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Diferentes trabalhos que discutem questões relacionadas à formação inicial de professor...
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Subprojeto Pibid-Letras/Ufal

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Subprojeto Pibid-Letras/Ufal

  1. 1. Página 1 de 7 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL – DEB EDITAL Nº 02/2009 – CAPES/DEB PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA – PIBID Detalhamento de SUBPROJETO (Licenciatura) 1. Subprojeto de licenciatura em: Letras-Língua Portuguesa 2. Número de bolsistas de iniciação à docência participantes do subprojeto (de 10 até 24): 3. Número de supervisores participantes do subprojeto: 20 bolsistas 04 supervisores 3. Coordenador de área do Subprojeto: Nome: Profa. Dra. Lúcia de Fátima Santos CPF: 385.124.674-87 Departamento/Curso/Unidade: Faculdade de Letras (FALE) Endereço completo: Residencial Carajás II, Qd. E, 35 Serraria, Maceió, AL CEP: 57.046-700 Telefone: DDD ( 82 ) 3328.7278 e 9992.7854 E-mail: @hotmail.com Link para o Currículo Lattes: ://lattes.cnpq.br/3235342037177115
  2. 2. Página 2 de 7 4. Plano de trabalho Diferentes trabalhos que discutem questões relacionadas à formação inicial de professores de Língua Portuguesa evidenciam a necessidade de redirecionamentos na formação desses professores (cf. KLEIMAN (2001), KEIMAN & MATÊNCIO (2005), OLIVEIRA (2001 e 2006), SANTOS (2002 e 2007), entre outros). Nesse sentido, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) consiste em uma importante iniciativa de efetivação de respostas a dificuldades apontadas nesses trabalhos de pesquisa, uma vez que, entre seus objetivos, incluem-se a elevação da "qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores dos cursos de licenciatura das instituições federais de educação superior" e a “integração da educação superior com a educação básica”, objetivando incentivar a carreira docente e contribuir para a melhoria da qualidade da escola pública” (Edital Capes/DEB, p.3). Em consonância com os objetivos desse Programa, este subprojeto, intitulado "A formação inicial dos professores de Língua Portuguesa em contextos de leitura e produção de textos," tem como finalidade elaborar propostas acadêmicas que visem a mudanças na formação inicial desses professores em relação ao ensino da leitura e produção de textos de modo integrado com as práticas pedagógicas da educação básica. Também busca-se refletir sobre como os futuros professores tornam-se leitores e produtores relativamente autônomos (cf. ZOZZOLI, 1999, 2002, 2006), bem como orientam práticas de leitura e escrita com esse intuito na realidade local das escolas da educação básica. Desse modo, as práticas de letramento, realizadas nas escolas onde será desenvolvido este subprojeto, serão consideradas tanto como objeto formação quanto de ensino e pesquisa. Para efetivação desse plano, este subprojeto terá a colaboração de professores da Faculdade de Letras (FALE) e de alunos do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (PPGLL). Visando à integração entre áreas do conhecimento, este projeto contará também com a colaboração de professores dos cursos de Dança, Música e Teatro. Os bolsistas terão oportunidade de vivenciar a proposta defendida neste subprojeto através do desenvolvimento do seguinte plano de trabalho: 1. Pesquisa, leitura e discussão do referencial teórico-metodológico que fundamenta o subprojeto; 2. Descrição minuciosa da realidade das escolas conveniadas sobre as práticas de leitura e escrita dos alunos; 3. Análise dos dados obtidos sobre a realidade das escolas; 4. Acompanhamento e registro em diário de campo das aulas de Língua Portuguesa; 5. Participação em oficinas de leitura e produção de textos, integradas com as atividades de música, dança e teatro; 6. Participação na elaboração de material didático e planejamento das aulas com os professores, de acordo com o que está previsto no projeto político-pedagógico das escolas; 7. Colaboração na criação de um circuito de leitura e produção de textos de diferentes gêneros discursivos nas escolas; 8. Coordenação do empréstimo de livros do circuito de leitura;
