SLIDE DE TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR
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  • Sou professor do ensino fundamento buscando informações sobre a nova administração gestão democrática e participativa na educação para fazer o trabalho acadêmico o Projeto integrador para o curso técnico em multimeios didáticos .
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SLIDE DE TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR SLIDE DE TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR Presentation Transcript

  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR A administração de empresas TEORIAS ADMINISTRATIVAS desenvolve teorias sobre a organização do trabalho das FUNDAMENTOS CONCEITUAIS E empresas capitalistas, enquanto a HISTÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO administração escolar formula proposições teóricas sobre a No mundo moderno, as organizaçõesorganização do trabalho na escola e no sistema escolar. Em função de surgiram em função da necessidade terem sido criadas para asempresas, as teorias administrativas de o homem atender suas apresentam alguns conceitos que precisam ser repensados, quando necessidades, constituindo-se em uma tentamos aplicá-los à realidade da escola, pois esta é uma instituição das mais marcantes características da que possui certa especificidade em relação às demais organizações sociedade contemporânea. sociais. Vimos também que a escola é umaPROF RIBAMAR CAMPOS 1
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR As teorias administrativas organização diferenciada das demais também podem ser organizações sociais, em função daidentificadas pelo nome de estilo de administração. natureza e especificidade do trabalhoSendo este o conjunto das práticas de planejamento, que produz. organização, direção e Nesta aula, discutiremos outro tema controle. Esse estilo corresponde aos padrões muito importante, visando a ampliar comportamentais habitualmente adotados seu entendimento sobre a naturezano trabalho pelas diversas das organizações. Trata-se das teorias práticas administrativas. administrativas, muitas vezes também chamadas de teorias das organizaçõesPROF RIBAMAR CAMPOS 2
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARou teorias organizacionais, cujo objeto de preocupação maisgeral são as práticas desenvolvidas nas organizações.Elaboradas em momentos históricos distintos e para seremaplicadas em diversas organizações, como empresas, essasteorias acabaram repercutindo sobre a administração escolar.Todavia, é importante reiterar que as teorias administrativas nãodevem ser aplicadas sem uma análise crítica à escola, emfunção da especificidade que esta última apresenta, em relaçãoàs demais organizações (empresas), como foi enfatizado naunidade anterior.PROF RIBAMAR CAMPOS 3
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARDa mesma forma que as concepções de educação – discutidasnas faculdades de educação – vêm evoluindo ao longo dahistória, as teorias administrativas também passaram por umprocesso semelhante, havendo uma variedade grande dessasteorias.Porém, focalizaremos aqui apenas algumas delas com o objetivode ressaltar sua importância para as organizações no mundomoderno. Para alcançar esse objetivo, as agruparemos em duasgrandes abordagens: teorias de natureza prescritiva enormativa, e teorias de natureza explicativa e descritiva.PROF RIBAMAR CAMPOS 4
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARVários são os motivos que justificam a importância dacompreensão das teorias administrativas. Dentre estes,destacamos o consenso entre os historiadores de que mundomoderno é, sobretudo, o mundo das organizações. Aliás, é bempossível que você, em seu trabalho cotidiano, lide com princípiosde algumas dessas teorias, embora nem sempre tenhaconsciência disso ou não consiga relacioná-los às teorias dasquais eles decorrem.Por outro lado, se você parar para pensar, verá que participa edepende, ao mesmo tempo, de diversas organizações –PROF RIBAMAR CAMPOS 5
