Visão geo-ambiental da tragédia do Vale do Itajaí - Dr. Juarez Aumond

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Visão geo-ambiental da tragédia do Vale do Itajaí - Dr. Juarez Aumond

  1. 1. A MAIOR TRAGÉDIA GEOCLIMÁTICA BRASILEIRA Juares José Aumond [email_address] (47) 33551698 (47) 99892038
  2. 2. Balneário Camboriú Calamidade Pública em Santa Catarina 22, 23 e 24 de Novembro de 2008
  3. 10. SÍNTESE DA TRAGÉDIA <ul><li>Defesa Civil de Florianópolis, até às 22:00 horas do dia 06/12/08: </li></ul><ul><li>32.946 desalojados e desabrigados; </li></ul><ul><li>5.710 desabrigados (acampadas em abrigos); </li></ul><ul><li>27.236 desalojados (alojadas em casas de parentes e amigos); </li></ul><ul><li>122 mortes; </li></ul><ul><li>29 desaparecidos. </li></ul><ul><li>Total: </li></ul><ul><li>153 vítimas fatais. </li></ul>
  4. 11. EVENTOS CLIMÁTICOS <ul><li>Eras Glaciais </li></ul><ul><li>Efeito estufa/Chuvas excepcionais </li></ul><ul><li>Eustasia </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>Percepção humana: excepcionalidade </li></ul>
  5. 13. Eras glaciais X Interglacial (Pluvial) <ul><li>Características </li></ul><ul><li>Duração (10 mil x 120 mil anos) </li></ul><ul><li>Periodicidade - 16 </li></ul>
  6. 14. Ilhota (SC) Foto: J.J. Aumond
  7. 15. Foto: J.J. Aumond Jaguariaíva-PR
  8. 16. São José dos Ausentes (RS)
  9. 17. NATUREZA EM EQUILÍBRIO DINÂMICO <ul><li>Imutabilidade </li></ul><ul><li>Deriva continental </li></ul><ul><li>Rochas X Solos </li></ul><ul><li>Erosão X Deposição </li></ul><ul><li>Lapidação Modelado da Paisagem </li></ul>
  10. 18. A configuração atual é o resultado da lapidação geológica na busca da estabilidade dinâmica. Erosão deposição
  11. 19. Braço do Baú, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  12. 20. Remodelamento da Paisagem – Bairro Garcia, 2008 Foto: J.J. Aumond
  13. 21. DE TROEH, 1965.
  14. 22. Braço do Baú, 2008. Foto: J.J. Aumond
  15. 23. Bairro Garcia, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond Blumenau (SC)
  16. 24. <ul><li>ESTABILIZAÇÃO DA PAISAGEM </li></ul><ul><li>1918 </li></ul><ul><li>Evento pluviométrico </li></ul><ul><li>Corrida de Massa </li></ul>Vale do Rio Benedito Foto: J.J.Aumond
  17. 25. Áreas de Matacões, 2008 Vale do Rio Benedito Foto: J.J.Aumond
  18. 26. Ruptura Circular, 2008 Foto: J.J.Aumond
  19. 27. <ul><li>PRESENTE É A CHAVE DO PASSADO </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>O PASSADO É A PORTA PARA O ENTENDIMENTO DO FUTURO </li></ul>
  20. 28. Rodovia Antônio Heil Fotos: J.J.Aumond
  21. 29. Matacão antigo Mulde, Timbó, 2008 Foto: J.J. Aumond
  22. 30. <ul><li>Pedogênese X Morfogênese </li></ul><ul><li>Porque os escorregamentos ocorreram apenas nas Serras do Mar e Litorâneas ? </li></ul>
  23. 31. Timbó, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  24. 32. MAPA GEOLÓGICO
  25. 33. Porque não ocorreu problema no planalto ? Desenho: V.A.Peluso Jr .
