Doenças de pele, unhas e cabelos

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Doenças de pele, unhas e cabelos

  1. 1. DOENÇAS DA PELE, UNHAS E CABELOS PATRICIA PRESTES - 2007
  2. 2. Bromidrose (cecê, chulé) Miliária ("Brotoeja") Foliculite Dermatite Seborréica Intertrigo "frieira". Larva migrans ("Bicho Geográfico") Micoses superficiais da pele Pitiríase versicolor ("micose de praia", "pano branco") Escabiose (Sarna) Pediculose da cabeça (Piolhos) Tungíase ("bicho de pé") Unha encravada Onicomicose (micose da unha) Acne (Cravos e espinhas) Doenças mais freqüentes de pele, unhas e cabelos PATRICIA PRESTES - 2007
  3. 3. <ul><li>Bromidrose (cecê, chulé) </li></ul><ul><li>É o suor com cheiro desagradável, que ocorre nas axilas ou nos pés. A causa é a atuação de bactérias presentes nestas regiões sobre o suor, provocando o odor característico. </li></ul><ul><li>A manifestação clínica é o odor fétido exalado por estas regiões do corpo após situações que provoquem a sudorese. Nos pés, podem acompanhar o quadro a maceração (aspecto esbranquiçado da pele) ou descamação da pele. </li></ul><ul><li>Tratamento </li></ul><ul><li>Para evitar a bromidrose, as orientações abaixo devem ser seguidas: </li></ul><ul><li>Lavar os locais afetados, ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos </li></ul><ul><li>Secar bem a pele após o banho, especialmente entre os dedos dos pés </li></ul><ul><li>Trocar as roupas e meias diariamente </li></ul><ul><li>Preferir calçados abertos </li></ul><ul><li>Colocar os calçados no sol e mantê-los sempre limpos </li></ul><ul><li>O tratamento visa diminuir a população bacteriana nos locais afetados e, assim, controlar sua atuação sobre a secreção sudoral. </li></ul><ul><li>Pode ser feito com o uso de produtos sob a forma de talcos, spray ou cremes contendo antibióticos e outras substâncias que dificultam o crescimento das bactérias. </li></ul>PATRICIA PRESTES - 2007
  4. 4. Miliária (&quot;Brotoeja&quot;) Se apresenta como uma erupção cutânea relacionada com as glândulas sudoríparas (que produzem o suor). Afeta principalmente as crianças, mas também pode atingir os adultos. O quadro está relacionado com o aumento do calor e da produção do suor que, extravasando dentro da pele, antes de atingir a superfície, provoca um processo inflamatório. A localização mais comum é o tronco e a região cervical. As lesões geralmente são acompanhadas por coceira. Formam-se &quot;bolinhas avermelhadas&quot; ou vesículas (pequeninas bolhas) sobre pele avermelhada, podendo, em alguns casos, formar lesões mais exuberantes. PATRICIA PRESTES - 2007
  5. 5. PATRICIA PRESTES - 2007
  6. 6. Foliculite Infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. A invasão bacteriana pode ocorrer espontaneamente ou favorecida pelo excesso de umidade ou suor, raspagem dos pêlos ou depilação. Atinge crianças e adultos podendo surgir em qualquer localização onde existam pêlos, sendo freqüente na área da barba (homens) e na virilha (mulheres). Quando superficial, a foliculite caracteriza-se pela formação de pequenas pústulas (&quot;bolhinhas de pus&quot;) centradas por pêlo com discreta vermelhidão ao redor. Alguns casos não apresentam pus, aparecendo apenas vermelhidão ao redor dos pêlos. Pode haver dor e coceira no local afetado. Tratamento O tratamento é feito com antibióticos de uso local ou sistêmico específicos para a bactéria causadora e cuidados antissépticos. PATRICIA PRESTES - 2007
  7. 7. Dermatite Seborréica Trata-se inflamação crônica da pele que surge em indivíduos geneticamente predispostos. As erupções cutâneas características da doença ocorrem predominantemente nas áreas de maior produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas.  A causa da dermatite seborréica é a oleosidade excessiva e um fungo (Pityrosporum ovale) presente na pele afetada estão envolvidos no processo. A maior atividade das glândulas sebáceas ocorre sob a ação dos hormônios androgênicos, por isso, o início dos sintomas ocorre geralmente após a puberdade. A dermatite seborréica tem caráter crônico, com tendência a períodos de melhora e de piora. A doença costuma se agravar no inverno e em situações de fadiga ou estresse emocional.  As manifestações mais frequentes ocorrem no couro cabeludo e são caracterizadas por intensa produção de oleosidade (seborréia), descamação (caspa) e prurido (coceira). A caspa pode variar desde fina descamação até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo. A coceira, que pode ser intensa, é um sintoma frequente nesta região e também pode estar presente com menor intensidade nas outras localizações. PATRICIA PRESTES - 2007
