Caldas e extratos vegetais

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Caldas extratos vegetais obtidas em trabalhos de pesquisa, bem como de uso popular no Brasil, para uso em agroecologia e agricultura orgânica.

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Caldas e extratos vegetais

  1. 1. CALDAS FITOPROTETORAS, EXTRATOS VEGETAIS E PREPARADOS HOMEOPÁTICOS PARA USO EM AGROECOLOGIA PARA MANEJO DE DOENÇAS LEITE O leite pode ser usado no controle de doenças causadas por fungos, principalmente oídios, e também no controle de ácaros, ovos de diversas lagartas, e como atrativos para lesmas. Modo de uso: diluir um litro de leite para cada cinco a dez litros de água e pulverizar sobre as plantas. Repetir as aplicações em intervalos entre 5 a 10 dias para o controle de doenças. Para atrativo para lesmas, umedecer estopa ou retalhos de panos com uma mistura de água e leite, na proporção de um copo de leite para cada três de água. As estopas e os pedaços de pano devem ser colocados entre as plantas ao entardecer para atrair as lesmas, que depois serão retiradas da área. CALDA BORDALESA É uma forma eficiente e econômica de preparar um fungicida em casa, respeitando as exigências ecológicas. A calda bordalesa é o resultado da mistura de sulfato de cobre, cal virgem ou hidratada e água. Material necessário: Para sistema preventivo: • 30 gramas de sulfato de cobre; • 30 gramas de cal virgem; • 10 litros de água; Para doenças já instaladas: • De 50 até no máximo 100 gramas de sulfato de cobre dependendo da infestação das doenças; • De 50 até no máximo 100 gramas de cal virgem dependendo da infestação das doenças; • 10 litros de água;
  2. 2. Modo de preparar: 1. Colocar na véspera, a quantidade determinada do sulfato de cobre em pedaços, dentro de um saquinho de pano, sobre um vasilhame de plástico, madeira ou cimento amianto, contendo bastante água e dissolver. Importante: Quando o sulfato de cobre é moído fino o preparo pode ser feito na hora da mistura com a cal. 2. A cal é queimada no dia em que for utilizada; 3. A cal virgem não se "queima" bem em muita água. Colocar a cal virgem à parte em uma pequena tina e colocar água quente . até cobrir a cal dissolver e passar para o barril maior, onde está parte da água. O resíduo que ficar no fundo da tina será desprezado. A cal virgem de boa qualidade pode ser também dissolvida em água fria, pois é de alta reatividade. 4. Sobre o sulfato de cobre acrescentar, pouco a pouco, a cal dissolvida, agitando levemente sem parar com uma vara ou outro material, para dar uma boa reação entre a cal e o cobre; 5. Filtrar a calda, usando primeiramente uma peneira de nylon e após um coador de pano; 6. A calda bordalesa preparada desse modo no meio alcalino será de boa qualidade (usar fita de pH para certificar se ficou alcalina). As caldas alcalinas tem se mostrado mais adesivas nas plantas, enquanto as ácidas têm maior poder curativo. Modo de usar: O intervalo de aplicações varia de 7 a 15 dias dependendo das condições climáticas e ocorrência de doenças e do desenvolvimento da planta. Observar sempre as recomendações específicas das culturas. Cuidados: 1. Recomenda-se usar cal virgem de boa qualidade, com mínimo de impurezas e bem calcinada. A cal velha com aspecto farinhento apresenta muito carbonato de cálcio e terá pouca reação; 2. 0 vasilhame usado deve ser de madeira, cimento, cimento-amianto ou plástico. Materiais como tambores de ferro, latão ou alumínio reagem com sulfato de cobre e formam amálgama com o cobre; 3. Na ocasião da mistura do sulfato de cobre e cal, as suas soluções devem estar com a mesma temperatura, quanto mais baixa melhor. Portanto, devem esperar esfriar a solução de cal até ficar com a mesma temperatura de solução de
