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A nova classe média

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Detalhamento sobre o surgimento e a caracterização da chamada nova classe média

Detalhamento sobre o surgimento e a caracterização da chamada nova classe média


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  • 1. A Nova Classe Média Coordenação: Marcelo Cortes Neri Agosto de 2008 1
  • 2. Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniõesneles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista da Fundação GetulioVargas. A Nova Classe Média / Marcelo Côrtes Neri (Coord.). - Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, 2008. [85] p. 1. Classe Média 2. Renda 3. Classe C 4. Mobilidade Social 5. Mobilidade Trabalhista I. Neri, M.C © Marcelo Neri 2008 2
  • 3. A Nova Classe MédiaRio de Janeiro, 05 de agosto de 2008 Versão 2.0 – 08 de agosto de 2008 Centro de Políticas Sociais Instituto Brasileiro de Economia Fundação Getulio Vargas Coordenação: Marcelo Cortes Neri marcelo.neri@fgv.br Equipe do CPS: Luisa Carvalhaes Coutinho de Melo Samanta dos Reis Sacramento André Luiz Neri Carolina Marques Bastos Celio Maymone Pontes Ana Lucia Salomão Calçada Ana Beatriz Andari Celso Henrique Fonseca 3
  • 4. Índice:1. Motivação2. Método3. Média, Desigualdade e Miséria4. Definindo a Classe Média5. Mudanças no Bolo Distributivo6. A Dança Distributiva7. A Volta da Carteira de Trabalho8. Conclusões9. Bibliografia Anexo I – Retrato da Nova Classe Média Anexo II – Avaliação Regional Anexo III – Descrição do Banco de Dados da Pesquisa Panorama (Nova Classe Média e Mobilidade Social) Exercícios Multivariados de Mobilidade Social 4
  • 5. A Nova Classe Média1 Agosto de 20081. MOTIVAÇÃOO Brasil foi promovido no primeiro semestre de 2008 a “investiment grade” pelasagencias internacionais de rating. Em 2007 passou a integrar o grupo de países comÍndice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto pela ONU. O presente estudo revela acontrapartida disto no dia a dia da parte mais sensível da anatomia humana: o bolso. Aparcela da Classe C subiu 22,8% de abril de 2004 a abril de 2008, neste mesmo períodoa nossa Classe A & B subiu 33,6%. Portanto de antemão para quem acha classe médiamais rica que a nossa classe C, a conclusão que a classe média cresceu não é afetada,pelo contrário. Outro ponto inicial, os indicadores substantivos assim como ossimbólicos indicam a ocorrência de um boom na classe C: casa, carro, computador,crédito e carteira de trabalho estão nos seus níveis recordes históricos.A Classe C é a classe central, abaixo da A e B e acima da D e E. A fim de quantificaras faixas, calculamos a renda domiciliar per capita do trabalho e depois a expressamosem termos equivalentes de renda domiciliar total de todas as fontes. A faixa C centralestá compreendida entre os R$ 1064 e os R$ 4561 a preços de hoje na grande SãoPaulo. A nossa classe C está compreendida entre os imediatamente acima dos 50% maispobres e os 10% mais ricos na virada do século. Heuristicamente, os limites da classe Cseriam as fronteiras para o lado indiano e para o lado belga da nossa Belíndia. Algunsolham para a nossa classe C e a enxergam como média baixa e para a nossa classe B e aenxergam como classe média alta. O mais importante é ter um critério consistentedefinido. A nossa classe C aufere em média a renda média da sociedade, ou seja, éclasse média no sentido estatístico. Dada desigualdade, a renda média é alta em relaçãoa nossa mediana. Em relação ao resto do mundo: 80% das pessoas no mundo vivem empaíses com níveis de renda per capita menores que o brasileiro. A classe C ela é aimagem mais próxima da sociedade brasileira.1 Este estudo surge de um novo desafio colocado pelo presidente da Fundação Getulio Vargas, CarlosIvan Simonsen Leal, há dois anos do CPS ir além das estatísticas de pobreza e estudar a classe médiabrasileira. Queríamos agradecer a direção e as palavras de incentivo sem, no entanto, implicá-lo nasescolhas metodológicas aqui empreendidas e nos resultados encontrados. 5
  • 6. Tal como na metáfora do motorista, do retrovisor e do pára-brisas, se quisermos nosguiar pela realidade brasileira, é preciso deixar de olhar apenas para os dados defasadose mirar a cena corrente. Mesmo antes de olhar para o futuro, até por que há muitaincerteza e nebulosidade função da crise americana, ora em curso, é preciso antesexplorar os dados mais atuais disponíveis deste admirável mundo novo que sedescortina a cada instante. Informamos aqui o debate social com dados inéditos para2007 e 2008 que ainda não foram explorados em bases familiares seja no cálculo deíndices de pobreza, de bem estar ou de mobilidade social. Função da continuidade datendência a melhora nas condições sociais sintetizada nas novas reduções da misériaaqui apresentadas em primeira mão, o estudo revela a emergência de uma nova classemédia no Brasil. A ascensão desta nova classe média é a principal inovação recentenesta década que se confirma aqui como a da redução da desigualdade e tem sidopropulsionada por ela e agora pela volta do crescimento. O ingrediente fundamentaldeste crescimento do bolo com mais fermento para os grupos pobres e agora nosúltimos anos para a classe média é a recuperação do mercado de trabalho, em particularda ocupação2.A pesquisa define, quantifica e começa a detalhar o protagonismo econômico destanova classe média nas principais cidades brasileiras, a verdadeira caixa de percussãodos eventos nacionais. A ênfase será na renda domiciliar do trabalho nas seis principaismetrópoles brasileiras, função da maior disponibilidade de microdados recentes (atéabril de 2008) da Pesquisa Mensal do Emprego (PME/IBGE). Argumentamos que arenda do trabalho e as medidas de mobilidade social a ela associada são elementosessenciais do espírito da classe média. Por encerrar o que há de mais sustentável hojenos padrões de vida conquistado pelas pessoas e nos seus respectivos caminhos emdireção ao futuro. Thomas Friedman, colunista internacional do New York Times emseu recente best-seller “O Mundo é Plano” define classe média como aquela que tem umplano bem definido de ascensão social para o futuro. Esta fábrica de realização desonhos individuais é o motor fundamental para conquista da riqueza das nações. Ocombustível é o anseio de subir na vida já o lubrificante seria o ambiente de trabalho enegócios.2 Neste sentido, aqueles que analisam a evolução recente da média e a desigualdade da renda do trabalhono Brasil somente considerando a renda dos ocupados, estão “jogando o bêbe fora junto com a água debanho”. 6
  • 7. Além de mais atuais, os dados aqui analisados permitem acompanhar as mesmasfamílias ao longo do tempo e observar as transições delas para fora e para dentro deestados de pobreza e de classe média. Mal comparando, enquanto os estudostradicionais baseados na PNAD, e mesmo na PME, nos fornecem fotografias estáticasdos grupos da sociedade em diferentes instantes do tempo. A PME oferece apossibilidade de captarmos o filme das mesmas famílias, separando os emergentesdaqueles que já pertenciam à classe média. Também permitem identificar os novosdestinos dos que habitavam inicialmente o segmento da classe média, seja de retrocesso(classe E), seja de ascensão (elite – classe A e B). Por exemplo, desde 2002 aprobabilidade de ascender da Classe C para a Classe A nunca foi tão alta e a de cair paraa Classe E nunca foi tão baixa como nos idos de 2008. Em termos mais agregados, apesquisa mostra que apesar dos sinais claros da crise externa no horizonte, 2007 e 2008são dois dos três melhores períodos em termos de recuperação de renda. O fato de queao contrário do outro ano de destaque de 2004, de não estarmos saindo de uma recessãointerna, ou vivendo uma bonança externa torna 2008 surpreendente. Todos osindicadores, seja do ponto de vista do consumidor, seja do produtor apontam para oboom na classe C: casa, carro, crédito, computador e carteira de trabalho todos emmeados de 2008 estão nos seus recordes históricos. Por fim para completar o cenáriomais atual também recorremos aos dados do Caged/MTE (Cadastro Geral de Emprego eDesemprego do Ministério do Trabalho e Emprego) disponível para todo territórionacional até junho de 2008. Estes dados abordam o emprego formal que bate recordesobre recorde nos últimos meses frente aos resultados já surpreendentes dos últimosanos. A volta da carteira de trabalho talvez seja o elemento mais representativo deressurgimento da centralidade da classe média brasileira.Muito tem se falado desta década em termos de redução de desigualdade (desde 2001) ede pobreza (desde 2004), ênfase foi dada ao papel das transferências de renda oficiaisaos mais pobres, mas poucos aos avanços estruturais decorrentes da expansãotrabalhista observada em todos os segmentos da sociedade. Desde o final de 2006 atéagora acontece aumento da renda do trabalho em geral e da geração de empregosformais em particular. Isto é, desde o último retrato estatístico do Brasil pintado com astintas da PNAD 2006, o que se destaca agora é a geração de renda do trabalho. Apresente pesquisa mostra a partir de dados mais atuais a continuidade com sinais deaceleração em alguns casos do expressivo movimento de redução da desigualdade e da 7
  • 8. miséria brasileira até o momento. Depois de duas décadas perdidas de avanços de rendae do trabalho, a combinação de crescimento mais acelerado com marcada redução dedesigualdade por um período mais longo é notável, esta é uma estória cujos novoscapítulos valem a pena ser contatos antes que o livro acabe, dado o seu ineditismo naHistória estatisticamente documentada brasileira.Tem havido deslocamentos das tendências captadas nas diferentes cidades e novidadesna comparação com outras áreas do país. Depois de anos de crise metropolitana, aprincipal revelação é o quanto a classe média brasileira está crescendo lá e a misériadiminuindo, e quanto isto se deve a geração de trabalho privada da população. Emmuitos casos as análises dão ênfase ao papel das altas transferências de renda públicas apopulação como expansão do Bolsa-Família e das transferências previdenciárias,contributivas ou não, associadas aos reajustes reais do salário mínimo. Argumentamosque pelo menos desde 2004 o aumento de renda do trabalho rivaliza com estastransferências na explicação das melhoras de renda para o conjunto da população (e quedesde 2001 para os segmentos mais pobres). Isto está bem documentado nas séries daPNAD que vão até outubro de 2006. O que ainda não foi detalhado é a extensão dareversão trabalhista recente e o crescimento absoluto dos grupos médios da população.Além do protagonismo da renda do trabalho vis a vis as rendas públicas, das metrópolesvis a vis o resto do país, e da emergência da classe média é preciso ter como pano defundo a mudança do contexto internacional. Até meados de 2007 apesar de umcrescimento mais forte do PIB brasileiro desde 2004 vis a vis as chamadas duas décadasperdidas anteriores, corríamos atrás do crescimento das economias centrais em especialdas emergentes como Índia e China. Desde então o PIB brasileiro e as demaisestatísticas econômicas começam fechar a distancia de crescimento frente ao contextointernacional. Mais do que isso a renda da PNAD já segue o passo do crescimento percapita chinês desde 2005 sendo 4,3 maior que o do PIB per capita. Será ilusão de óticajá que não houve qualquer mudança de metodologia estatística, ou será que a boacolheita de dados sociais antecedeu a safra de dados econômicos? O fato que tem sidoreportado nos principais jornais internacionais o Brasil hoje é a bola da vez, não decrise, mas de oportunidade em relação ao contexto internacional. Este artigo substanciacom dados mais atuais e alternativos este novo sentimento de prosperidade através dedados objetivos. Esta melhoria se concentra nos elementos que ocupavam há pouco o 8
  • 9. epicentro da nossa crise, quais sejam: a renda do trabalho, o emprego com carteira, asmetrópoles e a chamada classe média. Outra novidade bem colocada por Mac Margoliscorrespondente da Newsweek no Brasil escreveu em seu blog é que a primeira vez nosseus mais de trinta anos de Brasil que quando a palavra crise pronunciada aqui, refere-sea alhures.A presente pesquisa explora os movimentos da distribuição de renda aí entendida nosentido estatístico, abrangendo tanto mudanças na desigualdade como alterações nocrescimento médio da renda domiciliar. Enfocamos as trajetórias das famílias entrediferentes estratos sociais, conferindo ênfase à análise de dois segmentos, a saber: amiséria situada na cauda inferior da distribuição de renda per capita e em especial achamada classe média situada no miolo da distribuição de renda total dos domicílios. Oplano do artigo é o seguinte: na segunda seção detalhamos a base da metodologiautilizada. Na seção seguinte analisamos a evolução recente de indicadores dedistribuição baseados em renda per capita do trabalho como miséria, desigualdade emédia. Na quarta seção, discutimos os conceitos de estrutura social e classe média desdea perspectiva de medição. (Na quinta seção quantificamos a evolução agregada dequatro estratos (ou classes) sociais, a saber: classe E, Classe D, Classe Média (C) e Elite(A e B)). Na seção seguinte tiramos partido do aspecto longitudinal da PME paraquantificar as transições para fora e para dentro de cada um destes segmentos assimcomo identificar os destinos específicos assumidos. Algo como me diga para onde vásque eu te digo quem és. A sexta e última seção apresenta as principais conclusões doestudo. O sítio da pesquisa www.fgv.br/cps/classe_media oferece amplo banco de dadosonde o usuário pode explorar a extensão dos grupos assim como a mobilidade entreeles, abertos por uma vasta gama de atributos sócio-econômicos (gênero, raça, idade,etc), trabalhistas (posse de carteira, educação etc) e espaciais (cidades). O banco dedados permite, a cada um, ver as trajetórias prováveis de pessoas com os seus atributos.Uma espécie de espelho retrovisor da trajetória social recente. Apresentamos ao fim dotexto três anexos com a análise de aspectos deste banco. No primeiro, traçamos umperfil da classe média pelos principais atributos sócio-demográficos. No segundocomparamos a evolução da classe média e da miséria por cada uma das seis regiõesmetropolitanas. No terceiro apresentamos os modelos estatísticos estimadosincorporados nos simuladores. 9
  • 10. 10
  • 11. 2. MÉTODOA tradição entre as instituições de pesquisa como o IBGE é usar os dados da PesquisaMensal do Emprego (PME) em níveis individuais, e não em níveis domiciliares,particularmente quando se trata de indicadores, como taxa de desemprego e a rendamédia do trabalho. Entretanto, a PME é uma pesquisa domiciliar comparável à PesquisaNacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e pode ser usada como tal. Esse pontomerece destaque, pois a avaliação das condições socioeconômicas deve levar em contao processo de repartição de recursos no bojo dos domicílios. Por exemplo, o fato de arenda do trabalhador adulto poder beneficiar outros membros de sua família, como ascrianças. Nesse sentido, o conceito mais adequado para auferir o nível de pobreza seriaa renda domiciliar per capita dos indivíduos, que corresponde à soma da renda de todasas pessoas dos domicílios dividida pelo número total de moradores. Similarmente,quando queremos quantificar a extensão da chamada classe média para, por exemplo,avaliar o poder de compra de bens familiares tais como a casa própria, o conceitoadequado é a renda total auferida por todos os membros do domicílio. Ambos osconceitos resumem uma série de fatores operantes sobre os membros da família, taiscomo os níveis de ocupação e de rendimento, auferidos de maneira formal ou informal,mas cujos efeitos sejam rateados ou agregados pelo número total de moradores(BARROS et al.,1996).A questão central aqui ensejada é como melhorar o monitoramento das condições devida da nossa população. Como avaliar o desempenho social e econômico dispondoapenas dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cujoconhecimento fica, em média, 18 meses defasados em relação dos instantesmensurados? Por exemplo, hoje estamos há quase dois anos desde a última fotografianacional tirada a partir da Pnad. O aumento de velocidade é um requisito necessáriopara poder traçar um sistema de avaliação de metas sociais operativo. Isto inclui tantosistemas gerenciais feitos no âmbito das administrações públicas, como oacompanhamento das flutuações da miséria por parte da sociedade. Do ponto de vistadas empresas privadas que querem se adequar as flutuações do ciclo de negócios paranichar a sua demanda, a urgência requerida não é menor. Função destas necessidadespropomos lançar mão do processamento dos microdados da PME, que, graças a suaagilidade, nos permite diminuir a defasagem de 18 para cerca de 3 meses (NERI;CONSIDERA,1996). 11
  • 12. Além do benefício pelo aumento da velocidade de difusão da informação, a utilizaçãode dados da PME/IBGE em bases mensais permite captar, em detalhe temporal, aoperação dos determinantes da distribuição de renda do trabalho observados no Brasil.As séries de média da renda domiciliar per capita e de desigualdade captadas pelo índiceGini, apresentadas nos gráficos 1 e 2 a seguir, e detalhadas mais adiante, indicam que amaior parte do crescimento da renda do trabalho per capita das classes mais pobresobservado nos primeiro quatro anos se deu entre março e junho de 2004, mas que seguede maneira ininterrupta desde então3. GRÁFICO 1 - Séries de Miséria 38,0 37,0 36,0 35,0 34,0 33,0 32,0 31,0 30,0 29,0 28,0 27,0 26,0 25,0 24,0 mar-02 jul-02 nov-02 mar-03 jul-03 nov-03 mar-04 jul-04 nov-04 mar-05 jul-05 nov-05 mar-06 jul-06 nov-06 mar-07 jul-07 nov-07 mar-08 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE.3 Os dados da parcela de renda apropriada pelos três grupos analisados indicam que a grande queda dedesigualdade de 2004 ocorreu entre abril e junho daquele ano. Antes de creditarmos as mudanças aoreajuste do salário mínimo, cabe lembrar que ele foi bastante reduzido em termos reais, fazendo crer queforam outros os fatores, e não o efeito-salário mínimo, que geraram a redução da desigualdade de rendaem 2004. Complementarmente, a série mensal demonstra que o reajuste de 9% real dado em maio de2005 ao salário mínimo e o de cerca de 13% real concedido em abril de 2006 fornecem evidênciasrelevantes. Para aqueles que presenciaram os efeitos dos reajustes do salário mínimo NA DÉCADA DE90, como o de maio de 1995, sobre dados similares, os resultados indicam uma perda de sincronia entreaumentos do mínimo e redução de pobreza. 12
