Trabalho final de contabilidade de gestão grupo 3 g2_na_2009
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Trabalho final de contabilidade de gestão grupo 3 g2_na_2009 Trabalho final de contabilidade de gestão grupo 3 g2_na_2009 Document Transcript

  • CURSO SUPERIOR DE GESTÃO DE MARKETING UNIDADE CURRICULAR DE CONTABILIDADE DE GESTÃO “ANÁLISE ECONOMICA E FINANCEIRA E DE FUNCIONAMENTO DA EMPRESA SETH, S.A.” Trabalho elaborado para a Unidade Curricular de Contabilidade de Gestão, leccionada pelo Professor Dr. Miguel Rodrigues. TURMA G2NA – GRUPO 3 Sandra Sequeira nº 207025; Susana Alcântara nº 207041; Pedro Gonçalves nº 207039; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 LISBOA – JUNHO 2009
  • ÍNDICE:ABSTRACT...................................................................................................................................PÁG. 5RESUMO.......................................................................................................................................PÁG. 6PALAVRAS-CHAVE. .................................................................................................................PÁG.7INTRODUÇÃO...........................................................................................................................PÁG. 8METODOLOGIA.......................................................................................................................PAG. 9I– ENQUADRAMENTO TEÓRICO..................................................................PÁG. 101 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS...................................................................PÁG.101.1 O BALANÇO...............................................................................................................PÁG. 101.1.1 PRINCIPAIS CONTAS DO ACTIVO...................................................................PÁG. 131.1.2. PRINCIPAIS CONTAS DO CAPITAL PRÓPRIO.............................................PÁG. 161.1.3. PRINCIPAIS CONTAS DO PASSIVO..................................................................PÁG. 181.1.4. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS......................................................................PÁG. 191.2. A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS.........................................................PÁG. 191.2.1. PRINCIPAIS CONTAS DE CUSTOS....................................................................PÁG. 201.2.2. PRINCIPAIS CONTAS DE PROVEITOS............................................................PÁG. 222. O MÉTODO DOS RÁCIOS.....................................................................................PÁG. 232.1. OS RÁCIOS DA SITUAÇÃO FINANCEIRA......................................................PÁG. 24.2.2. OS RÁCIOS DA SITUAÇÃO ECONÓMICA......................................................PÁG. 272.3. OS RÁCIOS DE FUNCIONAMENTO.................................................................PÁG. 28 Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 2
  • II– ENQUADRAMENTO PRÁTICO.................................................................PÁG. 311. DESCRIÇÃO DA EMPRESA SETH, S.A.............................................................PÁG. 311.1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS..................................................................PÁG. 321.1.1. BALANÇO....................................................................................................................PÁG. 32• BALANÇOS GRÁFICOS...........................................................................................PÁG.341.1.2. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS..............................................................PÁG. 362. INDICADORES DE GESTÃO...............................................................................PÁG. 373. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA.........................................................PÁG 373.1. ANÁLISE ESTÁTICA 2007......................................................................................PÁG. 383.2. ANÁLISE ESTÁTICA 2008......................................................................................PÁG. 413.3. ANÁLISE DINÂMICA..............................................................................................PÁG. 444. CONCLUSÃO..............................................................................................................PÁG. 44BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................................PÁG. 46NETGRAFIA.............................................................................................................................PÁG. 46ANEXOS.....................................................................................................................................PÁG. 47 Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 3
  • ÍNDICE DE QUADROSQUADRO 1 – BALANÇO......................................................................................................PÁG. 11QUADRO 2 – PRINCIPAIS ELEMENTOS DO BALANÇO.......................................PÁG. 12QUADRO 3 – DEMEONSTRAÇÃO DE RESULTADOS.............................................PÁG. 20QUADRO 4 – BALANÇO - 2006 E 2007............................................................................PÁG. 32QUADRO 5 – BALANÇO - 2006 E 2007 (CONT.)..........................................................PÁG. 33QUADRO 6 – RESUMO DOS BALANÇOS......................................................................PÁG. 33QUADRO 7 – BALANÇOS – GRÁFICOS.........................................................................PÁG. 34QUADRO 8 – DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS – 2006 E 2007....................PÁG. 36QUADRO 9 – INDICADORES DE GESTÃO – 2006 E 2007.....................................PÁG. 37 Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 4
  • Abstract This monograph sets an academic work, presented in two chapters. In the firstchapter, we addressed to the Balance Sheet and Income Statement, with a brief explanation ofits main components, and to the method of ratios, with the key ratios studied. In the secondchapter, we apply the methodologies and knowledge described above, to the data in theFinancial Reports of the Seth, S.A., for the years 2006 and 2007, as published. From the indicators of economic ratios, financial and operating analysed in twoconsecutive years, we can conclude an improvement in the management performance by thedirection of the organization in all aspects studied. However, there is the need for greaterclarity in the presentation of data on Capital and Brought Forward. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 5
  • Resumo Esta monografia configura um trabalho académico, compondo-se de duas partes. Naprimeira, em termos gerais, são abordadas as Demonstrações Financeiras do Balanço e daDemonstração de Resultados, com uma breve explicação dos seus principais elementos, e oMétodo do Rácios, onde são abordados os principais rácios estudados. Na segunda, sãoaplicadas as metodologias e conhecimentos anteriormente descritos, aos dados constantes dosrelatórios e contas da empresa Seth, S.A., para os exercícios dos anos de 2006 e 2007,conforme publicados. Dos indicadores dos rácios económicos, financeiros e de funcionamento analisadosnos dois anos consecutivos, podemos concluir duma melhoria na performance de gestão porparte da direcção da organização em todas as vertentes estudadas. Nas demonstraçõesfinanceiras estudadas, verifica-se no entanto a necessidade de uma maior clareza naapresentação dos dados relativos ao capital social e resultados transitados. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 6
  • Palavras-chave Activo; Passivo; Capitais Próprios; Demonstrações Financeiras; Balanço;Demonstração de Resultados; Método dos Rácios; Indicadores Económicos; IndicadoresFinanceiros; Indicadores de Funcionamento. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 7
