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Educaçaõ Física

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Apostila de Educação Física do Professor Hecctor.

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  • 1. 11. CAPACIDADES FÍSICAS BÁSICAS Para a prática de uma atividade física, coloca-se em jogo várias capacidades físicas. Capacidadesfísicas são ações musculares e processos motores que dizem respeito à formação corporal e a técnica demovimentos, ou seja, qualidades que fazem parte de nosso corpo, essenciais para uma vida ativa esaudável. Entre as capacidades físicas, podemos citar: a coordenação, a flexibilidade, resistência, velocidade,força, agilidade e equilíbrio. Cada um delas tem características, desenvolvimento e curiosidades muitopeculiares. Quando assistimos ao desempenho de um atleta vencendo obstáculos, podemos ter certeza de queele está utilizando uma ou mais capacidades físicas. Mas o cidadão que não pratica esporte de alto níveltambém deve melhorar o nível de suas capacidades físicas se estiver interessado em manter uma boapostura, resolver as tarefas do cotidiano ou mesmo praticar atividade física voltada para o lazer.(DARIDO E JUNIOR, 2007).1.1 COORDENAÇÃO A coordenação motora é a capacidade do cérebro de equilibraros movimentos do corpo, mais especificamente dos músculos e dasarticulações. Pode-se verificar o desempenho motor de uma pessoaatravés de sua agilidade, velocidade e energia.A coordenação motora é dividida em: • Coordenação geral • Coordenação geral especifica • Coordenação fina Coordenação motora grossa ou geral - que visa utilizar os grandes músculos (esqueléticos) deforma mais eficaz tornando o espaço mais tolerável à dominação do corpo, de fora global mais eficiente,plástica e econômica. Este tipo de coordenação permite a criança ou adulto dominar o corpo no espaço,controlando os movimentos mais rudes. Ex: andar, pular, rastejar e etc. Coordenação geral especifica - permite controlar movimentos específicos de uma atividade. Ex: chutar uma bola (futebol), arremessar (basquete) e etc. Coordenação motora fina - que visa utilizar os pequenos músculos de forma mais eficaz tornandoo ambiente controlável pelo corpo para o manuseio de objetos, produzindo assim movimentos delicadose específicos. Ex: recortar, lançar ao alvo, escrever, digitar e etc. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 2. 21.2 FLEXIBILIDADE Flexibilidade - É capacidade de aproveitar as possibilidades demovimentos articulares, os mais amplos possíveis, em todas asdireções. Em diversos esportes e atividades físicas, pode-se percebera influencia de flexibilidade na execução de movimentos. Amplitude de Movimento - Dimensão do deslocamento docorpo ou de seus segmentos entre certos pontos, de orientaçãoconvencionalmente escolhida, expressada em graus e unidadeslineares. Mobilidade - Refere-se à amplitude de movimento permitida pela articulação em função de seusdiversos componentes. Elasticidade - Diz-se à capacidade de extensão elástica dos componentes. Plasticidade - É a capacidade dos elementos articulares de se distendem e não retornarem à suamedida inicial. Em parte, no caso dos componentes articulares, a deformação é apenas temporária,porém, uma pequena parte das deformações plásticas ocorridas como resultado do treinamento deflexibilidade de alta intensidade são irreversíveis. Porque a flexibilidade é importante? • Para aumentar a qualidade e a quantidade dos movimentos; • Melhora a postura corporal; • Diminui os riscos de lesões; • Favorecer a maior mobilidade nas atividades diárias e esportivas. Ligamentos - tem baixo coeficiente de elasticidade e alto coeficiente de plasticidade. Tendões - tem baixo coeficiente de elasticidade e de plasticidade. Músculos - tem alto coeficiente de elasticidade, principalmente quando trabalhados para tal. Obs.: - Geralmente quando os limites são superados em seus coeficientes de elasticidade eplasticidade, causa o rompimento das estruturas e o surgimento de lesões. FATORES QUE LIMITAM A FLEXIBILIDADE INFLUÊNCIAS INTERNAS INFLUÊNCIAS EXTERNAS Tipo de articulação Temperatura ambiente Resistência interna da articulação Hora do dia Estrutura óssea que limita o movimento Idade Elasticidade do tecido muscular Gênero (masculino ou feminino) Elasticidade de tendões e ligamentos Roupa ou equipamentos inadequados Elasticidade da pele Nível de condicionamento Habilidade do músculo de contrair e relaxar de acordo Habilidade particular em alguns com a intensidade do movimento movimentos Temperatura das articulações associadas aos tecidos Recuperação da articulação ou músculo após uma lesãoQuanto a Flexibilidade: A flexibilidade é bastante específica para cada articulação podendo variar de indivíduo paraindivíduo e até no mesmo indivíduo com passar do tempo. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 3. 3Curiosidades e características da flexibilidade A flexibilidade sofre a influencia de alguns fatores que podem ser caracterizados pela idade e pelosexo. Do nascimento até a velhice, a flexibilidade tem picos e quedas. Nos bebês, as articulações nãoestão formadas por completo, por isso eles conseguem colocar os pés na boca. Até a fase pré-púbere, a flexibilidade é grande. Na adolescência, há uma diminuição, que tende ase acentuar na fase adulta e na velhice. As meninas, em geral, têm flexibilidade maior que os meninos, porque, entre outros fatores, elastendem a ter uma quantidade menor de massa muscular, possibilitando uma maior mobilidade articular.Existem meninos com mais flexibilidade do que as meninas, mas é uma minoria.Tipos de Flexibilidade: 1- Ativa - é a máxima amplitude que se pode obter através de movimentos efetuados pelos músculos de forma voluntária. 2- Passiva - é a máxima amplitude articular que se consegue em um movimento através da ação de uma segunda pessoa, aparelhos, força da gravidade, etc.1.3 RESISTÊNCIA Resistência – é a capacidade de realizar trabalho muscular com uma dada intensidade e duranteum determinado período de tempo. O principal fator limitante e que simultaneamente afeta o resultado éa fadiga. Considera-se que um atleta tem uma boa resistência quando não se cansa facilmente ou aindaquando consegue continuar a realizar um determinado movimento em estado de fadiga. Dentro docomplexo das capacidades motoras, a resistência é a capacidade que deve ser desenvolvida emprimeiro. Sem uma boa resistência é difícil repetir suficientemente outros tipos de treino de modo adesenvolver outros componentes da aptidão física.Tipos de resistências: • Resistência aeróbica; • Resistência anaeróbica. Resistência anaeróbia - É a capacidade de execução dedeterminada atividade com alta intensidade em um curto espaço de tempo,durante um período de tempo inferior a três minutos. O desenvolvimento daresistência anaeróbia em atletas de alto nível possibilita o prolongamentodos esforços máximos mantendo a velocidade e o ritmo do movimento,mesmo com o crescente débito de oxigênio, da conseqüente fadigamuscular e o aparecimento de uma solicitação mental progressiva. Resistência aeróbia – Esse tipo de resistência permite manter oesforço de intensidade moderada durante longo tempo, com equilíbrioentre o que se capta de oxigênio e o que se consome. A maratona, as corridas de longa distância do atletismo, como aprova de 10 mil metros, a marcha atlética, o triatlo, o duatlo, a nataçãode longa distância são exemplos de atividades físicas que requerembons níveis de resistência aeróbia. 1.4 VELOCIDADE Velocidade – É a capacidade de execução de um movimento ou cobertura de uma distância no menor tempo possível ou como a capacidade de realizar um esforço de máxima freqüência e amplitude de movimentos durante um tempo curto. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 4. 4 Podemos observar a velocidade em muitas atividades esportivas e recreativas, assim como nonosso cotidiano. Nas atividades esportivas, a velocidade aparece no futebol, no atletismo, no basquete,no vôlei, na natação. Nas atividades recreativas, está em jogos como pega-pega, pique-bandeira. Emnosso cotidiano, aparecem situações como “atravessar a rua correndo”, “correr porque vai chover”.A velocidade está dividida em três: Velocidade de reação - “tempo requerido para ser iniciada uma resposta a um estímulo específico”. Velocidade de deslocamento ou velocidade de movimento - “A capacidade máxima de um indivíduo deslocar-se de um ponto para outro”, sendo importantíssima nos esportes coletivos e no Atletismo (provas de velocidade). Velocidade de movimento dos membros (superiores ou inferiores) - “a habilidade de mover os braços ou pernas tão rápido quanto possível”.1.5 FORÇA Força - É a capacidade física que permite a um músculo ou umgrupo de músculos produzir uma tensão e vencer uma resistência naação de empurrar, tracionar, elevar, apertar, abaixar, segurar, etc. Tipos de Força: A força nunca aparece sob uma forma pura, masconstantemente como uma combinação, ou mais ou menos como umamistura de fatores físicos de condicionamento da “performance”. Sãoelas: Força dinâmica (isotônica) - É “o tipo de força que envolve asforças dos músculos nos membros em movimentos repetidos duranteum período de tempo”. Força de explosão (potência) - É a capacidade que o sistema neuromuscular tem de superarresistências com a maior velocidade de contração possível. Esta combinação de velocidade de contraçãomuscular e velocidade de movimento designam-se freqüentemente potência. Força estática (isométrica) - É “o tipo de força que explica o fato de haver força produzindo calor,e não havendo produção de trabalho em forma de movimento”.1.6 AGILIDADE Agilidade - É a capacidade de deslocar o corpo no espaço o mais rápido possível, mudando o centro de gravidade de posição, sem perder o equilíbrio e a coordenação dos movimentos. A agilidade aparece muito nas atividades esportivas e recreativas, assim como em movimentos relacionados ao nosso dia-a-dia. Por exemplo: nos esporte – basquete, esgrima, boxe, vôlei, tênis, futsal, futebol americano; nas atividades recreativas – pega-pega, queimada, pique-bandeira; nas atividades do cotidiano – o desviar de algum objeto lançado em nossa direção.1.7 EQUILÍBRIO Equilíbrio - É uma das capacidades físicas mais importantes e precisamos dele em diferentessituações: ficar em pé, andar, andar de bicicleta, de patins, de skate, etc. É a capacidade de manter o corpo estável em uma posição estática ou em movimento. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 5. 5 Os principais órgãos responsáveis pelo equilíbrio são o labirinto do ouvido interno e o cerebelo, quetem influência no equilíbrio por ser responsável pela coordenação de todos os movimentos. A posição da cabeça nas atividades é importante para a manutenção ou perda do equilíbrio.Observe uma bailarina quando faz giros, ela está sempre olhando para um ponto fixo e só gira a cabeçaapós o corpo girar, sem tirar o olho do ponto. Há alguns tipos de equilíbrio. O equilíbrio dinâmico é aquele queo indivíduo mantém equilibrando-se durante um movimento. Porexemplo, quando andamos de bicicleta, quando andamos em um muro,quando corremos. O equilíbrio estático é a capacidade de equilibrar-seem uma posição estática, sem movimento. Esse equilíbrio está presenteao ficarmos de pé por exemplo. O equilíbrio de recuperação é acapacidade de recuperar o equilíbrio em uma posição específica, apóssofrer um desequilíbrio. Por exemplo, quando um ginasta sai da barrafixa, ou cavalo, após um salto, e tem que cair de pé, sem mover os doispés para frente ou para trás.Atividade:1. Marque V para afirmativa verdadeira e F para afirmativa falsa: a) O desenvolvimento da força depende de alguns fatores, dentre eles, a idade e o sexo. ( ) b) A força aumenta desde o nascimento até a idade adulta, diminuindo na velhice. ( ) c) Existem mulheres “mais fortes” do que os homens. ( ) d) Pessoas altas são sempre mais fortes do que as mais “baixinhas”. ( ) e) Na maioria dos casos, os homens são mais fortes que as mulheres, em virtude da diferença de massa muscular. ( ) f) A flexibilidade diminui com a idade. ( ) g) Exercícios de alongamento são importantes no ganho da flexibilidade. ( ) h) As moças, geralmente, têm mais flexibilidade do que os rapazes. ( ) i) A flexibilidade é uma capacidade física não treinável. ( ) j) As capacidades físicas só são necessárias para atletas. ( )2. Assinale a segunda coluna de acordo com a primeira (deve-se analisar a capacidade física que estásendo mais exigida):( 1 ) Resistência ( ) Escrever uma carta( 2 ) Velocidade ( ) Exercícios de alongamento( 3 ) Força ( ) Correr por 10 km( 4 ) Agilidade ( ) Desviar de um soco no boxe( 5 ) Flexibilidade ( ) 50 metros livre na natação( 6 ) Equilíbrio ( ) Deslocar uma TV da sala ao quarto( 7 ) Coordenação ( ) Fazer uma faxina completa em casa ( ) Andar sobre um muro ( ) Dar uma finta no basquete ( ) 100 metros rasos no atletismo ( ) Ficar em pé por 30 minutos na fila do banco APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 6. 