Your SlideShare is downloading. ×
  • Like
Fénix Digital nº 3
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Now you can save presentations on your phone or tablet

Available for both IPhone and Android

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Fénix Digital nº 3

  • 844 views
Published

Jornal Fénix Digital nº 3

Jornal Fénix Digital nº 3

Published in Education , News & Politics
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
844
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
12
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Fénix Digital Número 3 | Periodicidade Trimestral | Julho 2011EditorialElementos, Dinâmicas, SucessosO terceiro e último número deste ano do Jornal Fénix Digital guesa e Matemática) e numa formação pedagógica mais trans-vem confirmar o que já sabíamos: as escolas e os agrupamentos versal realizada em diversos seminários regionais, para além doda rede Fénix afirmaram-se à escala nacional como um conjunto encontro nacional dirigido pelo prof. António Nóvoa.com uma identidade própria, com dinâmicas de intervenção ter- Não há dúvida que o conhecimento, a escuta e a proximidaderitorial, com práticas pedagógicas e organizacionais geradores foram os elementos que geraram uma dinâmica que conduziu ade sucessos de natureza plural. excelentes resultados escolares no final do ano. A nível de cadaNeste número, continuamos a dar voz às escolas e aos pro- agrupamento e da equipa AMA-Fénix. Por isso, neste número,fessores, praticando deste modo os direitos de autoria. Conti- não podemos deixar de enunciar uma palavra de satisfação enuamos a convidar personalidades de referência no campo da congratulação: satisfação pelo sentido de elevada responsabili-educação para enriquecerem o nosso conhecimento e o nosso dade e compromisso; congratulação pelas qualidades dos pro-olhar. Continuamos a ser o palco das palavras que acedem os cessos pedagógicos e dos resultados alcançados.Todas as pesso-horizontes de possibilidade de aprendizagens exigentes e rele- as que trabalharam nestes territórios onde se teceu um sucessovantes. mais consistente merecem o reconhecimento e os parabéns.O Projecto Fénix assume-se cada vez mais como a promessa E que nos alentam para um novo ano que não pode deixar decumprida de mais e melhores aprendizagens para todos os alu- continuar a ser de grande exigência nos modos de fazer apren-nos. Para isso investiu numa formação disciplinar realizada ao der os alunos e de comprometer todos os actores educativoslongo do ano e centrada na acção (nos casos da Língua Portu-José Matias Alves 1
  • 2. ÍndicePág. 3 - Crónica - Luísa AraújoPág. 4 - Algumas Notas Sobre o Projecto Fénix -Cristina LoureiroPág. 5-6 - O Presente do Futuro - Júlio CastroPág. 7 - Diário de Viagem - Maria Conceição JorgePág. 8 - Blogar no 1ºCiclo - João ChanocaPág. 9-10 - Testemunhos - Cristina Almeida, Júlio Sousa,Marisa Carvalho e Gabriela VelasquezPág. 11-12 - À Conversa com... Helena DamiãoPág. 13-14 - NotíciasPág. 15 - Arte e Motivação - Criação de Fantoches na Es-cola de Mões Agrupamento de Escolas de Castro de AiresPág. 16 - O Projecto Fénix em Rede:Visitas e Encon-tros RegionaisPág. 17 - Formação Fénix 2010/2011Pág. 18 - Seminário Nacional Mais Sucesso – ProjectoFénix Sessão de Encerramento – 15 de Julho de 2011Pág. 19-20 - LeiturasPág. 21 - A Escola com a Família - Madalena CavacoPág. 22 - A palavra a Manuel António PinaPág. 23 - Recursos DigitaisPág. 24 - Imprensa na Escola 2
  • 3. CrónicaA Educação Pré-escolar e o Bem EstarEm Portugal, o investimento público na educação pré-escolar mais que gramas durante a primeira infância também afecta o bem estar futuro eduplicou desde 1996. Balanços recentes sobre o impacto da frequência as aprendizagens na etapa de ensino subsequente. A utilização, para finspré-escolar no bem estar dos adultos de amanhã, a nível educacional e de monitorização, de indicadores de qualidade como sejam a formaçãosócio-afectivo, não parecem deixar dúvidas: o investimento neste pri- universitária dos educadores, o rácio-educador-criança e a adequaçãomeiro nível de educação deixa marcas positivas e indeléveis (Reynolds, dos espaços físicos à actividade pedagógica estão já bem cimentadosTemple, Ou, Arteaga & White, 2011). Adultos na terceira década de vida tanto em Portugal como na Europa em geral.que frequentaram o pré-escolar enquanto crianças, quando comparados Mais recentemente, têm-se feito vários estudos que procuram compre-com as que não participaram, tem mais sucesso na escola, melhor saúde ender como a qualidade dos programas curriculares para a educaçãoe melhores empregos e salários. E o impacto não se limita ao bem estar pré-escolar podem servir de alavanca para as aprendizagens no 1.º Ciclopessoal mas também ao bem estar social, já que as crianças que frequen- e resultados mostram que programas mais sequenciais asseguram umatam este nível de ensino se revelam socialmente bem adaptadas.Têm ín- melhor transição. Por exemplo, sabe-se hoje que as crianças que iniciamdices de comportamentos delinquentes e de abuso de subtâncias ilícitas o 1º. Ciclo com pouco ou nenhum conhecimento das letras do alfabetobem mais reduzidos do que aquelas que não frequentam o pré-escolar. têm maior probabilidade de ter problemas na aprendizagem da leitura.Na União Europeia, o conceito de acesso universal a este nível educa- Sabe-se ainda a enorme importância que a leitura em voz alta feita re-cional pressupõe a cobertura de crianças entre os três e os cinco anos gularmente pelo educador tem no acumular de novos conceitos e dede idade. No entanto, nem todos os países, Portugal incluído, consegui- vocabulário por parte das crianças. Iniciativas como o Plano Nacional deram até agora chegar ao patamar de inclusão de 90% das crianças entre Leitura de certo contribuem para que boas práticas como estas ganhemestas idades na educação pré-escolar. Em Portugal, só entre os quatro e terreno. No entanto, talvez fosse tempo para rever as pioneiras orienta-os cinco anos de idade se regista uma taxa ligeiramente superior a 90%. ções curriculares para a educação pré-escolar pois parece que melhoresQuer isto dizer que ainda há um caminho a percorrer, mas não podemos orientações podem levar a melhores resultados.deixar de considerar apenas metas quantitativas. A qualidade dos pro-Luísa AraújoJoint Research Center, European Commission   3
  • 4. Algumasnotas o sobre Projecto FénixNa EB Comendador Ângelo Azevedo, o Projecto Fénix envolve duas Esta possibilidade de trabalhar com grupos com características bem di-turmas do sexto ano de escolaridade e duas turmas do oitavo ano, em- ferentes é sem dúvida fundamental e implica um respeito pela individu-bora apenas o oitavo ano tenha sido objecto de contratualização oficial alidade dos nossos alunos, que devem ser encarados de acordo com asnas áreas curriculares disciplinares de Língua Portuguesa e Matemática. suas especificidades.Como pontos fortes do Projecto, é de realçar uma intensa cooperação Na nossa escola, a constituição dos ninhos teve por base as compe-entre os docentes que trabalham de uma forma muito produtiva na tências que os alunos apresentavam, não só ao nível das aprendizagensdefinição de competências e na selecção de metodologias e estratégias escolares, mas também pessoais e sociais. A integração em grupos maismais adequadas aos grupos com os quais lidam diariamente. reduzidos foi muito benéfica para alguns alunos que, embora não apre-O trabalho de cooperação permitiu a concretização de actividades que sentassem grandes dificuldades ao nível das aprendizagens escolares, re-nunca se realizaram na escola. Um dos exemplos é o Atelier de Escrita velavam uma fraca auto-estima que estava a condicionar o seu sucessoCriativa que envolveu os alunos do 8º ano em várias actividades de es- pleno.crita com o intuito de desenvolver nos alunos o gosto pela escrita. A satisfação dos docentes envolvidos no Projecto manifesta-se quandoOs resultados obtidos pelos alunos permitem-nos concluir que o Pro- os alunos conseguem atingir os objectivos definidos e se apercebemjecto está a dar os seus frutos. Efectivamente, o número de alunos com que os progressos feitos pelos alunos estão a ter reflexos positivos nasnível inferior a três é mais reduzido quando comparado com os da- outras áreas curriculares disciplinares.dos de anos anteriores. Para além disso, é de sublinhar que a criação Para valorizar o grupo de alunos envolvidos no Projecto foi comemora-de turmas de homogeneidade relativa permitiu-nos reunir um número do o Dia do Projecto Fénix na BE/CRE, no dia 7 de Junho. Decorreramsignificativo de alunos que consegue atingir de forma rápida e eficaz as exposições com trabalhos realizados pelos alunos nas diferentes áreascompetências, o que contribuiu para a existência de um elevado núme- curriculares disciplinares e não disciplinares e uma projecção com váriasro de alunos com níveis quatro e cinco, comparativamente com o que fotografias dos alunos Fénix que participaram em diferentes actividades.existia em anos anteriores. Este conjunto de alunos é um verdadeirodesafio, pois consegue-se ir mais além do que aquilo que foi inicialmentedefinido.Cristina LoureiroEB Comendador Ângelo Azevedo 4
