Prevenção, Diagnóstico e Tratamentosdos Transtornos Mentais da Infância e            Adolescência       PSICOTERAPIA DE OR...
INTRODUÇÃO•   Em 1909, com o tratamento do pequeno Hans, Freud lançou as bases para a psicanálise com    crianças, bem com...
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE A TÉCNICA Teoria Kleiniana:       •   Aceitação do uso de brinquedos como um equivalente da ...
• A técnica psicanalítica varia de acordo com as peculiaridades da criança – um ser em evolução.Assim, uma das atividades ...
A AVALIAÇÃOSituação Atual    • O terapeuta de crianças deve ter sempre presente o desenvolvimento normal da criança, o   ...
• O terapeuta, desde o início da avaliação deve:    • Manter a neutralidade no intuito de não assumir a paternidade de seu...
 Antecedentes Neonatais    • Idade gestacional, tipo e duração do parto, se houve intercorrência;    • Participação do pa...
 História Familiar    • Realização do heredograma (visualização das famílias de origem);    • Investigar perdas.  “Ao fin...
ENTREVISTA COM A CRIANÇAA sala de Entrevista    • Piso e paredes laváveis; pia; móveis adequados para o tamanho da crianç...
 Exames Complementares    • Suspeita de Organicidade.Avaliação de Outros Profissionais    • Testagem Psicológica: testes...
•Formulação Psicodinâmica:       • Descrição das defesas predominantes;       •Apresentação do(s) conflito(s) central(is),...
OBJETIVOS DA PSICOTERAPIA   Kernberg considera que podem ser alcançados com a psicoterapia de base psicanalítica:    •   ...
 CONTRA-INDICAÇÕES   • Crianças com patologias graves ou deficientes;   • Famílias muito deterioradas e inconsistentes, c...
O PROCESSO PSICOTERÁPICO Fase Inicial 1º Passo: Avaliação•Dependendo do resultado da avaliação do paciente:    - Os pais ...
- Honorários (a medida que a criança puder, quando esta encontrar-se no pré-escolar, ficaráencarregada de levar o pagament...
4º Passo: Limites     •Delimitação de cada espaço no setting terapêutico     • Verbal     • Físicas (caso seja necessário ...
• A interpretação seja dirigida para criança de forma clara, simples e verdadeira;• O fato da criança não verbalizar não s...
 Controvérsias Teóricas:    Alguns autores entendem que a participação direta do terapeuta através do uso debrinquedos es...
 Fase Intermediária 6º Passo: Aplicação da Técnica Psicoterápica Fins da Psicoterapia de Orientação Analítica nesta fase...
 Facilitar a utilização de defesas mais evoluídas como:    •Antecipação    •Humor    •Supressão    •Sublimação Caracteri...
 Processo:    • Atos preparatórios:         - Identificação das atitudes ou particularidades da história do paciente que ...
 Fase Final 7º Passo: Fim da Terapia      Teorias:                     Cada teoria concebe o fim da terapia de um modo d...
• A criança pode não tolera a intromissão em seu mundo de conflitos e lança mãos de    sucessivos acting-outs, que precipi...
• A qualidade da comunicação se modifica e a criança consegue revisar os conflitos e buscarsua resolução, aumenta o número...
PECULIARIDADES DA TERAPIA NAS          DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Intervenções Psicoterápicas na Relação Pais/bebê Seu fo...
IDADE PRÉ-ESCOLAR (3 – 6 anos) O mundo da criança;     “ (...) A psicodinâmica baseia-se no trabalho com o paciente no ‘...
PECULARIEDADES NO ADOLESCENTE Para Blos (1971), a adolescência apresenta três diferentes subetapas: adolescência inicial;...
PSICOTERAPIA BREVE ANTECEDENTES Primeiras psicoterapias: “breves” Baseadas na sugestão, na simples escuta afetiva, ou n...
PSICOTERAPIA BREVE EM CRIANÇAS E              ADOLESCENTES•   É em geral uma psicoterapia plurifocal.•   O   objetivo tera...
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INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE            COM ADOLESCENTES•   Abandono dificultado dos papéis, obrigações e exigências d...
TECNICA DE TEMPO E OBJETIVOS                 LIMITADOS•   Não interpretar em transferência•   Não estimular a regressão•  ...