62. INTRODUÇÃO AOS PRIMEIROS SOCORROS O corpo de bombeiros define socorros de urgência, ou primeiros socorros, como as medidasinicialmente tomadas por alguém que esteja qualificado para prestar o socorro, a fim de manter os sinaisvitais e evitar o agravamento de lesões já existentes em uma pessoa que esteja fora do ambientehospitalar. Já segundo a Cruz Vermelha Americana, socorros de urgência são os cuidados imediatamenteprestados a quem esteja lesionado ou subitamente adoecido. Quem presta os socorros de urgênciaprecisa saber também que encorajar aquele que recebe os socorros, com palavras tranquilizadoras emotivadoras, que demonstrem sua competência para socorrer. Assim, quem presta socorros deve saber o que fazer e o que não fazer, evitando os errosfrequentemente cometidos por quem não está preparado para lidar com situações de urgência. Adiferença entre a vida e a morte (em casos mais extremos) ou entre uma rápida recuperação ou um longoperíodo de hospitalização e tratamento pode depender da qualidade dos conhecimentos sobre socorrosde urgência daquele que presta esse atendimento. Quando estamos em uma atividade corporal, seja em uma aula de educação física na escola, sejauma atividade esportiva ou recreativa, o risco de ocorrer uma lesão ou um acidente está semprepresente. Em tais situações, precisamos saber como fazer para prestar socorro a quem está lesionado,acidentado ou subitamente se sente mal. Toda pessoa que for realizar o atendimento pré hospitalar (APH), mais conhecido como primeirossocorros, deve antes de tudo, atentar para a sua própria segurança. O impulso de ajudar a outraspessoas, não justifica a tomada de atitudes inconseqüentes, que acabem transformando-o em mais umavítima. A seriedade e o respeito são premissas básicas para um bom atendimento de APH (primeirossocorros). Para tanto, evite que a vítima seja exposta desnecessariamente e mantenha o devido sigilosobre as informações pessoais que ela lhe revele durante o atendimento. Quando se está lidando com vidas, o tempo é um fator que não deve ser desprezado em hipótesealguma. A demora na prestação do atendimento pode definir a vida ou a morte da vítima, assim comoprocedimentos inadequados.Importante lembrar que um ser humano pode passar até três semanas sem comida, uma semana semágua, porém, pouco provável, que sobreviva mais que cinco minutos sem oxigênio.2.1 ALGUNS CONCEITOS APLICADOS AOS PRIMEIROS SOCORROSPrimeiros Socorros: São os cuidados imediatos prestados a uma pessoa, fora do ambiente hospitalar,cujo estado físico, psíquico e ou emocional coloquem em perigo sua vida ou sua saúde, com o objetivode manter suas funções vitais e evitar o agravamento de suas condições (estabilização), até que recebaassistência médica especializada.Prestador de socorro: Pessoa leiga, mas com o mínimo de conhecimento capaz de prestar atendimentoà uma vítima até a chegada do socorro especializado. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 7. 7Socorrista: É a pessoa tecnicamente capacitada para, com segurança, avaliar e identificar problemasque comprometam a vida. Cabe ao socorrista prestar o adequado socorro pré-hospitalar e o transporte dopaciente sem agravar as lesões já existentes.Manutenção da Vida: Ações desenvolvidas com o objetivo de garantir a vida da vítima, sobrepondo à"qualidade de vida".Qualidade de Vida: Ações desenvolvidas para reduzir as seqüelas que possam surgir durante e após oatendimento.Urgência: Estado grave, que necessita atendimento médico, embora não seja necessariamente umaemergência. Ex: contusões leves, entorses, luxações.Emergência: Estado que necessita de encaminhamento rápido ao hospital. O tempo gasto entre omomento em que a vítima é encontrada e o seu encaminhamento deve ser o mais curto possível. Ex:Parada Cardiorrespiratória e hemorragias graves.Acidente: Fato do qual resultam pessoas feridas e/ou mortas que necessitam de atendimento.Incidente: Fato ou evento desastroso do qual não resulta pessoas mortas ou feridas, mas que podeoferecer risco futuro.Sinal: É a informação obtida a partir da observação da vítima.Sintoma: É informação a partir de um relato da vítima. Lembre-se!!! Acidentes ocorrem a qualquer hora, em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Devemos estar preparados para enfrentá-los, e da melhor maneira possível.2.2 OMISSÃO DE SOCORRO Deixar de prestar socorro, ou seja, não dar nenhuma assistência a vítima de acidente ou a pessoaem perigo iminente podendo fazê-lo, é crime segundo o artigo 135 do Código Penal Brasileiro. A omissão ou a falta de um pronto atendimento eficiente são os principais motivos de mortes oudanos irreversíveis em vítimas de acidentes de trânsito.2.3 OBJETIVOS DOS PRIMEIROS SOCORROS: Preservar a vida; Reduzir o sofrimento; Prevenir complicações; Proporcionar transporte adequado, possibilitando melhores condições para receber o tratamento definitivo.2.4 ATITUDES BÁSICASPara que se possa realizar o primeiro atendimento a uma vítima, é necessário algumas atitudes, como: Seriedade, compreensão e confiança; Manter a calma de si mesmo e das outras pessoas; Agilidade; Bom senso; Conhecimento técnico e científico; Agir com segurança para não se tornar outra vítima; Improviso; Jamais ultrapassar os limites de atuação; Não levar a mão à boca e olhos sem antes lavar com água e sabão; Utilizar luvas de borracha no atendimento; APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 8. 82.5 OS 10 MANDAMENTOS DO SOCORRISTA1º - Mantenha a calma;2º - Tenha em mente a seguinte ordem de segurança quando você estiver prestando socorro: primeiroeu (o socorrista), depois minha equipe (incluindo os transeuntes) e por ultimo a vítima. Isso parece sercontraditório à primeira vista, mas tem o intuito básico de não gerar novas vítimas;3º - Ao prestar socorro, é fundamental ligar para o atendimento pré-hospitalar assim que chegar ao localdo acidente. Podemos, por exemplo, discar 193 (número do corpo de bombeiros);4º - sempre verificar se há riscos no local, para você e sua equipe, antes de agir no acidente;5º - Mantenha sempre o bom-senso;6º - Mantenha o espírito de liderança, pedindo ajuda e afastando os curiosos;7º - Distribua tarefas, assim, os transeuntes que lhe atrapalhariam o ajudará e se sentirão mais úteis;8º - Evite manobras intempestivas (realizar de forma imprudente, com pressa);9º - Em caso de múltiplas vítimas, dê preferência aquelas que correm maior risco de vida como, porexemplo, vítimas em parada cardiorrespiratória ou que estejam sangrando muito;10º - Seja socorrista e não um herói (lembre-se do 2º mandamento).2.6 ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS Enquanto o socorro especializado não chegar, devemos tomar algumas precauções básicas. Antes de qualquer procedimento, avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos,para o acidentado e para você. EM HIPÓTESE NENHUMA PONHA SUA PRÓPRIA VIDA EM RISCO. Existem critérios internacionalmente aceitos, no que se refere a abordagem (atendimento) davítima. As etapas principais são as seguintes:2.6.1 PRINCIPAIS ETAPASAVALIAÇÃO PRIMÁRIAConsiste na primeira avaliação feita ao chegar ao local do acidente, antes de se iniciar o socorro:1º Avaliar o Local É importante observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: Fios elétricos soltos e desencapados; tráfego de veículos; andaimes; vazamento de gás; máquinas funcionando; risco de desmoronamento, explosão, queda de objetos, etc.; Assumir o controle da situação; Evitar o pânico e afastar os curiosos.2º Avaliar a Vítima - o estado que ela se encontra: Neste momento deverá ser feito um rápido exame da vítima, obedecendo a uma sequênciapadronizada e corrigindo imediatamente os problemas encontrados.O exame deverá ser feito rigorosamente nessa seqüência: O “ABCDE” da vida. A - Abertura das vias aéreas com controle cervical - Estão desobstruídas? Existe lesão da cervical? B - Boa ventilação, respiração - Está adequada? C - Circulação, hemorragia e controle do choque - Existe pulso palpável? Há hemorragias graves? D - Distúrbio neurológico, nível de consciência; E - Exposição e proteção da vítima APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 9. 9AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA É realizado após a estabilização dos sinais vitais da vítima. Consiste em uma avaliação minuciosa,a qual se inicia na cabeça e vai até os pés, na parte anterior (frente) e posterior (costas), identificandolesões que apesar de sua gravidade não colocam a vítima em risco iminente de morte.2.6.2 CLASSIFICAÇÃO DA VÍTIMA Pelo histórico do acidente deve-se observar indícios que possam ajudar ao prestador de socorroclassificar a vítima como clínica ou traumática.Vítima Clínica: apresenta sinais e sintomas de disfunções com natureza fisiológica, como doenças, etc.Vítima de Trauma: apresenta sinais e sintomas de natureza traumática, como possíveis fraturas.Devemos nesses casos atentar para a imobilização e estabilização da região suspeita de lesão.2.7 SINAIS VITAIS - FORMAS DE CHECAGEM: "VER / OUVIR / SENTIR" Sinais vitais são aqueles que indicam a existência de vida. São reflexos ou indícios que permitemconcluir sobre o estado geral de uma pessoa. Os sinais sobre o funcionamento do corpo humano quedevem ser compreendidos e conhecidos são: Temperatura (precisa de instrumental específico) Pulso - braquial e carotídeo Respiração - geralmente usa-se o dorso da mão para sentir Pressão arterial (precisa de instrumental específico)Parâmetros considerados normais para sinais vitais. Temperatura: 36.5º C; Pulso: 60 a 100 bpm; FR: 12 a 20 ipm; P.A: 120 x 80 mmHg. Os sinais vitais são sinais que podem ser facilmente percebidos, deduzindo-se assim, que naausência deles, existem alterações nas funções vitais do corpo2.7.1 TEMPERATURA CORPORAL A temperatura resulta do equilíbrio térmico mantido entre o ganho e a perda de calor pelo organismo. A temperatura é um importante indicador da atividade metabólica, já que o calor obtido nas reações metabólicas se propaga pelos tecidos e pelo sangue circulante. A temperatura do corpo humano está sujeita a variações individuais e a flutuações devido a fatores fisiológicos como: exercícios, digestão, temperatura ambiente e estado emocional. A avaliação diária da temperatura de uma pessoa em perfeito estado de saúde nunca é maior que um grau Celsius, sendo mais baixa pela manhã e um pouco elevada no final da tarde. Existe pequena elevação de temperatura nas mulheres após a ovulação, no período menstrual e no primeiro trimestre da gravidez. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 10. 10 Nosso corpo tem uma temperatura média normal que varia de 36 a 37ºC. A avaliação datemperatura é uma das maneiras de identificar o estado de uma pessoa, pois em algumas emergências atemperatura muda muito. O sistema termorregulador trabalha estimulando a perda de calor em ambientes de calor excessivoe acelerando os fenômenos metabólicos no frio para compensar a perda de calor. Graças a isto, ohomem é um ser homeotérmico que, ao contrário de outros animais, mantêm a temperatura do corpoconstante a despeito de fatores externos. VARIAÇÃO DE TEMPERATURA DO CORPO ESTADO TÉRMICO TEMPERATURA (ºC) Sub-normal 34-36 Normal 36-37 Estado febril 37-38 Febre 38-39 Febre alta (pirexia) 39-40 Febre muito alta (hiperpirexia) 40-41Perda de Calor O corpo humano perde calor através de vários processos que podem ser classificados da seguintemaneira:Eliminação - fezes, urina, saliva, respiração.Evaporação - a evaporação pela pele (perda passiva) associada à eliminação permitirá a perda de calorem elevadas temperaturas.Condução - é a troca de calor entre o sangue e o ambiente. Quanto maior é a quantidade de sangue quecircula sob a pele maior é a troca de calor com o meio. O aumento da circulação explica oavermelhamento da pele (hipermia) quando estamos com febre.Verificação da Temperatura Oral ou bucal - Temperatura média varia de 36,2 a 37ºC. O termômetro deve ficar por cerca detrês minutos, sob a língua, com o paciente sentado, semi-sentado (reclinado) ou deitado. Não se verifica a temperatura de vítimas inconscientes, crianças depois de ingerirem líquidos (friosou quentes) após a extração dentária ou inflamação na cavidade oral. Axilar - Temperatura média varia de 36 a 36,8ºC. A via axilar é a mais sujeita a fatores externos. Otermômetro deve ser mantido sob a axila seca, por 3 a 5 minutos, com o acidentado sentado, reclinadoou deitado. Não se verifica temperatura em vítimas de queimaduras no tórax, processos inflamatórios na axilaou fratura dos membros superiores. Retal - Temperatura média varia de 36,4 a 37ºC. O termômetro deverá ser lavado, seco elubrificado com vaselina e mantido dentro do reto por 3 minutos com o acidentado em decúbito lateral,com a flexão de um membro inferior sobre o outro. Não se verifica a temperatura retal em vítimas que tenham tido intervenção cirúrgica no reto, comabscesso retal ou perineorrafia. A verificação da temperatura retal é a mais precisa, pois é a que menos sofre influência de fatoresexternos. O instrumento padrão para a medida da temperatura corpórea é o termômetro clínico de vidro commercúrio. Em nosso meio, o método mais aceito é a temperatura axilar o que satisfaz plenamente aospropósitos clínicos. Vários instrumentos podem ser usados para a avaliação da temperatura da pele. Aliteratura internacional adota a medida da temperatura retal ou oral. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 11. 