  3. 3. sulfato de cobre, para juntar as soluções; 4. Não diluir a solução com água, após preparada a mesma; 5. Quando for necessário adicionar espalhante-adesivo ou qualquer outro produto, fazê-lo após preparada a calda. Para tornar a calda mais aderente aos tecidos das plantas é recomendado usar para cada 100 litros de calda, 2 litros de leite desnatado ou 4 litros de soro de queijo; 6. A qualidade da calda preparada é representada pela suspensibilidade da mesma, para avaliar isto, toma-se um pouco da calda em um copo e mede-se a velocidade de sedimentação. Quanto mais lenta essa velocidade, melhor será a qualidade da calda preparada; 7. É aconselhável pulverizar logo após preparada a calda. Evitar a permanência de calda preparada por longo tempo. Não devendo na prática passar de 12 horas. Nunca preparar calda em quantidade que não se consegue usar no dia; 8. A pulverização com a calda bordalesa deve ser feita com o tempo bom e seco. Pulverizações feitas sobre folhas molhadas podem causar toxidez as plantas. Chuvas após a aplicação da calda, estando as folhas ainda molhadas, também provoca toxidez; 9. No caso de empregar a calda sulfocálcica esperar 15 dias para a aplicação da cada bordalesa. Aplicando a calda bordalesa esperar 30 dias para a aplicação da sulfocálcica; 10. Período de ação da calda bordalesa após a aplicação varia com o clima, mas em boas condições, é de 7 e 15 dias. Passando esse tempo, a sua ação diminui consideravelmente; 11. Para atenuar a toxidez pode-se misturar sulfato de zinco na base de 300 gramas para 100 litros de água; 12. A calda bordalesa pode ser misturada com os biofertilizantes; 13. Os pulverizadores para a aplicação da calda bordalesa devem ter agitadores internos; 14. Agitar a calda do recipiente, cada vez que for reabastecer o pulverizador; 15. A calda bordalesa deve ser neutra. Quando a cal virgem é de má qualidade, a calda permanecerá ácida, sendo preciso então, acrescentar mais leite de cal para neutralizar a acidez.
  4. 4. CALDA CÚPRICA Indicações: Para o manejo de doenças para substituir a calda bordalesa como forma de diminuir o uso do cobre. O cobre é uma substância que pode se acumular no ambiente e também ter feitos prejudiciais para a saúde humana. Ingredientes: • Vinagre (tem sido mais usado o de vinho). • Sementes de linho • Sulfato de cobre Modo de preparo: • Preparar uma calda para estoque com sulfato de cobre a 10%, para cada 100 gramas de sulfato de cobre adicionar 1 litro de água. Armazenar em uma vasilha plástica, vidro ou madeira. • Preparar um macerado de semente de linho e vinagre na proporção de 1 para 8, para cada 100 gramas de semente adicionar 800 mL de vinagre (quatro copos). Deixar de molho a semente no vinagre por dois dias em uma vasilha fechada. • Após este período bater este macerado no liquidificador. Armazenar a mistura no escuro por duas semanas. Após duas semanas coar em peneira e um pano bem fino para não entupir o bico do pulverizador. Estes preparados para serem usados são bem diluídos, na dose de 1 parte do preparado/para 20.000 partes de água. Doses mais fortes devem ser testadas antes para evitar intoxicar as plantas. Para pulverizar a calda cúprica com 10 litros de água: Macerado de linho e vinagre 50 mL (um copinho plástico de café) e calda estoque de cobre 5 mL (medir com seringa). Colocar o macerado de linho e vinagre na água, misturar bem e adicionar lentamente a solução estoque de sulfato de cobre. Assim esta pronta a calda para pulverizar.
  5. 5. CINZA DE MADEIRA Indicações: • CONTROLE DE DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS (MOFOS). Material necessário: • Cinza seca de madeira. Modo de preparar: • Peneirar a cinza. Modo de usar: • Polvilhar sobre as folhagens na dosagem de 50 gramas por metro quadrado de canteiro, antes que o sereno evapore. Observação: • Doses mais elevadas podem causar toxidez as mudas. • Pode ser diluída em água na dose de 200 gramas em 10 litros de água, bater e coar para pulverizar. CAL APAGADA Indicações: • CONTROLE DE DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS (MOFOS). Material necessário: • Cal apagada e polvilhadeira. Modo de preparar: • Polvilhar a cal. Modo de usar: • Polvilhar sobre as folhagens na dosagem de 40 gramas por metro quadrado de canteiro, antes que o sereno evapore.