  8. 8. Quando atingem a pele, as lesões da dermatite seborréica são avermelhadas e com descamação gordurosa. As áreas mais atingidas são a face (principalmente o contorno nasal, supercílios e fronte), pavilhões auriculares e região retroauricular e o centro da região torácica anterior e posterior.  Outras manifestações são a blefarite seborréica, que atinge as pálpebras, e a presença de lesões em áreas de dobra de pele, como as axilas e regiões inframamárias. Casos graves de dermatite seborréica podem evoluir para a generalização das lesões, atingindo extensas áreas da pele. Tratamento Não existe medicação que acabe definitivamente com a dermatite seborréica porém seus sintomas podem ser controlados. Deve-se evitar a ingestão de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas e o banho muito quente. O tratamento geralmente é feito com medicações de uso local na forma de sabonetes, xampus, loções capilares ou cremes, que podem conter anti-fúngicos ou corticoesteróides, entre outros componentes.
  9. 9. Larva migrans (&quot;Bicho Geográfico&quot;) A larva migrans, conhecida vulgarmente como bicho geográfico, é uma doença causada por parasitas intestinais do cão e do gato. Ao defecar na terra ou areia, os ovos eliminados nas fezes transformam-se em larvas. Estas, penetram na pele do homem causando a doença. Por estar em pele humana, a larva não consegue se aprofundar para atingir o intestino (o que ocorreria no cão e no gato), e caminha sob a pele formando um túnel tortuoso e avermelhado.  Mais comum em crianças, as lesões são geralmente acompanhadas de muita coceira. Os locais mais comumente atingidos são os pés e as nádegas. Pode ocorrer como lesão única ou múltiplas lesões. Devido ao ato de coçar é frequente a infecção secundária das lesões. Tratamento Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode ser feito por via oral para os casos mais extensos ou com o uso de medicação tópica nos casos mais brandos. Para prevenir a infecção pela larva migrans deve-se evitar andar descalço em locais freqüentados por cães e gatos e cobrir as caixas de areia durante a noite para evitar sua utilização por gatos para defecar. Recolha as fezes de seu cachorro e estimule os outros donos de animais a fazerem o mesmo. Não leve animais para a praia. PATRICIA PRESTES - 2007
  10. 10. Micoses superficiais da pele As micoses superficiais da pele, são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos.  Os fungos estão em toda parte podendo ser encontrados no solo e em animais.  Até mesmo na nossa pele existem fungos convivendo &quot;pacificamente&quot; conosco, sem causar doença.  A queratina, substância encontrada na superfície cutânea, unhas e cabelos, é o &quot;alimento&quot; para estes fungos. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo (alteram o equilíbrio da pele), estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença.  Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais, dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose.  PATRICIA PRESTES - 2007
  11. 11. <ul><li>Como evitar as micoses ? </li></ul><ul><li>Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses.  Previna-se seguindo as dicas abaixo:   </li></ul><ul><li>Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras de pele como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés. </li></ul><ul><li>Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo. </li></ul><ul><li>Evite o contato prolongado com água e sabão. </li></ul><ul><li>Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, toalhas, bonés) de outras pessoas. </li></ul><ul><li>Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas). </li></ul><ul><li>Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos).  Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure o veterinário. </li></ul><ul><li>Evite mexer com a terra sem usar luvas. </li></ul><ul><li>Use somente o seu material de manicure. </li></ul><ul><li>Evite usar calçados fechados o máximo possível.  Opte pelos mais largos e ventilados. </li></ul><ul><li>Evite roupas quentes e justas.  Evite os tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo. Prefira sempre tecidos leves como o algodão. </li></ul>PATRICIA PRESTES - 2007