112.7.2 PULSO O pulso é a onda de distensão de uma artéria transmitida pela pressão que o coração exerce sobreo sangue. Esta onda é perceptível pela palpação de uma artéria e se repete com regularidade, segundoas batidas do coração. Existe uma relação direta entre a temperatura do corpo e a freqüência do pulso. Em geral, excetoem algumas febres, para cada grau de aumento de temperatura existe um aumento no número depulsações por minuto (cerca de 10 pulsações). O pulso pode ser apresentado variando de acordo com sua freqüência, regularidade, tensão evolume. a) Regularidade (alteração de ritmo) Pulso rítmico: normal Pulso arrítmico: anormal b) Tensão c) Freqüência - Existe uma variação média de acordo com a idade como pode ser visto no Quadro abaixo. PULSO NORMAL FAIXA ETÁRIA 60-100 bpm Adultos 80-90 bpm Crianças acima de 7 anos 80-120 bpm Crianças de 1 a 7 anos 110-130 bpm Crianças abaixo de um ano 130-160 bpm Recém-nascidos d) Volume - Pulso cheio: normal Pulso filiforme (fraco): anormal A alteração na freqüência do pulso denuncia alteração na quantidade de fluxo sanguíneo. As causas fisiológicas que aumentam os batimentos do pulso são: digestão, exercícios físicos,banho frio, estado de excitação emocional e qualquer estado de reatividade do organismo. No desmaio / síncope as pulsações diminuem. Através do pulso ou das pulsações do sangue dentro do corpo, é possível avaliar se a circulação eo funcionamento do coração estão normais ou não. Pode-se sentir o pulso com facilidade: Procurar acomodar o braço do acidentado em posição relaxada. Usar o dedo indicador, médio e anular sobre a artéria escolhida para sentir o pulso, fazendo uma leve pressão sobre qualquer um dos pontos onde se pode verificar mais facilmente o pulso de uma pessoa. Não usar o polegar para não correr o risco de sentir suas próprias pulsações. Contar no relógio as pulsações num período de 60 segundos. Neste período deve-se procurar observar a regularidade, a tensão, o volume e a freqüência do pulso. Existem no corpo vários locais onde se podem sentir os pulsos da corrente sanguínea.Recomenda-se não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isto pode impedir que se percebam os batimentos. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 12. 12 O pulso radial pode ser sentido na parte da frente do punho. Usar as pontas de 2 a 3 dedoslevemente sobre o pulso da pessoa do lado correspondente ao polegar, conforme a figura abaixo. O pulso carotídeo é o pulso sentido na artéria carótida que se localiza de cada lado do pescoço.Posicionam-se os dedos sem pressionar muito para não comprimir a artéria e impedir a percepção dopulso. Do ponto de vista prático, a artéria radial e carótida são mais fáceis para a localização do pulso,mas há outros pontos que não devem ser descartados.2.7.3 RESPIRAÇÃO A respiração é uma das funções essenciais à vida. É através dela que o corpo promovepermanentemente o suprimento de oxigênio necessário ao organismo, vital para a manutenção da vida. A respiração é comandada pelo Sistema Nervoso Central. Seu funcionamento processa-se demaneira involuntária e automática. É a respiração que permite a ventilação e a oxigenação do organismoe isto só ocorre através das vias aéreas desimpedidas. A observação e identificação do estado da respiração de um acidentado de qualquer tipo deafecção é conduta básica no atendimento de primeiros socorros. Muitas doenças, problemas clínicos eacidentes de maior ou menor proporção alteram parcialmente ou completamente o processo respiratório. Fatores diversos como secreções, vômito, corpo estranho, edema e até mesmo a própria línguapodem ocasionar a obstrução das vias aéreas. A obstrução produz asfixia que, se prolongada, resulta emparada cardiorrespiratória. O processo respiratório manifesta-se fisicamente através dos movimentos ritmados de inspiração eexpiração. Na inspiração existe a contração dos músculos que participam do processo respiratório, e naexpiração estes músculos relaxam-se espontaneamente. Quimicamente existe uma troca de gazes entreos meios externos e internos do corpo. O organismo recebe oxigênio atmosférico e elimina dióxido decarbono. Esta troca é a hematose, que é a transformação, no pulmão, do sangue venoso em sanguearterial. Deve-se saber identificar se a pessoa está respirando e como está respirando. A respiração podeser basicamente classificada por tipo e freqüência. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 13. 13 A freqüência da respiração é contada pela quantidade de vezes que uma pessoa realiza os movimentos combinados de inspiração e expiração em um minuto. Para se verificar a freqüência da respiração, conta-se o número de vezes que uma pessoa realiza os movimentos respiratórios: 01 inspiração + 01 expiração = 01 movimento respiratório. A contagem pode ser feita observando-se a elevação do tórax se o acidentado for mulher ou do abdome se for homem ou criança. Pode ser feita ainda contando-se as saídas de ar quente pelas narinas. A freqüência média por minuto dos movimentos respiratórios varia com a idade. Por exemplo: umadulto possui um valor médio respiratório de 12 - 20 respirações por minuto. FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (VALORES NORMAIS) FAIXA ETÁRIA FREQUENCIA RESPIRATÓRIA (ipm) Recém nascido 30-60 Lactente 24-40 Pré-escolar 22-34 Escolar 18-30 Adolescente 12-16 Adulto 12-20TIPOS DE RESPIRAÇÃO Eupnéia - Respiração que se processa por movimentos regulares, sem dificuldades, na freqüência média. Apnéia - É a ausência dos movimentos respiratórios, equivale à parada respiratória. Dispnéia - Dificuldade na execução dos movimentos respiratórios. Bradpnéia - Diminuição na frequência média dos movimentos respiratórios. Taquipnéia - Aceleração dos movimentos respiratórios. Ortopnéia - O acidentado só respira sentado. Hiperpnéia ou hiperventilação - É quando ocorre o aumento da freqüência e da profundidade dos movimentos respiratórios. Fatores fisiopatológicos podem alterar a necessidade de oxigênio ou a concentração de gáscarbônico no sangue. Isto contribui para a diminuição ou o aumento da freqüência dos movimentosrespiratórios. A nível fisiológico os exercícios físicos, as emoções fortes e banhos frios tendem aaumentar a freqüência respiratória. Em contra partida o banho quente e o sono a diminuem.2.7.4 PRESSÃO ARTERIAL A pressão arterial é a pressão do sangue, que depende da força de contração do coração, do grau de distensibilidade do sistema arterial, da quantidade de sangue e sua viscosidade. Uma pessoa com hipertensão deverá ser mantida com a cabeça elevada; deve ser acalmada; reduzir a ingestão de líquidos e sal e ficar sob observação permanente até a chegada do médico. No caso do hipotenso, deve-se promover a ingestão de líquidos com pitadas de sal, deitá-lo e chamar um médico. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 14. 14É importante perguntar à vítima sua pressão arterial e passar essa informação ao profissional que for prestar o socorro especializado. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL (> 18 ANOS DE IDADE) PAD (mmHg) PAS (mmHg) CLASSIFICAÇÃO <85 < 130 Normal 85-89 130-139 Normal limítrofe 90-99 140-159 Hipertensão leve (estágio 1) 100-109 160-179 Hipertensão moderada (estágio 2) ≥ 110 ≥ 180 Hipertensão grave (estágio 1) < 90 ≥ 140 Hipertensão Sistólica isolada2.8 SINAIS DE APOIO Além dos sinais vitais do funcionamento do corpo humano, existem outros que devem serobservados para obtenção de mais informações sobre o estado de saúde de uma pessoa. São os sinaisde apoio; sinais que o corpo emite em função do estado de funcionamento dos órgãos vitais. Os sinais de apoio podem ser alterados em casos de hemorragia, parada cardíaca ou uma fortebatida na cabeça, por exemplo. Os sinais de apoio tornam-se cada vez mais evidentes com oagravamento do estado do acidentado. Os principais sinais de apoio são: Dilatação e reatividade das pupilas Cor e umidade da pele Estado de consciência Motilidade e sensibilidade do corpo2.8.1 DILATAÇÃO E REATIVIDADE DAS PUPILAS A pupila é uma abertura no centro da íris - a parte colorida do olho - e sua função principal écontrolar a entrada de luz no olho para a formação das imagens que vemos. A pupila exposta à luz secontrai. Quando há pouca ou quase nenhuma luz a pupila se dilata, fica aberta. Quando a pupila estátotalmente dilatada, é sinal de que o cérebro não está recebendo oxigênio, exceto no uso de colíriosmidriáticos ou certos envenenamentos. A dilatação e reatividade das pupilas são um sinal de apoio importante. Muitas alterações doorganismo provocam reações nas pupilas. Certas condições de "stress", tensão, medo e estados de pré-choque também provocam consideráveis alterações nas pupilas. Devemos observar as pupilas de uma pessoa contra a luz de uma fonte lateral, de preferência como ambiente escurecido. Se não for possível deve-se olhar as pupilas contra a luz ambiente. MIOSE – Pupilas contraídas, sem reação a luz Lesões no sistema nervoso central. Abuso de drogas ANISOCORICA – Pupilas assimétricas (uma dilatada e outra contraída) Acidente vascular cerebral - AVC, Traumatismo crânio encefálico - TCE. MIDRIASE – Pupilas dilatadas Ambiente com pouca luz, anóxia ou hipóxia severa, inconsciência, estado de choque, parada cardíaca, hemorragia, TCE. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 15. 152.8.2 COR E UMIDADE DA PELE A cor e a umidade da pele são também sinais de apoio muito útil no reconhecimento do estadogeral de um acidentado. Uma pessoa pode apresentar a pele pálida, cianosada ou hiperemiada(avermelhada e quente). A cor e a umidade da pele devem ser observadas na face e nas extremidades dos membros, ondeas alterações se manifestam primeiro. A pele pode também ficar úmida e pegajosa. Pode-se observarestas alterações melhor no antebraço e na barriga. ALTERAÇÕES ORGÂNICAS QUE PROVOCAM ALTERAÇÕES NA COR E UMIDADE DA PELE ALTERAÇÃO OCORRÊNCIA Exposição ao frio, parada cardiorrespiratória, estado de choque, Cianose (pele azulada) morte. Hemorragia, parada cardiorrespiratória, exposição ao frio, Palidez extrema tensão emocional, estado de choque. Hiperemia (pele Febre, exposição a ambientes quentes, ingestão de bebidas vermelha e quente) alcoólicas, queimaduras de primeiro grau, traumatismo. Pele fria e viscosa ou Estado de choque úmida e pegajosa2.8.3 Estado de Consciência Este é outro sinal de apoio importante. A consciência plena é o estado em que uma pessoamantém o nível de lucidez que lhe permite perceber normalmente o ambiente que a cerca, com todos ossentidos saudáveis respondendo aos estímulos sensoriais. Quando se encontra um acidentado capaz de informar com clareza sobre o seu estado físico, pode-se dizer que esta pessoa está perfeitamente consciente. Há, no entanto, situações em que uma pessoapode apresentar sinais de apreensão excessiva, olhar assustado, face contraída e medo. Esta pessoacertamente não estará em seu pleno estado de consciência. Uma pessoa pode estar inconsciente por desmaio, estado de choque, estado de coma, convulsão,parada cardíaca, parada respiratória, alcoolismo, intoxicação por drogas e uma série de outrascircunstâncias de saúde e lesão. No desmaio há uma súbita e breve perda de consciência e diminuição do tônus muscular. Já oestado de coma é caracterizado por uma perda de consciência mais prolongada e profunda, podendo oacidentado deixar de apresentar gradativamente reação aos estímulos dolorosos e perda dos reflexos.2.8.4 Motilidade e Sensibilidade do Corpo Qualquer pessoa consciente que apresente dificuldade ou incapacidade de sentir ou movimentardeterminadas partes do corpo está obviamente fora de seu estado normal de saúde. A capacidade demover e sentir partes do corpo são um sinal que pode nos dar muitas informações. Quando há incapacidade de uma pessoa consciente realizar certos movimentos, pode-se suspeitarde uma paralisia da área que deveria ser movimentada. A incapacidade de mover o membro superiordepois de um acidente pode indicar lesão do nervo do membro. A incapacidade de movimento nosmembros inferiores pode indicar uma lesão da medula espinhal. O desvio da comissura labial (canto da boca) pode estar a indicar lesão cerebral ou de nervoperiférico (facial). Pede-se à vítima que sorria. Sua boca sorrirá torta, só de um lado. Pedir à vítima de acidente traumático que movimente os dedos de cada mão, a mão e os membrossuperiores, os dedos de cada pé, o pé e os membros inferiores Quando um acidentado perde o movimento voluntário de alguma parte do corpo, geralmente elatambém perde a sensibilidade no local. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 16. 16 Muitas vezes, porém, o movimento existe, mas o acidentado reclama de dormência e formigamentonas extremidades. É muito importante o reconhecimento destas duas situações, como um indício de quehá lesão na medula espinhal. É importante, também, nestes casos tomar muito cuidado com o manuseioe transporte do acidentado para evitar o agravamento da lesão. Convém ainda lembrar que o acidentadode histeria, alcoolismo agudo ou intoxicação por drogas, mesmo que sofra acidente traumático, pode nãosentir dor por várias horas.A verificação rápida e precisa dos sinais vitais e dos sinais de apoio é uma chave importante para o desempenho de primeiros socorros. O reconhecimento destes sinais dá suporte, rapidez e agilidade no atendimento e salvamento de vidas.DICAS IMPORTANTES!!! Toda vítima de trauma possui lesão cervical até provar o contrário! O estado de uma vítima é inversamente proporcional ao número de informações obtidas pelo socorrista. Não se administra nada via oral para vítimas inconscientes!Atividade: 1. Uma das ações do socorrista para manter a vítima viva é a estabilização dos seus sinais vitais. Cite quais são esses sinais: _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 2. Antes de proceder à avaliação secundária, o socorrista deverá realizar: a) O transporte, não se preocupando com qualquer análise. b) A avaliação secundária. c) A pesquisa do ambiente onde ocorreu o acidente, relacionando-o com os problemas da vítima. d) A avaliação primária, afastando todos os perigos que ameaçam a vida 3. Dentre os objetivos dos primeiros socorros estão: a) Preservar a vida. b) Manter a vítima sofrendo. c) Prevenir complicações. d) Proporcionar transporte adequado e) Os itens a, c e d estão corretas. 