Compartimentao geral do fogo - Prevenção Incendio
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Compartimentao geral do fogo - Prevenção Incendio Compartimentao geral do fogo - Prevenção Incendio Document Transcript

  • C. M. de PENAFIEL Semana Europeia para a SST COMPARTIMENTAÇÃO GERAL DE FOGO João Lopes Porto Seminário sobre o “NOVO REGULAMENTO DE SCIE” Penafiel, 22 de Outubro de 2009 ESQUEMA GERAL INTRODUÇÃO Compartimentação Estrutura geral do RJ-SCIE RT-SCIE (P 1532/2008) Estrutura geral Condições exteriores Comportamento ao fogo, isolamento e protecção Compartimentação geral Isolamento e protecção PROJECTO DE SCIE COMENTÁRIO FINAL 1
  • ESQUEMA GERAL INTRODUÇÃO Compartimentação Estrutura geral do RJ-SCIE RT-SCIE (P 1532/2008) Estrutura geral Condições exteriores Comportamento ao fogo, isolamento e protecção Compartimentação geral Isolamento e protecção PROJECTO DE SCIE COMENTÁRIO FINAL INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIO A protecção contra incêndio em edifícios – ou seja, a limitação das suas consequências – pode ser concretizada através da: Limitação das massas combustíveis Limitação da combustibilidade dos materiais Rapidez da evacuação Rapidez da extinção Estabilidade suficiente para a evacuação e o combate A limitação das massas combustíveis é realizada pela COMPARTIMENTAÇÃO 2
  • INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO LIMITAÇÃO DAS MASSAS COMBUSTÍVEIS Formas de compartimentação: Por espaços livres Por elementos de construção Por sistemas de extinção A forma mais habitual é a que utiliza elementos de construção Que têm de ser dotados de uma certa resistência ao fogo INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO IDEIA ANTIGA… É sabido que já os Romanos, na sequência dos incêndios sofridos (designadamente, em Roma, nos anos 64 e 192 d.C.), limitaram as cérceas dos edifícios e alargaram as ruas, para dificultar a propagação Mais tarde, começaram a construir-se as paredes “guarda-fogo” a separar os edifícios De que a Baixa Pombalina de Lisboa é um bom exemplo (com as citadas paredes “guarda-fogo” ainda bem visíveis no Rossio) 3
  • INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO E MAIS RECENTEMENTE… O RGEU O RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas (DL 38.382, de 7 de Agosto de 1951) dedicava 20 artigos (o Capítulo III do Título V) à SCI (artigos agora definitivamente revogados) 12 desses artigos referiam elementos de construção “resistentes ao fogo” Designadamente, impondo paredes “guardafogo” na separação de edificações contíguas, “…elevadas 60 cm acima da cobertura mais baixa…” (…) INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO E MAIS RECENTEMENTE… O RGEU E, nos edifícios de grande extensão, estabelecendo “…paredes guarda-fogo intermédias a distâncias não superiores a 40 m…” Portanto, utilizava já um conceito preliminar de “resistência ao fogo” Embora ainda não relacionado com o incêndio padrão (ISO 834), nem quantificado com os escalões de tempo Mas é óbvio que o conceito já integrava uma dimensão temporal 4
  • INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO RESISTÊNCIA AO FOGO PADRÃO Conceito mais recente Indicador do comportamento face ao fogo dos elementos de construção, em termos da manutenção das funções que devem desempenhar em caso de incêndio. Avalia-se pelo tempo que decorre desde o início de um processo térmico normalizado a que o elemento é submetido, até ao momento em que ele deixa de satisfazer determinadas exigências relacionadas com as referidas funções INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO RESISTÊNCIA AO FOGO Na regulamentação anterior (agora revogada) Funções do elemento Suporte Compartimentação Suporte + Comp.ção R EF Exigências E I PC CF PC CF 5
  • INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO RESISTÊNCIA AO FOGO Exigências do sistema actual (europeu) R – estabilidade / resistência mecânica E – estanquidade (às chamas e gases quentes) I – isolamento térmico W – radiação M – acção mecânica C – fecho automático P ou PH – continuidade de fornecimento de energia e/ou sinal G – resistência ao fogo K – capacidade de protecção contra o fogo D – Duração da estabilidade a temperatura constante DH – Duração da estabilidade na curva-tipo tempo-temperatura F – Funcionalidade dos ventiladores eléctricos de fumo e calor B – Funcionalidade dos ventiladores naturais de fumo e calor INTRODUÇÃO COMPARTIMENTAÇÃO RESISTÊNCIA AO FOGO Qualificações do sistema actual (europeu) Através do conjunto dos símbolos das exigências aplicáveis Por exemplo: CF passou a escrever-se EI ou REI Classes de resistência ao fogo (minutos) Anterior: 15, 30, 45, 60, 90, 120, 180, 240, 360 Europeia: acrescentou a de 20 minutos (e as classes não se aplicam igualmente a todos os casos) Várias indicações complementares (o sistema é muito mais minucioso que o nosso anterior) 6
  • INTRODUÇÃO ESTRUTURA GERAL do RJ-SCIE Corpo do Diploma (DL 220/2008) - Disposições gerais Capítulo I Capítulo II - Caracterização dos edifícios e recintos Capítulo III - Condições de SCIE Capítulo IV - Processo contra-ordenacional Capítulo V - Disposições finais e transitórias Anexos INTRODUÇÃO ESTRUTURA GERAL do RJ-SCIE Anexos I - Classes de reacção ao fogo para produtos de construção II - Classes de resistência ao fogo padrão para produtos de construção III - Categorias de risco IV - Elementos do projecto da especialidade de SCIE V - Fichas de segurança VI - Equivalência entre as especificações do LNEC e as constantes das decisões comunitárias 7
  • INTRODUÇÃO ESTRUTURA GERAL do RJ-SCIE Diplomas complementares Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (RT-SCIE) – Portaria n.º 1532/2008, de 29 de Dezembro (prevista no Art.º 15.º do RJ-SCIE) Registo de entidades com actividades de comercialização, instalação ou manutenção de produtos e equipamentos de SCIE – Portaria n.º 773/2009, de 21 de Julho (prevista no Art.º 23.º do RJ-SCIE) Taxas por serviços de SCIE prestados pela ANPC – Portaria n.º 1054/2009, de 16 de Setembro (prevista no Art.º 29.º do RJ-SCIE) (…) INTRODUÇÃO ESTRUTURA GERAL do RJ-SCIE Diplomas complementares (continuação) Regime de credenciação de entidades para a emissão de pareceres, realização de vistorias e de inspecções das condições de SCIE – Portaria n.º 64/2009, de 22 de Janeiro (prevista no Art.º 30.º do RJ-SCIE) Funcionamento do sistema informático – Portaria n.º 610/2009, de 8 de Junho (prevista no Art.º 32.º do RJSCIE) Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de incêndio modificada – Despacho n.º 2074/2009, de 15 de Janeiro, do Presidente da ANPC (previsto no Art.º 12.º do RJ-SCIE) 8
  • ESQUEMA GERAL INTRODUÇÃO Compartimentação Estrutura geral do RJ-SCIE RT-SCIE (P 1532/2008) Estrutura geral Condições exteriores Comportamento ao fogo, isolamento e protecção Compartimentação geral Isolamento e protecção PROJECTO DE SCIE COMENTÁRIO FINAL RT-SCIE (P 1532/2008) ESTRUTURA GERAL Corpo do Regulamento (Anexo da P 1532/2008) Título I – Objecto e definições Título II – Condições exteriores comuns Título III – Condições gerais de comportamento ao fogo, isolamento e protecção Título IV – Condições gerais de evacuação Título V – Condições gerais das instalações técnicas (…) 9
  • RT-SCIE (P 1532/2008) ESTRUTURA GERAL Corpo do Regulamento (continuação) Título VI – Condições gerais dos equipamentos e sistemas de segurança Título VII – Condições gerais de autoprotecção Título VIII – Condições específicas das utilizações-tipo Anexo I – Definições (dos termos usados no RT-SCIE) RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES Título II – Condições exteriores comuns Capítulo I – Condições exteriores de segurança e acessibilidade Capítulo II – Limitações à propagação do incêndio pelo exterior Capítulo III – Abastecimento e prontidão dos meios de socorro 10
  • RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES CRITÉRIOS DE SEGURANÇA Vias de acesso adequadas a veículos de socorro, com ligação permanente à rede viária pública (mesmo quando em domínio privado) Volumetria dos edifícios, resistência e reacção ao fogo de vários elementos de construção, vãos abertos nas fachadas e distância de segurança entre eles, estabelecidos de forma a evitar a propagação do incêndio pelo exterior, no próprio edifício, ou entre este e outros edifícios vizinhos ou outros locais de risco (…) RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES CRITÉRIOS DE SEGURANÇA (continuação) Disponibilidade de água para abastecimento dos veículos de socorro nas imediações dos edifícios e dos recintos Localização e implantação na malha urbana de novos edifícios e recintos condicionada, em função da respectiva categoria de risco, pela distância a um quartel de bombeiros, pelo grau de prontidão deste e pelo equipamento adequado que possuam 11
  • RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES Afastamento dos edifícios FACHADAS EM CONFRONTO L RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES FACHADAS EM CONFRONTO (continuação) Edifícios sem UT XII (industriais, oficinas e armazéns) Paredes (e vãos nelas praticados) sem exigências de resistência ao fogo: Altura do edifício (H) Distância entre as fachadas (L) H≤9m L≥4m H>9m L≥8m Caso não sejam respeitadas as distâncias entre fachadas acima referidas, deverão ser garantidas as seguintes resistências ao fogo padrão: Paredes: EI 60 (ou REI 60) Vãos: E 30 12
  • RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES FACHADAS EM CONFRONTO (continuação) Edifícios incluindo a UT XII (industriais, oficinas e armazéns) Paredes (e vãos nelas praticados) sem exigências de resistência ao fogo: Categoria de risco da utilização-tipo XII 1ª 2ª 3ª ou 4ª Maior das alturas dos edifícios (H) Distância entre as fachadas (L) H≤9m L≥4m H>9m L≥8m H≤9m L≥8m H>9m L ≥ 12 m Qualquer L ≥ 16 m RT-SCIE (P 1532/2008) CONDIÇÕES EXTERIORES FACHADAS EM CONFRONTO (continuação) Caso não sejam respeitadas as distâncias entre fachadas acima referidas, deverão ser garantidas as seguintes resistências ao fogo padrão: Paredes: EI 60 (ou REI 60) Vãos: E 30 As distâncias acima referidas (quadro anterior), para a 2.ª categoria de risco ou superior, podem ser reduzidas a metade, desde que sejam garantidas as seguintes resistências ao fogo padrão: Paredes: EI 90 (ou REI 90) Vãos: E 45 13
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPORTAMENTO AO FOGO… Título III – Condições Gerais de Comportamento ao Fogo, Isolamento e Protecção Capítulo I Capítulo II Capítulo III Capítulo IV Capítulo V Capítulo VI Capítulo VII – Resistência ao fogo de elementos estruturais e incorporados – Compartimentação geral de fogo – Isolamento e protecção de locais de risco – Isolamento e protecção das vias de evacuação – Isolamento e protecção de canalizações e condutas – Protecção de vãos interiores – Reacção ao fogo RT-SCIE (P 1532/2008) COMPORTAMENTO AO FOGO… CRITÉRIOS DE SEGURANÇA Elementos estruturais com um certo grau de estabilidade ao fogo Compartimentos corta-fogo de modo a proteger determinadas áreas, impedir a propagação do incêndio ou fraccionar a carga de incêndio UT´s diferentes, no mesmo edifício, constituindo compartimentos corta-fogo independentes (salvo excepções, previstas no RT-SCIE) (…) 14
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPORTAMENTO AO FOGO… CRITÉRIOS DE SEGURANÇA (continuação) Compartimentação corta-fogo obtida pelos elementos da construção (pavimentos e paredes) Em alguns casos, admissíveis outros materiais, complementados ou não por sistemas activos de protecção (por exemplo, telas batidas por cortinas de água) Passagem de canalizações ou condutas, através de elementos de compartimentação, seladas ou com registos corta-fogo (com resistência ao fogo adequada) (…) RT-SCIE (P 1532/2008) COMPORTAMENTO AO FOGO… CRITÉRIOS DE SEGURANÇA (continuação) Vias de evacuação interiores protegidas, constituindo sempre compartimentos cortafogo independentes Comunicações verticais não seláveis ao nível dos pisos (condutas de lixo, coretes de gás, caixas de elevadores) constituindo compartimentos corta-fogo Locais de risco C e F (salvo excepções, previstas no RT-SCIE) constituindo compartimentos corta-fogo 15
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COEXISTÊNCIA ENTRE UT´s DISTINTAS Isolamento entre utilizações distintas Casos de proibição de coexistência no mesmo edifício (UT XII da 3.ª ou 4.ª CR com outra UT da 2.ª à 4.ª CR – com excepção da UT II) Casos de coexistência com separação corta-fogo, mas sem comunicações interiores comuns (UT I acima da 1ª categoria de risco com UT´s V e VII a XII, de qualquer categoria de risco) Casos de coexistência com comunicações interiores comuns, satisfazendo exigências de separação corta-fogo RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COEXISTÊNCIA ENTRE UT´s DISTINTAS Resistência mínima ao fogo padrão, EI ou REI, dos elementos de separação (paredes e pavimentos): Utilizaçõestipo Categorias de risco 1.ª 2.ª 3.ª 4.ª I, III a X 30 60 90 120 II, XI e XII 60 90 120 180 16