  26. 36. Foto: J.J. Aumond
  27. 37. Benedito Novo, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  28. 38. Benedito Novo, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  29. 39. Benedito Novo, 2008 – Represamento do lago Foto: J.J. Aumond
  30. 40. Blumenau, 2008 Foto: J.J. Aumond
  31. 41. CAUSAS DOS ESCORREGAMENTOS <ul><li>Agentes predisponentes: </li></ul><ul><li>Morfologia da paisagem (relevo) </li></ul><ul><li>Geologia/geotecnia (solos profundos) </li></ul><ul><li>Intervenções humanas: obras de terraplanagem: Cortes/aterros; drenagem inadequada; Desmatamentos/Cultivos impróprios </li></ul><ul><li>Agente Detonador : </li></ul><ul><li>evento pluviométrico </li></ul>
  32. 42. Foto: J.J. Aumond
  33. 43. TIPOS DE ESCORREGAMENTOS (movimentos de massa) <ul><li>Quedas/tombamentos (Falls) </li></ul><ul><li>Escorregamentos (Slides) </li></ul><ul><li>Corridas de massa (Flows) </li></ul><ul><li>Escoamento/Rastejos (Creep) </li></ul>
  34. 44. 1 . RASTEJO Des.: MINEROPAR-1998
  35. 45. Rastejo <ul><li>SOLUÇÕES </li></ul><ul><li>impermeabilização da superfície do terreno </li></ul><ul><li>desvio e canalização das águas </li></ul><ul><li>drenagem profunda </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  36. 46. 2 . Escorregamento: tipos de movimentos de massa associados Des.: IPT/SP (1991)
  37. 47. ESCORREGAMENTO (ruptura circular) PERFIL PLANTA Des.: POP (1985)
  38. 48. Ruptura Circular BR-470 – Gaspar, 2008 Foto: J.J. Aumond
  39. 49. Benedito Novo, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  40. 50. Brusque, 2008 – Ruptura Circular Foto: J.J. Aumond
  41. 51. Mega escorregamento Santa Rosa Benedito Novo, 2008
  42. 52. Benedito Novo, 2008 – Ruptura Circular
  43. 53. Ruptura Circular, Rio Cunha Benedito Novo, 2008
  44. 54. Terraplenagem Blumenau, 12/2008 Foto: J.J. Aumond
  45. 55. Ruptura circular Zona de intumescência Blumenau, 2008 Foto: J.J. Aumond
  46. 56. Ruptura circular Zona de intumescência Blumenau, 2008 Foto: J.J. Aumond
  47. 57. Blumenau Antes do escorregamento J A R Ortigão & J Aumond
  48. 58. Depois
  49. 59. Retaludamento
  50. 60. Solo grampeado
  51. 61. Cortina ancorada
  52. 62. Gabião e cortina Aterro
  53. 63. Foto: J.J. Aumond Foto: J.J. Aumond Rua Hermann Huscher, Blumenau
  54. 64. Rua Hermann Huscher Foto: J.J. Aumond
  55. 65. Bairro da Velha
  56. 66. Alternativas
  57. 67. 3 . Modelo evolutivo do processo de queda de blocos Des.:MINEROPAR (1998)
  58. 68. 4 . CORRIDAS DE MASSA Des.: IPT/SP(1991)
  59. 69. Braço do Baú, 2008 Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  60. 70. Braço do Baú, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  61. 71. Braço do Bau, 2008 Corrida de Detritos Foto: J.J. Aumond
  62. 72. Braço do Baú Imagem antes da tragégia Foto: JPG
  63. 73. Antes … Braço do Baú J A R Ortigão & J Aumond Foto: J J Aumond
  64. 74. Braço do Baú Após tragédia, 2009 Foto: J.J. Aumond Após corrida de detritos
  65. 75. Braço do Baú Após tragédia, 2009 Foto: J.J. Aumond Após corrida de detritos
  66. 76. Contenção de corridas Barragens de contenção de detritos e de consolidação Face assimétrica Obras proteção transversal
  67. 77. Gaspar, 2008 –Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  68. 78. Braço do Baú, 2008 – Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  69. 79. Braço do Baú, 2008 - Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  70. 80. Braço do Baú, 2008 - Corrida de Massa Foto: J.J. Aumond
  71. 81. Atividades antrópicas indutoras dos escorregamentos no Vale do Itajaí
