A exploração dos produtos florestais e a  preservação da floresta - viabilidade ecológica
Atividade nada carismática...
Existem outras opções? SINOP - MT
Extrativismo?
Ecoturismo?
Serviços ecológicos?
Inventário pré-exploração; Manejo Florestal procura reduzir impactos... Planejamento das estradas e pátios; Definição da d...
Caso 1: Árvores remanescentes Como saber o número necessário de remanescentes  que garantam, por exemplo, alimento para as...
Caso 2: Árvores ocas Pergunta: E a  seleção artificial? www.manejoflorestal.org
Caso 3: Tratamentos silviculturais Simplificação do habitat? Perda de biodiversidade? Anelamento Capina
Exemplo: Florestas de bambu na Amazônia Caso 4: Impactos ecológicos podem ocorrer por características locais....
Distribuição dos tabocais (Silveira, 2007)
História de vida de  Guadua weberbaueri Estabelecimento  das plântulas e reprodução vegetativa Domínio de  Guadua Predação...
Crescimento cumulativo
Padrões espaciais e temporais da floresta com bambu __________________________________________________ 1989 Rio Purus 1988...
 
Smith (2000)
Em áreas sob manejo florestal  com ocorrência de  Guadua  sp.,  como se dará a  regeneração florestal?
Para complicar.... mudanças climáticas! Seca de 2005 Cenário IPCC (2007): Savanização da Amazônia?
Monitoramento de variáveis ambientais  é a única ferramenta para  avaliar impactos. Mas qual  variável escolher?
<ul><li>Manejo florestal na Amazônia: </li></ul><ul><ul><li>Hosokawa et al. (1998): monitoramento da vegetação e variáveis...
Monitoramento de Fauna e a  Certificação Florestal <ul><li>Calouro (2005): em 16 Sumários Públicos para pedido de CF na Am...
Perda da biodiversidade afeta  redundância funcional dos ecossistemas. Mas quantas espécies devem ser perdidas para  que i...
Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal <ul><li>Moraceae: </li></ul><ul><li>grande produção de frutos pequenos  </li...
Dispersores  de sementes Tapirus terrestris Alouatta seniculus Artibeus lituratus Mitu tuberosa
Predadores  de sementes Tayassu tajacu Agouti paca Sciurus ingrame
Harpia harpyja Panthera onca Predadores  (topo de cadeia) Puma concolor Melanosuchus niger Pteronura brasiliensis
Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Rede trófica de floresta tropical - El Verde (Porto Rico)
Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Rede trófica de floresta tropical - El Verde (Porto Rico) Como monitorar ess...
Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal <ul><li>Bioindicadores:  </li></ul><ul><ul><ul><li>Uso de grupos taxonômicos...
Emergentes Dossel Arbóreo Sub-bosque Herbáceo Começam os problemas... Como escolher um bioindicador que indique mudanças e...
Uso estratificado da floresta por primatas do Suriname (Fleagle, 1987).
Estratos  utilizados pelos primatas  da FEA antes (a) e após (b) a  exploração (Calouro, 2005). (a) (b)
Estratos da vegetação utilizados pelos primatas da Área Controle (Calouro, 2005).
 
Outro problema: Somente uma variável (efeito da exploração)  está afetando o bioindicador?  <ul><li>Exemplo 1: Anfíbios </...
<ul><li>Exemplo 2: Primatas </li></ul><ul><ul><li>Maioria das espécies são frugívoras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Biomassa...
<ul><li>Banco de dados sobre dieta de primatas:  </li></ul><ul><ul><li>197 artigos: 1815 espécies vegetais. </li></ul></ul...
<ul><li>Pouco conhecimento sobre a ecologia das espécies madeireiras; </li></ul><ul><li>Martini et al. (1994) classificara...
 
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Bioindicadores (fauna): </li></ul></ul><ul><li>Devem ser fáceis de encontrar e medir;...
Animais como Indicadores <ul><li>5. Outras características de um bom indicador faunístico: </li></ul><ul><ul><li>Especiali...
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Invertebrados: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 15% dos artigos analisados  (n = 9...
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Herpetofauna: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 10% dos artigos analisados; </li></...
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Aves: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 14% dos artigos analisados; </li></ul></ul>...
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Mamíferos: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 67% dos artigos analisados; </li></ul>...
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Animais como Indicadores <ul><ul><li>Mamíferos: </li></ul></ul><ul><ul><li>Variações no esforço amostral, intensidade de e...
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Como escolher o melhor bioindicador?  </li></ul></ul><ul><ul><li>Sapos de áreas prese...
