TRIZ e DNA do Produto: Uma Metodologia Prática e Estruturada Para Inovar

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Este estudo aborda uma análise de várias ferramentas e conceitos utilizados na Inovação Sistemática e Criatividade, que compõem um elenco de métodos recentemente desenvolvidos por especialistas em …

Este estudo aborda uma análise de várias ferramentas e conceitos utilizados na Inovação Sistemática e Criatividade, que compõem um elenco de métodos recentemente desenvolvidos por especialistas em TRIZ e suas modalidades modernas de aplicação.
Dentre as inúmeras ferramentas utilizadas por praticantes de Inovação e Criatividade, selecionamos para este trabalho a chamada Variação do DNA do Produto.

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  • 1. TRIZ e DNA do Produto: Uma Metodologia Prática e Estruturada Para Inovar Eng. Prof. Sylvio Silveira Santos triz4you.wordpress.com, sylvioss@gmail.com +55)31-84346099 RESUMO: Este estudo aborda uma análise de várias ferramentas e conceitos utilizados na Inovação Sistemática e Criatividade, que compõem um elenco de métodos recentemente desenvolvidos por especialistas em TRIZ e suas modalidades modernas de aplicação. Dentre as inúmeras ferramentas utilizadas por praticantes de Inovação e Criatividade, selecionamos para este trabalho a chamada Variação do DNA do Produto. À semelhança do DNA de práticas correntes em pesquisas genéticas, serão apresentados métodos que permitem acompanhar a evolução do produto segundo parâmetros técnicos selecionados e observados dentro das previsões de evolução técnica apontadas pela TRIZ (“теория решения изобретательских задач” ou “Teoriya Resheniya Izobretatelskikh Zadatch”, Teoria de Solução de Problemas Criativos), e também visando à criação de variantes novas em produtos já existentes, segundo o conceito de Variação Direta, DIVA® e dos Potenciais de Inovação. Esta metodologia poderá ser aplicada também em inúmeros casos em que se necessite consultar patentes existentes em bancos de dados na Internet, utilizando uma sistemática padronizada através de novos e eficientes métodos de análise. Palavras-chave: Inovação Sistemática, TRIZ, DNA do produto, DIVA, Variação Direta, Potencial de Inovação. METODOLOGIA Adotaremos aqui uma forma moderna da TRIZ, que difere em certos aspectos da metodologia destinada à Inovação Sistemática e Criatividade originalmente criada por Genrich Altshuller, cuja evolução até nossos dias vem contemplando a introdução de ferramentas novas de pesquisa, impossíveis de serem incorporadas quando de sua concepção na década de 1960. Estudando mais de meio milhão de patentes, o engenheiro russo Genrich Altshuller e seus colaboradores perceberam que a inovação está muitas vezes relacionada em como resolver contradições no desenvolvimento de novos produtos. A MATRIZ DE CONTRADIÇÕES, por ele criada, tornou-se uma das ferramentas mais conhecidas e usadas na TRIZ em seu período clássico. Sendo ainda poderoso aliado na aplicação da TRIZ para o desenvolvimento de novos produtos, modernamente ela tem sido vista como um recurso complementar a várias outras metodologias. O método que será analisado aqui, devido à sua simplicidade e caráter didático, foi concebido por Simon Dewulf, atualmente Diretor Gerente da empresa AULIVE (1) e denominado DIVA (2) , DIrected VAriation e também outras metodologias complementares, operando sobre as bases
  • 2. do POTENCIAL DE INOVAÇÃO do produto. Estes métodos compõem o conjunto de FERRAMENTAS DE EVOLUÇÃO TÉCNICA empregadas em TRIZ e de novas funções que um objeto já existente poderá conter, em seu ESPECTRO de PROPRIEDADES segundo o método DIVA, DIrected VAriation®, praticado por duas empresas líderes do setor, CREAX e AULIVE, e no software Patent Inspiration, desta última empresa e que roda inteiramente no navegador. 1. MÉTODO DE INOVAÇÃO SISTEMÁTICA SEGUNDO O DNA DO PRODUTO. As ideias expostas aqui se destinam a mostrar uma forma simplificada para inovar, buscando soluções já encontradas por especialistas na criação de novos produtos ou soluções, adaptando suas ideias ou seguindo caminhos que delas se aproximem, explorando os pontos em que os produtos consultados permitam a introdução de soluções novas, com base na experiência global. Os métodos descritos, por si só já possuem grande valor didático, sem que seja necessário recorrer a software algum em uma fase introdutória visto que, mediante a utilização de uma taxonomia adequada, é possível vislumbrar muitas experiências em Criatividade e Inovação segundo princípios modernos da TRIZ. Cumpre salientar que os sistemas e produtos que iremos analisar neste trabalho através de seu Espectro de Propriedades seguem também os princípios das Tendências e Linhas de Evolução dos Sistemas Técnicos (4) , a saber:  Idealidade crescente o Melhoria dos benefícios existentes o Acréscimo constante de novos benefícios o Redução dos danos e/ou prejuízos o Redução de custos  Estágios de evolução ascendente (Curvas em S) o Acompanhamento da curva em S atual o Salto para a curva ascendente superior  Segmentação crescente e uso de campos o Segmentação de objetos e sistemas o Segmentação de superfícies o Segmentação do espaço o Ações que favorecem a segmentação e divisão em geral  Evolução não uniforme de partes e componentes o Evolução de sub-sistemas o Evolução de sistemas o Evolução de super-sistemas  Adequação e inadequação o Evolução geométrica (linha) o Evolução geométrica (plano) o Evolução geométrica (volume) o Coordenação de ações o Encurtamento dos trajetos de fluxo de energia  Redução da intervenção humana
  • 3. o Ao nível de sub-sistema o Ao nível de sistema o Ao nível de super-sistema  Ciclo Simplicidade  Complexidade  Simplicidade o Mono para bi-polar (similar) o Mono para bi-polar (dissimilar) o Transição para super-sistema o Retirada ou eliminação de excessos  Dinamização crescente e controlabilidade (automação crescente e interfaces cada vez mais simples). o Aumento do número de estados o Flexibilidade crescente o Controlabilidade crescente Estes princípios podem funcionar como poderosa ferramenta auxiliar destinada a estimular a inovação e criatividade. Sua utilização garante maximizar os resultados de sessões de brainstorming e outros métodos voltados para geração de novas ideias nas empresas - os exemplos selecionados neste trabalho apresentam uma abordagem específica para atingir os objetivos de criar e/ou inovar, indo muito além das práticas comuns utilizadas em “brainstorming”. Sendo eles, porém, apenas sugestivos e destinados a fixar ideias, novos produtos ou variantes poderão ocupar seu lugar, para utilização em sinergia com outros métodos criativos, como, por exemplo, as 10 Regras de Inovação de Robert Brands (5) e a metodologia utilizada por Tom Kelley, em “The Ten Faces of Innovation” (6) , sendo poderosos auxiliares para a introdução de uma metodologia original em qualquer estudo sobre Inovação e Criatividade. Também os praticantes da Inovação Aberta, segundo os princípios de inovação que tem no Prof. Henry Chesbrough (18) seu maior entusiasta, poderão beneficiar-se das ideias aqui expostas. Além das “Tendências e Linhas de Evolução dos Sistemas Físicos”, que podem colaborar para que soluções técnicas voltadas para Criatividade e Inovação fiquem à disposição de qualquer pessoa, colocam-se ainda em consideração as seguintes perguntas, ao se considerarem produtos que podem ser criados a partir das metodologias abordadas: 1. Que VALORES nós desejamos? 2. De que RECURSOS dispomos? 3. O que poderemos consultar para INSPIRAÇÃO? 4. Se fizermos alterações no produto, o que GANHAREMOS? Vejamos os significados de cada termo destacado em maiúsculas nas perguntas acima. FERRAMENTAS ORIUNDAS DO MÉTODO TRIZ E DA INOVAÇÃO SISTEMÁTICA Derivada da TRIZ e fazendo parte da Inovação Sistemática, a primeira ferramenta que se refere a VALORES aborda o conceito fundamental de IDEALIDADE, que está associado à tendência evolutiva para a qual caminham todos os sistemas técnicos. Trata-se de um conceito bastante antigo, mas que na TRIZ assumiu o status de lei:
  • 4. 1ª. FERRAMENTA: TENDÊNCIA PARA A IDEALIDADE Este princípio foi originalmente sugerido pelo idealizador da TRIZ, Genrich Altshuller, e está associado a uma pseudo-equação, em que a IDEALIDADE é concebida como uma relação entre parâmetros variáveis da evolução de um produto industrial ou artesanal, que leva em conta seus BENEFÍCIOS, numa relação inversa com CUSTOS e com PROBLEMAS: IDEALIDADE = (BENEFÍCIOS) / [(CUSTOS)+(PROBLEMAS)] Em uma visita ao supermercado deparamo-nos, há poucas semanas, com a nova máquina de multi-bebidas expressas comercializada pela empresa Três Corações. A máquina, cujo nome é TRÊS, ao contrário das concorrentes, oferece a capacidade de processar grande diversidade de bebidas: seis tipos de café expresso, quatro cappuccinos, chá e chocolate. Design e projeto são Italianos. Figura 2: Máquina TRÊS para bebidas expressas da empresa Três Corações, cuja especialidade mais conhecida é vender café. Inovações surgem a cada instante em nosso quotidiano, e já não surpreendem mais. Esta máquina está próxima do conceito de IDEALIDADE em TRIZ e especialmente do conceito de VALOR. (Veja-se estes conceitos detalhadamente em GAAD, Karen, TRIZ for Engineers, Pg. 260 (4) ). A IDEALIDADE, algumas vezes é substituída pelo que se pode entender como VALOR, também em uma relação de caráter simbólico: VALOR = D – (P + I + C) Em que: D – Desempenho P – Problemas I – Interface C – Custo Consideremos, por exemplo, o estudo de um objeto qualquer, como um COPO, cujas variáveis da EQUAÇÃO de VALOR iremos detalhar: D - DESEMPENHO P – PROBLEMAS (*) I - INTERFACE C - CUSTO Isolamento Inquebrável Boa pega Mais barato Contém líquido Leve Auto-limpeza Mais durável Fácil acesso Reciclagem fácil Ajuste fácil aos espaços para guardar Baixo custo de reciclagem Move o líquido Base estável Visualização do nível de líquido contido Baixo custo e facilidade para limpeza Transparente Sem estanho na superfície Ajustável em embalagem Baixo custo de transporte
  • 5. Purifica o conteúdo Seguro para lava- louças automática Borda ergonómica não machuca os lábios Mantem inalterado o conteúdo Líquido não evapora Indicação tátil da temperatura do líquido De fácil limpeza Líquido contido não fica contaminado Não quebra com facilidade Tabela 1 – Elementos da EQUAÇÃO DE VALOR para um copo. OBS (*): Por PROBLEMAS entendemos aqui as propriedades que deverão ser consideradas para serem incorporadas no projeto de um copo de qualidade. 2ª. FERRAMENTA – NOVE JANELAS As considerações que se seguem foram adaptadas da metodologia usada pela empresa Belga CREAX, disponível na Internet. A Tabela das NOVE JANELAS, um dos conceitos importantes de TRIZ, nos induz a pensar no tempo e na escala do produto, englobando uma concepção sobre seu Passado, Presente e Futuro, no eixo dos X, e nos componentes de Sub-sistema, Sistema e Super-sistema no eixo dos Y. Figura 3: Raciocinando no Espaço e no Tempo (7) Trata-se de uma tabela de nove células, contendo uma decomposição do produto que estiver sendo estudado na célula central e suas projeções em diversas fases de sua evolução no tempo e no espaço. Se examinarmos a representação, veremos que a célula do centro contém o produto ou processo que está sendo trabalhado. O eixo horizontal se refere à evolução no tempo, partindo daquilo que o produto era antes, do que é no presente, e do que será no futuro. O eixo vertical corresponde ao espaço, que evolui de SUB-SISTEMA para SISTEMA e para o SUPER-SISTEMA. Antes de usar a representação, cria-se uma tabela com 9 células (3 x 3). A célula do centro deverá conter o produto ou processo que está sendo trabalhado. Para usar a representação, deveremos imaginar um cenário a partir do qual iremos preencher as outras células. Por exemplo, um instante no tempo pode ser um determinado momento na fase de produção ou de uso de um produto ou processo. Karen Gadd, em seu livro TRIZ for