  6. 6. MACERADO DE CAMOMILA Indicações: Doenças fúngicas, principalmente de sementeiras. Material necessário: • 50 gramas de flores secas de camomila ou 230 gramas de flores frescas; • 10 litros de água. Modo de preparar: • Misturar a camomila na água; • Deixar macerar por 3 dias, agitando 4 vezes por dia; • Coar. Modo de usar: • Pulverizar sem diluir, fazendo 3 aplicações espaçadas de 5 dias. CHÁ DE CAVALINHA Indicações: • Manejo de pulgões e ácaros; • Contra fungos de solo; • Contra míldio e outras doenças fúngicas. Material necessário: • 150 gramas de cavalinha seca ou 1 quilo de cavalinha verde; • 10 litros de água. Modo de preparar: • Moer ou picar bem as plantas; • Colocar num recipiente limpo; • Derramar sobre elas os 10 litros de água; • Ferver durante 20 minutos; • Deixar esfriar coberto com tampa.. Modo de usar:
  7. 7. • Pulverizado sobre as plantas na dosagem de 1litro de chá para 5 litros de água, preferencialmente pela manhã; • Pulverizar puro sobre o solo para controle de fungos de solo. CALDA SULFOCÁLCICA A calda sulfocálcica é um produto a base de enxofre, cal virgem e água, que previne e/ou controla doenças, ácaros, cochonilhas, musgos e líquens. Esta calda é muito usada para tratamento de inverno em pomares. Além de ser mais barata que os agrotóxicos sintéticos, apresenta a vantagem de ser menos tóxica para o homem e menos poluente. Material necessário para 25 litros de calda: • 5 kg de enxofre ventilado (flor de enxofre) em pó; • 5 kg de cal virgem; • 10 litros de água; • 1 copo de álcool; • 2 recipientes de 50 litros (Tonel de ferro ou latão) para realizar a fervura da calda, não pode ser de cobre ou de alumínio; • Pá de madeira de 1,5 m de comprimento • Aerômetro de Baumé para medir a qualidade da calda; • Peneira de nylon (2 dobras) malha 0,8 mm; • Coador de pano ou flanela; • Canecão com cabo de madeira; • Recipiente alto e com boca larga com capacidade de 1 litro; • Vidros ou bombonas plásticas escuros. Modo de preparar: 1º Colocar a água para ferver para preparar a calda em separado num dos tonéis ; 2º Em outro tonel colocar o pó de enxofre e despejar 5 litros de água fervendo para formar uma pasta. Acrescentar um copo de álcool misturando na pasta de enxofre com pá de madeira; 3º Após formar a pasta de enxofre e álcool colocar a cal aos poucos e derramar devagar 5 litros de água fervendo e misturar esta pasta continuadamente com a pá de madeira; 4º Levar ao fogo a mistura por 15 a 20 minutos;
  8. 8. 5º Acrescentar devagar mais 15 litros de água para completar o volume de 25 litros e deixar ferver em fogo alto. A cada 5 minutos se necessário manter o volume de 25 litros colocando aos poucos água fervendo. Nunca adicionar o volume de água necessário, de uma só vez; evitando que haja derramamento. 6º Deixar ferver por 1 hora, agitando continuamente. Apagar o fogo ou retirar o tonel e colocar num lugar ventilado. A calda quando está pronta passa da cor vermelha para pardo-avermelhado. Evitar inalar os vapores exalados pela calda durante a fervura. 7º Deixar a calda esfriar e decantar; 8º Filtrar a calda usando primeiramente uma peneira de nylon e em seguida um coador de pano; 9º Medir a densidade da calda sulfocálcica com o aerômetro de Baumé. Uma boa calda deve ter densidade igual ou superior 20 a 22º Baumé; 10º Armazenar a calda em recipiente de vidro ou plástico, preferencialmente escuro para aumentar o tempo de conservação; 11º Encher o recipiente completamente, tampar bem e armazenar em local escuro. Modo de usar: Indicações: • Fruteiras de clima temperado. Tratamento de inverno, a 4º Baumé, antes do inchamento das gemas • Citros: Na citricultura a aplicação deverá ser feita na concentração de 0,3º a 1,0º Baumé. - Ácaros da Leprose: 1,0º Baumé; - Outros ácaros: 0,8º Baumé; - Cochonilhas, bicho furão, brocas minadoras: 0,8º Baumé; - Não aplicar nos períodos quentes, com plantas murchas, com frutos perto da maturação e com brotações novas. • Goiabeira: - Tratamento de inverno: 3,0º Baumé; - Período vegetativo: 0,3º Baumé. • Maracujá: - Tratamento de inverno: 0,3º Baumé • Morango: - Pulverizar até a floração com a concentração de 0,5º Baumé;