PSICOTERAPIA COGNITIVA BREVES CONSIDERAÇÕES•    A Psicoterapia Cognitiva é uma forma focalizada, ativa, diretiva e estrut...
• As cognições representam todos os pensamentos, ideias, imagens, conceitos econcepções que cada indivíduo vai construindo...
PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES BREVES CONSIDERAÇÕES Existe dois níveis de processamento disfuncional de informações: Pensa...
PRINCÍPIOS DA TERAPIA COGNITIVA O foco terapêutico é ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas...
INTERVENÇÕES COGNITIVAS Buscam mudar as cognições distorcidas, os pensamentos automáticos e as crenças  nucleares. Ao mod...
PSICOTERAPIA          COGNITIVO-COMPORTAMENTAL•   Modalidade terapêutica desenvolvida a partir de princípios da aprendizag...
TCC DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE•   Medo e ansiedade;•    Kendall (1986) faz uma importante distinção entre deficiências c...
CONSIDERAÇÕES FINAIS•   Um olhar à criança e o adolescente;•    Psicoterapia de orientação analítica: direcionada no resta...
•   Psicoterapia breve: de curto prazo utiliza elementos técnicos de diferentes referenciais.    Geralmente tem vários foc...
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  1. 1. Prevenção, Diagnóstico e Tratamentosdos Transtornos Mentais da Infância e Adolescência PSICOTERAPIA DE ORIENTAÇÃO ANALÍTICA PSICOTERAPIA BREVE PSICOTERAPIA COGNITIVA PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL JULIANA GAMA PHILIPPE CASTRO RAYANNE CHAGAS RITA GADELHA JONATHAN ARAÚJO
  2. 2. INTRODUÇÃO• Em 1909, com o tratamento do pequeno Hans, Freud lançou as bases para a psicanálise com crianças, bem como para a psicoterapia de orientação analítica;• Hug-Hellmuth foi a primeira a tomar crianças em análise sistemática. Sugeriu que o brincar espontâneo poderia servir de complemento, e até mesmo, substituir a comunicação verbal que no adulto aparecia como associação livre;• Dois importantes pólos de profissionais: • Anna Freud, que dava grande importância aos aspectos desenvolvimentais apreciando as competências alcançadas em cada estágio do desenvolvimento da criança; • Melanie Klein, que envolvia a criança na situação analítica, mantendo os pais fora do tratamento.
  3. 3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE A TÉCNICA Teoria Kleiniana: • Aceitação do uso de brinquedos como um equivalente da associação livre do adulto, pois seria através deles que a criança se expressaria; • Convicção de que a criança estabelece uma relação transferencial desde o primeiro momento em que entra em contato com o terapeuta; Segundo Kernberg (1995), a teoria psicanalítica considera: • A importância do papel das fantasias inconscientes; • A hierarquia dos mecanismos de defesa; • O papel da primitiva relação diádica sobre o desenvolvimento do self; • As influências interpessoais sobre o desenvolvimento intrapsíquico; • A formação do superego.
  4. 4. • A técnica psicanalítica varia de acordo com as peculiaridades da criança – um ser em evolução.Assim, uma das atividades principais do terapeuta é avaliar as capacidades potenciais do seupaciente, bem como compreender suas diferentes formas de manifestação a partir de sua idade;• O terapeuta precisa formular sua interpretação de forma breve, simples e objetiva, que possa sercompreensível ao paciente em sua respectiva faixa etária.
  5. 5. A AVALIAÇÃOSituação Atual • O terapeuta de crianças deve ter sempre presente o desenvolvimento normal da criança, o momento evolutivo em que se encontra seu paciente e o contexto no qual está inserido (COHEN,1979); •O fato de a criança não vir para a avaliação por conta própria confere à psicoterapia de crianças a participação dos pais ou responsável durante todo o processo; • A avaliação compreende as entrevistas com os pais e com a criança, bem como contatos com a escola e com outros profissionais que estiveram atendendo a criança no momento. A Entrevista com os Pais ou Responsáveis •A avaliação tem seu início já no primeiro contato com os pais, quando o avaliador poderá obter informações úteis acerca do funcionamento familiar e sobre forma de encaminhamento; • Deve-se fornecer amparo aos pais, informando-os que está ali para ajudá-los no tratamento do filho;
  6. 6. • O terapeuta, desde o início da avaliação deve: • Manter a neutralidade no intuito de não assumir a paternidade de seu paciente; • Estar em alerta para os riscos de identificar-se com os pais ou com a criança e para os seus sentimentos contratransferenciais; • Deixar a primeira parte da entrevista bastante livre, pois os pais através da associação livre, podem abordar questões íntimas. Motivo da Consulta e História da Doença Atual • Investigar o(s) motivo(s) pelos quais buscaram a avaliação e por que nesse momento.  ROTINA DIÁRIA SITUAÇÃO PASSADA  Antecedentes Obstétricos • Depoimento dos pais quanto ao planejamento e ao desejo da gravidez.
