isso, é necessário dar rapidamente o sinal de alarme e proceder à operação de resgate. Um plano de contingência, depende da natureza do EC, dos riscos identificados e danatureza do EC, dos riscos identificados e da própria natureza do resgate. 4207-11-2007 Fernando Santos
  43. 43. O plano de emergência depende dos riscos,O plano de emergência depende dos riscos, considerando os seguintes aspectos: COMUNICAÇÃO Sistema de comunicação adequado entre as pessoas que estão no interior e exterior dopessoas que estão no interior e exterior do EC; 4307-11-2007 Fernando Santos
  44. 44. Planear os procedimentos de emergência de forma a abranger todas as situaçõesforma a abranger todas as situações (trabalhos que são efectuados durante a noite, por turnos e fins de semana);noite, por turnos e fins de semana); Tomar sempre em consideração o que podeTomar sempre em consideração o que pode acontecer e como dar rapidamente o sinal de alarme. 4407-11-2007 Fernando Santos
  45. 45. EQUIPAMENTO DE RESGATE E REANIMAÇÃOREANIMAÇÃO Consoante os tipos de emergência identificados fornecer o equipamento deidentificados fornecer o equipamento de resgate e reanimação adequados; É necessário dar formação e treino adequados à equipa que tem acesso aadequados à equipa que tem acesso a esses equipamentos; 4507-11-2007 Fernando Santos
  46. 46. CAPACIDADE DA EQUIPA DE RESGATERESGATE Necessitam de uma formação adequada, de forma a serem capazesadequada, de forma a serem capazes de cumprirem as suas tarefas, e usarem qualquer equipamento para o resgate,qualquer equipamento para o resgate, tais como, aparelhos de respiração, linhas de vida e equipamentos delinhas de vida e equipamentos de combate a incêndios; 4607-11-2007 Fernando Santos
  47. 47. CAPACIDADE DA EQUIPA DE RESGATERESGATE Devem estar protegidos de forma a nãoDevem estar protegidos de forma a não serem afectados pelos factores que deram origem à emergência.deram origem à emergência. 4707-11-2007 Fernando Santos
  48. 48. ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHOTRABALHO Poderá, eventualmente, ser necessário isolar as áreas ou interromper osisolar as áreas ou interromper os trabalhos nas zonas próximas à área de resgateresgate 4807-11-2007 Fernando Santos

×