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    Aula3 cts Aula3 cts Presentation Transcript

    • Aula 3: Ciência, Tecnologia e SociedadeRevoluções Industriais e o Capitalismo Contemporâneo Adalberto Mantovani Martiniano de Azevedo Santo André, 02/10/2012
    • Conteúdo da aula1. Pendências (grupos/temas de trabalhos finais). Mapas mentais. Semana Nacional de C&T: atividade da Professora Graciela Oliver2. Aula anterior: Revisão/complementos3. A 1a Revolução Industrial: Empirismo e empreendedorismo4. O surgimento da C,T&I profissional: 2a Revolução Industrial5. Como aconteceu nos países líderes?6. A 2a Revolução Industrial: resultados7. Terceira Revolução Industrial?8. Conclusões
    • Pendências1. Composição/temas dos grupos de trabalhos finais CTS
    • Mapas mentais: Proposta de metodologia para aulaMétodo para construção de uma síntese de idéias sobre umdeterminado assunto, graficamente representado.Contribuições com elementos para os mapas: conta comonota de participação (20% do conceito final).Construção reflexiva e participativa do conteúdo das aulas.Foto será postada no blog (existem softwares para isso, masdadas restrições de tempo não serão utilizados).
    • Mapas mentais: Proposta de metodologia para aula
    • Semana Nacional de C&T: Atividade para os alunos de CTS Ciência, Arte, Tecnologia e Humor Prof. Graciela de Souza Oliver- torre 3, 6o andar, sala 606. graciela.oliver@ufabc.edu.brAberto aos alunos de CTS: Exposição de trabalhos (máx. 6 alunos,expositores receberão certificado de participação). Monitores (4h) em umperíodo: dedutível das 120 hs de atividades complementares.Piso Térreo do Bloco A da UFABC - Santo André. 16 a 18/10, das 08:30 às 20:00Formulário de inscrição:https://docs.google.com/spreadsheet/embeddedform?formkey=dEt5WnluN2JtLUhib3NhZkc0clJXTGc6MQIncentivar alunos de CTS a interagir com a comunidade universitária por meio daprodução artística. Serão aceitos trabalhos de vídeos, charges, quadrinhos,fotografia, colagens, sobre o tema da Semana Nacional de C&T e as discussõessuscitadas em classe. Um dos objetivos é trabalhar o potencial dos alunos comodivulgadores de C&T de maneira lúdica e divertida.
    • Aula anterior: complementosOs Estudos CTS: DeficiênciasSoluções para os problemas tratados? Muita descrição, poucaproposição.Fragmentação: esquemas conceituais e metodológicos nãosão apresentados em uma abordagem integradora, útil parafinalidades propositivas/normativas.Estudos particulares de indústrias, regiões, comunidades eoutros fenômenos muito específicos.Comparar experiências bem sucedidas e fracassos: tendênciaa estudar os “vitoriosos” nas disputas de sistemas de C,T&IFalta de estudos sobre novações incrementais: foco emgrandes mudanças.
    • Aula anterior: complementosQual o seu tipo científico-tecnológico?
    • Aula anterior: complementos Exemplo de participação na C&T: Consultas Públicas (https://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas /index.do) 1.Padrões de dados para e-gov; 2. Suporte à elaboração de projetos básicos de manutenção e operação de instalações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos - Bio-Manguinhos 3. Padrões de equipamentos de infraestrutura de redes sem fio, controladoras de redes sem fio (switch wi-fi) e pontos de acesso (acess point) 4. Instrução Normativa do Software Público 5. Consulta Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a especificação do biodiesel 6. Consulta ANP sobre a utilização de biocombustíveis não especificados (volume- permite-se10 mil litros/mês?)
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Até a 1a Revolução Industrial (início do século XIX):independência entre ciência e inovações tecnológicasIdéias metafísicas dos filósofos naturais tinham pouca utilidadepara os artesãos (cuja atividade era considerada inferior) Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine Hã? corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi!!!
