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Variao lingustica-1234443479839338-3

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  • 1. VARIAÇÕESLINGÜÍSTICAS
  • 2. O QUE É LINGUAGEM?Capacidade de se comunicar por meio deum CÓDIGO.CÓDIGO: conjunto de sinais utilizados parapassar uma determinada mensagem.
  • 3. LINGUAGEM VERBALAquela que utiliza a língua (oral ouescrita), que manifesta-se por meio dasPALAVRAS.“Batatinha quando nasce esparrama pelo chão.Mamãezinha quando dorme põe a mão nocoração.”
  • 4. LINGUAGEM NÃO-VERBALAquela que utiliza qualquer código que nãoseja a palavra: pintura, dança, música,gesto, mímica etc ...
  • 5. LINGUAGEM MISTA
  • 6. VARIEDADE LINGÜÍSTICAEm um único sistema lingüístico podemosencontrar variações no que se refere aomodo como ele é utilizado pelos falantes.É isso que caracteriza as variaçõeslingüísticas.
  • 7. Tipos de variedades:1. Os dialetos - ocorrem em função daspessoas que usam a língua, ou seja, dosemissores. (regional, social, idade, sexo,geração, função);2. Os registros - ocorrem em função do usoque se faz da língua, da mensagem, dasituação. (grau de formalismo).
  • 8. VARIAÇÕES DIALETAISIDADE:Dois bons filhos Paulo Mendes CamposOutro dia um senhor de cinqüenta anos me falava da mãedele mais ou menos assim:- Se há alguém que eu adoro neste mundo é minhamãezinha. Ela vai fazer 73 anos no dia 19 de maio. Estáforte, graças a Deus e muito lúcida. Há 41 anos que estáviúva, papai, coitado, faleceu muito moço, com uma espinhade peixe atravessada no esôfago: pois não há dia em quemãezinha não se lembre dele com um amor tão bonito, comum respeito...
  • 9. Deu-se que no mesmo dia encontrei um rapaz de dezoitoanos, que me contou mais ou menos assim:- Velha bacaninha é a minha. Quando ela está meioadernada, mais pra lá do que pra cá, ela ainda me dá umabroncazinha. Bronca de mãe não pega, meu chapa. Eu manjoela todinha: lá em casa só tem bronca quando ela encheu acara demais. A velha toma pra valer! Ou então foi um troçoem que eu não meto a cara. Que é que eu tenho com a vidada velha? Pensa que eu me manco. Quando ela tá de bronca,o titio aqui já sabe: taco-lhe três equanil. É batata. Daí apouco ela fica macia e vai soltando o tutu...
  • 10. SEXO:Homem: - Cara, preciso te contar o queaconteceu ontem na festa...Mulher: - Ai, menino! Preciso te contar o queaconteceu ontem na festa...Homem: - Comprei uma camisa legal.Mulher: - Comprei uma blusinha linda!
  • 11. REGIÃO:Dentro do próprio Brasil:Mandioca, aipim, macaxeira.Entre Brasil e Portugal:“(...) numa revista portuguesa, vê-se um anúncio de umrefrigerante, mundialmente conhecido (...) Ao lado dafamosa marca, a única frase da peça publicitária: “A vidasabe bem”. Que se entende disso? Em português e emoutras línguas latinas, o verbo “saber” (que vem do latim“sapere”, que significa justamente “ter sabor”) pode serusado com a idéia de “ter gosto”, “ter saber” (...) Esse uso évivíssimo no italiano, no espanhol, no português de Portugal.No do Brasil, parece que se restringiu aos textosliterários.”Pasquale Cipro Neto: “A vida sabe bem”. Revista Cult, nº 56.
  • 12. GERAÇÃO, ÉPOCA:“Exmo. Sr.Unicamente a necessidade me sujerio a publicação destepunhado de rimas (...) Eu e minha esposa, moçaigualmente enferma, desde que entramos no hospital, háquasi dois annos que, por exclusiva injustiça, estamosprivados das quotas dos donativos feitos pela caridadeaos que, como nós, vieram esconder seu infortúnio sob otecto hospitalar. E nem roupa nem um lençol recebemosdo estabelecimento estipendiado pela municipalidade,cujo prefeito Dr. Miguel Penteado não se dignou prestarattenção às minhas queixas. Resumindo, somos víctimasde vezano pouco caso pelo direito dos fracos (...)”Firmo Anônio. Argueiros, 1924.
