Fusões de Instituições Bancárias no Brasil

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Essa monografia analisa o desempenho econômico-financeiro nos anos que antecederam e também nos que sucederam o processo de fusão dos bancos Itaú e Unibanco e também da fusão dos bancos Real e Santander, visando identificar os reflexos da fusão em cada processo. Para a comparação desses dois tempos, houve o levantamento documental e uma revisão bibliográfica referente ao tema proposto. Dentre os dados analisados, estão dados contábeis e financeiros das instituições dos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010. Serão utilizados um procedimento de comparação e uma abordagem dedutiva dos dados entre os anos anteriores e posteriores. O levantamento dos dados foi feito através dos sites dos bancos analisados e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Fusões de Instituições Bancárias no Brasil

  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ FILIPE SALOMÃO LEONARDO GRATTAROLA Fusões de Instituições Bancárias no Brasil:Um Estudo Comparativo dos Desempenhos Econômico- Financeiros Anteriores e Posteriores à Fusão. SANTO ANDRÉ - SP 2012
  2. 2. FILIPE SALOMÃO LEONARDO GRATTAROLA Fusões de Instituições Bancárias no Brasil:Um Estudo Comparativo dos Desempenhos Econômico- Financeiros Anteriores e Posteriores à Fusão. Monografia apresentada como exigência parcial para obtenção do título de Especialista em Banking - Gestão de Negócios Financeiros, ao Centro de Pós- Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Fundação Santo André Orientador: Prof. Dr. Eduardo Braga SANTO ANDRÉ - SP 2012
  3. 3. Salomão, FilipeFusões de Instituições Bancárias no Brasil:Um Estudo Comparativo dos Desempenhos Econômico-FinanceirosAnteriores e Posteriores à Fusão. / Filipe Salomão, LeonardoGrattarola. - Santo André, 2012. – 64 f.Monografia – Centro Universitário Fundação Santo André.Pós graduação. Banking - Gestão de Negócios FinanceirosOrientador: Dr. Eduardo Braga1º Fusão 2º Desempenho econômico-financeiro 3º sistema bancárioI. Grattarola, Leonardo II. Título
  4. 4. FILIPE SALOMÃO LEONARDO GRATTAROLA Fusões de Instituições Bancárias no Brasil: Um Estudo Comparativo dos Desempenhos Econômico- Financeiros Anteriores e Posteriores à Fusão.Esta monografia foi apresentada como exigência parcial para obtenção do título deEspecialista em Banking - Gestão de Negócios Financeiros, ao Centro de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Fundação Santo AndréData: ___ / ___ / ___ _____________________________________ Orientador: Prof. Dr. Eduardo Braga Professores que compuseram a banca: _____________________________________ Prof. ____________________ _____________________________________ Prof. ___________________
  5. 5. AGRADECIMENTOSAgradecemos a todos os Seres Divinos que nos auxiliaram no transcorrer daelaboração desta monografia e acima de tudo agradecemos a Deus pelo presente:as nossas vidas.Ao professor Eduardo Braga por sua dedicação, entusiasmo e conhecimento paraorientação deste trabalho.E aos nossos familiares e amigos pela motivação e companheirismo, nosencorajando e apoiando durante o decorrer do estudos.Filipe: Mesmo que a palavra "obrigado" signifique tanto, não expressará tudo o quegostaria de demonstrar por mais uma fase completada.Agradeço aos meus pais, Jorge e Neide, dos quais tenho orgulho e são meusmaiores exemplos. Aos meus irmãos, Gabriela e Rafael, outros exemplos do quefazer e, às vezes, do que não fazer.A minha melhor amiga e namorada Bruna, por toda a ajuda, por todo amor, carinho,que tem me dedicado.Aos meus colegas de classe e trabalho e aos meus amigos que nos momentos deexaustão sempre foram uma válvula de escape. Obrigada a todos.Obrigado a Deus por toda a sorte que tenho!Leonardo: Agradeço o amor, compreensão, união e força de meus pais, Stefano eIdevania, minha irmã Gabriella e minha companheira Mayara.Aos meus amigos e colegas, companheiros e alegrias para todos os momentos bonse de dificuldade, somente tenho que agradecer por tudo.
  6. 6. "Veni, Vidi, Vici. Júlio César, 47 a.C.
  7. 7. RESUMOEssa monografia analisa o desempenho econômico-financeiro nos anos queantecederam e também nos que sucederam o processo de fusão dos bancos Itaú eUnibanco e também da fusão dos bancos Real e Santander, visando identificar osreflexos da fusão em cada processo. Para a comparação desses dois tempos, houveo levantamento documental e uma revisão bibliográfica referente ao tema proposto.Dentre os dados analisados, estão dados contábeis e financeiros das instituiçõesdos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010. Serão utilizados um procedimento decomparação e uma abordagem dedutiva dos dados entre os anos anteriores eposteriores. O levantamento dos dados foi feito através dos sites dos bancosanalisados e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).Palavras-chave: Fusão Desempenho econômico-financeiro Sistema bancário.
  8. 8. ABSTRACTThis monograph analyzing financial performance in the years before and also in theprocess that followed the merger of Itaú and Unibanco banks and also the merger ofRoyal Bank and Santander, to identify the consequences of the merger in eachprocess. To compare these two times, there was a documentary survey and aliterature review on the topic proposed. Among the analyzed data are accountingdata and financial institutions in the years 2007, 2008, 2009 and 2010. A procedurewill be used for comparison and a deductive approach of data between the previousand subsequent years. Data collection was done through the websites of banksanalyzed and the site of the Securities Commission (CVM).Keywords: Merger Financial performance The banking system.
  9. 9. LISTA DE FIGURASImagem 1: Logo Real ............................................................................................... 31Imagem 2: Logo Santander ...................................................................................... 32Imagem 3: Logo Unibanco ........................................................................................ 34Imagem 4: Logo Itaú ................................................................................................. 35
  10. 10. LISTA DE GRÁFICOS E FORMULASGráfico 1: Spread ..................................................................................................... 42Gráfico 2: Leverage .................................................................................................. 43Gráfico 3: RPL ........................................................................................................... 45Gráfico 4: RIT ............................................................................................................ 46Gráfico 5: Margem Financeira ................................................................................... 47Fórmula 1 ................................................................................................................. 42Fórmula 2 .................................................................................................................. 43Fórmula 3 .................................................................................................................. 45Fórmula 4 .................................................................................................................. 46Fórmula 5 .................................................................................................................. 47
  11. 11. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 1.1 Objetivos .......................................................................................................... 12 1.1.1 Objetivo Geral ............................................................................................ 12 1.1.2 Objetivos Específicos................................................................................. 12 1.2 Justificativas .................................................................................................... 13 1.3 Procedimentos metodológicos ......................................................................... 13 1.4 Delimitações da pesquisa ................................................................................ 13 1.5 Estrutura do trabalho ....................................................................................... 142 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 15 2.1 Motivos ............................................................................................................ 15 2.1.1 Transformação ........................................................................................... 17 2.1.2 Cisão.......................................................................................................... 17 2.1.3 Fusão ......................................................................................................... 18 2.2 Desvantagens .................................................................................................. 19 2.3 Métricas de Desempenho das organizações. .................................................. 213. DADOS SOBRE FUSÔES .................................................................................... 25 3.1 As grandes fusões do Brasil e a interferência do CADE. ................................. 25 3.2 Cadê ................................................................................................................ 284. METODOLOGIA ESTUDO DE CASO - ANALISE DO DESEMPENHOECONÔMICO-FINANCEIRO..................................................................................... 31 4.1 Históricos dos Bancos ..................................................................................... 31 4.1.1 Banco Real ................................................................................................ 31 4.1.2 Santander .................................................................................................. 32 4.1.3 Unibanco .................................................................................................... 34 4.1.4 Itaú ............................................................................................................. 35 4.2 Demonstrativos contábeis................................................................................ 37 4.3 Índices ............................................................................................................. 38 4.3.1 Solvência e Liquidez .................................................................................. 39 4.3.2 Capital e Risco ........................................................................................... 39 4.3.3 Rentabilidade e lucratividade ..................................................................... 40 4.4 Analise dos resultados dos índices .................................................................. 40
  12. 12. 4.4.1 Spread Bancário ........................................................................................ 42 4.4.2 Leverage (alavancagem) ........................................................................... 43 4.4.3 Retorno sobre Patrimônio líquido............................................................... 45 4.4.4 Retorno sobre o Investimento Total ........................................................... 46 4.4.5 Margem Financeira .................................................................................... 475. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 485.1 RECOMENDAÇÕES PARA ESTUDOS FUTUROS ............................................ 49REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 50ANEXO ...................................................................................................................... 58