  • 13. GRÁFICO 2 - Evolução da Desigualdade pelo Índice Gini 0,645 0,640 0,635 0,630 0,625 0,620 0,615 0,610 0,605 0,600 0,595 0,590 0,585 0,580 mar-02 mar-03 mar-04 mar-05 mar-06 mar-07 mar-08 jun-02 set-02 dez-02 jun-03 set-03 dez-03 jun-04 set-04 dez-04 jun-05 set-05 dez-05 jun-06 set-06 dez-06 jun-07 set-07 dez-07 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE.Mal comparando, se os cientistas sociais fossem astrônomos e a distribuição de rendaum corpo celeste em movimento, a Pnad seria um super telescópio situado no lugarcerto para registrar a passagem do astro. Porém, para precisar os determinantes datrajetória de indicadores sociais com base em rendas, como a de pobreza e a dedesigualdade de renda, precisamos de algo mais do que fotografias do fenômeno emanos distintos, como as fornecidas pela comparação das Pnads ao longo do tempo. Seriapreciso utilizar uma espécie de filme gerado com base numa série de fotografiasmensais, como as oferecidas pela PME, que permitem identificar o efeito de mudançasdiscretas sobre variáveis de políticas, como mudanças abruptas na taxa de juros, na taxade câmbio ou, de maneira mais contundente, o papel dos reajustes do salário mínimo(NERI, 1995).Em terceiro lugar, a PME usa a metodologia de painel rotativo similar àquela adotadapelo Current Population Survey (CPS) americano, que permite acompanhar asinformações dos mesmos indivíduos e de suas famílias durante algumas observaçõesconsecutivas. Ou seja, na nossa analogia cinematográfica, não estamos apenasacompanhando a estória agregada da sociedade ou de subgrupos delas, mas elaborandofilmes de cada pessoa na amostra. Em particular, exploramos aqui dados observados emmarço, abril, maio e junho de cada ano. Esse período é de especial interesse paraidentificar os efeitos do salário mínimo de cada ano e a rápida redução de pobreza e dedesigualdade ocorrida em 2004, supramencionada. A abordagem usada neste trabalho 13
  • 14. consiste em calcular as probabilidades de transição para dentro e para fora da pobrezatrabalhista, bem como as de não-transição entre quatro meses consecutivos. Osmicrodados nos permitirão diferenciar indivíduos mais afetados pelo salário mínimo(incluindo o de 2006) e recuperar as respectivas trajetórias de renda do trabalhodomiciliar per capita (BARROS et al., 1996).Finalmente, é importante chamar a atenção para duas limitações da PME, a saber: eladeixa de fora outras rendas não-trabalho, como as advindas de transferênciagovernamentais de programas para pobres e de juros para os grupos com estoque deriqueza financeira, além de ela só cobrir as seis áreas metropolitanas do Brasil. Ou seja,a pesquisa só fornece evidências do trabalho metropolitano (RAMOS; BRITO, 2003). 14
  • 15. 3. MÉDIA, DESIGUALDADE E MISÉRIAMÉDIAO conceito habitual ou normal suaviza flutuações transitórias da renda tal como aquelaadvinda do décimo terceiro salário, do bônus de férias e de horas extras feitas demaneira excepcional. O conceito de renda efetiva também pesquisada pela PMEapresenta marcadas flutuações sazonais na passagem de cada ano como os gráficosilustram, mas fora estes picos as séries de dados são relativamente próximos4. Optamospor trabalhar aqui com o conceito habitual de renda, pois além de eliminar flutuaçõeserráticas o que pode viesar para cima as medidas de mobilidade a serem discutidas maisa frente. Uma vantagem deste conceito é a de ser também usado pela PNAD permitindocomparabilidade direta dos resultados com a principal base de dados do sistema depesquisas domiciliares brasileiras. GRÁFICO 3 - Evolução da Média de Renda Per Capita – 15 a 60 anos Renda Efetiva x Habitual 750 725 700 675 650 625 600 575 550 525 500 475 450 mar/02 mar/03 mar/04 mar/05 mar/06 mar/07 mar/08 jun/02 set/02 dez/02 jun/03 set/03 dez/03 jun/04 set/04 dez/04 jun/05 set/05 dez/05 jun/06 set/06 dez/06 jun/07 set/07 dez/07 Habitual Efetiva Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE.Uma primeira abordagem é a de olhar para a evolução da distribuição de renda nosentido estatístico, aí incluindo a evolução da média e da desigualdade de renda percapita habitual. Optamos por apresentar o gráfico em média móvel para isolar melhor astendências. A média de renda dá continuidade à trajetória de expansão já observada dofim da recessão de 2003, como já os dados mensais acima já sugeriam. A taxa decrescimento médio no período de abril de 2003 a abril de 2008 de renda per capita,4 Neri (1996) detalha as diferenças entre os dois conceitos a partir da comparação entre a PME coletadaentre a 1980 e idos de 1982 antes da primeira reformulação. Um outro ponto é que o conceito habitualtende a estar vinculado ao mês em curso da pesquisa enquanto o efetivo ao mês anterior. Neste sentido oconeito efetivo seria mais adequado como indicador líder da PNAD. Por outro lado, o conceito efetivo derenda é o que se adequa as séries da PME entre 1982 e 2002, antes da segunda reforma. 15
  • 16. portanto já descontando o crescimento populacional, é de 5% ao ano. Se isolarmos operíodo pós-abril de 2004 esta taxa atinge 6,5% ao ano, mais uma vez já descontado ocrescimento populacional. GRÁFICO 4 - Evolução da Média de Renda Per Capita - 15 a 60 anos Renda Habitual – Média Móvel de 12 Meses 600 575 550 525 500 475 450 mai/03 mai/04 mai/05 mai/06 mai/07 ago/03 nov/03 ago/04 nov/04 ago/05 nov/05 ago/06 nov/06 ago/07 nov/07 fev/03 fev/04 fev/05 fev/06 fev/07 fev/08 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. TABELA 1 - Renda Per Capita do Trabalho – 15 a 60 anos 6 Regiões Metropolitanas brasileiras Nível (R$) RENDA PER CAPITA – R$ abr/02 514,85 abr/03 480,51 abr/04 467,47 abr/05 513,04 abr/06 536,07 abr/07 574,69 abr/08 605,42 Evolução RENDA PER CAPITA M Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (R$) Evolução Anual (12 Meses) abril 03 / abril 02 -6,67 -34,34 abril 04 / abril 03 -2,71 -9,20 -13,04 abril 05 / abril 04 9,75 8,78 45,57 abril 06 / abril 05 4,49 3,87 23,03 abril 07 / abril 06 7,20 7,39 38,62 abril 08 / abril 07 5,35 4,14 30,73 Evolução Acumulada (desde 2002) abril 08 / abril 03 26,00 14,75 124,91 abril 08 / abril 04 29,51 26,37 137,95 abril 08 / abril 05 18,01 16,17 92,38 abril 08 / abril 06 12,94 11,84 69,35 abril 08 / abril 07 5,35 4,14 30,73 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 16
  • 17. Assim como na renda per capita, a renda domiciliar total também apresenta queda nosdois primeiros anos, especialmente entre 2002 e 2003, quando cai 8,74%. Em 2008,encontramos o maior nível de toda a série (R$ 1957), 24,76% acima do nívelapresentado em 2004. TABELA 2 - Renda Domiciliar do Trabalho – 15 a 60 anos 6 Regiões Metropolitanas brasileiras Nível (R$) RENDA DOMICILIAR – R$ abr/02 1784,08 abr/03 1628,11 abr/04 1568,47 abr/05 1704,74 abr/06 1770,08 abr/07 1886,36 abr/08 1956,90 Evolução RENDA DOMICILIAR MM Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) Evolução Anual (12 Meses) abril 03 / abril 02 -8,74 -155,97 abril 04 / abril 03 -3,66 -10,00 -59,64 abril 05 / abril 04 8,69 7,91 136,27 abril 06 / abril 05 3,83 3,31 65,34 abril 07 / abril 06 6,57 6,87 116,28 abril 08 / abril 07 3,74 2,82 70,54 Evolução Acumulada (desde 2002) abril 08 / abril 02 9,69 172,82 abril 08 / abril 03 20,19 10,25 328,79 abril 08 / abril 04 24,76 22,50 388,43 abril 08 / abril 05 14,79 13,53 252,16 abril 08 / abril 06 10,55 9,89 186,82 abril 08 / abril 07 3,74 2,82 70,54 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 17
  • 18. DESIGUALDADEAntes da análise das medidas de desigualdade cabe frisar que além da menorabrangência geográfica e de conceito de renda utilizados, o conceito de renda per capitausada inclui as rendas nulas o que é de fundamental importância para as medidas dedesigualdade. No caso da medida mais popular usada o índice de Gini que varia de 0 a 1confere pesos as rendas em ordem inversa ao ranking das mesmas. Ou seja, o sujeitomais rico da sociedade recebe o menor dos pesos que sobe paulatinamente à medida quecaminhamos em direção as menores rendas. Neste sentido a pessoa que tem renda 0deveria receber o maior dos pesos e não o menor, peso nulo, quando implicitamente osdesconsideramos na análise. Feitas estas ressalvas metodológicas a desigualdade derenda também apresenta marcada retração, esta durante toda a série. O índice de Ginicai de 0,627 em abril de 2002 para 0,584 em abril de 2008 o que é considerável dadaescala de variação do índice de Gini, em particular no contexto brasileiro. O índice deGini de rendas de per capita de todas as fontes fica estagnado em torno de 0,6 entre oscensos de 1970 e de 2000. A única mudança expressiva de natureza permanenteobservada nas séries estatisticamente documentadas do país foi o famoso aumento dosanos 60 quando o índice de Gini da renda individual sobe cerca de 0,07 ponto em umadécada. Guardadas as diferenças conceitual e geográfica, para efeito de comparação estaqueda absoluta em seis anos 0,0426 está exatamente no mesmo ritmo daquela conhecidaqueda dos anos 60. GRÁFICO 5 - Evolução da desigualdade pelo índice Gini Média Móvel de 12 Meses 0,635 0,63 0,625 0,62 0,615 0,61 0,605 0,6 0,595 0,59 mai-03 mai-04 mai-05 mai-06 mai-07 ago-03 nov-03 ago-04 nov-04 ago-05 nov-05 ago-06 nov-06 ago-07 nov-07 fev-03 fev-04 fev-05 fev-06 fev-07 fev-08 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 18
  • 19. TABELA 3 - Desigualdade Trabalhista - População Total (6 Regiões Metropolitanas brasileiras) Nível GINI abr/02 0,6270 abr/03 0,6284 abr/04 0,6258 abr/05 0,6036 abr/06 0,6011 abr/07 0,5963 abr/08 0,5844 Evolução GINI M. Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) Evolução Anual (12 meses) abril 03 / abril 02 0,22 0,001 abril 04 / abril 03 -0,40 -2,17 -0,003 abril 05 / abril 04 -3,56 -2,10 -0,022 abril 06 / abril 05 -0,41 -1,12 -0,002 abril 07 / abril 06 -0,80 -0,82 -0,005 abril 08 / abril 07 -2,00 -1,33 -0,012 Evolução Acumulada (desde 2002) abril 08 / abril 02 -6,79 -0,043 abril 08 / abril 03 -7,00 -7,32 -0,044 abril 08 / abril 04 -6,62 -5,26 -0,041 abril 08 / abril 05 -3,18 -3,23 -0,019 abril 08 / abril 06 -2,78 -2,13 -0,017 abril 08 / abril 07 -2,00 -1,33 -0,012 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE.MISÉRIAA distribuição de renda e a miséria trabalhista melhoram função tanto do crescimentoacelerado da média de renda como da redução da desigualdade de renda. Apresentamosabaixo estimativas da miséria trabalhista metropolitana usando a linha de miséria de 135reais mês por pessoa a preços da Grande São Paulo ajustada por diferenças espaciais decusto de vida do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (Neri 2006 eFerreira, Lanjouw e Neri 2003). 19
  • 20. GRÁFICO 6 - Miséria Trabalhista Média Móvel de 12 Meses373635343332313029282726 mai-03 mai-04 mai-05 mai-06 mai-07 ago-03 nov-03 ago-04 nov-04 ago-05 nov-05 ago-06 nov-06 ago-07 nov-07 fev-03 fev-04 fev-05 fev-06 fev-07 fev-08 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. TABELA 4 - Miséria Trabalhista - População Total (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Nível Taxa de MISÉRIA abr/02 34,93 abr/03 37,13 abr/04 37,17 abr/05 32,58 abr/06 31,61 abr/07 29,09 abr/08 25,16Evolução Taxa de MISÉRIA M. Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) abril 03 / abril 02 6,31 2,20 abril 04 / abril 03 0,11 3,60 0,04 abril 05 / abril 04 -12,34 -10,74 -4,59 abril 06 / abril 05 -2,99 -5,81 -0,98 abril 07 / abril 06 -7,97 -6,61 -2,52 abril 08 / abril 07 -13,50 -7,42 -3,93 abril 08 / abril 02 -27,97 -9,77 abril 08 / abril 03 -32,24 -24,70 -11,97 abril 08 / abril 04 -32,31 -27,31 -12,01 abril 08 / abril 05 -22,78 -18,56 -7,42 abril 08 / abril 06 -20,39 -13,54 -6,45 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 20
  • 21. MISÉRIA NA FAIXA DE 15 a 65 ANOS – A Nossa Classe EEm função da nossa classificação se basear em renda do trabalho, restringimos a análiseà renda domiciliar, per capita e total, ao grupo em idade ativa de 15 a 60 anos de idade,esta restrição adicional nos ajuda a tornar os níveis mais próximos do que se esperarianuma análise de pobreza e em especial a análise das transições entre estratos sociaismais permanentes. Para criar a clamada Classe E usamos a linha de miséria de 135 reaismês por pessoa a preços da Grande São Paulo de hoje conforme já tradicionalmenteusada no Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas. Como veremos afrente ela será convertida para renda de todas as fontes e expressa em termos familiarestotais para representar o segmento da Classe E. A miséria entre abril de 2004 quandoatingia 30.45% e abril de 2008 passa a 18.39%. Isto corresponde uma queda de - 39%neste grupo etário de 15 a 60 anos contra uma queda de -32.11% para a população comoum todo. GRÁFICO 7 - Classe E – 15 a 60 anos Média Móvel de 12 Meses 32 30 28 26 24 22 20 18 mai/03 mai/04 mai/05 mai/06 mai/07 ago/03 nov/03 ago/04 nov/04 ago/05 nov/05 ago/06 nov/06 ago/07 nov/07 fev/03 fev/04 fev/05 fev/06 fev/07 fev/08 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. TABELA 5 - Classe E – 15 a 60 anos 6 Regiões Metropolitanas brasileiras Nível Classe E (%) abr/02 28,64 abr/03 30,46 abr/04 30,45 abr/05 25,42 abr/06 24,55 abr/07 21,72 abr/08 18,39 21
  • 22. Evolução Classe E (%) M Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) Evolução Anual (12 meses) abril 03 / abril 02 6,34 1,82 abril 04 / abril 03 -0,04 3,71 -0,01 abril 05 / abril 04 -16,51 -14,09 -5,03 abril 06 / abril 05 -3,42 -7,35 -0,87 abril 07 / abril 06 -11,54 -8,96 -2,83 abril 08 / abril 07 -15,30 -9,78 -3,32 Evolução Acumulada (desde 2002) abril 08 / abril 02 -35,78 -10,25 abril 08 / abril 03 -39,61 -32,20 -12,06 abril 08 / abril 04 -39,59 -34,62 -12,05 abril 08 / abril 05 -27,64 -23,90 -7,03 abril 08 / abril 06 -25,08 -17,87 -6,16 abril 08 / abril 07 -15,30 -9,78 -3,32 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 22
  • 23. 4. DEFININDO A CLASSE MÉDIADefinir classe média é como definir um elefante, se você nunca viu um fica difícilvisualizá-lo. Existem pelo menos duas perspectivas para se conceituar Classe Média.Uma primeira é pela análise das atitudes e expectativas das pessoas. A sondagem doconsumidor divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação GetúlioVargas em bases mensais para o Brasil segue nesta direção. Este tipo de abordagem quefoi bastante desenvolvido nos anos 50 e 60 por George Katona, psicólogo behavioristaque tinha no economista James Tobin um de seus grandes admiradores. Seguindo, nestalinha, Thomas Friedman, colunista internacional do New York Times em seu recentebest-seller “O Mundo é Plano” define classe média mais do que pelo nível de vida e derenda presente, mas o esperar estar numa posição melhor no futuro. Esta mobilidadesocial estrutural social-ascendente seria algo como realizar o similar em cada país dochamado “sonho americano”, da possibilidade de ascensão social.Complementarmente propomos (mas não divulgamos aqui) o uso de medidas dequalidade de vida extraídas da nova linha de surveys como o Gallup World Poll, osimilar da IPSOS cuja uma das vantagens é a alta comparabilidade internacional poraplicar o mesmo questionário a um número grande de países. Esta vantagem também écompartilhada por surveys feitos em bases regionais, o LatinoBarômetro na AméricaLatina e o EuroBarômetro no velho continente. Em particular, propomos o uso demedidas diretas tais como a expectativa de felicidade cinco anos no futuro emcomparação com o nível de felicidade presente. Isto é feito através de perguntas onde apessoa atribui diretamente nota subjetiva de 0 a 10 sobre a sua respectiva satisfação coma vida. Este tipo de análise recai sobre o Índice de Felicidade Futura (IFF)desenvolvido por nós em projeto para o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento(BID) a partir de uma amostra de mais de 132 países cobertas pelos microdados doGallup World Poll de 2006. Este índice será lançado em breve. O que podemosantecipar é que os dados indicam que a classe média no Brasil medida pelo diferencialentre o nível presente e futuro de felicidade é alta vis a vis outros países.A segunda maneira de se definir as classes sociais (E, D, C, B2, B1, A2 e A1) é pelopotencial de consumo tal como no chamado Critério Brasil na qual a classe média éaquela chamada de Classe C. Esta estratificação é implementada a partir do impacto de 23