  9. 9. - Respeitar o intervalo de segurança, caso tenha sido aplicado a calda bordalesa. TABELA DE DILUIÇÃO PARA CALDA SULFOCÁLCICA: Concentração Concentração da calda sulfocálcica a preparar em grau baumé Original 4,0º 3,5º 3,0º 2,0º 1,5º 1,0º 0,8º 0,5º 0,3º 33º 9,4 10,9 12,9 20,2 27,3 41,4 52 84 142 32º 9,0 10,5 12,4 19,3 26,2 38,7 50 81 137 31º 8,6 9,9 11,9 18,5 25,1 38,1 48 77 131 30º 8,2 9,5 11,3 17,7 24,0 36,5 46 74 129 29º 7,8 9,1 10,8 17,0 23,0 34,8 44 71 120 28º 7,4 8,7 10,3 16,2 21,9 33,3 42 68 116 27º 7,1 8,3 9,8 15,4 20,9 31,9 40 65 110 25º 6,4 7,4 8,9 13,9 18,9 29,0 36 59 101 22º 5,3 6,2 7,5 11,8 16,2 24,7 31 51 86 20º 4,7 5,5 6,6 10,5 14,4 22,0 28 45 77 17º 3,7 4,4 5,3 8,5 11,7 17,0 23 37 64 Quantidade de água que deve ser acrescentada a 1 litro de concentração original. Exemplo: Se o produtor tiver uma calda com 25º Baumé e quiser preparar uma calda com 4º Baumé, procurar na tabela o encontro das duas colunas 25º e 4,0º, onde encontrará 6,4. Isto significa que deverá adicionar 6,4 litros de água a cada litro de calda de 25º Baumé. No caso de calda com 30º Baumé, seria necessário adicionar 8,2 litros de água, para se obter a calda de 4,0º Baumé. Observe que quanto maior a concentração da calda original, maior será a quantidade de água a adicionar. Cuidados: a) A calda sulfocálcica é alcalina e altamente corrosiva. Danifica recipientes de metal, roupas e a pele. A pessoa deverá proteger-se com luvas, botas, macacão e máscara, devendo banhar-se após o manuseio. É necessário lavar bem os recipientes após o uso, com uma solução de suco de limão ou vinagre, usando uma parte para dez de água. Ao término da aplicação lavar bem o(s) pulverizador(es) com a citada solução. O trator deve ser lavado com água e feita a lubrificação de todas as partes; b) A calda já diluída não deve ser guardada, porque a concentração do princípio ativo não se mantém. Portanto, quando a aplicação for interrompida, mesmo que por um dia, é aconselhável descartar a calda. Entretanto, não jogue calda em rios, córregos, sangas ou açudes; c) Não misturar a calda sulfocálcica com óleo mineral;
  10. 10. d) No caso de ter pulverizado com calda bordalesa e desejar aplicar sulfocálcica, deverá aguardar 30 dias de intervalo; e) Se aplicou calda sulfocálcica e quiser pulverizar com bordalesa, deverá esperar no mínimo 15 dias de intervalo; f) No caso de ter usado ou querer usar óleo mineral, aguardar pelo menos duas semanas de intervalo; g) Não aplicar calda sulfocálcica quando estiverem previstas geadas ou quando a temperatura for superior a 32 ºC. Observação: A calda sulfocálcica é também encontrada pronta no comércio. PARA MANEJO DE INSETOS REPELENTE - EXTRATO DE LOSNA BRAVA Indicações: Repelente para insetos e aumentar a resistência das plantas a danos. Material necessário: 5 quilos de folhas secas de losna em 100 litros de água. Modo de preparar: Cortar em pequenos pedaços as folhas. Deixar curtir em água por 24 horas. Coar e aplicar. REPELENTE - EXTRATO DE NABO FORRAGEIRO Indicações: Biofertilizante para fortalecer as plantas ao ataque de pragas e doenças. Material necessário: 10 quilos de planta verde de nabo forrageiro em 100 litros de água. Modo de preparar: Cortar em pequenos pedaços a planta toda (folhas, talo e flores). Deixar curtir em água por 24 horas. Coar e aplicar.
