Gestão para a Cidadania
Governador do EstadoAntonio Augusto Junho AnastasiaVice-GovernadorAlberto Pinto Coelho JuniorSecretários de Estado do Gove...
Governador do EstadoAntonio Augusto Junho AnastasiaVice-GovernadorAlberto Pinto Coelho JuniorSecretária de Estado de Plane...
sumário1823283538414751616266717781IntroduçãoCapítulo I. Evolução recente do Estado de Minas Gerais1.1 O cenário que se co...
4.6 Rede de Desenvolvimento Econômico Sustentável4.7 Rede de Ciência, Tecnologia e Inovação4.8 Rede de Desenvolvimento Rur...
Participação do Estado de Minas Gerais no PIB brasileiro (1995-2010)Taxa de desemprego (1992-2009)Variação da renda real d...
Gráfico 20Gráfico 21Gráfico 22Gráfico 23Gráfico 24Gráfico 25Gráfico 26Gráfico 27Gráfico 28Gráfico 29Gráfico 30Gráfico 31Gr...
Cenários para o Horizonte 2007–2023Minas Gerais 2030 – Visão integrada dos desafios e transformaçõesMinas Gerais 2030 – Vi...
Aeroporto Internacional Tancredo NevesAgência Nacional de TelecomunicaçõesBanco Central do BrasilBanco de Desenvolvimento ...
Índice de Desenvolvimento da Educação BásicaÍndice de Desenvolvimento HumanoInvestimento Estrangeiro DiretoInstituto de Es...
Plano Mineiro de Desenvolvimento IntegradoPesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGEPesquisa de Orçamentos Famili...
INTRODUÇÃO“Seiquenadaserácomoantes,amanhã.”Milton Nascimento
O Brasil e Minas Gerais mudaram para melhor nos últimos16 anos. Muitos foram os desafios superados e conquistasobtidas par...
Neste momento, o desafio de tornar permanentes econtínuas todas as conquistas atingidas divide espaçocom o compromisso do ...
A primeira parte traça a evolução recente de Minas Gerais, abordando os avanços recentesobservados no Estado, nos campos e...
Capítulo Ievoluçãorecente do Estadode Minas Gerais
24“SemuitovaleojáfeitoMaisvaleoqueseráEoquefoifeitoÉprecisoconhecerParamelhorprosseguir.”Fernando BrantO Estado de Minas G...
25Os reflexos da conjuntura econômica no mercado de trabalho incidiram na redução do de-semprego e no aumento dos rendimen...
26No campo social, o Estado de Minas Gerais vem obtendoconquistas expressivas em várias esferas, com a melhoriados indicad...
27A redução da mortalidade infantil, em parte, pode ser atri-buída aos progressos nas condições de saneamento básico.O per...
28Com respeito ao meio ambiente, Minas Gerais tem avançadono tratamento de esgoto (em 2010, 52,1% da população dis-punha d...
29DESPERDÍCIODEOPORTUNIDADESCONQUISTA DOMELHOR FUTURODECADÊNCIA EEMPOBRECIMENTOSUPERAÇÃODEADVERSIDADESBrasilDesenvolviment...
30Com base na análise da trajetória recente do Estado, é pos-sível identificar em qual direção, antecipada pelos cenários,...
31Como se deu a dinâmica de desenvolvimento da economiabrasileira? O país apresentou um ritmo de crescimentomaior, entre 2...
32Contudo, Minas Gerais, devido a algumas de suascaracterísticas estruturais, apresenta tambémvulnerabilidades. O Estado e...
33mercados internacionais de commodities; deficiências nainfraestrutura e logística com redução da competitividadedo Estad...
Capítulo IIum olhar parao futuro
36Quandosenavegasemdestino,nenhumventoéfavorável.”Lúcio Aneu Sêneca12Essa análise levou em consideração apriorização das t...
37TendênciasmundiaisTendênciasNACIONAISTendênciasMINEIRAS2.1 Estado e Sociedade• Aumento das pressões por ajustese polític...
38Estamos diante de uma nova transformação do Estado, queadicionou às questões anteriormente conhecidas, as dificul-dades ...
39Essa mudança demográfica representa uma situação de bônusdemográfico que tende a favorecer o crescimento econômicode Min...
40Para o Brasil e Minas Gerais, as práticas de compartilha-mento e gestão do conhecimento podem contribuir para asustentab...
41Nos últimos 20 anos, vivenciamos forte ampliação dos flu-xos de pessoas, informação, tecnologia, produtos, serviços ecap...
42Minas Gerais tende a se beneficiar com o consequenteaumento da demanda externa por commodities agrícolase minerais e com...
4360%1988 200813% 13%1988 200856%1988 200818% 17%1988 20084% 5%1988 20085%9%NordesteSudesteSulCentro-OesteNorteMapa 1. Dis...
440,00,51,01,52,02,53,03,50,020,040,060,080,0100,0120,0140,0160,0Produção (milhões t)Área(milhões ha)Produtividade (t/ha)m...
45A tendência de persistência da elevada demanda externapor energia, matérias-primas e commodities industriais,aliada à te...
46JanaúbaCentro	  sub-­‐regional	  BMuriaéCentro	  sub-­‐regional	  ATeófilo	  OtoniCapital	  regional	  CIpatingaCapital	...
47As preocupações com o meio ambiente e com práticas sus-tentáveis ganham cada vez mais espaço nas decisões dasnações, emp...
48As mudanças climáticas vêm aumentando a vulnerabilida-de de todas as regiões do planeta20. Com isso, os eventosclimático...
49TendênciasmaisrelevantesparaoFuturodeMinasGerais1. Consolidação do conhecimento como principal motor da economia mundial...
Capítulo IIIVisão de Futuro
52Essa é a Visão de Futuro que os mineiros desejam para MinasGerais – construída durante o PMDI em 2003, projetada para202...
53Exprime o compromisso com a melhoria das condições vivi-das pela população, conjugando oportunidades de trabalhocom aces...
545. Viver mais e com mais saúde4. Desenvolver e diversificar aeconomia mineira e estimulara inovação3. Garantir o direito...
55O primeiro desafio consiste em REDUZIR A POBREZA E ASDESIGUALDADES. Nesse campo, Minas Gerais apresentouavanços signific...
56Alcançar e manter um padrão de produção competitiva em umnovo ambiente econômico é condição imprescindível para odesenvo...
57O sexto desafio é o de GARANTIR O DIREITO DE MORARDIGNAMENTE E VIVER BEM. Um grande número de minei-ros ainda não tem mo...
58Não há futuro sem o cuidado com o meio ambiente. MinasGerais está aprendendo a reconhecer a importância daexploração sus...
59A eficácia do Estado será ainda maior com a mobilização da criatividade e da capacidadeempreendedora da sociedade, do se...
A Estratégia deDesenvolvimentoCapítulo IV
62Quandoosventosdemudançasopram,umaspessoaslevantambarreiras,outrasconstroemmoinhosdevento.”Érico VeríssimoA sociedade tor...
63Quatro são os eixos da gestão pública em rede, preocupada com a obtenção de resultados.O primeiro é o da melhoria da com...
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1

2,889
-1

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
2,889
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
5
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Www.canalminassaude.com.br 2013 gestao_para_resultado_leitura_complementar_mod2_unid1

  1. 1. Gestão para a Cidadania
  2. 2. Governador do EstadoAntonio Augusto Junho AnastasiaVice-GovernadorAlberto Pinto Coelho JuniorSecretários de Estado do Governo de Minas GeraisDanilo de Castro - Secretário de Estado de GovernoMaria Coeli Simões Pires - Secretária de Estado de Casa Civil e de Relações InstitucionaisRenata Maria Paes de Vilhena - Secretária de Estado de Planejamento e GestãoLeonardo Maurício Colombini Lima - Secretário de Estado de FazendaRômulo de Carvalho Ferraz - Secretário de Estado de Defesa SocialAntônio Jorge de Souza Marques - Secretário de Estado de SaúdeCássio Antônio Ferreira Soares - Secretário de Estado de Desenvolvimento SocialHélio Augusto Martins Rabelo - Secretário de Estado de Trabalho e EmpregoAna Lúcia Almeida Gazzola - Secretária de Estado de EducaçãoEliane Denise Parreiras Oliveira - Secretária de Estado de CulturaNárcio Rodrigues da Silveira - Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino SuperiorAdriano Magalhães Chaves - Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentávelBráulio José Tanus Braz - Secretário de Estado de Esportes e da JuventudeDorothea Fonseca Furquim Werneck - Secretária de Estado de Desenvolvimento EconômicoAgostinho Célio Andrade Patrus - Secretário de Estado de TurismoOlavo Bilac Pinto Neto - Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política UrbanaElmiro Alves do Nascimento - Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e AbastecimentoCarlos do Carmo Andrade Melles - Secretário de Estado de Transportes e Obras PúblicasGilberto Wagner Martins Pereira Antunes - Secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de MinasAlexandre Silveira de Oliveira - Secretário de Estado Extraordinário de Gestão MetropolitanaWander José Goddard Borges - Secretário de Estado Extraordinário de Regularização FundiáriaSergio Alair Barroso - Secretário de Estado Extraordinário da Copa do MundoFuad Jorge Noman Filho – Secretário de Estado Extraordinário para Coordenação de InvestimentosMarco Antônio Rebelo Romanelli - Advogado-Geral do Estado de Minas GeraisCoronel PM Márcio Martins Sant’Ana - Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – PMMGDelegado-Geral Cylton Brandão Da Matta - Chefe da Polícia Civil – PCMGCoronel BM Silvio Antônio de Oliveira Melo Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais – CBMMGCoronel PM Luis Carlos Dias Martins - Chefe de Gabinete Militar do GovernadorPlínio Salgado - Controlador-Geral do Estado de Minas GeraisCélia Pimenta Barroso Pitchon - Ouvidora-Geral do Estado de Minas GeraisGustavo de Castro Magalhães - Secretário-Geral do GovernadorTadeu Barreto Guimarães - Diretor-Presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas
  3. 3. Governador do EstadoAntonio Augusto Junho AnastasiaVice-GovernadorAlberto Pinto Coelho JuniorSecretária de Estado de Planejamento e GestãoRenata Maria Paes de VilhenaProposição e ElaboraçãoMembros Titulares do Conselho de Desenvolvimento Econômico e SocialComitê Consultivo do ProjetoRenata Maria Paes de VilhenaPaulo Sérgio Martins AlvesLeonardo Maurício Colombini LimaMarcelo GarciaTadeu Barreto GuimarãesAfonso Henriques Borges FerreiraCoordenadora Executiva do ProjetoAdriane Ricieri BritoSubsecretária de Gestão da Estratégia GovernamentalCoordenador Técnico do ProjetoMauro César SilveiraComitê Técnico do ProjetoAaron Duarte DallaAndré Abreu ReisDiogo Sie Carreiro LimaLuciana Conceição de LimaMarcelo Silva Borges de AndradeMargarida Maria Souto FantoniPoliana Cardoso LopesRodrigo Guerra FurtadoSilvia Caroline Listgarten Dias
  4. 4. sumário1823283538414751616266717781IntroduçãoCapítulo I. Evolução recente do Estado de Minas Gerais1.1 O cenário que se configura em Minas GeraisCapítulo II. Um Olhar para o Futuro2.1 Estado e Sociedade2.2 Globalização e Competitividade 2.3 Meio Ambiente e SustentabilidadeCapítulo III. Visão de FuturoCapítulo IV. A Estratégia de Desenvolvimento4.1 Organização da Estratégia em Redes de Desenvolvimento Integrado4.2 Rede de Educação e Desenvolvimento Humano4.3 Rede de Atenção em Saúde4.4 Rede de Defesa e Segurança4.5 Rede de Desenvolvimento Social e Proteção
  5. 5. 4.6 Rede de Desenvolvimento Econômico Sustentável4.7 Rede de Ciência, Tecnologia e Inovação4.8 Rede de Desenvolvimento Rural4.9 Rede de Identidade Mineira4.10 Rede de Cidades4.11 Rede de Infraestrutura4.12 Rede de Governo Integrado, Eficiente e EficazCapítulo V. Delineamento da Regionalização da Estratégia5.1 Governança para viabilização da gestão regionalizada e participativa5.2 Caracterização econômica das regiões de planejamento5.3 Condições educacionais, de saúde e defesa social das regiões de planejamento5.4 Indicadores e Metas por Região de PlanejamentoReferências BibliográficasAnexo I. Quadro Comparativo dos CenáriosAnexo II. Nota Metodológica859196101105110115121124125133142144145148
  6. 6. Participação do Estado de Minas Gerais no PIB brasileiro (1995-2010)Taxa de desemprego (1992-2009)Variação da renda real do trabalho (1992-2009)Variação líquida do nível de emprego formal em Minas Gerais (1996-2010)Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideab) – 2005 e 2009Percentual de pobres no Brasil, Sudeste e Estados do Sudeste (2009)Taxa de crescimento (%) do PIB, 2003–2010Projeção populacional (2010–2050) - Minas GeraisMassificação das telecomunicaçõesÍndice de transparência dos governos (2010) População mundial (em bilhões)Investimento Estrangeiro Direto (IED) e Grau de Abertura da Economia, 1990–2010Produção e produtividade de grãos no BrasilExportações mineiras em US$ milhões FOB (2003-2010) e Composição por fator agregado, 2010Estimativas das emissões líquidas de gases de efeito estufa de origem antrópica, por setor de atividade(Gg CO2 eq) – Brasil – 1990–2005Proporção de jovens que concluíram o Ensino Fundamental e Médio (2009)Percentual de Alunos por Padrão de Desempenho no 3º ano do Ensino Médio – Matemática (Proeb 2006–2010)Esperança de vida ao nascer – Brasil, regiões e Estado de Minas Gerais (2000–2009)Taxa de mortalidade infantil por estado, região, Brasil e OECD (2009)Gráfico 1Gráfico 2Gráfico 3Gráfico 4Gráfico 5Gráfico 6Gráfico 7Gráfico 8Gráfico 9Gráfico 10Gráfico 11Gráfico 12Gráfico 13Gráfico 14Gráfico 15Gráfico 16Gráfico 17Gráfico 18Gráfico 19Lista de IlustraçõesGráficos24252525262730383940414244454867677172