  13. 13. 111 INTRODUÇÃOO sistema financeiro brasileiro sofre muitas mudanças com o decorrer do tempo;dentre as que mais afetam o segmento deste mercado estão as fusões, aquisições eincorporações que ocorreram entre os bancos. A cada dia são criados diversasespeculações de novas fusões entre grandes bancos devido a problemas domercado interno e externo ou a tentativa de adquirir mais poder de mercado oufortalecimento da marca. Esses boatos muitas vezes se tornam fatos, como váriosexemplos que ocorreram dos últimos anos.Os aspectos que motivaram essas grandes transformações são diversos, como aalta concorrência interna e externa, a globalização e a busca por cada vez maislucros e spread das instituições. Essa monografia estuda duas grandes fusões, ados bancos Itaú e Unibanco e a aquisição do banco Real pelo Santander. Entende-se aqui que fusão e aquisição que pode também ser descrita como incorporação têmo mesmo sentido: [...] explica que na primeira, desaparecem todas as sociedades que se fusionam, integrando-se suas empresas e seus sócios em uma nova sociedade, que para esse efeito se constitui; na segunda, uma ou mais sociedades dissolvem-se e são absorvidas por outra sociedade existente. Portanto, a fusão por criação de nova sociedade é a fusão propriamente dita ou fusão “latu sensu”, reservando alguns autores e legislações, o termo fusão para essa forma, opondo-a à fusão por absorção, a que denominam de incorporação. Mas, na realidade, em ambos os casos, há fusão de sociedades, pois o que é distinto é o procedimento para realizá-la. [...] Portanto, entende-se que apenas alguns aspectos formais e secundários se apresentam diversamente, não afetando a essência da fusão. (BUGARELI, 2000, p.71, apud SOUZA, 2011, p. 7).Esses dois processos foram movidos pelos motivos citados anteriormente eprincipalmente pela grande crise financeira que o mundo viveu nos últimos anos,causado em grande parte pela crise Hipotecária dos Estados Unidos (EUA) ocorridaem 2008, que fez com que houvesse redução do crédito no Brasil, dificultandofinanciamentos de empresas e diminuindo o consumo das famílias brasileiras,afetando assim o crescimento da economia do país. Porém os bancos brasileiros,por conta das regulamentações e leis difundidas pelo sistema financeiro brasileiro,conseguiu manter-se muito bem nesses tempos de crises. A fusão para os bancos é
  14. 14. 12uma maneira de garantir a sua sobrevivência no cenário nacional, pois, com a fusãoa instituição ganha mercado e grande competitividade. Em um processo deincorporação de empresas há fatores negativos também comuns à todos osprocessos, que se pode citar como a exposição da marca, demissões defuncionários/colaboradores causando assim grande insatisfação e anseios dosdemais que ficaram, além de incentivar protestos e manifestações. É necessáriorespeitar os clientes de cada instituição e seus colaboradores, uma vez quenenhuma transformação desta passa sem deixar rastros ou marcas. Por isso osdonos, sócios, acionistas e CEOs destas empresas tiveram alguns problemasgirando em torno das vantagens que eles queriam tirar dessas transações. Entrepontos negativos e positivos, os resultados financeiros dessas fusões são a basepara o problema dessa pesquisa: Comparativamente, qual o resultado dodesempenho econômico-financeiro entre as instituições antes e o depois da fusão?1.1 Objetivos1.1.1 Objetivo GeralIdentificar as verdadeiras mudanças financeiras dentro de cada instituição depois dafusão.1.1.2 Objetivos EspecíficosA partir do objetivo geral, delimitaram-se os seguintes objetivos específicos:Analisar o desempenho econômico-financeiro dos bancos, antes da fusão, de formaseparada, somando-as para uma comparação futura;Analisar o desempenho econômico-financeiro dos bancos, depois da fusão;Analisar e comparar a evolução do desempenho econômico-financeiro de antes edepois da fusão.
  15. 15. 13Identificar as semelhanças e diferenças das evoluções entre as duas fusõesocorridas no setor bancário.1.2 JustificativasOs riscos, dificuldades e problemas em uma fusão são inúmeras; o estudo visaidentificar os reais benefícios desse procedimento, para entender se é tãobenevolente ou lucrativo a ponto de colocar em risco o nome e marca de duasgrandes instituições. Com a pesquisa é possível identificar as causas econsequências, analisando os motivos e resultados decorrentes da fusão, para quepossa verificar se há reais benefícios para a instituição de maneira econômico-financeiro.1.3 Procedimentos metodológicosO método de abordagem e de procedimento para esse estudo será o dedutivo ecomparativo. Para a base do estudo, utilizará pesquisa documental: livros, sites,revistas e jornais.1.4 Delimitações da pesquisaSerão utilizadas as demonstrações contábeis das quatro instituições financeiras deforma padronizada, para que possa ser feita a comparação de maneira maisconfiável entre elas. Para isso limita-se aos anos 2007, 2009 e 2010, sendo 2007analisadas as instituições separadamente, e já analisadas com as fusões efetuadasa partir de 2009. De acordo com o modelo de Assaf Neto (2007) será feito ocomparativo de cada ano com o ano anterior. O ano de 2008, por ser o ano em queforam feitas as fusões não será analisado por conflitos em números e reestruturaçãodas empresas; por esse motivo também, apenas serão analisados dados relevantesaos quatro bancos, deixando de analisar possíveis empresas ligadas à gerencia dosmesmos.
  16. 16. 14A análise do desempenho econômico financeiro será feita através dos dadospublicados, como patrimônio e lucro das instituições e por índices calculados atravésdos números fornecidos pelos balanços publicados como: alavancagem,endividamento e liquidez.1.5 Estrutura do trabalhoÉ abordado no capitulo 1 o conceito geral em relação a linha de pesquisa escolhidapara o trabalho e suas principais razões e motivações, assim como todo oprocedimento utilizado e os motivos de suas escolhas.Posteriormente, no capitulo 2, é demonstrado o referencial teórico sobre fusões,cisões, transformações de empresas, e as principais métricas de desempenho dasinstituições financeiras .No capitulo seguinte são dadas as contextualizações históricas das grandes fusõesocorridas no Brasil, da abertura de mercado na década de 90 e a história e regras doCADE, o órgão regulador das fusões no Brasil.No capítulo 4 é apresentado o estudo de caso do trabalho, as duas fusões entre Itaúe Unibanco e entre Santander e Real. Abordado ainda nesse capitulo, os aspectoscontábeis, a forma de análise dos índices e os comparativos entre os anos e asinstituições. Também serão destacadas as principais diferenças entre o antes e odepois de cada fusão, e suas principais semelhanças. Mostrando a correlação decrescimento econômico-financeiro de cada banco e de cada fusão.Por ultimo, no final é identificada todas as conclusões sobre o problema do estudode caso abordado.
  17. 17. 152 REFERENCIAL TEÓRICOPara essa pesquisa, serão analisados alguns termos que entraram em moda noBrasil nas ultimas décadas, a fusão. Conforme Gonçalves Neto (2010,p.279): A transformação, a incorporação, a fusão e a cisão são alterações na estrutura e conformação societárias que se caracterizam como institutos jurídicos que têm a extraordinária vantagem de permitir a mudança da forma societária ou a transmissão do patrimônio e do corpo associativo, sem necessidade de dissolução e liquidação ou de outras formalidades mais complexas.Com base nisso será abordado as principais motivações que levam as empresas afazerem essas mudanças e como funciona cada um desses procedimentos nessecapitulo.2.1 MotivosNo cenário atual, o alto índice de crescimento dos mercados tem mostrado para asempresas um grande aumento na concorrência entre as empresas nacionais, alémda entrada de empresas internacionais que estão fortemente no mercado brasileiro,fora também o aumento dos diversos tributos e taxas que devem ser pagos aogoverno. Por isso é preciso que cada empresa se adapte para ser competitiva,rentável para sobreviver no mercado atual.As vezes algumas empresas podem não se sustentar sozinhas, e há a necessidadede usar alguns tipos de estratégias mais agressivas do que as normais, estratégiasessas que muitas vezes se tornam o que se chama de junção com outra empresado mesmo ramo, ou até mesmo de outro segmento de mercado. No termo técnicoessas junções são as transformações, incorporação, cisão e fusão. Conforme a Lei6.404/76, artigo 223 das sociedades anônimas de 1976: "a Incorporação, fusão oucisão podem ser operadas entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverãoser deliberadas na forma prevista para a alteração dos respectivos estatutos oucontratos sociais".
  18. 18. 16Para que sejam feitas essas reformulações entre duas ou mais empresas, sãonecessárias diversas precauções, estudos, além é claro, de trabalhar conforme osórgãos reguladores e com as leis dentre outras burocracias.Conforme a Lei Nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, tem-se: Protocolo Art. 224. As condições da incorporação, fusão ou cisão com incorporação em sociedade existente constarão de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou sócios das sociedades interessadas, que incluirá: I - o número, espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição; II - os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio, no caso de cisão; III - os critérios de avaliação do patrimônio líquido, a data a que será referida a avaliação, e o tratamento das variações patrimoniais posteriores; IV - a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra; V - o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação; VI - o projeto ou projetos de estatuto, ou de alterações estatutárias, que deverão ser aprovados para efetivar a operação; VII - todas as demais condições a que estiver sujeita a operação. Parágrafo único. Os valores sujeitos a determinação serão indicados por estimativa. (BRASIL, 2012,apud CVM, 2012).Dentre outros motivos que levam a empresa a toda essa nova etapa, além dasobrevivência no mercado, tem o lado da agressividade da empresa em quererampliar seus investimentos e clientes, alcançar novos mercados e diversificar osnegócios e parceiros das empresas. Como Gonçalves Neto (2010, p.281) defende“Servem-se as empresas para crescer, ajustando-se às exigências da produção emmassa e da economia de mercado”.Dessa forma, as empresas agem de acordo com o mercado onde elas estão para asobrevivência, ou para expansão.Porém, além de atender a todas as leis e obrigações, uma transformação dessa nãodeve também desagradar sócios e acionistas, Assaf Neto (2007, p. 40) salienta que: Para qualquer alteração que haja em uma sociedade deve haver o consentimento unânime de todos os acionistas, exceto se constar no estatuto ou contrato social que o sócio que não esteja de acordo, possa deixar a sociedade. E completa, que a transformação societária não pode prejudicar de forma alguma os credores, os quais continuam com as mesmas garantias.Depois de toda a análise, deve-se entender a diferença entre cada uma dessasreformulações.