  • 5. O presente do futuro“Nenhum vento é favorável para um barco que anda à deriva. E anda à 3.Explicação da distribuição dos horáriosderiva se não existe um projecto concreto de viagem, se não há forma de Numa perspectiva organizacional, constituímos os apoios nas turmascontrolar o barco ou se não estamos a navegar na direcção correcta” Santos do Agrupamento de Escolas de Vagos, seguindo a filosofia dos Ninhos.Guerra, 2002. Assim: 3.1. No primeiro ciclo, constituímos Ninhos nas turmas que te-1.Breve nota sobre o contexto do Projecto rão apoio. A gestão dos Apoios foi feita de acordo com princípios deNo ano lectivo 2009-2010, um novo desafio foi colocado ao nosso Agru- ordem pedagógica, de apoiar um grupo reduzido de alunos, num outropamento ao sermos seleccionados para o Projecto Mais Sucesso Escolar espaço e trabalhando os mesmos conteúdos/competências que o pro-– Tipologia Fénix. A filosofia, metodologia de trabalho do Projecto Fé- fessor titular, reajustando a gestão dos tempos lectivos de cada área cur-nix, veio exactamente ao encontro das nossas preocupações ligadas ao ricular intervencionada, de modo a fazer coincidir o horário das Turmasprincípio nuclear da diferenciação pedagógica, no sentido de responder com o dos Ninhos.com qualidade à diversidade e heterogeneidade dos alunos. Permitiu 3.2. Nos 2º e 3º Ciclos, foram constituídos Ninhos em váriasdesde logo aos professores integrados nas turmas com o Projecto Fé- turmas utilizando as horas supervenientes dos professores e horas enix, “descalçarem-se”. Foi preciso deixarem “os sapatos na soleira da lectivas dos professores do quadro com insuficiência de horário. Assimporta dos tempos novos” (Mia Couto). Sapatos aqui, naturalmente em à mesma hora que está a ser leccionada uma aula, por exemplo de LP ousentido figurado, no sentido de uma atitude nova, activa, marcada por Matemática, existirão Ninhos que recebem alunos dessas turmas. Estauma inquietação solidária e de rebeldia construtiva. Trabalho colaborati- perspectiva organizacional implica um trabalho de articulação entre ovo, partilha, troca de experiências, conversa/reflexão/discussão sobre o professor da disciplina e o professor dos Ninhos. Os professores dosessencial, permitiram criar um clima de trabalho sereno, tranquilo mas Ninhos têm uma hora na sua componente não lectiva para articularao mesmo tempo de conquista, de experiência, de inovação. com o professor titular. 3.3. Esta organização dos apoios ocorreu nas turmas que não2.As mudanças já realizadas e os factores/variáveis que estão abrangidas pelo Projecto. Deste modo, durante este ano lectivoas possibilitaram 65% das nossas turmas 74 turmas, foram abrangidas por este modeloA entrada no Projecto Fénix permitiu criar na escola dinâmicas interes- organizacional ao nível dos Apoios.santes, quer ao nível organizacional, quer ao nível do debate/reflexão Porque queremos uma Escola que se organiza, que se reorganiza, queenquanto organização aprendente. Esta prática teve resultados muito pensa, que tem massa crítica, que atinge resultados e comprometidapositivos quer ao nível do desempenho das aprendizagens dos alunos, com os seus resultados e desempenhos, entendemos que esta apropria-quer ao nível do papel do professor na construção da sua profissiona- ção do projecto e o seu alargamento se traduz naquilo que é o objectivolidade, nomeadamente nos professores dos apoios ao nível do 1º ciclo, supremos de qualquer organização: Criar Valor.pois passaram a articular de uma forma mais consistente com o profes- Cada um de nós deve dar o seu contributo para os processos de mu-sor titular. dança e implementar os processos de melhoria, partir desta visão, sentirA grande alteração decorrente da implementação do Projecto situa-se uma inquietação no sentido de procurar cada vez fazer melhor, nesteao nível da mudança do paradigma dos apoios. E esta transformação cria processo de construção de uma escola que se quer de qualidade. E a es-em todos, alunos e professores, uma situação de grande conforto. cola enquanto organização, deve partir do princípio que qualquer insti- 5
  • 6. tuição deve ser uma organização aprendente. Este aspecto biológico de organização (o desenvolvimento profissional do professor assenta naqualquer organização é muito importante, pois uma organização, cresce, capacidade de reflectir sobre a sua experiência e no envolvimento coo-desenvolve-se, adapta-se e sobrevive ou simplesmente entra em crise. perado com os outros colegas, ao nível da intervenção e reflexão).Assim, exige-se uma escola dinâmica, mais humana e criativa, que vise Como diz o Pedro Abrunhosa numa das suas canções: “O caminho faz-a promoção de aprendizagens significativas (académicas e não acadé- -se entre o alvo e a seta / e que nunca caiam as pontes entre nós”. Omicas) e a formação integral dos estudantes (crianças, adolescentes e caminho, a liderança, a nossa capacidade de sentir, melhorar, imaginar ajovens). organização é fundamental. Numa época de desafios, três aspectos assu-As pessoas são o principal capital das organizações. Sem a contribuição mem-se como importantes para a excelência educativa, como afirmou ode todos e de cada um, as organizações não funcionam. As organiza- Professor Roberto Carneiro “a responsabilidade social, a aprendizagemções devem incentivar os actores à mudança, quer nas atitudes, quer nas de cada elemento da comunidade educativa, a importância da organiza-competências. ção”. Segundo o Professor Roberto Carneiro, o bom professor é o queDaí a importância de uma liderança transformadora e crítica que faça da “… me leva a lugares onde nunca estive …” o professor excelente é oEscola, uma instituição simultaneamente mais humana e mais prestigiada, que “transforma o lugar onde estou.” Esta capacidade de acreditar, deque procure encontrar nas dificuldades, desafios. A grande questão que transformar o nosso mundo leva-me a dizer que tal só é possível quan-se coloca nos tempos que correm é o da qualidade na educação – no do descobrimos o nosso “Elemento” segundo Ken Robinson “o termocontexto sala de aula (assente no princípio nuclear da diferenciação para descrever o lugar onde as coisas que adoramos fazer e as coisaspedagógica, no sentido de responder com qualidade à diversidade e he- em que somos bons se reúnem. Julgo ser essencial que cada um deterogeneidade dos alunos – e aqui temos o exemplo do Projecto Fénix, nós encontre o seu Elemento, não só porque nos tornará pessoas maiscomo forma de intervenção neste campo, quer do ponto de vista orga- realizadas, mas sobretudo porque o futuro das nossas comunidades enizacional, quer do ponto de vista pedagógico, com a construção de um instituições dependerá disso à medida que o mundo evoluir.”novo paradigma) e na organização e funcionamento da escola enquantoJúlio CastroDirector do Agrupamento de Escolas de Vagos 6