  7. 7. Gráfico 20Gráfico 21Gráfico 22Gráfico 23Gráfico 24Gráfico 25Gráfico 26Gráfico 27Gráfico 28Gráfico 29Gráfico 30Gráfico 31Gráfico 32Gráfico 33Gráfico 34Gráfico 35Gráfico 36Evolução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes em Minas Gerais (1986–2010)Evolução dos crimes violentos em Minas Gerais, por Região Integrada de Segurança Pública (Risp) - taxa de crescimentoem % (2003-2009)Evolução do Índice de Gini (1992–2009)Percentual da população considerada extremamente pobre (1991–2010)*PIB per capita Brasil e Estados da Federação em milhares (2008)Percentual de empresas que implementaram alguma inovaçãoPercentual de jovens de 18 a 24 anos frequentando curso superiorParticipação de MG no PIB do Agronegócio Brasileiro (2002–2010)Participação de Minas Gerais nas exportações do agronegócio brasileiro 2002–2010)Evolução do emprego formal em Minas Gerais – Artes, cultura, esporte e recreaçãoQualidade das rodovias de MG – classificação geral (2010)Participação das despesas de capital em Minas Gerais (2002–2010)Interatividade dos serviços prestados pelo Governo Estadual (2008–2010)Taxa de cobertura do Programa Saúde da Família – 2010Percentual da população urbana com acesso a disposição adequada de resíduos sólidos,por Região de Planejamento de Minas Gerais – 2010 Percentual de domicílios com acesso à rede geral de distribuição de água eà rede de esgoto ou fossa – Regiões dePlanejamento de Minas Gerais, 2009Taxa de crimes violentos contra o patrimônio por 100 mil habitantes – 2010777881828592939797102111115116137138139141
  8. 8. Cenários para o Horizonte 2007–2023Minas Gerais 2030 – Visão integrada dos desafios e transformaçõesMinas Gerais 2030 – Visão integrada da EstratégiaEstrutura e conteúdo das Redes de Desenvolvimento IntegradoTendências por dimensõesPopulação Residente segundo Município (2009) Percentual de alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio,com nível de proficiência recomendável nos exames Proalfa e Proeb (2010)Indicadores e Metas por Região de PlanejamentoDistribuição do PIB por regiãoMapa da rede cidades – MG – Situação em 2007Participação das Regiões de Planejamento no PIB Mineiro (2008)Regiões de PlanejamentoParticipação das Regiões de Planejamento no PIB Mineiro (2008)Atividades econômicas desenvolvidas em Minas GeraisPercentual de alunos do 3º ano do Ensino Médio da rede estadual no nível recomendávelde desempenho em Língua Portuguesa – Regiões de Planejamento (2010)Taxa de mortalidade infantil (2010)Taxa de homicídios por 100 mil habitantes (2010)Figura 1Figura 2Figura 3Figura 4Tabela 1Tabela 2Tabela 3Tabela 4Mapa 1Mapa 2Mapa 3Mapa 4Mapa 5Mapa 6Mapa 7Mapa 8Mapa 9FigurasTabelasMAPAS29546515043468612312513213513614037106134143
  9. 9. Aeroporto Internacional Tancredo NevesAgência Nacional de TelecomunicaçõesBanco Central do BrasilBanco de Desenvolvimento de Minas GeraisBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e SocialCentro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação/Universidade Federal de Juiz de ForaCadastro Geral de Empregados e DesempregadosCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorCentro de Estatística e InformaçõesCentro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Universidade de São PauloCentro de Estudos de Políticas PúblicasConfederação Nacional do TransporteCompanhia Nacional de AbastecimentoDemanda Bioquímica de OxigênioDepartamento de Estradas de RodagemFundação Estadual do Meio AmbienteFundação Getúlio VargasFundação João PinheiroFundo Monetário InternacionalGases de Efeito EstufaInstituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaImposto sobre Circulação de Mercadorias e ServiçosAITNANATELBCBBDMGBNDESCAED/UFJFCAGEDCAPESCEICEPEA/USPCEPPCNTCONABDBODERFEAMFGVFJPFMIGEEIBGEICMSGlossário de siglas
  10. 10. Índice de Desenvolvimento da Educação BásicaÍndice de Desenvolvimento HumanoInvestimento Estrangeiro DiretoInstituto de Estudos do Trabalho e SociedadeÍndice Mineiro de Desenvolvimento EsportivoInstituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio TeixeiraÍndice Nacional de Preço ao ConsumidorInstituto Nacional da Propriedade IndustrialInstituto de Pesquisa Econômica AplicadaMinistério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio ExteriorMinistério da EducaçãoMinistério do Trabalho e EmpregoNúcleo de Estudos em Segurança Pública da Fundação João PinheiroOrganização de Cooperação e de Desenvolvimento EconômicoOrganização Mundial de Propriedade IntelectualOrganizações SociaisOrganizações da Sociedade Civil de Interesse PúblicoPesquisa de DesenvolvimentoPesquisa por Amostra de Domicílios/Fundação João PinheiroPopulação Economicamente AtivaPlano Estratégico de Logística de TransportesPesquisa Industrial de Inovação Tecnológica do IBGEPrograma Internacional de Avaliação de AlunosIDEBIDHIEDIETSIMDEINEPINPCINPIIPEAMDICMECMTENESPOCDEOMPIOSOSCIPP&DPAD/FJPPEAPELTPINTEC/IBGEPISA
  11. 11. Plano Mineiro de Desenvolvimento IntegradoPesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGEPesquisa de Orçamentos Familiares do IBGEPrograma de Avaliação da AlfabetizaçãoPrograma de Avaliação da Rede Pública de Educação BásicaPrograma de Saúde da FamíliaProdutividade Total dos Fatores de ProduçãoRegião Integrada de Segurança PúblicaRegião Metropolitana de Belo HorizonteRegião Metropolitana do Vale do AçoSistema Nacional de Avaliação da Educação BásicaSecretaria de Comércio ExteriorSecretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas GeraisSecretaria de Estado de EducaçãoInstituto Mineiro de Gestão de ÁguasSecretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas GeraisSecretaria de Estado de Saúde de Minas GeraisSistema Mineiro de InovaçãoSistema Único de Assistência SocialSistema Único de SaúdeTecnologia de Informação e ComunicaçãoUnidade Básica de SaúdePMDIPNAD/IBGEPOF/IBGEPROALFAPROEBPSFPTFRISPRMBHRMVASAEBSECEXSEDESEE/MGSEMAD/IGAMSEPLAGSES-MGSIMISUASSUSTICUBS
  12. 12. INTRODUÇÃO“Seiquenadaserácomoantes,amanhã.”Milton Nascimento
  13. 13. O Brasil e Minas Gerais mudaram para melhor nos últimos16 anos. Muitos foram os desafios superados e conquistasobtidas para possibilitar a transição econômica e socialna qual o país e o Estado estão atravessando. O desafiode assegurar o crescimento acelerado, ambientalmenteajustado e com prosperidade melhor distribuída cabe atoda sociedade, embora se reconheça que é sobre o Estadoque recaem as principais responsabilidades e as maioresincertezas.Minas Gerais fez uma opção, especialmente nos últimos oitoanos, pelo compromisso com o desenvolvimento, ancoradono binômio ajuste fiscal e melhorias inovadoras na gestãopública. Enfatizou o planejamento, a visão estratégica e aseletividade para promover mudanças na sociedade e noGoverno. Aprendeu, contudo, que as tarefas de preparar oEstado para uma posição de destaque no enfrentamentodos desafios do desenvolvimento em um novo ambienteeconômico é obra de vários (e para além dos) Governos.Em 2003, quando foi implantado o Choque de Gestão,Minas Gerais encontrava-se em uma situação delicada doponto de vista fiscal e de sua capacidade de investimentos,que era muito baixa. Nessa época, o grande desafio era arecuperação do equilíbrio nas contas públicas e a retomadada capacidade de investimento do Estado. Nesse sentido,duas agendas foram postas em prática: uma centradano ajuste fiscal e outra na construção de uma agenda dedesenvolvimento, de médio e longo prazos, relacionada àconstrução de um futuro melhor para Minas.A evolução do Choque de Gestão deu lugar, em 2007, aoEstado para Resultados, que visava consolidar e aprimoraro processo de transformação em curso e garantir suairreversibilidade. Buscou-se melhorar ainda mais aaplicação de recursos, por meio da priorização de metas eda consolidação de uma carteira de projetos estruturadoresorientada para resultados. Nesse momento, prioridadese metas foram revistas em sintonia com as estratégias eorientações traçadas no Plano Mineiro de DesenvolvimentoIntegrado – PMDI 2011–2030.Os resultados obtidos, revelados pela evolução positivados indicadores econômicos e sociais, demonstram comoo modelo de gestão implantado propiciou a recuperação dopapel do Governo, além de produzir avanços importantes noatendimento às demandas da sociedade mineira.Os últimos anos têm colocado Minas Gerais frente a novosdesafios. A posição central que a economia mineira ocupano Brasil, bem como a diversidade das suas regiões e suagrande extensão territorial, continua a requerer inovaçõesna forma de governar. Se de um lado foram alcançadosmuitos progressos na oferta de serviços públicos em geral,de outro ainda persistem problemas relacionados à reduçãoda pobreza, à desigualdade social, à diversificação daeconomia, aos serviços públicos de saúde, de educação e desegurança, dentre outros.
  14. 14. Neste momento, o desafio de tornar permanentes econtínuas todas as conquistas atingidas divide espaçocom o compromisso do Governo em intensificar a evoluçãoda trajetória de modernização da gestão pública e dodesenvolvimento do Estado.Para alcançar a visão de futuro de “Tornar Minas Gerais omelhor Estado para se Viver” é preciso fazer muito mais. Eé com esse espírito e entusiasmo que esta nova versão doPlano Mineiro de Desenvolvimento – PMDI 2011–2030 foielaborada. Com o objetivo de dar mais um passo na direçãode uma Minas Gerais mais próspera, sustentável, com maisqualidade de vida e cidadania.O compartilhamento de responsabilidades e acorresponsabilidade legalmente regulada encontram-seno centro dos novos desafios dos Estados contemporâneose constitui-se em um dos elementos centrais da revisãoda estratégia de desenvolvimento de Minas Gerais. Nessesentido, o Governo adota o conceito de Estado Aberto e emRede, que atua com outras esferas da sociedade, sem perdera sua força de regular a organização social e as atividadeseconômicas. Um Estado que opera em parceria e incorporacomo pilar a Gestão para Cidadania, sem negligenciaro equilíbrio fiscal e a busca por maior produtividade equalidade do gasto público, ambos visando a produção demais e melhores resultados para a população. Os cidadãos,antes considerados apenas destinatários das políticaspúblicas implementadas pelo Estado, agora passam aocupar também a posição de protagonistas na definição dasestratégias governamentais.A Gestão para a Cidadania incorpora como principal desafiopara o Governo de Minas Gerais a participação da sociedadecivil organizada na priorização e acompanhamento daimplementação da estratégia governamental. Se o Governode Minas Gerais já conseguiu demonstrar para a sociedademineira e para o Brasil que a gestão pública é muitoimportante, agora é a hora de demonstrar que a participaçãoda sociedade nas questões de Governo e de interesse públicoé igualmente relevante. A Gestão para a Cidadania estáancorada em quatro princípios: transparência, prioridadesclaras, engajamento da sociedade civil e participação comqualidade.É nessa direção que se organiza a estratégia dedesenvolvimento para os próximos 20 anos, explicitadano Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado – PMDI2011–2030, que estabelece 11 Redes de DesenvolvimentoIntegrado – criadas com o objetivo de proporcionar umcomportamento cooperativo e integrado entre agentes einstituições em torno de grandes escolhas para o futuro deMinas, de acordo com a capacidade de integração das açõesde Governo e de agregação de valor para a sociedade. TaisRedes focalizam metas síntese e as desdobram em objetivos,estratégias e indicadores e metas de desempenho paraproduzir e medir as transformações desejadas em cada umadelas. E é por esses resultados que o atual Governo deveráser cobrado.
