Banco Interamericanode Desenvolvimento
"O que vocês fazem é construir oconhecimento, o conhecimento alémda escola formal. Vocês fazem o queeu faço no IPHAN, aqui...
Apresentação                                     griôs das comunidades, e vem se tornando                                 ...
1. Metodologia de Seleção dos Jovens2. Relação Nominale frequencia dos JovensSelecionados3. Perfil Sócio-Econômico dos Jov...
A tradição da caminhada dos grios nasescolas comunidades criam um imaginárioque pode ser canalisado para diversasações edu...
Os jovens tiveram 80% de frequencia durante as atividades de     capacitação e oficinas.                                  ...
Pessoas em casa                                                                     Já teve conflito                      ...
Estes gráficos foram produzidos pelos jovens na oficina de gestãofinanceira e no curso de computação                      ...
Escolaridade  Gênero               09
1ª EtapaCapacitação interna em regime de convivência- Integração do grupo- Identificação das potencialidades individuais e...
2ª EtapaCapacitação externa em regime de convivência- Vivência de administração e produção de um encontro educativo e cult...
3ª EtapaOficinas em regime de convivência - Autonomia e protagonismo- Qualificação do espaço de oficinas (ver pag. 26)- Re...
Oficina de Turismo de Base                     primeira semana de junho de 2006. Para                                     ...
Durante a fase de inscrição (3 meses) os            visitantes que encontraram-se com griôs ejovens articularam e realizar...
Oficina de artesanato em                       A seguir estão listados todos osretalhos e papel reciclado                 ...
A seguir temos histórias de vida de             Adelina de Souza. Em 1950 eu jácostureiras locais que estão sendo         ...
Eu me sinto bem costurando e tudo que eu        esperar a parteira chegar. E a parteirafaço eu gosto. Linhpo e opalina são...
Como ajeitava a mulher?                       arma”(Rosa). “Bota a viga grande, da viga(Rosa) Não podia apertar a barriga ...
Oficina de Música e TradiçãoOral                                                 Ritual de Vínculo e aprendizagemA Oficina...
acontece dentro de mim, ou de você, um         Caminhada na comunidadedialogo que vai além das palavras, que fala    quilo...
Caminhada na comunidade do                       pequena comunidade de Ingazeira.Tanquinho                                ...
Caminhada na comunidade do                      Para ampliar o universo musical dosRiachão                                ...
pela zona rural no convívio com os griôs emestres da tradição oral com o Rap, o          Roteiro da aula-espetáculoRagge e...
4. Dom Obá (Fragmento):                       Música: Nkosi KeleVim da Bahia para lhes contar                 Fala: Peço q...
Oficina de gestão financeira                                            O projeto busca a autonomia e                     ...
EquipamentosAs oficinas foram qualificadascom a aquisição e aluguel denovos equipamentos einstrumentos musicaisfinanciados...
MutirãoComo contrapartida os jovens seorganizaram e reestruturaram o espaçopintando, limpando, plantando, estruturandoo es...
EspaçoOutros parceiros e a associaçãocontribuíram com osinstrumentos musicais artesanaise com as maquinas de costurada ofi...
Os jovens Rodrigo Conceição Silva, Joelia   e serviços da Chapada Diamantina. JáSantos Rodrigues, Lucielma Pereira da     ...
Eu, Eniéle Santos da Silva, nasci dia7 de fevereiro de 1987, tenho 19 anos .Muitas coisas aconteceram em minha vida,      ...
Hoje em minha casa vivem ,minha mãe,           que mais me deixaram feliz está a gravaçãomeu irmão e eu. Ela tem um trabal...
Sou Elivaldino Mesquita de Oliveira            capacitando com o apoio do Grãos de Luztenho 23 anos, nasci em Lençóis.    ...
Sou Henrique Luiz Souza Britto,                   filme “Nego Dágua”, em 5 dias de intensotenho 18 anos, nasci na cidade d...
ENTIDADE       PARCERIA                ONG Lena, Espanha        Bolsas de Estudo para 20 jovens                Projeto Bag...
Ponto de Cultura Grãos de Luz e GriôTermo de Compromisso com o Grupo de JovensPelo presente instrumento particular, os jov...
quando for atingido um total mínimo igual a: (número de jovens das oficinas x 12 meses x 100) + (numero de jovens da Admin...
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Relatorio de Actividades do Graos de Luz e

  1. 1. Banco Interamericanode Desenvolvimento
  2. 2. "O que vocês fazem é construir oconhecimento, o conhecimento alémda escola formal. Vocês fazem o queeu faço no IPHAN, aqui eu meidentifico, me sinto em casa"Luis Fernando de Almeida, presidente do IPHAN eCoordenador Nacional do Programa Monumenta,durante vivência no projeto (fotos)A caminhada de Griôs nas escolas ecomunidades se tornou uma tradição deLençóis. O diferencial do projeto Grãos deLuz e Griô - em parceria com o programaMonumenta (IPHAN/ MinC), o AgenteJovem Cultura Viva (SPPC/ MinC) e a ONGLeNa (Espanha) - tem sido o de canalisar epotencializar a energia, participação eliderança da juventude na rede detransmissão oral e desenvolvimentoeconômico e social de Lençóis e da região.A partir da tradição da caminhada quemobilizou escolas e comunidades para ainscrição dos jovens, o projeto realizou aseleção inicial de 42 jovens. Osselecionados frequentaram uma formaçãoparticipativa e vivencial em oficinas, cursos,viagens e estágios que fortalecem atradição dos griôs, mestres e artesãos paraa criação e liderança de uma cooperativa,formação de uma rede de economiasolidária e preservação do patrimôniohistórico e cultural. A rede já está sedesenhando com 16 parceiros locais,nacionais e internacionais, e os jovensjá contam com o seu catálogo deprodutos e com uma conta bancária naqual depositam suas vendas para afundação da cooperativa.
  3. 3. Apresentação griôs das comunidades, e vem se tornando revelação em festivais e eventos culturais, conquistando uma venda inicial de R$ 640,00 e contatos para venda de mais R$ 1.000 para os próximos meses. - A vivência da trilha Griô se transformou num produto cultural, o que justificou a parceria com o Projeto Bagagem - SP, especialista em turismo de base comunitária, gerando uma venda de R$ 13.905,00. Deste total, foram pagos todos os custos das trilhas e R$ 7.742,00Apreciação de produtos no encontro foram destinados diretamente para ossemanal dos jovens. jovens, griôs, famílias e associações comunitárias envolvidas . - os visitantes do projeto, das trilhas e oAs atividades e histórias de vida contadas público conquistado nas divulgações emneste relato mostram que é possível a televisão, informativo, site e eventosvivência afetiva, cultural, ecológica e geraram no artesanato de retalhos e papelprodutiva do jovem brasileiro vinculado a si a venda R$ 5.500,00.mesmo, à sua gente e à sua terra. Épossível uma educação patrimonial que Com os resultados financeiros conquistadosfortalece a identidade cultural de um povo e a divulgação dos produtos e serviços, opreparando-o para receber o visitante com projeto passou a demandar a assessoria dequem possa aprender e ensinar a se marketing planejada para qualificar osvincular. Um encontro que produza uma procedimentos de sua venda.remuneração digna para o jovem e que nãoseja uma invasão simbólica aos seus mitos, O resultado total das vendas atingiu osímbolos, arquiteturas e histórias de vida. valor de R$ 20.045,00 - aproximadamente 50% das despesas realizadas da 1ºOs jovens agora chamam o projeto que parcela liberada pelo Programavivenciam diariamente de Família Grãos Monumenta e 100% das parcelasde Luz e Griô. Três metas centrais ainda enviadas pela ONG LeNa.não foram realizadas nestes 10 meses deatividades, mas serão a prioridade para os As oficinas lideradas pelos jovens Grãos depróximos passos: a fundação da Luz e Griô têm alcançado outros resultadoscooperativa, a finalização do jogo de trilha e importantes como o fortelecimento de uma assessoria em marketing. Porque estas grupo de 12 jovens da comunidademetas não foram alcançadas? Porque o Octaviano Alves, que conquistaram umprojeto aumentou o investimento do tempo espaço para oficinas de artesanato ena qualificação das oficinas, capacitações, cultura digital; a fundação da ONG LeNa -vivências, pesquisas, formação da rede de Espanha para sustentar uma bolsa deeconomia solidária, venda e poupança, estudo para 20 jovens; a inserção de 6criação e qualificação de catálogo de jovens no mercado de trabalho; oprodutos e organização de exposição encaminhamento de 4 jovens para opermanente. vestibular. E principalmente, uma leitura do jovem para sua história, juntandoOs jovens apresentam os resultados passado, presente e futuro efinanceiros até novembro de 2006, fruto de resignificando sentidos para sua vida.10 meses de trabalho: Este relatório foi elaborado em parceria- A pesquisa e vivência das trilhas gerou a com os jovens das oficinas do Grãos debanda que integra jovens, crianças e velhos Luz e Griô.