  • 7. «Diário de Viagem»Da Capital à «Cidade dos Estudantes»Reflexão sobre a 4ª Sessão de Formação FénixEsta sessão de Formação Fénix em Língua Portuguesa distingue-se de os mais irrequietos sossegam e revelam um nível de atenção superiortodas as outras e não apenas por ser a última de quatro jornadas (in- ao habitual, sentindo o tempo da aula fluir sem enfado enquanto se lêemtercaladas pela operacionalização junto dos alunos), marca-a a viagem as aventuras do aviador-criança e do pequeno príncipe com maturidadeindividual de Expresso sem a agradável companhia de colegas, mas, por de crescido. Trata-se de uma obra intemporal que aproxima e, de cer-outro lado, com a tranquilidade, a liberdade de pensamento e a medi- to modo, reconcilia o adulto e a criança, esta que questiona o mundotação proporcionadas pela observação da paisagem verde a «subir» a das «pessoas grandes», que sobrevalorizam os números, as aparências, eEstremadura até à cidade carismática de Coimbra. foca-nos no “essencial” de todos nós, além de facilitar ao jovem leitor aNa mala, O Principezinho, um dos livros da minha vida, uma edição de compreensão da linguagem conotativa e simbólica.há, pelo menos, trinta e cinco anos, recomendada pela professora de Terminada a sessão, regresso a casa com a «mochila» mais apetrechadaLíngua Portuguesa e oferecida pelos meus pais, lida e relida desde então de propostas e materiais úteis para trabalhar as competências da leituracom renovado entendimento e satisfação, como uma lufada de ar fresco. e da escrita no contexto do Novo Programa de Português do EnsinoEsta obra, eleita para o «Fórum de Leitores» dinamizado pelo formador Básico (NPPEB) e da realidade exigente de diferenciar para ensinar deVilas-Boas, continua a «cativar» os alunos, dos quais se diz que não gos- forma significativa.tam de ler, mas rendem-se, para o próprio espanto, à sua leitura; mesmoMaria da Conceição JorgeE.B. 2,3 António Bento Franco - Ericeira 7
  • 8. Blogar no lº Ciclo (Comunidades virtuais)O Blogue (a postagem”, a edição de imagens estáticas e em movimento, audiência para as suas ideias, opiniões e produções, o que acarreta, poros sons e o podcasting) proporciona-nos a produção de novos espaços sua vez, um aumento considerável nos níveis de exigência, de interessede discussão sobre as aprendizagens mais significativas do desenvolvi- e de motivação para a aprendizagem.mento curricular, do estudo do meio ao desenvolvimento das compe- A edição de um blogue, visto como um novo espaço cooperativotências linguísticas, do pensamento crítico à capacidade de diálogo, à de escrita e de leitura colaborativa (aprendizagem), é, aoargumentação e à persuasão. Paralelamente, promove oportunidades mesmo tempo, a ligação directa com a informação. Parece-nos, pois, oúnicas, quando os alunos passam a ser geradores das suas aprendizagens, espaço perfeito para introduzir os alunos no mundo potencial de co-mais do que simples consumidores, um pouco passivos e acríticos. O municação, num mundo de aprendizagem em rede e, finalmente intro-Blogue e todas as suas ferramentas de auxílio e, muito concretamente, duzi- los nas aprendizagens de um nova competência textual: a leitura eo podcasting, dão aos alunos instrumentos e ferramentas para uma nova a escrita com novos e inéditos objectivos.João ChanocaEB1 da Vagueira - Agrupamento de Vagos “A Nossa Turma” Blog da EB1 da Vagueira http://estatudopertodenos.blogspot.com Um blog a consultar 8
  • 9. TestemunhosTestemunho de uma mãe Projecto Fénix Um Projecto gratificanteDa Escola de Santa Iria da Azoia chega-nos o testemunho de AnaCristina Lopes: “A integração dos alunos neste projecto tem sido uma mais-valia para“Este projecto, além de ter sido uma atitude positiva da escola para com a aquisição de competências básicas fundamentais e, por conseguinte,os alunos, ajudou-os num melhor desempenho e sucesso escolar, trouxe para a sua progressão ao nível das aprendizagens, dado que integramum melhor equilíbrio no percurso da sua aprendizagem, assim como um grupo com menos elementos, conseguindo-se uma melhor diferen-maior motivação e interesse pela escola. ciação pedagógica, participação constante de todos os alunos, respeito pelos ritmos de trabalho de cada um e um excelente clima de aula favo-Para a escola, penso que foi um processo de mudança e evolução para rável às aprendizagens.melhor, no sentido de ter melhorado a qualidade do ensino que passa, Todos os alunos mostraram-se empenhados, trabalhadores e motivados,não só, pela condição física e material da escola, mas também pelo apoio nos Ninhos. Cumpriram todas as actividades apresentadas e os seusaos seus alunos tornando-se assim uma referência muito positiva e a ser resultados foram uma clara evidência do seu esforço e empenho.continuada.” Têm sido para mim muito gratificante participar neste Projecto, bem como nos Encontros e Formações quer no ano transacto quer no pre- sente ano lectivo.”Aprender na verdadeira acepção da palavra Marisa Carvalho Agrupamento de Escolas Padre António Martins de Oliveira, Lagoa“É com enorme agrado que deixo aqui registado o quão útil foi paratodos nós, docentes de Língua Portuguesa, a oportunidade de participar Articulação curricular no Projecto Fénixe partilhar das propostas de trabalho que nos chegaram via Dr. AntónioVilas-Boas. Sem teorizações em excesso, com uma componente muitoprática e com critérios muito objectivos, foi possível trabalhar o NPPEB, A aplicação do Projecto Mais Sucesso Escolar (PMSE), tipologia Fénix,para os 2º e 3º ciclos, sobretudo, nos domínios da leitura e da escrita, permitiu o desenvolvimento de uma outra forma de articulação curri-pondo em prática oficinas reais de escrita e fóruns de leitores, onde é cular envolvendo os docentes do 1º, 2º e 3º ciclos.possível atender à diferença e conduzir ao desenvolvimento efectivo Na realidade, a aplicação deste Projecto no Agrupamento de Escolas dede competências. Conseguiu-se, naquelas sessões – que terminavam tão Salir abrange turmas do 1º ciclo e do 3º ciclo. São feitas, regularmente,rapidamente! - provar que, mesmo os alunos menos motivados, em situ- reuniões com todos os docentes envolvidos nomeadamente os profes-ações ali retratadas, querem ler e querem escrever (se souberem como sores titulares de turma no caso do 1º ciclo e os Directores de turmafazê-lo e se essa tarefa lhes for útil) e ficam felizes por demonstrá-lo. no caso do 3º ciclo, para permitir articular todo o trabalho desenvolvi-Não me recordo de ter participado, ao longo de toda a minha vida pro- do e a desenvolver, situação que, depois,“transita” para os Conselhos defissional, numa formação, onde tivesse sido possível aprender tanto e Turma e de Departamentos Curriculares.partilhar na plena acepção da palavra; posso finalmente congratular-mepela mudança nalguns aspectos da minha prática pedagógica e também, Julio Sousa Agrupamento de Escolas de Salirpor ver que, estamos todos em estado de alerta às diferentes neces-sidades dos nossos alunos, abertos à mudança e que, por vezes, bastaum pequeno clic , para despertar neles e em nós algo que fará toda adiferença, nas nossas, mas sobretudo nas suas vidas. Enquanto alunos eenquanto pessoas, o seu trabalho será valorizado por todos: professo-res, pais e entre pares; a sua auto-estima subirá em flecha e será possívelver nos seus rostos uma intensa e duradoura alegria pelo sucesso quevão gradualmente alcançando.Cristina AlmeidaEscola Básica de Mário Beirão 9