  • Introdução O presente trabalho foi desenvolvido para a Unidade Curricular de Contabilidade deGestão, do Curso Superior de Gestão de Marketing, do Instituto Português de Administraçãode Marketing, ano lectivo 2008/2009, sendo leccionada pelo Professor Dr. Miguel Rodrigues,tendo como objectivo a análise financeira de curto e médio prazo, situação económica e osseus rácios de funcionamento de uma organização, que no caso em que nos propomos aanalisar, é a empresa Seth. Este trabalho está dividido em duas partes: a primeira, composta pelo enquadramentoteórico, onde são desenvolvidos e explicados sucintamente os principais conceitos e noções deContabilidade de Gestão, e a segunda parte, que consiste na aplicação prática dos conceitosteóricos na respectiva Organização. O valores padrão por nós utilizados, na análise economico financeira, foram retiradosde um relatório de contas do mesmo ano, de uma empresa do mesmo sector de actividade -ACF, S.A. (Anexo) - visto que, não nos foi possível encontrar dados disponíveis do sector emque a empresa em análise, se insere. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 8
  • Metodologia Este trabalho visa ser um trabalho prático, pela aplicação dos conceitos apreendidosna análise de uma organização presente no mercado. Assim sendo, decidimos por desenvolver esta monografia em duas parte: 1. A primeira parte, com uma abordagem académica aos temas, consistindo essencialmente na apresentação e explicação teórica dos conceitos gerais de contabilidade, de análise económica e financeira, e de rácios de funcionamento de uma empresa; 2. Um segundo capítulo com a aplicação prática dos temas abordados à empresa em questão, mais concretamente às contas dos seus dois últimos exercícios conforme publicadas para os anos de 2006 e 2007. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 9
  • I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A norma internacional de contabilidade IAS 1, define as demonstrações financeiras,como uma representação estruturada da posição financeira e do desempenho financeiro deuma determinada entidade/empresa. O objectivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação fiávelacerca da posição financeira, do desempenho financeiro e dos fluxos de caixa de umadeterminada entidade que seja útil a uma vasta gama de utentes nas respectivas tomadas dedecisões económicas, permitindo, simultaneamente, mostrar os resultados da gestão por partedos gerentes dos recursos que lhes foram confiados e colocados à disposição. Para satisfazereste objectivos, as demonstrações financeiras proporcionam informação acerca dos activos,passivos, capital próprio, rendimentos e gastos e outras alterações do capital próprio e aindaacerca dos fluxos de caixa. Estas informações, contidas em mapas como o balanço, ademonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e ademonstração de fluxos de caixa, juntamente com informação contida nas notas, ajudam osutentes das demonstrações financeiras a prever os futuros fluxos de caixa da entidade e a suatempestividade e grau de incerteza. As demonstrações financeiras de elaboração obrigatória são: o Balanço; aDemonstração dos Resultados (por natureza e/ou por funções); a Demonstração dos Fluxosde Caixa; Demonstração de Valor Adicionado no caso de empresas com valores mobiliáriosnegociados em bolsa ou mercado de balcão; e os Anexos ao Balanço e à Demonstração dosResultados. Salienta-se a mais recente alteração legislativa que aboliu a Demonstração daOrigem e da Aplicação de Fundos. Mas neste trabalho, iremos abordar apenas as duas primeiras, o Balanço e aDemonstração de Resultados. 1.1. O BALANÇO Numa óptica patrimonial, o balanço é um quadro ou mapa estático que descreve, nofinal de cada exercício ou num determinado momento do ano fiscal, a situação patrimonial da Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 10
  • organização. O Balanço permite fazer a comparação entre o Activo e o Passivo, apurandodesta forma o Valor Patrimonial da organização. O património da organização, é o conjunto de valores utilizados pela organização noexercício da sua actividade e afectos a um determinado fim. Quadro 1: BALANÇO BALANÇO CAPITAL PRÓPRIO ACTIVO PASSIVO Fonte: Adaptado pelos Autores Estes valores são representados pelo “Activo” (“Asset”) – que representa o conjuntode bens e de direitos da organização sobre terceiros – e pelo “Passivo” (“Liability”) – querepresenta o conjunto das obrigações, deveres ou responsabilidades da organização para comterceiros. O Capital Próprio – Situação Líquida ou Valor do Património (“Equity”) –representa a quantia que seria preciso dar para receber em troca todo o activo, ficando aomesmo tempo com o encargo de pagar todo o passivo. Total do Activo Capital Próprio = Total do Passivo De acordo com o Plano Oficial de Contabilidade (POC), existem dois modelos debalanço patrimonial:  Um modelo mais desenvolvido – Balanço Analítico – para as organizações de maior dimensão, isto é, aquelas que, na data de encerramento das contas, ultrapassam, pelo menos, 2 dos 3 limites previstos no artigo 262º do Código das Sociedades Comerciais;  Um modelo menos desenvolvido – Balanço Sintético – para as organizações de menor dimensão, isto é, aquelas que, na data de Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 11
  • encerramento das contas, não ultrapassam, pelo menos, 2 dos 3 limites previstos no artigo 262º do Código das Sociedades Comerciais. Os limites para apresentação de um Balanço Sintético, previstos no artigo 262º doCódigo das Sociedades Comerciais são:  Total do Activo ou Total do Passivo + Capital Próprio ≤ 1 500 000 €;  Total de Vendas e Prestação de Serviços ≤ 3 000 000 €;  Número Médio de Trabalhadores ≤ 50. A ordenação dos elementos do Activo segue o critério da Liquidez Crescente. Os elementos do Capital Próprio ordenam-se segundo o critério da sua FormaçãoHistórica. Os elementos do Passivo ordenam-se segundo o critério da Exigibilidade Crescente. Quadro 2. PRINCIPAIS ELEMENTOS DO BALANÇO BALANÇO Activo Capital Próprio Imobilizações Incorpóreas Capital 1 Imobilizações Corpóreas Reservas Investimentos Financeiros Resultados Transitados Resultados Líquidos 2 Mercadorias Passivo 3 Clientes Empréstimos Obtidos Outros Devedores e Credores 4 Depósitos à Ordem Estado Caixa Fornecedores Nota: 1 Classe 4 - Imobilizações 2 Classe 3 - Existências 3 Classe 2 - Clientes 4 Classe 1 - Disponibilidades Fonte: Adaptado pelos Autores Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 12
  • 1.1.1 PRINCIPAIS CONTAS DO ACTIVO Imobilizações Entende-se por Imobilizado os bens patrimoniais detidos ou adquiridos pelaorganização, com carácter de contínuidade ou permanência superior a um ano e que não sedestinam a ser vendidos ou transformados, mas sim que a organização utiliza na sua actividadeoperacional. Estes bens patrimoniais classificam-se em:  Imobilizações Incorpóreas As Imobilizações Incorpóreas são compostas pelos elementos patrimoniais semexistência física, ou seja, o conjunto de bens intangíveis detidos pela organização, com carácterde continuidade ou permanência superior a um ano. São exemplos de Imobilizações Incorpóreas: Despesas de Constituição; Despesas deInstalação, Propriedade Industrial e Outros Direitos, Trespasses, Imobilizações em Curso,entre outros.  Imobilizações Corpóreas As Imobilizações Corpóreas integram o conjunto de bens tangíveis, ou seja, sãocompostas pelos elementos patrimoniais com presença física, móveis e imóveis que aorganização utiliza na sua actividade operacional, que não se destinem a ser vendidos outransformados, com carácter de permanência superior a um ano. Inclui igualmente asbenfeitorias e as grandes reparações que sejam de acrescer ao mesmo. São exemplos de Imobilizações Corpóreas: Terrenos e Recursos Naturais, Edifícios eOutras Construções, Equipamento Básico, Equipamento de Transporte, Ferramentas eUtensílios, Equipamento Administrativo, Imobilizações em Curso, entre outros.  Investimentos Financeiros Os Investimentos Financeiros integram as aplicações financeiras de carácterpermanente, isto é, as aplicações estratégicas ou de médio e longo prazo, ou seja, asparticipações de capital e outros títulos adquiridos pela empresa para rendimento ou controlede outras empresas. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 13