  72. 82. DECLIVIDADE E ALTURA EXCESSIVA DE CORTE <ul><li>SOLUÇÕES </li></ul><ul><li>Retaludamento </li></ul><ul><li>Execução de obras de contenção </li></ul><ul><li>Drenagem </li></ul>Des.: IPT (1991)
  73. 83. Brusque, 2008 – Corte em Encosta com Alta Declividade
  74. 84. Cortes em encostas com alta declividade <ul><li>SOLUÇÕES </li></ul><ul><li>desvio e canalização das águas </li></ul><ul><li>drenagem profunda </li></ul><ul><li>reparos e manutenção de redes de água/esgotos </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  75. 85. Blumenau, 2008 – Rua Hermann Huscher – Declividade e Altura Excessiva de Corte Foto: J.J. Aumond
  76. 86. ATERROS <ul><li>SOLUÇÕES: </li></ul><ul><li>compactação adequada </li></ul><ul><li>compactação da superfície final do aterro </li></ul><ul><li>sistema de drenagem </li></ul><ul><li>revegetação com gramíneas </li></ul>Des: IPT/SP(1991)
  77. 87. Blumenau, 2008 – Rua Progresso – Deslizamento em Aterro Foto: J.J. Aumond
  78. 88. EXECUÇÃO DE ATERROS INADEQUADOS <ul><li>SOLUÇÕES </li></ul><ul><li>Execução de reaterro/drenagem/ revegetação </li></ul><ul><li>Drenagem da fundação do aterro </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  79. 89. Gaspar, 2008. Foto: J.J. Aumond
  80. 90. Lançamento de águas servidas <ul><li>SOLUÇÃO </li></ul><ul><li>Implantação de rede de coleta e condução das águas servidas </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  81. 91. Blumenau, 2008 – Rua Itajaí – Lançamento de Águas Servidas Foto: J.J. Aumond
  82. 92. VAZAMENTO DE REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA <ul><li>SOLUÇÕES </li></ul><ul><li>Manutenção da rede </li></ul><ul><li>Implantação de rede de abastecimento adequada </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  83. 93. FOSSA SANITÁRIA <ul><li>SOLUÇÃO </li></ul><ul><li>Implantação de rede e dispositivos para tratamento e disposição de esgotos </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  84. 94. REMOÇÃO INDISCRIMINADA DA VEGETAÇÃO E CULTIVOS IMPRÓPRIOS <ul><li>SOLUÇÕES </li></ul><ul><li>Implantação de cobertura vegetal </li></ul><ul><li>Remoção de bananeiras </li></ul><ul><li>Drenagem </li></ul>Des.: IPT/SP (1991)
  85. 95. Braço do Baú, 2008. Foto: J.J. Aumond
  86. 96. Braço do Baú, 2008. Foto: J.J. Aumond
  87. 97. Foto: J.J. Aumond
  88. 98. Timbó, 2008. Foto: J.J. Aumond
  89. 99. F Foto: J.J. Aumond Timbó (2008)
  90. 100. Timbó (2008)
  91. 101. Rodovia Gaspar-Brusque, 2008. Foto: J.J. Aumond
  92. 102. Indaial, 2008. Foto: J.J. Aumond
  93. 103. Foto: J.J. Aumond
  94. 104. Foto: J.J. Aumond Braço do Baú (2008)
  95. 105. Foto: J.J. Aumond
  96. 106. Foto: J.J. Aumond
  97. 107. Foto: J.J. Aumond
  98. 108. Foto: J.J. Aumond
  99. 109. Foto: J.J. Aumond
  100. 110. Foto: J.J. Aumond
  101. 111. Foto: J.J. Aumond Estrada do Rio Azul
  102. 112. Foto: J.J. Aumond Estrada do Rio Azul
  103. 113. Foto: J.J. Aumond Navegantes (SC)
  104. 114. Foto: J.J. Aumond
  105. 115. Foto: J.J. Aumond
  106. 116. OCUPAÇÃO DE ENCOSTAS Des.: IPT/SP(2003)
  107. 117. Blumenau, 2008 – Bairro Garcia – Ocupação de Encosta Foto J.J. Aumond
  108. 118. Foto: Wilson E. Pires Rua Araranguá – Bairro Garcia - Blumenau
  109. 119. Foto: Wilson E. Pires Rua Araranguá – Bairro Garcia - Blumenau
  110. 120. Foto: J.J. Aumond Blumenau (SC) 2008
  111. 129. EM BUSCA DO ENTENDIMENTO <ul><li>Principais movimentos de massa: </li></ul><ul><li>Rocha/solo </li></ul><ul><li>Tipo de encosta </li></ul><ul><li>Estado da encosta </li></ul><ul><li>Declividade </li></ul><ul><li>Tipo de movimento de massa </li></ul><ul><li>Dimensão </li></ul>