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAReconômicas, políticas, culturais, religiosas, educacionais etc. Porisso, ao estudá-las, é importante ter em mente que elas possuemalguns princípios:• são produtos de um determinado contexto histórico;• mostram-se dinâmicas e com grande possibilidades deadaptação a situações diversas;• possuem, simultaneamente, um caráter ideológico eprático;• adaptam-se a contextos históricos diferentes, maspreservam determinadas ideias básicas;PROF RIBAMAR CAMPOS 6
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR• revelam, em maior ou menor grau, o elemento daburocracia.Abordagens prescritivas e normativas das teoriasadministrativasAbordaremos neste item três das principais teorias que fazemparte das abordagens prescritivas e normativas: Administraçãocientífica, Teoria clássica das organizações e Escola dasrelações humanas.PROF RIBAMAR CAMPOS 7
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARInicialmente, saiba que essas teorias são assim classificadas porapresentarem um ponto comum: em maior ou menor grau,revelam elementos de natureza prescritiva e normativa paraexplicar o funcionamento das organizações, como veremos maisadiante. Cabe também destacar que essas teorias, apesar deserem do século XIX, ainda hoje podem ser encontradas emmuitas organizações, inclusive algumas de caráter educativo.PROF RIBAMAR CAMPOS 8
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARa) Teoria da administração científicaA Teoria da administração científicarecebeu esta denominação devido ao seu Frederick Winslow Taylor (1856-caráter altamente técnico. Enfatizando as 1915) nasceu nos Estados Unidos e começou sua carreiratarefas dentro da organização, essa profissional como aprendiz de operário de uma oficina mecânica.abordagem procurava, ao mesmo tempo, Sua ascensão profissional foi bastante rápida: em apenas seisreduzir o desperdício e elevar o índice de anos já era engenheiro-chefe de oficinas. Preocupado com aprodutividade. Taylor, seu fundador, era um desorganização administrativa, buscou encontrar maneiras deengenheiro norteamericano que influenciou reverter isso, estudando, por exemplo, o uso do tempo dentroum número muito grande de seguidores, das organizações.PROF RIBAMAR CAMPOS 9
  • O taylorismo é uma TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR doutrina econômica e tecnocrática sobre aorganização do trabalho, destinada a obter o cuja principal preocupação, nas organizações, era máximo de rendimentocom o mínimo de esforço determinar o modo mais eficiente de realizar e no menor espaço de tempo. tarefas repetitivas.Estabelecida no início do século XX por Taylor, De forma geral, esses pensadores defendiam que o essa doutrina defende a especialização de salário do trabalhador deveria ser proporcional à funções em detrimento de fatores humanos, sua produção. Fatores como os mencionadossociais ou psicológicos.Além disso, dá ênfase às acima mostravam que as necessidades básicas do tarefas que foram simplificadas e trabalhador não eram consideradas, e que o padronizadas, com o objetivo de permitir a principal interesse dos patrões eram lucro e especialização dotrabalhador e o aumento acumulação de capital. Esse cenário desanimador dos índices de produtividade. PROF RIBAMAR CAMPOS 10
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARdespertou o interesse taylorista para o estudo científico daspráticas administrativas visando a orientar o trabalho dasorganizações.O taylorismo utilizou o estudo de tempos e movimentos como oprincipal método para padronizar as atividades dentro dasorganizações.De forma sintética, podemos dizer que essa abordagemconsiderava o homem apenas como uma máquina que, seregulada adequadamente, teria a capacidade de realizarPROF RIBAMAR CAMPOS 11
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARatividades de maneira repetitiva e igual. Taylor preocupava-secom a análise metodológica do trabalho, defendendo que cadapessoa dentro da organização – chefe e subordinados – devesaber exatamente o que fazer, e fazê-lo muito bem.Outro aspecto fortemente defendido por Taylor é a separaçãoentre o planejamento e a execução. Veja que esse aspectocompromete e dificulta a articulação teoria e prática nasatividades desenvolvidas pelos membros de qualquerorganização, como, por exemplo, a escola. Essa rígidaseparação divide as pessoas em dois grupos dentro dasPROF RIBAMAR CAMPOS 12