  19. 19. 172.1.1 TransformaçãoPara todas as formas de incorporação existem regras que devem ser seguidas,regras essas que protegem os acionistas e clientes da empresa, contra mudançasde valores, monopólios ou prejuízos.A principal diferença entre a fusão a cisão e a incorporação está no resultado finalda empresa, ou seja, como que ela fica após o processo. No caso da transformação,conforme está descrito na lei, A transformação é a operação pela qual a sociedadepassa, independentemente de dissolução e liquidação, de um tipo para outro"(BRASIL, 2012, art. 220), a mudança está no tipo de empresa que ela irá se tornar,por exemplo, transformar uma empresa limitada (Ltda.) em uma Sociedade Anônima(S.A.).2.1.2 CisãoEnquanto a transformação muda o tipo da empresa, a cisão efetuada entre duas oumais empresas é o ato de transferir seu patrimônio a uma ou mais empresas,podendo ou não desaparecer, conforme descrito na lei (BRASIL, 2012, art. 229).A cisão é uma estratégia segura para expandir ou defender o mercado, temos comoum bom exemplo, a Autolatina, cisão da Volkswagen e da Ford, feita para afabricação de motores de dois automóveis das marcas; essa cisão ocorreu de formaparcial, onde cada empresa pegava e controlava a parte que lhe interessava, porém,utilizando mesmo local e mão de obra.Um grande problema do caso da cisão parcial é o fato de que em muitas vezes, asações da empresa menos valorizadas, vai ao mercado após a cisão com o valorsuperestimado fazendo assim com que haja desvalorização do papel na suachegada a bolsa de valores.
  20. 20. 18 As operações de cisão envolvendo companhias abertas são bem vistas pelos especialistas, entretanto nem sempre se traduzem em ganho para os investidores. Em alguns casos, as ações nascidas com a nova empresa acabam sendo desprezadas pelo mercado. (CISÃO,2012).2.1.3 FusãoPor último das três incorporações abordadas, na Fusão, diferente das anteriores,ocorre a junção dos patrimônios de duas empresas e formam uma nova empresacom essa união. Como exemplo, os bancos Itaú e Unibanco que formaram o bancoItaú-Unibanco ou do grupo Pão de Açúcar com Casas Bahia.Segundo a Lei nº 6.404/76(BRASIL, 2012, art.228), fusão é a união de duas ou maisempresas gerando uma nova e única grande empresa.Dentre as três incorporações vistas, a fusão é a mais ocorrente pelo simples motivode o acordo entre as empresas se tornar mais simples, uma vez que o resultado éuma nova empresa, não há a briga por egos para ver qual será a empresa quecontinuara utilizando o seu antigo nome, mesmo que esse nome seja o mesmonome antigo com um plus, assim como no caso do Itaú e o Unibanco que apenasjuntaram os seus dois nomes. De Acordo com a LEI Nº 6.404: Fusão Art. 228. A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. 1º A assembléia-geral de cada companhia, se aprovar o protocolo de fusão, deverá nomear os peritos que avaliarão os patrimônios líquidos das demais sociedades. 2º Apresentados os laudos, os administradores convocarão os sócios ou acionistas das sociedades para uma assembléia-geral, que deles tomará conhecimento e resolverá sobre a constituição definitiva da nova sociedade, vedado aos sócios ou acionistas votar o laudo de avaliação do patrimônio líquido da sociedade de que fazem parte. 3º Constituída a nova companhia, incumbirá aos primeiros administradores promover o arquivamento e a publicação dos atos da fusão. (BRASIL, 2012, art.228).
  21. 21. 19Assim como os outros dois processos, essa transação sempre tem como um objetivomaior agregar novos valores as empresas, conforme Harding: Joseph Bower, em um artigo referencia na Harvard Business Review intitulado, 2001, “Nem todas as fusões e aquisições são parecidas – e isso é importante” apresentou cinco motivos pelos quais uma empresa pode querer fazer uma transação: 1. Como uma ferramenta de reduzir a capacidade na industria. 2. Como uma ferramenta para consolidar uma industria fragmentada 3. Como uma maneira de estender segmentos de produto ou mercado. 4. Como uma maneira de adquirir competência/ativos em P&D. 5. Como uma ferramenta para construir um novo setor.(BOWER, 2001, apud HARDING, ROVIT, 2004, p.26).2.2 DesvantagensA probabilidade de o processo de incorporação entre duas ou mais empresas terproblemas ou ser um completo fracasso são enormes; são inúmeros problemas edetalhes que devem ser estudados antes de começar o procedimento. É necessárioque haja um bom planejamento, um integração rápida e sem traumas entres asempresas, e não por menos, que haja sorte, pois fatos imprevistos podem acontecera qualquer momento e levar diversos problemas a mais para as empresas. Muitas transações fracassaram em grande parte por causa da avaliações extremamente otimistas da promessa de aumento de receitas através de uma fusão ou aquisição. Na verdade, a simples noção de “sinergia” tem sido praticamente desacreditada, pelo numero de vezes que foi utilizada para justificar aquisições que mais tarde fracassaram. (HARDING, ROVIT, 2004, p.103).Mas como preparar duas empresas, e todos seus funcionários, quando o tempo paraesse preparo é mínimo? Como visto, um dos principais fatores do grande número defusões ocorridos no Brasil, é exatamente o perigo de falência e de concorrênciasdesleais no mercado, fazendo com que as empresas procurem rapidamente umaalternativa para o rápido crescimento.Segundo dados de Souza (2011) a empresa de auditoria Pricewaterhouse Coopers(2010), em 2007, foram realizadas 721 fusões ou aquisições no Brasil, esse númeroé mais de 30% maior do que em 2006.
  22. 22. 20Com todas essas fusões, nem todas são pensadas com tempo e tranquilidadesuficiente, aumentando assim, as chances de erros,De acordo com Steensman e Gould (1999), para se evitar o trauma de processos integradores exageradamente forçados, as instituições devem efetuar um planejamento de oportunidades para a aprendizagem cruzada entre as empresas em fusão, de forma a estabelecer naturalmente pontos de afinidade nas etapas críticas do processo. (STEENSMAN, GOULD, 1999, apud ALMEIDA, 2010, p.43).Sem essas afinidades, é fácil ocorreram demissões, e insatisfação dos funcionários,podendo até a empresa perder grandes talentos. A verdade é que nenhuma transação acontece conforme o planejado. (algumas não chegam nem perto). As suposições se provam erradas, Pessoas se demitem. Os concorrentes tiram vantagens da situação. Os clientes ficam contrariados.(HARDING, ROVIT, 2008, p.30).Diante de toda essas tempestades que vão aparecendo durante o processo, aempresa continua sofrendo pressão de seus concorrentes, podendo perder aconfiança por causa de sua instabilidade diante de todo esse processo complicado;[...] seus concorrentes não estão esperando sentados; eles estão se mobilizandopara tirar vantagem de qualquer fraqueza sua relevada após a fusão.(HARDING,ROVIT, 2008, p.107).Por isso que todo o estudo e preocupação antes do processo, dificilmente serásuficiente, sempre será necessário gerentes preparados para qualquer imprevisto,assim como que depois de feita a fusão, é necessário muita experiência paraconseguir segurar a empresa no momento que se segue, que também é muitoconturbado. Entendem que esse processo também poderá encontrar problemas, como dificuldade de integração, avaliação inadequada do alvo, dívidas grandes ou extraordinárias adquiridas por meio da aquisição, demasiada diversificação e gerentes abertamente focalizados na aquisição, que não percebem estratégias mais adequadas à nova circunstância da empresa. (HITT, IRELAND, HOSKISSON, 2005, apud ALMEIDA, 2012, p.37).
