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  • 1. Faculdade Sul Americana Hellen Cristina Oliveira dos Anjos Maycon Borges de Paula Rayanne Alves do Nascimento ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL:Posicionamento da imagem da cantora Camilla Faustino Goiânia 2012
  • 2. Faculdade Sul Americana Hellen Cristina Oliveira dos Anjos Maycon Borges de Paula Rayanne Alves do Nascimento ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL:Posicionamento da imagem da cantora Camilla Faustino Projeto experimental de conclusão de curso apresentado ao curso de Relações Públicas, Faculdade Sul Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Relações Públicas. Orientadora: Profª. Esp. Lorena Covem. Goiânia 2012
  • 3. ANJOS, Hellen Cristina Oliveira dos Assessoria de comunicação digital: posicionamento da imagem dacantora Camilla Faustino. / Hellen Cristina Oliveira dos Anjos, MayconBorges de Paula, Rayanne Alves do Nascimento – Goiânia, 2012. 122p. ; il.Trabalho de Conclusão de Curso (Projeto experimental) apresentado aoDepartamento de Comunicação Social, da Faculdade Sul -Americana –FASAM, para obtenção do grau de Bacharel em Relações Públicas. Orientadora: Esp. Lorena Covem Rosa Martins Anexos Apêndices Figuras Quadros Tabelas 1. Relações Públicas 2. Posicionamento 3. Imagem 4. Assessoria 5.Digital I. PAULA, Maycon Borges de II. NASCIMENTO, Rayanne Alvesdo III. Título IV. Relações Públicas. CDU: 659.4Ficha catalográfica elaborada pelo Serviço Técnico de Biblioteca eDocumentação da Faculdade Sul-Americana.
  • 4. Faculdade Sul Americana Hellen Cristina Oliveira dos Anjos Maycon Borges de Paula Rayanne Alves do Nascimento ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL: Posicionamento da imagem da cantora Camilla Faustino Projeto experimental de conclusão de curso submetido à Faculdade Sul Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Relações Públicas e aprovada pela seguinte banca examinadora. _____________________________________________________ Profª. Esp. Lorena Covem Rosa Martins (Orientadora) Faculdade Sul Americana ______________________________________________________ Profª. Ms. Daniella Pereira de Deus Faculdade Sul Americana ______________________________________________________ Profª. Ms. Christiane Gonçalves CostaCoordenadora do curso de Relações Públicas e Sequenciais da Faculdade Sul Americana Goiânia 25/06/2012
  • 5. Dedico esses escritos à minha avó, AméliaAntônia (in memorian) e à minha família, quesempre me incentivou a estudar e me ensinougrandes lições de vida.Hellen Cristina Oliveira dos AnjosDedico esses escritos à minha mãe, Maria deLourdes (in memorian), que sempre meincentivou a estudar e me ensinou os valoresda vida; às minhas irmãs e irmãos e meussobrinhos, que souberam compreender osnossos momentos de ausência.Maycon Borges de PaulaDedico esses escritos à Deusirene (mãe),Raynnara e Mileide (irmãs), ao Cir (padrasto),José Soares (companheiro) e, em especial, meupapaizinho Raimundo (in memorian).Rayanne Alves do Nascimento
  • 6. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, agradecemos a Deus, por todas as bênçãos que nos permitiu alcançar! Nosso sincero agradecimento às professoras Dani, Lorena, Priscila, Malú, Flávia e Chris que sempre nos incentivaram. À Wivian Vargas que nos apresentou nossa assessorada. Agradecemos à Suely e Camilla que aceitaram nosso convite. De forma especial, agradecemos ao Fábio França, que, em oportunidade única, nos deu uma lição sobre mapeamento de públicos.
  • 7. “O ciberespaço oferece experiênciaslibertadoras, pois é o lugar onde os sonhos dospersonagens podem ser realizados e cada umpode experimentar novas identidades.” WHITTY
  • 8. RESUMOAs novas tecnologias trouxeram consigo as mídias digitais, ferramentas que promoveramtransformações drásticas na forma de comunicar, pois elas permitem interatividade entre aspartes, instantaneidade na emissão e recepção de mensagens, consequentemente, gerando altofluxo de informações lançadas na rede mundial de computadores a cada segundo. Passa,então, a existir a necessidade de um profissional capacitado a atender as necessidades dessaagilidade nas informações, que saiba trabalhar de forma estratégica e planejada dentro dessenovo cenário, eis que surge o Relações Públicas 2.0, que atua como assessor de comunicação,voltado para o meio digital. Nesse momento as empresas e pessoas públicas são inseridas,mesmo que não queiram, nas mídias digitais, quase sempre sem preparo para lidar com essasituação. Tendo esse movimento como fio condutor do trabalho, o projeto se dará paracomprovar como essas ferramentas podem ser usadas a favor do posicionamento da imagemde uma pessoa ou organização e até que ponto elas são eficazes para a construção dorelacionamento entre assessorado e públicos e como a assessoria de comunicação digital podeorientar seus assessorados a lidar com essa nova forma de relacionamento.PALAVRAS-CHAVE: Relações Públicas. Posicionamento. Imagem. Assessoria. Digital.
  • 9. ABSTRACTNew technologies have brought digital media tools that promoteddrastic changes in the wayof communicating, because they allowinteractivity between the parties,the instantaneous transmission and reception of messages, thus generating high flowof informationreleased on the World Wide Web every seconds. Pass, then, there is a needfor a skilled professional to meet the needs of thatinformation speed, you know working in astrategic and plannedwithin this new scenario, here comes the PR 2.0, which acts asacommunications adviser, returned for digital media. At this timebusinesses and publicfigures are entered, even unwilling, in digital media, often unprepared to deal withthis situation. With this moveas a conducting wire work, the project will be todemonstrate how these tools can be used for positioning the image of a person ororganization and to what extent they are effective for building therelationshipbetween public and as advised and the press officecan guide your digital advised to dealwith this new form ofrelationship.KEYWORDS: Public Relations. Positioning. Picture. Advice.
  • 10. LISTA DE FIGURASFigura 1 – Diferença entre Mídias digitais, Mídias sociais e Redes sociais..................... 49Figura 2 – Pirâmide do engajamento................................................................................ 51Figura 3 – Cabeçalho e abas ........................................................................................... 64Figura 4 – Página inicial (notícias) ................................................................................. 64Figura 5 – Lateral da página ........................................................................................... 65Figura 6 – Biografia ........................................................................................................ 65Figura 7 – Cadastro fã-clube ........................................................................................... 66Figura 8 – Agenda de shows ............................................................................................ 66Figura 9 – Imprensa / Contratante..................................................................................... 67Figura 10 – Contatos ........................................................................................................ 68Figura 11 – Visão geral..................................................................................................... 68Figura 12 – Relatório geral Fanpage outubro e novembro 2011 ..................................... 71Figura 13 – Relatório geral Fanpage dezembro 2011 ..................................................... 71Figura 14 – Relatório geral Fanpage janeiro 2012.......................................................... 71Figura 15 – Logomarca ................................................................................................... 76Figura 16 – Cartão de visita ............................................................................................. 77Figura 17 – Relatório patrocinadores curtidas ................................................................. 80Figura 18 – Relatório patrocinadores comentários .......................................................... 80Figura 19 – Relatório patrocinadores geral...................................................................... 81Figura 20 – Informações Fanpage Camilla Faustino novo.............................................. 98Figura 21 – Publicação Diário da manhã.......................................................................... 98Figura 22 – Publicação Rádio Jornal 820 AM.................................................................. 99Figura 23 – Publicação O Popular .................................................................................. 99Figura 24 – Publicação site Curta Mais ........................................................................... 100Figura 25 – Publicação página Bolshoi Pub.................................................................... 100Figura 26 – Publicação página Agito Goiânia................................................................ 101Figura 27 – Publicação página Bolshoi Pub.................................................................... 101Figura 28 – Perfil Camilla Faustino antigo (1)................................................................. 102Figura 29 – Perfil Camilla Faustino antigo (2)................................................................ 102
  • 11. Figura 30 - Fanpage Camilla Faustino antigo (1)............................................................ 103Figura 31 – Fanpage Camilla Faustino antigo (2) ........................................................... 103Figura 32 – Perfil Camilla Faustino novo (1).................................................................. 104Figura 33 - Perfil Camilla Faustino novo (2) ................................................................... 104Figura 34 - Fanpage Camilla Faustino novo (mural)....................................................... 105Figura 35 – Twitter Camilla Faustino.............................................................................. 105Figura 36 – Canal Youtube.............................................................................................. 106Figura 37 – Página 1 do contrato..................................................................................... 106Figura 38 – Página 2 do contrato ..................................................................................... 107Figura 39 – Página 3 do contrato ..................................................................................... 107Figura 40 – Divulgação Fanpage ..................................................................................... 108
  • 12. LISTA DE TABELASTabela 1 – Recursos humanos programa Camilla.com......................................................... 72Tabela 2 – Cronograma programa Camilla.com................................................................... 72Tabela 3 – Recursos humanos programa Sala de imprensa.................................................. 74Tabela 4 – Recursos materiais programa Sala de imprensa.................................................. 74Tabela 5 – Recursos físicos programa Sala de imprensa...................................................... 74Tabela 6 – Cronograma programa Sala de imprensa............................................................ 75Tabela 7 – Recursos humanos programa Identificando........................................................ 77Tabela 8 – Recursos materiais programa Identificando........................................................ 77Tabela 9 – Cronograma programa Identificando................................................................ 78Tabela 10 – Recursos humanos programa Parceiros amigos................................................ 81Tabela 11 – Recursos materiais programa Parceiros amigos............................................... 82Tabela 12 – Cronograma programa Parceiros amigos.......................................................... 82Tabela 13 – Recursos humanos programa Camilla e você!.................................................. 85Tabela 14 – Recursos materiais programa Camilla e você!.................................................. 86Tabela 15 – Recursos físicos programa Camilla e você!...................................................... 86Tabela 16 – Cronograma programa Camilla e você!............................................................ 87
  • 13. LISTA DE QUADROQuadro 1 - Marcos históricos do surgimento das Relações Públicas nos EUA e noBrasil..................................................................................................................................... 20Quadro 2 - Diferença entre marca, identidade, imagem e reputação (adaptado).................. 30Quadro 3 - Construção e desconstrução da imagem pública (Adaptado)............................. 32Quadro 4 - Marcos históricos do surgimento da Assessoria de Comunicação nos EstadosUnidos e no Brasil................................................................................................................ 41Quadro 5 - Mapeamento de público (Adaptado).................................................................. 57Quadro 6 – Análise SWOT................................................................................................... 60Quadro 7 – Planejamento Brunch ........................................................................................ 83
  • 14. LISTA DE ABREVIATURASJan.... JaneiroFev.... FevereiroMar... MarçoAbr... AbrilMai... MaioJun.... JunhoAgo... AgostoSet..... SetembroOut.... OutubroNov... NovembroDez... Dezembro
  • 15. LISTA DE SIGLASABRP.... Associação Brasileira de Relações PúblicasFENAJ.. Federação Nacional dos JornalistasMPB...... Música Popular BrasileiraRP......... Relações PúblicasRRPP.... Relações Públicas
  • 16. SUMÁRIOINTRODUÇÃO....................................................................................................... 15JUSTIFICATIVA................................................................................................... 171. ORIGEM DAS RELAÇÕES PÚBLICAS........................................................ 181.1. Histórico das Relações Públicas...................................................................... 191.2. Conceitos........................................................................................................... 211.3. Funções.............................................................................................................. 232. A IMAGEM PÚBLICA...................................................................................... 252.1. Conceituação de Marca, Identidade, Imagem e Reputação......................... 252.2. Posicionamento da imagem pública............................................................... 302.3. Opinião pública................................................................................................ 332.3.1. Formação da opinião pública.......................................................................... 342.3.2. Formação da opinião pública na era digital.................................................... 362.3.3. Influência da opinião pública na imagem pública.......................................... 383. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO.............................................................. 403.1. História da Assessoria de Comunicação........................................................ 403.1.1. Assessoria de Comunicação x Assessoria de Imprensa.................................. 433.2. Comunicação organizacional digital aplicada ao profissional liberal......... 453.3. Mídias digitais.................................................................................................. 463.4. Mídias sociais.................................................................................................... 473.5. Redes sociais..................................................................................................... 483.6. O Relações Públicas no cenário Web 2.0........................................................ 494. BRIEFING........................................................................................................... 534.1. Dados cadastrais............................................................................................... 534.2. História.............................................................................................................. 534.3. Descrição estrutural......................................................................................... 554.3.1. Tipo................................................................................................................. 554.3.2. Porte................................................................................................................ 524.3.3. Tipo de estrutura............................................................................................. 554.3.4. Perfil administrativo........................................................................................ 554.3.5. Linha de serviços............................................................................................ 554.4. Descrição econômica........................................................................................ 554.4.1. Situação econômica........................................................................................ 554.4.2. Descrição do setor que opera.......................................................................... 524.4.3. Principais concorrentes................................................................................... 564.5. Análise de público............................................................................................ 564.5.1. Classificação de público................................................................................. 574.5.2. Público alvo.................................................................................................... 584.6. Analise da cultura do profissional liberal...................................................... 58
  • 17. 4.6.1. Símbolos......................................................................................................... 584.6.2. Relação da cultura do profissional com a cultura nacional............................. 584.7. Auditoria de comunicação............................................................................... 594.8. Análise do comportamento ético do profissional.......................................... 594.9. Identidade......................................................................................................... 595. ANÁLISE ESTRATÉGICA.............................................................................. 606. PLANO DE RELAÇÕES PÚBLICAS............................................................. 616.1. Objetivos........................................................................................................... 616.1.2. Objetivo geral.................................................................................................. 616.1.3. Objetivos específicos...................................................................................... 616.2. Estratégias....................................................................................................... 626.3. Relatório de avaliação...................................................................................... 877. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 89REFERÊNCIAS...................................................................................................... 90SITES....................................................................................................................... 96APÊNDICES........................................................................................................... 97ANEXOS.................................................................................................................. 102
  • 18. INTRODUÇÃO O mundo contemporâneo tem uma nova forma de se comunicar, a forma virtual. Essaé uma realidade provocada pelo surgimento da internet e para que entendamos melhor esseprocesso de mudança se faz necessário conhecer um pouco de sua história. A internet surgiu nos anos sessenta, durante a Guerra Fria, com o intuito de conectaros mais importantes centros universitários de pesquisas e o Pentágono. Ainda no cenárioacadêmico, na década de setenta, houve uma reformulação dos programas utilizados noscomputadores o que possibilitou o uso do e-mail. Somente a partir da década de oitenta queela foi usada para fins comerciais, chegando até a casa das pessoas. Já na década de noventacom o lançamento do WWW (World Wide Web) aumentou espantosamente o número deservidores conectados ao sistema. Nesse momento, os computadores começam a serfabricados em tamanhos menores, que possibilitaram sua chegada às residências, dando inícioa Revolução Tecnológica. No século XXI, o avanço da tecnologia permitiu a modernização dos meios deconexão à internet e democratizou o acesso. Isso permitiu um considerável aumento nonúmero de usuários da rede mundial de computadores. Logo, a quantidade de troca deinformação permitiu que barreiras fossem quebradas e distâncias encurtadas, fazendo surgir aEra da Informação. Nesse momento, as mídias digitais começam a ser utilizadas pelaspessoas, e conforme foram ganhando espaço, alteraram profundamente a forma de secomunicar. Com o fortalecimento dessa nova forma de se expressar, as pessoas ficam maisexpostas, principalmente as que estão em destaque na mídia. Essas ferramentas digitaispossibilitam uma interatividade entre as partes de maneira instantânea, o que facilita o direitode resposta do receptor. Isso faz com que as organizações - pessoa pública - necessitem deuma assessoria de comunicação digital, essa facilidade na comunicação torna a imagem doassessorado mais vulnerável, pois uma frase mal elaborada pode gerar resultados catastróficosà sua reputação. Diante dessas mudanças que ocorreram na forma de se comunicar, o projeto surge coma proposta de legitimar a importância do profissional de Relações Públicas, exercendo aatividade de assessor de comunicação com ênfase nas mídias digitais.
  • 19. Por meio deste Plano de Comunicação, o qual suas estratégias estão direcionadas parao meio digital, pretendemos posicionar a imagem da cantora Camilla Faustino com ações quevisam padronizar sua imagem, eventos que estreitem o relacionamento com seus diversospúblicos, medidas que levem à formação do fã-clube, melhorar a utilização das mídias sociaispara que se ganhe mais visibilidade, por fim, aumentar a captação de patrocínios, todasrealizadas com o auxílio das mídias digitais. A realização desse projeto experimental está respaldada devido ao embasamentoteórico realizado pelo grupo. Assim, ele foi estruturado na sequência a seguir. Inicialmente o capítulo um traz a história das Relações Públicas, seus conceitos efunções. Umas das partes mais importantes desse projeto, pois ele serve de base para todas asações a serem executadas nesse plano. No capítulo dois é feita a diferenciação entre marca, identidade, imagem e reputaçãopara que se torne compreensível essa diferença e a influência que uma exerce sobre a outra.Traz também o poder que a opinião pública tem sobre o posicionamento da imagem pública. Capítulo três detalha o trabalho da assessoria de comunicação, sua história e trajetóriaaté os dias atuais, chegando à era digital. Mostra as diferenças e semelhanças entre os termosmais utilizados nesse cenário como mídias digitais, mídias sociais e redes sociais. Capítulo quatro contém o briefing da profissional com informações de sua carreira,expectativas de mercado, análise de públicos e concorrentes. Com essas análises podemos serassertivos nas ações propostas no Plano de Relações Públicas. Capítulo cinco tem a análise estratégica (análise SWOT), que serve para fortalecer erespaldar as medidas tomadas no projeto. Capítulo seis é composto pelo Plano de Relações Públicas, com seus programas parafortalecer sua imagem, cronograma previsto para o cumprimento das ações propostas e orelatório de avaliação. Capítulo sete traz as considerações finais, abordando os pontos relevantes do projeto, aimpossibilidade de executar grande parte das estratégias propostas e contratempos que nãopermitiram que a assessorada, cantora em ascensão, pudesse trabalhar nas ações. Diante dos itens apresentados acima, além de atingir os objetivos propostos e reforçara importância do profissional de Relações Públicas como facilitador e mediador das relaçõesentre o profissional e seus públicos, pretende-se desmistificar a ideia de que somente asorganizações necessitam desse profissional.
  • 20. 17 JUSTIFICATIVA Depois que as mídias sociais foram inseridas no processo comunicacional, houveuma revolução nas ferramentas de Relações Públicas que até então, existiam. Com essasmudanças o mercado de trabalho precisou ser reinventado, e consequentemente, osprofissionais tiveram que se adaptar às novas abordagens. Os comunicadores estãoincorporando ao seu trabalho novas ferramentas que permitam uma comunicaçãobilateral, ou até mesmo multilateral. Aliado a isso, as mídias sociais proporcionam uma exposição rápida, não só depessoas públicas, como também de anônimos. Em paralelo, os profissionais decomunicação começaram a perceber um campo de atuação amplo, que no momentocarece de bons profissionais que viabilizem o expositor a alcançar resultados positivos. Em geral, profissionais de RRPP estão usando as mídias sociais de várias maneiras para substituir ou complementar as estratégias já existentes. Os profissionais mais bem sucedidos manterão seu foco na criação de relacionamentos ativo e irão realmente se envolver com os clientes para criarem "conversas reais". Não se trata de simplesmente criar um perfil no Twitter ou Facebook, mas como usar as plataformas online de forma a ajudar os clientes a, verdadeiramente, se conectarem com sua marca. (NESSY, 2010) Diante do exposto, percebeu-se a necessidade deste projeto para comprovar opoder das mídias sociais no processo de posicionamento de imagem, nesse caso oprofissional liberal. Além de legitimar esse papel como sendo de um Relações Públicasque trabalha estrategicamente a imagem de seu assessorado.
  • 21. 18 1. ORIGEM DAS RELAÇÕES PÚBLICAS É possível afirmar que as Relações Públicas nasceram junto com a humanidade,e foram se desenvolvendo ao longo do tempo. Como afirma Andrade e Fortes (2011, p.04) “evidentemente, que elas surgiram nos primeiros dias da humanidade, pois desde oinstante em que os homens tiveram necessidade de comunicar-se com seus semelhantes– grupo para grupo – as Relações Públicas assinalaram sua existência”. As manifestações dessas atividades foram evoluindo, e muitos anos depois surgea denominação “Relações Públicas”, Andrade e Fortes (2011, p. 04) ressaltam: Também é exato lembrar-se que a denominação “Public Relations” somente despontou no século retrasado – em 27 de outubro de 1807 ─, quando o presidente norte-americano Thomaz Jefferson, em uma mensagem dirigida ao Congresso de seu país, empregou o termo “relações públicas” para destacar a necessidade de um estado de espírito entre o governo e o povo. De qualquer maneira, admite-se que Relações Públicas constituem hoje uma nova atividade apenas no sentido de que estão, gradualmente, se organizando num corpo de conhecimentos. Conforme foi se consolidando, a atividade das Relações Públicas agregou umasérie de funções, dentre as quais: informar, constituir um consenso de opinião,dissuadir, prevenir acontecimentos, aconselhar quanto a atitudes e ações além deconstituir identidade. A seguir, será resgatada não só a história das Relações Públicas e seus marcos noBrasil e Estados Unidos, bem como os seus conceitos e funções, destacando suaimportância nos demais capítulos.