4. Midríase é o estado em que as pupilas encontram-se: a) Contraídas. b) Normais. c) Dilatadas. d) Assimétricas. 5. Existem no corpo vários locais onde se podem sentir os pulsos da corrente sanguínea, cite os dois principais. 1 _____________________________________ 2 ____________________________________ 6. Ao observar uma pessoa que acaba de acidentar-se o socorrista percebe que a vítima encontra-se em apnéia respiratória, isso significa que: a) A respiração apresenta movimentos regulares, sem dificuldades, na freqüência média. b) Há uma ausência dos movimentos respiratórios. c) Há uma diminuição na frequência média dos movimentos respiratórios. d) Há uma dificuldade na execução dos movimentos respiratórios. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 17. 173. POSTURA CORPORAL – COLUNA VERTEBRAL A inteligência e a capacidade de deslocamento e movimentação, executando tarefas com precisão,entre outros aspectos, é o que diferencia o ser humano de outros seres vivos. Com exceção da visão, nem mesmo os outros sentidos como o olfato e a audição são tãoimportantes para uma vida saudável como a motricidade da coluna e membros. A coluna vertebral suporta o peso do corpo, contém e protege a medula espinhal que conduz todosos estímulos nervosos do cérebro para os membros superiores, tronco e membros inferiores, permitindoe controlando todas as funções musculoesqueléticas, viscerais do abdômen e estrutural do tórax (pulmãoe coração). Qualquer doença que comprometa a coluna vertebral pode colocar em risco todas as estruturas efunções descritas. Na prática, os principais problemas da coluna vertebral são os degenerativos(desgastes) dos discos e articulações da coluna. Com o passar dos anos, o efeito da má postura, ganhode peso corporal, levantar e carregar pesos e a falta de condicionamento físico podem desencadearproblemas na coluna. O conhecimento da anatomia da coluna, como ela funciona, a importância de uma postura correta ede técnicas adequadas para a realização de esforços ou de levantar pesos, pode prevenir e proteger acoluna de lesões. O reforço muscular, através de exercícios adequados e condicionamento físico, também são úteisna prevenção de desgastes e lesões tanto no trabalho quanto fora dele. A coluna vertebral é parte subcranial do esqueleto axial. De forma muito simplificada, é uma hastefirme e flexível, constituída de elementos individuais unidos entre si por articulações, conectados porfortes ligamentos e suportados dinamicamente por uma poderosa massa musculotendinosa.3.1 ASPECTOS GERAIS3.1.1 ARRANJO ANATÔMICO GERAL DE COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma série de ossos individuais – asvértebras – que ao serem articulados constituem o eixo centralesquelético do corpo. A coluna vertebral é flexível porque as vértebrassão móveis, mas a sua estabilidade depende principalmente dosmúsculos e ligamentos. Embora seja uma entidade puramenteesquelética, do ponto de vista prático, quando nos referimos à “colunavertebral”, na verdade estamos também nos referindo ao seuconteúdo e aos seus anexos, que são os músculos, nervos e vasos APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 18. 18com ela relacionados. Seu comprimento é de aproximadamente dois quintos da altura total do corpo. A coluna vertebral, sob o ponto de vista de engenharia, é de uma constituição perfeita. Imaginem acoluna de um prédio que tivesse que suportar toda a estrutura e ao mesmo tempo tivesse quemovimentar esse prédio. Seria "impossível". Mas a espinha faz isso. Constituição óssea - A coluna é formada de 33 ossos que são chamados vértebras e está divididaem 4 regiões: a região cervical (pescoço), com 7 vértebras; a torácica ou dorsal, com 12; a lombar, com5; a região sacra, com 5 vértebras que se fundiram num só osso chamado sacro, e a região do cóccix,com 3 ou 4 vértebras, que também se fundiram em um só osso, o cóccix. É a região sacrococcigeana. As vértebras tornam-se progressivamente maiores na direção inferior até o sacro, tornando-se apartir daí sucessivamente menores.3.1.2 REGIÕES DA COLUNA VERTEBRALA coluna vertebral do adulto apresenta quatro curvaturas: cervical, torácica, lombar e sacral. Essascurvaturas ajudam a centralizar a cabeça sobre o corpo, proporcionando um equilíbrio para andar naposição ereta. É também a responsável pela proteção da Medula Espinhal. Esta estrutura (medula) é devital importância no organismo humano, pois todo o comando do Sistema Nervoso depende daintegridade medular, que está contido dentro do canal vertebral. 1. Cervical: constitui o esqueleto axial do pescoço e suporte da cabeça. 2. Torácica: suporta a cavidade torácica. 3. Lombar: suporta a cavidade abdominal e permite mobilidade entre a parte torácica do tronco e a pelve. 4. Sacral: une a coluna vertebral à cintura pélvica. 5. Coccígea: é uma estrutura rudimentar em humanos, mas possui função no suporte do assoalho pélvico. Como já vimos, a coluna é um eixo central do corpo humano, portanto ela apresenta uma série decurvaturas conforme a nossa postura, por isso, quanto mais errado a postura, mais deformidadesocorrerão na coluna, podendo ocasionar serias lesões, como a hérnia de disco, osteófitos (bico depapagaio), escoliose, lordose, cifose, gibosidade (corcunda), etc. A maioria destes desvios da coluna causa pinçamento de nervos quepartem de dentro da coluna. O mais famoso deles é o nervo ciático(popularmente chamada de dor ciática). Diversos fatores podem interferir para o desenvolvimento destaslombalgias, tais como: dormir em posição errada, carregar objetos deforma incorreta, posturas inadequadas, movimentos bruscos, entre outros. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 19. 193.2 PRINCIPAIS PROBLEMAS POSTURAIS A coluna vertebral possui 3 tipos de curvas: a lordose, a cifose e a escoliose . A lordose é presente na coluna cervical e na coluna lombar e a cifose é presente na coluna torácica. A presença dessas duas curvas é NORMAL nesses níveis ao lado, fazendo parte das curvaturas normais da coluna. Apenas em casos em que a lordose e a cifose aparecem em grau aumentado é que são consideradas anormais e devem ser investigadas. O aumento acentuado (anormal) do grau da cifose e da lordose são denominados de: • Hipercifose; • Hiperlordose. • A Escoliose é sempre uma curva anormal.3.2.1 ESCOLIOSEDefinição A escoliose é uma ou mais curvaturas laterais anormal, que atinge geralmente as vértebras torácicas. Ela pode ser do tipo funcional (ou fisiológica) e estrutural (patológica). No caso da escoliose funcional a coluna curva-se lateralmente devido à diferença de peso nas duas metades do corpo em conseqüência: • Da poliomielite; • Da diferença de comprimento dos membros inferiores, devido às fraturas mal reduzidas, a uma prótese mal adaptada ou a um joelho valgo unilateral; • De uma má postura. A escoliose estrutural, geralmente aparece na infância e é progressiva. A causa é o crescimento desigual das vértebras. Dependendo da gravidade da curvatura, esta pode comprimir órgãos abdominais e também prejudicar a respiração. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 20. 203.2.2 HIPERCIFOSEDefinição A cifose é uma acentuada curvatura torácica,deixando a pessoa com aspecto de corcunda. Ascausas mais importantes dessa deformidade são a mápostura e o condicionamento físico insuficiente. 3.2.3 HIPERLORDOSE Definição A Lordose é um aumento exagerado nas curvaturas cervical e/ou lombar. Pode ser uma compensação de uma cifose ou à flacidez muscular com um ou sem aumento de peso anterior à coluna – como na obesidade e na gravidez. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 21. 213.3 DICAS PARA UMA POSTURA SAUDÁVEL3.3.1 POSTURA AO ANDAR √ CERTO X ERRADO A má postura ao andar é a causa de muitas dores. Procure andar o mais ereto possível, sempre olhando acima da linha do horizonte. Um bom treino é andar em casa com um livro sobre a cabeça.3.3.2 POSTURA AO LEVANTAR PESOS √ CERTO X ERRADO A maneira correta para levantar pesos e volumes exige a flexão dosjoelhos e aproximação do objeto junto ao corpo, agachando-se seminclinar o corpo para frente. Contraindo a musculatura abdominal, com a coluna ereta force osmúsculos das coxas e pernas para elevar o peso. Utilizando asarticulações dos quadris, joelhos e tornozelos, pode-se atenuar a pressãoe esforços sobre as delicadas articulações da coluna vertebral. Se oobjeto é muito pesado para ser elevado com segurança ou se você nãoconsegue se posicionar corretamente, solicite auxílio de outra pessoa.3.3.3 POSTURA SENTADO √ CERTO X ERRADO Quando sentado, procure manter sua coluna bem posicionada utilizando uma cadeira que ofereça suporte à sua curvatura lombar (lordose).3.3.4 POSTURA DEITADO Sua coluna também necessita de suporte √ CERTO X ERRADOquando você está deitado. Procure utilizar colchão firme e manter osjoelhos dobrados (fletidos) para preservação dobalanço e equilíbrio da coluna. Um colchão muitomacio permite o corpo afundar causando torções àcoluna. Quando se está deitado de barriga para cima,o posicionamento de uma almofada ou travesseiro sobos joelhos também é útil para a manutenção doposicionamento correto e relaxamento da musculaturadas costas. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 22. 223.3.5 POSTURA AO LEVAR UMA MOCHILA OU SACOLA √ CERTO X ERRADO No transporte das mochilas no ombro, tome cuidado para não compensar o peso da mochila com a inclinação do tronco para frente. Os alunos que transportam a mochila através de alças e rodinhas devem variar o lado que carregam as mochilas, ora no lado direito ora no lado esquerdo. Isso ajuda a evitar um “vício” postural inadequado. No caso de sacola cheia, tentar dividir o peso em duas sacolas e levar uma em cada lado, distribuindo melhor o peso. Compreender que o nosso corpo e a nossa mente recebem influências no nosso dia-a-dia é de fundamental importância para entendermos os cuidados que devemos ter com eles. Um aspecto bem interessante é analisarmos nossa postura e nosso comportamento durante o dia, e verificar se estamos sentando corretamente e alinhados, se ao ficar muito tempo em pé numa fila estamos nos apoiando o tempo inteiro apenas numa das pernas, poisestes fatos podem nos ajudar a identificar compensações estabelecidas ao nosso corpo que interferemna postura corporal, e conseqüentemente em nossa saúde. Ao ficar sentado em frente ao computador procure manter o corpo ereto e os pés apoiados no chão,evite ficar com as pernas cruzadas e os joelhos muito flexionados. Observe se você não está projetandopara frente a cabeça e mantenha-a alinhada com seu tronco. CUIDADOS BÁSICOS PARA VOCÊ TER UMA COLUNA VERTEBRAL SAUDÁVEL!!! 1 - Evite assistir televisão deitado. 2 - Evite ficar muito tempo com a cabeça baixa como ao passar roupa, fazer tricô e nos casos de leitura prolongada. 3 - Evite flexionar (dobrar) a coluna para pegar objetos ou peso do chão. Procure sempre se agachar (dobrar os joelhos). 4 - Evitar ou Reduzir o excesso de peso (obesidade). 5 - Procure sentar de maneira correta, evite sofá muito macio e cadeira sem encosto ou banquinho. 6 - Procure fazer períodos de intervalo no uso do computador. 7 - Caminhe com a coluna reta, olhando para frente.8 - Pratica de atividade física (como a caminhada) regularmente.9 - Procure adaptar os móveis de sua casa e do trabalho de acordo com a sua altura (por exemplo a piada cozinha, o tanque de lavar roupa, a mesa ou escrivaninha).10 - Evite carregar peso somente de um lado.11 - Evite dormir de bruços (de barriga para baixo).12 - Evite fazer musculação sem uma orientação adequada.13 - Evite usar sapato de salto muito alto.14 - Evite se virar bruscamente para olhar atrás de você. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 23. 23Atividade:Faça uma pesquisa em livros e/ou internet e responda: 1. Qual a definição de postura? _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 2. Existe uma “postura correta” para todas as pessoas? _______________________________________________________________________________ 3. Escolha uma atividade que você faz durante o dia (brincar, ver televisão, andar, dormir, etc.). Como você acha que a sua coluna vertebral permanece enquanto você realiza esta atividade? _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 4. Realize uma pesquisa em sua escola, sobre o número de alunos que relatam sentir dor nas costas devido à má postura e/ou problemas na coluna. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 24. 