  4. 4. 1. Metodologia de Seleção dos Jovens2. Relação Nominale frequencia dos JovensSelecionados3. Perfil Sócio-Econômico dos Jovens4. Planejamento dos Conteúdos Didáticos ecronograma dos cursos/oficinas/estágios5. Relato das oficinas6. Infra estrutura e organização coletiva doespaço para a qualificação das oficinas7. Encaminhamentos para universidades e estágios8. Histórias de vida9. Parceiros conquistados10. Termo de parceria com os jovens selecionadosGRÃOS DE LUZ E GRIÔRua Nossa Senhora da Vitória, s/nTel: (75) 3334-1040graosgrio@yahoo.com.brwww.graosdeluzegrio.org.br
  5. 5. A tradição da caminhada dos grios nasescolas comunidades criam um imaginárioque pode ser canalisado para diversasações educativas e culturais. Assim oimaginário foi canalisado para a divulgaçãodo projeto e do processo de seleção dejovens participantes de 10 grupos de jovensdo Colégio Renato Pereira Viana, 2 gruposda Escola Cezar Zama e 2 grupos daEscola Octaviano Alves, totalizando umamedia de 550 jovens contactadospresencialmente. Foram tambémdivulgados os criterios de seleção, com umformulário de cadastramento , veja modeloa seguir. 136 jovens foram inscritos. Oprojeto convocou uma comissão de seleçãocomposta por:Representante do Conselho de Educação:Liz Bethânia e Aida MeireRepresentante do Colégio CERPV:João BinaRepresentante do ConselhoTutelar:Eneida SanchesRepresentante de Grupos Culturais:Mestre Cascudo3 Representantes do Grãos de Luz e Griô:Aline Viana, Líllian Pacheco eMárcio CairesA comissão elegeu 39 jovens que foraminscritos no projeto. A primeira atividadedeles foi estudar a historia e situação sócioeconômica de Lençóis, criando o seupróprio perfil sócio econômico, aprendendocomputação e elaborando os gráficosapresentados a seguir. 05
  6. 6. Os jovens tiveram 80% de frequencia durante as atividades de capacitação e oficinas. Idade Sexo Nome Endereço Telefone01 Aline Priscila de Souza Lima 16 F Rua das Flores Não Tem02 Anisio Santos 17 M Rua do Lavrado, Lavrado Não Tem03 Cairo Silva Soares 18 M Rua Maria Adilson, s/n, Tomba Não Tem04 Danilo Santos Nunes 19 M Rua do Pires, s/n Não Tem05 Deiviton Santos Ribeiro 16 M Rua das Estrelas, Alto das Estrelas (75) 3334 196606 Diego Lopes de Oliveira Veiga 16 M Rua do Cajueiro, s/n (75) 3334 145707 Diógenes Santos Souza 18 M Rua Alto da Estrela, s/n (75) 8801814808 Edelson Brito dos Santos 16 M Av Senhor dos Passos -09 Edson de Oliveira Costa Filho 20 M Rua do Curral/Domingos Batista, 13 (75) 3334 113810 Elias Silva Santos 24 M Rua Altina Alves, s/n Não Tem11 Elivaldino Mesquita de Oliveira 21 M Rua do Ciriaco, Alto da Estrela (75) 3334 1564 - Vizinho12 Eniele Santos da Silva 18 F Rua do Ciriaco, Alto da Estrela Não Tem13 Evanísio Santos 22 M Rua Maria Adilson, s/n, Tomba -14 Fábio Santos de Souza 17 M Rua Alto da Estrela, s/n Não Tem15 Florilda Azevedo Rodrigues 17 F Rua Alto da Estrela, s/n Não Tem16 Geisa Carmo dos Santos 20 F Rua Alto da Bela Vista (75) 3334 191817 Gilson Pereira dos Santos 24 M Rua dos Ciriaco, Alto da Estrela Não Tem18 Henrique Luiz Souza Brito 17 M Rua das Estrelas, Alto das Estrelas (75) 8819765319 Ilane Cristina Lopes de Oliveira 18 F Rua Maria Adilson, s/n, Tomba (75) 3334119520 Ivonete Souza Santos 16 F Rua Maria Adilson, s/n, Tomba Não Tem21 Janderlice Pereira Rocha 22 F Rua Maria Adilson, s/n, Tomba -22 Joelia Santos Rodrigues 21 F Rua General Viveiros, s/n -23 Juliete Rodrigues Brito 16 F Rua Maria Adilson, s/n (75) 3334 197224 Leandro Nascimento Silva 18 M Rua Urbano Duarte Não Tem25 Lucielma Pereira da Soledade 19 F Rua Alto das Estrelas, s/n (75) 3334 125826 Luzinete Souza Rodrigues 20 F Rua Maria Adilson, s/n, Tomba (75) 3334 194427 Maiza Souza dos Santos 16 F Rua General Viveiros, s/n (75) 3334 105628 Manoela Moreira dos Santos 18 F Rua São Francisco, s/n -29 Marcelo dos Santos Silva 21 M Rua do Ciriaco, Alto da Estrela (75) 8813684530 Márcio Conceição Silva 20 M Rua do Pires, 217 -31 Maridalva Alves dos Santos 20 F Rua General Viveiros, s/n (75) 3334 105632 Marilane Freitas de Oliveira 16 F Rua Maria Adilson, s/n, Tomba (75) 8802928133 Orlando Batista Souza Junior 17 M Rua dos Negros/São Benedito (75) 3334 187334 Osana Moreira dos Santos 19 F Rua São Francisco -35 Ostimário dos Santos Jorge 18 M Rua Alto das Estrelas, s/n Não Tem36 Paloma Juliana R. dos Santos 16 F Rua General Viveiros, s/n (75) 3334 192937 Raimundo R. da Silva Neto 19 M Rua Alto da Bela Vista (75) 3334191838 Rodrigo Conceição Silva 16 M Praça Altina Alves Não Tem39 Roseane Bernardo dos Santos 19 F Rua do Lajedo, s/n, Centro -40 Soraia Oliveira 17 F Rua do Pires, s/n -41 Tassia Araujo Almeida 16 F Rua B Alto da Estrela (75) 3334 15 2542 Uilma Souza Santos Silva 17 F Rua dos Patriotas, 63, Centro Não Tem 06
  7. 7. Pessoas em casa Já teve conflito Renda familiar Possui filhos? deficiência? Portador de com a lei? Quantos? mensal Nome Est. Civil Naturalidade Escolaridade01 Aline Priscila de Souza Lima Solteira Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau 1 11 570,0002 Anisio Santos Solteiro Lençóis Não Não 8ª Série Não 6 300,0003 Cairo Silva Soares Solteiro Lençóis Não Não 2º ano 2º Grau Não 18 300,0004 Danilo Santos Nunes Solteiro Salvador Não Não 3º ano 2º grau Não 4 300,0005 Deiviton Santos Ribeiro Solteiro Lençóis Não Não 6ª Série Não 4 600,0006 Diego Lopes de Oliveira Veiga Solteiro Lençóis Não Não 8ª Série Não 10 800,0007 Diógenes Santos Souza Solteiro Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau Não 4 500,0008 Edelson Brito dos Santos Solteiro Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau Não 6 1.050,0009 Edson de Oliveira Costa Filho Solteiro Lençóis Não Não concluso 2002 Não 5 600,0010 Elias Silva Santos Solteiro Lençóis Não Não 2º Grau Completo Não 7 300,0011 Elivaldino Mesquita de Oliveira Solteiro Lençóis Não Sim 2º Grau Completo Não 2 300,0012 Eniele Santos da Silva Solteira Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 3 300,0013 Evanísio Santos Solteiro Lençóis Não Não 7ª Série 1 18 350,0014 Fábio Santos de Souza Solteira Lençóis Não Não 8ª Série Não 7 500,0015 Florilda Azevedo Rodrigues Solteira Lençóis Não Não 8ª Série Não 5 450,0016 Geisa Carmo dos Santos Solteira Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 6 0,0017 Gilson Pereira dos Santos Solteira Lençóis Não Não 7ª Série Não 5 270,0018 Henrique Luiz Souza Brito Solteira Mantena, MG Não Não 2º ano 2º Grau Não 4 400,0019 Ilane Cristina Lopes de Oliveira Solteira Lençóis Não Não 6ª Série Não 5 300,0020 Ivonete Souza Santos Solteiro Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau Não 6 300,0021 Janderlice Pereira Rocha Solteiro Lençóis Não Não 2º Grau Completo 1 7 350,0022 Joelia Santos Rodrigues Solteira Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 6 900,0023 Juliete Rodrigues Brito Solteira Lençóis Não Não 8a série 1º grau Não 6 600,0024 Leandro Nascimento Silva Solteira Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau Não 5 450,0025 Lucielma Pereira da Soledade Solteira Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 4 300,0026 Luzinete Souza Rodrigues Solteiro Lençóis Não Não concluso 2004 Não 13 600,0027 Maiza Souza dos Santos Solteira Lençóis Não Não 8ª Série Não 10 400,0028 Manoela Moreira dos Santos Solteira Lençóis Não Não 2º ano 2º grau Não 5 900,0029 Marcelo dos Santos Silva Solteira Praia Grande-SP Não Não 2º Grau Completo 1 3 150,0030 Márcio Conceição Silva Solteiro Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 4 300,0031 Maridalva Alves dos Santos Solteiro ]Lençóis Não Não 3º Ano Magistério Não 10 600,0032 Marilane Freitas de Oliveira Solteira Lençóis Não Não 8ª Série Não 6 775,0033 Orlando Batista Souza Junior Solteira Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 7 900,0034 Osana Moreira dos Santos Solteiro Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau Não 6 1.000,0035 Ostimário dos Santos Jorge Solteira Lençóis Não Não 2º ano 2º Grau Não 5 600,0036 Paloma Juliana R. dos Santos Solteiro Lençóis Não Não 2º ano 2º Grau Não 4 450,0037 Raimundo R. da Silva Neto Solteira Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 9 500,0038 Rodrigo Conceição Silva Solteiro Lençóis Não Não 2º ano 2º Grau Não 5 500,0039 Roseane Bernardo dos Santos Solteiro Lençóis Não Não 3º ano 2º grau Não 9 200,0040 Soraia Oliveira Solteira Lençóis Não Não 2º ano 2º grau Não 4 350,0041 Tassia Araujo Almeida Solteira Lençóis Não Não 2º ano 2º Grau Não 4 600,0042 Uilma Souza Santos Silva Solteira Lençóis Não Não 1º ano 2º Grau Não 5 600,00 07
  8. 8. Estes gráficos foram produzidos pelos jovens na oficina de gestãofinanceira e no curso de computação Idade Renda mensal por pessoa 08
  9. 9. Escolaridade Gênero 09
  10. 10. 1ª EtapaCapacitação interna em regime de convivência- Integração do grupo- Identificação das potencialidades individuais e grupais x cultura local- Aprendizagem dos princípios, metodologia e conceitos chaves desenvolvidos pelo Projeto Grãos de Luz e Griô- Aprofundamento de temáticas -A realidade mundial, brasileira e regional -O perfil social e econômico do grupo -Concepções de cultura e cidadania -Cultura, educação e tradição oral -Cultura e Economia Solidária -Turismo de base comunitária -Artesanato de reutilização e reciclagem -Música e dança de tradição oral regional -Cultura digital e comunicação -Gestão financeira e Produção cultural -Cooperativismo 10