  • 22. 191.1. Histórico das Relações Públicas A atividade de Relações Públicas se desenvolveu num contexto em que asociedade começava a ter opinião sobre os fatos que estavam acontecendo, como aslutas de classe, os movimentos sindicais, as associações patronais e o desenvolvimentodo capitalismo monopolista. Nesse momento surgiu “a opinião, revigorada nos espaçospúblicos do início da modernidade, cumpriu seu papel de fórum democrático; espaçoonde a sociedade civil se aglutinava para questionar, debater e refletir”, afirma Moura P.(2008, p. 21). Reforçando a ideia acima, Moura P. (2008, p. 22) diz que “é justamente ofortalecimento da sociedade civil, com suas consequentes necessidades de discussão detemas relevantes e de mobilização política, que vai abrir espaço para o surgimento daatividade das RP’s”. Assim o fortalecimento da sociedade civil fez surgir um espaçodento da atividade de Relações Públicas como um mediador dessas discussões. Torquato (1986) afirma que a evolução das Relações Públicas pode ser traduzidaem quatros etapas: · Primeira etapa: “O público que se dane!” de William Vandebildt, empresário do ramo das estradas de ferro. Com essa declaração criou o interesse dos públicos sobre as informações que recebiam da mídia. · Segunda etapa: “O público deve ser informado” de Ivy Lee, onde conseguiu que o empresário percebesse que a informação deve ser passada com clareza e exatidão. · Terceira etapa: “O público quer ser informado” de Torquato (1986, p. 163), para se informar e se tranquilizar. · Quarta etapa: “O público exige ser informado” de Torquato (1986, p. 163), assim tendo o direito de uma comunicação sincera e útil. Essas etapas das evoluções dos públicos caracterizam um novo campo dosrelacionamentos entre organizações e públicos, assim evidenciando a necessidade doprofissional de Relações Públicas “que forma os públicos fornecendo as informações,para haver um bom debate e de responsabilidade” como afirma Andrade (1993, p. 15).
  • 23. 20 É certo que, em nossos dias, existe maior interesse por parte dos que lideram – no poder público ou nas grandes empresas – de criar autênticas massas, passíveis de serem dirigidas mediante uma propaganda constante e audaciosa. No entanto, as empresas – públicas ou privadas – todas voltadas para o interesse público, necessitam incentivar e dar forma aos seus públicos, facilitando a discussão e fornecendo todas as informações para o bom debate público. Esta tarefa é de responsabilidade direta e imediata de Relações Públicas, na aplicação das duas liberdades fundamentais do homem no império da opinião pública: liberdade de informação e liberdade de discussão. No quadro a seguir, estão citados alguns dos marcos que fizeram parte dosurgimento das Relações Públicas nos Estados Unidos e no Brasil. Marcos Históricos do Surgimento de Relações Públicas Ano Fatos Históricos dos Estados Unidos “Thomas Jefferson, 3º Presidente dos EUA, usa pela primeira vez a expressão 1807 “public relations” ao enviar uma mensagem ao Congresso norte-americano, onde enfatizou a necessidade do poder público prestar contas ao povo”. Wey (1986, p. 32). “Ivy Lee, o “pai” das Relações Públicas norte-americanas, ao resolver a greve 1916 da Colorado Fuel & Iron, do grupo Rockfeller”. Wey (1986, p. 32). “Primeiro serviço oficial de relações públicas a funcionar em caráter sistemático 1917 e permanente, sob o nome de ‘Serviço de informação Pública’”. Wey (1986, p. 32). Ano Fatos Históricos do Brasil “Eduardo Pinheiro Lobo considerado o “pai” das relações públicas no Brasil, 1908 ocupava o cargo de chefe do Departamento de Luz e Força”. Andrade (1993, p. 72). “Fundado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), subordinado 1939 diretamente ao presidente da República Getúlio Vargas”. Wey (1986, p. 34). 1967 “Primeiro país a regulamentar a profissão de Relações Públicas, pela Lei nº 5.377, de 11 de dezembro de 1967”. Kunsch (2006, p. 4).Quadro 1: Marcos históricos do surgimento das Relações Públicas nos EUA e no Brasil. Fonte: Elaborado pelo autor
  • 24. 21 As Relações Públicas nasceram da necessidade de humanizar as relações entre aspessoas e as organizações. O profissional de Relações Públicas visa à integração daopinião pública das organizações e seus públicos, com isso objetiva a satisfação docliente, seja ele, interno ou externo, procurando sempre direcionar todo o trabalho nautilização de ferramentas e veículos que mais se enquadrem na situação da organização. Com os pontos mais relevantes da história das Relações Públicas citados noinício desse capítulo, o próximo contém uma abordagem dos conceitos que definemessa profissão.1.2. Conceitos Apontar apenas um conceito de Relações Públicas em que haja consentimento damaioria dos profissionais da área é uma tarefa complicada, pois há muitas definiçõessobre o que ela é. Para Pinho (2001, p. 83) as Relações Públicas podem ser entendidas como “umafunção de administração e estratégica dos contatos e do relacionamento entre umaorganização e os diferentes públicos que a constituem ou que com ela se relacionam einteragem”. Contudo, as Relações Públicas possibilitam um equilíbrio de interessesentre as organizações e seus públicos. A definição oficial da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP),segundo Andrade (1993, p. 41) diz que: Entende-se por Relações Públicas o esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta administração, para estabelecer e manter uma compreensão mútua entre uma organização, pública ou privada, e seu pessoal, assim como entre essa organização e todos os grupos aos quais está ligada, direta ou indiretamente. Explicando essa definição, Andrade (1993, p. 41) ressalta que nela "aparece amutualidade de entendimento entre uma organização e seus diversos públicos, bemcomo a característica de função administrativa dada às Relações Públicas”. Tendo como
  • 25. 22base as duas citações anteriores, pode-se afirmar que ambas têm como eixo central areciprocidade entre características de funções administrativas e seus públicos. Pinho (1990, p. 28) apresenta à seguinte definição para Relações Públicas, “éuma função de caráter permanente, planificada e regular, que, partindo do pressupostode que a boa vontade da opinião pública é fundamentalmente importante para a vida dequalquer empresa, pessoa, entidade ou órgão governamental”. Dentre as habilitações da Comunicação Social, a área de Relações Públicas é aque mais se difere das demais por ser mais específica, França (apud KUNSCH, 2006, p.3) justifica: Sua aplicação se faz na forma de prestação de serviços de consultoria e assessoria. Atua como técnica especializada de relacionamento, cujo objetivo principal é perceber as realidades da sociedade/organização, a obrigatoriedade de seus inter-relacionamentos institucionais e mercadológicos, suas necessidades permanentes de comunicação e seus envolvimentos harmônicos ou controversos com a sociedade. Sua influência é exercida de forma efetiva no planejamento e na ordenação inteligente de diretrizes e ações em benefícios, tanto das organizações como da sociedade, tendo como resultado final a conquista da aceitação e do apoio da opinião pública. Mediante as definições supracitadas, pode-se concluir que é preciso mais estudonesse campo, pois ainda não há um conceito completo que explique essa atividade,segundo Ferrari (apud MOURA P., 2008, p. 10) “é preciso definir relações públicas deforma clara e concisa”, e para isso é necessário “desenvolver pesquisas que permitamidentificar as suas diferenças locais e, então estruturar um programa de divulgação, deforma a possibilitar à sociedade uma compreensão adequada de seu conceito.” Com a sua técnica especializada no relacionamento de forma planejada, aatividade de Relações Públicas se torna para organização uma forma eficiente de ter oapoio da opinião pública. Para entender, de fato, o que esse profissional faz, éimportante ir além da conceituação e conhecer as funções que o destacam das demaisáreas da comunicação.
  • 26. 231.3. Funções O principal diferencial do profissional de Relações Públicas é o planejamentoque irá direcionar seus processos e, consequentemente, suas fases. O decreto Nº. 63.283de 1968, citado por Berni (2002, p. 28), define por lei quais são as funções de RelaçõesPúblicas: a)À orientação de dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de Relações Públicas. b)À promoção de maior interação de uma instituição na comunidade. c)À informação e orientação da opinião sobre objetivos elevados de uma instituição. d)Ao assessoramento na solução de problemas institucionais que influam na posição da entidade perante a opinião pública. e)Ao planejamento e execução de campanhas de opinião pública. f)À consultoria externa de Relações Públicas com dirigentes de instituições. g)Ao ensino de disciplinas específicas ou de técnicas de Relações Públicas, oficialmente estabelecidas. Lopes e Vieira (2004, p. 175) abordam de forma simplificada “as atividadesbásicas e específicas de um profissional de Relações Públicas estão contidas em cincosegmentos”: · “Assessoria e Consultoria sugerem à alta administração políticas para ossetores da empresa que trabalham com a opinião pública”, define Gimenez (2006. p.29). As duas áreas buscam orientar nas escolhas de caminhos e nas soluções depossíveis problemas, sempre para construir e manter a melhor imagem da organização. · “Pesquisa realiza todos aqueles levantamentos que entende necessáriospara respaldar seu trabalho”, define Gimenez (2006. p. 30). A pesquisa para umprofissional de Relações Públicas serve como fornecedora de elementos, para analisaruma possível situação, orientar o diagnóstico e possibilitar a criação de açõesestratégicas. · “Planejamento elabora programas e projetos de Relações Públicas erequisita recursos técnicos e humanos para a sua execução”, define Gimenez (2006. p.30). O planejamento passa por várias etapas. É um instrumento que permite fazer umdiagnóstico da organização, pois reduz a ocorrência de risco, permitindo alcançar maisfacilmente os objetivos definidos.
  • 27. 24 · “Execução realiza todos os trabalhos concernentes à divulgaçãojornalística, comunicação com os públicos e eventos”, (GIMENEZ, 2006. p. 30). · “Avaliação apura, com técnicas de pesquisa e análise, os resultados dostrabalhos de Relações Públicas desenvolvidos”, (GIMENEZ, 2006. p. 32).. Em todos os conceitos e funções abordadas nesse capítulo, esse profissionalbusca manter o equilíbrio entre as reivindicações dos públicos e os interesses daorganização. Com isso, o Relações Públicas agrega valor à marca do assessorado, poistrabalha com a opinião pública, a fim de favorecer a imagem da organização.
  • 28. 25 2. IMAGEM PÚBLICA O profissional de Relações Públicas, como assessor não apenas da imagempessoal, mas também da imagem corporativa, exerce a função de elaborar planosestratégicos para agregar valor ao maior patrimônio do seu assessorado; a imagem. Aforça da imagem, trabalhada em unidade com a identidade, que reflete diretamente aexposição pública do profissional. Em entrevista, Simões (apud AFONSO, 2002. p. 48) explica qual é aimportância da transmissão de uma imagem organizacional positiva: Não só no mercado globalizado a imagem organizacional pode e deve ser um diferencial da organização com a concorrência. Além disso, de uma maneira ou de outra gerar uma boa imagem gera credibilidade entre públicos e cooperação para organização. Assim, para fundamentar a escolha pelo foco em imagem, torna-se necessáriodefinir claramente a diferença entre “marca”, “identidade”, “imagem” e "reputação".Ressaltando que as teorias sobre a matéria são voltadas para organizações, estas então,serão utilizadas, tendo em vista o profissional liberal como sua própria marca.2.1. Conceituação de Marca, Identidade, Imagem e Reputação Existe uma oferta infinita de conceituações sobre marca, identidade, imagem ereputação em abordagens das formas mais simples às mais complexas. Segundo Martins (2006, p. 08), marca é:
  • 29. 26 A união de atributos tangíveis e intangíveis, simbolizados num logotipo, gerenciados de forma adequada e que criam influência e geram valor. Trata- se de um sistema integrado que promete e entrega soluções desejadas pelas pessoas. Mendonça (apud PEREIRA 2008, p. 03) já define marcas como “Sinais gráficosou figurativos, destinados a individualizar os produtos de uma empresa industrial ou asmercadorias postas à venda em uma casa de negócio” e complementa que essaidentificação possibilita “conhecer sua origem ou procedência, e atestando a atividade eo trabalho de que são resultados.” Aaker (apud EFROM e CAPITANI, 2009, p. 04) defende que marca não é só umdiferencial estratégico, mas também principal fonte de vantagem das empresas. (...) marca é um nome diferenciado e/ou símbolo destinado a identificar os bens ou serviços de um vendedor, ou de um grupo de vendedores, e a diferenciar esses bens e serviços daqueles das concorrentes, de forma que essa marca sinaliza ao consumidor a origem do produto e protege, tanto consumidor quanto fabricante, dos concorrentes que disponibilizam ofertas que pareçam idênticas. Já Kapferer (apud LOURO, 2000, p. 27) diz que marca dá significado e direçãoà empresa ou pessoa pública no decorrer do tempo, “uma marca não é um produto. É aessência do produto, o seu significado e a sua direção, que define a sua identidade notempo e no espaço”. Conhecendo as definições e funções da marca, é possível sintetizar o conceitocomo o meio que as organizações e pessoas públicas utilizam para diferenciar seusprodutos/serviços dos demais. A marca é definição simbólica das características daorganização. Já a identidade nada mais é que, a personalidade da empresa ou da imagempessoal que se manifesta diretamente nas suas ações. Para se pensar na gestão dacomunicação, ter a identidade bem definida é fundamental, para tornar isso possível éimprescindível o autoconhecimento, além de manter coerência e sintonia entre as açõese processo comunicacional.
  • 30. 27 Capriotti (apud FASCIONI, 2008, p. 74) explica que “a identidade corporativaseria o conjunto de características, valores e crenças com as quais a organização seidentifica e se autodiferencia das outras organizações concorrentes do mercado”. Fascioni (2008, p. 75) define que identidade corporativa é “o conjunto decaracterísticas essenciais que tornam uma empresa única, essencial, inigualável” ecomplementa “(...) a identidade de uma empresa é a sua essência, seus princípios,crenças, manias, qualidades, aspirações, sonhos, limitações.” Uma empresa com identidade forte e convincente pode alcançar com maiorfacilidade seu público-alvo. Kunsch (2006, p. 121) conceitua de forma mais ampla: (...) Comunicação da identidade corporativa é aquela que melhor e mais eficazmente atinge os públicos de interesse institucional, empregado, governo, imprensa, acionistas, instituições financeiras. E como fazer comunicação da identidade corporativa com eficazes e, principalmente, palpáveis resultados? Deve-se investir em Planejamento estratégico. Costa (apud 2003, p. 62) esclarece que “a identidade da empresa é seu DNA. Porisso, e não por outro motivo, toda empresa é única, diferente e irrepetível”, ecomplementa afirmando que a identidade é algo mais profundo, pois está impregnadano ser e forma de fazer da organização. Conforme afirma Costa (apud FARIAS, 2002, p. 03) uma identidade forte,claramente diferenciada e gerenciada resulta um ‘estilo’, esse estilo nada mais é que a“imagem”. Se a identidade representa características inerentes à individualidade de cadaorganização, que a diferencia das demais e mostra como verdadeiramente ela é, aimagem é sua extensão, ou seja, são os atributos percebidos pelos públicos e opiniãopública. Cesca (2006, p. 213) explica por que é fundamental manter fidelidade entreidentidade e imagem, pois “a imagem da marca é o reflexo (nem sempre fiel) dapersonalidade da marca que reside na mente das pessoas. É o que as pessoas acreditamque a marca é, seus sentimentos e suas expectativas relativamente à empresa e aoproduto.” Ainda segundo Cesca (2006, p. 213), “enquanto a identidade é um conceitoemissor, porque se vincula ao que a empresa é, a imagem é um conceito receptor, poisreflete a forma como é percebida pelos públicos.”
  • 31. 28 Kunsch (2003, p. 170) afirma que “Imagem tem a ver com o imaginário daspessoas, com as percepções. É uma visão intangível, abstrata das coisas, uma visãosubjetiva de determinada realidade.” Bueno (2005, p. 19) destaca que a “criação” dessa imagem pode ser influenciadapor interferência e colaboração das fontes de informação. A imagem corporativa é a representação mental de uma organização construída por um indivíduo ou grupo a partir de percepções e experiências concretas (os chamados “momentos de verdade‟), informações e influências recebidas de terceiros ou da mídia. Ela constitui-se uma síntese integradora, que acumula aspectos cognitivos, afetivos e valorativos, e expressa a leitura, ainda que muitas vezes superficial, incompleta ou equivocada, da identidade corporativa de uma organização. O reconhecimento da importância da imagem positiva vem ganhando cada vezmais espaço nas organizações. Torquato (apud AFONSO, 2002, p. 27 - 28) reforça que“conceito de ampla significação para as empresas modernas é o da imagem, que, naverdade, resulta do desenvolvimento do conceito da comunicação. Por imagem, deve-seentender aquilo que a empresa deseja projetar.” Costa (apud FARIAS, 2002, p. 04) conceitua imagem de forma ampla quandodiz: A imagem é a resultante da identidade organizacional, expressa nos feitos e nas mensagens. Para a empresa a imagem é um instrumento estratégico, um conjunto de técnicas mentais e materiais, que tem por objetivo criar e fixar na memória do público, os ‘valores’ positivos, motivadores e duradouros. Estes valores são reforçados ao longo do tempo (reimpregnação da mente) por meio dos serviços, atuações e comunicações. A imagem é um valor que sempre se deseja positivo – isso é, crescente e acumulativo -, e cujos resultados são o suporte favorável aos êxitos presentes e sucessivos da organização. A imagem é a materialização da identidade, a visão externa que os diversospúblicos têm da marca. Tendo em vista essa ligação de conceitos, a comunicaçãoconfigura a percepção da imagem de forma coerente e positiva, que consequentementeagregará valor ao profissional. A soma de experiências dos públicos com a imagem iráacarretar na reputação.
  • 32. 29 Imagem e reputação são conceitos semelhantes em alguns aspectos, mas sãodistintos. Enquanto a imagem é a projeção da percepção dos públicos, a reputação é essapercepção de forma ampliada. Segundo Silva A. (2011, p.31): A reputação tem por base impulsos que se referem a um repertório ampliado, não restrito aos fatores preço, qualidade, distribuição e publicidade. A reputação é a resultante de um processo que tem por base os valores e a identidade da empresa, refletidos sobre a forma como ela se relaciona com o meio ambiente e como trata seus stakeholders. Para Bueno (2005, p.18-20) a reputação é a somatória de atributos e virtudes doassessorado, que o difere dos demais, esta por sua vez é uma visão mais consolidada eamadurecida da percepção do público. “A reputação é uma leitura mais aprofundada,mais nítida, mais intensa de uma organização e que, na prática, apenas um númeroreduzido de organizações chega a ser contemplada com esse nível de representação.” Segundo Thevissen (apud ALMEIDA, 2005, p. 120) “A reputação pode serentendida como um crédito de confiança adquirido pela organização, estando essecrédito associado a um nome, familiaridade, boa vontade, credibilidade ereconhecimento.” Apresenta também o lado oposto; a reputação negativa, que “significacrédito limitado ou até mesmo nenhum crédito na linha de relações com os stakeholderse, mais do que uma ameaça, pode representar uma real ruptura entre empresa eambiente.” Almeida (2010) em entrevista explica que “Reputação envolve ações ecomportamentos. Passa por como é percebido o dia a dia de uma organização, nãoapenas aqui e agora, mas principalmente ao longo dos anos” e alerta que “com as mídiassociais e maior educação para o consumo consciente, o risco de afetar a reputação deuma empresa cresce, mas a capacidade de monitoramento não evolui na mesmaproporção”. Brandt e Johnson (apud FASCIONI, 2008, p. 75) apresentam um quadro queexpõe de forma simples e esclarecedora a diferença entre imagem e identidade, na qualacrescentamos marca e reputação.
