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Caraterísticas dos Jogadores por Posições segundo Johan Cruyff
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Caraterísticas dos Jogadores por Posições segundo Johan Cruyff

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Filosofia do Mestre Holandês

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Caraterísticas dos Jogadores por Posições segundo Johan Cruyff Presentation Transcript

  • 1. Caraterísticas dos Jogadores por Posições Retirado do Livro: Fútbol – Mi filosofia. Johan Cruyff, 2012.
  • 2.      Atualmente, o GR participa mais no jogo utilizando os pés do que as mãos; Os pés devem ser incluídos no processo de formação dos GR’s logo desde o início; Os seus treinos devem consistir sobretudo em jogos reduzidos e jogos de posição. Os seus companheiros devem atuar ativamente ao fechar os ângulos de remate aos atacantes; Uma vez que se exige aos GR’s que joguem cada vez melhor com os pés, se ninguém tem vontade de ir à baliza, os jogadores podem ir trocando entre si a posição de GR, para todos se poderem divertir. Assim, com todos a ocuparem à vez a baliza é possível que algum jogador tenha vontade de jogar no futuro a GR; Nos primeiros treinos de um jovem GR há que evitar colocar-lhe muita pressão ensinando-lhe mil e uma coisas. É muito melhor transmitir-lhe a informação enquanto se diverte na sua nova posição;
  • 3. Uma das primeiras coisas que há que ensinar-lhe é a atirar-se bem. Um jovem GR deve aprender a fazê-lo porque assim não se vai aleijar. Quando deixa de se aleijar, aumenta a vontade de jogar a GR e o rendimento melhorará automaticamente;  Nesta fase há que treinar certas coisas com cautela. Em 1º lugar, a visão da jogada e, portanto, como mover o corpo. Isto significa que não só tem de saber olhar mas também saber mover-se;  Depois vem, obviamente, o agarrar a bola, o controlá-la e depois examinar a situação quando a tenhamos controlada;  Como Treinador, há que ter muito claro que o GR perfeito não existe (nem tão pouco o jogador perfeito);  Até aos 12 anos a influência do Treinador é muito grande;  Depois, no período do crescimento (entre os 12-16 anos) um dos principais problemas é a coordenação de movimentos, precisamente uma das principais destrezas que deve ter o GR. Com o passar do tempo o GR vai adaptando-se à sua nova situação e retoma a sua progressão. 
  • 4. Nos primeiros anos o GR deve-se formar na visão de jogo, no movimento do seu corpo e o agarrar a bola. Uma vez dominadas estas facetas, poderemos começar a treinar a flexibilidade e a técnica;  Á medida que o GR vai crescendo, jogará cada vez mais rápido e então há que começar a ter o controlo do ritmo. Por exemplo, nota-se quando um GR é profissional quando não tem precipitação. Controlar o tempo de reação é importante para o GR;  Pela minha vocação ofensiva, prefiro um GR que evite que a sua equipa desça o menos possível para defender (GR ativos). Alguém que irradie muita tranquilidade. Alguém que não só saiba jogar com as mãos como também com os pés, com bom sentido tático e capacidade de liderança;  Obviamente, para além destas qualidades, a sua tarefa é e continuará a ser a de evitar golos. 
  • 5.  CINCO INDICAÇÕES: 1. Assegurar em 1º lugar que a bola não entra na baliza. 2. Assegurar ter bem aprendidos os aspetos técnicos básicos de um bom GR. 3. Organizar a retaguarda. 4. Tentar pensar como “jogadores de campo”. Com as novas regras também podem jogar, ou seja, aperfeiçoar o controlo da bola e saber passá-la. 5. Manter sempre a calma. Quanto mais pareça que está tudo sobre controlo, melhor é para a equipa.