  23. 23. 212.3 Métricas de Desempenho das organizações.Esse trabalho tem o objetivo tem entender os reais benefícios das transformaçõesde duas empresas em uma; esses benefícios podem serem vistos de diversasformas. Para caracterizar esses avanços são utilizados índices financeiros eeconômicos.Como a maioria das mudanças da empresa ocorrem para a principal finalidade deagregar valores e mais lucro para ela e seus acionistas, são analisados os principaisíndices escolhidos pelas empresas de consultorias nacionais e internacionais paraconseguir identificar quais são as métricas utilizadas para verificar o crescimento deuma empresa. 1) Fluxo de Caixa Descontado (FCD) – popularizado pela LEK/Alcar Consulting Group. Esta métrica demonstra que o valor de mercado de uma empresa pode ser expresso como valor presente das expectativas futuras de fluxo de capital, descontadas a uma taxa (custo de capital) que reflita o risco da empresa. 2) Fluxo de Caixa do Retorno sobre Investimento (CFROI) – popularizado pela BCG-HOLT. O CFROI representa o fluxo de caixa da empresa gerado em um dado período como porcentagem do montante investido nos ativos da empresa. 3) Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) – popularizado pela McKinsey&Co. É o quociente entre o Lucro Operacional Menos os Ajustes de Impostos (NOPLAT) e o Capital Investido (soma do capital de giro líquido, dos ativos fixos líquidos e de outros ativos). ® 4) Valor Econômico Adicionado (EVA ) – popularizado pela Stern Stewart&Co. É uma medida de lucro residual (lucro econômico). O cálculo ® ® do EVA leva em conta ajustes contábeis. Portanto, o EVA é calculado a partir dos Lucros Operacionais Depois dos Impostos (NOPAT) (ajustados por uma série de fatores, como capitalização e amortização de P&D) menos os ajustes de capital. O indicador mensura o excesso de retorno que o acionista ganharia comparativamente a outro ativo de mesmo risco. (RYAN; TRANHAN, 1997, p.65-79, apud BASTOS et al, 2012).Cada métrica utilizada não pode ser considerada uma verdade absoluta, pois,métricas e índices, mesmo quando não são mascarados pelas empresas, não sãofidedignas de uma conclusão, pois, para isso é necessário um estudo completo dosobjetivos da empresa, de sua região e do tempo e momento histórico. Muitas vezesum índice que se demonstra como um resultado negativo, pode ser apenas ummomento onde a empresa está enfrentando novos desafios, como por exemplo, na
  24. 24. 22alavancagem de uma empresa, os índices de endividamento sobem, porém, aempresa está batalhando por resultados de longo prazo, mostrando assim uma falhano estudo de índices.Mesmo sem a exatidão pretendida, o estudo dos índices, na maioria das vezes daum rumo para onde a empresa se encaminha. O verdadeiro objetivo da mensuração de valor é ajudar os gestores na tomada de decisões criadoras de valor e orientar os empregados das empresas sobre a criação de valor. Contudo, alertam os autores, as tentativas de comparar indicadores que têm objetivos diferentes podem criar certa confusão. (COPELAND; KOLLER; MURRIN, 2002, p.65-79, apud BASTOS et al, 2012)Mesmo o estudo de lucro, sempre tão esperado por todos, não recebe totalaprovação de todos. A analise de lucro da empresa muitas vezes recebe maiortratamento e importância do que realmente merece. Porém ele é sempre muitoutilizado uma vez que são obrigatoriamente disponíveis nos relatórios financeiros enos balanços, também obrigatórios das empresas.A técnica de analise de balanços esta presente a mais de um século, porém noBrasil iniciou nos anos 70.Apenas com os balanços podemos ter a análise das demonstrações contábeis deuma instituição. Os dados que devem ser verdadeiros, mas que muitas vezes sãomascarados, nos dão a maioria das informações que precisamos para calcular osíndices financeiros. [...] essa técnica considera os diversos demonstrativos contábeis como fonte de dados, que são compilados em índices, cuja análise histórica possibilita identificar a evolução do desempenho econômico e financeiro da organização. (CAMARGOS; BARBOSA, 2005, apud BORTOLUZZI, 2012 p.3).Através desses índices podemos chegar a diversas conclusões, nem sempre exatas,a respeito da empresa estudada. Os índices encontrados podem nos dar margem depara onde a empresa está indo, quais os motivos de suas fusões, e quais suasconsequências.
  25. 25. 23Macedo, Silva e Santos (2006), [...] a análise de desempenho de uma organizaçãoé sempre algo passível de muitas discussões e questionamentos sobre quaisindicadores utilizar e como consolidá-los".(MACEDO; SILVA; SANTO, 2006, apudBORTOLUZZI, 2012, p.3).Por isso, com os e índices à mão, devemos saber fazer a leitura correta dos dados,para não interpretar mal os resultados obtidos, tendo assim uma visão errada doestudo.Há diversas formas de fazer a analise dos índices, a utilizada nesse trabalho é aanálise horizontal, onde com os mesmos índices de ano diferentes, será analisada ecomparada a evolução entre eles, para definir qual o rumo que a empresa estatomando após a fusão. Assim estudamos os dados presentes com dados passados,para que se possamos entender e traçar como o futuro irá acontecer. Podendoassim acompanhar ano a ano as mudanças que ocorrem na empresa.Os índices econômico-financeiros nos demonstram aspectos específicos de cadaárea do balanço fornecidos, será utilizados os índices que de certo modo, nos dãouma visão do que a fusão pode mudar no desempenho da organização.São através desses índices que empresas especializadas enumeram as melhoresempresas do Brasil. A seguir será apresentado e explicado algum dos índicesbásicos mais comuns:a) Índices de Solvência: Liquidez Geral – apresenta a proporção dos bens edireitos a serem realizados a curto e longo prazo em relação às dívidas totais.b) Liquidez Corrente – representa a capacidade de pagamento de dívidas decurto prazo da organização.c) Liquidez Seca – mede a relação entre os ativos de liquidez maior e o passivocirculante.d) Índices de Estrutura Patrimonial: Participação do capital de terceiros emrelação ao capital próprio – representa o quanto de dívidas a organização apresentaem relação aos recursos dos acionistas.
  26. 26. 24e) Composição do Endividamento - mede a existência de dívidas de curto prazocom relação as exigibilidades totais. Uma participação muito elevada deendividamento a curto prazo, pode significar aperto financeiro.f) Endividamento Geral - mede a dependência de recursos de terceiros nofinanciamento dos ativos da organização. Se este índice apresentar-se elevado, oumaior que 1,0, representa que a organização este excessivamente endividada.g) Imobilização do Capital Próprio - mede o quanto do capital está imobilizado,demonstrando de certo modo que quanto maior, mais prejudicada está a liquidez.h) O retorno sobre as vendas ou ROS (return on sales).i) O retorno sobre o investimento ou ROI (return on investiment).j) Retorno sobre o patrimônio líquido ou ROE (return on equity).k) A alavancagem tem a capacidade de contribuir para aumentar o resultadooperacional e líquido da organização. Ela pode ser operacional, financeira ou total.(ASSAF NETO, 2008).
  27. 27. 253. DADOS SOBRE FUSÔES3.1 As grandes fusões do Brasil e a interferência do CADE.As incorporações que ocorrem no mundo, mesmo com toda a burocracia e regrasque existam para se transformar uma empresa, são muitas; de acordo com aExame: São Paulo – Em 2011 foram anunciadas 179 fusões e aquisições, que atingiram o valor total de 142,8 bilhões de reais. O número de transações foi recorde e o valor total foi o segundo maior desde 2006 – quando o ranking começou a ser feito. Mesmo assim, o valor total foi inferior aos 184,8 bilhões de reais movimentados em 2010.(OLIVON, 2012)Apesar desse número em 2011 ser um recorde, o valor total do produto das fusõesnão superou o de 2010, recorde registrado até hoje no Brasil, um valor de 184,8bilhões de reais movimentados.Com as novas regras do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)órgão responsável pelas fusões e aquisições do Brasil que será mais visto nospróximos capítulos, houve um aumento nos números de negócios do primeirosemestre de 2012 em relação ao ano passado.Por esses números tão altos, é difícil fazer um ranking preciso de todos osprocessos. A seguir haverá o ranking das maiores operações de 2011, a analise dealgumas das mais importantes fusões, incorporações e aquisições do Brasil, e decomo elas mudam nossas vidas.
