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Vacinação Animal

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Higiene Sanidade Animal (trabalho 1º ano, Enfermagem Veterinária)

Higiene Sanidade Animal (trabalho 1º ano, Enfermagem Veterinária)

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  • Resumos (folha A4 a entregar na mesma altura que o cd) i) TÍTULO - O Título deverá ser preciso e indicativo e deve ser digitado a negrito e centralizado, ii) AUTORES - Deverá ser escolhido o “nome de guerra” de cada autor (Ex.: Costa J R) Os nomes dos vários autores devem ser separados por uma vírgula, centralizados e a negrito, ii) FILIAÇÃO - A filiação deverá estar centralizada e a negrito, na linha seguinte à dos autores e conotada a cada autor por uma chamada numérica sobrescrita. Indicar a instituição e o endereço profissional dos autores e não o vínculo com a instituição ou profissão. Informar o endereço eletrónico do autor responsável. iii) CORPO - O corpo do resumo deverá ter no máximo 450 palavras, em formato Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento simples. Deve resumir os objectivos, material e métodos, resultados e conclusões e não deve incluir referências. Quadros deverão explicativos por si mesmos e colocados no final do texto. Cada um terá seu título completo e será caracterizado por dois traços longos, um acima e outro abaixo do cabeçalho das colunas; entre esses dois traços poderá haver outros mais curtos, para agrupamento de colunas. Não há traços verticais. Os sinais de chamada serão alfabéticos, recomeçando de a em cada Quadro; as notas serão lançadas logo abaixo do Quadro respectivo, do qual serão separadas por um traço curto, à esquerda. Referências , que só incluirá a bibliografia citada no trabalho e a que tenha servido como fonte para consulta indireta, deverá ser ordenada alfabeticamente pelo sobrenome do primeiro autor, registrando-se os nomes de todos os autores (em caixa alta e baixa), o título de cada publicação e, abreviado ou por extenso (se tiver dúvida), o nome da revista ou obra, usando as instruções do “Style Manual for Biological Journals” (American Institute for Biological Sciences) e/ou “ Bibliographic Guide for Editors and Authors” (American Chemical Society, Washington, DC.).
  • Transcript

    • 1. VACINAÇÃO ANIMAL Enfermagem Veterinária Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Grupo nº 1 Adelaide Farias nº 1634 Pedro Carvalho nº 1637 Higiene e Sanidade Animal I
    • 2.
      • Organização Internacional de Epizootia (O.I.E.)
      • A O.I.E. é uma organização intergovernamental criada por uma convenção internacional de 25 de Janeiro de 1924, constituída por 28 países. Em Março de 2004, a O.I.E. contava com 166 países membros e a sua sede fica em Paris. As incursões da peste bovina na Europa e particularmente a epizootia que se produziu na Bélgica em 1920, foram o motivo pelo que se criou a Organização Internacional de Epizootia em 1924.
      Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 3. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Vaccinae (de vaca) Adjectivo do latim
    • 4. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 5. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Raiva Cólera Tuberculose Carbúnculo Bacteriano
    • 6. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária 1950 Vallée Waldman Frenkel Capstik
    • 7. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Vacinação Animal
    • 8. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Vacinação Única medida, disponível para prevenir doenças infecciosas. Vantagens Único método disponível Prevenir, Curar Ausência espectros virais
    • 9. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Ambiente Aumentar bem estar animal Prevenção sofrimento causado pela doença Consequente tratamento curativo
      • Resistência aos antibióticos
      • Resíduos nos alimentos
    • 10. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Vacinas Prevenir infecção Prevenir sinais clínicos da doença Produzir imunidade estéril
    • 11. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Animais vacinados / infectados Animais previamente vacinados (distinção) Vacinas DIVA + Testes diagnostico
    • 12. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • As razões para desenvolver vacinas veterinárias agora são múltiplas: 
      • Para proteger a saúde dos animais - Para eliminar / erradicar uma infecção, 
      • Para melhorar o bem-estar animal,
      • Para proteger a saúde pública,
      • Para proteger os consumidores de alguns riscos que podem estar ligados a produtos derivados de animais produtores de alimentos, 
      • Para proteger o ambiente e a biodiversidade, 
      • Para evitar a emergência de agentes patogénicos resistentes a drogas disponíveis, 
      • Promover uma agricultura sustentável. 
