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Geologia 10º ano

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  • 1. Método científicoFases do método científico:  Observação - Quase todas as investigações científicas começam por uma observação que desperta a curiosidade ou suscita uma questão.  Problema - Após uma observação para a qual não se encontra explicação imediata surge um problema e é formulada uma pergunta. O propósito da pergunta é estreitar o foco da investigação e identificar o problema em termos específicos.  Hipótese - Sugestão de possível resposta à questão levantada.  Experiência - É planificada de modo a testar uma hipótese. o Etapas da planificação da experiência:  -definição de objetivo (s);  -definição da variável;  -escolha de materiais;  -desenho do procedimento. o Dimensão da amostra - Quanto maior for o número de dados disponíveis como ponto de partida para a pesquisa, mais válida será a generalização.
  • 2. o A experiência tem de ser controlada - as variáveis têm de ser todas controladas, de modo a que apenas uma esteja aberta a estudo. Experiência controlada Grupo de controlo Grupo ou testemunho experimentalGrupo onde as variáveis da Grupo onde é testada uma experiência são mantidas variável independente sendo as inalteráveis. restantes condições e constituição mantidas iguais ao grupo controlo.Experiência controlada  Na experiência devidamente controlada, dois grupos são submetidos a tratamento idêntico em todos os aspetos, menos um.  Essa diferença única é o fator investigado  Geralmente: o Os grupos-controle representam a situação normal, o Os grupos experimentais representam a variação.  O grupo-controle proporciona base para comparação: um padrão em relação ao qual se podem medir as alterações que se verificarem no grupo experimental.Análise de resultadosDurante uma experiência são reunidos todos os dados, de modo a juntar indícios quepodem ajudar a sustentar ou a rejeitar a hipótese. A análise dos resultados tem comoobjetivo final provar ou negar a hipótese e, ao fazê-lo, responder à pergunta original.
  • 3. ConclusãoEtapa em que, perante a análise dos resultados, se aceita ou rejeita a hipótese. Se ahipótese for aceite, deve ser feita a sua divulgação à comunidade científica. Se ahipótese for rejeitada, deve se proceder à formulação de nova hipótese.A importância do método científico  Em ciência a parcialidade precisa ser evitada a todo custo.  O método científico tenta minimizar a influência da parcialidade que o responsável pela experiência possa apresentar.  O método científico oferece uma abordagem objetiva e padronizada para a condução de experiências e melhorar os resultados obtidos. Subsistemas TerrestresQue tipos de sistemas existem?  Isolados;  Fechados;  Abertos.Sistema isolado  É aquele cujas fronteiras impedem a troca de matéria e energia;  Não existem na natureza;  Ex.: o Laboratórios no vácuo; o garrafa térmica hermeticamente fechada.
  • 4. Sistema fechado  As fronteiras permitem troca de energia mas não de matéria.  Ex.: o Panela de pressão ao lume.Sistema aberto  As fronteiras permitem trocas de energia e matéria.  Ex.: o Oceano; o Floresta; o Célula.Sistema Terra O planeta Terra, é considerado um sistema  Troca energia com o universo: o Fonte de energia externa: radiação solar; o Fonte de energia interna: calor resultante da desintegração de elementos radioactivos. FECHADO  Trocas de matéria diminutas em relação à massa/dimensões do planeta: o Perda de gases (H e He) para o espaço devido à sua baixa densidade; o Adição de matéria proveniente da queda de meteoritos ou poeiras cósmicas.
  • 5. Implicações da Terra ser considerada um sistema quase fechado  Recursos naturais limitados devemos usá-los cautelosamente;  Os materiais residuais permanecem dentro das fronteiras do sistema, nomeadamente materiais poluentes, podendo afectar o seu equilíbrio;  Qualquer alteração existente num dos subsistemas terrestres pode afectar todos os outros pois estes são abertos, dinâmicos e interdependentes uns dos outros.Subsistemas terrestres  Hidrosfera;  Atmosfera;  Geosfera;  Biosfera.
  • 6. HidrosferaÉ constituída pelos reservatórios de água que existem na Terra os oceanos, os rios, oslagos, os glaciares e as águas subterrâneas fazem parte deste subsistema.
