4. classedepalavras
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4. classedepalavras

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  • 1. Os subdomínios :da Morfologia (B.2.), das (B.3.) e da Sintaxe (B.4.). 1
  • 2. Conjunto das palavras que, por partilharemcaracterísticas morfológicas, sintáticas e/ousemânticas, podem ser agrupadas numa mesmacategoria.As classes de palavras não podem serestabelecidas apenas com base em critériosmorfológicos, uma vez que há classes que não sedistinguem morfologicamente, como por exemploas preposições e as conjunções. 2
  • 3. Item lexical pertencente a uma determinada classe, com umsignificado identificável ou com uma função gramatical ecom forma fonológica consistente, podendo admitir variaçãoflexional.Sequência de palavras que funciona, sintática esemanticamente, como uma só.Exemplos:Locuções adverbiais: "em breve", "com certeza";Locuções prepositivas: "em cima de", "debaixo de"; 3Locuções conjuncionais: "assim que", "logo que", "ainda que".
  • 4. Classe de palavras que é constituída por um númeropotencialmente ilimitado de palavras e à qual a evolução dalíngua acrescenta constantemente novos membros. Épraticamente impossível enumerar todos os membros deuma classe aberta de palavras num dado momento daevolução da língua.Exemplos: palavras recentemente acrescentadas à classe dos nomes, veja-se "telemóvel", "cromo".palavras recentemente acrescentadas à classe dos verbos, veja-se "clicar", "surfar". 4
  • 5. Classe de palavras que é constituída por um númerolimitado (normalmente pequeno) de palavras e à qual aevolução da língua só muito raramente acrescenta novosmembros. É normalmente fácil enumerar todos osmembros de uma classe fechada de palavras. 5
  • 6. Desaparecemos nomesabstratos! 6
  • 7. Nomes comuns que se aplicam a objetos ou referentes quepodem ser diferenciados como partes singulares ou partesplurais de um conjunto (i). Assim, podem ocorrer emconstruções de enumeração (ii) e a forma de plural marcauma oposição quantitativa (iii).Exemplos:(i) De entre os alunos da turma, o aluno n.º 3 teve a melhor nota.(ii) Um [aluno] estudou muito, dois [alunos] faltaram e muitosquiseram mudar a data do teste.(iii) Um aluno / dois alunos / muitos alunos. 7
  • 8. Nome comum que se aplica a conjuntos de objetos ou entidadesem que não é possível distinguir partes singulares de partesplurais, conforme exemplos (i) a (iii). Por esta razão, estesnomes não ocorrem, tipicamente, em construções deenumeração (iv) nem coocorrem com alguns quantificadores edeterminantes (v). As construções de plural dos nomes não-contáveis não designam uma oposição quantitativa, mas simqualitativa (vi), exceto quando se faz uma contagem relativa acontadores não explícitos (vii).Exemplos:(i) A [farinha] é um ingrediente essencial dos bolos.(ii) Essa peça de [bronze] devia estar no museu.(iii) A [educação] é essencial para a democracia.(iv) *Uma educação, duas educações,(v) *Certas / várias educações, ...(vi) Há várias farinhas no mercado. (= existem várias qualidades defarinha no mercado). 8(vii) Comprei dois sumos. (= comprei dois (pacotes de) sumo).