Animais como Indicadores <ul><ul><li>Recomendações de Azevedo-Ramos et al. (2005): </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de vário...
Sugestões para discussão nos grupos de trabalho: Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Workshop WWF/UFAC <ul><ul><...
<ul><li>Sugestões para discussão nos grupos de trabalho: </li></ul><ul><ul><li>Tempo de resposta: </li></ul></ul><ul><ul><...
Grupo Fauna e Meio Aquático <ul><ul><li>Metodologia de cada indicador: </li></ul></ul><ul><li>Material; </li></ul><ul><li>...
Grupo Fauna e Meio Aquático <ul><ul><li>Ranking de indicadores ambientais: </li></ul></ul>1. Grandes e médios mamíferos 2....
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    1. 1. A exploração dos produtos florestais e a  preservação da floresta - viabilidade ecológica
    2. 2. Atividade nada carismática...
    3. 3. Existem outras opções? SINOP - MT
    4. 4. Extrativismo?
    5. 5. Ecoturismo?
    6. 6. Serviços ecológicos?
    7. 7. Inventário pré-exploração; Manejo Florestal procura reduzir impactos... Planejamento das estradas e pátios; Definição da direção da queda; Definição do arraste das toras; Corte dos cipós; Entre outros... Nosso foco!
    8. 8. Caso 1: Árvores remanescentes Como saber o número necessário de remanescentes que garantam, por exemplo, alimento para as espécies animais? Ex: Jatobá ( Hymenaea courbaril )
    9. 9. Caso 2: Árvores ocas Pergunta: E a seleção artificial? www.manejoflorestal.org
    10. 10. Caso 3: Tratamentos silviculturais Simplificação do habitat? Perda de biodiversidade? Anelamento Capina
    11. 11. Exemplo: Florestas de bambu na Amazônia Caso 4: Impactos ecológicos podem ocorrer por características locais....
    12. 12. Distribuição dos tabocais (Silveira, 2007)
    13. 13. História de vida de Guadua weberbaueri Estabelecimento das plântulas e reprodução vegetativa Domínio de Guadua Predação intensa de sementes e germinação Florescimento maciço, frutificação e dispersão de sementes Mortalidade ~ 29-32 anos
    14. 14. Crescimento cumulativo
    15. 15. Padrões espaciais e temporais da floresta com bambu __________________________________________________ 1989 Rio Purus 1988 Rio Purus
    16. 17. Smith (2000)
    17. 18. Em áreas sob manejo florestal com ocorrência de Guadua sp., como se dará a regeneração florestal?
    18. 19. Para complicar.... mudanças climáticas! Seca de 2005 Cenário IPCC (2007): Savanização da Amazônia?
    19. 20. Monitoramento de variáveis ambientais é a única ferramenta para avaliar impactos. Mas qual variável escolher?
    20. 21. <ul><li>Manejo florestal na Amazônia: </li></ul><ul><ul><li>Hosokawa et al. (1998): monitoramento da vegetação e variáveis físicas; </li></ul></ul><ul><ul><li>FSC (2004) inclui monitoramento da fauna, mas enfoca só o impacto sobre espécies raras e ameaçadas. </li></ul></ul>Monitoramento de Fauna e a Certificação Florestal <ul><li>Certificação Florestal (CF): </li></ul><ul><ul><li>Cumprimento imediato de pré-condições para obtenção e de condições após um período para manter a CF. </li></ul></ul>
    21. 22. Monitoramento de Fauna e a Certificação Florestal <ul><li>Calouro (2005): em 16 Sumários Públicos para pedido de CF na Amazônia só existiam condicionantes sobre fauna: </li></ul><ul><ul><li>Esses Projetos de Manejo Florestal recebem a CF sem a obrigatoriedade de avaliação de impactos ambientais sobre a fauna (pré e pós-exploração) e de monitoramento faunístico. </li></ul></ul><ul><li>Sem monitoramento faunístico adequado fica difícil afirmar que o manejo florestal é sustentável. </li></ul>
    22. 23. Perda da biodiversidade afeta redundância funcional dos ecossistemas. Mas quantas espécies devem ser perdidas para que isso ocorra? Uma única espécie-chave ou várias? Para que monitorar biodiversidade? O Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal
    23. 24. Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal <ul><li>Moraceae: </li></ul><ul><li>grande produção de frutos pequenos </li></ul><ul><li>e carnosos por árvore. </li></ul><ul><li>Arecaceae: </li></ul><ul><li>disponibiliza frutos na época seca. </li></ul>Exemplos de espécies-chaves: Socratea exorrhiza Brosimum alicastrum
    24. 25. Dispersores de sementes Tapirus terrestris Alouatta seniculus Artibeus lituratus Mitu tuberosa
    25. 26. Predadores de sementes Tayassu tajacu Agouti paca Sciurus ingrame
    26. 27. Harpia harpyja Panthera onca Predadores (topo de cadeia) Puma concolor Melanosuchus niger Pteronura brasiliensis
    27. 28. Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Rede trófica de floresta tropical - El Verde (Porto Rico)
    28. 29. Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Rede trófica de floresta tropical - El Verde (Porto Rico) Como monitorar essa complexidade?