  • 6. Um defesa é alguém que, em 1º lugar, deve incapacitar o adversário. Isto é válido tanto para os Defesas Laterais (DL) como para os Defesas Centrais (DC);  Todos os DL são regidos pela mesma regra: desativar em 1º lugar o adversário e depois, jogar futebol;  O bom de termos DL de caraterísticas diferentes é que um complementa o outro. Um é agressivo, rápido e forte e joga normalmente apenas no seu meio-campo defensivo. O outro é dotado tecnicamente, atua com muita liberdade e tem sentido tático;  Uma vez que o treino consiste principalmente em preservar os pontos fortes e minimizar os pontos débeis, um deve aprender das forças do outro. Deixar que durante os treinos o Lateral Defensivo mostre ao Lateral Ofensivo como não perder a posição, enquanto que o 2º pode mostrar ao 1º como defender o 1x1. 
  • 7. Um DL deve reunir quatro condições básicas: ser rápido; saber desarmar o adversário; ter uma boa condição física e participar no jogo criativo com critério;  A partir dos 10 anos já podemos iniciar a formação de um bom DL. Igualmente aos outros jogadores, deverá começar trabalhando as habilidades com bola. Um DL deve desenvolver uma técnica funcional. Aprender da forma mais simples possível a dominar a bola e fazê-la jogar;  Um DL que por exemplo atrase a bola ao seu GR dando-lhe efeito colocará o seu companheiro num problema. O GR tem uma grande necessidade de controlar a bola e não podemos complicar-lhe a vida. Há então que enviar a bola “forte e limpa” aos companheiros e tentar jogá-la logo após recebê-la, sem ter que a controlar;  Um dos métodos de treino mais úteis para melhorar a técnica funcional é o chamado “Meínho”. Entre 8 e 10 jogadores formam um círculo dentro do qual 2 jogadores tentam recuperar a bola jogada pelos 8/10 jogadores de fora. 
  • 8.     Na realidade, com este método podem-se abordar todos os aspetos do futebol que se queiram. Há que começar de maneira simples e, à medida que aumente a destreza dos jogadores, ir aumentando as dificuldades; É fundamental a atitude com que os jogadores jogam o “Meínho”. Devem levar este exercício muito a sério (devem ajudar os companheiros que estão muito pressionados e não rirse do companheiro que falha por exemplo); No “Meínho” começamos por passar a bola a um só toque. Os 2 jogadores do “meio” serão superados a maioria das vezes. Se estreitarmos o círculo para fazer o exercício mais difícil, aumentam as possibilidades de errar. Assim, o “Meínho” dá-nos a possibilidade de melhorar muitos aspetos do nosso jogo, porque não só melhoram as habilidades técnicas, como também se aumenta a velocidade de pensamento; Para estimularmos a velocidade de pensamento, podemos introduzir um 3º jogador no centro do círculo. Desta forma o jogador com bola nunca vê o 3º homem (visão reduzida a 2).
  • 9. Podem-se introduzir mais variantes, por exemplo, obrigando a jogar só com um dos dois jogadores que estão ao lado ou obrigar ao 3º jogador que toca a bola a fazê-lo com o pé esquerdo;  Quando todos os jogadores se adaptarem plenamente ao “Meínho”, criar um quadrado de 16x16 na Grande Área. Com um pouco de imaginação, podem-se introduzir dezenas de variantes. A minha experiência diz-me que todos os futebolistas desfrutam deste tipo de exercícios;  Os 2/3 jogadores do “meio” desempenham um papel meramente defensivo. O seu trabalho é perseguir a bola, e para isso devem cumprir 3 regras básicas: seguir a bola e não o corpo do adversário; tentar colocar o atacante numa situação complicada (obrigando-o por exemplo a jogar com a “perna má” ou encurralando-o de alguma maneira); entrar ao atacante (tackle);  No tackle, o objetivo é roubar a bola ao adversário estendendo a perna. É considerado um último recurso, só há que recorrer a ele quando estivermos seguros de que entraremos em contato com a bola. Senão, ficaremos ultrapassados no solo. 