  7. 7.  Antecedentes Neonatais • Idade gestacional, tipo e duração do parto, se houve intercorrência; • Participação do pai na hora do parto; • Primeiro ano de vida do bebê. Desenvolvimento Psicomotor • Quando a criança firmou a cabeça, sentou, engatinhou, andou e disse as primeiras palavras (o momento; a forma; repercussões); •Desmame; • Dentição • Controle esfincteriano;Antecedentes Mórbidos • Ocorrência de doenças, cirurgias, hospitalizações, situações traumáticas e reações dos pais e da criança; • Possibilidade de maus tratos, abuso, negligência e de acidentes repetidos. Escolaridade
  8. 8.  História Familiar • Realização do heredograma (visualização das famílias de origem); • Investigar perdas. “Ao final da avaliação, o terapeuta deve estar consciente de que lida com três crianças: a ‘inventada’ pelos pais; a ‘construída’ por ele, para que saiba o quefazer frente à criança ‘real’, que efetivamente conhecerá.”(PREGO E SILVA, 1990)
  9. 9. ENTREVISTA COM A CRIANÇAA sala de Entrevista • Piso e paredes laváveis; pia; móveis adequados para o tamanho da criança; • O material lúdico deve ser simples e resistente; • O material de cada criança deve ser guardado em local individualizado; • Durante a avaliação o material deve ficar a disposição, e, de acordo com a situação, o terapeuta pode eleger outros brinquedos; A reposição do material deve ser feita com um exame cuidadoso a respeito de seu significado. Os Primeiros Contatos • O primeiro contato se dá na sala de espera, quando o terapeuta se apresenta e convida a criança para entrar na sala de brinquedos; Deve-se estar atento a esse início, pois a atitude dos pais, a da criança e o modo com que ela interage com o avaliador, indicarão aspectos do funcionamento da família; • Após a entrada no consultório deve-se aguardar até que a criança se manifeste. Procura-se entender/decodificar suas atitudes; manifestar-se compreensivo e tranquilizá-la.
  10. 10.  Exames Complementares • Suspeita de Organicidade.Avaliação de Outros Profissionais • Testagem Psicológica: testes para avaliação diagnóstica, avaliação do andamento da psicoterapia, ou ainda, para corroborar na decisão do término. Avaliação Neurológica (Exame Neurológico Evolutivo (ENE)) Avaliação Psicopedagógica • Necessária quando a criança apresentar distúrbios referentes a aprendizagem; • Outros profissionais: fonoaudiólogos, geneticistas, oftalmologistas, etc; • Ao final é necessário que se tenha uma formulação diagnóstica descritiva e dinâmica.
  11. 11. •Formulação Psicodinâmica: • Descrição das defesas predominantes; •Apresentação do(s) conflito(s) central(is), bem como uma apreciação do modelo de funcionamento mental predominante; • Tipo de relação objetal que estabelece; • Avaliação preditiva das respostas do pacienta, em relação a situação terapêutica; • Recursos do Ego; • Motivação para o tratamento.• No final da avaliação é recomendável comunicar ao paciente os achados e explicar osresultados dos exames. Deve-se também, informar que os resultados serão comunicados aospais e que será feita a indicação terapêutica, ficando a critério deles aceitar ou não aindicação.
