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O duelo macky dos santos
 

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    O duelo macky dos santos O duelo macky dos santos Document Transcript

    • Publié le 25/05/2012 (Sud Quotidien ) par Babacar Justin NDIAYEO DUELO MACKY-DOS SANTOSAnálise – Por trás das manobras diplomáticas e do baile dos contingentes militares, a Guiné-Bissau torna-se, cada dia mais, um campo de colisão inevitável entre os interesses nevrálgicosdo Senegal de um lado e os designios estratégicos de Angola, do outro lado. O duploprotagonismo da Comunidade dos Estados de Desenvolvimento da Africa Ocidental (CEDEAO)e da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa (CPLP), desembocara inevitavelmente numchoque frontal entre Dakar e Luanda. Duas capitais cujas intenções relativamente à Guiné-Bissau ultrapassam os planos de saidas de crise oficialmente tornados publicos e as resoluçõespublicamente votadas.Os preparativos da batalha diplomatica falam por si. Os ganhos para o Senegal, na cimeira daCEDEAO, tido em Dakar, o dia 3 de maio, foram contrabalançados pelos ganhos obtidos pelaposição Angolana e os paises da CPLP, perante o Conselho de Seguranca das Nações Unidas,que votou, no 18 de maio a resolucao 2048. Mesmo assim, o Senegal ganhou a primeira parteda disputa através do plano de saida de crise da CEDEAO, que crucificou as autoridadesderrubadas pelo Golpe de Estado do dia 12 de abril, excluindo assim a restauração do poderlegitimo.Face a esse cenario de disputa, instaurou-se uma corrida contra o tempo. Un novo PrimeiroMinistro de Transição apoiado pelos Chefes de Estado da Africa Ocidental, foi designado napessoa de Rui Duarte de BARROS, ex-Ministro das Financas do antigo presidente Kumba YALLA,derrubado num golpe e Estado en setembro 2003. O novo Chefe do Governo tem por Ministrodos Negocios Estrangeiros, o pro-francofono Faustino EMBALI (refugiado em Dakar, depois doassassinato de Nino Vieira). E como cereja em cima do suculento bolo servido a Macky SALL,(un contingente militar senegales constituido por unidade de engenharia militar, umaimportante equipa médica e de Oficiais de contra-inteligência), serão enviados para Bissau,sob a bandeira das forças africanas da CEDEAO.Sem se dar conta e na maior das calmas, Macky Sall reedita, sorateiramente a Operação Gabu.As tropas senegalesas chegaram em Bissau sem combater, nem ser combatido.Estrategicamente, o Movimento das Forcas Democraticas da Casamance (MFDC) vão sercercadas - feitas sandwich- por oficias de seguranca em actividades no territorio da Guinée-Bissau e por tropas de elite senegales em operacoes permanente na região de Ziguinchor.
    • Se os frequentes golpes na Guinée-Bissau são visto a justo titulo como inercia da ComunidadeInternacional, este do General Antonio Injai, representa indubitavelmente um valoracrescentado para a seguranca da Casamanca.Dai se explica o jogo individual do Senegal bem encapotado no processo colectivo de saida dacrise da CEDEAO. Dito de outra forma, uma preocupação e intenção aparentementedissimulada do Senegal, mas com a condescência do resto da restante comunidade. Posiçãocontraria é firmemente assumida contra os golpistas do Mali.A subtil legitimação do Golpe, assim como a habilidosa aceitação do empossamento dos novosorgãos de transição, colocarão Eduardo Dos Santos, numa má postura ? Seguramente que, aresposta é não. Apoiado na CPLP, onde o seu pais assume a Presidência en exercicio, Angolacontra atacou, provocando no dia 7 maio, seja quatro dias depois, uma reunião do Conselhode Segurança das Nações Unidas, no decurso da qual, o Representante Especial do SecretarioGeral das Nações Unidas para Consolidação da Paz na Bissau (UNOGBIS), o Rwandês JosephMutaboba apresentou um relatorio sucinto dos acontecimentos.O peso dos paises lusofonos contou muito - nomeadamente o do Brasil -, os membros doConselho de Seguranca (entre os quais figura o Togo, portanto ligado pelas decisões daCEDEAO) votaram unanimamente, a famosa resolução 2048 que diz o seguinte : « O Conselhode Segurança solicita aos Estados membros da ONU no sentido de tomarem todas as medidasnecessarias para impedir a entrada e passagem nos seus territorios dos cinco reponsaveis doComando Militar, entre os quais o Chefe de Estado Maior, Antonio Injai e o seu adjunto oGeneral Mamadu Nkrumah Ture »Propostado por Portugal, a resolução 2048 vai ao encontro das decisões da CEDEAO sobre aGuiné-Bissau e, em termos firmes : « Os 15 Estados membros do Conselho ordenam oComando Militar a deixar o poder a fim de permitir o regresso à ordem constitucional ».Sempre dirigido por Portugal e Angola, o Conselho de Segurança preconisa o envio duma forcahibrida ONU-OU sob o modelo daquela enviada para o Darfou. Aqui esta uma prova dahabilidade diplomatica que permiterá a Angola manter a sua missao militar (Missang) naGuiné-Bissau sob a bandeira da CPLP et com o aval das NU. Assim as tropas Angolanas, pertoda Casamanca não será já através de um acordo bilateral, assinada entre Bissau e Luanda ; maspor uma decisão sob os auspicios das Nações Unidas, ou seja multilateral. Manobras subtis,como só bem sabem fazer os diplomatas.