  11. 11. 2ª EtapaCapacitação externa em regime de convivência- Vivência de administração e produção de um encontro educativo e cultural integrando gruposculturais de Lençóis, Universidade Estadual de Feira de Santana e representantes do MinC, doInstituto Paulo Freire e do Prêmio Itaú-Unicef- Vivência de um projeto de cultura e economia solidária - Fundação Casa Grande, no Ceará.- Pesquisa vivencial das Trilhas Griôs de Lençóis 11
  12. 12. 3ª EtapaOficinas em regime de convivência - Autonomia e protagonismo- Qualificação do espaço de oficinas (ver pag. 26)- Regras e divisão de tarefas para a convivência;- Habilidades específicas, produtos culturais e sistema de avaliação em oficinas de : -Turismo de base comunitária - a Trilha Griô -Artesanato de reutilização e reciclagem -Música e dança de tradição oral regional -Cultura digital e comunicação -Gestão financeira e Produção cultural- Planejamento e implementação de ritual de convivência semanal para: - Formação do continente grupal - Expressão da identidade no centro da roda - Transmissão de saberes de tradição oral : ciências, mitos e histórias - Convivência e reverência a griôs e mestres - iniciação dos jovens na criação de sua própria história de vida- Estágios, intercâmbios, participação em seminários e oficinas de trocas de experiências na comunidade, na região e no país; (nas fotos acima: Tássia, jovem do projeto em oficina de áudio no Encontro de Conhecimentos Livres do Cultura Digital/MinC - Salvador/BA, e vivências de integração com índios Tupinambás, Kaimbés e Kiriris, em Lençóis/BA)- Técnicas de apreciação de produtos- Exposição e atendimento interativo 12
  13. 13. Oficina de Turismo de Base primeira semana de junho de 2006. Para realização da capacitação elesComunitária arrecadaram R$790,00 com a venda de seus produtos e serviços. A viagem foiA oficina se iniciou com a meta principal de muito importante como inspiração para acriação de um jogo educativo e cultural de criação do próprio modelo de roteiro doTrilha Griô, como parte da sustentabilidade grupo e para a articulação de roteiros BA-e do processo de fundação da cooperativa CE que já estão sendo oferecidos ade jovens. A intenção era criar o jogo e parceiros internacionais. Em seguida osvender a vivência da trilha junto à jovens definiram com as comunidades decaminhada tradicional do Velho Griô. Lençóis as atividades que integram o roteiro das Trilhas Griô e passaram aAs primeiras experiências da trilha vivenciar na Oficina de Música e Tradiçãoaconteceram com as visitas da Radiobrás, Oral a prática de rituais da PedagogiaBahiatursa e Embratur. Porém, neste Griô, integrando esta prática nos rituais deprocesso o Grãos de Luz e Griô conheceu abertura das trilhas.o Projeto Bagagem, investindo numaparceria para integração da Pedagogia Griô Com o primeiro roteiro das trilhasaos princípios e práticas do turismo de elaborado os jovens produziram osbase comunitária. folhetos sobre cada comunidade com dados sociais e culturais, os materiais deA Oficina aconteceu de março a novembro divulgação folder, cartas de boas vindas,de 2006. O processo começou com uma regras de convivência que os visitantespesquisa participante orientada pela recebem numa pasta produzida na oficinametodologia da caminhada do Velho Griô, de Papel Reciclado. Criaram ainda o nomeonde os jovens caminharam nas do grupo (Grupo Calumbé de Turismo decomunidades rurais que já faziam parte da Base Comunitária) e desenhos quetrilha do Grãos de Luz e Griô com o inspiraram a sua logomarca. O primeiroobjetivo de criar um roteiro cultural e de roteiro das Trilhas passaram por 3 visitas-convivência através das rodas de conversa, teste e foi avaliado por visitantes de Sãorodas de músicas e danças, se colocando Paulo (3), Salvador (1) e França (1).como griôs aprendizes de ofícios eartesanatos e conhecendo as Associações O próximo passo foi o levantamento deComunitárias locais, como surgiram, todos os custos e estudo de preços deporque surgiram e como trabalham. Neste roteiros turísticos do mercado local,processo 8 jovens e a educadora da oficina previsão do lucro e início da discussão deentraram em contato com a Coopagran da como usar esse lucro. A partir da definiçãoFundação Casa Grande em Nova Olinda do preço final, o Projeto Bagagem emCE para a realização de uma viagem de parceria com o Grãos de Luz e Griô passoucapacitação em turismo de base a divulgar o roteiro - Trilhas Griôs.comunitária nesta Cooperativa durante a 13
  14. 14. Durante a fase de inscrição (3 meses) os visitantes que encontraram-se com griôs ejovens articularam e realizaram Rodas de mestres da tradição oral em vivênciasConversas com pessoas ligadas ao culturais, de convivência e brincadeira em 3conteúdo dos roteiros: o presidente comunidades rurais de Lençóis. O roteiro da Associação de Condutores de Visitantes financia produtos artesanais das oficinasde Lençóis, o que resultou na participação Grãos de Luz e Griô, assim como produtosdos jovens em cursos de geologia e história e serviços das famílias das comunidades elocal, além da previsão de credenciamento associações envolvidas. Os grupos dedos jovens como Guias Cadastrados pela visitantes e os atores envolvidos avaliamACVL em 2007; o presidente da Associação regularmente as trilhas, o crescimentodos Empresários de Turismo de Lençóis e progressivo dos recursos arrecadados ecom o primeiro diretor do Parque Nacional dos investimentos que a comunidade temda Chapada Diamantina, escritor do livro realizado com os mesmos.Um Guia para a Chapada Diamantina, RoyFunch. Essas conversas foram Uma das lideranças jovem do grupoesclarecedoras para que os jovens (Roseane Bernardo dos Santos) participoupudessem pensar estratégias de articulação do seminário sobre Educação Patrimonialde seu trabalho com a economia local. promovido pelo Programa de regionalização do Turismo na Chapada Diamantina doPesquisas em bibliografia específica sobre Sebrae em Seabra/BA, que reuniu 11temas relacionados ao roteiro também Municípios.aconteceram para interagir informaçõescientíficas e históricas com saberes da Duas lideranças (Roseane Bernardo dostradição oral no roteiro criado. Ao mesmo Santos e Maiza Souza Santos) estãotempo em que isso acontecia, os jovens organizando o Estudo de Caso do Grupopassaram por um processo de revisão da Calumbé para apresentar no Fórum Mundialsua história de vida e de auto-avaliação de Turismo para a Paz e Desenvolvimentobaseada em 6 indicadores: capacidade de em Porto Alegre de 29 de novembro a 2 deliderança e pró atividade, capacidade de dezembro que reunirá experiências detrabalhar em grupo, alegria e ímpeto vital, turismo sustentável do mundo todo.comprometimento e responsabilidade,capacidade de expressão oral e escrita, Todo este processo está registrado efreqüência e pontualidade. servirá como modelo para a criação de outros núcleos jovens de turismo de base As lideranças que se emanciparam na comunitária na região e no Brasil que farãooficina passaram por um processo de parte de uma rede junto ao Projetoaprendizagem para a coordenação das 4 Bagagem e Grãos de Luz e Griô.trilhas Griôs criadas com 4 grupos de RESULTADOS E PRODUTOS 5 grupos recebidos, num total de 42 visitantes R$ 13.905,00 em vendas R$ 7.742,00 gerados diretamente para associações comunitárias parceiras e jovens - 1 livreto de cada comunidade parceira com dados sociais, saberes populares e científicos das comunidades - 1 notícia publicada no site www.aprendiz.org.br - 1 registro da história de vida de cada integrante - 1 portifólio com todo o processo registrado por meio de textos e fotos - 1 informativo bimestral produzido 14
  15. 15. Oficina de artesanato em A seguir estão listados todos osretalhos e papel reciclado produtos elaborados nos últimos 9 meses da oficina de retalhos e 6 meses de oficinas de papel reciclado : A frequência dos jovens das oficinas deretalhos e papel reciclado girou em Retalho:torno de 90%. 15 Bonecos de pano dos grupos culturais; 34 Bonecos de pano dos orixás;Os jovens vivenciaram os rituais semanais 50 Panôs pequenos;de cantoria, dança e histórias de vida, 5 Panôs grandes;aprendendo a contar sua história e a 25 Paninho bordado e aplicado;pesquisar saberes vivenciados com 2 Colchas aplicadas;histórias de vida de cada um e de 5 Colchas de retalho;representantes importantes da tradição 4 Colchas de Patchwork;oral. Receberam cursos diversos em 2 Cortinas;artesanato com artesões locais e visitantes, 6 Calças manchadas;tais como, pintura em tecido, dobraduras de 5 Blusas manchadas;papel com a técnica do origame, tear em 10 Paninhos manchados;linha, palha e cordão, crochê, pontos de 5 Aplicações em roupas;costura a mão, pontos de costura em 15 Aplicações em camisetas;máquina, e linha de produção em papel 3 História de vida e 14 Livros de tecido comreciclado com a estética e materiais aplicação;naturais locais, projeto produtivo de papel 32 caixas com bonecos e panos que contareciclado, montagem de exposição. a História de Aqualtune, princesa afro brasileira do século XVI;.O grupo de jovens aprendeu a planejarmetas semanais de produção, atender ocliente, receber encomendar, criar proposta Papel:de produto e criar linha de produção dos 10 Agendas com porta retrato;produtos, avaliar a qualidade dos produtos, 12 Agendas simples;criar preço e negociar com o cliente. 9 Display; 6.000 papéis coloridos;Os jovens aprenderam a liderar sua própria 245 Porta retrato;oficina oferecendo seu serviço para o 20 Cadernos;Festival de Inverno local quando atenderam 25 Cardápio;34 pessoas de todas as idades das escolas 15 cordeis;e associações locais, criando ainda 7 Oficinas no Festival de Invernoexposições diárias no espaço do projeto eexposições no Festival de Inverno. A venda dos jovens atingiu a meta de R$ 5.500,00 em 6 meses. 15