    • 13. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 14. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Politica dos 3 R`s
    • 15. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • As vacinas, ao contrário dos tratamentos terapêuticos, são a melhor maneira de evitar o sofrimento dos animais, uma vez que impede a doença evitando a necessidade de abate, como parte da implementação do abate sanitário.
      • Além disso, devido à curta vida de muitos animais de produção, só precisam de ser vacinados uma vez, enquanto que os tratamentos geralmente exigem intervenções repetidas.
    • 16. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Outra área de melhoria do bem-estar animal é o uso de vacinas para imunocastração de machos suínos para evitar a castração cirúrgica. O uso de vacinas, nos sistemas de produção animal é muitas vezes também mais ambiental, uma vez que reduz o uso de produtos químicos.
      • De especial interesse é os ensaios realizados na Austrália para reduzir o metano emitido pelos ruminantes vacinando-os contra a Archeobacteria do rumem, embora, infelizmente, isso tem tido pouco sucesso por enquanto.
    • 17. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 18. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • A varíola foi a primeira doença infecciosa extinta da face da Terra pela vacinação preventiva. A história da vacina anti-varíola merece ser relembrada pela magnitude da vitória alcançada e pela esperança que  o método nos trouxe de obter a erradicação de outras doenças infecciosas.
      • Em 1980, menos de 200 anos após a descoberta da vacina, a Organização Mundial de Saúde declarava erradicada a varíola da face da Terra.
      Fig.1: Edward Jenner (1749-1823) varíola humana ( smallpox) varíola bovina ( cowpox )
    • 19. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • A vacina contra a varíola, apesar de suas  particularidades, serviu de inspiração para o  desenvolvimento de uma campanha de vacinação contra outras doenças.
      • “ une maladie, un vaccin”
    • 20. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Fig.2: Decisão do tribunal soberano de Lorraine e Barrois proíbe a inoculação da varíola (1765) Fonte: Reproduzido de Mémoires des vaches et des boeufs publicados por Equinoxe
      • A história da vacina contra a varíola, uma doença do Homem,  desconhecendo qualquer reservatório animal, pode ser resumida  como a substituição da inoculação com varíola humana por inoculação com cowpox, um procedimento de Edward Jenner.
      • A utilização de cowpox é geralmente visto como um  notável avanço.
    • 21. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Fig.3: Histórico tratado sobre os perigos do vacina por P. Chappon, 1803 Fonte: P.-P. Pastoret, colecção pessoal
      • Durante o século XIX tornou-se necessário revacinar, a fim de reactivar a imunidade, uma vez que esta tende a diminuir ao longo dos anos.
      • A necessidade de revacinar complicou a tarefa dos serviços de saúde e a incompreensão por parte do público, obrigando-o a repetir um procedimento ao qual tinham sido levados a acreditar ser permanente.
      • A rápida disseminação por todo o mundo sobre aos resultados da vacina levam os governos a tomar medidas favoráveis para que se reduzam os efeitos devastadores da epizootia nas suas populações.
    • 22. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Fig.4: Retrato de Louis Pasteur (1822-1895) em 1865
      • Ao observar a origem das vacinas modernas é inevitavelmente um  confronto com a lenda de Louis Pasteur, que apresenta uma imagem de um homem de génio.
      • De facto, ao rastrear o caminho de sua investigação científica, é  fácil identificar quem fez o seu trabalho possível e  cujos nomes foram apagados por sua glória.
      • Ele obteve informações de profissionais e especialistas veterinários, agrónomos, cirurgiões, agricultores e vaqueiros.
      • Destes, os veterinários e criadores desempenharam um papel preponderante.
    • 23. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • ‘ We now have virus vaccines. These vaccines can
      • protect against death, without being lethal themselves”
      • Na época ele tinha apenas duas vacinas disponíveis, sendo que ambas foram vacinas veterinárias, uma ave doméstica contra a Cólera e outra contra o Anthrax (carbúnculo). Os Veterinários foram tradicionalmente muito envolvidos na tentativa de encontrar formas de prevenir as doenças que iam desfalcando os rebanhos.