  • 9. 9
  • 10. Nome que se aplica a um conjunto de objetos ou entidades domesmo tipo (i).Há nomes coletivos contáveis, como os exemplificados em (i), enomes coletivos não contáveis, que não aceitam plural, como osexemplificados em (ii).Os nomes coletivos têm, em alguns contextos, umcomportamento semelhante a plurais, como na combinação compredicados coletivos (iii), mas distinguem-se de plurais, nãopodendo, por exemplo, ser antecedente de alguns pronomesrecíprocos (iv).Exemplos:(i) rebanho, alcateia, multidão(ii) fauna, flora(iii) A alcateia reuniu-se.(iv) *O par é parecido um com o outro. 10
  • 11. 11
  • 12. 12
  • 13. Antes edepois…. 13
  • 14. 14
  • 15. Nova gramática didática de Português, Santillana 15
  • 16. 16
  • 17. Verbo principal que não seleciona complementos.Exemplos:(i) O Miguel desmaiou.(ii) *O Miguel desmaiou a mãe.(iii) A Zé tossiu.(iv) *A Zé tossiu o hospital. 17
  • 18. Verbo principal que seleciona um sujeito e um complementocom a função sintática de complemento direto (i)-(iv).Exemplos.(i) A Ana fechou a porta.(ii) A Ana fechou-a.(iii) *A Ana fechou. (agramatical como frase isolada)(iv) A Ana afirmou [que tinham fechado a porta].(v) A Ana afirmou-o.(vi) *A Ana pediu. (agramatical como frase isolada) 18
  • 19. Verbo principal que seleciona um sujeito e um complementoindireto (i)-(ii) ou oblíquo (iv)-(v).Exemplos:(i) A prenda agradou à Ana.(ii) A prenda agradou-lhe.(iii) *A prenda agradou.(iv) A Margarida vai a Paris.(v) A Margarida vai lá.(vi) *A Margarida vai. 19
  • 20. Verbo principal que seleciona um sujeito e dois complementos:um com a função sintática de complemento direto e outro coma de complemento indireto (i)-(iv) ou de complemento oblíquo(v) (viii).Exemplos:(i) A Teresa deu o livro à professora.(ii) A Teresa deu-o à professora.(iii) A Teresa deu-lhe o livro.(iv) A Teresa deu-lho. (v) O Pedro pôs os livros na estante.(vi) O Pedro pô-los na estante.(vii) O Pedro pôs os livros aí.(viii) O Pedro pô-los aí. 20
  • 21. Verbo principal que seleciona um sujeito, um complementodireto e um predicativo do complemento direto.Exemplos:(i) A Teresa acha o Pedro feio.(ii) A Teresa acha-o feio. 21
  • 22. Os verbos transitivos-predicativos conseguem distinguir-sedos verbos transitivos diretos através da substituição docomplemento direto por um pronome.Assim, observa-se que, em frases como:―o Pedro leu um livro horrível.――o Pedro leu-o.――*o Pedro leu-o horrível‖.não há predicativo do complemento direto (nãohavendo, consequentemente, verbo transitivo-predicativo),Enquanto em frases como:―o Pedro considera o livro horrível.‖"o Pedro considera-o horrível.―a expressão "horrível" não faz parte do complementodireito, funcionando como predicativo do complemento direto. 22
  • 23. Verbo que coocorre, precedendo-o, com um verbo principal ouum verbo copulativo e que não determina quais os complementosou o sujeito que ocorrem na frase. Os verbos auxiliares sãousados para a formação de tempos compostos (i), para aformação de frases passivas (ii), ou para veicular informaçãotemporal (iii), aspectual (iv) e modal (v). Numa mesma frase, podehaver mais do que um verbo auxiliar (vi)-(vii).Exemplos: COMPLEXO(i) A Eva tem brincado bastante. VERBAL(ii) O bolo de aniversário foi encomendado.(iii) A Eva vai brincar no jardim. Sequência de um ou mais(iv) A Eva está a brincar no jardim. verbos em que apenas um(v) A Joana devia ir ao médico. deles é um verbo principal(vi) A Joana deve ir brincar no jardim. e os restantes verbos(vii) O problema podia ter sido explicado de outra forma. são verbos 23 auxiliares.
  • 24. Verbo que ocorre numa frase em que existe um constituintecom a função sintática de sujeito e outro com a funçãosintática de predicativo do sujeito.Exemplos:Costumam listar-se como verbos copulativos os seguintes:ser, estar, ficar, parecer (como em "parecerdoente"), permanecer, continuar (como em "continuarcalado"), tornar-se e revelar-se.(i) A Teresa está doente.(ii) A Ana é veterinária.(iii) A Margarida ficou calada. A noção de(iv) A Margarida continua em Lisboa. predicativo do sujeito 24 muda!