  15. 15. A primeira parte traça a evolução recente de Minas Gerais, abordando os avanços recentesobservados no Estado, nos campos econômico, social e ambiental, assim como os entravese obstáculos ao seu desenvolvimento sustentável.A segunda parte lança um olhar para o futuro, com uma análise prospectiva das tendênciase incertezas para o desenvolvimento de Minas Gerais, que identifica e caracteriza osprincipais fatores externos – mundiais e nacionais – e internos que poderão influenciar atrajetória do Estado de Minas Gerais nos próximos 20 anos.A terceira parte consolida a estratégia de desenvolvimento, que tem como norte uma visãode futuro para Minas Gerais em 2030 e indica os desafios a serem superados para que essefuturo desejado possa se consolidar. Em seguida, é feito um desdobramento dessa visãosegundo o enfoque de Redes de Desenvolvimento Integrado abordando a situação atual,a meta síntese da rede, os objetivos estratégicos, os indicadores e metas e, sobretudo, asestratégias que precisam ser concretizadas para alcançar os resultados planejados.A quarta parte esboça o delineamento da regionalização da estratégia, com a caracterizaçãoeconômica e social das regiões de planejamento, o delineamento do modelo de governançapara viabilização da gestão regionalizada e participativa e a indicação de indicadores emetas regionalizadas nas áreas da saúde, educação e segurança.Com essa atualização do seu Plano de Desenvolvimento Integrado, Minas mantém a suaagenda estratégica alinhada às oportunidades e às questões mais relevantes para o seudesenvolvimento sustentável neste momento do século XXI. Agora, como nos oito anosanteriores, o desafio que se recoloca é traduzir essa estratégia em ações e resultados paraos cidadãos e assim tornar Minas Gerais o melhor Estado para se viver.Este documentoestá organizado emquatro partes.Esse plano foi enriquecido e aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais sob aforma da Lei Estadual nº 20.008 de 04 de janeiro de 2012.
  16. 16. Capítulo Ievoluçãorecente do Estadode Minas Gerais
  17. 17. 24“SemuitovaleojáfeitoMaisvaleoqueseráEoquefoifeitoÉprecisoconhecerParamelhorprosseguir.”Fernando BrantO Estado de Minas Gerais ocupa lugar de destaque no cená-rio nacional em vários quesitos estruturais: detém a segun-da maior população brasileira, ocupa o quarto lugar em áreaterritorial e, além disso, possui a terceira maior economia.Acresce que seu histórico protagonismo na cena política ocoloca como referência no contexto nacional.Mas são os avanços recentes verificados nos campos econô-mico, social e ambiental que contribuem para consolidar aposição de Minas Gerais como um ator de grande relevânciapara o desenvolvimento do país.No campo econômico, a evolução recente indica que a eco-nomia mineira manteve-se como a terceira maior do Brasil,tendo elevado seu valor agregado à produção nacional de8,4%, em 1999, para 9,4% em 2010 (Gráfico 1). Após quedanos anos 1990, o Estado também vem aumentando de formaconsistente sua participação nas exportações brasileiras apartir de 2003, passando de 10,2% para 15,5% em 2010, oque lhe confere a posição de segundo maior estado expor-tador do Brasil.1A maior vulnerabilidade a choques externos da economiamineira ficou evidenciada na evolução recente do PIB. Se deum lado os efeitos da crise internacional, ocorrida em 2008,foram mais sentidos por Minas Gerais do que pelo país comoum todo, por outro lado a recuperação do Estado foi maisforte do que a ocorrida no Brasil, de forma que, em 2010, oPIB mineiro alcançou uma taxa de crescimento de 10,9%.1MDIC.8,6%8,8% 8,8%8,6%8,4%8,5% 8,5%8,6%8,8%9,1%9,0%9,1% 9,1%9,3%9,1%9,4%1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010Gráfico 1. Participação do Estado de Minas Gerais no PIB brasileiro (1995-2010)Fontes: Contas nacionais/IBGE e CEI/FJP. Notas: os anos de 2009 e 2010 consideram estimativas da Fundação JoãoPinheiro para o crescimento do PIB para Minas Gerais e do IBGE para o Brasil. Dados disponíveis a partir de 1995.
  18. 18. 25Os reflexos da conjuntura econômica no mercado de trabalho incidiram na redução do de-semprego e no aumento dos rendimentos do trabalho. A taxa de desemprego mineira que– após crescimento nos anos 1990 acima da média – estava próxima à brasileira no iníciodos anos 2000, atingiu o patamar de 7,1%, em 2009, inferior à média nacional de 8,3%(Gráfico 2); e a renda real do trabalho, entre 1992 e 2009, cresceu 41% no Estado de MinasGerais, enquanto a média brasileira cresceu 33% e a do Sudeste teve um crescimento de23%. Nota-se pelo Gráfico 3 que o maior crescimento da renda do trabalho do Estado frenteà média brasileira e à do Sudeste se deve ao dinamismo dos anos 2000. Considerando todasas fontes de renda, o crescimento do Estado frente à média brasileira foi ainda maior: entre1992 e 2009, a renda real domiciliar per capita cresceu 81% em Minas Gerais, enquantona média brasileira o crescimento foi de 59%. Considerando todas as fontes de renda, ocrescimento do Estado frente à média brasileira foi ainda maior: entre 1992 e 2009, a rendareal domiciliar per capita cresceu 81% em Minas Gerais, enquanto na média brasileira ocrescimento foi de 59%.0,02,04,06,08,010,012,01992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Brasil Sudeste Minas GeraisGráfico 2. Taxa de desemprego (1992-2009)Fontes: IETS a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE). Nota: a pesquisa não foi acampo em 1994 e 2000.Outro aspecto positivo verificado no mercado de trabalho mineiro refere-se à formalização dospostos de trabalho no período recente, com a geração líquida de 1,2 milhão de postos de tra-balho entre 2003 e 2010 (Gráfico 4). Mesmo com o fechamento de 180 mil postos de trabalhoentre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, período mais impactado pela crise internacional,esses anos fecharam com saldos líquidos positivos do nível de emprego e 2010 foi o melhorano da série iniciada em 1996, com quase 260 mil novos empregos formais no Estado.Brasil Sudeste Minas Gerais20%11%20%3%19% 18%1992-2001 2001-2009Gráfico 3. Variação da renda real do trabalho (1992-2009)Fonte: IETS a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE).-150.000-100.000-50.000-50.000100.000150.000200.000250.000300.0001996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010Gráfico 4. Variação líquida do nível de emprego formal em Minas Gerais(1996-2010)Fonte: Caged/MTE. Nota: dados disponíveis a partir de 1996.
  19. 19. 26No campo social, o Estado de Minas Gerais vem obtendoconquistas expressivas em várias esferas, com a melhoriados indicadores na educação, saúde, segurança, pobreza edesigualdade abordados a seguir.Quando se considera a educação, merecem destaque os pro-gressos do sistema educacional mineiro tanto no que dizrespeito ao fluxo como ao desempenho escolar. Em 2009, oEstado obteve o melhor Índice de Desenvolvimento da Edu-cação Básica (Ideb) do país nos anos iniciais do Ensino Fun-damental e conquistou a terceira melhor posição nos anosfinais do Fundamental e no Ensino Médio, considerando to-das as redes de ensino (Gráfico 5). Conseguiu, também, re-duzir a taxa de distorção série-idade da rede estadual tantono Ensino Fundamental (passou de 30,5%, em 2001, para19,3% de alunos com idade superior à adequada a cada sé-rie em 2010) como no Ensino Médio (diminuiu de 59,2%para 33,8% no mesmo período).23,84,63,54,03,4 3,64,75,63,84,33,8 3,92005 2009 2005 2009 2005 2009Anos iniciais do EF Anos finais do EF Ensino MédioBrasil Minas GeraisGráfico 5. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – 2005 e 2009Fontes: MEC/Inep. Notas: foram consideradas todas as redes de ensino. Indicador disponível a partir de 2005.No que se refere à área da saúde, Minas Gerais vem promo-vendo melhorias expressivas nas condições de vida da suapopulação. A esperança de vida ao nascer passou de 66,4anos, em 1991, para 75,1 anos, em 2009, superior à médiabrasileira de 73,1 anos. Os avanços do Estado nesse camposão expressivos também em termos de redução da morta-lidade infantil (que passou de 26 para 14 por mil nascidosvivos, entre 1997 e 20093) e do acesso da população à aten-ção primária, com o atendimento do Programa de Saúde daFamília (PSF) alcançando 70% da população4.2A partir de 2007, as informações doCenso Escolar passaram a ser coletadaspor meio do Educacenso do MEC.Essa mudança provoca alterações nosdados coletados, sendo as principais: aintrodução de ferramenta web na coletade dados e a consideração do aluno comounidade mínima de análise e não maisa escola. (Caderno de Indicadores 2011.Indicadores da Gestão por Resultados doGoverno do Estado de Minas Gerais)3Fontes: MS/SVS – Sistema deInformações sobre Nascidos Vivos– SINASC e MS/SVS - Sistema deInformações sobre Mortalidade – SIM.Dados disponíveis somente a partir de1997.4A população dependente do SUSrepresenta 71% do total (Pnad/IBGE,2008).
  20. 20. 27A redução da mortalidade infantil, em parte, pode ser atri-buída aos progressos nas condições de saneamento básico.O percentual da população com acesso adequado a esgoto –rede geral ou fossa séptica – aumentou de 54,3%, em 1991,para 69,5%, em 2000, e 75,4%, em 2010.5Quando se considera a defesa social, a estratégia adotadano Estado nos últimos anos vem apresentando resultadospositivos. Após a escalada da violência nos anos 1990, osíndices vêm registrando melhoras consecutivas após 2003.Houve redução de 47% na taxa de crimes violentos contrao patrimônio, que passou de 445,5 para 238 por 100.000habitantes, entre 2005 e 2009.6Já a taxa de homicídios por100 mil habitantes diminuiu de 20,4 para 17,2, no mesmoperíodo. Com isso, Minas Gerais deixou de ocupar a posiçãode 13º colocado, em 2005, para ser o estado com a 5ª menortaxa de homicídios entre as 27 Unidades da Federação, em2008.7Além disso, Minas Gerais também tem conseguido avan-çar nos indicadores de redução da pobreza e de extremapobreza, mais até do que o verificado na média brasileira.O percentual de pobres no Estado, que no início dos anos1990 era mais elevado do que a média do Sudeste, passoua ser inferior. O percentual de pessoas vivendo com ren-da inferior à linha de pobreza diminuiu de 26% para 15%,entre 2004 e 2009 (Gráfico 6), porém, ainda há no Estado,segundo dados do Censo 2010, cerca de 909 mil pessoas (ou4,6%) vivendo em domicílios com renda domiciliar per capi-ta inferior à linha de extrema pobreza definida pelo Gover-no Federal (R$ 70,00). Desse total de pessoas consideradasextremamente pobres, 45% estão na área rural e 55% naárea urbana, indicando a necessidade de aprofundamentodos esforços de erradicação da extrema pobreza.13%15%18% 19% 20%22%EspíritoSantoMinasGeraisSudeste São Paulo Rio deJaneiroBrasilGráfico 6. Percentual de pobres no Brasil, Sudestee Estados do Sudeste (2009)Fonte: Rocha, S. a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostrade Domicílios (Pnad/IBGE).Disponíveis em http://www.iets.org.br/article.php3?id_article=915.Acessado em 30/06/2011.A diminuição da pobreza esteve associada à melhora na dis-tribuição de renda, que também se mostrou expressiva noperíodo. A desigualdade de renda – expressa pelo índice deGini – apresenta trajetória consistente de queda a partir de2002, passando do patamar de 0,6 para 0,509, em 2009. Comisso, Minas Gerais, que tinha a maior desigualdade de rendado Sudeste no início dos anos 1990, passou a ser o segundoestado menos desigual da região em 20098.5Censos 2000 e 2010.6Dados do NESP-FJP.7WAISELFISZ, 2011.8Dados da Pnad/IBGE.