  • 24. bens sobre medidas de acesso a bens duráveis e seu respectivo número (TV, rádio, lava-roupa, geladeira e freezer, vídeo-cassete ou DVD), banheiros, empregada doméstica, enível de instrução do chefe de família5. Este critério estima os pesos a partir de equaçãominceriana (log da renda familiar total). O CPS propõe conceituação complementar paramedir a evolução da nova classe média no Brasil também do ponto de vista do produtor.Ou seja, da capacidade de manter de fato este potencial de consumo ao longo do tempo.Neste trabalho ainda inédito além de testarmos a medição da classe média a partir dacombinação de elementos como renda e acesso a bens de consumo tradicionalmenteutilizada, propomos medir a classe média a partir da capacidade de geração emanutenção da riqueza a prazo mais longo. No primeiro elemento temos acesso àuniversidade pública ou privada, acesso a escola de qualidade (privada?), a elementosda era da Tecnologia da Comunicação e da Informação como computadores conectadosa internet e além da renda corrente, a renda permanente estimada a partir decaracterísticas sócio-demográficas fixas (como sexo, idade, região etc, masespecialmente estoque de educação). Já no aspecto de manutenção a prazo mais longoda situação financeira familiar temos desde acesso a emprego formal que garante umnível de proteção social maior, acesso a previdência privada, acesso a créditoimobiliário, posse legal de casa própria (com padrão mínimo de qualidade: banheiros,tipo de construção etc), seguro-saúde. Este tipo de preocupação com educação einserção ocupacional consta em critérios aplicados na Inglaterra, Portugal e Índia. Oaspecto inovador da metodologia é a sua capacidade de olhar para aspectos simbólicosda classe média tais como a carteira de trabalho, a entrada na universidade ou na era dainformática e aliarmos a aspecto de status social ligado a demanda privada por bens queeram monopólio do Estado como previdência, escola, saúde e crédito imobiliário. Outraé a capacidade de mensurar em escala nacional cada componente citado, estudar a suainteração e a agregação dos mesmos em índices sintéticos do tamanho de da distribuiçãoda classe média, mergulhar nos detalhes da sua determinação (por exemplo, ir além daestatística de acesso a educação, mas ver quanto se paga pela mesma), agregar ainteração dos diversos componentes e monitorá-los ao longo do tempo.5 Estas variáveis são medidas pelo Censo Demográfico o que facilita a espacialização do poder de compra dasfamílias, mas não são bem cobertas pela PNAD, por exemplo. No modelo hierárquico de imputação de rendasfaltantes no Censo desenvolvido pelo IBGE e incorporado nos microdados do Censo 2000, a instrução da pessoa dereferencia do domicílio e o numero de banheiros são as duas variáveis mais relevantes selecionadas. 24
  • 25. Exploramos aqui alguns aspectos comuns a definição associados às duas linhas acimacolocadas como a geração de renda do trabalho e a mobilidade trabalhista.QUANTIFICANDO O TAMANHO DOS ESTRATOS SOCIAISAo contrário de análises da distribuição de renda relativa onde mapeamos a parcelarelativa de cada grupo na renda total (como, por exemplo, os 10% mais ricos que seapropriam de quase 50% da renda etc.) nos fixamos aqui neste estudo na parcela dapopulação que está acima de determinados parâmetros fixados para todo o período. Ouseja, estamos preocupados com a renda absoluta de cada pessoa. A presente abordagemé similar àquela usada na análise de pobreza absoluta, só que estamos preocupadostambém com outras fronteiras como aquelas que determinam a entrada na classe médiae a saída deste grupo para o de elite. Na abordagem relativa pura a soma das partes dá100% de algo relativo ao mês, enquanto na abordagem absoluta aplicada aos diversossegmentos da pirâmide social são referendados a um valor absoluto válido para todos osmeses. Estes valores absolutos são parâmetros do que é estar na miséria, num grupointermediário entre a miséria e a classe média, os remediados, o grupo de classe média ea elite. Como estamos trabalhando com um período de forte crescimento da renda médiaas duas abordagens, a relativa e a absoluta apresentam resultados bastante diferenciados.cada uma destas situações tendem a acontecer no começo e no fim do períodorespectivamente. Fazendo uma analogia, na análise distributiva relativa estamos numgráfico de pizza de tamanho fixo onde para um grupo ganhar, outro tem de diminuir. Naanálise absoluta aqui utilizada, além da dança distributiva, o tamanho de pizza podemudar. O que está por traz do resultado é que além dos de renda mais baixa terem seapropriado de uma maior parcela relativa da pizza (a redução da desigualdade), amesma aumentou de tamanho (o crescimento). Passou digamos de um tamanho brotinhopara média, ou para os que sempre acham que o copo está sempre meio cheio, de pizzamédia para a grande. Na presente análise estamos preocupados não só na parcelarelativa, mas seguindo a analogia na quantidade de pizza apropriada por cada estrato dasociedade.Em função da nossa classificação se basear em renda do trabalho, restringimos a análiseà renda domiciliar, per capita e total, ao grupo em idade ativa de 15 a 60 anos de idade,esta restrição adicional nos ajuda a tornar os níveis e em especial a análise dastransições entre estratos sociais mais permanentes. 25
  • 26. 5. MUDANÇAS NO BOLO DISTRIBUTIVOA principal característica da abordagem aqui utilizada é o seu nível de desagregação emtrês grupos de renda, olhamos a posição relativa inicial em 2002 para depois aprofundara análise dos respectivos movimentos. A elite (o décimo mais rico que se apropria dequase metade da renda per capita); a metade mais pobre aí incluindo tanto os miseráveiscomo os que estão exatamente acima que se apropria de um décimo da renda nacional(9,95%); e os 40% intermediário, cuja parcela na população e na renda praticamentecoincide (39,78%), constituindo, assim, um país de renda média, similar ao Peru, einserido entre a rica Bélgica e a pobre Índia6. Heuristicamente, investigamos aqui asmigrações entre estes diferentes Brasis, estamos preocupados em quantificar quais sãoos estratos da população habitando em determinadas condições de vida pré-fixadas e nasua evolução ao longo do tempo.Transformando uma longa estória abaixo descrita em números objetivos temos abaixoos limites das Classes Sociais medidas em renda domiciliar total de todas as fontes pormês. (a explicação vem logo a seguir): Definição das Classes Sociais Renda Domiciliar Total de Todas as Fontes Limites Inferior* Superior Classe E 0 768 Classe D 768 1064 Classe Média - C 1064 4591 Elite – A e B 4591 * inclusive www.fgv.br/cps6 Sob esse aspecto, a distribuição de renda do trabalho metropolitano da PME é mais concentrada do quea da Pnad nacional em todas as fontes de rendimento. 26
  • 27. Definimos os limites das Classes sociais começando pela definição de miséria tal comocalculada tradicionalmente pelo Centro de Políticas Sociais (Ferreira, Neri e Lanjouw(2003) e Neri (2006)). A renda domiciliar total deste grupo corresponde ao intervaloente 0 e 768 reais mês dada à existência de 4,31 pessoas nestes domicílios e da renda deoutras fontes fora trabalho representar cerca de 24,2% da renda deste grupo. Esta énomeada aqui como Classe E.A renda dos demais grupos foi definida a partir de pontos focais da distribuição derenda domiciliar per capita para o período todo da nova Pesquisa Mensal do Empregode 2002 a 2006, pois queremos referencias monetárias fixas em termos reais fixas parater grupos variáveis7, qual sejam a mediana e o nono decil que dividem a população ametade, usamos o conceito, mas expressamos o resultado em renda total do domicílioque está mais em sintonia com os institutos de pesquisa que calculam a classe média(vide abaixo). A renda do estrato social mais acima que é um grupo de renda mais altaque os miseráveis chamada de Classe D, vão da linha de miséria até a mediana doperíodo todo que corresponde a 214 reais a preços de hoje por pessoa ou 883,7 reais pordomicílio mês. Em suma, a classe D está compreendida entre 768 reais e 1064 de rendadomiciliar total de todas as fontes por mês.A renda da aqui chamada nova classe média, configurada pelo grupo de Classe C vai damediana de renda de todo período até a linha que separa os 10% mais ricos do resto dapopulação. Em termos per capita isto corresponde à faixa de 214 reais a 923 reais porpessoa mês. Em termos de renda domiciliar total de todas as fontes a Classe C estácompreendida no intervalo entre 1064 reais a 4591 reais por mês. Este é o intervalo daClasse média que ocupa o centro da presente análise.Finalmente, o grupo de Elite formado pelas Classes A e B é dado pelos domicílios cujarenda domiciliar total de todas as fontes por mês supera o limite superior da classemédia de 4591 reais por mês. Este é o grupo que diferencia mais a concentração derenda no Brasil frente à de outros países, como os Estados Unidos que não é um paísparticularmente igualitário.7 Apresentamos no site da pesquisa cálculos usando a PNAD e a POF, ambas do IBGE, como referencia. 27
  • 28. Segue abaixo a classificação das classes por renda domiciliar per capita do trabalho. Definição das Classes Sociais Renda Domiciliar Per Capita do Trabalho Limites Inferior* Superior Classe E 0 135 Classe D 135 214 Classe Média - C 214 923 Elite – A e B 923 * inclusive www.fgv.br/cpsSó para certificar: a fim de quantificar as faixas, calculamos a renda domiciliar percapita do trabalho e depois a expressamos em termos equivalentes de renda domiciliartotal de todas as fontes através da PNAD de 2006. A faixa C central está compreendidaentre os R$ 1064 e os R$ 4561 a preços de hoje na grande São Paulo. As tabelas e osgráficos, mais abaixo, apresentam os níveis e tendências dessas séries. TABELA 6 – A Estrutura das Classes Econômicas Renda per Capita do Trabalho – 15 a 60 anos de idade (6 Regiões Metropolitanas brasileiras) Nível Classe C (Nova Classe Média) Classes A e B Classes D e E Classe D M. Móvel M. Móvel M. Móvel M. Móvel Taxa (%) Taxa (%) Taxa (%) Taxa (%) Taxa (%) Taxa (%) Taxa (%) Taxa (%) abr/02 44,19 12,99 42,82 14,18 abr/03 42,49 43,42 11,59 12,97 45,92 43,61 15,46 14,44 abr/04 42,26 42,80 11,61 11,55 46,13 45,65 15,68 15,40 abr/05 46,70 46,21 12,61 12,57 40,70 41,23 15,28 15,24 abr/06 48,59 48,72 13,60 13,20 37,80 38,09 13,25 14,00 abr/07 48,87 50,11 14,41 14,26 36,73 35,64 15,01 13,71 abr/08 51,89 50,81 15,52 15,19 32,59 33,99 14,20 14,22Obs: Média Móvel de 12 meses encerrada no período Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 28
  • 29. CLASSE C: A NOVA CLASSE MÉDIAO grupo atingia 44.19% da população no começo da série em abril de 2002 passa para51.89% em abril de 2008, última observação disponível, configurando um aumento de17.03% da importância da classe média. Se fixarmos o período inicial para depois dainstabilidade de 2002 e da recessão de 2003, a classe média atingia 42.85 da populaçãoem abril de 2004 e sobe cerca de 18,72% até abril de 2008. Ou seja, um crescimento dequase 4% ao ano acima do crescimento populacional do grupo de referência. TABELA 7 – Classe C Renda per Capita do Trabalho – 15 a 60 anos de idade (6 Regiões Metropolitanas brasileiras) Classe C M Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) Evolução Anual (12 Meses) abril 03 / abril 02 -3,85 -1,70 abril 04 / abril 03 -0,54 -1,42 -0,23 abril 05 / abril 04 10,50 7,96 4,44 abril 06 / abril 05 4,06 5,43 1,90 abril 07 / abril 06 0,57 2,85 0,28 abril 08 / abril 07 6,18 1,41 3,02 Evolução Acumulada (desde 2002) abril 08 / abril 02 17,43 7,70 abril 08 / abril 03 22,13 17,03 9,40 abril 08 / abril 04 22,79 18,72 9,63 abril 08 / abril 05 11,12 9,97 5,19 abril 08 / abril 06 6,79 4,30 3,30 abril 08 / abril 07 6,18 1,41 3,02 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. GRÁFICO 8 - Participação da Classe C (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil) 52 50 48 46 44 42 mar-02 mar-03 mar-04 mar-05 mar-06 mar-07 mar-08 jun-02 set-02 dez-02 jun-03 set-03 dez-03 jun-04 set-04 dez-04 jun-05 set-05 dez-05 jun-06 set-06 dez-06 jun-07 set-07 dez-07 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 29
  • 30. GRÁFICO 9 - Participação da Classe C (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos – Média Móvel de 12 Meses Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil) 52 50 48 46 44 42 mai-03 mai-04 mai-05 mai-06 mai-07 ago-03 nov-03 ago-04 nov-04 ago-05 nov-05 ago-06 nov-06 ago-07 nov-07 fev-03 fev-04 fev-05 fev-06 fev-07 fev-08 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. TABELA 8 - Classes A e B Renda per Capita do Trabalho – 15 a 60 anos de idade (6 Regiões Metropolitanas brasileiras) Evolução Elite M Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) abril 03 / abril 02 -10,78 -1,40 abril 04 / abril 03 0,19 -10,95 0,02 abril 05 / abril 04 8,57 8,82 0,99 abril 06 / abril 05 7,89 5,01 1,00 abril 07 / abril 06 5,90 8,02 0,80 abril 08 / abril 07 7,73 6,56 1,11 abril 08 / abril 02 19,46 2,53 abril 08 / abril 03 33,89 17,13 3,93 abril 08 / abril 04 33,64 31,53 3,91 abril 08 / abril 05 23,09 20,87 2,91 abril 08 / abril 06 14,09 15,11 1,92 abril 08 / abril 07 7,73 6,56 1,11 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE.Voltando para o grupo de elite que correspondem às classes A e B dos estudos depotencial de consumo. Este grupo de elite atingia 12,99% da população no começo dasérie em abril de 2002 passa para 15.52% em abril de 2008, configurando um aumentode 19.46% da importância do grupo refletindo o período de bonança da classe média. 30
  • 31. GRÁFICO 10 - Participação das Classes A e B (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil) 16 15 14 13 12 11 mar-02 mar-03 mar-04 mar-05 mar-06 mar-07 mar-08 jun-02 set-02 dez-02 jun-03 set-03 dez-03 jun-04 set-04 dez-04 jun-05 set-05 dez-05 jun-06 set-06 dez-06 jun-07 set-07 dez-07 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. GRÁFICO 11 - Participação das Classes A e B (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos – Média Móvel de 12 Meses Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil)161514131211 mai-03 mai-04 mai-05 mai-06 mai-07 ago-03 nov-03 ago-04 nov-04 ago-05 nov-05 ago-06 nov-06 ago-07 nov-07 fev-03 fev-04 fev-05 fev-06 fev-07 fev-08 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. TABELA 9 - CLASSES D e E. Classe E e D M Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) abril 03 / abril 02 7,24 3,10 abril 04 / abril 03 0,45 4,67 0,21 abril 05 / abril 04 -11,78 -9,69 -5,43 abril 06 / abril 05 -7,11 -7,62 -2,89 abril 07 / abril 06 -2,85 -6,43 -1,08 abril 08 / abril 07 -11,26 -4,60 -4,14 abril 08 / abril 02 -23,89 -10,23 abril 08 / abril 03 -29,03 -22,05 -13,33 abril 08 / abril 04 -29,35 -25,53 -13,54 abril 08 / abril 05 -19,92 -17,54 -8,10 abril 08 / abril 06 -13,79 -10,74 -5,21 abril 08 / abril 07 -11,26 -4,60 -4,14 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 31
  • 32. Dado o nosso foco em classe média e como já tratamos do grupo de miseráveis na seçãodo artigo usando a população total como referencia, nos restringimos aqui à soma dosgrupos de classes E e D) para depois apresentarmos os dados do grupo D isoladamente.A base da distribuição formada por estes dois grupos correspondia a 42,82% dapopulação em abril de 2002 caindo para 32,59% no final da série. GRÁFICO 12 - Participação das Classes D e E (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil) 46 44 42 40 38 36 34 32 jun/02 set/02 dez/02 jun/03 set/03 dez/03 jun/04 set/04 dez/04 jun/05 set/05 dez/05 jun/06 set/06 dez/06 jun/07 set/07 dez/07 mar/02 mar/03 mar/04 mar/05 mar/06 mar/07 mar/08 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. GRÁFICO 13 - Participação das Classes D e E (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos – Média Móvel de 12 Meses Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil) 46 44 42 40 38 36 34 32 fev/03 abr/03 jun/03 ago/03 out/03 dez/03 fev/04 abr/04 jun/04 ago/04 out/04 dez/04 fev/05 abr/05 jun/05 ago/05 out/05 dez/05 fev/06 abr/06 jun/06 ago/06 out/06 dez/06 fev/07 abr/07 jun/07 ago/07 out/07 dez/07 fev/08 abr/08 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 32
  • 33. TABELA 10 - Classe D Remediados M Móvel Variação (%) Variação (%) Diferença (p.p.) abril 03 / abril 02 9,05 1,28 abril 04 / abril 03 1,40 6,61 0,22 abril 05 / abril 04 -2,58 -1,05 -0,41 abril 06 / abril 05 -13,24 -8,08 -2,02 abril 07 / abril 06 13,26 -2,08 1,76 abril 08 / abril 07 -5,42 3,68 -0,81 abril 08 / abril 02 0,11 0,02 abril 08 / abril 03 -8,20 -1,56 -1,27 abril 08 / abril 04 -9,47 -7,67 -1,48 abril 08 / abril 05 -7,07 -6,69 -1,08 abril 08 / abril 06 7,12 1,52 0,94 abril 08 / abril 07 -5,42 3,68 -0,81 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE.Ao separarmos da análise, notamos um comportamento mais errático da classe D aolongo do tempo espelhando de maneira inversa a trajetória da Classe C, o outro grupointermediário analisado. Como conseqüência a participação do grupo na população ficaconstante na comparação dos extremos da série: passa de 14.18% em abril de 2002 para14.2% em abril de 2008. GRÁFICO 14 - Participação da Classe D (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil) 17 16 16 15 15 14 14 13 13 mar-02 mar-03 mar-04 mar-05 mar-06 mar-07 mar-08 jun-02 set-02 dez-02 jun-03 set-03 dez-03 jun-04 set-04 dez-04 jun-05 set-05 dez-05 jun-06 set-06 dez-06 jun-07 set-07 dez-07 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 33
  • 34. GRÁFICO 15 - Participação da Classe D (%) Estrutura de Classes - 15 A 60 anos – Média Móvel de 12 Meses Trabalho - 6 Regiões Metropolitanas (Brasil)171716161515141413 mai-03 mai-04 mai-05 mai-06 mai-07 ago-03 nov-03 ago-04 nov-04 ago-05 nov-05 ago-06 nov-06 ago-07 nov-07 fev-03 fev-04 fev-05 fev-06 fev-07 fev-08 Critério: Renda Habitual Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE. 34
  • 35. 6. A DANÇA DISTRIBUTIVAA PME usa a metodologia de painel rotativo que busca colher informações nas mesmasresidências nos meses t, t+1 , t+2 , t+3 , t+12 , t+13 , t+14 , t+15, perfazendo um totalde oito entrevistas distribuídas ao longo de um período de 16 meses. A abordageminicial usada aqui consiste em calcular as probabilidades de transição para dentro e parafora dos quatro grupos da sociedade, bem como de não-transição entre estes grupos noperíodo de quatro meses consecutivos iniciados em Março de 2002. O último dosgrupos analisados começa em janeiro de 2008 e termina em abril de 2008.O aspecto longitudinal dos dados de renda familiar per capita do trabalho nos forneceráa evidência empírica básica sobre o padrão de mobilidade social observado na prática.Apresentamos inicialmente os dados das pessoas que entram ou saem dos dois estadosprincipais ao longo do tempo, qual seja classe C (14.87%) e classe E (11.34%). Istoquer dizer que a cada período de quatro meses de 2002 a 2008 14.87% das pessoasentram ou saem da classe C e outros 11.34% entram ou saem da E. A maior mobilidadeem relação à classe média era de se esperar, pois inclui pessoas que sobem dos gruposinferiores para a classe média e desta para grupos superiores assim como as pessoas quecaem seja dos estratos superiores para a classe média como desta para estratosinferiores. Já as entradas e saídas da classe E só se dão de e para grupos superiores oque gera menores possibilidades de transição em relação os movimentos relativos àclasse média que encerra quatro possibilidades de mudanças. A tabela abaixo detalha oíndice de mobilidade relativa a cada grupo social e as probabilidades de transiçãoassociadas. TABELA 11 Índice de Índice de Mobilidade Mobilidade Probabilidade Probabilidade Probabilidade Probabilidade da Classe da Classe de Sair da de Entrar na de Sair da de Entrar na E C Classe E* Classe E* Classe C* Classe C* Total 11,34 14,87 24,47% 6,88% 14,97% 14,76% Obs: * Dado o estado inicialApresentamos abaixo a evolução destes respectivos índices de mobilidade ao longo dotempo. Estas séries revelam que após um aumento associado às instabilidades de 2002há queda de ambos índices de mobilidade entre os diversos grupos da sociedade atédezembro de 2005, depois as séries apresentam alguma flutuação, mas com marcadatendência de aumento, especialmente na mobilidade da classe média do final de 2007 35
