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Eta Baino Porreta - Matéria sobre Dida no Zero Hora de Porto Alegre - 15.09.2013

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Matéria do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre – RS, sobre o goleiro iraraense Dida, que no momento da publicação joga no Grêmio, trata da carreira de Dida, chama atenção para os contrastes no comportamento do goleiro, com relação ao seu perfil diferente no ambiente de trabalho e nos seus momentos de férias e ainda desta o cordel “Dida: o goleiro que passou a perna no juiz ladrão”, de autoria de Kitute de Licinho. Acesse aqui a reprodução da versão impressa do jornal.

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  1. 1. ZH EsportesFALE COM Ticiano Osório - ticiano.osorio@zerohora.com.br ☎ (51) 3218-4351 Editores: Diego Araujo - diego.araujo@zerohora.com.br esportes@zerohora.com.br DOMINGO, 15 DE SETEMBRO DE 2013 ☎ (51) 3218-4727 m folhetim de cordel no agres- te baiano faz de Dida um cabra porreta que defende dois, três, quatro pênaltis marcados pelo árbitro da- nado que vende resultado. Em versos, a história Dida, o Goleiro que Passou a Perna no juiz ladrão é contada pela região onde o jogador do Grêmio nasceu há quase 40 anos e encanta o povo nordestino fascinado pelas proezas do seu herói,como nestas rimas: “Pra delírio da torcida E a morte do juiz Dida arregalou o olho E foi de novo feliz Ao adivinhar o canto E Rosendo com espanto Gritou:“– Fio de meretriz!!” Rosendo é o juiz no livreto de 15 páginas do poeta popular Kitute de Licinho (veja ao ladoosversosdedicadosaDida),cordelistada pequena Irará,a cidade de onde o goleiro é natural e da qual jamais se desligou.Situa-se a 130quilômetrosdeSalvador,pertodaSan- to Amaro de CaetanoVeloso,em direção ao Interior,jádeixandoasaragensdoRecôncavo eentrandonadurezadosertãobaiano. Não há férias em que o filho da terrinha deixe de se abancar na casa dos pais,Isalti- no e Celice,e ali permanece como um chefe de clã ao lado da mulher Lúcia e dos filhos Luís Miguel,oito anos,e Helene Vitória,12. Servem-lhe farinha de tapioca e maturi e reúnem um batalhão de 40 parentes na casa dosSilvanobairrodeMangabeira. A cidade é da época das capitanias, dos governadores-gerais,e as fachadas barrocas ainda estão lá.Se Salvador foi colonizada em 1510, Irará é de 1717, quando expedições paulistas recém deixavam Laguna para po- voaroRioGrande. Seu Isaltino, que antes morava na roça, hoje está no centro dos 28 mil habitantes. – Quando o Dida vem aqui,vira atração em toda região,não só em casa – explica a cunhada Fabiana Marques, porta-voz da família em Irará, já que o rapaz vive num mutismo imperturbável, detesta falar com quem não lhe é próximo. Conceder entrevistas,então,nem pensar. Fica aperreado com enxeridos. Pois o goleiro que hoje conquista a sim- patia da torcida na Arena, um dos mais vitoriosos dos últimos 20 anos, penta pela Seleção de 2002, bi da Copa das Confede- rações, do mundial de Clubes, da Liga dos Campeões,títulos do Italiano,Copa da Itália, CopaAmérica,Libertadores,Brasileirão,no- me na seleção de todos os tempos do Milan, esse cara ainda curte férias com o mesmo diletantismo de criança. Veja a seguir como ele se transforma quando está em casa. jones.silva@zerohora.com.br PorKitutedeLicinho (...)Didaagarravabem Nãodeixavapassarnada Jáaostrintadosegundo Vendoacoisaapertada AchandoDidaotário Rosendoosalafrário Marcoufaltainventada Poisnaentradadaárea Numajogadanormal Oladrãoapitoupênalti Correupramarcadacal Atorcidalogoquis Pegaraquelejuiz Debaixodepedraepau Atacantepracobrança Chutoucommuitafirmeza Opovofechouoolho Iaentrarcomcerteza MasDidacomoumsanto Foibuscarbemlánocanto Efezabeladefesa Ojuizmandouvoltar Atorcidaenlouqueceu ERosendoalegava: “-Ogoleirosemexeu! Vaiterquebaterdenovo Eunãoligopr’essepovo Vaiterquebaterdenovo Quemmandaaquisoueu!” Openalfoibembatido Didadefendeuvalente Rosendodesesperado Dizqueelefoiprafrente: “–’Sódigoquearegraéclara’ Euqueroveressecara Pegaressanovamente!” Pradelíriodatorcida Eamortedojuiz Didaarregalouoolho Efoidenovofeliz Aoadivinharocanto ERosendocomespanto Gritou:“–Fiodemeretriz!!” (...) Rosendosaiucorrido Dacidadeedamorte Atorcidaosurrou DoCruzeiroatéoCorte GraçasaogoleiroDida Cadaboladefendida Acabouasuasorte Jones Lopes da Silva SEGUE >
