• Save
Doenças neurodegenerativas - aspectos fisiopatológicos
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Doenças neurodegenerativas - aspectos fisiopatológicos

on

  • 11,954 views

Aula do Dr. Rafael Higashi, médico neurologista, sobre os aspectos fisiopatológicos das doenças neurodegenerativas. Aula ministrada para os residêntes da neurologia do Instituto de Neurologia ...

Aula do Dr. Rafael Higashi, médico neurologista, sobre os aspectos fisiopatológicos das doenças neurodegenerativas. Aula ministrada para os residêntes da neurologia do Instituto de Neurologia Deolindo Couto da UFRJ. (2005).

Statistics

Views

Total Views
11,954
Views on SlideShare
11,843
Embed Views
111

Actions

Likes
6
Downloads
2
Comments
0

3 Embeds 111

http://www.estimulacaoneurologica.com.br 98
http://estimulacaoneurologica.com.br 12
http://blog.contec.med.br 1

Accessibility

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Doenças neurodegenerativas - aspectos fisiopatológicos Doenças neurodegenerativas - aspectos fisiopatológicos Presentation Transcript

  • Doenças Neurodegenerativas: aspectos clínicos e fisiopatológicos Dr. Rafael Higashi Médico neurologista www.estimulacaoneurologica.com.br
    • “ Em fato, as doenças neurodegenerativas (doença de Parkinson, doenças do neurônio motor, demência e etc ) estão previstas em ultrapassar o câncer como segunda causa de morte mais freqüente entre os idosos por volta de 2040 ”.
    • Lilienfeld DE, Perl DP. Projected neurodegenerative disease mortality in USA ,1990-2040. Neuroepidemiology 1993;12:219-28
  • THE NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE 2001 –STANLEY B. PRUSINER View slide
  • CONCEITO :
    • Doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela crônicidade, progressão e perda seletiva e simétrica de neurônios nos sistema motor, sensório e ou cognitivo. A classificação nosológica depende da delineação do padrão de perda celular e a identificação de marcadores celular doença específica.
    View slide
  • CLASSIFICAÇÃO DA DOENÇA DE ACORDO COM A REGIÃO PREDOMINANTEMENTE AFETADA
    • Córtex cerebral : doença de Alzheimer , doença de Pick e doença de corpúsculos de Lewy .
    • Gânglios basais : doença de Huntington e doença de Parkinson .
    • Tronco cerebral e cerebelo : ataxias espinocerebelares , ataxia de Friedreich , atrofia dentropalidorubrolusiana e atrofia de múltiplos sistêmas.
    • Sistema Motor : Esclerose lateral amiotrofica , atrofia muscular espinhal , atrofia bulbar espinhal e paraparesia espastica familiar.
  • THE NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE 2001 STANLEY B. PRUSINER
  • TIPOS DE MORTE CELULAR
    • NECROSE : Estímulos como isquemia e trauma é causa direta da morte celular. Ocorrem em áreas mais severamente afetadas pelo colapso bioquímico .
    • APOPTOSE : Conhecida como morte celular programada pode estar presente em ambas doenças neurológicas agudas e ou crônicas . O estímulo da morte é ativada por uma cascata de eventos que orquestram a destruição da célula . Pode ser do tipo fisiológica (desenvolvimento normal) ou aberrante (doenças degenerativas).
  • The New England Journal of Medicine - 2003 – Robert M. Friedlander,M.D.
  • The New England Journal of Medicine - 2003 – Robert M. Friedlander,M.D.
  • APOPTOSE CONTAGIOSA E DISFUNÇÃO DA CÉLULA The New England Journal of Medicine - 2003 – Robert M. Friedlander,M.D.
  • DOENÇA DE HUNTINGTON
    • DEFINIÇÃO : Doença hereditária autossômica dominante caracterizado por movimentos coreicos involuntários progressivos , declínio cognitivo, distúrbios psiquiátricos e emocionais, devido a perda severa de neurônios, inicialmente no neoestriato e posteriormente no córtex cerebral como resultado do aumento de repetições trinucleotidicas CAG no gene HD do cromossoma 4p16.3 que codifica a proteína Huntindina.