  • 33. 30MARCA IDENTIDADE IMAGEM REPUTAÇÃOIdentificação Essência Aparência Aparência consolidadaPonto de vista dos Ponto de vista dos Ponto de vista dos Ponto de vista dosemissores emissores receptores receptoresSinaliza Ativa Passiva EstruturalEnvolve qualidades Reflete qualidades Reflete qualidades Somatória defuncionais duradouras superficiais experiênciasVisão voltada ao Visão voltada para o Visão Visão interna evalor da marca futuro retrospectiva externaOperacional Estratégica Tática DuradouraAssociações à Associações que se Associações Associado àfidelidade quer construir existentes resposta Quadro 2: Diferença entre marca, identidade, imagem e reputação (adaptado). Fonte: Brandt e Johnson (1997). Transmitir à opinião pública uma ideia de identidade e imagem alinhadas, paraque a boa reputação seja consistente e duradoura, é essencial para gerar resultadospositivos no processo de posicionamento de qualquer imagem pública.2.2. Posicionamento da imagem pública O posicionamento da imagem é um processo amplo, que necessita de cuidado ededicação e essa imagem se constrói – ou destrói – com comportamentos, sistemas,palavras e mecanismos. Poyares (1998, p. 29) aconselha “Meditem todos os queprecisam da imagem pública sobre o cuidado que devem ter com o seu marketing”.Poyares (1998, p. 88) reforça que “o mecanismo de formação da imagem supõe certosintermediantes na adaptação da realidade exterior ao mundo interior, através doprocesso de comunicação.” Conforme afirma Weber (apud SILVA C. e MARQUES, 2009, p. 47), ao usarestratégias e mecanismos adequados ao campo da imagem pública, o profissional “altera
  • 34. 31sua forma de ser e de se fazer percebido perante o complexo mundo da disputa pelavisibilidade”. Para Rigitano (apud CHAMUSCA e CARVALHAL, 2011, p. 6), quando se tratade posicionar a imagem pública, é preciso pensar a combinação entre interesses epossibilidades que abrem espaço para sua recepção. (...) duas coisas são importantes de se ter em mente: a) a recepção (o público) não trabalha no vazio; b) uma imagem pública não é algo imutável. Ligado a isso, vale destacar que a construção de uma imagem pública passa não só pelo que se fala. É também o que se faz, (produzindo fatos noticiosos irresistíveis aos meios) e a forma como se apresenta (já que a imagem visual é a primeira que se tem). Poyares (1998, p. 91–95) salienta que “o campo da comunicação e das RelaçõesPúblicas é essencialmente a macro-comunidade, dentro da qual podemos operar, paraefeito de motivação ou aceleração de atitudes”. Para isso o assessor pode utilizarmecanismos de simplificação psicológica, que são: a. Símbolo – recurso usado para simplificar a memorização de algo complexo ouabstrato, geralmente é usado figuras e legendas (POYARES, 1998, p. 91–95). b. Estereótipo – redução da figura concreta para figura popular, que na área daComunicação Social, permite que essa seja sugerida ou ministrada (POYARES, 1998,p. 91–95). c. Personificação – é a transfiguração da organização em pessoa, para se igualarao público e conseguir a identificação deles (POYARES, 1998, p. 91–95). Silva C. e Marques (2009, p. 54) apresentam um quadro onde são demonstradasas três ações/etapas que contribuem para a construção e desconstrução da imagempública. Para adequação ao tema proposto, foram realizadas adaptações para o contextode “imagem pública do profissional liberal”.
  • 35. 32 Produção de Controle e difusão Gerenciamento da Etapa Imagem da imagem circulação da imagem nos media Divisão do trabalho e Adequação dos Trabalho colaborativo cooperação entre os elementos e em equipe feito membros da equipe de discursivos da pelos profissionaisConstrução marketing. Adequação imagem a quadros encarregados pelo dos interesses de dos sentido monitoramento de assessorados coletivos. às Co- mídia. nhecimento estratégias publicitárias. das expectativas gerais. Divergências de interes- Falta de coesão e Ausência de trabalho ses, desestruturação da conseqüente integrado,Desconstrução equipe, descompasso recepção negativa fragilidades na entre a imagem ansiada da imagem junto à imagem gerada. e a imagem projetada. opinião pública. Quadro 3: Construção e desconstrução da imagem pública (Adaptado). Fonte: Silva e Marques (2009, p. 54). Torquato (apud SILVA C. e MARQUES, 2009, p. 51) enfatiza que “a imagempública pode ser alterada, destruída e reconstruída num processo ininterrupto, sendotambém vulnerável a acontecimentos inesperados e desestabilizantes.” A respeito do posicionamento eficaz da imagem pública, Gomes (apud SILVAC. e MARQUES, 2009, p. 46) diz que “por meio da elaboração de um tipo de estratégiacomunicativa, a qual não se limita a conferir existência midiática a esses atores, masdeve assegurar sua presença constante na esfera de visibilidade pública.” Gomes (apud SILVA C. e MARQUES, 2009, p. 49) afirma que oposicionamento da imagem requer “elaboração de estratégias comunicativas capazesnão só de administrar, gerenciar e controlar mensagens” e ressalta que é precisoestabelecer relações entre o assessorado e os diferentes públicos (fãs, patrocinadores,mídia, contratantes, etc.) responsáveis pela formação da opinião pública. Para Aaker (apud SERRALVO e FURRIER, 2011, p. 02), as vantagens de umaposição de uma marca bem concebida e implementada traz uma série de ganhos àorganização: (a) orientam e aperfeiçoam a estratégia de marca; (b) proporcionam opções de expansão da marca; (c) melhoram a memorização da marca; (d) dão significado e concentração para a organização; (e) geram uma vantagem competitiva; (f) ocupam uma posição sólida contra a concorrência; (g) dão propriedade sobre um símbolo de comunicação; (h) provêm eficiências em termos de custos de execução.
  • 36. 33 Nesse sentido, o trabalho de Relações Públicas surge com o intuito de construir aimagem pública perante a opinião pública de forma estratégica, segundo Kunsch (2006,p. 34) “exercer função estratégica significa ajudar as organizações se posicionaremperante a sociedade, demonstrando qual é a razão de ser do seu empreendimento”. Farias (2002, p. 05) afirma que o assessor deve lançar mão de uma política decomunicação equilibrada, que acarretará na valorização do assessorado em um mercadocompetitivo, “esse trabalho de maior fôlego, orquestrado, deve objetivar a conquista,ampliação e manutenção das bases, levando à maior participação pela organização nomarket share de seu segmento.” A via proposta pelo mercado, política de comunicação, construção e manutençãoda imagem pública, deve estar alinhada e claramente compreendida entre profissional,público e opinião pública. Rigitano (apud CHAMUSCA e CARVALHAL, 2011, p. 06)assegura que quando se trata de avaliar os resultados do posicionamento da imagempública “é importante que se conheça os movimentos da opinião pública, bem como suaforma de aferição por meio de sondagens”, pois ela afeta diretamente os negócios e avida de qualquer organização. Kunsch (2006, p. 35) aponta que as Relações Públicas atuando estrategicamente,devem embasar-se na pesquisa e no planejamento para encontrar estratégiascomunicacionais que prevejam e facilitem o enfretamento das reações dos públicos e daopinião pública de forma dinâmica e eficiente.2.3. Opinião pública Para compreender o processo de formação da opinião pública é primordialentender o que de fato é opinião pública. Essa não é tarefa fácil, pois é um tema commuitas conceituações, mas fazer essa definição é extremamente importante e necessáriopara se compreender a dimensão do termo. Historicamente a opinião pública está ligada à política, mas foi tomandodimensões inesperadas e hoje exerce força em todas as áreas da sociedade. Childs(1967, p. 44 - 61) descreve a origem da opinião pública.
  • 37. 34 A origem da expressão ‘opinião pública’ está envolta em mistério. Na literatura da Grécia e Roma antigas, bem como ao longo da Idade Média, os filósofos tinham inteira consciência da importância da opinião das massas. A frase "voz populi, vox Dei" data da última parte da Idade Média. Sobre Opinião Pública, Speier (apud BITENCOURT, 2007 , p. 26-27) esclarece“que suas opiniões possam influenciar ou determinar as ações, o pessoal, a estrutura dogoverno.” Childs (1967, p. 44 - 61) salienta que “Opinião pública é qualquer coleção deopiniões individuais, independentemente do grau de concordância ou uniformidade.” Segundo Fortes (2008, p.31) a opinião pública percebeu o poder de sua energiamoral e do seu julgamento, e que ela “decorre das massas que, tendo objetivo deobservação, expressam seu apoio ou sua discordância durante análise das proposiçõescontrovertidas”. Fortes complementa “o sentimento coletivo ou público pode voltar-secontra ou a favor de uma organização, motivado por fatores marcadamenteinsignificantes ou por causas altamente relevantes.” Doob (apud 1998. p. 72) diz que “opinião pública significa a atitude de gente emrelação a um tema enquanto membro do mesmo grupo social”. A opinião pública é a expressão de um grupo ou públicos que se identificam porum propósito ou uma ideia e têm grande poder. O profissional de Relações Públicasprecisa conhecer o processo de formação da opinião pública, para obter êxito naconstrução da imagem do assessorado perante seus públicos. 2.3.1. Formação da opinião pública No processo de posicionamento da imagem é fundamental conquistar aconfiança e credibilidade da opinião pública, esta por sua vez está embasada em fatoresque contribuem para a formação das correntes da opinião pública. Augras (apud SENA,2007, p. 284) cita esses fatores: a. Fatores psicológicos: Compreende o nível interpessoal, onde crenças,ideologias, o lado não-racional e afetivo tem maior influência. (AUGRAS, apud SENA,2007, p. 284).
  • 38. 35 b. Fatores sociológicos: Abrange o nível social, os fatores econômicos (classesocial), ecológicos (localização geográfica) e grupos (idade, etnia e sociais) interferemna orientação, sentido e formação da opinião. (AUGRAS, apud SENA, 2007, p. 284). c. Fatores históricos: Corresponde ao nível circunstancial, no qual osacontecimentos afetam a conscientização da opinião pública, podendo distorcer apercepção do fato. (AUGRAS, apud SENA, 2007, p. 284). Gomes (1984) acrescenta mais um fator de formação da opinião pública eexplica: d. Veículos de comunicação massiva: busca pelo controle da opinião públicapelos meios de comunicação. “Somos constantemente bombardeados pelos veículos decomunicação massiva que agem sobre nossas opiniões, nossas atitudes, nossas ações.Bombardeiam nossos lares e formam nossas crianças.” Poyares (1998, p. 69) ressalta que as Relações Públicas têm que se adaptar aomeio e as opiniões que mudam constantemente: Opinião representa uma tomada de posição, uma atitude. Toda essa breve análise gera uma série de implicações, não apenas para a conceituação de opinião pública, mas também para a formulação do conceito e da metodologia de relações públicas. A natureza do ato, com seu sentido de contingência, isto é, não absolutamente necessário, a permanente interdependência de um ou “outro” o processo de formação impõem às relações públicas a regra de visar sempre e apenas a médias e de se organizar como um processo em contínua adaptação ao meio. Diante do exposto percebe-se que o Relações Públicas exerce seu papelfundamental como formador da opinião pública esclarecida, crítica e capaz de seexpressar, principalmente com as mudanças que a sociedade vem sofrendo, onde asnovas tecnologias despertam a necessidade do comunicador de se manter atento ao queacontece no ciberespaço e como se dá esse processo informativo.
  • 39. 36 2.3.2. Formação da opinião pública na era digital Com o advento da tecnologia a fonte formadora de opinião pública, ainformação, passa por intensas alterações devido ao seu grande fluxo. Castells (apudPOZOBON, 2010, p. 04) entende que existe uma nova configuração social, que as redesdigitais compõem o eixo principal. Castells (apud POZOBON, 2010, p. 04) sustenta suatese afirmando que “como a cultura é mediada e determinada pela comunicação, aspróprias culturas, isto é, nossos sistemas de crenças e códigos historicamenteproduzidos são transformados de maneira fundamental.” Com o surgimento das mídias digitais as funções “emissor” e “receptor” seconfundem, pois ambos produzem e recebem informações. Cremades (2009, p. 202)define esse processo como “verdadeira ideologia” e reforça: Essa nova ideologia de comunicação baseia-se no livre fluxo de informações e ideias, que é interativo, igualitário e não discriminatório. É o que o Direito chama de liberdade de expressão. Não se pode esquecer, entretanto, que tal denominação engloba uma pluralidade de direitos. Assim, vale ressaltar a denominação de Torres Del Moral ao conjunto dessas liberdades, “liberdade de comunicação pública”, entendendo como pública tudo que transcende a própria individualidade, ou seja, toda comunicação possível. Essa nova possibilidade de “troca de informações” implica diretamente naformação da opinião pública. Segundo Lemos e Lévy (apud POZOBON, 2010, p. 10)“as pessoas têm muita coisa a dizer”. O resultado é que “esse deslocamento da palavra,esse “poder de dizer enfim”, esse “mostrar” e “se mostrar” generalizado é que é uma dasprincipais dimensões da revolução ciberdemocrática em curso.” Esse cenário atual exige uma nova postura do assessor e seu assessorado.Segundo Kunsch (2006, p.141): A velocidade das mudanças que ocorrem em todos os campos impele a um novo comportamento institucional das organizações perante a opinião pública. Elas passam a se preocupar sempre mais com as relações sociais, com os acontecimentos políticos e com os fatos econômicos mundiais. E nesse contexto, a atuação das Relações Públicas será fundamental, pois caberá a essa atividade a função de uma auditoria social. Isto é, terá de saber
  • 40. 37 avaliar as reações da opinião pública para traçar as estratégias de comunicação. Ainda sobre a nova postura do assessor e assessorado, Kunsch (2006, p. 132)reitera que “As organizações modernas, para se posicionar perante a sociedade e fazerfrente a todos os desafios da complexidade contemporânea, necessitam planejar,administrar e pensar estrategicamente a sua comunicação.” Segundo Pozobon (2010, p.11), nesse processo de convergência de informações,o comunicador precisa transmitir informações qualificadas e sobre o seu assessorado,“Ao expor informações qualificadas, a mídia disponibiliza pontos de vista diferenciadospara que a audiência possa formar seu próprio juízo e interpretar a informação recebidaa partir das suas experiências de vida.” Complementa: (...) a publicização de uma determinada questão no espaço da visibilidade mediada permite sua disseminação a um público múltiplo e heterogêneo, viabilizando a capacidade de uma interpretação crítica e diversificada da audiência. É neste sentido que, hoje, a esfera pública converte-se numa arena de entrecruzamento de diferentes demandas, proposições e pontos de vista, ainda mediada pelo poder e pelo discurso da mídia. (POZOBON, 2010, p. 12) Cremades (2009, p. 205) reforça a importância da informação no cenáriointerativo quando diz que, “o poder da sociedade atual depende cada vez mais dainformação”. Em suma, essa intensa troca que as mídias digitais possibilitam, interferediretamente na imagem do assessorado e no papel do profissional de comunicação, poisa comunicação precisa ser bem planejada. As opiniões são trocadas a todo instante dificultando seu controle, mas a base daformação da opinião pública é a mesma “informação”, só por meio dela que o assessorpoderá controlar como está a imagem do assessorado.
  • 41. 38 2.3.3. Influência da opinião pública na imagem pública A imagem pública está associada à formulação da opinião pública e o debate,pois vai além de estigmas e rótulos. Por isso, é preciso estar atento aos movimentos daopinião pública com relação à imagem do assessorado. Segundo Chamusca e Carvalhal(2002, p. 06): A sondagem dos públicos por meio de pesquisas de opinião, no âmbito organizacional, geralmente é utilizada para a análise da imagem institucional. Chegar a essa imagem, contudo, não se considera uma tarefa fácil, pois, ela encontra-se num elo perdido de uma realidade fragmentada em três dimensões. A primeira dimensão é a imagem que a organização imagina que tem, a segunda é a imagem que ela gostaria de ter, a terceira e última é a que realmente tem, ou seja, é a que a opinião pública percebe, que por mais incrível que pareça, geralmente não corresponde com nenhuma das duas anteriores. É de suma importância acompanhar a posição da opinião pública para conhecero resultado do trabalho de construção de imagem, pois segundo Canfield (apudCHAMUSCA e CARVALHAL, 2011, p. 06) “A opinião pública de uma organização écontinuamente influenciada por fatores sobre os quais a organização não exerce nenhumcontrole, tais sejam a mudança das condições econômicas, transformações sociais, ouações das agências de pressão ou do governo.” Sousa (apud MOURA C., FUSTINONI e HATAMURA, 2007, p. 36), diz quecaso se detectem crises na imagem, é preciso gerenciar a opinião públicaestrategicamente e que “este é um setor específico da área de Relações Públicas e emsituações como estas ele deve atentar a postura correta a tomar, levando emconsideração as conseqüências futuras que cada ação gerará.” Mesmo não tendo controle nos fatores que formam a opinião pública, todaorganização quer exercer algum nível de influência sobre a opinião pública e saber aimagem que os públicos percebem com relação a elas. Baseado nessa ideia nota-se que aimagem perante a opinião pública é algo poderoso e de grande valor à empresa.Segundo Neves (1998, p. 63), “Imagem tanto pode enriquecer, como levar à falência”. Por meio da opinião pública, as empresas buscam credibilidade. Torquato (apudSIMON, 2003, p. 23) afirma que “a credibilidade também é um produto, que tem seu
  • 42. 39ciclo de vida e suas fases. Pensando na credibilidade como produto, imaginamos queseu ciclo vital tem início nos diagnósticos e nos redimensionamentos.” Neves (2002, p.78) ressalta que “a opinião pública raramente julga aperformance de um organização baseada em fatos, mas em percepções, estereótipos eemoções.” Cabe então ao profissional de Relações Públicas identificar o posicionamento daopinião pública e perceber suas mudanças e anseios. E assim intermediar o processo deformação e fortalecimento da imagem do assessorado, para que atenda às necessidadesde forma equitativa para ambos os lados. Para isso, um relacionamento ético e transparente é fator primordial, em que oprofissional de Relações Públicas assessora estrategicamente as ações para a aceitaçãopública desse profissional e, consequentemente, soma credibilidade à imagem doprofissional liberal.
  • 43. 40 3. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Um assessor de comunicação deve atuar em áreas estratégicas de umaorganização, tornando-se um gestor da comunicação, contudo, estabelecendo emantendo contato com os veículos de comunicação. Lopes (2004, p. 90) diz que assessoria de comunicação busca uma comunicaçãomais permanente, aplicada de forma estratégica e integrada: Assessoria de comunicação é um setor especializado que busca permanentemente o aprimoramento dos fluxos de comunicação no interior das organizações e perante a opinião pública (...) coordena todo o trabalho de comunicação, definindo estratégias que reúnem os setores de Jornalismo (Assessoria de imprensa), Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, que nos dias de hoje são cada vez mais integrados. No decorrer dos anos a assessoria de comunicação passou por profundasalterações, tendo em vista as mudanças ocorridas na sociedade. Para tornarcompreensível esse processo de adaptação, será descrito como ele se deu.3.1. História da Assessoria de Comunicação A história de assessoria de comunicação se assemelha ao surgimento dasRelações Públicas, visto que as datas, episódios e fatos históricos se confundem porterem tido o mesmo fundador, Ivy Lee. O marco para assessoria de comunicação, comoafirma Wey (1986, p. 31), foi a carta de princípios, escrita em 1906 por Ivy Lee: Este não é um departamento de imprensa secreto. Todo o nosso trabalho é feito às claras. Nós pretendemos fazer a divulgação de notícias. Isto não é um agenciamento de anúncios. Se acharem que nosso assunto ficaria melhor na seção comercial, não o usem. Nosso assunto é exato. Maiores detalhes, sobre
  • 44. 41 qualquer questão, serão dados prontamente e qualquer diretor de jornal interessado será auxiliado, com o maior prazer, na verificação direta de qualquer declaração do fato. Em resumo, nosso plano é divulgar, prontamente, para o bem das empresas e das instituições públicas com absoluta franqueza, à imprensa e ao público dos Estados Unidos, informações relativas e assuntos de valor e de interesse para o público. Como relata Duarte (2003, p.36) “Lee estabeleceu um pequeno conjunto deregras ético-morais, em favor do pressuposto da confiabilidade”. Wey (2003, p.36)complementa, “uma excelente orientação para os especialistas modernos”. A Carta deLee deu início a uma informação mais exata e bem mais produzida para os públicos,através de um assessor de comunicação. A “Declaração de princípios”, escrita por Lee, norteia um conjunto de valoreséticos de um assessor de comunicação. A esse respeito, Alberto André (apud, KOPPLINe FERRARETTO, 2009, p. 29) afirma que ética é: O conjunto de normas que devem reger sua conduta no desempenho da profissão. [...] O professor Eugênio Castelli comparou liberdade e responsabilidade, afirmando que o ‘dever de informar se apoiou na liberdade e pressupõe um ato de responsabilidade com a verdade’, estabelecendo este quadro de tríplice ponto de vista da liberdade: a) moral, em que despontam a verdade e o respeito para com a dignidade do ser humano e implica a consciência profissional; b) social, em que a liberdade de informar corresponde ao direito de ser bem informado; c) legal, que é o comprimento das leis. Neste quadro adaptado estão citados os marcos históricos do surgimento deassessoria de comunicação nos Estados Unidos e no Brasil. Marcos Históricos do Surgimento de Assessoria de Comunicação Ano Fatos Históricos dos Estados Unidos Phineas T. Barnum, dono do Circo Barnum, comprava espaços nos jornais para divulgar 1868 os espetáculos de sua companhia para despertar a curiosidade e atrair a atenção do público (Kopplin e Ferraretto, 2009, p. 25). “The public be damed (O público que se dane) Willian Henry Vanderbilt”, (Wey, 1882 1986, p. 30). Foi por essa frase que surgiu o interesse por um profissional de assessoria de comunicação “A primeira guerra mundial foi chamada pelo New York Times de a ‘primeira guerra 1922 dos agentes de imprensa’” (Duarte, 2003, p. 58). O trabalho de assessoria de imprensa foi muito utilizado com o objetivo de arrecadar recursos financeiros e ressaltar o patriotismo.