  • 25. Antes edepois…. 25
  • 26. 26
  • 27. 27
  • 28. 28
  • 29. 29
  • 30. Nova gramática didática de Português, Santillana 30
  • 31. 31
  • 32. Adjetivo que deriva de um nome, não ocorre em posiçãopré- -nominal nem varia em grau.Exemplos: jornais diários; amor maternal; aves aquáticas; invasão americana; crosta terrestre. 32
  • 33. Adjetivo que exprime tipicamente a qualidade, i.e., um atributodo nome.Tipicamente, a posição dos adjetivos qualificativos é pós--nominal. 33
  • 34. 34
  • 35. 35
  • 36. Adjetivo que pertence à classe tradicional dos numeraisordinais, como (i), expressando ordem ou sucessão.(i) Primeiro, segundo, terceiro, ... 36
  • 37. 37
  • 38. 38
  • 39. Nova gramática didática de Português, Santillana 39
  • 40. 40
  • 41. Advérbio com diferentes valores semânticos (i), que ocorreinternamente ao grupo verbal, quer com função decomplemento oblíquo, quer como modificador do grupo verbal(e, mais raramente, como predicativo do sujeito), podendo serafectado pela negação (ii) ou por estruturas interrogativascomo as ilustradas em (iii).Exemplos:(i) a. Os rapazes dormem ali. - Valor locativob. Os rapazes chegaram recentemente. - Valor temporalc. Os rapazes cantam agradavelmente. - Valor de modo(ii) a. A escola dos teus filhos não fica [ali], fica na outra rua.b. Os rapazes não dormem [ali], mas no outro quarto.(iii) a. É [ali] que fica a escola dos teus filhos?b. É [ali] que dormem os rapazes? 41
  • 42. Advérbio com diferentes valores semânticos (i), que modifica afrase, não sendo afectado pela negação frásica (ii) ou porestruturas interrogativas como as ilustradas em (iii).Exemplos:(i) a. Os rapazes dormem, provavelmente. - Valor modalb. Os rapazes dormem, felizmente - Valor de orientação para o falantec. Matematicamente, esse facto é impossível. - Valor de orientaçãopara o domínio. (ii) a. A escola dos teus filhos não está fechada, provavelmente. (nãose está a negar a probabilidade de a escola estar fechada) b. Honestamente, tu às vezes não raciocinas. (não se está a negar"honestamente") (iii) a. *Foi [provavelmente] que a escola dos teus filhos fechou?b. *Foi [infelizmente] que tu adoeceste? 42
  • 43. O mesmo item adverbial pode pertencer a duas subclassesdiferentes.Em (i), "naturalmente" é um advérbio de predicado, deacordo com (ii) e (iii), com uma interpretação de modo(iv), enquanto em (v) pertence à subclasse dos advérbiosde frase, conforme (vi) e (vii), com valor afirmativo (viii). (i) Ele começou a falar naturalmente.(ii) Foi naturalmente que ele começou a falar?(iii) Ele começou a falar não naturalmente, mas pouco à vontade.(iv) Ele começou a falar de modo natural.(v) Naturalmente, ele começou a falar.(vi) *Foi naturalmente ou possivelmente que ele começou a falar?(vii) *Não naturalmente, mas possivelmente, ele começou a falar.(viii) Obviamente, ele começou a falar. 43
  • 44. Advérbio cuja função é o estabelecimento de nexos entre frases(i) ou constituintes da frase (ii), como por exemplo relações deconsequência (iii), de contraste (iv) ou ordenação (v). Exemplos:(i) O Pedro falou com a Maria. [Seguidamente], foi para casa.(ii) Alguns alunos desta turma, [designadamente] o Pedro e o João,estão de parabéns. (iii) O professor caiu. [Consequentemente], partiu uma perna.(iv) Está frio. O João, [contudo], vestiu uns calções.(v) [Primeiro] batem-se os ovos com o açúcar, [seguidamente] deita-se o leite e a farinha, [finalmente] leva-se tudo ao forno. 44
  • 45. Tal como os advérbios de frase, os advérbios conectivosnão são afetados pela negação frásica (vi) ou porestruturas interrogativas como as ilustradas em (vii).Exemplos: (vi) Hoje há greve de funcionários. A escola dos teus filhos não estáfechada, contudo. (a negação frásica não está a negar o advérbio"contudo")(vii) *Foi [consequentemente] que a escola dos teus filhos fechou? 45