  12. 12. Pitiríase versicolor (&quot;micose de praia&quot;, &quot;pano branco&quot;) Também vulgarmente conhecida como &quot;micose de praia&quot; ou &quot;pano branco&quot;, é uma micose mas, ao contrário do que se pensa, não é adquirida na praia ou piscina. O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver provocando as manchas.  Muitas vezes, a doença é percebida poucos dias após a exposição da pele ao sol, porque nas áreas da pele afetadas pela micose, a pele não se bronzeia. Com o bronzeamento da pele ao redor, ficam perceptíveis as áreas mais claras onde está a doença e a pessoa acha que pegou a micose na praia ou piscina. Entretanto, o sol apenas mostrou aonde estava a micose. Vem daí o nome &quot;micose de praia&quot;. As áreas de pele mais oleosa, como a face, couro cabeludo, pescoço e a porção superior do tronco são as mais frequentemente atingidas. A doença se manifesta formando manchas claras, acastanhadas ou avermelhadas que se iniciam pequenas e podem se unir formando manchas maiores.  As lesões são recobertas por fina descamação que, às vezes, só é percebida quando se estica a pele. Geralmente, é assintomática, mas alguns pacientes podem apresentar coceira. PATRICIA PRESTES - 2007
  13. 13. Tratamento é uma micose que responde bem ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos de uso via oral (comprimidos) ou local (sabonetes, xampus, locões, sprays ou cremes), dependendo do grau de comprometimento da pele. Devido a ser causada por um fungo que habita normalmente a pele, é possível a micose voltar a aparecer, mesmo após um tratamento bem sucedido. Em algumas pessoas, pode ocorrer de forma recidivante, voltando a crescer logo após o tratamento. Estes casos exigem cuidados especiais para a prevenção do retorno da doença, cuja orientação deve ser dada pelo médico dermatologista. PATRICIA PRESTES - 2007
  14. 14. Escabiose (Sarna) A escabiose ou sarna é uma doença parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei (foto). É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas. O parasita escava túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas. A doença tem como característica principal a coceira intensa que, geralmente, piora durante a noite. A lesão típica da sarna é um pequeno trajeto linear pouco elevado, da cor da pele ou ligeiramente avermelhado e que corresponde aos túneis sob a pele. Esta lesão dificilmente é encontrada, pois a escoriação causada pelo ato de coçar a torna irreconhecível. O que se encontra na maioria dos casos são pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em conseqüência da coçadura. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas. PATRICIA PRESTES - 2007
  15. 15. <ul><li>Tratamento </li></ul><ul><li>O tratamento da sarna consiste na aplicação de medicamentos sob a forma de loções na pele do corpo todo, do pescoço para baixo, mesmo nos locais onde não aparecem lesões ou coceira. Após terminada a primeira série do tratamento, este deve ser repetido uma semana após, para atingir os parasitas que estarão deixando os ovos. Medicamentos para o alívio da coceira devem ser utilizados, porém não são os responsáveis pela cura. </li></ul><ul><li>As roupas de uso diário e as roupas de cama devem ser trocadas todos os dias, colocadas para lavar e passar a ferro. As unhas devem ser escovadas com sabonetes apropriados para a retirada de parasitas ali depositados pelo ato de coçar. </li></ul><ul><li>Para evitar a doença </li></ul><ul><li>Não use roupas pessoais, roupas de cama ou toalhas emprestadas, </li></ul><ul><li>Evite aglomerações ou contato íntimo com pessoas de hábitos higiênicos duvidosos. </li></ul>PATRICIA PRESTES - 2007
  16. 16. Acne (Cravos e espinhas) A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que estes hormônios começam a ser produzidos pelo organismo, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. A doença não atinge apenas adolescentes, podendo persistir na idade adulta e, até mesmo, surgir nesta fase, quadro mais freqüente em mulheres. As manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido. A doença manifesta-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo ricas em glândulas sebáceas.  Os sintomas variam de pessoa para pessoa, sendo, na maioria da vezes de pequena e média intensidade. PATRICIA PRESTES - 2007