  • 10. “Um dos anos mais gratificantes da minhavida professional”“Sou docente do 1º ciclo há muitos anos. Investi muito na formação investimento no ensino explicito e sistemático das competências de lei-académica ao longo da minha vida profissional, sempre com o objectivo tura e de escrita para assegurar confiança e competência, valorização dade ensinar melhor. Sou viciada no trabalho: costumo dizer que quando participação dos pais na vida da escola.não tenho que fazer, invento. Mas nunca tinha tido uma experiência com A instrução foi desenhada para ser diferenciada, desafiadora, colabora-as características daquela que tive neste ano lectivo. tiva e também divertida, criativa, relevante e significativa. As estratégiasA escola onde leccionei este ano é uma escola urbana situada num con- para ensinar habilidades específicas de leitura e escrita partiam sempretexto típico de bairro social. Esta característica, por si só, já a distingue da utilização de literatura autêntica e/ou de projectos em que a lin-de todas as outras em que leccionei nos anos anteriores. guagem escrita surgia como uma ferramenta indispensável, cumprindoDe facto, quase todos os anos da minha vida profissional foram de- diversas funções (comunicação interpessoal, auxiliar de memória, orga-dicados a ensinar crianças de escolas privadas ou de escolas públicas nizadora do pensamento e da acção, etc).consideradas de “elite”. Descobri que, como argumentam vários autores, a motivação para aFoi-me atribuído um grupo de oito alunos de 3º ano, considerados como leitura é realmente contagiosa: sempre gostei de ler histórias aos meustendo dificuldades de aprendizagem, um “ninho” , ao qual me compete alunos e, depois de algumas semanas de aulas, eram as crianças queensinar Língua Portuguesa. A perspectiva de ensinar um pequeno grupo discutiam espontaneamente as histórias que mais tinham gostado ou asde alunos que partilham dificuldades de aprendizagem da Língua Portu- partes divertidas desta ou daquela história que tinham ouvido. Ninguémguesa era também nova. dispensava na sala a hora do conto!Iniciei o ano escolar com uma forte expectativa de sucesso, convicta de O trabalho escolar ganhou uma nova dimensão: qualquer visita que en-que o meu trabalho e empenho teriam necessariamente que resultar em trasse na sala, se o assunto fosse ventilado, teria de ouvir os comentá-mais aprendizagem para os alunos. Uma excelente oportunidade para rios entusiasmados sobre os “versos para rir” que o grupo tinha escrito,verificar “o que dizem os livros”! E assim começou o carrossel de mais o teatro que ensaiava ou qual seria o próximo trabalho que íamos fazerum ano lectivo… e a quem o iríamos apresentar.O diagnóstico inicial do grupo mostrou-me que estas crianças liam com A exploração do vocabulário foi uma das áreas definida como prioritá-extrema dificuldade. Algumas ainda reconheciam letras de forma inse- ria. O incentivo ao uso na escrita de “palavras fortes”, a escolha de pala-gura. Escreviam apenas frases curtas, repetitivas e sem correcção orto- vras “favoritas” dos textos, a criação de “nuvens” de palavras temáticas, agráfica. Não se empenhavam no trabalho escolar nem demonstravam utilização de organizadores gráficos criativos ou o recurso à tecnologiaqualquer interesse em aprender. informática para a organização de dicionários visuais e sonoros, criouA caracterização sociocultural das suas famílias apontava para a perten- uma nova dinâmica em que todos se sentiam “especialistas em palavras”.ça a um grupo muito desfavorecido, com baixo nível de escolarização No final do ano, todos quiseram participar na “maratona da leitura”e elevada incidência de desemprego. Vários autores têm identificado o organizada pela professora bibliotecária, preparando exaustivamente aestatuto socioeconómico como um factor de risco individual e de gru- leitura do conto que tinham seleccionado, na escola e em casa, surpre-po para a aprendizagem da literacia (Snow, Burns & Griffin, 1998). endendo os colegas que os ouviram com a sua fluência de leitura oral.De facto, estas crianças partilhavam algumas características que se in- Ao longo do ano, os pais foram várias vezes chamados a ajudar os filhos,terpunham à instrução da literacia tais como um conhecimento muito ora servindo de “ouvintes” das suas leituras ora a assistir a pequenaslimitado do mundo, vivências restritas ao relacionamento no seu bairro sessões de teatro ou declamação. Nem todos vieram, mas começaram ae aos vizinhos, quase sempre conflituoso, e atraso no desenvolvimento vir… a ser recebidos com simpatia, sem recriminações nem queixas…da linguagem. Os pais não apareciam na escola, nem acompanhavam os e começaram também eles a sorrir mais, a manifestar o seu agrado pelofilhos nos trabalhos de casa pois, na maior parte dos casos, nem reco- trabalho dos filhos, a reconhecer o trabalho da escola!nheciam o seu próprio potencial ou responsabilidade como educadores. Sei que uma estratégia funciona quando os alunos estão satisfeitos comÉ fácil etiquetar estas crianças como preguiçosas ou desmotivadas já o produto do trabalho que realizam. Esta é a principal avaliação, situadaque parecia pensarem que o trabalho escolar era inútil e inacessível, no dia a dia das actividades das crianças, que me permite tomar decisõeslimitando-se a cumprir o mínimo possível. A intervenção teria portanto sobre o passo seguinte. E que me permite concluir que, apesar de haverde incluir um forte apoio emotivo e a criação de um contexto educativo ainda um longo caminho a percorrer até que estas crianças atinjam omais positivo. sucesso escolar que desejamos, estamos no bom caminho!As linhas gerais de acção foram traçadas: promoção de experiências de E assim se construiu um dos anos mais gratificantes da minha já longaaprendizagem que possam criar uma atitude mais positiva face à escola, vida profissional!Gabriela Velasquez 10
  • 11. À conversa com Helena Damião*1. Na sua opinião, qual o investimento que temos ain- 2. Reforçar as aprendizagens das duas disciplinas estru-da de fazer, e em que áreas, para conseguir que todas as turantes “Português” e “Matemática” passará por umcrianças possam ter “sucesso escolar”? maior investimento no l.º Ciclo do Ensino Básico?Garantir o sucesso escolar a todos os alunos constitui um propósito As aprendizagens que se fazem no 1.º ciclo de escolaridade são fun-que, nas décadas mais recentes, as sociedades ocidentais têm persegui- damentais. A tendência da investigação pedagógica leva-nos ainda maisdo. Em simultâneo, passaram a questionar abertamente a concepção de longe, leva-nos a afirmar que são determinantes. Daí que os países comsucesso que havia guiado a escola iluminista: aquisição daqueles conhe- melhores resultados em estudos de avaliação internacional sejam aque-cimentos que, por princípio, não se poderiam adquirir fora da escola ou les que mais investem nesse patamar. Os programas são pensados comque não se poderiam adquirir com a extensão e a profundidade que esta critério, os manuais escolares, no caso de os haver, também, e os pro-instituição proporciona. Esse questionamento fez emergir uma multipli- fessores são de excelência. E existe a preocupação de garantir que oscidade de concepções de sucesso, que passou a constar nos discursos e, alunos não saltam etapas, avançam para a seguinte depois da anterior outambém, nas práticas pedagógicas. das anteriores estarem consolidadas.Assim, quando lemos nos documentos normativo-legais, curriculares, Indo ao cerne da pergunta que me foi posta, a Língua Portuguesa e aprogramáticos e outros que o “sucesso” constitui um direito de todas Matemática são, de facto, estruturantes, mas também o são as Ciências,as crianças e jovens, não podemos deixar de nos questionar acerca do a História, a Música e a Expressão Corporal, entre outras. A todas estassignificado concreto desta expressão e de como podermos agir para áreas é preciso atribuir igual dignidade porque, cada uma à sua manei-fazer valer o sucesso como direito. Ao tentar responder percebemos ra, contribuem para o desenvolvimento cognitivo, afectivo e motor dasa confusão – que entendo que se tem feito e se faz – entre qualidade crianças e jovens, possibilitando-lhes, em conjunto, uma educação for-e quantidade do sucesso. De facto, atribuir classificações positivas aos mal abrangente, afigurando-se como garantia da aquisição de um lequealunos ou decidir a sua transição de ano não significa necessariamente basilar de conhecimentos que facultarão uma compreensão sofisticadaque eles dominem as aprendizagens que estão estabelecidas para um do mundo e a expressão consciente nele. Mas esta ideia já era a doscerto nível de escolaridade. Aqui devo notar que também nem sempre é Gregos, nada tem, portanto, de inovador. Há ideias tradicionais sobreclaro nos documentos oficiais que aprendizagens devem os alunos fazer educação que estão certas e que devemos perseguir.em cada nível de escolaridade. Por último: se “reforçar as aprendizagens de Língua Portuguesa e de Ma-Voltando à pergunta, procurarei responder-lhe de modo mais concreto. temática” significar que lhes devem ser destinadas mais horas lectivas,Em primeiro lugar, penso que deveríamos parar para pensar e, natural- como é a tendência das orientações mais recentes da tutela, mas aindamente, para explicitar qual a responsabilidade da escola na educação das da anterior legislatura, eu diria que