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História do ceará
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História do ceará

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Breve aula sobre historia do Ceara

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  • 1. HISTORIA DO CEARÁ Prof.: Pérysson Nogueira Slides CEARÁ As Tentativas oficiais de colonizaçãobefore 1st COLÔNIA – Section INÍCIO DA A presença holandesa no Ceará Divider OCUPAÇÃO Inicio da ocupação cearenseECONOMI Confe Períod A As Charquead O A Rebeli ão de Fidié deraç ão do Ceará Equad do or de o Regen cial – partid as ( metade segunCEARENSE do século XVIII) Ceará subordinad Algodão Ceará do processo Sediçã o de Pinto Ceará 1824: do reinad oà os: Ceará na Repúb de Madei na Era procla lica Ditad NA oa Pernambuc o (1656 – 1799) independê ncia ao período ra: Varga se ceará maçã o da Entre Repúb 1945 Velha ura Milita r Era regencial Na lica e (1964COLÔNIA Repúb lica Populi 1947 Camb -85) eba sta
  • 2. HISTÓRIA DO CEARÁ
  • 3. CEARÁ COLÔNIA – INÍCIO DA OCUPAÇÃO Até o século XVII estávamos Objetivos do inicio abandonados: da ocupação: correntes marítimas e proteger a região aéreas, os índios das invasões bravios e presença estrangeiras de estrangeiros, (franceses) e servir clima árido, não de ponto de apoio apresentava atrativos para a ocupação econômicos (metais da região Norte. preciosos ou especiarias).
  • 4. AS TENTATIVAS OFICIAIS DE COLONIZAÇÃO
  • 5. AS TENTATIVAS OFICIAIS DE COLONIZAÇÃO • 3ª Tentativa oficial, Martim Soares Moreno, 1611 a 1631: considerado pela historiografia tradicional como o grande fundador do Ceará. Fundou Forte São Sebastião, era hábil com o índio, procurou desenvolver a pecuária e a cana-de-açúcar.
  • 6. A PRESENÇA HOLANDESA NO CEARÁ. 2 - Em 1649, liderados por1- Conquistaram o Forte São Matias Beck, retornam eSebastião em 1637 → o forte fundam o Fortefoi destruído e os holandeses Shoonenborch → que emexpulsos do Ceará pelos 1654 é tomado pelosíndios. portuguesesATENÇAO: DE 1621 A 1656 OCEARÁ ERA SUBORDINADO AOMARANHÃO → PASSANDO DAÍ 3- com isso, o Forte Shoonenborch passa a se chamar: Fortaleza deAO DOMINIO PERNAMBUCANO Nossa Senhora da AssunçãoATÉ 1799.
  • 7. INICIO DA OCUPAÇÃO CEARENSE foi com o gado, devido ao aumento do numero de rezes no litoral e a Carta regia de 1701. Sua mão-de-obra eraessencialmente livre e A fazenda era a mestiça e o gado era unidade econômico- vendido vivo nas social dos sertõesfeiras de Pernambuco cearenses. principalmente.
  • 8. ECONOMIA CEARENSE NA COLÔNIA HISTÓRIA DO CEARÁ
  • 9. A PECUÁRIA:Ganhou força e ocupou os sertões cearense a partir do ultimo quarteldo século XVII.Contribuíram para o povoamento dos sertões: a crise econômicalusa, o aumento do número de reses no litoral e a própria Carta régiade 1701. A ocupação dos sertões ocorreu com 2 correntes depovoamento: Sertão de fora, dominada por pernambucanos, vindospelo litoral, e Sertão de Dentro, dominada por Baianos. Na ocupaçãoverificou-se o extermínio de índio, embora este reagisse.
  • 10. A PECUÁRIA:
  • 11. A PECUÁRIA:O símbolo maior da pecuária foi o vaqueiro; pouco seutilizou o negro no criatório que, ao mesmo tempo,facilitava o uso do índio "manso". A fazenda era aunidade econômico-social dos sertões, dominadospelos coronéis.A vultosa quantidade pecuarista opunha-se a diminutapopulação da capitania; a solução para tal, de início, foia venda do gado, vivo, nas feiras de Pernambuco,Bahia e Minas Gerais. Nesses caminhos, o gadochegava abatido e sem valor, o que motivou o inicio dacomercialização do gado abatido.