  2. 2. 30 Esportes/GRÊMIO DOMINGO,15DESETEMBRODE2013ZERO HORA nos festejos de São João que o cir- cunspectoDidaseesbalda.Nanoi- te de 24 de junho,em companhia da família,ele se junta a um bloco famoso da sua cidade de Irará,o Jeguerê,e sai a brincar aosomdeumtrioelétricoemmeioaoarras- tãodopovaréu. Os convites para desfilar no alto do carro de som como celebridade,ele declina.Segue no chão em companhia do seu pessoal,gente festeiratípicadamisturacabocla,portuguesa enegradaBahia.Atéporqueobommesmoé aproveitar as quadrilhas no entorno e curtir astendascomdocesetabuleirosdeacarajé. –ElemelevouumavezaIrará.Euvicomo o cara fica à vontade com a sua gente.Sorri, dá uns passinhos e até fala um pouquinho – diverte-se o ex-atacante Edilson,o destra- melado colega do Corinthians campeão bra- sileirode1999edoMundialdaFifaem2000. Para conviver melhor,Dida comprou um sítio na frente da casa dos velhos.A inten- ção era acolher as cinco irmãs (uma médi- ca e uma professora),dois irmãos e quatro cunhadas, todas professoras, como Fabia- na Marques: – Ele acaba mesmo é passando o dia com todo o mundo na casa dos país.É muito ape- gadoaosseus. Também Serginho, ex-lateral-esquerdo com quem Dida conviveu durante oito anos noMilan,conheceuocontentamentodoami- goquandopertodosparentes. –As férias de meio de ano na Europa faci- litavam a vinda aos festejos de São João.Ago- ra,asituaçãoédiferente–explicaSerginho. Isso é verdade.Desde que voltou a jogar no Brasil,nãohácomoacompanharafunçãode junho.Muito menos os folguedos da padro- eira Nossa Senhora da Purificação dos Cam- pos na última sexta-feira de janeiro,época da lavagem da escadaria da igreja,do samba de rodaedosblocosdesujos. Nesses,afamíliaparticipa,elenão. Este ano,o goleiro não viajou a Irará du- rante a folga da Copa das Confederações, tinha de se reapresentar no Olímpico qua- tro dias antes de São João.E nem se amofi- nou por isso. Cioso no trabalho, Dida é do tipo que chega uma hora antes dos treinos e sai uma depois. Para compensar,quando o Grêmio enfren- tou o Bahia em agosto,dona Celice,irmãos e cunhadas o visitaram naArena Fonte Nova, comoemoutrasvezesforamvê-lonaItália. – O Dida bancou a viagem dos parentes paraMilão? – Não,que nada.Pagamos do nosso bolso, trabalhamos todos, a gente tem condições – responde Fabiana,o que revela o perfil da família. Nos 10 anos em que jogou na Europa, o goleiro colheu glórias atrás de um silêncio desenxabido,embora fosse sociável e respei- tadoportodos. Cafu e Serginho eram a sua turma no con- domínio reservado aos jogadores do Milan no bairro de San Siro.Quando o ex-volante Émerson chegou ao Roma,Dida o incluiu no círculodeamizadesvisitando-onasfolgas. – Não lembro de uma entrevista dele na Itália – esforça-se Émerson,de oito anos pas- sadosnaItália. O silente só se expressa no trabalho. Dá bronca na zaga,conversa o suficiente na con- centração e,nos pagodes,fica por perto,em- boradelado,cantarolando. Para desentocá-lo do silêncio,os mais che- gados o chamam de Nelson.Sabem que ele não gosta e por isso provocam a reação de NelsondeJesusSilva. Quando caçoam de sua cidade,ele repete umafraseorgulhosaearretada: – Temos três personalidades em Irará: o tropicalista Tom Zé,a apresentadora Glória Mariaeeu. Apelido é alusão ao Dida alagoano que foi do Flamengo e da Seleção Brasileira Bem cedo o pai de Dida foi trabalhar em Maceió e levou a família.Vem daí o apelido de criança. Intrépido goleiro dos campi- nhos do agreste, acabou batizado em alu- são ao atacante Dida, ídolo alagoense que foi 10 da Seleção antes de Pelé e 10 do Fla- mengo antes de Zico. Didinha ralou na várzea,no Lagoa da Ca- noa,enabasedoCruzeirodeArapiraca. Por essa época,lia coleções da revista Pla- carnalojadeumalfaiateconhecidonoclube, e