  • 46. Os advérbios conectivos distinguem-se de conjunções comvalor idêntico por poderem, por exemplo, ocorrer entre osujeito e o predicado (viii). Exemplos(viii)a. Está frio, mas o João fica na praia. /*Está frio. O João, mas, ficana praia. ("mas" é uma conjunção) b. Está frio. Porém, o João fica na praia. /Está frio. OJoão, porém, fica na praia. ("porém" é um advérbio conectivo) 46
  • 47. Advérbio cujo significado contribui para reverter o valor deverdade de uma frase afirmativa ou para negar umconstituinte. Este advérbio pode ser um modificador do grupoverbal ou de um constituinte do grupo verbal. A tradiçãogramatical considera "não" o único advérbio de negação. Em construções de negação frásica (i), a distribuição doadvérbio é bastante restrita (ii). Neste caso, "não" ocorresempre em posição de adjacência à esquerda do verbo). Exemplos: Negação frásica: (i) O João [não] comprou flores à Ana. (ii) (a) *Não o João comprou flores à Ana. (b) *O João comprou não flores à Ana. (c) *O João comprou flores não à Ana. (d) *O João comprou flores à Ana não. 47
  • 48. Quando o advérbio nega um constituinte da frase, modificaapenas esse constituinte e ocorre à sua esquerda (iii)-(v). Exemplos Negação de constituinte: (iii) O João [comprou à Ana ontem [não flores]], mas livros. (modifica o grupo nominal complemento direto) (iv) O João [comprou flores ontem [não à Ana]], mas à Raquel. (modifica o grupo preposicional complemento indireto) (v) O João [comprou flores à Ana [não ontem]], mas hoje. (modifica o grupo adverbial modificador) 48
  • 49. Os advérbios "nunca" e "jamais", apesar de serempalavras negativas, não são advérbios de negação, umavez que, em frases como "Eu não estive lá nunca","nunca" não é a palavra responsável pelo valor afirmativoou negativo da frase.Comportam-se, assim, como palavras que, excepto emposição pré-verbal, precisam de coocorrer com umadvérbio de negação.À luz do Dicionário Terminológico (DT), nunca e jamais devemser classificados como advérbios de predicado com valortemporal, à semelhança de recentemente, que ocorre numexemplo apresentado no verbete respeitante a essa classe deadvérbios: «[...] Os rapazes chegaram recentemente. — Valortemporal» 49
  • 50. Advérbio utilizado em respostas a interrogativas totais (i) oucomo modificador de um constituinte (ii) cujo significadocontribui para asserir ou reforçar o valor afirmativo de umenunciado.Exemplos:(i) Vais à praia?Sim.(ii) A Ana não comprou livros, mas sim flores. 50
  • 51. Advérbio que contribui com informação sobre grau ouquantidade, que pode ocorrer internamente ao predicado (i)ou como modificador de grupos adjetivais (ii) ou adverbiais(iii). Alguns destes advérbios são utilizados para a formaçãodo grau dos adjectivos e advérbios (iv).Exemplos:(i) Os rapazes comeram muito.(ii) Tu estás [demasiado cansada].(iii) Tu corres [excessivamente depressa].(iv) Ele é mais alto do que tu. 51
  • 52. Advérbio que permite realçar o constituinte quemodifica, contribuindo com informação sobre, por exemplo, oseu carácter exaustivo (i) ou a sua participação ou não numdeterminado conjunto (ii). Estes advérbios podem ocorrerinternamente ao predicado (iii) ou como modificadores degrupos adjectivais (iv), adverbiais (v), nominais (vi) oupreposicionais (vii).Exemplos:(i) a. [Só a Maria] faltou à aula. b. Ele fala [apenas de assuntos estranhos].(ii)a. [Até a Maria] faltou à aula. b. Como tudo, [excepto endívias].(iii) O João [riu mesmo].(iv) Ele é [apenas aborrecido].(v) [Só ontem] é que saí do hospital.(vi) Vi [até aqueles filmes]. 52(vii) Gosto [até de bolachas].