  • 45. 42 Ano Fatos Históricos do Brasil “O presidente Nilo Peçanha ao organizar a estrutura do Ministério da Agricultura,1909 Indústria e Comércio, cria a Secção de Publicações e Biblioteca para integrar serviços de atendimento, publicações, informações e propaganda” (Duarte, 2003, p. 82). A empresa Light (The São Paulo Transway Light and Power) fundou o Boletim Light, o1925 1º house organ no Brasil, Rego (apud DUARTE, 2003 p. 26). “Criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), misturando divulgação,1939 comunicação institucional e censura” (Duarte, 2003, p. 27).Quadro 4: Marcos históricos do surgimento da Assessoria de Comunicação nos Estados Unidos e no Brasil. Fonte: Elaborado pelo autor A atividade de assessoria de comunicação no Brasil passou a ter maiorimportância a partir da retomada da democracia, após a ditadura, além do aumento decompetitividade, as pessoas começaram a ter liberdade de escolhas bem fundamentadas,julgamentos independentes e exigir respostas rápidas, forçando as organizações atomarem providências para se comunicar com eles. (DUARTE, 2011, p. 59) Em 1990, no Brasil o Código de Defesa do Consumidor possibilitou osurgimento de grande número de serviços de atendimento ao consumidor. Sobre essemomento Gimenes (2006, p. 82) afirma que, “o consumidor nunca foi muito respaldadopelas organizações em geral, até que o Código de Defesa fosse aprovado e lhe desse aoportunidade de pelo menos poder reivindicar seus direitos.” Isso fez com que osassessores de comunicação adotassem uma nova postura, na qual a transparência passoua reger a atividade. Gimenes (2006, p. 83-85) cita alguns aspectos que passaram a serprimordiais para que um plano de Relações Públicas obtivesse sucesso: Divulgar a empresa entre os consumidores; Abrir a empresa para programas de visitas; Responder a todas as perguntas dos consumidores; Oferecer produtos honestos e preços juntos; Veicular propagandas honestas; Treinar as pessoas que irão atender os consumidores que se sentirem lesados em busca de informações; Ouvir, com disposição, as reclamações dos consumidores; Garantir ao consumidor a qualidade daquilo que ele adquiriu, sob pena de lhe restituir o pagamento se o que foi comprado não corresponder à sua finalidade e; Atender as pretensões dos consumidores reais e potenciais. Com essa busca incansável pela qualidade, as organizações tiveram outra novarealidade para enfrentar, a globalização, que trouxe a concorrência mundial. Segundo
  • 46. 43Miguel Jorge (apud GIMENES, 2006, p. 87) “[...] com o acirramento da concorrênciaem escala internacional, as empresas dependem, cada vez mais, de eficientes canais decomunicação”, e complementa afirmando “[...] Isto é fundamental para tornarconhecidos novos conceitos, repensar os processos produtivos e métodosorganizacionais e buscar soluções para os novos paradigmas apresentados”. Mais umavez o profissional de comunicação teve que se readequar a essa nova necessidade. O fator “novas tecnologias” somado à internet foi, sem dúvida, o que maisalterou o comportamento dos públicos, das empresas e da sociedade como um todo.Pois, o uso cada vez mais constante dos meios de comunicação de acesso rápido fezcom que o assessor de comunicação aderisse algumas características, esclarece Bueno(2003, p. 54 – 55). O assessor moderno não pode abrir mão dos seus contatos virtuais, do relacionamento direto com as fontes da empresa ou entidade, via e-mail, acesso frequente e intenso aos jornais on-line, às listas de discussão etc., mesmo quando está fora do horário do expediente. [...] As preocupações do trabalho ficam agora permanentemente armazenadas no seu notebook e andam ao seu lado o dia todo. O celular fica sistematicamente ligado, pois um jornalista ou um executivo de sua empresa podem acessá-lo a qualquer momento para repercutir temas ou marcar uma reunião de emergência [...] Essas novas mudanças fizeram com que os profissionais de assessoria decomunicação se adaptassem ao mundo digital, para que, no final, o cliente criasse umarelação de maior proximidade, por ambos estarem inseridos no mesmo contexto. Paraentender melhor o que faz um assessor de comunicação, serão abordadas suas funções esingularidades da assessoria. 3.1.1. Assessoria de Comunicação x Assessoria de Imprensa A atividade de assessoria é uma área estratégica e que segue um plano decomunicação, compreendendo princípios que vão da ética, responsabilidade social atévalores da sociedade junto aos seus diversos públicos.
  • 47. 44 O assessor de comunicação tem ações voltadas à elaboração de um bomrelacionamento com a imprensa, segundo Lopes e Vieira (2004, p. 91) as suas funçõessão: Definir estratégia de abordagem e aproximação; estabelecer programas completos de relacionamento; manter contato permanente e dar atendimento aos chamados e demandas; elaborar e distribuir informações sobre a organização, que digam respeito às suas ações, produtos, serviços, fatos e acontecimentos ligados direta ou indiretamente a ela, na forma de sugestões de pauta, press realese e press kits, organizar e dirigir entrevistas e coletivas; criar e produzir manuais de atendimento e relacionamento com a imprensa; treinar dirigentes e executivos para o atendimento à imprensa, dentro de padrões de relacionamento, confiança e credibilidade. Há muitas divergências entre Jornalistas e os Relações Públicas em relação àsfunções de um assessor de imprensa e assessor de comunicação, no ponto onde sedelimita cada área. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) (2007, p. 10) defineassessoria de imprensa da seguinte forma: Serviço prestado à instituições públicas e privadas, que se concentra, no envio frequente de informações jornalísticas, dessas organizações, para os veículos de comunicação em geral. Esses veículos são jornais diários; revistas semanais, revistas mensais, revistas especializadas, emissoras de rádio, agências de notícia, sites, portais de notícia e emissoras de tevê. Assessoria de comunicação se tornou mais viável, por oferecer umacomunicação integrada e de acordo com que o cliente necessita, como explica Passadorie Assad (2009, p. 56), e diz que “assessoria de comunicação desenvolve melhoresferramentas para que o cliente esteja seguro quanto ao posicionamento estratégico desua marca, em cada situação de pronunciamento público.” O ponto que diferencia assessoria de comunicação com a de imprensa é suaabrangência, pelo fato de possuir mais ferramentas e por ter uma visão mais estratégica.Contudo, ela administra as informações de forma que chegue não só para imprensa, maspara todos os seus públicos.
  • 48. 453.2. Comunicação organizacional digital aplicada ao profissional liberal Dando seguimento ao estudo sobre assessoria de comunicação, a pesquisa seráafunilada para falar sobre o trabalho no mundo digital. Atualmente, os profissionais quenão estiverem atentos a essa nova forma de trabalho, poderão ficar à margem, ou talvez,fora do mercado de trabalho. Capella (2009) enfatiza que: Com as novas tecnologias e ferramentas, não é precipitado afirmar que os melhores profissionais de comunicação estão inseridos em uma esfera totalmente digital, constituída, principalmente, pelo Twitter, Facebook, blog, Listal, Delicius, Orkut, YouTube e MySpace, entre tantas outras social medias. A comunicação digital tem um processo em rede e interativo, alguns atributospodem ser considerados como explica Terra (2008, p. 31) “a comunicação segmentada,de relevância para o usuário, bidirecional, interativa que permite participação econstrução coletivas, direta, ágil, de rápida disseminação [...]”. Simões (1995) já afirmava que a informação unilateral é insuficiente para oprocesso de comunicação, mas é o elemento ativador do processo, desde que ela sejapercebida pelo público. Segundo Machado, Müller e Barichello (2011, p. 02) nesse novo contexto, oprofissional de Relações Públicas passa a desempenhar um forte papel na comunicaçãodigital, fazendo assim uma comunicação efetiva: “porque com as possibilidades deinteração sociotécnica, que a atual ambiência midiática permite, pode-se afirmar que jáultrapassamos as teorias de “construtor de uma boa imagem”, ou de “aceitação pelospúblicos”, para ingressar numa era de “diálogo efetivo”. Terra (2010) afirma que a tecnologia da informação invadiu a atividade deRelações Públicas e modificou a relação entre a organização e público, o poder decomunicar-se estava apenas nas mãos dos grandes grupos corporativos, agora está nasmãos dos públicos. Ela completa o raciocínio dizendo que “devido às redes sociais online, as marcas que aproveitarem esses espaços conseguirão gerar ressonância elealdades duradouras”.
  • 49. 46 Para Bueno e Terra (2010, p. 01) “as organizações já não podem negligenciar asmídias sociais, seja porque os usuários produzem conteúdos relativos às suas marcas,seja por opção em participar desses ambientes interativos e estreitar o relacionamento[...]”. Complementando, Marien (apud TERRA, 2008, p. 52) afirma que as informaçõespostadas nas redes sociais impactam imediatamente a imagem da organização: “o que édito nos blogs ou mostrado no Youtube tem impacto imediato na reputação da empresa,que não tem mais o controle das informações”. Nesse contexto o profissional deRelações Públicas ganha espaço se estiver preparado para atuar nesse espaço virtual. Reforçando a importância de um profissional de Relações Públicas no processode comunicação digital, Moresco e Ikeno (2010) afirmam que o uso dos meios digitaissem planejamento pode ser mais prejudicial do que benéfico à empresa, com isso “asorganizações necessitam do acompanhamento e mediação de um profissional parapensar, planejar e monitorar as novas formas de relacionamento por meio das mídiassociais [...]”. As constantes mudanças que ocorreram na sociedade nos últimos anos,impulsionadas pelas inovações tecnológicas, fizeram com os profissionais dacomunicação se adaptassem a esse novo estilo de vida do indivíduo. O público dos anos2000 é mais ágil e imediatista, pois o novo contexto social exige isso, que fez dasferramentas que a internet tem, uma nova forma de se comunicar com as pessoas,organizações e ídolos com as quais se identificam. Para tanto, é necessário que asempresas estejam preparadas para atuar nesse meio virtual, para que não corram o riscode serem ‘deletadas’ em definitivo da mente de seus seguidores.3.3. Mídias digitais Para que se entenda melhor o processo de Assessoria de Comunicação Digital énecessário que, algumas informações sejam passadas sobre o processo de transmissãode informações pela internet. Isso posto, Chamusca (2010, p. 74) declara que mídiadigital abrange uma esfera maior na comunicação, para ele é necessário que haja umprocesso de infocomunicação, ou seja, deve permitir um diálogo entre o informante e oinformado.
  • 50. 47 São aquelas mídias que estão conectadas ao ciberespaço e permitem o diálogo com os dispositivos móveis digitais e a intervenção das pessoas no processo infocomunicacional. Estas são as mídias digitais que permitem anotações urbanas, realidade aumentada ou ampliada, geolocalização, etc, ou seja, permitem que o usuário dialogue diretamente com elas, de forma localizada. Mídias digitais (2008) traz uma definição completa sobre o assunto, pois abarcatodas as partes envolvidas nesse meio: [...] para os profissionais de agência é toda aquela controlada por algum elemento tecnológico. Para os anunciantes, inclui também outras formas de se chegar ao cliente por meio eletrônico, [...], informação on-line, meios que permitam interatividade e tudo o que utilize base de dados. Aumenta o leque de escolhas; permite que o consumidor procure pelo que deseja e entre em contato com a marca de forma envolvente; facilita a segmentação dos clientes; tem forte apelo junto ao público jovem; permite aferição de resultados em tempo real; anúncios podem ser atualizados com agilidade e maior efetividade; ampla cobertura; custos mais baixos que a mídia tradicional; permite o fornecimento de mais informações que os meios de comunicação convencionais. Ainda nesse contexto, será abordado um assunto pertinente ao trabalho com asmídias digitais tendo com suporte as mídias sociais.3.4. Mídias sociais Para Bueno e Terra (2010, p. 01) mídia social “é aquela utilizada pelas pessoaspor meio de tecnologias e políticas na web com fins de compartilhamento de opiniões,ideias, experiências e perspectivas”. As mídias sociais são voltadas diretamente para o relacionamento com seupúblico, pois há pluralismo de ideias e posições, nesse caso, o receptor participa dasações. Bueno (2010) esclarece que:
  • 51. 48 ...elas cumprem uma função democrática, possibilitando a consolidação do pluralismo de ideias e posições. Sobretudo, favorecem a participação dos cidadãos, que se sentem estimulados à participação e que, em determinadas situações, se mobilizam para reivindicar novas posturas ou atitudes por parte de governos e organizações. Sendo assim, as mídias sociais desempenham o papel de facilitadora nesseprocesso de comunicação entre a empresa/profissional e seus públicos, pois são elas quepermitem essa interação em tempo real.3.5. Redes sociais O conceito de redes sociais antecede à internet, pois desde que as pessoascomeçaram a se relacionar umas com as outras, o princípio básico de rede socialcomeçou a existir. Segundo Hipólito (2010), “Redes Sociais são anteriores ao adventoda internet e dos sistemas computacionais que conhecemos. As redes sociais são aspróprias pessoas em seus grupos com interesses em comum”. Recuero (2010) utiliza um termo mais pertinente ao assunto abordado,completando a afirmação de Hipólito. No entanto, diferencia a questão da estrutura queesses grupos formam, quando diz que “o que se chama de "rede social" é, na base, umgrupo de pessoas que está interconectado. A idéia dos estudiosos das "redes sociais" éobservar, assim, as estruturas sociais e utilizar a metáfora da rede para analisar as causase efeitos dessas estruturas”. Para Aguiar (2011, p. 12) “redes sociais são, antes de qualquer coisa, relaçõesentre pessoas, estejam elas interagindo em causa própria, em defesa de outrem ou emnome de uma organização [...]”. Todo cenário digital apresentado nesse capítulo apresenta uma nova forma detrabalhar a comunicação entre a organização/profissional e seus públicos. Diante disso,o profissional de Relações Públicas precisa estar ‘linkado’ com essas novidades,dispondo de uma comunicação bilateral no meio web 2.0. O próximo tópico trará de queforma esse profissional deve atuar no meio virtual. Na figura abaixo, será apresentada de forma sintetizada a diferença entre Mídiasdigitais, Mídias sociais e Redes sociais.
  • 52. 49 Figura 1 - Diferença entre Mídias digitais, Mídias sociais e Redes sociais. Fonte: Elaborada pelo autor3.6. O Relações Públicas no cenário Web 2.0 Para entender o cenário Web 2.0 é preciso saber o que de fato o compreende. Otermo Web 2.0 surgiu para demarcar a era em que a maneira de como as empresas epessoas mudaram sua forma de usar a internet, segundo O’Reilly (apud LOPES,VASCONCELOS e SANTOS, 2010, p. 23): Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da redes para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. E atualmente esse cenário foi sendo modificado, pois a internet se tornou umafábrica produtora de conteúdo. Favarim (apud LOPES, VASCONCELOS e SANTOS,2010, p. 24) afirma que devido a capacidade dos internautas de expressarem nociberespaço, cabem às organizações realizar a gestão da comunicação digital pautada nacomunicação de mão dupla, não apenas como gerando conteúdo.
  • 53. 50 Hoje, a internet se tornou uma esfera ampla e sem controle de troca deinformações e as organizações não podem temer esse turbilhão de opiniões e críticas,pois esse é o canal onde elas podem favorecer sua imagem, mas para que isso aconteçaa comunicação digital precisa ser bem planejada. O surgimento dessa comunicação multifacetada e ultra-veloz fez com que oprofissional de Relações Públicas tivesse que se adequar a uma nova realidade, que paraFortes (2008, p. 39): Prevê uma caráter estratégico embasado no relacionamento entre públicos de interesse da organização, afim de se manter a compreensão mútua entre ela e seus grupos de interesse – fundamentado no diálogo favorável e se utilizando de técnicas de gerenciamento, através de competentes meios de comunicação apropriados para cada tipo de mensagem. Com o advento das mídias sociais, o perfil do Relações Públicas passa por maisuma adaptação, pois precisa, segundo Terra (2010, p. 100), atuar com a "atividade demediação e/ou interação por parte das organizações com seus públicos na rede mundialdos computadores[..]" e saber usufruir todos os benefícios que essa tem a oferecer. Essatransformação na forma de interagir com os públicos, fez com que a atividade na webganhasse a terminologia “Relações Públicas 2.0”. Tem-se então que Relações Públicas 2.0 se configura na evolução do cenáriovirtual, uma vez que possibilita o diálogo e o relacionamento de mão dupla, práticaspróprias da área desde a sua criação, ou seja, quando se fala em mídias sociais e Internet2.0, se fala também em Relações Públicas – e, nesse caso, a 2.0. (XAVIER, 2011) Segundo Barichello e Stasiak (2010, p. 170) "os portais disponibilizados nainternet são um dos principais expoentes de interação com os públicos, mas essesdispositivos sociotécnicos não são utilizados nem estudados em todo o seu potencial".Essas novas possibilidades para concretizar práticas de Relações Públicas podem gerarconsequências como a prevalência de relacionamentos virtuais com os públicos -melhor seria denominá-los interagentes – por meio de portais, blogs, comunidadesvirtuais, chats e fotologs. Nessa conjuntura, o profissional de comunicação deve caminhar ao lado dasatisfação, fazendo com que fãs, seguidores ou consumidores de uma marca não apenasconsumam, mas exibam para suas redes de contato no ciberespaço suas motivações e
  • 54. 51objetos de desejo, Charlene Li (apud CHAMUSCA e CARVALHAL, 2011, p. 22)apresenta a Pirâmide do engajamento que define as atividades que mais envolvem osconsumidores nas plataformas sociais: Figura 2 – Pirâmide do engajamento Fonte: Chamusca e Carvalhal (2011, p. 22) Chamusca e Carvalhal (2011, p. 62) afirma que construir um relacionamento 2.0demanda tempo, conhecimento e planejamento, pois as pessoas são movidas poridentificação, sedução e imaginação. O mundo virtual oferece canais de comunicaçãopara todo tipo de público, que possibilita contato direto com a organização e,consequentemente, seus produtos e serviços. O discurso e a estratégia vão corresponder ao público-alvo, aprender a escutar e entender quem é seu cliente, e só depois falar com ele é a chave principal na construção de um bom relacionamento virtual. Conhecimento, informação e sensibilidade são as premissas para assertividade nessa comunicação. (CHAMUSCA e CARVALHAL, 2011, p. 64) Para Barcellos (p. 75) a sociedade chegou ao ápice das comunicações com atecnologia telepresença, “a comunicação virtual reproduz as sutilezas do contato face aface, como expressão facial, tom de voz e linguagem corporal. Abre-se um novo lequepara a comunicação remota e a verdadeira colaboração on-line.” Com tanto avanço nas tecnologias da informação, outra era inovadora seanuncia, que apesar de recente, já mostra que será revolucionária, a Web 3.0, a terceira
  • 55. 52geração da internet, que não apenas conectará pessoas, mas sim conhecimento, Tolda(apud LOPES, VASCONCELOS e SANTOS, 2010, p. 26) afirma: Esta terceira geração da internet será capaz de dar respostas, como se fosse um agente/conselheiro, respondendo a perguntas concretas o internauta, cruzando informações e combinando dados de forma a oferecer resultados relevantes ao invés de milhares de páginas que não serão visitadas pelos usuários. O que diferencia as duas gerações da internet é a forma que ela é/será usada,sendo a Web 2.0 a geração do compartilhamento (duas vias, mídias sociais e portais 2D)e a Web 3.0 a geração ao vivo (tempo real, co-criativa e portais 3D), mas ainda é cedopara prever a ramificações comunicacionais que ocorreram a partir do desenvolvimentoda Web 3.0 na vida dos internautas, organizações e profissionais de comunicação(LOPES, VASCONCELOS e SANTOS, 2010, p. 27). Pode-se afirmar que a internet do futuro já existe, mas que ainda será muitodiferente de como a conhecemos hoje. A nova internet mudará completamente a formacomo as pessoas se conectam, comunicam e colaboram, ou seja, de como vivem,aprendem, trabalham e se divertem.