  • 10.    Quanto melhor fizermos o tackle, melhor serão as sensações. Se for bem feito, o contato do corpo com o solo será mínimo. O jogador deve deslizar sobre uma parte do músculo e uma nádega, com uma perna dobrada debaixo do corpo e com a outra, a de cima, dirigindo o impulso. O bom é que se o fizermos bem, podemos voltar a colocar-nos de pé logo em seguida; Finalmente a última habilidade que define um bom DL: o jogo posicional. Trata-se basicamente de uma questão de intuição, que em princípio não estará tão desenvolvida nos DL puramente defensivos. Subir a bola pelos corredores laterais é mais fácil para os DL ofensivos. A forma mais eficaz de treinar esta capacidade é mediante a pressão e a saída com a bola controlada. Primeiro pode-se exercitar a um ritmo lento (o jogador que sobe com a bola toca-a no mínimo duas vezes) para depois ir-se incrementando a velocidade (o jogador só pode tocar a bola duas vezes antes de chegar acima); É provável que a equipa adversária jogue com 2 Extremos. Neste caso, ambos DL devem saber manter a sua posição.
  • 11. É tarefa do Treinador conseguir que os seus jogadores mantenham a concentração e a intensidade defensiva durante todo o jogo;  A principal tarefa do jogo posicional do DL é dar apoios. Não só há que reduzir o espaço que possa dispor o seu adversário, mas também vigiar os espaços interiores, para que o seu adversário no corredor lateral não entre em zonas mais povoadas do campo. Caso contrário, o campo ficará demasiado grande e isso favorecerá o atacante;  Sendo mais concreto: se o adversário dispõe de 2 atacantes, um deles atacará por fora e o outro o fará pelo centro. Assim ficará um DL livre, que pode ajudar a defesa a fechar pelo meio. O perigo se sermos ultrapassados por um passe em profundidade é em muito reduzido;  A máxima expressão da defesa à zona é quando os 2 atacantes fiquem tão apertados que nenhum colega consiga jogar com eles. É uma maneira de defender levada a cabo por jogadores de elite. 
  • 12. Na atualidade muitas equipas atacam com 2 jogadores pelo centro. Devemos então decidir que posição ocuparão ambos os DL. Um ficará atrás a defender e o outro subirá ao ataque como um atacante extra;  Se houver pouco espaço porque o adversário pressiona, obteremos mais de um DL mais defensivo. Se temos espaço porque o adversário fica atrás, um DL mais ofensivo será de maior utilidade;  Devemos utilizar os dois tipos de DL consoante a equipa que defrontarmos;  Pelo contrário, devemos pensar a nossa frente de ataque em função do tipo de defesa que defrontarmos, procurando os jogadores ideais para enfrentá-los. Contra alguém como Dani Alves jogar com um jogador de grande amplitude e profundidade para o obrigar a concentrar-se em tarefas de marcação. Contra um DL mais defensivo jogar com um jogador com mais mobilidade em todo o campo que obrigue o DL a mover-se da sua posição. 
  • 13.  CINCO INDICAÇÕES: 1. Trabalhar a técnica funcional tanto com a perna esquerda como com a direita. 2. Trabalhar para dominar o jogo posicional. 3. Treinar os desarmes aos adversários. 4. Ter velocidade é indispensável. 5. Trabalhar o cabeceamento para adquirir uma boa técnica.
  • 14.     É um tipo de jogador que tem de ser extremamente versátil. Deve ser posicionalmente competente, ter boa técnica com a bola nos pés, capacidade de empurrar a equipa, dotes organizativos, saber jogar o 1x1 e ter capacidade para fazer bons passes; O DC deve ser dos melhores jogadores da equipa. Normalmente trata-se de um Médio que recuou; Ocupa um papel fundamental na equipa devido à sua versatilidade; Por muito atrás que jogue e tenha que desempenhar trabalhos de marcação, o principal papel do DC é dar coesão à equipa. Trabalha para que os DL não fiquem atrás dele e leva a última linha de defesa tão para a frente quanto seja possível, para que a equipa forme um todo e não um conjunto de duas grandes peças não unidas. Obviamente que se a nossa equipa está voltada para o ataque, ficarem muitos jogadores atrás é letal, já que a equipa adversária poderá aproveitar a separação entre as nossas linhas para jogar com perigo.