  • 12. AS CHARQUEADAS ( METADE DO SÉCULO XVIII) As charqueadas possibilitaramPara o desenvolvimento do uma divisão do trabalho e umacharque contribuíram os ventos interpenetração comercial entre oconstantes, a baixa umidade sertão e o litoral; o surgimento derelativa do ar, a existência do sal, o um mercado interno; ogrande rebanho da capitania e a desenvolvimento de núcleosnecessidade de poucos recursos urbanos e uma diversificação dapara instalação das oficinas de produção local, com o couro,charque. sobretudo.
  • 13. AS CHARQUEADAS ( METADE DO SÉCULO XVIII) No final do século XVIII, devido às secas (1777-78 e 1790 a 1793), à concorrência gaúcha e ao desenvolvimento da cotonicultura, o charque entrou em decadência.
  • 14. O ALGODÃO
  • 15. O ALGODÃO Fortaleza tornou-se o maior centro coletor da produção algodoeira interiorana, fato que contribuiu para consolidá-Ia como principal núcleo urbano do Ceará na segunda metade do século XIX. O auge do algodão cearense aconteceu durante a guerra da secessão norte-americana (1861-64). Também desenvolveram-se no Ceará colonial as lavouras de subsistência, a exploração
  • 16. Ceará subordinado a Pernambuco (1656 – 1799)HISTÓRIA DO CEARÁ
  • 17. CEARÁ SUBORDINADO A PERNAMBUCO (1656 – 1799)
  • 18. CEARÁ INDEPENDENTE DE PERNAMBUCO Governador Barba Alado (1808-Os governadores Sampaio (1812-20, 12, que governo ocearenses mais que enfrentou a Ceará no momento destacados do Insurreição da Abertura dos período foram: Pernambucana de Portos) e 1817 no Ceará)
  • 19. Ceará do processo de independência ao período regencialHISTÓRIA DO CEARÁ
  • 20. PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA o poder local foi entregue a uma junta governativa chefiada por Porbém Barbosa (ligado a Portugal e contra as pretensões emancipacionistas brasileiras). Com a convocação a constituinte brasileira, essa primeira junta governativa demorou para escolher os representantes cearenses → eclodiu no Crato um movimento para depor o governo de Porbém Barbosa → Os rebeldes derrotaram-no e elegeram uma outra junta governativa, favorável a independência, sob as ordens de Pereira Filgueiras → Formaram-se, pois, dois governos na província; mas Porbém Barbosa acabou renunciando, passando o poder para Filgueiras em Janeiro de 1823 → Pouco tempo depois, elegeu-se uma terceira junta governativa, entregue ao Padre Francisco Pinheiro Landim (Foi na administração deste que se elevou a capital cearense à condição de cidade em 11-03-1823, com nome de Fortaleza de Nova Bragança)
  • 21. A REBELIÃO DE FIDIÉ:
  • 22. CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR DE 1824: o Ceará aderiu devido a influencia de Pernambuco e aos interesses dos liberais locais (contra a centralização do poder). Em 1824 os liberais (liderados por Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves) depuseram o governador absolutista Costa Barros → nomearam Tristão Gonçalves presidente da província e a anexação do Ceará a Confederação → o Ceará foi a última província a se render. A comissão militar ou “comissão de sangue” condenou grande parte dos revoltosos a morte (com exceção de Jose Martiniano de Alencar)
  • 23. PERÍODO REGENCIAL – PARTIDOS:
  • 24. SEDIÇÃO DE PINTO MADEIRA: Os liberais cearenses receberam com alegria a abdicação de D. Pedro I e passaram a perseguir os partidários deste. O mais visado foi o coronel de milícias Pinto Meira, de Jardim.