  • 56. 53 4. BRIEFING4.1. Dados cadastraisNome: Camilla Faustino de LimaNome artístico: Camilla FaustinoSetor de atuação: Recreação e LazerTelefone: (62) 9979-2420/ 8436-3590E-mail: camillafaustino@uol.com.brFacebook: https: //facebook.com/camillafaustinocantora https://www.facebook.com/camillafaustinoTwitter: @kmillafaustino4.2. História Camilla Faustino nasceu em Goiânia, capital de Goiás, no ano de 1989 e desdeos 05(cinco) anos de idade se apresenta cantando em eventos locais. Sua primeira aparição na TV, em nível nacional, foi em 2001, no programa“Gente Inocente”, exibido pela Rede Globo de Televisão, em que ficou entre osfinalistas do concurso Cantando no Chuveiro e lhe rendeu a oportunidade de seapresentar no programa por um ano. Ela se apresentou em vários eventos culturais no estado de Goiás, em Goiânia:Um gosto de Sol, Executiva no Palco, CIEMA, IV Goiânia Canto de Ouro, Vozes deGoiás 2010 – SESC, Estrelas Goianas 2011 – Castro’s Hotel/SESC e na cidade deGoiás: XIV FICA – Festival Internacional de Cinema e Arte. Participou também de eventos corporativos de destaque, sendo os mais recentes:III Encontro Internacional de Coronéis do Exército (Embaixada Americana);Diplomação da diretoria da OAB-2010; Inauguração da Barragem João Leite, realizada
  • 57. 54pelo Presidente Lula a Goiânia em 2009; duas edições da festa “Saideira” do projetoComida di Buteco em Goiânia; premiação POP List das Organizações Jaime Câmaraem Itumbiara, Rio Verde, Goiânia, entre outros. Camilla Faustino tem em seu portfólio ainda, apresentações em famosas casas deGoiânia como o Club Fiction, Bar Glória, Ad’oro Restaurante, Rock n’ Gol,Restaurante Cateretê, Bolshoi PUB e no Rio de Janeiro como o Rio Scenarium e o BarMistura Carioca. Participa também de projetos beneficentes no Hospital Araújo Jorge eMcDia Feliz no Goiânia Shopping, além de apresentações em faculdades comoCalourada da Universo (Campus Universo), Semana Jurídica do Unigoiás (Centro deConvenções de Goiânia) – Anhanguera e Semana de Egressos da PUC. No final do ano de 2008 a cantora participou do Programa Ídolos, exibido pelaRede Record de Televisão, ficando entre os oitenta finalistas, dentre mais de vinte ecinco mil inscritos. Alguns trabalhos realizados pela artista tiveram destaque em nível nacional,como a inauguração do Clube Chopp Brahma, em Rio Quente-GO (Revista Caras,edição 789), a participação na festa de coroação à Dona Cano Velloso (mãe de CaetanoVeloso e Maria Bethânia) que acontece há mais de 50 anos, onde cantou ao lado dosirmãos anfitriões, além de formar dueto com Jorge Vercillo e Flávio Venturini, emSanto Amaro-BA (Revista Contigo, edição 1739); participação na primeiraconfraternização da nova gestão da escola de samba Unidos da Viradouro (PresidenteGusttavo Clarão) na quadra da escola em Niterói-RJ. Teve oportunidade de dividir o palco com grandes nomes do cenário goianocomo Pádua, Fernando Perillo, Gustavo Veiga, Cláudia Vieira e do nacional comoOrlando Morais, Ricardo Leão, Belchior, Geraldo Azevedo, Artur Moreira Lima,Tibério Gaspar e Caravana do Raul Gil, dentre outros. Por várias vezes a artista fezshows para grandes públicos, chegando a se apresentar para 15 mil pessoas e com isso,adquiriu vasta experiência e presença de palco. Pretende gravar no ano de 2012 seu primeiro CD, ainda sem título, que buscarápor meio da lei de Incentivo à Cultura (Lei 10.846/96).
  • 58. 554.3. Descrição estrutural 4.3.1. Tipo: Profissional autônomo 4.3.2. Porte: Micro (até 09 empregados) 4.3.3. Tipo de estrutura: Comissão ou Colegiada (Administração plural) 4.3.4. Perfil administrativo: Moderna 4.3.5. Linha de serviços: Atividade artística e de espetáculo Segundo classificação feita pelo SEBRAE (2002, p. 73), Camilla Faustino atuano segmento de Recreação e Lazer. Esse segmento engloba uma gama de atividadesdiversificadas, fato que limita a possibilidade de análise do segmento em sua plenitude. As atividades do segmento podem ser segmentadas em: (i) atividades cinematográficas e de vídeo; (ii) outras atividades artísticas e de espetáculo; (iii) atividades de bibliotecas, arquivos, museus e outras atividades culturais; e (iv) atividades desportivas e outras relacionadas ao lazer.4.4. Descrição econômica 4.4.1. Situação econômica: cachê 5 a 10 mil/show 4.4.2. Descrição do setor que opera A atividade de entretenimento está voltada para a diversão, descontração, lazerou recreação de pessoas, tem origem latina e é um direito humano, garantido por lei. O mercado global de entretenimento e mídia movimentou cerca de US$ 1,5trilhão em 2011, incentivado principalmente pelas altas taxas de crescimento de paísesdo BRIC (sigla para os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China). Para que sirva deparâmetro, o PIB do Brasil em 2007 foi de R$ 1,3 trilhão, segundo estimativas doBanco Central. Segundo dados do estudo mundial divulgado pela PwC(PricewaterhouseCoopers), o consumo de serviços relacionados a internet, música,cinema e vídeo está entre os principais motores de crescimento, que elevarão o
  • 59. 56crescimento do mercado em 6,6% por ano, pelos próximos cinco anos, chegando aatingir US$ 2,2 trilhões ao final do ano, em 2012. Essa alta será mais significativa nos países do BRIC, onde o percentual anualatingirá em média 13,5%, graças, segundo o estudo, a fatores como o aumento da classemédia. Em comparação, a alta será de apenas 4,8% nos Estados Unidos e 6,8% naEuropa Ocidental, Oriente Médio e África. Em 2012, a indústria da mídia eentretenimento no BRIC atingirá US$ 250 bilhões, contra US$ 760 bilhões nos EstadosUnidos, que será o maior mercado, embora com menor taxa de crescimento. Na regiãoque envolve a Europa, África e Oriente Médio, o mercado movimentará US$ 792bilhões, com destaque em termos de crescimento para Europa Central, Leste Europeu,África e Oriente Médio. A indústria na América Latina chegará a US$ 85 milhões em 2012, umexpressivo crescimento frente aos US$ 51 bilhões de 2007, numa alta anual de 10,6%,claro, considerando-se a base baixa em comparação com outras regiões. A Ásia doPacífico é o outro destaque, com percentual de 8,8% por ano, levando o mercado a umpatamar de US$ 508 bilhões em 2012. (Fonte: TURLÃO, 2008) 4.4.3. Principais concorrentes: Luciana Clímaco, Walter Carvalho, GraceCarvalho, Heróis do Botequim, De Volta ao Samba.4.5. Análise de público O mapeamento de público, como um dos princípios básicos das RelaçõesPúblicas, é de extrema importância, pois permite a análise do perfil do público e assim,possibilita a elaboração de estratégias e tomada de decisões assertivas. É possível observar que a música é um fenômeno comunicativo, além de serconsiderada como uma arte, a qual utiliza da linguagem verbal e corporal para se teruma percepção do que é transmitido. Desta maneira, conclui-se então que, a música é uma forma de expressão dacomunicação, que possui sua linguagem própria e transmite informações, cultura eideias. Por isso o profissional de Relações Públicas deve sempre conhecer o público
  • 60. 57estratégico para agir de maneira correta, com a intenção de amenizar os ruídos dacomunicação, para não afetar o relacionamento do assessorado com seu público. 4.5.1. Classificação de público Resultados Grau de Descrição do Tipo de Objetivos da Esperados Expectativa doDependência Relacionamento Público profissional (Expectativa da Público profissional) Obter capital, Investimento e Negócios e Legal Contratantes Obter receitas expandir confiança Viabilidade para Movimentação Negócios, Político Autorizar Governo expandir os econômica e criação e Legal para atuação negócios de empregos Número ESSENCIAIS Constitutivos Administrar satisfatório de Reconhecimento, Negócios, Legal e Finanças e contratações e percentuais justos, não Empresária social fechar boa discriminação, contratos administração pagamento em dia das finanças Tornar eficaz Assertividade as decisões da nas estratégias, empresa, melhoria no Reconhecimento, Negócios e Legal Consultoria Mapear ambiente de divulgação do trabalho possíveis trabalho e falhas ganhos indiretos Negócios, Legal e Patrocinadores Obter capital, Investimento e Obter divulgação da social expandir confiança marca Primário Não Constitutivo ESSENCIAIS Oferecer Fãs satisfeitos, Negócios, Legal, serviços de Shows com qualidade, fidelizados, Prestação de Fãs entreteniment interação e felizes e serviço e social o com envolvimento reconhecimento qualidade Dedicação, Secundário Suprir uma satisfação, Reconhecimento, Negócios, Legal e Banda demanda comprometiment pagamento justo, não social Freelancer inesperada o e trabalho em discriminação equipe
  • 61. 58 Resultados Grau de Descrição do Tipo de Objetivos da Esperados Expectativa doDependência Relacionamento Público profissional (Expectativa da Público profissional) Confiança, Obter apoio, Cumprimento de Social, Político e respeito aos Sindicatos evitar acordos e Não essenciais Legal acordos e ética conflitos reconhecimento na relação Ganhar Respeito ao meio confiança, Credibilidade e ambiente, Social Comunidade respeitar o satisfação investimento na meio comunidade ambiente Atuar com Respeito, Respeito e Redes de Interferência Legal Concorrentes ética e cooperação e transparência cooperação transparência Divulgar seus serviços, Divulgação dos projetar shows, projeção Comunicação Reconhecimento, Legal e social imagem e preservação de de Massa fidelidade positiva uma imagem perante os positiva públicos Quadro 5: Mapeamento de público (Adaptado) Fonte: Fábio França (2011) 4.5.2. Público alvo O público alvo é constituído por pessoas de ambos os sexos, com idade entre 20a 40 anos, das classes sociais “A”, “B” e “C”, com gosto musical voltado para MPB esamba. Ele frequenta eventos culturais, bares e eventos alternativos.4.6. Análise da cultura do profissional liberal 4.6.1. Símbolos: Toquinho, Vinícius de Moraes, João Bosco e Elis Regina. 4.6.2. Relação da cultura do profissional com a cultura nacional A profissional prioriza em suas apresentações músicas de intérpretes brasileiros,na maioria das vezes, grandes nomes da música popular brasileira.
  • 62. 594.7. Auditoria de comunicação A cantora disponibiliza por meio das redes sociais Facebook e Twitter, canaldireto de comunicação com seus fãs e endereço de e-mail para possíveis contratações edemais contatos formais. Atualmente ela e sua mãe respondem os recados postados emsuas páginas, com isso ela considera que está mais próxima de seu público, já suaempresária responde sua caixa de correio eletrônico. O método utilizado pela cantora para responder seus fãs é bem recebido por eles,pois gera uma comunicação bilateral que resulta num sentimento de aproximação.4.8. Análise do comportamento ético do profissional Cumpre o que está especificado no contrato de prestação de serviço, com issoela assegura sua integridade e ética profissional.4.9. Identidade Os elementos que caracterizam a identidade da cantora são uma flor no cabelo eum chapéu, mas são usados de forma inconsciente e deliberada. As ações voltadas paraa construção da identidade são feitas de forma impulsiva, sem planejamento. A aceitação da profissional no mercado tem sido satisfatória, mesmo não tendoum planejamento de comunicação e marketing para melhor divulgação de suaidentidade.
  • 63. 60 5. ANÁLISE ESTRATÉGICA Pontos fortes Pontos fracos· Capacidade profissional; · Não possui site;· Boa aparência; · Não possui programas de· Compreende a importância de comunicação; possuir uma comunicação · Não tem CDs e DVDs gravados; estratégica; · Não possui identidade visual;· Possui patrocinador de roupas; · Ausência de divulgação na mídia;· Comunicação aberta com seu · Não possui banda própria público; · Não tem um fã-clube formalizado.· Local fixo para apresentação de seus shows;· Apoio às causas culturais e sociais. Oportunidades Ameaças· Apoio por meio da Lei de · Instabilidade da agenda de shows; Incentivo à cultura; · Concorrentes nivelados.· Participação em shows de artistas renomados;· Mercado internacional. Quadro 6 – Análise SWOT
  • 64. 61 6. PLANO DE RELAÇÕES PÚBLICAS O plano de comunicação proposto para a profissional Camilla Faustino englobanão somente o meio digital, como também o tradicional. Levando em consideração quea cantora não possui um programa direcionado para o posicionamento da sua imagem,foram propostas ações que facilitassem a divulgação de sua marca perante os públicosde interesse. Entretanto, no decorrer do projeto, a cantora foi contratada pela empresa TearProduções, levando-a para Salvador – BA, o que impossibilitou a realização total dasações sugeridas. Apesar do projeto ter seu foco principal para o meio digital, o mesmonão pode ser concluído, pois a empresa solicitou que o trabalho da assessoria decomunicação fosse interrompido.6.1. Objetivos 6.1.1. Objetivo geral Posicionar a imagem da cantora Camilla Faustino no mercado musical emGoiás. 6.1.2. Objetivos específicos · Padronizar a identidade visual; · Estreitar o relacionamento com seus públicos; · Estimular a formalização do fã-clube; · Aumentar a visibilidade na mídia; · Ampliar a captação de patrocínios; · Melhorar sua performance durante as entrevistas.
  • 65. 626.2. Estratégias · Camilla.com O cenário artístico atual impõe aos profissionais dessa área que eles tenhamferramentas de relacionamento com seus públicos, que transmitam informaçõesfidedignas a seu respeito. A Camilla Faustino ainda não possui um canal que contenhatodas as informações relevantes para seus públicos, pois são utilizados um perfil e umaFanpage no site de relacionamento “Facebook” e um no “Twitter”, com isso não háuma uniformidade nas mensagens passadas a seus seguidores. Diante disso, propõe-se a criação de um site institucional, no qual seu fã ouinteressado encontrará todos os dados necessários e verdadeiros a seu respeito. Com osite será disponibilizado um canal para pessoas que desejam formar seu fã-clube. Issopermitirá ao profissional e seus assessores uma comunicação direcionada, podendo sercaracterizada como privilégio para esses seguidores. Esse grupo oficializado pode sercomparado com clientes fidelizados à sua marca e com isso sua imagem seráfortalecida. A ferramenta twitcam, existente no Twitter, que oferece recursos audiovisuaispara seus usuários, será usada de forma estratégica para que seja estabelecida umacomunicação direta com seus seguidores, além de possibilitar um contato virtualinstantâneo com seus públicos. É capaz de despertar o interesse de quem ainda nãoconhece seu trabalho e está ali apenas como expectador. Conforme já foi dito, a Camilla possui um perfil e uma Fanpage na mídia socialFacebook, que apresenta um ótimo relacionamento entre seus seguidores, por isso elacontinuará sendo utilizada da maneira atual. Devido a essa aceitação, inicialmente, elaserá a principal ferramenta de divulgação das ações do Plano de Comunicação.Objetivo Geral Estabelecer canais que promovam uma comunicação bilateral.Objetivos específicos · Uniformizar os conteúdos publicados; · Fidelizar fãs;
  • 66. 63 · Estreitar laços entre Camilla Faustino e fãs.Ações 1. Criação do site A página inicial conterá uma foto do rosto de perfil da cantora e sua logomarca, com guias dispostas na parte superior (acima da fotografia) da página permitindo o acesso à agenda, fotos e vídeos, história, contatos, patrocinadores e fã-clube. Dispondo também de links para suas redes sociais. Meta: Pretende-se uma média de dois mil acessos por mês, tendo em vista que a Fanpage dela possui seis mil cento e quatro seguidores (acesso em 19 de novembro de 2011). Avaliação: Durante o mês de janeiro o layout site foi elaborado (Figuras de 03 a 11), onde foi definido que a página teria 06 abas, sendo: Página inicial, com notícias, links para Facebook e Twitter e logomarca dos patrocinadores; Biografia, com o resumo da história de carreira da Camilla; Cadastro Fã-clube, com ficha solicitando dados necessários para contato; Agenda de shows, com datas e locais de futuras apresentações; Imprensa/Contratante, disponibilizando release, logomarca e fotos em alta definição; e Contatos, com todos os dados da Tear Produções e endereço das Redes Sociais da cantora. Como medida provisória e prévia do portal camillafaustino.com.br, foi disponibilizado um blog (camillafaustino.blogspot.com.br), qual usou o mesmo layout definido para o site, foi colocado no ar no dia 13 de dezembro e cancelado no dia 10 de abril/12, conforme solicitado pela mãe da Camilla, em todos os meses que ficou disponibilizado, atingiu 1.094 acessos. Em fevereiro/12, com 30 dias de atraso, devido indisponibilidade da agenda da Camilla, foi promovida uma reunião entre as partes para que fossem apresentados layout, orçamento, fornecedor e dados de contrato (Anexo G). Todavia esse não foi assinado e nem o blog foi utilizado.
  • 67. 64 Figura 3 – Cabeçalho e abasFigura 4 – Página inicial (notícias)
  • 68. 65Figura 5 – Lateral da página Figura 6 – Biografia
  • 69. 66Figura 7 – Cadastro fã-clubeFigura 8 – Agenda de shows
  • 70. 67Figura 9 – Imprensa / Contratante
  • 71. 68 Figura 10 – Contatos Figura 11 – Visão geral2. Oficialização do fã-clube (via site) Serão utilizados formulários que o Google Docs disponibiliza para o cadastro desses grupos. Com os dados obtidos com o auxílio dessa ferramenta será possível fazer sorteios de brindes e cortesias, divulgar shows e notícias de interesse dos cadastrados.
  • 72. 69 Meta: Alcançar a marca de seiscentos cadastrados até a primeira quinzena de junho, levando em consideração o número de fãs que comparecem em suas apresentações. Avaliação: Como o site não foi hospedado, consequentemente não foi possível fazer esse cadastro e levantamento, também não foi autorizada a disponibilização desse cadastro em outras redes.3. Chat com os fãs pelo Twitter Os chats terão início em fevereiro, serão promovidas três sessões, com intervalos médios de quarenta e cinco dias. Durante cada sessão a cantora responderá perguntas e o desenvolvimento do “bate papo” seguirá de acordo com a participação dos fãs. Meta: Espera-se em média oitenta pessoas por sessão devido ao fluxo de recados que são postados em sua página no Facebook. Avaliação: A realização dessa ação foi atrelada ao curso de Media Training, pois a Camilla Faustino queria estar preparada, optando fazer primeiramente o curso. Como durante a data prevista para execução de ambas ações ela estava em Salvador cumprindo sua agenda, preferiu não realizar o chat à distância sozinha, por isso essa ação não pode ser executada.4. Divulgação de ações pelo Facebook O Facebook será utilizado como uma mídia facilitadora na divulgação das ações propostas nesse plano, conforme programação. Meta: Visa-se levar 35% de seus seguidores das redes sociais para o site e demais ações propostas nesse programa, até o encerramento do projeto. Avaliação: As divulgações ocorreram nos meses de dezembro e janeiro com o auxílio da assessoria de comunicação. Mas em fevereiro, com o fechamento do
  • 73. 70contrato com a Tear Produções esse acesso foi cancelado, sendo exclusivo danova empresa. A partir desse momento, nosso trabalho foi de apoio,aconselhando nos posts. A artista se dispôs a migrar as pessoas do perfil para aFanpage, para tanto postou mensagens incentivando seus fãs a “Curtir” suapágina (Anexo H), mas essa mudança só foi feita após o encerramento doprojeto. No entanto, o monitoramento somente pode ser realizado nos mesessupracitados em que ocorreu divulgação (Figuras 12 a 14).Para que pudesse ser traçado um comparativo de antes e durante assessoria decomunicação, foi emitido um relatório para os meses de outubro/11 enovembro/11, outro para dezembro/11 e um último para janeiro/12. Nos mesesde outubro/11 e novembro/11, o número de pessoas que clicaram em “Curtir”nas postagens foi de 6.143 pessoas, em “Amigos de fãs”, que são amigos depessoas que curtem a página da cantora, foram 1.686.187 visualizações, já em“Pessoas falando sobre isto” foram apenas 50 comentários nos dois meses e“Alcance total semanal”, que correspondem esses números supracitadosdivididos por semana, foram 1.245 pessoas que participaram direta ouindiretamente na Fanpage. No mês de dezembro/11 o total de “Curtir” foi de6.143 cliques, “Amigos de fãs” 1.720.823, “Pessoas falando sobre isto” 165 e“Alcance total semanal” foram 4.355. Em janeiro/12, último mês de assessoriadireta nas redes sociais, ainda obtivemos êxito, com relação aos meses deoutubro/11 e novembro/11, sendo, 6.255 o número de “Curtir”, 1.818.942 de“Amigos de fãs”, 64 “Pessoas falando sobre isto” e “Alcance total semanal”,aumento de 2.439 pessoas.Com os números apresentados, foi possível perceber que durante a execução daassessoria de comunicação digital, houve aumento significativo nos acessos naFanpage, que ultrapassaram os acessos dos dois meses anteriores ao iníciosomados.