  21. 21. 28Com respeito ao meio ambiente, Minas Gerais tem avançadono tratamento de esgoto (em 2010, 52,1% da população dis-punha de esgoto tratado ou disposto de forma adequada) ena disposição dos resíduos sólidos. Houve também avançosna proteção à vegetação nativa, porém, mesmo sendo o maiorreflorestador do Brasil com aproximadamente 23% da áreaplantada no país, o Estado continua com focos de desmata-mento ilegal – em especial na região Norte – que precisamser erradicados 9.Cabe salientar que a forte diminuição da pobreza e da in-digência e a melhora dos demais indicadores de qualidadede vida e crescimento econômico ocorreram paralelamenteaos avanços obtidos na gestão pública e no equilíbrio fiscaldo Estado, bases fundamentais para o desenvolvimento demédio e longo prazos.As reformas implementadas a partir de 2003 fizeram do Es-tado de Minas Gerais uma referência nacional em termos degestão pública. Contudo, em que pese os inegáveis progres-sos na administração pública, persistem desafios relativos àampliação da produtividade do gasto público e dos efeitos dareforma do Estado sobre a qualidade de vida da populaçãodos seus diferentes territórios, particularmente no GrandeNorte, região mais pobre do Estado e com grandes desigual-dades frente às demais regiões, principalmente quando secomparam os indicadores educacionais e de saúde.9Dados da Secretaria de Estado deDesenvolvimento Econômico de MinasGerais.10O quadro comparativo dos cenáriosestá disponível no Anexo I.No Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado – PMDI 2003–2020 foram traçados cenários possíveis e plausíveis para oEstado de Minas Gerais, posteriormente revisitados e atualizados em 2007 tendo como horizonte o ano de 2023. Na elabo-ração dos cenários, levou-se em consideração a análise situacional e da evolução política, econômica e social, bem como omapeamento das incertezas críticas; isso é, dos condicionantes do futuro com baixo grau de previsibilidade e elevado im-pacto. A partir desses levantamentos, os condicionantes foram agrupados em incertezas críticas-síntese, que, combinadas,geraram a filosofia dos quatro cenários: Conquista do Melhor Futuro, Superação das Adversidades, Decadência e Empobreci-mento e Desperdício de Oportunidades descritos sinteticamente no Quadro 110.O cenário que se configura em Minas Gerais1.1
  22. 22. 29DESPERDÍCIODEOPORTUNIDADESCONQUISTA DOMELHOR FUTURODECADÊNCIA EEMPOBRECIMENTOSUPERAÇÃODEADVERSIDADESBrasilDesenvolvimento sustentadodaeconomianacionalAmbiente mineiro:§ Conservador§ Ineficiente§ ExcludenteEconomianacionalintermitenteAmbiente mineiro:§ Criativo§ Competitivo§ InclusivoI.II.IV. III.Figura 1. Cenários para o Horizonte 2007–2023Fonte: PMDI 2007–2023• Cenário I – Conquista do Melhor Futuro: Minas Gerais aproveita as principaisoportunidades oferecidas pelo contexto externo favorável e se insere em um ciclo duradourode desenvolvimento sustentável, que combina elevado crescimento econômico, salto nosníveis educacionais, contínua redução da pobreza e das desigualdades sociais e regionais euso sustentável dos ativos ambientais.• Cenário II – Desperdício de Oportunidades: Minas Gerais e o Brasil caminham em ritmosdiferentes. Apesar das imensas oportunidades oferecidas pelo contexto externo favorável,o estado mineiro não se mostra capaz de aproveitá-las e vive um período de crescimentoeconômico mediano, elevadas desigualdades sociais e regionais e meio ambiente em processode degradação.• Cenário III – Superação de Adversidades: Minas Gerais supera grandes adversidades docontexto externo, aproveita as escassas oportunidades e realiza um salto rumo ao futuro, fazendodo ambiente desfavorável um solo fértil à inovação e à quebra de paradigma nos campos sociaise econômicos.• Cenário IV – Decadência e Empobrecimento: as adversidades trazidas por um contexto externoamplamente desfavorável a Minas Gerais são potencializadas pela ineficácia e ineficiência dagestão pública estadual, culminando em um quadro de decadência e empobrecimento, marcadopelo baixo crescimento econômico, elevadas desigualdades sociais e regionais e meio ambienteem processo de degradação.Fonte: PMDI 2007–2023Quadro 1. Filosofia dos Cenários de Minas Gerais
  23. 23. 30Com base na análise da trajetória recente do Estado, é pos-sível identificar em qual direção, antecipada pelos cenários,Minas Gerais vem caminhando.É importante observar que nenhum dos quatro cenáriosacontece exatamente como descrito. Os cenários não têm apretensão de apresentar predições categóricas do futuro. Aocontrário, apresentam visões do futuro que são simplifica-ções da realidade – esta sim complexa, plural e multiface-tada. Essa identificação, porém, é relevante enquanto ferra-menta para localizar em quais áreas o Estado avançou bem,rumo ao melhor cenário, e em que áreas deve concentrarseus esforços para consolidar a estratégia de desenvolvi-mento de longo prazo que se redesenha por meio desse pla-no. Afirma-se, dessa forma, a principal utilidade do estudodos cenários: inspirar a formulação de estratégias, antecipardecisões e traduzi-las em iniciativas concretas.Antes de entrar na análise propriamente dita do posiciona-mento do Estado de Minas Gerais, é preciso avaliar como omundo e o país caminharam nos últimos anos, condicionan-tes importantes do futuro mineiro.O mundo cresceu a taxas médias de 3,9% ao ano entre 2003e 2010, segundo os dados do Fundo Monetário Internacional(FMI). Esse crescimento, obviamente, não se deu homoge-neamente entre os países. Destaca-se, principalmente, quenos últimos anos, os países desenvolvidos e os emergen-tes registraram padrões de crescimento bastante distintos,com os últimos crescendo a taxas de 6,8% a.a. enquanto osprimeiros apresentaram uma taxa média de 1,7% ao ano(Gráfico 7).-6-4-202468102003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010MundoEconomiasavançadasEconomiasemergentesBrasilAméricaLatinae CaribeMinas GeraisGráfico 7. Taxa de crescimento (%) do PIB 2003–2010Fonte: FMI (países) e FJP (MG).
  24. 24. 31Como se deu a dinâmica de desenvolvimento da economiabrasileira? O país apresentou um ritmo de crescimentomaior, entre 2003 e 2010, se comparado às duas décadasanteriores, comportamento mais condizente com os cenáriosI e II (“A conquista” e “O desperdício”) que previam umdesenvolvimento sustentado da economia nacional. Noperíodo, o país evoluiu a uma taxa anual média de 4%,próxima à média mundial (3,9%) e à da América Latinae Caribe (4,1%), mas bem inferior à média dos paísesemergentes. Também, em termos de desenvolvimentohumano, o país registrou avanços expressivos, transitandonos dois melhores cenários. No entanto, no que diz respeitoà taxa de poupança, o Brasil não foi capaz de avançar nosmelhores cenários previstos, registrando uma média de 17%do PIB.O Estado de Minas Gerais avançou muito nos últimos anosem praticamente todas as dimensões, sobretudo nos anos2000, como já visto na seção anterior.No tocante à economia, as taxas recentes de crescimentodo PIB mineiro permitem afirmar que o Estado avançarumo ao cenário de “Conquista do Melhor Futuro”, com umcrescimento médio de 4,3% a.a. no período de 2003 a 2010.Na esfera social, começando pela educação, os avançosobtidos na escolaridade média da população jovem e adulta,na alfabetização e na qualidade do ensino indicam queMinas Gerais tem evoluído numa trajetória positiva emdireção aos melhores cenários traçados também nessa área.Na saúde, a velocidade de redução da mortalidade infantil ea quase universalização do acesso da população à atençãoprimária indicam igualmente o caminhar rumo ao cenáriomais positivo (Cenário I). Na defesa social, as conquistasforam substanciais até mesmo comparadas ao previstono melhor dos cenários, principalmente quanto se toma aredução da taxa de homicídios.Ao mesmo tempo, a trajetória recente de combate à pobrezacoloca hoje o Estado de Minas Gerais próximo ao melhorcenário traçado para 2023. Se a redução da pobreza e daextrema pobreza é um fenômeno que pode ser observadonacionalmente, em Minas Gerais, os avanços dos indicadoresnesse campo têm se revelado mais expressivos do que namédia nacional11.Com respeito ao meio ambiente, pode-se considerar que, nodecorrer dos últimos anos, o Estado também se encaixouno melhor cenário. Contribuíram para isso as melhorias nas11Nos últimos cinco anos (2004-2009),a proporção de pobres diminuiu 42%no Estado, ao passo que a reduçãobrasileira e a do sudeste foi de 34% e31%, respectivamente.
  25. 25. 32Contudo, Minas Gerais, devido a algumas de suascaracterísticas estruturais, apresenta tambémvulnerabilidades. O Estado exporta commodities intensivasem produtos primários, minerais e intermediários de baixovalor adicionado e vulneráveis à oscilação de preçosinternacionais, e importa bens e serviços de maior conteúdotecnológico, havendo, portanto, uma elevada dependênciada sua dinâmica econômica ao comportamento daquelessetores. Com isso, o Estado corre o risco de ficar expostodiante da concentração da sua estrutura produtiva no setorextrativo e minerometalúrgico.Ao mesmo tempo, é crescente a participação da regiãocentral na produção do Estado, o que agrava as disparidadesregionais da produção, e que, se mantidas no longo prazo,poderão prejudicar o desenvolvimento do Estado comoum todo, restringindo o dinamismo e a competitividadedas regiões menos desenvolvidas. Para evoluir parauma realidade na qual Minas capture as oportunidadesemergentes no mundo e no Brasil e ao mesmo temporeduza suas vulnerabilidades econômicas, as seguintesfragilidades precisam ser superadas ou minimizadas:baixa taxa de investimento, baixa produtividade dossetores agrícola e de serviços; baixa competitividade evalor agregado da produção; diversificação insuficiente daeconomia, com aumento da exposição às oscilações dostaxas de disposição adequada do lixo e de tratamento de esgoto.O fato de o Estado ter caminhado em direção ao melhorcenário traçado – Conquista do Melhor Futuro – significaque Minas Gerais tem aproveitado o crescimento econômicodos últimos anos para promover melhorias duradourasem termos de bem-estar social, investindo em melhorescondições educacionais e de saúde, reduzindo a pobreza ea desigualdade e garantindo maior segurança pública paraa população. Tudo isso se tornou possível com os avançosna gestão pública e a manutenção do equilíbrio fiscal doEstado.Minas Gerais conta com grandes potencialidades, entreelas a presença de amplos recursos naturais, além de umaestrutura produtiva em sintonia com os mercados mundiaisdemandantes; uma localização geográfica competitivaem relação a outros estados da Federação; um dosmelhores índices de qualidade da educação do Brasil; umaexpectativa de vida acima da média brasileira; uma rede deuniversidades e instituições de pesquisa diversificada e dequalidade – requisitos essenciais para o desenvolvimento docapital humano e para um bom desempenho na economia doconhecimento; e conta com uma boa qualidade institucionale um ambiente de negócios confiável, que se destaca nocenário nacional pela maior agilidade de sua burocraciapela credibilidade e diálogo do Governo com os empresários.
  26. 26. 33mercados internacionais de commodities; deficiências nainfraestrutura e logística com redução da competitividadedo Estado e posição pouco confortável diante do acirramentoda competição com outros estados. É preciso tambémavançar no combate às vulnerabilidades sociais, expressaspela baixa capacidade de geração de renda, persistênciade desigualdades regionais e deficiências educacionais daforça de trabalho que, diante da crescente demanda por mãode obra qualificada no mercado, exigem respostas rápidas eeficazes.Portanto, o desafio atual que se apresenta ao Estado deMinas Gerais é garantir que o processo de desenvolvimento,já iniciado, seja sustentável pelos próximos 20 anos,promovendo as reformas necessárias que permitam superaros gargalos em cada uma das áreas essenciais para o futurode Minas Gerais e minimizar as incertezas decorrentes deuma série de tendências em curso no Brasil e no mundo,objeto de aprofundamento no próximo capítulo.
