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SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO .........................................................................................................
1. ESTUDO DE COMPETITIVIDADEDiante de um contexto nacional carente de indicadores da atividade turística, oMinistério do T...
pontos), apesar de expor uma situação mais favorável do que o anterior, aindaevidencia níveis inadequados para a competiti...
2. RESULTADOS2.1 Total geralO índice geral de competitividade refere-se à soma ponderada das 13 dimensõesavaliadas. Consid...
2.2 Infraestrutura geralO Estudo de Competitividade de Destinos Turísticos analisou as seguintes variáveisreferentes à Inf...
2.3 AcessoNesta dimensão foram analisadas as seguintes variáveis: (i) Acesso aéreo; (ii) acessorodoviário; (iii) acesso aq...
2.4 Serviços e equipamentos turísticosA dimensão Serviços e equipamentos turísticos contemplou as seguintes variáveis: (i)...
2.5 Atrativos turísticosNa dimensão Atrativos turísticos, o Estudo de Competitividade analisou as seguintesvariáveis: (i) ...
2.6 Marketing e promoção do destinoNa dimensão Marketing e Promoção do Destino foram analisadas as seguintesvariáveis: (i)...
2.7 Políticas públicasPara avaliar a dimensão Políticas públicas foram considerados os seguintes aspectos:(i) estrutura mu...
2.8 Cooperação regionalO Estudo de Competitividade analisou as seguintes variáveis referentes à CooperaçãoRegional: (i) go...
consideradas questões de sustentabilidade na elaboração destes. A participação dodestino em eventos para a promoção e come...
2.10 Economia localPara avaliar a dimensão Economia local foram considerados os seguintes aspectos: (i)aspectos da economi...
2.11 Capacidade empresarialO Estudo de Competitividade analisou os seguintes quesitos referentes à Capacidadeempresarial: ...
2.12 Aspectos sociaisO Estudo de Competitividade analisou as seguintes variáveis referentes aos Aspectossociais: (i) acess...
2.13 Aspectos ambientaisPara avaliar a dimensão Aspectos ambientais foram considerados os seguintesaspectos: (i) estrutura...
2.14 Aspectos culturaisNesta dimensão foram analisados os seguintes quesitos: (i) produção culturalassociada ao turismo; (...
Resultados consolidadosGráfico 15. Resultados consolidados                                                           ITU  ...
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Comtur ata da reunião de 2010-09-02-extraordinária - fgv - anexo 1 (1)

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Comtur ata da reunião de 2010-09-02-extraordinária - fgv - anexo 1 (1)

  1. 1. ESTUDO DE COMPETITIVIDADE ITU
  2. 2. APRESENTAÇÃOCom o intuito de auxiliar destinos turísticos a analisar, conjugar e equilibrar os diversosfatores que, para além da atratividade, contribuem para a evolução da atividadeturística, o Ministério do Turismo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e PequenasEmpresas (SEBRAE) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) deram início ao Estudo deCompetitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional.Criada em 2007 e aplicada desde então, a metodologia que gera índices em 13dimensões ligadas à atividade turística permite analisar o desenvolvimento de umdestino turístico.A partir do segundo semestre de 2009, e de posse de uma série histórica deindicadores, o Ministério do Turismo optou por realizar o levantamento também emoutros destinos turísticos do Brasil, de forma a permitir que possam contar com umindicador estratégico de sua realidade. Vale ressaltar, contudo, que apesar dessesdestinos terem sido beneficiados pela análise da Fundação Getulio Vargas, esta açãonão implica na sua classificação como Destinos Indutores do DesenvolvimentoTurístico Regional.O presente relatório reúne, portanto, análises referentes às respostas coletadas pelaFundação Getulio Vargas no destino entre os meses de novembro de 2009 e abril de2010. O principal objetivo deste relatório é permitir que os destinos estudadosanalisem seus indicadores em cada uma das dimensões do estudo e possam utilizaressas informações para planejar e desenvolver vantagens competitivas.Sendo esta a primeira edição do Estudo de Competitividade nestes municípios, foramdisponibilizados como informações complementares os indicadores gerais dacompetitividade mais atuais disponíveis, referentes às médias dos 65 destinosindutores e médias dos destinos capitais e não capitais, presentes no Relatório Brasil2009. Esses indicadores podem servir de referência, pois consolidam uma sériehistórica iniciada em 2007. A nova edição consolidada dos resultados do Estudo deCompetitividade (Relatório Brasil 2010), que poderá complementar esta análise, serápublicada no segundo semestre de 2010. 2