  • 25. SEDIÇÃO DE PINTO MADEIRA:A Sedição de Pinto Madeirafoi uma guerra ocorrida nosanos de 1831 e 1832, na qual Em outubro de 1832, Pintose confrontaram coronéis do Madeira rendeu-se. ApósCrato, de tendência liberal, e vários adiamentos, foi julgadode Jardim, absolutista, e culpado, sendo condenadobuscando o domínio político a pena de morte.do Cariri e o retorno ao tronode D. Pedro I.
  • 26. Ceará do segundo reinado à proclamação da República HISTÓRIA DO CEARÁ
  • 27. POLÍTICA DO CEARÁ NO SEGUNDO REINADO:ao longo do segundo reinado, permaneceu oCeará dominado pelas oligarquias rurais,organizadas nos partidos liberal e conservador. Os conservadores eram aO partido liberal foi chefiado princípio liderados pela facçãopelo Senador Alencar até 1860, e "boticário-carcará" (de Antôniodeste ano a 1877 pelo Senador Rodrigues Júnior e MiguelPompeu. Depois, dividiu-se em Fernandes Vieira), mais em 1862duas alas, liberais pompeus (Sob dividiram-se em duas alas:o comando de Nogueira Accioly) conservadores graúdos (sob oe liberais paulas (liderados por comando de Domingo NogueiraVicente de Paula Rodrigues Jaguaribe e Joaquim da Cunhae, em seguida, por Antônio Freire) e conservadores miúdosRodrigues Júnior). (liderados por Gonçalo Batista Vieira).
  • 28. POLÍTICA DO CEARÁ NO SEGUNDO REINADO: Praticamente não houve conciliação no Ceará. Imperava o uso da máquina Pública nas eleições e na política partidária. Os partidos sem ideologia, não passam de instrumentos para elite manter-se no poder. Nesse período, foi o Ceará governado por 44 presidentes.
  • 29. CEARÁ NA GUERRA DO PARAGUAI:Destaques cearenses na Guerra do Paraguai: AntonioTibucio Cavalcanti, Clarindo de Queiroz, General Sampaioe Jovita Feitosa (mulher que se disfarçou para ir a Guerra). a classe media participava de As elites sea população mais alistavam sorteiospobre que era “premiados” (só se voluntariamenterecrutada a força livrava se (indo compor a(tendo que fugir subornasse o alta oficialidade,para as serras de encarregado do sem lutar no frontonde eram serviço militar ou de batalha),caçados). tivessem um “padrinho” forte”;
  • 30. CEARÁ “TERRA DA LUZ”: O Ceará foi pioneiro na abolição da escravatura negra. Existia para o Ceará Os africanos do Há evidências de um pequeno tráfico Ceará eram negros no inicio da negreiro, indireto, originários colonização. vindo sobretudo de principalmente do Recife e São Luiz. Congo e Angola.
  • 31. CEARÁ “TERRA DA LUZ”:
  • 32. CEARÁ “TERRA DA LUZ”: No campo jurídico, a 25 de março de 1884, promulgou-se Os cativos sempre lutaram Lei inviabilizando a contra a escravidão escravidão no Ceará, embora existam registros de cativos em datas posteriores.
  • 33. ECONOMIA DO CEARÁ NO SEGUNDO REINADO: Algodão,as primeiras fábricas do estado (ligadas ao beneficiamento do algodão e ao setor têxtil, cigarros, calçados, sabão, chapéus, etc.), cera de carnaúba, borracha de maniçoba, café (nas serras).