    • Mesmo se o Secretario Geral das NU, Ban Ki-Moon, descarta de momento, o envio duma talforca, o alerta esta esta lançado e serve de aviso para o Senegal. O Representante de Portugalnas NU, o Embaixador Filipe Morais Cabral, fez uma leitura exaustiva da resolucao 2048 : “Essaresolução monstra a imperiosa necessidade de uma coordenação eficaz entre as diferentesorganizações internacionais implicadas na resolução dos problemas da Guiné-Bissau A nossaposição é invariável. A solução para a crise passa pelo restabelecimento das instituiçõesdemocraticamente eleitas e o regresso à ordem constitucional ». Isso demostra que Lisboaquer o regresso dos seus protegidos Raimundo Pereira e Carlos Gomes Junior, homens deconfiança de Angola.Na verdade, a vontade de Angola de fortelecer a sua posição na Guiné-Bissau permaneceintacta tanto militarmente como economicamente. Luanda comprou um hotel em Bissau paraalojar os seus oficiais da MISSANG, esperando a refecção e a construção de novas casernas. Nomeio do mês de abril, o Ministro da Defesa, o General Van Dunem viajou para Bissau. Nocapitulo politico, os Angolanos exploraram bem as falhas e fisuras no bloco pouco compactoda CEDEAO, e desencadearam uma operação de charme para obterem o apoio do PresidenteAlfa Conde da Guiné Conakry que, recebeu calorosamente, no dia 16 de maio, o Secretario deEstado dos Negocios Estrangeiros, Rui Manguerra, portador de uma mensagem pessoal deEduardo Dos Santos.Ofensiva bem alvejada e positivamente conseguida, quando se sabe que, Conakry e Praiaforam intransigente no que toca ao regresso à ordem constitucional, sinonimo do regresso aopoder de Raimundo Pereira e de Carlos Gomes Jr.Efectivamente, na cimeira de Abidjan do dia 26 de abril, o huis clos dos Chefes dos Estados foimarcado pela clivagem, onde o Presidente Alfa Conde e Jorge Carlos Fonseca, excluiramquaisquer tipos de concessões ou compreensões vis-a-vis aos autores do golpe de Estado e doscivis que estavam a apoiar os golpistas que fizeram interroper o curso do processo eleitoral,entre as duas voltas das eleições presidenciais. Vitima duma recem tentativa de golpe deEstado, o Presidente Conde manteve-se firme na sua posição mesmo se não esteve presentena reunião de Dakar, sendo ele proprio o facilitador da CEDEAO na crise da Guine. Militante daFederacao dos Estudantes da Africa Negra em Franca, o Chefe de Estado da Guinée-Conakry,mostra abertamente as suas afinidades ideologicas com o MPLA no poder em Angola. Numapalavra, isso quer dizer, que Angola tem mais do que um cavalo de Troia na CEDEAO.O duelo Macky-Dos Santos será duro na Guiné-Bissau (fronteira da Casamance), onde MackySall joga o destino unitário do seu pais ; e, Eduardo Dos Santos, por seu turno, tenta confortaros interesses duma potencia da Africa Austral (Angola) com objectivos expansionista na zona.O confronto está à vista, mas será que os protagonistas têm armas iguais nesse confronto ? AoSenegal não faltam vantagens (proximidade e motivações), mas melhor ganharia a seguir
    • prospectivamente esse pais tão perto, mas muito complicado, mobilizando equipas de«seguimento»... e de trabalho sobre esse seu vizinho que se dedica à anarquia politico-militarcomo principio. Do lado dos Negocios Estrangeiros, capacidades não faltam, tais como, SuaExca Omar Benkhtab Sokhna, o inamovivel Embaixador do Senegal em Bissau durante os anos90. E, a este titulo obreiro da vertente diplomatica da operação Gabu decidido pelo presidenteAbdou Diouf. As suas notas e testemunhos podem inspirar e orientar as melhores decisões doGoverno.Quanto à Angola – mesmo diplomaticamente pressionado e militarmente em retirada - ela naovai deixar as