  • São exemplos de Investimentos Financeiros: Partes de Capital, Obrigações e Títulosde Participação, Empréstimos de Financiamento, Investimento em Imóveis, OutrasAplicações Financeiras, entre outros. Relativamente aos bens imobilizados (incorpóreo e corpóreo) é importante aindareferir que, ao serem utilizados nos sucessivos exercícios considera-se que se vão depreciando,ou seja, perdendo valor. A operação contabilística que visa simultaneamente a imputação do custo da utilizaçãodos imobilizados pelos diversos exercícios e a actualização (depreciação) desses mesmos bensdenomina-se “Amortização”. Assim, amortizar consiste em registar a perda do valor de umactivo imobilizado. Este registo deve ser efectuado na conta de “Amortizações Acumuladas”. Refira-se ainda que as amortizações são aceites como custos fiscais, de acordo com oque se infere da alínea g) do artigo 23º do Código do Imposto sobre o Rendimento dasPessoas Colectivas. Já no que respeita aos investimentos financeiros, são os “Ajustamentos deInvestimentos Financeiros” que servem para evidenciar eventuais menos valias potenciais dostítulos na posse da empresa, em 31 de Dezembro, isto é, diferenças entre o custo de aquisiçãodos títulos e outras aplicações financeiras e o respectivo preço de mercado, quando este forinferior àquele. Existências A conta de “Existências”, engloba todos os bens armazenáveis adquiridos ouproduzidos pela empresa e que se destinam à venda ou a serem incorporados no processoprodutivo. Tais bens podem ser classificados em: Compras; Mercadorias; Produtos acabados eintermédios; Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos; Produtos e trabalhos em curso; eMatérias-primas, subsidiárias e de consumo. Algumas vezes esta conta, de uma formasimplificada é denominada de “Mercadorias” em virtude esta ser a maior conta de existências. É ainda importante referir que associado ao tema das existências, devemos considerarainda os “Ajustamentos de Existências”, que se constituem quando se verifique que o Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 14
  • presumível valor de venda das existências é inferior ao custo de aquisição ou de produção dasmesmas, correspondendo, deste modo, a perdas potenciais. Terceiros Esta conta engloba todas as dívidas que a organização tem direito a receber. Estesdireitos podem ter origem em: clientes; accionistas, fornecedores; Estado e Outros EntesPúblicos; e outros devedores. De forma simplificada, esta conta é por vezes denominada por“Clientes” em virtude de ser esta habitualmente a maior origem do activo no que respeita aTerceiros. Uma vez que estamos a falar de dívidas a receber, importa, desde já, classificar asdívidas segundo o seu prazo de recebimento:  Dívidas a médio e longo prazo, quando o vencimento é superior a um ano;  Dívidas a curto prazo, quando o seu vencimento se verifica num prazo inferior a um ano. É de referir que os “Ajustamentos de Dívidas a Receber” representam meioscontabilísticos com vista a cobrir eventuais perdas, resultantes de falta de recebimento dedívidas. Disponibilidades As principais contas de Disponibilidades são os “Depósitos à Ordem” e “Caixa”,sendo que estes representam os meios líquidos de pagamento propriedade da empresa –moeda, papel moeda (notas bancárias), cheques e valores postais –, assim como asimportâncias que a organização tem em depósitos à ordem na banca. As disponibilidades contam ainda com os “Títulos Negociáveis” que representam asaplicações financeiras de curto prazo, ou seja, por um período inferior a um ano, resultantesde excedentes temporários de tesouraria, com o objectivo de maximizar a aplicação de fundosdisponíveis das organizações. Estas aplicações financeiras podem ser entre outros, Acções,Obrigações ou Outros Títulos Negociáveis., havendo ainda lugar a Outras Aplicações deTesouraria. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 15
  • À data da elaboração do balanço pode acontecer que o custo de aquisição das diversasaplicações de tesouraria seja superior ao respectivo valor de mercado, havendo assimexpectativas de prejuízos. Quando tal acontece, devem constituir-se Ajustamentos deAplicações de Tesouraria. 1.1.2. PRINCIPAIS CONTAS DO CAPITAL PRÓPRIO O Capital Próprio representa os fundos aplicados pelos sócios ou proprietários naorganização, os resultados não levantados ou distribuídos (reservas e resultados transitados)bem como a riqueza ou prejuízo que a organização gerou no período em análise (resultadolíquido do exercício). Fazem parte do Capital Próprio os seguintes elementos: Capital O Capital – Capital Social, ou Capital Próprio – corresponde, numa primeira fase, aosfundos ou bens que os proprietários (ou proprietário) puseram à disposição da organização, nadata da sua constituição. Representa assim a soma das quotas-partes subscritas pelos sócios econstantes do pacto social. O Capital, poderá sofrer incrementos ou decrementos resultantesde vontades e/ou necessidades da organização. Acções (Quotas) Próprias As Acções (Quotas) Próprias são um mecanismo existente na lei que permite a umadeterminada sociedade comprar acções da própria organização. Prestações Suplementares As Prestações Suplementares estão previstas no artigo 210.º do Código das SociedadesComerciais e representam entradas em dinheiro, como reforço do capital social, que podemser exigidas por contrato aos sócios da sociedade. Prémios de Emissão de Acções (Quotas) Os Prémios de Emissão de Acções consiste na diferença entre o valor de subscrição eo valor nominal que os accionistas tiveram que desembolsar e, consequentemente entregar àsociedade, para adquirir as acções. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 16
  • Reservas de Reavaliação As Reservas de Reavaliação surgem associadas ao fenómeno contabilístico daReavaliação. Reavaliar um activo significa ajustar, por acréscimo, para valores de mercado a quantiaassentada do mesmo (valor de aquisição e correspondentes amortizações acumuladas se forcaso disso). Este acréscimo, depois de ajustado ao valor do activo e das correspondentesamortizações acumuladas, dá origem a um excedente, ainda não realizado, a inscrever nocapital próprio. Este excedente de capital próprio, toma a designação de Reserva deReavaliação. Estas reavaliações podem ser feitas através de duas modalidades: ReavaliaçãoLegal; e Reavaliação Livre. Reservas As Reservas são, em regra, instrumentos de reforço dos capitais próprios dasorganizações. As Reservas são contas constituídas essencialmente com base na retenção delucros passados. Existem diferentes tipos de Reservas:  As Reservas Legais são constituídas por imposição Legal (Código das Sociedades Comerciais e Decreto-Lei n.º 248/86 de 25 de Agosto): Nas sociedades por quotas e anónimas, uma percentagem não inferior a 5% doresultado líquido positivo do exercício económico corrente até que represente 20% do capitalsocial. No estabelecimento individual de responsabilidade limitada, uma fracção dos lucrosnão inferior a 20% até que represente metade do capital do estabelecimento.  As Reservas Estatutárias resultam por acordo dos sócios na constituição da sociedade.  As Reservas Contratuais resultam de imposições de contratos com terceiros que a organização tenha efectuado, como fora de garantir o cumprimento dos mesmos.  As Outras Reservas representam todo um outro tipo de reservas que a organização realize e que não se enquadram nas anteriores Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 17
  • Resultados Transitados Os Resultados Transitados apresentam os resultados (riqueza ou prejuízo) de exercício(s) anterior (es) da organização e que ainda não foram objecto de aplicação ou cobertura. Resultado Líquido do Exercício O Resultado Líquido do Exercício representa a riqueza ou prejuízo que a organizaçãoobteve no período que se está a analisar, visando assim o apuramento do resultado doexercício económico a que o Balanço diz respeito. O Resultado Líquido do Exercício édeterminado através de uma outra demonstração financeira que se designa por Demonstraçãode Resultados, sendo esta a única conta comum entre as duas demonstrações financeiras. Dividendos Antecipados Os Dividendos Antecipados correspondem a adiantamentos atribuídos no decurso doexercício pela organização aos sócios, por conta dos resultados desse mesmo exercício. 1.1.3. PRINCIPAIS CONTAS DO PASSIVO As principais contas do “Passivo” são: 1 - Empréstimos Obtidos; 2 - OutrosDevedores e Credores; 3 – Estado; 4 – Fornecedores Anteriormente chamada conta de Provisões, esta representa estimativas de obrigaçõese encargos a pagar pela organização, de ocorrência provável e de montante, em geral, incerto. São exemplos de provisões valores para: pensões, impostos, processos judiciais emcurso, garantias a clientes, entre outras. Empréstimos Obtidos A conta de Empréstimos Obtidos engloba todos os deveres e obrigações que aorganização têm para com terceiros, sejam estes financiamentos bancários ou não,independentemente desta obrigação ser de Curto Prazo ou de Longo Prazo (respectivamente,cuja data de pagamento é inferior ou superior a um ano, à data da elaboração do balanço). São exemplos de empréstimos obtidos: Empréstimos Bancários, Empréstimos portítulo de participação, entre outros. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 18