  3. 3. SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO ........................................................................................................ 21. ESTUDO DE COMPETITIVIDADE ........................................................................... 42. RESULTADOS ......................................................................................................... 6 2.1 Total geral ................................................................................................. 6 2.2 Infraestrutura geral .................................................................................... 7 2.3 Acesso ...................................................................................................... 8 2.4 Serviços e equipamentos turísticos ........................................................... 9 2.5 Atrativos turísticos ................................................................................... 10 2.6 Marketing e promoção do destino ............................................................ 11 2.7 Políticas públicas ..................................................................................... 12 2.8 Cooperação regional ............................................................................... 13 2.9 Monitoramento......................................................................................... 14 2.10 Economia local ........................................................................................ 15 2.11 Capacidade empresarial .......................................................................... 16 2.12 Aspectos sociais ...................................................................................... 17 2.13 Aspectos ambientais ............................................................................... 18 2.14 Aspectos culturais ................................................................................... 19 Resultados consolidados ........................................................................................ 20 3
  4. 4. 1. ESTUDO DE COMPETITIVIDADEDiante de um contexto nacional carente de indicadores da atividade turística, oMinistério do Turismo (MTur) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(SEBRAE) solicitaram à Fundação Getulio Vargas (FGV) a elaboração de um estudocapaz de captar e monitorar a evolução da atividade turística de destinos turísticos aolongo do tempo. Em 2007, foi criada a metodologia dos indicadores deCompetitividade de Destinos Turísticos, aplicada na primeira edição do Estudo deCompetitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional.Para realizar este estudo, pesquisadores da Fundação Getulio Vargas permanecemuma semana em cada destino aplicando um questionário com mais de 600 perguntascapazes de captar dados primários e secundários em 13 dimensões - Infraestruturageral, Acesso, Serviços e equipamentos turísticos, Atrativos turísticos, Marketing epromoção do destino, Políticas públicas, Cooperação regional, Monitoramento,Economia local, Capacidade empresarial, Aspectos sociais, Aspectos ambientais eAspectos culturais.Todas as perguntas que integram as 13 dimensões do questionário compõem o índicede competitividade do destino, ou seja, mensuram a capacidade crescente de umdestino de gerar negócios nas atividades relacionadas com o setor de turismo,de forma sustentável, proporcionando ao turista uma experiência positiva.Com base nas informações coletadas, atribuíram-se pontos às perguntas e pesos àsvariáveis, gerando notas para cada dimensão. Utilizou-se, por sua vez, um conjunto depesos na ponderação das dimensões, que resultou em um índice global decompetitividade do destino.Foram considerados cinco níveis, numa escala de 0 a 1001, para a análise dosresultados. O primeiro nível (0 a 20 pontos) refere-se ao intervalo em que os destinosapresentam deficiência em relação à determinada dimensão; o segundo nível (21 a 401 Para o posicionamento em níveis segundo a escala proposta, foi utilizado critério dearredondamento das pontuações. Por exemplo: se situada entre 20,1 e 20,4, a mesmaposicionou-se no nível 1 (entre 0 e 20 pontos); no caso de ter-se situado entre 20,5 e 20,9, foiclassificada no nível 2 (entre 21 e 40 pontos), e assim por diante. 4