se apaixonou por caldinhos de mocotó no bar de um amigo em Lagoa – o que cultiva atéhojequandovisitaAlagoas. Ao Vitória, em Salvador, ele chegou aos 16anosesubiuaos19,jáacaminhodoporte de1m95cmherdadodoavôOtaviano. ApósdoisanosnoBarradãoeumvicebra- sileiro chegou em 1994 ao Cruzeiro.Venceu quatro Mineiros,a Copa Brasil de 1996 e fe- chou o gol no título da Libertadores de 1997. Na renovação de contrato,porém,sentava-se diantedosdirigentes,ouviaapropostacalado evoltavadepoisrecusandoaoferta. Por fim, forçou a saída para o Milan, e a torcidacruzeirenseoinsultou. Dida com amigos nas festas do bloco Jeguerê em Irará, na Bahia Ao lado, com Kitute, autor do cordel de Dida. No detalhe, até o jegue mascote do bloco lembra o goleiro da Seleção Marcílio Cerqueira,arquivo pessoal Kitute de Licinho,arquivo pessoal
  3. 3. 31 Esportes/GRÊMIO DOMINGO,15DESETEMBRODE2013ZERO HORA BRASILEIRÃO, 21ª RODADA, 15/9/2013 GRÊMIO ATlÉTICo-MG Dida; Gabriel Rhodolfo Bressan; Pará Riveros Ramiro Zé Roberto Alex Telles; Vargas Barcos Técnico: Renato Portaluppi Victor Marcos Rocha Leonardo Silva Réver Júnior César; Pierre Josué Ronaldinho Gaúcho Fernandinho Tardelli (Luan); Jô Técnico: Cuca 18h30min Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique (RJ), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Rodrigo Henri- que Corrêa (RJ). Ingressos: Arquibancada Norte, R$ 40 (esgotados), Gramado Sul, R$ 80; Gramado Leste/Oeste Corner, R$ 100; Gramado Leste/Oeste Centro, R$ 120; Gold Fundo Sul, R$ 150; Gold Centro, R$ 160; Quarto Nível Norte/Sul, R$ 80; Quarto Nível Corners R$ 90; Visitante, R$ 80. Local: Arena do Grêmio. O jogo no ar: a Rádio Gaúcha abre a jornada esportiva às 16h. Acompanhe o minuto a minuto em www.zerohora.com/jogoaovivo Ronaldinho no caminho do Grêmio No dia em que completa 110 anos, o Grêmio tenta alcançar a oitava vitória em nove jogos e consolidar- se ainda mais no G-4. Sem Kleber, suspenso,o time enfrenta o Atlético- MG, em jogo que poderá quebrar o recorde de público naArena. A marca em jogos oficiais ainda pertence a Grêmio e LDU, do Equa- dor, em janeiro, pela Libertadores: 41.461 torcedores. Em amistosos, o maior contingente foi na inaugura- ção, em dezembro, com cerca de 60 mil pessoas. A ausência de Kleber é suprida pela volta deVargas,depois da exitosa pas- sagem pela seleção chilena,com dois marcados contra a Espanha.No meio, Riveros substitui a Souza,preservado pordesgastefísico. Alex Telles é de novo o ala esquer- do,mesmo com a elogiada estreia de WendellnavitóriacontraoNáutico. Do outro lado, estará Ronaldinho. É ele quem comanda o Atlético-MG, que vem de goleada por 3 a 0 contra o Coritiba e tenta retomar o ritmo que o transformou em campeão da Libertadores. Outra ameaça é Jô, destaque tam- bémnaSeleçãoBrasileira. –A torcida tem todo o direito de fa- zerfesta,aindamaispor110anos.Mas o clima não pode entrar em campo –alertaotécnicoRenatoPortaluppi. Com 37 pontos ganhos, o Grêmio tem dois jogos seguidos naArena – o próximo será contra o Santos,quar- ta-feira – para mostrar de vez que, mais do que vaga na Libertadores, sonha com o título. serginho Ex-Milan, que jogou com Dida Ficamos tão amigos em Milão que hoje ele me procura no Rio e acabei negociando a ida dele para o Grêmio. O Émerson também ajudou. Ele falou com o Luxemburgo sobre o Dida. Um cabra de Irará na seleção de todos os tempos do Milan O começo de Dida em San Siro foi tão ruim que os italianos o emprestaram ao Corinthians. Foi quando defendeu dois pênaltis batidos pelo são-paulino Raí, nas semifinais do Brasileirão de 1999 – levaria uma das três notas 10 concedidas pela Re- vista Placar nos anos 90. Em seguida, pegaria uma cobrança de Anelka, do Real Madrid, no Mundial de Clubes de 2000, e se consagraria na fi- nal decidida nos pênaltis contra o Vasco: agarrou a pancada de Gilberto e, gigante, forçou o erro de Edmundo.Foi o único em campo que não vibrou com o título mun- dial.Ficou ali,altissonante. – Não comemorou mesmo,nem no chu- te de Raí, nem no de Edmundo. Ele