não se deve fazer ou manter essa op-crianças e dos jovens. Isso facilitaria muito a definição de sucesso esco- ção, que se deve fazer uma outra, que é escolher criteriosamente o quelar, o que me parece ser da máxima urgência. Em segundo lugar, entendo as crianças e os jovens devem aprender em cada área curricular e deter-que essa definição, por mais operacional que fosse, não permitiria con- minar com precisão o percurso metodológico mais eficaz para ensinar.cretizar totalmente o propósito em causa, pois, a verdade é que, apesar Se, por exemplo, na Língua Portuguesa a opção incidisse sobretudo emde termos uma ideia mais ou menos precisa acerca de como se deve textos de reconhecida qualidade literária (em vez de incidir em textosensinar para que os alunos aprendam, não sabemos, com toda a certeza, pobres ou empobrecidos, com supressões e adaptações), se o métodocomo isso se faz em relação a todos os sujeitos que estão na escola. Em de exploração assentasse em modelos seguros de desenvolvimento daterceiro lugar, entendo que a definição a que chegássemos teria de ser compreensão se a natureza, o número de rubricas e o seu grau de apro-plural, pois, apesar das óbvias semelhanças entre as crianças e os jovens, fundamento fossem seriamente dimensionados, o tempo lectivo poderiatemos de contar com aquilo que os distingue e a que é preciso dar manter-se, mas certamente o nível de aprendizagem subiria. De nadaalguma resposta sólida. Em quarto lugar, para que a grande maioria das adianta aumentar este tempo se o objecto de aprendizagem for incon-crianças e jovens possa ter sucesso, ainda que com alguma diferenciação, sistente ou inadequado e o método erróneo.teremos – políticos, professores e outros técnicos de educação – de nosconcentrar mais nos processos de aprendizagem e teremos de ensinarde acordo com o que sabemos acerca desses processos. 11
  • 12. 3. Considerando “competência como uma noção funda- 4 . Que mensagem deixaria aos leitores do Jornal “Fénixmental nas actividades de ensino e de aprendizagem “ de Digital”?que falamos quando falamos de competência? Que todos, sem excepção, temos de encarar a aprendizagem como umaNão lhe sei responder de modo inequívoco. A noção de competência tarefa séria, talvez a mais séria de todas, pois é ela que nos permite afir-tem assumido muitos significados. Destaco muito sumariamente apenas marmo-nos como pessoas. E ser pessoa é ser capaz de pensar e de de-dois, talvez os mais abrangentes. cidir em liberdade. Talvez, por isso, a aprendizagem seja também a tarefaUm sentido está ligado às teorias pedagógicas predominantes nos anos mais difícil com que a sociedade se confronta. E é uma tarefa sem fim…de quarenta, cinquenta aos anos de setenta, oitenta, e reporta-se a des-trezas adquiridas pelos alunos, fruto de um ensino estruturado, pois,sem este tipo de ensino, tais destrezas não seriam possíveis de adquirir * FPCE-UC - Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação daou, pelo menos, não seriam possíveis de adquirir num tempo de vida Universidade de Coimbrarazoável. Por princípio, como humanos todos temos determinadas ca-pacidades, que, quando devidamente estimuladas através de um proces-so instrutivo esclarecido, se manifestam com alguma rapidez na formade competência. Exemplificando, reconhece-se a nossa capacidade parareter dados na memória, mas, se a nossa memória for sujeita a treinoespecífico, pode “guardar” dados e procedimentos de uma determinadaárea de saber que serão úteis no imediato ou no futuro mais próximoou mais distante. Isso é uma competência que não tínhamos antes doensino e da aprendizagem escolar e que passámos a ter.Mais recentemente, sobretudo depois dos anos oitenta, a noção decompetência ganhou um sentido diferente, sendo encarada sobretudocomo um saber ou um conjunto de saberes instrumentais que se afi-guram relevantes para a resolução de problemas do quotidiano. Numacerta interpretação, sobrepõem-se aos conhecimentos, sobretudo aosde carácter mais erudito, que não parecem ter aplicação no imediatovivencial dos alunos. Mais do que saber, é importante saber fazer, sobre-tudo saber fazer o que está implicado em tarefas pessoais e sociais paraas quais somos convocados.Devo dizer que o confronto entre estes dois entendimentos de com-petência tem levantado polémica bastante entre académicos e decisõesde políticas e medidas educativas ao ponto de ter criado cisões muitomarcadas entre os que são a favor de uma ou de outra. Não me parece,porém, que esse seja um terreno de discussão que beneficie o desen-volvimento dos alunos, nem a transmissão e ampliação da herança dahumanidade, que a escola, de algum modo, está mandatada pela socie-dade para assumir. Na verdade, para que este duplo desígnio da escolapossa ser concretizado é preciso convocar conhecimentos relevantes,dignos de serem ensinados, e, em simultâneo, estimular as capacidadesque temos em potência. 12
  • 13. NotíciasSecundária de Resende venceu concurso nacionalNo dia 30 de Maio, três alunos da turma do 12.º ano do Curso Profis- pelos alunos assentou na definição de um “percurso” pelos contextossional de Informática de Gestão e o seu professor de Português deslo- e lugares históricos, geográficos, literários, afectivos, alusivos ao tema.caram-se à Quinta das Lágrimas, em Coimbra, para receber o prémio de A pesquisa foi feita a partir de leituras sobre o romance de D. Pedro evencedores, no nível de Ensino Secundário, do “Concurso Inês de Cas- D. Inês de Castro. A elaboração do jogo Caça ao Tesouro – Percursostro”, uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura e da Fundação de Pedro e Inês – obedeceu aos seguintes requisitos: elaboração de umInês de Castro, com o patrocínio da YDreams. mapa que permitisse uma fácil visualização da área de jogo; explicaçãoA cerimónia iniciou-se com uma Sessão de Abertura, tendo como ora- da Caça ao Tesouro (objectivos, estratégias, modo de jogar, tarefas a re-dor o Comissário do Plano Nacional de Leitura. Seguiu-se a entrega de alizar, propostas de execução, número de jogadores...); enigmas alusivosprémios: foram entregues aos alunos vales de uma noite num hotel de ao tema, com pistas a permitirem, em cada etapa, o acesso ao enigmacinco estrelas, com direito a acompanhante e jantar. A Escola Secundá- seguinte; definição de um “tesouro” para representar o fecho e o clímaxria Dom Egas Moniz irá receber também um cheque livro no valor de do percurso definido; fontes bibliográficas da pesquisa.50 euros. De seguida, foi oferecido a todas as delegações das escolas O evento terminou com com um lanche, pois a visita guiada aos jardinspresentes um almoço na tenda do Jardim e foi feita a apresentação dos e fontes da Quinta das Lágrimas, prevista para a tarde, não pôde ocorrertrabalhos vencedores. devido ao mau tempo.Subordinado à temática dos “Percursos de Pedro e Inês”, na modalidade Todos os trabalhos premiados serão divulgados nos sítios do Plano Na-de Caça ao Tesouro, o conteúdo do trabalho elaborado e apresentado cional de Leitura e da Fundação Inês de Castro.Seminário Final de encerramentoProjecto Fénix 2011Mais Autoria, Mais Pedagogia, Mais SucessoNo dia 15 de Julho, pelas 14h30 teve lugar na Universidade Católica Universidade Católica PortuguesaPortuguesa, Campus da Foz, numa organização conjunta com o Agru- Agrupamento de Escolas de Beirizpamento de Escolas de Beiriz a sessão de encerramento do Projecto Sessão de Encerramento do PROJECTO FÉNIX 2011 Mais Autoria, Mais Pedagogia, Mais SucessoFénix 2011. Pretende-se com este encontro fazer o balanço de mais um Universidade Católica Portuguesa | Campus da Foz, Auditório Ilídio Pinho, Porto 15 de Julho de 2011ano de projecto e reforçar a rede de escolas e agrupamentos envolvi- Objectivosdos no projecto. Será lançado o livro “Relatos que Contam o Sucesso” Fazer o balanço de um ano do projecto Fénix Prestar contas do trabalho realizado Reforçar a rede de colaboração das escolas e agrupamentose atribuido o prémio da Fundação Ilídio Pinho “Pedagogia”. Horário 14.30 | Recepção 15.00 | Início – Sob o signo da criação – Intervenção musical pela ARTAVE 15.15 | Sessão de abertura Luísa Tavares Moreira Joaquim Azevedo 15:45 | As escolas e os agrupamentos da rede Fénix – palavras e imagens 16.00 | Lançamento do livro sobre o Projecto Fénix 2010_2011 Luísa Tavares Moreira José Matias Alves 16.30 | Atribuição do Prémio Fundação Ilídio Pinho Pedagogia Ilídio Pinho Joaquim Azevedo Luísa Tavares Moreira 17.00 | Sessão de encerramento Professor Doutor Nuno Crato - Ministro da Educação www.porto.ucp.pt/fep/+sucessofenix/2011 Patrocínios e Apoios: 13