  5. 5. pontos), apesar de expor uma situação mais favorável do que o anterior, aindaevidencia níveis inadequados para a competitividade de um destino em relação àdimensão; o terceiro nível (41 a 60 pontos) configura situação regularmentesatisfatória; o quarto nível (61 a 80 pontos) revela a existência de condiçõesadequadas para atividades turísticas; e o quinto nível corresponde ao melhorposicionamento que um destino pode alcançar em uma dada dimensão (81 a 100pontos).A metodologia adotada permite a análise individual do destino sob o ponto de vista deque determinadas localidades não necessariamente precisam atingir os níveis maiselevados da escala para se tornarem competitivas. Isso é especialmente aplicado aosdestinos que trabalhem nichos específicos de mercado ou que possuem diferentesportes e realidades.Este documento apresenta, portanto, os resultados consolidados do municípioavaliado em 14 índices de competitividade: o indicador geral do destino e o indicadorem cada uma das 13 dimensões avaliadas. A partir destes resultados apresentados,cada destino será capaz de avaliar a importância dos aspectos para o turismo e para omunicípio e, a partir desta análise, traçar o seu próprio diagnóstico.Ministério do TurismoSEBRAE NacionalFundação Getulio Vargas 5
  6. 6. 2. RESULTADOS2.1 Total geralO índice geral de competitividade refere-se à soma ponderada das 13 dimensõesavaliadas. Considerando isso, o resultado geral do destino turístico Itu foi 63,8 pontos(escala de 0 a 100).A média Brasil2 (54,0), índice referencial da competitividade nacional, ficou abaixo damédia global das capitais (61,9) e acima da média das cidades não capitais (48,4),como mostra o gráfico a seguir:Gráfico 1. Total geral 63,8 54,0 61,9 48,4 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisOs resultados obtidos pelo destino Itu nas dimensões Infraestrutura geral (65,7),Acesso (71,3), Serviços e equipamentos turísticos (64,0), Políticas públicas (68,5),Economia local (66,1), Capacidade empresarial (72,8), Aspectos sociais (68,5) eAspectos ambientais (76,5) contribuíram positivamente para a composição do índicegeral de competitividade do município, uma vez que se mantiveram acima do resultadogeral. Por sua vez, as notas registradas nas dimensões Marketing e promoção dodestino (63,4), Atrativos turísticos (63,3), Cooperação regional (46,2), Monitoramento(34,6) e Aspectos culturais (54,4) se posicionaram abaixo do total geral do destino,influenciando negativamente o indicador de competitividade do município.A seguir, estão descritas as análises de cada uma das 13 dimensões que compõem ototal geral do destino.2 O resultado Brasil reflete a amostra das 65 cidades analisadas no Estudo de Competitividadedos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional (Relatório Brasil 2009). 6
  7. 7. 2.2 Infraestrutura geralO Estudo de Competitividade de Destinos Turísticos analisou as seguintes variáveisreferentes à Infraestrutura geral: (i) capacidade de atendimento médico para o turistano destino; (ii) fornecimento de energia; (iii) serviço de proteção ao turista; e (iv)estrutura urbana nas áreas turísticas.Considerados todos estes quesitos, a média de Itu nesta dimensão foi 65,7. A médiaBrasil na dimensão Infraestrutura geral (64,6) manteve-se abaixo da média dascapitais avaliadas (71,3) e acima do índice das cidades não capitais (58,9), como épossível conferir no gráfico a seguir:Gráfico 2. Infraestrutura geral 65,7 64,6 71,3 58,9 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisO resultado de Itu na dimensão Infraestrutura geral foi influenciado de forma positivaprincipalmente pela disponibilidade de serviço de atendimento médico de emergência24 horas no destino, pelo fornecimento ininterrupto de energia elétrica no período dealta temporada, pela oferta de Corpo de Bombeiros com grupo de busca e salvamento,pela oferta de elementos de drenagem nas áreas turísticas e pela presença de órgãoresponsável pela conservação urbana. Pode-se citar ainda a oferta de lixeiras,banheiros públicos e telefones públicos nas áreas urbanas e o estado de conservaçãodo mobiliário urbano nas áreas turísticas.Entre os fatores que influenciaram negativamente a média do destino nesta dimensãoestão a ausência de um grupamento de polícia especializado no atendimento aoturista e inexistência de um programa de proteção ao turista na Polícia Civil. 7
