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Aula8 cts

  1. 1. Ciência, Tecnologia e Sociedade Professor Adalberto AzevedoCiência, Tecnologia, aprendizagem e educação Santo André, 06/11/2012
  2. 2. Conteúdo da aula1. O conceito de competência e sua relação com aaprendizagem nas organizações2. Competências para a atuação em redesinterorganizacionais3. Resultados de uma pesquisa com empresas nacionais4. Como são os sistemas educacionais para a inovação?5. Como evoluiu o sistema brasileiro?
  3. 3. O Conceito de CompetênciaInteligência prática para situações que se apóiam sobre osconhecimentos adquiridos e os transformam com tanto maisforça, quanto mais aumenta a complexidade das situações.
  4. 4. Competências determinam o posicionamento dasorganizações em redes de atores:Capitalismo em rede: novo modelo dominante de atuação dasorganizaçõesParcerias: fundamentaisO que guia uma organização (P.P.) para construircompetências que a tornem competitiva?1. Conhecer seu posicionamento estratégico em seu mercadoVisão “de fora para dentro”, muito criticada por serpredominante2. Conhecer recursos internos da organização
  5. 5. Recursos InternosFísicosFinanceirosIntangíveis (marca, imagem)Organizacionais (cultura organizacional, sistemasadministrativos)Recursos humanos.Conhecer recursos internos e ambiente externo permiteenxergar as possibilidades estratégicas passíveis de seremoperacionalizadas.Importância dos sistemas de informação
  6. 6. Obs: Informações são diferentes de conhecimento
  7. 7. Capitalizar recursos internos: aproveitar o que está disponívelHeterogeneidade entre as empresas: dificuldade de elaborarestratégias a partir de modelos (estudar a concorrência nemsempre funciona)
  8. 8. Competências essenciais: recursos intangíveis(a) difíceis de ser imitados(b) essenciais para que a empresa possa prover produtos/serviços diferenciados(c) Essenciais em processos de mudançaNão estão estritamente relacionadas à tecnologia: podemestar localizadas em qualquer função das organizações.
  9. 9. Áreas de Competências EssenciaisOperações (Produção e Logística)Desenvolvimento de ProdutoComercialização (Vendas & Marketing, relacionamento comclientes).Alinhar pontos mais fortes com as estratégias da organização
  10. 10. Competências para a atuação em redesDepende dos tipos de RedesHorizontais (entre organizações)- relaçõessimétricas/recíprocas, união de competências complementarescriando sinergias positivasVerticais (cadeias de suprimento): cooperação em operações(logística, planejamento da produção, controle e qualidade) eco-designComando das redes verticais: grandes empresas que ditampadrões (líderes X seguidoras subordinadas)
  11. 11. Pesquisa com empresas brasileiras detentoras da certificaçãoISO 9001 e 9002460 empresas respondentesFoco em marketing/vendasBoa parte atua de forma isolada, ao contrário das subsidiáriasde multinacionaisPosicionamento desvantajoso em redes para P&D,desenvolvimento ou adaptação de produto/processo, vendas emarketingMaior parte são fornecedores de componentes de produtosfinais e serviços, que visam o corte de custos
  12. 12. Relações horizontais das empresas pesquisadasAlianças estratégicas, concentradas nas áreas de química,equipamentos/máquinas e eletrônica.Campos de maior intensidade tecnológicaEmpresas com competências internacionalmentereconhecidas podem buscar relações com ganhossustentáveis para ambas as partes.Presença de pequenas e médias subsidiárias demultinacionais: indica que as empresas nacionais nãooferecem as competências requeridas pelas líderes.
  13. 13. Sistemas de inovação: necessidade de formar capital humanoem diferentes organizações visando conseguir maior domíniosobre as tecnologias.Produção, vendas, condições infra-estruturais e sociais dosistema, organização e gestão das plantas, firmas, unidadesde negócios e empresas, e até sobre a dinâmica do próprioEstado
  14. 14. Como constituir a capacitação para aprendizado e geração decompetências?a) Sistema educacional formal, somados a educação não-formal e de criação cultural de igual importância;b) “sistema” de aprendizagem organizacional em empresas,organizações civis e agência governamentais: acervos dec) mobilidade intra e internacional de recursos humanos dealto nível propiciada pela internacionalização dos processosde P&D e dos processos de inovação tecnológica conduzidospelos governos e pelas empresas, em especial pelas grandescorporações globalizadas.Brain drain ou brain gain?