  • 74. 71Figura 12 – Relatório geral Fanpage outubro e novembro 2011 Figura 13 – Relatório geral Fanpage dezembro 2011 Figura 14 – Relatório geral Fanpage janeiro 2012
  • 75. 72Recursos Humanos e Financeiros Valor Valor Ação Descrição Quantidade Observações unitário total Criação do Ações desse site programa: serão Designer necessárias 01 R$360,00 R$360,00 gráfico pessoas de fora daOficialização assessoria de do fã-clube comunicação. Manutenção do Assessores 03 R$00,00 R$00,00 site TOTAL R$ 360,00 Tabela 1 – Recursos humanos programa Camilla.comCronograma Meses Ação Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun CriaçãoCriação do Site Entrega Início cadastroOficialização do fã-clube Mensuração 01ª ediçãoChat com fã pelo Twitter 02ª edição 03ª ediçãoDivulgação pelo Facebook Todas Tabela 2 – Cronograma programa Camilla.com · Sala de imprensa Atualmente a assessorada não possui meios de obter mídia espontânea, o quepara todos os artistas é essencial, pois esse trabalho promove visibilidade à sua imagem.Com isso, serão elaboradas sugestões de pauta para a imprensa sobre eventos e,eventuais ações sociais que a Camilla participar. Com o intuito de oferecer segurança durante as entrevistas e abordagens em suasapresentações, será ministrado um curso de media training, para evitar possíveis gafesque possam prejudicar sua imagem.
  • 76. 73Objetivo Geral Maximizar as redes de divulgação da marca Camilla Faustino.Objetivos específicos · Obter mídia espontânea · Preparar a artista para entrevistasAções 1. Envio de releases digitais Primeiramente, será elaborado mailing list contendo contatos de jornalistas que atuam na área cultural no estado de Goiás. De acordo com o perfil do evento, serão enviadas sugestões de pauta digitais para esses contatos. Esses releases serão elaborados de forma atrativa, terão links que auxiliarão os jornalistas a terem acesso a informações extras acerca do assunto. Meta: Busca-se a publicação de três sugestões de pauta até o final do projeto com a ação “Envio de releases digitais”, esse número foi delimitado devido a cantora não possuir uma agenda constante de shows e não ser renomada. Avaliação: Já no primeiro mês, dezembro/11, a meta foi atingida, com publicações feitas nos jornais Diário da Manhã, O Popular e Rádio Jornal 820 AM, tendo em vista que o release foi escrito pela equipe de assessores (Apêndice A), porém foram enviados às mídias pela empresária da cantora, conforme solicitado pela mesma. No mês seguinte, houve mais três publicações, quais os textos partiram da página do Bolshoi Pub, casa de shows que até então Camilla se apresentava, mas que para fosse cumprida uma das funções de assessores, foram anexados ao clipping (Apêndice C). 2. Curso de Media training Por se tratar de um curso, serão passadas informações básicas sobre postura em entrevistas, roupas e maquiagens adequadas para cada ocasião, além de uma simulação de entrevista, com a professora e orientadora Lorena Covem.
  • 77. 74 Meta: Será realizada uma simulação antes do curso de media training para que ela possa ser avaliada em entrevistas, diante do resultado obtido na primeira, estipularemos uma nota 20% melhor ou até chegar a 100% de aproveitamento. Avaliação: Houve três adiamentos num período de 45 dias, não só por incompatibilidade de agenda, mas também por problemas de saúde ocorridos com a cantora e a instrutora, porém o curso já estava preparado e o material impresso (Anexo I).Recursos Humanos e Financeiros Valor Ação Descrição Quantidade Valor total Observações unitárioCurso de media Será oferecidotraining Instrutora 01 R$ 230,00 R$ 230,00 pela professora Lorena Covem.Envio de releasesdigitais e Curso Assessores 03 R$00,00 R$00,00 Alunos RPde media training TOTAL R$ 230,00 Tabela 3 – Recursos humanos programa Sala de imprensa Materiais e Financeiros Valor Ação Descrição Quantidade Valor total Observações unitárioCurso de Material media 01 R$ 20,00 R$ 20,00 Material impresso didáticotraining TOTAL R$ 20,00 Tabela 4 – Recursos materiais programa Sala de imprensa Físicos e Financeiros Valor Valor Ação Descrição Quantidade Observações unitário totalCurso de Sala da Fasam. Sala 01 R$ 400,00 R$ 400,00media training (Por período) TOTAL R$ 400,00 Tabela 5 – Recursos físicos programa Sala de imprensa
  • 78. 75Cronograma Meses Ação Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun Envio de releases Envio Curso de media training Curso Tabela 6 – Cronograma programa Sala de imprensa · Identificando As divulgações das apresentações da Camilla não possuem um padrão deidentidade visual durante sua veiculação, que por sua vez, acaba descaracterizando suaimagem perante seus públicos. Logo, esse projeto visa padronizar o que estiverrelacionado com sua marca. Será elaborado um cartão de visita eletrônico, que facilitará o envio aosinteressados em contratá-la.Objetivo Geral Uniformizar a identidade visual Camilla Faustino.Objetivos específicos · Estabelecer um padrão na veiculação de sua marca; · Facilitar as ações de divulgação via meio eletrônico.Ações 1. Criar identidade visual (logotipo) A criação da identidade se dará através da padronização da cor e estilo da fonte que caracterizam seu estilo musical, dos símbolos flor e chapéu de sambista que a cantora costuma usar em suas apresentações, o que de certa forma, remete sua imagem. Meta: Com a logomarca pretende-se atingir o percentual de 100% de utilização desses símbolos que remetem sua imagem, no prazo de sessenta dias. Vale
  • 79. 76 ressaltar que todo material de divulgação ou contratação que partir da equipe Camilla Faustino conterá sua logo. Avaliação: Após a apresentação da ação de criar uma logomarca, a própria Camilla esboçou um modelo, o qual não condizia com o perfil profissional e disse que não estaria aberta para outras sugestões, pois a que a cantora queria foi desenhada pela própria e segundo ela, expressava sua personalidade. Em reunião, que aconteceram no mesmo dia da definição dos detalhes do site, foram apresentadas adaptações na proposta dela que foram aceitas e postas em prática. Camilla e sua mãe apresentaram uma logomarca com as cores da bandeira e apenas a imagem de coração formada pelas inicias do nome Camilla Faustino, então foi sugerido que a cor fosse adaptada e que fosse acrescentado o nome da artista, pois como sua marca ainda não é forte no mercado, poderia não ser compreendida pelo público que ainda não a conhece. A partir de março de 2012, todas as produções de materiais oficiais passaram a levar esta logomarca (Figura 15). Figura 15 - Logomarca2. Cartão de visita eletrônico Esse contato será criado de acordo com a identidade estabelecida no item anterior. Será um cartão de visita virtual, em várias extensões para facilitar o envio aos interessados. Os principais formatos serão HTML, para e-mail e mídias digitais; JPEG, pois facilita o armazenamento em dispositivos móveis e transferência via Bluetooth.
  • 80. 77 Meta: Com a logomarca e o cartão de visita eletrônico criados, pretende-se atingir o percentual de 100% de utilização. Avaliação: Após a criação da logomarca, foi desenvolvido o cartão de visitas (Figura 16), que foi encaminhado à equipe da cantora para que seu uso fosse iniciado assim que necessitassem. Figura 16 – Cartão de visitaRecursos Humanos e Financeiros Valor Valor Ação Descrição Quantidade Observações unitário totalIdentidade visuale Cartão de Assessores 03 R$00,00 R$00,00 Alunos RPvisita TOTAL R$ 00,00 Tabela 7 – Recursos humanos programa Identificando Materiais e Financeiros Valor Ação Descrição Quantidade Valor total Observações unitárioIdentidadevisual DesignCartão de 01 R$ 2.000,00 R$ 2.000,00 - gráficovisitaeletrônico TOTAL R$ 2.000,00 Tabela 8 – Recursos materiais programa Identificando
  • 81. 78Cronograma Meses Ação Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun Identidade visual Criação Divulgação Cartão de visita eletrônico Criação Envios Tabela 9 – Cronograma programa Identificando · Parceiros amigos Os patrocínios serão estabelecidos como uma troca, em que a cantora veicula suaimagem aos produtos/serviços e recebe investimentos. Tendo em vista que CamillaFaustino é uma artista que a popularidade está em ascensão, a qual não possui verbasnecessárias para promover ações que beneficiem sua carreira.Objetivo Geral Estabelecer parcerias que possibilite êxito das ações.Objetivos específicos · Aumentar a quantidade de patrocinadores; · Manter patrocínios existentes.Ações 1. Cota de patrocínio Com o contrato firmado, o patrocinador terá os seguintes direitos: · Disponibilização de sua marca no site da cantora; · Citação nas mídias digitais; · Ao término de cada vídeo postado na internet, pela assessoria de comunicação. Meta: Busca-se manter o patrocínio atual que ela possui, da Saloo Boutique, e conquistar mais dois até o mês de abril. Entretanto, havendo necessidade de
  • 82. 79 novos patrocínios, a equipe de assessoria de comunicação se encarregará de captá-los. Avaliação: Durante o mês de dezembro/11 e janeiro/12 foram captados mais dois patrocinadores, sendo a Su Beaty (maquiagem e cabelo) e Touch (relógios), nas quais entraram em contato direto com a, até então, empresária da cantora, e a Saloo Boutique (roupas, acessórios e calçados) foi mantida. Mas no mês de abril o contrato com a Touch foi cancelado. Com todas as empresas patrocinadoras foram estabelecidas a cota de patrocínio proposta, com exceção do último tópico (ao término de cada vídeo postado na internet, pela assessoria de comunicação), pois os vídeos postados na internet eram produzidos pelo público presente nos shows.2. Relatório Ele será elaborado mensalmente pela equipe de assessoria de comunicação, com o intuito de manter seus patrocinadores informados sobre os eventos em que sua marca é divulgada. Meta: Emitir um relatório no quinto mês, com início em dezembro/11 e término em maio/12. Avaliação: Conforme mostram os gráficos (Figuras 17 a 19) durante o mês de dezembro foram divulgados dois patrocinadores, Saloo Boutique e Su Beauty. Nos posts em que a primeira marca é mostrada houve 412 visualizações, entre curtidas e comentários, a segunda com 186. Em janeiro a situação foi um pouco diferente, pois dois novos produtos foram divulgados, a Saloo teve 292, o blog 24 e a Touch Watches 22 contatos com os fãs. Em fevereiro tivemos um post que rendeu 9 visualizações da marca Su Beauty e em março 55 com a Saloo Boutique. A Fanpage foi gradativamente deixada de lado assim que foi assinado o contrato com a Tear Produções, momento em que outros meios de divulgação começaram a ser utilizados, e em seus posts não foram divulgados patrocinadores.
  • 83. 80 Figura 17 – Relatório patrocinadores curtidasFigura 18 – Relatório patrocinadores comentários
  • 84. 81 Figura 19 – Relatório patrocinadores geral 3. Encerramento de vídeos com logomarca dos patrocinadores Todos os vídeos postados no Youtube conterão os devidos créditos. Meta: 100% dos vídeos produzidos pela equipe levarão as logos. Avaliação: Como a cantora perdeu a senha do seu canal no Youtube e preferiu não criar outro, não foram postados vídeos na internet pelos assessores, todos os vídeos recentes disponíveis na internet foram gravados pelo público presente em suas apresentações.Recursos Humanos e Financeiros Valor Ação Descrição Quantidade Valor total Observações unitárioCota depatrocínio,Relatório e Assessores 03 R$00,00 R$00,00 Alunos RPEncerramento devídeos. TOTAL R$ 00,00 Tabela 10 – Recursos humanos programa Parceiros amigos
  • 85. 82 Materiais e Financeiros Valor Valor Ação Descrição Quantidade Observações unitário total Cópias para cada patrocinador e um Relatório Impressão 04 R$ 10,00 R$ 40,00 para empresária da Camilla TOTAL R$ 277,89 Tabela 11 – Recursos materiais programa Parceiros amigos Cronograma Meses Ação Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun Distribuição deCota de patrocínio propostasRelatório ImpressãoEncerramento de vídeos com Edição dos vídeoslogomarca dos patrocinadores Tabela 12 – Cronograma programa Parceiros amigos · Camilla e você! Embora exista um excelente relacionamento entre a cantora e seus públicos, esses contatos ainda não contam com um planejamento estratégico. O presente plano é voltado para assessoria digital, no entanto, foi detectada a necessidade de estabelecer uma aproximação física entre eles, pois há uma carência, principalmente, por parte dos fãs, que ainda não contam com a chance de compartilhar um momento com ela fora dos palcos. Diante disso, propusemos ações voltadas para o ambiente real de relacionamento. Objetivo Geral Fortalecer o relacionamento da profissional com seus públicos.
  • 86. 83Objetivos específicos · Fidelizar fãs; · Proporcionar um momento de interação.Ações 1. Brunch para o fã-clube Consiste na promoção de dois encontros entre a Camilla Faustino e dez fãs, com duração de duas horas cada um. Os participantes serão escolhidos por meio de sorteio, que serão realizados pelo site sorteie.me, para concorrer ao brunch, o fã deverá estar cadastrado até o dia 31 de março de 2012. Os eventos irão ocorrer no salão de festas do Condomínio Dell Vedere Dòr. Meta: Até a realização do primeiro evento “Brunch para o fã-clube”, almejamos ter duzentas pessoas cadastradas concorrendo à participação, para a segunda edição a prospecção é de quatrocentos inscritos. Avaliação: O sorteio dos participantes do primeiro evento estava previsto para fevereiro/12 e sua realização seria em março/12, mas nessas datas a cantora já estava em Salvador. Essa ação já estava planejada, mas não foi realizada. Dados do evento: Nome do evento: Brunch com fãs Data do evento: Março Dia da semana: sábado Horário: 10 horas Duração do evento: Aproximadamente 2 horas Local/ Endereço/ Bairro: Salão de festas do Edifício Dell Vedere Dòr Realização/ Responsável: Assessoria de comunicação e Suely Faustino Fone/ e-mail: 62.91919611 / asscomcf@gmail.com Objetivo: Fidelizar os fãs e promover integração com os fãs do fã-clube.
  • 87. 84Público-alvo e número aproximado de pessoas: Fãs cadastrados no fã-clube, serão 10 participantes sorteados.Programação do evento (roteiro): 07h: Montagem do local 09h30: Entrega da identificação dos participantes 10h: Camilla recepciona os fãs 10h30: Abertura do Brunch 11h: Mini apresentação acústica de Camilla 11h30: Distribuição das lembranças e fotos 12h: EncerramentoPatrocínio/ Apoio/ Parcerias (nome das empresas): Padaria a definirItens de obrigação do solicitante: 1. Reserva do local onde ocorrerá o evento 2. Mobilização da comunidade local 3. Fornecer estrutura básica (operador de som, microfone, palco, mesa)Funções da equipe do cerimonial 1. Auxiliar na organização do evento 2. Receber quitutes 3. Organizar a mesa 4. Roteiro do evento 5. Identificação dos participantes 6. Fotografias 7. Músicas 8. Dispor de lugar especial para fotos 9. Atuação como cerimonialistasObservações:A reserva estará confirmada de acordo com a disponibilidade da agenda da
  • 88. 85 Camilla e condomínio. O relatório pós-evento deverá ser entregue até 10 dias depois do evento para a equipe CF e orientadora do projeto. O segundo encontro seguirá o mesmo roteiro, só sofrerá alterações caso se constate a necessidade no decorrer do primeiro evento. Quadro 7 - Planejamento Brunch 2. Sorteio de cortesias e visita no camarim para fã-clube Utilizando as redes sociais, Twitter e sua Fanpage no Facebook, será estimulada a participação de seguidores que estão cadastrados no fã-clube, através de sorteios de cortesias para seus shows em Goiânia. Essa participação se dará duas maneiras: · Por meio de “retweets”, “curtir” a página do evento e elaboração de frases que envolvem Camilla Faustino, fã e contratante. · Montagem de uma foto pessoal contendo flor ou chapéu de sambista, marcando com o link para Fanpage no Facebook. Meta: Cem pessoas concorrendo. Avaliação: Durante o período de execução do projeto a cantora fez apresentações, porém os contratantes não disponibilizaram cortesias.Recursos Humanos e Financeiros Valor Ação Descrição Quantidade Valor total Observações unitárioBrunch para fã-clube e Sorteio de Assessores 03 R$00,00 R$00,00 Alunos RPcortesias e visitasao camarim TOTAL R$ 230,00 Tabela 13 – Recursos humanos programa Camilla e você!
  • 89. 86 Materiais e Financeiros Valor Valor Ação Descrição Quantidade Observações unitário total Della Panificadora. Quitandas 30 R$ 0,66 R$ 19,80 Serão oferecidas três variedades de quitandas Della Panificadora. 01º Salgadinhos 70 R$ 0,38 R$ 26,60 Serão oferecidas cinco Brunch variedades de salgadospara o fã- Refrigerante 02 R$ 3,50 R$ 7,00 Dois sabores clube Suco 02 R$ 3,30 R$ 6,60 Dois sabores Frutas da estação, três Frutas 03 R$ 10,00 R$ 10,00 variedades Serão servidos como Pão-de-mel 15 R$ 1,50 R$ 22,50 lembrancinhas Pão de 1 R$ 14,50 R$ 14,50 metro Della Panificadora. Salgadinhos 70 R$ 0,38 R$ 26,60 Serão oferecidas cinco 02º variedades de salgados Brunch Refrigerante 02 R$ 3,50 R$ 7,00 Dois saborespara o fã- Suco 02 R$ 3,30 R$ 6,60 Dois sabores clube Frutas da estação, três Frutas 03 R$ 10,00 R$ 10,00 variedades Serão servidos como Pão-de-mel 15 R$ 1,50 R$ 22,50 lembrancinhasSorteiode Computador 01 R$ 00,00 R$ 00,00 Recursos já adquiridoscortesias no programae visitasno Internet 01 R$ 00,00 R$ 00,00 Camilla.comcamarimTOTAL R$ 179,70 Tabela 14 – Recursos materiais programa Camilla e você! Físicos e Financeiros Valor Valor Ação Descrição Quantidade Observações unitário totalBrunch para o fã- Já possui Espaço 01 R$ 00,00 R$ 00,00clube TOTAL R$ 00,00 Tabela 15 – Recursos físicos programa Camilla e você!
  • 90. 87Cronograma Meses Ação Etapa Jan Fev Mar Abr Mai Jun Sorteio01º Brunch para o fã-clube Evento Sorteio02º Brunch para o fã-clube EventoSorteio de cortesias e visitas ao Sorteiocamarim Tabela 16 – Cronograma programa Camilla e você!6.3. Relatório da avaliação O projeto começou a ser posto em prática em dezembro/12, com a estratégiaCamilla.com: ação Divulgação de ações pelo Facebook, qual foi feita a manutenção econstante monitoramento de postagens e respostas dos seguidores; e Sala de imprensa:ação Envio de releases, no primeiro mês já foi atingida a meta proposta, compublicações que levavam o texto escrito pela equipe de assessoria. Em Janeiro/12, deu-se continuidade à essas ações e a primeira foi a estratégiaParceiros amigos: ação Cota para patrocinadores, nessa os patrocinadores adotaram acota proposta por meio do projeto. Já em fevereiro/12 iniciou-se a ação Criação do site, da estratégia Camilla.com,com a definição de layout e prestador de serviços. Em março/12 as ações Criação delogomarca e Cartão de visita, da estratégia Identificando, foram concluídas. Por fim, emabril/12 fizemos o relatório proposto pela estratégia Parceiros amigos, mas que não foienviado para aos interessados. As demais ações propostas não foram realizadas por indisponibilidade da artista,pois em fevereiro/12, foi contratada pela empresa Tear Produções, que a partir de entãopassou a agenciá-la, como a empresa está localizada em Salvador – BA e sua agenda deshows foi preenchida para a mesma região, foi necessário sua mudança para esse estado.Mas o encerramento do projeto antes do período previsto, em abril/12, se deu porsolicitação da Tear Produções, justificando que tudo o que diz respeito a carreira decantora, a partir de então, seria responsabilidade da empresa.