244. CORPORIEDADE A corporeidade constitui-se das dimensões: Física (estrutura física biofísico-motora organizadora de todas as dimensões humanas); Emocional (instinto, afeto); Mental espiritual (cognição, razão, pensamento, idéia, consciência); Sócio-histórico-cultural (valores, hábitos). Sendo assim, corporeidade é a maneira pela qual o cérebro reconhece e utiliza o corpo como instrumento relacional com o mundo. O corpo é movido por intenções provenientes da mente. As intenções manifestam-se através do corpo, que interage com o mundo, que dá uma resposta para o corpo, que informa a mente através de seus órgãos sensoriais, que, analisando as respostas obtidas do ambiente, muda ou reafirma suas intenções, utilizando o corpo para novas manifestações, enfim, é sentir e utilizar o corpo como ferramenta de manifestação e interação com o mundo. Corporeidade é o seu modo de ser e estar no mundo com e através do corpo. É uma expressãoprópria dos seres humanos. É o jeito de o ser humano se expressar e comunicar. Ignorando essa formaúnica de ser, a sociedade impõe padrões estéticos corporais a serem seguidos, tendo os jovens comoalvo predileto. O apelo para que se transforme o corpo e o adapte a um padrão corporal imposto pela culturamovimenta o mercado de consumo. Este vende dietas, vitaminas, suplementos alimentares, modaesportiva, bebidas isotônicas, ginástica e exercícios. Publicações especializadas na “venda” do corpo sãocomuns em bancas. A indústria de cosméticos, produtos estéticos, cirurgia plástica e programas de TVcompletam o quadro. O propósito é ser padrão, não há respeito à corporeidade e sim a imposição dabusca do corpo dito aceitável socialmente. Diante de um apelo diário pela busca da estética corporal ideal, o corpo vem sendo padronizado.Na sociedade, os indivíduos se encontram reféns de modelos que, estampados nas mais diversas formasde venda de sua imagem, “estão prontos” a influenciar o corpo do outro a se transformar. Vivenciando, identificando e brincando com o corpo, a escola possibilita discussões sobre osestereótipos e estigmas corporais, e a dualidade mente/corpo.4.1 CONCEPÇÕES DE CORPO4.1.1 A sociedade do culto ao corpo perfeito Intensificação do culto à estética ao longo dos séculos pode ter colaborado para a transformaçãodo indivíduo em objeto. Produtos de beleza cada vez mais sofisticados, revistas que dão dicas para manter a boa forma,clínicas de estética e de cirurgia plástica, salões de cabeleireiros e academias de ginástica. Hoje omundo está cercado por serviços à disposição de quem deseja cuidar da aparência ou moldá-la. A preocupação do homem com o corpo, no entanto, não é recente. A origem do culto ao corporemonta à Antiguidade. Os gregos acreditavam, há cerca de 2.500 anos a.C., que a estética e o físicoeram tão importantes quanto o intelecto na busca pela perfeição – pensamento traduzido na frase “menssana in corpore sano” (mente saudável em corpo são) e na própria história das Olimpíadas. Após a Era Clássica, na Idade Média, as questões estéticas e o físico ficaram relegados aosegundo plano. Durante essa época, o corpo foi tratado pela sociedade de forma discreta, com todo odecoro exigido pelas crenças religiosas, e de acordo com as leis divinas. Apenas no século 18, nos anos que se seguiram às Revoluções Francesa e Industrial, o corpovoltou a ter destaque no cotidiano do homem ocidental. De acordo com o psicólogo Fernando de APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 25. 25Almeida Silveira, doutor em Filosofia e professor da Universidade Federal de São Paulo, com aqueda da aristocracia européia, a burguesia foi se auto-afirmando por meio de uma nova relação corpo-essência. "Se os nobres tinham suas origens genealógicas como diferencial, a burguesia passou adesenvolver a noção de um corpo disciplinado, saudável e longevo para se destacar tanto da aristocraciadecadente quanto do proletariado promíscuo e desregrado". Além disso, a partir desse período, o corpo que tinha condições de fornecer uma maiorprodutividade passou a ser mais valorizado devido à ascensão do Capitalismo Industrial. "Pouco tempodepois da primeira Revolução Industrial, no fim do século 19, o mundo assistiu ao chamado movimentoginástico europeu, que buscava construir homens ideais para esse novo modelo de sistema, mais fortese saudáveis, por meio da difusão de métodos de ginástica", ressalta o professor de EducaçãoFísica da Universidade Metodista de São Paulo, Wilson Alviano. No século 21, com a pressão dos ideais de beleza impostos pela indústria da moda e alimentadospela mídia, a valorização do corpo perfeito tornou-se uma obsessão global. Hoje cada vez mais pessoasbuscam formas de transformar o físico, em busca da perfeição de acordo com os padrões.Segundo Alviano, essa intensificação do culto à estética já traz danos notórios para a sociedade."Doenças como anorexia, bulimia e vigorexia [transtorno caracterizado pela prática de exercícios físicosem excesso] tomaram um vulto assustador. Muitos colocam suas vidas em risco, consumindo remédiospara emagrecer e anabolizantes ou até mesmo fazendo cirurgias desnecessárias." Para o psicólogo Fernando de Almeida Silveira, o maior prejuízo da valorização exagerada da boaaparência é o fortalecimento da concepção de corpo-objeto. "As pessoas passaram a enxergar o corpohoje como uma coisa moldável, conforme certos padrões estéticos, fomentados por uma pressão socialde classe. Nesse sentido, o físico, os sentidos e a alma são massificados por conta dessa ditadura deidealização da beleza". Alviano completa: "Com essa transformação do corpo em coisa, o próprioindivíduo se reduziu a um objeto, que só possui valor como ostentação dentro dos padrõespreestabelecidos". Por Renata Firace4.1.2 Corpo, consumo e mídia O fim do século passado e o início deste configuram um novo estágio do capitalismo, denominadopor muitos, globalização, ou ainda, ocidentalização do mundo. Nessa fase, a comunicação, odesenvolvimento tecnológico e a economia vêm trazendo uma acelerada transformação nas sociedadese, ao mesmo tempo, profundas mudanças no nosso modo de ser, viver, aprender, sentir, pensar e agir. Vivemos em um sistema capitalista, somos impulsionados a produzir e consumir produtos. Por isso,passamos a maior parte do tempo envolvidos com o trabalho, dimensão da vida humana que nos permiteatender a toda ordem de necessidades - as essenciais para nossa sobrevivência e as criadas pelopróprio sistema. O - deus mercado , muitas vezes, interfere também em nossas opções de lazer com afamília e amigos, principalmente, sobre a influência da indústria cultural. É nesta lógica que nosso corpo está inserido: por meio dele estamos neste mundo. A partir de suasinterações com outros corpos, espaços e culturas, construímos nossas identidades e subjetividades,pensamentos e valores. Então, vamos focar nosso olhar sobre a corporeidade (ou as questões relativasao corpo) no mundo contemporâneo. Você deve ter observado que os corpos presentes na telinha (principalmente nas propagandas enovelas) são, em sua maioria, corpos bonitos, sarados, brancos, louros, jovens, viris, belos, bemcuidados, ágeis e felizes. Corpos gordos, velhos, flácidos, não são reproduzidos, mas escondidos,disfarçados e dissimulados. Quase sempre, apenas nos telejornais, é comum aparecerem os corpos docotidiano, de gente simples, ligados muitas vezes à pobreza, violência, tragédia e assim por diante. Isto nos faz pensar que existe um modelo de corpo desejado e suscitado pela mídia, que otransforma em objeto a ser conquistado e comprado. Torna-se algo idealizado e, na atualidade, ésinônimo de saudável, belo, atlético, como se esse modelo de corpo fosse a única possibilidade de ser.Vivemos uma verdadeira tirania da aparência em que o corpo tem sido mais valorizado por suaspróteses, enfeites, vestuário, enfim, pelo que tem e não pelo que é. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 26. 26 Assim, o corpo se torna uma mercadoria como qualquer outra. Compram-se seios, nádegas,narizes, orelhas. Eliminam-se os sinais de envelhecimento mudando a cor dos cabelos, injetando produtos paraminimizar as rugas, etc. O corpo é o principal estímulo da indústria da beleza associada à imagem dejuventude que esbanja saúde, alegria. Em nome da beleza (veja bem, da beleza e não da saúde e daqualidade de vida) consomem-se roupas, alimentos, adereços, aparelhos, suplementos, silicones,imagens e exercícios físicos. Essa mercantilização dos corpos tem estimulado o comércio e o consumode produtos. O próprio corpo tornou-se veículo utilizado para vender os mais variados tipos de produtos. Nesse mercado do corpo, aqueles que não têm acesso aos produtos de consumo tornam-se,muitas vezes, mercadorias baratas. Num país marcado pela desigualdade social, e também racial, comoé o nosso, os representantes de etnias negras e indígenas são os mais atingidos. Leia a poesia do poeta mineiro Carlos Drumond de Andrade, escrita no início da década de 40, noséculo XX, período em que o Brasil estava vivendo o início de seu processo de industrialização: Sensívelàs mudanças que vinham ocorrendo em nossa sociedade naquela época, o poeta antecipa seu olharsobre suas implicações para os corpos.Eu, etiqueta com outros seres diversos e conscientes de sua humana invencível condição.Em minha calça está grudado um nome Agora sou anúncio,que não é meu de batismo ou de cartório, ora vulgar, ora bizarro,um nome... estranho. em língua nacional ou em qualquer línguaMeu blusão traz lembrete de bebida (qualquer, principalmente).que jamais pus na boca, nesta vida. E nisto me comprazo, tiro glóriaEm minha camiseta, a marca de cigarro de minha anulação.que não fumo, até hoje não fumei. Não sou - vê lá - anúncio contratado.Minhas meias falam de produto Eu é que mimosamente pagoque nunca experimentei para anunciar, para vendermas são comunicados a meus pés. em bares, festas, praias, pérgulas piscinas,Meu tênis é proclama colorido e bem à vista exibo esta etiquetade alguma coisa não provada global no corpo que desistepor este provador de idade. de ser veste e sandália de uma essênciaMeu lenço, meu relógio, meu chaveiro, tão viva, independente,minha gravata e cinto e escova e pente, que moda ou suborno algum compromete.meu copo, minha xícara, Onde terei jogado foraminha toalha de banho e sabonete, meu gosto e capacidade de escolher,meu isso, meu aquilo, minhas indiossicrasias tão pessoais,desde a cabeça até o bico dos sapatos, tão minhas que no rosto se espelhavam,são mensagens, e cada gesto, cada olhar,letras falantes, cada vinco de roupagritos visuais, resumia uma estética?ordem de uso, abuso, reincidência, Hoje sou costurado, sou tecido,costume, hábito, preemência, sou gravado de forma universal,indispensabilidade, saio da estamparia, não de casa,e fazem de mim homem-anúncio itinerante, da vitrine me tiram, me recolocam,escravo da matéria anunciada. objeto pulsante mas objetoEstou, estou na moda. que se oferece como signo dos outrosÉ doce estar na moda, ainda que a moda objetos estáticos, tarifados.seja negar minha identidade, Por me ostentar assim, tão orgulhosotrocá-la por mil, açambarcando de ser não eu, mas artigo industrial,todas as marcas registradas, peço que meu nome retifiquem.todos os logotipos de mercado. Já não me convém o título de homem,Com que inocência demito-me de ser meu nome novo é coisa.eu que antes era e me sabia Eu sou a coisa, coisamente.tão diverso de outros, tão mim-mesmo,ser pensante, sentinte e solitário APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 27. 27 Assim como denunciado pelo poeta, podemos perceber que é uma tendência do mundo modernoreproduzir a mesma lógica do mercado, isto é, o corpo é explorado economicamente e utilizado paravender e consumir produtos de toda natureza, mesmo que não sejam tão recomendáveis como asbebidas e os cigarros. Mulheres sedutoras vendem produtos destinados ao público masculino e, ocontrário, recentemente, também tem acontecido. É o caso, por exemplo, das propagandas de cerveja.Como as mulheres já constituem parte considerável do público que usufrui o produto, é hora de usarmodelos, atores e outros ícones da beleza e do sucesso masculino, com o fim único de vender mais emais, lucrar mais e mais. São comerciais planejados e preparados para atingir uma determinadacamada da população, cada vez mais vulnerável a essa visão estereotipada propagada pela mídia –corpos jovens perfeitos, como modelos a serem copiados e reproduzidos.4.1.3 A mulher magra que é admirada hoje seria considerada feia até pouco tempo atrás. No mundo atual, e no Brasil principalmente, a busca pela beleza e pela juventude está em todo o lugar. O apelo vem da televisão, do cinema, das propagandas onde homens e mulheres parecem ter vindo do Olimpo, sem qualquer imperfeição física. Na modernidade, a busca pela beleza virou comércio e movimenta bilhões de dólares em cosméticos, cirurgias plásticas, tratamentos contra rugas, celulites e gordurinhas inconvenientes. Está declarada a guerra contra a natureza que criou o envelhecimento. E nessa batalha, a pressão pela beleza recai com mais força sobre as mulheres. O poeta Vinicius de Moraes resumiu a situação com certa crueldade quando disse simplesmente: as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental. Mas a revolta da humanidade com o passar do tempo vem de longa data. A Grécia Antigaadmirava a beleza dos corpos e cultuava deuses imortais, sempre jovens e sedutores. A filósofa Mariade Lourdes Borges, da Universidade Federal de Santa Catarina, lembra que a busca pela beleza e pelajuventude são universais. "A busca da beleza é natural. A busca da juventude é natural, no sentido de que isso acontece emtodas as civilizações. Isso vem na nossa consciência que somos finitos, nós tememos a morte, nãoqueremos a morte. Nós sentimos que quando o nosso corpo envelhece isso significa uma certaproximidade maior da morte. Então de certa maneira é natural que tanto homens quanto mulheresqueiram manter a juventude" Mas o que é ser belo? Essa pergunta já teve diversas respostas ao longoda história. Mas algumas características aparecem em lugares e épocasdiferentes. A admiração pela simetria dos traços do rosto, os ombros fortes paraos homens e o corpo de violão para as mulheres são sinais de belezaconsiderados universais. Civilizações antigas fizeram imagens onde o barromoldou mulheres de quadris largos e seios fartos. Nas cavernas ou nas obras dearte de pintores como Boticcelli e Rubens, as mulheres eram admiradas porcurvas que permitiam uma barriguinha sem maiores traumas. O geneticista Renato Zambora aponta que a beleza é uma questão importante para que os homens escolham as esposas. E durante a evolução humana, a beleza feminina se relacionou com a capacidade de ter filhos. Mulheres gordas, de quadril largo e cintura fina, indicavam a possibilidade de gerar uma prole saudável. Zambora explica que a cultura pode criar padrões estéticos diferentes, como o culto à magreza que se vê hoje, mas o cérebro masculino continua reagindo à beleza da mesma forma que há milhares de anos. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 28. 28 Não é verdade que homens achem muito bonitas mulheres muito magras. Elas perdem os íconessexuais, a relação da cintura quadril fica prejudicada porque o quadril emagrece, e ficam praticamentecom ausência de mamas. O cérebro acaba não identificando aquilo como corpo de mulher. A historiadora Mary del Priore, indica que o primeiro documento sobre a beleza da mulherbrasileira seria a carta de Pero Vaz de Caminha, que louva a beleza da mulher indígena, descrita comolimpa e gorda. É interessante esse olhar masculino sobre o corpo da índia nua egorda porque a gordura, de fato, no século XVI, as carnes cheias, o corpocheio, é sinônimo de beleza que nós já podemos detectar na pintura doBarroco, tendo como exemplo à pintura As três graças (ao lado), deRubens, que é um dos mais importantes representantes desse tipo depintura. Onde o referencial era mulheres gordas, na época, sinal deprestígio social e boa condição financeira, uma vez que só pessoas nobresconseguiam se alimentar com fartura. Uma mulher de costelas à mostraseria certamente um sinônimo de feiúra. A magreza sempre é vista daperspectiva da fome, do empobrecimento e da doença. A gordura como padrão de beleza se associa também com o consumo alimentar das elites quetinham acesso ao açúcar, artigo raro e muito caro naquela época. Mary del Priore explica que nodecorrer dos séculos, o corpo feminino mais cheio continuou a ser admirado. As curvas seguiaminsinuando o poder feminino de gerar. E esse potencial procriador está nos quadris, está nas cadeiras, no bumbum, no ventre. Quanto mais cheio embaixo, mais bonita era a mulher. A moda, inclusive, vai acentuar esse critério estético porque a moda das anquinhas (que era uma almofada ou armação que as mulheres usavam sob a saia, para entufá-la), que atravessa toda a segunda metade do século XIX, ela acentua o posterior da mulher, enquanto o espartilho comprime violentamente a cintura, projetando os seios. Então, realmente a mulher se torna no imaginário masculino um verdadeiro violão. Nesse mesmo século XIX, a magreza vira moda na esteira das heroínasromânticas retratadas nos livros. As mulheres se deixavam emagrecer e se maquiavam para simularolheiras mais profundas. Mas foi um modismo passageiro, e a imagem das carnes cheias como padrãode beleza vai chegar até o século XX. Mas nesse momento, transformações importantes acontecemcom a mudança nos papéis da mulher e sua entrada no mercado de trabalho. O fortalecimento daindústria da beleza e a globalização também irão modificar a maneira como as pessoas buscam umaforma física atraente. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 29. 29Atividade:Com base nos textos abordados no capítulo 4, responda: 1. Como o corpo tem sido visto? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 2. Com que imagem de corpo convivemos em nosso dia-a-dia? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 3. Que mensagens são transmitidas por essas imagens? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 4. Será que hoje a maioria das pessoas consideraria belas as mulheres que o artista escolheu como modelos para seus quadros (as três Graças)? Comente. ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 5. Formem grupos e realizem uma pesquisa em jornais impressos, vídeos, revistas, internet e outros, sobre os padrões de beleza preconizados no Brasil. Quem dita esses padrões e quais os benefícios e prejuízos decorrentes da busca por esses padrões? APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 30. 305. INFLUÊNCIAS DA MÍDIA NO ESPORTE“Basta ligar a televisão e ´zapear´ um pouco com o controle remoto: oesporte está em toda a parte. Não apenas nos programas e noticiáriosespecificamente esportivos, em que é produto espetacular, mas nos filmes,nos programas de auditório, de entrevistas, nos telejornais, nos desenhosanimados, nas telenovelas e nos seriados. Nos anúncios publicitários, éinvocado para vender sorvete, assinatura de jornal, remédio, automóvel,desodorante, serviços bancários, refrigerante” (BETTI, 1998). Mauro Betti, no trecho citado acima, e em todo o seu livro “A janelade vidro”, faz uma análise de como a mídia televisiva exerce influênciasobre o esporte. Podemos, entretanto, estender sua análise para todosos tipos de mídia: jornais, revistas, rádio e internet. De fato, o esporte éonipresente e ocupa espaços relevantes em todas elas. A Folha de SãoPaulo, em levantamento sobre os assuntos mais abordados em suaspáginas no ano de 2004, revelou que o futebol foi o assunto que maisapareceu, acima de quaisquer temas políticos, econômicos e culturais.Mídia e esporte têm, hoje, uma relação de interdependênciaextremamente forte. Entretanto, essa relação não é apenas de divulgação do esporte na mídia. A mídia tambémassume o papel de participar da determinação dos rumos do esporte (horários, regras, formas dedisputa, etc), de enfatizar uma certa compreensão de esporte, de defender ou atacar políticas públicasde esporte, enfim, mais do que apenas informar sobre o esporte, a mídia influencia o esporte. Por outro lado, o esporte não só depende da mídia para ser divulgado e patrocinado, e é por elainfluenciado, mas também influencia a cobertura que dele se faz, ao censurar certos assuntos, ao imporcertas visões, ao ocupar os horários nobres, etc. O jornalista Jorge Kajuru, em crônica na Folha de SãoPaulo (12/10/2005) afirma que, ao ser convidado para trabalhar por uma emissora de TV, teria sidoalertado: “você não vai poder criticar horário de jogo porque é assunto comercial. Nem vai bater emdirigentes quando a emissora estiver negociando direitos com os mesmos”. A lógica que rege a relação entre esporte e mídia é a da espetacularização e do consumo, umavez que tanto o esporte quanto a mídia se beneficiam dessa relação. Porém, ao nos referirmos aoesporte que está na mídia, não estamos nos referindo a qualquer esporte, mas em particular ao esportede alto rendimento, uma vez que o esporte de lazer raramente se torna assunto da mídia. Enfim, já não é possível referir-se ao esporte contemporâneo, especialmente o esporte de alto rendimento, sem associá-lo aos meios de comunicação de massa. A discussão sobre os modos de produção do discurso da mídia nos ajuda a compreender a quem interessa esse discurso e por que aqueles jornalistas que fogem à submissão às regras desse jogo perdem espaço na mídia. Os ângulos da TV numa transmissão, a omissão de certas informações, a construção e desconstrução dos ídolos esportivos, os comentários durante uma transmissão esportiva, dentre outros, não são questões meramente técnicas. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 31. 315.1 ESPORTE E MÍDIA Muitas vezes, os profissionais que trabalham com o ensino negligenciam a forte influência que amídia pode exercer no educando por meio de contínuos e variados modismos. Na área de EducaçãoFísica, esse poder é mais acentuado, pois os esportes foram transformados em grandes espetáculos,os clubes e selecionados, em grandes marcas e os atletas, em “estrelas” com alto potencial para avenda de produtos esportivos. Um exemplo típico é o número de empresas que procuram fazer suapublicidade através dos jogadores de futebol, voleibol, basquetebol, etc., de acordo com a popularidadeque esses esportes tem nos diferentes países em que são praticados. É em virtude disso que as pessoas associam os ídolos a determinadas marcas. Assim, passam aconsumir certos produtos não por sua qualidade, mas, sim, pela falsa impressão de que ela éfundamental para o sucesso do atleta. Esportistas de destaque, como Ronaldinho, Rivaldo, Giba,Gustavo Borges, Oscar, Paula, Hortência, Ayrton Senna e Guga já eram talentosos antes de assinaremcontratos milionários com empresas de grande porte. Por sinal, os equipamentos com tecnologia deponta usados pelos atletas profissionais trazem uma sutil melhora de performance, interferindo apenasnos resultados de competições de alto nível - como os campeonatos mundiais, Olimpíadas, ligas, etc. -e são insignificantes para o praticante amador. Exemplo disso foi o lançamento de uma bicicletaaparelhada com todos os equipamentos necessários para a realização de acrobacias. A propagandadesse produto mostrava um dos atletas de renome mundial fazendo várias peripécias com muitafacilidade. Milhares de bicicletas foram vendidas, mas as crianças e jovens que as compraramacabaram frustrando-se, pois a dificuldade para realizar as manobras era muito grande, ao contrário doque era enfatizado na propaganda. Outro exemplo foi o marketing criado em torno do jogadorRonaldinho. O cognome “fenômeno”, como é chamado o jogador, não se refere somente à suaexcelência em campo, mas à sua capacidade de aumentar as vendas do produto que anuncia: debebidas lácteas a cerveja e de artigos esportivos a roupas clássicas. Há que se destacar que aschuteiras feitas de couro de canguru usadas pelo jogador, que pesam poucos gramas, têm um preçomuito acima das chuteiras comuns, mas, mesmo assim, é um sucesso de vendas. Nada comprova queelas sejam responsáveis pelo bom futebol praticado por Ronaldinho e muito menos que elas possamfazer alguém jogar melhor. Além dos esportes, a própria concepção de estética é construída com base nos meios decomunicação. Os atores, atrizes e outras personalidades de programas como novelas, jornais, seriados,de auditório, entre outros, mostram um perfil que não condiz com o da maioria da população. Aspessoas exibidas pelos meios de comunicação são magras, altas e belas. Uma pesquisa constatou quea estatura média dos atores de novela é 1,88 m para homens e 1,76 m para mulheres, enquanto amédia da população brasileira não ultrapassa 1,70m e 1,60m respectivamente. O contraste é muitogrande e afeta diretamente a relação que temos com o próprio corpo. É só pensar nos meninos quepraticam voleibol e que, aos 15 anos de idade, mesmo com 1,80 m, são rejeitados nas “peneiradas” dosgrandes clubes brasileiros porque a altura mínima exigida é de 1,85 m. Esses jovens passam a seconsiderar baixos, apesar de se encontrarem muito acima da média da população. Com a existência de casos tão variados, não se deve ignorar a constante influência que a mídiaexerce sobre os adultos e principalmente os adolescentes. A melhor forma de trabalhá-la é conduzir,através do debate, a entender que a mídia lança modismos que nem sempre devem ser incorporadospelo nosso repertório e que a concepção estética é baseada na auto-estima, ou seja, o conceito debeleza depende mais do autoconhecimento e da aceitação de si mesmo do que de medidas definidaspelos meios de comunicação. Portal Educacional APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 32. 32Atividade:1. Por que tal visão se impõe na mídia que o esporte competitivo e de alto rendimento são a única forma ou a forma mais legítima de se praticar e organizar esporte? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________2. Por que a perspectiva do esporte de lazer é pouco noticiada? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________3. Por que não se encontram ou se encontram muito poucas reportagens sobre as políticas públicas de esporte e lazer? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________4. Pesquise sobre que esportes tiveram suas regras, formas de disputa e horários de realização alterados devido a influencia da mídia? Esquematize relatando os prejuízos e/ou benefícios provocados por tais mudanças no esporte?5. Formem grupos e pesquisem se possível, em todas as produções midiáticas sobre esporte: recortes de jornal, programas de televisão, documentários, transmissões ao vivo, páginas na internet, livros sobre esporte, propagandas que usam o esporte ou esportistas para vender seus produtos, etc. Apresentem em sala os resultados da pesquisa. (trabalho oral, painel, cartazes, slides, encenação, etc). Pesquise também os esportistas que atualmente são os mais requisitados para realização de comerciais. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 33. 