  • 15.    Dado que o DC trabalha constantemente para que a interação entre a defesa e o ataque seja ótima, é lógico que muitos dos melhores DC de todos os tempos anteriormente tenham sido médios. Aí estão os exemplos de Beckenbauer, Baresi e Koeman; Em categorias inferiores, a formação de um DC pode começar muito cedo. Existem duas maneiras de fomentar o desenvolvimento de um jovem como DC. A 1ª consiste em que, num jogo em que o adversário jogue com 3 atacantes, igualemos o n.º de jogadores da nossa defesa com o ataque adversário. A 2ª maneira é permitir que o DC jogue a médio (jogar com muita gente ao seu redor para obrigá-lo a treinar a sua velocidade de passe); Desta maneira serão desenvolvidas naturalmente tanto as suas qualidades defensivas como a sua velocidade operativa. Duas qualidades que se perderiam se este jogador de talento apenas jogasse atrás;
  • 16.      Durante o processo de aprendizagem entre os 10 e 12 anos, não podemos esperar que faça um passe em profundidade para um corredor lateral (devido a limitações físicas), no entanto podemos fazer-lhe ver essa possibilidade (saber identificar o momento e a oportunidade para efetuar um passe deste tipo é muito importante); Reconhecer as oportunidades é uma qualidade essencial de um bom DC. Quantas mais coisas veja, menos terá de defender; Devido às melhores qualidades futebolísticas da equipa, perdemse menos bolas. Em vez de ter de recuperar 50 bolas, só teremos de trabalhar duro para a recuperar por exemplo 20 bolas. E só isto pode significar menos esforço defensivo; Os DC técnicos são os que determinam o cenário de um jogo; Quando o DC conduz a bola, a equipa adversária tem que se preocupar em fechar alguma das três linhas de passe: a dos jogadores que tem ao lado; a do o centro do campo e a dos corredores laterais. Se elas estão fechadas o DC pode ter problemas (a atuação do DC depende do trabalho da equipa).
  • 17.  CINCO INDICAÇÕES: 1. Saber passar a bola é um requisito. 2. Trabalhar para ser ambidestro. 3. Ter um excelente jogo aéreo. 4. Dar coesão à equipa. 5. Procurar a versatilidade: ter um bom jogo posicional, mas também saber defender o 1x1.
  • 18.    Quando o adversário ataca com 2 avançados, necessitas jogar com uma defesa de 3; O MCD trata-se de uma figura que se move pelo centro e que deve saber fazer muitas coisas. Exigem-se 4 caraterísticas básicas: 1ª) saber cabecear bem a bola; 2ª) saber defender bem, necessitando para isso de ter um bom jogo posicional; 3ª) saber jogar bem a bola: quanto menos a perca, menos terá de defender; 4ª) deve ter uma grande visão de jogo; Esta última caraterística é importante porque o fluxo de criação de jogo passa muito por ele. Devido à largura do campo (cerca de 60 metros), para a maioria dos jogadores é difícil passar a um só toque a bola de uma metade para a outra. O MCD serve então como apoio e, a partir daí, pode jogar para a direita ou para a esquerda. É importante que seja muito efetivo e portanto deve ter uma técnica fiável. Quanto mais rápido saiba mover a bola, mais efetivo será. Quantos mais toques dê para passar a bola, mais se atrasará o jogo da equipa e mais previsível será para a equipa adversária.
  • 19. Concretizando um pouco mais, se o MCD não fizer bem o seu trabalho, terá que ser o 1º a cortar o contra-ataque da equipa adversária. Se o fizer bem, a sua equipa terá quase sempre vantagem ofensiva. Em resumo, é um jogador fundamental dentro da equipa;  Na formação o jogador deve desenvolver uma boa técnica. Deve também estar preparado para jogar na zona central do campo. Isto é, com muita gente em seu redor, onde é fundamental ter uma rápida capacidade operativa;  O MCD deve ter uma boa técnica, uma boa visão de jogo e não ser muito veloz. Alguém que sabe jogar com a bola nos pés, mas que teria problemas para superar um adversário num 1x1. Um jogador, que tem de encontrar soluções para jogar com eficácia. Alguém que não é rápido a correr, mas que é rápido a atuar;  Deve também coordenar-se bem com o DC e com o Médio Centro Ofensivo (MCO). Deve estar em contato permanente com eles para determinar se é melhor que a equipa avance ou então se é melhor conservar as suas posições. 