  17. 17. Tratamento Sendo doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo, de modo a evitar as suas seqüelas, que podem ser cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais, devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne. O tratamento pode ser feito com medicações de uso local, visando a desobstrução dos folículos e o controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Podem ser usados também medicamentos via oral, dependendo da intensidade do quadro, geralmente antibióticos para controlar a infecção ou, no caso de pacientes do sexo feminino, terapia hormonal com medicações anti-androgênicas. A limpeza de pele, que pode ser realizada por esteticistas devidamente capacitadas, tem ação importante para o esvaziamento de lesões não inflamatórias (cravos), evitando a sua transformação em espinhas. PATRICIA PRESTES - 2007
  18. 18. Pediculose da cabeça (Piolhos) Atinge principalmente crianças em idade escolar e mulheres e é transmitida pelo contato direto interpessoal ou pelo uso de utensílios como bonés, escovas ou pentes de pessoas contaminadas. A doença tem como característica principal a coceira intensa no couro cabeludo, principalmente na parte de trás da cabeça e que pode atingir também o pescoço e a região superior do tronco, onde se observam pontos avermelhados semelhantes a picadas de mosquitos. Com a coçadura das lesões pode ocorrer a infecção secundária por bactérias, levando inclusive ao surgimento de gânglios no pescoço. Geralmente a doença é causada por poucos parasitas, o que torna difícil encontrá-los, mas em alguns casos, principalmente em pessoas com maus hábitos higiênicos, a infestação ocorre em grande quantidade. Achado comum que fecha o diagnóstico de pediculose são as lêndeas , ovos de cor esbranquiçada depositados pelas fêmeas nos fios de cabelo. PATRICIA PRESTES - 2007
  19. 19. Tratamento O tratamento consiste na aplicação nos cabelos de medicamentos específicos para o extermínio dos parasitas e deve ser repetido após 7 dias. Existe também um tratamento através de medicação via oral, sob a forma de comprimidos tomados em dose única. Em casos de difícil tratamento, os melhores resultados são obtidos com a associação dos tratamentos oral e local. A lavagem da cabeça e utilização de pente fino ajuda na retirada dos piolhos. As lêndeas devem ser retiradas uma a uma, já que os medicamentos muitas vezes não eliminam os ovos. Para facilitar a retirada das lêndeas, pode ser usada uma mistura de vinagre e água em partes iguais, embebendo os cabelos por meia hora antes de proceder a retirada. Recomenda-se manter os cabelos curtos e examinar a cabeça em busca de parasitas, usando o pente fino sempre que chegarem da escola que é, geralmente, o principal foco de infecção. As meninas de cabelos compridos devem ir à aula com os cabelos presos. A escola deve ser comunicada quando a criança apresentar a doença para que os outros pais verifiquem a cabeça de seus filhos, de modo que todos sejam tratados ao mesmo tempo, interrompendo assim o ciclo de recontaminação. PATRICIA PRESTES - 2007
  20. 20. Intertrigo &quot;frieira&quot;. É uma alteração da pele que ocorre em áreas de dobras cutâneas, como axilas, virilhas e espaços entre os dedos, principalmente dos pés. As áreas de dobras, por estarem quase sempre cobertas por roupas, são mais úmidas, escuras e quentes, facilitando o desenvolvimento de fungos e bactérias nestes locais. Alguns fatores podem favorecer o surgimento do intertrigo, como obesidade, diabetes, uso de roupas de tecido sintético e a sudorese excessiva. Nos pés, o uso de calçados fechados durante a maior parte do dia, principalmente os que aproximam os dedos, e de meias de tecido sintético, são os principais fatores desencadeantes do seu surgimento. Quando se localiza nos espaços entre os dedos dos pés, o intertrigo é popularmente conhecido como &quot; frieira &quot;. Na fase inicial, o intertrigo surge como mancha avermelhada, úmida ou descamativa, geralmente acompanhada de coceira ou ardência. A pele torna-se esbranquiçada, amolecida e podem surgir fissuras (cortes), bastante dolorosas. PATRICIA PRESTES - 2007