  • Outros Devedores e Credores A conta de Outros Devedores e Credores, no passivo, conta com as dívidas daEmpresa para com terceiros tais como fornecedores de imobilizado, pessoal e outros que nãoabrangidos pelas restantes contas. Estado e Outros Entes Públicos A conta “Estado e Outros Entes Públicos” abrange todas as operações com aadministração central e local e ainda com as instituições de previdência, principalmente no querespeita a impostos retidos sobre os rendimentos e sobre as transacções, entre outros, e comexcepção de transacções e/ou financiamentos. Fornecedores A conta “Fornecedores” engloba todas as dívidas a pagar, resultantes da aquisição pelaempresa de bens e serviços, com excepção do imobilizado. 1.1.4. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS Os Acréscimos e Diferimentos representam situações em que existe um desfasamentotemporal entre o proveito e o custo, com o seu respectivo recebimento e pagamento. Acréscimo de Proveitos são ganhos que a organização obtêm, que dizem respeito aoperíodo que se está a analisar e ao (s) período (s) seguinte (s), cujo recebimento vai ocorrer no(s) período (s) seguinte (s) ao que se está a analisar. Custos Diferidos são recursos que a organização vai utilizar ou não, que dizemrespeito ao período que se está a analisar e ao (s) período (s) seguinte (s), cujo pagamento vaiocorrer no período que se está a analisar, isto é, logo no início. Desta forma os Acréscimos e Diferimentos figuram quer no Activo quer no Passivo. 1.2 A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Tal como o Balanço, a Demonstração de Resultados por natureza é um documento deapresentação obrigatória, que descreve os custos e proveitos de um exercício, classificadossegundo a sua natureza – operacional, financeira e extraordinária. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 19
  • Considera-se um Custo (“Expense”) quando um recurso material e/ou humano éutilizado ou não pela organização, com vista a atingir um objectivo específico. Considera-se um Proveito (“Income”) quando são gerados ganhos, normalmente, pelaentrega de bens ou pela prestação de serviços a terceiros (aqueles com quem a Empresa temtransacções). Á semelhança do balanço, o Plano Oficial de Contabilidade (POC) apresenta doismodelos de demonstração de resultados por natureza, um mais desenvolvido do que o outro:  Um modelo mais desenvolvido para as empresas de maior dimensão, isto é, aquelas que ultrapassem, pelo menos, dois dos três limites previstos no art.º 262 do Código das Sociedades Comerciais;  Um modelo menos desenvolvido para as empresas que não ultrapassem dois dos três limites anteriormente referidos. Quadro 3: DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOSCustos e Perdas Proveitos Custos das Mercadorias Vendidas e Materias Consumidas Vendas Fornecimentos e Serviços Externos Prestação de Serviços Impostos Proveitos Suplementares Custos com o Pessoal Proveitos e Ganhos Financeiros Amotizações e Ajustamentos do Exercício Proveitos e Ganhos Extraordinários Provisões do Exercício Custos e Perdas Financeiras Custos e Perdas ExtraordináriasResultados Liquidos Fonte: Adaptado pelos Autores 1.2.1 PRINCIPAIS CONTAS DE CUSTOS As principais contas de “Custos” que destacamos e explicamos mais abaixo são:Custos das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas; Fornecimentos e ServiçosExternos; Impostos; Custo com o Pessoal; Amortizações e Ajustamentos do Exercício;Provisões do Exercício; Custos e Perdas Financeiras; Custos e Perdas Extraordinárias. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 20
  • Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas Regista ou evidência a saída das existências de armazém (pelo custo de aquisição), porvenda ou integração no processo produtivo das mesmas. Fornecimentos e Serviços Externos Engloba uma gama bastante diversificada de custos relativos à aquisição de bens deconsumo imediato e não imediato e de fornecimento de serviços prestados por terceiros. São exemplos de Fornecimentos e Serviços Externos: Água, Electricidade,Combustíveis, Economato, Seguros, Rendas e Alugueres, Honorários, entre outros. Impostos Aqui registam-se os impostos e taxas pagas e suportadas pela empresa ao Estado,autarquias locais e outras entidades do sector público. Esta conta divide-se em ImpostosIndirectos e Impostos Directos. São Impostos Directos, os impostos que têm por base uma manifestação imediata(ou directa) da capacidade contributiva, como o rendimento ou o património do contribuinte.São disso exemplo: Contribuição Autárquica, Imposto Municipal sobre Veículos, entre outros. São Impostos Indirectos, os impostos que atingem a riqueza nas suas manifestaçõesmediatas, através da via indirecta do consumo que dela se faz. São disso exemplos: DireitosAduaneiros, Imposto Selo, entre outros. Custos com o Pessoal Nesta conta são registados os ordenados, o subsídio de férias, o subsídio de natal,subsídios de refeição, despesas com formação profissional, ou seja, todas as remunerações decarácter fixo e periódico atribuídas aos recursos humanos da organização (dirigentes etrabalhadores), bem como os encargos sociais por conta da empresa e os gastos de caráctersocial, obrigatórios ou facultativos. Engloba também os seguros relativos ao pessoal, como seja seguros dos ramos vida,acidentes no trabalho e doenças profissionais, bem como seguros que garantam o benefício dareforma, invalidez ou sobrevivência. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 21
  • Amortizações do Imobilizado Corpóreo e Incorpóreo As amortizações económicas têm duas grandes funções: registar o custo da utilizaçãodas imobilizações e registar a desvalorização das imobilizações atribuídas ao exercício. Assim,esta conta evidência o desgaste, a depreciação das imobilizações corpóreas e incorpóreas noperíodo ou exercício em análise. Ajustamentos do Exercício Anteriormente chamadas “Provisões”, nesta rubrica registam-se, de forma global nofinal do período contabilístico, a variação positiva da estimativa dos riscos, entre dois períodoscontabilísticos consecutivos, representado o meio contabilístico para fazer face a perdaspotenciais, ou seja, perdas ou despesas prováveis de montante incerto, imputáveis aoexercício. Custos e Perdas Financeiras Esta rubrica evidencia a totalidade dos valores relacionados com a utilização do capitalalheio São exemplos de Custos e perdas financeiras: Juros Suportados de EmpréstimosBancários, Desconto de Títulos, Serviços Bancários, Diferenças de Câmbio Desfavoráveis,Descontos de Pronto Pagamento Concedidos, entre outros. Custos e Perdas Extraordinárias Regista todos os custos que a organização incorre e que não contava ter, revertendo-seassim de um cariz excepcional. São exemplos de Exemplos Custos e Perdas Extraordinárias:Donativos, Dívidas Incobráveis, Multas Fiscais, Sinistros, entre outros. 1.2.2 PRINCIPAIS CONTAS DE PROVEITOS As principais contas de “Proveitos” que destacamos e explicamos abaixo são: Vendas;Prestações de Serviços; Proveitos suplementares e outros; Proveitos e Ganhos Financeiros;Proveitos e Ganhos Extraordinários. Vendas Revela a facturação líquida com mercadorias, produtos acabados, entre outrosrealizada pela organização. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 22
  • Prestações de Serviços Regista a facturação realizada pela empresa com serviços prestados que sejam própriosdos objectivos ou finalidades da organização. Proveitos Suplementares e Outros Evidência todos os ganhos que a organização obtêm e que não foram enquadradosnos proveitos anteriores. Proveitos e Ganhos Financeiros Compreende todos os ganhos financeiros obtidos pela organização, resultantes deoperações correntes ou de aplicações financeiras. Exemplos: Juros Obtidos em Depósitos,Rendimentos de Imóveis, Diferenças de Câmbio Favoráveis, Descontos de Pronto PagamentoObtidos, entre outros. Proveitos e Ganhos Extraordinários Regista todos os ganhos que a empresa obteve e que não contava. Exemplos:Recuperação de Dívidas Consideradas Incobráveis, Restituição de Impostos, entre outros. 2. MÉTODO DOS RÁCIOS O funcionamento e desempenho de uma organização deve ser objectivado eminstrumentos de gestão, ou seja, documentos que reúnem a informação de várias áreas degestão, transformando-a em indicadores, permitindo assim acompanhar tendências e obterperspectivas que ajudem os dirigentes na tomada de decisão. Com base nas demonstrações financeiras e, entre elas, no Balanço e Demonstração deResultados, é possível determinar a evolução da situação económico-financeira e dodesempenho da Empresa através de indicadores de curto e de médio e longo prazo, que seconstituem respectivamente como preciosos auxiliares de decisões operacionais e estratégicas. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 23