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARorganizações: umas poucas que pensam o que será feito edeterminam as tarefas, bem como a forma de realizá-las e outrasque constituem a maioria, que se limitam a obedecer as ordensque recebem.É verdade que a validade da Teoria científica da administraçãotem sido bastante questionada nas últimas décadas, em funçãode suas limitações para explicar a complexidade dasorganizações e a presença das pessoas dentro delas. Todavia,apesar de seus entraves, essa teoria trouxe grandesPROF RIBAMAR CAMPOS 13
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR contribuições à organização da produção, à medida que mostrou que o trabalho humano pode ser estudado sistematicamente. Jules Henry Fayol (1841–1925) Embora Fayol tenha realizadosuas pesquisas ao mesmo tempo que Taylor, eles não conheciam Vamos analisar outra teoria? os estudos um do outro. Tayloriniciou suas pesquisas a partir do b) Teoria clássica das organizações operário, elevando-o até a gerência, enquanto Fayol fez o A segunda corrente da administração contrário, começando pela administração superior, concentrando-se nos problemas clássica é a Teoria clássica das da administração geral. organizações, desenvolvida em 1916 por PROF RIBAMAR CAMPOS 14
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARseu fundador, o engenheiro francês Jules Henry Fayol (1841-1925). Essa abordagem surgiu frente à necessidade da definiçãode estratégias para administrar as organizações complexas.Diferentemente de Taylor, Fayol concentrou-se nos elementos daadministração superior das organizações, fato que contribuiupara sua adesão aos princípios administrativos definidos numavisão de universalidade. Para ele, o gerenciamento poderia serensinado, com base no pensamento administrativo mais geral.PROF RIBAMAR CAMPOS 15
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARAo longo do tempo, muitas críticasforam sendo amadurecidas tambémem relação à Teoria clássica daadministração. Uma delas refere-seao fato de essa teoria ter sido Elton Mayo (1880-1949)concebida em um momento da A Escola das Relações Humanas teve como fato marcante, para sua instalação, as experiências feitas numa fábricaHistória em que o ambiente no qual em Hawthorne, realizadas por Elton Mayo e seus colaboradores. Essas experiências foramas organizações existiam mostrava- desenvolvidas entre 1927 e 1932 e visavam a analisar os efeitos do cansaço e da monotonia no ambiente de trabalho. Seusse relativamente estável e previsível. resultados mostraram que os fatores sociais e psicológicos relacionados aos trabalhadores podem estar mais ligados à produtividade que às condições objetivas de trabalho, como iluminação ou o próprio salário.PROF RIBAMAR CAMPOS 16
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARSeus princípios revelam-se incompatíveis com as organizaçõescomplexas de hoje em dia, quando os ambientes são muito maisdinâmicos, em função das grandes transformações sociais,políticas e econômicas das últimas décadas.Como você pode perceber, os autores das duas teorias queacabamos de analisar evidenciaram uma preocupaçãofundamental com a construção de um modelo de administraçãobaseado na racionalização e no controle das atividadeshumanas.PROF RIBAMAR CAMPOS 17
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARAssim, deram pouca atenção às relações dos indivíduos nasorganizações, bem como à sua participação.c) Escola das relações humanasVimos que a Administração clássica enfatizou bastante o estudocientífico da organização do trabalho nas organizações. Essalimitação e as mudanças sociais pelas quais passou o mundo noinício do século XX fizeram com que uma nova teoriaadministrativa fosse criada:PROF RIBAMAR CAMPOS 18
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARA Escola das relações humanas, a qual se mostrou preocupadacom o ser humano no interior das organizações. Seu principalrepresentante foi Elton Mayo (1880-1949).A Escola de relações humanas percebia o homem como um sermais complexo do que supunham os pensadores daAdministração Clássica, tendo como princípios básicos:a) necessidade de uma visão mais elaborada a respeito danatureza da motivação humana;PROF RIBAMAR CAMPOS 19