  3. 3. Página 3 de 7 9. Elaboração de relatórios e artigos sobre as experiências vivenciadas no subprojeto; 10. Apresentação dos resultados do subprojeto nas escolas e na universidade, como também em eventos da área de Língua Portuguesa. 5. Nome e endereço das escolas da rede pública de Educação Básica (enumerar todas as participantes do subprojeto institucional) Nº de alunos matriculados na escola considerando apenas o Nível de Licenciatura1 Último IDEB (quando houver) Nome Escola Estadual Professor Rosalvo Lôbo 2005 – 2,3 / 2008 – 3,2 Endereço Av Castelo Branco, S/N – Jatiuca – Maceió/AL Nome Escola Estadual Ovídio Edgar 2005 – 2,8 / 2008 – 2,7 Endereço Rua José Lobo de Medeiros, s/n – Tabuleiro dos Martins – Maceió-AL Nome Escola Estadual Professora Margarez Maria Santos Lacet 2005 – 2,5 / 2008 – 2,4 Endereço Rua Santo Antonio, S/N - Tabuleiro dos Martins – Maceió/AL Nome Escola Estadual Moreira e Silva 2005- 1,8 / 2008 – 2,8 Endereço Avenida Fernandes Lima, s/n – Farol – Maceió/AL *Inserir linhas de acordo com a quantidade de escolas. 6. Ações Previstas • Seleção dos bolsistas; • Sistematização e análise dos dados sobre a realidade das escolas; 1 Para efeito deste Edital, são três os níveis de licenciatura aplicáveis: (a) ensino médio, (b) ensino fundamental e (c) complementar
  4. 4. Página 4 de 7 • Reunião entre coordenadora, professores colaboradores, supervisores, professores das escolas e bolsistas para planejamento e discussão sobre atividades que serão desenvolvidas nas escolas conveniadas; • Reuniões sistemáticas com todos os sujeitos envolvidos com a pesquisa (professores das escolas, supervisores, bolsistas, coordenadora e professores colaboradores) para planejamento de atividades e avaliação do processo; • Realização de oficinas e seminários sobre questões teórico-metodológicas relacionadas com os temas do projeto; • Realização de intervenções pedagógicas inovadoras através de atividades planejadas com a coordenadora, bolsistas, professores e alunos dos cursos de Dança, Música e Teatro, supervisores e professores das escolas; • Implantação de ações nas aulas de Língua Portuguesa com o objetivo de integrar teoria e prática; • Produção de material didático para utilização nas aulas; • Levantamento dos recursos da tecnologia da informação e da comunicação disponíveis nas escolas que possam ser utilizados nas aulas; • Produção de artigos com análise de dados das experiências vivenciadas no subprojeto; • Realização de seminários para divulgação nas escolas e na universidade das ações desenvolvidas neste subprojeto. 7. Resultados Pretendidos 1. Integração da formação inicial dos professores com a educação básica do sistema público; 2. Melhoria do ensino de Língua Portuguesa na educação básica; 3. Constituição dos futuros professores como leitores e produtores autônomos; 4. Melhoria da qualidade das ações acadêmicas na formação dos futuros professores de Língua Portuguesa; 5. Integração entre as áreas de conhecimento nos cursos de licenciatura da universidade e também entre as disciplinas da educação básica. 8. Cronograma específico deste subprojeto Atividade Mês de início Mês de conclusão Levantamento e análise dados sobre a realidade das escolas conveniadas março/10 junho/10 Estudo e discussão sobre o referencial teórico- metodológico junho/10 dezembro/11 Planejamento e execução de atividades nas escolas agosto/10 fevereiro/11 Elaboração de relatório e socialização dos resultados nas escolas, na universidade e em eventos da área de Língua Portuguesa dezembro/11 março/12 9. Previsão das ações que serão implementadas com a verba de custeio • Elaboração de material didático para o ensino de Língua Portuguesa