  21. 21. Tungíase (&quot;bicho de pé&quot;) Doença causada pela Tunga penetrans, um tipo de pulga encontrada no solo, principalmente em pastos. A pulga fêmea penetra a pele, onde suga o sangue do hospedeiro e começa a produzir ovos que se desenvolvem e serão posteriormente eliminados no solo. A lesão tem formato circular, é elevada e de cor amarelada, com ponto preto central. As áreas mais afetadas são os pés e é comum haver coceira. Pode ocorrer infecção secundária, com dor local e secreção purulenta. Tratamento Para evitar a contaminação pelo &quot;bicho de pé&quot;, evite andar descalço em lugares freqüentados por animais como vacas e porcos. O tratamento consiste na remoção completa da pulga com agulha cortante ou bisturi. Deve ser feito por um médico. Em caso de infecção secundária, pode ser necessário o uso de antibióticos locais. PATRICIA PRESTES - 2007
  22. 22. Unha encravada A unha encravada ocorre quando uma de suas pontas enterra na pele ao seu redor. Isto acontece porque a pele forma uma barreira ao seu crescimento e, como a unha não pára de crescer e é mais dura, ela penetra na pele causando dor e inflamação. A causa é, geralmente, o hábito errado de se cortar os cantos das unhas. Isto causa a formação de uma ponta na extremidade cortada e permite que, com o peso do corpo, a pele que antes estava embaixo da unha, se projete para cima e entre na frente da mesma. O uso de sapatos de pontas finas também facilita o encravamento das unhas. Os dedos mais atingidos são os dos pés, principalmente os &quot;dedões&quot; e as unhas encravam quase sempre pelos cantos. O quadro se inicia com dor local que vai aumentando de intensidade e pode se tornar insuportável. A pele ao redor da unha fica inflamada, inchada e avermelhada, podendo haver eliminação de pus e formação de um granuloma piogênico (carne esponjosa), a área vermelha vista na foto abaixo. PATRICIA PRESTES - 2007
  23. 23. Para evitar o encravamento das unhas, nunca as corte pelos cantos, mantendo sempre as pontas livres. As unhas dos pés devem ser cortadas retas. Evite cortar as unhas curtas demais, deixando sempre uma pequena faixa de borda livre (aquela parte branca). Evite usar calçados apertados. PATRICIA PRESTES - 2007
  24. 24. Onicomicose (micose da unha) É uma infecção que atinge as unhas, causada por fungos.  As fontes de infecção podem ser o solo, animais, outras pessoas ou alicates e tesouras contaminados. As unhas mais comumente afetadas são as dos pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado dentro dos sapatos e tênis, favorece o seu crescimento. Além disso, a queratina, substância que forma as unhas, é o &quot;alimento&quot; dos fungos. Existem várias formas de manifestação das onicomicoses. Veja abaixo alguns dos tipos mais frequentes:   Descolamento da borda livre: a unha descola do seu leito, geralmente iniciando pelos cantos e fica ôca. Pode haver acúmulo de material sob a unha. É a forma mais frequente. Pode ocorrer infecção secundária bacteriana, aumentando a inflamação e levando à formação de abscesso ou erisipela. Tratamento O tratamento consiste na retirada mecânica da larva, que pode ser conseguida através da expressão da lesão e pinçamento da mesma, o que pode ser difícil de se conseguir. Muitas vezes, é necessário realizar uma incisão para alargar o orifício e visualizar melhor a larva. Um &quot;tratamento tradicional&quot; muito empregado em localidades rurais é a colocação de um pedaço de toucinho sobre a lesão por algumas horas. Impedida de respirar pelo toucinho, a larva tende a penetrar neste, deixando a pele do hospedeiro. PATRICIA PRESTES - 2007
  25. 25. <ul><li>Como evitar? </li></ul><ul><li>Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses.  Previna-se seguindo as dicas abaixo:   </li></ul><ul><li>Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas). </li></ul><ul><li>Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos).  Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure o veterinário. </li></ul><ul><li>Evite mexer com a terra sem usar luvas. </li></ul><ul><li>Use somente o seu material de manicure. </li></ul><ul><li>Evite usar calçados fechados o máximo possível.  Opte pelos mais largos e ventilados. </li></ul><ul><li>Evite meias de tecido sintético, prefira as de algodão. </li></ul>PATRICIA PRESTES - 2007
  26. 26. REFERENCIAS http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/foliculite.shtml

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