CUIDADOS CONTINUADOS 
Dora Palma 
Faculdade de Ciências Médicas – 13 Setembro 2005
Porquê falar de Cuidados Continuados?
Porquê falar de Cuidados Continuados? 
Desafios: 
• Aumento da susceptibilidade para a doença 
• “Desfamilização” (Lenoir)...
Criação da rede de Cuidados Continuados 
• Decreto-Lei n.º 281/2003 de 8 de Novembro
O que são Cuidados Continuados? 
Objectivos: 
1. Melhorar a acessibilidade da pessoa com perda de 
funcionalidade a cuidad...
Princípios: 
1. A família como elemento central 
2. Humanidade 
3. Continuidade de Cuidados 
4. Proximidade de cuidados 
5...
Definição 
“Os cuidados de saúde prestados a cidadãos com perda de 
funcionalidade ou em situação de dependência, 
em qual...
Componentes essenciais 
• Articulação entre os diferentes tipos de serviços 
• Continuidade de cuidados 
• Actuação multid...
Actualidade dos Cuidados Continuados 
• Comissão para o Desenvolvimento 
dos Cuidados de Saúde às Pessoas 
Idosas e às Pes...
Qual o lugar dos Cuidados Paliativos? 
Problema de Saúde Pública: 
• Incapacidade provocada por este tipo de 
doenças 
• I...
O que não são Cuidados Paliativos 
• “Não há nada fazer!” 
• Curar (e o cuidar?) 
• Cuidados Paliativos = fase agónica ?
Cuidados Paliativos 
• Sempre presentes 
• Aceitação da morte como um processo natural 
• Valorização da qualidade de vida...
Os Cuidados Paliativos em Portugal 
• “Plano Oncológico Nacional 2001-2005” 
(Resolução n.º 129/2001 do Conselho Nacional ...
“Velhice não é só decadência. 
É crescimento. 
Ao compreendermos a morte, 
aprendemos a viver melhor a vida.” 
Morrie Scha...
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  • Conquistas:
    Melhoria das condições de vida/sanitárias/saúde das populações
    Aumento da esperança de vida
    Envelhecimento da população
    Diminuição da natalidade
  • OMS: doenças crónicas como principais causas de morbilidade e mortalidade (doença cardíaca isquémica, doenças cerebrovasculares, doenças pulmonares crónicas e neoplasias)
    Implicações na autonomia, qualidade de vida
    Aumento da taxa de emprego nas mulheres e das taxas de divórcio
    Diminuição do tamanho das famílias e das responsabilidades nas relações familiares
    Aumento da proporção de pessoas idosas a viverem sós: taxas mais elevadas de pobreza
    Em Portugal...
  • Local privilegiado
    Respeito na prestação de cuidados
    Recuperação global e multidisciplinariedade
    Na Comunidade
  • Abril 2005: criação da Comissão (identificar problemas e necessidades actuais, proposta de revisão da legislação actual)
    Unidades em continuidade com os internamentos hospitalares
    Modalidade 1 (agudização ou na sequência de internamento hospitalar)
    Reabilitação
    Tratamentos ou procedimentos invasivos
    Ajuste terapêutico diário
    Enfermagem presencial 24 horas
    2. Modalidade 2 (recuperação das funcionalidades e potencialização de capacidades)
    Controlo de sintomas (não possíveis de realizar no domicílio)
    Reabilitação/fisioterapia
    Cuidados de natureza curativa e paliativa
    Ajuste de terapêutica semanal
    Enfermagem diurna presencial e nocturna de chamada
    3. Modalidade 3
    Regime de internamento e de unidade de dia
    Unidade de Dia/Centro de Dia
    Apoio domiciliário
  • Fase agónica (fase que precede a morte):
    Falência multiorgânica
    Falência controlo de esfíncteres
    Alterações no estado de consciência
    Dificuldade progressiva na ingestão e deglutição
  • PLANO ONCOLÓGICO
    Capítulo VII: dedicado aos Cuidados Paliativos (formação de equipas, estabelecimento de critérios para as UCP)
    PLANO NACIONAL DE LUTA CONTRA A DOR
    36 Unidades de tratamento de dor, distribuídas de forma irregular
    Direccionado para dor física e não global
    REDE NACIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS
    Direccionado para a recuperação global e manutenção da funcionalidade do doente crónico
    Inclui reabilitação, cuidados geriátricos e paliativos
    UCP:
    IPO do Porto
    Serviço de Medicina Paliativa do Hospital da Cova da Beira, no Fundão
    IPO Coimbra
    Unidade de Medicina Paliativa da Santa Casa da Misericórdia da Amadora
    Santa Casa da Misericórdia de Azeitão
    Cuidados Continuados do Centro de Saúde de Odivelas
    PROGRAMA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS
  • Longa caminhada pela frente: equipa multidisciplinar, aproveitamento de recursos, formação, mudança de mentalidade (idosos, trazer a morte à vida)
  • 12485423 cuidados continuados_apresentacao_13set_251

    1. 1. CUIDADOS CONTINUADOS Dora Palma Faculdade de Ciências Médicas – 13 Setembro 2005
    2. 2. Porquê falar de Cuidados Continuados?
