Trabalho Sobre Quinta Das Fráguas Carla Campanela - Presentation Transcript
Foi proposto um trabalho para dar resposta á nota de imprensa do museu da Guarda a entidades jornalísticas, que sendo dirigida para formadora Carla Campanela, achou por bem organizar uma saída de estudo ao local dos achados de Época pré-romana dos quais falaremos ao longo do trabalho, aprofundando o tema exaustivamente para dar a entender ao público-alvo a temática que antecedeu á inscrição dos achados agora abordados em contexto Histórico. Museu O Museu Regional da Guarda foi criado em 1940, pelo dinamismo e empenho daquele que foi o seu primeiro director Dr. Ernesto Pereira, com objectivos claros de preservação da identidade regional e de afirmação do movimento regionalista local. Durante a dependência autárquica, que durou quarenta e três anos, não conseguiu afirmar-se como instituição museológica plena. Esse desiderato só viria a tornar-se realidade a partir do momento em que, o então Museu Regional da Guarda, passou para a dependência do ex. Instituto Português do Património Cultural. Depois de dois anos de obras de requalificação reabriu, em 1985, com a designação de Museu da Guarda. A Missão do Museu da Guarda é o estudo, a conservação e a divulgação das suas diversas colecções bem como o desenvolvimento de acções de extensão cultural que fomentam a sua capacidade de comunicação, cumprindo assim as suas relevantes tarefas de serviço público. É Visão do Museu da Guarda a sua projecção como instituição museológica de referência ao serviço da sociedade e da cultura. Os seus Valores são a preservação do património, a promoção cultural, a competência e a excelência dos serviços que presta. Depois de dar a conhecer a instituição que vai acolher o molde preparado em tamanho original das inscrições que datam de época Pré- Romana já publicadas em 1956, por Adriano Vasco Rodrigues pela primeira vez e que agora graças a uma técnica que recorre á tecnologia LaserScan levada a cabo por empresa especializada Portuguesa leva este legado ao museu da Guarda assim como achados desta civilização, que vão estar no museu a partir de 2010. Iniciamos uma abordagem através do tempo para melhor compreender a grande importância do trabalho de pesquisa dos Arqueólogos chefiados por Maria João Santos, trabalhos custeados pelo Instituto Arqueológico Alemão de Madrid e pela firma Noraktrad do grupo Norak. A norte da Bendada, situa-se o Cabeço das Fráguas, local de difícil subida, mas cuja dificuldade é compensada pela excelente vista que proporciona no alto dos seus 1018mts. É no topo que se encontram as inscrições lá deixadas pelos nossos antepassados Lusitanos e bem perto destas inscrições que foi deixada esta cache. A inscrição rupestre do Cabeço das Fráguas (Sabugal, Portugal) A primeira referência conhecida a esta inscrição figura nas Memórias Paroquiais do séc. XVIII, em que o pároco de Pousafoles do Bispo menciona existir "
em todo o cume"
do Cabeço das Fráguas "
uma pequena planície, e uma lage virada ao Nascente com uns caracteres que se não deixam conhecer"
(Curado, 1989:350). É, contudo, a partir da publicação em 1959, de Adriano Vasco Rodrigues, que esta inscrição conhecerá o interesse da comunidade científica, tendo desde então, sido objecto de aturados estudos linguísticos e etimológicos. A lage encontra-se disposta ao nível do solo, no cume do Cabeço das Fráguas (fig.1), maciço granítico com 1015 m de altitude, a c. de 15 km a sul da Guarda. Apresenta o canto inferior direito mutilado, afectando a leitura da linha 6 e da linha 7, sendo no entanto possível, como chamou a atenção F. Curado (1989: 350), já existir a falha originalmente, conforme parece apontar a inclinação oblíqua da 6ª linha, pelo que faltaria assim, apenas o final da linha 7. As letras, de ductus grosseiro e irregular, encontram-se profundamente gravadas, não oferecendo quaisquer dificuldades de leitura, à excepção da 3ª letra de LAEBO, que Untermann (1997) recentemente propôs corrigir-se para LABBO. Não nos interessa aqui debruçarmo-nos sobre o estudo linguístico