  5. 5. Página 5 de 7 • Organização e execução de oficinas didáticas • Participação em congressos acadêmicos • Promoção de aulas de campo 10. Outras informações relevantes (quando aplicável) Justificativa A ênfase dada neste subprojeto à formação dos futuros professores como leitores e produtores de textos com relativa autonomia fundamenta-se em uma visão de linguagem como interação, conforme as reflexões de Bakhtin (1992, 1997). Nesse sentido, leitura e produção são concebidas como processos dialógicos, construídos por sujeitos ativos, em condições sócio-históricas determinadas. Sob essa perspectiva, os textos lidos e produzidos nas aulas de Língua Portuguesa jamais terão meramente um caráter avaliativo, mas constituirão espaços de interlocução entre professores e alunos. Para que práticas com esse propósito sejam efetivadas, pressupõe-se que o professor assuma também a condição de pesquisador. Somente observando e refletindo sobre a sua prática, os professores terão condições de propor alternativas teórico-metodológicas do lugar de sujeito ativo. Posicionando-se desse lugar, acredita-se que esses professores orientarão práticas de leitura e produção que incentivem a formação de leitores e produtores autônomos. Nesse sentido, a proposta do PIBID de motivar a iniciação à docência trará benefícios para as práticas de ensino no âmbito da universidade, como também para a prática dos professores da educação básica. Com as alterações motivadas por esse Programa para a melhoria na formação dos futuros professores, haverá, consequentemente, benefícios na formação dos alunos desses professores. Outro dado relevante desse Programa é incentivar o envolvimento dos professores acerca da reflexão de dados que partam de dentro da sala de aula, na realidade de cada escola. Essa, inclusive, é uma das orientações básicas das investigações sobre ensino e aprendizagem de línguas. Como lembra Moita Lopes (1996, p.165): “... somente a compreensão do que ocorre na sala de aula pode produzir conhecimento, fundamentado em dados sobre como o aluno aprende, e o professor ensina.” Nesse sentido, o projeto de formação de professores aqui proposto vem também suprir uma lacuna importante sobre a articulação efetiva da educação superior com a educação básica. Metodologia De modo correlacionado com os objetivos do PIBID de “proporcionar aos futuros professores participação em experiências metodológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar” (Edital Capes/DEB, p.3), todas as ações de leitura e produção de textos previstas neste subprojeto visam a uma metodologia que conjugue teoria e prática. Assim, em todas as etapas do projeto serão adotados procedimentos etnográficos (ERICKSON, 1985) e da pesquisa-ação (BARBIER, 2002; THIOLLENT, 2000). Tal como se espera de um projeto com esse enfoque, tem-se como propósito documentar detalhadamente os eventos cotidianos e identificar os significados atribuídos a eles por todos os sujeitos envolvidos no processo, na condição de participantes ou de observadores. Em sala de aula, as singularidades dos fatos do cotidiano, no decorrer do processo de aprendizagem, permitem que professor e alunos redimensionem o trabalho desenvolvido em busca de novas reflexões. Isso somente é possível porque, nessa proposta de projeto, o plano de trabalho é aberto e flexível, como também são complexas as relações nele envolvidas. Assim, a sequência entre as etapas não obedece a um princípio de rigidez, podendo acontecer, por exemplo, de o bolsista ou o professor da disciplina apresentar a necessidade de inserir atividades não previstas no planejamento inicial das atividades, a partir da interpretação de