  • 53. Advérbio que identifica o constituinte interrogado numaconstrução interrogativa e que é substituível por um grupoadverbial ou preposicional.Exemplos:Em (i), as palavras ―onde‖, ―quando‖ e ―porquê‖ são advérbiosinterrogativos:(i) Onde moras?Quando chegaste?Fizeste isso porquê? 53
  • 54. Advérbio que identifica o constituinte relativizado numaoração relativa e que é substituível por um grupo adverbialou preposicional.Exemplos:Em (i), a palavra ―onde‖ é um advérbio relativo:(i) A rua onde moro é bonita. 54
  • 55. Antes e depois….As palavras nunca ejamais são consideradasadvérbios de predicadocom valor temporal e nãoadvérbios de negação. 55
  • 56. 56
  • 57. 57
  • 58. 58
  • 59. 59
  • 60. Nova gramática didática de Português, Santillana 60
  • 61. Palavra invariável que pertence a uma classe aberta. Umainterjeição não estabelece relações sintáticas com outraspalavras e tem uma função exclusivamente emotiva. O valor decada interjeição depende do contexto de enunciação ecorresponde a uma atitude do falante ou enunciador.A tradição gramatical luso-brasileira classifica semanticamenteas interjeições, conforme os exemplos (i) a (xi).Exemplos:(i) De alegria: ah!, oh!, ...(ii) De animação: eia!, vamos!, ...(iii) De aplauso: bravo!, viva!, ...(iv) De desejo: oh!, oxalá!, ...(v) De dor: ai!, ui!, ...(vi) De espanto ou surpresa: ah!, hi!, ...(vii) De impaciência: irra!, hem!, ...(viii) De invocação: ó!, pst!, ...(ix) De silêncio: psiu!, silêncio!, ...(x) De suspensão: alto!, basta!, ... 61(xi) De terror: ui!, uh!, ...
  • 62. Palavra pertencente a uma classe fechada de palavras que, emalguns casos, permite variação em género e número, noutrosem pessoa, género e número e noutros permite variação emcaso. Ao contrário do que acontece com o determinante, opronome não pode preceder um nome (a menos que sejamseparados por uma pausa).Exemplos:(i) ele - Ele vai a casa. (ii) este - Este é o melhor. (iii) meu - O meu é o melhor.Impossibilidade de coocorrência de nomes e pronomes: (iv) *Ele Miguel é bonito. (v) O meu carro é o melhor. (neste caso, a coocorrência só é possível porque "meu" é um determinante e não um pronome) 62
  • 63. 63
  • 64. Mantém-se as subclasses tradicionais(pessoal, possessivo, demonstrativo, indefinido, relativo, interrogativo). Destacamos, apenas, algumas particularidadesdos pronomes indefinidos e relativos. 64
  • 65. :eu, tu, você, ele / ela, nós, vós, vocês, eles /elas; mim, ti, si. :me, te, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes, se.(i) O João viu-se no espelho.(ii) O João e a Maria encontraram-se na rua.(iii) Dorme-se bem neste colchão.(iv) Dizem-se coisas estranhas neste país.(v) A Maria porta-se mal. 65
  • 66. Os pronomes variam em género, número e pessoa. Ospronomes pessoais também variam em caso, ou seja, opronome muda de forma conforme a função sintática queestá a desempenhar. Sujeito Complementos (nominativo) Direto Indireto Oblíquo Agente da (acusativo) (dativo) (oblíquo) Passiva (oblíquo) Ela queria ir, Ela pagou-a O meu irmão Entreguei-lhe Este livro foi mas a mãe para poder comprou-me o livro para escrito por não deixou. viajar. o que eu autografar. mim. pedi! 66