  • 6. Engineers(4) apresenta, no Capítulo 4, vários exemplos sobre o uso destas NOVE JANELAS (Pgs. 69 a 93). Nós poderemos alterar os parâmetros da célula do meio tanto quanto quisermos, a fim de obter novos resultados ou descobrir mais recursos. As janelas, que representam a evolução do produto no espaço e no tempo, têm como objetivo ampliar nosso campo de visão e nossa imaginação para o pleno exercício da INOVAÇÂO e CRIATIVIDADE. 3ª. FERRAMENTA: DNA DO PRODUTO Este exemplo original da CREAX propõe, para se entender o significado do termo DNA do Produto, que se considere para análise um COPO CONTENDO ÁGUA. Podemos descrevê-lo como sendo ÔCO, TRANSPARENTE, FRÁGIL, CÔNICO, etc. Todos os ADJETIVOS que usamos para descrever alguma coisa são atualmente PROPRIEDADES. Estes são os elementos a partir dos quais o DNA de um produto é construído. Para elaborá-lo correspondentemente a um produto ou processo, deve-se fazer uma lista com todas as propriedades do produto/processo em questão. Associados a cada propriedade existem sempre um ou mais VERBOS que descrevem as FUNÇÕES desta propriedade. Estas funções são também parte do DNA do produto, conforme a tabela abaixo: PROPRIEDADES DE UM COPO PROPRIEDADES (ADJETIVOS) FUNÇÕES (VERBOS) Oco Para conter o líquido Cônico Para encaixar Frágil Para quebrar Rígido Para manter a forma Arredondado Para segurar Áspero (Superfície) Para firmar na mão Transparente Para indicar Achatado (Fundo) Para permanecer em pé Tabela 2: Algumas PROPRIEDADES e FUNÇÕES associadas ao DNA de um Produto: no exemplo, DNA associado a um copo (8). Todos os ADJETIVOS que usamos para descrever alguma coisa são atualmente propriedades. Estes são os elementos a partir dos quais o DNA de um produto é construído. Para elaborá-lo correspondentemente a um produto ou processo, deve-se fazer uma lista com todas as propriedades do produto/processo em questão. Associados a cada propriedade existem sempre um ou mais VERBOS que descrevem a(s) FUNÇÃO (FUNÇÕES) desta(s) PROPRIEDADE(S) do produto, sendo estas funções também parte de seu DNA. Em seguida à determinação do DNA do Produto, podemos aplicá-lo às próximas duas ferramentas:
  • 7. A primeira ferramenta foi projetada para COMPARAR o DNA do Produto que estamos analisando com DNAs semelhantes de outros produtos e processos. Esta ferramenta é denominada “ANALOGIA por DNA” ou, em termos usuais, ANALOGIA por VARIAÇÕES de PROPRIEDADES. A segunda ferramenta examina as possíveis variações das propriedades do DNA, ao que denominamos “VARIAÇÃO por DNA”. A Figura 4 abaixo ilustra este caso: Figura 4: O DNA do Produto reparte-se em duas vertentes: (a) por ANALOGIA e (b) por VARIAÇÃO (Fonte: CREAX) O DNA por ANALOGIA O DNA por analogia foi uma criação de dois ex-colegas da CREAX: Simon Dewulf, (atualmente fundador e presidente da empresa AULIVE) e Darrell Mann, (Systematic Innovation) que, investigando o potencial de inovação de milhares de produtos e de serviços, seguiram os passos do criador da TRIZ, Genrich Alshuller, que sempre afirmou que, para inventar, é melhor consultar o que já existe registrado em patentes e no mercado e daí derivar algo novo ou renovado. Como dizia ele, ”Para aprender a jogar xadrez, é mais eficiente aprender estudando os lances dos grandes mestres!” De fato, somente o site USPTO, The United States Patent and Trademark Office, segundo Dewulf, apresenta: “More than half of the 69 million patents are more than 20 years old and thereby freely available knowledge. A large part of the other half are inventions patented outside your industry that can act as out-of-domain solutions and are also free to use” (Consulte-se seu artigo “Crowd-Source the World; Open Innovation through Patent Inspiration”). O DNA por Analogia é construído contendo quatro itens: o PRODUTO, suas PROPRIEDADES, as FUNÇÕES e OUTROS DOMÍNIOS. Na aplicação deste método, sempre deveremos começar pelo PRODUTO ou PROCESSO. A representação destas variáveis segue uma dinâmica radial, partindo do centro de um disco onde o objeto a ser examinado é posicionado. Em seguida, avançando segundo este sentido radial para áreas mais externas, devemos colocar ali o máximo de PROPRIEDADES deste DNA COMPARAÇÃO A DNA SIMILAR VARIAÇÃO DE PROPRIEDADES ANALOGIA por DNA VARIAÇÃO por DNA
  • 8. produto que possamos imaginar. Traça-se em seguida um novo anel e, ainda na direção radial, nele colocamos as FUNÇÕES, geralmente associadas a VERBOS, que irão descrever o que a propriedade faz. No caso de nosso exemplo, a propriedade “COPO ARREDONDADO” corresponde ao verbo SEGURAR. O quarto nível é o mais importante. Nele, ANALOGIAS entre produtos diferentes são assinaladas. Neste nível, são estabelecidas as correspondências entre FUNÇÕES, PRODUTOS e PROCESSOS com seus SIMILARES, mediante estas ANALOGIAS. O CAMPO do produto em que estivermos trabalhando é importante visto que nele operam as FUNÇÕES, e é por meio delas que poderemos procurar sempre por coisas completamente diferentes. Assim procedendo, descobriremos que existe uma grande quantidade de produtos e processos no mercado que já experimentaram o problema que estamos examinando. Figura 5: Associações relativas ao DNA de um produto, no caso de um copo (centro), com ênfase na ANALOGIA (8). Vejamos mais um exemplo sobre como alterar propriedades para funções novas ou aprimoradas. Algumas das funções possíveis são ilustradas na Figura 6. As ideias são direcionadas pelos exemplos, e revelam a estrutura da metodologia para geração de ideias. Observemos que cada mudança de propriedade traz consigo o ganho de funções novas ou aprimoradas (8) . Assim, para um COPO, teremos as associações mostradas nas Figuras 5 e 6, em que o DNA por Analogia foi aplicado a outros produtos completamente diferentes de um copo.
  • 9. DIVERSOS TIPOS DE COPOS ASSOCIADOS A OUTROS PRODUTOS COM PROPRIEDADES SEMELHANTES (CREAX) Figura 6: A estrutura montada nesta figura é o ponto de partida para geração de ideias relativas a novas soluções para fabricar copos e produtos com propriedades semelhantes, gerando uma tabela em que elementos figurativos representando vários produtos estão dispostos por PROPRIEDADES e FUNÇÃO. Obs: A Figura 6 levou em conta mais algumas propriedades para COPOS. Consulte o site da empresa Imigrantes Bebidas para uma listagem abrangente de tipos de copos e seus usos. Existem múltiplos exemplos no último anel da Fig. 5 que podem nos inspirar para aperfeiçoar um copo de bebida destinado a uso diversificado. Por exemplo, considerando a propriedade ENCAIXAR (Fig. 5), poderemos imaginar copos encaixáveis uns sobre os outros, empilhados, ou então xícaras, como um conjunto de empilhar do tipo de bonecas russas encaixáveis umas dentro das outras (Matrioshka em TRIZ): Figura 7 – Bonecas artesanais Á esquerda: Conjunto de Bonecas encaixáveis do folklore Russo, conhecidas como Matrioshka (матрёшка). O primeiro conjunto de bonecas Russas que seguiam este interessante padrão de encaixar foi produzido pela primeira vez em 1890 pelo artesão Russo Vasily Zyyozdochkin, residente na cidade de Abramtsevo. Objetos encaixáveis segundo este método correspondem
  • 10. Russas decoradas em madeira, feitas para encaixar, denominadas Matrioshka. ao Princípio de número 7 da TRIZ, MATRIOSHKA, da Tabela dos Princípios de Inovação de Altshuller. Devemos salientar que o princípio do encaixe de produtos idênticos, muitas vezes destinado ao transporte, embalagem ou mesmo exposição, é encontrado em diversos produtos, como cadeiras de jardim, móveis para piscinas, mesas, etc., devido às facilidades inerentes de transporte (TRIZ, Princípio de número 7 para Inovação, em “Nested Doll and Weight Compensation”, em Simplified TRIZ, de Kalevi Rantanen & Ellen Domb (17) , pg. 133). Figura 8: Variante de xícaras encaixáveis tipo Matrioshka. Em: http://www.popcamaleao.com.b r/set-xicaras-matrioska.html. Poderíamos criar muitos exemplos seguindo o método da Figura 6. Devemos nos lembrar, no entanto, de que se pessoas diferentes forem usar o método, poderão ocorrer resultados diferentes. Quanto mais exemplos, maiores serão as chances para se chegar a uma solução interessante. Esta é uma excelente ferramenta para se usar em um grupo de discussão ou “brainstorming” destinado à inovação. DNA POR VARIAÇÃO DE PROPRIEDADES, ou ESPECTRO (DIVA, DIrected VAriation) A quarta ferramenta é denominada DNA por Variação de Propriedades ou Espectro. Como o nome implica, estamos procurando por variações no DNA. É quase certo que a alteração de uma PROPRIEDADE poderá levar a novas funções ou funções melhoradas em produtos distintos, mas que possuam as mesmas características de alguma das três opções do ESPECTRO! No método DIVA, na base da ferramenta, situa-se um número fixo de três propriedades. Em TRIZ, estas propriedades, associadas às características das Tendências e Linhas de Evolução dos Sistemas Técnicos, são geralmente maiores do que três, como abaixo, relativamente à Tendência ao Aumento do Dinamismo, Flexibilidade e Controlabilidade: Figura 9: Sistema Imóvel, segundo a evolução de propriedades em TRIZ:  Ligado por uma Junta  Muitas Juntas  Totalmente Flexível  Gás/Líquido  Campos Fonte: GAAD, Karen, TRIZ for Engineers - Enabling Inventive Problems Solving, Ed. John Willey, 2011, Singapore, Pg. 246, Capítulo 9, Systems Development and Trends of Evolution.(6)
  • 11. Não consideraremos neste trabalho todas estas tendências presentes na TRIZ, visto que estamos procurando fazer uma simplificação desta metodologia por meio do método desenvolvido por Simon Dewulf, que limita as propriedades de um objeto qualquer em três Variantes Espectrais, referentes à sua evolução ou não. Assim, nas considerações sobre ESPECTRO, apresentaremos apenas três variações, conforme mostrado na Figura 11 adiante. Como iremos ver, estas serão suficientes para a maioria dos casos que serão considerados em uma análise abrangendo algumas das fases evolutivas acima. Considerar o espectro em todas as tendências da Figura 9 tornaria nossa análise muito extensa, distanciando-nos dos objetivos iniciais, de expor um método eficiente para inovar, porém abreviado. Neste método, consideraremos apenas TRÊS VARIANTES do ESPECTRO possíveis para todos os produtos. Por exemplo, a FLEXIBILIDADE foi dividida em flexibilidade SÓLIDA, com MÚLTIPLAS JUNTAS e TOTALMENTE FLEXIVEL. No caso de um copo, a FLEXIBILIDADE corresponderá à propriedade SÓLIDA, embora existam copos de plástico papel, que não são sólidos e que podem ser amassados, correspondendo à propriedade TOTALMENTE FLEXIVEL. Os copos que iremos considerar serão de vidro ou de louça apenas. O interessante do método DIVA, DIrected VAriation, é que uma única característica do ESPECTRO de uma dada propriedade pode apontar para produtos diferentes, sem outra conexão senão as qualidades apontadas por seu espectro. Conforme Dewulf, “O ponto básico da Variação Direta é que a PROPRIEDADE de um produto corresponde a uma FUNÇÃO para o mesmo. A soma de todas estas propriedades se denomina o TALENTO do PRODUTO, isto é, aquilo que ele pode fazer ou aponta para aquilo a que foi destinado. Isto é definido pelos pontos precisos demarcados em seu espectro de propriedades. Na propriedade POROSIDADE, Item 4 da Figura 10, temos a propriedade VAZADO. Esta propriedade, VAZADO, referente e um determinado PRODUTO X, mostra que este produto tem o “TALENTO” de CONTER, ISOLAR, AUMENTAR, REDUZIR PESO, PASSAR SUBSTÂNCIA, FILTRAR, MANTER e ABSORVER. Se o “TALENTO” do produto que está sendo examinado não atender às funções que o cliente deseja, as propriedades precisarão ser alteradas. Considere PRENDER ou SEGURAR como requisitos exigidos pelo cliente: a propriedade SUAVE deverá variar ao longo do ESPECTRO levando à PROTUBERANTE  SEGURAR. Alternativamente a propriedade LINEAR poderá variar ao longo do espectro de FORMA, levando a 3D  SEGURAR.” (Cf. DEWULF, Simon, Ref. 20). O número de propriedades para um dado produto pode variar muito. Para o exemplo que se seguirá, a fim de se manter a clareza, elas foram inicialmente limitadas em oito propriedades, com três variantes em seu espectro. Mais adiante, ampliaremos o número de propriedades para vinte, totalizando sessenta características distintivas para todos os produtos que iremos examinar. O número de propriedades pode sempre ser ajustado segundo a nossa escolha. A ideia original do DNA do Produto pertence tanto à empresa de Consultoria em Inovação CREAX que, recentemente, foi vendida, como à AULIVE, fundada em 2013 por Simon Dewulf, autor do método e ferramentas de pesquisa associados, depois que deixou a CREAX. Seu traço distintivo maior é o uso da Web Semântica , de XML, XSLT e outros métodos empregados na busca de informações não estruturadas em bancos de dados de patentes na Internet. Trata-se do que podemos considerar ser uma variante moderna dos métodos