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COEXISTÊNCIA ENTRE UT´s DISTINTAS Resistência mínima ao fogo padrão dos vãos de comunicação (portas) com as vias de evacuação: Utilizaçõestipo Categorias de risco 1.ª 2.ª 3.ª 4.ª I, III a X E 15 C E 30 C EI 45 C CCF II, XI e XII E 30 C EI 45 C CCF CCF RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COEXISTÊNCIA ENTRE UT´s DISTINTAS Os vãos de comunicação com as vias devem adoptar as soluções mais exigentes das indicadas no quadro anterior ou nos relativos à protecção das vias de evacuação Quando situados abaixo do plano de referência, servidos por via de evacuação enclausurada não exclusiva, esta deve ser protegida desses espaços por câmaras corta-fogo Em edifícios que possuam espaços destinados a turismo do espaço rural, de natureza e de habitação, podem existir comunicações interiores comuns entre aqueles espaços e outros afectos à UT I, desde que esta seja da 1ª categoria de risco 17
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COMPARTIMENTOS CORTA-FOGO Compartimentação de fogo Em espaços cobertos, pisos diversos constituindo, em regra, compartimentos corta-fogo diferentes, sem prejuízo das condições de isolamento e protecção dos locais de risco ali existentes Áreas máximas dos compartimentos corta-fogo Que podem ser duplicadas com a instalação de redes de “sprinklers” Isolamento e protecção de pátios interiores Condições a que devem obedecer RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COMPARTIMENTOS CORTA-FOGO Utilizações-tipo Áreas máximas de compartimento cortafogo por piso I, III, VI a IX e X 1 600 m2 II Observações 6 400 m2 Acima do plano de referência 3 200 m2 Abaixo do plano de referência IV e V (excepto pisos com locais de risco D) 1.600 m2 IV e V (pisos com locais de risco D) 800 m2 XI XII 800 m2 Acima do plano de referência 400 m2 Abaixo do plano de referência Condições específicas da UT XII 18
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL COMPARTIMENTOS CORTA-FOGO Os compartimentos corta-fogo devem ser isolados por elementos de construção com uma classe de resistência EI ou REI, com um escalão de tempo mínimo de 30 minutos para as utilizações-tipo I e III a X e de 60 minutos para as restantes Vários casos constituem excepção a estas regras (tanto no que se refere às áreas como à resistência ao fogo dos elementos de compartimentação) Como se viu no quadro anterior, a UT XII está sujeita a condições específicas relativas às áreas máximas de compartimentação geral corta-fogo (apresentadas a seguir) RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL UT XII – COMPARTIMENTOS CORTA-FOGO Casos I II III IV Categorias de risco da UT XII Localização relativamente ao plano de referência 1.ª 2.ª Acima 1.600 m2 800 m2 Abaixo Não aplicável Acima 6.400 m2 Abaixo Não aplicável Acima 12.800 m2 Abaixo No plano de referência Não aplicável 3.ª 4.ª 400 m2 400 m2 2.400 m2 800 800 m2 m2 4.800 m2 2.400 m2 400 m2 400 m2 2.400 m2 800 m2 1.200 m2 400 m2 Sem limite 19
  • RT-SCIE (P 1532/2008) COMPARTIMENTAÇÃO GERAL UT XII – COMPARTIMENTOS CORTA-FOGO Os casos referidos no quadro são os seguintes: Caso I – edifício em que a UT XII coexiste com outras UT´s Caso II – edifício exclusivamente afecto à UT XII, com empena comum a outros edifícios com habitação ou estabelecimentos recebendo público Caso III – edifício exclusivamente afecto à UT XII, com empena comum a outros edifícios também exclusivamente afectos à UT XII, mas afastados de quaisquer outros com habitação ou estabelecimentos recebendo público Caso IV – edifício isolado, exclusivamente afecto à UT XII, com um único piso no plano de referência, respeitando os afastamentos regulamentares RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO LOCAIS DE RISCO ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO LOCAIS DE RISCO Paredes não resistentes Pavimentos e paredes resistentes Portas B EI 30 REI 30 EI 15 C C EI 60 REI 60 EI 30 C C agravado EI 90 REI 90 EI 45 C D EI 60 REI 60 EI 30 C E EI 30 REI 30 EI 15 C F EI 90 REI 90 EI 45 C 20
  • RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO VIAS HORIZONTAIS DE EVACUAÇÃO Vias para as quais se exige protecção: Vias, incluindo átrios, integradas nas comunicações comuns a diversas fracções ou UT´s da 3.ª e 4.ª categoria de risco ou quando o seu comprimento exceda 30 m Vias cujo comprimento seja superior a 10 m, compreendidas em pisos com uma altura acima do plano de referência superior a 28 m ou em pisos abaixo daquele plano Vias incluídas nos caminhos horizontais de evacuação de locais de risco B, nos casos em que esse locais não disponham de vias alternativas RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO VIAS HORIZONTAIS DE EVACUAÇÃO Vias para as quais se exige protecção (cont.): Vias incluídas nos caminhos horizontais de evacuação de locais de risco D Vias, ou troços de via, em impasse com comprimento superior a 10 m, excepto se todos os locais dispuserem de saídas para outras vias de evacuação Galerias fechadas de ligação entre edifícios independentes ou entre corpos do mesmo edifício 21
  • RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO VIAS HORIZONTAIS DE EVACUAÇÃO Resistência ao fogo padrão mínima da envolvente de vias horizontais de evacuação interiores protegidas: Paredes não resistentes Paredes resistentes Portas Pequena EI 30 REI 30 E 15 C Média ou grande EI 60 REI 60 E 30 C Muito grande EI 90 REI 90 E 45 C Altura RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO VIAS VERTICAIS DE EVACUAÇÃO Protecção dos acessos a vias protegidas localizados no piso de saída para o exterior Saídas de vias enclausuradas Via acima do plano de referência Altura do piso mais elevado servido (H) Via abaixo do plano de referência H ≤ 28 m H > 28 m Directa ao exterior Sem exigências Sem exigências Sem exigências Em átrio com acesso directo ao exterior e sem ligação a outros espaços interiores, com excepção de caixas de elevadores protegidas Sem exigências Portas E 30 C Portas E 30 C Portas E 30 C Portas EI 60 C Portas E 30 C Restantes situações 22
  • RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO VIAS VERTICAIS DE EVACUAÇÃO Protecção dos acessos a vias protegidas não localizados no piso de saída para o exterior Via acima do plano de referência Tipo de via Acesso Altura do piso mais elevado servido (H) Via abaixo do plano de referência H ≤ 28 m H > 28 m Do interior Portas E 30 C Câmaras corta-fogo Câmaras corta-fogo Do exterior Portas E 15 C Portas E 15 C Portas E 15 C Do interior Portas E 30 C Portas EI 60 C Portas EI 30 C Do exterior Sem exigências Sem exigências Sem exigências Enclausurada Ao ar livre RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Além das condições gerais atrás exemplificadas, existem condições específicas, para várias utilizações-tipo, relativas ao isolamento e protecção (de locais de risco, de vias de evacuação, de canalizações e condutas, etc.) Na impossibilidade de as referir com algum pormenor (praticamente, só as UT´s III e IV as não têm), foi escolhido, a título de exemplo, o caso da UT V – Hospitalares e lares de idosos, que se apresenta a seguir 23
  • RT-SCIE (P 1532/2008) ISOLAMENTO E PROTECÇÃO CONDIÇÕES ESPECÍFICAS DA UT V Resistência ao fogo padrão mínima dos elementos da envolvente de blocos operatórios, blocos de partos e unidades de cuidados intensivos: Elementos de construção Resistência ao fogo padrão mínima Paredes não resistentes EI 90 Pavimentos e paredes resistentes REI 90 Portas E 45 C Estes locais e os de neonatologia, com mais de 200 m2, devem ser subdivididos, no mínimo, em dois compartimentos corta-fogo (permitindo a evacuação horizontal dos ocupantes, entre eles) ESQUEMA GERAL INTRODUÇÃO Compartimentação Estrutura geral do RJ-SCIE RT-SCIE (P 1532/2008) Estrutura geral Condições exteriores Comportamento ao fogo, isolamento e protecção Compartimentação geral Isolamento e protecção PROJECTO DE SCIE COMENTÁRIO FINAL 24