  • 67. Pronome que admite variação em género e número,correspondente ao uso pronominal de um quantificador oude um determinante indefinido.Exemplos:(i) [Alguém] bateu à porta.Ele comeu [tudo].[Ninguém] lhe telefonou.(ii) [Todos] vieram à festa.Tu compraste muitos livros, mas eu só comprei [alguns]. 67
  • 68. Pronome que ocorre no início das orações relativas.Exemplos:São pronomes relativos:Variáveis:- o qual, os quais, a qual, as quaisInvariáveis:- que- quem(i) Encontrei o livro [de que me falaste].(ii) Conheço [quem te pode ajudar]. 68
  • 69. 1. Note-se que o pronome relativo tem uma função dupla naoração adjetiva ou substantiva em que ocorre, na medida emque:(i) sendo um pronome, desempenha uma função sintática;(ii) serve de conector ou elemento de ligação entre a oraçãosubordinada e o nome ou grupo nominal que modifica.2. Como o exemplo (i) mostra, quando o pronome relativo fazparte de um grupo preposicional, todo o grupo preposicionalocorre em posição inicial da oração relativa.3. Nem todas as palavras que introduzem orações relativaspertencem à classe dos pronomes, como é o caso dosadvérbios relativos "onde", "como", dos quantificadoresrelativos "quanto(s)/quanta(s)" e do determinante relativo"cujo(s)/ cuja(s)". 69
  • 70. Palavra pertencente a uma classe fechada que geralmenteprecede o nome, contribuindo para a construção do seuvalor referencial.Os determinantes incluem as seguintes subclasses:artigos;determinantes demonstrativos;determinantes possessivos;determinantes indefinidos;determinantes interrogativos;determinantes relativos . 70
  • 71. O determinante surge sempre antes do nome com o qualconcorda em género e número. O Dicionário Terminológicomantém as subclasses já existentes (artigo definido eindefinido, possessivo, demonstrativo, indefinidointerrogativo) e acrescenta a dos determinantes relativos: 71
  • 72. (i) (a) São artigos definidos: o / os / a / as (b) São artigos indefinidos: um / uns / uma / umas(ii) São determinantes demonstrativos:este / estes / esta / estasesse / esses / essa / essas / aquele / aqueles / aquela / aquelas(iii) São determinantes possessivos:Um possuidor:- meu, minha, meus, minhas- teu, tua, teus, tuas- seu, sua, seus, suasVários possuidores:- nosso, nossa, nossos, nossas- vosso, vossa, vossos, vossas- seu, sua, seus, suas(iv) São determinantes indefinidos:- certo(s) / certa(s)- outro(s) / outra(s)(v) São determinantes interrogativos:- que, qual, quais(vi) São determinantes relativos:- cujo, cuja, cujos, cujas 72
  • 73. Palavra ou locução que contribui para a construção do valorreferencial de um nome com que se combina e cujosignificado expressa informação relacionada com número,quantidade ou parte do seu referente, independentemente dasua definitude (i). Os quantificadores podem ser ainda usadospara expressar informação de natureza quantitativa sobreexpressões que não denotam entidades, mas sim situações(ii)Exemplos:(i) a. Todos os livros foram vendidos. (o quantificador ―todos‖ indicaque, tomando como referente um conjunto de livros, a totalidadedesse conjunto foi vendida)b. A maioria dos livros foi vendida.c. Comprei um litro de leite. (a expressão ―um litro de‖ quantificasobre o nome ―leite‖, fazendo uma medição) 73(ii) Fumo poucas vezes.