  • 36. em diante. Estes dados podem estar captando outra forma de risco no caso de renda queafeta o dia a dia das pessoas. Os picos de mobilidade do final de 2002 e a partir do finalde 2007 coincidem com aumentos de incerteza das condições macroeconômicas. GRÁFICO 16 - Índice de Mobilidade Econômica (2002 a 2008) 6 Regiões Metropolitanas 21 19 17 15 13 11 9 7 jun/02 out/02 jun/03 out/03 jun/04 out/04 jun/05 out/05 jun/06 out/06 jun/07 out/07 fev/03 fev/04 fev/05 fev/06 fev/07 fev/08 Classe E Classe C Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGENa análise relativa de mobilidade social entre regiões metropolitanas Rio de Janeiro eSalvador se apresentam como as menos arriscadas em relação a ambos os segmentos,enquanto as mais arriscadas diferem. Belo Horizonte e Porto Alegre se destacam nasoma das probabilidades de entrada e de saída da classe C enquanto Recife se destacanos movimentos em relação à classe E. GRÁFICO 17 - Índice de Mobilidade Trabalhista (2002 a 2008) Por Região Metropolitana 19,5 19,3 17,8 16,8 16,1 14,9 13,9 10,3 10,3 10,7 11,0 8,5 Horizonte São Paulo Janeiro Recife Salvador Rio de Alegre Porto Belo Classe E Classe C Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE 36
  • 37. Ao separarmos os movimentos de entrada e saída de cada estado temos uma visão maisapurada da natureza dos movimentos em questão. Os riscos de entrada na classe E temcaído levemente ao longo do tempo enquanto os riscos de saída, além de se situarem empatamares maiores no período flutuam um pouco mais. Cabe ressaltar os dois picos dasérie de saída da classe E em meados de 2004 na retomada após a recessão de 2003 e orecorde positivo observado já em 2008. Ou seja, seguindo o hexagrama chinês de comoa junção de dois trigramas de perigo e oportunidade, 2007 representa paradoxalmenteaumento de risco de boas oportunidades. GRÁFICO 18 - Probabilidade de Transição Trabalhista (2002 a 2008) 6 Regiões Metropolitanas 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% jun/02 out/02 jun/03 out/03 jun/04 out/04 jun/05 out/05 jun/06 out/06 jun/07 out/07 fev/03 fev/04 fev/05 fev/06 fev/07 fev/08 Sair da Classe E Entrar na Classe E Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGEVoltando aos dados regionais abertos por entrada e saída da cauda inferior derendimentos. Os riscos dos moradores de Recife em relação à entrada e a saída da classeE no período estão bastante próximos. Em particular, a probabilidade de entrada na E,embora menor que a de saída, é cerca de três vezes maior que a do Rio (a menor das 6)e mais de 60% maior que a de Belo Horizonte (segunda maior probabilidade entrada naclasse E). No lado positivo, a probabilidade de saída da classe E de Porto Alegre, BeloHorizonte e de São Paulo se situam em patamares bastante superiores a das três outrasmetrópoles. 37
  • 38. GRÁFICO 19 - Probabilidade de Transição Trabalhista (2002 a 2008) por Região Metropolitana 30,8% 29,4% 29,4% 20,4% 19,1% 15,8% 17,1% 9,4% 8,7% 6,8% 6,3% 4,7% Horizonte São Paulo Janeiro Recife Salvador Rio de Alegre Porto Belo Sair da Classe E Entrar na Classe E Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGEApresentamos abaixo a probabilidade de entrada e saída da classe C por regiãometropolitana que pela sua bilateralidade é mais complexa de ser analisada que a da E,onde está mais claro que quem entra perde e quem sai ganha poder de compra.Brevemente, Recife se destaca com a maior probabilidade de entrada e Porto Alegrecom a maior probabilidade de saída desta classe. GRÁFICO 20 - Probabilidade de Transição Trabalhista (2002 a 2008) por Região Metropolitana 27,3% 19,6% 20,6% 19,4% 18,0% 17,3% 15,0% 13,6% 12,2% 11,4% 9,9% 8,4% Horizonte Janeiro São Paulo Recife Salvador Rio de Alegre Porto Belo Sair da Classe C Entrar na Classe C Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE 38
  • 39. DESTINOS SOCIAISComo detalhamento final abrimos a seguir os destinos das transições de cada estratosocial por ano. Mais uma vez 2004 e 2008 se destacam, apenas 71,96% da classe Econtinuam classe E quatro meses depois a partir da primeira observação em 2004, estaestatística cai para 67,57% no último período. 2008 se destacam mais pelas transiçõesda classe E em direção as classes D e C, enquanto a presença relativa das transições emrelação à classe, acompanhando o mesmo indivíduo durante 4 meses. Ou seja,analisamos a transição para dentro e fora dos diferentes grupos de renda. Em todos oscasos, 2008 é o melhor ponto da série. O leitor está convidado a olhar os destinos dosindivíduos de diversos estratos sociais. TABELA 12 - Matriz de Destinos - (quem era Classe E inicialmente) Período 2 (Abril) Continua Classe Classe Média Classe Classe E D C A ou B Janeiro 2003 73,38 13,48 11,30 1,85 2004 71,96 14,13 11,52 2,38 2005 77,30 13,20 8,87 0,63 2006 76,86 12,65 9,66 0,83 2007 77,52 11,22 10,22 1,03 2008 67,57 16,46 14,53 1,45 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE TABELA 13 - Matriz de Destinos - (quem era classe D inicialmente) Período 2 (Abril) Classe Média Classe Classe E Classe D C A ou B Janeiro 2003 23,66 53,30 22,72 0,33 2004 19,13 56,19 24,27 0,41 2005 16,03 62,28 21,56 0,13 2006 18,58 58,13 22,89 0,41 2007 14,75 65,00 20,26 0,00 2008 15,07 54,92 29,46 0,56 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE 39
  • 40. TABELA 14 - Matriz de Destinos - (quem era classe média (Classe C) inicialmente) Período 2 (Abril) Continua Elite Classe E Classe D Classe C A ou B Janeiro 2003 8,82 10,02 78,78 2,39 2004 6,26 8,55 81,04 4,15 2005 4,20 6,35 86,95 2,50 2006 5,63 6,17 85,11 3,10 2007 3,76 6,52 86,35 3,37 2008 3,70 6,98 84,58 4,74 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE TABELA 15- Matriz de Destinos - (quem era classe alta inicialmente) Período 2 (Abril) Continua Classe A ou Classe E Classe D Classe C B Janeiro 2003 4,50 0,39 17,07 78,04 2004 4,68 0,74 16,95 77,64 2005 1,32 0,82 8,75 89,11 2006 1,96 0,19 12,34 85,51 2007 1,00 0,14 11,95 86,91 2008 1,60 0,55 15,47 82,38 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE 40
  • 41. 7. A VOLTA DA CARTEIRA DE TRABALHOO que é ser de Classe C? computador, celular, carro, casa financiada, crédito em geral eprodutivo em particular, conta-própria e empregadores, contribuição previdenciáriacomplementar, se sairmos daquelas iniciadas com C temos ainda diploma universitário,escola privada, plano de saúde, seguro de vida. Mas de todas, a volta da carteira detrabalho, talvez seja o elemento mais representativo de ressurgimento de uma novaclasse média brasileira. O passo final foi analisar a evolução do emprego formal no país.Esta informação é particularmente importante, já que o emprego com carteira assinada éuma das fortes características da classe média. Nesse contexto, as informações maisrecentes são animadores, com 309 mil empregos em apenas um mês, atingimos orecorde da série histórica agora em junho de 2008, somando 1,881 milhões de novospostos de trabalho formais nos últimos 12 meses. GRÁFICO 21 - Geração Líquida de Empregos 300.000 200.000 100.000 0 03_1996 10_1996 05_1997 12_1997 07_1998 02_1999 09_1999 04_2000 11_2000 06_2001 01_2002 08_2002 03_2003 10_2003 05_2004 12_2004 07_2005 02_2006 09_2006 04_2007 11_2007 06_2008 -100.000 -200.000 -300.000 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base no CAGED/ M T E. 41
  • 42. GRÁFICO 22 - Geração Líquida de Empregos Acumulado de 12 Meses 5 2 0 4 .11 1 .09 8 .83 2 0 .19 0 1.45 1.88 1.39 6 .73 1.21 1.11 .9 08 .0 69 .4 96 642 .3 25 564 531 376 617 - 45. .269 - 295 .600 - 624 jun(1997) jun(1998) jun(1999) jun(2000) jun(2001) jun(2002) jun(2003) jun(2004) jun(2005) jun(2006) jun(2007) jun(2008) Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base no CAGED/ M T E.Em seguida, fazemos um zoom nas 6 principais Regiões Metropolitanas brasileiras. Aproporção de empregos gerados na área vem crescendo, atingindo no primeiro semestrede 2008, 387 mil vagas, cerca de 28,5% do total, a maior proporção da série histórica(desde 1992). Em 2003 esse percentual era de apenas 12,45%. GRÁFICO 23 - Geração Liquida de Empregos (Acumulado em 12 Meses) 1.125.382 956.829 858.359 804.250 729.148 738.461 493.672 539.901 489.641 491.414 298.768 145.437 jun(2003) jun(2004) jun(2005) jun(2006) jun(2007) jun(2008) 6 REGIÕES M ETROP OLITA NA S P M E OUTRA S REGIÕES Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base no CAGED/ M T E. 42
  • 43. Nas próximas tabelas apresentamos um quadro geral da evolução nas diferentesmetrópoles.TABELA 16 - Geração Liquida de Empregosjan a junho de cada ano OUTRAS TOTAL BELO R DE SAO PORTO TOTAL REGIÕES RM PME RECIFE SALVADOR HORIZON JANEIRO PAULO ALEGRE2008 1.360.645 973.458 387.187 7.371 19.505 57.108 56.896 217.076 29.2312007 1.095.249 815.172 280.077 2.703 13.474 38.347 44.949 163.913 16.6912006 923.937 695.830 228.107 809 5.400 40.190 33.615 138.280 9.8132005 965.695 716.473 249.222 3.362 13.637 36.944 27.189 157.178 10.9122004 1.033.289 814.786 218.503 1.305 6.900 30.037 30.708 121.136 28.4172003 561.866 491.921 69.945 -6.894 -1.777 9.134 7.288 50.627 11.5672002 680.443 567.642 112.801 -553 7.762 17.113 15.365 66.370 6.7442001 573.544 443.050 130.494 1.754 4.728 14.026 14.553 80.917 14.5162000 589.796 448.892 140.904 2.228 6.809 17.470 20.235 73.180 20.9821999 18.055 104.921 -86.866 -9.660 -6.638 -3.469 -19.719 -42.559 -4.8211998 61.267 132.495 -71.228 -9.190 -4.504 -2.353 -5.862 -41.926 -7.3931997 321.989 292.842 29.147 -8.831 4.592 16.710 -3.436 13.740 6.3721996 95.547 128.475 -32.928 -10.005 -3.983 8.128 4.145 -22.465 -8.748Total 8.281.322 6.625.957 1.655.365 -25.601 65.905 279.385 225.926 975.467 134.283Habitantes 183.305.600 135.868.370 47.437.230 3.639.847 3.397.757 4.960.258 11.682.332 19.666.573 4.090.463 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base no CAGED/ M T E.TABELA 17 - Geração Liquida de Empregos (% em Relação ao Total de Empregos FormaisGerados no país)jan a junho de cada ano OUTRAS TOTAL BELO R DE SAO PORTO REGIÕES RM PME RECIFE SALVADOR HORIZON JANEIRO PAULO ALEGRE2008 71,54 28,46 0,54 1,43 4,20 4,18 15,95 2,152007 74,43 25,57 0,25 1,23 3,50 4,10 14,97 1,522006 75,31 24,69 0,09 0,58 4,35 3,64 14,97 1,062005 74,19 25,81 0,35 1,41 3,83 2,82 16,28 1,132004 78,85 21,15 0,13 0,67 2,91 2,97 11,72 2,752003 87,55 12,45 -1,23 -0,32 1,63 1,30 9,01 2,062002 83,42 16,58 -0,08 1,14 2,51 2,26 9,75 0,992001 77,25 22,75 0,31 0,82 2,45 2,54 14,11 2,532000 76,11 23,89 0,38 1,15 2,96 3,43 12,41 3,561999 581,12 -481,12 -53,50 -36,77 -19,21 -109,22 -235,72 -26,701998 216,26 -116,26 -15,00 -7,35 -3,84 -9,57 -68,43 -12,071997 90,95 9,05 -2,74 1,43 5,19 -1,07 4,27 1,981996 134,46 -34,46 -10,47 -4,17 8,51 4,34 -23,51 -9,16Total 80,01 19,99 -0,31 0,80 3,37 2,73 11,78 1,62Habitantes 74,12 25,88 1,99 1,85 2,71 6,37 10,73 2,23 Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base no CAGED/ M T E. 43
  • 44. 8. CONCLUSÕESEste trabalho lança mão do processamento dos microdados da PME pela sua agilidade,o que nos permitiu diminuir a defasagem média de cerca de 18 meses da Pnad paramenos de 4 meses. Isso nos permitiu levar a avaliação da trajetória dos indicadoressociais para meados de 2008. O aumento de velocidade é requisito necessário para quese possa vislumbrar a continuidade, ou não, da melhora distributiva observada desde ocomeço da década. Observamos manutenção de ritmo da redução da desigualdade derenda do trabalho entre o final de 2006 e meados de 2008. Se redução da pobreza fosseuma competição disputada pelos trabalhadores das seis principais metrópolesbrasileiras, quais seriam os melhores momentos dos últimos seis anos: o podium seriaos últimos 12 meses: 2007-08 (-13,5%) seguidos do mesmo período de 2004-05 (-12,3%) e depois de 2006-07 (-8%). Cabe lembrar que o primeiro e último ainda nãoforam incorporados às estatísticas sociais oficiais.O foco dado foi nas grandes metrópoles brasileiras função da maior disponibilidade dedados recentes (até abril de 2008). O ponto central é a revelação de que depois de anosde crise metropolitana, o quanto a classe média brasileira está crescendo nestes lugares equanto isto se deve a geração de trabalho privada da população. A ênfase da análise sedá nas seis maiores metrópoles brasileiras que revela recuperação da chamada crise dedesemprego metropolitano. A pesquisa também enfatiza o desempenho social dasgrandes cidades tomadas isoladamente. Em muitos casos as análises dão ênfase ao papeldas altas transferências de renda públicas a população como expansão do Bolsa-Famíliae das transferências previdenciárias contributivas ou não associadas aos reajustes dosalário mínimo. Argumentamos que pelo menos desde 2004 o aumento de renda dotrabalho rivaliza com estas transferências na explicação das melhoras de renda para oconjunto da população (e que desde 2001 para os segmentos mais pobres da população).Isto está bem documentado nas séries da PNAD que vão até outubro de 2006. Masdesde o final de 2006 até agora, o aspecto inédito da presente análise empírica, é oprotagonismo da renda do trabalho em geral e da geração de empregos formais, emparticular. Isto é, desde o último retrato estatístico do Brasil pintado com as tintas daPNAD 2006 o que se destaca agora é a geração de renda do trabalho. 44
  • 45. A rigor, cabe ressaltar o descompasso existente entre a renda da PNAD e o das Contasnacionais no período desde 2004 (Neri 2007 e 2005). No biênio 2005-06, a rendaPNAD cresceu ao ritmo chinês de 16,4%, 4,3 vezes maior que a velocidade haitiana doPIB per capita. A PNAD não passou por nenhuma mudança metodológica, nem o INPCutilizado na deflação deste cálculo. Os olhos puxados do crescimento da PNAD seencontra refletido em outros indicadores do biênio 2005-06 como de vendas docomércio 11,8%, na valorização das Bolsas de valores, o Ibovespa sobe 60%, e degeração de trabalho 4,6 milhões de novos postos, em particular nos 2.5 milhões denovos empregos formais. Desde 2001 o Brasil experimenta crescimento chinês para osmais pobres (e só para eles), mas vive em 2005 e 2006 comparados a 2004, crescimentochinês para todos os estratos sociais. Trazemos esta discussão para 2007, 2008 e depois.Em termos mais gerais, os dados apontam continuidade da queda da miséria e aexpansão da chamada classe média observada depois do fim da recessão de 2003. Oritmo de redução da desigualdade observado desde 2001, não dá sinais de arrefecimentosendo comparável em magnitude absoluta a da famosa concentração de renda ocorridanos anos 60, época do milagre econômico brasileiro. Já o crescimento da renda médiamantém o ritmo dos anos anteriores, apesar da desaceleração observada em paísescentrais, e dos EUA em particular. Em suma, o bolo continua crescendo com maisfermento nas classes mais pobres há mais de cinco anos, combinação inédita na históriaestatisticamente documentada brasileira. Muito tem se falado desta década em termos deredução de desigualdade e de pobreza, mas tem se dado muita ênfase ao papel dastransferências de renda aos mais pobres e pouco aos avanços estruturais dos demaissegmentos da sociedade.A pesquisa revela a emergência recente de uma nova classe média apesar dos sinais decrise externa vindas do EUA se aproximando. De maneira geral, os novos dados daPME permitem monitorar o desempenho social de diferentes segmentos nas seisprincipais regiões metropolitanas do país. Depois de vários anos de crise, as metrópolesbrasileiras estão de volta à cena. Um aspecto regional que chama a atenção é o melhordesempenho da região metropolitana de Belo Horizonte. Quais das metrópolesbrasileiras tiveram maior redução de miséria nos últimos seis anos? A resposta seriaBelo Horizonte (-40,8%), Rio de Janeiro (-30,7%) seguido de perto de Salvador (-29,8%). Os movimentos de melhora das séries de indicadores sociais da Grande Belo 45
  • 46. Horizonte estão relativamente dispersos ao longo do período 2002 a 2008, enquanto odas demais metrópoles concentram-se em torno do período abril a junho de 2004. Feitaessa ressalva geográfica e temporal, a redução da distância entre média e mediana estápresente em todas as regiões, representando a redução da desigualdade que caracteriza operíodo recente.Mesmo no período já coberto pelas Pnads, os dados da PME nos fornecem detalhesreveladores de seus determinantes por meio da análise da dinâmica mensal dosindicadores baseados em renda. Em particular, notamos um marcado crescimento darenda das classes mais pobres entre março e junho de 2004. Embora essa seja a época dereajuste do salário mínimo, não houve ganho real do salário mínimo em 2004. A PME,ao acompanhar a trajetória dos mesmos indivíduos e das respectivas famílias ao longodo tempo, permite avaliar os detalhes de entrada e de saída de diversos segmentos dapopulação.Para completar este cenário mais atual, também recorremos aos dados do Caged/MTE(Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho e Emprego) emtodo território nacional. Nesse contexto, as informações mais recentes são animadores,com 309 mil empregos em apenas um mês, atingimos o recorde da série histórica agoraem junho de 2008 e 1,881 milhões de novos postos de trabalho formais nos últimos 12meses. Em seguida, fazemos um zoom nas 6 principais Regiões Metropolitanasbrasileiras. A proporção de empregos gerados na área vem crescendo, atingindo noprimeiro semestre de 2008, 387 mil vagas, cerca de 28,5% do total, a maior proporçãoda série histórica (desde 1992). Em 2003 esse percentual era de apenas 12,45%. Estesdados evidenciam uma recuperação do protagonismo nacional das principais cidadesbrasileiras a caixa de percussão dos eventos nacionais.Um ponto questionado por alguns é que a renda da nova classe média parece baixa.Antes de sujarmos sua mão de graxa nas engrenagens da pesquisa: depois de anos deinstabilidade e estagnação, a classe média tupiniquim está crescendo aceleradamente.Este é o ponto fundamental. A parcela da Classe C subiu 22,8% de abril de 2004 a abrilde 2008, neste mesmo período a nossa Classe A & B subiu 33,6%. Portanto para quemacha classe média mais rica que a nossa classe C, a conclusão que a classe médiacresceu não é afetada. 46