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Tecnologias como traço distintivo da sociedade humana(capacidade de criar) sempre existiramContudo… habilidades manuais/de observação/experiênciaprática transmitida entre gerações vão se tornando insuficientes.Mudanças nas técnicas começam a exigir o conhecimento dosfundamentos dos processos e materiais.2000 A.C.Começa a ser necessário sistematizar o conhecimento: leisnaturais derivadas da observação
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Bases científicas (Século XVII): definição dosmétodos fundamentais do que viria a serciência (Galileu, Bacon)Revolução Científica e Iluminismo (XVIII)Métodos de experimentação hipotéticos-dedutivos e seus instrumentos vão sendoadotados por industriais, mas ainda não segeneralizam. Casos isolados de cientistascom os “pés nos dois mundos” (filosófico eindustrial).Precursora do “entrelaçamento” da C&T emprodutos e processos, que se generalizariana 2a RI como rotina.
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Industriais Empiristas: Newcomen (1663-1729), James Watt(1736-1819), Samuel Crompton (1753-1827), Richard Arkwright(1732-1792)Máquina a vapor: mais empirismodo que ciência, tentativa e erro(termodinâmica viria 50 anosdepois)Melhorias incrementais de técnicas conhecidasMaiores mudanças: sócio-econômicas: surgimento docapitalismo industrial
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Resistência às mudanças: nunca é pacífico, sempre é lentoe gradualLei de 1557: “Os tecelões deste reino queixaram-se aoparlamento de que ricos mercadores manufatureiros instalam emantêm em casa vários teares, entregando-os a operáriosjornaleiros e pessoas sem aprendizagem, em detrimento depobres artesãos que desde a infância aprenderam a arte detecer...ou alugam os teares a preços tão descabidos que nãopermitem aos artesãos a sobrevivência, ou lhes dão um saláriosmenores do que os do artesão pela mão de obra da tecelagem.Assim, para remediar estes danos e prevenir suasconseqüências, o Parlamento decreta que nenhum mercadormanufatureiro possuirá mais de um tear, nem receberá juro,renda ou lucro pelo aluguel de um tear, sob pena de multasemanal de vinte xelins.”
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Poder passa da aristocracia para a burguesia capitalista(continuidade do movimento da Revolução Francesa)Cercamentos (séc XVI): propriedade feudal passa a ser privada,assalariamento e êxodo rural (lã) (aumento da população)Economia agrária-artesanal- economia industrial-capitalistaA era das revoluções (1789-1848)1700- 50 crimes punidos com pena de morte… 1800- 220(roubo, ataque a máquinas…) em 1870 voltaram a ser 2…
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Mudanças técnicasUso de dispositivos mecânicosNovas fontes de energia: de animal/humana/eólica/hidráulicapara carvão (início da era do carbono);Novos materiais;indústria química;metalurgia;Grandes fábricas
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Setores: têxtil, mineração de carvão, metalurgia (ferro)Da lã para o algodão (produto central)Mercado dinâmico, produto para as massasBombas a vapor para secar minas subterrâneas (1698), vagõesem trilhos/canais artificiais para transportar o minério“ ... nas minas de carvão de Newcastle,uma só pessoa pode, empregando umamáquina igualmente surpreendente e simples,alçar quinhentas toneladas de água à altura decento e oitenta pés". (Abade Le Blanc, 1793:“A tour through England, Wales and part ofIreland made during the Summer of 1791”).
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Estradas de Ferro: ganham importância como transporte sóentre 1850 e 1860 (estabelecidas as principais conexões daEuropa Ocidental).Linhas locais surgem na Inglaterra em 1822: demanda por ferroe outros materiais, como vidro e couro. Na década de 1840, foi oestímulo isolado mais importante para a metalurgia e amecânica.Seleção paraa linha Liverpool- Manchester(1829)
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Vapor: fonte de energia possante e dócil, queo homem podia aumentar, produzir,transportar à sua vontade.Onde se encontrasse carvão mineral, amáquina a vapor era viável; na Inglaterra,esse mineral era abundante.Interdependência entre ramos industriais-energia, metalurgia, mineração- criandopontos de contato entre as técnicas.Máquina a vapor dinamizou a metalurgia, cujo aperfeiçoamento permitiu a construçãode máquinas a vapor mais precisas.
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Ferro: Baixa produção e qualidade.Inovações fundamentais:fundição com coque,substituindo o carvão vegetal (1730);pludagem e laminação, comuns já em 1780;jato de ar quente (hot blast) de James Nelson, após 1829.Em fins do século XVIII e início do século XIX, a Inglaterrapossuía a melhor e maior metalurgia da Europa. Contudo, arevolução industrial na siderurgia só ocorreria 50 anos depois dado algodão.