  • 7. Agressões à Hidrosfera:  Poluição doméstica e industrial;  Derrames petrolíferos;  Impermeabilização dos solos;  Poluição por resíduos depositados à superfície.AtmosferaÉ constituída pela camada gasosa que envolve a hidrosfera, a geosfera e a biosfera.
  • 8. Agressões à Atmosfera:  Libertação de GEE;  Libertação de CFC;  Queima de combustíveis fósseis;  Consumos excessivo de combustíveis.GeosferaParte sólida da Terra, quer profunda, quer superficial. Engloba os diversos tipos derochas e minerais seus constituintes e os solos.Agressões à Geosfera:  Agricultura intensiva;  Poluição dos solos;  Exploração mineira;  Exploração de energia fóssil.
  • 9. BiosferaFormada pelos seres vivos que habitam a Terra. Agressões à Biosfera:  Caça e pesca excessivas;  Desflorestação;  Poluição da água;  Incêndios.As rochas, arquivos que relatam a história da Terra
  • 10. Quanto à sua origem, podemos considerar três tipos básicos de rochas:  Rochas sedimentares - formadas à superfície, ou muito próximo dela por deposição de materiais em bacias de sedimentação.  Rochas Magmáticas - formadas por solidificação de rochas fundidas (magma).  Rochas Metamórficas - formadas pela transformação de rochas pré-existentes no estado sólido devido ao aumento da pressão e/ou da temperatura.Ambiente sedimentar  Constituem uma fina película que recobre cerca de ¾ da superfície dos continentes.  Formam-se a partir de rochas pré-existentes ou de materiais originados pela actividade dos seres vivos, por um processo que decorre em duas fases: sedimentogénese e diagénese.  Envolvem na sua formação o ciclo da água cujo “motor” é o Sol.Génese das Rochas Sedimentares  Sedimentogénese - compreende os processos que intervêm desde a elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares até à deposição desses materiais. o Meteorização, erosão, transporte, sedimentação.  Diagénese - inclui processos físico-químicos que transformam sedimentos em rochas sedimentares. o Compactação e cimentação.
  • 11. Rochas MagmáticasResultam da solidificação de um magma ou lava. Esta solidificação pode ocorrer nointerior da crusta - rochas magmáticas intrusivas ou plutónicas - ou à superfície -rochas magmáticas extrusivas ou vulcânicas.Rochas MetamórficasSão formadas a partir de rochas pré-existentes que experimentam transformaçõesmineralógicas e estruturais.Essas transformações são devidas a condições de pressão e de temperatura elevadasou à acção de fluidos de circulação.
  • 12. O metamorfismo pode resultar da acção combinada da pressão e temperatura oupode resultar de um processo em que haja predomínio de um destes factores sobre ooutro.Metamorfismo de contato - metamorfismo experimentado pelas rochas adjacentes auma intrusão magmática devido ao aquecimento provocado pelo calor proveniente domagma.Metamorfismo regional - é causado por pressões muito intensas e elevadastemperaturas, caracteristicamente desenvolvido em grandes áreas (milhares dequilómetros quadrados), nas regiões de formação de montanhas. A medida do tempo geológico e a idade da TerraO tempo em geologiaA noção de tempo é um conceito fundamental em geologia.
  • 13. Datação das rochasDatação relativa - Método que avalia a idade das formações geológicas umas emrelação às outras. Como? Analisando a posição relativa dessas formações eaveriguando acerca da existência de fósseis (de idade).Datação absoluta - Método que avalia a idade das formações geológicas usandoreferências numéricas (M.a.). Como? Através de um complexo uso de tecnologias eanálises laboratoriais de amostras das rochas que se pretendem datar.Datação relativaPrincípios litoestratigráficos:  Princípio da Horizontalidade Inicial;  Princípio da Sobreposição de Estratos;  Princípio da Continuidade Lateral;  Princípio da Interseção;  Princípio da Inclusão;  Princípio da Identidade Paleontológica.Princípio da Horizontalidade InicialOs sedimentos que estiveram na origem dos estratos são depositados, em regra,segundo camadas horizontais paralelas à superfície de deposição.(Quaisquer fenómenos de deformação que alterem esta horizontalidade das camadasé posterior à sedimentação!).Princípio da Sobreposição de EstratosSe não ocorrerem deformações, adeposição ocorre por ordem cronológica,da base para o topo – uma camada é maisrecente que a que lhe serve de base e maisantiga do que as que lhe estão acima.