e etimológico dos vários componentes do texto epigráfico, mas sim analisar a presença do grupo de vítimas da suovetaurilia romana - oilam, porcom, taurom -, e a pertinência da sua correlação com as cinco divindades mencionadas: Trebopala, Laebo, Iccona Loiminna, Trebaruna e Reva. A Laebo (uel Labbo) é oferecido um porco, a Trebopala e a Trebaruna uma ovelha, a Iccona Loiminna um animal que podemos talvez identificar com uma vaca e finalmente, é Reva quem recebe a oferenda maior, o touro semental. Regra geral, consideram-se todos os teónimos em dativo. No entanto, se isso se pode aplicar a Laebo - partindo do principio de que se trata de facto de um tema em -o-, não invalidando, porém, tratar-se de um nominativo indígena presente em -bho -, dificilmente se aplica em relação a Trebopala e Iccona Loiminna, ambos temas em -a que deveriam fazer o dativo em -ae/-e, á semelhança de Trebaruna e Reva. Uma solução poderia passar por considerarmos os primeiros três teónimos no nominativo e os dois últimos no dativo, articulados assim, em dois blocos distintos, possivelmente divindades menores/ divindades supremas. Todavia e para efeito prático, nesta primeira abordagem, consideraremos apenas a etimologia dos teónimos em si. Para Trebopala é comummente aceite o composto treb- e -pala. O radical treb-, amplamente atestado nas línguas célticas, não coloca problemas quanto ao seu sentido de "
povo, tribo"
; já a voz -pala é mais difícil de definir. Uma das propostas é a sua aproximação à Víspala védica e aos Pales romanos, ambos vinculados à protecção dos rebanhos (Dúmezil, 1958: 80 e Witczak, 1999: 66). A este propósito, Patrício Curado (1989: 250) chama a atenção para o facto de em Trás-os-Montes e no Gerês (Portugal), "
pala"
manter o significado de "
empenho, protecção"
. Trebopala encerraria, assim, o possível sentido de "
protectora da tribo"
, com eventual conotação agrária. Laebo encontra-se unicamente representado no Cabeço das Fráguas - com um total de quatro dedicatórias -, tratando-se ao que tudo indica de uma divindade tópica. A sua análise etimológica apresenta, contudo, grandes dificuldades. Recentemente, Witczak (1999: 68-69) propôs considerar-se Laebo no dativo do plural, por aproximação a formas como o gaulês matrebo, que surje em vez de matribus. Segundo esta interpretação poder-se-ia supôr em Laebo uma derivação de Lahebo, possivelmente equivalente a Laribus. Esta proposta choca, porém, com a ocorrência da terminação -po em todas as outras dedicatórias conhecidas, a menos que se considere a evoluçãp b>p, em testemunhos que são decerto posteriores. O presente estado de conhecimentos não permite assim, avançar nada de minimamente concreto relativo a esta divindade. Iccona Loiminna corresponderá a um teónimo seguido de epíteto. O teónimo em si parece corresponder-se ao gaulês Epona (Gil, 1980; Maggi, 1983: 8 e Witczak, 1999: 66-67). A possível derivação do epíteto de *louksmena, "
brilhante"
e a sua ocorrência numa das inscrições em língua lusitana de Arroyo de la Luz (Masdeu, 1800), poderia eventualmente sugerir estarmos ante uma divindade de 2ª função. O difícil sentido etimológico, o facto desta inscrição constituir a sua única referência e a impossibilidade de definir ao certo o carácter da sua oferenda não permitem, todavia, tecer quaisquer outras considerações. Relativamente a Trebaruna, divindade amplamente atestada no núcleo lusitano, estamos ante uma forma que comporta igualmente o radical treb-, seguido de aruna. Blanca Prósper (1994) propõe para -aruna, a relação com o gót. runs < *runós, "
corrente, fonte"
, assinalando a existência de diversos hidrónimos com esta raiz e a possível relação etimológica com o celta Arawn, rei de Annwfn, do muito profundo (*araunos). Buá Carballo, considera, por outro lado, a derivação *Trebaro-, com paralelo no a.irl. trebar, "
sábio"
(2000: 73-74). Atendendo a esta conjugação etimológica, somos tentados a ver em Trebaruna, o possível sentido de "
segredo do povo"
, "
a sabedoria do povo"