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Fatores econômicos e sociaisRazões da liderança da Inglaterra:Intensificação do comércio colonial: indústria perto de portoscomo LiverpoolLondres, maior cidade da Europa:forte demanda por carvão mineral)1750: 2 cidades com mais de50.000 habitantes (Londres e Edinburgo);1801: 8 cidades, 185129 cidades, 9 com mais de 100.000 habitantes.Revolução política no século XVIII: regime liberal e parlamentar,capitalista (Tratado sobre o Governo Civil, John Locke, 1689;Declaração dos Direitos, 1689 (Revolução Gloriosa na
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Fatores econômicos e sociaisRazões da liderança da Inglaterra:Mercados financeiros, operários especializados, sistema depatentes/proteção da propriedade intelectualPotência naval/militar: monopólioe monopsônioFrota mercante de 6000 navios,100.000 marinheiros; maiormarinha de guerra mundial garantia a “política” mercantilista e aacumulação de capitais: 200 anos de crescimento econômico.
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Fatores econômicos e sociaisRazões da liderança da Inglaterra:
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Oferta de mão de obra (mecanização)Aumento do proletariado…(bem como do escravismo)Mudanças nas relações de trabalho:operário substituívelNovo modelo de negócios exigidopor mudanças no mercado: verticalização da produção(maquinaria) e concentração industrial
    • A 1a Revolução Industrial (RI)“ O povo do abismo” (Jack London)Manifesto do partido comunista:escrito entre 1847 e 1848.“Natureza humana esmigalhada, defraudada, oprimida eesmagada, lançada em fragmentos sangrentos por toda a parteda sociedade. A cada dia da minha vida agradeço aos céus pornão ser um pobre com família na Inglaterra”. Colman, 1845,falando sobre Manchester.
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Alguns números…Produção algodoeira (mundo) entre 1770 e 1780cresceu 700%;1760-1785: 1000% de aumento na produção detecidos (GB): fiação, tecelagem, acabamento…Em 1771, a Inglaterra exportava 4.760.000 librasde algodão; em 1781, 5.300.000; em 1784,11.482.000; em 1789, 32.576.000 libras. Manchester (17.000 hab, em 1760, 180.000 em1830)
    • A 1a Revolução Industrial (RI)Alguns números…1819 Factory Act : proíbe o trabalho de crianças com menos de9 anos; 9 a 16: 72 hs/semana, com 1 e ½ h diária pararefeições;1833 Althorp`s Factory Act : 9 a 13 anos: máximo de 42hs/semana; 13 a 16, 69 h, sem trabalho noturno para menoresde 18.1842 Mines Act : proíbe a mulheres e crianças de menos de 10anos o trabalho subterrâneo; mínimo de 15 anos para operarmáquinas.1844 Graham`s Factory Act : idade mínima reduzida para 8anos; de 8 a 13, máximo de 6 e ½ h/dia; de 13 a 18, e mulheres,máximo de 12 hs; agentes de segurança junto às máquinas.1847 Fielder`s Factory Act : 10 h/dia para menores de 18 anos emulheres.
    • A 1a Revolução Industrial Algumas invenções baseadas no empirismo…1730: tear manual é turbinado pelalançadeira volante- (Flying shuttle),difundida em 1760Década de 1760: filatório(Spinning Jenny) permitiatrabalhar com vários fios deuma só vez; 1768: tear hidráulico (Water Frame), e Mule (década de 1780)
    • A 1a Revolução IndustrialAlgumas invenções baseadas no empirismo… Máquina de movimento circular (1782): vapor passa a ser uma força motriz, com usos potenciais diversos. Inicialmente foi utilizado para foles, laminadoras e martelos a vapor nas metalúrgicas. Tear automático a vapor, patenteado em 1785
    • Um Conto de Natal (Dickens, 1843)Lógica técnica eeconomicista:Desumaniza otrabalhador mastambém o capitalista(Lógica do capital:lucro reinvestido)
    • A 2a Revolução IndustrialFinal do século XVIII- início doséculo XXCapitais acumulados na 1a Revolução IndustrialFrança, Inglaterra, Alemanha e Estados UnidosCientistas deixam de ser amadores/entusiastas, e tornam-seprofissionais financiados pelo Estado/EmpresasEnergia e motores elétricos, químicas orgânica e de sintéticos,motor de combustão interna, dispositivos automotores, indústriade precisão, produção em linhas de montagem, gerênciacientífica.