336. HISTÓRIA DO FUTSAL6.1 A ORIGEM O Futebol de Salão tem duas versões sobre o seu surgimento, e, tal como em outrasmodalidades desportivas, há divergências quanto a sua invenção. Há uma versão que o futebol desalão começou a ser jogado por volta de 1940 por frequentadores da Associação Cristã de Moços(ACM), em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres parapoderem jogar e então começaram a jogar suas peladas nas quadras de basquete e hóquei. No início, jogava-se com cinco, seis ou sete jogadoresem cada equipe, mas logo definiram o número de cincojogadores. As bolas usadas eram de serragem, crinavegetal, ou de cortiça granulada, mas apresentavam oproblema de saltarem muito e freqüentemente saiam daquadra de jogo, então tiveram seu tamanho diminuído e seupeso aumentado, por este fato o futebol de salão foichamado o esporte da bola pesada. Há também a versão, tida como a mais provável, ondesua origem se remete ao Uruguai na década de 30, maisprecisamente em 1934 na Associação Cristã de Moços de 1930 - Futebol de Salão jogado emMontevidéu, Uruguai, pelo Professor de Educação Física quadra de basquete em Montevidéu, noJuan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de UruguaiINDOOR-FOOT-BALL.6.2 PRIMEIRAS ENTIDADES OFICIAIS Habib Maphuz é um dos nomes que mais se destaca nos primórdios do futebol de salão. Maphuzera professor da ACM de Saõ Paulo e no início dos anos cinqüenta participou da elaboração dasnormas para a prática de várias modalidades esportivas, sendo uma delas o futebol jogado em quadras,tudo isto no âmbito da ACM paulista, este mesmo salonista fundou a primeira Liga de Futebol de Salão,a Liga de Futebol de Salão da Associação Cristã de Moços. Mais tarde o professor se tornou oprimeiro presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão.6.3 PRIMEIRAS REGRAS As primeiras regras publicadas foram editadas em 1956. Asnormas foram feitas por Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes, em sãoPaulo. Juan Carlos Ceriani e Habib Maphuz, ambos, professores daACM são considerados os pais do Futebol de salão. Este esporte,relativamente novo, é sem nenhuma contestação a segundamodalidade esportiva mais popular no Brasil, somente atrás do futebol,e atualmente o esporte em maior crescimento em todo o mundo. O Futebol de Salão brasileiro tinha no seu início, várias regras.Foi então que em 5 de fevereiro de 1957 o então presidente daConfederação Brasileira de Desportos – CBD, Sylvio Pacheco criou oConselho técnico de Assessores de Futebol de Salão para conciliar Juan Carlos Ceriane Criador do Futebol de Salãodivergências e dirigir os destinos de tal esporte no Brasil. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 34. 346.4 O PRIMEIRO CAMPEONATO MUNDIAL Em 1982 no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, foi realizado o 1º Campeonato mundial deFutebol de Salão, com a participação de Brasil, Argentina, Costa Rica, Tchecoslováquia, Uruguai,Colômbia, Paraguai, Itália, México, Holanda e Japão. O Brasil venceu a final do Paraguai por 1 x 0. 6.4.1 Galeria dos Campeões do Mundo ANO CAMPEÃO LOCAL ENTIDADE 1982 Brasil Brasil FIFUSA 1985 Brasil Espanha FIFUSA 1988 Paraguai Austrália FIFUSA 1989 Brasil Holanda FIFA 1992 Brasil Hong Kong (China) FIFA 1996 Brasil Espanha FIFA 2000 Espanha Guatemala FIFA 2004 Espanha Taipei (China) FIFA 2008 Brasil Brasil FIFA 6.4.2 Mudança na terminologia Na década de 90 ocorreu a grande mudança na trajetória do futebol de salão, pois é feita suafusão com o futebol de cinco (prática esportiva reconhecida pela FIFA). Surge então o "FUTSAL" terminologia adotada para identificar esta fusão no contexto esportivointernacional.6.5 CONHECENDO AS DIMENSÕES DA QUADRA DE FUTSAL - REGRA 1 APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 35. 351 – DIMENSÕES DA QUADRA A quadra de jogo será um retângulo tendo um comprimento mínimo de 25 metros e máximo de 42metros e a largura mínima de 16 metros e máxima de 25 metros. a) Para os Certames Nacionais nas categorias Adulta e Sub-20, masculinas, a quadra de jogo terá medidas de no mínimo 38 metros de comprimento por 18 metros de largura, com área de escape de no mínimo 1,5 metros. Para as Ligas Futsal masculina e feminina, as medidas da quadra de jogo, excepcionalmente, poderão ser definidas em reunião entre clubes participantes e organização, constando, obrigatoriamente, nos regulamentos das competições; b) Para os Certames Nacionais nas categorias Adulta, Sub-20, Sub-17 e Sub-15 femininas, bem como nas categorias Sub-17 e Sub-15 masculinas, a quadra de jogo terá medidas de no mínimo 36 metros de comprimento por 18 metros de largura, com área de escape de no mínimo 1,5 metros; c) Para as competições estaduais, as dimensões das quadras, poderão ser regulamentadas pelas Federações locais; d) As quadras devem possuir, obrigatoriamente, em perfeitas condições de uso e visibilidade para o público, jogadores, membros da comissão técnica e para a equipe de arbitragem, placar ou mostrador, onde serão fixados ou indicados os tentos da partida e o cronômetro eletrônico para controle do tempo de jogo.2 - PARTIDAS INTERNACIONAIS Para as partidas internacionais a quadra de jogo deverá ter um comprimento mínimo de 38 metrose máximo de 42 metros e ter a largura mínima de 20 metros e a máxima de 25 metros.3 - MARCAÇÃO DA QUADRA Todas as linhas demarcatórias da quadra deverão ser bem visíveis, com 8 (oito) centímetros delargura e pertencem as zonas que demarcam. a) As linhas limítrofes de maior comprimento denominam-se linhas laterais e as de menor comprimento linhas de meta; b) Na metade da quadra será traçada uma linha divisória, de uma extremidade a outra das linhas laterais, eqüidistantes às linhas de meta; c) As linhas demarcatórias da quadra, na lateral e no fundo, deverão estar afastadas no mínimo 1(um) metro de qualquer obstáculo (redes de proteção, telas, placas de propagandas, grades ou paredes); d) O centro da quadra será demarcado por um pequeno círculo com 10 (dez) centímetros de raio, situado no meio da linha divisória; e) Ao redor do pequeno círculo será fixado o círculo central da quadra com um raio de 3 (três) metros.4 - ÁREA PENAL A área penal, situada em ambas as extremidades da superfície de jogo, será demarcada daseguinte forma: A 6 (seis) metros de distância de cada poste de meta, parte externa, haverá um semicírculoperpendicular à linha de meta que se estenderá ao interior da quadra com um raio de 6 (seis) metros. Aparte superior deste semicírculo será uma linha reta de 3,16 metros, paralela a linha de meta, entre ospostes. A superfície dentro deste semicírculo denomina-se área penal. A linha curva que marca o limiteexterior da área penal denomina-se como linha da área penal e faz parte da área.5 - PENALIDADE MÁXIMA A distância de 6 (seis) metros do ponto central da meta, medida por uma linha imagináriaem ângulo reto com a linha de meta e assinalada por um pequeno círculo de 10 (dez) centímetros deraio, será marcado o respectivo local para a cobrança da penalidade máxima. À distância de 5 (cinco) APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 36. 36metros da marca do tiro livre para a direita e para a esquerda, serão feitas marcas, para sinalizar adistância mínima que os jogadores podem ficar na cobrança dos tiros livres dos 10 (dez) metros. Alargura dessas marcas é de 8 (oito) centímetros.6 - TIRO LIVRE SEM BARREIRA A distância de 10 (dez) metros do ponto central da meta, medida por uma linha imaginária emângulo reto com a linha de meta, serão marcados retângulos de 10 (dez) por 8 (oito) centímetros, deonde serão cobrados os tiros livres sem barreira.7- TIRO DE CANTO Nos quatro cantos da quadra, no encontro das linhas laterais com as linhas de meta serãodemarcados 1/4 (um quarto) de círculo com 25 centímetros de raio, de onde serão cobrados os tiros decanto. O raio de 25 centímetros partirá do vértice externo do ângulo formado pelas linhas lateral e demeta até o extremo externo da nova linha.8 - ZONA DE SUBSTITUIÇÕES E ÁREA TÉCNICA 1. É o espaço determinado na linha lateral, do lado onde se encontra a mesa de anotações ecronometragem, iniciando-se a uma distância de 5 (cinco) metros para cada lado, partindo da linhadivisória do meio da quadra, onde inicia a zona de substituição. Para cada zona haverá um espaço de 5(cinco) metros, localizado em frente ao banco de reservas das equipes, identificados com linhas de 80(oitenta) centímetros por 8 (oito) centímetros de largura, ficando 40 (quarenta) centímetros no interior daquadra e 40 (quarenta) centímetros para fora da quadra. Este espaço de 5 (cinco) metros situado entreestas linhas de 80 (oitenta) centímetros os jogadores deverão entrar e sair da quadra por ocasião dassubstituições. O espaço a frente da mesa do anotador e cronometrista com 5 (cinco) metros de cadalado da linha divisória do meio da quadra deverão permanecer livres. 2. A área técnica deverá ser marcada junto à zona de substituições, a uma distância de 0,75(setenta e cinco) centímetros da linha lateral, no mesmo alinhamento do início da zona de substituiçõese terminando 1 (um) metro após o término da zona de substituições, fechando até o alinhamento dosbancos de reservas, onde o técnico ou treinador poderá permanecer em pé e passar as instruções parasua equipe.9 - METAS As metas serão colocadas no centro de cada linha de meta. Serão formadas por dois postesverticais separados em 3 (três) metros entre eles (medida interior) e ligados por um travessão horizontalcuja medida livre interior estará a 2 (dois) metros do solo. a) A largura e espessura dos postes e do travessão serão de 8 (oito) centímetros e quando roliços terão o diâmetro de 8 (oito) centímetros; b) Os postes e travessão poderão ser confeccionados em madeira, plástico, ferro ou material similar e pintados em cores contrastantes com a quadra de jogo; c) Serão colocadas redes por trás das metas e obrigatoriamente presas aos postes, travessão e aos suportes de sustentação junto ao solo. Deverão estar convenientemente sustentadas e colocadas de modo a não perturbar ou dificultar a ação do goleiro. As redes serão de corda ou náilon, em material resistente e malhas de pequena abertura para não permitir a passagem da bola; d) A profundidade da meta ficará na parte externa da superfície de jogo, sendo no mínimo 80 centímetros na parte superior e de 100 centímetros ao nível do solo.10 - SEGURANÇA As metas podem ser portáteis, mas devem ser, preferencialmente, fixadas firmemente ao solodurante as partidas, de maneira que não caiam sobre os jogadores. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 37. 3711 - SUPERFÍCIES DE JOGO A superfície de jogo deverá ser lisa, estar livre de asperezas e não ser abrasiva. O seu piso seráconstruído de madeira, material sintético ou cimento, rigorosamente nivelado, sem declives, nemdepressões, prevenindo escorregões e acidentes.12 – DECISÕES 1. Perpendiculares as linhas de meta e para fora da superfície de jogo, deverá ser feita umamarca com largura de 8 (oito) centímetros e comprimento de 10 (dez) centímetros, a uma distância de 5(cinco) metros da união da parte externa das linhas laterais com as linhas de meta, para regular adistância que os jogadores devem permanecer por ocasião da cobrança dos tiros de canto e laterais.Os jogadores não necessitam ficar a 5 (cinco) metros da linha lateral, mas devem ficar a uma distânciade 5 (cinco) metros da bola. 2. Os bancos de reservas das equipes situam-se atrás da linha lateral, imediatamente nacontinuação da área livre, situada ao lado da mesa de anotações, ficando cada equipe no banco situadoem sua quadra de defesa, onde serão realizadas as suas substituições.RECOMENDAÇÕES: a) Os árbitros ao entrarem na quadra, devem conferir se todas as marcações estão corretas e se não estiverem, solicitar a imediata correção e registrar em relatório as incorreções; b) Verificar as condições das redes das metas e redes de proteção em volta da quadra de jogo; c) Não será permitido que o Massagista ou Atendente, Médico ou Fisioterapeuta e Preparador Físico permaneçam em pé durante a partida, quando não estiverem executando suas respectivas funções. Também não será permitido qualquer tipo de manifestação durante a partida; d) Os jogadores reservas devem permanecer sentados em seus respectivos bancos de reservas ou em aquecimento nos locais apropriados e determinados pelos árbitros; e) Cada equipe deve permanecer no banco de reservas correspondente a sua meia quadra de defesa, onde serão feitas as suas substituições; f) Não serão permitidas marcações na quadra de jogo que não estão previstas.Atividade: 1. Formem grupos, cada grupo ficará responsável pela verificação das medidas de cada setor da quadra (divisões a critério do professor) e realizar um comparativo com as medidas estabelecidas pela Confederação Brasileira de Futsal - CBFS. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 38. 