  • 14. Exceções ao Princípio da Sobreposição de Estratos1 – Dobras deitadas: Este princípio nem sempre pode ser usado para datar os estratosde forma relativa! Se ocorrerem determinadas deformações nas rochas a posição dosestratos será alterada e, às vezes, até invertida (como no caso das dobras deitadas).2 – Terraços fluviais: O rio, por erosão, escava um novo leito, provocando a formaçãode degraus onde deposita sedimentos – terraços fluviais. Os últimos a seremdepositados foram os da zona 3 (mais recentes).3 – Grutas: Os sedimentos depositados em grutas são mais modernos do que ascamadas que lhe servem de tecto.4 – Falhas: Blocos rochosos que fracturam (“partem”) e que se movimentam um emrelação ao outro.Princípio da Continuidade LateralUm estrato delimitado pelo mesmo tecto e muro e com semelhantes propriedadeslitológicas possuí a mesma idade em toda a sua extensão lateral.
  • 15. Princípio da InclusãoEste princípio aplica-se, por exemplo a rochas compostas por fragmentos de outras(como o conglomerado).
  • 16. Princípio da InterseçãoEste princípio aplica-se a estratos afectados por estruturas (falhas, intrusõesmagmáticas, etc…).Princípio da Idade PaleontológicaEstratos com os mesmos fósseis possuem a mesma idade. Os fósseis sãocontemporâneos das rochas onde se encontram!
  • 17. Mas nem todos os fósseis podem ajudar a datar litologias, apenas os fósseis de idadeou estratigráficos.Fósseis de idade  São fósseis de seres que fossilizam facilmente (têm partes duras) e, por isso, ficam muitas vezes registados nas rochas.  OCORRÊNCIA EM ABUNDÂNCIA;  São fósseis de seres que existiram em grande quantidade e que se expandiram numa grande área geográfica (assim, permitem correlacionar estratos em diferentes pontos do globo).  AMPLA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA;  São fósseis de seres que não viveram durante muito tempo (à escala geológica).  CURTA DISTRIBUÇÃO TEMPORAL.Ajuda: O que aconteceu aqui?
  • 18. As camadas 1 e 5 sofreram deformações, inclinando, após a sua formação (estascamadas experimentaram a mesma história geológica pois a sua inclinação ésemelhante).A intrusão 6 atravessa as camadas 1, 2 e 3 logo é mais recente que estas.As camadas 9 e 10 são “cortadas” pelo vale logo podemos afirmar que este foi a últimaestrutura a formar-se.E aqui?As camadas de 1 a 10 depositaram-se horizontalmente umas sobre as outras. Sofreramdeformação, inclinando-se. Posteriormente ocorreu a formação de uma intrusãomagmática que deu origem ao granito (contém inclusões de outras rochas maisantigas). Deu-se a erosão de todo este conjunto e, posteriormente depositaram-se ascamadas 11 (com inclusões do granito, mais antigo) a 14.
  • 19. E aqui?1 - Deposição de A, B, C, D, E, F e G e posterior inclinação;2 – Ocorrência da falha H;3 – Erosão e formação de uma descontinuidade (I) – superfície irregular;4 – Deposição de J, K e L;5 – Aparecimento da Intrusão M;6 – Novo episódio de erosão com formação de uma segunda descontinuidade (N);7 – Deposição de P (com inclusões de rochas mais antigas) e Q;8 – O filão R e as camadas de lava S e T surgiram depois da deposição de Q mas não épossível concluir se R surgiu antes ou depois de S e T pois não o intersecta; Comcerteza sabemos apenas que a camada mais recente de todas é a T.E nesta situação, como proceder à datação?