  16. 16. A seguir temos histórias de vida de Adelina de Souza. Em 1950 eu jácostureiras locais que estão sendo costurava, Hoje já não costuro mais comopesquisadas e organizadas pela oficina antigamente, por falta de paciência e pore retalhos: causa das vistas. Já trabalhei no posto de Metereologia, no museu com 18 anos e minha professora se chamava Helódia. EuHistória de Dona Nilza não tive nenhum filho, mais adotei Merica com 27 dias de vida, ele diz que não tinhaDona Nilza começou a costurar com 16 máquina de costurar. Eu conheci meuanos de idade. Ela aprendeu a marido Serafim, quando ele morava na ruacosturar sozinha, por que não tinha dos negros, foi na casa dele, e ele falavaninguém para ensinar ela. Hoje a filha dela que era meu primo. Casamos emsabe por que ela ensinou. Ela comprou Tanquinho de Lençóis no ano de 1962, comuma máquina para sobreviver, mas mais cinco moças, eu adorava cantar eultimamente não esta sendo a renda dela, fazia muita renda de bilrro, hoje moro napor que ela fica mais na roça. Ela nunca rua do Rosário desde agosto de 1967, meusaiu ensinando pela município de Lençóis, marido faleceu há alguns anos. Conheçomas gosta por que ela ensina e aprende. várias cidades, Lapa, Salvador, Seabra, jáEla já ensinou a fazer muitas coisas como apresentei minhas artes no Teatro Castrovender bonecos pamonha para ganhar Alves em salvador e vou todo ano para adinheiro. Não foi difícil aprender a costurar Lapa. Costurei meu próprio enchoval.por que ela gostava e queria aprender. Minhas artes custam em média 35,00 reais. Meu sonho é ficar em casa trabalhando.“Quando eu estou costurando eu me Antigamente nas Festas de Micareta e mesinto bem, principalmente fazendo uma vestia de borboleta e saia nos blocoscolcha, que pode ser feita em dois dias pulando e fazendo folia, existia váriosou semanas. Enfim... eu acabo blocos: Jovens, crianças e adultos, tamémterminando a costura , costuro para os das mulheres casadas e solteiras.ganhar e por que me sinto bem .O Tem vária marchinha que eu cantava emelhor ponto da costura é ponto reto. E entre elas está... Ei você ai me da umé interessante vestir as pessoas”. dinheiro ai.História de Dona Valdelice História de Dona IvanildeSou filha de Lençóis, nasci no Capão, em Comecei a costurar com 12 a 15 anos de1929 e fiz a 1ª comunhão com 10 anos de idade, costurei para meu irmão e fizidade. D.Valdelice de Oliveira Souza, uma blusa para meu afilhado, fiz tambémaprendi a costurar olhando as pessoas, várias roupas de tricô, lã e outros. Eucomo D. Julinha e outras. Os tipos de gosto muito de costurar, mais agora tácostura que eu faço são : Labirinto, flor de muito ruim, por causa das vistas, para fazermalva, crivo cheio, rego de cana, ponto uma blusa eu levo vários dias, semprecruz. Começei a costurar com 30 anos de sonhei em ser costureira, antes deidade. Estudei até a 4ª série primária e costurara, quando eu era jovem euadoro fazer o ponto labirinto, que é o mais sonhava em ser enfermeira, meu destinodifícil. Hoje tenho 58 anos de idade e era se formar e ser enfermeira. Sempre fizenxergo pouco. Sara, Diva e Nair Santos calças para vender e comprar roupas paraforam as pessoas que eu mais costurava mim. Nunca ensinei outras pesoas apara elas. Costurar é o que eu mais gosto costurar, agora estou com 68 anos dede fazer. Lisa, filha de Tinoquinho, eu dava idade e aprendi a costurar sozinha, sóaula para ela na casa de Eduilson, lá era a olhanso os outros, só Rosinha filha de D.minha escola. Minha mãe me ensinou a Miné que me ensinou a fazer alguns pontoscosturar bainha aberta, ela se chamava 16
  17. 17. Eu me sinto bem costurando e tudo que eu esperar a parteira chegar. E a parteirafaço eu gosto. Linhpo e opalina são os demorou, demorou. Ei Maria de Inocêncio!!!panos que eu mai gosto de costurar e calça Vem cá me ajudar. Era Maria irmã depara homem é o mai dificil das costuras. Cabra Mundo. Aí Maria veio :”o que é queTenho 9 filhos: Valdivir, Bartolomeu, Vaelço, vamos fazer? ” Vai botar a colher. VaiVilmar, Valdemir, Valdeude, Miguel e ascender o fogo. Nesse tempo eles nãoEvanildo. O nome do meu marido éValdiro, usava gás. Era fogão de lenha, naquelaquando eu o conheci, foi um dia em que vi casa que Zezinho Poeta morava. Aí Mariapassando e eu disse para mim mesma, que botou logo a colher...”Bota logo a colher noiria namorar com ele. Ele trabalhava fogo Maria!!”, traz a tesoura! Maria botou acomo garimpeiro e pegava muito diamante, colher no fogo !!” “Tráz o álcool !!” E trouxeele morreu anos atrás. Sou da religião tudo pra cá pra nós cortar. Quando euCatólica, apostólica do Coração de Jesus, estava aproximando pra cortar a parteirasempre morei aqui em Lençóis, a minha que Jerônimo foi buscar chegou. Era amãe é daqui, mas o meu pai é da Chapada mulher do soldado que chamava Rosa. EleVelha, meu avô e meu pai era branco,, não mora ali em Dona Julinha, na chácara, aliconheci os meus avós. Já costurei para embaixo no Lava Pé. Ela mora ali. Aí elafora várias vezes, e hoje faço parte do chegou e eu entreguei pra lá. Foi ela queGrupo Mulheres Que Acreditam, e ao todo cortou o umbigo do menino.temos 10 mulheres participsndo. Cristina doColonial foi a primeira pessoa a pensar em Como faz pra cortar?juntar e formar esse grupo. O nome é este (Rosa) Pra cortar a gente marra, mede eporque acreditamos que podemos dar certo corta no meio. Eu meço três dedos daem tudo que fazemos. Nosso presidente é barriga do menino; amarro ali, amarro cá eHercules e o vice é Alfredo. O que nós corta. Hoje em dia fica queimando comprecisamos é de material e doação para o álcool e com não sei o que. Nós não. Nóslar dos idosos. queima é com a colher. Tem que botar acolher e queimar. Esquentar o óleo de amêndoa e botaEntrevista com Griôs locais pro umbigo cair. Na segunda-feira nós faziaDona Rosa de Cata Taxo e Dona Lina a feira em Lençóis. Vinha de pé, trazia sacos de coisa pra vender. Melancia,Quem te ensinou a fazer parto? abóbora, outra hora era limão, outra hora(Rosa) Quem me ensinou a fazer parto foi era chuchu. O que nós tivesse da roça nósDeus, Nossa Senhora e o “apertucho” das levava pra vender em Lençóis. Aí nós“muié”. Porque tinha hora que não tinha acabou de vender. Deus ajudou que nesseninguém. Tinha eu. Aí acode aqui, acode dia eu vim. Que quando eu cheguei daaqui. Eu sem querer que eu não sabia casa de Deusdete pra lá naquela ladeirinha.Quando pensava que não, “evinha” um eu tô vendo um menino chorando. Umneném e eu não podia deixar cair no chão. menino chorando eu digo oxente! Ali temMas dizer que eu sabia de nada. Não sabia uma mulher que ganhou neném agora. Anão, eu não sei. O primeiro menino que eu mulher foi mais nós. Ela passou por a gentepeguei foi minha neta Eliete de Genaia ali na ladeira de pedra. Ela mais adiante eestava nós duas sozinha. Não tinha nós mais atrás.Que quando eu cheguei lá aparteira. Aí Jerônimo saiu e foi atrás da mulher já tinha ganhado neném. Ganhouparteira e deixou nós duas sozinha. sozinha. Aí eu fui ajudar. Eu terminei eQuando pensa que não ela está: “ô cortei o umbigo da menina e ajeitei amainha, acode aqui, me acode aqui” e mulher.quando eu cheguei a nega estava coroada.Eu ia deixar cair? tinha que segurar a Toma um banho do corpo todo e tira.moleca. E Deus me ajudou que ela nasceu Durante o dia ela passa sem e de noite elae não demorou de despachar. Aí eu peguei sempre amarrava um pano. Não precisavao neném rolei nos panos. Agora vamos botar mais nada de óleo não. 17
  18. 18. Como ajeitava a mulher? arma”(Rosa). “Bota a viga grande, da viga(Rosa) Não podia apertar a barriga antes grande tem as duas cordas, das duasde sair a bolsa porque se não a bolsa fica cordas bota os paus, dos paus bota ospresa. Tudo isso era antigamente, pois hoje pesos. Ali é os pesos que enxuga a massa.em dia elas não quer isso mais. A gente Ela imprensa a massa e cessava natinha que pisar. Já deixava o cêbo de rim peneira de arame ou de tara. Pra torrar erade gado. A gente pisava o cêbo no forno de pedra. Depois encostava acom mastruz com hortelã, aqueles remédio farinha torrada”(Lina). “Eles não puxava amesmo de mulher. Pisava aquilo tudo roda sem puxar uma cantiga “(Rosa).e quando acabava machucava tudo, “Eram jogos de verso de quatro. Doisesquentava, passava na barriga da mulher cantavam dois respondiam”(Lina). “Tinhae amarrava com um pano na barriga. Mas uma de nós no bulinete, cevado. E tinhasó podia amarrar quando a mulher quatro puxando”(Lina) “É que é dois dedespachava tudo. Antes dela despachar cima e dois de baixo e uma avando”(Rosa)não pode amarrar não. É a placenta. A “O braço da roda é dois braços. Em cadagente balançava e também pegava pra braço tinha duas pessoas”(Rosa). “E umapuxar. Não pode deixar por ela só não. Tem cevado a mandioca”(Lina).hora que ela vem logo e tem hora que elademora e a gente tem que descascar ela.Depois que tira ela é que amarra o panocom o cêbo e as folhas machucadas.Depois dá um banho de água morna e nooutro dia em diante é que a gente vaiprocurar remédio pra dar. Os meus que eupeguei foi assim. E nós era assim. Prabeber a gente dava chá de hortelã, poejo,remédio de mulher parida. O cêbo e asfolhas é pra sossegar no lugar. Porquequando a mulher tem menino a dona docorpo fica doida caçando aquela criançaque ela foi criada junto. O pano ficaamarrado quinze dias. Com quinze dias elaE na casa de farinha?(Rosa) Quando não tinha roda de farinha, agente fazia farinha era no ralo. “Reli eganhei muito dinheiro no ralo”(Lina). E eutambém (Rosa). Ralo é partir uma lata degás e mais quatro bandas fazia quatro ralopinicado no prego. Bota numa tábua, temas gamela de ralar e vamos meter amandioca pra dentro. “Ralando caía amassa”(Lina). “Botava na prensa,emprensava, enxugava, ia cessar e agoraaí estava no forno até fazer aquelafarinha”(Lina). Quando era em roda eramelhor, mas em ralo não era boa coisanão. Cortava a mão da gente toda”(Lina)A prensa era de caixão ou de vara. Aprensa de vara você faz da que vocêquiser (Rosa). “Era uma espécie dearapuca. Na arapuca é só botar uma tábuapor baixo quadrada e aí tem os morãozinhode segurar a vara. Você vai longe com essa 18