      • A descoberta dos micróbios, a demonstração de sua patogénica, particularmente, a sua cultura em laboratório preparou o caminho para o desenvolvimento de novas técnicas de prevenção, enquanto que ao mesmo tempo, fornece modelos animais necessários para experiencias na medicina humana.
    • 24. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Fig.5: Louis Pasteur com a sua equipa em 1894 Da esquerda para a direita (atrás): Eugène Viala, Paul Reboud, Marcel Mérieux, Auguste Chaillou, Amédée Borrel, Louis Marmier, Auguste Marie, Andrien Veillon, Ernest Fernbach, Auguste Fernbach. Da esquerda para a direita (frente): Albert Calmette, Louis Martin, Emile Roux, Louis Pasteur, Edmond Nocard, Henri Pottevin, Félix Mesnil Fonte: Reproduzido da Merial (
    • 25. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • “ Se a raiva pode ser atribuída a acção de um organismo microscópico, seria talvez através dos recursos naturais da ciência encontrar um meio de atenuar a acção do vírus da presente  doença e posteriormente colocá-la, em primeiro lugar para proteger os cães e, em seguida, para proteger os seres humanos.”
      • Louis Pasteur (1822-1895)
      •   A pedra principal da ciência Pasteuriana foi a vacina contra a raiva e a colaboração com veterinários foi a prova mais importante.
      • Trata-se de uma vacina humana contra uma doença animal.
      • Os seres humanos só se tornam infectados com um infeliz acidente e não desempenham um papel no ciclo natural da raiva, pois uma vez que o doença se desenvolve num paciente humano, virtualmente nunca é transmitida a outros.
    • 26. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Antraz era uma fonte constante de preocupação para os agricultores confrontados com o gravidade dos surtos que afectavam os rebanhos em pastagem, os chamados champs maudits ( campos amaldiçoados).
      • A equipe de trabalho, com Louis Pasteur tentou atenuar as bactérias em laboratório, comparando diferentes métodos. 
    • 27. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Henry Toussaint, propôs que, se os animais fossem vacinados com sangue aquecido a 55 ° C então eles poderiam sobreviver a outra inoculação letal. Ele imunizou com sucesso cinco ovelhas utilizando esta técnica e aplicou o método laboratorial no campo sendo a prova decisiva.
      • Louis Pasteur sujeitou-se ainda a sua famosa reputação, numa exploração em Pouilly-le-Fort, perto de Paris.
      • No presença de um vasto público constituído por agricultores e veterinários, ele comparou o comportamento dos ovinos vacinados e não vacinados. Inicialmente, a vacina consistiu de uma cultura atenuada pelo simples aquecimento, contudo, discípulos de Pasteur convenceram-no a tomar a precaução de utilizar uma cultura atenuada também contendo um anti-séptico conhecidos por inibir a formação de esporos «o segredo de Pouilly-le-Fort e, dessa forma, salvou o dia.  
    • 28. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Quadro nº 1 * Para esta doença não há método prático para administrar vacinas na vida selvagem Vacinação contra zoonoses de importância económica e social Doença mortal em Humanos Vectores vacinados Vectores não vacinados Raiva Cão, gato, vida selvagem Morcego Influenza (aviaria) Broilers, suínos Pássaros selvagens Encefalite viral Cavalos, suínos Pássaros selvagens Sindroma agudo respiratório Nenhum * Morcego, gato
    • 29. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Tuberculosis
    • 30. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 31. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • A vacinação contra a tuberculose ainda é baseada na  vacina de Calmette e Guérin, BCG, (Bacilo de Calmette e Guérin), fruto da colaboração entre um médico e um veterinário.
      • Em 1882, Robert Koch (1843-1910) descobriu o bacilo  responsável pela tuberculose no ser humano e em bovinos.
      Mycobacterium tuberculosis Mycobacterium bovis
    • 32. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária “ O gado não adquire 100% de protecção, embora todas as precauções tinham sido tomado durante a experiencia.”