  • 12. tradicionais empregados pela TRIZ. (Veja-se em https://dspace.lib.cranfield.ac.uk/bitstream/1826/3734/3/Interrelating_Products_through_Pr operties_via_Patent_Analysis-2009.pdf e também em http://www.w3c.br/Padroes/WebSemantica). Além da exploração das propriedades de um objeto descritas anteriormente, poderemos associar ao processo aqui desenvolvido um maior foco para criar coisas novas. Isto será feito usando-se uma malha, na qual iremos colocar os POTENCIAIS DE INOVAÇÃO de um produto, cuja totalidade constitui o “TALENTO DO PRODUTO”, isto é, o que ele pode fazer. Para este procedimento, no centro da malha colocaremos o PRODUTO X em questão. Poderemos fazer um diagrama de radar usando o Excel, em que a malha é dividida em partes iguais. Cada separação de uma fatia para a outra representa uma propriedade. A totalidade destas propriedades constitui o TALENTO DO PRODUTO, tudo que se refira à sua utilização. Onde quer que a linha hexagonal cruze um dos raios da representação existe um ponto, que indica o estado da propriedade em questão, em número de três. As áreas em branco indicam propriedades que estão associadas aos Potenciais de Inovação do objeto X, aqui exemplificado como um COPO. Figura 10: Imagem do DNA do Produto no Excel, Diagrama de Radar, mostrando Potenciais de Inovação para copos. Note-se que a integração com outros produtos é uma boa oportunidade para Inovação. Os pontos interiores do Diagrama de Radar relativos ao Espectro de Propriedades para este produto são: 1. Flexibilidade: 1 Sólido 2. Integração: 1 Monosistema 3. Superfície: 1 Suave 4. Porosidade: 2 Vazada 5. Automação: 1 Humana 6. Forma: 2 Simetria Axial 7. Transparência: 3 Total 8. Cor: 1 Nenhuma Cor Observemos a forma como estas oito propriedades de um copo comum são representadas na Figura 12. A primeira coisa a salientar é a natureza de sua representação estruturada, uma simplificação do número excessivo de propriedades da TRIZ. 0 0,5 1 1,5 2 Porosidade Superfície Flexibilidade CorForma Estado Sentidos
  • 13. A evolução de cada propriedade é mostrada por meio de três, e apenas três, variações do Espectro. Se considerarmos a propriedade COR, por exemplo, teremos NENHUMA COR, USO BINÁRIO DE COR e uso do ESPECTRO COMPLETO DE CORES. AS OITO PROPRIEDADES DO ESPECTRO PARA UM COPO SEGUNDO A VARIAÇÃO POR DNA Figura 11: Acima, o mesmo procedimento relativo ao que foi feito no Excel, em uma figura circular mais detalhada, contendo as oito propriedades do Espectro e suas variações em três qualidades cada uma, isto é, da VARIAÇÃO por DNA (Ref.8). As áreas claras entre os círculos apresentam potenciais para inovação, por exemplo, podemos ter um copo em duas cores, Item 8 do Espectro, “Binary use of Color”, passando ao segundo nível do Espectro. (Fonte: CREAX) Para ilustrar visualmente este conceito, consideremos a propriedade POROSIDADE, Item 4 da Figura 11: Figura 12: Três maneiras de representar esquematicamente a propriedade do Espectro de POROSIDADE. Podemos então repetir, POR ANALOGIA, o mesmo procedimento para outros produtos que DNA do Produto Potencial de Inovação Um orifício Multiplos orificiosSólido
  • 14. fazem uso da propriedade POROSIDADE. É o que nos mostram os produtos abaixo, que selecionamos de uma apresentação da Creax, publicado no Slideshare: 1. Bola de Boliche com orifício, para pegada mais firme. 2. Orifício para exposição em mostruário (pendurar). 3. Caneca com base vazada: Inserção de bis- coito ou envelo- pe de adoçante. 4. Chocolate Oco: Para dar a impressão de tamanho aumentado. 5. Tampa de panela com furos, para saída de vapor. 6. Escada telescópica, para armazenamento. Figura 13: A propriedade POROSIDADE sendo aplicada a vários produtos que dela fazem uso (Fonte: CREAX). Saliente-se o caso do chocolate, item 4 acima. Geralmente pensamos no sabor do bombom, mas nunca no artifício usado para aumentar seu tamanho aparente! O Potencial de Inovação é um conceito importante, que tem sido bastante estudado também por Darrell Mann. Para detalhes completos do método, pode-se consultar seu livro “Hands on Systematic Innovation (19) ”ou seu artigo, escrito com Daniel Cole, “Connecting Real IP Value to Business Strategy”. Nele, os autores mostram como construir passo-a-passo um diagrama do tipo radar semelhante ao representado na Figura 9. Abaixo mostramos uma figura do artigo artigo de autoria de Dewulf, no TRIZ Journal, “Directed Variation®, The Talent of the Product” , onde se pode perceber a forma de construção do diagrama relativo a propriedades da armação de aço (quadro) de uma bicicleta. A construção do diagrama no Excel, como já vimos, é bastante simples. O caso examinado aqui se refere a uma bicicleta para ser transportada e por este motivo um quadro poroso talvez venha agregar leveza à bicicleta, pelo que a propriedade POROSIDADE está exposta ao nível máximo, Nivel III do Espectro. As áreas em branco se constituem em oportunidades para inovação, denominadas de TALENTOS do PRODUTO. Figura 14: Diagrama de Radar, mostrando TALENTOS do PRODUTO para um quadro de bicicleta. (Adaptado de Dewulf, artigo citado). 0 1 2 3 Porosidade Superfície Flexibilidade Cor Forma Estado Sentidos Simetria
  • 15. VARIANTES DE PRODUTOS EM TRIZ A TRIZ tem permitido que muitos produtos tidos como comodities evoluam para outros produtos que podem ser patenteados. São variantes, surgidas com a aplicação dos potenciais para inovação. No caso de máquinas de lavar, por exemplo, muitas patentes são registradas dizendo respeito à economia de água e de energia, de detergente, à forma do tambor ou recipiente da máquina, sua disposição, etc., geralmente visando desenvolver e fabricar produtos mais eficientes, econômicos, seguros e mais baratos do que aqueles oferecidos pelos competidores (Idealidade em TRIZ, Tendências de Evolução dos Sistemas Técnicos, Figura 2). O que poderia nos dizer esta metodologia em termos de lavagem de roupas e máquinas de lavar, onde o objetivo exclusivo é obter roupa limpa? Figura 15: A lavadora acústica da SANYO Tendo em vista esta questão, a CREAX informou recentemente, em uma de suas publicações, que a SANYO desenvolveu uma lavadora acústica automática diferente de todas as que já conhecemos, pois não usa sabão em pó. Poderemos imaginar roupa limpa obtida sem uso de sabão em pó? Será que, considerando o Potencial de Evolução para máquinas de lavar, o sabão em pó corre o risco de desaparecer? Neste caso, o sabão em pó será dispensado em função de uma nova tecnologia (veja-se a Tabela 3 abaixo, Processos Físicos Destinados à Limpeza), pois ao cliente interessa apenas que suas roupas estejam limpas. Assim, o sabão ideal será nenhum sabão em pó… (perspectiva do cliente). “O ideal… (seu produto) é a negação do mesmo (seu produto), mas de modo que a FUNÇÃO permaneça!” – CREAX. (Reportemo-nos à Figura 2: Conceito de Idealidade de um Sistema Técnico). Assim, o sabão ideal será nenhum sabão em pó… (perspectiva do cliente). O ideal… (seu produto) é a negação do mesmo (seu produto), desde que a FUNÇÃO permaneça! Veja-se o artigo de Anke Kruschwitz, Aline Augsburg and Rainer Stamminger, “How Effective are Alternative Ways of Laundry Washing?” sobre as alternativas mais viáveis em projetos de máquinas de lavar. A Figura 16 que se segue (Darrell Mann & Daniel Cole, “Connecting Real IP Value to Business Strategy”, artigo citado) mostra-nos a evolução deste processo, e o ponto das Tendências de Evolução em que a SANYO se posicionou ao desenvolver esta máquina de lavar (“Clean-clothes without detergent), na direção do Resultado Final Ideal (IFR):
  • 16. Figura 16: Tendências de Evolução de uma máquina de lavar, levando em conta seus ingredientes, (Segundo MANN, Darrell, & Cole, D. artigo citado). A tabela abaixo relaciona diversos processos físicos, dentre os quais aqueles assinalados em negrito que foram usados no desenvolvimento da lavadora da SANYO: Processos Físicos Destinados à Limpeza Dessorção (*) Oscilação longitudinal por ultra-som Vibração acústica Fricção Cavitação Criólise (destruição pelo frio) Erosão por jato Foto-oxidação Eletro-erosão Efeito opto-hidráulico Dessorção térmica ou eletrônica de impacto para retirar impurezas (*) Explosão elétrica Evaporação a laser Termo-destruição Feixe de íons Dissolução Reação de oxi-redução Efeito eletro-reológico (http://pt.wikipedia.org/wiki/Reologia) Cavitação hidrodinâmica Escovação por vibrações Captura por laser Eletrólise Tabela 3: Alguns dos processos físicos destinados à limpeza em geral. (*) Notas ao final deste artigo. Concluindo, segundo a TRIZ, a evolução de todos os sistemas técnicos tende para uma solução em que O IDEAL É NÃO TER... desde que... A FUNÇÃO PERMANEÇA! O diagrama da Figura 16 é sugestivo quanto a outra inovação da SANYO nesta área, que foi o lançamento, em 2006, da primeira máquina de lavar que faz uso de Ozônio para eliminar bactérias e odores das roupas:
  • 17. Figura 17: A lavadora AQUA da SANYO, que usa Ozônio para eliminar odores das roupas. “SANYO Announces the World-First Drum Type Washing Machine with ‘Air Wash’ Function, Disinfecting & Deodorizing using Ozone: SANYO Electric Co., Ltd. (SANYO), based on its new vision ‘Think GAIA’, and using ‘tackle global environmental problems’ as a keyword, is committed to businesses using water circulation and recycling technology applications. The ‘AQUA’, is a drum type washer/dryer that values the importance of water, by applying technology that has previously only been used in industrial products, to home use. With ‘AQUA’, which is the world’s first washer/dryer to utilize ozone, which enables ‘reduction of water’ and recycling of water”, SANYO has broken away from conventional thinking and is offering a completely new cleaning technology”. Assim, como o exemplo da máquina de lavar sem sabão em pó, outros produtos também evoluem para o manuseio simplificado ou o Resultado Final Ideal (IFR), como as máquinas fotográficas, que há muito abandonaram o filme físico em troca do processo de gravação digital, mais eficiente. Steeve Jobs, o extraordinário executivo da Apple recentemente falecido, há muito tempo já havia percebido que o ideal para um computador seria não ter teclado físico algum, (iPad), mas que a função de digitação deveria permanecer! O mesmo vem acontecendo com os “smartphones”, sucessores dos telefones com teclados físicos de alguns anos atrás. Por desconhecer este fato, a empresa canadense Research In Motion (RIM), que agora se chama BlackBerry, com seus celulares de mesmo nome que se valiam de teclado físico até há pouco tempo, quase foi à falência, e só recentemente adotou o teclado virtual em seus aparelhos. Seguindo a mesma tendência, o abridor de tampas ideal é a ausência dele, como nas tampas da garrafa de cerveja “Long Neck”, de 330 ml, em que a mão do consumidor faz o papel de abridor. Como poderemos atingir o maior número de funções, por meio de um sistema mínimo? A figura 18 abaixo, com base em uma apresentação original da CREAX, ilustra mais alguns casos de funções em que o melhor é não ter: Figura 18 - Muitas vezes, a ausência de um dos componentes de um produto é mais importante do que sua presença. O fator ECONOMIA ou o fator ERGONÔMICO muitas vezes pesam nesta escolha. EXEMPLOS ABORDANDO AS 20 PROPRIEDADES PADRONIZADAS DE VARIAÇÕES DO ESPECTRO. Nenhuma chave (Iris ou Impressão digital) Nenhum abridor Nenhum Elástico (Elástico Aderente) Nenhum cabo (Bluetooth)
  • 18. Os trabalhos de Genrich Altshuller relatam de 8 a 12 padrões originais de evolução. As pesquisas realizadas pela AULIVE relacionaram de 19 a 20 novos padrões, os quais são descritos por meio de VARIAÇÕES DE ESPECTRO. Estes padrões, também denominados “TENDÊNCIAS de EVOLUÇÃO”, descrevem uma trajetória de propriedades que são alteradas ou que se transformam, vale dizer, padrões que são alterados ao se passar de um produto a outro qualquer, no qual estas mudanças podem ser identificadas (Darrell Mann, 2002). Os PADRÕES de EVOLUÇÃO, que se relacionam diretamente com o ESPECTRO DE PROPRIEDADES, descrevem um caminho viável para a adoção de propriedades novas ou sujeitas a mudanças. Foram fixados em 20, conforme mostrado abaixo (CREAX, (19) ). Na tabela abaixo são considerados os seguintes tipos de ESPECTRO: 1. Estado 2. Pulsação 3. Fragmentação 4. Superfície 5. Porosidade 6. Automação 7. Forma 8. Transparência 9. Cor 10. Coordenação 11. Flexibilidade 12. Sentidos 13. Integração 14. Opostos 15. Mercado 16. Informação 17. Simetria 18. Fibras 19. De Líquido a Spray 20. De Líquido a Espuma Vinte Propriedades Genéricas Para Resolver Problemas Na figura 19 a seguir estão mostrados, em sequência numérica, todos os espectros que serão considerados neste trabalho, assim como as PROPRIEDADES a eles associadas. São em geral correspondentes a características físicas ou construtivas de um determinado produto, em número de 20 propriedades. As partes em branco do diagrama, na direção radial, são oportunidades para INOVAÇÃO e denominadas TALENTO do PRODUTO. O diagrama apresenta, para cada PROPRIEDADE, apenas três características distintivas para cada caso do ESPECTRO de PROPRIEDADES, conforme o método de INOVAÇÃO SISTEMÁTICA por VARIAÇÃO DIRETA (DIVA) aqui apresentado. Fontes: http://diva.creax.com/QuickTour.aspx?ret=Default.aspx eCREAX, (Ref. 19). Sequencias destas alterações de ESPECTRO seriam, por exemplo (Dewulf 2002):  Propriedade de N o . 5 - (POROSIDADE): Propriedades: Oco, Poroso e Capilar (Capilaridade ativa).  Propriedade de N o . 8 - (TRANSPARÊNCIA) Opaco, Translúcido e Semitransparente (Transparência ativa).