  112. 130. Local Solo rocha Tipo de encosta Estado da encosta Declivi-dade Tipo de movimento de massa Tama-nho metros Rio Cunha Rio dos Cedros solo>rocha gnaisse Convexa/ concava Pastagem/pinus/campo de matacões 20 o /30 o C=600 Rio Ferro Benedito Novo solo>rocha - gnaisse Convexa/ concava Desmatada eucalipto 20 0 Escorregamento e corrida de massa C=150 L=100 H =30 Ribeirão das Antas Benedto Novo Solo > rocha gnaisse côncava Pastagem/mata secundária campo matacões + 25 0 Corrida de terra/bloco C=200 L= 30 E= 15
  113. 131. Rio Fortuna Benedito Novo solo> rocha Convexa /côncava Corte estrada mata secundária 15 0 /20 0 Corrida de terra e bloco C=200 L= 50 E>15 Rio Tigre Benedito Novo Solo=bloco retilínia Desmatada e mata secundária >20 0 Corrida de terra e bloco C=200 Rio Cunha Benedito Novo Solo=rocha Côncava /convexa Pastagem em campo de matacões 15 0 à 30 0 circular C=150 L=200 10 Desliza- mentos Brusque solo retilínia Antropoficamente modificadas com cortes e aterros variável circular Variável
  114. 132. 7 Estrada Brusque/ Gaspar solo Cortes realizados pelo DER Predominantemente.... circular De...m à ....m Bau Central Guermer Ganulito/Conglomerado Retilínia côncava e convexa Mata secundária ---------- 3Circular e 1 corrida de massa C=1500 H>15 a.Baú Central Roberto Reichert pedra>solo Gnaisse ---- Próximo capoeirão e eucalipto > 30 0 Corrida de detritos C= 1000 L=10 à 40 b.Baú Central –Encosta Direita Gnaisse côncavoconvexo Eucalipto, bananeira e capoeira ≥ 20 0 Corrida de massa C= 400 L= 200 H>15 c.Várias circulares solo retilínia Bananal e capoeira >25 Ruptura circular C≈300 L= 130 H=10 d.Margem esquerda Sra.Celia rocha>solo Campo de matacões -------- Capoeira Capoeirão Eucalipto Parte superior:>30 0 Inferior: ≤ 15 0 Corrida de massa C=1500 L=25/50
  115. 133. E. Rocha=solo Campo de matacão côcava 12 0 à 15 0 Corrida de massa C=1000 L=40 à 100 H=15 F. Solo vermelho (gnaisse) retilínia Mata primária (alterada ?) Pinus e bananeira 15 0 à 30 0 Base: 5 0 Corrida de massa C=650 L≈50 à 300 na base E=45 G. Norte da vila solo>pedra Gnaisse retilínea Bananal >30 0 Corrida de massa C=350 L=30/50 E=2 à 9 H. Estrada Rio Azul solo>rocha Gnaisse Levemente convexa Copeirão com eucalipto jovem a esquerda ≤ 25 0 Corrida de massa C=140 L=30/50 E=4≤ I. Estrada Rio Azul (6 mortes) solo>rocha Gnaisse Levemente convexa Capoeirão no topo eucalipto em ambos lados ±30 0 Corrida de massa C=200 L=40/50 E=5<
  116. 134. J. Estrada Rio Azul (2 mortes) solo>rocha Gnaisse Retlínia para côncava Capoeira (?) e campo à direita 20 0 Corrida de massa C=150 L=40/50 E=5 K. (6 mortes) solo>rocha Gnaisse -------- Capoeirão/ mata secundária ≤ 30 0 Corrida de massa C=500 L=30 à 60 no fim E=10 Área urbana Gaspar Rocha cataclasada solo>rocha Retilínia Corte Corte Samanbaia 45 0 Circular/planar C=30 L≈50 Esp≈3 Gaspar Rua 13 de Maio Solo vermelho Retilínia Corte Corte Desmatado 57 0 Circular/planar Esp≈15 Gasparinho Orivaldo Pedron rocha>solo Detritos de xisto, granito e conglomerado côncava Mata primária alterada 26 0 à 45 0 5 rupturas circulares e planar e uma grande corrida de detritos Corrida: C=600 L=10 à 40 E=1 à 6 Bairro de Velha Blumenau: 5 óbitos Granulito solo>rocha côncava Capoeirão?? Eucalipto Início= 40 0 Meio= 25/30 0 Final≈ 15 0 Corrida de massa C=500 L≈70 E≈15