  • 20. Datação absolutaA radioactividade é uma das principais fontes de energia térmica interna da Terra.Os átomos fazem parte da constituição da matéria (de tudo aquilo que existe). Nasrochas também existem átomos.Alguns deles (urânio, rádio, etc.) são radioactivos, isto é, ao longo dos tempos, enaturalmente, os seus núcleos vão-se desintegrando espontaneamente para setornarem mais estáveis. Quando isso acontece liberta-se energia.A datação pode também ser chamada de datação radiométrica ou isotópica.Os isótopos de urânio são muito frequentes nas rochas (1g por cada 1000 Kg de rocha).Estes isótopos são muito instáveis – os seus núcleos desintegram-se espontaneamenteformando um átomo de um elemento químico diferente, mais estável.Átomo inicial: ISÓTOPO – PAI (instável).Átomo formado após desintegração: ISÓTOPO – FILHO (mais estável).Porque razão o decaimento radioactivo oferece uma boa forma de mediro tempo de forma absoluta?A taxa de decaimento radioactivo (desintegração dos isótopos-pai em isótopos-filho) éconstante para cada isótopo (não varia com condições de pressão, temperatura ououtros aspectos associados aos processos geológicos).A desintegração é irreversível: o isótopo-pai não volta a adquirir as propriedadesiniciais.Quando a rocha se forma adquire elementos radioactivos que se começam adesintegrar marcando o momento de formação daquela rocha.
  • 21. Período de semi-vida ou semi-transformação Tempo decorrido para que metade do número de isótopos-pai radioactivos sofra desintegração, transformando-se em isótopos-filho. No final de um período de semi-vida, 50% dos isótopos-pai já foram transformados em isótopos- filho… No final do 2º período de semi-vida, metade da metade que restou (¼) do nº original de isótopos-pai ainda permanecem na rocha… No 3º período de semi-vida ⅛ e assim por diante! (restará sempre uma quantidade residual de isótopos-pai na rocha)
  • 22. Qual o melhor isótopo para datar rochas jovens? Carbono-14, pois tem o período de semi-vida mais curto. É que se a rocha for “velha” e a taxa de decaimento for rápida, os isótopos-pai já se transformaram quase todos em isótopos- filho: sabemos que o relógio isotópico parou, não sabemos é há quanto tempo isso aconteceu. O Carbono-14 é muito usado na arqueologia e é o ideal para datar fósseis ou quaisquer outros resíduos orgânicos… Porquê?
  • 23. Todos os seres vivos contêm carbono. Ele é absorvido pelos seres fotossintéticos e daísegue por toda a cadeia alimentar. Quando os seres morrem inicia-se o decaimento! Ea arqueologia estuda eventos recentes – interessam isótopos com menor tempo desemi-vida.Limitações da datação radiométrica ou isotópicaNão permite datar rochas sedimentares.Este método pressupõe que as rochas sejam sistemas fechados, não existindo entradasou saídas de isótopos. Mas, se as rochas sofrerem erosão ou meteorização, podemocorrer perdas de isótopos (pais e filhos) o que irá influenciar a idade atribuída.Cada grão de areia tem um relógio calibrado para uma data distinta, a qual remontaprovavelmente a muito antes de a rocha sedimentar se formar. Assim, em matéria decronometragem, a rocha sedimentar é uma confusão. Não serve.Atribuí uma idade ao metamorfismo e não à rocha antes de o sofrer.Se tivermos em conta que as rochas metamórficas resultam de modificações, devidas apressão e temperatura, sofridas por outras rochas, o metamorfismo que as afectounão elimina os átomos-filho que elas possam conter nesse momento e, dessa forma,obtém-se uma idade superior à que deveria corresponder à última fase demetamorfismo.Nem sempre as rochas contêm grandes quantidades dos isótopos necessários à suadatação. Apenas as rochas ígneas proporcionam bons relógios radioactivos. As rochas ígneas costumam conter muitos isótopos radioactivos diferentes. A solidificação das rochas ígneas dá-se bruscamente, o que tem uma consequência feliz: todos os relógios de um dado fragmento de rocha são calibrados em simultâneo.
