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CBU

  1. 1. Resumo • O controle bibliográfico de um país ocorre através do CBU, que funciona como um catalisador de informações. Esse controle bibliográfico não é novo e tem estado sempre presente, desde a Antigüidade, no trabalho de indivíduos que buscam o conhecimento. • Historicamente, com o desenvolvimento da produção bibliográfica e o estabelecimento da sociedade do conhecimento, chega-se ao consenso de que guardar informação ou armazená-la em acervos não é fator determinante de poder algum, visto que a disseminação é o grande elo para a prosperidade e
  2. 2. • Atualmente, com a incorporação acelerada da Internet, o destaque fica a cargo da explosão das publicações eletrônicas/digitais que crescem a cada dia e chegam a “sufocar” editores e livreiros paralelamente com produções impressas. O devido cadastro das obras no ISBN e o envio das obras para as agências do CBU seriam a fórmula exata para um controle acessível das produções. • Dentre as áreas do conhecimento, a área de Humanidades aparece como disseminadora nata de publicações, tais como livros. Em conseqüência, as demais
  3. 3. • O advento da Internet e a disponibilização on-line de parte importante da produção científica poderá reduzir a desigualdade no acesso às informações entre as universidades e outras instituições de ensino e pesquisa e entre pesquisadores individuais também. • Desta forma, pode-se concluir com Machado (2003, p.41): “[...] o uso dos recursos bibliográficos de qualquer acervo depende especialmente da organização de seu material (ou seja, da qualidade).” Afirmativa que se comprova desde que o homem começa a registrar o
  4. 4. • O CBU apresenta-se como uma utopia, mas espera-se a definição de uma política em que haja a adesão de bibliotecários, editores e autores. Esta política consiste em, principalmente, adotar normas para a representação documentária aceitas internacionalmente (tendo em mente a cooperação bibliográfica), permitindo assim a troca de informações e o intercâmbio de dados. • Estabelecida uma forma de representação das informações contidas em documentos convencionais ou não, benefícios seriam percebidos por autores, pesquisadores e profissionais envolvidos no trabalho de tratamento e recuperação da informação,
  5. 5. • A idéia de um controle bibliográfico contou com tentativas realizadas de maneira não planejada, dificultando seu funcionamento efetivo. As bibliotecas com a construção de catálogos bibliográficos podem atuar como responsáveis pelo controle dos acervos. Nesse sentido podemos resgatar o catálogo elaborado por Calímaco, na Biblioteca de Alexandria, que contava com 120 rolos de papiro, representando, ainda que seletivamente, grande parte do acervo da biblioteca, como um marco na história do controle bibliográfico.
  6. 6. • Dois aspectos básicos são fortemente enfatizados no CBU: - o reconhecimento de que cada país está bem capacitado para identificar e registrar sua produção editorial; - a aceitação, pelos países, de normas internacionais para o registro da descrição de sua produção bibliográfica. • Os componentes básicos do CBU são, portanto, os países, que devem integrar- se para formar o sistema universal. Esses aspectos do CBU fazem parte do compromisso dos 19 países que integram o sistema de controle universal; dentre
  7. 7. Conceito • quot;Pressupõe um domínio completo sobre os materiais que registram o conhecimento, objetivando sua identificação, localização e obtenção.quot; (Campello e Magalhães, 1997). • Sistema mundial para permuta de informações bibliográficas. • Baseia-se em uma estrutura de cooperação (cooperação significando respeito aos padrões e a responsabilidade de cada país pelo seu controle bibliográfico nacional). • O CBU deve ser entendido como um programa com objetivos de longo alcance e
  8. 8. Objetivo • Tornar acessível a todos e com rapidez, em forma internacionalmente aceitável, os dados bibliográficos fundamentais relativos a todas as publicações de todos os países e proporcionar o controle de registros bibliográficos de qualquer tipo de material, tornando cada item documentário único e ao mesmo tempo multidimensionar suas possibilidades de recuperação e uso.