  • 34. A HEGEMONIA POLÍTICO-ECONÔMICA DE FORTALEZA,iniciada por volta das décadas de 1820-1830,firmou-se na segunda metade do século XIX, em conseqüência: 3-da própria 2- da centralização condição de política imposta pela capital de Monarquia brasileira, em Fortaleza, o particular do segundo reinado (1840-1889), que quando as diretrizes transformava administrativas do em ponto Império concorreram destacado na para concentrar nas recepção de capitais das províncias todo o poder decisório; obras e recursos públicos;
  • 35. A HEGEMONIA POLÍTICO-ECONÔMICA DE FORTALEZA,4- da construção e melhoria de estradas e ferrovias (como a Estrada de Ferro Fortaleza- Baturité – instalada em 1873),que ligavam o interior à Capital, tornando Fortaleza o grande centro coletor e exportador da produção sertaneja. 5- da intensa migração rural-urbana; Fortaleza torna-senúcleo de atração preferido pelo excedente populacional dos campos, bem como pelas vítimas das secas.
  • 36. MODERNIZAÇÃO DE FORTALEZA NO SÉCULO XIX: bondes de tração animal, novo porto, telefonia (1883), calçamentos, linhas de vapor telegrafo, (para a Europa e RJ), canalização da água, iluminação a gás carbônico (em substituição à de óleo de peixe),
  • 37. MODERNIZAÇÃO DE FORTALEZA NO SÉCULO XIX:
  • 38. MODERNIZAÇÃO DE FORTALEZA NO SÉCULO XIX:
  • 39. Ceará na República Velha HISTÓRIA DO CEARÁ
  • 40. A OLIGARQUIA DE ACCIOLY:dominou monoliticamente o Ceará entre 1896 e 1912. No primeiro mandato de Para tal, foi .Accioly (1896- básico: a 1900), desta-caram-se a Accioly foi reeleito adesão à corrupção em larga escala para dois mandatos política dos e o "caso da vacina" em 1904 e 1908 envolvendo Ro-dolfo respectivamente.governadores, Isso intensificou as Teófilo. O governo de o apoio dos Pedra Borges (1900-1904) ações das coronéis, a foi uma continuidade da oposições, aliança com formadas por oligarquia Acciolina. Nessa oligarquias grupos etapa se destacaram a dissidentes, poreconômicos, o construção de academia burgueses, pela livre de direito do Ceará, a classe média, pornepotismo e a greve dos catraeiros de populares e até porrepressão aos Fortaleza e a impunidade coronéis,oposicionistas. dos crimes sertanejos.
  • 41. A OLIGARQUIA DE ACCIOLY: A revolta popular de Nas eleições A campanha 1912 e a eleição deestaduais de 1912, as sucessória de 1912 Franco Rabelo para o oposições lançaram, foi bastante agitada governo encerram adentro da política das tendo como auge a oligarquia acciolina. salvações, a repressão acciolina à Rabelo, todavia, seria candidatura de passeata das deposto em 1914 naFranco Rabelo para o crianças. Em Sedição de Juazeiro governo, enquanto conseqüência, as (golpe arquitetado por Accioly.apon-tava oposições, armadas, Padre Cícero e Floro como seu candidato depuseram Accioly do Bartolomeu par Domingos Carneiro poder. derrubar Franco Vasconcelos. Rabelo).
  • 42. PADRE CÍCERO: Praticante do catolicismo popular nordestinoentrou em atrito com a política de romanização promovida pela alta cúpula eclesiástica. Chegou a Juazeiro no A questão religiosa do ano de 1872 Em 1889, Juazeiro foi na verdade o Cícero tornou-se retrato da luta entre a celebridade com a romanização e o ocorrência do "milagre" catolicismo popular. de Juazeiro. A Igreja Cícero acabou afastadonega a veracidade deste. da Igreja.
  • 43. PADRE CÍCERO:Ao contrário de Antônio Conselheiro deCanudos, padre Cícero aliou-se aos políticosdo Cariri e até à oligarquia Acciolinatornando-se um poderoso coronel de batinase fazendo prosperar Juazeiro. Muito contribuiu para a atuação política de padre Cícero o médico Floro Bartolomeu da Costa, um dos principais articuladores do pacto dos coronéis e da Sedição de Juazeiro. A morte de Floro Bartolomeu e a "Revolução" de 30 marcaram a decadência de Cícero. Nos últimos anos de vida, tentou, inutilmente, recuperar os plenos poderes do sacerdócio. Faleceu em 1934.