  • 19. Vinte Propriedades Genéricas Para Resolver Problemas: Figura 19: Generalização da Figura 11: O ESPECTRO contendo três variantes, correspondendo às 20 Propriedades Genéricas para Resolução de Problemas. Fonte: CREAX, Ref. 19) Segundo Henry Petrosky, em seu livro “The Evolution of Useful Things”, muitos produtos evoluem do modo como o fazem devido a uma insatisfação por parte do usuário com sua forma de funcionamento ou, nas palavras do autor, “form follows failure”. (Cit. MANN, Darrell, em http://www.triz-journal.com/archives/1999/09/b/). Nas imagens simbólicas empregadas para cada tipo de espectro acima e que iremos usar sistematicamente, poderá acontecer ou não uma evolução do produto correspondente. Para uma melhor compreensão dos 20 casos que serão considerados, veja-se “Evolutionary- Potential in Technical and Business Systems”, cuja metodologia original se deve a Simon Dewulf e Darrel Mann (http://www.triz-journal.com/archives/2002/06/f/06.pdf). 2. AS 20 PROPRIEDADES UNIVERSAIS DOS PRODUTOS No que se segue, serão vistos exemplos de produtos que usam as 20 PROPRIEDADES mostradas na Figura 19, associadas aos respectivos ESPECTROS. O site Patent Inspiration é uma via interessante para acesso a inúmeras inovações divulgadas na Internet e classificadas segundo o método estruturado que estaremos usando de agora em diante, praticado pela AULIVE nas inovações ali apresentadas. Com isto estaremos também nos familiarizando com os métodos empregados em INOVAÇÃO
  • 20. SISTEMÁTICA, segundo o método DNA do Produto, através de alguns princípios introdutórios da Variação Direta DIVA, DIrected VAriation®, e das TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO. Consideremos o caso abaixo do ESPECTRO DE SUPERFÍCIE e respectivas PROPRIEDADES, cuja figura consta da página inicial da patente registrada por Dewulf, de No. US2008/0091671 A1, na qual estão estabelecidos os princípios inventivos da DIrected VAriation® e as TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO: Tendências de Evolução do ESPECTRO de SUPERFÍCIE e respectivas PROPRIEDADES: Superfície Suave  Saliências em 2D  Saliências em 3D Figura 20 – Propriedades do Espectro de Superfície segundo Dewulf, S. Neste trabalho o autor salienta que, dentre as formas que podem ser usadas para inovar, deve-se buscar entender as variações que ocorrem nos PRODUTOS, as quais são geralmente expressas por meio de ADJETIVOS; daí o termo adotado, DIrected VAriation, DIVA: “DIVA describes a way of conducting problem solving and innovation studies. DIVA aims at building an in-company competence in effective innovation. Innovation is defined as creating value; value is defining as creating more of the good (performance, ergonomic, design) and less of the bad (danger, pollution, cost). We want products that works better (to perfect), safer (to harmless), greener (to ecological), easier (to automatic), nicer (to experience) and cheap (to free). Applying the above to existing information methodologies and language has developing DIVA. The variation in products is expressed in adjectives.” (http://www.triz-journal.com/archives/2005/09/07-01.pdf) Em uma pesquisa realizada por este autor por meio de mecanismos de busca (spiders) de Web Semântica em um banco de dados de 16.000 patentes, havia menos de 2.000 substantivos; no entanto, pesquisando sobre adjetivos no mesmo banco de dados, foram encontrados menos de 8.000 adjetivos únicos. Estes adjetivos estão relacionados a verbos, pelo que se pode concluir que 16.000 patentes foram explicitadas por meio de menos que 700 verbos únicos. Daí, afirma Dewulf, “se pode concluir que, numa pesquisa deste tipo, a diferença entre um produto A e um produto B, sendo B melhor do que A, é que uma ou mais propriedades do produto B tem melhor funcionamento, isto é, a importância reside na diferença: variando propriedades (ADJETIVOS) resulta em funções novas e melhores (VERBOS). Assim é que as propriedades podem ser variadas ao longo de seu ESPECTRO DE PROPRIEDADES – um grupo de estágios ao longo de uma linha de propriedades”. O autor cita o exemplo de uma escova de dente, onde a expressão ESCOVA VASADA conduziu a uma variação ao longo do ESPECTRO POROSIDADE, que também pode incluir escova POROSA, ESPONJOSA OU CAPILAR. Assim, pode-se notar que a similaridade ESTÁ LIGADA A UMA TENDÊNCIA NA SEGMENTAÇÃO DO ESPAÇO DE BUSCA. Outros tipos de segmentação incluem FLEXIBILIDADE, GEOMETRIA,
  • 21. SIMETRIA, SUPERFÍCIE, ESTADO, TEMPO, COR, TRANSPARÊNCIA, DENSIDADE, TAMANHO, INFORMAÇÃO, CONDUTIVIDADE, DEPENDABILIDADE. A cada uma destas características estão associadas numerosas variações denominadas PROPRIEDADES. Como segundo exemplo, Dewulf considera o ESPECTRO DE PROPRIEDADES relativas à SUPERFÍCIE, que pode incluir propriedades como PROTUBERANTE, CAVADA, SUAVE, CAVADA MILIMÉTRICAMENTE (NANO), em 3D, etc., sendo todas estas propriedades ADJETIVOS. Notemos que SUPERFÍCIE (SUBSTANTIVO) não é uma propriedade, mas SUAVE (ADJETIVO) é. Este é talvez o aspecto mais importante para a compreensão do restante de trabalho, que é suficientemente extenso no sentido de propiciar uma introdução ao método da VARIAÇÃO DIRETA, DIVA. As novas metodologias de análise de oportunidades para Inovação introduzidas por Dewulf, por meio da Web Semântica na ANÁLISE DE PATENTES segundo os princípios da INOVAÇÃO SISTEMÁTICA, ressaltam a importância deste método. Em suas palavras: “Uma VARIAÇÃO de PROPRIEDADES nos trará novas funções. Por exemplo, um produto com PROTUBERÂNCIAS (ESPECTRO de SUPERFÍCIE) nos leva à função SEGURAR OU RESFRIAR (verbos). Um produto líquido (ESPECTRO de ESTADO) nos levará a DISSOLVER ou MISTURAR. Deve-se observar que diferentes variações de propriedades podem levar a funções semelhantes. Outras funções incluem ABSORVER, JUNTAR, LIMPAR, CONECTAR, PRESERVAR, TRANSPORTAR e FLUTUAR. Note-se que a variação de PROPRIEDADE está ligada à FUNÇÃO, mas é apresentada de forma independente da FUNÇÃO”. Podemos observar esta classificação na Figura 21 abaixo, ilustrando as conexões de FUNÇÕES com o espectro de SUPERFÍCIE (SURFACE). Como podemos notar pela figura, numerosos produtos atendem às 13 FUNÇÕES listadas à direita, como liberação (releasing), ajuste de superfícies (matching surfaces), etc. Podemos perceber que a Inovação Sistemática dentro dos padrões da metodologia DIVA (DIrected VAriation) é o reflexo da metodologia exposta acima, introduzida por Dewulf em sua primeira empresa, a CREAX, e agora utilizada por ele na AULIVE, em: http://www.patentinspiration.com/, no qual mais de 69 milhões de patentes podem ser selecionadas, filtradas e pesquisadas. Embora seja possível, por meio do site patentinspiration.com, ter acesso a muitos bancos de dados de patentes e métodos de pesquisas gratuitamente, a busca de variantes dos produtos, o uso integral do método do DNA do produto, da Variação Direta, DIVA, do potencial de Inovação e outras facilidades, assim como as oportunidades de negócios, exigem assinatura mensal de uso do programa. ESPECTRO DE SUPERFÍCIE SEGUNDO DIVA®, DIrected VAriation:
  • 22. Figura 21: Tela relativa a diversas funções segundo DIVA®: Tabela de Variações - ESPECTRO DE SUPERFÍCIES (Ref. DEWULF, Simon, Diva, “DIrected VAriation, Solving Conflicts in TRIZ, Part1”). 3. PADRÕES DE EVOLUÇÃO SEGUNDO AS 20 PROPRIEDADES CARACTERÍSTICAS DA VARIAÇÃO DIRETA, DIVA®. A seguir, com a finalidade de permitir a consolidação dos princípios descritos anteriormente na primeira parte deste trabalho, faremos uma análise de algumas de 20 características referentes aos padrões da DIVA®, a produtos em sua maioria encontrados no site http://www.moreinspiration.com, escolhidos dentre as 4619 inovações nele descritas em 10/03/2014. Os símbolos representativos das PROPRIEDADES DOS PRODUTOS, que no site PatentInspiration figuram sempre no rodapé à direita das imagens dos mesmos, poderão ser doravante compreendidos. 1 – ESPECTRO: ESTADO Propriedade: Nível III - Campo: melhorar a transmissão de carga ou de energia. I. Sólido  II. Líquido ou Gás  III. Campo Figura 22 – Variações de Estado: De Sólido para Líquido ou Gás e em seguida para Campo Exemplo I: Carregamento sem fio ou uso de tomada de Bateria de Veículo Híbrido A Toyota testa atualmente um sistema de carregamento de baterias do seu veículo Prius através de conexão sem fio (Leia mais no blog deste autor em hicel.wordpress.com).
  • 23. Conforme informações distribuídas aos jornais, a Toyota deu início no mês de fevereiro próximo passado aos testes de verificação de seu sistema de carregamento sem fio, uma inovação desenvolvida recentemente em colaboração com a empresa WiTricity, um spin-off do MIT com a qual a montadora tem cooperado durante vários anos. O gestor de inovações da empresa, Satoshi Ogiso anunciou que a próxima geração do Prius plug-in híbrido poderá incluir esta opção de carregamento sem fio. O sistema de captura e tarifação de energia transmite eletricidade usando ressonância magnética resultante de alterações na intensidade do campo magnético entre uma bobina transmissora no chão e uma bobina de recepção do veículo. Ele opera em uma frequência de 85 kHz, com tensão de entrada de 200 VAC e potência de 2 kW. O tempo de carga é estimado em cerca de 90 minutos. III - Campo Figura 23 – Veículo híbrido Prius da Toyota, que passará a usar conexão sem fio (eletromagnética) para carregar bateria, dispensando a conexão da tomada à rede elétrica. Exemplo II: Tração elétrica por meio de indução eletromagnética A Alemanha vem testando ônibus elétricos wireless, com tração sem conexão a cabos de energia. A operadora de transporte regional alemã Rhein-Neckar-Verkehr GmbH (RNV) foi escolhida para levar a cabo um projeto-piloto para testar a viabilidade da tecnologia sem fio no carregamento indutivo de ônibus elétricos. Os testes são realizados em dois ônibus elétricos equipados com a tecnologia indutiva de transporte canadense PRIMOVE, originalmente desenvolvida pela empresa Bombardier. A nova tecnologia permite que os sistemas de acionamento e demais subsistemas, como iluminação, sejam carregados através de um sistema central de conexão sem fio para que estes protótipos transitem experimentalmente em Mannheim, na Alemanha. A tecnologia de carregamento indutivo usa a transmissão de energia sem conexão física ocorrendo entre componentes incorporados sob a superfície da estrada e receptores montados sob os veículos. Os defensores da tecnologia dizem que ela elimina a necessidade de conexões físicas que possam sofrer desgaste elevado, e permite que os veículos sejam equipados com baterias mais leves e menores, permitindo-lhes operar por períodos mais longos. Com o apoio do Instituto de tecnologia de Karlsruhe, o projeto conhecido como PRIMOVE Mannheim ajudará a determinar como este tipo de tecnologia que usa a indução magnética possibilita fazer uma avaliação das tarifas em uma rota ocupada, possibilitando assim a pesquisadores a coleta de dados reais para melhorar a infraestrutura, como baterias e outros sistemas.
