A origem da vida

  • 18,049 views
Uploaded on

 

  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
18,049
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1

Actions

Shares
Downloads
178
Comments
0
Likes
1

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. A ORIGEM DA VIDA O CONCEITO, A ORIGEM E OS PRIMEIROS SERES VIVOS Nelson Alves Da Silva Caeté - 2007
  • 2. SUMÁRIO
    • O CONCEITO DE VIDA
    • OS MECANISMOS DA VIDA
    • AS HIPÓTESES SOBRE A VIDA
    • A ORIGEM DA VIDA SEGUNDO AS RELIGIÕES
    • AS PRIMEIRAS EXPLICAÇÕES CIENTÍFICAS
    • A HIPÓTESE EXTRATERRESTRE
    • A HIPÓTESE DAS REAÇÕES QUÍMICAS PRIMITIVAS
    • O APARECIMENTO DO CÓDIGO GENÉTICO
    • IDÉIAS RECENTES SOBRE A ORIGEM DA VIDA
    • O PRIMEIRO SER VIVO
    • A DEFINIÇÃO DE MORTE
    Clique no link para ir direto ao assunto
  • 3. O CONCEITO DE VIDA
  • 4. O QUE É VIDA ?
    • Não existe uma definição definitiva sobre o que seja a vida. Para a ciência, um ser vivo é algo que atenda o conjunto das definições apresentadas a seguir, pois sozinhas elas não conseguem explicar o que é vida para a totalidade dos seres do planeta.
  • 5. A DEFINIÇÃO FISIOLÓGICA
    • Um ser vivo é definido como sendo um ser capaz de realizar algumas funções básicas, como comer, metabolizar, excretar, respirar, mover, crescer, reproduzir e reagir a estímulos externos. Várias máquinas realizam todas estas funções e, entretanto, não são seres vivos.
    • Um automóvel, por exemplo, come e metaboliza a gazolina, e joga seus excrementos pelo escape. Respira oxigênio e expira gás carbônico. Por outro lado, algumas bactérias vivem na ausência completa de oxigênio, isto é, não respiram, e, sem dúvida, são seres vivos. A definição, portanto, tem falhas.
  • 6. A DEFINIÇÃO METABÓLICA
    • É ainda popular entre muitos biólogos. Descreve um ser vivo como um objeto finito, que troca matéria continuamente com as vizinhanças, mas sem alterar suas propriedades gerais.
    • A definição parece correta mas, novamente, existem excessões: certas sementes e esporos são capazes de permanecer imutáveis, dormentes, durante anos ou séculos e, depois, nascerem aos serem semeados. A chama de uma vela, por outro lado, também tem uma forma definida, e troca matéria continuamente com as vizinhanças.
  • 7. A DEFINIÇÃO BIOQUÍMICA
    • Seres vivos são seres que contém informação hereditária reproduzível codificada em moléculas de ácidos nucléicos e que controlam a velocidade de reações de metabolização pelo uso de catálise com proteínas especiais chamadas de enzimas.
    • Esta é uma definição de vida muito mais sofisticada que a metabólica ou fisiológica. Existem, também neste caso, alguns contra-exemplos: existe um tipo de vírus que não contém ácido nucléico e é capaz de se reproduzir sem a utilização do ácido nucléico do hospedeiro.
  • 8. A DEFINIÇÃO GENÉTICA
    • Um sistema vivo é um sistema capaz de evolução por seleção natural. Em 1859 Charles Darwin publicou o livro que o tornou famoso: "A Origem das Espécies". Um parafraseamento moderno de sua teoria poderia ser algo como: informação hereditária é transportada por grandes moléculas conhecidas como genes. Genes diferentes são responsáveis por características diferentes do organismo. Na reprodução, este código genético é repassado para o organismo gerado. Ocasionalmente, pequenas "falhas" ocorrem na replicação do código, e surgem indivíduos com pequenas variações - ou mutações. Algumas mutações podem conferir características especiais que tornam o organismo mais apto à sobrevivência. Como um resultado, estes genes "mutantes" vão se reproduzir com mais facilidade do que os normais, e esta será a espécie dominante.