  • 13. SÓCIO-ECONÔMICA:VÁRIAS IDÉIAS FERRÉZAcordou cedo, gritou: “Zica maldita!”. Rapaz, ovocabulário do tranca-ruas é ziquizira. “Rapaz, num vacilade madruga, entendeu?” “Entendi, os P.M. sobe o gás.Então vamos sumariar. Quantos de nóis cê quer matar?Grota, granja, boca, biqueira, movimento, verme, milho avida inteira. Mil grau, frenético, qual que é a urucubaca?Que cê faz se não tiver que voltar para casa? Quem tedeu um sorriso hoje, pique pá alguém de longe (...) Muitossofre, eta que sofre, mas poucos lembra. Povo gado, votomal dado, fila quilométrica para encher prato dedeputado. Picha os muro, xinga os putos, mete a boca,depois cheira dentro da goma. (...)Caros Amigos nº 89.
  • 14. FUNÇÃO:Plural majestático:“Nós queremos que o povo dessa cidade se sintaseguro. Por isso reforçaremos nossa polícia paraque possa dar maior segurança aos cidadãos.”
  • 15. VARIAÇÕES DE REGISTROA) Senhora Diretora, Sr. Vice-Presidente, DignosConvidados, Estimados e Distintos Colegas da nobreProfissão de Ensinar.Considero uma honra e um privilégio ter sido convidado a virdiante de vós nesta ocasião, um convite que aceitei com omais profundo prazer e gratidão. É meu propósito, estandoaqui esta noite, repartir convosco um pouco dasexperiências que tenho vivido na minha função deenriquecer os conhecimentos das novas gerações, daquelesque continuarão quando já estiver chegado ao fim o nossotempo neste mundo. Espero e creio que estas experiênciasnão serão desprovidas de interesse para aqueles queestarão, entre vós, trabalhando na mesma vinha, pois juntosconseguiremos a mais rica colheita.
  • 16. B) Senhoras e Senhores:Estou realmente feliz por ter sido convidado pelo vossoVice-Presidente, Senhor Horácio Foladori, para vos falar,esta noite, sobre o tema “Da Variação Múltipla do Registrono Ensino de Inglês”. Espero ser capaz de apresentar umasidéias que deverão ser tanto sugestivas quanto relevantespara vossas tarefas como professores de Inglês.C) Boa noite, amigos:O Senhor Foladori pediu-me para falar a vocês, esta noitemsobre um assunto tão amplo como o Ensino de Inglês.Espero ser capaz de dizer umas poucas coisas que serão dealgum interesse para vocês e que talvez possam ajudá-los aserem professores mais eficientes.
  • 17. D) Ei pessoal:Horácio pediu-me que viesse aqui e falasse a vocês todos arespeito de como ensinar Inglês. Disse-me que poderiatocar em qualquer dos aspectos que quisesse, desde que eunão me tornasse muito técnico, pois ao contrário ninguémentenderia uma só palavra que eu dissesse.A) Vá a merda! Cê é um fedaputa!B) Deixe-me em paz! Você é uma pessoa que não merececonsideração!A) Na hora da dolorosa, caiu duro.B) Quando a conta foi apresentada, assustou-se.
  • 18. NORMA CULTA E LÍNGUA COLOQUIALA Norma ou Língua Culta é um tipo de variaçãolingüística que se caracteriza por seguir asnormas estabelecidas de acordo com a gramáticanormativa. Ela é falada e escrita em situações queexigem formalidade.A Língua Coloquial é a variação lingüística utilizadaem situações informais. É a língua do cotidiano.
  • 19. DISTINÇÕES ENTRE A NORMA CULTA E A LÍNGUA COLOQUIAL USO COLOQUIAL USO CULTOPronúncia descuidada de Maior cuidado com acertas palavras pronúnciaUso de a gente Uso de nósNé, aí, pois é...Uso de gírias e palavrões
  • 20. USO COLOQUIAL USO CULTONão utilização das Utilização das marcasmarcas de concordância de concordânciaIndevida colocação Devida colocaçãopronominal segundo a pronominal segundo agramática gramáticaRepetiçõesUso excessivo de Uso moderado degerúndio e gerúndio eestrangeirismos estrangeirismos

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