  • 24. A tecnologia empregada situa-se na faixa III - Campo. Abaixo vemos um destes protótipos: III - Campo Figura 24 – Ônibus circulando em Karlsruhe, na Alemanha, que usa indução magnética para tração, sem necessidade de conexão por cabos à rede elétrica. ESPECTRO: ESTADO Propriedades: I- Sólido  II - Líquido/Gás  III - Campo: melhorar a transmissão de carga ou de energia. Leia mais em: http://www.gizmag.com/rnv-primove-wireless-charging-electric- buses/26359/ Exemplo III: Coração Artificial da BiVACOR®. A BiVACOR®, empresa privada fundada em 2008 com sede no Prince Charles Hospital, em Brisbane, na Austrália, está desenvolvendo um coração artificial totalmente diferente de seus concorrentes. Com a finalidade de evitar que o contato com partes mecânicas possa destruir os glóbulos vermelhos do sangue e alterar os componentes presentes no plasma sanguíneo saudável, os projetistas deste coração estão usando um sistema de levitação magnética, MAGLEV, nos dois ventrículos artificiais, esquerdo e direito, para evitar que partes mecânicas entrem em contato com o sangue venoso e arterial. O projeto está sendo conduzido sob a supervisão do engenheiro Dr. Daniel Timms e o Professor Dr. John Fraser, do Prince Charles Hospital de Brisbane e do Dr. Kurita da Gunma University, Japão, com a colaboração do professor Masuzawa da Ibaraki University daquele país. Consulte-se a IEEE Transactions in Biomedical Engineering Journal para mais detalhes: Axial magnetic bearing development for the BiVACOR rotary BiVAD/TAH e o site of ICETLAB, in http://www.icetlab.com/. Abaixo mostramos uma visão explodida deste coração artificial, em fase de testes em animais.
  • 25. III - Campo Figura 25: Coração artificial da empresa BiVACOR®, que usará MAGLEV (Levitação Magnética) para funcionar, situado no Nível III de Evolução, utilizando o Campo Eletromagnético. ESPECTRO: ESTADO Propriedades: Sólido  Para Líquido/Gás  Campo: melhorar a transmissão de carga e de energia, evitando contato direto com o plasma sanguíneo. 2 – ESPECTRO: PULSAÇÃO Propriedades: De Ações Contínuas a Oscilações, Ressonância e Alta Frequência. Espectro: De I - Ação Contínua  Para II Ação Pulsante  Para III - Ressonância ou Campo. I - Ação Contínua  II – Pulsação  III – Ressonância e frequências superiores Figura 26: De ações contínuas a ações pulsantes e a alta frequência. Exemplo: Prótese dental para surdez A empresa Sonitus Médical de San Mateo, Califórnia, USA, aposta em tecnologia de implante ósseo para permitir a pessoas com deficiência auditiva a voltar a escutar, mediante um implante dental. O sistema auditivo SoundBite que está sendo desenvolvido, consiste de uma unidade implantável que tem a ela integrados um microfone e um transmissor sem fios, além de um pequeno receptor que transfere aos dentes traseiros a tarefa de captar e transmitir sinais de áudio capturados para que ativem mecanicamente a cóclea. A ideia para esta tecnologia não é nova, e a Sonitus Medical parece confiante de que poderá obter aprovação regulamentar dos organismos de saúde e introduzir uma nova tecnologia no mercado. Propriedade: Grau III, Ressonância em Baixas Frequências Finalidade: Pulsação usando ressonância  Aumento da imersão sensorial
  • 26. III - Ressonância Figura 27: O sistema de implante dentário que pode funcionar como prótese auditiva, da empresa Sonitus Médical, USA. Fonte: medgadget.com. 3 – ESPECTRO: FRAGMENTAÇÃO Propriedades: I - Monolítico Sólido  II - Sólido Segmentado  III - Granulação Sólida Figura 28: Evolução do DNA para produtos cada vez mais segmentados. Em TRIZ, a FRAGMENTAÇÃO ou SEGMENTAÇÃO corresponde ao Princípio de No. 1 da Tabela dos 40 Princípios de Inovação de Altshuller. Exemplo: Sofás Segmentados Estes sofás foram projetados de forma segmentada, o que proporciona muitas opções, rolando-o para fora para deitar ou enrolando para guardar ou limpar o chão. Alguns possuem basicamente um conjunto de almofadas interligadas sequencialmente, tendo um cilindro central para apoio de cabeça e ombros. Os gomos podem ser enrolados na proporção que se desejar, em configurações diversificadas. II – Sólido Segmentado Figura 29: Sofá da Gismodo.com e um sofá da Kibisi.com Sofás segmentados apresentam suas v antagens, como a grande flexibilidade, principalmente em apartamentos pequenos. Fontes: Gismodo.com e a empresa Suissa Kibisi.com. 4 – ESPECTRO: SUPERFÍCIE Propriedades: I - Superfície Suave  II - Protuberâncias 2D  III - Protuberâncias 3D Figura 30: Evolução de uma superfície de 2D para 3D: Protuberâncias
  • 27. Exemplo: Tênis de Tração para uso em “qualquer terreno” Este tênis é, de acordo com a Reebok, o "primeiro tênis- para-qualquer-terreno". Foi projetado para permitir, com o próprio caminhar, eliminar a lama, neve, grama e areia que tenham aderido em seu solado (Leia mais). As travas, tamanho dezenove, funcionam como os pneus de veículos fora-de-estrada, que podem ser tracionados através da lama! As travas do centro são destinadas à tração ou impulsão no caminhar; as travas laterais funcionam como rodinhas, que permitem o deslocamento com facilidade em qualquer terreno. A aplicação aqui evoluiu para o nível 3, “3D Protrusions”, ou Protuberâncias 3D”, com a finalidade de aumentar a tração. III – Protuberâncias em 3D Figura 31: Acima, o tênis de tração da Reebok, símbolo de PROTUBERÂNCIAS em 3D. Evolução de Propriedade: SUPERFÍFIE MACIA  SALIÊNCIAS 2D  SALIÊNCIAS 3D Visite o site da GISMODO para mais informações: http://gizmodo.com/5978605/would-you- wear-these-crazy-shoes. Como complemento, devemos salientar que este mesmo princípio é utilizado para acomodação de dúzias de ovos. A caixa, além de apresentar saliências em 3D, é construída de aglomerado de papel com resistência elevada o suficiente para evitar que os ovos se quebrem. Existem também caixas de espuma de polipropileno, menos resistentes. Saliências 3D no fundo de caixas de pizzas também são úteis para conservação do calor, evitando que elas esfriem rapidamente. III – Protuberâncias em 3D Figura 32: Embalagem de papelão reforçado para ovos.
  • 28. 5 – ESPECTRO: POROSIDADE Propriedades: De Sólido a Vasado I – Sólido  II - Vazado 2D  III - Vários buracos ou orifícios Figura 33: Evolução da propriedade: de sólido para poroso Exemplo I: Paredes capazes de abafar o som Tijolos vasados sempre são mais leves. Mas em termos de abafamento do som, a maioria das placas de absorção que conhecemos é feita de materiais porosos. De Amp, uma empresa norueguesa fundada por engenheiros, adotou este princípio, mas de uma forma imperceptível à vista desarmada. Ela usa materiais resistentes tais como metais, plásticos, vidro e acrílico para abafar o som, mas com fissuras feitas com laser, combinadas com o design do espaçamento entre elas. As placas de metal assim fabricadas possuem menos de um milímetro de espessura e são destinadas a uso interno, em paredes ou tetos. Estas placas exigem que se tenha um espaço de alguns centímetros atrás delas para abafar o eco dos sons de baixo e médio alcance, que estão situados no campo de frequências da voz humana. III – Vários Orifícios Figura 34: Materiais resistentes trabalhados com laser se tornam apropriados para abafar ruídos e são excelentes para decoração de ambientes. Evolução de Propriedade: NÍVEL III  Produto com Vários Orifícios ou fissuras projetadas. Objetivo: Tornar o material capaz de absorver som.Fabricante: DEAMP, The New Generation on Sound Absorption, http://www.deamp.com/ Exemplo II: Machado patenteado por Karl S. Ronnholme (Patente de No. D362795 Departamento de Patentes dos USA, 1994) e hoje comercializado pela empresa Fiskars. Este machado foi projetado de modo que o centro de gravidade e toda a energia cinética, quando ele descreve o movimento no ar, são transferidos para a cabeça metálica de corte. Para isto, usando métodos recomendados pela TRIZ clássica, o fabricante construiu o braço do machado usando fibra de carbono leve e resistente, propícia à movimentação do mesmo para corte com o mínimo de esforço. Para se chegar a este resultado, a solução foi obtida por meio de métodos clássicos da TRIZ. O mesmo produto, no entanto, poderá ser classificado aqui segundo o Espectro de POROSIDADE, no Nível II, VAZADO. Este machado se constitui, também, em uma evolução do princípio básico utilizado, o Princípio da Idealidade, ou evolução para uma solução ideal.
  • 29.  Nível II, Vazado 2D Figura 35: Acima, o machado Fiskar da Série X, de cabo oco em fibra de carbono, um dos muitos modelos comercializados pela empresa. Em http://www2.fiskars.com/Products/Yard- and-Garden/Axes-and-Striking. Veja-se, nesta mesma página, o filme completo sobre esta excelente e premiada ferramenta, embora tão simples. 6 – ESPECTRO: AUTOMAÇÃO Propriedades: Melhoria de Interface Homem-Máquina   Evolução de Propriedade: Manuseio Humano  Manuseio Semiautomático  Manuseio Totalmente Automático. Figura 36: Três possibilidades para AUTOMAÇÃO. Uma das propriedades mais conhecidas de todas é a automação. Novos modelos de carros da Toyota e da Ford podem estacionar sozinhos nas vagas em paralelo, após medirem o seu tamanho. Aqui o conceito é mais simplificado do que em TRIZ, onde esta propriedade é conhecida como Dinamização. As três possibilidades padronizadas por Dewulf, resumidas para o espectro AUTOMAÇÃO, são:  Manuseio inteiramente HUMANO  Manuseio SEMIAUTOMÁTICO  Manuseio TOTALMENTE AUTOMÁTICO Exemplo I – Barraca de Camping Vamos considerar, como primeiro exemplo, a evolução de uma barraca de camping, no que diz respeito a uma importante propriedade, qual seja, a facilidade de sua armação. Consideraremos a barraca da marca Quecha, uma inovação cujo slogan é “A facilidade de montagem em dois segundos”. É um modelo recente, da serie de barracas deste fabricante na chamada faixa “Pop-Up”. Para usá-la, ao se abrir a embalagem, deve-se jogá-la para cima. Ao cair ao chão, ela se abrirá
  • 30. automaticamente com o impacto. As tendas tipo “Pop-Up” eram antes conhecidas pela dificuldade em serem dobradas para transporte, o que foi corrigido com este novo lançamento. Basta puxar a corda do lado da tenda e ela irá dobrar-se facilmente: são literalmente 2 segundos para abrir e 15 segundos para fechar. (www.patentinspiration.com/). Manuseio Automático Figura 37: A barraca de marca Quechua, modelo “Pop-Up”, totalmente automatizada para abrir e fechar. Fonte: http://tente.quechua.com/en/tent/r-8,a-72,2-seconds-easy-ii.html Exemplo II: Apontador de Cenouras A automação parcial (semiautomática) pode ser exemplificada aqui pela original invenção do “Apontador de Cenouras”, um exemplo típico de cópia da forma de outros objetos, de autoria do designer de Jerusalém Avichai Tadmor: II – Semi-automatizado Figura 38: “Apontador” de cenouras Karoto, cenoura em Grego antigo. Invenção por analogia, patenteada por Avichai Tadmor, de Jerusalém. O nível de evolução técnica corresponde ao estágio intermediário, utilidade doméstica parcialmente automatizada. Este “apontador de lápis” em tamanho grande serve para cortar tiras finas de cenouras para saladas. O produto foi desenvolvido para a empresa israelense Monkey Business. Também pode ser usado para cortar tiras de abobrinhas ou pepinos. Vem nas cores preto ou amarelo. Mais informações em http://www.dezeen.com/2012/09/03/karoto-by-avichai- tadmor-for-monkey-business/. Evolução de Propriedade: Figura Humana + Instrumento Semi-automático  Cópia da Forma de Outros Objetos http://www.dezeen.com/2012/09/03/karoto-by-avichai-tadmor-for-monkey-business/
  • 31. 7 – ESPECTRO: FORMA Propriedades: No equilíbrio das formas residem muitos princípios inventivos. I - Plano  II - Simetria Axial  III - 3D Integral Figura 39: Evolução de simetrias e dimensões segundo DIVA. Exemplo: Porta-bebidas em bicicletas Simetria em 3D: Uma embalagem prática para acompanhar ciclistas em “tracking”: Figura 39 à direita: Uso de simetria para carga em bicicletas, sem prejudicar o equilíbrio. II – Simetria Axial A embalagem, cujo suporte é feito por meio de velcro, não só é resistente, como é fabricada com material capaz de conservar a temperatura das bebidas constante por longos períodos. O produto pode transportar até seis garrafas de tamanho padrão. Evolução de Propriedade: Nível II – Produto com Eixo de Simetria Fabricante: http://www.firebox.com/product/5927/6-Bottle-Bike-Bag?via=whatsnew 8 – ESPECTRO: TRANSPARÊNCIA Evolução de Propriedade (Espectro): Enxergar através de objetos muitas vezes aumenta sua eficiência. I - Opaco  II - Parcialmente Transparente  III - Transparente Figura 40: Evolução da propriedade Transparência, comum a muitos objetos de uso diário. Exemplo: Máscara Transparente Ao inverso das máscaras dos grupos anarquistas Black Blocs, estas máscaras visam a transparência em seu sentido amplo. Sabemos que máscaras opacas, vendidas no varejo para uso de profissionais de carreira, pessoas de negócios ou qualquer cidadão, podem levar à perda da aparência normal e de determinados traços da personalidade, o que em geral dificulta o estabelecimento de uma relação de confiança com potenciais clientes, colaboradores, pacientes e mesmo com qualquer pessoa. A Prosperity Network Inc. procurou solucionar esses problemas, desenvolvendo uma máscara
  • 32. capaz eliminar os inconvenientes acima, sem deixar de manter todas as vantagens da máscara normal. A solução foi simples: a empresa criou a Masclear, uma máscara transparente que retém o poder de bloqueio contra germes das máscaras tradicionais, ao permitir que se veja o rosto do portador. Em TRIZ, retirar excessos ou detalhes de um produto pode muitas vezes levar a soluções mais eficientes e mais baratas em termos de produção e comercialização. III – Transparente Figura 41: Enfermeira usando a Masclear. Evolução de Propriedade: Este é um exemplo de produto patenteado muito simples, em que ocorre a evolução natural direta do Nível I para o Nível III, Transparente. Ao ver um produto como este, costumamos fazer a pergunta: “Porque não pensei nisto antes?” Em Prosperity Network. 9 – ESPECTRO: COR Propriedades: Quanto mais cores, melhor! I - Nenhum uso de cor  II - Uso dual de cor  III - Totalidade do espectro de cores Figura 42: O uso do espectro de cores em sinalização é comum, mas alguma criatividade pode levar à criação de produtos originais de grande valor comercial. Exemplo I: Velas com chamas de diferentes cores Esta é uma inovação muito simples, mas que não deixa de ser uma alternativa decorativa interessante. Fugindo do costume, em que as chamas de todas as velas são alaranjadas e iguais, estas velas são realmente diferentes: As chamas podem sugerir romantismo se forem azuis, paixão se vermelhas, amarelo para pessoas tradicionais ou conservadoras, inspiradoras de jovialidade se forem verdes e misteriosas na cor púrpura. As bases de sustentação acompanham o mesmo colorido das chamas. (Tradução do Autor, Ref. http://www.apartmenttherapy.com/colored- flame-l-98209) O segredo está em óleos especiais à base de parafina que queimam em vermelho, azul, roxo, amarelo ou verde. É bastante interessante o efeito inesperado destes óleos de chamas coloridas. Esta empresa criou também um tipo de tochas para jardins, com base no mesmo princípio. Pode-se imaginar o impacto que estas tochas podem causar em qualquer evento ao ar livre. Cada tocha de óleo custa pouco menos de R$ 40,00 e fornece óleo suficiente para queimar durante 50 horas.