  • 9. A DEFINIÇÃO TERMODINÂMICA
    • O segundo princípio da termodinâmica diz que, em um sistema fechado, nenhum processo que leve a um aumento da ordem interna do sistema pode ocorrer. O universo, como um todo, está constantemente indo para uma situação de maior desordem - a entropia do universo aumenta com o passar do tempo. Em um organimo vivo a ordem parece aumentar: uma planta pega moléculas ordinárias de água e gás carbônico e as transforma em clorofila, açúcares e outros carbohidratos, moléculas bem mais elaboradas e ordenadas. Isto ocorre porque um ser vivo é um sistema aberto, que troca massa e energia com as vizinhanças. Alguns cientistas concordam que, na maioria dos sistemas abertos, a ordem aumenta quando se fornece energia para o sistema, e que isto acaba formamando ciclos. O mais comum dos ciclos biológicos na Terra é o ciclo biológico do Carbono. Na oxidação dos carbohidratos, o dióxido de carbono é devolvido a atmosfera, completando o ciclo. Vários ciclos termodinâmicos existem mesmo na ausência de vida, como é observado em vários processos químicos. De acordo com este ponto de vista, ciclos biológicos são meramente explorações de ciclos termodinâmicos por organimos vivos.
  • 10. OS MECANISMOS DA VIDA
  • 11. AS CÉLULAS
    • Nós, seres humanos, somos uma coleção ambulante de algo perto de 1.014 tipos de células.
    • As células humanas se assemelham, em muitos aspectos, a todas as células que constituem os animais e vegetais da Terra. Cada célula consiste, em geral, de um núcleo central, esférico, imerso em uma grande solução: o citoplasma. Este conjunto é chamado de protoplasma, e é envolto por uma membrana fosfolipídica.
    • A informação contida em uma única célula foi estimada como sendo em torno de 1.012 bits, o equivalente a mais de 100 milhões de páginas de uma enciclopédia.
  • 12. O ÁCIDO NUCLÉICO
    • No interior dos núcleos celulares de todas as células eucariontes existe um complicado trançado de proteínas e ácidos nucléicos, que dá origem aos cromossomos.
    • Os ácidos nucléicos é que carregam as informações genéticas e hereditárias, através de uma codificação química chamada de código genético.
  • 13. O DNA
    • O DNA foi descoberto em 1869, mas suas funções na genética só foram demonstradas em 1943. Em 1953, James Watson e Francis Crick desvendaram a estrutura em dupla-hélice do DNA.
    • O ácido deoxirribonucléico, o DNA, é uma dupla hélice: dois "cordões" moleculares enrolados um no outro, ligados covalentemente por ligações entre as bases adjacentes. Pode ser visto como sendo uma escada torcida, onde que os lados da escada são formados por uma sequência alternada de açúcar e fosfatos. Ligado a cada açúcar esta uma base: adenina (A), guanina(G), citosina(C) ou timina(T). Existe apenas uma maneira de se conectar as bases, sendo que se sabendo a sequência de bases em uma das hélices, sabe-se também a sequência das bases na molécula adjacente, esta é a base do Código Genético.
  • 14. O CODIGO GENÉTICO
  • 15. DUPLICAÇÃO DO DNA Cada célula originada no organismo leva uma cópia do DNA consigo. A duplicação do DNA ocorre pela separação das duas hélices, cada qual servindo de "planta" para a construção de outra molécula de DNA, idêntica ao seu par adjacente.
  • 16. O RNA
    • O ácido ribonucléico, RNA, difere do DNA por possuir um açúcar diferente (ribose) e por uma base (uracil) diferente. O RNA parece não existir numa forma de dupla hélice, tal como o DNA. Um conjunto fosfato-açúcar-base é chamado de nucleotídeo. Hoje, sabe-se que o DNA, o RNA e as enzimas possuem uma inter-relação curiosa e elaborada, que parece ser exatamente a mesma em todos os organismos vivos da Terra.