  • PROJECTO DE SCIE A SCIE NO PROJECTO Aplicação da regulamentação através do projecto, que depois se concretiza em obra História recente: A SCIE, quando atendida, integrada nos projectos de Arquitectura e das Especialidades (cada um com a sua parte) Evolução, há poucos anos, para o “Estudo de SCIE” Com o DL 220/2008 (RJ-SCIE): “Projecto de SCIE” O projecto de SCIE como caso particular dos projectos de Especialidade PROJECTO DE SCIE NATUREZA E CONSTITUIÇÃO O projecto de especialidade de SCIE é o documento que define as características do edifício ou recinto no que se refere à especialidade de segurança contra incêndio, do qual devem constar as seguintes peças escritas e desenhadas: Memória descritiva e justificativa, na qual o autor do projecto deve definir de forma clara quais os objectivos pretendidos e as principais estratégias para os atingir e identificar as exigências de segurança contra incêndio que devem ser contempladas no projecto de arquitectura e das restantes especialidades a concretizar em obra 25
  • PROJECTO DE SCIE NATUREZA E CONSTITUIÇÃO Peças projecto de especialidade (continuação): Peças desenhadas a escalas convenientes e outros elementos gráficos que explicitem a acessibilidade para veículos de socorro dos bombeiros, a disponibilidade de hidrantes exteriores e o posicionamento do edifício ou recinto relativamente aos edifícios ou recintos vizinhos, a planimetria e altimetria dos espaços em apreciação, a classificação dos locais de risco, os efectivos totais e parciais, as características de resistência ao fogo que devem possuir os elementos de construção, as vias de evacuação e as saídas e, finalmente, a posição em planta de todos os dispositivos, equipamentos e sistemas de segurança contra incêndio previstos para esses espaços PROJECTO DE SCIE MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA A memória descritiva e justificativa do projecto da especialidade de SCIE deve, quando aplicáveis, conter referência aos seguintes aspectos, pela ordem considerada mais conveniente: I – Introdução II – Condições exteriores III – Resistência ao fogo de elementos de construção IV – Reacção ao fogo de materiais V – Evacuação VI – Instalações técnicas VII – Equipamentos e sistemas de segurança 26
  • PROJECTO DE SCIE MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA Portanto e conforme referido, cada memória descritiva e justificativa só precisa de abordar os capítulos aplicáveis ao seu caso (dentre os constantes da lista precedente) Para minimizar as dúvidas que possam surgir, o Anexo IV do RJ-SCIE (DL 220/2008) desdobra, em tópicos relativamente pormenorizados, cada um desses capítulos PROJECTO DE SCIE FICHAS DE SEGURANÇA As fichas de segurança, aplicáveis às utilizaçõestipo (excepto UT IV e UT V) dos edifícios e recintos da 1.ª categoria de risco, devem ser elaboradas com base em modelos a definir exclusivamente pelos serviços centrais da ANPC Compete à ANPC proceder a todas as actualizações que venham a ser consideradas necessárias As câmaras municipais devem ser notificadas, oportunamente, quer das versões iniciais quer das futuras actualizações das fichas de segurança NOTA: De momento, a ANPC tem, no seu “site”, um modelo único, aplicável a todas as UT´s 27
  • PROJECTO DE SCIE FICHAS DE SEGURANÇA As fichas de segurança devem desenvolver os seguintes elementos técnicos: Identificação Caracterização dos edifícios e das utilizações-tipo Condições exteriores aos edifícios Resistência ao fogo dos elementos de construção Reacção ao fogo dos materiais de construção Condições de evacuação dos edifícios Instalações técnicas dos edifícios Equipamentos e sistemas de segurança dos edifícios Observações Notas explicativas do preenchimento das fichas de segurança ESQUEMA GERAL INTRODUÇÃO Compartimentação Estrutura geral do RJ-SCIE RT-SCIE (P 1532/2008) Estrutura geral Condições exteriores Comportamento ao fogo, isolamento e protecção Compartimentação geral Isolamento e protecção PROJECTO DE SCIE COMENTÁRIO FINAL 28
  • COMENTÁRIO FINAL A compartimentação é, desde há muito, usada como medida para melhorar a SCIE Tal medida tem-se revelado da maior importância, pela eficácia demonstrada – hoje mensurável, através do conceito amadurecido da resistência ao fogo Por isso, a nova regulamentação continua a fazer larga utilização da compartimentação A consagração legal do Projecto de Especialidade de SCIE (ou da Ficha de Segurança, nos casos mais simples) obriga à explicitação quantificada da compartimentação FIM Muito obrigado pela Vossa atenção 29