  8. 8. 2.3 AcessoNesta dimensão foram analisadas as seguintes variáveis: (i) Acesso aéreo; (ii) acessorodoviário; (iii) acesso aquaviário; (iv) acesso ferroviário; (v) sistema de transporte nodestino; e (vi) proximidade de grandes centros emissivos de turistas.Em Acesso, o destino Itu atingiu 71,3 pontos (escala de 0 a 100). Nesta dimensão, amédia Brasil ficou em 58,1. O grupo de capitais obteve 69,9 pontos, acima da médiaBrasil, enquanto que o conjunto de cidades não capitais obteve o resultado 49,7,abaixo do indicador geral nacional, conforme pode-se observar no gráfico a seguir:Gráfico 3. Acesso 71,3 58,1 69,9 49,7 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisA disponibilidade de um aeroporto dentro do território municipal ou em municípiolimítrofe, a disponibilidade de um aeroporto próximo que atende ao município, aestrutura do terminal aeroportuário que atende ao destino, a existência de um terminalrodoviário e a oferta de transportes públicos na rodoviária foram alguns dos aspectosque influenciaram positivamente o índice de competitividade do destino nestadimensão. A inexistência de congestionamentos durante a alta temporada, adisponibilidade de vagas para estacionamento nas áreas turísticas, a proximidadeentre o aeroporto e as áreas turísticas e a oferta de ligações aéreas diretas com osprincipais centros emissivos são fatores também positivos.Entre os aspectos negativos identificados nesta dimensão estão pouca estrutura doaeroporto localizado dentro do território municipal e a inexistência de uma linha regularde transporte turístico (ônibus ou similar) que interligue os principais atrativos dodestino. 8
  9. 9. 2.4 Serviços e equipamentos turísticosA dimensão Serviços e equipamentos turísticos contemplou as seguintes variáveis: (i)sinalização turística; (ii) centro de atendimento ao turista; (iii) espaços para eventos;(iv) capacidade dos meios de hospedagem; (v) capacidade do turismo receptivo; (vi)estrutura de qualificação para o turismo; e (vii) capacidade dos restaurantes.Na cidade de Itu, o índice de competitividade em Serviços e equipamentos turísticosatingiu 64,0 pontos (escala de 0 a 100). A média Brasil nesta mesma dimensão foi46,8, abaixo da média das capitais avaliadas (59,4) e acima do índice das cidades nãocapitais (37,9), conforme se observa pelo gráfico que segue:Gráfico 4. Serviços e equipamentos turísticos 64,0 46,8 59,4 37,9 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisO resultado do destino nesta dimensão foi positivamente influenciado pela sinalizaçãoturística viária em bom estado de conservação, pela presença de centros deatendimento ao turista, detentores de boa estrutura e oferta de serviços, e pelapresença de empresas de receptivo que ofertam diversos serviços aos turistas,inclusive com atendimento em idiomas estrangeiros. Além disso, a existência deinstituições de qualificação profissional com oferta de cursos e capacitação nas áreasrelacionadas ao turismo também contribuíram para a nota do destino nesta dimensão.Entre os fatores que influenciaram negativamente a nota do destino nesta dimensãoestão a inexistência de um centro de convenções a ausência de um sistema depadronização local de qualidade hoteleira, a inexistência de incentivos formais àadoção de tecnologias que priorizem a questão ambiental nos estabelecimentoscomerciais, e o não cumprimento de quesitos de acessibilidade nos estabelecimentosde alimentos e bebidas e de meios de hospedagem. 9