  • 24. Por que motivo a estratigrafia não permite medir o tempo de formaabsoluta?Os sedimentos não se acumulam numa taxa constante em nenhum ambiente desedimentação (podem até haver longos momentos de ausência de sedimentação). Porexemplo, durante uma inundação, um rio poderá depositar uma camada de areia devários metros de espessura em questão de poucos dias, enquanto durante todos osanos que se seguirem entre as inundações ele apenas deposita uma camada de areiacom poucos centímetros de espessura. Além disso a taxa de erosão também não éconstante.
  • 25. Questão 1. 25% 2. Dois períodos de semi-vida 3. 2 x 0.7 x 109
  • 26. A Terra, um planeta muito especial (Universo)Sistema SolarÉ constituído pelo Sol e por todos os corpos que gravitam em torno dele:  Planetas;  Asteróides;  Cometas.Do sistema solar fazem parte 8 planetas principais, cerca de 60 satélites naturais,centenas de cometas e milhares de asteróides.SolFaz parte de uma galáxia – Via Láctea, que possui centenas de milhares de milhões deestrelas.Com um raio de cerca de 700 000 Km, é uma estrela muito modesta, quer pelo seutamanho, quer pelo seu brilho.Ocupa uma posição excêntrica num dos braços da espiral, sento a sua distância aocentro da galáxia cerca de 27 000 anos-luz.Em cada segundo são convertidos 710 milhões de toneladas de H (hidrogénio) em 705milhões de toneladas de He (Hélio), sendo os restantes convertidos em energia, comopor exemplo a luz e o calor.Teoria nebular Segundo esta teoria no enorme espaço que separa as diferentes estrelas da nossa galáxia, existia uma nébula formada por gases e poeira muito difusa, que seria o ponto de partida para a génese do Sistema Solar. A nébula ter-se-ia contraído devido a forças de atração gravítica entre as diferentes partículas que a constituíam. A contracção da nébula proto-solar provocaria um aumento da sua velocidade de rotação.
  • 27. Lentamente a nébula teria começado a arrefecer e a adquirir a forma de disco muitoachatado, em torno de uma massa de gás densa e luminosa em posição central, queseria o proto-sol.Durante o arrefecimento do disco nebular, ocorreria a condensação dos materiais emgrãos sólidos, mas não de um modo uniforme. As regiões situadas na periferia, emcontato com o espaço intersideral, arrefeciam mais rapidamente do que as próximasda estrela em formação.A cada temperatura corresponde a condensação de um tipo de material comdeterminada composição química, o que leva a uma zonação mineralógica de acordocom a distância ao Sol.No disco achatado, a força da gravidade provocaria aglutinação de poeiras constituídaspor diferentes minerais que formariam pequenos corpos chamados planetesimais,com um diâmetro de cerca de 100m.Os maiores desses corpos atraíam os mais pequenos, verificando-se a colisão e oaumento progressivo das dimensões, o eu levou à formação de planetesimais comalguns quilómetros.Todo este processo designado acreção, desencadeou um bombardeamento cada vezmaior, formandos os protoplanetas.Finalmente os protoplanetas por acreção de novos materiais, teriam dado origem aplanetas.Planetas TelúricosOs planetas que se formaram a temperaturas mais elevadas, os que se encontram maispróximos do Sol, são essencialmente constituídos por materiais refractários, isto é,materiais com um ponto de fusão mais elevadoAssim, Mercúrio, Vénus, Terra e Marte, são pequenos, rochosos, formadosessencialmente por silicatos, possuindo atmosferas pouco densas, destituídas dehidrogénio.