  12. 12. OBJETIVOS DA PSICOTERAPIA Kernberg considera que podem ser alcançados com a psicoterapia de base psicanalítica: • Resolução de conflitos a partir de algum nível do desenvolvimento; • Pequena interferência residual sobre o desenvolvimento; • Insight (tomada de consciência das motivações para seus comportamentos); • Retomada ao curso normal do desenvolvimento; Não há expectativa de resolução da sintomatologia. INDICAÇÕES “Neurose crônica severa; neurose sintomática: histérica, depressiva, fóbica e obsessivo compulsiva; distúrbios psicossomáticos que interfiram no desenvolvimento; distúrbio de identidade de gênero, de personalidade, anorexia nervosa, personalidade narcisista; distúrbios borderline” (KERNBERG, 1995)
  13. 13.  CONTRA-INDICAÇÕES • Crianças com patologias graves ou deficientes; • Famílias muito deterioradas e inconsistentes, com funcionamento psicótico, ou na qual haja oposição de um dos pais ao tratamento; Quando a patologia familiar for muito grave, havendo suspeita de negligência, abuso ou maus-tratos, pode-se fazer necessária a solicitação da ajuda dos Conselhos tutelares com o intuito de proteger a criança. • Crianças sem motivação para o tratamento.
  14. 14. O PROCESSO PSICOTERÁPICO Fase Inicial 1º Passo: Avaliação•Dependendo do resultado da avaliação do paciente: - Os pais recebem orientação (se o paciente enfrentar apenas um breve percalço no curso dematuração, não havendo parada, regressão ou retardo no desenvolvimento); - O Paciente é encaminhado para psicoterapia (caso tenha sido identificada a necessidadede tratamento);Observação: os autores recomendam que o psicoterapeuta deve sempre partir demedidas menos intrusivas para medidas mais intrusivas.2º Passo: ContratosCasos de Intervenção: - Horários ( que atendam ao interesse dos pais e da criança, mínimo de duas sessões semanais;discussão sobre feriados e férias, além das faltas que são de responsabilidade dos pais);
  15. 15. - Honorários (a medida que a criança puder, quando esta encontrar-se no pré-escolar, ficaráencarregada de levar o pagamento mediante cheque nominal ao terapeuta);3º Passo: Recursos existentes no SettingComunicação com criança: - Pré-verbal - Verbal - Extraverbal: - Brinquedos - Dramatização - Observação de fenômenos da natureza - Música - Diário - Animal - Pensamentos (fio condutor da terapia, a partir da transferência e contratransferência) - Afetos (fio condutor da terapia, a partir da transferência e contratransferência)
  16. 16. 4º Passo: Limites •Delimitação de cada espaço no setting terapêutico • Verbal • Físicas (caso seja necessário segurar as crianças)5º Passo: Início da Terapia Controvérsias Teóricas: • Ana Freud: necessidade de motivar a criança que só veio a terapia por desejo dos pais. • Melanie Klein: a criança não necessita de motivação, pois desde a primeira hora de jogo a criança não só desenvolve transferência, mas apresenta uma percepção apurada sobre sua doença e uma fantasia de cura. Conhecimento Necessário: No início do tratamento as crianças sofrem de ansiedade persecutória (demonstradas a partirde desconfiança, sentimentos de ameaça e tentativa de transformar uma situação nova em algoconhecido);
  17. 17. • A interpretação seja dirigida para criança de forma clara, simples e verdadeira;• O fato da criança não verbalizar não significa que ela não esteja compreendendo e desejando serajudada;• O terapeuta neste período inicial deve tentar conhecer seu paciente, observando as suascaracterísticas pessoas;• Quando aliviadas as tensões persecutórias, deve-se procurar apresentar as regras dos processoterapeuta;• O desempenho do terapeuta está pautado no estado da criança. Logo, quanto menor a criança,mais deprimida ou regressiva, maior será o desempenho do terapeuta mediante a utilização dosrecursos como: brinquedos, dramatização, incentivo e atividade física e verbal, pois para criança aapresentação concreta do terapeuta, através do brinquedo poderá ser necessária como veículopara interpretação terapêutica. Quanto mais ativa, maior e mais saudável a criança, menos oterapeuta necessitará intervir ativamente, e mais lançar mão de observação e interpretação.