, integrável, portanto, no âmbito de uma eventual divindade de 1ª função. A última divindade mencionada é Reva, também de ampla difusão cultual em toda a zona lusitano-galaica, seguida de TRE-, que porém, não podemos classificar seguramente como seu epíteto. A opinião mais difundida é a de que se trata de um tema em -a, fazendo o dativo em -ae = e. Recentemente, com base na possibilidade do R lusitano reflectir o D indo-europeu, Witczak (1999: 71) avançou a proposta de Reue constituir o dativo de *Reus, portanto, uma divindade uraniana assimilável a Diaus, Zeus e Júpiter, corroborando assim a anterior interpretação de Mª de Lourdes Albertos de Reva como derivado do radical *reg, "
direito, lei"
(1983) e as várias situações de identificação desta divindade com importantes orogenias. Voltando agora à análise do rito sacrificial, teríamos assim uma possível sequência de duas divindades de conotação agrária (ou de 3ª função) - Trebopala e Laebo -, a quem são oferecidos, respectivamente, uma ovelha e um porco; uma divindade de conotação indefinida que poderíamos colocar, a título de hipótese, eventualmente no âmbito da 2ª função – Iccona Loiminna -, à qual é sacrificado um animal também ele indeterminado, possivelmente uma vaca(?); uma eventual divindade de carácter soberano - Trebaruna -, à qual é, porém, oferecida uma ovelha e, finalmente uma divindade suprema, uraniana - *Revs -, a quem é consagrada a vítima mais importante, o touro de cobrição. A primeira divergência que imediatamente se destaca entre este rito e os seus eventuais congéneres védico e romano, é o facto de a maior oferenda, o touro, ser dedicada a uma divindade de "
primeira função"
e não a uma entidade de conotação guerreira. Por outro lado, a comprovar-se a identificação de commaiam com "
vaca"
, teríamos uma segunda divergência e, ainda uma terceira, expressa no sacrifício de uma ovelha a uma divindade de possível carácter soberano como Trebaruna. Não sabemos se oilam corresponde a "
ovelha"
ou "
carneiro"
, ou constitui um neutro, o que também dificulta a análise da sequência sacrificial. O contexto ritual - de propriação agrária -, parece ser, porém, o mesmo nos três ritos, encontrando-se entre nós sublinhado pela caracterização do touro como semental e possivelmente, pelas entidades divinas envolvidas. In O Sacrifício entre os Lusitanos http://pt.wikipedia.org/wiki/Lusitanos Lusitanos. Os lusitanos constituíam um conjunto de povos de origem indo-europeia, habitando a porção oeste da Península Ibérica (hoje grande parte de Portugal e da Extremadura espanhola). A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos. Outros líderes conhecidos eram Punicus, Cæsarus, Caucenus, Curius, Apuleius, Connoba e Tantalus. Origem Os antepassados dos lusitanos compunham um mosaico de diferentes tribos que habitaram Portugal desde o Neolítico. Não se sabe ao certo a origem destas tribos, mas é provável que fossem oriundas dos alpes suíços ou mesmo nativas de Portugal. Miscigenaram-se parcialmente com os invasores celtas, dando origem aos lusitanos. Entre as numerosas tribos que habitavam a Península Ibérica quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani, considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante muitos anos lutaram os romanos. etnia segundo os autores da antiguidade Diodoro considerava os lusitanos um povo celta "
Os que são chamados de lusitanos são os mais valentes de todos os cimbros"
. Viriato foi referido como líder dos celtiberos Os Lusitanos também eram chamados de Belitanos, segundo Artemidoro. Língua e escrita : Língua lusitana Bronze de Alcántara, ou Tabula Alcantarensis, inscrição romana na Lusitânia As principais inscrições foram feitas em território português em Lomas de Moledo e Cabeço das Fráguas; a outra inscrição procede de Arroyo de Cáceres (Extremadura, Espanha). Como exemplo segue-se a inscrição de Cabeço das Fráguas do século III d.C.: Esta inscrição traduz-se habitualmente como: "
[é sacrificada] uma ovelha a Trebopala, e um porco a Laebo, oferenda a Iccona Luminosa, uma ovelha de um ano a Trebaruna e um touro semental a Reve Tre[baruna(?)]"