  19. 19. Oficina de Música e TradiçãoOral Ritual de Vínculo e aprendizagemA Oficina de Música e Tradição Oral deu semanalinício a seus trabalhos a partir de umaCapacitação em Pedagogia Griô que 1. Pedido da benção com o Cajadotrabalhou a Roda da Vida e das Idades comos jovens, organizando o espaço de Ritual 2. Cortejo e chegada com jogo de versosde Vínculo e Aprendizagem semanal das construindo a Roda do Chapéuoficinas que foi cuidado inicialmente pelaOficina de Música e Tradição Oral e depois 3. Ativação com a dança do trabalho docontinuado por todos os jovens e oficinas. pilão – terra, ritmo, sincronia em roda,Em paralelo foi realizada caminhadas a força do trabalho coletivo, mutirão – cocoquatro comunidades da Zona Rural de umbigada de pisar o barro, mostrar(comunidades de Remanso, Ingazeira, movimentos arquetípicos de trabalhoCantinho, Tanquinho e Riachão). O Ritual coletivo;Semanal manteve o espaço de encontro detodos os jovens na roda, vivenciando as 4. Ativação com a dança do trabalho dodanças, músicas e hiostórias aprendidas milho – alegria, celebração do trabalhonas caminhadas com as cantadoras, (dionísio e o vinho) - ressignificando ocantadores, dançarinos, parteiras, foliões, trabalhobrincantes de tradição oral da nossa regiãoe de outros cantos do Brasil. O ritual 5. Liberação do movimento com a dançafacilitou a integração entre a brincadeira, as do maribondo – a brincadeira para liberarciências, a reverência, os pedidos de os medos, as tensões da vida, asbênção aos mais velhos e ancestrais, o repressões do corpo como um rock on therespeito ao silêncio, o encontro de olhares, clock, uma catarse bem respirada ea contação de histórias míticas, histórias de reguladavida de Dona Rosa, Dona Ana, Dona Bela,Seu Aurino (griôs e mestres de tradição 6. Dança de sincronização em par - contatooral), histórias de vida dos próprios jovens, a 2 com trocas em umbigada – em roda econtação de causos, o diálogo, o em todo o espaço – enfatizar a importânciareconhecimento pela apreciação dos relatos do contato, da liberdade do corpo para odas atividades semanais das oficinas, a contato com o outrotroca de saberes, todos os elementos queformam a Roda da Vida. 7.Caminhar sinérgico, em sintonia e complementaridade de movimento – contato, dialogo da intersubjetividade, o que acontece entre mim e você, não o que 19
  20. 20. acontece dentro de mim, ou de você, um Caminhada na comunidadedialogo que vai além das palavras, que fala quilombola do Remansocom todos os sentidos – o olhar, a escuta, aespreita, flexível, fluido, prazeroso, A primeira comunidade rural visitada pelosmalandro, o movimento que revela a jovens da Oficina foi o Remanso,boniteza e complexidade do corpo. O reconhecida pela Fundação Palmaresmovimento que integra ritmo e melodia, como remanescente de Quilombo. Osrazão, cálculo, ocupação do espaço e jovens foram recebidos pelo Mestreemoção da relação com o outro. Exercitar a Sanfoneiro Seu Aurino e pelo Zabumbeirobase, o giro, a ginga antes de começar a Roberto. Seu Aurino contou a história dacaminhar. Fechar com um abraço completo, travessia do Rio Marimbus pelas primeirasinteiro. famílias que fundaram o Remanso e como ele aprendeu a tocar sanfona com o seu8) Toré da Mata para regulação e pai, Seu Binô. Mestre Aurino estáformação da roda da identidade ensinando ao jovem Branco o toque da sanfina de 8 baixos.9) Toré do Ramêia para chamar aidentidade – cada um ocupar o centro do “Quando meu pai ia pra roça eu pegava amundo, o centro da sua historia, o centro da sanfona escondido e tocava. Ele só foiroda EU SOU INDIO, EU SOU NEGRO. descobrir muito tempo depois, duranteCitar Frase célebre de Dom Oba SOU uma festa de aniversário. Meu pai estavaAQUILO QUE SOU tocando e num intervalo que ele foi pro banheiro eu peguei a sanfona e comecei a10) Toré Mucará – nossa pátria não é tocar. O espanto foi geral e quando meunossa língua, nossa pátria são mil línguas, pai voltou ele não acreditava no que via. Aimil historias e nós temos que aprender ele me perguntou como eu tinhaestas historias de nossas identidades. aprendido. Eu confessei: aprendi sozinho tocando quando o senhor ia pra roça. Ai11) Roda de embalo com cantigas de ninar ele me disse: E tu tá tocando bem,das comunidades rurais– embalar a menino!!”.humanidade, transformar este suor em calorhumano, em contato e proximidade, O zabumba tocado por Roberto foi aembalar a vida de todos, intimidade, inspiração percussiva de Marquinhos, 13confiança, entrega. Mandela – se podemos anos, criança aprendiz dos jovens daser educados para o ódio, podemos ser Oficina. A partir deste encontro, algunseducados para o amor. jovens passaram a pedir a benção a Seu Aurino nos Rituais de Encontro das12) Roda de olhar com hino de libertação Oficinas do Grãos, reconhecendo-o comoda juventude africana- exercitar o olhar, sábios da tradição oral.deixar que o outro atravesse os nossosolhos e toque em nossa subjetividade A inspiração para a jovem cantora Eniele foi a voz da rezadeira Pedrina, tornando-se13) Roda de contação de historias – pedir participante do espetáculo dos jovens nobnção aos ancestrais e contar mitos sobre Festival de Lençóis. Parceira de Pedrinaa ancestralidade - mito de Gueno e Ewa do na segunda voz, Dona Rosa, parteira denoroeste da África; histórias de vida de uma 78 anos, foliã de reis, rezadeira, trouxe namestre presente; histórias das pessoas sua história o mito do diamante, contadapresentes na roda; pelo Velho Griô na sua caminhada pelas escolas públicas do município.14) Roda de compartilhamento de sonhos erealizações;15) Cantorias de Despedida 20
  21. 21. Caminhada na comunidade do pequena comunidade de Ingazeira.Tanquinho Segundo ele, é o ouro que chama. Há três anos envolvido na rede dos gruposA segunda comunidade visitada foi a do mobilizados pelo Grãos de Luz e Griô, SeuTanquinho, que por sua proximidade à sede Isidoro por decisão própria saiu emdo município de Lençóis caracteriza-se caminhada por escolas da região,como comunidade já urbana. A sua feira contando sua história de vida, tocando suasemanal é mais importante que a feira da viola e fazendo samba de roda com assede de Lençóis, pois é um entreposto dos crianças.agricultores da região. E foi num dia de feiraque os jovens acompanhou um cortejo doVelho Griô com os cantadores do Samba Caminhada na comunidade deBrasileiro (Martim, Pedro, Emídio e Água BoaPicopeu). O cortejo partiu da casa de SeuEmídio, passando pela feira até a casa de Com seu Isidoro integrado à caminhada, aMartim e finalizando na rasa da chefe de outra comunidade visitada foi a de Águareis Dona Derina. Uma vivência do ritual da Boa, onde os jovens conheceram Seucaminhada dos Ternos de Reis pelas Antônio Professor. Tocador de violão,lapinhas no período de 25 de dezembro a 6 acompanha o Terno de Reis de seu irmãode janeiro. Neste cortejo os jovens tocaram, Seu Zé Herculano. Seu Antônio Professordançaram e registraram com uma câmara não foi formado pela escola pública, masdigital. foi o primeiro professor da região, dando aulas numa sala de sua casa. Hoje Seu Antônio Professor é aposentado eCaminhada na comunidade da apresenta com orgulho mais de 70Ingazeira cantigas escritas por ele, todas organizadas por ordem de data numaA outra comunidade rural visitada pelos pasta. Ouvinte de rádio, Seu Antônio traz ajovens da Oficina foi Ingazeira, localidade melodia das músicas sertanejas às chulasde difícil acesso, em torno de 40 km da e sambas de roda da região. Nas cordassede Lençóis, sendo 20 Km em estrada de da viola de Seu Antônio Professor, osterra, isolada nas épocas de chuva. Na jovens da Oficina de Música e TradiçãoIngazeira mora Seu Isidoro, chefe de um Oral ouviram a primeira versão do cordelTerno de Reis que caminha em torno de do Griô, em nove versos de septilha, com300 casas entre os dias 25 de dezembro e pequenas alterações à letra entregue a ele6 de janeiro, dia do Santo Reis. Tocador de 20 dias antes pelo Griô Aprendiz Márcioviola, neto de índia, Seu Isidoro conta o que Caires, autor do cordel.aprendeu de seu pai sobre as ervas eárvores plantadas e usadas pelos índiosque ocuparam a região antes da chegada Caminhada na comunidade dodo homem branco. Ele revela um grande Cantinhodesejo de conhecer uma pintura indígenaexposta numa caverna na região, trazida na Junto com Seu Isidoro, Seu Antôniomemória das histórias do seu pai. Através Professor integrou-se à caminhada com osde Seu Isidoro, o jovem Branco (Ostimário) jovens até a comunidade do Cantinho,pode tocar uma viola de 10 cordas, que fica caminhando com o Velho Griô até a Escolaguardada toda desafinada para não da Comunidade e foram recebidos peloempenar o braço do instrumento. Branco educador Griô Argileu.presenciou a habilidade de afinação de umsambador que aprendeu a tocar violaacompanhando o Terno de Reis de seu pai.Seu Isidoro conta que vê raios de luz vindodas montanhas que ficam ao redor da 21