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARb) o ambiente social externo da organização deve receberatenção;c) a organização se caracteriza por ser um sistema socialaberto;d) valores, sentimentos e atitudes possuem papel importantesobre o processo de produção.Dentre as várias conclusões a que a Escola das relaçõeshumanas chegou, a partir dos estudos que desenvolveu,destacam-se aquelas que mostram que elementos como, porPROF RIBAMAR CAMPOS 20
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARexemplo, a especialização de funções e uma rígida supervisãopodem contribuir na diminuição da produtividade dostrabalhadores dentro das organizações. Como você percebe,essa nova teoria mostra-se contrária aos princípios daAdministração científica, vista anteriormente.Veja que o surgimento da Escola de relações humanas foi umaforma de oposição ao pensamento de Taylor e Fayol, jáanalisados, por entender que, dentro das organizações, aspessoas são os elementos mais importantes.PROF RIBAMAR CAMPOS 21
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARNessa lógica, buscou-se demonstrar que o modo como osindivíduos se comportam nas organizações não pode serignorado. Por isso, uma característica marcante dessa teoria ésua ênfase nas pessoas, tentando humanizar as práticasadministrativas da época, defendendo a valorização dos grupossociais, a motivação, a liderança, a participação e, sobretudo, apreocupação com a satisfação no trabalho.Você já deve ter chegado à conclusão que cada teoriaadministrativa possui aspectos positivos e negativos. No caso daPROF RIBAMAR CAMPOS 22
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARteoria ora analisada, é verdade que ela contribuiu com novasformas de se estudar as relações dos grupos dentro dasorganizações.Entretanto, para alguns dos seus críticos, embora mudando avisão sobre o trabalhador dentro da organização – em relaçãoaos defensores da Teoria clássica da administração – oshumanistas procuravam justar os indivíduos aos contextos detrabalho, e não o seu crescimento individual. Decorrem dessacrítica mais geral, outras duas:PROF RIBAMAR CAMPOS 23
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR• tentativa de eliminar os conflitos, ao invés de administrá-los;• idealização de uma visão ingênua e romântica dotrabalhador, como se este fosse feliz, produtivo ecompletamente envolvido na organização.Para concluir a primeira parte desta unidade, apresentamos, aseguir, um quadro-síntese com os principais aspectos das teoriasadministrativas que estudamos até aqui.PROF RIBAMAR CAMPOS 24
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR3.2 Abordagens descritivas e interpretativas das teoriasadministrativas.Como vimos no item anterior, a Administração científica, a Teoriaclássica das organizações e a Escola das relações humanasrevelam, em menor ou maior grau, elementos prescritivos enormativos do comportamento dos indivíduos dentro dasorganizações. Neste segundo item, trataremos de outras teoriasadministrativas, as quais buscam entender o comportamento dosPROF RIBAMAR CAMPOS 25
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARindivíduos dentro das organizações numa perspectiva descritivae interpretativa.a) Teoria comportamentalA Teoria comportamental surgiu comuma abordagem um pouco diferenciadadas analisadas antes, ainda que tenhase estruturado considerando algumas Simon de Alexander de Herbert (1916-2001)ideias da Escola das relações humanas.Ela se inclui entre as teorias descritivas e interpretativas,PROF RIBAMAR CAMPOS 26
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARsobretudo por direcionar suas preocupações para a pessoahumana.O grande expoente dessa teoria foi o economista norte-americano Simon de Alexander de Herbert (1916-2001),sobretudo, por ter assegurado destaque aos limites daracionalidade e ao processo de tomada de decisão. Simonmostrou-se descontente com a administração formal,considerando-a como algo sustentado por meros discursos. Emfunção disso, passou a defender e acreditar em uma ciência que,PROF RIBAMAR CAMPOS 27