  • Com estes indicadores é possível não só obter informações sintéticas, fazercomparações (com o plano e com os benchmarks 1), avaliar a evolução dos diferentesindicadores ao longo do tempo, mas também situar a Empresa no contexto onde está inserida,pela comparação com valores padrão do sector, quer nacionais, quer internacionais. É fundamental ter consciência, de que a análise dos rácios não revelará tudo o que énecessário saber acerca da performance do negócio. Eles fornecem uma boa descrição, mastêm as suas limitações, pois uma vez que se baseiam na performance passada da empresa nãodão indicações algumas sobre a performance actual e futura. Por outro lado, não existenenhum padrão internacional para os rácios económico-financeiros, pelo que é indispensávelacrescentar um pouco de reflexão e de bom senso à aplicação cega das fórmulas. 2.1 OS RÁCIOS DA SITUAÇÃO FINANCEIRA Os Rácios Financeiros apreciam os aspectos que se relacionam exclusivamente comaspectos financeiros, tais como a estrutura financeira, a capacidade de endividamento, asolvabilidade, etc. Rácios da Situação Financeira de Curto Prazo Rácios de Liquidez Os Rácios de Liquidez são demonstrativos dos índices de cobertura das dívidas poractivos já líquidos, ou que se transformam em meios líquidos em curto prazo, dando assimuma ideia da capacidade da empresa para satisfazer os seus compromissos de curto prazo. Os credores de curto prazo, como fornecedores, preocupam-se com o rácio corrente,pois essa é uma medida da capacidade da empresa pagar suas contas.1 é a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior. É visto como umprocesso positivo e pró-ativo por meio do qual uma empresa examina como outra realiza uma função específica afim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante. O processo de comparação do desempenhoentre dois ou mais sistemas é chamado de benchmarking, e as cargas usadas são chamadas de benchmark Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 24
  •  Rácio de Liquidez Geral Revela-nos a capacidade que a empresa tem de solver as suas obrigações correntes. Éum teste de solvência em curto prazo. Deve ser, pelo menos igual a um, para que se verifiqueum equilíbrio financeiro mínimo. (Valor Padrão ≥1,5). Activo Circulante Liquidez Geral = Passivo de Curto Prazo A liquidez geral é uma representação do fundo de maneio e tem grande importânciapara os credores. O fundo de maneio é muitas vezes apresentado como a almofada desegurança da empresa quando os credores reclamam os reembolsos das dívidas de curtoprazo.  Rácio de Liquidez Reduzida A liquidez reduzida é uma medida mais severa da posição líquida da empresa. Dá aideia clara da capacidade da empresa para, sem grandes riscos, ser capaz de solver os seuscompromissos de curto prazo. (Valor Padrão ≥1) É utilizado com a mesma finalidade do anterior, mas admite dificuldades de possívelfalência pelo que se considera que as existências não poderão ser transformadas de imediatoem dinheiro, ou pelo menos que essa conversão será sempre abaixo do custo de inventário. Activo Circulante - Mercadorias Liquidez Reduzida = Passivo de Curto Prazo  Rácio de Liquidez Imediata Um terceiro indicador de liquidez é aquele que restringe ainda mais o conceito deactivos líquidos, cingindo-os às disponibilidades e aplicações financeiras de curto prazo daempresa. É utilizada pelos analistas que pretendem conhecer o grau de cobertura dos passivoscirculantes por disponibilidades. Disponibilidades Liquidez Imediata = Passivo de Curto Prazo Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 25
  •  Rácio de Solvabilidade O Rácio de Solvabilidade realça a parcela da actividade da Empresa que é financiadapelos proprietários (Capitais Próprios), destacando assim o grau de independência destaperante os credores. Traduz ainda a capacidade da empresa para solver os seus compromissosa médio e longo prazo, isto é, a capacidade de pagar as dívidas. Capitais Próprios Solvabilidade = Total do Passivo Rácios da Situação Financeira de Médio e Longo Prazo  Rácio de Autonomia Financeira O Rácio de Autonomia Financeira analisa a parcela dos activos que é financiada porcapital próprio. Assim, este rácio traduz a capacidade da empresa de financiar o activo atravésdos capitais próprios sem ter de recorrer a empréstimos e em simultâneo evidencia acapacidade, inerente à estrutura patrimonial, para obtenção de empréstimos a mais de um ano.(Valor Padrão ≥0,33) Capitais Próprios Autonomia Financeira = Activo Líquido  Rácio de Cobertura de Activo Fixo O Rácio de Cobertura do Activo Fixo evidência a posição financeira da empresa noque concerne à análise do financiamento do imobilizado em função dos capitais permanentes(capitais próprios + passivo m/l prazo). (Valor Padrão≥1) Capital Permanente Cobertura do Activo Fixo = Activo Fixo  Debt-to-Equity Ratio Uma alternativa ao indicador de endividamento, consiste na relação entre oendividamento de uma sociedade e os seus capitais próprios (D/E). Esse indicador pode terdiversas variantes: Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 26
  • - com base no passivo total (D/E1): D/E = Passivo Total Capitais Próprios-com base no passivo de médio/longo prazo (D/E2): D/E = Passiv o Médio/Longo Prazo Capitais Próprios Saliente-se, que esta versão do D/E procura traduzir a repartição relativa dos capitaispermanentes (i.e., de longo prazo) de uma empresa em próprios e alheios. Certos analistasconsideram que uma situação em que os segundos sejam superiores aos primeiros poderátraduzir um certo excesso de endividamento, recomendando por conseguinte que esteindicador apresente um valor inferior a um. 2.2. OS RÁCIOS DA SITUAÇÃO ECONÓMICA Os Rácios Económicos pretendem revelar aspectos de situação económica como aestrutura dos custos, a estrutura dos proveitos, as margens, a capacidade de autofinanciamento, etc. Os rácios de rentabilidade, tal como o nome indica medem a rentabilidade da empresana sua operação, indicando o grau de eficiência com que a empresa utilizou os recursos à suadisposição.  Rentabilidade Liquida das Vendas A Rentabilidade das vendas está estreitamente relacionada com a política de preços daempresa e a margem bruta que esta reserva sobre o preço de custo das mercadorias vendidas.Assim, para analisar a relação entre os resultados e as vendas, a Rentabilidade Líquida dasVendas, obtém-se a partir da margem líquida obtida pela empresa após a dedução de todos osencargos. Este rácio dá-nos o lucro (prejuízo) obtido por cada unidade vendida, revelando assima eficiência do negócio. Rentabilidade Líquida das Resultados Líquidos = Vendas (%) Vendas Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 27
  • Caso se trate de uma empresa de serviço pode falar-se da Rentabilidade Liquida daPrestação de Serviços. Rentabilidade Líquida da Resultados Líquidos = Prestação de Serviços Prestação de Serviços  Rentabilidade dos Capitais próprios A rentabilidade dos capitais próprios analisa a remuneração que eles geram. Este ráciopode considerar-se o mais importante em finanças empresariais. Mede a rentabilidade absolutaentregue aos accionistas. Um bom número traz êxito ao negócio, tornando fácil atrair novosfundos que permitirão à empresa crescer, havendo condições favoráveis de mercado, e isso,por sua vez, conduz a maiores proveitos. Tudo isso leva a um valor elevado e a umcrescimento contínuo da riqueza dos proprietários. (Valor Padrão > TRASN) Rentabilidade dos Resultados Líquidos = Capitais Próprios Capital Próprio  Rentabilidade dos Activos Indica a capacidade do activo da empresa gerar lucro. É conhecido como ROI (Returnon Investment) taxa de retorno dos capitais investidos. Rentabilidade do Activo = Resultados Liquidos Activo Total 2.3 OS RÁCIOS DE FUNCIONAMENTO Os Rácios de Funcionamento ajudam a explicar os impactos financeiros da gestão aonível do ciclo de exploração. São os rácios dos prazos médios de recebimento e pagamento, daduração média das existências em armazém, etc. Estes rácios servem para analisar a eficiência das decisões na gestão dos recursosaplicados, explicitando a forma como a empresa está a utilizar os recursos de que dispõe. Osrácios de funcionamento apuram-se em termos de rotação ou em dias de funcionamento.Sempre que possível, devem utilizar-se os valores médios de balanço de forma a não seremafectados pelos valores acidentais em determinada data do balanço. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 28