  27. 27. Capítulo IIum olhar parao futuro
  28. 28. 36Quandosenavegasemdestino,nenhumventoéfavorável.”Lúcio Aneu Sêneca12Essa análise levou em consideração apriorização das tendências feita na Ofi-cina Estratégica, evento que contou coma presença de todos os Secretários deEstado, e que teve por objetivo avaliar,discutir e formular proposições para aVisão de Futuro, Metas Síntese, Objetivose Estratégias.O desenvolvimento de Minas Gerais, nos próximos anos, nãoé totalmente incerto nem tampouco obra do acaso. Por umlado, depende de fatores estruturais já consolidados ao lon-go da história mineira. Por outro, há uma série de mudançasexternas, mundiais e nacionais, e transformações endóge-nas em curso que terão influência relevante na trajetória doEstado.A análise prospectiva teve como objetivo identificar as prin-cipais tendências mundiais, nacionais e mineiras que po-derão influenciar a trajetória do Estado de Minas Gerais nospróximos 20 anos e que, portanto, deverão ser consideradasna estratégia de desenvolvimento de longo prazo que se re-desenha por meio do Plano Mineiro de Desenvolvimento In-tegrado – PMDI 2011–203012. Como qualquer análise pros-pectiva é passível de alterações, mas algumas tendênciasestão consolidadas e outras se encontram em tal nível dematuração que dificilmente serão revertidas. O acompanha-mento desses fatores possibilita o aproveitamento das opor-tunidades que cada tendência reserva à trajetória mineira.Esses fatores condicionantes, ou tendências, estão agrupa-dos em três dimensões e referenciados ao contexto mundial,nacional e também ao próprio espaço mineiro:2.1. Estado e Sociedade.2.2. Globalização e Competitividade.2.3. Meio Ambiente e Sustentabilidade.
  29. 29. 37TendênciasmundiaisTendênciasNACIONAISTendênciasMINEIRAS2.1 Estado e Sociedade• Aumento das pressões por ajustese políticas públicas eficazes• Sociedade em rede e em tempo real• Forte expansão da conectividade:computadores, internet, celulares eredes sociais• Preocupações crescentes com aerradicação da pobreza e inclusãosocial e produtiva• Mudança demográfica: aumento daproporção da população em idadeprodutiva e da população idosa• Fortalecimento das instituições,transparência dos governos,participação e accountability2.2. Globalização e Competitividade• Globalização comercial, financeira eprodutiva baseada em redes de valordistribuídas internacionalmente• Novo padrão de competitividade emnível global: larga escala de produção,baixo custo e alta densidade tecnológica• Ingresso de milhões de novosconsumidores à economia de mercado,em especial na China e na Índia• Consolidação do conhecimento comoum dos principais motores da economiamundial• Inserção do Brasil na economiamundial e maior visibilidadeinternacional• Reconfiguração econômica e espacial• Modernização da economia rural• Inserção externa crescente e granderelevância do setor mínerometalúrgicoe do agronegócio• Urbanização e maior demanda porinfraestrutura• Emergência de atividades de densidadetécnico-científicas e articuladas coma Economia do Conhecimento2.3. Meio Ambiente e Sustentabilidade• Mudanças climáticas e a emergênciada economia de baixo carbono• Crescente incidência e impacto doseventos naturais extremos: necessidadede prevenção e mitigação dos seus efeitos• Aumento da relevância da questãoambiental• Expansão da produção debiocombustíveis• Aumento das pressões paraa conservação, preservação erecuperação sustentável dos recursosnaturaisTabela 1. Tendências por dimensões1313A descrição detalhada de cada umadas tendências encontra-se descritano documento complementar ao PMDIdenominado “Análise Prospectiva:Tendências e Incertezas para a Estratégiade Desenvolvimento de Minas Gerais”.
  30. 30. 38Estamos diante de uma nova transformação do Estado, queadicionou às questões anteriormente conhecidas, as dificul-dades fiscais resultantes da crise financeira de 2008.A crise do financiamento do Estado não é nova no cenáriomundial, remonta aos anos 1980, quando de um lado ocorreuma disfunção dos sistemas tributários em relação à novaeconomia, cada vez mais financeira, terciária e global, e, poroutro lado, surgem novas e crescentes demandas da popula-ção. A proposta de uma nova agenda para as políticas públi-cas surge a partir da transição de um Estado provedor paraum Estado regulador. Noções de eficiência e eficácia são in-corporadas às políticas, numa preocupação com a qualidadedo gasto público, ao mesmo tempo em que emergem parce-rias com setor privado e com o terceiro setor.A crise internacional de 2008 e a aplicação de políticas an-ticíclicas para mitigar seus efeitos têm agravado significati-vamente os déficits dos governos dos países desenvolvidos.Há um desafio ainda maior de compatibilizar ajustes fiscaiscom a demanda crescente por serviços públicos em socieda-des caracterizadas por forte envelhecimento da população egastos crescentes com saúde e seguridade social.No caso brasileiro, a política social ainda precisa solucionarquestões mais emergenciais como a erradicação da pobrezaextrema e redução da pobreza e desigualdade. As pressõespor uma maior equidade e melhor distribuição de renda exi-gem, para além da transferência de renda, políticas públicasque ampliem o acesso a serviços básicos, a saúde e a edu-cação, propiciando também a inclusão produtiva. O desafioque se coloca é o rompimento do ciclo da pobreza com igual-dade de oportunidades que proporcione uma inserção dequalidade no mercado de trabalho. Enfrentar esse desafiodiante do cenário demográfico de envelhecimento da popu-lação e seus efeitos nos gastos sociais demandará inovaçõescrescentes nas políticas sociais.À semelhança do que irá ocorrer com o Brasil, para os próxi-mos 20 anos, a projeção da estrutura demográfica de MinasGerais mostra uma estabilização da população na faixa de0 a 24 anos e um incremento da população em idade pro-dutiva (25 a 65 anos) como proporção da população total(Gráfico 8).1000 500 0 500 10000-45-910-1415-1920-2425-2930-3435-3940-4445-4950-5455-5960-6465-6970-7475-7980 ou maisMilharesPirâmideEtáriaMG 20101000 500 0 500 10000-45-910-1415-1920-2425-2930-3435-3940-4445-4950-5455-5960-6465-6970-7475-7980 ou maisMilharesPirâmideEtáriaMG 20301000 500 0 500 10000-45-910-1415-1920-2425-2930-3435-3940-4445-4950-5455-5960-6465-6970-7475-7980 ou maisMilharesPirâmideEtáriaMG 2050Gráfico 8. Projeção populacional (2010–2050) – Minas GeraisFonte: Fígoli, Moema G. Bueno et. al. 2009. Projeção populacional, por sexo e grupos deidades quinquenais. Elaboração própria.Estado e Sociedade2.1
  31. 31. 39Essa mudança demográfica representa uma situação de bônusdemográfico que tende a favorecer o crescimento econômicode Minas em decorrência da predominância de pessoaseconomicamente ativas (PEA) em relação à população total.Por outro lado, a pirâmide projetada revela que haverá, até2050, aumento considerável da população acima de 65 anosdemandando gastos crescentes com assistência à saúde eprevidenciários.Assistimos também a uma sociedade cada vez maisconsciente e participativa que, favorecida pelo avançotecnológico, se organiza em rede e em tempo real, em ummovimento crescente de compartilhamento de informaçõese conhecimentos e participação em processos de construçãocoletiva. Afirma-se cada vez mais o poder das redes digitaiscomo ferramenta de informação, colaboração e mobilizaçãosocial.O Brasil acompanha essa tendência que se dá em nível globalcaminhando em direção à universalização das tecnologias deinformação e comunicação que tem permitido forte expansãode conectividade e da participação das pessoas nas redessociais. Nos últimos anos, houve uma grande expansão nonúmero de usuários de internet no Brasil, passando de poucomenos de 7 milhões em 1999 para 73 milhões em 2010(Gráfico 9)14. O número de aparelhos celulares já é maiorque a população brasileira. Segundo a Agência Nacionalde Telecomunicações (Anatel), até março de 2011, o país jácontava com 210,5 milhões de acessos na telefonia celular.Quantidadeemmilhares020.00040.00060.00080.000100.000120.000140.000160.000180.000200.0002002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010TERMINAISCELULARES220.000Gráfico 9. Massificação das telecomunicaçõesFonte: Celulares e banda larga – Anatel e ABTA com Elaboração Teleco.Computadores: CIA – FGV Easesp14Pesquisa conduzida pela empresa deconsultoria Teleco. Foi consideradousuário de internet a população de 10anos ou mais de idade que acessou ainternet, pelo menos uma vez, por meio decomputador, em algum local nos 90 diasque antecederam a entrevista.
  32. 32. 40Para o Brasil e Minas Gerais, as práticas de compartilha-mento e gestão do conhecimento podem contribuir para asustentabilidade das vantagens competitivas das organiza-ções que as empreenderem. Para os governos, uma melhoriana coordenação de esforços internos e maior integração comoutras instituições públicas ou privadas podem gerar pro-cessos mais eficientes e melhores resultados. Ressalta-seque a difusão das tecnologias de informação e comunicaçãotambém pode ser forte mecanismo de aproximação com asociedade, podendo resultar no aumento da qualidade dosserviços públicos. Deve-se buscar um alinhamento entreessa nova possibilidade tecnológica e a cultura política, coma articulação crescente de sistemas de participação, diálogo,e construção coletiva.O Estado de Minas Gerais já vem dando respostas positivasàs tendências relativas ao Estado e à sociedade, fortalecen-do as instituições, promovendo esforços de melhoria da ges-tão pública e de transparência dos governos (Gráfico 10). Oaprimoramento desse processo passa por construir formasde maior participação das diferentes esferas da sociedade ea utilização das novas tecnologias de informação e comuni-cação como recursos estratégicos para maior accountabilitye participação.012345678BR* SP PE RS PR MG SC RO ES AM MA AL GO RJ PB DF PA TO MS SE CE MT AP AC BA RN RR PI* Executivo FederalGráfico 10. Índice de transparência dos governos (2010)Fonte: Contas Abertas
  33. 33. 41Nos últimos 20 anos, vivenciamos forte ampliação dos flu-xos de pessoas, informação, tecnologia, produtos, serviços ecapitais em todo o mundo, o que confere novos elementos aserem considerados em uma estratégia de desenvolvimento.Para ter sucesso nesse mundo de globalização comercial,financeira e produtiva, no qual a concorrência ultrapassaas fronteiras históricas, políticas e geográficas, um país ouregião precisa rapidamente adaptar-se, aprimorar-se e po-sicionar-se, sabendo extrair de sua economia aquilo que demelhor pode ser oferecido ao mundo.A capacidade de uma sociedade e de sua economia gerar eassimilar mudanças tecnológicas é, cada vez mais, um fa-tor chave para a o crescimento econômico e o conhecimen-to tem se consolidado como um dos principais motores daeconomia mundial. Há um deslocamento gradual do valorda produção intensivo em materiais e energia, para a va-lorização do conhecimento e da inovação15. Nesse contex-to, confere-se importância crescente aos ativos intangíveisdas empresas, abrindo novos segmentos e oportunidadesde negócios. A transição para a economia do conhecimentoimpõe desafios para Minas Gerais no campo da educaçãoe da qualificação profissional. Neste mundo cada vez maisglobal, China e Índia despontam como países com relevânciacrescente. Representando juntos 38% da população mundial ecom o crescimento acentuado da população e da renda, essespaíses serão os principais responsáveis pelo ingresso de mi-lhões de novas pessoas à economia de mercado nos próximosanos (Gráfico 11).Regiões mais desenvolvidasRegiões menos desenvolvidas0100000020000003000000400000050000006000000700000080000009000000100000001950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 205020106,9 bilhões20308,3 bilhõesGráfico 11. População mundial (em bilhões)Fonte: Population Division of the Department of Economic and Social Affairs of the United Nations Secretariat,World Population Prospects: The 2008 Revision.15O ranking das marcas mais valiosas domundo é liderado por empresas do setorde tecnologia.Globalização e Competitividade2.2
  34. 34. 42Minas Gerais tende a se beneficiar com o consequenteaumento da demanda externa por commodities agrícolase minerais e com a perspectiva de mudança nos preçosrelativos em favor dessas. Não obstante, é possível almejaroutras possibilidades de participação neste mercado nomédio e longo prazos reduzindo a dependência de produtosprimários.O crescimento chinês tem sido responsável também por im-primir um novo padrão de competitividade em nível globalque utiliza as vantagens geradas pelo avanço tecnológico,aliadas ao baixo custo da mão de obra, para uma produçãoem larga escala com baixo custo, conseguindo assim captu-rar a grande massa de consumidores. O diferencial chinêsprovém não da criação de outros produtos, mas da capacida-de de barateá-los drasticamente e de rapidamente oferecerem grande escala nos mercados globais.Para o Brasil e Minas Gerais, os impactos desse novo padrãosão a elevação do risco de perda de competitividade dasindústrias mineiras frente à oferta de produtos e dos novosmodos de produção dos chineses e dos demais paísesasiáticos. A estrutura produtiva e a capacidade de inserçãodos produtos mineiros no mercado global podem serprejudicadas por deficiências e gargalos na infraestrutura enos sistemas logísticos. É reforçada também a necessidadede redirecionamento do sistema mineiro de inovação paraacelerar a inovação nas empresas.Nesse contexto global, o Brasil tem ampliado sua inserçãointernacional, seja por meio do crescimento do comércioexterior, do aumento da internacionalização das empresasbrasileiras ou dos crescentes fluxos de investimentos es-trangeiros (Gráfico 12).90919293949596979899000102030405060708095040302010030252015105IED (US$ bilhões)Grau de abertura da Economia (%)10US$bilhões %Gráfico 12. Investimento Estrangeiro Direto (IED)e Grau de Abertura da Economia, 1990–2010Fonte: Secex e BCBMas essa tendência não se restringe ao grau de aberturada economia. A maior visibilidade internacional do paísjá se verifica na escolha do Brasil para sediar eventosinternacionais de grande porte. A inserção internacional dopaís, assim como seu maior protagonismo político, aparecemcomo oportunidades para o estado mineiro despontar, sejacomo espaço para geração de negócios, como fornecedorglobal ou mesmo como receptor do turismo internacional.Verifica-se no Brasil uma reconfiguração espacial da estru-tura produtiva. Nas duas últimas décadas, ocorreram altera-ções significativas nos padrões de localização das ativida-des produtivas no território brasileiro com destaque para oprocesso de interiorização do desenvolvimento, a ampliaçãodo agronegócio, a desconcentração industrial e a constitui-ção de novos polos econômicos nas cidades médias.