  28. 28. 26O ranking dos 10 maiores negócios feitos em 2011 conforme a repórter de economiaOlivon (2012) é:1- A maior operação de 2011 foi a reestruturação societária das controladas pelaTelemar Participações, resultando na simplificação da estrutura societária, com ovalor dos minoritários de 20,8 bilhões de reais;2- Incorporação da Vivo pela Telesp por 11,3 bilhões de reais;3- Aumento do capital da Petrogal Brasil com a entrada da Sinopec de 9,1 bilhões dereais;4- Entrada da Ternium na Usiminas totalizando 5,8 bilhões de reais;5- Aquisição de participação na Pride Internacional pela Ensco, parte Brasil novolume de 5,5 bilhões de reais;6- Incorporação da Wtorre pela BR Properties por 4,9 bilhões de reais;7- A Ashmore Energy vendeu sua participação na Elektro para a Iberdrola por 4,8bilhões de reais;8- Aquisição da Aleadri pela Kirin, representando 50,45% da Schincariol por 4,7bilhões de reais;9- Aquisição de participação na Wtorre pelo BTG Pactual, totalizando 3,4 bilhões dereais;10- Compra de participação na Cia Brasileira de Metalurgia e Mineração porconsórcio de japoneses e coreanos no volume de 3,2 bilhões de reais;Com todos esses negócios, ve que estamos sendo alvos de empresasinternacionais, principalmente da Europa, por está passando por crises financeirasrecentes. Como exemplo temos a fatia de 60% da concessionária rodoviária OHLlevada pela espanhola Abertis, chegando a 2,5 bilhões de dólares.Entre os maiores negócios já fechados no Brasil de todos os tempos, tem-se: • BM&F e Bovespa anunciaram a Fusão em oito de maio de 2008 com um valor de R$ 34,57 bilhões se tornando a segunda maior bolsa do mundo em valor de mercado e foi batizada de BM&FBOVESPA. • Santander anuncia a compra do Banco Real em primeiro de novembro de 2007 no valor de R$ 30,49 bilhões, foi feito um consórcio composto pelo Santander Portugal, The Royal Banks of Scotland Group PLC, FortisSA/NV e Fortis N.V. que adquiriu 96,95% do capital do ABN AMRO controlador do Banco Real. • A reestruturação da societária das controladoras pela Telemar participações foi à maior operação de 2011, resultando na simplificação de
  29. 29. 27 sua estrutura com o valor dos minoritários de R$ 20,8 bilhões. • A Telefônica comprou 50% da Brasilcel em julho de 2010 e obteve o controle da Vivo por R$ 18,2 bilhões, o acordo foi junto da Portugal Telecom no qual eram sócios igualitários na Brasilcel. • A TAM e a LAN se associaram em agosto de 2010 assinando um memorando de entendimento para unir suas operações com um contrato de R$ 14,4 bilhões criando assim a LATAM, A fusão só foi aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), na data de 14 de dezembro de 2011. • O Itaú e Unibanco anunciaram a fusão em três de novembro de 2008 com um valor de R$ 106,92 bilhões, de modo a formar o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul. (CJMBB, 2012)Todos os negócios fechados, recebem a aprovação, ou não do CADE, isso porquemuitas dessas incorporações afetam os concorrentes, os consumidores e o mercadobrasileiro, como exemplo, a seguir temos detalhes de algumas desses negócios eseus efeitos colaterais para os consumidores.No caso da fusão entra a sadia e a perdigão, onde foi criada a Brasil Foods, essanova empresa se tornou uma gigante no ramo dos alimentos, tendo umaparticipação de 90% nos segmentos de lasanhas, só para se ter ideia. Isso semcontar que uma empresa desse porte tem pouquíssimos concorrentes, dessa forma,ela fica livre para aumentar os preços dependendo apenas de sua vontade. Por queentão houve a aprovação de um negocio desses pelo Cadê? Para casos assim, sãocriados mecanismo de defesas em prol do consumidor e dos concorrentes, porém,esses mecanismos nem sempre são eficazes.Para o caso da Brasil Foods, dentre as intervenções do Cadê, temos a suspensãodas marcas Perdigão e Batavo em alguns segmentos, abrindo maior espaço para osconcorrentes, alem de o Cadê obrigar a Brasil Foods a vender uma série de ativospara “criar” um concorrente. “Toda intervenção tem algum tipo de custo. Nesse caso,tirar as marcas pode causar um dano menor ao consumidor, em prol do benefício daentrada de uma nova empresa” (WILTGEN, 2012).Outro caso que temos, foi a compra da companhia aérea Pantanal pela já líder domercado TAM em 2010, nesse caso houve a aprovação do Cadê pois, a atuação daPantanal era apenas regional, desse modo não haveria sobreposição de rotas. Noentanto, a realidade foi diferente, com a aquisição da Pantanal a TAM se apoderoude 100 slots no aeroporto de Congonhas, deixando outras companhias fora desse
  30. 30. 28precioso espaço, e o utilizando para rotas mais valiosas, dominando mais ainda omercado aéreo brasileiro.Um caso mais antigo, de 1997, ocorreu entre a Colgate-Kolynos. Na época, o CADEobrigou a acabarem com a marca Kolynos, porém, não havia nada falado sobre acriação de uma nova marca, e é o que foi feito. Houve o lançamento da Sorriso pelaempresa, marca essa, semelhante a antiga Kolynos. “A lógica da exigência doCADE, na época, foi semelhante à da Brasil Foods, só que a estratégia não foi bemexecutada” ( WILTGEN, 2012).Em 1999 houve uma das mais polemicas fusões do Brasil, a AmBev, que dominou75% do mercado com a junção da Brahma e Antártica. O mecanismo de defesacriado pelo CADE para essa operação foi apenas à restrição da marca Bavária.Dentre várias fusões que o CADE não aprovou, uma que gerou um certo calor nomercado brasileiro foi a compra da Garoto pela Nestlé em 2002. O grupo resultanteficaria com uma parcela muito alto do mercado brasileiro, desse modo, a operação éprejudicial ao consumidor. Há um processo em andamento na justiça movido pelaNestlé para liberar essa aquisição.Dessa forma, o CADE trabalha para ajudar empresas, consumidores e o mercadoem si.A seguir será analisado esse órgão tão importante nos meios das fusões3.2 CADETodos os processos intitulados incorporações, fusões, transformações etc, devemreceber a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – o CADEtantas vezes citados nesse trabalho. O CADE como o chamaremos daqui a diante éuma autarquia federal. Autarquia, veio do grego e significa “comandar a si mesmo”,esse conceito segue pertinente nas autarquias em vários campos do Brasil, assimcomo nas federais, e mantêm o conceito de exercer poder sobre si mesmo.
  31. 31. 29O Cade é vinculada ao Ministério da Justiça e exerce seus poderes em todo oterritório nacional.Como visto anteriormente, nas intervenções que o Cade teve em muitas dasprincipais fusões ocorridas no Brasil, a missão do Cade é zelar pela livreconcorrência no mercado, e da livre concorrência.Como é visto no Manual das Sociedades Anônimas [...] vale ainda destacar aquestão da licitude das concentrações empresariais, pois constitucionalmente évedado o abuso do poder econômico".(GONÇALVES NETO, 2010, p. 284).É ele quem investiga e decide o futuro das empresas que querem passar por algumtipo de transformação. Ele tem como obrigação orientar, fiscalizar, prevenir e apurarabusos do poder econômico. As três funções do Cade, de acordo com o próprio são:  Preventiva Analisar e posteriormente decidir sobre as fusões, aquisições de controle, incorporações e outros atos de concentração econômica entre grandes empresas que possam colocar em risco a livre concorrência.  Repressiva Investigar, em todo o território nacional, e posteriormente julgar cartéis e outras condutas nocivas à livre concorrência.  Educacional ou pedagógica Instruir o público em geral sobre as diversas condutas que possam prejudicar a livre concorrência; incentivar e estimular estudos e pesquisas acadêmicas sobre o tema, firmando parcerias com universidades, institutos de pesquisa, associações e órgãos do governo; realizar ou apoiar cursos, palestras, seminários e eventos relacionados ao assunto; editar publicações, como a Revista de Direito da Concorrência e cartilhas. (CADE, 2012)O Cade faz parte de uma estrutura denominado de Sistema Brasileiro de Defesa daConcorrência – SBDC. Onde dentro desse sistema se encontra o Cade e pelaSecretaria de Acompanhamento Econômico - Seae do Ministério da Fazenda.Essa autarquia federal foi criada em 1962, criado pela lei 4.137/62 e transformadoem autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, pela lei 8.884, de 11 de junho de
  32. 32. 301994. Em 1962 funcionava como um órgão integrante do Poder Executivo dogoverno do Presidente João Goulart, conforme a legislação do próprio órgão.Hoje, é formado por um Plenário composto por um presidente e seis conselheirosque só podem ser destituídos em condições muito especiais, fazendo assim, comque todos os membros tenham uma grande autonomia em suas decisões para julgaratos de concentração, processos de conduta, monopolização do mercado.Em relação ao nosso trabalho, se tratando de instituições financeiras, o Cade ageem conjunto ao Banco Central do Brasil que é outra autarquia Federal que atende asatribuições e normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional, conforme o art.9º da Lei nº. 4.595/1964. Dentre as atribuições do Bacen, Niyama e Gomes (2006, p. 6), destacam:  Emitir papel e moeda metálica;  Executar serviços do meio circulante;  Determinar os percentuais de recolhimento compulsório e receber os depósitos à vista das instituições financeiras;  Realizar operações de redesconto e empréstimos ás instituições financeiras  Controlar capitais estrangeiros;  Ser depositário das reservas de ouro e moeda estrangeira e de direitos especiais de saque;  Fiscalizar as instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas;  Conceder autorização para as instituições financeiras de funcionamento, e instalação inclusive no exterior;  Conceder autorizações para transformações, fusões e cisões;  Autorização para praticar operações de câmbio, crédito rural, venda de títulos da dívida pública federal, estadual e municipal, ações, debêntures, letras hipotecárias, e outros títulos;  Entender – se em nome do governo brasileiro, com as instituições financeiras estrangeiras e internacionais;  Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis; e.  Exercer vigilância nos mercados financeiros e de capitais sobre empresas que interfiram nesses mercados, em relação à modalidade ou processos operacionais que utilizem. (NIYAMA; GOMES, 2006, apud POETA, 2010, p. 32)Vemos assim que uma das suas principais atribuições é conceder autorizações paratransformações, fusões e cisões para as instituições financeiras junto ao Cadeajudando dessa forma o mercado brasileiro.As normas, fiscalização e supervisão, controladas pelo Banco Central, aumentam asolidez, confiabilidade e a transparência no ramo bancária.
  33. 33. 314. METODOLOGIA ESTUDO DE CASO - ANALISE DO DESEMPENHOECONÔMICO-FINANCEIRO4.1 Históricos dos Bancos4.1.1 Banco RealImagem 1: Logo RealFonte: Google Imagens (2012).Conforme os dados retirados dos sites de pesquisas e de BONINI (2012), pois apósa fusão com o Santander todos os seus datas oficias e sua Homepage foramdeletados da World Wide Web dificultando assim em obter os históricos descritospelos próprios.A história do banco inicia com o ABN AMRO Bank iniciando suas transações noBrasil como o banco Holandês da America do Sul, com agencias no Rio de Janeiro eSantos em 1917.Em 1925 Clemente de Faria um político e banqueiro brasileiro, nascido no norte deMinas Gerais monta a Cooperativa Bancária, três anos depois renomeada comobanco da Lavoura de Minas Gerais, assim antecessor do banco Real.