  • 74. 74
  • 75. Quantificador que induz uma leitura do grupo nominal relativaa todos os elementos de um conjunto.Exemplos:São quantificadores universais: todo(s), toda(s), ambos, cada,qualquer e nenhum(a)/ nenhuns(mas).(1) Todo o homem é mortal. (= Para todo o homem, verifica-seque ele é mortal.)(2) Qualquer animal selvagem sabe procurar comida. (= Paratodo o animal selvagem, verifica-se que ele sabe procurarcomida.) 75
  • 76. Implicam a referência à globalidade dos elementos de umconjunto, encarados na sua totalidade ou distributivamente. 76
  • 77. Quantificador utilizado para asserir a existência da entidadedesignada pelo nome com que se combina sem remeter para atotalidade dos elementos de um conjunto (i) ou para expressaruma quantidade não precisa (ii) ou relativa a um valorconsiderado como ponto de referência (iii).Exemplos:São quantificadores existenciais: algum / alguns; bastante(s); pouco(s);tanto(s); vários / várias(i) Alguns alunos faltaram ao teste. (do conjunto de alunos consideradossó uma parte faltou ao teste)(ii) Vários alunos faltaram ao teste. (uma quantidade não precisa dealunos faltou ao teste)(iii) Muitos alunos faltaram ao teste. (o número de alunos que faltou aoteste é superior à quantidade média). 77
  • 78. Introduz uma noção de existência e dequantidade, remetendo não para a totalidade, mas parauma parte dos elementos de um conjunto; essareferência não é feita em termos absolutos e precisos. 78
  • 79. Quantificador que expressa uma quantidade numérica inteiraprecisa (numeral cardinal) (i), um múltiplo de uma quantidade(numeral multiplicativo) (ii), ou uma fração precisa de umaquantidade (numeral fracionário). Os quantificadoresnumerais fracionários e multiplicativos são, muitas vezes,locuções (metade de, dobro de, etc.).Exemplos:(i) Comprei três livros.(ii) Comprei o triplo dos livros.(iii) Comprei metade dos livros. 79
  • 80. – designa umaquantidade numérica expressa por números inteiros(um, dois, três, …); – expressamultiplicação de uma quantidade (duplo, triplo, quádruplo, …) – expressa adivisão de uma quantidade (meio, terço, doze avos, …)Muitas outras expressões de quantidade e medida, como―uma porção de‖, ―um litro de‖, etc. funcionam sintática esemanticamente de forma semelhante aos quantificadoresnumerais fracionários, podendo ser designados deexpressões partitivas. 80
  • 81. [Resposta do Ciberdúvidas] Embora o DicionárioTerminológico não os mencione, os valores percentuais podemser classificados como quantificadores numerais. Com efeito, asexpressões de percentagem são estruturalmente semelhantes anumerais fracionários como «metade (de)», «triplo (de)» e aexpressões partitivas – «uma porção de», «um litro» —, estasidentificadas com os numerais fracionários no verbetecorrespondente à subclasse em apreço e aqueles também aíreferidos. Assim, atendendo às seguintes expressões:1. «metade da população»,2. «parte da população»,3. «30% da população»,a conclusão é a de, em 3, a expressão percentual se comportarsintática e semanticamente como o quantificador numeralfracionário de 1 e a expressão partitiva de 2. Carlos Rocha:: 23/11/2011 81
  • 82. Quantificador que, numa construção interrogativa, identificao constituinte interrogado, sendo substituído na resposta porum quantificador.Exemplos:Em (i), a palavra ―quantos‖ é um quantificador interrogativo:(i) Quantos livros leste?R: Muitos./ Três. / Alguns. 82