  • 47. Partimos na pesquisa de duas perspectivas na classificação das classes. Uma primeira épela análise das atitudes e expectativas das pessoas. Este tipo de abordagemdesenvolvida nos anos 50 e 60 por George Katona, psicólogo behaviorista. Seguindo,nesta linha, Thomas Friedman define classe média como aquela que tem um plano bemdefinido de ascensão social para o futuro. O CPS propõe medidas nesta linha subjetiva:o nosso Índice de Felicidade Futura (IFF) será lançado em breve. Podemos anteciparque o índice é alto no Brasil vis a vis outros países, consistente com a emergência daclasse média do país.A segunda forma de definir as classes econômicas E, D, C, B e A é pelo potencial deconsumo. O Critério Brasil usa acesso e número de bens duráveis (TV, rádio, lava-roupa, geladeira e freezer, vídeo-cassete ou DVD), banheiros, empregada doméstica, enível de instrução do chefe de família. Este critério estima os pesos a partir de equaçãominceriana de renda. Além de estarmos medindo isso, propomos conceituaçãocomplementar para medir a evolução da nova classe média no Brasil também do pontode vista do produtor. Ou seja, da capacidade de manter de fato este potencial deconsumo ao longo do tempo. Desde o clássico trabalho de Robert Hall de 1977 sabemosque o consumo corrente contém informação sobre os padrões futuros de consumo, já aanálise da composição destas despesas, separando o hedonismo da capacidade deprodução a um mesmo nível de despesas das pessoas é útil. Nos termos da fábula de LaFontaine há que se distinguir as formigas das cigarras consumistas.O IBGE sempre atento está realizando agora uma excelente Pesquisa de OrçamentosFamiliares (POF) e já anunciou acompanhamento das despesas de consumo das famíliasem bases regulares. Enquanto não chegamos lá, implementamos metodologia paraexplorar os microdados do IBGE. A PME cobre 40 mil domicílios mês nas seisprincipais regiões metropolitanas. Além da limitação geográfica, a pesquisa só trata derenda do trabalho. O ponto forte para além do tamanho da amostra é a sua maioratualidade enquanto a última POF é de 2002/03, a PNAD é de setembro de 2006,conseguimos chegar com a PME até abril de 2008. A desigualdade de renda segue natrajetória de queda observada desde 2001. Não há na história estatisticamentedocumentada brasileira (desde 1960) nada similar. Outra vantagem impar da PME é amedir mudanças de faixas de renda das mesmas famílias ao longo do tempo. 47
  • 48. A classe C é a classe central, abaixo da A e B e acima da D e E. A nossa classe C sobede 42% em 2004 para 52% em 2008. Segundo o Pew Institute, 53% dos norte-americanos se consideram classe média. O novo critério Brasil classificava para 2005cerca de 43% dos brasileiros de classe C próximos dos 42% de 2004. A fim dequantificar as faixas, calculamos a renda domiciliar per capita do trabalho e depois aexpressamos em termos equivalentes de renda domiciliar total de todas as fontes. Afaixa C central está compreendida entre os R$ 1064 e os R$ 4561, a preços de hoje nagrande São Paulo. Os estudos internacionais variam o limite superior mensal de classemédia de U$S 6000 (Banco Mundial) a U$S 300 (Barnajee & Duflo do MIT) passandopor U$S 500 (Goldman Sachs). O nosso está dentro dos limites deles que variam muitoentre si. A nossa classe C está compreendida entre os imediatamente acima dos 50%mais pobres e os 10% mais ricos na virada do século. Heuristicamente, os limites daclasse C seriam as fronteiras para o lado indiano e para o lado belga da nossa Belíndia.Não tenho nada contra aqueles que olham para a classe C aqui calculada e a enxergamcomo classe média baixa e para a nossa classe B e a enxergam como Classe média alta.Não somos os EUA, mas este também é um país livre. O mais importante é ter umcritério consistente definido, mas os nomes (label) de classe média podem sercompartilhados com outros estratos. A nossa classe C aufere em média a renda média dasociedade, ou seja, é classe média no sentido estatístico. Dada desigualdade, a rendamédia é alta em relação a nossa mediana. Em relação ao resto do mundo: 80% daspessoas no mundo vivem em países com níveis de renda per capita menores que obrasileiro. Agora para aqueles que acham a renda da classe C seja baixa, acordem, poisela é a imagem mais próxima da sociedade brasileira. A elite que se julga classe médiaprocure as palavras Made in USA atrás de seu espelho. 48
  • 49. 9 BibliografiaBACHA, E. L., AND TAYLOR, L.. “Brazilian income distribution in the 1960s: Tacts’model results and the controversy.” Journal of Development Studies, Vol. 14, Issue 3,pages 271 – 297, 1978BANERJEE, ABHIJIT V. AND DUFLO, ESTHER ”What is middle class about themiddle classes around the world?”, mimeo, MIT December 2007.BARROS, R.P. de; MENDONÇA, R. A evolução do bem-estar e da desigualdade noBrasil desde 1960. Rio de Janeiro: IPEA, 1992. (Texto para discussão, nº. 286).BARROS, R.P. de; HENRIQUES, R.; MENDONÇA, R. Desigualdade e pobreza noBrasil: a estabilidade inaceitável. In: HENIQUES, R. (Ed.). Desigualdade e pobrezano Brasil. Rio de Janeiro: IIPEA, 2000.BARROS, R. P. Foguel, M. N. ULYSSEA G. (Orgs.). Desigualdade de Renda noBrasil: uma análise da queda recente. Rio de Janeiro: IPEA, 2007.BARROS, Ricardo Paes; MENDONÇA, Rosane; NERI, Marcelo C. The duration ofpoverty spells. In: III Encontro Nacional de Estudos do Trabalho, ENABET, Anais...,1996.BARROS, Ricardo Paes; MENDONÇA, Rosane; NERI, Marcelo C. Pobreza e inflaçãono Brasil: uma análise agregada. In: Economia Brasileira em Perspectiva 1996, Riode Janeiro: Ipea, 1996, v.2, p.401-420.BIRDSALL, NANCY, CAROL GRAHAM, AND STEFANO PETTINATO “Stuck InTunnel: Is Globalization Mudding The Middle Class?” Brookings Institution, Centeron Social and Economic Dynamics WP No. 14, 2000.BOOT, H. M. (1999) “Real Incomes of the British Middle Class, 1760-1850: TheExperience of Clerks at the East India Company”, The Economic History Review,52(4), 638-668.BONELLI, R.P. de; SEDLACEK, G.L. Distribuição de renda: evolução no últimoquarto de século. In: SEDLACEK, G.L.; BARROS, R.P. de. Mercado de trabalho edistribuição de renda: uma coletânea. Rio de Janeiro: IPEA, 1989. (Série Monográfica35).CARDOSO, E.; BARROS, R.; URANI, A. Inflation and unemployment as determinantsof inequality in Brazil: the 1980s, Chapter 5. In: DORNBUSCH, R.; EDWARDS, S.(Eds.), Reform, recovery and growth: Latin America and the Middle-East, Chicago:University of Chicago Press for the NBER, 1995.DOEPKE, M.AND F. ZILIBOTTI (2005)”Social Class and the Spirit of Capitalism”,Journal of the European Economic Association 3, 516-24. 49
  • 50. DOEPKE, M AND F. ZILIBOTTI (2007)”Occupational Choice and the Spirit ofCapitalism”, NBER Working Paper.ESTERLY, WILLIAM (2001) “The Middle Class Consensus and EconomicDevelopment”, Journal of Economic Growth, 6(4), 317-335.FERREIRA, F.; LANJOUW, P.; NERI, M. A Robust poverty profile for Brazil usingmultiple data sources. Revista Brasileira de Economia 57 (1), p. 59-92, 2003.FISHLOW, A. (1972): “Brazilian Size Distribution of Income”, American EconomicAssociation: Papers and Proceedings 1972, pp.391-402FREDERICK, JIM (2002) “Thriving in the Middle Kingdom”, TIME Magazine, Nov11.GASPARINI, L. Different lives: inequality in Latin America the Caribbean, inequalitythe state in Latin America the Caribbean World Bank LAC Flagship Report 2003.Washington, D.C.: World Bank, 2003. Mimeografado.GOLDMAN SACHS - WILSON, DOMINIC AND DRAGUSANU, RALUCA “TheExpanding Middle: The Exploding World Middle Class and Falling GlobalInequality” - Goldman Sachs Economic Research/Global Economics Paper nº 170,July 2008HOFFMAN, R. A evolução da distribuição de renda no Brasil, entre pessoas e entrefamílias, 1979/86. In: SEDLACEK, G.; BARROS R.P. de. Mercado de trabalho edistribuição de renda: uma coletânea. Rio de Janeiro: IPEA/Inpes, 1989.HOFFMANN, R. As transferências não são a causa principal da redução dadesigualdade, Econômica 7, no.2, 335-341: Rio de Janeiro, Brazil, 2005.IPEA. Sobre a queda recente da desigualdade no Brasil, 2006. (Nota técnica).KAKWANI, N., SON, H. Measuring the Impact of price changes on poverty.International Poverty Centre, Brasília, 2006. (Working paper # 33).KAKWANI, N.; NERI, M.; SON, H. Linkages between pro-poor growth, socialprogrammes labour market: the recent brazilian experience. International PovertyCentre, Brasilia, 2006a. (Working paper # 26).______. Desigualdade e Crescimento: Ingredientes Trabalhistas em Desigualdadede Renda no Brasil: uma análise da queda recente. Ricardo Paes de Barros, MiguelNathan Foguel, Gabriel Ulyssea (orgs), Rio de Janeiro, 2007. videhttp://www.fgv.br/cps/pesquisas/propobre/LANDES, DAVID. The Wealth and Poverty of Nations. New York: Norton, 1998. LANGONI, C. Distribuição da renda e desenvolvimento econômico do Brasil. Riode Janeiro: Fundação Getúlio Vargas (FGV), 3a edição 2005, 1973 50
  • 51. MURPHY, KEVIN M., ANDREI SCHLEIFER AND ROBERT VISHNY (1989)“Industrialization and the Big Push”, Journal of Political Economy, 97(5), 1003-1026.NERI, Marcelo C.; CONSIDERA, Cláudio; PINTO, Alexandre. A evolução da pobrezae da desigualdade brasileiras ao longo da década de 90. In: Revista EconomiaAplicada, Ano 3, v. 3, p.384-406, jul.-set. 1999.NERI, Marcelo C. O reajuste do salário mínimo de maio de 1995. In: XIX ENCONTROBRASILEIRO DE ECONOMIA, SBE, Recife. Anais... dez. 1997, v. 2, p. 645-666.NERI, Marcelo C.; CONSIDERA, Cláudio. Crescimento, desigualdade e pobreza: oimpacto da estabilização. In: Economia Brasileira em Perspectiva 1996, Rio deJaneiro: Ipea, 1996, v.1, p. 49-82.NERI, M. C. Diferentes histórias em diferentes cidades. In: REIS VELLOSO, J.P.;CAVALCANTI, R. (Eds.). Soluções para a questão do emprego. Rio de Janeiro: JoséOlimpio, 2000.______. Eleições e “Expanções”, mimeo, vide http://www.fgv.br/cps/pesquisas/pp2/,2006a.______. Miséria em queda: mensuração, monitoramento e metas. mimeo Rio deJaneiro: FGV, vide: http://www3.fgv.br/ibrecps/queda_da_miseria/inicio_q.htm . 2005.______. Miséria, desigualdade e politicas de rendas: o Real do Lula, mimeo, Rio deJaneiro: FGV, 2007.______. Miséria, desigualdade e estabilidade in Desigualdade de Renda no Brasil:uma análise da queda recente. Ricardo Paes de Barros, Miguel Nathan Foguel, GabrielUlyssea (orgs), Rio de Janeiro, 2007a. see:<http://www.fgv.br/cps/pesquisas/site_ret_port/______. A Dinâmica da Redistribuição Trabalhista em Desigualdade de Renda noBrasil: uma análise da queda recente. Ricardo Paes de Barros, Miguel Nathan Foguel,Gabriel Ulyssea (orgs), Rio de Janeiro, 2007b.______. (org) Microcrédito, o mistério nordestino e o Grameen brasileiro: perfil eperformance dos clientes do CrediAMIGO”, Editora da Fundação Getulio Vargas,370pag, Rio de Janeiro, 2008NERI, M. C.; CAMARGO, J. Distributive effects of Brazilian structural reforms. In:BAUMANN, R. (Ed.). Brazil in the 1990s: a decade in transition, Palgrave.Macmillans Global Academic Publishing, UK, 2001. 51
  • 52. NERI, M. C.; GIOVANNI F, Negócios nanicos, garantias e acesso a crédito inRevista de Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, v.9, n.3, pp 643-669, setember-december 2005.RAMOS, Lauro; BRITO, M. O funcionamento do mercado de trabalho metropolitanobrasileiro no período 1991-2002: tendências, fatos estilizados e mudanças estruturais.Boletim Mercado de Trabalho, Conjuntura e Análise, Rio de Janeiro: Ipea, nº 22, p.31-47, nov. 2003.ROCHA, S. Pobreza no Brasil: afinal do que se trata? Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2003.SOARES, S. “Análise de bem-estar e decomposição por fatores da queda nadesigualdade entre 1995 e 2004.” Econômica, v. 8, n. 1, p. 83-115. Rio de Janeiro,2006. 52
  • 53. ANEXO 1: RETRATO DA NOVA CLASSE MÉDIA (Classe C)Apresentamos nessa seção a evolução da classe média brasileira de acordo comdiferentes características sócio-econômicas desde 2002.SexoA proporção de indivíduos de classe média difere pouco entre os sexos (53,4% noshomens contra 50% das mulheres). Isso ocorre pelo fato de utilizarmos o conceito derenda a domiciliar per capita, que assume a perfeita socialização da renda no interiordos domicílios em sua grande maioria co-habitado por pessoas dos dois gêneros. Tudopassa como se toda a renda convergisse para um pote comum e daí fosse repartidoigualmente por todos os membros dos domicílios. Olhando para a variação acumuladanos dois grupos, encontramos maior crescimento relativo da classe média no grupo dehomens (18,89% contra 17,53% das mulheres). Essas informações são consistentes comos movimentos observados quando analisamos para classe E. Ou seja, os homens sãoaqueles que apresentam as menores taxas (16,81% contra 20,96%) e a maior queda(38,07% contra 30,55%). Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Sexo Homem 18,89 44,88 44,36 46,18 49,76 51,57 51,74 53,36 Mulher 17,53 42,51 41,75 43,51 46,63 48,45 48,51 49,96Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Sexo Homem -38,07 27,14 28,43 25,71 22,50 20,76 18,68 16,81 Mulher -30,55 30,18 31,73 29,30 26,26 24,60 22,52 20,96 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGEIdadeEm geral, encontramos maior proporção de indivíduos na classe média nos grupos de 20a 29 anos de idade (55,75% entre 20 e 24 seguido por 55% entre 25 e 29 anos), quetambém são aqueles com menores participações na classe E (17% e 15,15%). Sendo queo último (15 a 29 anos) foi o que apresentou as maiores variações relativas do período(aumento de 21,72% no tamanho da classe média e queda 42,14% na classe E). 53
  • 54. Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C ((%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Idade 15 a 19 20,01 40,42 38,56 40,24 43,41 46,40 47,01 48,51 20 a 24 19,33 46,72 45,92 47,93 51,68 53,84 54,93 55,75 25 a 29 21,72 45,19 44,83 46,72 49,90 52,03 52,57 55,01 30 a 35 17,17 43,53 42,16 43,93 47,80 49,23 48,81 51,00 36 a 39 16,26 43,85 42,29 43,81 47,56 49,52 49,53 50,99 40 a 44 18,82 44,31 43,68 45,58 48,88 50,98 51,11 52,65 45 a 49 14,90 45,08 45,79 47,62 49,69 50,88 50,96 51,79 50 a 54 16,35 42,65 43,32 45,11 48,64 49,78 48,80 49,62 55 a 59 20,33 37,95 38,96 40,48 43,49 44,07 43,49 45,67Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Idade 15 a 19 -28,02 34,83 37,12 34,46 31,63 29,13 26,42 25,07 20 a 24 -37,02 27,01 28,68 26,20 23,16 20,76 18,38 17,01 25 a 29 -42,14 26,19 27,93 25,42 21,94 19,67 17,70 15,15 30 a 35 -37,20 27,44 28,78 26,61 23,42 21,74 19,57 17,23 36 a 39 -29,72 26,88 29,10 26,82 23,32 21,83 20,02 18,89 40 a 44 -35,81 27,06 28,65 25,30 22,32 20,94 18,98 17,37 45 a 49 -31,90 25,56 26,57 23,97 21,71 20,76 18,76 17,41 50 a 54 -34,32 29,92 29,73 27,37 24,05 22,85 21,33 19,65 55 a 59 -28,64 36,90 36,88 33,95 30,35 29,85 27,96 26,33 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGEEducaçãoComo sempre, o mais relevante determinante da desigualdade e da renda no país é aeducação. A tabela indica que a proporção de indivíduos na classe média aumentamonotonicamente com os anos de escolaridade (à exceção daqueles com 11 anos oumais). A boa notícia é que em geral, a distância entre os extremos diminuiu nos últimosanos. Conforme podemos ver na tabela abaixo, os grupos com educação mais baixaforam os que apresentaram as maiores variações acumuladas (32,44% para os seminstrução, seguido por 22,48% daqueles com 1 a 3 anos de estudo). Só no grupo seminstrução, a relação indivíduo (classe E / Classe C) que era de 1,8 em 2002, passa a 1,05em 2008. 54
  • 55. Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Educação (anos de estudo) Sem instrução e menos de 1 ano 32,44 28,63 27,98 28,68 31,18 33,74 35,04 37,92 De 1 a 3 anos de estudo 22,48 35,88 32,87 34,41 38,07 40,57 41,32 43,95 De 4 a 7 anos de estudo 19,97 41,11 38,74 40,61 43,86 46,51 47,62 49,32 De 8 a 10 anos de estudo 16,10 48,22 46,54 47,67 51,37 53,75 53,80 55,98 11 ou mais anos de estudo 14,51 45,46 46,68 48,43 51,30 52,02 51,22 52,06Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Educação (anos de estudo) Sem instrução e menos de 1 ano -23,08 52,12 52,07 51,01 48,74 46,27 43,36 40,09 De 1 a 3 anos de estudo -25,81 43,77 46,48 44,50 40,82 39,27 35,67 32,47 De 4 a 7 anos de estudo -25,23 37,40 39,32 37,00 34,60 32,36 29,61 27,97 De 8 a 10 anos de estudo -26,86 28,02 30,23 28,36 25,58 23,93 21,94 20,49 11 ou mais anos de estudo -34,06 18,24 19,67 17,37 14,49 13,79 13,06 12,03 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGEPosição na OcupaçãoEm relação ao status da ocupação, os desocupados e inativos apresentam a menorproporção de indivíduos na classe média (37,6% e 38,11%). No outro extremo, ostrabalhadores com carteira, que em 64,25% dos casos estão na classe média. Em termosde crescimento, destacamos os conta-própria e empregados sem carteira (aumentos de18,77% e 17,12%), enquanto os militares apresentaram queda (2,41%). Em relação àclasse E, os empregados com carteira apresentaram a maior quedas do período. Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Posição na ocupação Empregados - com carteira 13,69 56,51 56,66 58,48 62,20 63,48 63,23 64,25 Empregados - sem carteira 17,12 49,24 48,09 51,03 53,57 56,18 55,99 57,66 Empregados - militar -2,41 50,78 50,89 52,71 53,99 52,38 49,97 49,55 Conta própria 18,77 47,04 46,45 47,97 51,20 53,63 53,88 55,87 Empregador 8,58 35,85 38,61 40,67 41,55 41,32 39,37 38,93 Trabalhadores não remunerados 10,86 49,91 47,71 49,18 57,00 52,84 52,19 55,33 Desocupado 31,98 28,49 27,20 28,66 30,55 33,32 34,33 37,60 Inativo 14,72 33,21 31,63 32,51 35,45 36,93 36,79 38,11 55