    Clinical Neurology – pag 417 – Graeme J. Hankey anfd Joanna M. Wardlaw - DEMOS
  • The New England Journal of Medicine- june 24, 1999 – Franklin H. Epstein, M D.
  • CARACTERÍSTICAS DAS DESORDENS DE REPETIÇÃO TRINUCLEOTÍDICA CAG :
    • Herança ligada ao X ou autossômica dominante
    • Início na idade adulta média
    • Curso progressivo
    • Fenômeno de antecipação
    • Preponderância por repetições instáveis do cromossoma paterno
    • Correlação com o número de repetições CAG com a severidade e início da doença
  • PRATICAL NEUROLOGY 2004 , Sheila A Simpson MD
  • A VARIAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE HUNTINGTON DE ACORDO COM A IDADE EM GRAMPIAN PRATICAL NEUROLOGY 2004 , Sheila A Simpson MD
  • DOENÇA DE HUNTINGTON
    • Aspectos clínicos :
    • Problemas motores
    • Problemas da fala
    • Problemas com a deglutição
    • Problemas cognitivos
    • Problemas de personalidade e psicológicos
  •  
  • DOENÇA DE HUNTINGTON PRATICAL NEUROLOGY 2004 , Sheila A Simpson MD
  • T T C de crânio demonstrando (à esquerda) pequeno núcleo caudado(circundado em branco em um lado) , note a proeminência dos cornos anteriores do ventrículo lateral secundário a atrofia do núcleo caudado , o resto do cérebro esta relativamente normal. Este paciente tinha sintomas iniciais de doença de Huntington.
  • MECANISMO DA MORTE DOS NEURÔNIOS INDUZIDOS PELA HUNTINGTINA :
  • The New England Journal of Medicine - 2003 – Robert M. Friedlander,M.D.
  •  
  • ATAXIAS ESPINOCEREBELARES AUTOSSÔMICAS DOMINANTES
  • ATAXIAS ESPINOCEREBELARES AUTOSSÔMICAS DOMINANTES
    • “ São um grupo de doenças neurodegenerativas hereditárias caracterizadas por disfunção cerebelar isolada ou em combinação com outras anormalidades neurológicas.’’
    • Archives of Neurology 2001- Tan, Eng –King MD
    • “ Ataxia é um termo que literalmente significa desordem ou confusão. O termo ataxia locomotora tem sido empregado desde o século XIX , significando mais comumente incoordenação motora”.
    • Hélio Ghizoni Teive
  •  
  • PROVA DOS MOVIMENTOS ALTERNADOS
  •  
  • Classificação clínica das ataxias cerebelares autossômicas dominantes segundo (Harding): Practical Neurology, 2004 , 4, 130-151, Paul F. Worth
  • Practical Neurology, 2004 , 4, 130-151, Paul F. Worth CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS QUE SUGEREM CERTAS ATAXIAS ESPINOCEREBELARES :
  • Ressonância magnética de crânio evidenciando atrofia cerebelar
  • RCM, 44 anos, há 2 anos dificuldade progressiva para deambular . Mãe com doença semelhante.
  •  
  • Correlação genotípica-fenotípica em 100 famílias com ataxias espinocerebelares Hélio A. G Teive, Salmo Raskin, Iscia Lopes Cendes , Lineu Cesar Werneck O DENTRITO – junho 2004 Curitiba PR, Campinas SP.
    • 100 famílias estudadas
    • AEC tipo 3 em 50 famílias(72%)
    • AEC tipo 10 em 8 famílias (11,76%)
    • AEC tipo 2 em 5 famílias (7,35%)
    • AEC tipo 7 em 3 famílias (4,41%)
    • AEC tipo 1 em 2 famílias (2,54%)
    • AEC tipo 6 em 1 famílias (1,47%).
    • DOENÇA DE PARKINSON
  • Lancet 2004 –vol 363 – Parkinson Disease – Ali Samii MD
  •  
  •  
  • MARCHA NORMAL MARCHA PARKINSONIANA
  • SINUCLEOPATIAS DO SISTEMA NERVOSO ASSOCIADO COM AGREGAÇÃO DE ALFA SINUCLEINA : The New England Journal of Medicine 2004 -Michael G. Schlossmacher M D.
  • TÍPICOS CORPÚSCULOS DE LEWY
  • FATORES EPIDEMIOLÓGICOS E GENÉTICOS:
    • Prevalência aumenta entre 65 e 90 anos
    • Menor incidência em asiáticos e negros africanos comparados com negros americanos.
    • Moradores de zona rural (herbicidas e pesticidas na água , exposição ao MPTP) têm incidência aumentada.
    • Diminuição da ingesta de antioxidantes ( ex: vitamina E, riboflavina).
    • História familiar de doença de Parkinson aumenta o risco da doença ( possivelmente genes de baixa penetrância)