      • Em França o primeiro ensaio clínico da BCG tomou local, envolvendo um recém-nascido numa família com um histórico de tuberculose.
      • O pediatra, Weill-Hallé,  administrou várias doses da BCG com uma colher. Confrontados com a perspectiva de uma quase inevitável contaminação, os pais haviam preferido tentar uma vacina desconhecida em vez de ter de enviar a criança para fora de casa.
    • 33. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Durante os anos que se seguiram, a investigação científica foi marcada por uma cruzamento constante entre tuberculose humana e  bovina.
      • Por seu lado, Calmette demonstrou  a redução na mortalidade por tuberculose em crianças vacinadas com a vacina após um acompanhamento de vários anos, sendo a expansão do BCG humana um argumento a favor da vacinação bovina.
      • O uso do BCG  não foi incluída na legislação francesa para a protecção dos bovinos contra a tuberculose, votada em 1933,   e manteve-se ao critério dos agricultores.  
    • 34. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Até a presente data, a vacina BCG em humanos tem continuado a desenvolver uma solitária discussão. Ainda não foi substituída por uma vacina geneticamente modificada, embora várias equipas estão activamente aliciadas na investigação, nomeadamente no Instituto Pasteur em Paris.
      • Devido à sua inocuidade, como claramente demonstrado durante um século de utilização em seres humanos, a BCG também foi pensada como um possível vector, através de  a utilização da engenharia genética, a vacina de antigénios para prevenir doenças que não a tuberculose.
    • 35. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 36. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Fig.6: Gaston Ramon (1886-1963) Veterinário do Instituto Pasteur e posteriormente Director Geral da World Organization for Animal Health (OIE) desde 1949 até 1959
      • Gaston Ramon desenvolveu uma vacina anti-tétano em 1924, constituída pela toxina do tétano tratada com formaldeído e calor, a que ele chamava de 'anatoxin‘.
      • Esta descoberta veio a revelar-se um modelo para muitos aplicações posteriores.
      • Ele propôs também que a eficácia desta "anatoxin" poder ser melhorada através da utilização, dos antígenios específicos, substâncias conhecidas como adjuvantes de imunidade, tais como o hidróxido de alumínio, criando assim a primeira adjuvanted vaccine .
    • 37. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • A utilização destes "anatoxin“ em associação com  hidróxido de alumínio deveriam ser adaptados num programa de vacinação, contribuindo assim para evitar a temida ocorrência na forma de difteria infantil ainda hoje conhecida como " crupe ", que tinha sido há muito tempo uma praga em toda as áreas rurais da Europa, e tétano, uma doença que naqueles dias provaram frequentemente ser fatal quando mesmo as mais superficiais das feridas eram infectadas com o bacilo.
      • Durante a Segunda Guerra Mundial, o doença teve um pesado tributo entre os soldados feridos durante batalhas. Posteriormente,  parece injusto que este avanço fundamental na prevenção de infecções de toxinas não trouxe ao seu descobridor um reconhecimento universal.
    • 38. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Exemplos de Ajuvant: Quadro nº2 Adjuvant Activação do Adjuvant CpG ácido desoxirribonucleico Ovelhas. suínos, macacos, animais de laboratório, Humanos péptidos Animais de laboratório Ácido ribonucleico simples Macacos, animais de laboratório poliphosphonases Ovelhas, animais de laboratório
    • 39. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 40. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Na Europa, a peste bovina foi a principal praga do gado até ao final do  século XIX, quando foi eliminada. Ao mesmo tempo a peste bovina foi introduzida com efeitos devastadores  em África, onde se dizimou em grande escala bovinos e populações de búfalos  ( Syncerus caffer ), juntamente com outros  ruminantes domésticos e muitas espécies selvagens.
      • É notável que foi eliminada da Europa até ao final do século XIX pela simples aplicação de medidas sanitárias, antes da natureza do agente infeccioso ser conhecido.
      • De facto, a capacidade de controlar a peste bovina foi muitas vezes considerada como uma medida  de qualidade dos serviços veterinários do país.