  • 20.     No seu papel defensivo, o MCD, em colaboração com o DC, assegura-se que o avançado centro adversário seja defendido pela frente e por trás. Esta é uma boa maneira de defender que requer uma boa comunicação como também uma disciplina de ferro. E para isso é necessário para além da qualidade, muito trabalho nos treinos; Como Treinadores recebemos muitas perguntas dos jogadores mais conscientes. É crucial saber responder com rapidez. Por exemplo, o que fazer se o avançado centro adversário se mover com muita liberdade? A resposta era de que muitos avançados não sabem o que fazer quando estão sós; Se o jogo posicional for executado corretamente, a distância entre o MCD e o DC nunca será superior a 15 metros. O avançado adversário mover-se-á entre ambos. Nesse espaço de cerca de 10 metros é quase impossível receber um passe longo pelo ar e também é muito difícil superar por cima um defesa de 1,80m; Quando os dois estão bem posicionados, também é quase impossível que o avançado receba um passe longo rente ao solo.
  • 21. Por muito que o avançado se mova, sempre vai encontrar um ou outro jogador já que nunca estarão separados por mais de 4 ou 5 metros;  Se um avançado só é marcado pela frente, receberá a bola sempre pelo solo, e isto é precisamente o que temos de evitar;  As distâncias na defesa são muito importantes. Necessitam-se defesas que saibam jogar a bola e uma organização sólida. Defendam numa situação de 1x1 num espaço de 5 metros. Veremos que para o avançado será complicado manobrar bem a bola. Desde que os vossos colegas assegurem-se que o espaço entre vocês e eles seja pequeno, não haverá problema;  A tarefa do DC e do MCD é juntar as linhas da equipa e organizar o jogo posicional;  Tal como «todos» os defesas, deve ter um sentido da propriedade coletiva. O MCD deve saber defender por trás das suas costas;  Todos os defesas devem ser treinados desde o início para serem versáteis 
  • 22.  CINCO INDICAÇÕES: 1. As qualidades ofensivas são um requisito essencial. 2. Têm de basear o seu jogo numa técnica sóbria. 3. Ter um excelente jogo aéreo. 4. Dominar o jogo posicional. 5. Saber passar bem a bola é obrigatório.
  • 23.     O Interior Esquerdo (IE) tem um ritmo de corrida razoável, defende razoavelmente bem e joga incrivelmente bem futebol. É um futebolista capaz de dar passes mortais. Um futebolista que não joga por trás do Extremo Esquerdo, mas sim pela parte interior do espaço do Lateral Esquerdo. Daí que possa fazer triangulações com o Extremo e Lateral do corredor esquerdo, como também pode triangular com o Lateral e o Médio Centro. É o guardião do jogo posicional, pelo que para além das suas qualidades técnicas também tem uma grande visão do conjunto, porque as posições ao seu redor também mudam muito de acordo com o movimento da bola; Deve ser um jogador que pede a bola, que desfruta a jogar e com uma boa visão de jogo; Em relação ao Extremo Esquerdo a diferença é que não descansa após cada ação; Nos treinos podemos trabalhar com o IE para melhorar a sua posse da bola, acelerar o seu ritmo e tentar melhorar o seu jogo com o pé menos dominante (torná-los ambidestros).
  • 24.  CINCO INDICAÇÕES: 1. A base é uma boa técnica. 2. Tem que saber chutar bem tanto com o exterior como com o interior do pé. 3. Deve ter um bom remate. 4. Tem que ter um ritmo de corrida razoavelmente bom. 5. Ter boa visão de jogo é um requisito necessário.
  • 25. O Interior Direito (ID) deve ser um verdadeiro jogador de equipa, tendo um jogo versátil e tendo uma personalidade estável;  Têm de ter uma grande inteligência táctica (aproveitar os espaços deixados pela movimentação do Avançado Centro);  Devem ser muito bons no jogo posicional, tecnicamente competentes, serem ambidestros e terem uma boa visão geral do jogo;  Entre as suas caraterísticas está o facto de serem pouco dotados para as ações individuais (raramente tentam ou conseguem darse bem com o 1x1);  Deve estar sempre no lugar correto no momento correto;  Defende bem, mas não de uma maneira excecional. Também ataca bem, mas também não de uma maneira excecional;  Deve dar equilíbrio à equipa;  Deve ser o fator corretivo, alguém com quem os outros 10 jogadores podem contar sempre. 