  11. 11. REPELENTE - MACERADO DE PIMENTA VERMELHA Indicações: Repelente para insetos Material necessário: 50 gramas de frutos de pimenta em 1 litro de álcool comum macerado por 24 horas. Uso: Coar o macerado e aplicar 5 mL por litro de água. REPELENTE - MACERADO DE ALHO Indicações: Repelente para insetos e adesivo para calda bordalesa Material necessário: 500 gramas de dentes de alho triturados em 1 litro de álcool comum macerado por 48 horas. Uso: Coar o macerado e aplicar 5 mL por litro de água. MACERADO DE CRAVO OU FLOR DE-DEFUNTO, TAGETES Indicação: Pulgões, ácaros e algumas lagartas Material necessário: • 1 kg de folhas e talos verdes, com ou sem flores, de cravo-de-defunto; • 10 litros de água. Modo de preparar: • Picar bem fino as plantas; • Por num recipiente limpo; • Acrescentar os 10 litros de água.; • Deixar macerar por dois dias; • Coar; • Outra forma de preparar é fervendo durante meia hora em vasilha com tampa.; • Deixar esfriar, tampado. Coar. Modo de usar: Pulverizar sem diluir.
  12. 12. INFUSÃO DE LOSNA Indicações: Lagartas, lesmas, percevejo e pulgões. Material necessário: • 300 gramas de folhas verdes de losna; • 1 litro de água fervendo. Modo de preparar: • Picar bem fino; • Por num recipiente limpo; • Derramar sobre a losna um litro de água fervente; • Deixar em infusão por 10 minutos; • Coar. Modo de usar: • Pulverização; • 1 litro da infusão em 5 litros de água.. TRIPES E VIROSES EM TOMATEIRO: CHÁ DE PRIMAVERA, TRÊS MARIAS OU BOUGANVÍLEA Indicações: Na sementeira aplica-se para manejar tripes para evitar viroses a campo Modo de preparo: Fazer um chá com 500 gramas de folhas da planta para 10 litros deágua Uso: Pulverizar as mudas com o chá.
  13. 13. CARUNCHOS EM GRÃOS CINZA DE MADEIRA, CAL HIDRATADA, CALCÁRIO DOLOMÍTICO E TERRA DE DIATOMÁCEAS Indicações: Controle de carunchos do milho e feijão. Para carunchos Modo de preparo: Pode ser usado apenas um dos pós acima nas seguintes doses: Cinza de madeira: 200 gramas/ kg de grão. Cal hidratada: 6 gramas/kg de grão. Calcário dolomítico: 200 gramas/ kg de grão. Terra de diatomáceas: 1 grama/kg de grão. PULGÕES E OUTROS INSETOS: ÁGUA DE CINZA E CAL Indicações: Manejo de insetos em períodos de seca. Pulgões podem indicar que há excesso de adubação com esterco ou outra fonte com nitrogênio, ou também necessidade de irrigar com freqüência, ou melhorar a umidade do solo com uso de adubos verdes, cobertura morta e aumento da matéria orgânica. Modo de preparo: 200 gramas de cada um (cinza ou cal) misturar em água, bater coar e pulverizar a mistura sobre as plantas. PULGÕES: MACERADO DE SAMAMBAIA Indicações: • Ácaros e pulgões. Material necessário: • 500 gramas de folhas verdes de samambaia; • 1 litro de água. Modo de preparar:
  14. 14. • Picar as folhas da samambaia e colocá-las de molho em 1 (um) litro de água durante 24 horas; • Ferver por meia hora. Deixar esfriar e coar. Modo de usar: • Pulverização; • Usar um litro do macerado para 10 litros de água. Observação: • Recomenda-se não armazenar nenhum preparado cujo extrator foi a água, porque o produto fermenta e perde as suas propriedades. PULGÕES: EXTRATO DE CONFREI Indicações: para manejo de pulgões em hortaliças, fruteiras e adubo foliar. Ingredientes: 1 quilo de folhas frescas de confrei e 2 litros de água para diluição. Modo de preparo: Bater as folhas em liquidificador ou deixar em infusão em água por 10 dias. Modo de usar: Coar e diluir esta calda em 10 litros de água para as pulverizações. PULGÕES, LAGARTAS E MOSCA BRANCA: SABÃO DE COCO Modo de preparo: Dissolver uma barra de sabão de coco (200 gramas) em um litro a um litro e meio de água quente. Diluir esta calda em 20 litros de água para pulverização. A calda feita com sabão tem boa adesividade e pode ser aplicada direto nas plantas. BROCAS DO TOMATE, PEPINO, REPOLHO E MELANCIA Manejo: Pulverizações preventivas a intervalos semanais de Dipel (Bacillus thringiensis é o nome da bactéria que o Dipel possui e controla as lagartas depois que elas comem o pó com toxinas). Modo de usar: 1 grama do pó por Litro de água em pulverização.