    3. 3. Porquê falar de Cuidados Continuados? Desafios: • Aumento da susceptibilidade para a doença • “Desfamilização” (Lenoir) • Problemas de recursos e de acessibilidade
    4. 4. Criação da rede de Cuidados Continuados • Decreto-Lei n.º 281/2003 de 8 de Novembro
    5. 5. O que são Cuidados Continuados? Objectivos: 1. Melhorar a acessibilidade da pessoa com perda de funcionalidade a cuidados adequados. 2. Prevenir situações de dependência, de acordo com um plano individual de intervenção complementar de recuperação global.
    6. 6. Princípios: 1. A família como elemento central 2. Humanidade 3. Continuidade de Cuidados 4. Proximidade de cuidados 5. Qualidade e eficácia nos cuidados prestados 6. Cumprimento dos princípios éticos
    7. 7. Definição “Os cuidados de saúde prestados a cidadãos com perda de funcionalidade ou em situação de dependência, em qualquer idade, que se encontrem afectados na estrutura anatómica ou nas funções psicológica ou fisiológica, com limitação acentuada na possibilidade de tratamento curativo de curta duração, susceptível de correcção, compensação ou manutenção e que necessite de cuidados complementares e interdisciplinares de saúde, de longa duração.” Decreto-Lei n.º 281/2003 de 8 de Novembro, artigo 5º
    8. 8. Componentes essenciais • Articulação entre os diferentes tipos de serviços • Continuidade de cuidados • Actuação multidisciplinar • Prioridade na manutenção do utente no domicílio
    9. 9. Actualidade dos Cuidados Continuados • Comissão para o Desenvolvimento dos Cuidados de Saúde às Pessoas Idosas e às Pessoas em Situação de Dependência Unidades de Cuidados Continuados: 1. Pós-agudo, Convalescença e Reabilitação 2. Longa Duração 3. Permanente
    10. 10. Qual o lugar dos Cuidados Paliativos? Problema de Saúde Pública: • Incapacidade provocada por este tipo de doenças • Impacto na pessoa, família, comunidade, sistema de saúde • Potencial de prevenção do sofrimento associado às doenças
    11. 11. O que não são Cuidados Paliativos • “Não há nada fazer!” • Curar (e o cuidar?) • Cuidados Paliativos = fase agónica ?
    12. 12. Cuidados Paliativos • Sempre presentes • Aceitação da morte como um processo natural • Valorização da qualidade de vida (e de morte) • Controlo de sintomas • Abordagem multidisciplinar • Início precoce
    13. 13. Os Cuidados Paliativos em Portugal • “Plano Oncológico Nacional 2001-2005” (Resolução n.º 129/2001 do Conselho Nacional de Oncologia) • “Plano Nacional de Luta contra a Dor” (Portugal.Direcção-Geral da Saúde, 2001) • “Rede Nacional de Cuidados Continuados” (Decreto-Lei n.º 281/2003 de 8 de Novembro) • “Programa Nacional de Cuidados Paliativos” (Despacho Ministerial de 15 de Junho de 2004)
    14. 14. “Velhice não é só decadência. É crescimento. Ao compreendermos a morte, aprendemos a viver melhor a vida.” Morrie Schartz
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