  6. 6. Página 6 de 7 informações obtidas em uma primeira etapa do projeto. De acordo com essas orientações metodológicas, busca-se propiciar aos bolsistas e supervisores integrantes desta pesquisa participações em experiências de reflexão e ações inovadoras sobre a prática docente de ensino de leitura e produção de textos de forma integrada com a realidade de cada contexto escolar. Nesse sentido, todas as atividades realizadas no encaminhamento do projeto (leitura e discussão de temas relacionados ao projeto, observação participante, produção de textos, oficinas, entre outras) visam à autonomia relativa dos sujeitos envolvidos. Somente assumindo esse lugar de sujeito autônomo é que os professores poderão propiciar um ensino que encaminhe a formação de alunos leitores e produtores de textos reflexivos, possibilitando uma melhoria das práticas de ensino de Língua Portuguesa na educação básica. Nesse sentido, a participação dos bolsistas neste subprojeto dará subsídios a eles para articular teoria/prática e desenvolver orientações metodológicas importantes para a sua formação como docente em diferentes atividades, principalmente nos seminários e oficinas. As oficinas serão ministradas tanto pelos alunos bolsistas quanto pela coordenadora deste projeto, professores colaboradores da FALE e dos cursos de Dança, Música e Teatro. Essas oficinas atenderão a diferentes objetivos. Haverá oficinas para os bolsistas, professores e supervisores das escolas com o objetivo de interferir na formação dos professores que já atuam nas escolas e dos futuros professores, como também nos problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem dos alunos da educação básica. Referências bibliográficas: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 2ª ed. Traduzido por Maria Ermantina G. G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1997. BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. 6ª ed. Traduzido por Michel Lahud e Yara F. Vieira. São Paulo: Hucitec, 1992. ERICSON, Frederick. Qualitative methods in reserach on teaching. In: WITTROCK, M. (org.). Handbook of research on teaching. Nova York: Macmillan, 1985. KLEIMAN, Ângela B. & MATENCIO, Maria de Lourdes (orgs.). Letramento e formação do professor: práticas discursivas, representações e construção do saber. Campinas: Mercado de Letras, 2005. KLEIMAN, Ângela (org.). A formação do professor: perspectivas da Lingüística Aplicada. Campinas (SP): Mercado de Letras, 2001. MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Oficina de lingüística aplicada: a natureza social e educacional dos processos de ensino/aprendizagem de línguas. São Paulo: Mercado de Letras, 1996. OLIVEIRA, Maria Bernadete F. de. Revisitando a formação de professores de míngua materna: teoria, prática e construção de identidades. Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, v.6, n. 1, p.101-117, jan.-abr. 2006. OLIVEIRA, Maria Bernadete F. de. Os discursos da escola e a construção de processos identitários de professoras de Língua Materna. Trabalhos de Lingüística Aplicada, Campinas, n.38, p. 19-28, jul.- dez.2001. SANTOS, Lúcia de Fátima. Produção de textos na universidade: em busca de atitudes ativas e táticas. Maceió: UFAL, 2007. Tese (Doutorado em Lingüística), Faculdade de Letras, Universidade Federal de Alagoas. SANTOS, Lúcia de Fátima. Do aprisionamento na gaiola a uma tentativa de vôo: a relação entre leitura, produção de textos e gramática no curso de Letras. In: ZOZZOLI, Rita (org.). Ler e produzir: discurso, texto e formação do sujeito leitor/produtos. Maceió: EDUFAL, 2002, p. 47-57.
  7. 7. Página 7 de 7 THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2000. ZOZZOLI, Rita Maria D. Leitura e produção de textos: inter-relação teoria e prática. Leia escola, Campina Grande, v.6, n.especial, p. 125-138, 2006. ZOZZOLI, Rita Maria D. Atividades de reflexão gramatical na sala de aula e autonomia relativa do sujeito. In: LEFFA, Vilson (org.). A interação na aprendizagem de línguas. Pelotas, EDUCAT, 2003, p. 27-46. ZOZZOLI, Rita Maria D. Compreensão e produção responsivas ativas: indícios nas produções dos alunos. In: ______(org.). Ler e produzir: discurso, texto e formação do sujeito leitor/produtos. Maceió: EDUFAL, 2002, p. 17-45. ZOZZOLI, Rita Maria D. O processo de constituição de uma gramática do aluno leitor e produtor de textos: a busca da autonomia. Trabalhos em Lingüística Aplicada, Campinas (SP), n. 33, p. 7-21, jan.- jun. 1999.

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