  15. 15. PREPARADOS HOMEOPÁTICOS O PRINCÍPIO BÁSICO DA HOMEOPATIA É: OS SEMELHANTES PODEM CURAR O MAL QUE CAUSAM. Os preparados são feitos em doses muito diluídas e dinamizados (agitados intensivamente) para extrair o princípio curativo. Modo de preparo para insetos que se quer manejar. Fazer a tintura-mãe de insetos. Colocar 5 gramas do inseto em 70 mL de álcool e 30 ML de água, deixar curtir por 20 dias em vidro escuro, guardado protegido da luz em local seco e fresco. Agitar 3 vezes ao dia. Após 20 dias pegar 1 frasco de 30 mL colocar 20 mL de água limpa e colocar 5 gotas da tintura mãe e agitar 100 vezes, levantando o frasco a altura do ombro e batendo contra um anteparo que pode ser um pano limpo, ou livro, desta forma tem-se a diluição 1CH. Para obter a 2CH pegar 5 gotas da 1CH colocar em um frasco de 30 mL, colocar 20 mL de água e colocar 5 gotas da tintura mãe e agitar 100 vezes. Para chegar as demais potências repete-se este procedimento sempre. Na prática tem-se usado muito a potência 6CH. Este modo de fazer o preparado homeopático é o usado para insetos e vermes que se quer controlar. Para preparados homeopáticos com vegetais ou material que dissolve em álcool o procedimento é o mesmo, só que para a tintura mãe ao invés de ser a 5%, é a 10%, assim pega-se 10 gramas da planta ou material a ser preparado para se adicionar em 70 mL de álcool e 30 ML de água limpa, e deixar curtir por 20 dias em vidro escuro, guardado protegido da luz em local seco e fresco. FORMIGAS CORTADEIRAS - PREPARADO HOMEOPÁTICO DE FORMIGA PREPARADO HOMEOPÁTICO DE FORMIGA Preparado homeopático de formiga 30CH. Pegar 100 mL do preparado homeopático de formiga 30CH em 10 L de água. Borrifar o carreiro ou olheiro do formigueiro em que as formigas carregam folhas a 50 cm de distância por 10 vezes. Repetir o procedimento todo dia por uma semana.
  16. 16. FORMIGAS CORTADEIRAS - ISCAS GRANULADAS CASEIRAS ISCAS DE NIM E GERGELIM Ingredientes: Óleo de nim ou sementes de gergelim Farinha de trigo integral (1 mm tamanho do grão, bem fina) Modo de preparo: Colocar as sementes de gergelim e a farinha de trigo em água na proporção de 1 quilo de sementes para 1 quilo de farinha para meio litro de água. Misturar os ingredientes a te formar uma pasta. Após passar a mistura em máquina manual de massa com forma tipo cabelo de anjo, diâmetro de 1,5 mm. Deixar a massa secar em temperatura ambiente por um dia. Após secar o macarrão isca é quebrado em pedaços de 5 mm. Para o óleo de nim usar a dose de 15 mL por um quilo de farinha de trigo com meio litro de água. Modo de uso das iscas prontas e secas: Colocar com tempo seco 20 a 30 gramas de iscas por metro quadrado de formigueiro ao lado dos olheiros ou carreiros. Nunca por direto nos olheiros ou carreiros, pois as formigas podem rejeitar as iscas. O tamanho do formigueiro é calculado pelo comprimento maior x largura maior, nas duas dimensões em torno dos olheiros onde há terra solta, formando pequenos montes. OBS: Para o controle há isca certIficadas para sistema orgânico no comércio. Em Santa Catarina temos a marca Macex produzida em Caçador. Informações no site: http://www.macex.com.br ou Fone: (49) 3567-5270 / 3563-3837. E-mail:macex@macex.com.br

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