é as- sim.Ainda teve a grandeza de confortar o Edmundo,que ficou desolado.O que vocês não sabem é que, depois, ele festejou aos gritos no vestiário – conta Edilson,seu co- lega corintiano daquele momento. Quando Milan e Juventus decidiram a Liga dos Campeões em Manchester, Dida defendeu as cobranças de pênaltis de Tre- zeguet,Zalayeta e Pablo Montero. Na única vez em que dois grandes ita- lianos foram à final da Liga,o herói foi um cabra desafetado de Irará. – Eu acertei uma cobrança no ângulo do Buffon (goleiro da Juventus) naquela final. Sei o que é aquilo. É a maior pressão do mundo, mas o Dida parecia não se abater – conta Serginho. Dona Celice viajou do sertão até Man- chester. Ela viu no Old Trafford o filho pe- gar os três pênaltis. Ele não se avexou. Ela quase teve um troço. Curioso é que Dida tomou dimensão planetária em plena terra de goleiros – na Itália dos senhores Gigi Buffon,Dino Zoff,Zenga,Pagliuca,Lido Vieri,Sebastia- no Rossi e Lorenzo Buffon.Ainda assim, o irarense é o terceiro goleiro mais longe- vo no Milan (291 jogos, de 2000 a 2010), atrás de Rossi (330,de 1990 a 2002) e Lo- renzo (300,de 1949 a 59). Na quinta-feira,um site inglês montou a seleção de todos os tempos do Milan e co- locou Dida na reserva de Rossi. A carreira na Seleção não lhe foi tão jus- ta.Dida é o único goleiro negro que dispu- tou Copa depois de Barbosa, o sacrificado pela derrota no Maracanazo de 1950.Dian- te de amigos,ele comentou a respeito. Engrandecido pela Libertadores com o Cruzeiro, ele chegou em 1997 a titular da Seleção. Tinha 24 anos. Jogou com Zé Ro- berto, à época no Real Madrid de Seedorf. Em 1998, sua primeira Copa, coube-lhe a reserva de Taffarel,o milagreiro dos pênal- tis do tetra – e tudo se acabou na convul- são de Ronaldo. Quando Felipão assumiu, usou Marcos de titular e assim venceu o penta no Japão. Dida foi campeão,mas na reserva. Passado o efeito São Marcos de 2002, finalmente ele seria o goleiro da Seleção de Carlos Alberto Parreira até a Copa da Alemanha. Mas viu seu amigaço Ronaldo Nazário se esvair em suor na luta contra o peso em Konigstein. Não bastasse, Zidane ergueu uma cobrança de falta para a área, Roberto Carlos parou e,à queima-roupa,o francês Henry despachou o Brasil. Dida, Zé Roberto e Seedorf se abraçaram no gramado da Arena Eliminado em Frankfurt, Dida embar- cou rápido para a Bahia sem conseguir uma Copa como titular.Como Barbosa. A filarmônica de Irará, que ele ajuda a manter,não tocou suas retretas. Dois anos após deixar o Milan, quando parecia havia largado a profissão,o goleiro retomou a vida pela Portuguesa e chegou ao Grêmio. No Brasileirão, contra o Cru- zeiro,voltou à saga dos pênaltis e defendeu com as luvas Reusch a cobrança de Ever- ton Ribeiro.A torcida, que antes oscilava em favor de Marcelo Grohe, agora lhe é simpática.Manteve crédito mesmo depois de errar diante deWalter,do Goiás. – Dida está muito bem com a família em PortoAlegre – revela a cunhada,de Irará. No dia 13 de julho,ao final da vitória so- bre o Botafogo na Arena, Seedorf, 37 anos, foi cumprimentar Dida, 40 anos em 7 de outubro. Conheciam-se do Milan. Zé Ro- berto,39,juntou-se a eles. Durante cinco minutos os três se abra- çaram sozinhos no meio do gramado sob chuva fina e trocaram confidências em gestos de camaradagem como se quises- sem fazer tudo de novo. vampeta Volante que começou com Dida no Vitória O Dida vai ser o homem mais rico do cemitério: o Nelson Jesus não abre a mão para nada. Nunca vi um cara mais pão-duro na vida. Aos 18 anos, no Vitória da Bahia: jogou com Vampeta, antes de ser vice do Brasileirão Aos 16 anos, no Cruzeiro de Arapiraca, perto de Maceió: ele se diz meio alagoano A filarmônica de Irará, que recebe ajuda da celebridade local: famosa no sertão baiano Dida assina dedicatória ao clube de Arapiraca em que jogou na várzea quando adolescente Marcílio Cerqueira,arquivo pessoal Marcílio Cerqueira,arquivo pessoal arquivo pessoal Tony Andrade,arquivo pessoal

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