  9. 9. Breve cronologia • Em 1545, Conrad Gesner (bibliógrafo, 1516-1565) compilou a Bibliotheca Universalis, precursora do CBU. • No século XVIII, o inglês Michael Maittaire (1668-1747); o alemão Gottieb Georgi no século XIX e o francês Jacques Charles Brunet (1780-1867)produziram bibliografias que contemplavam a produção tipográfica da Europa ocidental. • Charles A. Jewett, no ano de 1851, já preconizava a importância de um livro ser catalogado uma única vez (o que, depois, foi considerado como condição essencial para o perfeito
  10. 10. • No ano de 1892 os belgas Paul Otlet e Henri La Fontaine demonstraram interesse em organizar uma biblioteca universal. • A FIAB (Federação Internacional de Associação de Bibliotecas) já fazia um trabalho referente ao CBU desde 1954. • Em 1961 consolidou-se esta cooperação internacional com a Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação em Paris (Conferência de Paris). • Em 1965 a Library of Congress lançou o projeto MARC (Machine Readable Cataloging). • Iniciativas mais especializadas também ocorreram, mas não com sucesso
  11. 11. No âmbito do CBU: • A nível geral: controle dos registros que interessam à nação, de responsabilidade governamental. • A nível particular: controle dos registros que interessam a um determinado grupos de indivíduos/instituições com interesses específicos comuns, como as bibliografias especializadas. • A nível interno: controle dos registros que interessam aos usuários em particular ou de determinadas instituições. Papel desempenhado pelas bibliotecas ou
  12. 12. Mecanismos de Controle Bibliográfico: • Biblioteca Nacional: no papel de ABN, ABN responsabiliza-se pelo controle do depósito legal e da produção da bibliografia nacional. • Bibliografia Nacional/Bibliografia comercial: divulga publicações editadas dentro das fronteiras de cada país (Unesco). • Depósito Legal: exigência, definida por lei, de se efetuar a entrega a um órgão público de um ou mais exemplares de toda a publicação editada em um país. • Catalogação na Fonte: catalogação na
  13. 13. • Dependendo da concepção e do funcionamento da BN de cada país, suas atribuições são: • manter a coleção dos materiais bibliográficos produzidos no país; • colecionar manuscritos e obras raras; • pesquisar e treinar pessoal em técnicas biblioteconômicas; • pesquisar técnicas de conservação e restauração de documentos; • fornecer documentos (empréstimos ou cópias); • manter o escritório de registro de direitos autorais;
  14. 14. • As bibliografias nacionais também atuam como instrumentos para o CBU. A expressão “bibliografia nacional” foi usada pela primeira vez na literatura biblioteconômica, como relatam Campello & Magalhães (1997, p. 32), “por volta de 1860, por alguns autores, que entretanto, não apresentaram uma definição formal”, e a bibliografia nacional pode ser entendida como: • lista de materiais na(s) língua(s) do país; • lista de materiais escritos por pessoas naturais do país; • lista de materiais sobre o país; • lista de materiais cujos direitos autorais foram obtidos no país. (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997, p. 32).
  15. 15. • A bibliografia nacional também tem como finalidade atuar [...] como instrumento de seleção e aquisição, além de modelo para a catalogação. Para a indústria editorial, funciona como registro estatístico de sua produção. Finalmente, a bibliografia nacional serve como base para a compilação de bibliografias retrospectivas geradas a partir dos registros acumulados ao longo do tempo. (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997, p. 33).
  16. 16. CBN: Controle Bibliográfico Nacional (da • No Biblioteca a América Latina há Brasil e em toda Nacional). problemas que afetam a organização e publicação das bibliografias nacionais e sua atualização, tais como edições limitadas, distribuição mal articulada do material bibliográfico, o não cumprimento ou desconhecimento da lei do Depósito Legal, entre outros. • ABN: Agência Bibliográfica Nacional. Cada país assume, perante o CBU, a responsabilidade de elaborar e colocar à disposição de todos os interessados os registros de sua produção bibliográfica.