  • 17. AS HIPÓTESES SOBRE A VIDA
  • 18. BREVE HISTÓRICO
    • O planeta Terra formou-se há cerca de 4,6 bilhões de anos. Sua aparência inicial era completamente diferente da aparência que tem hoje. Não havia nele qualquer tipo de ser vivo.
    • Supõe-se hoje, através do estudo de fósseis, que os primeiros seres vivos surgiram provavelmente há cerca de 3,5 bilhões de anos.
    • Ao longo dos tempos, várias hipóteses foram elaboradas na tentativa de responder como os planetas apareceram - como a hipótese da geração espontânea, a hipótese extraterrestre entre outras.
  • 19. AS HIPÓTESES
    • Há três posições “filosóficas” em relação à origem da vida. A primeira relaciona-se aos mitos da “criação”, que afirmam que a vida foi criada por uma força suprema ou ser superior; essa hipótese, evidentemente, foge ao campo de ação do raciocínio científico, não podendo ser testada e nem refutada pelos métodos usados pela ciência.
    • Uma segunda posição se refere à possibilidade de a vida ter se originado fora do planeta Terra e ter sido “semeada” por pedaços de rochas, como meteoritos, que teriam trazido “esporos” ou outras formas de vida alienígena. Esses teriam evoluído nas condições favoráveis da Terra, até originar a diversidade de seres vivos que conhecemos.
  • 20. AS HIPÓTESES
    • A terceira posição, a mais em voga hoje, aceita que a vida pode ter surgido espontaneamente sobre o planeta Terra, através da evolução química de substâncias não vivas. Não é fácil ou seguro verificar eventos que ocorreram há bilhões de anos, quando nosso planeta era muito diferente do que é hoje; no entanto, os cientistas conseguiram reproduzir algumas das condições originais em laboratório e descobriram muitas evidências geológicas, químicas e biológicas que reforçam essa hipótese. Essa terceira posição foi defendida pela primeira vez pelo cientista russo Oparin, em 1936, como veremos nos itens a seguir.
  • 21. AS HIPÓTESES
    • A origem da vida é o resultado de um evento sobrenatural, isto é, além dos poderes descritivos da química e da física.
    • A vida surge espontaneamente a partir da matéria não viva em curtos períodos de tempo, hoje e no passado.
    • A vida se iniciou na Terra primitiva por uma série de reações químicas progressivas.
  • 22. A ORIGEM DA VIDA SEGUNDO AS RELIGIÕES
  • 23. A TEORIA JUDAÍCO-CRISTÃ O Torá e a Bíblia apresentam, nos versículos 1 a 19 do primeiro capítulo do livro de Gêneses, o relato da criação dos céus e da Terra atribuído a Jeová (outro nome de Deus), o Deus único e onipotente, que teria executado a obra em seis dias.
  • 24. A TEORIA SUMÉRIA Na mitologia mesopotâmica, no princípio do mundo existia Abzu e Tiamat, os elementos masculino e feminino das águas. Tiamat criou o céu, de quem nasceu Ea (a magia), que produziu Marduk. Este venceu os demais deuses e dividiu o corpo de Tiamat, separando o céu da Terra e produziu o primeiro homem, usando o sangue do monstro derrotado.
  • 25. A TEORIA NIPÔNICA A mitologia japonesa explica o surgimento dos deuses, como o mundo foi criado e a origem dos imperadores japoneses. Estas histórias estão em dois livros chamados de Kojiki e o nihonshoki.
  • 26. A TEORIA INDIANA A visão bramânica do mundo e sua aplicação à vida estão descritas no livro do Manusmristi (Código de Manu), elaborado entre os anos 200 a.C. e 200 da era cristã, embora também contenha material muito mais antigo. Manu é o pai original da espécie humana. O livro trata inicialmente da criação do mundo e da ordem dos brâmanes; depois, do governo e de seus deveres, das leis, das castas, dos atos de expiação e, finalmente, da reencarnação e da redenção. Segundo as leis de Manu, os brâmanes são senhores de tudo que existe no mundo.