  • 14. Empreendedorismo na Escola Secundária Dom Egas MonizUma realidade cada vez mais presenteDecorreu no passado dia 20 de Maio, no Auditório Municipal de Resen- projecto “Ler é Ver” (12.º B), escrita em Braille e lida por um colabora-de, entre as 10 e as 16 horas, a apresentação pública dos projectos de dor invisual, Sr. José Borges; “Licorcer” (8.º D), que produziu um delicio-empreendedorismo, realizados na Escola Secundária Dom Egas Moniz, so licor de cereja; “Biscoitos de Cereja” (7.º A), que nos criaram, desdeno presente ano lectivo. logo, água na boca; “Cherry Doll” (10.º B), apresentou-nos uma engraça-Tudo começou no ano passado, quando foi implementado o PNEE (Pro- da boneca com enchimento de caroços de cereja; “Psicodominó” (10.ºjecto Nacional de Educação para o Empreendedorismo), uma iniciativa B), um dominó em madeira com desenhos de cerejas. Pelo meio, aindado Ministério da Educação e da DGIDC (Direcção-Geral de Inovação e tivemos tempo de provar o licor e os biscoitos deliciosos, que serviramDesenvolvimento Curricular) abraçada pela Escola Secundária.Teve, des- de aperitivo para o almoço.de logo, a colaboração da Net Porto e Bic Minho e também os parceiros À tarde fomos brindados com mais uma animação proporcionada peloACER, APROCER, Embalagens Namora e Câmara Municipal de Resende. grupo “Ceranima” (11.º D), desta vez uma amostra de um baile tradi-Da comissão fazem ainda parte a Direcção da Escola, os serviços espe- cional. Foi uma maneira descontraída de reiniciar os trabalhos. Seguiu-secializados de Apoio Educativo/Serviços de Psicologia e Orientação, um “Bancas e Uniformes” (11.º C), deu-nos a conhecer uma maqueta derepresentante de cada ano escolar do 3.º ciclo e do ensino secundário, banca para venda de cereja e um avental para ser utilizado como unifor-um representante dos pais e Encarregados de Educação, um Assistente me no processo de venda; “Cercaixares” (9.º A), pela voz do Fernando,Operacional e, a partir deste ano, um representante da UTAD. do Jorge e do Sr. Namora, mais um testemunho da sua bem sucedidaDessa primeira fase, surgiram diver- criação; outra caixa diferente, con-sos projectos, em que um em especial, cebida para um determinado cliente,o CERCAIXARES, desenvolvido pelo foi apresentada pelo Sr. Namora, en-aluno Fernando Vieira (9.º A), em par- quanto parceiro do PNEE e entusias-ceria com o seu primo Jorge e o pro- ta desta ideia do empreendedorismo.dutor de caixas Sr. Namora, teve um “Guloseimas de Resende” (9.º C) foiêxito quase inesperado. Conceberam outra das grandes novidades. Trata-uma caixa para cerejas de tal maneira -se de uma loja de venda de produtosinovadora que está já em vários mer- de referência de Resende, nos diver-cados nacionais, com um volume de sos campos: artesanato, gastronomia,vendas considerável. O registo da pa- frutos, vinhos, recordações, livros.tente foi feito na UTAD (Universidade “Cerdoce” (7.º D), um delicioso docede Trás-os-Montes e Alto Douro), no de cereja; “Cerise” (8.º D), que tevedia 24 de Fevereiro, com o número como entidade parceira a pastelaria2252, e a apresentação aos produto- “O Sonho”, não ficou atrás de ne-res de cereja realizou-se no dia 12 de nhum outro, já que nos apresentouAbril. um excelente bolo de cereja. “CherryFoi este o exemplo divulgado por toda a comunidade escolar e acre- Ice Cream” (7.º D), foi mais uma tentação, porquanto quando provámosditamos que pode ter servido de incentivo para que no presente ano aquele saboroso gelado soube-nos a pouco. “Acessórios de Moda” (7.ºfossem realizados projectos absolutamente fantásticos. Desenvolveram- B), uma ideia bonita, concebida para criar bijutarias: anéis, pulseiras e-se na Área de Projecto e envolveram alunos de diversas turmas. Presi- brincos, com materiais leves, acondicionados numa caixa com um dese-diram à sessão de abertura o Director da Escola Dom Egas Moniz, Dr. nho de cereja. A terminar, nada melhor que “Cereja Fashion” (7.º D). OAntónio Carvalho; o Sr.Vereador da Câmara Municipal, Albano Santos; o grupo ornamentou t-shirts com motivos de cereja pintados à mão.Coordenador da Equipa de Apoio às Escolas, Dr. César Carvalho e, em Mais palavras para quê? São jovens com dinamismo, ideias promisso-representação da UTAD, a Dr.ª. Carla Gonçalves. Antes das apresenta- ras e marcam a sua posição, de forma determinada, na defesa dos seusções, fomos brindados com uma extraordinária coreografia, com caixas princípios. São ingredientes fundamentais para se ter sucesso na vida. Ode cereja, executada pelo grupo “Ceranima” (11.º D). essencial já possuem, oxalá não se deixem vencer ao primeiro obstáculo.Sob a orientação do Professor Adérito Lopes tomámos conhecimento Está concluída a segunda fase do PNEE, para o ano os trabalhos pros-dos diferentes projectos.A iniciar, uma extraordinária história infantil, do seguirão.Orísia Olhero MacedoAgrupamento de Escolas Padre António Martins de Oliveira, Lagoa 14
  • 15. e Arte MotivaçãoUm fantoche expressivo que ajuda adescobrir o prazer de aprenderFruto de um trabalho intenso com alguns alunos este fantoche foi criadopara mediar as relações de aprendizagem.Descobrem-se muitas coisas com os fantoches... Criação de Fantoches na Escola de Mões Agrupamento de Escolas de Castro de Aires 15
  • 16. O Projecto Fénix em Rede: Visitas e Encontros RegionaisNeste segundo ano de implementação a Equipa Ama-Fénix continuou a fessores. Senti que as linhas de comunicação entre todos os envolvidosseguir uma lógica de proximidade junto das escolas. O cronograma das eram mais estreitas, tal como me apercebi do envolvimento e preocu-actividades delineadas dividiu-se entre as visitas de acompanhamento pação docente na conquista das metas educativas propostas, este anoàs escolas, a organização de seminários e encontros de divulgação e mais exigentes.discussão das boas práticas profissionais, a investigação e divulgação de Em cada escola, o espaço de debate aberto entre professores, coorde-evidências da prática docente educativa de sucesso e o estabelecimento nadores e directores desenvolveu-se em torno das histórias das turmasde algumas parcerias, que foram importantes para o reconhecimento do e dos ninhos, dos testemunhos pessoais e de tomadas de decisão sobretrabalho dos docentes no Projecto, concretizado através da 1ª edição do situações e soluções particulares. Embora nem sempre pelos mesmosPrémio Fundação Ilídio Pinho “Pedagogia”. motivos, em cada escola transparecia a vontade de fazer mais e melhorNo primeiro período, a equipa percorreu o país de norte a sul, inci- pelos alunos, uma grande ambição em fazer corresponder as expecta-dindo o roteiro em Évora, Lisboa, Porto e Faro e, em parceria com a tivas e confiança depositada pelos pais e demais no Projecto, tal comoUniversidade Católica do Porto, foi possível incentivar coordenadores superar os resultados alcançados no ano anterior.Fénix e professores a discutir e aprofundar boas práticas pedagógicas, Perto do final do ano, foi possível fazer um novo percurso a nível nacio-orientações metodológicas em contexto de sala de aula e outras ques- nal – Faro, Évora, Viseu, Lisboa, Porto – desta vez com todas as delega-tões relacionadas com a motivação e partilha de estratégias utilizadas ções representantes de todas as escolas por região. Nestas, os profes-em cada contexto. Sob o tema “Dinâmicas de partilha e construção do sores e directores fizeram um balanço positivo dos dois últimos anos,sucesso educativo” José Matias Alves conduziu estes grupos de trabalho, e percebi a manutenção de um elevado grau de compromisso com oa partir de materiais e suportes didácticos preparados especificamente Projecto. Em cada contexto os desafios foram muitos e diversos, maspara estas sessões, o que cativou e envolveu os presentes. a confiança e elevada cooperação profissional de cada escola foram es-Constituíram-se, paralelamente, grupos