  34. 34. 32Em 1963 O banco Holandês Unido adquiriu cinquenta por cento das ações daAymoré de Crédito, Financiamento e Investimento, após 8 anos foi adquirido os cempor cento da participação e logo em seguida o banco da Lavoura de Minas Geraistorna-se banco Real S/A, e estabelece a sede em São Paulo dois anos depois. Noano de 1993 O banco Holandês é renomeado ABN AMRO Bank e transfere suasede do Rio de Janeiro para São Paulo e em 1994 a operação brasileira do ABNAMRO Bank apresentam o terceiro melhor lucro líquido do grupo internacional queem julho de 1998, o ABN AMRO Bank anuncia a compra do Banco Real, concluídaem novembro, quando comprou também o Bandepe. Já em 2000 ocorre aintegração do Banco Real com o ABN AMRO Bank S/A e em 2004 o mesmoadquiriu o Sudameris.O Grupo ABN AMRO adquirido mundialmente pelo consórcio formado pelos bancosRBS, Fortis e Santander em outubro de 2007. No Brasil, a união foi concretizada em2008, quando o Santander assumiu total controle do banco Real.4.1.2 SantanderImagem 2: Logo SantanderFonte: Google Imagens (2012).Conforme dados da homepage oficial do Santander (2012) conta que em 1982, foiinstalado o primeiro escritório de representação do Santander no Brasil e, nove anosdepois, começaram as operações do Santander Investment.
  35. 35. 33O processo de forte crescimento dos negócios no Brasil foi iniciado em 1997 com aaquisição do banco Geral do Comércio S.A.. Nos anos seguintes, foram mais trêsaquisições, que fizeram o grupo Santander ganhar posição entre os maiores gruposfinanceiros do setor no país.Em 1998, foi comprado o banco Noroeste S.A.. Já em janeiro de 2000, foi anunciadaa aquisição do Conglomerado Financeiro Meridional - formado pelos bancosMeridional e Bozano, Simonsen. Em novembro do mesmo ano, o Santandercomprou o controle do banco do Estado de São Paulo S.A. - BANESPA.Em agosto de 2006, as diretorias executivas do banco Santander Meridional S.A.(BSM), do banco Santander Brasil S.A. (BSB), do banco Santander S.A. (BSSA) edo banco do Estado de São Paulo S.A. (Banespa) e o Conselho de Administraçãodo Banespa aprovaram a proposta de reestruturação societária constituída pelasincorporações do BSB, do BSSA e do Banespa pelo BSM, que passará adenominar-se banco Santander Banespa S.A., que continuará vinculadosocietariamente, em nível mundial, ao banco Santander Central Hispano.E partir do ano de 2007 começa a ocorrer a fusão do Real e o Santander como édescrito em seu histórico abaixo: Em 1º de novembro de 2007, o RFS Holdings B.V., um consórcio composto pelo Santander Espanha, The Royal Bank of Scotland Group PLC, Fortis SA/NV e Fortis N.V., adquiriu 96,95% do capital do ABN AMRO, então controlador do Banco Real. Na sequência, em 12 de dezembro de 2007, o CADE aprovou sem ressalvas a aquisição das pessoas jurídicas brasileiras do ABN AMRO pelo consórcio. No primeiro trimestre de 2008, o Fortis e Santander Espanha chegaram a um acordo por meio do qual o Santander Espanha adquiriu direito às atividades de administração de ativos do ABN AMRO no Brasil, que o Fortis havia adquirido como parte da compra pelo consórcio do ABN AMRO. Em 24 de julho de 2008, o Santander Espanha assumiu o controle acionário indireto do Banco Real. Nas assembleias gerais de acionistas do Santander Brasil e do Banco Real realizadas em 29 de agosto de 2008, foi aprovada a incorporação pelo Banco Santander (Brasil) S.A. das ações de emissão do Banco Real, passando o Banco Real a ser uma subsidiária integral do Santander Brasil. Naquele momento, o Banco Real era o quarto maior banco privado do Brasil em quantidade de ativos. Por fim, em 30 de abril de 2009, o Banco Real foi incorporado pelo Santander Brasil e foi extinto como pessoa jurídica independente. A incorporação está pendente de aprovação pelo Banco Central. Como resultado dessa aquisição, o Santander Brasil tornou-se o terceiro maior banco privado do Brasil em termos de ativos.(SANTANDER, 2012)
  36. 36. 344.1.3 UnibancoImagem 3: Logo UnibancoFonte: Google Imagens (2012).A instituição bancária brasileira Unibanco, que tem seu nome vindo da junção deUnião de Bancos Brasileiros, é original de Minas Gerais, fundada em 1924. OUnibanco teve seu inicio na cidade de Poços de Caldas, funcionando como umaseção bancária da casa Moreira Salles, uma loja de comércio. Em 1931 a instituiçãoalcançou a independência e se tornou a casa bancária Moreira Salles, tornando-seem 1940 o banco Moreira Salles.Teve um grande impulso no seu poder econômico Um fator importante para ocrescimento do Unibanco foi em 1955 quando houve a compra de parte dos ativosdo banco Nacional.Mas foi só em 1967, diante da fusão com o banco Agrícola Mercantil que surgiua União de bancos Brasileiros S.A, conhecido na época como Unibanco.Em 1975, União de bancos Brasileiros S.A já era um poderoso no ramo bancário, efoi nesse ano que todas as empresas desse conglomerado ficaram denominadasoficialmente como Unibanco.O Unibanco sempre prezou pela inovação, tendo emsua história, tentado várias vezes novos produtos e operações.Também se destaca por suas campanhas de marketing, onde o slogan "Nem pareceBanco" foi muitas vezes utilizados mesmo depois de sua fusão com o Itaú.
  37. 37. 35Como a maioria dos bancos nacionais, o Unibanco passou desde sua criação, pordiversas fusões bem sucedidas, fazendo assim com que ele se tornasse cada vezmaior, dentre aquisições, compras, e fusões do Unibanco podemos citar: a aquisiçãode 50% da Fininvest e a aquisição do Hipercard.Dentre seus feitos, a agência Moody´s deu a ele o grau de investimento (Investmentgrade) na emissão de dívida em moeda local liquidada no exterior, sendo assim oprimeiro banco da América Latina a alcançar esse grau.Pedro Moreira Salles, neto do fundador e que presidia o banco em 2007, foi quempassou pela crise de 2008 com o banco, enfrentando a ultima crise que o Unibancovivenciaria antes da Fusão de 2008; que como a maioria do bancos brasileirospassou pela crise sem grandes agravamentos. (POETA, 2012, p.26)4.1.4 ItaúImagem 4: Logo ItaúFonte: Google Imagens (2012).O banco brasileiro banco Itaú S.A, é o principal banco do conglomerado do ItaúUnibanco Holding S.A. um banco que atende atualmente o setor de varejo e debanco múltiplo. O começo do Itaú ocorreu em meados da década de 40, durante asegunda guerra. Com o fechamento de alguns banco estrangeiros no Brasil, AlfredoEgídio de Souza Aranha, fundou o banco central de Crédito, que mudou seu nomeem 1952 para banco Federal de Crédito por ordem do governo, para que nãohouvesse a confusão com o banco Central.
  38. 38. 36Em meados dos anos 60 houveram a fusão com os bancos União de Crédito e ItaúAmérica, dando um enorme impulso para o Itaú, e em 1973, veio finalmente a ter onome de Itaú, que vem do Tupi-Guarani significa Pedra Escura.Como o Unibanco, o Itaú contou para o seu crescimento com várias incorporações efusões, nas quais podemos citar: o Banco do estado do Rio de Janeiro (BANERJ),banco de estado de Minas Gerais (BEMGE), banco do estado Paraná (Banestado) eo banco do estado de Goiás (BEG) dentre outras.O Itaú optou por diversas formas de estratégias para conquistar o mercadobrasileiro, como por exemplo a compra de bancos estrangeiros e o marketing paraatender a tipos diferentes de publico (nicho), como por exemplo, em 1995, com acompra do banco Francês e Brasileiro, criador da marca Personnalité, que o Itaú selançou na área de atender públicos com alto poder aquisitivo, a unidade de privatebanking. (POETA, 2012, p.27).O Itaú continuou investindo em 1998 na atuação no mercosul também, comprandoassim o banco Del Buen Ayre, incorporado ao Itaú Argentina, atual Itaú Buen Ayre.Em 2008, conforme a homepage do banco, ele foi eleito como a marca mais valiosana América Latina pela consultoria Intelbrand.Dessa forma o banco continua, com o passar do tempo, se mostrando cada vezmais sólido e confiável, sabendo aproveitar as oportunidades que aparecem, esabendo inovar em suas ações, q na maioria das vezes sempre dão certo.Alcançando assim o seu objetivo, como podemos ver em sua missão, apresentadopelo próprio banco: Ser o Banco Líder em performance e perene, reconhecimento sólido e ético, destacando-se por equipes motivadas, comprometidas com a satisfação dos clientes, com a comunidade e com a criação de diferenciais competitivos. Os valores mais importantes de um banco não se guardam em cofres. O compromisso de compartilhar e praticar valores faz parte da história do Itaú. O respeito ao ser humano, o comportamento ético, o estrito cumprimento das leis e a vocação para o desenvolvimento são os princípios que fundamentam a cultura e direcionam a atuação do Banco. (ITAU, 2012)
  39. 39. 374.2 Demonstrativos contábeisPara os fundamentos do estudo, coletamos as demonstrações contábeis dasinstituições financeiras dos anos anteriores e posteriores a fusão destes bancos,retirados os demonstrativos diretamente do homepage da CVM (Comissão deValores Mobiliários) .A maioria das informações importantes da parte financeiras das instituições comcapital aberto, despesas, gastos e investimentos aparecem nas demonstraçõesfinanceiras publicadas nos relatórios trimestrais e anuais aos acionistas.É muitas vezes através de um balanço, esse que é feito de acordo com as normasda contabilidade, que são tomadas as decisões para o futuro da empresa.Apesar de seguir as normas da contabilidade, uma demonstração de umainstituição bancaria tem seus atributos diferentes que devem ser lidos com maisatenção. [...]Um banco, mais bem entendido como um intermediário financeiro, atua operacionalmente com base em duas grandes decisões financeiras: ativo – decisões de investimento (aplicações) – e passivo – decisões de financiamento (captações). (Assaf Neto, 2012, p. 301)Dentre algumas contas que estão no Ativo do Banco como a principal fonte derecurso de um banco que são os depósitos ao publico, empréstimos recebidos,capital, e reserva, recursos esses que fazem parte do Ativo do banco.As aplicações em ouro e os encaixes bancários, que é o dinheiro livrementemovimentado pelo banco, temos a chamada disponibilidades, e é o grupo com maiorliquidez.As operações de crédito são distribuídas da seguinte forma:Empréstimos, títulos descontados e financiamentos.