  • 56. Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Posição na ocupação Empregados - com carteira -55,11 12,48 13,54 11,05 8,64 7,39 6,42 5,60 Empregados - sem carteira -42,65 21,95 23,65 20,49 17,54 15,58 13,85 12,59 Empregados - militar -54,68 9,63 11,73 9,38 6,06 5,50 5,25 4,36 Conta própria -42,51 23,12 26,00 23,43 19,67 17,75 15,24 13,29 Empregador -50,22 10,78 13,92 10,05 5,77 5,71 6,94 5,37 Trabalhadores não remunerados -30,92 21,40 29,45 25,44 18,16 20,68 17,96 14,78 Desocupado -22,78 51,78 52,80 50,31 49,03 46,15 42,87 39,99 Inativo -17,88 44,40 46,10 44,43 41,82 40,50 38,21 36,46 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGECor ou RaçaÀ exceção dos amarelos que em geral possuem as maiores rendas, e estão maispresentes nas classes mais altas de renda, observamos aproximação na taxa deincidência de indivíduos de classe média entre os diferentes grupos de cor ou raça aolongo dos anos. Isso se deve principalmente ao fato das maiores de negros e pardosapresentarem as maiores variações do período (29,61% e 26,96% de aumentos da classemédia), acompanhado também das maiores quedas na classe E (38,84% e 36,26%),Como resultado dessa combinação, a relação classe E por indivíduo de classe média queera 1,07 para os negros no início da série chega a 0,54 em 2008. Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Cor ou raça Branca 11,79 45,89 46,07 47,69 50,23 51,15 50,26 51,31 Preta 29,61 39,24 38,80 39,80 44,38 46,81 47,14 50,87 Amarela -1,98 35,92 35,05 38,97 40,03 36,42 35,31 35,21 Parda 26,96 41,31 39,14 41,56 46,03 49,08 50,74 52,44 Indígena 6,84 49,05 47,36 44,70 48,31 48,57 49,17 52,41Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Cor ou raça Branca -32,14 22,99 24,16 21,60 18,96 18,22 16,90 15,60 Preta -38,84 38,55 39,33 36,65 32,72 30,21 27,74 23,58 Amarela -17,85 18,47 22,98 14,56 11,88 13,77 15,34 15,17 Parda -35,26 35,50 37,91 34,99 30,95 28,12 24,75 22,98 Indígena -24,57 29,88 28,92 30,81 27,37 29,25 29,65 22,54 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE 56
  • 57. Posição na FamíliaCom relação à posição na ocupação, os agregados apresentam menores proporções declasse média (45,51% contra 53,22% de cônjuges). Em termos de evolução, o maiorcrescimento foi apresentado pelo grupo de outros parentes (21,56%). Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Posição na família Principal Responsável 17,63 42,45 41,97 43,60 46,89 48,40 48,31 49,94 Cônjuge 17,46 45,30 44,31 46,44 49,88 51,36 51,37 53,22 Filho 19,24 43,80 43,35 44,99 48,41 50,76 51,15 52,23 Outro Parente 21,56 42,74 41,29 43,78 46,25 49,08 49,70 51,95 Agregado 1,21 44,96 44,54 43,81 48,94 52,16 48,53 45,51Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Posição na família Principal Responsável -32,64 29,26 30,58 28,05 25,12 23,58 21,47 19,71 Cônjuge -38,00 25,71 27,45 24,40 21,40 20,04 17,72 15,94 Filho -33,59 30,07 31,17 28,96 25,55 23,43 21,43 19,97 Outro Parente -29,80 33,19 36,12 33,20 29,66 27,27 25,76 23,30 Agregado -30,55 29,74 26,91 23,08 20,64 19,30 20,20 20,66 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGETamanho do DomicílioQuanto maior o tamanho da família, menor a chance de encontramos indivíduos naclasse média. De acordo com a tabela abaixo, a taxa de incidência da classe média variade 24,89% para aqueles com mais de 6 pessoas no domicílio para 52,26% para aquelescom até 2 pessoas, caminhando em sentido contrário a classe E. Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Número de pessoas no domicílio De 1 a 2 14,63 45,60 45,87 47,39 50,51 51,68 50,96 52,26 De 3 a 4 20,95 42,71 41,16 43,19 46,64 49,05 50,01 51,66 De 5 a 6 23,16 37,36 34,27 35,66 38,93 41,87 43,39 46,01 Mais de 6 20,44 20,66 17,47 18,65 19,63 23,09 24,36 24,89 57
  • 58. Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Número de pessoas no domicílio De 1 a 2 -31,77 25,25 26,26 23,81 21,06 20,03 18,52 17,23 De 3 a 4 -34,85 30,84 32,82 30,21 26,86 24,63 22,12 20,09 De 5 a 6 -28,53 38,28 41,03 39,00 35,99 32,97 29,69 27,36 Mais de 6 -16,63 58,85 62,98 62,72 60,58 56,50 52,79 49,06 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGEFormalidadeA proporção de pessoas na classe média é maior no grupo de contribuintesprevidenciários para todos os anos analisados, porém a distância entre as taxas vemdiminuindo, com aumento de 20,19% para os informais. Nesse mesmo grupo, a relaçãoClasse E/Classe C cai à metade em 6 anos (0,53 para 0,26). Grupos de Renda – Trabalho (6 Regiões Metropolitanas brasileiras)Classe C (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Contribui para a previdência Sim 12,31 53,52 53,72 55,58 58,78 59,88 59,36 60,11 Não 20,19 47,71 46,44 48,78 52,11 54,83 55,12 57,34Classe E (%) 2008* / Período 2002 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Contribui para a previdência Sim -54,55 12,37 13,54 10,97 8,41 7,21 6,46 5,62 Não -39,17 25,23 27,73 24,80 21,36 19,46 17,18 15,35Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE 58
  • 59. ANEXO 2: AVALIAÇÃO REGIONALObservamos que as tendências gerais de queda na classe E e aumento da classe médiaestão presentes em todas as metrópoles brasileiras. De forma geral, a RegiãoMetropolitana de São Paulo possui os melhores índices em todos os anos, com as maisbaixas taxas indivíduos na classe E, acompanhadas das mais altas proporções deindivíduos na classe média. Enquanto isso, a Região Metropolitana de Belo Horizonteapresenta o melhor desempenho relativo, angariando novas posições nos rankings de(menor) classe E e classe média. A seguir detalhamos a evolução desses dois grupos emcada uma das 6 Regiões Metropolitanas.A. Classe Média entre as Regiões MetropolitanasCom quedas nas taxas da de indivíduos na classe E em todas as metrópoles brasileiras, opasso agora é analisar, como isso refletiu em outro grupo populacional. Para isso,vamos analisar o crescimento da classe média em cada uma das metrópoles, queatingem os maiores níveis de toda a série agora em 2008.TABELA 1 - Proporção da Classe C (%) TOTAL 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* Total 47,01 43,64 42,99 44,77 48,11 49,93 50,04 51,57 Região metropolitana Recife 30,35 27,94 24,69 25,60 31,10 34,00 35,62 36,67 Salvador 35,16 31,69 29,24 31,58 35,65 38,60 40,75 41,28 Belo Horizonte 46,98 40,71 41,00 44,91 47,20 51,09 52,53 53,90 Rio de Janeiro 47,92 43,15 45,44 46,22 48,96 50,76 50,37 52,42 São Paulo 51,00 48,70 47,20 48,96 52,48 53,45 53,17 54,68 Porto Alegre 50,60 48,77 46,50 49,20 52,08 53,30 52,03 53,67TABELA 2 - Variação (em %) na proporção da Classe C 2008*/ 2007/ Variação Anual 2002 2002 2003/02 2004/03 2005/04 2006/05 2007/06 2008*/07 Total 18,17 14,67 -1,49 4,16 7,44 3,78 0,22 3,05 Região metropolitana Recife 31,25 27,48 -11,63 3,68 21,48 9,31 4,77 2,96 Salvador 30,28 28,58 -7,73 8,00 12,88 8,30 5,55 1,32 Belo Horizonte 32,39 29,03 0,71 9,52 5,11 8,24 2,82 2,60 Rio de Janeiro 21,48 16,72 5,29 1,72 5,93 3,67 -0,77 4,08 São Paulo 12,26 9,17 -3,08 3,72 7,19 1,86 -0,53 2,83 Porto Alegre 10,05 6,69 -4,66 5,82 5,85 2,34 -2,39 3,15* até abrilFonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE. 59
  • 60. Região Metropolitana de São Paulo: A Região Metropolitana de São Paulo mantémas maiores proporções de indivíduos de classe média, desde 2006. O grupo que atinge,nos primeiros meses de 2008, 54,68% da população, acumulou crescimento de 12,26%no período, sendo 7,19% em apenas um ano (2004 a 2005).Região Metropolitana de Belo Horizonte: a Grande Belo Horizonte ocupa o segundolugar em tamanho da classe média. Com crescimento acumulado de 32,39%, apresentaem 2008, 53,9% da população na classe média, o suficiente para ultrapassar Rio deJaneiro e Porto Alegre. Destacamos os anos 2004 e 2006, onde as variações foram maispronunciadas, com aumentos de 9,52% e 8,24%, respectivamente.Região Metropolitana de Porto Alegre: terceiro lugar no ranking, com 53,67% noúltimo período, foi a que experimentou menor crescimento da classe média (10%acumulado, sendo 5,8% em dois anos consecutivos 2004 e 2005).Região Metropolitana do Rio de Janeiro: na Grande Rio, a classe média ocupa hoje52,42% da população, patamar superior ao de 2002 em 21,48%. O maior crescimentodeu-se entre 2004 e 2005, 5,93%.Região Metropolitana de Salvador: com o maior crescimento acumulado (30,28%), aRegião Metropolitana de Salvador, atinge em 2008 41,28% da sua população na classemédia. Apesar do bom desempenho, principalmente em 2005 quando cresceu 13%,ainda é a segunda menor no ranking geral. Com proporção de 41,28% em 2008, ésuperior apenas a Recife.Região Metropolitana de Recife: a semelhança de Salvador, a Região de Recifetambém apresentou bom desempenho em termos de evolução. Acumulou no períodocrescimento o segundo maior crescimento de 31,25%, sendo 21,48% só em 2005.Apesar disso, ainda é lanterna das 6 metrópoles (36,67% da população na classe médiaem 2008). 60
  • 61. B. Classe E nas Regiões MetropolitanasApresentamos a seguir a evolução da classe E nas principais metrópoles brasileiras.Como podemos observar, quando consideramos o período dos últimos seis anos, todasas metrópoles apresentam queda acumulada na taxa.TABELA 3 – Classe E (%) TOTAL 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* Total 25,20 28,74 30,17 27,60 24,49 22,78 20,70 19,00 Região metropolitana Recife 44,06 46,64 52,26 51,89 42,99 39,15 35,91 34,64 Salvador 33,88 38,19 41,97 39,05 32,59 29,99 26,27 25,12 Belo Horizonte 26,48 33,32 33,56 28,51 26,03 22,37 20,09 18,64 Rio de Janeiro 25,73 31,22 29,38 27,16 25,10 23,59 21,29 19,74 São Paulo 19,93 21,90 24,00 21,70 19,30 18,38 16,83 14,78 Porto Alegre 22,91 24,49 27,81 24,25 21,97 21,25 19,93 18,36TABELA 4 - Variação (em %) da Classe E 2008*/ 2007/ Variação Anual 2002 2002 2003/02 2004/03 2005/04 2006/05 2007/06 2008*/07 Total -33,89 -27,97 4,97 -8,51 -11,28 -6,95 -9,13 -8,22 Região metropolitana Recife -25,73 -23,01 12,05 -0,71 -17,14 -8,93 -8,29 -3,53 Salvador -34,24 -31,22 9,89 -6,95 -16,55 -7,96 -12,42 -4,39 Belo Horizonte -44,06 -39,70 0,71 -15,05 -8,68 -14,07 -10,19 -7,22 Rio de Janeiro -36,75 -31,80 -5,87 -7,56 -7,58 -6,02 -9,77 -7,26 São Paulo -32,54 -23,15 9,59 -9,60 -11,07 -4,73 -8,44 -12,21 Porto Alegre -25,03 -18,64 13,54 -12,80 -9,38 -3,30 -6,22 -7,86* até abril Fonte: CPS/IBRE/FGV, com base nos microdados da PME/IBGE.Região Metropolitana de São Paulo: mantém os menores níveis durante todo operíodo. Em 2008, a classe E atinge 14,78% da população, queda de 12,21% em relaçãoao ano anterior, e de 32,54% no acumulado de seis anos.Região Metropolitana de Porto Alegre: foi a que apresentou menor variação (comqueda de 25% no período), mas ainda é a vice-líder no ranking das seis metrópoles(18,36% em 2008).Região Metropolitana de Belo Horizonte: experimentando o melhor desempenhorelativo do período, a proporção cai 39,7% entre 2002 e 2008 (passa de 33,32% para20,09%). Os anos 2004 e 2006 se destacam na série, com redução anual de 15,05% e14,07%, respectivamente. Apesar do pequeno crescimento em 2003, que também foi 61
  • 62. sentido por outras quatro regiões, a tendência positiva vem se repetindo na região aolongo dos anos, permitindo ultrapassar a Região do Rio de Janeiro.Região Metropolitana do Rio de Janeiro: única a apresentar queda em todos os anosanalisados, obteve o segundo melhor desempenho acumulado (variação de -36,75% naclasse E). Apesar disso, a região perde a terceira posição no ranking, totalizando em2008, 19,74% de sua população na classe E.Região Metropolitana de Salvador: com 25,12% nos primeiros meses de 2008,acumulou queda de 34,24% em seis anos, sendo quase metade (16,55%) em 2005.Região Metropolitana de Recife: ainda é a região com nível mais alto de pessoas naclasse E (34,64% nos primeiros meses do ano). Com queda acumulada de 25,73%, omelhor desempenho relativo deu-se entre 2004 e 2005, quando a taxa caiu 17,14%.Apesar disso, a região ainda se recupera das fortes quedas de renda sofridas em 2003 e2004 (o que resultou crescimento de 12,05% na classe E). 62
  • 63. ANEXO 3: Banco de DadosA pesquisa dispõe de sistemas de provisão de informação interativos e amigáveisvoltados aos cidadãos comuns, com produtos em linguagem acessível tais comopanoramas geradores de tabulações ao gosto do usuário e simuladores de probabilidadesdesenvolvidos a partir de modelos estatísticos estimados. O sítio da pesquisa permiteaos cidadãos (vide próxima páginas) traçar o panorama da extensão e evolução dosdiferentes indicadores sociais baseados em renda. Senão vejamos: Panorama da Nova Classe MédiaDisponibilizamos no site da pesquisa um panorama completo da classe média brasileira.Além do número de pessoas, é possível obter também a proporção do grupo napopulação total, assim como detalhar a média de renda per capita e o total domiciliar.As mesmas informações estão disponíveis para o grupo de classe E.Conteúdo do Panorama:Período de analise: Anuais: você pode escolher analisar a evolução através das médias anuais(lembrando que em 2002 os dados estão disponíveis a partir de março e em 2008 atéabril); Janeiro a Abril: são médias dos primeiros quatro meses de cada ano.Grupo populacional: Escolha entre população total, classe C ou classe E aquele grupo que você queranalisar.Análise: Além da Amostra e População (número de pessoas), você também podeescolher: Taxa: proporção de indivíduos do respectivo grupo (classe C ou classe E) napopulação total. 63
  • 64. Vertical: permite obter um perfil desse grupo escolhido por diferentescaracterísticas sócio-econômicas. Média: permite avaliar a evolução da renda dos diferentes grupos. Ao selecionaressa opção, um novo menu irá aparecer, para que você indique o tipo de conceito derenda (domiciliar, individual ou per capita). Panorama da Nova Classe Média Panorama de MobilidadeDisponibilizamos no site da pesquisa um Panorama de Mobilidade Social que permiteobter a proporção de indivíduos que entram e saem da classe E/classe média, pordiferentes características sócio-econômicas. 64
  • 65. Análise MultivariadaA análise multivariada visa proporcionar um experimento melhor controlado que aanálise bivariada. Seu objetivo é captar o padrão de correlações parciais entre asvariáveis de interesse e as variáveis explicativas. No primeiro exercício, captamos ascorrelações entre diferentes características populacionais e o acesso aos grupos derenda. E, em seguida aplicamos a mesma metodologia para captar movimentos deentrada e saída dos grupos.Simulador de Mobilidade SocialFerramenta que permite simular as probabilidades de pertencer a cada um dos grupos de renda,através da combinação de suas características. Com ele é possível obter também asprobabilidades de entrada e saída da classe E / classe C. Basta selecionar as informações deacordo com seus atributos ou aqueles que deseja analisar. Depois de preencher o formulário,clique em Simular.Passos para a utilização do Simulador: 1- Selecione em as características de acordo com os atributos do “indivíduo” que desejaanalisar. Depois de preencher o formulário, clique em Simular 2- Os gráficos apresentados mostram as probabilidades de pertencer a cada grupos dapopulação e de mobilidade social. Uma das barras representa o Cenário Atual, com o resultadosegundo as características selecionadas; a outra Cenário Anterior apresenta a simulação anterior. 65
  • 66. Modelos Estatísticos Estimados: Logísticos MultinomiaisLogits multinomiaisNeste apêndice apresentamos o modelo logit multinomial que estimamos por máximaverossimilhança8. O modelo é definido como: exp( xβ jk )Pr ( ponto k = j | x) = , k = 1, 2,3 j = 1, 2, 3  J  1 + h =1 exp( xβ hk )  ∑ (2)em que, "ponto" é a variável identificadora de estratos sociais. São dois os tipos deregressões utilizadas9:O vetor β j é o conjunto de parâmetros para j = 0 (Pertence a Classe Média) e j = 1(rendimento igual ao piso). Como as probabilidades devem somar um, devemos ter: 1P( ponto k = 2 | x) = , k = 1, ,2,3  J  1 + h =1 exp( xβ hk )  ∑ Deve-se ressaltar que a interpretação da magnitude dos parâmetros estimados destemodelo não é direta10. Além disso, através da razão das probabilidades em relação àbase temos: P ( pontok = j | x) = exp( xβ jk ), k = 1, 2, j = 0,1 P ( pontok = 2 | x)ou ainda:log[P ( ponto k = j | x) / P ( ponto k = 2 | x)] = xβ jkOu seja, temos uma interpretação mais direta de uma variação de uma unidade em x,que mostra o quanto varia o log da razão das probabilidades (log-odds), através doparâmetro estimado. Assim, é suficiente, na nossa análise, saber o sinal de β j , naanálise das regressões.Além disso, x é o vetor dos controles igual a ( tratamento k , ano , ano ∗ tratamentok ,características dos indivíduos); e o vetor dos parâmetros.8 O método de maximização da função de verossimilhança utilizado é o do Newton-Raphson.9 Para a regressão envolvendo a variável dependente ponto 1 , foram rodadas regressões separadamente para cada grupo ocupacional (grupo de tratamento) doRJ (p1rj, p2rj, p3rj) e do RS (p1rs, p2rs, p3rs, p4rs), comparando como controle as ocupações não definidas na lei.10Simplificando a notação da probabilidade de resposta como: p jk ( x, β k ) = P ( pontok = j | x)p0 k ( x, β k ) = P ( pontok = 2 | x)O efeito marginal decorrente de uma mudança em uma variável controle contínua é :∂p j ( x , β k )  = p j ( x, β k )  β jlk − (1 + ∑hJ =1 β hlk exp( xβ hk ) ) , para k = 1, 2 ∂xl  (1 + ∑hJ =1 exp( xβ hk ))   66