  • 91. 88
  • 92. 89 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesse trabalho, foi proposto elaborar um projeto de assessoria de comunicaçãodigital para a cantora Camilla Faustino, cujas ações estavam basicamente voltadas parao cenário virtual e tinham o propósito de posicionar, divulgar e, consequentemente,fortalecer a imagem da assessorada. Com esse objetivo em mente, foi elaborado umprograma de Relações Públicas que permitisse um feedback quantitativo, no sentido emque se teria acesso às métricas de cada rede social que seria utilizada, possibilitandoregistro de todo o processo e orientando para possíveis adaptações, potencializando osresultados esperados. Apesar dos contratempos, que não permitiram a execução total do projeto, pode-se considerar que a experiência foi positiva, pois ela permitirá embasamento por todacarreira profissional, tendo em vista que foram rompidos limites, acrescentandoaprendizado de como lidar com clientes e pessoas envolvidas em todo o processocomunicacional, além de possibilitar a compreensão de como funciona o mercado detrabalho e a realidade de um plano de comunicação, com seus êxitos, adaptações einsucessos. Outro ponto alcançado foi o conhecimento desse novo campo de atuação, nocenário digital, onde o profissional de Relações Públicas usa sua visão estratégica dacomunicação para alcançar seus objetivos nas ações, as novas ferramentas que eledispõe e as oportunidades que se pode conquistar, pois é um mercado em ascensão quesofre a carência de profissionais que entendam todo o seu potencial.
  • 93. 90 REFERÊNCIASAFONSO, Sabrina Fittipaldi. A importância do profissional de Relações Públicas parao planejamento estratégico da imagem organizacional, 2002. Disponível em: <http://www.rrpponline.com.br/manager/pub/arq/sa.pdf >. Acesso em: 06 set. 2011.AGUIAR, Sonia. Redes sociais e tecnologias digitais de informação e comunicação. Riode Janeiro. 2006. Disponível em:< http://www.nupef.org.br/sites/default/files/rel_nupef_redes_2006.pdf >. Acesso em: 31out. 2011.ALMEIDA, Ana Luisa C. Reputação organizacional: a importância de parâmetrospara seu gerenciamento. Organicom nº 2, ano 2, 1º semestre de 2005. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/departam/crp/cursos/posgrad/gestcorp/organicom/re_vista%202/analuisacalmeida.pdf >. Acesso em: 14 de set. 2011.ANDRADE, Candido Teobaldo de Souza. Para entender relações públicas. 4 ed. SãoPaulo: Loyola, 1993.ANDRADE, Candido Teobaldo de Souza e FORTES, Waldyr Gutierrez. RelaçõesPúblicas: O que não é e o que é!. 2011. Disponível em: < http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/teobaldodeandrade/teobaldo01/0267.pdf >. Acesso em: 29 deabr. 2012.BARCELLOS, Marco. Do Broadcast ao Socialcast: Como as redes sociais estãotransformando o mundo dos negócios. Revista Bites. Organização: Manoel Fernandes.Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=Do+Broadcast+ao+Socialcast%3A+Como+as+redes+sociais+est%C3%A3o+transformando+o+mundo+dos+neg%C3%B3cios.&source=web&cd=2&ved=0CCcQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.jornaltech.com.br%2Febook-gratuito-do-broadcast-ao-socialcast-como-as-redes-estao-transformando-o-mundo-dos-negocios%2F&ei=nzzxTt_lK4rFtgeE6YDQBg&usg=AFQjCNFAcJgpcsqpQCqoXqmoTosER2n39Q >. Acesso em 20 dez. 2011.BERNI, Mauro Tadeu. Gerenciamento de Marketing. São Paulo: IBRASA, 2002.BITENCOURT, Marta Moraes. As ponderações da Mafalda sobre a democracia ecidadania. Porto Alegre, 2007. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/LinguaEspanhola/Dissertacoes/4bitencourt_mafalda.pdf >. Acesso em: 29 ago. 2011.BUENO, Wilson da Costa. A personalização dos contatos com a mídia e a construçãoda imagem das organizações. Revista Organicom nº 2, ano 2, 1º semestre de 2005.
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  • 95. 92Abrapcorp 4 – Estudos do discurso, da imagem e da identidade organizacionais do IIIABRAPCORP, São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.abrapcorp.org.br/anais2009/pdf/GT4_Capitani.pdf >. Acesso em: 18 ago.2011.FARIAS, Luiz Alberto Beserra de. Comunicação organizacional: identidade e imagemcorporativas fortalecendo marca e produto. In: CONGRESSO BRASILEIRO DECIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 2002, Salvador. Anais... São Paulo: Intercom, 2002.Disponível em: <http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/18761/1/2002_NP5FARIAS.pdf >. Acesso em: 18 ago. de 2011.FASCIONI, Lígia. Método para definição da identidade corporativa. In_____.CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EMDESIGN, 8., 2008, São Paulo. Anais... São Paulo, AEND/Brasil, 2008. Disponível em: <http://www.ligiafascioni.com.br/wp-content/uploads/2010/08/IdentidadeGIIC.pdf >.Acesso em: 18 ago. 2011.FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas. Manual de assessoria de comunicaçãoimprensa 2007. 4 ed. Brasília: Revista e ampliada, 2007.FORTES, Waldyr Gutierrez. Relações públicas – processos, funções, tecnologia eestratégia. 2 ed. rev. e ampl. São Paulo: Summus, 2008.FREITAS, Sidinéia Gomes. Formação e desenvolvimento da opinião pública.Revista Comunicarte, Campinas, v. 2, n. 4, p. 177-184, segundo semestre, 1984.Disponível em: < http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/opiniaopublica/0017.htm>. Acesso em: 16 ago. 2011.GIMENES, Cleuza G. Cesca e CESCA, Wilson. Estratégias Empresariais Diante donovo consumidor Relações públicas e Aspectos Jurídicos. São Paulo: Summus, 2000.__________. Comunicação Dirigida Escrita na Empresa. 4 ed. São Paulo: Summus,2006.HIPÓLITO, Leandro. Diferença entre Redes Sociais e Mídias Sociais. São Paulo, 2010.Disponível em: <http://www.artigosecommerce.com.br/diferenca-entre-redes-sociais-e-midias-sociais/ >. Acesso em 24 out. 2011.KOPPLIN, Elisa e FARRARETTO, Artur Luis. Assessoria de imprensa: prática eteoria. 5 ed. São Paulo: Summus, 2009.KUNSCH, Margarida Maria K. Gestão das Relações Públicas na contemporaneidadee sua institucionalização profissional e acadêmica no Brasil. Revista Organicom, ano3, n. 5, 2º semestre de 2006. Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=o%20trabalho%20de%20rela%C3%A7%C3%B5es%20p%C3%BAblicas%20surgem%20com%20o%20intuito%20de%20construir%20a%20imagem%20p%C3%BAblica%20perante%20a%20opini%C3%A3o%20p%C3%BAblica%20de%20forma%20estrat%C3%A9gica&source=web&cd=3&ved=0CC4QFjAC&url=http%3A%2F%2Fwww.revistaorganicom.org.br%2Fsistema%2Findex.php%2F
  • 96. 93organicom%2Farticle%2Fdownload%2F70%2F203&ei=jd_wTv60BMKAgwfWpYWvAg&usg=AFQjCNH0DnjNsEhu5ffr2IGHdD0VJTZqZg >. Acesso em 20 de dez. 2011.___________. Obtendo resultados com relações públicas. 2. ed. Revisada. São Paulo:Pioneira Thomson Learning, 2006.___________. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. SãoPaulo: Summus, 2003.___________. Planejamento e gestão estratégica de Relações Públicas nasorganizações contemporâneas. Revista Análisi 34, São Paulo, p. 125 – 139, 2006.Disponível em: < http://ddd.uab.cat/pub/analisi/02112175n34p125.pdf >. Acesso em: 29ago. 2011.___________. Relações Públicas e modernidade – Novos paradigmas na comunicaçãoorganizacional. 2. ed. São Paulo: Summus, 1997.LOPES, Boanerges e VIEIRA, Roberto Fonseca. Jornalismo e relações públicas: ação ereação. Rio de Janeiro: Mauad, 2004.LOPES, Thiago Levenhagem; VASCONCELOS, André Luiz da Silva e SANTOS,Giorge Alexandre dos. Relações Públicas no ciberespaço: novos paradigmas derelacionamentos em um espaço de possibilidades infinitas. Universidade Estadual deLondrina, 2010. Disponível em < http://pt.scribd.com/doc/55547643/Relacoes-Publicas-no-Ciberespaco-Novos-paradigmas-de-relacionamentos-em-um-espaco-de-possibilidades-infinitas >. Acesso em: 20 dez. 2011.MACHADO, Jones; MÜLLER, Fabrise de Oliviera e BARICHELLO, Eugenia Marianoda Rocha. Estratégias contemporâneas de Relações Públicas em mídias digitais.Revista Anagrama. Ano 2. 2. ed. 2011. Disponível em: <http://www.usp.br/anagrama/Machado_midiasdigitaisRP.pdf >. Acesso em: 20 set. 2011.MORESCO, Marcielly Cristina e IKENO, Vanessa Leiko. As mídias sociais no processode gestão de relacionamentos corporativos. Paraná, 2001. Disponível em: <http://www.slideshare.net/Marcielly/as-mdias-sociais-no-processo-de-gesto-de-relacionamentos-corporativos-8259136 >. Acesso em: 18 de ago. 2011.MOURA C, Carolina Fumes de; FUSTINONI, Fernanda de Souza e HATAMURA,Gabriela Bérgamo. Relações Públicas Pessoais. Londrina, 2007. Disponível em: <http://www.portal-rp.com.br/projetosacademicos/conceituais01/0091.pdf >. Acesso em:31 ago. 2011.MOURA P., Cláudia Peixoto de. História das relações públicas: fragmentos damemória de uma área. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008.NEVES, Roberto de Castro. Crises empresariais com a opinião pública: Como evitá-las e administrá-las. Rio de Janeiro: Mauad, 2002.NÓS COMUNICAÇÃO. Ana Luisa. Ana Luisa Almeida avalia a reputação emtempos de ativismo anticorporativo. São Paulo, 01 de mar. 2010. Entrevista concedida à
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  • 99. 96 SITESCAPELLA, Rodrigo. Assessor de imprensa digital. Santa Catarina. 17 de jun. 2009.Disponível em: < http://www.mercadodecomunicacao.com.br/blog/2009/06/17/o-assessor-de-imprensa-digital/ >. Acesso em: 15 de ago. 2011.MÍDIAS DIGITAIS. Conceito Mídia Digital. 2008. Disponível em:< http://marketing.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=120&Itemid=104>. Acesso em: 08 ago. 2011.TULÃO, Felipe. Indústria da mídia atingirá US$2,2 trilhões em 2012. Bog M&Monline, 2008. Disponível em: <http://grupomm.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Industria_de_midia_atingira_USS_2_2_trilhoes_em_2012 >. Acesso em: 20 dez. 2011.
  • 100. 97 APÊNDICEAPÊNDICE A – Release Camilla Faustino Camilla Faustino é cantora nata desde os cinco anos de idade, ela vem seapresentando em eventos e points locais. Já conquistou vários concursos musicais, entreeles o programa Ídolos, exibido pela Rede Record, ficando entre os 80 finalistas dentremais de 25 mil inscritos. Alguns trabalhos apresentados pela cantora de MPB e Samba tiveram evidêncianacional, a exemplo a inauguração de um clube em Rio Verde – GO, que teve destaquena edição 789 da Revista Caras. Ela também foi convidada a participar da festa decoroação à Dona Canô Veloso Velloso, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, queacontece há mais de 50 anos. Na ocasião, Camilla cantou ao lado dos irmãos anfitriões,Jorge Vercillo e Flávio Venturini. Teve oportunidade de dividir o palco com outros grandes nomes do cenárionacional como Orlando Morais, Ricardo Leão, Belchior, Geraldo Azevedo, ArturMoreira Lima, Tibério Gaspar, Caravana do Raul Gil, Zezé di Camargo e Luciano eoutros. Por várias vezes a artista fez shows para grandes públicos e adquiriu vastaexperiência e presença de palco. Mas a cantora goianiense se esforça cada vez mais paraaprimorar-se e levar sempre em suas apresentações a força da música popular brasileira. Texto: Equipe CF
  • 101. 98APÊNDICE B – Fanpage Camilla Faustino (novo) Figura 20 – Informações Fanpage Camilla Faustino novoAPÊNDICE C – Clipping Figura 21 – Publicação Diário da manhã
  • 102. 99Figura 22 – Publicação Rádio Jornal 820 AM Figura 23 – Publicação O Popular
  • 103. 100 Figura 24 – Publicação site Curta MaisFigura 25 – Publicação página Bolshoi Pub
  • 104. 101Figura 26 – Publicação página Agito GoiâniaFigura 27 – Publicação página Bolshoi Pub
  • 105. 102 ANEXOSANEXO A - Perfil Camilla Faustino (antigo) Figura 28 – Perfil Camilla Faustino antigo (1) Figura 29 - Perfil Camilla Faustino antigo (2)
  • 106. 103ANEXO B – Fanpage Camilla Faustino Figura 30 – Fanpage Camilla Faustino antigo (1) Figura 31 – Fanpage Camilla Faustino antigo (2)
  • 107. 104ANEXO C – Perfil Camilla Faustino (novo) Figura 32 - Perfil Camilla Faustino novo (1) Figura 33 - Perfil Camilla Faustino novo (2)
  • 108. 105ANEXO D – Fanpage Camilla Fautino (novo) Figura 34 – Fanpage Camilla Faustino novo (mural)ANEXO E – Twitter Camilla Faustino Figura 35 – Twitter Camilla Faustino
  • 109. 106ANEXO F – Canal Youtube Camilla Faustino Figura 36 – Canal YoutubeANEXO G – Contrato site Figura 37 – Página 1 do contrato
  • 110. 107Figura 38 – Página 2 do contratoFigura 39 – Página 3 do contrato
  • 111. 108ANEXO H – Divulgação Fanpage Figura 40 – Divulgação FanpageANEXO I - Material curso Media Training Media Training Tudo começa com a palavra... O uso da palavra é instintivo. Desde o aprendizado da linguagem até acomunicação que se estabelece nos relacionamentos. A palavra é matéria-prima dospoetas, escritores e dramaturgos. Arma de convencimento dos líderes. Para osjornalistas palavra vira informação. Informação que movimenta mercados financeiros,decisões de governos, forma opinião pública, orienta a população. Para a informaçãochegar ao grande público há um caminho a ser percorrido. Começa por quem gera anotícia, que no jargão jornalístico chamamos de FONTE. O alcance da notícia... A imprensa é formadora de opinião. É através dos veículos de massa (orádio, a TV e os jornais) que as notícias chegam a milhões de pessoas. A rapidez comque a notícia circula transformou-a em grande instrumento da ação. Da ação política,social, cultural e econômica. Por isso, notícia deve fazer parte do dia-a-dia de qualquercidadão.