  35. 35. 4360%1988 200813% 13%1988 200856%1988 200818% 17%1988 20084% 5%1988 20085%9%NordesteSudesteSulCentro-OesteNorteMapa 1. Distribuição do PIB por regiãoFonte: IBGE. Elaboração: Macroplan Prospectiva, Estratégia & Gestão
  36. 36. 440,00,51,01,52,02,53,03,50,020,040,060,080,0100,0120,0140,0160,0Produção (milhões t)Área(milhões ha)Produtividade (t/ha)milhõestt/ha1990/911992/931994/951996/971998/992000/012002/032004/052006/072008/09Projeta-se a intensificação da disputa por atração deinvestimentos industriais entre os estados. Minas precisaráoferecer uma boa infraestrutura, um ambiente institucionalfavorável, bem como uma força de trabalho qualificadapara atrair investimentos crescentes. Há também ameaçade acentuação de perda de investimentos destinados àagropecuária, em face da maior concorrência originada pelaexpansão da fronteira agrícola e pelo alto desempenho doCentro-Oeste no setor. O desenvolvimento de negócios ede sistemas logísticos de alta capacidade é requerido paraassegurar a inserção competitiva do Estado no movimentode interiorização do agronegócio, que é reforçado pelamodernização da agricultura no Brasil.A análise recente da trajetória do agronegócio brasileirodemonstra que o uso intensivo da tecnologia e inovaçãoimpacta fortemente a produção, a produtividade e,consequentemente, a competitividade e o dinamismo dosetor (Gráfico 13). Para acompanhar essa tendência, o estadomineiro precisará investir crescentemente em qualificaçãoprofissional dos trabalhadores rurais e modernização dosmétodos de gestão empresarial dos empreendimentosagrícolas.O fenômeno do aumento da classe média mundial é verificadotambém em território nacional, com a emergência uma novaclasse média brasileira de grande potencial de consumo,como resultado da estabilidade monetária, da expansão daoferta de crédito, da ampliação das transferências de rendae da redução da desigualdade social.A ampliação significativa do mercado interno representauma oportunidade de dinamização das economias locais dasregiões menos desenvolvidas de Minas Gerais, em especialaquelas compreendidas nas regiões norte e nordeste. Aomesmo tempo, cresce a demanda por infraestrutura social eeconômica nesses territórios.Gráfico 13. Produção e produtividade de grãos no BrasilFonte: Conab (2010)
  37. 37. 45A tendência de persistência da elevada demanda externapor energia, matérias-primas e commodities industriais,aliada à tendência de crescimento do mercado interno,provavelmente sustentará a expansão das atividades dosetor minerometalúrgico e a manutenção da sua relevânciana geração de riqueza no Estado. Da mesma forma, acrescente demanda externa por alimentos, que acompanhao crescimento dos principais países emergentes, indica sermuito provável a manutenção da relevância do agronegóciopara o desenvolvimento econômico estadual mineiro.A participação mineira nas exportações brasileiraspassou de 10,2%, em 2003, para 15,5%, em 2010, o queposiciona Minas como segundo maior estado brasileiroexportador, atrás apenas de São Paulo. Os riscos de umaforte especialização em poucos setores e de alto grau deintensidade em recursos naturais deverão ser considerados.Os produtos básicos (61,4%) já representam a maior partedas exportações mineiras e essa participação é crescente(Gráfico 14).7.44010.00713.51515.65818.35524.41219.51831.2242003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010+34,5% +35,1% +15,9% +17,2% +33,0% -20,0% +60,0%Gráfico 14. Exportações mineiras em US$ milhões FOB(2003–2010) e composição por fator agregado, 2010Fonte: MDIC/Secex e Sede/Central Exportaminas.Apesar da crescente dependência de produtos primários eintensivos em recursos naturais no Estado de Minas Gerais,há um potencial de inserção na economia do conhecimentoa ser explorado nos próximos 20 anos. A emergência deatividades de densidade técnico-científicas e articuladascom a Economia do Conhecimento pode ser constatadapor iniciativas como o polo de biociências da RegiãoMetropolitana de Belo Horizonte (RMBH)16e a indústria desoftware, bem como pelo potencial inovador das empresaspresentes no Estado.Diante do aumento significativo da importância dacapacidade de inovação e da qualificação técnica e científicapara a competitividade das empresas e da multiplicaçãode oportunidades de novos negócios neste campo, MinasGerais deve garantir uma alta capacidade de conectividadee de logística para dar suporte às atividades econômicasneste campo, assim como aprimorar a infraestrutura dascidades que concentram essas atividades.Segundo o Censo 2010, 85% da população do Estado éurbana. Nota-se uma urbanização crescente com ampliaçãodo número de cidades consideradas centros urbanos noEstado, com potencial polarizador capaz de propiciar airradiação do acesso a serviços coletivos de escala.16A RMBH figura como um dos principaispolos nacionais de biociência, com 48empresas distribuídas em 11 cidades,principalmente concentradas nas áreasde saúde humana e insumos, com especialdestaque para o segmento de diagnósticos(Biominas, 2009).18,1% Manufaturados20,4% Semi-manufaturados0,1% OperaçõesEspeciais61,4% Básicos8,8% Intensivos em Tecnologia17,6% Intensivos em Capital0,7% Intensivos em Mão-de-Obra72,9% Intensivos em Recursos NaturaisSemimanufaturados
  38. 38. 46JanaúbaCentro  sub-­‐regional  BMuriaéCentro  sub-­‐regional  ATeófilo  OtoniCapital  regional  CIpatingaCapital  regional  CItuiutabaCentro  sub-­‐regional  BPatos  de  MinasCentro  sub-­‐regional  APassosCentro  sub-­‐regional  ABarbacenaCentro  sub-­‐regional  AUberlândiaCapital  regional  BUberabaCapital  regional  CBelo  HorizonteMetrópoleJuiz  de  ForaCapital  regional  BPoços  de  CaldasCentro  sub-­‐regional  APouso  AlegreCapital  regional  CMontes  ClarosCapital  regional  BViçosaCentro  sub-­‐regional  BUbáCentro  sub-­‐regional  ALavrasCentro  sub-­‐regional  AVarginhaCapital  regional CDivinópolisCapital  regional  CGovernador  ValadaresCapital  regional  CAlfenasCentro  sub-­‐regional  AManhuaçuCentro  sub-­‐regional  APonte  NovaCentro  sub-­‐regional  AItajubáCentro  sub-­‐regional  BCaratingaCentro  sub-­‐regional  BCataguasesCentro  sub-­‐regional  BSão  João  del  ReiCentro  sub-­‐regional  BSão  LourençoCentro  sub-­‐regional  BMapa  da  rede  cidades  -­‐ MG  -­‐ Situação   em  2007Ordem  1Ordem  2Ordem  3Ordem  4Ordem  5Ordem  6Ordem  7Ordem  8Conselheiro  LafaiateCentro  sub-­‐regional  B  Mapa 2. Mapa da rede cidades – MG – Situação em 2007Fontes: Regiões de influências das cidades (Regic). Rio de Janeiro: IBGE, 2007.A partir dessa perspectiva para a rede urbana estadual, tor-na-se cada vez mais importante que os municípios estejampreparados para a concentração de pessoas e o decorren-te aumento no volume de demandas por serviços públicose infraestrutura apropriada. Deve-se garantir um cresci-mento ordenado da Região Metropolitana de Belo Horizon-te (RMBH) e das cidades médias, acompanhado de planosdiretores para as cidades, assim como da oferta suficientede habitação e serviços de saneamento, segurança pública,educação e saúde.JanaúbaCentro  sub-­‐regional  BMuriaéCentro  sub-­‐regional  ATeófilo  OtoniCapital  regional  CIpatingaCapital  regional  CItuiutabaCentro  sub-­‐regional  BPatos  de  MinasCentro  sub-­‐regional  APassosCentro  sub-­‐regional  ABarbacenaCentro  sub-­‐regional  AUberlândiaCapital  regional  BUberabaCapital  regional  CBelo  HorizonteMetrópoleJuiz  de  ForaCapital  regional  BPoços  de  CaldasCentro  sub-­‐regional  APouso  AlegreCapital  regional  CMontes  ClarosCapital  regional  BViçosaCentro  sub-­‐regional  BUbáCentro  sub-­‐regional  ALavrasCentro  sub-­‐regional  AVarginhaCapital  regional CDivinópolisCapital  regional  CGovernador  ValadaresCapital  regional  CAlfenasCentro  sub-­‐regional  AManhuaçuCentro  sub-­‐regional  APonte  NovaCentro  sub-­‐regional  AItajubáCentro  sub-­‐regional  BCaratingaCentro  sub-­‐regional  BCataguasesCentro  sub-­‐regional  BSão  João  del  ReiCentro  sub-­‐regional  BSão  LourençoCentro  sub-­‐regional  BMapa  da  rede  cidades  -­‐ MG  -­‐ Situação   em  2007Ordem  1Ordem  2Ordem  3Ordem  4Ordem  5Ordem  6Ordem  7Ordem  8Conselheiro  LafaiateCentro  sub-­‐regional  B  
  39. 39. 47As preocupações com o meio ambiente e com práticas sus-tentáveis ganham cada vez mais espaço nas decisões dasnações, empresas e indivíduos. A incompatibilidade entreo desenvolvimento e os padrões de produção e consumo vi-gentes está no centro das discussões atuais sobre a econo-mia sustentável, definida enquanto “a satisfação das neces-sidades presentes sem o comprometimento da capacidadedas gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”17.O aquecimento global é a dimensão mais tensa e visível dacrise ambiental, provocada pelo aumento dos gases de efeitoestufa (GEE) na atmosfera. No entanto, há outras dimensõescomo a perda de biodiversidade, a escassez de recursos hí-dricos e o aumento da poluição urbana18. Por outro lado, a vi-são do meio ambiente enquanto entrave ao desenvolvimentoeconômico vem sendo substituída por uma nova abordagem,na qual emergem múltiplas oportunidades de negócio daspreocupações com a sustentabilidade ambiental.As mudanças climáticas já são uma realidade global e seusimpactos estarão condicionados crescentemente ao nível deadaptação, bem como ao grau de transição para a economiade baixo carbono.Há dois cenários extremos: um primeiro, em que é mantida atendência de emissões, e um segundo, no qual há mudançapositiva na trajetória de diminuição das emissões de GEE.No primeiro caso, espera-se que a intensidade das emissõesmodifique o clima da terra, levando a impactar diretamentea produtividade agrícola, com ganhos para as regiões friase perdas para regiões temperadas e tropicais, inclusive parao Brasil. Sendo assim, para conter os efeitos negativos damudança climática, seria preciso intensificar a pesquisa,desenvolvimento e inovação na agricultura e pecuária.No segundo cenário, os esforços e custos necessários paraa manutenção das mudanças climáticas em níveis segurosno longo prazo serão muito intensos, a ponto de causar mu-danças nos preços relativos na economia, tornando crescen-temente mais caras as fontes de energia de origem fóssil eoutras atividades geradoras de emissões de GEE19. As pres-sões por substituição dos combustíveis fósseis resultarão noaumento mundial da procura por fontes de energia de baixocarbono, o que traz como oportunidade o desenvolvimentoda produção de energia de biomassa (etanol, carvão vegetal,entre outras), bem como novos negócios associados à eco-nomia de baixo carbono.17Comissão Mundial sobre Meio Ambientee Desenvolvimento da ONU.18Giambiagi, F. e Porto, C. (orgs.), 2022:propostas para um Brasil melhor no anodo bicentenário. Rio de Janeiro: Elsevier,2011.19Além da geração de energia, outrasatividades humanas são importantesna emissão de gases de efeito estufapara a atmosfera: desmatamento,processos industriais, agricultura (usode fertilizantes nitrogenados e decalcário, perdas de matéria orgânica dosolo, emissão de metano em cultivos dearroz inundado) e tratamento de resíduos(emissões de metano e N2O).Meio Ambiente e Sustentabilidade2.3