  • 67. I) Probabilidade de Estar em Classes (ou Estratos) Sociais – Base (Classe E) Nível Erro Estatistica Descritivo Razão Resposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicionalClasse A ou B Intercept -6.5238 0.2336 779.6691 <.0001 . SEXO Homem 0.6822 0.0319 456.6774 <.0001 1.9783 COR Amarela 1.6670 0.1442 133.5769 <.0001 5.2961 COR Branca 1.4112 0.0661 456.0550 <.0001 4.1008 COR Indígena 0.0404 0.7413 0.0030 0.9566 1.0412 COR Parda 0.0271 0.0706 0.1478 0.7006 1.0275 fxage 15 a 19 -0.3849 0.0789 23.8273 <.0001 0.6805 fxage 20 a 24 -0.5800 0.0717 65.3576 <.0001 0.5599 fxage 25 a 29 -0.3032 0.0677 20.0362 <.0001 0.7385 fxage 30 a 35 -0.2391 0.0650 13.5208 0.0002 0.7874 fxage 36 a 39 -0.3057 0.0713 18.3925 <.0001 0.7366 fxage 40 a 44 0.0264 0.0667 0.1571 0.6919 1.0268 fxage 45 a 49 0.3506 0.0673 27.1312 <.0001 1.4199 fxage 50 a 54 0.2865 0.0684 17.5676 <.0001 1.3318 anoest 11 ou mais anos 3.6702 0.1639 501.2025 <.0001 39.2604 anoest Anos de estudo n 0.1249 0.7820 0.0255 0.8731 1.1330 anoest De 1 a 3 anos de -0.2135 0.2088 1.0464 0.3063 0.8077 anoest De 4 a 7 anos de 0.5091 0.1699 8.9823 0.0027 1.6638 anoest De 8 a 10 anos d 1.8358 0.1670 120.8165 <.0001 6.2704 CONFAM Agregado 0.9877 0.2956 11.1617 0.0008 2.6849 CONFAM Cônjuge 0.6985 0.0403 300.0847 <.0001 2.0107 CONFAM Filho 0.1496 0.0454 10.8802 0.0010 1.1614 CONFAM Outro Parente -0.2280 0.0847 7.2412 0.0071 0.7961 NPES 1 Morador 2.9893 0.1404 453.0755 <.0001 19.8709 NPES 2 Moradores 2.2959 0.1382 275.9951 <.0001 9.9335 NPES 3 Moradores 1.6377 0.1412 134.5386 <.0001 5.1436 REG Recife -1.3906 0.0923 227.1840 <.0001 0.2489 REG Salvador -0.2162 0.0787 7.5491 0.0060 0.8056 REG Belo Horizonte 0.2517 0.0681 13.6604 0.0002 1.2862 REG Rio de Janeiro -0.1368 0.0572 5.7234 0.0167 0.8721 REG São Paulo 0.4516 0.0536 70.8615 <.0001 1.5708 ANO 2003 -0.6273 0.0503 155.6717 <.0001 0.5340 ANO 2004 -0.8833 0.0496 316.6122 <.0001 0.4134 ANO 2005 -0.5676 0.0480 140.0456 <.0001 0.5669 ANO 2006 -0.4815 0.0478 101.4135 <.0001 0.6179 ANO 2007 -0.2421 0.0472 26.2899 <.0001 0.7850 67
  • 68. Classe C Intercept -1.3926 0.0854 266.0973 <.0001 . SEXO Homem 0.4522 0.0208 472.6205 <.0001 1.5718 COR Amarela -0.3371 0.1296 6.7654 0.0093 0.7138 COR Branca 0.2297 0.0324 50.1747 <.0001 1.2582 COR Indígena 0.4194 0.2859 2.1528 0.1423 1.5211 COR Parda -0.00558 0.0323 0.0299 0.8627 0.9944 fxage 15 a 19 -0.0742 0.0496 2.2361 0.1348 0.9285 fxage 20 a 24 0.1027 0.0471 4.7587 0.0292 1.1082 fxage 25 a 29 0.2254 0.0454 24.6733 <.0001 1.2528 fxage 30 a 35 0.0919 0.0430 4.5716 0.0325 1.0963 fxage 36 a 39 0.1271 0.0462 7.5807 0.0059 1.1355 fxage 40 a 44 0.2305 0.0441 27.2697 <.0001 1.2592 fxage 45 a 49 0.3612 0.0452 63.8173 <.0001 1.4350 fxage 50 a 54 0.2011 0.0457 19.4061 <.0001 1.2228 anoest 11 ou mais anos 1.6028 0.0544 869.1895 <.0001 4.9669 anoest Anos de estudo n 0.4064 0.2194 3.4322 0.0639 1.5014 anoest De 1 a 3 anos de 0.3927 0.0621 40.0399 <.0001 1.4810 anoest De 4 a 7 anos de 0.6900 0.0540 163.4437 <.0001 1.9937 anoest De 8 a 10 anos d 1.1805 0.0553 455.9569 <.0001 3.2560 CONFAM Agregado 0.5939 0.2196 7.3164 0.0068 1.8111 CONFAM Cônjuge 0.4703 0.0267 310.6814 <.0001 1.6004 CONFAM Filho 0.1106 0.0306 13.0621 0.0003 1.1170 CONFAM Outro Parente 0.0489 0.0485 1.0149 0.3137 1.0501 NPES 1 Morador 0.7923 0.0443 320.1382 <.0001 2.2085 NPES 2 Moradores 0.8848 0.0393 506.9717 <.0001 2.4225 NPES 3 Moradores 0.6237 0.0412 228.6499 <.0001 1.8657 REG Recife -1.0869 0.0501 470.0022 <.0001 0.3373 REG Salvador -0.5646 0.0487 134.3251 <.0001 0.5686 REG Belo Horizonte -0.0228 0.0449 0.2568 0.6123 0.9775 REG Rio de Janeiro -0.0459 0.0389 1.3938 0.2378 0.9551 REG São Paulo 0.1564 0.0372 17.6551 <.0001 1.1693 ANO 2003 -0.5227 0.0338 239.3131 <.0001 0.5929 ANO 2004 -0.7797 0.0331 553.9593 <.0001 0.4585 ANO 2005 -0.4379 0.0328 178.0187 <.0001 0.6454 ANO 2006 -0.3407 0.0331 106.0295 <.0001 0.7113 ANO 2007 -0.1574 0.0333 22.3963 <.0001 0.8544 68
  • 69. Classe D Intercept -1.1023 0.1033 113.8097 <.0001 . SEXO Homem 0.2241 0.0265 71.7247 <.0001 1.2512 COR Amarela -1.2238 0.2581 22.4744 <.0001 0.2941 COR Branca -0.0192 0.0405 0.2261 0.6344 0.9809 COR Indígena 0.1164 0.3612 0.1039 0.7472 1.1235 COR Parda 0.00283 0.0393 0.0052 0.9425 1.0028 fxage 15 a 19 0.4296 0.0655 42.9797 <.0001 1.5367 fxage 20 a 24 0.6132 0.0624 96.4759 <.0001 1.8464 fxage 25 a 29 0.5300 0.0609 75.7098 <.0001 1.6989 fxage 30 a 35 0.4956 0.0575 74.3061 <.0001 1.6415 fxage 36 a 39 0.3227 0.0621 26.9741 <.0001 1.3809 fxage 40 a 44 0.3465 0.0598 33.6003 <.0001 1.4141 fxage 45 a 49 0.3360 0.0618 29.5260 <.0001 1.3993 fxage 50 a 54 0.1481 0.0634 5.4608 0.0194 1.1596 anoest 11 ou mais anos 0.3905 0.0644 36.7288 <.0001 1.4777 anoest Anos de estudo n -0.1248 0.2796 0.1992 0.6554 0.8827 anoest De 1 a 3 anos de 0.3319 0.0721 21.1624 <.0001 1.3936 anoest De 4 a 7 anos de 0.3751 0.0630 35.5050 <.0001 1.4552 anoest De 8 a 10 anos d 0.5177 0.0649 63.6556 <.0001 1.6782 CONFAM Agregado 0.3041 0.2682 1.2860 0.2568 1.3555 CONFAM Cônjuge 0.2310 0.0339 46.5183 <.0001 1.2598 CONFAM Filho -0.1514 0.0392 14.9581 0.0001 0.8595 CONFAM Outro Parente -0.0852 0.0605 1.9864 0.1587 0.9183 NPES 1 Morador -0.6166 0.0544 128.3089 <.0001 0.5398 NPES 2 Moradores 0.1255 0.0424 8.7684 0.0031 1.1337 NPES 3 Moradores 0.0856 0.0447 3.6579 0.0558 1.0893 REG Recife -0.2742 0.0607 20.3752 <.0001 0.7602 REG Salvador 0.0214 0.0602 0.1263 0.7223 1.0216 REG Belo Horizonte -0.1582 0.0594 7.0945 0.0077 0.8537 REG Rio de Janeiro 0.0538 0.0509 1.1167 0.2906 1.0553 REG São Paulo 0.0443 0.0490 0.8160 0.3663 1.0453 ANO 2003 -0.4655 0.0429 117.9358 <.0001 0.6279 ANO 2004 -0.4859 0.0413 138.4398 <.0001 0.6151 ANO 2005 -0.4122 0.0418 97.4091 <.0001 0.6622 ANO 2006 -0.3618 0.0423 73.3239 <.0001 0.6964 ANO 2007 -0.1372 0.0418 10.8006 0.0010 0.8718 Fonte: CPS/FGV a partir dos microdados da PME 69
  • 70. b) com dummy interativa (ano*região) Apresentamos baixo estimativas similares as anteriores, mas incluindo variáveis dummies interativas que permitem captar a diferença da diferença entre regiões metropolitanas ao longo do tempo. A base é Porto Alegre e 2008. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CLASSE A & B Intercept -6.6631 0.2538 689.2008 <.0001 . REG Recife -1.2068 0.1975 37.3217 <.0001 0.2991 REG Salvador -0.5404 0.1969 7.5286 0.0061 0.5825 REG Belo Horizonte 0.3765 0.1590 5.6104 0.0179 1.4572 REG Rio de Janeiro 0.0246 0.1312 0.0352 0.8511 1.0249 REG São Paulo 0.6606 0.1258 27.5814 <.0001 1.9360 ANO 2003 -0.5780 0.1708 11.4492 0.0007 0.5610 ANO 2004 -0.5109 0.1663 9.4397 0.0021 0.5999 ANO 2005 -0.3637 0.1717 4.4863 0.0342 0.6951 ANO 2006 -0.3584 0.1644 4.7510 0.0293 0.6988 ANO 2007 -0.1524 0.1616 0.8900 0.3455 0.8586 REG*ANO Recife 0.1311 0.3000 0.1909 0.6622 1.1400 REG*ANO Recife -0.5692 0.3256 3.0548 0.0805 0.5660 REG*ANO Recife -0.0673 0.2964 0.0516 0.8203 0.9349 REG*ANO Recife -0.5665 0.3247 3.0441 0.0810 0.5675 REG*ANO Recife -0.0124 0.2879 0.0018 0.9657 0.9877 REG*ANO Salvador 0.4179 0.2806 2.2183 0.1364 1.5188 REG*ANO Salvador 0.3026 0.2669 1.2850 0.2570 1.3533 REG*ANO Salvador 0.2291 0.2717 0.7111 0.3991 1.2575 REG*ANO Salvador 0.4658 0.2663 3.0583 0.0803 1.5932 REG*ANO Salvador 0.5653 0.2578 4.8069 0.0283 1.7599 REG*ANO Belo Horizonte -0.1106 0.2370 0.2178 0.6407 0.8953 REG*ANO Belo Horizonte -0.3999 0.2325 2.9584 0.0854 0.6704 REG*ANO Belo Horizonte -0.2546 0.2312 1.2128 0.2708 0.7752 REG*ANO Belo Horizonte -0.0416 0.2262 0.0338 0.8541 0.9593 REG*ANO Belo Horizonte 0.0669 0.2226 0.0903 0.7638 1.0692 REG*ANO Rio de Janeiro -0.6103 0.2026 9.0773 0.0026 0.5432 REG*ANO Rio de Janeiro -0.3173 0.1932 2.6965 0.1006 0.7281 REG*ANO Rio de Janeiro -0.00413 0.1952 0.0004 0.9831 0.9959 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1446 0.1888 0.5864 0.4438 0.8654 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1226 0.1853 0.4377 0.5083 0.8846 REG*ANO São Paulo 0.1341 0.1864 0.5175 0.4719 1.1435 REG*ANO São Paulo -0.5002 0.1823 7.5300 0.0061 0.6064 REG*ANO São Paulo -0.3731 0.1864 4.0070 0.0453 0.6886 REG*ANO São Paulo -0.1989 0.1798 1.2238 0.2686 0.8197 REG*ANO São Paulo -0.2056 0.1772 1.3462 0.2459 0.8142 70
  • 71. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CLASSE C Intercept -1.5841 0.1126 197.9410 <.0001 . REG Recife -0.7739 0.1194 41.9823 <.0001 0.4612 REG Salvador -0.3549 0.1180 9.0506 0.0026 0.7012 REG Belo Horizonte 0.1645 0.1112 2.1862 0.1392 1.1787 REG Rio de Janeiro 0.0595 0.0955 0.3881 0.5333 1.0613 REG São Paulo 0.4019 0.0934 18.4989 <.0001 1.4946 ANO 2003 -0.3498 0.1160 9.0894 0.0026 0.7048 ANO 2004 -0.4729 0.1166 16.4380 <.0001 0.6232 ANO 2005 -0.0812 0.1175 0.4777 0.4895 0.9220 ANO 2006 -0.1716 0.1165 2.1681 0.1409 0.8423 ANO 2007 -0.0915 0.1174 0.6077 0.4356 0.9125 REG*ANO Recife -0.2681 0.1675 2.5611 0.1095 0.7648 REG*ANO Recife -0.9121 0.1784 26.1446 <.0001 0.4017 REG*ANO Recife -0.5330 0.1671 10.1716 0.0014 0.5868 REG*ANO Recife -0.3064 0.1670 3.3682 0.0665 0.7361 REG*ANO Recife 0.0105 0.1671 0.0039 0.9500 1.0105 REG*ANO Salvador -0.1648 0.1633 1.0187 0.3128 0.8480 REG*ANO Salvador -0.5476 0.1637 11.1848 0.0008 0.5783 REG*ANO Salvador -0.5238 0.1631 10.3181 0.0013 0.5923 REG*ANO Salvador -0.1302 0.1619 0.6468 0.4213 0.8779 REG*ANO Salvador 0.1018 0.1617 0.3965 0.5289 1.1072 REG*ANO Belo Horizonte -0.2880 0.1538 3.5094 0.0610 0.7497 REG*ANO Belo Horizonte -0.2588 0.1533 2.8504 0.0913 0.7720 REG*ANO Belo Horizonte -0.4520 0.1534 8.6778 0.0032 0.6363 REG*ANO Belo Horizonte -0.1540 0.1533 1.0099 0.3149 0.8572 REG*ANO Belo Horizonte 0.0255 0.1542 0.0273 0.8688 1.0258 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1694 0.1325 1.6358 0.2009 0.8441 REG*ANO Rio de Janeiro -0.0115 0.1326 0.0076 0.9307 0.9885 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1826 0.1336 1.8678 0.1717 0.8331 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1104 0.1321 0.6983 0.4034 0.8955 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1595 0.1331 1.4351 0.2309 0.8526 REG*ANO São Paulo -0.1589 0.1290 1.5165 0.2181 0.8531 REG*ANO São Paulo -0.4557 0.1287 12.5323 0.0004 0.6340 REG*ANO São Paulo -0.4629 0.1292 12.8382 0.0003 0.6295 REG*ANO São Paulo -0.2477 0.1289 3.6894 0.0548 0.7806 REG*ANO São Paulo -0.1017 0.1299 0.6128 0.4337 0.9033 71
  • 72. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CLASSE D Intercept -1.3416 0.1424 88.7670 <.0001 . REG Recife 0.0699 0.1470 0.2260 0.6345 1.0724 REG Salvador 0.3296 0.1450 5.1683 0.0230 1.3905 REG Belo Horizonte -0.0571 0.1485 0.1479 0.7006 0.9445 REG Rio de Janeiro 0.1705 0.1258 1.8370 0.1753 1.1859 REG São Paulo 0.3952 0.1226 10.3924 0.0013 1.4847 ANO 2003 -0.3425 0.1571 4.7547 0.0292 0.7100 ANO 2004 -0.1982 0.1539 1.6582 0.1978 0.8202 ANO 2005 0.0292 0.1535 0.0361 0.8494 1.0296 ANO 2006 -0.1580 0.1563 1.0220 0.3121 0.8538 ANO 2007 0.1506 0.1520 0.9820 0.3217 1.1625 REG*ANO Recife -0.3879 0.2090 3.4435 0.0635 0.6785 REG*ANO Recife -0.4425 0.2030 4.7526 0.0293 0.6424 REG*ANO Recife -0.5336 0.2018 6.9916 0.0082 0.5865 REG*ANO Recife -0.2599 0.2053 1.6023 0.2056 0.7711 REG*ANO Recife -0.3757 0.2039 3.3951 0.0654 0.6868 REG*ANO Salvador -0.1741 0.2031 0.7344 0.3915 0.8403 REG*ANO Salvador -0.7494 0.2016 13.8149 0.0002 0.4727 REG*ANO Salvador -0.5124 0.1985 6.6658 0.0098 0.5990 REG*ANO Salvador -0.0773 0.2002 0.1490 0.6995 0.9256 REG*ANO Salvador -0.2959 0.1978 2.2388 0.1346 0.7439 REG*ANO Belo Horizonte 0.1284 0.2053 0.3913 0.5316 1.1370 REG*ANO Belo Horizonte -0.1865 0.2033 0.8416 0.3589 0.8299 REG*ANO Belo Horizonte -0.2764 0.2025 1.8637 0.1722 0.7585 REG*ANO Belo Horizonte 0.0170 0.2056 0.0068 0.9342 1.0171 REG*ANO Belo Horizonte -0.2341 0.2036 1.3224 0.2502 0.7913 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1736 0.1783 0.9485 0.3301 0.8406 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0979 0.1728 0.3208 0.5711 1.1028 REG*ANO Rio de Janeiro -0.2573 0.1742 2.1818 0.1397 0.7732 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1489 0.1763 0.7138 0.3982 0.8616 REG*ANO Rio de Janeiro -0.2415 0.1716 1.9798 0.1594 0.7855 REG*ANO São Paulo -0.1064 0.1727 0.3798 0.5377 0.8990 REG*ANO São Paulo -0.4923 0.1689 8.4953 0.0036 0.6112 REG*ANO São Paulo -0.6584 0.1688 15.2221 <.0001 0.5177 REG*ANO São Paulo -0.3801 0.1722 4.8696 0.0273 0.6838 REG*ANO São Paulo -0.3795 0.1677 5.1238 0.0236 0.6842 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE. 72
  • 73. II) Mobilidade Social (Entrada, Saída e Permanencia na Miséria) – Base Permanece na Miséria Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CONTINUA NÃO CLASSE E Intercept -0.7010 0.0859 66.5507 <.0001 . SEXO Homem 0.5344 0.0220 588.6950 <.0001 1.70642 COR Amarela 0.0658 0.1325 0.2467 0.6194 1.06804 COR Branca 0.2983 0.0343 75.4891 <.0001 1.34757 COR Indígena 0.4955 0.3315 2.2338 0.1350 1.64135 COR Parda -0.0212 0.0337 0.3951 0.5296 0.97906 fxage 15 a 19 0.1102 0.0513 4.6119 0.0318 1.11646 fxage 20 a 24 0.2977 0.0493 36.4707 <.0001 1.34681 fxage 25 a 29 0.3396 0.0473 51.5281 <.0001 1.40434 fxage 30 a 35 0.2459 0.0444 30.6513 <.0001 1.27883 fxage 36 a 39 0.2164 0.0480 20.3271 <.0001 1.24160 fxage 40 a 44 0.3531 0.0459 59.2935 <.0001 1.42349 fxage 45 a 49 0.4879 0.0472 106.8374 <.0001 1.62895 fxage 50 a 54 0.2661 0.0470 32.0624 <.0001 1.30489 anoest 11 ou mais anos 1.8121 0.0524 1197.7525 <.0001 6.12327 anoest Anos de estudo n 0.1620 0.2157 0.5641 0.4526 1.17589 anoest De 1 a 3 anos de 0.4052 0.0597 46.1022 <.0001 1.49964 anoest De 4 a 7 anos de 0.6691 0.0515 168.9233 <.0001 1.95244 anoest De 8 a 10 anos d 1.1897 0.0533 498.7744 <.0001 3.28622 CONFAM Agregado 0.5707 0.2336 5.9667 0.0146 1.76950 CONFAM Cônjuge 0.5379 0.0283 360.1276 <.0001 1.71244 CONFAM Filho 0.0130 0.0325 0.1586 0.6904 1.01304 CONFAM Outro Parente 0.0263 0.0512 0.2648 0.6068 1.02668 NPES 1 Morador 0.6431 0.0436 217.1387 <.0001 1.90243 NPES 2 Moradores 0.8008 0.0383 437.7412 <.0001 2.22735 NPES 3 Moradores 0.4991 0.0403 153.2995 <.0001 1.64727 REG Recife -1.1197 0.0526 453.7187 <.0001 0.32638 REG Salvador -0.5191 0.0514 102.0210 <.0001 0.59504 REG Belo Horizonte -0.0761 0.0497 2.3441 0.1258 0.92673 REG Rio de Janeiro -0.1385 0.0431 10.3446 0.0013 0.87070 REG São Paulo 0.1787 0.0417 18.3170 <.0001 1.19563 ANO 2003 -0.6835 0.0371 339.7259 <.0001 0.50485 ANO 2004 -0.8304 0.0362 527.1496 <.0001 0.43589 ANO 2005 -0.6003 0.0359 280.1069 <.0001 0.54863 ANO 2006 -0.5291 0.0363 212.4855 <.0001 0.58915 ANO 2007 -0.3117 0.0365 72.8737 <.0001 0.73218 73
  • 74. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional ENTROU NA CLASSE E Intercept -1.9066 0.1560 149.3652 <.0001 . SEXO Homem 0.2815 0.0394 51.0180 <.0001 1.32518 COR Amarela -1.4179 0.3984 12.6667 0.0004 0.24223 COR Branca 0.0891 0.0638 1.9484 0.1628 1.09315 COR Indígena 0.8338 0.4698 3.1494 0.0760 2.30207 COR Parda -0.00955 0.0635 0.0226 0.8804 0.99049 fxage 15 a 19 0.1077 0.0950 1.2865 0.2567 1.11372 fxage 20 a 24 0.2811 0.0906 9.6371 0.0019 1.32463 fxage 25 a 29 0.2362 0.0877 7.2611 0.0070 1.26647 fxage 30 a 35 0.2237 0.0826 7.3360 0.0068 1.25070 fxage 36 a 39 0.1772 0.0890 3.9637 0.0465 1.19389 fxage 40 a 44 0.1781 0.0861 4.2825 0.0385 1.19493 fxage 45 a 49 0.2432 0.0885 7.5504 0.0060 1.27527 fxage 50 a 54 0.1955 0.0884 4.8941 0.0269 1.21595 anoest 11 ou mais anos 0.9181 0.0999 84.4287 <.0001 2.50447 anoest Anos de estudo n 0.2874 0.3637 0.6244 0.4294 1.33293 anoest De 1 a 3 anos de 0.3373 0.1135 8.8330 0.0030 1.40121 anoest De 4 a 7 anos de 0.5228 0.0984 28.2094 <.0001 1.68675 anoest De 8 a 10 anos d 0.7094 0.1016 48.7869 <.0001 2.03274 CONFAM Agregado 0.4650 0.3853 1.4564 0.2275 1.59202 CONFAM Cônjuge 0.2968 0.0507 34.3029 <.0001 1.34558 CONFAM Filho 0.0440 0.0582 0.5713 0.4497 1.04500 CONFAM Outro Parente -0.0341 0.0952 0.1283 0.7202 0.96645 NPES 1 Morador 0.1228 0.0830 2.1910 0.1388 1.13067 NPES 2 Moradores 0.4619 0.0706 42.7909 <.0001 1.58705 NPES 3 Moradores 0.4360 0.0734 35.3318 <.0001 1.54657 REG Recife -0.5877 0.0802 53.7520 <.0001 0.55559 REG Salvador -1.2763 0.0940 184.1910 <.0001 0.27906 REG Belo Horizonte -0.3105 0.0776 16.0002 <.0001 0.73310 REG Rio de Janeiro -0.9977 0.0707 199.2343 <.0001 0.36872 REG São Paulo -0.3897 0.0642 36.8005 <.0001 0.67727 ANO 2003 0.0717 0.0624 1.3190 0.2508 1.07435 ANO 2004 -0.2758 0.0639 18.6346 <.0001 0.75894 ANO 2005 -0.5016 0.0667 56.6406 <.0001 0.60556 ANO 2006 -0.1836 0.0642 8.1722 0.0043 0.83225 ANO 2007 -0.3170 0.0670 22.3819 <.0001 0.72835 74
  • 75. SAIU DA CLASSE E Intercept -1.6683 0.1428 136.4329 <.0001 . SEXO Homem 0.3474 0.0367 89.5744 <.0001 1.41535 COR Amarela -0.1979 0.2213 0.7992 0.3713 0.82047 COR Branca -0.0128 0.0577 0.0490 0.8248 0.98731 COR Indígena 0.6975 0.4578 2.3207 0.1277 2.00865 COR Parda -0.0544 0.0569 0.9124 0.3395 0.94706 fxage 15 a 19 0.2208 0.0895 6.0843 0.0136 1.24710 fxage 20 a 24 0.4889 0.0845 33.4422 <.0001 1.63056 fxage 25 a 29 0.3036 0.0830 13.3885 0.0003 1.35473 fxage 30 a 35 0.2894 0.0782 13.6869 0.0002 1.33558 fxage 36 a 39 0.2896 0.0837 11.9766 0.0005 1.33588 fxage 40 a 44 0.3568 0.0802 19.7860 <.0001 1.42868 fxage 45 a 49 0.4274 0.0822 27.0397 <.0001 1.53319 fxage 50 a 54 0.2556 0.0834 9.3810 0.0022 1.29119 anoest 11 ou mais anos 0.8227 0.0884 86.5128 <.0001 2.27654 anoest Anos de estudo n -0.2635 0.4065 0.4203 0.5168 0.76834 anoest De 1 a 3 anos de 0.2591 0.1008 6.6093 0.0101 1.29578 anoest De 4 a 7 anos de 0.3614 0.0872 17.1854 <.0001 1.43539 anoest De 8 a 10 anos d 0.5732 0.0901 40.4345 <.0001 1.77394 CONFAM Agregado 0.0184 0.4205 0.0019 0.9650 1.01860 CONFAM Cônjuge 0.3249 0.0471 47.5334 <.0001 1.38395 CONFAM Filho -0.0172 0.0541 0.1014 0.7502 0.98291 CONFAM Outro Parente 0.1267 0.0835 2.3016 0.1292 1.13511 NPES 1 Morador 0.1443 0.0753 3.6720 0.0553 1.15526 NPES 2 Moradores 0.4489 0.0645 48.4920 <.0001 1.56657 NPES 3 Moradores 0.3014 0.0677 19.8186 <.0001 1.35179 REG Recife -0.6764 0.0807 70.1990 <.0001 0.50842 REG Salvador -0.9339 0.0861 117.5759 <.0001 0.39301 REG Belo Horizonte -0.2278 0.0765 8.8707 0.0029 0.79629 REG Rio de Janeiro -0.6927 0.0680 103.6487 <.0001 0.50021 REG São Paulo -0.1395 0.0633 4.8545 0.0276 0.86980 ANO 2003 -0.2926 0.0586 24.8908 <.0001 0.74634 ANO 2004 -0.2237 0.0561 15.8816 <.0001 0.79958 ANO 2005 -0.5154 0.0590 76.3713 <.0001 0.59724 ANO 2006 -0.4887 0.0599 66.5757 <.0001 0.61342 ANO 2007 -0.5214 0.0615 71.9612 <.0001 0.59366Fonte: CPS/FGV a partir dos microdados da PME 75