    • A 2a Revolução IndustrialUniversidades: instituição de exames/certificados para os novosespecialistasComplexidade e aumento de escala sem precedentes:especialização disciplinarAumento de escala: necessidade de conhecer os fundamentosdos processos(Exemplo:Fábrica de Alfred Nobel,inventor da nitroglicerina/dinamite,explodiu em 1864 e matou um de seus irmãos)
    • A 2a Revolução IndustrialExaustão das possibilidades tecnológicas da I RI: métodostradicionais de aprendizado não bastavam para incrementar aprodutividade no nível desejado.Consciente e proposital: ciência torna-se mercadoria.Até então, a maioria dos cientistas buscavam estabelecerverdades metafísicas sobre o universo via filosofia natural,desprezando a pesquisa aplicadaNovo sistema de produção em que aciência e a engenharia se tornamfundamentais: conhecimento básico defenômenos relacionados amoléculas, gases, luz, magnetismoeletricidade, materiais, ...
    • A 2a Revolução IndustrialDomínio global dos processosAperfeiçoamentos feitos fora da fábrica (laboratórios, plantas-piloto, protótipos)Em uma fábrica a vapor que consume 1 t de carvão por minuto,a racionalização é crucial…Adoção de novas tecnologias(eletricidade, química)por antigas indústrias(papel, borracha, vidro, cerâmica, couro, óleos vegetais, etc)
    • A 2a Revolução IndustrialComunidades profissionais científicas: 1822 (Alemanha), 1831(GB), 1848 (EUA) 1871 (Fr)Especialização, ensino voltado à aplicação, até entãomenosprezado pelos filósofos naturais: novas demandas“ Laborious Thinkers - Thinkers Laborers”Engenheiro: filho do casamento da ciênciacom as artes práticas, guiado porimperativos científicos e econômicosEra dos “gerentes”de pesquisa:projetos e programas de P&D em equipesTecnologia moderna: capitalismo e eficiência técnica
    • A 2a Revolução IndustrialCorporações: locus de trabalho dosengenheirosMonopolizam conhecimento tecnológico(patentes, RH, equipamentos)Direcionamento do progresso, inclusiveo conteúdo dos currículos universitáriosEngenheiros: letrados nos princípios científicos das tecnologiasinteressantes para os grandes empregadores de cientistasprofissionais
    • Como aconteceu nos países líderes?França1794-95: Instituições de ensino/pesquisa inovadoras (Politécnicade Paris)Pioneiros no ensinode especialidades científicas(química/física)Modelo adotado em outrospaíses da Europa/EUADecadência por volta de 1830, recupera importância no final doséc XIXNicolas Leblanc (1742-1806), Lavoisier, 1743-1794, Gay-Lussac(1778-1850), Louis Pasteur (1822-1895), Mari (1867-1934)(/Pierre (1859-1906) Curie
    • Como aconteceu nos países líderes?InglaterraAcademia de ciênciasdecadente no final do séc. XVIIIe Início do XIX1815: Universidades de Londres/DurhamCientistas trabalhando pela elevação dos padrões1831: British Association for the Advancement of ScienceCharles Darwin (1809-1882), James Maxwell (1831-1879)Aplicações da ciência química desenvolvida a França- Têxteis,Willian Perkin (1838-1907)
    • Como aconteceu nos paíseslíderes?Alemanha/EUACatching up tecnológico:Processo político/socialcaracterizado pela tomada dedianteira tecnológica por paísesque anteriormente estavamatrasados (falling behind).EUA/Alemanha: adquiremliderança em setoresemergentes com fortesramificações em outros setores:indústrias elétrica e química
    • Como aconteceu nos países líderes?AlemanhaInício do século XIX: Reformas de Alexander Von Humboldt(1769-1859), união pesquisa-ensino (equipes)Sistema de ensino técnico/pesquisa aplicada:mão de obra qualificadaAdolph Von Baeyer (1835-1917),apoio da BASFRobert Koch (1843-1910),apoio da HoechstKarl Benz (1844-1929), Gottlieb Daimler (1834-1900): MercedesBenz, patente (1886) do 1o motor de combustão interna
    • Como aconteceu nos países líderes?AlemanhaLiderança em química industrial: Bayer, Hoechst e Basf,laboratórios de pesquisa industrialCorantes orgânicosIntegração de produtos intermediários e finais;Manufatura/reparos de máquinas e equipamentosCooperação em grandes equipese universidades1880: 1/3 de produção mundial de corantes era alemã; 1900: 4/51904: IG Farben (Bayer, Hoechst e Basf)
    • Como aconteceu nos países líderes?Alemanha: Engenharia elétrica1872: Siemens contratouos primeiros físicos para a área;1882: curso de engenhariaelétrica (Technisque Hochschule)Em 1913, a Alemanha detia 34,9% da produção mundial deequipamentos elétricos (USA- 28,9%; U.K.- 16%.)Universidade voltada à pesquisa e ensino, firmas comlaboratórios in house, modelo de ensino técnico e institutosde pesquisa aplicadaGastos públicos : 6 mi de marcos (1860), foram de 53,2 mi(1900)Pessoas em empresas com mais de mil empregados:205.000 (1882); 879.000 (1907).