  • 28. Planetas GigantesOs planetas longínquos, que condensaram a temperaturas mais baixas, são ricos emsubstâncias voláteis.Júpiter e Saturno são suficientemente grandes para reterem, por força gravítica,materiais pouco densos da nébula solar primitiva, com o hidrogénio e o hélio.Estes planetas são pobres em metais e silicatos.A existência de uma zonação química, de acordo com a distância ao Sol, conferiu ocarácter químico próprio, e a composição original de cada planetaA teoria nebular é coerente com grande parte dos factos observados,como:  Uma idade idêntica para todos os corpos do Sistema Solar;  Regularidade das orbitas planetárias, que são órbitas elipsóides, quase circulares;  Todas as órbitas são quase complanares, formando um disco, com algumas exceções, como por exemplo a órbita de Plutão;  Todos os planetas têm movimento de rotação no mesmo sentido, excepto Vénus e Úrano;  A densidade dos planetas mais próximos do Sol é superior à dos planetas mais afastados, o que está de acordo com a posição em que se formaram numa nébula em rotação.Existem dados que não estão completamente clarificados  Baixa velocidade de rotação do Sol;  Movimento de rotação em sentido oposto de Vénus e Úrano, relativamente aos outros planetas.PlanetasPlanetas principais – descrevem as suas órbitas, directamente em torno do Sol.Planetas secundários ou satélites – descrevem translações em torno dos planetasprincipais.
  • 29. Mercúrio  Planeta rochoso e dos mais densos;  É semelhante à Lua com numerosas crateras de impacto;  Praticamente destituído de atmosfera;  Actualmente não tem actividade vulcânica;  O dia tem a duração de três meses.Vénus  Atmosfera muito densa, volumosa e corrosiva, constituída por CO2, algum N2 e pequenas quantidades de água que permitem a formação de ácidos, como HCl e H2SO4;  A atmosfera cria um efeito de estufa que determina temperaturas junto do solo na ordem dos 480ºC;  Derrames vulcânicos parecem ocupar grandes extensões da superfície do planeta.Terra  Planeta geologicamente muito activo com intensa actividade sísmica e vulcânica;  É o único a ter água nos três estados;  A água no estado líquido e a existência de temperatura adequada permitem o desenvolvimento da vida;  Satélite: Lua.Marte  Numerosas crateras de impacto;  Numerosos vulcões, Monte Olimpo é o maior do Sistema Solar;  Vales largos e profundos, semelhantes aos talhados pelos rios na Terra;  Actualmente sem vestígio de água;  Tempestades de areia vermelha;  Satélites: Deimos e Fobos.Júpiter  Maior planeta do Sistema Solar, formado basicamente por Hidrogénio e Hélio e em menor quantidade por metano, amónia e água;  Atmosfera com bandas claras e escuras alternadas, paralelas ao equador;  Satélites: 16 (Io, Europa, Ganimedes e Calisto).
  • 30. Saturno  Muito semelhante a Júpiter;  Sistema de anéis bem visíveis, formados por partículas de gelo e fragmentos rochosos cobertos de gelo, que descrevem órbitas bem definidas á volta do planeta;  Satélites: 18 (Titã é o maior do Sistema Solar).Úrano e Neptuno  Muito semelhantes;  Constituídos por gases, com um pequeno núcleo rochoso;  Possuem um sistema de anéis.Asteróides  Corpos de pequenas dimensões  Os maiores não chegam a atingir os 1000Km de diâmetro;  Geralmente movem-se entre a órbita de Marte e Júpiter – cintura de asteróides;  Alguns apresentam órbitas muito excêntricas, podendo intersectar a órbita de alguns planetas.
  • 31. Cometas  Pequenos corpos, muito primitivos, com órbitas muito excêntricas em relação ao Sol;  Formados essencialmente por gelo e rochas, só são visíveis quando se aproximam do Sol;  São constituídos por núcleo, cabeleira e cauda.MeteoróidesMeteoro - quando um asteróide sai da sua órbita e entra no campo gravitacional daTerra.Meteorito - colisão do meteoro com a superfície do nosso planeta.Cratera de impacto - depressão saliente no solo, resultante da colisão.Estrela cadente - meteoro de pequenas dimensões que entra na atmosfera terrestre eque sofre aquecimento devido ao atrito, o qual é suficiente para o consumir.MeteoritosA Terra – acreção e diferenciaçãoA Terra, tal como os outros corpos do Sistema Solar, teve origem a partir da acreção demateriais da nébula solar por acção da força gravítica, seguido de um processo dediferenciação.Embora se tenha começado a formar há cerca de 4600 M.a., continuou a crescerdurante cerca de 120 a 150 M.a., até atingir as dimensões actuais.As rochas magmáticas mais antigas encontram-se na Bacia de Hudson, Canadá, e têm3825 M.a.