  • 33. III - Totalidade do espectro de cores Figura 43 À esquerda, velas com chamas coloridas; à direita, tochas para jardim Evolução de Propriedade: Nível III - Espectro integral de cores (full spectrum)  Melhoria da aparência estética. Em http://www.apartmenttherapy.com/colored-flame-l-98209 Exemplo II – Uso Dual de Cor: Tijolos de Vidro Coloridos Nas décadas de 1960 e 1970, tijolos de vidro foram incorporados na arquitetura como elementos estruturais e decorativos importantes. Eles não só permitiram, por exemplo, iluminar áreas fechadas e escadas, mas serviram também como divisórias em interiores. Tijolos de vidro têm muitas características positivas e são tidos como um recurso que muitas vezes substitui a iluminação convencional, por deixarem passar a claridade. Atualmente, dentro de um processo de evolução estética interessante, o tijolo de vidro com LED incorporado combina os dois elementos de uma forma surpreendente, decorativa e de rara beleza, permitindo uma reinterpretação arquitetônica dos diversos papéis desempenhados pelos antigos tijolos de vidro em novos ambientes. Assim, incorporando uma iluminação deslumbrante, podemos criar uma atmosfera de extremo bom gosto em qualquer ambiente. Atualmente é cada vez mais frequente o uso de LEDs (Light Emmiting Diodes) em produtos cada vez mais surpreendentes e inovadores, tanto em iluminação, seja na decoração de interiores como também na sinalização diurna, por exemplo em automóveis e demais veículos, objetos portáteis, lanternas e eletrodomésticos. Figura 44: Ao lado, um tijolo de vidro com LED. II - Uso dual de cor Evolução de Propriedade: Uso Dual  Variante: Bi System  Acrescentar visual agradável ou contraste conceitual. Ref. Red Dot Design Award – Product Design
  • 34. 10 – ESPECTRO: COORDENAÇÃO Propriedade: Eficiência em ações coordenadas   I – Ação não coordenada II – Ação Coordenada III – Ação durante intervalos Figura 45: Modos de Coordenação de Ação: Dispositivos que operam de modo repetitivo podem beneficiar-se de efeitos de alerta. Exemplo I: Revolights, iluminação de segurança para bicicletas rodarem à noite. A iluminação através de LEDs (Light Emmission Diode) se constitui em uma das mais interessantes tecnologias para iluminação móvel surgida nos anos recentes. Os anéis de duplo LED denominados City Revolight versão 1.0 foram desenvolvidos com a possibilidade de ficarem presos na borda da roda de uma bicicleta por meio de anéis de fixação de liga leve, controlados por um sistema de sensores e montados por meio de um imã em forma de garfo contendo um acelerômetro integrado para avaliar a velocidade e direção. Com isto, as luzes, no caso da roda dianteira, só acendem quando ela está alinhada. Os LEDs oferecem 35 lumens cada um, permitindo sinalização de alerta e também a iluminação do percurso. As baterias extrafinas, 350g por roda, podem ser carregadas via portas USB. A duração da bateria é de aproximadamente de 4 horas. O sistema é totalmente à prova d´água e resistente ao roubo. Também está em conformidade com as normas internacionais de eletrônica para iluminação veicular, funcionando com qualquer tipo de pneus e freios. III – Ação durante intervalos Figura 46: Acima, bicicletas transitam com segurança à noite utilizando Revolight. Evolução de Propriedade: Coordenação Nível III, Ação durante intervalos  Acrescentar nova função ou integrar-se com outra função existente (Princípio 6 da Tabela de Altshuller dos 40 Princípios Inventivos). Mais informações: http://road.cc/content/news/78285-revolutionary- revolights-now-available-europe
  • 35. 11 – ESPECTRO: FLEXIBILIDADE Propriedade: Interfaces flexíveis ao manuseio ou instrumentos mais flexíveis e adaptáveis ao uso.   I – Imóvel II – Múltiplas Juntas III – Flexibilidade Completa Figura 47: Flexibilidade completa: Podemos ir além do ilustrado aqui, colocando o efeito de Campo integrando a Flexibilidade Completa aqui representada. Exemplo I - Trena Múltipla Este é um exemplo da evolução dos instrumentos destinados a medição de comprimento ou distancias (réguas do engenheiro ou do arquiteto). Originalmente, o metro era sólido. Em seguida passou a ter segmentos articulados (fragmentação) e atualmente faz uso de laser (campo) para medir distâncias em linha reta. A figura abaixo mostra o produto Série LV-04 Multifunções de medição a laser, Nível com LED + Régua + Tape - Red + Silver (3 x AG13) – que é fabricado na China. (Patente USPTO 201030525966.X).  III - Flexibilidade Completa Figura 48: Produto inovador que integra, em uma só peça, a possibilidade de se realizarem medidas de nível e de comprimentos. A evolução deu-se desde a régua rígida (metro das casas de tecidos) até o uso de laser, nos projetos de Arquitetura e Engenharia. Exemplo II: JumpSeat, um assento original A imagem abaixo ilustra o “JumpSeat”, um assento destinado a ser usado em espaços exíguos, auditórios, etc., no qual se usa um mecanismo bastante diferente das dobradiças tradicionais e destinado a minimizar ocupação de espaço e uso de material. O objetivo dos projetistas deste assento foi de possibilitar o aumento da capacidade do ambiente em que o mesmo é instalado. Enquadra-se na classificação de Múltiplas Juntas.
  • 36. II – Múltiplas Juntas Figura 49: JumpSeat, assento projetado para ocupar o mínimo de espaço. Aço e madeira compensada criaram a espinha dorsal da estrutura de balanço do JumpSeat, um assento que quando não está em uso apresenta menos de 100 mm de espessura. O assento compacto permite que um número elevado de pessoas ocupem o mínimo de espaço em um auditório. O perfil fino e elegante deste assento é resolvido de forma bastante eficiente, sendo que os detalhes foram simplificados para que nenhum ferramental fosse necessário em sua produção e instalação. Isso permite que os assentos possam ser produzidos localmente. O design é fiel a seus materiais e adequado a um auditório moderno. Também é fácil de desmontar, reparar e limpar. Veja mais em http://www.ziba.com/#/work/jumpseat/ Evolução de Propriedade: DNA Nível II – Segmentação: Uma ou mais juntas  melhoria da capacidade de armazenamento. 12 – ESPECTRO: SENTIDOS Propriedade: Qual dos sentidos humanos é o mais aguçado? Paladar, tato, olfato, visão ou audição?   I - Um Sentido II - Dois Sentidos III - Muitos Sentidos Figura 50: Propriedades relativas a produtos que exploram a percepção sensorial Exemplo: Pipoca não Convencional Pub-Corn é a primeira pipoca disponível nos USA com gosto de cerveja e sabores de diferentes coquetéis. É uma pipoca não alcoólica disponível nos sabores cerveja, creme irlandês e pinã colada, um coquetel doce feito de coco e abacaxi. II - Dois Sentidos Figura 51: Pipoca com sabor de cerveja. Veja mais em: http://www.pub-corn.com/index.php. Evolução de Propriedade: Sentidos  Abrange dois sentidos: Paladar e olfato criar nova sensação de sabor
  • 37. 13 – ESPECTRO: INTEGRAÇÃO (Uso múltiplo, uso dual) Propriedade: Logo nos vem à mente o uso dos óculos bifocais. No entanto, dispositivos inovadores estão surgindo a cada momento usando variações de estado. Alterações em dispositivos óticos constituem-se em um padrão de inovação catalogado na TRIZ, Princípios de Inovação, de número 32 (KALEVI Rantanen & DOMB, Ellen, Ref. 16, pg.160).   I – Mono Sistema II - Bi-Sistema III - Poli-Sistema Figura 52: Evolução de produtos capazes de ampliar o uso tradicional ou ao qual estamos habituados. Exemplo I: Óculos AR da Google  III – Poli-Sistema Figura 53: O “Glass Project” da Google faz uso de realidade aumentada em óculos futurista. A empresa Google publicou fotos do conceito e vídeos sobre sua iniciativa denominada “Glass Project”, óculos contendo um dispositivo que faz interface com telefone e Internet para realizar tarefas como vídeo-chamada, obter direções de GPS, tomar notas ou fazer fotos. O sistema é controlado por voz e inclui uma câmera, microfone e sensores para acompanhamento ocular, eye-tracking. O “Glass Project”, de codinome AR, foi desenvolvido por uma equipe do Google composta por Babak Parvis, Steve Lee e Sebastian Thrun, juntamente com a empresa DesignBoom, estando em fase de testes em um público restrito e entre funcionários da empresa.Não há informações ainda sobre um modelo ou protótipo disponível para produção imediata. Supostamente existem vários estilos de óculos que o Google vem desenvolvendo no momento, e o New York Times observa que o “Glass Project” hipoteticamente poderia tornar- se até mesmo o projeto de uma lente de contato. Como Babak Parvis, membro da equipe, é um especialista no emprego de nanotecnologia na área biológica que recentemente desenvolveu uma lente de contato com eletrônica embarcada, esta variante do projeto é possível. O projeto divide-se na contribuição de duas empresas: a Google, que entra com a tecnologia, e a empresa de projetos DesignBoom. Recomendamos uma visita a esta última, que trabalha nas áreas de design, arquitetura, arte e tecnologia: http://www.designboom.com/
  • 38. Exemplo II – Óculos da EVENA Medical A EVENA, empresa do Vale do Silício na Califórnia, USA, vai além dos óculos da Google, com um produto destinado á área médica, à enfermeiras e pessoal de hospitais e empresas de saúde. Trata-se do lançamento dos óculos destinados a enxergar as veias e artérias dos pacientes de modo não invasivo, facilitando aplicação de injeções, soro e outras intervenções deste tipo. II – Bi-Sistema Figura 54: Óculos da EVENA Medical, que permite que se enxergue através da pele dos pacientes, para facilitar, com imagem vascular, aplicações de injeção ou soro em hospitais e casas de saúde. A nova tecnologia evita derramamentos internos de sangue, inclusive manchas roxas subcutâneas nos pacientes, causadoras de incômodos e de má impressão. O produto foi desenvolvido junto com a fabricante de impressoras Epson e, nas palavras da empresa, é uma das primeiras aplicações de óculos inteligentes disponíveis comercialmente em escala global, à frente, portanto, do lançamento comercial do Google Glass. A tecnologia comprovada de imagem vascular destes óculos permite projetar um conteúdo digitalizado no campo de vista de uma enfermeira, realizando a união entre o mundo da tecnologia digital em tempo real e o mundo físico das aplicações médicas tradicionalmente desprovidas de instrumentos de precisão não invasivos, sem uso de radiações ionizantes ou de ultrassom. Todas as imagens tomadas pelo dispositivo tem a vantagem de poderem ser gravadas, auxiliando na elaboração de relatórios médicos sobre os pacientes aos quais a tecnologia é aplicável. Devido a este uso dual, visão e documentação, classificamos este produto em Bi- Sistema, Grau II. Fonte: EVENA.com Exemplo III: Fibra Solar A ideia por trás da Fibra Solar é de usar uma fibra flexível fotovoltaica que converte energia solar em energia elétrica. Pretende-se desenvolver este produto como um fio que pode ser trabalhado em todos os tipos de tecidos. Este material "inteligente" será capaz de ser usado em aplicações onde os têxteis são atualmente utilizados, mas com a vantagem adicional de ser capaz de produzir corrente elétrica. O projeto da Fibra Solar foi concebido em 12 de Maio de 2013, durante o evento “Ideias Esperando Acontecer” (Ideas Waiting to Happen), uma iniciativa da “Creative Cities Amsterdam Area” (http://www.solarfiber.nl/about-solar-fiber/).