    • 41. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Quando a peste bovina foi reintroduzida na Bélgica em 1920, e novamente eliminada exclusivamente por medidas sanitárias, no espaço de sete meses e sem propagação aos países vizinhos, a história da medicina profilática contra a peste bovina ilustra a evolução do pensamento médico. 
      • O sucesso do isolamento do vírus em cultura de células levou ao desenvolvimento in vitro de uma cepa atenuada e a partir desta, a produção de um vacina segura e altamente eficaz. 
    • 42. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 43. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • A protecção dos rebanhos contra as consequências da febre aftosa tem sido uma preocupação para os criadores de gado ao longo dos séculos,  provavelmente desde a antiguidade. A vacinação é um recente desenvolvimento (entre as duas Guerras Mundiais) na história da exploração animal, e foi precedida por várias medidas alternativas, todas elas orientadas para proteger os animais e as perdas induzidas pela ameaça da doença. 
      • A mais antiga conhecida estratégia utilizada pelos criadores de gado no passado para conferir protecção activa no seu rebanho foi a pratica “aphtisation” logo que o primeiro caso de febre aftosa fosse  observado no rebanho ou na vizinhança.
    • 44. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária O efeito do Programa Nacional de Vacinação em França entre 1962 e 1992. Gráfico nº 1
    • 45. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Gráfico nº 2 Os efeitos comparativos do Programa de Vacinação Nacional em França e na Alemanha.
    • 46. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 47. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • O espantoso desenvolvimento de novas tecnologias leva a que hoje se estude a genética microbiana e animal.
      • Estes estudos possibilitam uma melhor compreensão das vias moleculares da biologia , dos agentes patogénicos no sistema imunitário dos hospedeiros e as inter-relações entre hospedeiro e agente patogénico.
      • As rápidas mutações originadas pelas replicações e recombinações do material genético, da afinidade de certas estirpes em infecções simultâneas provocam a variabilidade antigénica do RNA do vírus.
    • 48. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Entre os vírus que apresentam variabilidade antigénica podemos mencionar a Influenza suína, a Febre aftosa e a Língua azul.
      • Para a eficácia de uma vacinação sobre estes vírus precisamos de recorrer também a programas de vigilância.
      • Dos serótipos circulantes e da sua evolução afim de assegurar que as estirpes vacinais neutralizam o vírus de campo, a O.I.E. estabeleceu regras internas de caracterização de serótipos para que uma rápida vacina se possa obter para comercialização/ autorização.
    • 49. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Por exemplo o aparecimento e a propagação da Língua Azul na Europa intensificaram a avaliação da inocuidade e eficácia das vacinas em particular a protecção cruzada contra cada serótipos e entre eles.
      Figura nº 7
    • 50. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Diagrama que mostra a aproximação Genómica para obter vacinas Figura nº 8
    • 51. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Língua Azul em África / diferentes classificações Figura nº 9
    • 52. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária Localização da Língua Azul no Continente Africano com os intervalos de tempo e o registo dos serótipos. Figura nº 10
    • 53. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • A bioinformática tornou-se uma poderosa  abordagem na concepção de vacinas.
      • O impacto da aplicação da bioinformática no desenho racional de vacinas será muito importante no futuro.
      • Péptidos sintéticos têm sido considerados ser a próxima geração de vacinas, no entanto, existem diversas dificuldades técnicas na utilização de péptidos como vacinas muitos dos obstáculos podem ser superados pela abordagem á bioinformática.
    • 54. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
      • Actualmente, existem muitos desafios nas áreas da saúde animal da doença,  prevenção e erradicação.
      • A Bioinformática pode permitir-nos tomar em consideração todas as informações relevantes, incluindo a diversidade genética dos hospedeiros e patogénicos, para formular vacinas que têm efeitos mais amplos, independentemente das variações.
      • Combinar Genómica, biotecnologia e bioinformática pode nos fornecer um conhecimento mais detalhado para o desenvolvimento de uma vacina. No entanto, as ferramentas e infra-estruturas para facilitar estas aplicações na saúde dos animais  têm ainda de ser totalmente desenvolvidas.
    • 55. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 56. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária
    • 57. Higiene e Sanidade Animal 1 - Enfermagem Veterinária