  • Dado que as condições de funcionamento são significativamente diferentes de sectorpara sector, estes rácios só têm sentido se comparados dentro do mesmo sector e entreempresas com características tecnológicas e de mercado semelhantes.  Rotação de Mercadorias Este rácio reflecte as existências em percentual das vendas. A rotação das existênciasevidencia os efeitos da gestão ao nível do armazém. Este rácio traduz a eficiência com que aempresa gere os armazéns e as existências. É encarado como indicador de eficiência: podendosignificar que a empresa tem stocks demasiado elevados ou, pelo contrário, pode demonstrarque a empresa está a perder vendas devido à falta de existências, ou seja, tem frequentesrupturas de stocks. Rotação das Mercadorias = Mercadorias (%) Vendas  Gestão de Créditos e Cobranças Este rácio traduz as dívidas de clientes em percentual das vendas. Um rácio alto é, emtermos financeiros desfavorável, mostrando por vezes ineficiência do departamento decobrança ou falta de poder negocial da empresa perante os seus clientes Gestão de Créditos e Clientes = Cobranças (%) Vendas  Rotação do Activo Proporciona informação sobre o número de vezes que o activo líquido da empresa foireconstituído através das Vendas. Quanto maior a velocidade dessa reconstituição, maior seráo montante dos meios líquidos libertos pela empresa. Este rácio será maior em actividadescomerciais dos que em actividades industria. Vendas Rotação do Activo = Total do Activo  Tempo Médio de Recebimentos O rácio procura evidenciar o prazo médio que os clientes da empresa estão a demorara regularizar as suas responsabilidades. A empresa tem todo o interesse em estudar este rácio Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 29
  • para analisar, por umlado, a sua política de crédito, e por outro lado, a eficáciados serviçosfinanceiros. Prazo Médio de Recebimentos= Clientes X 365 Vendas  Tempo Médio de Pagamentos É o rácio que mede a celeridade com que a empresa costuma pagar as suas dívidas aosfornecedores. Prazo Médio de Pagamentos= Fornecedores X 365 Compras Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 30
  • II – ENQUADRAMENTO PRÁCTICO 1. DESCRIÇÃO DA EMPRESA SETH, S.A. Seth - Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, foi constituída em1933 pela empresa dinamarquesa Højgaard & Schultz a/s, sendo hoje uma das principaisempresas portuguesas de Obras Marítimas e uma referência internacional na EngenhariaCosteira e Portuária. Ao longo da sua história de 75 anos, a empresa tem realizado numerosos trabalhosde construção civil, industrial e obras públicas para a Administração Central e Autárquica,Institutos Autónomos, Forças Armadas Portuguesas, Forças Armadas dos EUA e para aNATO. A Seth estabeleceu-se rapidamente como uma empresa de tecnologia avançada,tendo-lhe sido adjudicada, em 1947, a construção da Ponte Marechal Carmona em Vila Francade Xira. Em 1949, a Seth construiu a Barragem do Pego do Altar (Rio de Sta. Catarina, emSetúbal) onde, pela primeira vez em Portugal, o paramento de montante foi protegido comuma cortina de chapas de aço inoxidável com juntas elásticas. Ainda em 1949, construiu aBarragem de Vale do Gaio (Rio Xarrama, em Alcácer do Sal); nesta obra, uma inovaçãotecnológica para a época foi a aplicação de uma cortina interior em material betuminoso entreo maciço terroso e o maciço de enrocamento. Em 1954, a empresa construiu também a Ponteda Vala Nova em Benavente, a primeira ponte construída em Portugal com betão pré-esforçado. Em 1954, a empresa construiu também a Ponte da Vala Nova em Benavente, aprimeira ponte construída em Portugal com betão pré-esforçado. Mais recentemente, em 1990, a Seth esteve envolvida no Projecto de Navegabilidadedo Rio Douro, nomeadamente no troço da Valeira. Mais recentemente, em 1990, a Sethesteve envolvida no Projecto de Navegabilidade do Rio Douro, nomeadamente no troço daValeira. Em 2003, a Seth integrou o consórcio a quem foi adjudicada a empreitada doGasoduto de Transporte de Gás Natural entre Sines e Setúbal. Os trabalhos efectuadoscontemplaram a construção de um Gasoduto de Gás Natural com 87 quilómetros de Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 31
  • extensão, entre Sines e Setúbal e, a travessia do Rio Sado, considerada a maior travessia daEuropa por perfuração horizontal dirigida. 1.1 DEMOSTRAÇÕES FINANCEIRAS 1.1.1 BALANÇOS 2006 E 2007 Quadro 4: BALANÇO - 2006 E 2007 Fonte: Relatório Anual 2007 - Seth, S.A. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 32
  • Quadro 5: BALANÇO - 2006 E 2007 (Cont.) Fonte: Relatório Anual 2007 - Seth, S.A. Quadro 6: RESUMO DOS BALANÇOSQUADRO RESUMO DO BALANÇO 2007 2006 Var. € Var. %Activo Fixo 12.356.483,95 € 9.687.550,96 € 2.668.932,99 € 28%Activo Circulante 35.904.524,55 € 31.085.860,51 € 4.818.664,04 € 16%Activo Total 48.261.008,50 € 40.773.411,47 € 7.487.597,03 € 18%Capitais Próprios 14.977.442,56 € 13.795.552,30 € 1.181.890,26 € 9%Passivo Médio Longo Prazo 782.666,72 € 19.912,25 € 762.754,47 € 3831%Capitais Permanentes 15.760.109,28 € 13.815.464,55 € 1.944.644,73 € 14%Passivo Curto Prazo 32.500.899,22 € 26.957.946,92 € 5.542.952,30 € 21%Passivo Total 33.283.565,94 € 26.977.859,17 € 6.305.706,77 € 23% Fonte: Adaptado pelos Autores do Relatório Anual 2007 - Seth, S.A. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 33
  •  BALANÇOS GRÁFICOS Quadro 7: BALANÇOS - GRÁFICOS BALANÇOS GRÁFICOS 2007 2006 Activo Fixo 26% 24% Activo Circulante 74% 76% Capitais Próprios 31% 34% Passivo Médio Longo Prazo 2% 0,05% Passivo Curto Prazo 67% 66% Balanços Gráficos 2006 - Activos 24% Activo Fixo Activo Circulante 76% Balanço Gráfico 2007 - Activos 26% Activo Fixo Activo Circulante 74% Fonte: Adaptado pelos Autores do Relatório Anual 2007 - Seth, S.A Constatamos, que houve uma pequena vairação entre o activo fixo e circulante de 2%.Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 34
  • Balanços Gráficos 2006 - Cap. Próprio + Passivo 34% Capitais Próprios Passivo Medio Longo Prazo Passivo Curto Prazo 66% 0% Balanços Gráficos 2007 - Cap. Próprio + Passivo 31% Capitais Próprios Passivo Medio Longo Prazo Passivo Curto Prazo 2% 67% Fonte: Adaptado pelos Autores do Relatório Anual 2007 - Seth, S.A Verificamos que houve um ligeiro aumento nos passivos de cursto/médio/longoprazo e uma ligera redução nos capitais próprios Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 35
  • 1.1.2 DEMOSTRAÇÃO DE RESULTADOS Quadro 8: DEMOSTRAÇÃO DE RESULTADOS - 2006 E 2007 Fonte: Relatório Anual 2007 - Seth, S.ASandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 36
  • 2. INDICADORES DE GESTÃO Quadro 9: INDICADORES DE GESTÃO – 2006 E 2007 QUADRO DE INDICADORES Situação Financeira Curto-prazo 2006 2007 Var. % Valores Padrão*Fundo de Maneio 4.127.913,59 € 3.403.625,33 € -17,55% ≥0Rácio de Liquidez Geral 1,15 1,10 -4,20% ≥1Rácio de Liquidez Reduzida 1,11 1,10 -1,05% ≥1Rácio de Liquidez Imediata 0,10 0,14 36,72%Rácio de Solvabilidade Total 0,51 0,45 -12,00% 0,50 Situação Financeira Médio-longo prazoRácio de Autonomia Financeira 0,34 0,31 -8,28% ≥0,25**Rácio de Cobertura do Activo Fixo 1,43 1,28 -10,56% ≥1Rácio Debt-to-Equity (c/ base no Passivo Total) 1,96 2,22 13,64%Rácio Debt-to-Equity (c/ base no Passivo Mèdio/Longo Prazo) 0,0014 0,052 3520,41% <1 Situação EconómicaRentabilidade Líquida das Vendas*** 10,21% 10,56% 3,44% > 5%Rentabilidade dos Capitais Próprios 33,39% 32,94% -1,33% >TRASRRentabilidade do Activo 11,30% 10,22% -9,50% Rácios de FuncionamentoMercadorias/Vendas*** 2,57% 0,43% -83,12%Clientes/Vendas*** 44,31% 34,30% -22,60%Vendas/Actvo - Rotação do Activo 1,11 0,97 -12,51%Tempo Médio de Recebimentos (dias) 162 125 -22,60%Tempo Médio de Pagamentos (dias) 84 75 -10,46%* Os valores padrão para o sector da empresa em análise** O valor padrão de referência para Portugal*** Inclui Prestações de Serviços Fonte: Adaptado pelos Autores do Relatório Anual 2007 - Seth, S.A 3. ANÁLISE ECONOMICA E FINANCEIRA Por forma a que o analista possa realizar um juízo sobre a situação económico financeira de uma empresa, torna-se necessário recorrer a um conjunto de indicadores. Embora estes possam assumir diversas formas, os mais populares são sem dúvida aqueles que assumem a forma de rácios. Um rácio mais não é do que o quociente entre duas grandezas geralmente extraídas directamente da informação contabilística de uma empresa. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 37