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARsegundo seu entendimento, seria capaz de compreender oslados social e racional do homem.Como qualquer outra teoria, a Teoria comportamental revelouinsuficiências e limitações. Apesar disso, mostrou ser possível abusca por uma maior e melhor aproximação entre indivíduo eorganização, com o propósito de encontrar soluções menosconflitantes tanto para um quanto para o outro. Por isso, algunsestudiosos das organizações entendem que, se não fosse osavanços dessa teoria, é possível que ainda nos dias atuais asPROF RIBAMAR CAMPOS 28
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARorganizações revelassem dificuldade em descobrir formas deaproximar as pessoas dentro dos estabelecimentos.Por último, é importante lembrar que, para essa teoria, não ésomente o administrador quem toma as decisões. Ao contrário,ela enfatiza que todas as pessoas dentro de uma organização,em todas as áreas, independentemente de níveis hierárquicos ede situações, estão permanentemente tomando decisõesrelacionadas ou não com o seu trabalho.PROF RIBAMAR CAMPOS 29
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARb) Teoria da burocracia Como já estudamos, a Administração clássica e a Escola das relações humanas possuem aspectos que se opõem, em relação à vida nas organizações. A abordagem que Max Weber vamos discutir agora foi elaborada (1864-1920) considerando elementos dessas duasteorias. Ainda que tenha ganhado força com Taylor e Fayol, aTeoria da burocracia foi sistematizada pelo sociólogo alemãoPROF RIBAMAR CAMPOS 30
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARMax Weber (1864-1920), que realizou aprofundados estudossobre as características organizacionais, focalizando o modeloburocrático.Ao estudar a burocracia, Weber distinguiu três tipos desociedade e de autoridade:• sociedade tradicional (tribo, clã, família e sociedademedieval), na qual predominam características patriarcais, comautoridade histórica, oriunda muitas vezes do poder divino,transmissível por herança ou dinastia;PROF RIBAMAR CAMPOS 31
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR• sociedade carismática (partidos políticos, gruposrevolucionários, nações em revolução), com predominância decaracterísticas místicas e arbitrárias, apresentando umaautoridade que é exercida pela influência pessoal ou pelo poderextraordinário de uma pessoa;• sociedade burocrática (Estados modernos, empresas eexércitos), em que predomina a racionalidade entre meios e fins,sendo a autoridade de natureza técnica e meritocrática.De acordo com a Teoria burocrática, dentro das organizaçõesdeve-se buscar a eficiência máxima por meio da padronização doPROF RIBAMAR CAMPOS 32
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARdesempenho humano. A preocupação exagerada com esseponto levou a burocracia a defender a possibilidade de se prevero comportamento dos indivíduos nas organizações.Veja que, sob esse ângulo, o homem é visto também como umamáquina. Para garantir isso, a burocracia impõe sobre aspessoas uma permanente fiscalização, de forma que asatividades diárias sejam executadas com vigor e dedicação.A burocracia concebe a organização como um sistema fechado,no qual não existem incertezas e onde tudo funciona de formaPROF RIBAMAR CAMPOS 33
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARcalculada. Pense bem: a Teoria da burocracia está pouco oumuito presente nas organizações do mundo atual, como, porexemplo, na escola?Sem dúvida, nossa sociedade é burocrática. Todavia, é precisorepensar, cada vez mais, os princípios dessa teoria,considerando-se as transformações emergentes em nossarealidade.PROF RIBAMAR CAMPOS 34
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARE as críticas à Teoria da burocracia? Uma das críticas maisfortes contra a burocracia nas organizações refere-se à ideia deque há regras e princípios racionais que levam as pessoas acomportarem-se dentro de normas previamente estabelecidas,dando a falsa ideia de que divergências e conflitos não existem.A crítica é formulada no sentido de que essa teoria, ignorando ossentimentos e a motivação, encara as organizações como senelas não existissem seres humanos, mas sim “máquinas”incapazes de usar a razão, a sensibilidade e criatividade.PROF RIBAMAR CAMPOS 35
