Ciclos de Formação: uma proposta transformadora

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Ciclos de Formação: uma proposta transformadora

  1. 1. Ciclos de Formação: uma proposta transformadora Andréa Krug
  2. 2. Ciclos de Formação: o que significam?
  3. 3. <ul><li>Nova concepção de escola para o ensino fundamental. </li></ul><ul><li>Propõe o agrupamento dos estudantes onde as crianças e adolescentes são reunidos pelas suas fases de formação: infância (6 a 8 anos); pré adolescência (9 a 11 anos) e adolescência (12 a 14 anos). </li></ul><ul><li>Os professores formam coletivos por Ciclo. A responsabilidade pela aprendizagem no Ciclo é sempre compartilhada por um grupo de docentes e não mais por professores individualmente. </li></ul><ul><li>Conteúdo escolar: organizado a partir de uma pesquisa sócio-antropológica realizada na comunidade, onde são buscadas questões-problemas reveladoras da contradição entre a realidade vivida e a realidade percebida pela comunidade. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A partir disso, reúnem-se representantes discentes e da comunidade para discutir com os professores o eixo central dos conhecimentos a serem trabalhados na escola. </li></ul><ul><li>Planejamento: atende a proposição de atividades que envolvam os momentos de estudo da realidade, busca de conhecimentos sistematizados e retorno para a comunidade das sínteses propostas a partir das descobertas construídas coletivamente pelos estudantes. </li></ul><ul><li>Essa forma de planejar coletivamente é chamada de Complexo Temático. </li></ul><ul><li>Os Complexos Temáticos propõem-se a romper com os conteúdos preestabelecidos da escola tradicional, na maioria das vezes, ditados pelas editoras através dos livros didáticos. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Avaliação: se dá de forma diagnóstica, processual, investigativa, coletiva e cotidiana. </li></ul><ul><li>Infra-estrutura: a escola tem professores itinerantes; Laboratórios de Aprendizagem; orientadores e supervisores; assessoria pedagógica; </li></ul>
  6. 6. Qual o conflito entre a tradição e a transformação nas práticas docentes?
  7. 7. Rupturas com a tradição e novas construções: no que uma escola organizada em Ciclos de Formação é diferente de uma escola seriada? <ul><li>Os Ciclos de Formação são estudados pelos professores da Rede Municipal de Ensino a partir de uma publicação: o Caderno Pedagógico nº. 9. </li></ul><ul><li>Essa publicação intitulada Ciclos de Formação Proposta Político-Pedagógica da Escola Cidadã e organizada pelo professor Silvio Rocha divide-se em duas partes: </li></ul><ul><ul><li>Na primeira, a proposta político-educacional para a organização do ensino e dos espaços-tempos na escola municipal; </li></ul></ul><ul><ul><li>A segunda parte traz o Regimento Escolar, conhecido também como regimento de referência; </li></ul></ul>
  8. 8. A primeira ruptura: formar turmas com referência na idade e não somente no conhecimento anterior adquirido <ul><li>Concepção de muitos professores: “mas as crianças não aprendem ao serem reunidas por idade”. </li></ul><ul><li>Essa posição é explicada, uma vez que alguns docentes conhecem uma lógica de escola, que agrupa as crianças e adolescentes não mais pelo conhecimento anterior adquirido, mas por Ciclos De Formação. </li></ul>
  9. 9. A questão das idades: condição suficiente para uma escola onde a aprendizagem acontece? <ul><li>Importância da antropologia cultural, pois ela tem importantes contribuições para a escola que possui compromisso com a aprendizagem. </li></ul><ul><li>Contribuição fundamental que tem o conhecimento da cultura das crianças e dos adolescentes ao serem propostas as atividades escolares. </li></ul>
  10. 10. Por que a promoção, nos ciclos, tem que ser por idade e não por nível de conhecimento? <ul><li>Concepção arraigada no sistema seriado: reunir as crianças e adolescentes pelo nível de conhecimento anterior ajuda a aprender. </li></ul><ul><li>As escolas tradicionais ainda agrupam as turmas não só por série, mas também por nível de conhecimento. </li></ul><ul><li>Teoria walloniana: importância do reconhecimento das necessidades primordiais da criança e das mudanças de objetivo de seus comportamentos em idades e situações diferentes. O ensino deve levar em conta o papel que os comportamentos infantis, em geral, e as aquisições cognitivas, em particular, representam na vida presente do aluno. </li></ul>
  11. 11. O que é conhecimento numa escola organizada em Ciclos de Formação? <ul><li>Nas escolas por Ciclos de Formação, o compromisso é possibilitar a todas as crianças e adolescentes o acesso ao conhecimento formal, levando em consideração: </li></ul><ul><ul><li>O conhecimento das fases de formação; </li></ul></ul><ul><ul><li>A situação social de desenvolvimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>O contexto cultural ; </li></ul></ul><ul><ul><li>E a concepção de conhecimento; </li></ul></ul><ul><li>Os Ciclos de Formação, na proposta de Porto Alegre, o conhecimento tem a perspectiva da teoria dialética, pressupondo a construção recíproca entre sujeito e o objeto e na transformação concomitante entre homem/ mulher e mundo (1996, p.36) </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Todo o conhecimento trabalhado na escola é um recorte muito pequeno do conhecimento encontrado na realidade. </li></ul><ul><li>A escola por Ciclos de Formação propõe que, tanto as atividades a serem propostas como o conteúdo, estejam direcionados pela necessidade de transformação da percepção de mundo das crianças e adolescentes. </li></ul>
  13. 13. A proposta de Ciclos de Formação em Porto Alegre é a mesma do MEC? <ul><li>Na Rede Municipal de Porto Alegre, as escolas organizadas por Ciclos de Formação, apresentam espaços alternativos de apoio à aprendizagem. </li></ul><ul><li>Esses espaços agregados às concepções de currículo, sociedade e conhecimento são responsáveis por propor a aprendizagem de todas as alunas e alunos da escola. </li></ul><ul><li>Já a escola seriada , tem levado cerca de 11,1% dos alunos no Brasil a se afastarem todo ano da escola. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O desejo de uma escola para todos precisa de nova possibilidade estrutural de práticas com trabalhos coletivos, conteúdos organizados a partir da realidade de cada comunidade e a instituição de ações alertas para a ideia de que a escola é lugar de aprender, de construir conhecimentos e de desenvolvimento pessoal e coletivo. </li></ul><ul><li>Essa escola não reduz custos, pelo menos no que diz respeito aos aspectos financeiros. Os custos que essa escola reduz são essencialmente sociais. </li></ul>

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