  • 76. b) com dummy interativa (ano*região) Apresentamos baixo estimativas similares as anteriores mas incluindo variáveis dummies interativas que permitem captar a diferença da diferença entre regiões metropolitanas ao longo do tempo. A base é Porto Alegre e 2008. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CONTINUA NÃO CLASSE E Intercept -0.9995 0.1190 70.5240 <.0001 . REG Recife -0.7829 0.1297 36.4174 <.0001 0.45708 REG Salvador -0.2630 0.1280 4.2209 0.0399 0.76875 REG Belo Horizonte 0.2059 0.1267 2.6405 0.1042 1.22857 REG Rio de Janeiro 0.0507 0.1065 0.2271 0.6337 1.05205 REG São Paulo 0.6053 0.1066 32.2165 <.0001 1.83180 ANO 2003 -0.3854 0.1321 8.5095 0.0035 0.68015 ANO 2004 -0.3202 0.1332 5.7762 0.0162 0.72597 ANO 2005 -0.2227 0.1305 2.9132 0.0879 0.80035 ANO 2006 -0.2740 0.1297 4.4633 0.0346 0.76030 ANO 2007 -0.0712 0.1310 0.2951 0.5869 0.93129 REG*ANO Recife -0.4045 0.1801 5.0429 0.0247 0.66731 REG*ANO Recife -0.8432 0.1825 21.3438 <.0001 0.43031 REG*ANO Recife -0.3679 0.1753 4.4055 0.0358 0.69217 REG*ANO Recife -0.3149 0.1775 3.1498 0.0759 0.72983 REG*ANO Recife -0.0169 0.1804 0.0088 0.9253 0.98323 REG*ANO Salvador -0.2531 0.1752 2.0859 0.1487 0.77641 REG*ANO Salvador -0.7809 0.1744 20.0447 <.0001 0.45798 REG*ANO Salvador -0.3465 0.1725 4.0333 0.0446 0.70714 REG*ANO Salvador -0.0248 0.1730 0.0206 0.8859 0.97549 REG*ANO Salvador -0.0946 0.1729 0.2998 0.5840 0.90970 REG*ANO Belo Horizonte -0.4851 0.1728 7.8811 0.0050 0.61561 REG*ANO Belo Horizonte -0.3894 0.1742 4.9968 0.0254 0.67745 REG*ANO Belo Horizonte -0.4741 0.1703 7.7535 0.0054 0.62245 REG*ANO Belo Horizonte -0.1885 0.1713 1.2113 0.2711 0.82817 REG*ANO Belo Horizonte -0.0997 0.1736 0.3297 0.5658 0.90513 REG*ANO Rio de Janeiro -0.2546 0.1491 2.9151 0.0878 0.77520 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1935 0.1493 1.6790 0.1951 0.82410 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1922 0.1468 1.7152 0.1903 0.82511 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1925 0.1456 1.7488 0.1860 0.82488 REG*ANO Rio de Janeiro -0.3040 0.1467 4.2910 0.0383 0.73788 REG*ANO São Paulo -0.3298 0.1475 4.9992 0.0254 0.71909 REG*ANO São Paulo -0.7377 0.1475 25.0249 <.0001 0.47820 REG*ANO São Paulo -0.5632 0.1448 15.1372 <.0001 0.56940 REG*ANO São Paulo -0.4364 0.1447 9.0909 0.0026 0.64635 REG*ANO São Paulo -0.3864 0.1462 6.9876 0.0082 0.67951 76
  • 77. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional ENTROU NA CLASSE E Intercept -2.3248 0.2073 125.7219 <.0001 . REG Recife 0.2386 0.1973 1.4635 0.2264 1.26953 REG Salvador -0.4249 0.2233 3.6211 0.0571 0.65382 REG Belo Horizonte 0.1667 0.2045 0.6645 0.4150 1.18143 REG Rio de Janeiro -1.1758 0.2024 33.7388 <.0001 0.30857 REG São Paulo 0.1234 0.1751 0.4970 0.4808 1.13136 ANO 2003 0.4596 0.1990 5.3331 0.0209 1.58341 ANO 2004 0.2567 0.2066 1.5432 0.2141 1.29267 ANO 2005 0.2970 0.2023 2.1568 0.1419 1.34587 ANO 2006 0.1428 0.2052 0.4842 0.4865 1.15350 ANO 2007 0.0114 0.2137 0.0029 0.9574 1.01148 REG*ANO Recife -0.9960 0.2610 14.5630 0.0001 0.36937 REG*ANO Recife -1.2494 0.2733 20.8935 <.0001 0.28669 REG*ANO Recife -1.6819 0.2830 35.3322 <.0001 0.18602 REG*ANO Recife -0.6978 0.2672 6.8205 0.0090 0.49766 REG*ANO Recife -0.3321 0.2776 1.4308 0.2316 0.71742 REG*ANO Salvador -0.7866 0.2941 7.1553 0.0075 0.45540 REG*ANO Salvador -1.1613 0.3080 14.2189 0.0002 0.31307 REG*ANO Salvador -1.7066 0.3461 24.3114 <.0001 0.18149 REG*ANO Salvador -0.6049 0.3068 3.8878 0.0486 0.54613 REG*ANO Salvador -1.0365 0.3368 9.4719 0.0021 0.35470 REG*ANO Belo Horizonte -0.4688 0.2606 3.2349 0.0721 0.62577 REG*ANO Belo Horizonte -0.8110 0.2785 8.4802 0.0036 0.44440 REG*ANO Belo Horizonte -0.8707 0.2720 10.2466 0.0014 0.41866 REG*ANO Belo Horizonte -0.4298 0.2731 2.4774 0.1155 0.65061 REG*ANO Belo Horizonte -0.2581 0.2829 0.8325 0.3616 0.77250 REG*ANO Rio de Janeiro 0.2888 0.2531 1.3024 0.2538 1.33485 REG*ANO Rio de Janeiro 0.5425 0.2576 4.4355 0.0352 1.72024 REG*ANO Rio de Janeiro -0.1585 0.2635 0.3617 0.5476 0.85346 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0274 0.2633 0.0108 0.9172 1.02777 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0844 0.2719 0.0965 0.7561 1.08810 REG*ANO São Paulo -0.4780 0.2253 4.5034 0.0338 0.62000 REG*ANO São Paulo -0.7610 0.2329 10.6779 0.0011 0.46721 REG*ANO São Paulo -0.9042 0.2301 15.4412 <.0001 0.40488 REG*ANO São Paulo -0.3606 0.2312 2.4334 0.1188 0.69723 REG*ANO São Paulo -0.4440 0.2414 3.3828 0.0659 0.64144 77
  • 78. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional SAIU DA CLASSE E Intercept -2.0984 0.1938 117.2159 <.0001 . REG Recife -0.2001 0.2008 0.9933 0.3189 0.81867 REG Salvador -0.3185 0.2077 2.3505 0.1252 0.72724 REG Belo Horizonte 0.2356 0.1941 1.4729 0.2249 1.26562 REG Rio de Janeiro -0.3200 0.1719 3.4654 0.0627 0.72614 REG São Paulo 0.3791 0.1652 5.2681 0.0217 1.46102 ANO 2003 0.2971 0.1956 2.3060 0.1289 1.34595 ANO 2004 0.4467 0.1942 5.2908 0.0214 1.56319 ANO 2005 -0.2054 0.2104 0.9525 0.3291 0.81436 ANO 2006 -0.1232 0.2058 0.3584 0.5494 0.88409 ANO 2007 -0.0464 0.2074 0.0501 0.8228 0.95463 REG*ANO Recife -0.6803 0.2676 6.4650 0.0110 0.50647 REG*ANO Recife -0.9778 0.2661 13.4997 0.0002 0.37613 REG*ANO Recife -0.6321 0.2863 4.8740 0.0273 0.53148 REG*ANO Recife -0.3777 0.2794 1.8278 0.1764 0.68544 REG*ANO Recife 0.0268 0.2788 0.0093 0.9234 1.02718 REG*ANO Salvador -0.9573 0.2859 11.2082 0.0008 0.38393 REG*ANO Salvador -1.1942 0.2770 18.5856 <.0001 0.30295 REG*ANO Salvador -0.2484 0.2881 0.7432 0.3886 0.78008 REG*ANO Salvador -0.1767 0.2857 0.3826 0.5362 0.83801 REG*ANO Salvador -1.1262 0.3185 12.4999 0.0004 0.32426 REG*ANO Belo Horizonte -0.9991 0.2626 14.4727 0.0001 0.36819 REG*ANO Belo Horizonte -0.5308 0.2528 4.4100 0.0357 0.58812 REG*ANO Belo Horizonte -0.5028 0.2729 3.3960 0.0654 0.60482 REG*ANO Belo Horizonte -0.3728 0.2696 1.9122 0.1667 0.68884 REG*ANO Belo Horizonte -0.2692 0.2713 0.9848 0.3210 0.76396 REG*ANO Rio de Janeiro -0.2282 0.2273 1.0084 0.3153 0.79594 REG*ANO Rio de Janeiro -0.5432 0.2266 5.7448 0.0165 0.58091 REG*ANO Rio de Janeiro -0.3766 0.2468 2.3296 0.1269 0.68617 REG*ANO Rio de Janeiro -0.4454 0.2410 3.4163 0.0646 0.64056 REG*ANO Rio de Janeiro -0.6373 0.2445 6.7926 0.0092 0.52870 REG*ANO São Paulo -0.7505 0.2193 11.7097 0.0006 0.47215 REG*ANO São Paulo -0.7942 0.2151 13.6361 0.0002 0.45193 REG*ANO São Paulo -0.3028 0.2307 1.7220 0.1894 0.73876 REG*ANO São Paulo -0.4879 0.2285 4.5599 0.0327 0.61392 REG*ANO São Paulo -0.6135 0.2312 7.0416 0.0080 0.54146 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE. 78
  • 79. III) Mobilidade Trabalhista (Entrada e Saída da Classe Média) - Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CONTINUA NÃO CLASSE C Intercept 1.5723 0.0814 372.6682 <.0001 . SEXO Homem -0.2583 0.0181 203.4517 <.0001 0.77237 COR Amarela 1.0103 0.1050 92.6249 <.0001 2.74652 COR Branca 0.0989 0.0291 11.5502 0.0007 1.10391 COR Indígena -0.1902 0.2757 0.4757 0.4904 0.82682 COR Parda 0.0242 0.0294 0.6779 0.4103 1.02453 fxage 15 a 19 0.1827 0.0444 16.9177 <.0001 1.20051 fxage 20 a 24 -0.1345 0.0415 10.4887 0.0012 0.87413 fxage 25 a 29 -0.1591 0.0396 16.1146 <.0001 0.85290 fxage 30 a 35 -0.00013 0.0381 0.0000 0.9973 0.99987 fxage 36 a 39 -0.1053 0.0410 6.5973 0.0102 0.90005 fxage 40 a 44 -0.1293 0.0390 10.9621 0.0009 0.87875 fxage 45 a 49 -0.2043 0.0398 26.3844 <.0001 0.81519 fxage 50 a 54 -0.1172 0.0407 8.2949 0.0040 0.88943 anoest 11 ou mais anos -0.9111 0.0545 279.5938 <.0001 0.40207 anoest Anos de estudo n -0.2422 0.2306 1.1033 0.2935 0.78489 anoest De 1 a 3 anos de -0.4118 0.0629 42.8457 <.0001 0.66248 anoest De 4 a 7 anos de -0.6483 0.0550 138.7110 <.0001 0.52296 anoest De 8 a 10 anos d -1.0154 0.0557 331.8562 <.0001 0.36227 CONFAM Agregado -0.1677 0.1697 0.9764 0.3231 0.84564 CONFAM Cônjuge -0.2743 0.0230 142.7288 <.0001 0.76012 CONFAM Filho -0.1935 0.0263 54.0140 <.0001 0.82404 CONFAM Outro Parente -0.1484 0.0436 11.5998 0.0007 0.86211 NPES 1 Morador -0.6381 0.0420 230.3326 <.0001 0.52831 NPES 2 Moradores -0.8462 0.0384 486.8656 <.0001 0.42904 NPES 3 Moradores -0.6830 0.0401 290.5224 <.0001 0.50509 REG Recife 1.1455 0.0488 551.7870 <.0001 3.14389 REG Salvador 0.6525 0.0435 225.4463 <.0001 1.92041 REG Belo Horizonte 0.1207 0.0400 9.1224 0.0025 1.12826 REG Rio de Janeiro 0.0779 0.0338 5.3065 0.0212 1.08104 REG São Paulo 0.000543 0.0324 0.0003 0.9866 1.00054 ANO 2003 0.3265 0.0290 126.8949 <.0001 1.38604 ANO 2004 0.4884 0.0286 291.5099 <.0001 1.62973 ANO 2005 0.2124 0.0273 60.5157 <.0001 1.23665 ANO 2006 0.1557 0.0274 32.2816 <.0001 1.16847 ANO 2007 0.0862 0.0270 10.2309 0.0014 1.09003 79
  • 80. ENTROU NA CLASSE CIntercept -0.8878 0.1471 36.3984 <.0001 .SEXO Homem -0.0852 0.0316 7.2838 0.0070 0.91833COR Amarela 0.5765 0.1746 10.9008 0.0010 1.77986COR Branca 0.0120 0.0524 0.0527 0.8184 1.01211COR Indígena 0.1575 0.4369 0.1300 0.7185 1.17059COR Parda 0.0295 0.0535 0.3037 0.5816 1.02993fxage 15 a 19 0.1363 0.0798 2.9185 0.0876 1.14607fxage 20 a 24 0.1856 0.0736 6.3645 0.0116 1.20397fxage 25 a 29 -0.0508 0.0722 0.4953 0.4816 0.95047fxage 30 a 35 0.0331 0.0696 0.2259 0.6346 1.03361fxage 36 a 39 -0.0118 0.0748 0.0248 0.8748 0.98829fxage 40 a 44 0.0355 0.0707 0.2521 0.6156 1.03616fxage 45 a 49 0.0816 0.0711 1.3159 0.2513 1.08501fxage 50 a 54 0.0746 0.0734 1.0325 0.3096 1.07746anoest 11 ou mais anos -0.3593 0.0991 13.1527 0.0003 0.69818anoest Anos de estudo n -0.8260 0.5494 2.2602 0.1327 0.43779anoest De 1 a 3 anos de 0.0500 0.1120 0.1993 0.6553 1.05129anoest De 4 a 7 anos de -0.2040 0.1000 4.1600 0.0414 0.81549anoest De 8 a 10 anos d -0.3652 0.1011 13.0598 0.0003 0.69407CONFAM Agregado -0.8523 0.4249 4.0236 0.0449 0.42642CONFAM Cônjuge -0.1033 0.0404 6.5232 0.0106 0.90186CONFAM Filho 0.0167 0.0458 0.1326 0.7158 1.01681CONFAM Outro Parente 0.0500 0.0753 0.4417 0.5063 1.05129NPES 1 Morador 0.0434 0.0817 0.2823 0.5952 1.04438NPES 2 Moradores 0.0673 0.0752 0.8006 0.3709 1.06964NPES 3 Moradores -0.0837 0.0786 1.1342 0.2869 0.91971REG Recife 0.3507 0.0758 21.3877 <.0001 1.42003REG Salvador -0.6334 0.0800 62.7296 <.0001 0.53079REG Belo Horizonte -0.1762 0.0618 8.1350 0.0043 0.83842REG Rio de Janeiro -0.7392 0.0543 185.5055 <.0001 0.47750REG São Paulo -0.3480 0.0490 50.5037 <.0001 0.70608ANO 2003 0.0814 0.0476 2.9197 0.0875 1.08481ANO 2004 0.2673 0.0461 33.6806 <.0001 1.30645ANO 2005 -0.3292 0.0483 46.4616 <.0001 0.71949ANO 2006 -0.2388 0.0472 25.5815 <.0001 0.78754ANO 2007 -0.3270 0.0469 48.6995 <.0001 0.72110 80
  • 81. SAIU DA CLASSE C Intercept -0.8390 0.1475 32.3761 <.0001 . SEXO Homem -0.1110 0.0323 11.7873 0.0006 0.89492 COR Amarela 0.6437 0.1813 12.6050 0.0004 1.90344 COR Branca 0.1241 0.0555 5.0018 0.0253 1.13216 COR Indígena 0.9166 0.3453 7.0448 0.0079 2.50084 COR Parda 0.1382 0.0563 6.0255 0.0141 1.14825 fxage 15 a 19 0.0184 0.0810 0.0516 0.8203 1.01858 fxage 20 a 24 -0.0628 0.0757 0.6884 0.4067 0.93909 fxage 25 a 29 -0.0493 0.0725 0.4632 0.4961 0.95188 fxage 30 a 35 -0.0159 0.0703 0.0510 0.8213 0.98425 fxage 36 a 39 -0.0126 0.0750 0.0284 0.8663 0.98745 fxage 40 a 44 -0.0217 0.0716 0.0920 0.7617 0.97851 fxage 45 a 49 -0.0249 0.0727 0.1174 0.7319 0.97541 fxage 50 a 54 -0.0493 0.0755 0.4274 0.5133 0.95185 anoest 11 ou mais anos -0.2909 0.1016 8.1985 0.0042 0.74762 anoest Anos de estudo n 0.3476 0.3568 0.9490 0.3300 1.41560 anoest De 1 a 3 anos de -0.1082 0.1172 0.8525 0.3558 0.89746 anoest De 4 a 7 anos de -0.1562 0.1025 2.3247 0.1273 0.85535 anoest De 8 a 10 anos d -0.3339 0.1037 10.3748 0.0013 0.71610 CONFAM Agregado -0.0983 0.3118 0.0994 0.7525 0.90634 CONFAM Cônjuge -0.1159 0.0414 7.8520 0.0051 0.89055 CONFAM Filho 0.0237 0.0468 0.2577 0.6117 1.02403 CONFAM Outro Parente 0.0257 0.0779 0.1089 0.7413 1.02603 NPES 1 Morador -0.3780 0.0766 24.3754 <.0001 0.68522 NPES 2 Moradores -0.2889 0.0686 17.7505 <.0001 0.74910 NPES 3 Moradores -0.3618 0.0721 25.2116 <.0001 0.69639 REG Recife 0.6395 0.0744 73.8645 <.0001 1.89549 REG Salvador -0.4604 0.0803 32.8630 <.0001 0.63105 REG Belo Horizonte 0.0287 0.0624 0.2112 0.6458 1.02908 REG Rio de Janeiro -0.7085 0.0568 155.8132 <.0001 0.49238 REG São Paulo -0.3532 0.0513 47.4403 <.0001 0.70242 ANO 2003 0.3656 0.0483 57.3732 <.0001 1.44136 ANO 2004 0.2441 0.0498 23.9783 <.0001 1.27642 ANO 2005 -0.2132 0.0507 17.6668 <.0001 0.80796 ANO 2006 -0.0428 0.0488 0.7687 0.3806 0.95814 ANO 2007 -0.1488 0.0486 9.3742 0.0022 0.86177Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE. 81
  • 82. b) com dummy interativa (ano*região) Apresentamos baixo estimativas similares as anteriores mas incluindo variáveis dummies interativas que permitem captar a diferença da diferença entre regiões metropolitanas ao longo do tempo. A base é Porto Alegre e 2008. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional CONTINUA NÃO CLASSE C Intercept 1.6710 0.1017 269.9544 <.0001 . REG Recife 0.8301 0.1096 57.3526 <.0001 2.29348 REG Salvador 0.4726 0.1011 21.8632 <.0001 1.60416 REG Belo Horizonte -0.1076 0.0951 1.2798 0.2579 0.89803 REG Rio de Janeiro 0.0301 0.0785 0.1469 0.7015 1.03053 REG São Paulo -0.0532 0.0764 0.4848 0.4863 0.94819 ANO 2003 0.1538 0.1034 2.2090 0.1372 1.16621 ANO 2004 0.2924 0.1037 7.9545 0.0048 1.33963 ANO 2005 0.0618 0.0998 0.3833 0.5359 1.06375 ANO 2006 0.0776 0.0990 0.6138 0.4333 1.08067 ANO 2007 0.1148 0.0989 1.3468 0.2458 1.12165 REG*ANO Recife 0.4992 0.1664 9.0000 0.0027 1.64737 REG*ANO Recife 0.8879 0.1775 25.0213 <.0001 2.43006 REG*ANO Recife 0.3682 0.1554 5.6173 0.0178 1.44515 REG*ANO Recife 0.4018 0.1599 6.3156 0.0120 1.49449 REG*ANO Recife -0.0601 0.1552 0.1502 0.6984 0.94163 REG*ANO Salvador 0.3259 0.1482 4.8379 0.0278 1.38531 REG*ANO Salvador 0.4491 0.1492 9.0626 0.0026 1.56695 REG*ANO Salvador 0.3370 0.1419 5.6365 0.0176 1.40075 REG*ANO Salvador 0.1578 0.1405 1.2603 0.2616 1.17089 REG*ANO Salvador -0.0895 0.1375 0.4242 0.5148 0.91436 REG*ANO Belo Horizonte 0.5057 0.1389 13.2653 0.0003 1.65817 REG*ANO Belo Horizonte 0.2653 0.1379 3.7017 0.0544 1.30378 REG*ANO Belo Horizonte 0.3910 0.1334 8.5909 0.0034 1.47842 REG*ANO Belo Horizonte 0.2448 0.1326 3.4051 0.0650 1.27731 REG*ANO Belo Horizonte -0.0222 0.1323 0.0282 0.8667 0.97802 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0178 0.1171 0.0231 0.8792 1.01796 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0316 0.1161 0.0739 0.7857 1.03208 REG*ANO Rio de Janeiro 0.1184 0.1121 1.1157 0.2908 1.12569 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0280 0.1110 0.0634 0.8012 1.02835 REG*ANO Rio de Janeiro 0.0877 0.1106 0.6285 0.4279 1.09167 REG*ANO São Paulo 0.1467 0.1127 1.6956 0.1929 1.15800 REG*ANO São Paulo 0.1995 0.1129 3.1215 0.0773 1.22076 REG*ANO São Paulo 0.0712 0.1084 0.4316 0.5112 1.07381 REG*ANO São Paulo 0.0369 0.1080 0.1172 0.7321 1.03764 REG*ANO São Paulo -0.0973 0.1075 0.8188 0.3655 0.90727 82
  • 83. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional ENTROU NA CLASSE C Intercept -1.0433 0.1717 36.9384 <.0001 . REG Recife 0.4193 0.1620 6.6986 0.0096 1.52097 REG Salvador -0.2966 0.1677 3.1292 0.0769 0.74333 REG Belo Horizonte 0.0512 0.1361 0.1419 0.7064 1.05258 REG Rio de Janeiro -0.8450 0.1259 45.0251 <.0001 0.42956 REG São Paulo -0.0859 0.1121 0.5868 0.4437 0.91773 ANO 2003 0.2391 0.1477 2.6207 0.1055 1.27009 ANO 2004 0.4217 0.1451 8.4409 0.0037 1.52450 ANO 2005 -0.2645 0.1558 2.8824 0.0896 0.76758 ANO 2006 -0.2035 0.1529 1.7697 0.1834 0.81591 ANO 2007 0.1294 0.1434 0.8136 0.3671 1.13810 REG*ANO Recife -0.1844 0.2499 0.5446 0.4605 0.83158 REG*ANO Recife 0.2514 0.2496 1.0147 0.3138 1.28586 REG*ANO Recife -0.3125 0.2592 1.4536 0.2280 0.73163 REG*ANO Recife 0.2416 0.2459 0.9653 0.3259 1.27326 REG*ANO Recife -0.2508 0.2321 1.1671 0.2800 0.77820 REG*ANO Salvador -0.4396 0.2602 2.8538 0.0912 0.64430 REG*ANO Salvador -0.2387 0.2485 0.9230 0.3367 0.78766 REG*ANO Salvador -0.1562 0.2627 0.3537 0.5520 0.85537 REG*ANO Salvador 0.0900 0.2442 0.1357 0.7126 1.09413 REG*ANO Salvador -1.4263 0.2826 25.4756 <.0001 0.24020 REG*ANO Belo Horizonte -0.3599 0.2066 3.0364 0.0814 0.69771 REG*ANO Belo Horizonte -0.5290 0.2009 6.9316 0.0085 0.58921 REG*ANO Belo Horizonte 0.0135 0.2074 0.0042 0.9481 1.01361 REG*ANO Belo Horizonte -0.1256 0.2050 0.3758 0.5399 0.88193 REG*ANO Belo Horizonte -0.3696 0.1930 3.6699 0.0554 0.69098 REG*ANO Rio de Janeiro 0.4228 0.1784 5.6144 0.0178 1.52627 REG*ANO Rio de Janeiro 0.2433 0.1751 1.9305 0.1647 1.27545 REG*ANO Rio de Janeiro 0.1377 0.1918 0.5152 0.4729 1.14759 REG*ANO Rio de Janeiro 0.1597 0.1863 0.7344 0.3915 1.17315 REG*ANO Rio de Janeiro -0.3962 0.1823 4.7256 0.0297 0.67286 REG*ANO São Paulo -0.3771 0.1640 5.2862 0.0215 0.68583 REG*ANO São Paulo -0.2975 0.1607 3.4288 0.0641 0.74268 REG*ANO São Paulo -0.1467 0.1706 0.7386 0.3901 0.86359 REG*ANO São Paulo -0.1444 0.1681 0.7372 0.3905 0.86557 REG*ANO São Paulo -0.5782 0.1592 13.1975 0.0003 0.56091 83
  • 84. Nível Erro Estatistica Descritivo RazãoResposta Parâmetro Nível Estimativa Padrão de Wald (p) condicional SAIU DA CLASSE C Intercept -1.0248 0.1781 33.1248 <.0001 . REG Recife 0.8246 0.1647 25.0649 <.0001 2.28093 REG Salvador -0.0392 0.1754 0.0501 0.8230 0.96152 REG Belo Horizonte 0.2606 0.1459 3.1932 0.0739 1.29774 REG Rio de Janeiro -1.0888 0.1468 55.0004 <.0001 0.33664 REG São Paulo -0.0127 0.1240 0.0105 0.9184 0.98738 ANO 2003 0.4742 0.1564 9.1937 0.0024 1.60665 ANO 2004 0.4081 0.1610 6.4276 0.0112 1.50403 ANO 2005 0.1333 0.1592 0.7016 0.4023 1.14262 ANO 2006 0.0164 0.1622 0.0103 0.9193 1.01657 ANO 2007 0.2060 0.1567 1.7281 0.1886 1.22880 REG*ANO Recife -0.0761 0.2381 0.1023 0.7491 0.92669 REG*ANO Recife -0.5862 0.2824 4.3087 0.0379 0.55642 REG*ANO Recife -0.7193 0.2521 8.1427 0.0043 0.48710 REG*ANO Recife 0.2345 0.2389 0.9636 0.3263 1.26427 REG*ANO Recife -0.1848 0.2299 0.6465 0.4214 0.83126 REG*ANO Salvador -0.1194 0.2451 0.2373 0.6262 0.88745 REG*ANO Salvador -0.4604 0.2680 2.9507 0.0858 0.63103 REG*ANO Salvador -1.0792 0.2962 13.2711 0.0003 0.33987 REG*ANO Salvador -0.2958 0.2567 1.3276 0.2492 0.74396 REG*ANO Salvador -0.8147 0.2541 10.2812 0.0013 0.44277 REG*ANO Belo Horizonte -0.2420 0.2070 1.3670 0.2423 0.78504 REG*ANO Belo Horizonte -0.5231 0.2143 5.9572 0.0147 0.59267 REG*ANO Belo Horizonte -0.2816 0.2095 1.8078 0.1788 0.75454 REG*ANO Belo Horizonte -0.1121 0.2090 0.2878 0.5917 0.89392 REG*ANO Belo Horizonte -0.2678 0.2016 1.7651 0.1840 0.76502 REG*ANO Rio de Janeiro 0.6575 0.1947 11.4106 0.0007 1.93004 REG*ANO Rio de Janeiro 0.6205 0.1982 9.7987 0.0017 1.85993 REG*ANO Rio de Janeiro 0.4751 0.1994 5.6745 0.0172 1.60816 REG*ANO Rio de Janeiro 0.4275 0.2026 4.4546 0.0348 1.53343 REG*ANO Rio de Janeiro -0.0846 0.2034 0.1730 0.6774 0.91888 REG*ANO São Paulo -0.3736 0.1725 4.6919 0.0303 0.68823 REG*ANO São Paulo -0.2915 0.1773 2.7016 0.1002 0.74714 REG*ANO São Paulo -0.6298 0.1768 12.6890 0.0004 0.53267 REG*ANO São Paulo -0.2232 0.1779 1.5744 0.2096 0.79996 REG*ANO São Paulo -0.5489 0.1728 10.0867 0.0015 0.57759 Fonte: CPS/IBRE/FGV a partir dos microdados da PME/IBGE. 84