  • 112. 109 Os veículos hoje reproduzem notícia em tempo real. Em segundos, o queaconteceu em Brasília ou em cada canto do País é divulgado para o Brasil inteiro.Dependendo da informação, pode ter intervenção direta na vida do cidadão. Portanto,tudo é baseado em informação. Ela ajuda pessoas a tomar decisões. É a ligação entre apopulação, empresas, entidades de classe, governo, organizações. A informação faz asociedade girar. Mas o que é notícia? n Notícia é o relato de fatos ou acontecimentos atuais, de interessee importância para a comunidade, capaz de ser compreendido pelo público; n E quem decide se um assunto é notícia ou não, é o jornalista doveículo de comunicação e não o assessor de comunicação. O assessor consegueidentificar na empresa tudo aquilo que possa interessar ao público e, com isso tentargerar notícia na imprensa. n Um assunto, para interessar aos jornalistas e virar notícia, deveter pelo menos as seguintes características: · SER NOVIDADE – os veículos de comunicação priorizam temas inéditos. Ofato deve, de alguma maneira, apresentar atualidade. · SER DE INTERESSE PÚBLICO – o jornalista de um veículo decomunicação vai avaliar se um assunto é importante pelo grau de impacto que podecausar no público. É um critério subjetivo que pode ser medido pela qualidade eoportunidade das informações, mas deve estar ligado diretamente à audiência específicade cada veículo. E o que não é notícia? n Também é importante saber identificar o que não é notícia. Atentativa de chamar a atenção de jornalistas para assuntos que não lhe interessamresulta, a longo prazo, no desgaste do assessor de comunicação e no descrédito daempresa e de seu dirigente, dificultando a veiculação dos assuntos que realmente sãointeressantes. n Mais importante que a quantidade de notícias veiculadas sobreuma empresa, é o impacto que podem causar. Uma boa reportagem ou uma nota bemcolocada em uma coluna de jornal trazem mais repercussão para uma empresa, do que atentativa de veiculação de informações que interessam mais à empresa do que ao
  • 113. 110público. Como procurar a Imprensa? n Se o presidente e a diretoria de uma empresa consideram que umassunto pode despertar interesse e ter repercussão junto ao público ligado à área técnicaou à sociedade em geral, deve procurar o assessor de comunicação. n O assessor de comunicação é um profissional habilitado,tecnicamente preparado, e que mantém contato regular com as redações, conhecendo osjornalistas, editores e seus interesses. n Sabe os fluxos de produção e os horários de fechamento dascolunas e editorias. O contato do assessor de comunicação (que fala a mesmalinguagem) geralmente é feito no encaminhamento de sugestão de pauta, press release(por fax ou e-mail) ou por visita à redação. n O texto encaminhado pelo assessor de comunicação nem sempreé publicado, mas serve para informar o jornalista sobre o que está ocorrendo e,ocasionalmente, gera pauta a ser explorada. Se publicado, em geral, não o é na formaem que foi enviado, já que o release não é matéria acabada; n Se a empresa busca, cada vez mais, pautar a imprensa, tambémdeve estar disponível para atendê-la a qualquer hora, seja de dia ou a noite (no fim desemana ou em feriados). n O jornalista deve encontrar a empresa e sua diretoria sempredispostos a atender suas demandas. Este, com certeza, é um princípio básico para fazer acomunicação de maneira integrada e obter bons resultados. O funcionamento das redações: Prazos e fechamentos n Deve-se observar o ritmo da mídia. Horário e prazos não constituemapenas detalhes, mas peças essenciais no processo de produção jornalística. n Um jornal diário é feito em apenas 12 horas. Uma revistasemanal em mais ou menos quatro dias. Um noticiário de rádio e televisão em poucashoras. Uma informação para agências on line ou veículos na internet segue o ponteiroque marca os segundos; n O repórter obedece a rígidos prazos de apuração e edição, eSEMPRE TEM PRESSA. Portanto, a demanda dos veículos de comunicação é sempreurgente e prioritária. Principalmente quando o assunto é polêmico, negativo e
  • 114. 111merecedor de explicações; n Mas lembre-se: quanto mais eficiente for a comunicação entre aempresa e a imprensa, menor é a possibilidade de acontecerem erros e maiores chancesde a notícia ocupar um espaço destacado e qualificado. Os jornalistas gostam evalorizam fontes fidedignas, sérias e originais. A importância de um tratamento igualitário n Ao enviar um texto para divulgação nunca despreze um ou outroveículo por considerá-lo de menor importância. Além de perder a oportunidade decircular em um novo ambiente, o assessor e o assessorado perderão para sempre oespaço que um dia desprezou; n Outro ponto importante é não privilegiar veículos nacionais emdetrimento dos locais e regionais; n Importante: quando um assessor afirma que a informação éexclusiva, ele tem que ter certeza do que está falando para o jornalista de redação. Nadamais desagradável e antiético do que publicar uma nota ou uma história que foi passadacomo exclusiva, para depois descobrir que ela já saiu em outro lugar. Isso prejudica oassessorado e o assessor. Como atender ao jornalista? n O primeiro contato, em geral, é com o assessor de comunicação.Ele organizará o material de apoio, receberá o jornalista e buscará atender às suasnecessidades de informações e de materiais. Conhecedor da empresa, dos horários, daspessoas e dos assuntos, facilitará o trabalho do repórter. Além disso, orientará oentrevistado tecnicamente e previamente sobre o tema da reportagem. Assim, ojornalista falará com uma pessoa melhor informada; n Nessas ocasiões, deverá ser dado todo o apoio para que ojornalista possa realizar seu trabalho. Se for solicitado, é aconselhável permitir o uso defax, telefone ou computador, ceder fotografias e veículos para deslocamentos. Atendendo ao jornalista - APRENDER A SER FONTE n Assumir o papel de fonte significa experimentar oportunidades eriscos. No jornalismo, fonte é jargão profissional que significa pessoa (ou órgão)qualificada para fornecer informações úteis e confiáveis para a produção de matéria
  • 115. 112(notícia, reportagem, comentário etc). Ser procurado pelo jornalista constituioportunidade de conquistar a confiança do repórter e, por extensão, do veículo; n Não se pode confundir bom relacionamento profissional comamizade. Indiscrições em off (aquelas situações nas quais a fonte pede sigilo e solicitanão divulgar o nome), confidências e intrigas de bastidores podem muito bem ser amanchete do dia seguinte. Prepare-se para a entrevista n Nunca deixe de atender ao jornalista. A empresa deve considerarsempre a entrevista como uma boa oportunidade de apresentar seu trabalho à sociedade; n O entrevistado deve apresentar adequadamente as informações deque dispõe. Se o repórter compreender perfeitamente o assunto abordado peloentrevistado, poderá retransmiti-lo sem erros; n Se o entrevistado se preparar para a entrevista, também diminuias chances de erro, o que contribuirá para que sua exposição seja perfeitamenteentendida; n Não exija do repórter conhecimento prévio sobre o assunto daentrevista. Lembre-se que o jornalista é, na maioria dos casos, um generalista e usa seureferencial pessoal e conhecimentos para avaliar o assunto como notícia. Por isso não sesurpreenda se tiver que responder perguntas que lhe pareçam óbvias; n O ideal é, antes da entrevista, dar em poucas palavras umpanorama sobre o assunto, mostrando sua importância e ressaltando o que existe denovidade; n Algumas palavras ajudam a chamar a atenção para o assunto. Porexemplo: INÉDITO, INVESTIMENTO, LANÇAMENTO, NOVO, AUMENTO DEPRODUTIVIDADE, AUMENTO DE LUCRO, NOVA OPÇÃO, ALERTA; n O assessor de comunicação deve repassar para o assessoradotodas as informações técnicas sobre o veículo e sobre o assunto para o qual seráconcedida a entrevista. O jornalista chegou n Antes de receber o jornalista, verifique o estado da vestimentaque está usando. Se for necessário mantenha roupas extras bem passadas no escritório.Atente também para os cabelos. Eles devem estar bem aparados e penteados. Atente
  • 116. 113ainda para seu rosto. Verifique se a sua pele não está oleosa. Se constatar oleosidade,lave bem o rosto. Pele oleosa reflete um brilho indesejável, principalmente para ascâmeras de tv; n O relacionamento com a imprensa pode ser prejudicado por ummau atendimento. O jornalista tende a voltar à fonte que deu boas informações. Se oprimeiro contato não foi bom, dificilmente o entrevistado voltará a ser procurado. Se ojornalista não tiver suas expectativas atendidas ou o assunto não ficar claro, o espaçoobtido no veículo de comunicação será menor, as informações poderão sair truncadas ounada será veiculado; n Evite dizer que possui pouco tempo para a entrevista. Procuredispor do tempo necessário para o pleno atendimento das informações por parte dorepórter. A assessoria de comunicação procura trabalhar com entrevistas agendadas.Mas, entrevistas de última hora sempre acontecem. Então, seja maleável; n Coloque o jornalista à vontade; n O que interessa para a empresa, nem sempre interessa ao veículode comunicação. Responda naturalmente às perguntas e nunca fale “ditando” o texto, anão ser que isso seja solicitado; n É bom rascunhar um roteiro para não esquecer as informaçõesimportantes e analisar a melhor linha de pensamento a ser adotada; n Evite termos técnicos, mas, se não houver outra solução,explique-os e dê o nome popular. Lembre-se de que você provavelmente vai secomunicar com um público não especializado. Procure falar para o público menosinformado e todos vão compreendê-lo. Use vocabulário que as pessoas conheçam.Linguagem rebuscada não significa conhecimento. n Procure sempre relacionar seu trabalho com a realidade daspessoas que podem dele se beneficiar, agora ou no futuro. Dê exemplos. Façacomparações. Mostre o impacto da novidade e como vai modificar a realidade. Éimportante falar sobre as qualidades e as vantagens econômicas e sociais e dizer o que opúblico-alvo e a sociedade vão ganhar com ela; n Evite dizer: “eu faço…; meu trabalho…; minha proposta…”.Procure destacar o trabalho coletivo: “Nossa intenção…; nossa equipe…; nossadiretoria”. Não esqueça também de citar as entidades parceiras nos assuntos em pautaou nos projetos; n Evite criar falsas expectativas. Elas podem gerar sensacionalismo
  • 117. 114por parte dos veículos de comunicação e induzir a erros; n Evite evasiva. Se não souber, diga. Se tiver dúvidas, revele. Sesurgir assunto de especialidade de um colega, procure colocá-lo em contato com ojornalista. Mas caso você saiba a resposta, não há porque não responder. n Se por acaso o repórter fizer perguntas difíceis de responder,coloque-se à disposição para buscar as informações solicitadas. Importante: estejapreparado para perguntas agressivas e, às vezes, até indiscretas; n Se determinada informação ou texto pelo qual o jornalista tenhase interessado não está à disposição, combine de enviá-lo por fax, e-mail ou entregá-loem mãos. Procure remeter o material de fácil compreensão para um leigo. Não seesqueça que os veículos de comunicação têm prazo rígido de fechamento. É importanteque esse material chegue no horário e dia combinados; n Devido a problemas de tempo ou distância, é comum o repórterter dificuldades de se deslocar para realizar a entrevista. Assim, ele pode optar porrealizá-la por telefone. O entrevistado não está sendo desprestigiado e por isso deveprocurar atendê-lo; n Não irrite se o jornalista repetir perguntas ou retomar um assunto.Provavelmente ele não entendeu uma explicação ou quer mais detalhes. É melhorexplicar novamente do que serem veiculadas informações erradas; n Fale apenas o que pode ser divulgado. Regra geral: se algo nãodeve ser divulgado ou pode ser mal interpretado, não o diga. Caso você não possa falarsobre um assunto, explique o motivo. O recurso do off, ou seja, dar uma informaçãocombinando com o jornalista que não a publique ou publique sem citar a fonte, não érecomendável, mas a decisão é do entrevistado; n Nunca peça para ler o texto antes de ser publicado, muito menosas anotações. O jornalista verá o gesto como falta de confiança e provavelmente não oatenderá. É responsabilidade do entrevistado esclarecer suficientemente bem ojornalista. n Muitas vezes a fonte credenciada e apta a abordar determinadotema atende a imprensa, presta as informações necessárias, mas no dia seguinte, ésurpreendida por uma matéria jornalística negativa ou com interpretações inteiramenteequivocadas. As declarações foram editadas fora do contexto, as informações estãodistorcidas, há erros primários e o teor é totalmente desfavorável. Isso significa umtrauma para a fonte por não ter contribuído para o noticiário positivo da empresa, além
  • 118. 115de sofrer um desgaste interno, estando exposto a ironias e críticas de colegas esuperiores; n Nessas situações, duas atitudes são essenciais: a empresa precisaacolher a fonte e absorver o episódio como parte dos riscos operacionais inerentes aorelacionamento com a imprensa. E a fonte, por sua vez, precisa de maturidade ecapacidade de segurar a vontade de “dar o troco”. O caminho a ser percorrido é entrarem contato com a assessoria de comunicação e procurar correções junto ao jornalista ouveículo. O importante é evitar seqüelas do trauma. A edição final está totalmente fora docontrole da fonte, do assessor ou da empresa. Para a empresa, a lição deixada por essesepisódios é a de que vale a pena preservar a fonte. Não se pode culpar executivos outécnicos por erros ou deslizes cometidos pela imprensa; n Dê condições de trabalho ao fotógrafo ou cinegrafista. Umareportagem com bom visual atrai muito mais. Por isso, prepare o ambiente sem que seperca a naturalidade. Mas, retire previamente do local o material que não pode ou nãonecessita aparecer; n Enquanto o fotógrafo fizer seu trabalho, fique à vontade,conversando normalmente. Olhe para a câmera apenas se for solicitado. Hoje, não seusa mais foto “posada”, e sim fotos em movimento. Por isso, a dica é agir com amáxima naturalidade; n Tome bastante cuidado ao oferecer brindes para o jornalista. Nãoconfie que vai conquistar o jornalista com bonés, camisetas, agendas e canetas. A ofertade brindes pode ser simpática, mas as circunstâncias devem ser analisadas. Geralmente,o mais adequado é oferecer algo de menor valor (até U$ 20) e que contenha a logomarcada empresa. Mas, consulte previamente, se o veículo de comunicação para o qual ojornalista presta serviço permite o recebimento de brindes. Se a resposta for negativa,não insista. Cada veículo adota a sua própria política em relação ao recebimento debrindes. Após a entrevista n Não espere que o jornalista redija o texto exatamente como vocêplanejou. O importante é que não haja erro de conteúdo; n Caso tenham sido divulgadas informações equivocadas, antes dequalquer providência, analise as possíveis repercussões. Em geral, superestimamos seuimpacto. Procure sempre a assessoria de comunicação;
  • 119. 116 n Não fique decepcionado se depois de todo o trabalho, areportagem não for veiculada. Muitas vezes, por vários motivos, inclusive comerciais,uma boa pauta pode ser cancelada. Como conceder entrevista para rádio? n O rádio tem um grande efeito multiplicador de informação, estáao alcance da maioria da população e atinge regiões mais afastadas dos centros urbanos. n O rádio, ao mesmo tempo em que possibilita maior explicação eanálise, facilita a descontração do ouvinte, que geralmente está envolvido com outrastarefas. O programa e o entrevistado é que têm que mantê-lo interessado. n Ao falar, adote o ponto de vista do público e leve emconsideração o nível de conhecimento que ele possui sobre o assunto. Mostre como ainformação tem relação com o ouvinte. Se ele não perceber como o assunto o afeta,provavelmente perderá o interesse; n Use palavras acessíveis e em forma direta, seja sintético, mas não tenhapressa, fale calmamente como se estivesse conversando com um amigo. O ouvinte temque compreender o que você diz. Seja exageradamente simples, pronuncie as palavrascorretamente, articule ideias coerentes (começo, meio e fim) e seja certeiro (Semrodeios). n Arredonde cifras e números, fica mais fácil compreender, massempre utilize o mesmo número para todos os veículos para não gerar confusão; n Se não entender a pergunta, peça para ser repetida; n No final, se possível, use uma frase que sintetize a ideia principalque foi transmitida; n Evite iniciar a resposta a uma pergunta com: “repetindo o quevocê disse…”, “como já falei…”, “não ficou bem claro…”, “acho que você nãoentendeu…”; n Antes de iniciar uma entrevista por telefone, o assessorado devesaber se a reportagem será gravada ou será ao vivo. Se for gravação, informe-se sobre odia e horário em que será veiculada para utilizar os termos adequados. É bom sabertambém o tempo disponível para a entrevista, a fim de que as ideias possam ser maisbem organizadas; n Se for ao vivo, não esqueça de perguntar também o nome doprograma e do entrevistador. No final, não esquecer de agradecer ao entrevistador a sua
  • 120. 117participação, colocando-se sempre à disposição do programa; n Seja simpático e agradável, mesmo que não esteja gostando dacondução da entrevista. Como conceder entrevista para televisão? n Na televisão, o estímulo principal é visual e por isso é importanteque haja boas imagens; n Também é difícil aprofundar um assunto, pois as matérias, emgeral, costumam ser curtas, com no máximo 90 segundos, exceto em programasespecializados; n As entrevistas servem mais para despertar o interesse, transmitirorientações básicas e estimular a busca de outras informações; n Se a entrevista for na sede do veículo de comunicação, chegue 10ou 15 minutos antes. Vá sempre acompanhado do assessor de comunicação; n Se a entrevista for na sede da empresa, leve a equipe dereportagem para uma sala mais isolada de barulhos; n Fale pausadamente, como se estivesse em uma conversa informale não se esqueça de “pontuar” as frases. Isso é importante não só para a compreensão dotelespectador, mas também, para facilitar a edição da entrevista; n Evite ler ou decorar um texto. Isso prejudica a comunicação pelaperda da naturalidade e mais atrapalha do que ajuda o entrevistado. n Vista-se com sobriedade. Nunca use roupas brilhantes, comlistras, com xadrez ou excessivamente chamativas (muito estampadas ou coloridas). n As roupas escuras impõem mais seriedade e maturidade;enquanto as mais claras insinuam transparência, leveza e participação. Avalie o quequer alcançar. Na dúvida, opte por tons neutros como o cinza, bege, marrom, preto,azul escuro. Cuidado com roupas grandes ou apertadas demais; n Mulheres: cuidado com roupas extravagantes, decotes, coresfortes e apertadas. Com roupas brancas o cuidado deve ser ainda maior. Cuidado comcabelos e unhas. Devem estar sempre bem tratados. Não exagere nos penteados ouroupas para entrevista; n As informações têm que chamar atenção e não sua aparência. Suapostura deve ser natural. Mas nunca use acessórios que destaquem demais, comobrincos e relógios muito grandes e cintilantes, óculos escuros ou jóias em excesso. As
  • 121. 118câmaras reproduzem estes detalhes com um brilho desagradável, causando mal estar aosolhos dos telespectadores; n Na dúvida, consulte o assessor de comunicação. Lembre-se: seusar terno opte por tons claros para durante o dia; e à noite, tons escuros, conformerecomenda a etiqueta; n Os sapatos sempre devem estar bem cuidados. Meias combinamprimeiro com a calça e em segunda opção, com os sapatos; n Cabelos bem cortados e barba bem aparada são fundamentaispara se construir uma imagem positiva; n O entrevistado jamais deve segurar o microfone que está na mãodo jornalista. É importante lembrar: o microfone vai até a boca e não a boca vai até omicrofone, por isso não abaixe a cabeça na hora de falar; n Não se apresente humilde (curvado, como se estivesse acuado) –dará a impressão de derrotado – nem seja autoconfiante demais (como se fosse o donoda verdade). Presunção causa antipatia. n Se o jornalista pedir para refazer uma parte ou toda a entrevista,procure colaborar. Agora, se o entrevistado tropeçar ou der o famoso “branco” na horaem que estiver gravando, basta parar e pedir para recomeçar entrevista. Essa atitude nãoé constrangedora, pode fazê-la sem receio. O resultado certamente será melhor; n O famoso “branco” só não pode ocorrer em entrevistas “ao vivo”. Coletivas, exclusivas e individuais: n Dê o mesmo tratamento aos jornalistas n Seja pontual n Atenda todos os repórteres n O assunto deve ser relevante n Atenda as entrevistas não presenciais (telefone ou e-mail) n Não basta falar, tem que saber o que está falando Recomendações importantes n Manter sempre uma postura firme, mas com naturalidade, semmovimentos constantes ou com “tiques-nervosos”, conservando-se ereto e sem risos oucaretas. Mantenha todos os movimentos sob controle. Nunca buscar um único ponto deapoio para o corpo, mãos e olhar. Por exemplo, mesas, paredes etc;
  • 122. 119 n As chamadas “muletas de expressão” - por exemplo, a repetiçãofreqüente de termos como né? entende? veja bem? como já te disse? haja vista? então?aí? e etc – devem ser evitados, pois acabam ocupando uma boa parte do tempodestinado à entrevista (30”) e causam uma certa irritação a quem está ouvindo; n Valorize o fotógrafo ou a equipe técnica da mesma maneira queao jornalista. Afinal, eles também são responsáveis pela seleção das fotos a seremutilizadas para ilustrar a matéria ou pela edição das imagens que vão para o ar; n Ao conceder entrevistas para jornais, tvs, revistas ou emissoras derádio, o entrevistado deve procurar olhar para o entrevistador enquanto ambos estiveremfalando, para criar maior proximidade e confiabilidade; n Em entrevista virtual, o famoso “NET” (quando tem oentrevistado falando diretamente com os entrevistadores no estúdio), é importante falarsempre olhando para a câmara, uma vez que o plano de filmagem utilizado é quasesempre o “close”. Neste caso, comunique-se diretamente com o público que está portrás da lente; n Ao falar em rádio e televisão, é preciso esquecer que existe umagrande quantidade de pessoas assistindo à transmissão. O entrevistado deve-seconcentrar no apresentador do programa e dialogar como se existisse apenas ele. Casocontrário, poderá ficar extremamente nervoso e atrapalhar-se nas respostas; n Quando televisões, rádios e jornais chegarem juntos para umareportagem, o entrevistado deve dar preferência para as televisões e rádios quetrabalham com tempo limitado. E, logo em seguida, atender aos jornais e revistas. Erros e vícios na linguagem usual ENTRE AS GAFES MAIS COMETIDAS, DESTACAMOS: n “Haja visto“ - pretende-se dizer “haja vista”, tem o mesmosentido do termo “ponto de vista” (já que não existe “ponto de visto”); n “Ao par de” - é um erro grave de gramática quando o que sepretende, na verdade, é dizer “a par”; n “Meia informada” - se uma pessoa não está a par de algumasituação, pode estar “meio” informada, mas nunca meia “informada”; n “Para mim não errar“ - para “eu não errar”, por mais que possaparecer estranho, é a forma correta;
  • 123. 120 n “Ao encontro de” e “de encontro a” - equívoco muito comumquando se pretende pronunciar que um “projeto vai ao encontro dos anseios dacomunidade”, a favor, atende à reivindicação da comunidade. “de” seria um projeto quevai contra os anseios, contraria a vontade do povo; n “Eu, enquanto jornalista...” - o correto seria “na qualidade dejornalista”. Erro muito comum quando se pretende falar elegantemente; n “Fazem muitos anos” - frase comumente observada ementrevistas informais, quando o certo é “faz muitos anos”; n “Há dez anos atrás” - na música de Raul Seixas é aceitável. Masnão na linguagem. O correto é “há dez anos” ou somente “anos atrás”; n “Éramos em oito na reunião” - “Éramos oito” é o correto; n “A nível de” - é terrível. O correto é “em nível de”; Outro vício de linguagem: Pleonasmo (redundância) n “subir para cima”; “descer para baixo”; “sair pra fora”; elo deligação; acabamento final; prêmio extra; duas metades iguais; vereador ou prefeito dacidade; “prefeitura municipal”; outra alternativa; detalhes minuciosos; a razão é porque;anexo junto; superávit positivo; todos foram unânimes; conviver junto; fato real; encararde frente; multidão de pessoas; retornar de novo; surpresa inesperada; planejarantecipadamente; abertura inaugural; continua a permanecer; última versão definitiva;possivelmente poderá ocorrer; comparecer pessoalmente; gritar bem alto; propriedadecaracterística; demasiadamente excessivo; critério pessoal; exceder em muito. Redes Sociais n Devem ser observadas com muita atenção n São meios de aproximação com públicos n Gere conteúdos na web ou colabore para gerar n Sempre quando for enviar newsletter, faça mediante solicitação e sempredê a opção da pessoa não receber novamente. n Aproveite o e-mail marketing para anunciar atualizações no blog e nãocaia na rotina, trabalhe na manutenção Nos blogs: n Publique experiências e testemunhos pessoais
  • 124. 121 n Publique enquetes n Faça promoções n Apresente um conceito n Use vídeos n Abra espaço para outros blogueiros n Explique procedimentos n Comente notícias importantes n Construa rankings n Faça perguntas aos leitores n Destaque citações n Elabore séries n Comente sobre o blog Músicos também precisam de media training? A jornalista e especialista em Media Training, Aurea Regina de Sá, estreiou acoluna Negócio da Música, do Portal Oi Novo Som. O objetivo do espaço é oferecerdicas sobre a área musical. Confira suas dicas: 1. Inicie o relacionamento com a imprensa de maneira profissional: contrate umassessor de imprensa; 2. Seja receptivo aos pedidos de entrevista e não discrimine veículos pelotamanho ou abrangência; 3. Tenha paciência com jornalistas iniciantes ou que não conheçam sua carreiradesde o início. Se você ajudá-lo com as informações, a matéria poderá ficar maisinteressante; 4. Durante a entrevista, olhe diretamente nos olhos do repórter. A boa educaçãopede esse tipo de interação; 5. Mesmo que o repórter tenha sido muito agradável e simpático, não ache queele pode ser seu amigo. O mais indicado é não criar intimidade para que não hajaconfusão depois, principalmente no caso de crises; 6. Depois da entrevista, não peça para que o jornalista envie o áudio, vídeo ou otexto para você analisar. Quem dá o enfoque para a matéria, faz os cortes e escolhe ascenas é a redação;
  • 125. 122 7. Não peça para enviarem uma cópia depois da publicação/veiculação. Para issoexistem empresas de clipagem, onde você pode comprar o material; 8. Use os resultados das matérias para promover sua carreira: publique no site,comente no blog (sem parecer um pavão) ou faça posts nas redes sociais para convidarseu público a acompanhar as entrevistas. O público gosta de saber como prestigiar você; 9. Contrate um especialista em redes sociais para criar e gerenciar conteúdosobre os passos de sua carreira e também para monitorar o que a rede está falando sobrevocê; 10. Aja sempre com naturalidade, seja você e lembre-se sempre que o repórterestá ali para representar o público. Se você destrata um, destrata o outro. Profa. Lorena Covem Relações Públicas Fasam Alunos: Hellen Cristina Oliveira dos Anjos, Maycon Borges de Paula e Rayanne Alves do Nascimento