  • 27. A TEORIA ISLÂMICA Os Islâmicos acreditam na origem do Universo segundo o que descreveu o profeta Moisés no Corão, que é o derradeiro e completo livro sagrado, constituindo a coletânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé.
  • 28. A TEORIA BUDISTA Não há um deus criador no budismo, a religião não se inicia no começo dos tempos, mas com o despertar de Buda. O universo tal como é simplesmente sempre foi assim "desde o tempo sem início".
  • 29. CONSIDERAÇÕES CIENTÍFICAS Para as várias correntes religiosas e para os teólogos é verdadeira a hipótese que a vida foi criada por um fenômeno sobrenatural. Contudo tais descrições não correspondem a realidade científica, pois não estão de acordo com as várias observações experimentais realizadas, não podendo serem aceitas pela comunidade científica. O Gênesis pode ser utilizado como exemplo, pois além de apresentar uma visão geocêntrica do universo, fala que quando o sol foi criado, já havia não somente o planeta Terra, mas vida abundante por toda sua superfície. A grande maioria dos organismos vivos que habitam ou habitaram a Terra requerem a luz do sol para sua sobrevivência. A formação dos primeiros compostos orgânicos, como demonstrado em laboratório, só foi possível graças à radiação UV provinda do sol.
  • 30. AS PRIMEIRAS EXPLICAÇÕES CIENTÍFICAS
  • 31. AS PRIMEIRAS IDÉIAS
    • Até o século XIX, imaginava-se que os seres vivos poderiam surgir não só a partir da reprodução de seres preexistentes, mas também a partir de matéria sem vida, de uma forma espontânea. Essa idéia, proposta há mais de 2.000 anos por Aristóteles, filósofo grego, é conhecida como geração espontânea.
    • Segundo aqueles que acreditavam na geração espontânea, determinados objetos poderiam conter um “princípio ativo”, isto é, uma espécie de “força” capaz de transformá-los em seres vivos.
  • 32. AS PRIMEIRAS IDÉIAS
    • Através da geração espontânea, explicava-se, por exemplo, o aparecimento de vermes no intestino humano, como a lombriga, ou o surgimento de ”vermes” no lixo ou na carne em putrefação.
    • Logicamente, quem assim pensava desconhecia o ciclo de vida de uma lombriga ou uma de mosca. Hoje, sabe-se que as lombrigas surgem no intestino humano a partir da ingestão de água e de alimentos contaminados por ovos fecundados de lombrigas preexistentes.
  • 33. A HIPÓTESE EXTRATERRESTRE
  • 34. A HIPÓTESE EXTRATERRESTRE
    • Svante Arrhenius (1859-1927), um físico e químico sueco, supunha que, em épocas passadas, poeiras espaciais e meteoritos caíram em nosso planeta trazendo certos tipos de microrganismos, provavelmente semelhantes a bactérias. Esses microrganismos, então, foram se reproduzindo, dando origem à vida na Terra.
  • 35. A HIPÓTESE DAS REAÇÕES QUÍMICAS PRIMITIVAS
  • 36. A HIPÓTESE DE OPARIN
    • Aleksander Ivanovitch Oparin (1894-1980), bioquímico russo autor da teoria.
    • Até chegar à forma que tem hoje, com seu relevo, rios, oceanos, campos, desertos e seres vivos, a Terra passou por diversas transformações.
    • Quando se formou admite-se, o planeta era tão quente que era impossível a vida desenvolver nele. O surgimento da vida só se tornou possível com algumas mudanças ocorridas, por exemplo, no clima e na composição dos gases atmosféricos.
    • Os vapores de água foram um dos componentes mais importantes da atmosfera primitiva. Admite-se que eles resultaram da grande atividade dos vulcões. Esses vapores de água foram se acumulando na atmosfera durante séculos.