    • Pobre detoxificação hepática ( enzima CYP2D6 e N-acetiltransferase 2)
    • Disfunção mitocondrial( primário x secundário)
    • The New England Journal of Medicine -1998 – ANTHONY E. LANG AND ANDRE M. LOZANO MD
  • ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO SISTEMA DE FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA DA MITOCONDRIA
  • The Lancet – 2004 – Ali Sami, Jhon G Nutt , Bruce R Ransom
  • New England Journal of Medicine 2003 – Genomic Medicine – Robert L. Nussbaum , MD
  • MODELO DE INTERAÇÕES DE PROTEÍNAS IMPLICADOS NA D. PARKINSON New England Journal of Medicine 2003 – Genomic Medicine – Robert L. Nussbaum , MD
  •  
  •  
  • DOENÇA DE ALZHEIMER
  • PREVALÊNCIA DE D. DE ALZHEIMER DE ACORDO COM A IDADE EM HOMENS E MULHERES New England Journal of Medicinne – 2003 - Genomic Medicine
  •  
  •  
  •  
  • TESTE DO RELÓGIO
  • TC de crânio evidenciando atrofia cortical acentuada
  • MEMÓRIA EPISÓDICA : O lobo temporal medial , incluindo o hipocampo e parahipocampo formam a principais regiões da memória episódica New England Journal of Medicine – 2005 – Memory Dysfunction – Andrew E. Budson , M. D.
  •  
  • MEMÓRIA SEMANTICA , AUTOMÁTICA E DE TRABALHO : New England Journal of Medicine – 2005 – Memory Dysfunction – Andrew E. Budson , M. D.
  •  
  •  
  • New England Journal of Medicine – 2005 – Memory Dysfunction – Andrew E. Budson , M. D.
  • FORMAÇÃO DA PLACA SENIL The New England Journal of Medicine, 1999 , Mechanisms of Disease - Joseph B. Martin, MD.
  • Fisiopatologia da Cascata Amilóide na D. de Alzheimer : New England Journal of Medicine – 2004 – Alzheimer Disease – Jeffrey L. Cummings , M D.
  • Current Opinion in Neurology – 2000 – Williams & Wilkins
  • FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO PARA D. ALZHEIMER Lancet 2002 – The dementias – KarenRitchie , Simon Lovestone
  • FATORES GENÉTICOS LIGADOS À DOENÇA DE ALZHEIMER The New England Journal of Medicine, 1999 , Mechanisms of Disease - Joseph B. Martin, MD.
  • FATORES RELACIONADOS À D. DE ALZHEIMER New England Journal of Medicine – 2005 –Thomas D. Bird, M.D.
  • ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
    • “ A Esclerose lateral amiotrófica é a forma de doença do neurônio motor progressiva mais comum. É um exemplo primo de doença do sistema neuronal e é possivelmente a mais devastadora das doenças neurodegenerativas”.
    • Harrison’s 15 TH edition – cap: 365 – Robert H. Brown, Jr.
  • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS :
    • Fraqueza
    • Disfagia
    • Disartria
    • Câimbras
    • Evolução insidiosa e progressiva
    • Exame físico com sinais de 1 o e ou 2 o neurônio motor
  • SINAL DE BABINSKI SINAL DE BABINSKI :
  •  
  •  
  •  
  • ATROFIA DE LINGUA : NA E.L.A NO TUMOR DE TRONCO
  • AMIOTROFIA :
  • Atrofia do m. interósseo dorsal I
  • PACIENTE COM DIAGNÓSTICO DE ELA :
    • “ Idade e história familar de ELA são somente os únicos fatores de risco estabelecidos para Esclerose Lateral Amiotrófica. ”
    The New England Journal of Medicine – 2001 – Amyotrophic Lateral Sclerosis – Lewis P. Rowland, MD., and Neil A. Shneider, M.D., Ph.D.
  • NEURÔNIO MOTOR SELETIVAMENTE AFETADO NA ELA The New England Journal of Medicine – 2001 – Amyotrophic Lateral Sclerosis
  • The New England Journal of Medicine – 2001 – Amyotrophic Lateral Sclerosis
  •  
  •  
  • REAÇÃO OXIDATIVA MEDIADA PELO COBRE CATALIZADA PELA SUPEROXIDO DESMUTASE 1
  • MECANISMO DE DEGENERAÇÃO MOTORA NA ELA The New England Journal of Medicine – 2001 – Amyotrophic Lateral Sclerosis
  • The New England Journal of Medicine - 2003 – Robert M. Friedlander,M.D.
  • Dr Rafael Higashi, Dr. Marcus Py, entre outros colegas no Instituto de Neurologia Deolindo Couto (UFRJ)
  • Obrigado a todos pela atenção ! www.estimulacaoneurologica.com.br