  • 39. Abaixo mostramos a Fibra Solar em um suporte de mochila e uma blusa feita deste material, vestida pela modelo. As aplicações vão desde o aquecimento do usuário como também para carregar um celular em uso. Adicionar uma nova função a um produto existente é um procedimento bastante utilizado hoje em dia. O exemplo mais marcante é o do famoso canivete Suisso, destinado a uso múltiplo.  III – Poli-Sistema Figura 55: Mochila e blusa, fabricados com uso de fibra solar Evolução de Propriedade: DNA Nível III (Variante: Uso Múltiplo) Finalidade: Ampliação da imersão sensorial. 14 – ESPECTRO: OPOSTOS Evolução de Propriedade: Este é o Princípio de no. 2 da tabela dos Princípios de Inovação de Altshuller, cf. RANTANEN & DOMB, obra citada, pg. 127: Separar apenas o que for necessário (parte ou propriedade) ou remova uma parte que esteja interferindo no bom funcionamento de um objeto ou sistema: Agregação e/ou Separação de Componentes ou Subcomponentes. I – Componentes Semelhantes II – Componente + seu negativo III –Diferentes Componentes Figura 56: Evolução de opostos e assimetria Exemplo: Conector USB de Múltipla Superposição A empresa InfiniteUSB desenvolveu um minúsculo conector USB que, ao ser plugado, sempre irá abrir a possibilidade de conexão de outro USB na parte traseira do anterior, cujo limite relaciona-se apenas às sucessivas perdas de energia. Os conectores são codificados através de cores, tanto como uma forma de categorização como também para auxiliar os usuários quanto aos elementos complementares ligados ao ponto de inserção, em geral a porta de um laptop. III – Componentes Diferentes Figura 57: Conector encaixável da empresa GeekBeat. A semelhança com as chamadas bonecas encaixáveis (Matrioshka) do folklore russo não é mera coincidência, o princípio de número 7 dos 40 princípios de Inovação de Altshuller.
  • 40. Este conector USB inovador mostra que, onde menos se espera, uma inovação ou uma variante (DNA) do produto pode ser criada. Mais informações em http://geekbeat.tv/infiniteusb-provides-infinite-usb/. Evolução de Propriedade: Nível III, “Componentes Diferentes e Assimetria (Melhoria da Junção). 15 – ESPECTRO: MERCADO Propriedade: Usabilidade e Facilidade de Uso I – Produto II – Serviço III – Experiência Figura 58: Características da evolução de produtos em oferta no mercado consumidor Exemplo: Compra Social por Meio de Webcam Compras através da Internet são comuns, e implementações práticas da tecnologia de realidade aumentada (AR) para venda de vestimentas online estão sendo colocadas na Internet. Uma iniciativa de marketing surpreendente, como esta aqui apresentada, foi desenvolvida pela empresa ZUGARA. Ela consiste em filmar o comprador por meio de uma Webcam e, através de software apropriado, vestir a imagem filmada. Um avatar (imagem virtual) do comprador torna-se visível na tela do cliente. Trata-se nada mais nada menos que usar um tipo de camarim virtual que permite que os compradores online "experimentem" a roupa que desejam comprar no site do varejista. Usando a webcam do computador e software de e-commerce de AR do Zugara, apelidado de "Webcam Social Shopper," compradores podem imediatamente experimentar roupas que vestem virtualmente e até mesmo solicitar aos amigos para emitirem um parecer via Facebook e Twitter. Nível III – Experiência Figura 59: Uma imagem virtual (avatar) da cliente, como se estivesse presente na loja, com um vestido escolhido por ela. Evolução de Propriedade: Realidade aumentada - DNA Nível III – Experiência Finalidade: Por meio de feedback, ampliar a experiência do usuário.
  • 41. 16 – ESPECTRO: INFORMAÇÃO Propriedade: Controle sem e com Feedback (Realimentação) I – Controle Direto II – Controle através de Intermediário III – Feedback Inteligente Figura 60: Uso de sensores: o controle e sensoriamento remoto ampliam-se para uso em todos os lugares. Exemplo I: Sensoriamento remoto do consumo de energia em residências, HEMS - Home Energy Management System Com o advento da ELETRICIDADE SOLAR, residências, escolas, monumentos, edifícios e outras construções que dela se beneficiam passaram e permitir que a energia utilizada nestes imóveis seja monitorada remotamente através de um tablete ou celular. Esta modalidade de gerenciamento de energia, HEMS, “Home Energy Management Systems”, integra o Facebook do autor destas notas, em https://www.facebook.com/InovationTriz, um noticioso sobre Inovação, Energia e Mobilidade Sustentável. III – Feedback Inteligente Figura 61: Celulares e Smartphones rodando software utilizado no gerenciamento de energia, aqui voltado para a área residencial. Em How Stuffs Work. (Acesso em 16/02/2014). Exemplo II: Trincos de Porta com Feedback Feedback Inteligente (Visual) e II - Uso dual de cor Figura 62: Trinco de Porta com feedback visual. Trincos de porta para banheiros, que inclusive se enquadram também na Propriedade 11 – COR: Variações de Estado - Uso Dual de Cor Estes trincos, denominados Brighthandle, foram projetados pelo designer Alexander Lervik,
  • 42. (http://www.assaoem.se/sv/site/assaoemse/), e se destinam ao uso em banheiros que, quando ocupados, exibem a cor vermelha e, quando desocupados, a cor verde. Devemos ressaltar que não se trata de uma ideia nova, mas a aplicação de um dos aspectos de evolução do DNA do Produto que vem sendo estudado neste trabalho. De fato, todos conhecem os avisos nos aviões relativamente à ocupação dos banheiros, dando feedback visual aos passageiros que, de seu assento, podem ver se o sanitário ao final do corredor está ocupado ou não. Evolução de Propriedade: Informação  Feedback inteligente  Avisar com Antecedência (Princípio de No. 23, Feedback, da Tabela dos 40 Princípios Inventivos de Altshuller) 17 – ESPECTRO: SIMETRIA Propriedade: De Simetrias para Assimetrias I – Sistema Simétrico II – Simetria Parcial III - Assimetria Figura 63: Evolução de simetria para assimetria. Exemplo: Fôrma assimétrica para bolo A fôrma para bolo S-XL da empresa DING 3000 possibilita obter nada mais nada menos que uma assimetria das fatias em um bolo pronto para ir ao forno. O molde permite uma seleção antecipada de tamanhos e profundidades - assim cada pessoa poderá escolher o tamanho da fatia desejada, sem uso de faca. O processo situa-se na variante de Nível III do DNA do produto, e corresponde também ao Princípio de No. 10 da Tabela dos 40 Princípios para Inovação de Altsuller (K. Rantanen & Ellen Domb, Pg. 136, obra citada (17) , que diz: Ação Preliminar – Realizar, antes que esteja disponível para uso, alterações em um objeto ou sistema, tanto de modo completo quanto parcialmente). III - Assimetria Figura 64: Fôrma para bolo, em que partes desiguais das fatias facilitam a escolha pelo cliente. Evolução de Propriedade: Assimetria Total  Mudar a forma de um objeto. Fonte: Core77.com.
  • 43. 18 – ESPECTRO: FIBRAS Propriedade: De Superfícies simples e Folhas para Fibras e Malhas. I – Folha Homogênea II – Malha em 2D III – Elementos Ativos Figura 65: Evolução da propriedade homogênea de um objeto plano para elementos ativos Exemplo: Aerogel Aerogeis estão entre os mais leves materiais sólidos existentes e são criados substituindo o componente líquido de um gel com um gás. Isto resulta em que sua densidade se torna extremamente baixa, tendo até recebido apelido de "fumaça congelada." Recentemente, pesquisadores criaram um novo tipo de aerogel que é inspirado nos pés de certos insetos que caminham sobre a superfície da água. O material é tão flutuante, que um barco feito de uma libra (454 gramas) poderia transportar cerca de 1.000 libras (454 kg) de carga. O aerogel foi criado por uma equipe da Universidade de Tecnologia de Helsinque na Finlândia e contem fibras pequenas, conhecidas como nano-fibras, derivados da celulose das plantas. A presença das fibras permite ao aerogel flutuar usando os mesmos princípios empregados por diferentes espécies dos insetos citados: em alguns deles, os pés são cobertos de pêlos minúsculos que retém bolhas de ar, ajudando a espalhar seu peso através da água, evitando assim romper a tensão superficial. III – Fibras: Malha 3D com elementos ativos Figura 66 – Insetos com pés cobertos de pelos com bolhas de ar podem caminhar sobre a água. Uma vez comercializado, o aerogel poderia encontrar uso em robôs militares, drones (aviões sem piloto), sensores de poluição ambiental, brinquedos aquáticos para crianças ou flutuadores de praia. Também é capaz de absorver grandes quantidades de óleo, o que poderia torná-lo adequado para ser usado na limpeza de derramamentos de petróleo no mar. Evolução de Propriedade DNA: III – Fibras: Malha 3D com elementos ativos  aumentar habilidade para flutuar Referências: http://www.gizmag.com/buoyant-aerogel-water-strider/21948/
  • 44. 19 – ESPECTRO: DE LÍQUIDO a SPRAY Evolução de Propriedade: Desde desodorantes a tintas de paredes e outros produtos comuns nas mãos de pichadores, o mundo dos sprays é diferenciado e pleno de oportunidades para inovar.   I - Líquido II – Líquido Segmentado III – Vapor, Névoa ou Spray Figura 67: De líquido a névoa – Desodorantes spray são a prova mais comum desta tendência. Exemplo I: Vestimenta que adere ao corpo A Fabrican (Fabric in an aerosol Can, ou "tecido em lata de spray") é um spray sobre uma tela muito fina que vem em uma latinha, idealizado pelo Dr. Manoel Torres e desenvolvido no Departamento de Engenharia Química do Imperial College de Londres. Este spray é composto de fibras de algodão líquido pressurizado que, quando entram em contato com o corpo, instantaneamente solidificam-se em uma vestimenta. O produto permite elaborar vestimentas totalmente ajustáveis ao corpo. Além de permitir criar formas de roupas ajustáveis, ela pode ser facilmente removida quando você precisar de se despir. Além disso, a tecnologia permite a inserção de outros elementos que podem ser usados de forma difusa, como perfumes. Para explorar outras aplicações, como bandagens médicas, lenços umedecidos, perfumadores de ar e estofados para móveis e carros, o Dr. Manoel Torres criou uma empresa, a Fabrican Ltd. Esta invenção pode inclusive levar à criação de um novo antisséptico, ou analgésico junto com o curativo em fibras que não grudam no ferimento, tudo totalmente esterilizado. Pode-se até colocar alguma faixa por cima para dar mais proteção, e a camada diretamente em contato com uma ferida aberta para uma ação cicatrizante. Também pode servir para construção de painéis decorativos, conforme ilustrado à direita.  III – Névoa ou Spray Figura 68 - Mais fácil de Aplicar: Roupas que colam no corpo e variações em torno de uma ideia singular. Mais informações: Fabrican Ltd, London - Fashionable Technology Research Consortium – Visionary Insights on Epidermis Technology. Exemplo II: Combate ao fogo com sprinklers
  • 45. Um exemplo clássico da eficiência da passagem de líquido para névoa encontra-se no uso de “sprinklers” para combate ao fogo. Aqui, a névoa é mais eficiente do que o jato de água das mangueiras de combate a incêndio. A figura abaixo ilustra um “sprinkler” para fixação em teto. (http://www.antincendiosames.com/sprinkler.php?lng=en III - Névoa Figura 69: “Sprinkler” ou dispersor de água para combate a incêndios. Evolução de Propriedade: De Monolítico, Grau I para Névoa, Grau III. 20 – ESPECTRO: DE LÍQUIDO a ESPUMA Propriedade: Voltando nossa atenção ao padrão final da figura, as espumas estão ocupando o centro das novas tecnologias de embalagem, assim como de aços especiais, mais leves e de elevada resistência.   I – Líquido II – Líquido com Bolhas III - Espuma Figura 70: Evolução de líquido puro para mistura (bolhas) e em seguida para espuma Exemplo: Espuma de polipropileno para revestimentos e painéis A ARPRO é uma espuma de polipropileno expandido de grânulos comprimidos em painéis de densidade elevada, apropriada para tetos e paredes. Trata-se de material acústico imune ao fogo, à prova de água e que pode ser pintado. As peças combinam desempenho acústico com formato e cores elegantes, com uma superfície de placa de aderência bastante eficaz que pode ser facilmente instalada por meio de cola líquida ou de adesivos apropriados. O corte das peças pode ser feito usando-se ferramentas básicas de trabalhar em madeira. As peças são leves, resistentes ao mofo e humidade, sendo estocadas nas cores branco, cinza ou carvão. Podem receber pintura de qualquer cor.  III - Espuma Figura 71 – Peças de espuma de polipropileno expandido da empresa ARPRO. Evolução de Propriedade: LIQUIDO  BOLHAS  ESPUMA, conforme ilustrado acima.