  • 37. A HIPÓTESE DE OPARIN
    • Nas altas camadas da atmosfera, os vapores de água, na forma de densas nuvens, resfriavam-se e, condensando-se, começaram a cair como chuva. Era o início do ciclo da água, que ocorre até hoje (evaporação => condensação => chuva). Como a superfície da Terra era quentíssima, a água evaporava-se quase imediatamente, voltando a formar nuvens. Por milhões de anos, imagina-se, houve essa seqüência de chuvas e evaporação antes que os oceanos fossem formados. Somente quando a superfície da Terra se resfriou muito, começou a haver acumulo de água líquida em regiões mais baixas, formando lagos, mares e oceanos.
    •          
    • Foi nos oceanos primitivos que a vida deve ter se originado. Pelo menos é o que até agora os cientistas têm aceito como hipótese mais provável. Um deles, o bioquímico russo de nome Aleksandr Ivanovitch Oparin (1894-1980), procurou explicar a formação do primeiro ser vivo a partir de moléculas orgânicas complexas.
  • 38. A HIPÓTESE DE OPARIN
    • Oparin acreditava que as moléculas orgânicas foram produzidas a partir de reações ocorridas entre os gases existentes na atmosfera primitiva. Essas reações teriam sido provocadas pela energia do raios ultravioletas do Sol e pelas descargas elétricas dos raios durantes as tempestades, então muito freqüentes.
    • Entre as diversas moléculas orgânicas supostamente produzidas a partir de gases primitivos, destacam-se os aminoácidos. Os aminoácidos formados devem ter combinado entre si dando origem a outras substâncias mais complexas, chamados proteínas. Ao longo de milhões de anos, as proteínas foram se acumulando nos mares primitivos e se juntando em minúsculos aglomerados, que Oparin chamou de coacervados.
  • 39. A HIPÓTESE DE OPARIN
    • A ciência atual admite que muitas substâncias presentes nos mares primitivos foram lentamente se juntando aos coacervados, tornando-os cada vez mais complexos. Admite também que no interior dos coacervados ocorreram muitas reações entre substâncias inexistentes, até que, depois de milhões de anos, surgiram os ácidos nucléicos.
    • Os ácidos nucléicos organizam o material genético de uma célula e comanda suas atividades diversas, inclusive a reprodução. Assim, com o surgimento dessas moléculas muito especiais, os coacervados puderam se transformar em seres unicelulares.
  • 40. A HIPÓTESE DE OPARIN
    • Os primeiros seres vivos da Terra, eram unicelulares, heterotróficos e alimentavam-se de substâncias existentes nos oceanos.
    • Com o passar do tempo, o número desses seres primitivos aumentou muito. Os alimentos existentes no oceanos foram lentamente se tornando insuficiente para todos. Mas milhões de anos depois, após muitas modificações acorridas no material genético, alguns desses seres tornaram-se capazes de produzir clorofila e fazer fotossíntese. Surgiram, então os primeiros seres autotróficos, que produziam o alimento necessário para manter a vida na Terra.
    • Foi a partir desses dois tipos de seres que se desenvolveu a vida na Terra. Eles foram se diferenciando cada vez mais e lentamente originando todos os seres vivos que conhecemos hoje, inclusive o homem.
  • 41. O APARECIMENTO DO CÓDIGO GENÉTICO
  • 42. COMO APARECEU O GENE
    • Uma coisa que é importante entender: na hipótese original de Oparin, não há referência aos ácidos nucléicos; não se sabia na época que eles constituem os genes. Muita gente então acreditava que os genes fossem de natureza protéica; afinal, havia sido demonstrada a enorme importância das proteínas como enzimas, material construtor e anticorpos. Dá para entender, por isso, a ênfase que Oparin dá ao aparecimento da proteína. No entanto a hipótese original foi readaptada quando ficou patente a identidade entre genes e ácidos nucléicos.