  10. 10. 2.5 Atrativos turísticosNa dimensão Atrativos turísticos, o Estudo de Competitividade analisou as seguintesvariáveis: (i) atrativos naturais; (ii) atrativos culturais; (iii) eventos programados; e (iv)realizações técnicas, científicas ou artísticas.Considerados todos estes quesitos, o resultado de Itu nesta dimensão foi 63,3 pontos(escala de 0 a 100). A média Brasil (59,5) manteve-se acima da média das capitais(58,5) avaliadas e abaixo do índice das cidades não capitais (60,2), como é possívelconferir no gráfico a seguir:Gráfico 5. Atrativos turísticos 37,9 63,3 59,5 58,5 60,2 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisA nota do destino nesta dimensão foi influenciada de forma positiva, entre outrosfatores, pela existência de atrativos naturais, cuja preservação ambiental do entornodo atrativo é evidente apesar de não haver estudo de capacidade de carga. O destinotambém conta com atrativos culturais, demonstra preocupação com a preservaçãoambiental do entorno dos atrativos culturais - apesar de não haver estudo decapacidade de carga. O resultado do destino também foi positivamente afetado pelaexistência de eventos programados típicos que atraem turistas, e pelas realizaçõestécnicas estruturadas, que geram a atração de visitantes ao longo de todo o ano,independentemente de uma data especial no calendário de eventos.Apesar dos aspectos positivos, a infraestrutura disponível nos atrativos naturais eculturais ainda necessita de melhorias. O não cumprimento de quesitos deacessibilidade nos atrativos naturais e culturais, o estado de conservação dainfraestrutura de apoio existente nos atrativos naturais e culturais, são alguns dosfatores que precisam ser trabalhados para que haja melhora do indicador decompetitividade nesta dimensão. 10
  11. 11. 2.6 Marketing e promoção do destinoNa dimensão Marketing e Promoção do Destino foram analisadas as seguintesvariáveis: (i) plano de marketing; (ii) participação em feiras e eventos; (iii) promoção dodestino; e (iv) página do destino na internet (website).O indicador de competitividade de Itu nesta dimensão foi de 63,4 (escala de 0 a 100).A média Brasil atingiu 41,1 pontos, abaixo da média das capitais (47,5) e acima damédia das cidades não capitais (36,5), conforme exibe o gráfico a seguir:Gráfico 6. Marketing e promoção do destino 63,4 41,1 47,5 36,5 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisDentre os fatores que contribuíram de maneira positiva para esse índice estãoparticipação contínua e institucionalizada em feiras e eventos turísticos e a existênciade um plano de marketing formal, com metas e responsabilidades definidas, elaboradocom a colaboração de diversos atores e fundamentado em pesquisas sobre ademanda turística. Além disso, o destino avalia os resultados dos eventos de turismodos quais participa e possui material promocional institucional. Podem ser citadosainda, como quesitos que ajudaram a compor a nota, a existência de uma páginainstitucional na internet com informações turísticas sobre o destino e a preocupaçãoem garantir revisão ortográfica profissional do material promocional ofertado.Entre os fatores que influenciaram negativamente o resultado do destino nestadimensão estão um plano de marketing formal sem a definição de indicadores dedesempenho. Apesar de o destino produzir material promocional institucional, omesmo não está disponível em idiomas estrangeiros. 11
  12. 12. 2.7 Políticas públicasPara avaliar a dimensão Políticas públicas foram considerados os seguintes aspectos:(i) estrutura municipal para apoio ao turismo; (ii) grau de cooperação com o governoestadual; (iii) grau de cooperação com o governo federal; (iv) planejamento para acidade e para a atividade turística; e (v) grau de cooperação público-privada.Em Políticas públicas, o destino turístico Itu atingiu 68,5 pontos (escala de 0 a 100).Nesta dimensão, a média Brasil ficou em 53,7, abaixo do grupo de capitais (58,7) eacima do resultado do conjunto de cidades não capitais (50,2), como se pode observarno gráfico a seguir:Gráfico 7. Políticas públicas 68,5 53,7 58,7 50,2 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisO destino possui uma secretaria municipal com a atribuição exclusiva de coordenar ouincentivar o desenvolvimento do turismo. Este órgão dispõe de recurso próprio emantém representação junto ao fórum ou conselho estadual do turismo, questões quecontribuíram de maneira positiva para a composição do indicador de competitividadenesta dimensão. Constatou-se ainda que o município conta com um Plano DiretorMunicipal, possui uma instância de governança ativa – em formato de Conselho deTurismo - dedicada ao acompanhamento da atividade turística, segue umplanejamento formal para o setor de turismo e conta com um fundo voltado para oturismo. Recentemente, o município dispôs de investimentos diretos do governoestadual em projetos que visam a competitividade do turismo.Entretanto, o destino não desenvolveu projetos em conjunto com a iniciativa privadaou entidades de classe representativas em atividades relacionadas ao turismo. Alémdisso, não houve recentemente investimentos diretos do governo federal em projetosque visam a competitividade do turismo, gerando influência negativa na média destadimensão. 12