  17. 17. Agência Bibliográfica Nacional e Biblioteca Nacional. • Observam-se então dois pontos que a ABN e a BN se encarregam: • do controle do depósito legal • da produção de registros catalográficos na publicação. • As funções da BN são: • preservação e restauração de documentos; direitos autorais; depósito legal; incentivo à leitura; agência brasileira de ISBN; acesso às informações; integração de bibliotecas do país e produção da bibliografia nacional.
  18. 18. Controle bibliográfico especializado • O Controle Bibliográfico Especializado tem por objetivo: “[...] a produção de bibliografias seletivas para atender às recomendações de uma comunidade especializada e relativamente restrita.” (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997, p. 83), devendo ainda evitar a grande fragmentação de serviços e sim uma união na elaboração de bases de dados. • O mesmo deve primeiramente pensar no: [...] tipo de usuário a que se destina. Assim, o objetivo principal não é o registro de todos os trabalhos publicados, mas, sim, dos mais importantes, selecionados de acordo com
  19. 19. Controle Bibliográfico Especializado Brasileiro. • Controle da literatura especializada feito através das bibliografias especializadas, também chamadas de quot;Índicesquot; e quot;Abstractsquot;, como, por exemplo, produtos impressos de bases de dados bibliográficos. • Dedicam-se a cobrir uma área do conhecimento, de um assunto, permitindo o controle da informação contida em diversos tipos de documentos, principalmente artigos de periódicos. Os
  20. 20. Paul Otlet e Henri La Fontaine • Documentalista belga, Paul Otlet tinha como sonho algo que está ligado à idéia da Internet (o espaço virtual onde as bibliotecas virtuais tornam-se reais. • Na Bélgica, há o Mundaneum: Mundaneum representação do sonho de Otlet; um depósito do repertório mundial de conhecimentos em fichas catalográficas. Para ordenar este repertório (que chamava-se Repertóire Bibliographique Universel), Otlet desenvolve, juntamente
  21. 21. • Foi com eles que começaram as preocupações de uma centralização internacional de todos os registros bibliográficos (final do século XIX). Logo, foram os pioneiros na idéia de CBU. • Ambos eram pacifistas por excelência e acreditavam que a disseminação do conhecimento produzido em todas as nações propiciaria a paz. Assim, criaram o Instituto Internacional de Bibliografia (atual Federação Internacional de Informação e Documentação), onde desenvolveram sistemas manuais próprios à disseminação e chegaram a um número de 12 a 20 milhões de registros
  22. 22. • Sonhavam com o CBU como sendo um grande sistema centralizador de registros bibliográficos, porém, a partir da década de 50, pensava-se no CBU como um tratamento uniforme padronizado e elaborado por todos os países. Paul Otlet. Henri La Fontaine.
  23. 23. Considerando os objetivos de uma Unidade de Informação e do CBU, qual seria o papel da Catalogação? • Os objetivos de uma unidade de informação são justamente armazenar toda a produção científica e intelectual (que são os que determinam o desenvolvimento de um país), esteja ela em qualquer suporte; disseminar este conhecimento armazenado e incentivar a produção científica para seu próprio reabastecimento.
  24. 24. • Uma biblioteca, hoje, além de ser um local de armazenamento de documentos, é um portal de comunicações onde usuários podem obter informações do mundo todo para a produção de novos documentos informacionais. É justamente neste ponto que entra a catalogação, tornando-se um poderoso instrumento de padronização para a posterior disseminação de documentos informacionais de forma eficiente em qualquer lugar do mundo, graças ao amparo pelo CBU.
  25. 25. Logotipo da Bibliotheca Universalis. Charles Jewett. Mundaneum.

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