. Descrição linguística: As inscrições lusitanas (escritas em alfabeto latino) mostram uma língua celtóide facilmente traduzível e interpretável, já que conserva em maior grau a sua semelhança com o celta comum. A conservação do p- inicial nalgumas inscrições lusitanas, faz com que muitos autores não considerem o lusitano como uma língua celta mas celtóide. O celta comum perde o p- indoeuropeu inicial. Por exemplo: "
porc/om"
em lusitano seria dito "
orc/os"
em outras línguas celtas como o celtibero, goidélico ou gaulês. Para estes autores, o lusitano mais do que uma língua descendente do celta comum ,seria uma língua aparentada ao celta comum, ou seja, uma variante separada do celta mas com muita relação a ele. Guerreiro lusitano Os lusitanos foram considerados pelos historiadores, como sendo hábeis na luta de guerrilhas, num determinado acontecimento quando chefiados por Viriato, livraram-se do cerco de Vetílio e perseguiram-no até ao desfiladeiro da Serra de Ronda, onde dispersaram as tropas romanas. "
Dizem que os Lusitanos são hábeis em armar emboscadas e descobrir pistas; são ágeis, rápidos e de grande destreza. Usam um pequeno escudo de dois pés de diâmetro, côncavo para diante, que é preso ao corpo por correias de couro, porque não tem nem braçadeiras nem asa. Usam também um punhal ou um gládio. A maior parte dos guerreiros veste couraças de linho, e apenas alguns cotas de malha e capacete de tríplice cimeira. Mas em geral usam elmos de nervos. Os peões calçam polainas de couro e estão armados com lanças de ponta de bronze."
Estrabão, Geografia 3.3.6 "
Em tempo de guerra eles marcham observando tempo e medida;e cantam hinos (paeans) quando estão prontos para investir sobre o inimigo."
Pela indicação de Tito Livio, (cento e trinta e quatro estandartes num exercito de doze mil quinhentos e quarenta guerreiros), cada estandarte deveria guiar unidades de cerca de noventa guerreiros lusitanos unidades semelhante à centúria romana ou apenas divisões por nações como faziam os Iberos. Utilizavam como armas o punhal e a espada, o dardo ou lança de arremesso, todo de ferro, e a lança de ponta de bronze. Estrutura dos povoados As casas de pedra tinham forma redonda ou rectangular; eram cobertas de palha, e ficavam situadas no alto de morros ou colinas, agrupando-se em aldeias - os castros citados pelos historiadores antigos. Os grandes castros tinham muralhas defensivas feitas de grandes pedras, chegando a alcançar um quilómetro de perímetro. Os instrumentos musicais incluíam a flauta e a trombeta, com que acompanhavam seus coros e danças, de que os romanos nos deixaram algumas descrições. Os locais de culto funerários são sempre de grande interesse para os arqueólogos que se encontram por todo o território da antiga Lusitânia. Do período paleolítico conhecem-se cemitérios onde os corpos estavam dispostos com restos de alimentos, utensílios e armas; do megalítico abundam os dólmens, conhecidos em Portugal como antas, ou mamoas - porque os montículos de terra que se acumularam sobre eles, criaram essa forma arredondada. Sociedade A sociedade lusitana essencialmente guerreira denotava a presença de uma hierarquia social em que o guerreiro ocupava uma importante posição. Era uma sociedade aristocrática em que a maior parte da riqueza estava nas mãos de um grupo reduzido de pessoas. A presença de joias e de armas nos túmulos indica a presença de uma elite guerreira. A organização da família lusitana revela uma estrutura gentílica da sua sociedade, o qual era referida nas fontes epigráficas com a designação de de gentes ou gentiliates. Os lusitanos encontravam-se unidos entre si por laços de sangue ou parentesco e não pelo território ocupado. O tipo de governo era a chefia militar, em que o líder era eleito em assembleia popular escolhido entre