    29. 30. Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal <ul><li>Bioindicadores: </li></ul><ul><ul><ul><li>Uso de grupos taxonômicos (não espécies!); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Devem usar diferentes nichos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Mais usados (avaliação de impacto): África e Ásia </li></ul></ul></ul>
    30. 31. Emergentes Dossel Arbóreo Sub-bosque Herbáceo Começam os problemas... Como escolher um bioindicador que indique mudanças em todos esses habitats?
    31. 32. Uso estratificado da floresta por primatas do Suriname (Fleagle, 1987).
    32. 33. Estratos utilizados pelos primatas da FEA antes (a) e após (b) a exploração (Calouro, 2005). (a) (b)
    33. 34. Estratos da vegetação utilizados pelos primatas da Área Controle (Calouro, 2005).
    34. 36. Outro problema: Somente uma variável (efeito da exploração) está afetando o bioindicador? <ul><li>Exemplo 1: Anfíbios </li></ul><ul><li>Permeabilidade da pele torna grupo sensível à poluição do ar e da água; </li></ul><ul><li>32% das espécies estão ameaçadas de extinção (IUCN, 2005); </li></ul><ul><li>Situação agravou-se após 1980: </li></ul><ul><ul><li>9 espécies extintas, </li></ul></ul><ul><ul><li>outras 113 espécies extintas? </li></ul></ul><ul><li>Causas: </li></ul><ul><ul><li>chuva ácida; </li></ul></ul><ul><ul><li>mudanças climáticas? </li></ul></ul><ul><li>E na Amazônia? </li></ul>
    35. 37. <ul><li>Exemplo 2: Primatas </li></ul><ul><ul><li>Maioria das espécies são frugívoras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Biomassa retirada da floresta é alta; </li></ul></ul><ul><ul><li>Resultado: Extinção ecológica. </li></ul></ul>Espécie existe na área, mas não cumpre mais a sua função ecológica. Conceito de Floresta Vazia (Redford, 1992). <ul><li>Efeito conjunto da pressão de caça + impacto do manejo florestal: </li></ul><ul><ul><li>Johns & Skorupa (1987): </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Redução populacional acentuada de primatas visados. </li></ul></ul></ul>Ateles chamek <ul><li>Impacto indireto do manejo florestal: reocupação de colocações. </li></ul>
    36. 38. <ul><li>Banco de dados sobre dieta de primatas: </li></ul><ul><ul><li>197 artigos: 1815 espécies vegetais. </li></ul></ul><ul><li>Observações de campo: consumo de 27 espécies. </li></ul><ul><li>Quantas espécies da dieta coincidem com as 119 espécies madeireiras a serem exploradas na Floresta Estadual do Antimary (AC)? </li></ul><ul><ul><li>36 espécies (valor subestimado). </li></ul></ul><ul><li>Destaques: </li></ul><ul><ul><li>Guariúba amarela ( Clarissia racemosa ): 9 spp. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ucuúba branca ( Osteophloeum platyspermum): 5 spp. </li></ul></ul><ul><ul><li>Breu vermelho ( Tetragastris altissima ): 5 spp. </li></ul></ul><ul><ul><li>Angico vermelho ( Parkia pendula ): 5 spp. </li></ul></ul>Dieta de Primatas (Calouro, 2005):
    37. 39. <ul><li>Pouco conhecimento sobre a ecologia das espécies madeireiras; </li></ul><ul><li>Martini et al. (1994) classificaram a capacidade de 305 espécies madeireiras para resistir ao impacto da exploração: </li></ul><ul><ul><li>Grupo 1:  população; </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupo 2: população estável; </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupo 3:  população. </li></ul></ul><ul><li>Das 36 espécies arbóreas da FEA usadas por primatas: </li></ul><ul><ul><li>Grupo 1: Parkia pendula . </li></ul></ul>Dieta de Primatas (Calouro, 2005):
    38. 41. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Bioindicadores (fauna): </li></ul></ul><ul><li>Devem ser fáceis de encontrar e medir; </li></ul><ul><li>História natural bem conhecida; </li></ul><ul><li>Devem se correlacionar com mudanças no ecossistema; </li></ul><ul><li>Variáveis mais usadas: </li></ul><ul><ul><li>Densidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Abundância relativa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Presença/ausência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dispersão; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sucesso reprodutivo. </li></ul></ul>
    39. 42. Animais como Indicadores <ul><li>5. Outras características de um bom indicador faunístico: </li></ul><ul><ul><li>Especialista; </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixa mobilidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ampla distribuição. </li></ul></ul>Vegetação: sensoriamento remoto do dossel; Cursos d´água: variáveis físico-químicas. Indicadores faunísticos: relações de causa e efeito ainda em fase experimental. Técnicas robustas