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR c) Teoria da contingência Como ressaltado anteriormente, oUma das grandes contribuições momento histórico atual caracteriza-se da Teoria da contingência foi a por um período de aceleradas demonstração do princípio de transformações em todas as áreas da que, para administrar umaorganização é preciso encontrar vida humana. No interior das o seu próprio modelo, pois não organizações, essas transformações há uma fórmula pronta e têm exigido novas formas deacabada. Não existe uma regra geral que possa servir para administração e levado ao todas as organizações. Cada questionamento das próprias teorias caso deve ser estudado e administrativas ou organizacionais. desenvolvido, sendo que adinâmica da administração não Veja que, sob esse enfoque, não hápermite que se utilize um padrão igual para todas as como defender a generalização dos organizações. PROF RIBAMAR CAMPOS 36
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARprincípios administrativos para todas as organizações, visto queestas passam por profundas mudanças em tempos e níveisvariados, especialmente quando concebidas como sistemasabertos.Também é importante considerar que, dentro das organizações,cada situação vivida pelos seus membros é única – da mesmaforma que cada escola é única –, não havendo uma formadefinida de organizar um sistema. Essas e outras ideiassemelhantes favoreceram o surgimento de uma outra abordagemdas organizações: a Teoria da contingência.PROF RIBAMAR CAMPOS 37
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARO aparecimento dessa teoria é mais recente. Ela é o resultado demuitas pesquisas desenvolvidas, visando a encontrar estruturasorganizacionais mais eficazes em determinadas circunstâncias.Entre seus principais representantes estão Lawrence e Lorsch,cujos estudos, realizados na década de 1970, objetivavam sabercomo deveriam se comportar as empresas, agindo com eficiênciae determinação, diante das questões tecnológicas e de mercado.PROF RIBAMAR CAMPOS 38
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARUm dos princípios nos quais se fundamenta a Teoria daA Teoria da contingência ou contingência é a não existência deTeoria contingencial defende uma maneira única de asque não há nada de absolutonas organizações ou mesmo organizações melhor funcionarem. Aona teoria administrativa. Para essa teoria, há uma relação contrário, as organizações precisamfuncional entre as condições do ambiente e as técnicas estar sistematicamente sendo administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos ajustadas às condições ambientais, já objetivos de qualquer que não há nada de absoluto na organização. origem ou princípios de organização. Veja como essa ideia – a ausência dePROF RIBAMAR CAMPOS 39
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARverdades absolutas – é importante para a educação, bem comopara a escola.A partir dessa ideia, a referida teoria procura avançar em relaçãoàquelas vistas anteriormente, defendendo que as condições doambiente é que causam transformações no interior dasorganizações. Nesta linha de raciocínio, seus defensoresrealizaram diversos estudos objetivando melhor entender anatureza e o funcionamento das organizações no mundo atual.PROF RIBAMAR CAMPOS 40
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAREm linhas gerais, as principais conclusões destes estudosforam as seguintes:• as organizações apresentam certa diferenciação (divisãoda organização em subsistemas);• ao se relacionar com o ambiente externo, a organizaçãodivide-se em unidades, sendo cada uma destas responsávelpor tratar com parte das condições externas fora daorganização;PROF RIBAMAR CAMPOS 41
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLAR• na proporção que crescem os sistemas, estes sediferenciam em partes, onde o seu funcionamento deve serintegrado para que todo o sistema seja viabilizado.Por último, chamamos a atenção para o fato de que a Teoria dacontingência parece propor certa precaução em relação àsreceitas normativas e prescritivas, que sugerem, de maneiraindiferenciada, o comportamento da organização.Elas trazem a ideia de que, dentro das organizações, não hánada de absoluto: tudo é muito relativo e contingencial. NaPROF RIBAMAR CAMPOS 42