  40. 40. 48As mudanças climáticas vêm aumentando a vulnerabilida-de de todas as regiões do planeta20. Com isso, os eventosclimáticos e ambientais extremos são cada vez mais fre-quentes. A crescente intensidade dos danos provocados poreventos naturais extremos está relacionada ao crescimen-to populacional e ao movimento de urbanização aceleradoque levam à maior aglomeração populacional e à ocupaçãocrescente de áreas de risco21. Os eventos têm, portanto, pro-vocado custos financeiros crescentes e em termos de vidasdemandado esforços prevenção e mitigação dos seus efeitos.No Brasil, a sustentabilidade ambiental tem tido relevânciacrescente. Nos últimos 20 anos, o país dotou-se de legisla-ção ambiental e de aparatos institucionais importantes, in-cluindo a criação do Ministério do Meio Ambiente. Mais re-centemente, o tema entrou na pauta das ações empresariais.A principal fonte de emissão de CO2no Brasil é a destruiçãoda vegetação natural, com destaque para o desmatamentona Amazônia e as queimadas no cerrado englobadas naatividade “mudança no uso da terra e florestas” (Gráfico15). Essa atividade responde por mais de 75% das emissõesbrasileiras de CO2, sendo a responsável por colocar o Brasilentre os dez maiores emissores de gases de efeito estufapara a atmosfera22.Na perspectiva do uso sustentável dos recursos naturais, oBrasil tem fortes vantagens comparativas na produção debiocombustíveis, com uma crescente participação do etanole do biocombustível, mas que ainda requer grandes avançosna área.0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.0001990199420002005Energia ProcessosindustriaisAgricultura Mudança nouso da terra eflorestasTratamentode resíduosGráfico 15. Estimativas das emissões líquidas de gases de efeito estufa de origemantrópica, por setor de atividade (Gg CO2 eq) – Brasil – 1990–2005Fonte: Relatório “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – IBGE 2010”A preocupação ambiental é crescente também em Minas Ge-rais, com necessidade de tratar de assuntos relacionados àsustentabilidade da sua estrutura produtiva e a definição depolíticas urbanas para a destinação adequada dos resíduossólidos. Há também uma nova frente de oportunidades denegócios advindas da biodiversidade, do potencial turísticoe de novos negócios associados à economia de baixo carbo-no que poderia ser mais bem aproveitada pelo Estado.Todas as questões abordadas terão impacto sobre a traje-tória do Estado em maior ou menor grau dependendo defatores exógenos, mas também das escolhas e prioridadesdefinidas pela estratégia de desenvolvimento do Estado. Àluz dessas tendências, é possível antever o futuro e traçarum caminho de prosperidade, qualidade da vida, cidadaniae sustentabilidade no Estado de Minas Gerais até 2030.20A década de 2000–2009 foi a maisquente desde 1850, de acordo coma World Meteorological Organization(WMO).21Entre 2004 a 2009, 543 mil pessoasmorreram devido a eventos geofísicos(terremotos e erupções vulcânicas) ouclimáticos e hidrológicos (tempestades,enchentes, avalanches, temperaturasextremas, secas e queimadas). As per-das econômicas chegaram a US$ 753 bi-lhões, nesse período. Somente em 2010,as perdas econômicas causadas por esseseventos alcançaram US$ 68 bilhões, coma morte de 304 mil pessoas.22Fonte: Relatório “Indicadores de Desen-volvimento Sustentável – IBGE 2010”.
  41. 41. 49TendênciasmaisrelevantesparaoFuturodeMinasGerais1. Consolidação do conhecimento como principal motor da economia mundial.2. Aumento das pressões por ajustes fiscais e políticas públicas mais eficazes.3. Novo padrão de competitividade em nível global: larga escala de produção,baixo custo e alta densidade tecnológica.1. Emergência da nova classe média brasileira.2. Inserção do Brasil na economia mundial e maior visibilidade internacional.3. Preocupações crescentes com a erradicação da pobreza e inclusão social e produtiva1. Urbanização e maior demanda por infraestrutura.2. Inserção externa crescente e grande relevância do setor minerometalúrgicoe do agronegócio.3. Emergência de atividades de densidade técnico-científicas e articuladascom a Economia do Conhecimento.TendênciasmundiaisTendênciasNACIONAISTendênciasMINEIRASAs tendências descritas anteriormente foram priorizadas durante o processo de reformulação do PMDI e as três tendências –mundiais, nacionais e mineiras – mais relevantes para o futuro de Minas Gerais estão listadas a seguir:
  42. 42. Capítulo IIIVisão de Futuro
  43. 43. 52Essa é a Visão de Futuro que os mineiros desejam para MinasGerais – construída durante o PMDI em 2003, projetada para2023 e afirmada novamente para 2030. Alcançá-la seráuma conquista estratégica que repercutirá sobre a vida detodos os cidadãos – mineiros e brasileiros.Essa visão é o ponto de partida para a construção da agendade iniciativas estratégicas que contribuirá para que MinasGerais empreenda uma trajetória de desenvolvimento aindamais pujante nos próximos anos.O melhor lugar para se viver incorpora quatro atributosfundamentais: prosperidade, qualidade de vida, cidadaniae sustentabilidade.Minas Gerais 2030Necessitamossempredeambicionaralgumacoisaque,alcançada,nãonostornasemambição.”Carlos Drummond de Andrade“TORNARMINASOMELHORESTADOPARASEVIVERvisão de futuro -
  44. 44. 53Exprime o compromisso com a melhoria das condições vivi-das pela população, conjugando oportunidades de trabalhocom acesso a serviços públicos de qualidade, em especialeducação, saúde e segurança.Busca a ampliação permanente das capacidades individuaise coletivas, da autonomia e da emancipação social.Representa a aspiração de um ambiente socioeconômico de-senvolvido, com forte empreendedorismo, elevada produti-vidade da economia, mais e melhores oportunidades de tra-balho, educação e alto padrão de bem-estar da população.Uma economia dinâmica, competitiva, com forte base tecno-lógica, inclusiva e diversificada, que pressupõe infraestru-tura adequada, incorpora novas formas de organização daprodução, adota inovação permanente, fortalece sua iden-tidade e insere Minas Gerais, cada vez mais, nos mercadosglobais e na economia do conhecimento.Promove o caráter duradouro e harmônico do desenvolvi-mento ao longo do tempo, com novos modelos de financia-mento e uso racional dos recursos, vislumbrando as geraçõesfuturas. Incorpora e harmoniza as dimensões ambiental, po-lítica, econômica e social.Pressupõe transparência e austeridade, proporcionando umambiente seguro e confiável, propício a atração e retençãode investimentos.Consiste na garantia dos direitos fundamentais a toda a po-pulação mineira, ao mesmo tempo que reconhece e valorizao indivíduo como protagonista no processo de desenvolvi-mento.Busca o acesso equânime às oportunidades em todas as re-giões do Estado e possibilita a participação do cidadão naformulação e no monitoramento de políticas públicas e nasquestões de interesse público.a) Prosperidadeb) Qualidade de Vidac) Sustentabilidaded) Cidadania
  45. 45. 545. Viver mais e com mais saúde4. Desenvolver e diversificar aeconomia mineira e estimulara inovação3. Garantir o direito de morardignamente e viver bem2. Aumentar a empregabilidadee as possibilidades de realizaçãoprofissional1. Reduzir a pobrezae as desigualdades6. Transformar a sociedadepela educação e cultura7. Aumentar a segurança ea sensação de segurança8. Promover e garantir autilização sustentável dosrecursos ambientais10. Asseguraros direitosfundamentaise fomentar aparticipaçãocidadã9. Ampliar emodernizar ainfraestruturae os serviçospúblicosFigura 2. Minas Gerais 2030 – Visão integrada dosdesafios e transformaçõesElaboração: Macroplan Prospectiva, Estratégia & GestãoA realização dessa Visão de Futuro requer a superação, pela sociedade mineira, de dez DESAFIOS E TRANSFORMAÇÕES aolongo das próximas duas décadas. Esses desafios e transformações representam focos prioritários, de alta relevância e deelevado potencial de impacto, no desenvolvimento de Minas Gerais.
  46. 46. 55O primeiro desafio consiste em REDUZIR A POBREZA E ASDESIGUALDADES. Nesse campo, Minas Gerais apresentouavanços significativos nos últimos anos. O número de pes-soas vivendo abaixo da linha da pobreza vem diminuindoe a desigualdade social também. Mas ainda é preciso umesforço redobrado para romper o ciclo da pobreza, para quea miséria seja erradicada no Estado e para que as desi-gualdades sociais, que ainda persistem, sejam significati-vamente reduzidas.TRANSFORMAR A SOCIEDADE PELA EDUCAÇÃO E CULTURAé o segundo desafio a ser enfrentado. Nos dias de hoje,a educação é um dos mais valiosos ativos de uma socie-dade e, apesar da melhora nos indicadores de educaçãonos últimos anos, ainda há muito espaço para crescer emMinas Gerais. A alta evasão escolar, principalmente no En-sino Médio, e o atraso relativo dos estudantes em relaçãoà série adequada são problemas crônicos no Estado. Paraenfrentá-los, o ensino em todos os níveis, nas redes públi-ca e privada, deve primar pela qualidade, com um sistemaeducacional inclusivo e de alto desempenho. A escolarida-de média da população precisa ser mais elevada do que aatual e as desigualdades educacionais regionais precisamser reduzidas.Em complemento à educação, é indispensável fortalecera identidade cultural mineira e seus valores como instru-mento de coesão de toda a sociedade. Os recursos culturaise turísticos do Estado devem ser preservados, protegidos etransformados em instrumentos mais geradores de negó-cios, emprego e renda.É, sobretudo, a partir da educação que conseguiremos AU-MENTAR A EMPREGABILIDADE E AS POSSIBILIDADES DEREALIZAÇÃO PROFISSIONAL das pessoas. Na última déca-da, a taxa de desemprego em Minas Gerais baixou signifi-cativamente e hoje é inferior à média brasileira. Contudo,o desemprego continua especialmente elevado entre osjovens, que representam quase a metade dos desocupa-dos do Estado. A informalidade da economia também temdiminuído, mas continua ainda muito elevada. É essencialgerar mais trabalho e estes devem ser de qualidade, paraque a vida profissional seja uma grande fonte de realizaçãopara os mineiros.A geração de mais empregos de qualidade pressupõe DE-SENVOLVER E DIVERSIFICAR A ECONOMIA MINEIRA E ES-TIMULAR A INOVAÇÃO – o que representa o quarto desa-fio. Minas obteve nos últimos anos ganhos consideráveisem termos de PIB per capita, mas ainda é o 9º maior doBrasil. Para mudar de patamar é preciso aumentar a suainserção nos mercados nacional e global e crescer acimada média brasileira por um longo período e de forma sus-tentável. A economia mineira ainda é muito dependente daexportação de commodities e esse é um fator que colocao Estado em situação muito vulnerável ao contexto eco-nômico internacional. Para reduzir essa exposição e ace-lerar o crescimento, é imprescindível avançar em direçãoa uma estrutura produtiva mais diversificada, competitivae apoiada em produtos com maior qualidade, densidadetecnológica e valor agregado. Também é necessária a pro-moção da sinergia entre os setores produtivos existentese o aumento do dinamismo dos negócios nas diferentesregiões do Estado.