  • 44. CEARÁ DE 1914 A 1930: Os governadores foram: interventoria de Setembrino de Carvalho(1914), Benjamin Liberato Barroso (1914-16), Engenheiro João Tomé (1916-20),Justiniano de Serpa (1920-13; enfermo renunciou), Ildefonso Albano (1923-24), Desembargador Moreira (1924-28; enfermo renunciou), Eduardo Girão (1928) e Carlos de Matos Peixoto (1928-30) Os principais partidos em os Republicano Democrata (ou Rabelistas ) e Republicano Conservador (das tradicionais oligarquias agrerias). não houve Os governadores eram domínio de indicados pelo presidente da nenhum República. grupo oligárquico.
  • 45. MOVIMENTO OPERÁRIO CEARENSE NA REPÚBLICA VELHA inexperiência do bem como seu operariado local, pequeno numero,fatores quedificultaram o fato de muitos o grande exercito trabalharem por a de reserva, conta própria,organização domovimento as lideranças operário: conservadoras da a repressão das maçonaria e da Igreja elites (Círculos Operários Católicos, baseados na Encíclica Rerum Novarum).
  • 46. MOVIMENTO OPERÁRIO CEARENSE NA REPÚBLICA VELHA (Bloco Operário Camponês, para driblar a lei celerada de que A difusão ideologias de colocava o PCB naesquerda a partir do BOC ilegalidade (principalmente a partir de 1927) Federação Operária leva a maçonaria e a Cearense em 1925 Igreja a se unirem e(embrião da Futura LCT). criarem a
  • 47. Ceará na Era Vargas e ceará Na República PopulistaHISTÓRIA DO CEARÁ
  • 48. CEARÁ NA ERA VARGAS: com a era Vargas (1930-1945) extinguiram-se o cangaço e os movimentos messiânicos nordestinos. Para isso, contribuiu o aumento da repressão, a migração de nordestinos para as indústrias do centro--sul e a maior integração dos sertões nordesti-nos com o resto do país. Os Estados passaram a ser governados por interventores.
  • 49. CEARÁ NA ERA VARGAS: O segundo interventor cearense foi Roberto Carneiro de Mendonça (1931-1934, um "neutro" e "estrangeiro", que procurou conciliar os "revolucionários" de 1930 com as antigas oligarquias). No Período da interventoria Carneiro de Mendonça, reorganizaram os partidos locais. Os "revolucionários" de 1930 fundaram o partido social democrático (PSD), enquanto as tradicionais oligarquias se reuniam na Liga Eleitoral Católica (LEC, ligada a Igreja e até aos notórios fascistas, conseguiu enorme penetração no Ceará)
  • 50. CEARÁ NA ERA VARGAS: O terceiro interventor foi Felipe Moreira Lima (1934-1935, que realizou uma gestão agitada. Aliado ao PSD, não conseguiu evitar que a LEC vencesse as eleições legislativas de 1934 e indicasse, indiretamente, em 1935, o novo governador do Estado), Menezes Pimentel - as antigas oligarquias voltavam ao poder. Menezes Pimentel administrou o Ceará por 10 anos (entre 1935 e 1937, como governador legal, e entre 1937 e 1945, como in inventor o Esta o Novo). Foi um período muitas violências.
  • 51. A LEGIÃO CEARENSE DO TRABALHO (LCT) foi uma organização operária O seu sucesso é O Pensamento daconservadora, paterna devido ao baixo grau LCT e de Sombralista, autoritária,, anti- de organização e de estava no livro O Ideal comunista consciência do Legionário. Visava corporativistae trabalhador, a criar um Estado antiliberal neutralidade do centralizado, intervenc (essencialmente interventor cearense ionista, harmonioso efascista), existente no Carneiro de corporativista, "proteg Ceará entre 1931 e Mendonça e o apoio endo” os 1937, fundada por da Igreja. trabalhadores. Severino Sombra.