  40. 40. 38As contas do Passivo da demonstração de um banco dividem-se da seguinte forma:Passivo Circulante e o Exigível a Longo Prazo, formam as obrigações para comterceiro.O Empréstimos e repasse é constituído pelas dividas dos bancos com outrasinstituições, separado das em outras obrigações, que estão as dividas fiscais etributárias.E no Patrimônio Liquido, são mostrados os próprios recursos do banco.O Spread bancário é um processo de intermediação financeira de um banco, comoAssaf Neto (2012) salienta: [...] taxa de juros cobrada ao tomador de recursos visa fundamentalmente remunerar o titular da poupança, cobrir os riscos e demais custos da operação e despesas administrativas, alem de gerar um resultado que remunere o capital investido na instituição [...] (Assaf Neto, 2012, p. 302)Apesar de todo o trabalho dos estudos dos índices terem sido feitos com base nosdemonstrativos bancários, não podemos levar esses resultados como respostaabsoluta aos nossos problemas, pois, pode haver limitações, principalmente no quese refere à qualidade das informações contidas nos relatórios disponibilizados pelasempresas.4.3 ÍndicesÍndices econômicos são as grandezas das empresas expressa em valoresnuméricos, utilizando para isso, os resultados alcançados pela empresa numdeterminado período, sua principal utilidade é a aferição dos níveis dedesenvolvimento da instituição, os mais comuns são os de resultados líquidos,montante de capitais próprio e total do ativo. A seguir explicaremos a importância dealguns para as instituições financeiras.
  41. 41. 394.3.1 Solvência e LiquidezConforme Assaf Neto (2012, p. 303) “[...]solvência evidencia, em outras palavras, osrecursos próprios de uma instituição oferecidos ao risco de sua atividade.”, ou seja,quando o valor de seus ativos supera o valor de seus passivos, é como uma boaadministração mantém um adequado montante de patrimônio liquido.Já a liquidez é ligada a capacidade de atender as obrigações financeiras dainstituição, sendo em caixas, empréstimos, financiamentos, de fluxo de pagamentosoperacionais etc.4.3.2 Capital e RiscoAssaf Neto (2012, p.306) salienta, “[...]o montante de capital próprio a ser mantidopor uma instituição financeira é fortemente dependente do risco assumido em seusnegócios, devendo ser suficiente para cobrir eventuais perdas que possam ocorrer”,é difícil determinar qual exato risco que um banco sofre em suas operações, porisso, fica quase que inviável definir qual o adequado capital que um banco deve terpara cobrir os seus riscos. Mesmo com o estudo dos demonstrativos contábeis nãopodemos levar as informações conseguidas como uma verdade absoluta.Conforme o Acordo da Basiléia citado por Assaf Neto (2012): [...]foi recomendado aos bancos a formação de um capital próprio mínimo baseado em seu Ativo Ponderado pelo Risco(APR). Por exemplo, ao se definir 1m 11% do APR o capital próprio mínimo, tem-se que para cada R$ 100,00 de aplicações, o banco deve preservar R$ 11,00 de patrimônio liquido na operação. (Assaf Neto, 2012, p. 307)O risco está presente em todas as operações, não existe o chamado risco zero,principalmente por ser impossível prever o futuro. Em uma instituição financeira osprincipais riscos são divididos em dois grupos: risco operacional e risco financeiro.
  42. 42. 40As formas de prevenir ou de aumentar esses risco são impossíveis de seremnumeradas, assim como a forma de avaliação. Assaf Neto(pág. 308) diz que, [...] a analise do risco de uma instituição financeira envolve necessariamente a determinação apresentada de indicadores dos relatórios contábeis, a maioria deles baseada na relação entre patrimônio liquido e os depósitos, empréstimos e ativo total. (Assaf Neto, 2012, p. 308)4.3.3 Rentabilidade e lucratividadeRentabilidade é a remuneração do capital investido na empresa, ou em outraspalavras, o retorno esperado de um investimento descontando custos, tarifas einflação.Já lucratividade é o ganho líquido total propiciado por uma operação. Como na bolsao lucro vem da valorização de uma ação e do recebimento de proventos dividendosetc.Nos bancos o conceito é semelhante, Assaf Neto (2012, p. 310) afirma que “[...]obanco tem como objetivo maximizar a riqueza de seus proprietários peloestabelecimento de uma adequada relação risco-retorno”.4.4 Análise dos resultados dos índicesPara analise econômico-financeiro proposta dos bancos Real, Santander, Unibancoe Itaú e em suas respectivas fusões, foram retirados dados de seus balanços noperíodo dos anos de 2006 á 2011, para assim demonstrar a situação ecomportamento de cada índice escolhido e seu dados antes e depois da fusão comsuas variações e comportamentos.Os balaços anuais utilizados estão disponibilizados na homepage da CVM(Comissão de Valores Mobiliários), perante a lei das S.A. n.6404/76, onde torna-seobrigatório sua publicação em meios públicos para ter transparência á seus
  43. 43. 41acionistas e demais investidores. Também seus demonstrativos podem seuslocalizados na homepages oficiais dos bancos, porem os sites do Real e Unibancocomo foram encerrados pela fusão, o único local para localizar esses demonstráveisforam juntamente a CVM.Logo de inicio á analisar dos índices, pode-se verificar uma variação; oscilaçãodurante o ano das fusão, ocorrendo no ano de 2008 para ambos os bancos,oscilando assim nos dados obtidos durante analise e mostrando como umamudança necessita de um acompanhamento administrativo financeiros forte ecompetente para conseguir estabilizar essas adversidades e não assustando oupreocupando seus colaboradores e acionistas perdendo sua credibilidade e imagemno mercado.Outro fator relevantem é entender e recordar o comportamento e a situaçãoeconômica no seguimento bancário, tendo em vista que nos últimos anos no Brasilos bancos, tanto privados como públicos, vem tendo uma linha vertical decrescimento de seus lucros e spreads, conforme o Bacen (2012).Fatores também, como o crescimento e o reconhecimento mundial do sistemaeconômico financeiro solido do Brasil, onde passou pela crise econômicas de 2008dos Estados Unidos da America, em sua quebra das instituições financeiras, em queseus processos ocasionaram um impacto mundial, afetando todas as balançaseconômicas.Sem esquecer as mudanças dos governos FHC (1995 a 2002) para administraçãodos presidentes petistas (representantes do partido político dos trabalhadores, PT.)Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2011) e sua sucessora Dilma Vana Rousseff e seusfomentos no mercado.Dentre os índices disponibilizados pelo Assaf neto (2012) foram escolhidos por suarelevância e valores mais precisos informados nos balanços, sendo:
  44. 44. 424.4.1 Spread BancárioSpread Bancário = Receitas de Intermediação - Despesas com IntermediaçãoFórmula 1Gráfico 1: SpreadFonte: Elaborado pelos autores.Spread é o termo inglês que significa Margem, na área bancaria, é a diferençaencontrada entre as captações e as concessões que uma instituição financeiraefetua é o spread bancário, ou seja, é a margem do lucro das operações de creditoque o banco realiza; em outras palavras, a diferença entre o preço de compra evenda de um produto. No todo do valor do spread bancário, além do lucro do bancotambém estão embutidos alguns impostos como o IOF. No Brasil, temos um dosmais altos spread bancário do mundo.Analisando os gráficos pode-se obter a mesma conclusão para ambos os casos,onde após as fusões os spreads bancários dos bancos Itaú e Santander, fundidos,tiveram um alto crescimento em uma curva ascendente. Com base apenas nessasinformações, tirando toda a situação do mercado na época, a fusão foi altamentebenéficas para ambas instituições.