  • Frequentemente bastarão para alguns analistas mais experientes a observação de umpequeno conjunto de rácios para este formar um juízo, ainda que preliminar e sujeito alegitimação futura com informação mais aprofundada, sobre a condição financeira de umaempresa. Conforme descrito no primeiro capítulo, o método de análise pelos rácios sugere a suacomparação preferencialmente com os valores padrão do sector de actividade da organização,ou, na sua falta, com os valores padrão gerais. Procuramos assim outras organizações similares que nos permitissem efectuar umbenchmark, o que de alguma forma acreditamos nos poder dar uma interpretação dos ráciosapurados do respectivo sector. 3.1. ANÁLISE ESTÁCTICA 2006 Situação Financeira – Custo Prazo Fundo de Maneio – Podemos dizer que a empresa apresenta um bom fundo demaneio (4.127.913,59 €), o que lhe permitirá uma boa gestão financeira, se aplicar parte destevalor, podendo aumentar assim os resultados financeiros. R.L.G. – Valor padrão do para este sector é ≥1, sendo o valor de 1,15, verificamosque a empresa consegue solver com facilidade as suas obrigações a curto prazo. Possui umbom equilíbrio financeiro a curto prazo, ou seja, a empresa tem recursos e uma folgaadequada. (1,15). R.L.R. – Apresentando um valor de 1,11, podemos afirmar que a empresa revelacapacidade em solver os seus compromissos de curto prazo. R.L.I. – O rácio de liquidez imediata é de 0,10, que traduz um baixo grau decobertura dos passivos circulantes pelas disponibilidades. R.S.T. – O rácio de solvabilidade é bom (0,51), o que representa um bom equilíbriofinanceiro, ou seja, a empresa possui capitais próprios suficientes para cobrir o passivo damesma. Assim, a empresa demonstra uma boa capacidade de solver todas as suas obrigações,quer a curto, médio e longo prazo. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 38
  • Situação Financeira – Médio/Longo Prazo R.A.F. – Através deste rácio poderemos concluir que a empresa financia os seusactivos através de capitais próprios em 34% (0,34), que representa um bom valor, pois o valorpadrão deste sector é de 0,25. Verifica-se assim que a empresa não tem necessidade de sefinanciar no exterior. Em simultâneo, também permite verificar que a empresa demonstra umaelevada capacidade de obtenção de empréstimos a médio e longo prazo, caso esta venha anecessitar. R.C.A.F. – Este rácio, também se apresenta acima da média padrão (> 1,43). Uma vezque a empresa não tem passivo de médio/longo prazo, verifica-se que o capital permanente écoincidente com os capitais próprios. Assim, podemos afirmar que a empresa tem totalcapacidade de capitais próprios para auto financiar o imobilizado. R.D./E. (Passivo Total) vs R.D./E. (Passivo Médio/Longo Prazo) – Segundoos analistas, podemos concluir que a empresa não tem endividamento, pois o R.D./E.(PassivoMédio/Longo Prazo) – 0,0014 - é inferior ao R.D./E. (Passivo total) – 1,96. Situação Económica R.L.V. – O valor encontrado foi de 10,21%, podemos concluir que a empresa temuma boa rentabilidade líquida das vendas, revelando eficiência no negócio, visto que o valorpadrão deste sector é >5%. R.C.P. – A rentabilidade dos capitais próprios é de 33,39%, ou seja, é uma boa taxaremuneração dos activos sem risco. Este indicador revela que o investimento feito pelosaccionistas na empresa está a ser rentável, visto que a taxa de juro em vigor (2,25% - dados doBCE) é muito menor que a rentabilidade da empresa. Rácios de Funcionamento Mercadorias/Vendas – O valor é de 2,57%, e que dizer que a empresa tem um valorbaixo de mercadorias face às vendas, derivado ao facto de mesma estar inserida no sector daindustria. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 39
  • Clientes/Vendas – Verifica-se um rácio clientes/vendas de 44,31%, sendo no nossoentender muito elevado. Pode traduzir-se como desfavorável em termos financeiros, eevidenciar que o departamento de cobranças pode estar a ter um fraco desempenho. Rotação do Activo – Este rácio apresenta-nos o peso que as vendas desta empresa,representam no total dos activos. Indica-nos o grau de utilização dos activos. O valor de 1,11no rácio vendas/activo, indica o numero de vezes que o activo liquido da empresa éreconstítuido através das vendas. Neste caso o montante dos meios lìquidos libertos pelaempresa são maiores. T.M.R. – O prazo médio de recebimentos é de 162 dias, o que comparado com umaempresa do mesmo sector a ACF, S.A: (ver anexo), que é de 130 dias - no mesmo ano de 2006- podemos afirmar que está ligeiramente acima, +/- 30 dias, o que a nosso entender não érelevante. T.M.P. – O prazo médio de pagamentos é de 84 dias, que comparando com o T.M.R.é inferior, ou seja, isto indica que a empresa tem um bom cash-flow (fundo maneio). Análise Geral Em termos gerais na análise de 2006, podemos afirmar que a situação financeira decurto prazo é excelente, estando os rácios acima dos valores padrão. Em termos estáticos, a empresa tem recursos e folga para fazer face aos seuscompromissos de curto prazo. A empresa consegue satisfazer os seus compromissos de curtoprazo sem recorrer a vendas adicionais, ou á obtenção de empréstimos. A situação financeira de médio e longo prazo é boa, encontrando-se todos os ráciosacima dos valores padrão. A empresa tem suficiência de capitais próprios e permanentes, enão se encontra endividada. A situação económica é boa, pois os rácios indicam que a empresa faz uma boaoptimização dos recursos disponíveis. A rentabilidade dos capitais próprios é boa face à taxade remuneração dos activos sem risco, concluindo-se que a empresa estará a remuneraradequadamente o capital próprio. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 40
  • No que respeita aos rácios de funcionamento, podemos dizer que a empresa tem umstock de mercadorias reduzido, pelo facto de se enquadrar num sector que não obriga agrandes stocks. Salientamos também, que o departamento de cobranças tem um desempenhofraco. A nível da rotação do activo verificamos que a empresa esta a operar acima das suascapacidades. 3.2. ANÁLISE ESTÁCTICA 2007 Situação Financeira – Custo Prazo Fundo de Maneio – Podemos dizer que a empresa apresenta um bom fundo demaneio ( 3.403.625,33 € ), o que lhe permitirá uma boa gestão financeira, se aplicar partedeste valor, podendo aumentar assim os resultados financeiros. R.L.G. – Valor padrão do para este sector é ≥1, sendo o valor de 1,15, verificamosque a empresa consegue solver com facilidade as suas obrigações a curto prazo. Possui umbom equilíbrio financeiro a curto prazo, ou seja, a empresa tem recursos e uma folgaadequada. (1,10). R.L.R. – Apresentando um valor de 1,10, podemos afirmar que a empresa revelacapacidade em solver os seus compromissos de curto prazo. R.L.I. – O rácio de liquidez imediata é de 0,14, que traduz um baixo grau decobertura dos passivos circulantes pelas disponibilidades. R.S.T. – O rácio de solvabilidade é ligeiramente abaixo do valor padrão (0,45), o querepresenta um fraco equilíbrio financeiro, ou seja, a empresa não possui capitais própriossuficientes para cobrir o passivo da mesma. Assim, a empresa não demonstra uma capacidadede solver todas as suas obrigações, quer a curto, médio e longo prazo. Situação Financeira – Médio/Longo Prazo R.A.F. – Através deste rácio poderemos concluir que a empresa financia os seusactivos através de capitais próprios em 31% (0,31), que representa um bom valor, pois o valorpadrão deste sector é de 0,25. Verifica-se assim que a empresa não tem necessidade de sefinanciar no exterior. Em simultâneo, também permite verificar que a empresa demonstra uma Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 41