  • 43. COMO APARECEU O GENE
    • Acredita-se hoje que a primeira molécula informacional tenha sido o RNA, e não o DNA. Foi feita a interessantíssima descoberta de que certos “pedaços” de RNA têm uma atividade catalítica : eles permitem a produção, a partir de um molde de RNA e de nucleotídeos, de outras fitas de RNA idênticas ao molde! A esses pedaços de RNA com atividade “enzimática”, os biólogos chamam de ribozimas. Isso permite explicar o eventual surgimento e duplicação dos ácidos nucléicos, mesmo na ausência das sofisticadas polimerases que atuam hoje.
  • 44. COMO APARECEU O GENE
    • O DNA deve ter sido um estágio mais avançado na confecção de um material genético estável; evidentemente, os primeiros DNA teriam sido feitos a partir de um molde de RNA original. Isso lembra bastante, você vai concordar, o modo de atuação do retrovírus, como o da AIDS!
    • De qualquer forma, esses “genes nus”, isto é, envolvidos por nada, mas livres na argila ou na água, podem ter num período posterior “fixado residência” numa estrutura maior, como um coacervado ou uma microesfera...
  • 45. COMO APARECEU O GENE
    • Um dos problemas ainda mais perturbadores nessa história toda, relaciona-se ao surgimento do CÓDIGO GENÉTICO. Em outras palavras, o aparecimento de proteínas ou de moléculas de ácidos nucléicos com a capacidade de duplicação, nas condições postuladas, pode ser imaginado sem muita dificuldade, mas permanece extremamente misterioso o método pelo qual as moléculas de ácidos nucléicos teriam tomado conta do controle da produção de proteínas específicas, que tivessem um valor biológico e de sobrevivência. Quem sabe o tempo se encarregará de nos fornecer novas evidências...
  • 46. IDÉIAS RECENTES SOBRE A ORIGEM DA VIDA
  • 47. CONDIÇÕES INICIAIS
    • Acredita-se hoje que, provavelmente, a composição da atmosfera primitiva foi diferente do que acreditava Oparin; ela teria contido CO, CO2, H2, N2 e vapor de água (não haveria, portanto, metano nem amônia; as fontes de carbono seriam o CO e o CO2, enquanto a de nitrogênio seria o N2). Vapor de água e de gás carbônico teriam sido produzidos pela intensa atividade vulcânica. Mesmo assim, isso não invalida experimentos do tipo “Miller”. Na realidade, foram feitas desde então muitas variantes dessa experiência, modificando-se os gases utilizados e colocando-se algumas substâncias minerais; os cientistas chegaram a obter mais de 100 tipos de “tijolos” orgânicos simples, incluindo nucleotídeos e ATP.
  • 48. A IMPORTÂNCIA DA ARGILA
    • Algumas teorias recentes dão conta de que os longos polímeros , como proteinóides e fitas de ácidos nucléicos, podem ter se formado, como alternativa às rochas quentes da crosta, em “moldes” de argila. De fato, para ocorrer polimerização , deve haver uma alta concentração das unidades constituintes; na argila, essa concentração pode ter sido alta. Além disso, a argila pode ter agido como “catalisadora” e promovido o aparecimento de ligações simples, como as peptídicas, com perda de água. Alguns biólogos acreditam ainda que a argila foi o meio em que se formaram moléculas RNA, a partir de nucleotídeos simples. A energia para essa polimerização poderia ter sido proveniente do calor da crosta; ou do calor do sol, ou ainda da radiação ultravioleta.
  • 49. O PRIMEIRO SER VIVO
  • 50. ALIMENTAÇÃO
    • Para entender claramente esta discussão, é útil recordar as equações de três processos biológicos básicos, fermentação , respiração e fotossíntese , que reproduzimos abaixo:
    • Fermentação (alcoólica): glicose álcool etílico + CO2 + energia
    • Respiração : glicose + oxigênio CO2 + H2O + energia
    • Fotossíntese : CO2 + H2O + luz (Clorofila) glicose e O2
  • 51. AUTOTROFO OU HETEROTROFO
    • Existem duas hipóteses sobre a origem da vida: a hipótese autotrófica , que propõe que o primeiro ser vivo foi capaz de sintetizar seu próprio alimento orgânico, possivelmente por fotossíntese, e a hipótese heterotrófica , que prevê que os primeiros organismos se nutriam de material orgânico já pronto, que retiravam de seu meio. A maioria dos biólogos atuais acha a hipótese autotrófica pouco aceitável devido a um fato simples: para a realização da fotossíntese, uma célula deve dispor de um equipamento bioquímico mais sofisticado do que o equipamento de um heterótrofo. Como admitir que o primeiro ser vivo, produzido através de reações químicas casuais, já possuísse esse grau de sofisticação? É claro que o primeiro ser vivo poderia ter surgido complexo; porém é muito menos provável que isso tenha acontecido.