coisas ir por àgua abaixo. Angola dispõem em Bissau de laços e redes locaiscapazes de ajudar rasgar (sabotear) o mapa de saida de crise da CEDEAO. Uma margem demanobra herdada não apenas duma colonização em comum, mais também de umacamaradagem baseada numa osmose politica entre os quadros do MPLA e do PAIGC. Recorde-se que, os dirigentes do nacionalismo Angolano tais como Lucio Lara, Luis de Almeida e oescritor Mario de Andrade davam aulas ou animavam regularmente seminarios na Escola dosquadros doPAIGC baseado na época na Guiné-Conakry. Por outro lado, até ao derrube doPresidente Luis Cabral, en novembro 1980, o Angolano Mario de Andrade, era Ministro daCultura na Guine-Bissau. Junta-se a todos esses factos uma fraternidade de armas concretisadapelo engajamento em solo Angolano de uma unidade militar da Guiné-Bissau (ao lado doscubanos) durante a guerra entre MPLA contra UNITA e o FNLA.Em outros termos, o Presidente Macky Sall tem pela frente um adversario consistente ecoréaceo, na pessoa de Jose Eduardo Dos Santos. Esta na poder desde 1979, (substituindoAgostinho Neto),o mestre de Angola é o mais enigmatico Chefe de Estado do continenteafricano. Rico com os seus barris de petroleo, mestre na arte do poker geopolitico e dotado dereflexos bismarquanos, Dos Santos, derrubou o diabo de Savimbi. Fora das fronteiras deAngola, ele acabou com a guerra entre Sasson Nguesso e Pascal Lissouba em Brazzaville,salvou a cadeira do poder de Kabila pai em Kinshasa e livrou a RDC, de uma eminentecolonização rwandesa en 1998. Em 2008, Angola estendeu a sua influência até à Costa doMarfim apoiando Laurent GBAGBO onde a Sociedade de Estado dos Petroleos, SONANGOdetinha 22% das acções da principal rafinaria de Abidjan.Entretantto, sufocado pela a sua memoria, o lider da MPLA nunca esqueceu do apoio semreservas do Presidente Senghor ao Chefe da UNITA, Jonas Savimbi. Mesmo com o fecho doEscritorio da UNITA em Dakar, e um encontro na Ilha de Sal (Cabo Verde) com Abdou Diouf, en1981, Eduardo Dos Santos nunca visitou o Senegal, em 33 anos de poder. Isso e uma provabastante do barômetro da sua posição.Isso quer dizer, que a vigilancia deve impor-se a partir de agora em torno da Casamanca.Porque é um jogo de crianças para os serviços secretos angolanos bem organizado pelo
    • General Fernando Garcia Miala - de iinstigar o PAIGC à insureição politica, preludio de umaguerra civil que seria uma benedicção para o MFDC proporcionando o reforço do seuseparatismo armado. Um outro pais em sintonia com Dos Santos é Portugal que nuncaperduou ao Senegal de ter aliciado/rebocado a sua ex-colonia para integrar a companhia aereaAir Afrique (agora extinta) e a zona do Franco CFA, através a sua adesão à UEMOA. Durante aintervenção dos Djambars (forças especiais senegalesas) em Bissau, as movimentações decariz militar de Lisboa foram excessivamente incômodos, a tal ponto que o Ministro senegalêsdos Negocios Estrangeiros na altura, Jacques Baudim, fez convocar o Embaixador de Portugal àDakar.Curiosamente, no momento em que se esta se desenhar o duelo Macky-Dos Santos, oGoverno, a classe politica senegalesa e os cidadãos debatem em torno de juridições a criar afim de limpar as cavalariças dAugias. Enfim, dificil de listar as prioridades numa densa florestade prioridades…PS: Os três paises africanos membros do Conselho de Seguranca das NU (Africa do Sul,Marrocos e Togo) votaram em favor da resolução inspirida por Angola e propostada porPortugal que vai em contracorrente às decisões da CEDEAO. Dificuldades à vista para AliouneBadara CISSE.Tradução > Babacar Justin NDIAYEPublié le 25/05/2012 (Sud Quotidien 25/05/2012)| 01H37 GMT par Babacar Justin NDIAYE