  • 32. DiferenciaçãoInicialmente a Terra teria uma estrutura homogénea, com uma distribuição regular doferro, dos silicatos e da água. A estrutura da Terra tem camadas concêntricas, com um núcleo central muito denso rodeado por um manto, e este pela crosta, menos densos, a existência de uma atmosfera e de uma hidrosfera levaram a procurar uma explicação para essa diferenciação estrutural e química.Que fontes de energia estariam envolvidas no processo dediferenciação?  Impacto dos planetesimais;  Compressão;  Desintegração radioactiva.Impacto dos planetesimaisEnergia cinética era convertida em calor.Compressão As zonas internas do planeta eram comprimidas sob o peso crescente da acumulação de novos materiais. Como resultado o calor acumulava-se e a temperatura aumentava no interior da Terra Compressão do planeta resultante do seu próprio peso.Desintegração radioactiva Os átomos dos elementos pesados, urânio, tório e potássio (por ex.) desintegram-se espontaneamente, emitindo energia e transformando-se noutros elementos mais estáveis. Esse calor flui com dificuldade devido à fraca condutividade térmica das rochas, ficando armazenado no interior da Terra.
  • 33. Diferenciação  Os materiais sofreram fusão;  Sendo o ferro mais denso deslocou-se na direcção do centro do planeta e os materiais menos densos para a periferia, que ao arrefecerem originaram a crosta primitiva;  Na crosta recém formada os fenómenos de vulcanismo seriam generalizados;  Juntamente com o derrame de lava seriam libertadas grandes quantidades de gases que permitiram o aparecimento da atmosfera;  O vapor de água libertado ter-se-ia condensado por arrefecimento, originando chuvas abundantes, que caindo sobre o planeta já arrefecido se acumularam constituindo os oceanos primitivos. Sistema Terra-LuaLua  Satélite natural da Terra;  Dimensões reduzidas;  Não possui atmosfera;  Reduzido campo gravítico;  Massa reduzida;  Escassa água no estado sólido;  Não há erosão;  A superfície mantém-se inalterável;
  • 34. Sistema Terra-Lua O satélite preserva as marcas acontecidas antes da formação dos nossos continentes. A Lua e a Terra interactuam uma com a outra:  Efeito das Marés;  Dá origem a que a rotação da Lua seja síncrona com a sua translação. Entre a Lua e a Terra existe uma forte ligação gravitacional, pelo que são considerados, por alguns cientistas, como planetas duplos. Características da Lua A Lua possui a mesma origem que o seu planeta principal. Origem da Lua  Origem incerta;  Origem comum com a Terra: o A lua desprendeu-se de uma massa incandescente de rocha liquefeita primordial.Um planeta desaparecido Theia, com o tamanho de Marte,ainda no princípio da Terra, teria chocado como nossoplaneta.Da colisão, resultou a desintegração do planeta Theia éforçado à expulsão de pedaços de rocha líquida.Estes pequenos corpos condensados num mesmo corpoteriam ficado aprisionados no campo gravitacional da Terra.
  • 35. Continentes lunares  Possuem cor clara;  Relevo escarpado;  Rochas : anortositos e noritos;  Apresentam maior número de crateras de impacto;  Ocupam maior extensão da superfície lunar.Mares lunares  Tom escuro e relevo plano;  Rochas: basalto;  Mares lunares são frequentes na face visível;  Os mares resultaram do preenchimento, por lavas basálticas;  Apresentam mascons.MasconsSão regiões rochosas de massa muito concentrada, localizadas nos mares lunares edetectadas por anomalias gravimétricas. Admite-se que os mascons estejamrelacionados com a ascensão de lava basáltica, de elevada densidade, proveniente domanto lunar, que preencheu depressões originadas pelos impactos de corpos celestes.O termo "mascons" é a abreviatura do inglês mass concentrations.