  • 52. AUTOTROFO OU HETEROTROFO
    • Por outro lado, se o primeiro organismo era heterótrofo, o que ele comeria? Hoje os heterótrofos dependem, para sua nutrição, direta ou indiretamente, dos autótrofos autossintetizantes. No entanto não se esqueça de que, de acordo com a hipótese de Oparin, o primeiro organismo surgiu num mar repleto de coacervados orgânicos, que não haviam chegado ao nível de complexidade adequada. Esses coacervados representam então uma fonte abundante de alimento para nosso primeiro organismo, que passaria a comer seus “irmãos” menos bem sucedidos...
  • 53. AUTOTROFO OU HETEROTROFO
    • Admitamos um primeiro organismo heterótrofo, para o qual alimento não era problema. Pode-se obter energia do alimento através de dois processos: a respiração que depende de O2 molecular, inexistente na época, e a fermentação , processo mais simples, cuja realização dispensa a presença de oxigênio.
    • Estabeleçamos, a título de hipótese mais provável, que o primeiro organismo deva ter sido um heterótrofo fermentador. A abundância inicial de alimento permite que os primeiros organismos se reproduzam com rapidez; não se esqueça também de que todos os mecanismos da evolução biológica, como a mutação e seleção natural, estão atuando, adaptando os organismos e permitindo o aparecimento de características divergentes.
  • 54. SURGE A FOTOSÍNTESE
    • A velocidade de consumo do alimento, no entanto, cresce continuamente, já que o número de organismos aumenta; a reposição desse alimento orgânico através das reações químicas que descrevemos é obviamente muito mais lenta que o seu consumo. Perceba que, se não surgissem por evolução os autótrofos, a vida poderia ter chegado num beco sem saída por falta de alimento.
    • Em algum momento anterior ao esgotamento total do alimento nos mares, devem ter aparecido os primeiros organismos capazes de realizar fotossíntese; possivelmente usaram como matéria prima o CO2 residual dos processos de fermentação. Sua capacidade de produzir alimento fechava o ciclo produtor/consumidor e permitia o prosseguimento da vida.
  • 55. SURGE A RESPIRAÇÃO
    • Um resíduo do processo fotossintético é o oxigênio molecular; por evolução devem ter surgido mais tarde os organismos capazes de respirar aerobicamente, que utilizaram o O2 acumulado durante milhões de anos pelos primeiros autótrofos.
    • A respiração, não se esqueça, permite extrair do alimento maior quantidade de energia do que a fermentação. Seguramente o modo de vida “respirador” representa, na maioria dos casos, uma grande vantagem sobre o método “fermentador”; não devemos estranhar que a maioria dos organismos atuais respire, apesar de ter conservado a capacidade de fermentar.
    • Lembre-se, ainda, de que a presença de oxigênio molecular na atmosfera acaba permitindo o aparecimento na atmosfera da camada de ozônio, que permite a filtração de grande parte da radiação ultravioleta emitida pelo sol. Essa radiação é fortemente mutagênica; porém os organismos aquáticos estariam parcialmente protegidos, já que a água funciona como um filtro para ela. De qualquer maneira, o aparecimento do ozônio prepara o terreno para uma futura conquista do ambiente seco, caso alguns organismo um dia se aventurem a fazer experiência.