    40. 43. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Invertebrados: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 15% dos artigos analisados (n = 90); </li></ul></ul><ul><ul><li>Formigas, besouros e borboletas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Borboletas apresentaram mais mudanças (87% dos artigos) do que formigas (39%); </li></ul></ul><ul><ul><li>Menos de 5 anos após a exploração, houve variação na composição, mas não na riqueza; </li></ul></ul><ul><ul><li>Abertura de copa parece ser principal fator causal; </li></ul></ul><ul><ul><li>Problemas: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>baixa intensidade amostral; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Influência de fatores externos (ex: clima, acaso). </li></ul></ul></ul>
    41. 44. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Herpetofauna: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 10% dos artigos analisados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Anfíbios e lagartos dominam; </li></ul></ul><ul><ul><li>Não houve variação na composição e riqueza, mas somente na abundância (mais generalistas); </li></ul></ul><ul><ul><li>Lagartos da Amazônia respondem de forma diferente à abertura de copa (conforme hábitos de vida); </li></ul></ul><ul><ul><li>Não existem estudos que relacionam mudanças às características do habitat (ex: presença de corpos d´água); </li></ul></ul><ul><ul><li>Problemas: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>45% dos estudos não determinaram qual o período pós-exploratório da avaliação. </li></ul></ul></ul>
    42. 45. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Aves: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 14% dos artigos analisados; </li></ul></ul><ul><ul><li>São considerados bons bioindicadores: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Respondem à mudanças ambientais em ≠ escalas; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Facilmente detectadas; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Várias funções ecológicas (guildas). </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Variação na riqueza e diversidade: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Alguns estudos mostraram redução, outros aumento (espécies de borda); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Redução só nos primeiros anos após exploração; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Insetívoros ↓ , frugívoros/nectarívoros ↑ . </li></ul></ul></ul>
    43. 46. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Mamíferos: </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerca de 67% dos artigos analisados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Somente três dos 24 estudos citaram a ocorrência de pressão de caça na sua área de estudo. </li></ul></ul>
    44. 47. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Mamíferos: </li></ul></ul><ul><ul><li>16 estudos utilizam primatas, mas avaliação é pontual e compara locais explorados e não-explorados: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Kibale (Uganda) é exceção (monitoramento por 28 anos) ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Espécies pequenas e generalistas aumentam; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>N ° de espécies varia pouco, densidade varia mais. </li></ul></ul></ul>
    45. 48. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Mamíferos: </li></ul></ul><ul><ul><li>Variações no esforço amostral, intensidade de exploração e tempo após a exploração explicam falta de padrão para marsupiais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Morcegos e roedores são pouco estudados, mas mostraram potencial para uso como bioindicador: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Venezuela: morcegos frugívoros se beneficiam com aumento de espécies vegetais pioneiras (Ex: Piper spp.); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>África: roedores continuaram a mostrar mudança até 10 anos após a exploração. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ambos são abundantes, diversos, difundidos e “fáceis” de amostrar. </li></ul></ul></ul>
    46. 49. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Como escolher o melhor bioindicador? </li></ul></ul><ul><ul><li>Sapos de áreas preservadas: baixa densidade natural; </li></ul></ul><ul><ul><li>Insetos (formigas e borboletas): dependência de especialistas para a identificação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aves: falta de conhecimento sobre ecologia de várias espécies é limitante, mas guilda de insetívoros é promissora; </li></ul></ul><ul><ul><li>Mamíferos: muitas variações dentro e entre espécies. </li></ul></ul>