  • 36. Crateras de impacto  Apresentam forma circular e diâmetro variável e são depressões que se encontram dispersas, existindo quer nos mares quer nos continentes lunares;  O rebordo das crateras é sobrelevado e no centro surgem formações cónicas resultantes das ondas de descompressão que se geram após os impactos;  Nem todas as crateras foram ocupadas por magmas, apresentando-se muitas delas preenchidas por um material que foi fundido e fragmentado.Rególito  Cobertura de material sólido não consolidado que cobre a rocha subjacente, resultante de contracções e dilatações que experimentam os minerais lunares devido às grandes amplitudes térmicas que suportam;  O rególito lunar é um material pulverulento, desde um pó fino até blocos de vários metros de diâmetro, solto, de cor acinzentada, com numerosas esferas vitrificadas que resultaram do arrefecimento de rocha fundida após um impacto meteorítico. Planeta TerraÁreas continentais  Ocupam 36% da superfície terrestre (29% emersos e 7% imersos).  Têm uma espessura que varia entre os 20 e 70 Km.Continentes  Representam uma pequena parte da superfície terrestre.  Geologia e morfologia muito complexa.  Elementos característicos: o Escudos; o Plataformas; o Cadeias montanhosas.Unidades básicasEscudos ou cratões – vastas extensões onde afloram rochas de idade pré-câmbrica queformam os núcleos de cada continente. São geralmente as raízes de montanhaserodidas e apresentam deformação.Plataformas estáveis – zonas de escudos que não afloram porque estão cobertas desedimentos, praticamente não deformadas.
  • 37. Cinturas orogénicas recentes – enormes cadeias alongadas de montanhas, resultantesda colisão continente-continente ou placa oceânica-continente.Núcleos pré-câmbricos (Escudos ou cratões):  Bases de continentes com baixo relevo;  Rochas pré câmbricas dobradas;  Predomínio de rochas magmáticas e metamórficas.Plataformas estáveis  Zonas não aflorantes dos escudos;  Cobertura sedimentar resultante da erosão dos escudos;  Áreas não deformadas – estratos horizontais.Cadeias montanhosas  Resultam da colisão de placas litosféricas;  Localizam-se em margens continentais;  Cadeias recentes –relevo elevado;  Áreas extensas;  Rochas intensamente dobradas e deformadas;  Cadeias de montanhas com dobras e falhas.Cadeias de colisão  Oceano – Continente;  Continente – Continente;  Oceano – Oceano.Como se formam estas cadeias?As regiões da crosta continental hoje ocupadas por cadeias montanhosas, podem tercorrespondido, num passado muito distante, a bacias de sedimentação, que selocalizavam entre dois continentes. A ligação da Índia com a Ásia, ficou marcada, pela formação da cordilheira dos Himalaias.
  • 38.  Anel de fogoOceanosDas áreas cobertas pelas águas oceânicas podemos considerar:  Um domínio continental;  Um domínio oceânico.O fundo oceânico apresenta uma paisagem submarina idêntica à paisagem doscontinentes: montanhas, vales e planícies.As principais áreas que constituem o fundo dos oceanos são:  A plataforma continental;  O talude continental;  Planície abissal;  A crista médio-oceânica;  As fossas oceânicas.Domínio continentalPlataforma continental – faz parte da crosta continental e prolonga o continente,podendo atingir a profundidade de -200 m.Talude continental – representa o limite da parte imersa do domínio continental, Éuma zona de forte declive, cuja profundidade passa de -200 m para -2500 m.Domínio oceânicoPlanícies abissais – profundidades compreendidas entre os 2500 m e 6000 m.,correspondendo a 50% da superfície do Globo. Por vezes existem depressões, asfossas, muito profundas que podem ultrapassar os 11 000 m.
  • 39. Dorsais oceânicas – situam-se na parte média ou nos bordos dos oceanos. Elevam-se a3000m acima dos fundos das bacias e estendem-se por uma largura com cerca de1000Km.Na parte central de algumas dorsais existe um rifte, cuja profundidade varia entre -1800 e -2000m. As dorsais são cortadas por falhas transversais. As encostas destasmontanhas submarinas são constituídas por lavas consolidadas dispostas em faixasparalelas para um e outro lado do rifte.

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