  • 56. A MEMBRANA CELULAR
    • É muito provável que os primeiros organismos tenham sido mais complexos do que os vírus atuais, porém mais simples do que as células mais simples que se conhecem.
    • Um citologista chamado Robertson acredita que, por evolução, os organismos iniciais devam ter “experimentado” vários tipos de membranas. A vantagem de uma membrana envolvente é clara: ela fornece proteção contra choques mecânicos e, portanto, maior estabilidade à estrutura; porém ela representa uma barreira entre o organismo e o alimento a seu redor, o que é uma desvantagem.
    • Assim, a membrana ideal deveria ser resistente, com um certo grau de elasticidade, sem deixar de ser suficientemente permeável. Num certo estágio da evolução dos seres vivos, apareceu a membrana lipoprotéica, que reúne todos esses atributos e certamente foi um sucesso total, já que todos os seres vivos atuais de estrutura celular a possuem.
  • 57. ORGANELAS CELULARES
    • Atualmente a teoria mais aceita a respeito da origem das organelas celulares é da endossimbiose .
    • Trata-se da seguinte idéia: alguns organismos procariontes teriam sido “engolidos” por células maiores de eucariontes, ficando no interior da célula, mas com capacidade de reprodução independente e realizando determinadas funções. Acredita-se que mitocôndrias e cloroplastos possam ter se originado dessa forma. As mitocôndrias podem ter sido um dia BACTÉRIAS independentes; os cloroplastos, talvez CIANOFÍCEAS ou baterias fotossintetizantes.
  • 58. A DEFINIÇÃO DE MORTE
  • 59. A MORTE
    • É definida como sendo a parada total dos processos vitais que eventualmente ocorrem em todos os organismos vivos. Para os médicos e biólogos a definição exata do que realmente seja a morte ainda é conflitante. Um sujeito pode ter morte cerebral, e todas as funções vitais básicas serem mantidas artificialmente. Neste caso, suas células estão vivas, mas o organismo não. O conceito de morte não é puramente biológico, mas sim cultural, ético e legal. Como consenso, define-se que a morte seja a "perda irreversível das funções vitais".
  • 60. A TEORIA DE GAIA
  • 61. TEORIA DE GAIA
    • A hipótese Gaia é uma tese criada em 1969 pelo investigador britânico James E. Lovelock, para explicar o fato de todos os seres vivos estarem ligados entre si e com o ambiente físico, levantando à hipótese de que a Terra seja um organismo vivo.
    • Para ter chegado a essas conclusões, James E. Lovelock, juntamente com a bióloga Lynn Margulis realizaram pesquisas comparativas entre a atmosfera da Terra e a de outros planetas, afirmando que é a vida na Terra que cria as condições para a sua sobrevivência, e não o contrário, como as outras teorias sugerem.
  • 62. TEORIA DE GAIA
    • Segunda a hipótese, a vida na Terra teria uma capacidade própria de controlar e manter as condições físicas e químicas propícias para ela através de mecanismos de retroalimentação. Assim, os fatores bióticos teriam o controle sobre os abióticos, proporcionando as condições ideais de sobrevivência para os seres vivos.
    • Para Lovelock, “a Terra precisa ser entendida e estudada como um sistema fisiológico fechado, da mesma forma que o médico estuda a interdependência das funções orgânicas do corpo humano”.
  • 63. TEORIA DE GAIA
    • O nome Gaia é uma homenagem à deusa grega Gaia, que representava a Terra na mitologia grega. Embora toda a comunidade científica concorde que os organismos influenciam o ambiente físico e por ele são influenciados, a maioria acha que não existe, por enquanto, nenhuma forma de comprovar o fato do equilíbrio do planeta ser ajustado de forma tão perfeita pela ação dos organismos.
    • Contudo é inegável que as ações do homem tem condenado ao extermínio as formas de vida existentes neste planeta, e alguma coisa tem de ser feita para retomarmos o equilíbrio, e deve ser feita agora, já !!!
  • 64. CONTATO Nelson Alves Da Silva (31) 9284-4005
  • 65. Fim da Apresentação.