  13. 13. 2.8 Cooperação regionalO Estudo de Competitividade analisou as seguintes variáveis referentes à CooperaçãoRegional: (i) governança; (ii) projetos de cooperação regional; (iii) planejamentoturístico regional; (iv) roteirização; e (v) promoção e apoio à comercialização de formaintegrada.Na cidade de Itu, o índice de competitividade nesta dimensão atingiu 46,2 pontos(escala de 0 a 100). A média Brasil em Cooperação regional foi 48,1, acima da médiadas cidades do grupo de capitais avaliadas (47,1) e abaixo do indicador das cidadesnão capitais (48,8), conforme se observa pelo gráfico que segue:Gráfico 8. Cooperação regional 46,2 48,1 47,1 48,8 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisNesta dimensão, foram identificados aspectos positivos, tais como: a participação dodestino em uma instância de governança regional, que dispõe de um gestor executivocom dedicação parcial à coordenação. Levou-se em conta ainda que existem projetosde cooperação regional compartilhados com outros destinos e que em 2009 houveações para mobilizar diversos atores para a importância da cooperação regional noturismo. Além disso, o destino participou de eventos para a promoção ecomercialização dos roteiros regionais ou da região turística dos quais faz parte eintegra roteiros regionais, comercializados por operadores e/ou agências, elaboradoscom informações do inventário da oferta turística, com a participação de atores dotrade turístico e considerando questões de sustentabilidade.Entretanto, o destino faz parte de uma instância de governança regional que não estáformalmente constituída, que não conta com a ajuda de um gestor executivo comdedicação exclusiva e que não dispõe de recurso. O fato de não existir um plano dedesenvolvimento turístico integrado para a região na qual o destino está inserido, de odestino não produzir ou co-produzir material dos roteiros regionais que integra,também foram fatores que pesaram para o índice obtido nesta dimensão. Valedestacar ainda que apesar de o destino integrar roteiros regionais, não foram 13
  14. 14. consideradas questões de sustentabilidade na elaboração destes. A participação dodestino em eventos para a promoção e comercialização dos roteiros regionais ou daregião turística dos quais faz parte é uma questão que precisa ser melhorada para quehaja incremento do índice de competitividade do município neste quesito.2.9 MonitoramentoNa dimensão Monitoramento foram analisados os seguintes quesitos: (i) pesquisa dedemanda; (ii) pesquisa de oferta; (iii) sistema de estatísticas do turismo; (iv) mediçãodos impactos da atividade turística; e (v) setor específico de estudos e pesquisas.Considerados todos estes quesitos, o índice de competitividade de Itu nesta dimensãofoi 34,6 pontos (escala de 0 a 100). A média Brasil (34,5) manteve-se abaixo da médiadas capitais analisadas (41,8) e acima do grupo de cidades não capitais (29,4), comoé possível conferir no gráfico a seguir:Gráfico 9. Monitoramento 34,6 34,5 41,8 29,4 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisNa dimensão Monitoramento, o resultado obtido pelo destino foi composto, entreoutros quesitos, pela realização de pesquisa de demanda periódica e a realização depesquisa de oferta.Entretanto, não há no destino inventário técnico de estatísticas turísticas, ou relatóriosde conjuntura turística, aspectos que, uma vez melhorados, poderiam auxiliar odestino no incremento do índice de competitividade. Constatou-se ainda que omunicípio não possui um setor específico de estudos e pesquisas em turismo, nãodispõe de modelos para a análise das questões relacionadas ao desenvolvimentoturístico, não acompanha, de forma contínua, os objetivos da política em turismo e nãomonitora os impactos econômicos, sociais e ambientais gerados pelo turismo. 14