  22. 22. Caminhada na comunidade do Para ampliar o universo musical dosRiachão jovens, foram realizados encontros para vivenciar a história da música, numFoi na comunidade do Riachão, próximo a ambiente de escuta e reflexão,Ingazeira, que Marquinhos, criança conhecendo músicas de várias regiões daaprendiz dos jovens da Oficina de Música e África, o Blues, o Ragge, o Rap, oTradição Oral, acompanhou o Velho Griô Chorinho e a MPB. Também assistiram àtocando uma zabumba, aprendida com série “Músicas do Brasil”, um documentárioRoberto do Remanso. A caminhada dos rítimos de vários cantos do Brasil,começou pela comunidade do Seguro, onde abrindo debates importantes sobre culturamora sozinho num rancho no meio da roça de massa, cultura negra, cultura popular ede aimpim, João Picopeu, cantador e outras culturas.sambador do grupo Samba Brasileiro, dacomunidade do Tanquinho. Em seguida a A partir das caminhadas e da vivência decomunidade visitada foi novamente a da escuta de outros universos musicais, osIngazeira, fazendo um encontro entre João jovens iniciaram a criação de melodiasPicopeu e Seu Isidoro. Em seguida foi a para um cordel do Griô, para a história decomunidade da Larguinha, onde mora o vida de Dona Bela e o cordel sobre Domcantador Boi Véi, que também se integrou à Oba, príncipe negro nascido em Lençóis.caminhada. Por fim, junto com o Velho Griôtodos caminharam cantando e realizando Para construir o diálogo da tradição oralvivências na escola da comunidade do com a contemporaneidade dos jovens, osRiachão. jovens pesuqisaram preços e realizaram uma viagem para adquirir com recurso do Programa Monumenta 01 guitarra, 01Caminhada na comunidade da contra baixo e uma bateria em Feira dePonte Santana, Bahia.Foi na casa do curador Mestre Dunga que Resultadosos jovens realizaram a primeira viagem semacompanhamento de professor. Seu Dunga Durante as festas juninas, o grupo daensinou viola e junto com os jovens Oficina de Música e Tradição Oralapresentaram na escola da comunidade organizou especialmente um repertóriolocal, Ponte do Rio Utinga. para tocar junto com a quadrilha das crianças e jovens do Projeto Grãos de LuzDiálogo com outros universos e Griô, apresentando na Escola Estadualmusicais Renato Pereira Viana. As músicas eram associadas ás danças juninas, tocadasAlém de Dona Rosa e Pedrina, os jovens junto com o mestre sanfoneiro de oitovisitaram a parteira Dona Vani, conhecendo baixo Seu Aurino e com o zabumbeirosua história de vida. Conversaram com Roberto do Remanso.Maria Áurea, filha de santo do maior terreirode jarê da região e envolveram na Oficina A primeira renda do grupo veio através decom sua história de vida o filho de santo 3 apresentações articuladas pelo programaMussum, iniciado em Pai de Santo para da Oficina de Turismo de Baseassumir o terreiro de Pedro de Laura, o Comunitária.mesmo que Maria Áurea é filha de Santo. Baseado num roteiro escrito pelaOs jovens também conviveram durante uma educadora Líllian Pacheco em parceriasemana com representantes de 3 grupos com os jovens, foi iniciada a montagem doindígenas do estado da Bahia: Tupinambá, espetáculo “Minha Pátria não é minhaKiriri e Kaiambé. Com os índios aprenderam Língua”, integrando as cantigas e dançasTorés e ouviram suas histórias de vida. aprendidas pelos jovens nas caminhadas 22
  23. 23. pela zona rural no convívio com os griôs emestres da tradição oral com o Rap, o Roteiro da aula-espetáculoRagge e o samba. 1.Cortejo de chegadaPara refinar os arranjos, o grupo participoude um curso com Pedro Amorim, guitarrista Música - “A índia”graduando em Composição e professor do “Não faça o mal quem te faz o bem eu voucurso de extensão da Escola de Música da ao mar depois eu venho e lá no mar temUFBA. umapedra e nessa pedra mora uma índia eu vi a pedra balançar essa índia eu vou buscar”A aula-espetáculo “Minha pátrianão é a minha língua” 2. A benção ”Pra começo de conversa, pesso a benção aos mais velhos, que me dão sabedoria, pra brincar com esses versos, e aos meus antepassados, que deixo aos seus cuidados, como guias do universo. Fala: ”Lá nos sertões da África entre aldeias distantes caminham mulheres e homens aprendendo e ensinando a sabedoria daquele povo. São griôs, e quando os griôs chegam nas aldeias crianças, jovens, tios, tias, mães, pais e avós sentam na roda. Está aberto o ritual do contador de histórias”.O espetáculo foi apresentado durante o Fala: ”A benção na língua ancestral daFestival de Lençóis para 1500 pessoas, na Argélia, do norte da África.”noite principal do Festival, antes daapresentação de Gal Costa. O espetáculo Música: Cantiga de bênção à Mãe Terra,foi aplaudido e considerado pelo aprendida com a caminhante africanaapresentador do Festival como a revelação Munira.do evento. 3. Cordel Griô (Fragmento):O Grupo recebeu da Rede Bahia um DVDdo espetáculo, que será editado para Sou neto de sanfoneirodivulgação do trabalho. E bisneto de rendeira Mistura branco, índio e negroEm seguida o grupo iniciou a gravação do É a família brasileiraseu primeiro CD, que estará pronto até Um projeto foi geradofevereiro de 2007. O grupo teve a Como um filho pegadooportunidade de entrar em contato com as Pelas mãos de uma parteira.ferramentas de gravação de CD emsoftware livre, disponibilizado no Kit Este Projeto que vos faloMultimídia doado pelo Ministério da Cultura. Trata de uma reinvençãoA gravação está sendo acompanhada por Do griô que veio da ÁfricaPedro Amorim. Do Brasil e da tradição Dos que guardam na memória Preservando nossa história Geração em geração. 23
  24. 24. 4. Dom Obá (Fragmento): Música: Nkosi KeleVim da Bahia para lhes contar Fala: Peço que continuem na roda só queA história de um brasileiro agora já podem soltar os braços.VamosSeu nome é Dom Obá fazer um toré da tribo Tupinanbá .O cantoObá de rei Dom de guerreiro se chama Mucará. Primeiro vou ensinar oNasceu junto com Lençóis canto depois ensinarei o passo.Na guerra do Paraguai foi ferozMorreu na favela do Rio de Janeiro. Ô mucará mucará criocá o mucará mucará criocá reruê ru reruá reruê ru reruáFala: “Na língua portuguesa um “rio”significa um curso de água na natureza. Na 8. Cortejo de saídalíngua yoruba um rio pode significar “Eu vou levar marinheiro eu vou levar euproteção, fertilidade e beleza. Mamãe vou levar minha barquinha pro mar”Oxum”. “Eu vou levar marinheiro eu vou levar eu voulevar minha barquinha pro mar”5. Mamãe OxumEu vi mamãe oxum na cachoeiraSentada na beira do rio Transmissão da sabedoriaColhendo lírio lirulêColhendo lírio lirulá O grupo de jovens está formando cincoColhendo lírio crianças e adolescentes nos instrumentosPra enfeitar o seu congá baixo, guitarra, bateria, percussão e sopro. A nova banda já está se apresentando nos6. Reggae de Marreco (MC) eventos da cidade.Fala: “Rock, reggae, jazz, blues, sãopalavras de origem africana. Minha terra O grupo vem registrando a história de vidaancestral é minha terra natal. de cada um dos jovens e crianças aprendizes, além do registro da história de7. Piriquito maracanã vida dos Mestres e Griôs envolvidos.Fala: “A língua de nossas mães ancestraisnos convida para nos proteger, nos embalar Atualmente o grupo já conduz de formaem suas cantigas de ninar. Convido a todos autônoma o ritual semanal das Oficinas,para fazer algumas rodas de embalo, mãos recebendo visitantes no projeto. Este ritualna cintura do outro, olhos fechados, pés foi sistematizado e já se tornou mais umentre-abertos, bastante silêncio e produto cultural vendido aos visitantes.tranquilidade, embalando a roda de leve...” Como forma de busca de sua autonomia,Música: Periquito maracanã os jovens foram acompanhados na escrita“Piriquito maracanã cadê a sua iaiá de um projeto para participarem de umPiriquito maracanã cadê a sua iaiá edital publicado pelo Banco do Nordeste.Faz um ano faz um dia que eu não vejo elapassar Faz um ano faz um dia que eu não A jovem Eniele é hoje representante davejo ela passar”. Associação Grãos de Luz no Conselho Municipal de Educação.Fala: “Essa música que eu cantei agora sechama piriquito maracanã e foi aprendida O jovens participaram de um Seminário empelo Velho Griô com uma criança chamada Seabra, a convite da Universidade doCaio, de 6 anos, da comunidade do Estado da Bahia e foram convidados paraRemanso - Comunidade reconhecida como apresentarem a aula-espetáculo e oficinaremanescente quilombola. E essa música no FESTSESI, em São Paulo e na Bienalque vou cantar se chama Nkosi Kele que é da UNE no Rio de Janeiro.o hino de libertação africana” 24