de discussão com os directores senciais para a sua superação, o que permitiu, inclusivamente, mais auto-das escolas, onde tive a oportunidade de reflectir e debater com os co- nomia na concepção de outros micro-projectos no seio de cada escola,legas das direcções a operacionalização do projecto e o seu alargamen- tal como se abriram novas oportunidades de interacção com escolasto a outros anos de escolaridade, para além daqueles em que o Projecto vizinhas. O desafio comum a todas foi o investimento na aprendizagemse encontra implementado. dos alunos que se encontravam em situação de absentismo e abandonoEsta dinâmica de trabalho permitiu, no arranque do ano lectivo, um ca- escolar, situação esta que neste segundo ano vimos diminuir. Igualmenteminho de reflexão e espírito auto-crítico, partindo da experiência acu- satisfatórios foram os resultados das escolas, uma vez que concretiza-mulada ao longo do primeiro ano de existência do Projecto. Por outro ram as metas propostas.lado, criou-se uma oportunidade de partilha profissional que, de ummodo geral, ajudou a potenciar o trabalho que já estava a ser desenvol- Foi extremamente gratificante ter a oportunidade de reflectir, descons-vido no terreno junto dos alunos. truir e construir, possibilidades de resposta às diversas realidades queNo segundo e terceiro períodos a equipa focou-se na resposta às so- pude conhecer, no terreno, ao longo destes últimos dois anos.licitações das escolas. Para além do seu acompanhamento presencial, Pelos caminhos percorridos, conheci inúmeros colegas que diariamenteprocurou responder às necessidades identificadas de norte a sul do país, lutam pela melhoria da educação dos nossos jovens.investindo na organização de seminários e na formação contínua de pro-Luísa Tavares Moreira 16
  • 17. Formação Fénix 2010/ 2011 “No que diz respeito ao desenvolvimento profissional dos professores também não basta que nos exercitemos fora de água. É preciso dar passos concretos, apoiar iniciativas, construir redes, partilhar experiências, avaliar o que se fez e o que ficou por fazer. É preciso começar.” António NóvoaA Formação Fénix prevista para o ano lectivo 2010/2011 partiu do Agru- cativo”, a cargo de José Luís Gonçalves, da Escola Superior de Educaçãopamento de Campo Aberto – Beiriz, que partilhou a formação de profes- Paula Frassineti, bem como “O Dever de Ensinar”, formação que contousores do 2º e 3º ciclo, na área da Língua Portuguesa e Matemática. Mas com uma convidada especial, a Professora Helena Damião, da Universi-não esquecendo directores, coordenadores Fénix e outros professores, dade de Coimbra. A primeira centrou-se na definição do “coaching edu-foram concebidas outras formações, para corresponder a outras neces- cativo”, e na forma como este pode ser mobilizado para a melhoria dassidades. relações professor-aluno. Por seu turno, a Professora Helena DamiãoO formador António Vilas-Boas desenvolveu a formação de Língua Por- conduziu os professores numa retrospectiva do que tem sido a missãotuguesa “Novo Programa de Português do Ensino Básico (NPPEB): Estra- educativa ao longo do tempo, propondo-se a reflexão sobre os desafiostégias de escrita e de leitura para a sala de aula”, que contou com cerca actuais e seus caminhos de superação/realização pedagógica.de três dezenas de formandos. A formação “Experiência Matemática - Estas formações tiveram impactos diferentes consoante o alvo de inter-Novo Programa de Matemática do Ensino Básico” foi dinamizada pela venção, sendo que, em comum, a satisfação dos formandos foi elevada.formadora Berta Alves, e estiveram igualmente presentes três dezenas Procurou-se essencialmente corresponder às necessidades de formaçãode formandos. dos nossos professores, e os ganhos não foram somente técnicos, masOs formadores deixaram a sua marca, que ficou registada na avaliação também humanos, uma vez que permitiram fomentar o contacto e opositiva que os professores fizeram das acções de formação ocorridas relacionamento entre os colegas das várias escolas e regiões. Esperamosao longo do ano, em diferentes pontos do país (Porto, Lisboa e Coimbra). que o conhecimento adquirido se possa disseminar no interior de cadaAdicionalmente, foram desenvolvidas as formações de “Coaching Edu- escola, beneficiando-a como um todo.Equipa AMA-Fénix 17
  • 18. Seminário Nacional Mais Sucesso Projecto FénixSessão de Encerramento15 de Julho de 2011No passado dia 15 de Julho decorreu a sessão de encerramento do ano Através das palavras dos vários oradores foi reforçada a necessidadelectivo, através do III Seminário Nacional Mais Sucesso – Projecto Fénix de autonomia pedagógica das escolas e a continuação do investimen-sob o tema “Mais autoria, Mais Pedagogia, Mais sucesso”, tendo sido uma to na formação de professores. Foram demarcados como factores es-oportunidade de balanço dos dois anos de vida do Projecto. truturantes do Projecto a autonomia, o trabalho em lógica de ciclo, oEste encontro de professores, técnicos e profissionais da educação re- compromisso e contrato social, a cooperação e visão estratégica dosgistou forte participação, provenientes do norte e do sul do país e que, professores (e demais colaboradores) que todos os dias se dedicam aode forma directa ou indirecta, estão ligados a este Projecto. Mais de ensino e à conquista da melhoria das aprendizagens. Aliás, foi da essênciaquatrocentas pessoas tiveram a oportunidade de rever o que foi o tra- do trabalho docente, do acompanhamento das escolas, e da experiênciabalho, a dedicação e as conquistas das escolas, dos professores e dos partilhada entre os vários agentes de acompanhamento deste Projectoalunos, ao longo deste tempo. Através das palavras dos oradores e do que surgiu a necessidade de sintetizar e dar a conhecer toda a dinâmicamaterial que cada escola nos enviou para ser apresentado através de um desenvolvida.pequeno filme. Súmula de dois anos de crescimento, o livro “Projecto Fénix – RelatosA Fundação Ilídio Pinho fez-se representar pelo Eng.º Couto dos Santos, que contam o sucesso”, organizado por José Matias Alves e Luísa Morei-que abriu este Seminário aludindo à aposta desta instituição nas escolas ra, foi apresentado neste seminário. Escrito a várias mãos, e num registoe nos jovens, num ensino de qualidade que possa garantir melhores mais pessoal, conta ainda com vários testemunhos e a visão de quemcondições de futuro às gerações vindouras. Um aposta clara e ganha fez parte da edificação do Projecto. O livro traduz o que Matias Alvespor esta instituição que está ao serviço da ciência, da tecnologia e do identificou como a “linha da exigência”, do “acreditar”, da “avaliação di-desenvolvimento. Pequenos passos, como a entrega dos Prémios Fun- ferenciada”, da “definição de objectivos”, dos “desafios”, do “voar”, entredação Ilídio Pinho Pedagogia, marcaram este Seminário, bem como o outros.público, numa cerimónia revestida de emoção. As seis escolas premiadas, No final deste encontro, o Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato,distinguidas pelos seus Projectos Educativos e resultados escolares, be- demarcou o Projecto Fénix como um dos caminhos de acção com mé-neficiaram de uma verba que totalizou os 25000€, podendo mobilizá-la rito, e reconheceu o trabalho de quem se entrega a este projecto, pelaem torno de novos projectos educativos. As escolas premiadas foram “iniciativa”, pelo “tentar fazer melhor” pelo ensino e pela aprendizagem.as seguintes: Incentivou os presentes a continuar a investir na melhoria da educação. Terminou com a seguinte mensagem: “Os momentos de maiores dificul-1º prémio - Agrupamento de Escolas das Taipas – Guimarães, com o dades são também os das maiores oportunidades”.projecto “MetaFÉNIX: aprender MAIS, aprender MELHOR”;2º prémio - Agrupamento de Escolas Francisco Torrinha – Porto, como projecto “Promoção da Literacia em Contextos Diversificados”;3º prémio - Agrupamento de Escolas Lousada Centro – Lousada, comoprojecto “MAPA - Melhor Acompanhamento Potencia a Aprendizagem”Menções Honrosas:Projecto “Percorrendo caminhos” apresentado pelo Agrupamento de Es-colas de Campo – Valongo;Projecto “Alfabeto (com)sentido” apresentado pelo Agrupamento de Es-colas de Vagos;Projecto “Iniciar com Sucesso” apresentado pelo Agrupamento Verticalde Escolas Professora Paula Nogueira – Olhão;Equipa AMA-Fénix 18