aqueles que se distinguiam pela coragem, valor, capacidade de liderança e vitórias obtidas em tempo de guerra. Os autores gregos referiam-se a estes chefes militares como hegoumenos, isto é, líder, chefe e os romanos dux. No entanto o nome de regnator, rei, e principe, também foram referidos. O hospitium, em que adoptavam-se estranhos na comunidade, é também considerado um costume dos lusitanos. É referido também que os lusitanos tinham o hábito de untar o corpo, tomavam banhos de vapor em balneários decorado com gravuras em baixo relevo, lançando água sobre pedras ao rubro, e tomavam em seguida um banho frio e que comiam apenas uma vez por dia. O alimento mais característico era o pão de bolota ou glande de carvalho; bebiam leite de cabra e cerveja de cevada, reservando o vinho para as festas com uma produção desde a época pré-romana A caça, pesca, produção de gado bovino e equino, a produção de mel e lã assim como o trigo a cevada o linho e a mineração eram actividades referenciadas. O escambo era usado nas regiões do interior onde também usavam peças cortadas de prata batida como dinheiro. Culto religioso : Mitologia lusitana Praticavam sacrifícios humanos e quando o sacerdote feria o prisioneiro no ventre, faziam-se vaticínios segundo a maneira como a vítima caía. Sacrificavam a Ares, deus da guerra, não só prisioneiros, como igualmente cavalos e bodes. Os santuários eram erigidos nas massas rochosas de locais com certo domínio da paisagem, à beira de cursos de água ou junto a montes. Praticavam exercícios de ginástica como o pugilato e corridas, simulacros de combates a pé ou a cavalo: bailavam em danças de roda, homens e mulheres de mãos dadas, ao som de flautas e cornetas; eram tipicamente monogâmicos Usavam barcos feitos de couro, ou de um tronco de árvore. As lutas dos lusitanos contra os romanos começaram em 193 a.C.. Em 150 a.C. o pretor Sérvio Galba, após ter infligido grandes punições aos lusitanos, aceitou um acordo de paz com a condição de entregarem as armas, aproveitando depois para os chacinar. Isto fez lavrar ainda mais a revolta e durante oito anos, os romanos sofreram pesadas baixas. Esta luta só acabou com o assassínio traiçoeiro de Viriato por três companheiros tentados pelo ouro romano. Mas a luta não parou e para tentar acabá-la mandou Roma à Península o cônsul Décimo Júnio Bruto, que fortificou Olisipo, estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, matando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima. Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio do norte da Lusitânia só foi conseguido com a tomada de Numância, na Celtibéria que apoiava os castros de Noroeste. Em 60 a.C. Júlio César dá o golpe de misericórdia aos lusitanos. Acaba assim a nossa incursão pela história da Península Ibérica que achamos pertinente no contexto que se insere em prol da informação e no âmbito da Pesquisa e Divulgação da Informação, disciplina que enlaça todo o pretexto do nosso trabalho só superado pela verdadeira vontade de divulgar a informação pondo em contexto passagens da história que enriquecem o pecúlio dos achados e o valor que vai ter o presente projecto já iniciado com as escavações em 2006 e que se mantêm até aos dias de hoje tal a importância dos achados até aqui e os que se crê virem a ser concretizados para que o projecto esteja concluído com a informação que se crê ser muito maior, acreditando-se na possível Acrópole existente no local dos achados e não uma mera fortificação para sazonalmente se ofertarem sacrifícios aos deuses já descritos, como em todo se acredita com base nas dimensões dos achados das escavações em que apresenta o dobro do tamanho em relação ao actual achado até aqui. Paula Monteiro, José Carvalho/Carla Campanela
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