  15. 15. 2.10 Economia localPara avaliar a dimensão Economia local foram considerados os seguintes aspectos: (i)aspectos da economia local; (ii) infraestrutura de comunicação; (iii) infraestrutura efacilidades para negócios; e (iv) empreendimentos ou eventos alavancadores.Nesta dimensão o destino turístico Itu obteve 66,1 pontos. A média Brasil foi 57,1 em2009, abaixo da média global das capitais (67,6) e acima da média das cidades nãocapitais (49,6), como mostra o gráfico a seguir:Gráfico 10. Economia local 29,4 66,1 57,1 67,6 49,6 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisO município possui um pólo físico de produção/negócios significativo para movimentara economia local, o que gera fluxo turístico receptivo em conseqüência de suaexistência, fator que colaborou para o resultado. Além disso, questões como PIB percapita e a elevada movimentação de volume de operações de crédito ajudaram acompor o resultado do destino.Entre os aspectos negativos identificados nesta dimensão estão a falta de benefíciosfinanceiros (linhas especiais de financiamento) para as atividades características doturismo, a ausência de isenção ou redução de impostos locais para empreendimentose serviços ligados ao setor e a inexistência de um Convention & Visitors Bureauexclusivo do destino ou da região. 15
  16. 16. 2.11 Capacidade empresarialO Estudo de Competitividade analisou os seguintes quesitos referentes à Capacidadeempresarial: (i) capacidade de qualificação e aproveitamento do pessoal local;(ii) presença de grupos nacionais e internacionais do setor de turismo; (iii)concorrência e barreiras de entrada; e (iv) presença de empresas de grande porte,filiais ou subsidiárias.O indicador de competitividade de Itu na dimensão Capacidade empresarial foi de 72,8(escala de 0 a 100).A média Brasil atingiu 55,7 pontos, abaixo da média das capitais (78,1) e acima damédia das cidades não capitais (39,8), conforme exibe o gráfico a seguir:Gráfico 11. Capacidade empresarial 72,8 55,7 78,1 39,8 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisO resultado obtido nesta dimensão foi positivamente influenciado por alguns aspectosidentificados, dentre os quais a presença de poucas barreiras à entrada de novosempreendimentos turísticos, instituições de ensino com programas regulares deformação técnica, de formação superior e de cursos livres, além de escolas deformação em idioma estrangeiro. A existência de grupos nacionais ou internacionaisdo setor de turismo (como redes de locação de automóveis), a oferta de pessoal localqualificado para trabalhar em hotelaria e a oferta de pessoal local qualificado paratrabalhar em estabelecimentos de alimentos e bebidas e a presença de empresas degrande porte, filiais ou subsidiárias que exportam mercadorias de alto valor agregadoou perecíveis também influenciaram positivamente a nota.O resultado do destino nesta dimensão foi afetado pela falta de grupos nacionais ouinternacionais na rede hoteleira, pela ausência de APLs (Arranjos Produtivos Locais) epela falta de incentivos fiscais para atividades características do turismo. 16
  17. 17. 2.12 Aspectos sociaisO Estudo de Competitividade analisou as seguintes variáveis referentes aos Aspectossociais: (i) acesso à educação; (ii) empregos gerados pelo turismo; (iii) política deenfrentamento e prevenção à exploração sexual infanto-juvenil; (iv) uso de atrativos eequipamentos turísticos pela população; e (v) cidadania, sensibilização e participaçãona atividade turística.Considerados todos estes quesitos, a média de Itu nesta dimensão foi 68,5. A médiaBrasil na dimensão Aspectos sociais (57,4) manteve-se abaixo da média das capitaisavaliadas (63,1) e acima do índice das cidades não capitais (53,4), como é possívelconferir no gráfico a seguir:Gráfico 12. Aspectos sociais 68,5 57,4 63,1 53,4 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisNesta dimensão, o destino se destacou pela existência de investimentos em educaçãoestarem acima do percentual obrigatório, pela adoção de políticas de combate àexploração sexual de crianças e adolescentes, pela qualidade da formação do pessoallocal e pela aplicação de programas de incentivo ao uso dos equipamentos turísticospela população local.Entretanto, entre os aspectos que poderiam ser melhorados estão a utilização de mão-de-obra informal durante a alta temporada a não adoção de instrumentos de consultaà população sobre atividades e projetos turísticos. A ausência de políticas formais desensibilização da comunidade sobre a importância da atividade turística para o destinoe a inexistência de ações de conscientização do turista sobre o respeito à comunidadelocal também ajudaram a compor o resultado nesta dimensão. 17