  • 19. LeiturasEste livro inclui um conjunto de textos que dão conta das experiênciase sentimentos partilhados em torno do Porjecto Fénix, um projectoque nasceu no Agrupamento de Escolas de Campo Aberto em Beiriz,no concelho da Póvoa de Varzim, e que foi referenciado pelo Ministérioda Educação para ilustrar uma das possibilidades do programa Mais Su-cesso Escolar.Novo Livro FénixLançamento dia 15 de JulhoMais um volume se publica, num louvável esforço de reflexão, sobreum desses referentes de “mais sucesso”, as escolas Fénix. Este volumeé particularmente importante pois situa-se no quadro das práticas deacompanhamento e monitorização, e da construção, em cada escola en-volvida no projecto, de mais sucesso escolar.Joaquim Azevedo (in Prefácio) 19
  • 20. Com os olhos postos no presente e convocando-nos a uma reflexãosobre o futuro da educação em Portugal, Joaquim Azevedo partilha comos leitores mais de 30 anos de dedicação à causa educativa, que consi-dera apaixonante. Uma análise profunda e sensível “que propõe os fioscondutores do que pode vir a ser um novo paradigma de geração dobem público educacional, no quadro de uma nova politica pública deeducação.” Mas não é só uma análise é também um desafio ao investi-mento na relação com o outro e com o conhecimento, à implicação eao respeito pela dignidade humana. Ao longo do texto vamos sentindo aconsistência da sua experiência e do seu empenho em continuar a con-tribuir para a possibilidade de termos uma educação que responda aosapelos das crianças e dos jovens que contam com todos nós. Um livroque tem uma mensagem de esperança, a não perder! Azevedo, Joaquim (2011) Liberdade e Politica Publica de Educação Ensaio sobre um novo compromisso social pela educação. Porto: Fundação Manuel Leão 20
  • 21. A Escola com a FamíliaO projecto “ A Escola com a Família” revelou-se umamais valia para os alunos da turma 3º D que, semanal-mente, em colaboração com um encarregado de educa-ção, desenvolveram imensas e diversificadas actividadesno âmbito das Tecnologias de Informação e Comunica-ção (TIC) utilizando o computador Magalhães.A utilização de um sistema em rede, através do router,possibilitou a realização de pesquisas utilizando a NETsem fios, a criação de emails e a troca de mensagens.Continuámos a dinamização do blogue que criámos noano anterior, através do qual enviámos mensagens deBom Ano a todo o Agrupamento e aos correspondentesdo Projecto “Enlaces II” em Cabo Verde.Os computadores “Magalhães” são frágeis eavariam.Fizemos uma sessão com projecção de diapositivos so-bre os cuidados a ter e, ”… o meu pai fez a manutençãodos Magalhães” diz a Sofia. Foram resolvidos essencial-mente problemas de espaço e de optimização de disco.Este trabalho de parceria revelou-se muito motivadorpara estas crianças e a utilização do computador “ Maga-lhães”, afirma-se como uma ferramenta capaz de auxiliaro aluno no desempenho de um conjunto diversificadode tarefas e no desenvolvimento de capacidades e ati-tudes e na aquisição de conhecimentos nas diferentesáreas curriculares.Madalena Cavaco1º Ciclo Agrupamento D-2 Afonso III 21
  • 22. A Palavra a Manuel António Pina Porquê lerlivros? Ler um livro não é mais importante que ver, por exemplo, um filme, é apenas diferente. Só que é nessa “diferença” que está tudo, ou quase tudo. Não só a liberdade de leres o livro como quiseres, de trás para diante ou de diante para trás, de voltares ao princípio ou de o fechares e recomeçares a lê-lo no dia seguinte, mas também a liberdade de te leres a ti mesmo nele, de imaginares tu (por mais pormenorizadamente que o autor os descreva) cada personagem, cada lugar, cada acontecimento. E de, nele, viajares, na companhia das palavras do escritor, por mundos re- ais e imaginários, dentro e fora de ti, que só a ti pertencem, indo e vindo como e quando quiseres entre esses mundos e o teu mundo de todos os dias. Porque, num livro, só aparentemente é o escritor quem conduz a história, na realidade tu é que vais ao volante, a história ou poema que lês é mais teu e dos teus sentimentos e tuas emoções que dos do es- critor. De tal modo que, se voltares a ler o mesmo livro passado muito tempo, o livro já se transformou, já é outro, só porque tu também já te transformaste e já és também outro. É por isso que se diz que todos os livros são sempre muitos diferentes livros, tantos quantos as pessoas que os lerem ou tantos quantas as vezes que uma mesma pessoa os ler. E isso é uma coisa maravilhosa, descobrir que nós, com a nossa imaginação e o nosso coração, é que estamos a escrever os livros que lemos. 22
  • 23. Recursos DigitaisEspaço destinado à divulgação e apresentação de endereços com estudos de interesse para osprofessores/as:Progress in International Reading Literacy Study Novas oportunidades para melhorar o ensino e aprendizagem emQuadro de Avaliação 2011 Matemática e Ciênciahttp://timss.bc.edu/pirls2011/framework.html Trends in International Mathematics and Science Study http://timss.bc.edu/timss2011/frameworks.htmRelatório da OCDE confirma abordagem subjacente aos objectivos Eu-ropa 2020 para o ensino e a formaçãoObjectivos para melhorar a educaçãohttp://ec.europa.eu/news/culture/110419_pt.htm De pequenino se começa …. “A educação e as estruturas de acolhimento para crianças em idade pré-escolar variam muito em quantidade e qualidade nos vários países da UE”. A Comissão Europeia propôs algumas medidas comuns para o acolhimento e a educação das crianças em idade pré-escolar. Mais informações: http://ec.europa.eu/news/culture/110222_pt.htmConferênciasPhilippe Meirieu conferência dada no Congresso da AGEEM (Associa-tion générale des enseignantes et enseignants de l’école maternelle del’enseignement public),http://www.meirieu.com/Conferencia Internacional do Projecto EU Kids22 de Setembro 2011Conhecer melhor os usos, riscos e segurança onlinedas crianças europeiasPortugal participa no estudo do projecto EU Kids Online II, que inquiriu,na Primavera de 2010, 1000 crianças e jovens entre os 9 e 16 anos e umdos seus pais em cada um dos 25 países europeus sobre riscos onlineriscos e segurança online (25000 crianças e 25000 adultos).Mais informaçõeshttp://www.fcsh.unl.pt/eukidsonline/ 23
  • 24. Imprensa naEscolaECO das Palavras Gente em Acção:Jornal do Agrupamento de Mogadouro Jornal do Agrupamento de Vila Velha de RódãoO Projecto Fénix em destaque no “Folhetim deVerão” Este jornal é uma iniciativa deste agrupamento integrada na rede de es- colas fénix. Dando voz aos pais, alunos e professores, o nº56 de Abril de 2011 passa a mensagem do desejo de continuidade do projecto para oMarco Vieira num artigo sobre o Projecto Feníx refere que “(...) este próximo ano.projecto tem sido uma experiência muito agradável onde a partilha desaberes tem sido uma constante. Os docentes envolvidos demonstram Palavras chave: Continuar e Cooperar.uma entrega ímpar, partilhando todos os momentos possíveis e imagi-nários para encontrarem mais uma gota, de forma, a regar as sementes http://voxnostra.blogspot.com/que têm dado fruto. Continuaremos a postar e nunca menosprezando opróximo. O ensino e a aprendizagem são de todos nós”Palavras chave: Persistência e PaciênciaTexto completo em: http://voxnostra.blogspot.com/AgradecimentosAgradecemos a todos os colaboradores, aos directores e professores das escolas que integram o Projecto Fénix que nos têm enviado material para o Jornal Digital.Continuamos a contar com o vosso apoio!Equipa AMA-Fénix/UCPDirector: José Matias Alves | Edição: UCP-FEP em colaboração com a equipa AMA-Fénix do Agrupamento Beiriz | Design: M. José Araújo e Francisco Soeiro | Revisão editorial: UCP/Ama-Fénix |Colaboraram neste número: Ana Cristina Lopes | Cristina Almeida | Cristina Loureiro | Gabriela Velasquez | Helena Damião | João Chanoca | Júlio Castro | Júlio Sousa | Luísa Araújo | Madalena Cavaco |Maria Conceção Jorge | Marisa Carvalho | M. José Araújo | Manuel António Pina | Orísia Olhero MacedoPeriodicidade: Trimestral | Subscrever: Enviar e-mail para: fenix@porto.ucp.pt | Contactos: fenix@porto.ucp.pt | fenixbeiriz@gmail.com |Propriedade : Universidade Católica Portuguesa 24