Páris homérico e Páris trágico

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  • 1. Páris homérico e Páris trágico: umacomparação possível?Renata Cardoso de SousaOrientador: Fábio de Souza LessaLaboratório de História Antiga (LHIA-UFRJ)Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico eTecnológico (CNPq)
  • 2. Objetivos da Apresentação• Mostrar os resultados gerais da pesquisamonográfica;• Dialogar sobre a possibilidade dedesenvolvimento de uma pesquisacomparativa entre as representações dePáris em Homero e nas tragédias.
  • 3. Problemática• Há diferenças e/ou semelhanças entre arepresentação de Páris em Homero (séculoVIII a.C.) e nas tragédias (século V a.C.)?
  • 4. Documentação• Primeiramente, faz-se necessário verificarcomo Páris é representado em Homero,trabalho que desenvolvemos nagraduação. Para isso, utilizamos a Ilíada, aúnica epopeia homérica em que eleaparece.
  • 5. Documentação• Depois, verificaremos de que modo Páris érepresentado nas tragédias em que eleaparece. São elas:
  • 6. Páris Homérico: resultados dapesquisa monográfica• Através da análise de seus epítetos e de sua descrição na Ilíada,verificamos que Páris é um herói que se destaca em sua: a) beleza; b)habilidade em seduzir mulheres e c) habilidade musical.• Páris evita a batalha, recua ante a fúria de Menelau (Canto III) e éfrequentemente exortado pelo irmão (e, inclusive, pela sua belaHelena) a comparecer nas lutas; no entanto, ele sempre retorna aocombate e auxilia na defesa de Troia com seu instrumento bélico, oarco e a flecha, matando, inclusive, alguns aqueus.• Longe de ser uma contradição da epopeia (FINLEY, 1982, p. 43),Páris se configura num modelo paidêutico.FINLEY, M. I. O mundo de Ulisses. Lisboa: Presença, 1982.
  • 7. Paideía
  • 8. Paideía• As obras de Homero têm um cunho paidêutico por mostrar todo umcódigo de conduta caro à sociedade na qual elas foram compostas, osquais são expressos através da apresentação do mito, que “possui oespantoso poder de engendrar as noções fundamentais da ciência eas principais formas da cultura” (DETIENNE, 2008, p. 34)• Do mesmo modo, Homero constrói seus heróis de maneira a passarum modelo ético para os ouvintes das suas epopeias.• Cremos que o gênero teatral (tragédia, drama satírico e comédia)tem também uma função paidêutica, à medida que resgata essesmitos e representa personagens heroicas.DETIENNE, Marcel. Os Gregos e Nós: Uma Antropologia Comparada da GréciaAntiga. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
  • 9. A Tragédia• “Gênero trágico, representação trágica, homemtrágico” (VERNANT; VIDAL-NAQUET, 2008, p. 1).• “As tragédias gregas, pela mesma razão que todaobra literária, são atravessadas por pré-conceitos,pré-supostos que, para a civilização de que elas sãouma das expressões, formam como que os quadrosda vivência cotidiana” (ibidem, p. XXIII).VERNANT, Jean-Pierre; VIDAL-NAQUET, Pierre. Mito e tragédia na GréciaAntiga. São Paulo: Perspectiva, 2008.
  • 10. Conclusão• Se as tragédias, como instrumentopaidêutico, apresentam um reflexo dasociedade na qual ela se desenvolve,objetivamos verificar de que maneira elapode mostrar, através da representação deum personagem específico (Páris),continuidades e mudanças no pensamentogrego do século VIII ao V a.C.