  25. 25. Oficina de gestão financeira O projeto busca a autonomia e protagonismo em todos as suas oficinas, portanto os jovens participam dos orçamentos, compras e controles financeiros e prestações de contas. O jovem Edelson, 17 anos é o técnico em contabilidade, aprendendo com o contador da associação a preencher cheques, efetuar pagamentos com a exigência anterior da nota fiscal, organizar pastas de fluxo mensal com cópias de cheques e notas fiscais conferidas, tirar extratos e lançar os dados no sistema contábil e financeiro para emissão dos relatórios finais.Oficina de criação gráfica A oficina se integrou nas pesquisas,A Oficina de Criação Gráfica teve como vivências e caminhadas das demaismeta principal a criação de um Catálogo oficinas do projeto com o objetivo dede Produtos e Serviços que conta as aprender os temas relacionados a cultura,vivências e invenções das oficinas de economia solidária e pedagogia griô,jovens do Grãos de Luz e Griô. registrando os processos e resultados de todos os atores.Os jovens Henrique Britto,18 anos, eMárcio Silva, 21 anos, aprenderam A Oficina de Criação Gráfica, em parceriatécnicas de fotografia, manuseio de com 3 jovens das demais oficinas,máquina digital, programas de planejaram e realizaram 2 viagens paratratamento de imagem, editoração capacitação em regime de convivência noseletrônica, aplicando conceitos de Encontros de Conhecimentos Livres doequilíbrio, forma, cor e técnicas de Cultura Digital (Programa do Ministério dacriação gráfica. Cultura), nas cidades de Cachoeira- BA e Salvador- BA , produzindo em oficinas deO catálogo, principalmente nas páginas de áudio, gráfico, vídeo, metareciclagem,produtos que desenvolveram de forma gestão compartilhada e prestação deautônoma, demonstra o nível de contas.criatividade e afeto que eles dedicaram àarte gráfica. 25
  26. 26. EquipamentosAs oficinas foram qualificadascom a aquisição e aluguel denovos equipamentos einstrumentos musicaisfinanciados pelo Monumentatais como a prensa industrial,o liquidificador industrial, abalança para a oficina depapel reciclado; osinstrumentos contrabaixo,bateria e guitarra para abanda da oficina de música. 26
  27. 27. MutirãoComo contrapartida os jovens seorganizaram e reestruturaram o espaçopintando, limpando, plantando, estruturandoo espaço da cozinha e os serviços demerenda diária, e ainda instalandoequipamentos de computação e antena deinternet em parceria com o Ministério daCultura, com o Ministério dasComunicações e com o Ponto de CulturaCiber Parque Anísio Teixeira. 27
  28. 28. EspaçoOutros parceiros e a associaçãocontribuíram com osinstrumentos musicais artesanaise com as maquinas de costurada oficina de retalhos, bem comorenovação de telhados e paredesque estavam com problemas,instalação elétrica de todos osambientes, aquisição de moveise armários que qualificaram oespaço para a realização dasoficinas. A meta para 2007 dacooperativa é se articular comparceiros para a criação de um Depois do mutirão - Fachada do projetoprojeto arquitetônico e em novembro/2006financiamento da construção desalas em substituição aosbarracões de madeira. Fachada do projeto em março/2006Sala de oficina com os jovens,crianças e adolescentesSala de produção gráfica, áudio e vídeo Sala de contabilidade 28
  29. 29. Os jovens Rodrigo Conceição Silva, Joelia e serviços da Chapada Diamantina. JáSantos Rodrigues, Lucielma Pereira da fazem parte da equipe comercial e estãoSoledade e Danilo Santos Nunes foram gerando rendas com as próprias vendas,encaminhados para provas de vestibular além da bolsa do projeto.e estão pesquisando programas debolsas e isenções de custos para estudar Márcio Conceição Silva foi encaminhadona universidade. para estágio na Garra Informática, na área de artes gráficas e atendimento aoAnisio Santos e Edson de Oliveira Costa público, apresentando excelenteFilho conquistaram estágio no setor desempenho. A empresa já estáhoteleiro de Lençóis, e agora fazem parte planejando a sua contratação para o anoda equipe do Hotel Canto das Águas, de 2007.reconhecido internacionalmente e membroda rede Roteiros de Charme. Orlando Batista Souza Junior está trabalhando na área de coordenação deHenrique Luiz Souza Brito e Luzinete eventos da Prefeitura de Lençóis,Souza Rodrigues (foto) estão recebendo mobilizando grupos culturais para o Projetocurso de Publicidade na Editora Flora, Domingueiras, projeto de cultura doempresa reconhecida pela Bahiatursa governo do estado da Bahia.como produtora do melhor guia de produtos 29
  30. 30. Eu, Eniéle Santos da Silva, nasci dia7 de fevereiro de 1987, tenho 19 anos .Muitas coisas aconteceram em minha vida, A minha infância não foi tão fácil, meu paimas a música só começou a fazer parte bebia e chegava em casa quebrando tudodela a pouco tempo. As primeiras e muitas vezes até batia em minha mãe eapresentações aconteceram ainda durante em minhas irmãs. Seu encutimento comminha faseescolar que terminou em 2005. garimpo levou a minha mãe a arranjar umEm novembro desse mesmo ano fiz minha emprego de lavadeira. Ela não suportavainscrição para um curso promovido pelo ver seus quatro filhos passando até fome.projeto Grãos de Luz e Griô em parceria Meus pais se separaram e a vida da gentecom o Ministério do Trabalho e da Cultura, começou a melhorar. Minhas irmãs ePrograma Monumenta e Programa Agente minha mãe trabalharam e aos poucosJovem. Acabei sendo selecionada terminaram de construir a nossa casa.e hoje estou aqui. Faço parte da oficina deMúsica da qual gosto muito de participar. Aos 12 anos eu já trabalhava com a minhaSou vocalista da banda e faz um ano que irmã mais velha, ajudando em casa e nome tornei “filha da família Grãos de luz e mercadinho. Anos depois ela abriu umGriô”. pequeno restaurante onde trabalhei como garçonete. Este ano fiz um curso de Desejo poder um dia sobreviver fazendo o informática e secretariado administrativoque mais gosto: Cantar. Enquanto isso não que me ajudou muito no meu últimoacontece pretendo fazer muitos cursos, para emprego, onde eu trabalhava comconseguir um emprego que eu ganhe o fotografia digital. Voltando a minhasuficiente para ajudar a minha mãe. Uma infância, apesar das dificuldades fuimulher que viveu e vive trabalhando cercada de muito amor e carinho de minhapara manter os filhos, sendo eu a caçula. mãe e irmãos. As brincadeiras que mais gostava eram amarelinha, pular elástico e escolinha com os amigos. 30
  31. 31. Hoje em minha casa vivem ,minha mãe, que mais me deixaram feliz está a gravaçãomeu irmão e eu. Ela tem um trabalho fixo e do primeiro cd da banda Grãos de Luz queganha um salário mínimo mais a bolsa apesar de ainda estar em fase inicialfamília do Governo Federal. Meu irmão não já é um motivo de grande satisfação etem trabalho fixo e eu tenho de renda no orgulho pra mim e para toda famíliamomento a bolsa de 130 reais aqui do Grãos de Luz e Griô. Durante o anoGrãos de Luz e Griô. Estou sempre diversas atividades foram desenvolvidasprocurando fazer alguma coisa para ajudar dentro do projeto e todas elas não fogem daem casa nas contas e na alimentação. Com identidade dessa Associação, a valorizaçãoo meu dinheiro além de manter minhas das culturas de raízes ancestrais atravésnecessidades como vestir e calçar,procuro da tradição oral, a prova disso são asajudar em casa pagando conta de água ou atividades feitas com as crianças, todo umluz, ou até mesmo comprando frutas e trabalho para que elas conheçam históriasverduras durante a semana. Tenho também que fazem parte de sua própria história. Auma poupança que todo mês eu procuro integração de todas as oficinascolocar pelo menos cinqüenta reais. Depois semanalmente funcionam como ode tudo que minha mãe já sofreu eu espero recebimento de boas energias para opoder ganhar mais para que eu possa trabalho que será produzido durante adar uma vida mais confortável e tranqüila semana.Eu gosto muito das vivências depara ela, que devido sua história biodança pois depois da aula me sinto comoé merecedora de uma vida melhor. se tivesse tomado um banho de cachoeira num dia de muito calor. Além de tudo isso A partir de minha entrada no Grãos de luz e tem as pesquisas feitas na zona rural comGriô pude conhecer pessoas de minha os mestres e griôs que é uma verdadeiracomunidade vivenciando com eles toda sua injeção de conhecimento. Toda asabedoria, além da sabedoria de pessoas organização tanto financeira quanto emde outros Estados e até de outros países. relação as atividades que são feitas nasMe sinto integrada com pessoas de uma oficinas transparecem os resultadosforma verdadeira pois compartilhamos do projeto que é o amor de todos aquelessabedorias vivenciadas todas juntas. O que que conhecem e se reconhecem comode mais importante aprendi foi que cada integrantes da família Grãos de luz e Griô.pessoa é um grão de areia e somente todos Por tudo isso eu acredito e confio nesteos grãos juntos podem construir um mundo projeto.mais justo e digno. Independente de cor eetnia somos seres humanos. Das coisas 31