    • Como aconteceu nos países líderes?Estados UnidosEnsino de ciências aplicadas (RensealerPolytechnic Institute, 1823)West Point: engenheiros treinados em ciências (1850)1846: Yale oferece cursos de extensão1854: Harvard forma seu primeiro engenheiro1861: Massachusetts Institute of Technology (MIT)(Mens etManus)1880: Engenharia elétrica (Cornell, MIT)
    • Como aconteceu nos países líderes?Estados UnidosMorril Act (1862): terras da União a Estadospara escolas de agronomia/engenharia-de 100 (1870) a 4300 diplomados em 1914.Química, física, design eficiente e gerência lucrativa Cientifização dos currículos, foco em design com princípioscientíficos de termodinâmica, hidráulica, materiais- novoscampos da física (solução para os métodos de tentativa e erro)-laboratóriosConflito: Engenheiros práticos X Novos formadosTensão: treinamento na indústria X formalismo acadêmico
    • Como aconteceu nos países líderes?Estados UnidosLaboratórios de empresas (GE, AT&T), treinamentos in houseEmpresas de desenvolvimento de processos (Kellog, UOP)Especialização: cursos de humanidades em engenharias (statusacadêmico e depois, eficiência gerencial)A liberal education gives power over menControle de patentes (Westinghouse cresceu a partir de patentecomprada de Nikola Tesla), Monopólio do conhecimentotecnológico, litígiosThomas Edison (1847-1931, GE), Graham Bell (1847-1922),Willian Burton (1865-1954) laboratórios da Eastman Kodak(1893), B.F. Goodrich (1895)
    • Como aconteceu nos países líderes?Estados UnidosAdministração Científica: maior controle sobre o processo detrabalho, surge entre engenheiros-gerentes das grandescorporações.Sistematizada e apresentada de forma coesa por FrederickWinslow Taylor no início da década de 1880, na siderúrgicaMidvale, na Pensilvânia.Taylor estudou a organização do trabalho e propôs métodos decontrole rigoroso sobre o trabalho, em que a função da gerênciaseria controlar e fixar todas as fases do processo de trabalho,incluindo sua execução, não cabendo ao trabalhador qualquertipo de decisão.