  117. 135. Rua Hermann Huscher Blumenau Argissolo vermelho Retilínia Corte Área Urbanizada >45 Ruptura circular/corrida de massa C=70 L≈160 E=25 Progresso Curva Cemitério Blumenau Argissolo de ardósia Retilínia Corte Corte estrada mínimo de 10 até mais de 20 metros 43 0 Circular/Planar C≈90 L≈140 E= 10 Rua Progresso Blumenau Argissolo Arenito conglomerático argila>rocha Retilínia Corte ≈11 40 0 Circular/Planar C=110 L≈70 diminuindo no topo E= 15 Morro Coripós solo>rocha granulito Retilíniacôncava convexa Corte Ocupação urbana desordenada 30 0 /45 0 7 rupturas Circulares/ corridas de massa C>350 L=350 E≤15
  118. 136. CONSIDERAÇÕES FINAIS <ul><li>Os fatores predisponentes dos movimentos gravitacionais foram, o relevo, as características geológicas e geotécnicas (solos profundos), a ausência de vegetação, as características climáticas da região, o nível freático e principalmente as intervenções humanas. </li></ul><ul><li>O principal agente detonador dos movimentos gravitacionais de massa foi a água, </li></ul><ul><li>Houve um absoluto predomínio de movimentos de massa em áreas antropofisadas por desmatamentos, cortes e aterros, tanto em áreas urbanas, como em áreas rurais (>80%). </li></ul>
  119. 137. <ul><li>Em áreas urbanas, os cortes e aterros para estradas e benfeitorias constituíram nas causas predisponentes mais relevantes. Houveram áreas que todos os cortes provocaram deslizamentos. </li></ul><ul><li>Nas áreas rurais, a associação de matacões (campos de matacões) com superfícies côncavas (vales) evidência alto risco e devem ser evitadas para áreas de obras civis de ocupação permanente, como, por exemplo, residências. Essas áreas podem ser utilizadas para agricultura, silvicultura e pecuária. A implantação de PCHs nas circunvizinhanças dessas áreas deve ser evitada. </li></ul>CONSIDERAÇÕES FINAIS
  120. 138. <ul><li>Para onde expandir a ocupação urbana e industrial , considerando que mesmo áreas que não eram de risco sofreram movimentos de massa de grandes proporções ? </li></ul><ul><li>Como resolver esse dilema com o crescimento populacional e a necessidade de expansão das atividades econômicas ocupando cada vez mais áreas naturais ? </li></ul>CONSIDERAÇÕES FINAIS
  121. 139. Respeito ao Código Ambiental <ul><li>Não ocupar Áreas Ambientalmente Frágeis </li></ul><ul><li>Delimitação e desocupação permanente de Áreas de Risco </li></ul><ul><li>Adaptação nossos Projetos ao Meio Físico e não este aos Projetos </li></ul><ul><li>Verticalização Urbana </li></ul><ul><li>Repensar a Defesa Civil </li></ul><ul><li>Educação com valorização do meio natural </li></ul>
  122. 140. E agora, o que fazer ? <ul><li>Estamos engessados! </li></ul><ul><li>Recursos </li></ul><ul><li>Inexperiência </li></ul><ul><li>Falta de liderança/coordenação </li></ul><ul><li>Falta de definições técnicas adequa- </li></ul><ul><li>das/insegurança </li></ul><ul><li>Tomada de atitudes: curto, médio e longo prazo! </li></ul><ul><li>Recomendações básicas </li></ul><ul><li>Evitar cortes na base dos escorregamentos </li></ul><ul><li>Retaludamentos do topo para a base </li></ul><ul><li>Desmatamentos exclusivamente orientado </li></ul><ul><li>Drenagem/drenagem/denagem! </li></ul><ul><li>Impremeabilização de fraturas </li></ul><ul><li>Monitoramento de fendas e trincas etc... </li></ul><ul><li>Modelo de Sistema de Gerenciamento de Riscos/Sistema de alarme ! (Decreto 1940 de 3/12/2008) </li></ul>
  123. 141. Braço do Baú Garapuvú: 2008 sp. pioneira Foto: J.J. Aumond
  124. 142. A MAIOR TRAGÉDIA GEOCLIMÁTICA BRASILEIRA Juares José Aumond [email_address] (47) 33551698 (47) 99892038 OBRIGADO!