387. JOGO E ESPORTE – COOPERAÇÃO X COMPETIÇÃO O aumento da conscientização da necessidade de incentivar e desenvolver o espírito decooperação, de participação numa comunidade, vem transformando profundamente o estilo de setrabalhar em grupo.A própria capacidade cooperativa é um quesito valorizado na hora de conseguir emprego, porque aspessoas estão descobrindo que não dá para ir muito longe sozinhas. Antigamente, as grandesinvenções eram atribuídas a uma pessoa. Foi assim com o telefone, com a lâmpada. Hoje, são asequipes que trabalham em conjunto, e unir-se de maneira eficiente tornou-se muitíssimo importante. Há muito que os jogos estão presentes nas atividades educacionais, mas a maioria dos jogostradicionais no Ocidente são competitivos. O conceito de jogos cooperativos tem como elementos primordiais a cooperação, a aceitação, oenvolvimento e a diversão. Nos jogos cooperativos o confronto é eliminado e joga-se uns COM os outros, ao invés de unsCONTRA outros. A comunicação e a criatividade são estimuladas. Nos jogos cooperativos existe cooperação, que significa agir em conjunto para superar um desafioou alcançar uma meta, enquanto que nos jogos competitivos cada pessoa ou time tenta atingir umobjetivo melhor do que o outro. Ex.: marcar gols, cumprir um percurso em menor tempo, etc. O quadro abaixo nos dá uma idéia das principais características dos dois tipos de jogos. JOGOS COOPERATIVOS JOGOS COMPETITIVOS Visão de que "tem para todos" Visão de que "só tem para um" Objetivos comuns Objetivos exclusivos Ganhar COM o outro Ganhar DO outro Jogar COM Jogar CONTRA Confiança mútua Desconfiança, suspeita Descontração Tensão Solidariedade Rivalidade A vitória é compartilhada A vitória é somente para alguns As atividades que privilegiam os aspectos cooperativos são importantes por contribuírem para odesenvolvimento do sentido de pertencer a um grupo, para a formação de pessoas conscientes de suaresponsabilidade social, pois trabalham respeito, fraternidade e solidariedade de forma lúdica ealtamente compensatória, levando a perceber a interdependência entre todas as criaturas. Nelas,ninguém perde, ninguém é isolado ou rejeitado porque falhou. Quando há cooperação todos ganham,baseados num sistema de ajuda mútua. Os jogos cooperativos requerem o desenvolvimento de estratégias onde a cooperação énecessária para que um determinado objetivo seja atingido, superando as condições ou regrasestabelecidas. Em lugar da competição pessoal, é estimulado o desenvolvimento da ajuda mútua e dotrabalhar com os outros para um objetivo comum. Como ninguém é desclassificado, todos osparticipantes podem retirar total satisfação do jogo, porque ninguém corre o risco de se sentirinferiorizado perante o grupo. A satisfação pessoal advém não do fato de ganhar dos outros, mas domelhorar progressivo das suas capacidades individuais, que são usadas para atingir um objetivo grupal.Através de jogos cooperativos torna-se mais fácil criar um bom espírito de grupo, de elementos ligadospor laços solidários e afetivos. Os jogos competitivos, por sua vez, também têm seu papel educacional, quando nos ensinam alidar com a competitividade existente dentro de nós. Compreender a competição e as emoções APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 39. 39relacionadas a ela num ambiente assistido, no espaço da aprendizagem, é uma oportunidade para queas crianças passem a lidar com a realidade do mundo competitivo de maneira mais serena eequilibrada. Afinal, a competição pode gerar diversos conflitos e emoções desagradáveis. Pode levar àcomparação, frustração, ao sentimento de vitória ou de derrota, à exclusão, e as situações de aula,quando bem encaminhadas, podem contribuir para ajustar a percepção destes momentos à suaverdadeira dimensão íntima, visando o equilíbrio. No ambiente competitivo bem administrado tambémestão presentes a necessidade do respeito, a superação de limites e a amizade. Quando saudável, a competição pode permitir que uma pessoa chegue a um desempenho quedificilmente conseguiria alcançar sem a contraposição de outra. Segundo Shutz, a competição éprejudicial quando há a tentativa de trapacear, quando há um gasto excessivo de energia para ganharou, ainda, quando representa a diminuição do adversário. Do contrário, ela pode ser altamente positiva, preparando a pessoa inclusive para acompetitividade da própria vida, às vezes expressa pela chamada “seleção natural”. Assim, a presençado outro em situações de comparação a disputa pode levar a um significativo aprimoramento cognitivo,afetivo, motor e social.COOPERAÇÃO: é uma situação em que para o objetivo de uma pessoa ser alcançado, todos osdemais deverão alcançar os seus respectivos objetivos.COMPETIÇÃO: é quando para que um dos membros alcance os seus objetivos, os outros serãoincapazes de atingir os deles.7.1 JOGAR COM OU CONTRA? O que diferencia o jogar com e o jogar contra? Quando jogamos com alguém, entendemos queele está apenas temporariamente do outro lado e que significa um desafio lúdico, mas de forma algumaprovoca o desejo de ser violento, desleal, desonesto, rancoroso. Quando jogamos com, elogiamos abeleza das jogadas do outro lado, reconhecemos a sua superioridade quando for o caso, encaramoscada bola perdida como um desafio a ser superado na próxima disputa, vibramos com o nosso sucessosem diminuir quem está na outra equipe. É preciso ficar claro, entretanto, que quando jogamos comcontinuamos movidos pelo desafio de jogar bem e superar o outro lado. O que não fazemos é tentar sermelhor a qualquer custo, passando por cima de valores como o respeito ao outro, a lealdade, aludicidade, entre outros. Quando jogamos contra, transformamos nossa frustração em violência verbal e corporal,desdenhamos do sucesso da outra equipe, mentimos (“Eu?!! Nem encostei a mão na bola”, apósdeliberadamente termos colocado a mão na bola, por exemplo) quando a mentira nos permite levarvantagem. Ao jogar contra, podemos chegar a ponto de criar inimigos quando a outra equipe nos venceou nos frustra e quando nos recusamos a nos confraternizar com o outro lado após as partidas. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 40. 40 Atividade: Com os conhecimentos que a leitura lhe trouxe e sua experiência de vida, responda às questões. 1. Você já vivenciou alguma situação de jogo em que estiveram presentes itens contidos no texto jogo e esporte – cooperação x competição, seja de forma a dificultar ou a facilitar a realização de um jogo? Narre sua experiência. ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ 2. Em sua opinião, quando vivenciamos um jogo em que sua metodologia tem como objetivo a competição, quais aspectos positivos e negativos estamos sujeitos a adquirir para nossa vida? Faça a mesma análise quando a ênfase for à cooperação. Competição:_________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ Cooperação:_________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ 3. Crie uma estória em quadrinhos que envolva cooperação.COMPETIÇÃO APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 41. 418. O CONCEITO DE LAZER O Lazer é um fenômeno moderno que, cada vez mais ganha espaço no âmbito social e acadêmico, respectivamente inserindo- se na vida das pessoas dentro das comunidades, e nas discussões acerca de seus potenciais e reflexos no mundo em que vivemos. Os melhores e principais trabalhos realizados a respeito do lazer no Brasil fundamentam-se nas teorias do sociólogo DUMAZEDIER, que define lazer como sendo: Um conjunto de ocupações às quais o individuo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear- se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais. (DUMAZEDIER, 1976, p. 34).Próximo a este conceito está o de CAMARGO que define como:Um conjunto de atividades gratuitas, prazerosas, voluntárias e liberatórias, centradas em interessesculturais, físicos, manuais, intelectuais, artísticos e associativos, realizadas num tempo livre roubado ouconquistadas historicamente sobre a jornada de trabalho profissional e doméstica e que interferem nodesenvolvimento pessoal e social dos indivíduos. (CAMARGO, 1989). Diante disto, percebe-se que o lazer pode ser considerado como qualquer atividade que venha aproporcionar: - Descanso, quando possibilita a reparação das energias físicas e mentais dos indivíduosocasionados pelos trabalhos e pelas diversas obrigações cotidianas; - Prazer e divertimento, quando rompe com o ritmo de vida através da recreação e doentretenimento; - Desenvolvimento, quando proporcionam as pessoas a desenvolverem a personalidadeatravés da participação e da sociabilidade, com mais liberdade. Não importa as diferentes interpretações que se possa dar à palavra lazer, o que importa é que olazer se dá pelo fato de se configurar como espaço de transformação social e de colaboração para aconstrução de novas normas de convivência e estabelecimento de novas relações entre as pessoas,podendo também ser entendido como lugar de execução da cidadania e da liberdade, de forma acontribuir para a formação do ser humano.8.1 TIPOS DE LAZERExiste hoje uma classificação que divide o lazer em cinco tipos, são eles: • Lazer contemplativo – são aqueles que predominam a beleza plástica, ou seja, tudo aquilo considerado bonito e agradável de ser visto. Este tipo de lazer é muito importante, pois, vai mostrar ao usuário o respeito pelo uso, diminuindo assim, a degradação e/ou depredação. Além disso, gera agradáveis sensações de repouso mental, de bem estar, de relaxamento, entre outros. • Lazer recreativo – é o tipo de lazer que faz uso da terapia ocupacional das pessoas. Para as APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 42. 42 crianças, seriam os parquinhos, o playground, as praças, e para os mais velhos, os locais com bancos fixos e mesas para jogos de cartas, dominós, xadrez, conversas, etc. • Lazer cultural – é o lazer que envolve a cultura de alguma forma, seja ela de apresentação, de ensinamento ou de conhecimento. É o tipo de lazer que, além de satisfazer o desejo de diversão e entretenimento, é indispensável para a produção de conhecimentos que contribuam até para a solução dos graves problemas que comprometem o desenvolvimento do País. Este tipo de lazer necessita de espaços bem projetados para a realização de manifestações culturais, apresentações teatrais, musicais, entre outros. • Lazer esportivo – é uma realidade que propõe benefícios à saúde física e mental dos freqüentadores. Esse tipo de lazer necessita de espaços como, campo de futebol, quadras poliesportivas, pistas de Cooper, área para ginástica, piscinas, e/ou qualquer equipamento para a realização da prática esportiva. • Lazer aquisitivo – seriam os equipamentos ou edificações destinados às compras de objetos de uso pessoal ou doméstico como shoppings, feiras de artesanatos, hipermercados, restaurantes, lanchonetes, barraquinha e, etc., onde as pessoas também freqüentariam para passear e trocar idéias.8.2 O LAZER COMO DIREITO O lazer como direito está contemplado na Constituição Federal do Brasil no Art. 6º do capítuloque trata dos “Direitos Sociais”. Como um direito social é dever do Estado promover ações e PolíticasPúblicas que garantam a participação da população em um lazer saudável. Lazer não é privilégio dos que detêm melhor poder aquisitivo. É um direito a ser conquistado,compreendido e praticado, mesmo que seja difícil de ser exercido. Parte da população ainda luta pelagarantia de direitos essenciais para sua sobrevivência, ficando o lazer esquecido. A educação de crianças e jovens deve assumir um compromisso, em apresentar a importânciado lazer. O ócio, o uso do tempo livre com atividades culturais são fatores determinantes para amelhoria da condição humana. Reservar um tempo para nós mesmos. Participar de grupos de convivência, praticar esportes,visitar espaços culturais, ler livros, escutar boa música, fazer atividades na natureza e por fimcontemplar o nascer e o pôr do sol, são atividades de lazer importantes para o nosso equilíbrio.(Universidade Estadual do Ceará)Atividade:1. Quais as atividades de lazer que você realiza regularmente? _______________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________2. Formem grupos e realizem uma pesquisa sobre os espaços de lazer disponíveis em nossa cidade. Registre os achados em fotos e/ou vídeos e depois apresentem os resultados da pesquisa. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE
  • 43. 43REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICASALEGRE, A. N. (org.) Desenvolvimento de projetos cooperativos. Subprojeto III. Rio Claro: Institutode Biociências, Unesp, 1996.ALVES, V. F. N. A construção dos sentidos de corpo na sociedade ocidental. In: SALGADO, MariaUmbelina C.; MIRANDA, Glaura Vasques de. (Org.). Veredas; formação superior de professores:módulo 6, v. 1/SEE-MG, p.21-52. Belo Horizonte: SEE-MG, 2004ALVES, V. F. N. Ginástica, consumo e mídia "Corpo ideal": padrões impostos pela cultura. Centro deReferência Virtual do Professor - SEE-MG, 2005.BARBANTI V. J. Teoria e prática do treinamento desportivo. São Paulo: Edgar Bluncher, 1979BARBANTI V. J. Aptidão física: Um convite à saúde. São Paulo: Manole Dois, 1990BETTI, M. A janela de vidro: esporte, televisão e Educação Física. Campinas: Papirus, 1998.BETTI, M. Violência em campo: dinheiro, mídia e transgressão às regras no futebol espetáculo. Ijuí:Unijuí, 1997.BROTTO, F. O. Jogos Cooperativos: Se o importante é competir, o Fundamental é cooperar. SãoPaulo, O autor, 1995.CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTSAL (CBFS). O esporte da bola pesada que virou umapaixão. Disponível em: http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/cbfs/origem.php (acesso em 30 desetembro de 2011).INSTITUTO GAÚCHO DE CIRURGIA DA COLUNA VERTEBRAL. Conhecendo e Vivendo Melhorcom a sua Coluna. disponível em: http://www.institutocoluna.com.br/3conhecendoevivendo.htm(acesso em 23 de setembro de 2011).LIMA, L. M. S. O tao da Educação: A Filosofia oriental na escola ocidental. São Paulo. Ágora, 2000.MINISTÈRIO DA SAÙDE. Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz,2003. 170p.PIRES, Giovani de Lorenzi. Educação Física e o discurso midiático: abordagem críticoemancipatória. Ijuí: Unijuí, 2002.SILVEIRA, G. C. F. Influências da mídia no esporte. Centro de Referência Virtual do Professor - SEE-MG, 2005.DURÃES. G. M. REGRAS DO FUTSAL 2011: Regra 01 – Quadra de jogo. Disponível em:http://www.futsalgmd.com.br/novo/arquivos_upload/modalidades/arquivos/65.pdf (acesso em 30 desetembro de 2011).TUBINO, M. J. G. Metodologia científica do treinamento desportivo. São Paulo: Ibrasa, 1984. APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - E.E.E.P. OSMIRA EDUARDO DE CASTRO - MORADA NOVA/CE PROFº HECCTOR RODRIGO MAGALHÃES FREITAS - CREF 006283-G/CE

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