    • A 2a Revolução Industrial: resultadosAlgumas invenções baseadas em ciência…Telégrafo* (1832) de Samuel Morse, EUA- física da eletricidade(Alessandro Volta, 1745-1827;André-Marie Ampère, França,1775-1836)Engenharia química: EUA (diversas aplicações em indústriasnascentes)Dínamo- Michael Faraday (GB, 1791-1867), James Maxwell(1831-1879) Aplicados em escala industrial com a invenção(tecnológica) de Zenobe Gramme (1873, Bélgica)
    • A 2a Revolução Industrial: resultadosAlgumas invenções baseadas em ciência…Exemplo: EletricidadePilha química de Volta (1800); descoberta do eletromagnetismopor Oersted (1820); a formulação da lei do circuito elétrico porOhm (1827); a descoberta da indução eletromagnética porFaraday (1831); gerador de corrente direta comercialmenteviável (1870); desenvolvimento de alternadores etransformadores para a produção e conversão de correntealternada de alta voltagem para aplicações industriais (1880).1880: Thomas Alva Edison, lâmpadaincandescente (e mais 2.332 patentes…)
    • A 2a Revolução Industrial : resultadosAlgumas empresas criadas na época…
    • A 2a Revolução Industrial: : resultadosMaior controle do trabalho;Dificuldade de entrada em qualquer ramo industrial: aumento dotamanho das empresas Submissão da pesquisa científica aos interesses dascorporaçõesAumento da dependência de países que não podem investir emCiência e Tecnologia
    • Terceira Revolução Industrial?Tecnologias de Informação, processamento e comunicação:Microeletrônica, computação (hdwr e sftwr), telecom eoptoeletrônica e genética: anos 80 e 90.Penetrabilidade no tecido da sociedade: realimentação entreinovação e seu usoRapidez (30 anos), alcanceOrigem: anos 50 (transistor de 1,5 cm, 1947, Bell Labs) hoje 1,4bilhão de transistores em uma área de 512 mm2/5,2 GHz, silício1954 e Circuito Integrado (1957) da Texas Instruments, 19171:Microprocessador (Intel, pentium)Computador programável: ENIAC, 1946, 30 t, Universidade daPensilvânia/Exército EUA
    • Terceira Revolução Industrial?Internet: ARPA do Depto de Defesa dos EUA, Arpanet, sistemainvulnerável a ataques nucleares (1969), nós em 4universidades que colaboravam com o Depto de DefesaAberto a outras universidades, evoluíram para redes privadas eauto-geridas, com avanços dependentes do usuário.Capacidade de troca de informações e dadosGenética: início dos anos 70Projeto Genoma: rede mundial, centenas de labsEmpresas (TICs/genética): start ups, spillovers deUniversidades/IpsTICs/genética: intenso debate sobre a regulação
    • Terceira Revolução Industrial?Crise dos 70s: Redefinição do capitalismo (distribuição daprodução e comércio)Driver: descobertas científicas visando aplicação, quedesenvolvem seus próprios paradigmasNovos entrantes: BRICs, Tigres AsiáticosPapel do Estado: articular políticas industriais/tecnológicasRelação entre macroprogramas e iniciativas descentralizadas(empreendedorismo tecnológico)Tecnologias para manipular informação X informação paramanipular a tecnologia
    • Terceira Revolução Industrial?Influência sobre diversos aspectos da vida humana (cultura,lazer, etc.)Lógica do capitalismo em redes: flexibilidade, capacidade dereorganizaçãoSistema altamente integrado: fronteiras vagas entre oscomponentesPode-se falar em um novo paradigma técnico-econômico?(Mudança de uma economia baseada em ativos fixos para umaeconomia baseada em ativos informacionais)?Novos capitais? (Intelectual, Relacional, etc.)
    • As Revoluções Industriais: ConclusõesMudanças são graduaisAvanços geram ganhos compartilhados e dependem de fatoressistêmicosNovos materiais e fontes de energia: motores das revoluções(terceira (??): “desmaterialização”/ “desenergização”)Novo monopólio: além de mercados, conhecimentoscientíficos/tecnológicos (patentes, equipamentos, know how)Práticas corporativas: empresas (maioria das vezes) perenes.P,D&I é fundamental nas estratégias há mais de um século.Por outro lado, pode ser a porta de entrada para novosempreendimentos (Ex, IBM X Apple)
    • As Revoluções Industriais: ConclusõesProgresso científico/técnico (transformação constante)Desenvolvimento econômico (sujeito a crises)Inovações (quase) onipresentes: motores do crescimento
    • As Revoluções Industriais: ConclusõesProgresso técnico: know-how prático, tácitoProgresso científico: conhecimento explícitoAmbos se incorporam em processos e equipamentosProcesso Interativo, de retroalimentaçãoEntender as Revoluções industriais ajuda a entender essarelação, bem como entender os processos de desenvolvimentoeconômico contemporâneos: redes de inovação, papel daeducação técnica, processos de catching up tecnológico, C,T&Ie o desenvolvimento econômico…
    • As Revoluções Industriais: ConclusõesEstudos gerais têm foco em países anglo-saxões: e os países“periféricos”? (Japão, Portugal, China…)Bom tema para trabalhos finaisNovo paradigma técnico-econômico (Informacional)?Outro bom tema…