  125. 143. ANÁLISES EMERGENCIAIS PARA SITUAÇÕES DE RISCO DE DESLIZAMENTOS Local: Coordenadas: Nome do analista: Data: ____/ ____/ ______ . O objetivo desta análise é apenas indicar uma ordem de prioridade, não servindo para avaliação objetiva do perigo. (Adaptado de: CENACID – UFPR – Renato Lima. Recomendações: Grau Estado Baixo (Valor 1) Médio (Valor 2) Alto (Valor 3) Risco Iminente (Valor 5) Grau Avaliado Fase do Processo Já ocorrido e sem perspectiva de evolução Movimento lento (mm-cm/ano) Movimento moderado (m/ano) Movimento acelerado (m/mês ou mais) Volume provável de deslizamento Até 50 m 3 (Ex:10 x 5 m em superfície) ~500 m 3 (Ex: 10 x 50 m em superfície) ~5.000 m 3 (Ex: 100 x 50 m em superfície) ~50.000 m 3 (Ex: 100 x 500 m em superfície) Velocidade e distância provável do escorregamento Moderada e curta distância (até 50 m) Moderada e por longa distância (maior que 50 m) Rápida e por curta distância (deslizamento) Rápida e por longa distância (queda de blocos e/ou fluxos) Impacto e característica provável da área afetada Ambiente natural (apenas vegetação) Estruturas civis não-habitáveis (rodovias, muros etc.) Estruturas civis habitáveis (baixa densidade de casas, escolas etc.) Estruturas civis habitáveis (alta densidade de casas, escolas etc.) Fatores agravantes (discriminar) (considerar presença de: água vertendo, sobrecarga devido à presença de construções, lagoas, galpões etc.) TOTAL=
  126. 144. Tipo de movimento de massa Escorregamento – movimento curto com ruptura geralmente circular Fluxo – movimento corrido de lama e pedra, geralmente por mais longa distância. Indicativos de Atenção <ul><li>Presença de: </li></ul><ul><li>árvores, postes, cercas inclinadas; </li></ul><ul><li>trincas em muros, paredes etc.; </li></ul><ul><li>trincas no solo; </li></ul><ul><li>desalinhamentos de rodovias, cercas, muros etc.; </li></ul><ul><li>fendas, rachaduras, vertentes de água, inchaços na base dos escorregamentos; </li></ul><ul><li>cor turva nas águas dos ribeirões próximos; </li></ul><ul><li>vazamento de rede de água e esgoto; </li></ul><ul><li>concentração de água de telhados em áreas com fendas; </li></ul><ul><li>cicatrizes de escorregamentos anteriores; </li></ul><ul><li>ruídos e estalos estranhos na área; </li></ul><ul><li>solo encharcado (sobrecarga); </li></ul><ul><li>solos profundos (espessos); </li></ul><ul><li>muros estufados; </li></ul><ul><li>planos de fraqueza e fraturas no solo/rocha; </li></ul><ul><li>declividade acentuada dos taludes (acima de 30 o ); </li></ul><ul><li>residências próximas de córregos e ribeirões; </li></ul><ul><li>grandes blocos de pedra expostos. </li></ul><ul><li>. </li></ul>Medidas de monitoramento sugeridas <ul><li>Avaliar o avanço da largura das fendas, de rachaduras; dos desalinhamentos de muros, de árvores, de postes; e a evolução do fluxo de água dentro do maciço; </li></ul><ul><li>Para verificar o avanço das fendas e desalinhamentos, utilizar duas estacas com barbante distendido e, para verificar o aumento da inclinação, utilizar um fio-de-prumo. </li></ul><ul><li>Acompanhar as Previsões de Tempo, principalmente as estimativas de chuva. </li></ul>
  127. 145. Após … Foto: J.J. Aumond

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