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Mielite transversa

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Apresentado no dia 11/05/2010 por: Ainá Melgaço, Rafaella Gama e Talita Azevedo

Apresentado no dia 11/05/2010 por: Ainá Melgaço, Rafaella Gama e Talita Azevedo

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  • Muito boa apresentação, bem explicado, parabéns. Tratamento alternativo, plantas e frutas são viaveis?! grande questao a ser descobertas! mas parabeéns
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  • A esclerose múltipla é uma doença inflamatória auto-imune do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) que acarreta desmielinização ou perda de mielina (material isolante de fibras nervosas) e conseqüente disfunção neural.
  • Transcript

    • 1.  
    • 2.
      • Distúrbio inflamatório agudo ou subagudo, em geral monofásico, da medula espinhal.
      • Sua incidência varia de 1 a 5 casos por milhão.
      • Há 1400 casos novos/ano nos EUA.
      • Pode ocorrer em qualquer idade.
    • 3.
      • Massa cilindróide de tecido nervoso, situada no interior do canal vertebral.
      • Limites: cranialmente, bulbo, ao nível do forame magno; caudalmente, L2.
      • Mede, no homem, cerca de 45 cm, sendo menor nas mulheres.
    • 4.
      • Ligeiramente achatada ântero-posteriormente.
      • Apresenta duas dilatações, as intumescências cervicais e lombar.
      • Em sua superfície, sulcos longitudinais.
    • 5.  
    • 6. Segmentos medulares Filamentos radiculares se fundem, formando as raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais. Estas duas raízes se unem, para formar os nervos espinhais. A conexão da medula com os nervos espinhais marca a segmentação da mesma.
    • 7.
      • Não ocupa todo o canal vertebral.
      • A partir de L2, apenas meninges e raízes nervosas dos últimos nervos espinhais.
      • Após o 4° mês de gestação, a coluna cresce mais rápido
      • que a medula.
    • 8. Envoltórios da medula
      • Dura-máter : Meninge mais externa e mais espessa.
      • Aracnóide : Localizada entre a dura-máter e a pia-máter.
      • Pia-máter : Meninge mais delicada e mais interna.
    • 9.  
    • 10.  
    • 11.
      • Os sintomas se desenvolvem rapidamente no curso de algumas horas, a várias semanas. Em cerca de 45% dos casos, o paciente piora em 24 horas.
      • Sintomas mais comuns são fraqueza nos membros, perturbação sensorial, disfunções no intestino ou na bexiga, dores nas costas e dor radicular (dor na distribuição de um único nervo espinhal).
      • Sensibilidade profunda (compressão, vibração e protocepção) e superficial (tátil, dolorosa e térmica) são reduzidas na maioria dos pacientes ou inexistentes.
    • 12.
      • A causa geralmente é idiopática, apontando para um processo auto-imune.
      • 40% dos casos associam-se a infecção prévia ou vacinação recente.
      • Muitos agentes infecciosos têm sido implicados como: vírus influeza, sarampo,varicela, rúbeola, caxumba, epstein-barr, citomegalovírus.
      • Também pode estar associada a doenças auto-imunes como LES, síndrome de Sjogren e sarcoidose.
    • 13.
      • A esclerose múltipla pode manifestar-se inicialmente como mielite transversa.
      • A mielite normalmente começa quando o paciente parece recuperar-se da infecção anterior.
      • A recuperação pode ser nula, parcial ou completa, e geralmente se inicia dentro de 1 a 3 meses.
    • 14.
      • História clínica
      • Exame físico, que nem sempre oferece pistas sobre a localização da lesão medular
      • RM
      • Punção de Líquido cefalorraquidiano
    • 15.
      • Tumefação variável da medula espinhal.
      • Áreas difusas ou multifocais de sinal brilhante anormal em sequências pesadas em T2, podendo se estender por vários segmentos da medula espinhal.
      • Nos casos agudos, pode se observar captação de contraste, indicativa de ruptura da barreira hematencefálica associada a inflamação perivenosa.
      • Também exclui compressão de medula.
    • 16.  
    • 17.  
    • 18.
      • Os achados de MT podem ser normais porém com maior frequência existe pleocitose, com até várias centenas de células monocelulares por microlitro, nos casos graves pode ter polimorfonucleares.
      • Os níveis de proteínas são normais, na maioria das vezes, ou um pouco elevados.
    • 19.
      • Com sintomas moderados a grave,
      • usa-se glicocorticóides, consistindo em metilprednisona intravenosa seguida de prednisona oral.
      • Tratamentos em desenvolvimento (ver vídeo):
    • 20.
      • A.B., branco, 21 anos, da marinha inglesa.
      • Relata dor no lado direito do tórax há 6 semanas, após consulta, recebeu diagnóstico de tuberculose pulmonar bilateral complicada com derrame pleural no pulmão direito.
      • Sinais e sintomas: febre vespertina de 38,3°C e perda de peso e força.
      • Exame físico: sinais de derrame pleural na base do pulmão direito, porém sem estertores crepitantes.
    • 21.
      • Exames laboratoriais: hemograma completo (incluindo teste de Kahn) e exame de urina normais, radiografia em PA de tórax revelou presença de tuberculose recente e disseminada através do pulmão direito com pequeno derrame pleural na base e lesão disseminada similar no ápice do pulmão esquerdo, na altura da segunda costela. Paciente não possuía escarro para avaliação.
      • Tratamento: restrição ao leito, apresentando melhora do quadro nos 3 meses seguintes.
    • 22.
      • Após essa data paciente passou a se queixar de dor lombar, disúria, nictúria e poliúria.
      • Exame de urina evidenciou albuminúria e numerosas células inflamatórias. Foi prescrito um antiséptico urinário, havendo melhora dos sintomas urinários, porém persistindo a dor lombar.
      • Foi realizada uma radiografia da coluna espinhal e do trato gastrointestinal que não revelaram anormalidades.
    • 23.
      • Alguns dias após o surgimento, a dor lombar passou a se irradiar para membros inferiores, evoluindo para endurecimento e enfraquecimento muscular, que culminaram, 2 meses após o surgimento, com perda total da função de ambos os membros inferiores.
    • 24.
      • Avaliação neurológica revelou os seguintes achados:
      • sensibilidade dolorosa aumentada
      • alternância entre calor e frio (que se agravam na região sacral, na região antero-superior da coluna e na região inguinal)
      • diminuição da sensibilidade tátil
      • Babinski positivo bilateralmente
      • reflexos do andar inferior do abdômen ausentes
      • aumento dos reflexos profundos
      • bom controle da bexiga e esfíncteres anais.
    • 25.
      • Realizada também punção lombar, que revelou líquido espinhal inferior a 40 mm de pressão de água e o teste de Queckenstedt revelou um bloqueio espinhal completo. O líquido estava claro, porém com 100 mg de proteína/100 ml e 100 células mononucleares/c.mm.
    • 26.
      • Com base nestes achados, levantou-se a suspeita de tumor medular. Ficou decidido pela equipe cirúrgica que seria realizada uma laminectomia exploratória, entretanto na noite antecedente à operação, o paciente voltou a ter mobilidade nos seus háluxs.
      • Após alteração diagnóstica para mielite transversa e tratamento adequado, paciente apresentou melhora progressiva até consiguir ficar em posição ortostática com amparo (após a qual o quadro estacionou e não tornou a melhorar).
    • 27.
      • Machado, Angelo B.M./ Neuroanatomia funcional, 2ª edição – 2006
      • Harrison Medicina Interna, 16ª edição – 2007
      • www.myelitis.org/local/pt/ Mielite _ Transversa .htm
      • www.myelitis.org

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