  18. 18.  Controvérsias Teóricas: Alguns autores entendem que a participação direta do terapeuta através do uso debrinquedos está diretamente vinculada ao papel determinado pelo paciente ao terapeuta,ou encontra-se adstrito a condição da criança, no casos de menor idade e regressão. Objetivos desejados para o término da 1ª fase:•Alcanço de certo bem-estar que lhe permita ser produtiva nas seções;•Criança comunique-se bem;•Aliança de trabalho entre terapeuta e paciente;•Percepção da criança de que algumas de suas atividades mentais tem sua origeminternamente.•Criança e terapeuta compartilham de sua maneira de representar seus estados internoscom palavras, imagens e símbolos;
  19. 19.  Fase Intermediária 6º Passo: Aplicação da Técnica Psicoterápica Fins da Psicoterapia de Orientação Analítica nesta fase: • Diminuir: - Estresse; - Sintomas psicológicos; - Conduta desadaptada; • Promovendo: - Melhora das capacidades adaptativas e sociais da criança; Ações: • Intervenções cujo fim é melhorar: - Capacidade de elaboração -Autonomia -Identidade
  20. 20.  Facilitar a utilização de defesas mais evoluídas como: •Antecipação •Humor •Supressão •Sublimação Caracterização da fase: Paciente: •Interjogo de sentimentos transferenciais •Terapeuta como alvo das projeções e dos sentimentos do paciente Terapeuta: •Interjogo de sentimentos contratransferenciais Atenção: •As respostas afetivas dadas ao paciente •Objetivos internos do terapeuta •Família real do terapeuta
  21. 21.  Processo: • Atos preparatórios: - Identificação das atitudes ou particularidades da história do paciente que tem um determinado significado, que se repete em nível de transferência com o terapeuta e outros personagens da atualidade; • Execução: - Atenção ao risco de estancamento da terapia, visto que as resistências que seestabeleceram anteriormente ainda podem estar existindo; - Atenção aos fenômenos transferenciais e contratransferenciais que ocorrem no aqui e agora, pois estes através da emoção e ração construirão uma nova história, com a possibilidade de reparação do objeto atacado;
  22. 22.  Fase Final 7º Passo: Fim da Terapia  Teorias: Cada teoria concebe o fim da terapia de um modo diferente, todavia, apercepção da família em relação a criança, dos professores, além da possibilidade de retestagemtêm extrema importância para a avaliação final do terapeuta.  Possibilidades do Termino da Terapia: - Terminações prematuras • Conflitos infantis dos pais com seus próprios pais • Pais que por não tolerar melhora do filho retiram da psicoterapia • Mudança de endereço • Dificuldade financeira • Transporte • Mudança de residentes • Mudança de estagiários
  23. 23. • A criança pode não tolera a intromissão em seu mundo de conflitos e lança mãos de sucessivos acting-outs, que precipita a mudança de abordagem para internação psiquiátrica; Terminações terapêuticas • Acontecem quando há sinais de remissão do quadro que o trouxe ao tratamento Características: • O paciente terá idéia mais realista de seu psiquiatra e de suas funções; terá boas relações com ele, utilizando do humor, maior tolerância com a separação deste, alicerçada na maior confiança; • O terapeuta passa a utilizar de forma crescente intervenções dirigidas ao mundo interno, tais como classificação, confrontação, interpretações da transferência e reconstruções genéticas; • O investimento exclusivo no tratamento diminui, passa a trazer mais material da vida cotidiana, dá-se conta da perspectiva de tempo e passa a fazer planos futuros;
  24. 24. • A qualidade da comunicação se modifica e a criança consegue revisar os conflitos e buscarsua resolução, aumenta o número de verbalizações;• O brinquedo se desenrola de forma agradável, aproveitando-o para brincar e resolverconflitos;• Os sonhos podem antecipar ou representar face ao término;• Demonstra sentimentos de ambivalência quanto à alta, porém acompanhados de alívio;• Apresenta comportamentos sublimatórios, compartilhando novos interesses;• As defesas se tornam mais flexíveis e mais evoluídas;• Maior insight acompanhado de críticas acerca de si próprio, se torna mais reflexivo e buscao entendimento das causas dos fenômenos que se passam consigo, tanto relativos ao seumundo interno quanto ao de seu mundo externo;• Diminuem os sintomas, os acting outs, muda a postura, a vestimenta e passa a apresentarum comportamento adequado à sua idade, ou seja, volta a reingressar no curso normal dodesenvolvimento;
  25. 25. PECULIARIDADES DA TERAPIA NAS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS Intervenções Psicoterápicas na Relação Pais/bebê Seu foco é o desenvolvimento do bebê, com o objetivo de trabalhar os conflitos que surgem do passado dos pais e interferem na relação pais/bebês. Intervenções Breve em Crise Psicoterapia Pais/bebê Principais Propósitos: certificar-se da possibilidade de formar uma aliança terapêutica com os pais; e a coleta de dados para conhecer o máximo possível sobre o funcionamento dos pais e do bebê e seus padrões de relacionamento.