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARescola também temos uma realidade assim: não está pordefinitivo e acabado, pois tudo está por fazer!E a escola, o que tem a ver com tudo isso?Caro(a) aluno(a), sem dúvida, apesar da especificidade de sua“produção”, discutida ao longo de sua vida, a escola vem sendoinfluenciada pelo pensamento administrativo. Por isso, do pontode vista da organização e gestão educacional no Brasil, épossível identificar tendências históricas dessa influência.PROF RIBAMAR CAMPOS 43
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARDe acordo com Teixeira (2003), essas tendências sãobasicamente três: tendência conservadora, tendênciademocrática e tendência gerencial. Vejamos como cada umadessas tendências se caracteriza em relação à gestão da escola.A tendência conservadora é identificada, em nosso país, noperíodo entre 1930 a 1970 e tem suas raízes no modelotradicional da organização escolar: burocrática, hierarquizada,rígida e formal. Esse modelo enfatiza a obediência às normas,valorizando a obediência às regras e ao formalismo, emdetrimento, por exemplo, do aperfeiçoamento profissional.PROF RIBAMAR CAMPOS 44
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARObserve como essa tendência da administração escolar mantémrelações com as teorias que discutimos no início desta unidade –Administração científica e Teoria clássica.A segunda tendência – democrática – manifesta-se no Brasil apartir da década de 1980, mediante o surgimento dosmovimentos sociais. Em geral, ela se opõe às ideias técnico-funcionalistas (conservadoras) predominantes nas décadasanteriores. Essa tendência perceberá a escola como umaorganização em constante construção; um espaço público noPROF RIBAMAR CAMPOS 45
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARqual devem ser expressas as opiniões e interesses dos diversosgrupos que formam a escola.Em relação à terceira tendência – gerencial – a mesma autoraesclarece que esta é mais recente, tendo surgido nos anos de1990, substituindo o eixo da democratização pelo discursoadministrativo - economicista.Em linhas gerais, podemos dizer que essa tendência busca nãoa qualidade do ensino, mas, sobretudo, a qualidade dogerenciamento da escola, em suas diversas áreas de atuação,além de enfatizar o controle dos processos escolares.PROF RIBAMAR CAMPOS 46
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALTHUSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado: notasobre os aparelhos ideológicos de Estado. 2. ed. Rio de Janeiro:Graal, 1985.ALVES, Rogério Pacheco; GARCIA, Emerson. Improbidadeadministrativa.Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2002.APPLE, Michael W. Educação e poder. Porto Alegre: ArtesMédicas, 1989.PROF RIBAMAR CAMPOS 47
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.AZEVEDO, J. M. L. de. A educação como política pública:polêmicas do nosso tempo. Campinas/SP: Autores Associados,1997.BARROSO, João. (org.). O estudo da escola. Porto: Porto, 1996.BOBBIO. Norberto. Dicionário de Política. 8. ed. Brasília: EdUnB,1995.BORDENAVE, Juan E. Díaz. O que é participação. São Paulo:Brasiliense, 1995.PROF RIBAMAR CAMPOS 48
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARBRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 38. ed. SãoPaulo: Brasiliense, 1996.BRASIL – CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA,1988.CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. Riode Janeiro: Campus, 1993.D´ÁVILA, J. L. Piôtto. A crítica da escola capitalista em debate.Petrópolis: Vozes, 1985.PROF RIBAMAR CAMPOS 49
  • TEORIAS ADMINISTRATIVAS E GESTÃO ESCOLARDELGADO, José Algusto. O princípio da moralidadeadministrativa e a Constituição Federal de 1988. Revista dosTribunais, n. 680/34, 1992.DONNELLY, James; GIBSON, James; IVANCEVICH, John.Administração: princípios de gestão empresarial. 10. ed. Lisboa:McGraw-Hill, 2000.DOURADO, Luiz e PARO, Vítor Henrique (orgs.). Políticaspúblicas & educação básica. São Paulo: Xamã, 2001.ENRIQUEZ, Éugène. A organização em análise. Petrópolis/RJ:Vozes, 1997.PROF RIBAMAR CAMPOS 50