  • 52. A LEGIÃO CEARENSEDO TRABALHO (LCT) Também se Depois a destacaram na LCT entidade os acabou senomes do padreHélder Câmara, filiando à Jeová Mota e AIB de Ubirajara Índio Plínio do Ceará. Salgado.
  • 53. A LEGIÃO CEARENSE DO TRABALHO (LCT)Em 1933, Sombra retomou do exílio e, nãoconseguindo obter a chefia daAIB, abandonou a LCT e fundou no Cearáuma entidade semelhante, a CampanhaLegionária. Contudo, não obteve sucesso devido ao apoio agora prestado pela Igreja aos integralistas, o surgimento de entidades operárias de esquerda, as disputas com a própria LCT e a Lei de Sindicalização de Vargas. A LCT, a Campanha Legionária e a AIB foram fechadas com a implantação do Estado Novo.
  • 54. CALDEIRÃO foi uma comunidade messiânica, coletiva e igualitária, surgida no Cariri cearense sob a liderança do beato José Lourenço e destruída em 1937 pelo governo Menezes Pimentel com o apoio da Igreja e dos latifundiários. José Lourenço, paraibano, negro, analfabeto, chegou a Juazeiro do Norte em 1890, sendo aconselhado pelo padre Cícero a estabelecer-se na região e a trabalhar com algumas famílias de romeiros. Assim arrendou um lote de terra no sítio Baixa Danta. Nos anos de 1920 envolveu-se na questão do "boi santo" e foi obrigado a deixar o sítio Baixa Danta. Provavelmente no ano de 1926, padre Cícero acomodou Lourenço e seguidores no sítio Caldeirão de sua propriedade. No Caldeirão criou-se uma comunidade semelhante à de Canudos, baseada na religião.
  • 55. CALDEIRÃO O progresso do Caldeirão assustou a elite.Como o sítio, após a morte do padre Cícero, ficou em herança para os padres salesianos, as classes dominantes passaram a difamar acomunidade de Lourenço. Em setembro de 1936 os moradores foram expulsos dali pela polícia.
  • 56. CALDEIRÃOPartes dossertanejos, Enviou- Severino liderados se, então, gr Tavares por ande escapou, contingente sendo Severino policial para Tavares, morto na a serra do Bahia em queriam Araripe, mas 1938. "Zévingança e sacrando os campone-ses Lourenço" fazendo faleceria em uma em novembro de 1946,noemboscad 1937; mais estado dea, mataram de mil Pernambuc alguns pereceram. o policiais.
  • 57. ENTRE 1945 E 1964 foi o Ceará administrado por interventores (1945-47)’,A campanha sucessória de 1947 foi tumultuada, com choques entre os comunistas (agora proprietários do jornal O Democrata) e a Igreja sob o comando de dom Antônio de Almeida Lustosa. Assim, enquanto o candidato do PSD, Onofre Muniz combatia os comunistas, o candidato da UDN vencia. Faustino Albuquerque governou de 1947 a 1951. Seu quadriênio foi marcado por perseguições aos adversários e crises, como quando do rompimento com o PSP de Olavo Oliveira, da eleição de Menezes Pimentel para a vice-governa-doria, das acusações de corrupção na secretaria da educação e do caso da "chiquita bacana".
  • 58. ENTRE 1945 E 1964 Para as eleições de 1950, articulou-se um consenso entre as Raul Barbosa governou oligarquias com o entre 1951 e 1954. RealizouMovimento de União pelo uma tímida administração. Ceará (MUC= UDN +PSD), sem sucesso.
  • 59. ENTRE 1945 E 1964Em 1954 o udenista Paulo Sarasate• foi eleito governador do Estado. Entre 1955 e 1958 governou Paulo Sarasate, com grandes atritos entre a situação e os oposicionistas.Parsifal Barroso (1959-63)• rompendo com o PTB de Carlos Jereissati, criou a secretaria de agricultura, Indústria e Comércio, fundou o Partido Trabalhista Nacional (PTN) e apoiou a União Pelo Ceará, coligação envolvendo UDN e PSD em torno da candidatura governamental de Virgílio Távora.Virgilio Távora• Este foi o vitorioso nas eleições de 1962-64, pela primeira e única vez na república populista um governador cearense elegia seu sucessor.