  26. 26. IDADE PRÉ-ESCOLAR (3 – 6 anos) O mundo da criança; “ (...) A psicodinâmica baseia-se no trabalho com o paciente no ‘aqui-e-agora do relacionamento, à luz de sua história passada e seus relacionamentos externos’ (...) usando técnicas verbais e de brinquedo”
  27. 27. PECULARIEDADES NO ADOLESCENTE Para Blos (1971), a adolescência apresenta três diferentes subetapas: adolescência inicial; adolescência propriamente dita; e a adolescência tardia. O terapeuta deve ser receptivo e motivador para que o adolescente fale sobre seus problemas; deve estar atento para as comunicações extra-verbais; os silêncios prolongados devem ser evitados. O sigilo na relação terapêutica Durante o processo terapêutico Ao final da terapia espera-se que o adolescente apresente genuína consideração pelos demais, que tenha maior objetividade e clareza, além de uma posição mais realista do mundo externo e interno.
  28. 28. PSICOTERAPIA BREVE ANTECEDENTES Primeiras psicoterapias: “breves” Baseadas na sugestão, na simples escuta afetiva, ou no contato corporal carinhoso. Ajudam a acalmar ansiedades ou medos diversos. Embasamento teórico: Psicanálise. Orientação de Arminda Aberastury, na Argentina. Importância de trabalhos pioneiros de H. Hug-Hellmuth, Sophie Morgenstern, Anna Freud e Melanie Klein. Barten critica a rigidez da técnica psicanalítica e estrutura uma técnica de “Psicoterapia Breve” que se chama Psicoterapia Focal. A técnica de F. Allen discípulo de Rank, inclui no tratamento das crianças, os pais e a família com metodologia interdisciplinar.
  29. 29. PSICOTERAPIA BREVE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES• É em geral uma psicoterapia plurifocal.• O objetivo terapêutico é limitado e a restrição do tempo terapêutico é indispensável.• Os próprios pacientes exigem e impõem pelas suas situações clínicas.• Cabe incluir as condições familiares e as sócio-economicas.• Metas terapêuticas limitadas suficientes para atender às necessidades do paciente.• Introdução de técnicas e pautas inter-relacionais (Trabalho interdisciplinar)
  30. 30. INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE COM CRIANÇAS• Quando devem ser submetidos a cirurgia• Casos agudos de um sistema isolado (ex: perturbações do sono)• Quando não aceita tratamento odontológico por ansiedades fóbicas• Frente a uma doença mortal da própria criança ou alguém próximo• Ante situações familiares que o perturbem• Casos de adoção, divórcio, morte de familiares, mudanças, migrações, novo casamento dos pais, aparição de irmãos de outro matrimônio, viagens inesperadas, etc.
  31. 31. INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE COM ADOLESCENTES• Abandono dificultado dos papéis, obrigações e exigências da infância.• Incapacidade de lidar com a “identidade sexual”• Difícil manejo da temporalidade• Problema de amizades e discriminação de grupos• Aceitação conflitiva do novo corpo• Relação perturbada na família• Vulnerabilidade às pressões ambientais• Conflitos nas relações afetivas• Problemas no aprendizado, conflitos na escolaridade e aceitação de limites
  32. 32. TECNICA DE TEMPO E OBJETIVOS LIMITADOS• Não interpretar em transferência• Não estimular a regressão• Elaborar conflitos• Favorecer uma mutação objetal interna
  33. 33. PSICOTERAPIA COGNITIVA BREVES CONSIDERAÇÕES• A Psicoterapia Cognitiva é uma forma focalizada, ativa, diretiva e estruturada de psicoterapia. Estipula que os transtornos psicológicos se caracterizam por apresentarem equívocos e distorções de pensamento, originando afetos e comportamentos disfuncionais.• Visa identificar, avaliar e corrigir pensamentos distorcidos envolvidos nas síndromes mentais (inicialmente destinou-se ao tratamento de pessoas com depressão, e tem sido aplicada nos casos de pânico, fobias, transtornos alimentares e de personalidade, dependência química, entre outros).