  • 26.  CINCO INDICAÇÕES: 1. Tem de saber ler o jogo, pois isso é a base para dar bons passes e dominar o jogo posicional. 2. Trabalhar a técnica. 3. Tem de saber passar para o pé e para o espaço. 4. Girar sobre o vosso eixo para obter uma visão geral da situação. 5. Trabalhar para ser ambidestro.
  • 27. O Médio Centro Ofensivo (MCO) deve jogar por trás do Avançado Centro mas deve ser um Médio mais;  Tanto no seu trabalho ofensivo como no defensivo, tem que ter uma boa visão de jogo (por exemplo, se sobe demasiado, o MCD e os Interiores podem ter problemas);  O MCO tem que ter muita serenidade;  Ainda que a sua reação natural seja de progredir para a baliza adversária, o MCO deve domar o seu instinto e tentar por exemplo um passe em profundidade, ação que teria a vantagem de manter as linhas de ataque coesas. Deve ter paciência;  Tem de vigiar o MCD adversário, estando não só pendente dele como também deve estar no sítio correto para impedir as suas ações, para isso deve dominar o jogo posicional;  Tem de saber jogar em equipa. Quando a equipa tem a posse da bola, tem que colocar-se em posição de perigo para a baliza adversária; quando se perde a posse da bola, tem que sair à caça do adversário para impedir a sua saída da bola;  Deve procurar sempre a bola e deve gostar de jogar livre. 
  • 28.  CINCO INDICAÇÕES: 1. Tem de saber rematar razoavelmente bem à baliza e ter um bom jogo de cabeça. 2. Tem que ter um bom e eficaz controlo da bola. 3. Ter boa visão de jogo é um requisito essencial, devido à importância do jogo posicional. 4. Tem que ser um ponto de apoio seguro na equipa, que permita descansar os outros de vez em quando. 5. Tem que mover-se e criar problemas detrás do ataque. Com a posse da bola, deve situar-se em posição de marcar, e com a sua perda, deve perseguir o 1º adversário com bola.
  • 29.     Os Extremos (E) são os verdadeiros futebolistas. Jogadores que sabem cruzar com precisão e rematar muito bem. Usualmente, jovens que têm poder de atração sobre o público. Em regra, são tipos algo extravagantes, coisa que também há que valorizar. Temos de saber o que querem e o que não podem fazer; A grande qualidade que partilham e em que se destacam é que sabem jogar muito bem futebol; Os (E) têm de dominar o movimento orientado a centrar uma bola para o remate. Trata-se duma ação onde o passador e o rematador atuam coordenados. Centrar bem é um requisito fundamental. Daí que o (E) deva estar tecnicamente bem dotado e ter uma boa visão de jogo; Para poder passar bem a bola o (E) tem que saber mover-se para trás e logo em seguida centrar bem. Sem esta habilidade, qualquer ação de passe está condenada ao fracasso. Também tem que ter sentido posicional, porque não dispõe de muito espaço e está limitado pelas linhas lateral e final. Tem que tirar o máximo benefício deste espaço mínimo.
  • 30. Deve também ser capaz de avaliar a situação na zona de ataque do outro lado. Tem que saber para onde dirigir a bola, se para a zona de penalti ou para o 2º poste, por exemplo. Também deve saber quando centrar, porque se o fizer demasiado cedo estará entregando a bola aos adversários e, se espera demasiado, a jogada já não terá muito sentido;  Um (E) deve demonstrar a sua manipulação da bola sobretudo através de uma técnica efetiva. No momento em que recebe a bola, já deve saber qual será a sua próxima ação (sobretudo porque não poderá ir em qualquer direção. As linhas laterais e finais impedem-no). À 1ª vista, as possibilidades são limitadas, mas, na prática, é melhor assim. Sempre, claro está, que o (E) reconheça a sua situação e se dê conta de que deve procurar a eficácia nas suas ações;  O (E) pode optar por dois tipos de jogadas. A 1ª é a autêntica jogada do Lateral, onde se dribla o adversário até chegar à linha de fundo para centrar daí. Na 2ª, o defensor adversário não é superado pelo (E), mas sim pela bola. 