  15. 15. Educação tradicional: visava proporcionar um acervo cognitivobásico e habilidades genéricas ao vasto contingente detrabalhadores qualificados e semiqualificados a seremempregados nas ocupações operacionais do “chão de fábrica”e serviçosEducação superior: elitizada
  16. 16. Século XIX (Alemanha/EUA):ensino técnico em diversos níveisAproximação com a indústria: linhas de pesquisa conectadascom áreas bem definidasDesaparece o “modo artesanal” de pesquisa, gestão dainvestigação científica se torna mais complexa e o trabalhode produção científica tende a se dividir e especializarDiversificam-se também os programas de formação.Movimento se intensifica após a II GM, e com as crises dosanos 70/80
  17. 17. EUA (2004): 14,5 milhões de estudantes no ciclo inicial e 500mil na pós-graduação.Ciências e engenharias respondem por 1/3 dos bacharéis, e21% e 63% dos mestres e doutoresEuropa:16 milhões de estudantes no ensino superior.2,1 milhões de pós-graduandos, 560 mil deles em ciências eengenharia e outros 350 mil na grande área de saúde
  18. 18. Erasmus: programa da Comunidade Européia para ocampo da educação superior;Parte de uma iniciativa mais ampla na área educacional, aAção Sócrates II: educação básica, a educação vocacional eas questões de lifelong educationAcordo formulado pelos ministérios da Educação de 30 paíseseuropeus (outros aderiram posteriormente) na chamadaDeclaração de Bolonha em junho de 1999UFABC: projeto pedagógico, incluindo os cursos, disciplinas,grades e estatuto com base no texto Subsídios para aReforma da Educação Superior, produzido pela AcademiaBrasileira de Ciências, e a Declaração De Bolonha
  19. 19. Como incrementar o capital humano de um país?1. Melhorias no sistema nacional2. Estímulos a mobilidade internacionalDe 300 mil estudantes de PG nos EUA, 150 mil são estrangeiros:1. Chineses2. Indianos3. Taiwaneses4. Coreanos do Sul5. Brasil: 10º maior contingente (40 estudantes)RISCOSMaior parte pretende ficar (1/3 dos doutores empregados nosEUA é de estrangeiros, 50,6% dos engenheiros doutores,57,4% dos doutores em ciências da computação)
  20. 20. Ações para a formação de RH avançado no Brasil:Anos 60/70: Planos Nacionais de Desenvolvimento, comPlanos Básicos de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ePlanos de Desenvolvimento da Pós GraduaçãoModernização do sistema de ensino superiorAnos 1960: 100 mil universitários, a maioria em cursos deDireito, Medicina, Engenharia e Formação de ProfessoresPouca pesquisa: reproduzir os conhecimentos codificados decada ramo profissional associado a determinada área deconhecimento
  21. 21. Reformas de 1968: 1,4 milhões de estudantes em 1980Professores: menor crescimentoNecessidade de formar mestres e doutoresInício dos anos 1980: 63,5 mil mestres/doutores, 151 mil em1991, 304,8 mil em 2000, maior parte em ciênciashumanas/sociaisCanalização da demanda para escolas superiores privadasMeados da década de 80: IEs privadas com 60% da matrícula,mas...Engenharias/exatas estavam concentradas nas públicasDécada de 1990: diminuição no ritmo de crescimentoAbertura comercial, diminuição do emprego
  22. 22. Perfil qualitativo dos egressos de graduação e pós-graduaçãoversus novos profissionais técnicos e científicos requeridospelas empresas e pelo setor públicoQuestionamento as atuais políticas de educação superior.Maior parte dos egressos segue carreira acadêmica: 70% dosdoutores em engenharia, 81% em bioquímica, 86% em físicaEntre 1980 e 2000 o número de professores em instituições deensino superior públicas e privadas praticamente duplicou,chegando a 197,7 mil.Maior parte criada nas IESs privadas
  23. 23. Pontos positivos e negativos: BrasilOferta de profissionais de nível superior (satisfatória) vsprofissionais de níveis médios (deixa a desejar)A oferta relaciona-se ao baixo esforço inovativo do país-padrão imitativo. Um novo padrão revelará escassez de RH dealto nível.Necessidade de desenvolver o “capital relacional”, porexemplo, relações universidade-empresa
  24. 24. Pontos positivos e negativos: Brasil70% das empresas: inova comprando bens de capitalSó 16% realizam P&D;70% dos mestres e doutores norte-americanos em ciências"duras" e engenharias vão fazer pesquisa na empresa privada,Brasil: de 30 mil que se formarão em 2008, 300 (1%) irão paraempresas (cenário otimista).
  25. 25. Capacidade de absorção de conhecimentos: função diretada base de conhecimentos (tácitos e codificados) acumuladose com possibilidades de serem mobilizados (competências);Fontes de acréscimos de conhecimentos: P&D “doméstica” oua transferência de tecnologia (aquisição de P&D externa ouacordos de cooperação com outras empresas);Combinação apropriada de fontes, a depender da capacidadede absorção, por uma parte, e dos custos de transação e deaquisição dos novos conhecimentos.
  26. 26. Necessidade de capacitar portadores de conhecimentoscodificados para canalizar esses conhecimentos aosproblemas diários das organizações: aprendizagem deconhecimentos tácitosResistência das empresas em empregar profissionais comlonga e sólida carreira acadêmica.

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