  47. 47. 56Alcançar e manter um padrão de produção competitiva em umnovo ambiente econômico é condição imprescindível para odesenvolvimento almejado para Minas Gerais, priorizandoum ambiente de negócios pujante, um arranjo institucionalrenovado para a promoção e retenção de investimentos eum sistema de inovação fortemente articulado e sinérgicocom o setor produtivo. Nesse campo, será preciso imprimiravanços tecnológicos na agricultura e agroindústria paraaumentar a sua produtividade e o valor agregado dosprodutos agrícolas. Ampliar a capacidade de inovação dasempresas, inserindo Minas mais fortemente na economiado conhecimento, intensificar o apoio às micro e pequenasempresas inovadoras e ampliar os ambientes de inovaçãopara gerar empregos de qualidade e atrair e reter talentos,despontam como objetivos importantes a serem alcançadosnos próximos anos.AMPLIAR E MODERNIZAR A INFRAESTRUTURA E OS SER-VIÇOS PÚBLICOS é um pressuposto para aumentar a com-petitividade da economia mineira, bem como para ampliarsua capacidade de atrair e reter investimentos. Estado me-diterrâneo, com posição geográfica privilegiada no territórionacional, Minas Gerais é particularmente sensível às de-ficiências de infraestrutura. Soluções gradualistas não sãomais suficientes. Os gargalos na infraestrutura são crescen-tes barreiras à adaptação da economia ao novo padrão decompetição mundial. Para o Estado crescer, é preciso dar umsalto em investimentos públicos e privados para expansão,modernização e diversificação da infraestrutura econômicae social, além de um substancial aumento de sua capacida-de de implantação de projetos. Reduzir os tempos e custosde deslocamentos de bens, pessoas e cargas com segurançaé um imperativo para o desenvolvimento.Em relação aos serviços públicos, é imprescindível ampliara efetividade das políticas públicas e a capacidade deinovação e integração do Governo para gerar mais emelhores resultados para a sociedade. Nesse contexto, nãose pode desconsiderar o fato de que a população mineirahoje é majoritariamente urbana. Portanto, o bem-estarda população depende, em grande medida, do acessoaos serviços públicos disponíveis nas cidades. Há umaclara relação entre a qualidade e a agilidade da ofertadesses serviços e o bom desempenho da economia e odesenvolvimento. É preciso coordenar as diversas políticaspúblicas, garantindo que as ações de governo nos camposdo transporte, habitação, defesa social, combate à pobreza,saúde, saneamento e destinação de lixo e defesa civil sejamarticuladas. O bem-estar da população tem uma naturezamultidimensional que requer uma variedade de serviçospúblicos e privados que devem ser disponibilizados deforma integrada em todo o território. Nesse sentido, garantiro ordenamento territorial nas cidades, com governançaambiental e infraestrutura customizada para cada realidadelocal, é primordial.
  48. 48. 57O sexto desafio é o de GARANTIR O DIREITO DE MORARDIGNAMENTE E VIVER BEM. Um grande número de minei-ros ainda não tem moradia adequada e muitos ainda nãotêm acesso a serviços básicos. O alcance da visão de futuropressupõe que todos os mineiros vivam em um lugar confor-tável, seguro e saudável.Mas é importante lembrar que o desenvolvimento econômi-co, a ampliação da infraestrutura e o acesso amplo a ser-viços de qualidade perdem sentido se não permitir que oscidadãos possam VIVER MAIS E COM MAIS SAÚDE. Emboratal desafio envolva uma complexidade de determinantes, agarantia do acesso a serviços de saúde de qualidade e auniversalização do saneamento básico são condições fun-damentais. O aumento da qualidade e da expectativa devida da população de Minas Gerais passa pela melhoria dosindicadores de morbimortalidade entre a população juvenile pela redução da mortalidade infantil. Além disso, com aperspectiva de abrigar uma população cada vez mais idosa,Minas terá que responder, com eficiência, ao aumento dasdemandas pelo tratamento de doenças crônicas e aquelasligadas ao envelhecimento. Também deverá ser capaz deuniversalizar completamente o acesso à atenção primária ereduzir as disparidades regionais no atendimento aos cida-dãos, garantindo a presença de redes de atenção à saúde emtodo o seu território.Não há, entretanto, possibilidades de construção de um fu-turo com um ambiente de negócios atrativo, tampouco deatingir padrões aceitáveis de saúde e educação, se não exis-tir um ambiente público seguro para os cidadãos e para asempresas. AUMENTAR A SEGURANÇA E A SENSAÇÃO DESEGURANÇA é essencial para o futuro do Estado. Isso passapela redução da incidência de violência, de criminalidadee de desastres nas áreas urbanas e rurais e pela adoção demedidas para atuação mais intensiva nas áreas de risco ede alta vulnerabilidade social – assim como sua integra-ção aos outros espaços das cidades. A criminalidade temcaído desde 2003, mas, apesar dessa redução, a sensaçãode segurança não tem aumentado nos mesmos níveis. Umasociedade amedrontada acaba por paralisar-se, impactandonegativamente a ocupação dos espaços públicos e piorandoa convivência entre os cidadãos. O índice de homicídios en-tre os mais jovens é o mais alto, o que requer uma preocupa-ção especial com essa faixa etária, notadamente por contados efeitos devastadores do consumo e do tráfico de drogas.A violência no trânsito também é preocupante e exige açãoimediata do governo e da sociedade.
  49. 49. 58Não há futuro sem o cuidado com o meio ambiente. MinasGerais está aprendendo a reconhecer a importância daexploração sustentável dos seus recursos naturais. Nãoapenas a economia, mas o bem-estar do mineiro dependeimensamente da conservação de seus rios, matas e mon-tanhas. Minas tem desenvolvido intensamente o poten-cial de se tornar um foco de turismo ligado ao usufrutoda natureza. Além disso, as emissões de gases de efeitoestufa precisam ser drasticamente reduzidas para que oEstado possa colaborar para o esforço global de evitar osefeitos desastrosos das mudanças climáticas – e nessecampo, medidas e incentivos para promoção da inovaçãoambiental são essenciais. Queremos que nossos filhos enetos possam usufruir da beleza e das riquezas naturaisde Minas Gerais e viver bem aqui. É preciso que Minasse transforme em uma potência da economia verde e quesaiba PROMOVER E GARANTIR A UTILIZAÇÃO SUSTENTÁ-VEL DOS RECURSOS AMBIENTAIS.O último desafio, mas não menos importante, é ASSEGU-RAR OS DIREITOS FUNDAMENTAIS E FOMENTAR A PAR-TICIPAÇÃO CIDADÃO nas decisões sobre as políticas pú-blicas em Minas Gerais. É preciso resgatar e garantir osprincípios fundamentais, previstos na Constituição Fede-ral, de que todos são iguais perante a lei, sem distinçãode qualquer natureza, garantindo-se aos mineiros e aosresidentes em Minas a inviolabilidade do direito à vida,à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.Promover os direitos humanos dos grupos historicamentediscriminados e ampliar e efetivar o sistema de garantiasde direitos da criança e do adolescente devem ser trata-dos como prioridades estratégicas para superação dessedesafio.A superação dos desafios para Minas Gerais até 2030passa por valorizar o conceito de fim público, não estatal,ampliar o campo de cooperação entre a Sociedade e oEstado e promover o engajamento e a participação docidadão, ampliando a transparência e o controle socialdas ações de governo.O compartilhamento de responsabilidades, a correspon-sabilidade legalmente regulada, está no centro dos novosdesafios do Estado contemporâneo. Adota-se, em MinasGerais, o conceito de Estado Aberto, que atua com outrasesferas da sociedade, sem perder a sua força de regular aorganização social e as atividades econômicas. Um Estadoque opera em parceria e adota como pilares a GESTÃOPARA A CIDADANIA, o equilíbrio fiscal e a busca por maiorprodutividade e qualidade do gasto público para produzirmais e melhores resultados para a população.
  50. 50. 59A eficácia do Estado será ainda maior com a mobilização da criatividade e da capacidadeempreendedora da sociedade, do setor privado e da classe política. E as novas tecnologiasda informação devem ser amplamente utilizadas para levar os serviços para mais pertodos cidadãos e facilitar sua vida.Por fim, é importante destacar que, para a superação desses desafios e transformações,é necessário colocar o JOVEM MINEIRO como personagem central da estratégia de de-senvolvimento de longo prazo. O futuro está nos jovens, na sua qualificação, na sua ex-pectativa em relação ao futuro e no seu protagonismo social. Se por um lado são os maisatingidos por mazelas sociais, como a violência, o desemprego e a disseminação dasdrogas, por outro, eles são os agentes de inovação e transformação da sociedade e cons-tituem a capacidade de produção e cidadania futura. Concentrar esforços, desenhandopolíticas públicas inovadoras, bem como coordenar e direcionar ações para esse grupo,é condição indispensável para a construção do futuro desejado para Minas Gerais.Nesse sentido, até 2030, o empreendedorismo e protagonismo social dos jovens serãoamplamente valorizados, com incentivos para a permanência e o desenvolvimentoprofissional dos jovens no Estado e o aumento de suas expectativas quanto ao futuro.Orientada pelo objetivo final de consolidar um padrão de desenvolvimento com prospe-ridade qualidade de vida, cidadania e sustentabilidade, a estratégia para os próximos20 anos está organizada em 11 Redes de Desenvolvimento Integrado detalhadas nocapítulo seguinte.
  51. 51. A Estratégia deDesenvolvimentoCapítulo IV
  52. 52. 62Quandoosventosdemudançasopram,umaspessoaslevantambarreiras,outrasconstroemmoinhosdevento.”Érico VeríssimoA sociedade tornou-se mais complexa e exigente nosúltimos anos levando as organizações públicas e privadasa se redesenharem e pensarem em formas alternativasde organização e gestão. Não é mais suficiente ofertar umserviço com qualidade, é preciso fazê-lo de forma maisintegrada, com mais eficiência e dentro dos novos padrõesde tempo impostos pela dinâmica do mundo moderno. Umadas soluções que vêm sendo adotadas em escala crescente éa gestão em rede23. A percepção das mudanças no contextosocial e a necessidade de agir em rede começam nasempresas e, em seguida, transbordam para as organizaçõesgovernamentais.A introdução da noção de rede na gestão pública visasuperar dois problemas centrais de governança: asetorialização (fragmentação) e a ineficiência na obtençãode resultados. Sua superação pressupõe a integração deperspectivas heterogêneas, em arranjos que otimizemesforços para fins comuns, ou seja; a organização em redes23De forma simples, rede significa umconjunto de objetos e pessoas interligadosentre si. Segundo Nohria (Introduction:is a network perspective a useful wayfor studying organizations?, 1992:4) éum “conjunto de pontos de intercessão(pessoas, organizações), ligados porum conjunto de relacionamentos sociais(amizades, transferência de fundos,participação) de um tipo específico”.dos atores inseridos direta ou indiretamente na atividadegovernamental, potencializa os esforços e conhecimentosde cada um, de forma cooperativa e integrada, em prol deum mesmo objetivo.Em rede, o Estado passa a atuar de forma transversal,estabelecendo laços com diferentes setores da sociedade,no sentido de responder às demandas, resolver problemas epropor estratégias customizadas de desenvolvimento.“Organização da Estratégiaem Redes de DesenvolvimentoIntegrado4.1
  53. 53. 63Quatro são os eixos da gestão pública em rede, preocupada com a obtenção de resultados.O primeiro é o da melhoria da compreensão da realidade em que os governos estão inseri-dos, particularmente da dinâmica social e das demandas dos cidadãos. A ação em rede, namedida em que envolve um amplo leque de atores, ajuda na compreensão da diversidade,heterogeneidade e singularidade da sociedade, superando, em alguns aspectos, a unifor-mização e a padronização que não correspondem à complexidade do real. Dessa forma, pro-porciona a melhoria da qualidade dos diagnósticos e permite a compreensão mais sistêmicados problemas a serem enfrentados, pela conjunção de olhares, percepções e informaçõesde fontes diversas.O segundo eixo reside na formulação das ações. Integrando em rede as áreas e os parceirosconcernidos pelo problema a ser enfrentado, a possibilidade de melhoria das formulaçõescresce, na medida em que o governo mobiliza os conhecimentos produzidos pelas distintasentidades da sociedade sobre as diversas temáticas que impactam a qualidade de vida dapopulação.O terceiro eixo encontra-se na execução das ações. A organização dos esforços em rede per-mite o compartilhamento das informações concernentes à operacionalização, contribuindo,assim, para a redução do sobretrabalho, do desperdício de recursos e do setorialismo, mui-tas vezes, nocivo. A existência de um duplo fluxo de informações (horizontal e vertical) per-mite a articulação integrada entre os órgãos estatais, assegurando a resposta customizada,conservando as prioridades e racionalizando recursos. O compartilhamento de objetivos,perspectivas e conceitos inerentes ao conjunto de estratégias é condição para que todos osprofissionais envolvidos estejam empenhados no alcance dos mesmos resultados.
  1. A particular slide catching your eye?

    Clipping is a handy way to collect important slides you want to go back to later.

×