  34. 34. • As cognições representam todos os pensamentos, ideias, imagens, conceitos econcepções que cada indivíduo vai construindo desde o início e ao longo do seudesenvolvimento.• Atribui-se uma forte correlação entre a cognição e emoção, isto é, a resposta emocionalde um indivíduo é influenciado pelo seu processamento cognitivo, seu jeito de pensar.De tal forma, a psicoterapia cognitiva propõe a identificação e a modificação de erros efalhas de processamento de informação.
  35. 35. PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES BREVES CONSIDERAÇÕES Existe dois níveis de processamento disfuncional de informações: Pensamentos automáticos e Crenças Nucleares; Os pensamentos automáticos referem-se às cognições que ocorrem de forma rápida, espontânea e autônoma quando a pessoa está vivendo um evento, gerando uma falsidade lógica, denominados de erros cognitivos. Exemplos: Pensamento do tipo tudo ou nada, Argumentação Emocional, Desqualificando o Positivo, entre outros; As crenças nucleares são estruturas cognitivas profundas que contém as regras básicas para triar, filtrar e codificar as informações do ambiente, que formam um padrão cognitivo duradouro.
  36. 36. PRINCÍPIOS DA TERAPIA COGNITIVA O foco terapêutico é ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas naquilo que esta mal adaptativo. A Psicoterapia Cognitiva deve ser: 1) Focada nas cognições, 2) Colaborativa, 3) Estruturada, 4) Ativa, 5) Diretiva, 6)Psico-educativa, 7) Focada no presente, 8) Orientada para soluções de problemas.
  37. 37. INTERVENÇÕES COGNITIVAS Buscam mudar as cognições distorcidas, os pensamentos automáticos e as crenças nucleares. Ao modificar as cognições, modificam-se indiretamente os comportamentos mal adaptativos. Algumas intervenções: Eliciar os pensamentos automáticos, Desafiar os pensamentos automáticos, Descoberta guiada, Examinar as evidências, Desafiar o pensamento absolutista, Reatribuição, e Tomar a adversidade uma vantagem.
  38. 38. PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL• Modalidade terapêutica desenvolvida a partir de princípios da aprendizagem e da ciência cognitiva estabelecidos pela psicologia experimental;• Seu objeto de interesse é o comportamento como tal e seus fatores determinantes, como condições ambientais e variáveis cognitivas;• O afeto e o comportamento são determinados pelo modo como o indivíduo estrutura o mundo;• É fundamentada no modelo psicossocial -> descrição objetiva;• Normalidade e anormalidade como questões sociais;
  39. 39. TCC DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE• Medo e ansiedade;• Kendall (1986) faz uma importante distinção entre deficiências cognitivas e distorções cognitivas;• Tratamento do programa de terapia cognitivo-comportamental para crianças ansiosas, desenvolvido em 1989; focaliza seis aspectos: 1. Treino em relaxamento; 2. Reestruturação cognitiva; 3. Treino em solução de problemas; 4. Reforçamento por contigencia; 5. Modelação; 6. Exposição
  40. 40. CONSIDERAÇÕES FINAIS• Um olhar à criança e o adolescente;• Psicoterapia de orientação analítica: direcionada no restabelecimento do desenvolvimento normal do sujeito, por meio da estimulação de sua autonomia, da normalidade dos mecanismos de defesa, através de sua capacidade de insight. A o processo terapêutico estará baseada nos fenômenos transferenciais e contratransferênciais, trabalhados no aqui-e-agora. O terapeuta deverá tomar os devidos cuidados para não ser negligente com os obstáculos que dificultam a relação com o seu paciente, e compreender a linguagem peculiar da criança, que perpassa o simbólico e imaginário com muita constância.
  41. 41. • Psicoterapia breve: de curto prazo utiliza elementos técnicos de diferentes referenciais. Geralmente tem vários focos, objetivo limitado e tempo restrito. O trabalho deve ser interdisciplinar, incluindo a participação dos pais e responsáveis no processo.• Psicoterapia Cognitiva: entende que os transtornos psicológicos se caracterizam por apresentarem equívocos e distorções do pensamento, originando afetos e comportamentos disfuncionais. Desta forma, esse modelo psicoterápico visa identificar, avaliar e ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas distorcidas.• Psicoterapia cognitivo-comportamental: enfatiza os aspectos objetivos da realidade, procurando compreender as relações entre o organismo e o ambiente através de um enfoque na aprendizagem.

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