  • 46. O objetivo desta conformação do produto, segundo a TRIZ, é a REDUÇÃO DE PESO. Finalmente, após examinarmos 20 características do ESPECTRO da VARIAÇÃO DIRETA e as suas respectivas PROPRIEDADES em número de TRÊS, poderemos nos inspirar em mais de quase 5000 inovações visitando o site www.moreinspiration.com, uma porta aberta para o CONHECIMENTO GLOBAL no mundo digitalizado. As raízes do método da AULIVE situam-se nas pesquisas que se originaram na empresa anterior fundada por Simon Dewulf, a CREAX. Estas pesquisas se encontram resumidas em três artigos recentes publicados pelo autor, atualmente diretor da empresa AULIVE, no TRIZ Journal (http://www.triz-journal.com/), onde estão explicados detalhadamente os fundamentos da Variação Direta, ou DIrected VAriation, DIVA. CONCLUSÕES Nos três artigos, “DIVA, DIrected VAriation Solving Conflicts in TRIZ”, Partes I, II e III, encontram-se os argumentos que dão sustentação à teoria usada na elaboração dos princípios da Variação Direta, que usa processos semânticos de busca na investigação de patentes, e estudados neste trabalho introdutório. Procuramos também introduzir uma metodologia estruturada como alternativa à TRIZ em seu modelo clássico, visando estabelecer um método eficiente para o exame e estudo de novos produtos segundo uma forma compreensível de catalogação dos mesmos, ou seja, uma taxonomia, e de estabelecer condições para análise de sua evolução segundo oportunidades relacionadas ao que se denomina TALENTO do PRODUTO. Também foram fornecidos elementos importantes em estudos sobre transferência de tecnologia. O software, hoje usado pela AULIVE, http://www.patentinspiration.com/, surgiu da patente registrada pelo autor e diretor da empresa AULIVE em 17/04/2008 (Patente: US20080091671A1). Na página inicial deste registro, de imediato se percebe sua ligação com a metodologia apresentada neste trabalho. SOFTWARE DE OUTRAS EMPRESAS IHS Goldfire: Outras empresas atuantes em TRIZ, como a IHS Goldfire, http://inventionmachine.com/ utilizam também a Web Semântica, Web Services e seus mecanismos de busca para possibilitar a Inovação Sistemática e Criatividade por meio da TRIZ. Seu principal produto, Goldfire 7.5 lançado recentemente, possui versões para iPad e Tablets com o sistema operacional Android. Este aplicativo auxilia a Goldfire e seus clientes na tomada de decisões em todo o ciclo de vida do produto, relativamente ao desenvolvimento e patenteamento de novos produtos. O software Goldfire conecta o pessoal de desenvolvimento sob demanda do produto com peritos dentro e fora da organização, ampliando e documentando o conhecimento interno e externo relativo às tendências necessárias para desenvolver, manter e produzir produtos inovadores. De acordo com as informações obtidas no site da empresa,
  • 47. “Power Your Research App with a Goldfire API: “The latest release of Goldfire now includes a web services API for client integration. Whether you are an enterprise with a research or engineering portal or you are an Intranet or a 3rd party application provider looking to jumpstart your development effort with leading semantic search technology, Goldfire now offers a turnkey solution for your success. Harnessing Goldfire’s semantic engine, a range of natural language and keyword search functionality is available via the web services API including category, answer, and citation searching, cross- language and results translation, synonyms and ontologies, expert search, scheduled queries, and knowledge base selection to tune specific and relevant answers” Inventioneering Company: A empresa Inventioneering Company, http://www.inventioneeringco.com/ também usuária do método TRIZ, utiliza um conceito do DNA do Produto semelhante ao da AULIVE. Segundo seu executivo principal, Dr. Michael S. Slocum, especialista em TRIZ, sua empresa tem por objetivo: “The Inventioneering Company specializes in Performance Excellence with a focus on the the applications of Strategy and Innovation. The specific integration of strategy and innovation is the foundation for Performance Excellence in today's revolutionary business environment. We can assist you in the systematic application and integration of both, providing results that are repeatable, predictable, and reliable”. SUGESTÃO PARA TRABALHOS FUTUROS As análises que fizemos relativamente aos produtos descritos no site http://www.moreinspiration.com/, procuraram permitir que entendamos melhor o método da VARIAÇÃO DIRETA desenvolvido por Simon Dewulf, fundador da AULIVE, como também perceber sua correlação com os argumentos técnicos da patente registrada por ele relativamente às suas pesquisas em Web Semântica e Inovação sistemática. São estes argumentos técnicos, fundados na Web Semântica, que hoje sustentam as atividades de sua empresa na área de Inovação Sistemática e Criatividade. A metodologia, desenvolvida juntamente com a Universidade de Leuven, na Bélgica, é extremamente interessante e eficiente, permitindo integrar uma estrutura sólida e definida nas aplicações modernas da TRIZ visando a Inovação Sistemática e Criatividade, seguindo e ampliando os conceitos originais imaginados por seu criador, o engenheiro russo Genrich Altshuller. Os quatro aplicativos, More Inspiration, Production Inspiration, Patent Inspiration e Test my Creativity da AULIVE podem ser acessados em http://www.aulive.com/ .
  • 48. Notas (*) DESSORÇÃO TÉMICA (9) : A Dessorção Térmica é um processo que, na área ambiental, tem o objetivo de tratar solos contaminados com hidrocarbonetos tais como gasolina, óleo diesel, óleo combustível, querosene, entre outros, reduzindo ou eliminando sua concentração a níveis que permitam a disposição do solo em seu local de origem ou em uma nova utilização. É uma tecnologia de recuperação em favor da sustentabilidade, que usa energia térmica proveniente do biogás produzido em um aterro para separar fisicamente compostos voláteis do solo visando a descontaminação do mesmo para ser reutilizado. (*)DESSORÇÃO: De modo geral, este é um fenômeno pelo qual uma substância é liberada ou passa através de uma superfície. O processo é o oposto da sorção (isto é, adsorção e absorção). Isso ocorre em um sistema que pode estar no estado de equilíbrio de sorção entre fase (a granel líquido, ou seja, gás ou solução líquida) e uma superfície de adsorção (sólido ou fronteira que separa dois fluidos). Quando a concentração (ou pressão) da substância na fase de volume é reduzida, algumas das alterações da substância sorvida retornam ao estado a granel (http://en.wikipedia.org/wiki/Desorption). Estes processos físicos podem ser obtidos e/ou estudados em maiores detalhes e profundidade no Banco de Dados de Efeitos Físicos da AULIVE, no qual cerca de 4000 processos físicos ou químicos podem ser visualizados dinamicamente. Em http://www.productioninspiration.com/ e também da OXFORD CREATIVITY, em http://wbam2244.dns-systems.net/EDB_Welcome.php RELAÇÃO DA WEB SEMÂNTICA COM A METODOLOGIA EMPREGADA NO SITE Patent Inspiration Trata-se de um aplicativo no navegador com visualizações autoexplicativas, acompanhadas de análises sensitivas ao contexto e que emprega a análise semântica, isto é, dos significados associados a determinadas palavras, como ADJETIVOS, vinculados a um contexto gramatical, como por exemplo, como em parte da frase ...”tenda automática”, referente a uma patente que esteja sendo investigada com esta propriedade a ela associada, sem intervenção humana. Porque utilizá-la? Qualquer software baseado em Web Semântica é capaz de criar relatórios rápidos e intuitivos relativamente à totalidade patentes que interessem à uma empresa, as tecnologias empregadas produtos já patenteados que possam ou não interessa-la, assim como mantê-la a par da evolução tecnológica global. Quanto a desenvolvimentos futuros que venham complementar o software Patent Inspiration, baseado em Web Semântica, um dos objetivos de seu autor , junto com a Universidade de Leuven, na Bélgica, desenvolver um software em Inteligência Artificial que seja gerador de ideias e também resolvedor de problemas. Seria o uso dos SISTEMAS ESPECIALISTAS, em uma
  • 49. aplicação importante no domínio de patentes, especialmente com referência ao conhecimento global no desenvolvimento de novos produtos e sistemas. Para mais informações sobre Web Semântica recomendamos uma visita ao site da W3C Brasil, em http://www.w3c.br/Padroes/WebSemantica Para informações sobre os aplicativos citados, recomendamos uma visita à AULIVE, em www.aulive.com. Eng. Prof. Sylvio Silveira Santos http://triz4you.wordpress.com Email: sylvioss@gmail.com Bibliografia e Referências na Internet 1. AULIVE, empresa de consultoria de Simon Dewulf, em www.aulive.com 2. DIVA, DIrected Variation acesso em 21/02/2014, em http://www.triz- journal.com/archives/2005/09/07-01.pdf 3. Veja-se em http://www.patentinspiration.com/ 4. GAAD, Karen, “TRIZ for Engineers – Enabling Inventive Problem Solving”, Ed. John Wiley, 2011, página 249. 5. BRANDS, Robert F. Robert´s Rules of Innovation, Ed. John Wiley and Sons, 2010, New Jersey, USA. 6. KKELLEY,Tom, The Ten Faces of Innovation, Ed. DOUBLEDAY, a Division of Random House, Inc., USA, 2005. 7. MANN, Darrel, em TRIZ Journal: Nine Windows, http://www.triz- journal.com/archives/2001/09/c/index.htm) 8. CREAX, Systematic Innovation, adapado de presentação postada no site SlideShare. 9. http://www.essencis.com.br/tratamento-e-destinacao-de-residuos/tdu, visitado em 15/02/2014 10. www.productioninspiration.com 11. DEWULF, Simon, “DIVA, DIrected VAriation Solving Conflicts in TRIZ”, Partes I, II e III. Publicado em TRIZ Journal (http://www.triz-journal.com/) 12. Inovação Disruptiva, filme da Harvard Business Review, http://vovici.com/wsb.dll/s/1549g5590c 13. SAVRANSKY, Semyion, Engineering of Creativity – Introduction to TRIZ Methodology of Inventive Problem Solving, Ed. CRC Press, USA, 2000 14. ORLOFF, Michael A., Inventive Thinking Through TRIZ – A Practical Guide, 2nd . Ed. Springer, Berlin, 2010 15. CAMERON, Gordon, TRIZICS – Teach Yourself TRIZ, how to invent ans solve “impossible” technical problems systematically, Ed. Create Space, USA, 2010. 16. RANTANEN, Kalevi & DOMB, Ellen, Simplified TRIZ – New Problem Solving Applications for Engineers and Manufacturing Professionals, 2nd Ed. Auerbach Publication, USA, 2008. 17. CHESBROUGH, Henry, Open Business Models – How to Thrive in the New Innovation Landscape, Ed. Harvard Business School Press, 2006, USA.
  • 50. 18. MANN, Darrell, Hands on Systematic Innovation, CREAX Press, Belgica, Maio de 2002. 19. CREAX, “ABSTRACT thinking for CONCRETE solutions”, em file:///C:/Users/Sylvio/Downloads/creaxabstractthinkingforconcretesolutions- 140218023232-phpapp01.pdf (Último acesso em 10/03/2014). 20. DEWULF, Simon, “Directed Variation, Piston Ring Case” em http://www.triz- journal.com/archives/2006/01/02.pdf