  • 31. Isto consegue-se jogando a bola para algum espaço livre e mantendo o Lateral à distância (efetuar o centro “à frente” do Lateral). Assim há que centrar a bola com efeito para que não bata no nosso adversário. Também com força, para que o Avançado possa rematá-la com maior facilidade, superando assim o seu defensor;  Uma das formas mais simples e eficazes de ultrapassar o Lateral adversário é levar a bola para dentro (superar o defensor pela sua “perna má”) e logo em seguida o (E) voltar para fora e procurar novamente a linha de fundo para centrar daí;  Um bom (E) pode converter-se num bom Lateral;  Atualmente abusa-se da troca dos (E): um canhoto no corredor direito e um destro no corredor esquerdo. Assim, em vez de cruzamentos que vão afastando-se da baliza, temos cruzamentos que vão-se aproximando dela. Para o Avançado, no entanto, os cruzamentos ideais são os que se vão afastando da baliza (a bola afasta-se do (GR) e ele pode contactá-la de frente fazendo um remate forte e certeiro). 
  • 32. Contra defesas reforçadas é essencial dispor de um Avançado que tenha profundidade (andando sempre na fronteira do fora de jogo);  Existem duas regras fundamentais para o jogo dos (E). Com posse da bola, não só devem procurar a máxima profundidade possível, como também devem aproximar-se o mais possível das linhas laterais. Desta forma, ampliam o campo e os restantes jogadores irão dispor de mais espaço para avançar. Ao perder a posse da bola, deve ir rapidamente para o centro do terreno. Desta forma conseguem reduzir o campo de jogo do adversário;  Resumindo: com a posse da bola, o (E) deve mover-se na longitude do campo; com a perda da posse da bola, o (E) deve mover-se na largura do campo;  Em caso de defrontarmos um Lateral adversário muito ofensivo, devemos deixá-lo avançar à vontade e procurar roubar a bola no momento em que ele entrega a bola. Então, o (E) deve rapidamente aproveitar o espaço livre deixado pelo Lateral adversário. 
  • 33.  CINCO INDICAÇÕES: 1. Devem ter uma boa velocidade de arranque. 2. Têm que saber jogar com os dois pés. 3. Têm que saber driblar. 4. Requisito indispensável: saber cruzar a bola. 5. Devem ter um bom jogo posicional, e portanto uma boa visão de jogo.
  • 34.       O Avançado Centro (AC) é um jogador de equipa que tem responsabilidades com o coletivo; Uma forma de beneficiar o (AC) é manter os dois Extremos bem juntos às linhas laterais com o objetivo de alargar o campo e dar-lhe mais espaço e permitir-lhe jogar em situações de 1x1; Os (AC) podem movimentar-se e sair da zona junto aos Centrais adversários de forma a arrastá-los e criar espaços para a entrada nesses espaços dos seus colegas. Também pode fazer isto, para combinar com os colegas e encarar a baliza de frente; Contra uma equipa muito defensiva, o (AC) utilizado deve dar muita profundidade à equipa (não sair muito para combinar atrás). Contra uma equipa que queira jogar podemos jogar com um (AC) que tenha mais mobilidade e que saia atrás para combinar. Mas só se pode jogar assim se os Extremos derem muita amplitude à equipa; O (AC) deve ter uma grande rapidez operativa, sobretudo em espaços reduzidos. Tem também de ser bom no jogo posicional: deve saber onde parar e quando parar; O (AC) deve saber jogar bem à bola, superar um adversário, chutar bem à baliza, centrar bem a bola e ter “instinto assassino”.
  • 35.  CINCO INDICAÇÕES: 1. É requisito indispensável ter uma boa técnica. Há que ser ambidestro e ter boa velocidade. 2. Têm que ter uma grande destreza operativa. 3. Devem tentar jogar sempre orientados para a baliza adversária. 4. Devem ter um bom jogo posicional. 5. Devem ter um «instinto assassino».