    47. 50. Animais como Indicadores <ul><ul><li>Recomendações de Azevedo-Ramos et al. (2005): </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de vários indicadores com diferentes guildas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Procurar correlações entre mudanças no habitat e mudanças nos indicadores faunísticos podem baratear monitoramento no longo prazo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Comparar resultados em EAI com EBI; </li></ul></ul><ul><ul><li>Avaliar mudanças com diferentes tratos silviculturais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Situação atual: resultados de um táxon em uma área não devem ser extrapolados automaticamente para outras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Monitoramento da vegetação deve vir primeiro que faunístico. </li></ul></ul>
    48. 51. Sugestões para discussão nos grupos de trabalho: Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Workshop WWF/UFAC <ul><ul><li>Grupo taxonômico como bioindicador; </li></ul></ul><ul><ul><li>Indicar ao menos dois grupos para monitorar: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Efeito complementar. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Priorizar os grupos que tenham: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Facilidade de obtenção e análise de dados; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Facilidade de replicação do método; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Relevância para manejo. Exemplos: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Dispersores/predadores de sementes; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Polinizadores. </li></ul></ul></ul></ul>
    49. 52. <ul><li>Sugestões para discussão nos grupos de trabalho: </li></ul><ul><ul><li>Tempo de resposta: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Bioindicadores de grande porte respondem mais lentamente à perturbação; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Bioindicadores de menor porte reagem a fatores sazonais mais fortemente (ex: seca de 2005). </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Recomendação: Definição de obrigatoriedade de avaliação pré-exploratória no talhão e em área controle no monitoramento faunístico. </li></ul></ul>Monitoramento Faunístico e o Manejo Florestal Workshop WWF/UFAC
    50. 53. Grupo Fauna e Meio Aquático <ul><ul><li>Metodologia de cada indicador: </li></ul></ul><ul><li>Material; </li></ul><ul><li>Número mínimo de pessoas; </li></ul><ul><li>Período do ano indicado (sazonalidade); </li></ul><ul><li>Desenho amostral (replicação). </li></ul><ul><li>Análise: laboratorial e necessidade de envio para identificação; </li></ul><ul><li>Proposta de treinamento. </li></ul>Ranking: custo, facilidade de coleta, tempo de análise, facilidade de aprendizado, necessidade de envio e relevância para o manejo.
    51. 54. Grupo Fauna e Meio Aquático <ul><ul><li>Ranking de indicadores ambientais: </li></ul></ul>1. Grandes e médios mamíferos 2. Abelhas 3. Aves 4. Borboletas/Morcegos 5. Aranhas 6. Pequenos mamíferos/lagartos e serpentes 7. Peixes 8. Anfíbios/Coleópteros
    52. 55. <ul><ul><li>Recomendações: </li></ul></ul><ul><li>1. Obtenção de dados microclimáticos (temperatura, precipitação); </li></ul><ul><li>2. Obrigatoriedade de avaliação pré-exploratória e na Área Controle; </li></ul><ul><li>3. Monitoramento de caça e pesca: </li></ul><ul><ul><li>pressão sobre frugívoros; </li></ul></ul><ul><ul><li>ex: calendário de caça. </li></ul></ul><ul><li>4. Medidas para evitar aumento da pressão de caça nas áreas exploradas (ex: evitar reocupação de colocações); </li></ul><ul><li>5. Trabalho de esclarecimento e envolvimento da população do entorno da área de exploração (ex: como coletores de dados); </li></ul><ul><li>6. Análise da água: </li></ul><ul><ul><li>Monitoramento de pesquisa: APP realmente funciona? </li></ul></ul><ul><ul><li>Escolha de UMA área piloto no Estado. </li></ul></ul>
    53. 56. Grupo Fauna e Meio Aquático <ul><ul><li>Encaminhamentos: </li></ul></ul><ul><li>Criação de GT-Monitoramento/Manejo Florestal ; </li></ul><ul><ul><li>Indicar áreas pilotos (Ex: WWF); </li></ul></ul><ul><ul><li>Sugerir criação de fundo financiador para pesquisas em monitoramento: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fundo de amparo científico do Acre; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Empresários do setor (Ex: incentivo fiscal). </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>c) Articulação com entidades que trabalham com formação de técnicos florestais e pessoal de apoio: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Cursos de extensão; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Formação de multiplicadores; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Protocolos de coleta de campo. </li></ul></ul></ul>
    54. 57. Grupo Fauna e Meio Aquático <ul><ul><li>Encaminhamentos: </li></ul></ul><ul><li>2. Fortalecimento das coleções científicas de referência: </li></ul><ul><ul><li>Barateamento do monitoramento no médio prazo. </li></ul></ul><ul><li>3. Para pensar.... </li></ul><ul><ul><li>Como construir um diálogo do etnoconhecimento com as técnicas de monitoramento? </li></ul></ul>

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