  32. 32. Sou Elivaldino Mesquita de Oliveira capacitando com o apoio do Grãos de Luztenho 23 anos, nasci em Lençóis. e Griô para ser cadastrado na Associação de Guias de Lençóis, aprendendo sobreTerminei o segundo grau em 2003. Fui geologia e história e a fazer turismo nacriado e moro com a minha avó Dona Elilia, cidade. Viajei para Nova Olinda no Cearáartesã, costureira e uma excelente para conhecer a Fundação Casa Grande.cozinheira. Aprendi no Grãos de Luz e Griô Esta viajem teve um impacto para mim quea pedir a bênção a minha avó e contar sua foi o conhecimento e poder sair e encontrarhistória, essa grande mulher muito pessoas. Conhecer a cultura e a beleza decarinhosa que atravessou a seca de 1930, uma cidade, trabalhar em conjunto não sóuma grande dificuldade quando muita gente ganhando, mas pelo amor de fazer.morreu. Ela me contava que quando voltoua chover nossa roça passou a dar abóboras, Tomei curso de computação para digitaçãomelancia e machiches enormes e nunca de texto e impressão. Hoje estou na oficinaparou de dar. E isso só acontece lá. de papel reciclado. Tomei um curso muitoTerminei o segundo grau em 2003. importante em parceria com a ONG Reciclar de São Paulo para melhorar aTrabalho também como guia desde que linha de produção do papel. E tomei váriostenho 13 anos, faço parte como voluntário cursos extras para me ajudar na qualidadeda brigada de combate a incêndios do artesanato em papel, tais como: cursoflorestais e entrei no Grãos de Luz e Griô de fotografia, caligrafia japonesa, origami,numa seleção do projeto em parceria com pintura, e acabamento em trançado comos programas Cultura Viva e Monumenta do linhas, cordão, palhas, etc.Governo Federal, e a ONG LeNa, daEspanha. Essa oportunidade foi muito No Grãos de Luz e Griô mudei meu jeito deimportante porque eu estava vivendo uma pensar, tenho um pensamento maissituação com a lei, quando o Grãos de Luz positivo de ver a vida, acreditando mais eme Griô me apoiou e continua me apoiando mim, confiando mais nos outros,para eu resolver minha vida. aprendendo a contribuir com a sociedade principalmente minha família, porque hojeFiz parte inicialmente da oficina de turismo já ajudo em casa. Aprendo e participode base comunitária onde aprendi muito acreditando que a vida vai melhorar.sobre turismo cultural e estou me 32
  33. 33. Sou Henrique Luiz Souza Britto, filme “Nego Dágua”, em 5 dias de intensotenho 18 anos, nasci na cidade de trabalho e feijoada. Tomei um curso deMantenas em Minas Gerais, na região implantação de software livre pela GESACdos garimpeiros que vieram e fundaram do Ministério das Comunicações.Lençóis. Tive a oportunidade ainda de conhecerVim para Lençóis com 1 ano de idade e Salvador quando fui acompanhar ummoro no Alto da Estrela na Rua do Ciriaco, concerto de computador do projeto numatenho um irmão e vivo com meus pais. empresa parceira. Foi uma sensaçãoMinha vida começou cedo trabalhando na maravilhosa ver os apartamentos, pegarfeira com 7 anos e estudando pela parte da ônibus e conhecer a empresa.tarde. Trabalhei com meu tio numa cerrariacom 15 anos até 17 anos, mas sempre Hoje estou tomando um curso degostei de brincar muito com os meus Publicidade e estagiando em uma empresa,amigos. Quando conheci o Grãos de Luz e graças ao Grãos de Luz e Griô. A empresaGriô a minha vida começou a fica melhor, se chama Editora Flora. Estou aprendendoaprendi a cultura dos meus antepassados a vender produtos de artes visuais. Jáque é muito rica de linguagem e forma de estou ganhando dinheiro com as minhasver as pessoa, não querendo ser melhor um próprias vendas, além da bolsa do projeto.que os outros. O Grãos de Luz e Griô é um Atingi uma venda mensal de R$ 800,00 nolugar que educa as criança pra no futuro, mês de outubro, foi uma grande conquista,como eu, ter um trabalho super 10. ganhei o prêmio de vendas da empresa.Tomei um curso de 4 meses em design no Aprendi a saber mais da cultura digital queprojeto, aprendi a fotografar, aprendi a tratar eu pensava que o computador era só prae recortar as fotos em um programa de jogar e não como ferramenta de trabalho.tratamento de imagem no computador.Aprendi a importar para programa de Eu tenho muita coisa pra falar mas iaeditoração para montar páginas de um gastar muitas folhas e eu só posso falarcatálogo de produtos, fazendo um bom que minha vida está mudando muito,visual sem poluição de cores e imagens, graças ao Grãos de Luz e Griô, a minhaarrumando os textos, a posição das fotos, e força de vontade, da força que minhaa qualidade para enviar para uma gráfica, família me deu e meus amigos, muitoou um site, etc. Tomei um curso também na obrigado por tudo.cidade de Cachoeira de São Félix de vídeo,pesquisando uma lenda e produzindo o 33
  34. 34. ENTIDADE PARCERIA ONG Lena, Espanha Bolsas de Estudo para 20 jovens Projeto Bagagem-SP Educadora e metodologia de oficina de Turismo de Base Comunitária, formação de rede de economia solidária Associação de ex-alunos da Organização de grupos de visitantes para Fundação Getúlio Vargas, Instituto Turismo de Base Comunitária e aquisiçãoInternacional para a Cooperação e o de produtos das oficinas. Desenvolvimento - IICD /EUA, Associação de ex-alunos da Escola Superior de Propaganda e Marketing- SP, Associação Mama Nature de Turismo Responsável -França, Associação Alter Nativas de Iniciativas Inter CulturalesEspanha, Biosfera Brasil Eco Social Tours Articulação de mercado de economia Projeto Reciclar-SP solidária para a oficina de papel. Bienal da UNE, FEST SESI e Rede Apoio para apresentação e registro em dvd Bahia da aula-espetáculo da oficina de música e tradição oral. ONG Aracati Apoio para participação de educadora e jovens no Fórum de Turismo Mundial Editora Flora, Garra Informática e Cursos e estágios para os jovens Hotel Canto das Águas 34
  35. 35. Ponto de Cultura Grãos de Luz e GriôTermo de Compromisso com o Grupo de JovensPelo presente instrumento particular, os jovens, de 16 a 24 anos, da Associação Grãos de Luz, entidadesem fins lucrativos, localizada neste município de Lençóis no estado da Bahia, sob o CNPJ04.159.955/0001-47, e a Associação LENA, entidade sem fins lucrativos, localizada em Naron, Galícia,Espanha, tem entre si o presente Termo de Compromisso para realização de oficinas de Música deTradição Oral, Turismo de Base Comunitária, Reciclagem de Papel, Artesanato de Retalhos, GestãoFinanceira, Computação e Artes Gráficas.Cláusula PrimeiraA Associação LENA contribuirá com o valor de R$ 130,00 (Cento e trinta reais) por mês para uma Ajudade Custo aos jovens para participarem de Oficinas com carga horária de 16 horas semanais e no valorde R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais) por mês para participar de Oficinas com carga horária de 20horas semanais.Cláusula SegundaOs jovens se comprometem a:1) Eleger um líder para cada oficina que vai controlar a freqüência diária de todos os participantes,prestando contas mensalmente à contabilidade da Associação Grãos de Luz;1.1) Caso o jovem tenha mais de duas faltas no mês sem atestado médico ou comprovação de problemanegociado com o grupo e educador responsável pela oficina, perderá sua vaga no Projeto;1.2) Para cada falta sem justificativa será descontado o valor de R$ 10,00 (dez reais) da Ajuda de Customensal do jovem.2) Participar das Oficinas e das reuniões semanais de integração, planejamento e avaliação dasmesmas;3) Elaborar, apresentar e coordenar em parceria com os educadores um Plano semanal de metas detrabalho com Avaliação qualitativa e quantitativa de suas metas;4) Frequentar a escola formal obtendo a freqüência mínima exigida, em casos de jovens ainda nãoformados;5) Cuidar dos equipamentos da Associação;6) Cuidar do espaço físico da Associação;7) Respeitar o grupo e a coordenação da Associação;8) Realizar e garantir a qualidade dos produtos e o atendimento aos visitantes;9) Registrar dados solicitados pela coordenação da Associação para seus relatórios;Cabe à equipe de profissionais da Associação Grãos de Luz a definição do percentual de redução dabolsa caso um ou mais dos itens de 2 a 9 acima não seja cumprido pelos jovens.Cláusula TerceiraOs recursos da venda dos produtos das oficinas serão depositados numa conta poupança paraconstituição de um Fundo de Reserva, dividido em Fundo Rotativo e Fundo Permanente.1)O Fundo Permanente representa 10% do Fundo de Reserva e não poderá ser utilizado com o fim dedivisão da produção entre os jovens. O Fundo Permanente só será utilizado apos a elaboração de umplano elaborado pelos jovens e aprovado pelos educadores.2)O Fundo Rotativo representa 90% do Fundo de Reserva e poderá ser utilizado para fins de divisãoentre os jovens da oficina (R$ 100,00 por mês) e da administração e comunicação (R$ 25,00 por mês) 35
  36. 36. quando for atingido um total mínimo igual a: (número de jovens das oficinas x 12 meses x 100) + (numero de jovens da Administração e Comunicação x 12 x 25 ).3) Caso o jovem desista do projeto e sua saída seja de forma planejada e em consenso com o grupo, ojovem receberá 100% da sua parcela de direito do Fundo Rotativo;4) Caso o jovem desista do projeto e sua saída não seja de forma planejada e em consenso com ogrupo, o jovem receberá 50% da sua parcela de direito do Fundo Rotativo;5) Caso o jovem perca a sua vaga por não cumprimento a qualquer um dos itens deste termo, o jovemnão terá direito a nenhuma parte do Fundo Rotativo;6) O jovem que for incluído no projeto após a assinatura deste Termo, terá direito aos valores do Fundode Reserva constituído a partir da data de sua inclusão no grupo;7) Cada oficina definirá o nível de participação dos jovens no Fundo de Reserva, diferenciando o valor deforma crescente com base nos Níveis abaixo:Nível 1 AprendizNível 2 TécnicoNível 3 - CooperativistaCláusula QuartaA Ajuda de Custo poderá ser suspensa caso haja uma suspensão da contribuição por parte dos sóciosda Associação LENA.Cláusula QuintaOs jovens abaixo assinados autorizam expressamente o uso de suas imagens, textos e audios e dassuas produções em qualquer publicação (Televisão, site, jornais impressos e qualquer meio decomunicação da mídia).Cláusula SextaO presente termo terá validade de 15 de agosto de 2006 a 15 de dezembro de 2006, quando o projetopassará por um processo de avaliação.E por estarem assim justos e contratados, firmam o presente em duas vias, entre os Jovens e orepresentante jurídico da associação.Lençóis, 15 de Agosto de 2006

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