  • 83. Quantificador que, numa oração relativa, identifica oconstituinte relativizado e tem como antecedente um gruponominal introduzido por quantificador.Exemplos:Em (i), as palavras ―quanto‖ e ―quantas‖ são quantificadoresrelativos:(i)a. Comi tudo quanto havia na festa.b. Fiz tantas mudanças quantas pude fazer. 83
  • 84. Introduz uma oração subordinada relativa Fiz tudo quanto me mandaste. Fiz tantas mudanças quantas pude fazer. 84
  • 85. 85
  • 86. 86
  • 87. 87
  • 88. Sem alteração. 88
  • 89. Palavra invariável, pertencente a uma classe fechada depalavras, que introduz orações (i) e constituintescoordenados (ii) e orações subordinadas completivas eadverbiais (iii-iv).Exemplos:(i) Tu foste para casa [e] eu fiquei na escola.(ii) O João [e] a Maria foram para casa.(iii) O Pedro disse [que] foi para casa.(iv) [Quando] chegaste, fui-me embora. 89
  • 90. Processo sintático que consiste na junção de duas ou maisunidades linguísticas com a mesma categoria e/ou com amesma função sintática. Os constituintes coordenados podemser frases ou orações, grupos nominais, gruposadjetivais, grupos verbais, grupos adverbiais ou grupospreposicionais.Exemplos:Elementos coordenados:- frases:O João foi ao cinema e a Maria encontrou-o.O João foi ao cinema, o Paulo foi ao teatro e a Maria ficou em casa.- grupos nominais:Comprei arroz e legumes.Queres couve-flor, beterraba ou espinafres? 90
  • 91. -grupos adjetivais:Ela é baixa e gordinha.Ela é irritante e aborrecida.- grupos verbais:Ele tem bebido o leite e comido a papa.Ele tem bebido leite, comido a papa e tomado o xarope.- grupos adverbiais:Ele não trabalha nem bem nem depressa.Queres ir ao cinema hoje, amanhã ou depois?- grupos preposicionais:Fiz a viagem de carro e de avião.Fiz o percurso de carro, de bicicleta e a pé. 91
  • 92. Conjunção que introduz um constituinte coordenado ouuma oração coordenada.As subclasses de conjunção coordenativa estabelecem-seem função do tipo de estrutura coordenada ou oraçãocoordenada que introduzem, sendo tradicionalmentelistadas as conjunções coordenativas copulativas (i),disjuntivas (ii), conclusivas (iii), adversativas (iv) eexplicativas (v).Exemplos:(i) O João saiu [e] eu fiquei em casa.(ii) Vais sair [ou] vais ficar em casa?(iii) Penso, [logo] existo.(iv) É Natal, [mas] estou triste.(v) O Zé tem febre, [pois] constipou-se. 92
  • 93. Conjunção que introduz uma oração subordinada completivaou adverbial. As subclasses de conjunção subordinativa estabelecem-seem função do tipo de oração que introduzem, sendotradicionalmente listadas as conjunções subordinativascompletivas (i), causais (ii), finais (iii), temporais (iv), Exemplos: (i) a. Diz-se [que] vai chover. b. Perguntei [se] estás contente. c. Pedi [para] te calares. (ii) O Zé tem febre, [porque] se constipou. (iii) O Zé ficou em casa, [para] ver o jogo. (iv) O Zé constipou-se, [quando] apanhou chuva. 93
  • 94. concessivas (v), condicionais (vi), comparativas (vii) econsecutivas (viii).Muitas conjunções subordinativas que introduzem oraçõessubordinadas adverbiais são locuções (ix).Exemplos:(v) [Embora] esteja doente, vou trabalhar.(vi) [Se] chover, fico em casa.(vii) Falo mais [do que] trabalho.(viii) Ele é tão alto [que] bate com a cabeça na ombreira da porta.(ix) a. [Ainda que] não te cales, não desisto. b. [Sempre que] chove, fico contente. 94
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