  • elevada capacidade de obtenção de empréstimos a médio e longo prazo, caso esta venha anecessitar. R.C.A.F. – Este rácio, também se apresenta acima da média padrão (> 1,28). Uma vezque a empresa não tem passivo de médio/longo prazo, verifica-se que o capital permanente écoincidente com os capitais próprios. Assim, podemos afirmar que a empresa tem totalcapacidade de capitais próprios para auto financiar o imobilizado. R.D./E. (Passivo Total) vs R.D./E. (Passivo Médio/Longo Prazo) – Segundopesquisa efectuada, podemos concluir que a empresa não tem endividamento, pois o R.D./E.(Passivo Médio/Longo Prazo) – 0,052 - é inferior ao R.D./E. (Passivo total) – 2,22, que é umdos factor de medição do endividamento. Situação Económica R.L.V. – O valor encontrado foi de 10,56%, podemos concluir que sa empresa temuma boa rentabilidade líquida das vendas, revelando eficiência no negócio, visto que o valorpadrão deste sector é >5%. I R.C.P. – A rentabilidade dos capitais próprios é de 32,94%, ou seja, é uma boa taxaremuneração dos activos sem risco. Este indicador revela que o investimento feito pelosaccionistas na empresa está a ser rentável, visto que a taxa de juro em vigor (2,25% - dados doBCE) é muito menor que a rentabilidade dos capitais próprios da empresa. Rácios de Funcionamento Mercadorias/Vendas – O valor é de 0,43%, e que dizer que a empresa tem um valormuito baixo de mercadorias face as vendas, derivado ao facto de mesma estar inserida numsector que não obriga a um grande stock de mercadorias. Clientes/Vendas – Verifica-se um rácio clientes/vendas de 34,30%, o que sendo nonosso entender está elevado. Pode traduzir-se como desfavorável em termos financeiros, eevidenciar que o departamento de cobranças pode estar a ter um fraco desempenho. Rotação do Activo – Este rácio apresenta-nos o peso que as vendas desta empresa,representam no total dos activos. Indica-nos o grau de utilização dos activos. O valor de 0,97no rácio vendas/activo, indica o numero de vezes que o activo liquido da empresa é Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 42
  • reconstituido através das vendas. Neste caso, o montante dos meios liquidos libertos pelaempresa são menores. T.M.R. – O prazo médio de recebimentos é de 125 dias, o que comparado com umaempresa do mesmo sector a ACF (ver anexo) que é de 130 dias (no mesmo ano de 2006),podemos afirmar que está enquadrada com o mercado. T.M.P. – O prazo médio de pagamentos é de 75 dias, que comparando com o T.M.R.é inferior, ou seja, isto indica que a empresa tem um bom cash-flow (fundo maneio). Análise Geral Em termos gerais na análise de 2007, podemos afirmar que a situação financeira decurto prazo é excelente, estando os rácios acima dos valores padrão. Em termos estáticos, a empresa tem recursos e folga para fazer face aos seuscompromissos de curto prazo. A empresa consegue satisfazer os seus compromissos de curtoprazo sem recorrer a vendas adicionais, ou á obtenção de empréstimos. A situação financeira de médio e longo prazo também é boa, encontrando-se todos osrácios acima dos valores padrão. A empresa tem suficiência de capitais próprios epermanentes, e não se encontra endividada. A situação económica é igualmente boa, pois os rácios indicam que a empresa faz umaboa optimização dos recursos disponíveis. A rentabilidade dos capitais próprios é boa face àtaxa de remuneração dos activos sem risco, concluindo-se que a empresa estará a remuneraradequadamente o capital próprio. No que respeita aos rácios de funcionamento, podemos dizer que a empresa tem umstock de mercadorias reduzido, pelo facto de se enquadrar num sector que não obriga agrandes stocks. Salientamos também, que o departamento de cobranças poderá estar a ter umdesempenho fraco. A nível da rotação do activo verificamos que a empresa esta a operaracima das suas capacidades. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 43
  • 3.3. ANÁLISE DÍNÂMICA Na comparação de 2007 relativamente a 2006, verificamos que a empresa no geralaumentou o sua produtividade, e a rentabilização dos capitais disponíveis. Em 2007 a empresa apresenta um decréscimo no seu fundo de maneio deaproximadamente 724.288,26 € face a 2006. No que respeita à situação financeira a curto prazo, os rácios de liquidez esolvabilidade sofrem um ligeiro decréscimo, proveniente essencialmente do aumento do valorde dívida de terceiros, face ao ano de anterior. O rácio de autonomia financeira bem como o rácio do activo fixo, continuam aapresentar valores satisfatórios, ou seja, acima dos valores padrão para este sector. No querespeita ao endividamento, através do Debt-to-Equity Ratio, verificamos que a empresa nãose encontra endividada. Em relação aos rácios de rentabilidade, não houve oscilações de maior, mantendo-sepraticamente os mesmos valores. Em nossa opinião, verifica-se um bom aproveitamento dosrecursos disponíveis. Relativamente aos rácios de funcionamento, verifica-se uma diminuição significativado valor de dívida de clientes perante o valor das vendas, o que demonstra um significativoesforço e resultados de cobrança, notando-se também nos decréscimos dos prazos médios depagamentos e recebimentos. Por fim, verificou-se também uma ligeira melhoria na gestão dos seus recursos já queo resultado líquido do exercício aumentou cerca de 7,12% relativamente a 2006, optimizandodessa forma os custos e os proveitos da empresa. 4. CONCLUSÃO Concluímos que a Seth, S.A., teve em 2007 um desempenho financeiro excelentecomparado com o exercício anterior, tendo o seu volume de negócios aumentado face ao anoanterior, mantendo assim os resultados a um nível altamente satisfatórios. A empresaapresenta-se bem tanto a nível financeiro como económico, visto que os seus principaisindicadores se situam acima dos valores padrão do sector onde se situa. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 44
  • Esta empresa para se apresentar competitiva face ao mercado, tem de estarmodernizada e para tal fez alguns investimentos a nível do activo imobilizado, onde ressalta aconstrução da nova sede e a modernização dos equipamentos, através de aquisiçoes de novosequipamentos. Tudo isto traduz um esforço financeiro dos accionistas, mas que pelarentabilidade dos capitais próprios (32,94%), traduz-se numa mais valia para os mesmos, vistoque a rentabilidade está bem acima da taxa de juros de um depósito prazo, oferecida pelo BCE(Banco Central Europeu), que é de 2,25%, para um depósito a prazo de 1 ano. Constatamos também que a dívida a terceiros aumentou cerca de 73%, que se deveufundamentalmente ao adiantamento de clientes e a fornecedores de imobilizado. Em suma, podemos dizer que para realizar um juízo sobre a situação económico-financeira de uma empresa, é necessário recorrer a um conjunto de indicadores. Embora estespossam assumir diversas formas, os mais populares são sem dúvida aqueles que assumem aforma de rácios. Um rácio mais não é do que o quociente entre duas grandezas geralmente extraídasdirectamente da informação contabilística de uma empresa. Frequentemente bastarão paraalguns analistas mais experientes a observação de um pequeno conjunto de rácios para quepossa formar um juízo, ainda que preliminar e sujeito a legitimação futura com informaçãomais aprofundada, sobre a condição financeira de uma empresa. Entende-se normalmente que a informação sob a forma de rácios possui diversasvantagens relativamente às grandezas contabilísticas analisadas isoladamente em valorabsoluto; tornando mais significativa a informação de conjunto proporcionada e facilitandocomparações, que poderão ter lugar para a mesma empresa ao longo de um certo períodotemporal (análise de séries temporais) ou entre diferentes empresas. Mas em termos genéricos, cumpre salientar que os rácios financeiros são apenas uminstrumento de análise que pode e deve ser complementado por outros. Deste modo, atomada de decisões importantes com base em apenas alguns indicadores tornar-se-á sempreperigosa, mesmo para analistas experientes. Deveremos ter sempre consciência, porconseguinte, que a análise de indicadores, mais do que conclusões, traz-nos apenas algunsindícios que um analista deverá procurar confirmar através do recurso a outras técnicas efontes de informação complementares. Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 45
  • BIBLIOGRAFIA • BORGES, António; Rodrigues, Azevedo; Rodrigues, Rogério. Elementos de Contabilidade Geral. Rei dos Livros; 1993 • NEVES, João Carvalho das; Análise Financeira: métodos e técnicas; texto Editora; 6ªedição; ISBN 972-47-0008-9NETGRAFIA • http://www.seth.pt [29/05/2009] • http://www.acf.pt [10/06/2009] • http://www.cnc.min-financas.pt [04/06/2009]Sandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 46
  • ANEXOSSandra Sequeira nº 207025; Pedro Gonçalves nº 207039; Susana Alcântara nº 207041; Paulo Almeida nº 207031; Nuno Figueiredo nº 207056; Pedro Ratão nº 207030 47