  45. 45. 434.4.2 Leverage (alavancagem)Leverage = Ativo ÷ Patrimônio Líquido .Fórmula 2Gráfico 2: LeverageFonte: Elaborado pelos autores.Leverage é o termo inglês para o que chamamos de alavacagem, que é, como aprópria palavra já diz, uma maneira de tentar levantar o desempenho da empresacom recursos de terceiros ou instrumentos financeiros. Essa operação aumentatambém por outro lado, o risco que a empresa corre de no fim, sair no prejuízo, asvezes podendo ser até vista como um tipo de financiamento.Para entender se a alavancagem (Leverage) é benéfica a instituição, o nível deretorno sobre o investimento deve ser maior ou igual a taxa de juros paga pelocapital de terceiros, conseguido na alavancagem.Analisando a alavancagem (Leverage), entende-se que o índice quanto mais longeda margem zero torna-se mais segura e solida para honrar e saldar suas dividastomadas, através de recursos de terceiros.No gráfico, verifica que os dois bancos adquiridos, tinham seus índices elevados eem crescimento. O índice do Santander antes da fusão tinha uma margemconsiderada segura e alta, conforme visto, durante o ano da fusão ocorrerammudanças drásticas em seus índices, fazendo com que sofre-se uma queda. Após a
  46. 46. 44fusão o Santander retomou sua linha de crescimento, alcançando um bom índice emrecuperação, mas não atingindo o seu índice anterior a fusão. Esse índice dedesempenho econômico, não mostrou muitos benefícios para a fusão do Santandercom o real.No decorrer de todos anos no caso do Itaú, seus índices de alavancagem(Leverage) manteve-se estável, porem baixo, não sendo tão seguro de riscos quantoas outras instituições. Está estabilidade mostra que a fusão não impactou tantonesse índice econômico financeiro.Outra vertente para essa analise do caso, conforme o capítulo 2, que define asdiferentes formas de fusão; e acompanhando a historia dos bancos no capitulo 4, foio fato de que o Santander comprou (adquiriu) o banco real, tendo mais gastos eadaptações a fazer em seus balanços, enquanto o Itaú e o Unibanco se fundiram,sem ter ocorrido muitos impactos no balanços, especificadamente em seus ativos.Por isso, este índice para analise das fusões, não teve um parecer totalmentepositivo, mas mostra-se importante para se acompanhar o andamento dasinstituições, tendo invista a diferença de cada uma delas.
  47. 47. 454.4.3 Retorno sobre Patrimônio líquidoRetorno sobre Patrimônio líquido = Lucro Líquido ÷ Patrimônio Líquido oFórmula 3Gráfico 3: RPLFonte: Elaborado pelos autores.Retorno sobre o patrimônio liquido ao contrario da alavancagem, é o retorno queuma instituição alcança através dos seus próprios recursos. Através desse índiceque muitos medem a estabilidade de uma empresa.Esses é um dos índices mais importante para se analisar o comportamento deempresas durante o processo de fusão, pois, demonstra o risco do capitalempregado para a aquisição; esse gasto faz com que os índices caiam, diminuindoassim a capacidade de liquidez imediata da empresa.O comportamento das duas instituições, Santander e Itaú, após a fusãoapresentaram uma queda brusca aumentando assim o risco de ambas empresas,não favorecendo a fusão de imediato, porém mostra uma curva de crescimento apósa queda, havendo possibilidade a longo prazo de se reestabelecerem.
  48. 48. 464.4.4 Retorno sobre o Investimento TotalRetorno sobre o Investimento Total = Lucro Líquido ÷ Ativo TotalFórmula 4Gráfico 4: RITFonte: Elaborado pelos autores.Pode-se citar o retorno sobre o investimento com um dos índices mais populares eimportantes no meio econômico, ele demonstra, dentre outras palavras, o quantouma empresa ganha a cada quantia gasta por ela. Pode também ser demonstradanegativamente, isso é, a taxa que uma empresa perdeu em relação ao capitalinvestido.Aparentemente os índices das instituições, Santander e Itaú, antes da fusão,estavam em crescimento, tendo uma brusca queda após o processo. Para os doisbancos adquirido (Real e Unibanco), seus índices eram baixos e em queda, porem,após o ano de fusão cada gráfico apresentou um comportamento diferente;enquanto o retorno sobre o investimento total do Santander, a cada ano vemoscilando, o do Itaú vem apresentando um ligeiro crescimento.Desta forma não a uma conclusão satisfatória para interferência deste índice noprocesso de fusão.
  49. 49. 474.4.5 Margem FinanceiraMargem Financeira = Resultado Bruto da Intermediação Financeira ÷ Ativo TotalFórmula 5Gráfico 5: Margem FinanceiraFonte: Elaborado pelos autores.A margem financeira é a margem referente a tudo o que foi vendido pela instituição,no caso dos bancos, todas as operações financeiras que foram vendidas, tirandodisso, todo o custo operacional e com impostos. Em outras palavras é a diferençaentre as taxas de juros que é cobrada por um financiamento.Diferente do spread, a margem financeira é o resultado do spread confrontado como ativo total, com isso, consegue todas as operações feitas livres do custooperacional e dos impostos.Conforme o gráfico, os índices dos bancos adquiridos (Real e Unibanco) encontravaem queda, enquanto que os bancos Santander e Itaú, apesar de uma queda duranteos processos de aquisições, conseguiram retomar o crescimento, porem o Itaú foi oúnico a alcançar um ganho maior.Apesar no caso do índice do Itaú foi favorável após a fusão, como os demaisapresentaram uma grande oscilação, não há como comprovar valor aparente noíndice para uma fusão .
  50. 50. 485. CONSIDERAÇÕES FINAISPôde-se averiguar neste trabalho que a análise das demonstrações contábeisatravés de índices são muito importante para identificar o desempenho dasinstituições financeiras em vários pontos, servindo como instrumento de decisão,analisando sua situação econômico-financeira e se há necessidades para criarformas para melhorar o desempenho.Este trabalho teve como objetivo avaliar as demonstrações contábeis dos bancosSantander, Real, Itaú e Unibanco, através de índices econômico-financeiros antes edepois da reorganizações societária que ocorreu em 2008 e após a suas devidasfusões até seus demonstrativo mais atual que foi do ano de 2011.Como dito, sem levar para analise de todo o mercado da época, as situaçõeseconômicas, tanto do setor quanto do pais, a atuação do governo e as tendênciasdos mercados internacionais, apenas analisando os índices estudados nessetrabalho pôde-se verificar diversos comportamentos dos bancos em uma fusãoPortanto, aferidos todos os dados propostos para o estudo, os fatos inestimáveisencontrados foram que para todas as instituições em seu ano de fusão mostramdrásticas variações e oscilações, tanto para uma fusão ou aquisição como vistas nodecorrer do trabalho, mas mesmo com essas mudanças não necessariamentemostrou-se negativa, pois como muitos dos índices que tiveram quedas durante afusão retomaram em seus anos seguintes uma volta de crescimento. O fatorimportante a se levar em conta é a importância de ter um acompanhamento fortenestes períodos a fusão, com planejamento futuro e gerenciamento, para mostrar aseus stakeholders e acionistas, solidez e consistência da instituição, pois apenasolhando os dados imediatos no ano da fusão pode vir a preocupar e a sustar novose atuais investidores.Com tudo devido ao curto período das fusões até a presente data, não houve apossibilidade de demonstrar nos gráficos a total situações das instituições pós fusão,mas de imediato as novas instituições mostram dados positivos.
  51. 51. 495.1 RECOMENDAÇÕES PARA ESTUDOS FUTUROSRecomenda-se para estudos futuros, continuar analise dos bancos Itaú e Santanderpor mais alguns anos para verificar se ocorrerá mais mudanças e as oscilações dosíndices atuais.Juntamente recomenda-se analisar mais índices, para melhorar as informaçõesadquiridas e verificar a possibilidade de um índice especifico ser mais importantepara uma fusão, em um período de mais longo prazo.Outra possibilidade é analise dos índices financeiros usados neste trabalhos, paracruzar com mais dados retirando juntamente as instituições financeiras, ou comdados do mercado sócio econômico do país, ou com as políticas do mercadodurante esses anos.As sugestões apresentadas são para todos que de alguma maneira se interessampor Instituições Financeiras.
  52. 52. 50REFERÊNCIASALMEIDA, Rodrigo Ramalhosa de. O processo de integração de redes deinstituições financeiras: o caso da fusão Itaú Unibanco, sob a ótica de seusgerentes de agência. 2010. 84 f. Dissertação( mestrado em Administração) -Universidade Paulista, São Paulo, 2010. Anais eletrônicos. Disponível em:<http://www3.unip.br/ensino/po1s_graduacao/strictosensu/administracao/download/adm_rodrigoramalhosadealmeida.swf>. Acesso em: 11 mar. 2012.ANDRADE, Luis Felipe Figueiredo de; NIYAMA, Jorge Katsumi; SANTANA, CláudioMoreira. Nível de “Disclosure” sobre riscos de mercado e operacional: Umaanálise comparativa dos vinte maiores bancos brasileiros. In: CONGRESSO USP DECONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 9., 2009. São Paulo. Disponível em:<http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos/92009/212>. Acesso em: 12 jul. 2012.APROVAÇÃO, prévia do Cade dá mais segurança às fusões societárias, segundojuristas. DCI, Brasília, 3 de junho de 2012. Disponível em:<http://www.dci.com.br/aprovacao-previa-do-cade-da-mais-seguranca-as-fusoes-societarias,-segundo-juristas-id296987.html>. Acesso em: 21 jul. 2012.ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços. 8º ed. São Paulo:Atlas, 2007.___________, Alexandre. Estrutura e análise de balanços. 10º ed.São Paulo:Atlas, 2012.AYRES, Marcela. As 10 maiores fusões e aquisições do semestre. Exame.com,São Paulo, 10 de julho de 2012. Disponível em:<http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/aquisicoes-fusoes/album-de-fotos/as-10-maiores-fusoes-e-aquisicoes-do-semestre>. Acesso em: 11 ago. 2012.
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