  18. 18. 2.13 Aspectos ambientaisPara avaliar a dimensão Aspectos ambientais foram considerados os seguintesaspectos: (i) estrutura e legislação municipal de meio ambiente; (ii) atividades emcurso potencialmente poluidoras; (iii) rede pública de distribuição de água; (iv) redepública de coleta e tratamento de esgoto; (v) coleta e destinação pública de resíduos;e (vi) unidades de conservação no território municipal.Em Aspectos ambientais, o destino Itu atingiu 76,5 pontos (escala de 0 a 100). Nestadimensão, a média Brasil ficou em 61,8. O grupo de capitais obteve 67,0 pontos,resultado acima da média Brasil, enquanto que o conjunto de cidades não capitaisobteve o resultado 58,1, abaixo do indicador geral nacional, conforme pode-seobservar no gráfico a seguir:Gráfico 13. Aspectos ambientais 76,5 61,8 67,0 58,1 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisNesta dimensão, a nota obtida pelo destino foi composta, entre outros quesitos, pelaexistência de Código Ambiental Municipal, - contra o qual não há ação judicial pública -cobertura de um sistema público de coleta de esgoto com configuração de separadorabsoluto, cobertura de uma rede pública de distribuição de água, destinação públicade resíduos para aterro sanitário e aplicação de política de tratamento de resíduoshospitalares, bem como de coleta seletiva e campanhas de educação periódicas.Também ajudaram a elevar o índice alcançado nesta dimensão a presença deUnidades de Conservação com atividade turística monitorada, a adoção decampanhas periódicas para o uso racional e econômico da água e a aplicação deplano de manejo na principal Unidade de Conservação.Entretanto, não haver estação de tratamento para água de reuso e a presença deatividades socioeconômicas potencialmente poluidoras com alvará de funcionamentoforam alguns aspectos negativos que ajudaram a compor o índice observado nestadimensão. 18
  19. 19. 2.14 Aspectos culturaisNesta dimensão foram analisados os seguintes quesitos: (i) produção culturalassociada ao turismo; (ii) patrimônio histórico e cultural; e (iii) estrutura municipal paraapoio à cultura.Na cidade de Itu, o índice de competitividade em Aspectos culturais atingiu 54,4pontos (escala de 0 a 100). A média Brasil nesta mesma dimensão foi 54,6, abaixo damédia das capitais estudadas (63,0) e acima do índice das cidades não capitais (48,7),conforme se observa pelo gráfico que segue:Gráfico 14. Aspectos culturais 54,4 54,6 63,0 48,7 Destino Média Brasil Média Capitais Média Não CapitaisO destino possui culinária típica, mantém tradições culturais evidentes, incentivagrupos artísticos de manifestação popular tradicional e possui atividade artesanaltípica comercializada em esfera regional, ou seja, dispõe de um conjunto de produçõesculturais associadas ao turismo que geram fluxo de visitantes para o município.Também ajudou a compor o resultado desta dimensão a existência de patrimônioartístico tombado, a existência de um órgão da administração local com atribuição deincentivar o desenvolvimento da cultura no destino. Além disso, o destino conta compolítica municipal de cultura e projeto de implantação de turismo cultural, aspectospositivos para o destino.Projetaram a nota para baixo nesta dimensão a inexistência de patrimônio imaterialregistrado e sítio arqueológico tombado ou registrado. O fato de o órgão daadministração local com atribuição de incentivar a cultura local não contar com recursopróprio também contribuiu como aspecto negativo para o destino. 19
  20. 20. Resultados consolidadosGráfico 15. Resultados consolidados ITU Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 63,8 Total Geral 54,0 61,9 48,4 65,7 Inf raestrutura geral 64,6 71,3 58,9 71,3 Acesso 58,1 69,9 49,7 64,0 Serv. Equip. Turístico 46,8 59,4 37,9 63,3 Atrativos turísticos 59,5 58,5 60,2 63,4 Marketing 41,1 47,5 36,5 68,5 Políticas públicas 53,7 58,7 50,2 46,2 Cooperação regional 48,1 47,1 48,8 34,6 Monitoramento 34,5 41,8 29,4 66,1 Economia local 57,1 67,6 49,6 72,8 Capacidade empresarial 55,7 78,1 39,8 68,5 Aspectos sociais 57,4 63,1 53,4 76,5 Aspectos ambientais 61,8 67,0 58,1 54,4 Aspectos culturais 54,6 63,0 48,7 Itú Média Brasil Média Capitais Média Não Capitais Fontes: FGV/Mtur/Sebrae 20

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