CRUYFF: Futebol - minha filosofia (Cap. 9)

1,619 views
1,434 views

Published on

Algumas ideias principais deste capítulo.

Published in: Sports
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
1,619
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
10
Actions
Shares
0
Downloads
69
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

CRUYFF: Futebol - minha filosofia (Cap. 9)

  1. 1. Johan CRUYFFCruyff Library, 2012
  2. 2.  Igualmente ao drible e ao remate, todos, independentemente do nível que tenham, podem melhorar este aspeto do jogo. Há que começar com cuidado e avançar sem pressa para se obter bons resultados.
  3. 3.  Uma boa técnica de cabeceamento depende de 4 fatores: 1) Uma boa postura – imediatamente antes do cabeceamento o corpo deve estar ligeiramente inclinado para trás. É a mesma postura que se adota a controlar a bola com o peito. Em seguida, há que projetar o corpo para a bola; 2) Um bom equilíbrio – que se consegue com um bom uso dos braços, que são os que mantêm o equilíbrio; 3) Sincronização; 4) Golpe da bola com a cabeça – os cabeceamentos podem ser defensivos ou ofensivos. Nos defensivos a bola deve ir para cima enquanto nos ofensivos deve ir para baixo.
  4. 4.  O primeiro exercício consiste em situar um jogador frente a outro. Simplesmente, passam a bola um ao outro com a cabeça. A bola deve ser golpeada desde algum ponto da frente, um pouco debaixo do centro. Serão cabeceamentos do tipo defensivo. Se houver progressão, o grupo pode ser ampliado por exemplo a 6 jogadores. Situam-se duas filas de 3 jogadores uma em frente à outra e então os jogadores vão mudando as suas posições dentro da fila. Os jogadores deixam então de se preocupar só com o impacto da bola na cabeça, mas também com a sincronização com os colegas.
  5. 5.  O exercício anterior pode também ampliar-se a um círculo de jogadores com um jogador no centro, o qual entrega a bola com a cabeça a um jogador distinto do círculo, num determinado sentido. O objetivo deste exercício é dominar ainda mais a técnica de cabeceamento. Este exercício pode ser enriquecido com uma ação intermédia, onde os jogadores devam por exemplo controlar a bola com a cabeça antes de dar um 2º cabeceamento para entregar a bola. Todos os exercícios indicados anteriormente realizam-se estando os jogadores parados na altura do cabeceamento. Deve-se usar bolas boas (não pesadas nem inchadas).
  6. 6.  Só na 2ª fase a bola é projetada mais alta no ar. Também aqui é importante ter paciência e não queimar etapas. Começar lançando a bola ao ar na direção do jogador para que este tenha que devolve-la cabeceando após salto. Para além da técnica de cabeceamento, enfrentámos aqui um problema de timing. Os participantes neste exercício também podem ampliar-se. Todos os exercícios anteriores são para o treino do cabeceamento defensivo.
  7. 7.  No cabeceamento ofensivo a bola contactada com a cabeça não deve subir mais acima do coração, assim que deve ser golpeada desde um ponto mais alto. A cabeça não deve estar situada por debaixo da bola, mas sim pelo menos ao mesmo nível, ou inclusivamente ligeiramente por cima. Todos os exercícios devem ser realizados com as duas pernas: que se utilizem tanto a perna esquerda como a direita para fintar, conduzir, passar ou rematar. Por absurdo que pareça, isto também é válido para o cabeceamento.
  8. 8.  O cabeceamento ofensivo pode ser dividido em cabeceamento técnico e o «martilhaço»: 1. Cabeceamento técnico – é necessário ter-se maior técnica, já que se pretende colocar a bola em algum lugar inalcançável para o GR. 2. «Martilhaço» - golpear a bola com tanta força quanto possível dando a impressão que ela pode furar a rede. Para se destacarem nestas especialidades os jogadores têm de dominar perfeitamente os princípios básicos do cabeceamento: uma boa postura, um corpo em bom equilíbrio, uma sincronização perfeita e um golpe impecável. Têm também de ser capazes de executar sob forte pressão e marcar.
  9. 9.  Os braços voltam a desempenhar um papel fundamental, também servem de escudo para proteger a posição perante o adversário. Aprender a cabecear bem é o resultado de um exercício adequado e paciente. Até aos 12 anos há que deixar que a criança vá aprendendo a técnica de cabeceamento. Existem muitos jogos que são divertidos de praticar pelas crianças desta faixa etária. Aos 13 anos, há que fazê-los praticar um pouco o salto depois do qual se inicia uma fase de transição longa.
  10. 10.  O jovem deve aprender a controlar de forma simultânea duas ações: o salto e a sincronização. Depois disto pode-se começar a praticar o cabeceamento para se colocar a bola num determinado sítio. Este passo só se pode dar se o jogador domina todas as outras técnicas. Antes não vale a pena fazê-lo, porque não teria sentido treinar uma parte tão difícil do jogo se não há um domínio suficiente das técnicas básicas de cabeceamento. Para se aprender a cabecear bem, necessita-se muita paciência.

×