  • 60. Ditadura Militar (1964-85)HISTÓRIA DO CEARÁ
  • 61. O GOLPE O golpe militar de 1964 permite dividir o primeiro governo de Virgílio Távora em duas fases; a primeira é marcada por contradições pois embora critique as reformas propostas Na segunda fase, Távora presta pelo presidente João Goulart, total apoio à ditadura militar.VT conta com verbas deste para implementar o PLAMEG, de caráter industrial.
  • 62. “SE AJEITANDO” No início da década de 1960, os setores populares e progressistas também agitavam-se no Ceará. Com o golpe, sofreram implacável repressão. Após o AI-2, o MDB cearense reuniu políticos do PSD e do PTB, enquanto na ARENA ficaram ex-membros do PSD, PSP, UDN e até do PTB.
  • 63. PLÁCIDO ADERALDO CASTELOEntre 1966 e 1971, governou PlácidoAderaldo Castelo, graças à influência dePaulo Sarasate. Com a morte de Paulo Sarasate em 1968, a ARENA local dividiu-se em facções lideradas pelos Coronéis Virgílio Távora, Adauto Bezerra e César CaIs.
  • 64. CÉSAR CAISNão agradou muito Sofreu grande derrotaaos outros coronéis. ao não eleger José Procurou formar e Edilson Távora ao privilegiar seu Senado em 1974 - O próprio grupo eleito foi Mamo político. Benevides, do MDB. governou entre 1971 e 1975.
  • 65. ADAUTO BEZERRAAdauto Bezerra administrou o estado de1975 a 1978; voltou-se para o interior, com a Secretaria para Assuntos Municipais. Em 1978, devido a acusações do envolvimento de sua famí-lia num assassinato, renunciou ao governo em favor do vice, Waldemar Alcântara .
  • 66. VIRGÍLIO TÁVORA – DE NOVO Entre 1979 e 1982, governou o Ceará pela segunda vez Virgílio Távora. Mais uma vez voltou-se para a industrialização do Estado. Esse período marca a rearticulação dos movimentos populares cearenses, em meio a grave seca.
  • 67. ACORDO DE BRASÍLIA Em 1982, VT, Adauto e César, ante as divergências para indicar o novo governador do Estado, assinam o "acordo de Brasília", dividindo a máquina administrativa entre si e colocando alguém "neutro" no poder, Gonzaga Mota.
  • 68. GONZAGA MOTA Ao longo de seu mandato, Mota rompeu com os coronéis ganhou notoriedade nacional ao apoiar a candidatura presidencial oposicionista de Tancredo Neves. Depois, ingressou no PMDB
  • 69. Nova RepúblicaHISTÓRIA DO CEARÁ
  • 70. GERAÇÃO CAMBEBA Os "jovens empresários" Em 1978, após anos de criticavam a ditadura, inércia, um grupo de os atos de "jovens empresários" clientelismo e assumiu o controle do corrupção dosCentro Industrial do Ceará(CIC) com pretensões de governos estaduais e conquistar o poder defendiam ainstrucional. Seu principal implementação delíder era Tasso Jereissati. um projeto liberal, para "humanizar" o capitalismo.
  • 71. TASSO JEREISSATI 1986-90 o desgaste e a o apoio divisão das prestado pela esquerdas burguesia locais urbana, a decadência o sucesso do dos currais plano cruzado eleitorais, elaborado levaram Jereissati à vitória, der-rotando o o "marketing O discurso candidato das político""mundancista", oligarquias elaborado tradi-cionais, Adauto Bezerra.
  • 72. TASSO JEREISSATI
  • 73. TASSO JEREISSATI Tasso assumindo a administração do Ceará em grave crise econômica, política e social, controlando o Estado do Cambeba,
  • 74. CIRO GOMES
  • 75. CONCLUSÃO – ERA CAMBEBA